SOBRE

O C L I M A DO F U N C H A L
E
SUA TNPLUENCIA

OFFERECIDA
I

ACADEiIIA KEAL DAS SCIENCIAS DE LISBOA
PBLO

Da. 1. A. DAIkRAL . '
SOCiO D A M E S M A A C A U B M I A .

O CLIMA DO FUNCHAL
I; S U A INFLUISN(:It(. .

TRATAMENTO DA TIS LCA 1'ULMONAR.

S e a medicina póde ser accusada de se tcivdesviacio alguinus vezes do seu verdadeiro caminho, desprezanclo ou escpecenrlo a esperimcin C observacão para correr ap6s 6 s theorias e fcivolns hypotlicscs, csle erro, ~ U C ella tem partilliado com as outras sciencias riaturaes, deve ser-lhe ~ercloadopelo zêlo, pela tenacidade c arfinco c0111 cluc scinprc tein procurado combater, por todos os meios ao s e alcanc~,seta ecssai* ncul ~ esmorecer, os grandes flagellos, cluc, debaixo de fórmas mais ori inoiloç apparatosas, mais ou menos rapidas, atormentairi c clevastain a especic humana. Se um resultado feliz não tem militas vezes coraaclo os seus esforços, nern por isso elles SUO menos dignos de loiivor. Qiir\ilc\o cri1 molestias cominummente fataes se 1 6 0 consegue aclinr um rciricclio hcrbico clue as debelle, mas se encontra iim inenos seguro cluc as cura algiiilias vezes, e que as alivia outras, jS. o 1-1ossotrabalho se púdc rcpiitar beili coinpensado, e o nosso zêlo animado para con~iiiiia~ iinia cinIiileza, ern que sempre é honrosa, aincla rliianclo balclaíla. Resignar-sc a sciencin. o a ~ ) ~ o ~ ~ sa Z O s deixar morrer os individuos atacados dc iiioleslins repuladas fataes, sein fazer os iiltiinos esforqos para salvai* ca(l;i i1111 tlois doeiirrx

a[fectad~~,setil contii~uariiik iiidagnyio dc UIII rcniedio, 01.1 de uni tll:ie lamento colltpa esse mal, é collocar-se cin unaa jiosiqlia, na realicladc trnntl~~illa, que repugna surnmatno~~te pliilosophia da scicncia e mos B aos sentimentos que carac~erisame Iionrain os Iiomens da profissão. A tisica pulmonar é um d'csscs Bagcllos, qirc lenla e vagarosamcntc, seni o apparato assustador e terrivel das grandes epidemias, cleskroc mais vidas do que oulra clualgucr niolcslia, niio poupnudo idade, sexo ou posicão social alguma, e parecciido airicla escollier cspecialmente as suas victinias n'ac~uclla época da vida cm clue todas as espcrancas se acliam no seu pleno vigor. 15 é tanto mais hrinidnvcl esla rnolcslia, que, dando muito tempo para a applica$io dos reriicdiol;, n ar1.e aké agora se tem inostrado cluasi in~poicnlccorilra clla; nUo porquc o seu esludo tcnha si& despresado, mas porque a Providcncia rião lcm cluerido revelar aos esforcos da sciencia, oii iis tcntalivas do empirisino o modo clc rciriediar eficazmente tão grande xnal. h mcdici~iaLern eiripregado, c p6dc dizer-se csgotaclo, n'esta cruel enfermidade toclos os seus recursos. As idéas mais racionam, os rnedicaniciitos niais encrgicos e variados, cluasi todos, ou todos os da matcrla medica, tralamentos emanados dc todas as doutrinas ainda as mais ol~postas,até práticas eslravagantcs, tudo tem siclo atteildido e applicado com. izma incfficacia desaniiinadora. De uin:i atmospliera carregada dc oxygenio passou-sc a oiitra rnais satiiracla de azote; do ar do campo para o curral das vaccas; da atmospl~erapura e ligeira dos nlonles para o ar cspcsso c pcsacdo dos valles; das inargcns do inar para o interior das terras. O Laloico, u navegação, as iiispiracões forcadas, os vomitorios repelicloç, ludo lcin sido baldaclo! Quando uni. remedio n o ~ o entra na priilica da arlc n&o deixa clc scr logo cxpcriincntado n'csta moleslia: o cliloro, o iodc, n creozote, o chloro-formio, etc., jri passaram por essa prova; e apciias urna ou outra vez sc L C I obtido ~ alguiw resultados felizes, cluasi seinpre epheincros, c qiie obscrvacões 111teriores iião tein coilfirmado. O estudo clue nos ultimos rinnos sc tem feito d'esta rnolcs~ia,csclarecendo inuito a sua anatomia c diagnostico, ncrn por isso tem concorrido dc um inodo apreciavcl para nos dar tima thcrapcu~icamais segura e efficaz. Eslamos coin~uclomilito longe dc pcnsai: qiic os mais .intciexactos conlieciinen~tos,cpie lia actualmcnlc d'csla alWecqCo, scja~ri ranieiltc perdiclos c iniiteis para o tratnmenlo cl'ella. Se cllcs por irrn lado tecm feito clesconfiar qiic alguns casos de Lisica p~ilrnonar,curados clironicas pelos antigos, só forain bronchites, pleiiritcs c pnc~~rnoniles e outras rnolcstias c10 pulirião, crn tcmyio em que o sei1 cliagnoslico cliRcrencial era tão obscilro; por outro lado icm-se cliepxlo n eslahclccer dois

~ ~ o n ~ o s i ~ n p orlc~doiilr inae, sdc que, no nosso modo dc rir lencicr, ,já , r a~~~ sc vai lirando ~nuito bom parlido :-I ."que a tisica piilinonar C, 5s vczcs ciuravel, ainda inesmo quando ha já caveriia no pii1mão;-2." quc B possivel c111 bastantes casos diagnosticar com toda a probabilidade esla molestia, ainda no seu prirnciro perioclo. Estas duas acclinisi~õcç,que de certo não satisfazem os anciosos dcsqjos da sciencia ii'esta parte, dão comtuclo animo para combater a molestia com a esperanca dc a Yenccr algilinas vezes, e de a previnir c rctardar outras. Todos os medicos de longa prática teem lem branqa ou apontaincntos de um certo n~iincrod'estes casos, em que obtivcraiii OLI viram ol~ter resultados tiio favoravcis que excederam a sua expeclar,$o: uma ou outra vez estabelecendo-çc uma cura clerinitiva, mediíintc a cicatrizasacão ou por OULCO modo, pelo qual a natureza pode reniediar uina lesão já muito uma suspengrave do pulmão, e em oiitros d'esses casos alcan~a~iado-sc são ião prolongada cla inolestia, e com taes apparencias d e saiide, qiic -rqiiival[a quasi a uma cura ; e doentes lia cpe tem tido a fort~inadei<,;ji ::i ol~terii3ais de uma vez esta suspensão. , , r ;,,.> O segundo ponto não é menos importante; porque sc erjtes i*csul- -,-U[, ; " tados, de que acabámos de fallar, sào inais faccis de obter no primciro periodo da molestia, ou ainda mellior lia siia invxào, e se é possivcl I~astantcsvezes chegar a um diagnostico n-iuito provavcl d'este primeiro. periodo, principalmente quando a nossa attencão é desafiada por preelisposicões constitucionaes e liereditarias, é claro que na cinineiicia c invasão de molatia tão grave c rebelde, todo o tratamento reputada mais decidido e proveitoso, deve, desde logo, ser etnpregado para prcvinir c atalhar niales, que depois seW niui difficil ou iinpossivel Treilcer. Erri casos de predisposigões l-iereditarias, este tratameillo, que pela inaior parte consisle ein meios hygienicos, deve scr principiado muilo cedo, e eontiT ~ U R ~severa c incessantern~ritepor muitos annos. O Entre os meios aconselliados no tratamento d'csia inolestia Ila um, cl11c, scm gosar da efficacia e seguraliga que a profissão procura, leili atravessado comtudo os seculos. sempre merecendo unia cer1.a fé c reputx$o, ainda que deixando ~riuitasesperancaç malograclas; csie iiieio é a rnuclanca de clima, de localidade, dc liabitaciio. Ai.o"leo jh acionsclliava aos tisicos a navegacão c a liahitacào nas rnnrgcns dts tnar. Asclepiades, Tliemison e Celso recomnienclavam colmo mais proveitosas as viagens longas e demoradas na Italia e no Egypto. Seiiipre foi crenca enlrcl o povo, e opinião entre os medicas c ~ ~ a cliabi~a$o 110 campo, a miii dance cle clima, as viagens de mar crain rcrncdios uleis para a 1isic:l piilmonar, curanclo algiimas ~rczcs,clanclo grande alívio outras e prcviv-,--

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liindo o seu desenvolvimento nos iridivicl~ios para ism tinl-iarn prbedisque posição Iiereditaria. A Italia foi em todos os tempos procurada corri esse fi~ii, coriio re~~~iinclo clima suave, e um ceo puro todos os coinmodos da vida, a uni c as distraccões clue os objectos de arle, os nloilumeillos antigos e uma civilisac,ão acliantada podiam offerecer ao cn.lleteiliirierito e goso dos doentes e das Sí~aiiliasíliie os acoinpanliavam, os cjuaes, pela maior parte, habitaiiies do iiortc trocavam iim inverno aspero e rigoroso por1 uma estcmpesasla c aprazivel. Era aleiri cl'isso prática commum, e ainda ta@~ hoje é cin niuilos paizes, fazer xnuclar os doentes an'cctados de padeciineiltos pulmonares para o campo lia boa estaqão, ás vezes sein granck: escoll-ia de local, ou preferindo o mais perto c o mais commoclo. Mas dcsde muilo tempo os mcclicos das cliiXcrentes ilacões leem procuraclo, no seu mesmo paiz ou fóra d'elle, dcscobrir e conliecer acliiellas localidades que, por suas condiqões melereologicas, pelas suas aguas nii~icraes, ou por uma expcriencia prévia, poderiam ser julgadas mais favoraveis para liabitacão (10s doentes afTcctaclos de padecimenlos piilmonares clironicos, principalmente cluraille o iilverno. Assiin ein Inglaterra Ui~dcrclií'l', Iliaslings, Briglilon, Torcluay, Dawlisli, Sidmoiilh, Esmouth'; Salcornbe, Peiisancc, Plusliing*, Clifton; cm Franca, Montpellier, Marselha, Hyères, Pail, e outras localiclacles ela I'rovcnca; em Iialia N i z ~ ,Piza, Roina, Napoles, e ultimamente Lago de Coilio c Vcncza ; eiii Alleinaillia e Belgica alguinas das muitas localiclades das suas agiins iriineraes; em I-lesparilia Malaga; no Mcditcrraiieo as Illias Jonias, Mnlla c o Egyplo tecni sido recominciidadas c procuradas como clirnas mais proprios para habila@io dos doentes aff'ectados dc padecimeiltos pulinonares, por tcrcm as condi~ õ e clue se rccjnerein no tratamento d'essas nMecgões, e sobre tiiclo porQrIiic s a observacào algumas vezes clemonstrou a siia ~itiliclade. Diversas Ilhas do Athlantico leern tambem sido ii'csteç rillimos lempos expcriuieii~aclas corn o mesino fim; as Canarias com o seu bcllo clima não escjiieccrarri. Mas entre todos os pontos lembraclos c já ensaiados, acluelle ílue, coiri urna reputacão posto que não autliorisada por scculos, tem adquiriclo uma rapida celebridade, e até mesirio niececido tima certa preí'ercncia, d sem duvicla a Tllia da Madeira. Dando-se. aqui a circiimstancia berri singular, de cliic iliio é tanto aos nacionaes, ~01x30 aos estrangeiros cluc ella deve o credilo que obteve e que vai sustentando. O seu exccllciltc clima, as suas bellas paizagens, as suas produccões variadis, os scins vinlios generosos e exquisitos já estavam Ilein conhecidos, c~uandoo scu ],rcstiino, como refugio e ilcincdio para os infelizes aRTeci,ados de 1110Ics~iasde peito, ainda era quasi completaineiitc igi~oraclo. I'oi ao coiii-

Ilatia c o sul cla Praiiqa eslando fediaclos para os doeiites ihglezes iilaciidos d e peito, a Ilha cla Madeira foi experimentada em maior escala, e o seu clima corrcspondeu á reputaqão de que gozava; não curou todos os tisicos, mas deu-llies tanto alivio coiiio os oiitros paizes afainaclos lhm davam, ou aincla mais, e o seu credito cresceu. A clistancia e a viageni que tiiiliarn sido consideraclas pelo Dr. Potliergill c01110 um enharaco para o Lrnnsporte (10s doentes, forani julgadas por alguns ri~écomo uteis pelo beneficio que se podia tirar cla navegaç80; e RS coriimiinica~escada vez inais faccis e frecjuenteç, e ultiiriainente a navegagão pelo vapor, aplaiiaran1 por cssc lado toclas as ílifficuldadcs. Quando cm 18 12 o Dr. Nicoliiu C. I3. PiLta publicou a sua obra ( A c c o u ? ~f ~ M~zcZeii*a Dr. N. C. B. o by Pitta. Losrlon. L 8 12) o iiun~erode cloentcs' que ~irocuravama Illia não era grande, mas já era nolavel. Esla produccão de um talento novo, clue depois clevia figurar na profissão por um moclo distinc~o,era uina iiari-agão clescrip~ivaclo cliina da Ilha e cla sua geograyhia physica, politica e administrativa: cm a ooba mais importante que se tinlia escrili10 até esse tcinpo sobre a Illia da Madeira, que podesse servir como pri~icipio d ~ sua topograpliia medica, Não deve poré~iiescapar que esta o l m , a i iinica clue ha ri'esle genero escripts sobre a Ilha da Madeira por i i l n iiosso compa~riola,foi publicacla na lingua inglcza. A saliida das tropas bri larinicas da lllia, que tinham occupado iriil itarineiile ai6 18 14, e a paz de 1815 que abri11 as portas da Ilalia aos inglezes, iiiio cliii~inuirarzio numero de doontcs quc toclos os annoç i:iii~ p r o c ~ ~ r a r cliina benefico. Entretanto o estado eni cjue muitos ali ctieo gavain era 1a1, clue, sein tirar um grande provei10 da viagem, clesaloI-iavain a i~tilidacledo clima. O Dr. Renton, iim dos fjcultntivos mais res~citaveiçque leem exercido a profissão na Ilha da Madeira, renova as cjueixas já feilas pelo Dr. Gordoii em 1784, sobre a xiegligencia dos doerites e dos medieoç em 1150 se dccidireni mais cedo a procurar um remedio que mais iarcle d niciios prqwitoso, e alé iriutil. A sua esta~islica,~iublicada e m 1827 iio E'cíi~zl,u?-g ilfcciical ar~dSurgicnl ,/òur~zal,aincla apresenta casos muito pouco vantajosos eiii coinparacão da outra que Sir JamesClark publicou, manclada pelo mesino Dr. Renton alguns niirioS depois. As observacões do Dr. Beinekcn, inseridas no bleclzcnl rcpositor,~/ 1824., e no PhiZosuphicnl Mngasinc Novernl~ro e Dezeiilfjro cle 1 $2 7 , coiicorrcram não só para fazer mais coiiliccido o clinia da Tllia, irias tairiI>cm para confirmar a sua repulacão, apresciitalido-se o propr*io ailtlior. rlomo urna das riiclhores ljrovas. Ein Agosto de 1 8 3 2 defcnclia-se pcraritc a #"crnldade de Rlcdiciiiii tlc l'nris ui.ria ilicsc ein qiic seu ;iutlior, cloln.

~)wando diflereilles clirilas dc Franca e cle Ilalia, recommei~dadospara os o tratainento de molestias pulmoiiares, c0111 o clima da Madeira, estalielecia a vantagem d'este ultimo. É para scntir que tão illustrado pratico désse tão pouca. extensào 6 sua tliese, e não tivesse o conhecimento proprio da localidade (De I'inJluence salutaire du climat de Madère dans le traz'ceiizent de ln phtisie pul7?~onait-e, de Z supe?.t'orite' de cette Inet a ,flue?zce sur celle eles clillzats (lu sud cle la ETa~zceet. de E'Itnlie. Pa77 3. d'ilssis e Sousa Faz. Pa1.i~. 1832). Mas ainda que estes e oiitros escri1'10s co~corresseinpara a propagagão do credito da Macleira, é cointildo a Sir James Clark scin cluvida alguma que a Ilha deve uma boa ou a melhor parte da sua reputacão n'estes ultiinos tempos. As obras publi cadas por clle sobre a tisica pulmonar e sobre os climas, a sua grande aullioridade na profissão, e entre o publico, não podiam deixar de ter iiiila grande influencia sobre um objecto em que clle tinlia feito estirdo especial, e cm clue tinha muito extensas informa~ões (Cyc. O Pract. J Medo Londolon. 1 8 3 4.Clhate, Tuberculnr. Phtisu -O n consunption nnd scrfula. LoncZon. 18 3 5 -The sanative hzfluence oJ" Climate. Londotz. 1 S46). Por cste tcrnpo tambem a Ellia ela Madeira era estudada debaixo tle outros pontos de vista n5o indifl'erentcs para acreditar o seu clima. Bo\~'dishno ou~oilode 1823, visitando esta Illia, tratou da sua geologia, n da sua ii~etcorologia,e da sua liistoria natural (Excursions i Ilfucleira nfzrl Porto Santo cluring the autumn 1 8 2 3, by the late Ed. Bozudish. London. 1524); e ainda que 1120 se demorou ali Instante tempo para averiguar todos esses objectos como cllcs o deviam ser, e na sua obra se cnconlrcin muiias inexac~idões,elle deu coizitudo larga noticia sobrc as malcrias de que se occupou, e que não foi perdida para os que depois d'ellc sc seguiram. Em 1 8 3 7 Luiz Mousiillio cl'Albuc~~~erq~ie, ali senclo Preí'ei~o, publicou nas lfeinorias da Acadeinia Real das Sciencias de Lisboa uma nzenzo?-iasobre a. geologia das Ilhas r a nfadei)*n, Po~.toSanto Z e Desertas. O Dr. Macaulay clepois inseriu no B'Ci1zbu1g N ~ UPhilosoI phz'cnl Journnl. Oct. 1840, um escriplo sobre a gcograpl~ia~Jliysica, geologia, e clima da Madeira. dames Smilh apresentou zí sociedade gcologica de Londres uma ~iolaimportante sobre a geologia da Illia cla Maclcira, a qual se acha impressa nas nolas ela incsina sociedade 1.01. 3." 11~1. 2." 840 a SS4 1. O professor Heer dc Zuricli, que rcsidiii ali por motivo de inolcslia, pul~licouem 185 1 uina incinoria eili nllcmão sob?.l: os phenonienos perioclicos clo rei?zo vegetal na Ilha c?a JfurZeb.a. Porém, de todos os aii~horcsque n'cstes ultimas ieinpos se Lccm occul~acloclos diversos raiilos da Historia Naiiira'i ela Illia da Macleira c! se111 duvicla o

Rev. Padre Lowe, aclticllc quc o tem i'eito com uiii esludo iiiais aturado; e os escriptos cjuc elle jrí publicou icizeiii ailciosainente descjar oulros mais exteilsos cliic aiiida se esperain. (S''?topsis OJ' the Rishes Alacleh*a puZiZishec2 h t/ze VOZ. 2 . b a 1 . ~ . 3." the Tr-ansnctioszs oJ? the Zoological Sotiety. Lo?zrZon. 18 3 7 -4 supplen~e?ztto lhe Synopsis ilz thti voz. 3 ." pnrt. 1 8 39 -AJascicuZus on n ?zezu genus 4 lhe Fmzil'y Lophicles, Les Pecto?-alespediculés, Ç.uzv'e7-, cliscoverec2 in nfizrIci,*a,cona?6u?zicateclto the society. Sept. 22."' 1 8 4 6,-Sy?zupsi~ ~cIiagnostica,sive yccies queda772 novcz Mol2usco1-um Cer~*esls~iunz I?zsulis Afarlci~*ensibus i?z c=electar, notis rliaggzoslicis succi?ztis h-ezliter desci-@ta. Lo77dool~.1 8 52 .- P~.inzitice fiunce et RZor.te Afarde7ve. Lojzrlo~z.)E aiiida clue estes e oulros escriptos sol3re esta nossa posscssiio não ~ciiliainpor Gin csludos incdicos, iiein applicncão dimcla á inediciiia, cllcs coiixt~icloi~ào aclaram poalos imsó portai~lesna lopogral3l1ia da Illia, mas talnbcm por cssa occasiào os seus a ~ ~ t l ~ o rpenetrados de iim Justo eiilliusiasmo, lallando da Madcira e do es, c seu .clima, como cle uin l~ello aclmiravel paiz, dcraizl uin p~iblicotesteinuiil~oc10 juizo fa~avoravelque cl'clla fieerain. Eiltre os muilos facul~alivoscluc tecin procpraclo a Tllia por sua propria saúcle, dois cle cxteiisa iiislriicq80, e que infcliziilei~te acliaram 1in0 ali alivio a seiis inales, escrevcrani duas oljras i~otavcissol~rea Ill-ia da Madcira que tercmos por vczcs occasião cle cilar. A primeira do Dr. Kampler, publicada no Zeitsch?a).JUr die gesa77zntte Medcin. Nanzbu~go h n . e lifiv. 1847, aoiilribiiiu inuito para Tazei coiihecer o cliina cla Madeira ila Hollailda e Allcinaiilia. A scgunda do Dr. Mason, figura ein parte dc um volurnc iinprcsso em Loadrcs ein 1S50 ( A T/*entiscon t4e cli?izatc and Jfeteor~ologyOJ' dfndei~-n by lhe Znie Dr.. dla'ason. Lo?2cZun. 1850); etc. obra elii C ~ U CO seu autlior, sc não ~OIIVOU absolutainente a excellcncin c10 clima, concorreu para aclarar alguiis pontos cla sua i~ieteorologia.Todo o ~ o l u i n cd a rcuiliào de escriplos de diflereia~esauthores, e cle diversas épocas: a priliieira parle, a seg~inda,e uinn porca0 da terceira f o r ~ i n escriptas pelo Dr. Mason, diiranle a sua eslada na Illia da Madeira em 1834. e 1835; o resto da lerccira parle coiista de observacõcs ~netco~ologieas de Mac Ei~en,Se Philadclpliin, fcilns iio Pui-iclial cm 1818 e 1S4 9, e dc ol~servaqõesbaroine~ricasc therinometricas dc G. A. Young, feitas lainbem ali nos mesmos anilos; a quarta parte é, uma publicacão iiitercssante sobre a agricultura e sobre a propicdade raslica na Madoira por G. Peacocl<; c a quinta e iiltiina coiitdm uma historia descriptiva da Ilha da lfadcira, espcde de guia para os estraiigeiros, por João Drivcr. Em 1 8 51, (inalinenle, apparuccrnm (luas obras sobre a Illia da Ma-

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deira, impressas ein Londres, uma de Rober to tVhi te (Nad&ra zts clz'??iat~ nncl scemy. Jondoiz. 1S 5 I), e outra cle Eduardo Harcoiirt (A Sjcetc?~ f Macleirn. Lonclo-lolz,185 i,). Estes dois livros, c1ue servem hoje de guia e i instruc$áo para os estrangeiros, e principalmente para os inglezes, con* teem a descripyão cla Illia, sua geologia, rnetcorologia, e muitas outras partic~~laridacles interessantes para quem a visita, ou a vai liabitar; e sCio escriptos com bastante exacLidão e cuidado, Toclas eslas publica$ões e muitas outras menos importantes para a medicina, mas curiosas para a litteratura, juntas ás inuitas e bellissiinas gravuras e litl~ographiasdos pontos mais pitorescos da Ilha, inostraru qual tem sido o interesse cpe ii'estes ultiinos tempos se tem ligado áy~tellepaiz, ein parte c,oino ponto commercial, mas principalmente como clima proprio para indivicluos valetudinarios, e para o tratamento de padecimentos pulmonares. O grancle numero cle doentes que ali affliie, as pessoas qile os acompanhain, e alguns viajantes que ali vão toinar conhecimento do pak, entre os quaes se contam pessoas de alta instriicçào, teem colliido noticias irnportantes que provavelmente figurarão ein publicacões cada vez mais exteusas c exactas que devem concorrer para fazer conhecer mellior o cliina, e ao mesmo tempo para fixar o valor que se lhe deve dar no trataineni;~ das molestias para que é i*ecoininenclado. Tendo visitaclo a Illia da Madeira ein Agosto cle 1852, c t~ildo-110s ali clemorado por espaco de oito mezes em scrrico dc Sua Magestadc a Iinperatriz do Brasil, Viuva, Diic~uezade Braganca, e de Sua Aiigusta Filha a Princeza D. Maria Ainelia, clue ali falleceu, desejáinos estuclar e vcr atE! que ponto era bem í'unclaclo o credito que se tem estalxlecido em favor do seu clima no tratamento da tisica pulmonar, jB por informacõcs oblidas por todos os moclos qiie estivessem ao nosso alcance, já pela observasão c 0 cliina e clas .outras coiidicões hygienicas, que se re1 cpereni para o tratamento d'esta molestia. Procurámos mesmo eoinparar estas condicões com as que se d ~ ein Portugal, c priiicipalrnenlc e m o Lisl~oae seus arredores, imitando aquilb clue jB se lem feito em outras . para o tratamciilo da tisica localiclades, eni relacão j sua coil~~eniencia pulmonar. Isto constitue o perlueiio trnball~o cl~ico~recernoslio,je á Acacleinia; não julgando que ellc tenlia grande mereciincnlo scienlifico, inas parecendo-nos qiie poderá ter alguma u~ilicladeyrSticn. Dcsejaildo fazer n~aisgeialineiitc conlicciclo entre 116s o cIue já se sabia do cliina da Madeira, reuniirios para este fiin todos os clcmen~os cncoi~trámos cluc e aproveiláino-nos de traballios j6 feitos; 1120 só porque os nossos eram inuilo liinilados, mas tambem porque pens.lçâinos ciue, ainda c~uai~clo Tossem dc inuitos .anuas, não cleviainos coilficir só ii'ellcs, mas slxn coinparal-os

e cornliiiial-os coiii os que prccedcraiii. H verclaclcs clile só se po(lcn1 u estabelecer coin a au~horicladedo lernpo, c com os esforços de rnuitos; é preciso que ioclos os que estão ein posição opportuna, estuderii esta cpestão, apresentem e deponliam o resultado do seu estildo e da sua prática, para clue urn dia se possa dizer com seguranga, clual é a influencia a que o clima da Madeira tem sol~rc tisica pulmonar, como rneio curativo, coino lileio siispensivo, e como meio prevenlivo; ou se a rcpiitaçào que a Macleira tem adcluiriclo corno clima proprio para o tralainenlo d'csta inoleslia é mal ftlizdada ou exagerada, e os doenles só aclinrn ali o que poderiam encorilrar no seu yroprio paiz com inenos inconiniodo. Porénz n'este exame convéni pondcrar com toda a prudcmia e circumspeccão quc se não trata dc avaliar uin remedio heroico, inas sim uni meio cliie em uiiia niolcstia, cluasi scnipre fatal, pódc salvar algumas vi das, póde prolongar ouiras, pódc dar uma esislencia ioleravel. Niio é isto de certo tudo cy~~anto deseja; mas se effectivaruiente este resultado sc se consegue ali mais do que em oulras partes, jri é uin grande bem para a liumanidade, alívio e salisfncão para os doeiiles, e m u i h consolacão para as falililias. A scicncia não se dá por satisfeila coin ião pouco, porém vai contiiiuando as suas iildagacões mais animada coin estas pea quenas vantageiis, que co~ifirn~am idch de poder conseguir alguin dia resultados mais felizes. Esie escripto ser6 dividido em trea partes. Na, primeira daremos uma breve noticia do clima e topograpliia do Funclial, e das suas condiçues hygienicas, clue podcm tcr rclacão coin o tratamenlo clos doentes que ali vão procurar reernedio. Na scguncla cxaminarcrnos clual é a utilidade do clima do Fiiilclial no tratamento das inoles~iaspulmonares clironicas, e principalmenle da tisica pulinonar nos doen.1~~ ali viio cluc residir, e apreselitareinos algumas coiisicleragões comparalivas sobre o cliina cle Lisboa e alguns oulros, ein relacão coin o dito tralamenlo. A terceira parle fiilalmciite conslari cle observações me~eorologicasfeitas por nós no Punelial desde o principio cle Seteinbro de 1852 alé no firn de Abril dc 1853.

NOTICIA SOBRE O CLIMA E TOPOGltAPIIlA DO FUNCIIAL, li SOBltiZ AS CONDIC~ES IIYGIENICAS DA CIDADE, QUE PODER^ TER REL~SÃO CODI o TI~ATARIBNTO DOS DOEI'PISS QUE ALI V i 0 PROCURBR BEMEDIO.

A Ilha da Madeira est5 situada entre 32',,,4 9',,4 4", e 32",, 3 7',, 1$'I latilude do Norle; e entre 1G0,,39',,30" e 1 7",,1 G1,,38" longitiide ao Oeste ele Greenwicll, qilasi 10" ao Norte do Tropico de Cancer. A sua fórma
é um c~uadranguloirregular, aprese~ltandoein, toda n circumferencia uma serie de elevacões, mais ou menos pronunciadas, entre as quaes o Cabo Girão leiri cjuasi 2:000 pés de altura acima do nivel do mar. A sua inaior extensão descle a Poiitn dc S. Lourenco até 6 Ponta do Pargo 6 de 32 inilhas geograpliicas; a sua inaior largura desde a Ponta da Cruz até á Ponta de S. Jorge é de 12 milhas, e a circurnferencia, dcspresando pcquenas saliencias, e angulos entrantes, é de 7 7 rnillias. A p c scnta no ~ncio,correnclo dc Leste o Oeste, uma serra ou corclillieiila com clevacões, crislas, dentes c picos, dos yunes o iliais alto tem inais de G:000 pés acima do ilivel c10 mar. Esla serie de moixtaiilias estabelece a divisa0 da Illia em costa meridional, e costa çel~leiltrional,c cni geral talbem delermina a distribuicào das agiias. A eslriictura montaiihosa do paiz, cortado por profundas fendas e escara~ões, qiic ein algumas partes correm desde o cume das inoiitanlias até ao mar, com maior oii tnenor inclinagão, e com mais ou menos desviacões e torluosidades, produz acciclentes de terreno e prccipicios ele fórrna a inais variada e grandiosa. O declive das rnontanlias eili alguils lagares 4 ~ n u irapiílo, mais para o laclo do Nortc do que para o laclo do Sul, e assim contiilúa ainda elepois ela enti-acla iio niar, oncle a profunclidacle, a poiicn clistancia (Ia terra. j;í é clr riiirilas braps. Mas aypsar d'csin disposiqão geralmente

niioiitanliosa, c íbrleiiieiile clecli~ie,não só lia localidatlcs de iiiciina$o mais suave, mas encontrain-se algumas peclilcnas planicies, e duas de maior grandeza: uina ao Oesle da Illia, o Paul da Serra, com algumas millias de exteilsão e 5:000 pds acima do mar, e outra Saiilo Anlonio da Serra, para o lado clc Lcçte, menos extensa e 2:000 pés acima do por orirle corrcrii as 6s eleya$es e ~ i c o s ,aos córtcs mar. aguas iormaiido cascatas e grandes cluedas de agua, a uina vcgctacão vigorosa c abundante em algumas parles e a uin tcrreilo ariclo, severo e abrupto em outras, que a Ilha dcve a admiravel variedade e bclleza cle suas paizagens, muitas das quacs lecin ainda por fundo o oceano. Estc paiz, que em outro tempo tomou o iioine dos seus grandes e densos arvoredos, aiiida não pode, clesde a destruicão d'elles para cá, recuperar essa falta, que se faz sentir em urn tcrreiio que podia e dcvia ser animado por uina vegetacão robusla e secular. Eiii algu~ilasparles tem-se formado já ilovos I~oscliiese florestas, cin clue figuirarn o pinheiro, o castanheiro, o til, o folliado, o teixo, o sobreiro, clc., e I~emse rccoiiliecc a disposicão que a natureza tem para ves~ira Illia cle uma nova e rica produccão, por pouco que fosse ajudada pcla miio do lioinem, Enlretanto por toda a parte uma vegela~ãomais liuinildc, nias semprc forle e vigorosa, em que sobresaem muitas plai~~aç tropicaes, e principalinciilc a caiia de assucar, o café, e a bananeira, c6 ao paiz unia apparemia cle1 leitosa e com kiastanic novidade para o habilante da Europa, sobre tuclo no inverno. Não me consla que tenha Ilavido lsubrc a Ilha da Madcira ~rabalhos gcologicos muito seguidos e aturados; os mais nolavcis, c de cliie nos aprovcit5mos são os de Boivdisli, de Mot~sinliode All~uquerc~~ic, de Macaulay, e dc Smi~ll,os cluaes concordaiido inui geralincii~ena partc descriptiva, siio de mui diversa opinião na iri~erpre~acão csl~licacãoclos e factos. O terreno da Ilha, segiindo a opinião mais geral, é cviden~ementc volcanico, 0 segundo Smith oflerece n'cste scntido muito inleressc para o estuclo. A sua clisposi~ãoeslreinarncide desigual, c o scix caraclcr fragmentario explicam-se Bem por esta coristituicáo volcanica da Ilha c pcla accão das torrentes das inoninnbas, scin recorrer 5 mais e't~raordinaria wpposicào de quo o grupo das Illias da lfacleira, e ainda oulros grupos de Ilhas do Atlantico sejam restos de urn vasto continente ein grande parte s~ibmergido. fi comludo certo que tão graiicles elcvaq6es ao pé de tão profundris cscava~ões,a altura do Cabo Girão dc inais dc 1:SOO pés quasi a prutno sobre o oceano, a profiinclidade do Ciirral clas Prciras de 1~300 pés, não longe do Pico Riiivo corri inais clc 6:000 pc's acima do niuel do xnni*, e 6das as outras grniide:; tlesigrialclarlcs tlissu-

dico do d u q ~ i e Lciiclitenberg, visitaiido a Illia cin 1849, coníiririou csta dc opiniào pelas suas observacões microscopicas. Tem-se depois cl'isso apanhaclo na cosla do mar, coraes, ciija clisposi~iode ramos muito se assemelha á d'essas petriricacões. A mais importante clas formacões calcareas clue apontúmos é a que se encontra ao pé d e S. Vicente na costa c10 Norte, duas millias acima do valle, a Leste do Ribeiro; ao pé acl~ain-sevestigios dc clois fornos de cal que provavelinente foram abancloilados pelas difliculclades clos transportes. Esta formacão que foi especialmente cstudada por Smitli, é por ellc jiilgacla como formando a roclia fundamental da Illia, c alravessanclo a inonlanlia 2:000 a 3:000 pds acima &o nivel do inar. É1 composta dc calcareo duro, branco e luzentc, tendo no interior camaclas basallicas, c acliando-se toda a massa cercada pelas mesinas camadas. N'esla forinacão encontrou Sinilli varios fosseis, muitos zoopliytos, e Lcslaceos r~iaritimosdc c1ue nolou oito generos sem poder marcar as especics. Entre S. Jorge e S.'" Anna na costa do Norle, nas inargens da Ribeira de S. Jorge, ou anles nas de um dos scus arfluentcs, dcnominaclo Ribeiro do Tabaco, lia uma camada de lignile ncgra e consistente, ardendo com cliainiria clara e vapores acidos. Assenta sobre unia cainada d e argilla endurecida, é perrneada por ella, repoiisando tudo iminccliatamenle sobre o basalto. O professor Joliiislon considera esta cainada coino o rcsiduo secco dc uina antiga niina dc carvão, c o seu Iiislre, cleasiclacle ç fractiiro romlioidal devidos á accão do basallo cluc a coljre. A analysc mosiroix scr a sua coinposiçiio a seg~iin : carboneo GO, 'i -1iyclrogete O nio 5,82 -oxygenio e azote 3 3 , 4 7 , coin uin pcclueno resicluo. A. natureza j)yrogcnicn dos terrcnos da Madcira lem levaclo os seus ex~loradoresa procurar indicios ou vesligios de crup~õesvolcanicas recentes, ou aincla de antigos fócos já ainorlecidos. lV1ousinlio dc Albucjizerque não os pôde encontrar, ncm liic pareceu cluc pcla fórma e arranjo dos pyterrenos clue exaininoii haja iilclicios d'clles, não cstando as Corrna~õcs rogenicas e escoriaccas na disposicão radiacla ou divcrgeilte propria de taes fócos. Elle pensa, pela disl~osiçãodas diversas camadas, liela falta de crateras, pelos grandcs córics c10 lerreno, e por mais alguinas razõcs, que o Arcliipelago da Madeira é provavelinenie rcslo de tima rcgiso muito mais extensa que em parte desappareccu ou abateti, por uma seric de causas, que não é possivcl assignar. Outros, c ciitre elles Macaulay e Srnith, pensam cjue a Ilha é de forrnacão volcariica, e quc o Curral clas Freiras dcve ser consiclcrado conio uma antiga cratera liojc amortecida, e clue não era unica; cstabelecenclo ass.iin tima grande analogia eizlrc os diverços grupos dc Illias do Allaniico, algiiinas das cltiaes aiiida coiiscr-

vam as suas crateras em acqão. Esta opinião é a inais geralmente recebida. Sinitli pensa que a principal cadêa de inoiitanlias devia ter sido em outro tempo muito inais a l ~ a ; porque o seu cume hoje consta de camadas que só se encontram na base dos cones volcanicos activos. A profundidade das fendas, clos regos e das escavacões ein terrcnos formados d e basalto, e onde a inaior parte do teinpo correin só pequenos ribeiros, e poucas vezes grandes torrentes, faz pensar no iminenso tempo que seria preciso para qiie a accão cla agua podesse rasgar e gastar tào profundamente o solo. Mas nada ha quc sc opponha, como diz Mousinho de Albuquerqile, 6 supposicão de que os abalos produzidos por ca tastropl~espoderosissimas e indicadas por tantas observacões, podesscin abrir nas camadas grandes fei~clas,nas cjuaes as aguas reunidas, achando entrada facil e uma consistencia alterada, cscavassein em milito pouco tempo os profundos leitos e111 que hoje correm. Tambem algiiils pensam que as aguas cjue em outro tempo correram por acluelles leitos, mesino nas occasiões ordinarias, eram ein muito inaior qiiantidadc do clue hoje são. A Kibeira clos Soccorridos, segundo Peacok, era baslan~ehnda e clieia para poder conduzir madciras Buctuantes para o mar, onde agora nas occasiões ordinarias corre pouco mais do que um regalo. E noiavel que se niio teriliam encontrado na Ilha aguas rnineraes i~iiportantescIiie poderiuin ainda concorrer mais para a sua celebridade curativa; as que sc .tem acliado sào aguas ferruginosas fracas, ali íli~asi desconliecidas e nLio usadas. Nào se tem notado que a teiripcratura clas fontes e pocos diffira muilo da do ambiente para mais quente. As teinperal~irasinais altas cpe n'elles se observaram foram as dos l~ocosentre os ribeiros dc S. João e o média da supcrfrcic 6 7" 1 4 2 de João Gomes, sendo n'esses a .~cinpera~irra e a do fundo GGo,S 18. As obscrvacões forani reitas em diffcren~esmc zes, e coin divcrsas temperaturas do ar, desde 61°,25, até 72"78. Bowdish faz mcncão de teiilperaturas muito abaixo do ar ainbienle em alguns pojos, o que elle al~ribuea rcceLerein aguas das montanlias em muito baixa temperatura. Ein uina observacão feita ultiinainen~eno Rabajal (23 de Novembro de 1852) a temperatura ao ar livre era 49" a da fonte 50"5. O aspecto da Ilha e grandioso c pikoresco, muilns vczcs n atiiiosphera coberta por nuvens, e algumas o cume das inoiltanlias por nevoas, que nunca oii rarissimas vczcs clescem 6s inargciis c10 inar. Em varias partes a apparencia do Lcrreno é arida, escabrosa c selvagein; mas do lado do Sul e sobret~idoproxirno ao ri'uiiclial, a paizagein é deliciosa e rica, vendo-se por toda a encosta bellos liabitag6cs e jrirdiils, c111 quanto
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irregular, mas cam uma apparencia de aceio e alegria que geralmente agrada. A cidadc do Punchal esti situada na falda das inonlanhas, disposta cm ampliitheatro, com a sua principal exposiç,ão ao cluadrante do Sul, e come~andologo poucos pés acima do mar; mas algiimas das hahitacões nos arredores da cidadc, e (pie ainda hzem parte d'ella, porque niio hn uma circumvalla~ão bem es~abelecido,estio na altura de 200 e 300 pés. A sitiia@o do Puncl~al em 32",,3 é 7',,45" latitude do Norte e 16",,5 5',,2011 longitude ao Oeste de Greenwich, distante de Lisboa 535 millias, dc Gibraltnr 62 5 , da Costa c17Africa380, de Santa Cruz dc TencrifI'e 260, de Soutl~ampton1325. A impress80 que o seu clima faz no viajantc é de unia s~iavidaclc e de uma brandura ta0 agradavel, que parece -que as constit~iicões i-ilais delicadas e deterioradas podem al~iviver ao ar livre. Em geral Lima temperatura. qiiasi uniforme e sempre moderacla durante o dia, pouco vento qtie ngo incommoda, as horas de calor xnodificadas por algumas nuvens que abranclain os raios do sol, e pela viraça do mar; nunca frio notavel; cliuvas ás vezes abundantes mas passageiras, e deixando logo o terreno em estado de se poder passear; uma atinosphcra ein quc se não sente humidacle, nem poeira ou cffluvios iiicoi?irnodos. Tudo isto dá logo a idéa de um clima excepcional e proprio para o tratamcnlo de padecimentos chronicos em constitui~ões delicadas; e no liornem do ao Norte, cluc, r ~ ~ g i n d o rigor de uni clima inhospito, ali aborda no inverno, 6: encont17a uina cxlensa vcgelacão ein pleno vigor, em clue figuram zritiiias clas mais bellas e iileis l~lantasde todos os clii~ias,produz a eff'elto inaravilliaso de um d'csses paraizos iinaginados e descriplos pelos poetas. Entretanto o medico, sem ser incliEereil~c estas i'avoravcis a iinpressões, prccisa, por um exaine mais proft~ndoe severo, ver sc em cada 1irn dos elementos que constiluein o clima, e nas diversas parkcs que formam a topogra~~liia medica do paiz sc dão as condijões hygienicas, que caracterisain uma localiclade saudavel, e propria para o fim para quc 6 procurada.
em baixo assenta uina cidade de pouca csteiisão c

O estudo da pressùo baronietrica na Illia da Madeira não est6 ainda ~iiuitoadiantado, porque não se lhe tem dado muita importancia, como teudo pouca inlíiiencia sobre o conlieciinento do clima. Mas por outro lado achâinos calculadas pelo baromelro as alturas aciina do nivel do partimar da maior parte dos inontes, edificios e de muitas lial~itacões culares; As observacões baromctricas mais antigas, de que ali lia conhecimenlo, são as do Dr. Heberden, feitas nos cinco annos que vão desde 11 749 a 1753, de cujas observacòes teinos as médias, maximas e minimas de cada inez (tabella na01). Depois d'estas vem as observaqões c 0 Dr. 1 Gourlay, das quaes se publicaram as de dez annos, desde 1793 a 1802, observacõ& que seriam de grande vantagem se não apresentassem cifras que lancam a maior incerteza sobre a sua regularidade, ou sobre o modo par que foram iinpressas, e por isso nos não serviremos d'ellas. Já o Dr. Heiiielten tinha tido bastante dúvicla sobre a sua exactidão: assim clle nos diz que as observa~õesiinpressas na obra do Dr. Gorirlay, foram feitas por Jaiiies Murdock no sitio do Valle, 400 pés acimado mar, e que por este niotivo se não podein applicar á cidade do Punclial; e que além d'isso apparecein n'ellas algarismos que não podem rasoavelmente ser recel~idos.A pressão baroinetrica de 2Gp,,9' no inez de Marco de 1 7 9 4 e a de 3 1 no mez de Julho de 17 9 6, 400 pés acima do mar &o de tal modo extraordiiiarias e Sórn cle tiiclo que ali se tem observado que dào uma grande descorifianqa de iaes observaqôes, que alias seriam iinportanies pela época erri que foram feilas, e pela sua cluracão. Ainda ajuntaremos que o Dr. Gourlay niio declara a qualidade do barometro de que usou, nem a exposicão, allura, correcqão pelo thermometro, numero de observações cliarias, lroras de observasão, e outras circumstancias que convéin conhecer. Apenas apreseilta ein cacla nm dos inezes durante dez aiinos a riiaxima, minima e média pressão haromelrica de cada inez; e não póclc ficar sern grande reparo que o numero de 30P sem fraccão seja a altura média baroinetrica da maior parte dos iriczes. Por todos estes motivos julgámos iiáo clever fazer cnlrar estas observacões baroinetricas c 0 Dr. Gourlay no nosso calculo, apcsar da sua extenszo 1 e da mingua de iiiateriaes n'csta parte.

Bowdisli filla de algiiinas observacões baroeietricas feitas por elle ,-ia hjadeira, que deram as inédias de 767",30, 76/im,20 e 76Im,GO; mas tuclo isto é tratado ião ligeiramente e cle passagem, que não olisiimos servir-110s d'ellas. As olaerva$es baronictricas do Piiilcl~al,publicadas depois d'estas, são as do Dr. Heineken clo anno de 1826 (tabella 11." 2), mui exactamente feitas, duas vezes por dia, b dez lioras da inanliã, e ás dez lioras da tarde, 90 pés acima do iiivel do niar, corrigidas pela tcmperalura, tomada á mesma hora, e deilotaiido tiido isto iim bom observador. O Dr. Mason, de cujos traballios meteorologicos muito nos aproveilámos, não fez observaqões baromctricas; falta ii~explicavelem quem tanto entendia a meteorologia. Depois tcmos ainda as observa~õesclc G. A. Young, c as de Mac Euen: as primciras feitas nos Illieos, 100 118s acima do mar, com um barometro aneroide, uma observacão por dia ás nove lioras da maiihã, desde Outubro de 1848 a ~ 15 dc J1111110 de é 1849; d'estas só vimos publicacla a pressão méclia de cada um dos mezes (iabella 11.' 3). As seguildas de Mac Euen, de Pliiladelphia, colhidas desde Dezembro de 1849 até Maio cle 1850, 1 0 liotel clc'Holloway, 1 280 pés acima do mar, com u m aneroide que tililia sido prévianicrito comparado com um bom harotnetro dc inercurio, foram í'cilas duas vczcs m por dia, á excepcão do mcz dc Dezcnibro c1n cjue f o i ~ ~í'cilas só i1111a vez por dia. PuBlicamol-as por extei-iso, porcpie as julghmos muito iiproveitavcis (taLella n." 4). As ulliinas que leinos a enuincrar çio ns clc Roberto White, cjue coinprcliendern dezcscis mezcs, a inqior parte fcilas em 18 5 0 e 185 1, 13 2 pés acima do mar, e as dos priineiros qualro mezes estrahidas das observacões dos Drs. ITcincltcn c Reiltoi~,fcilas iios seis annos, cjue vào desde 1826 até 153 1, 90 pds aciina do mar ([abella no05). De todos estcs clivcrsos ina~criaes aproveikiíinos o que prudente~nelltejul@mos mais propr io para eslabeleccr algurnas proposicõcs sobre a pressão barometrica do Furiclial, cIue precisarão aincla ser corifirmadas por inaior iiuniero de o1~scpya~íjes. A média pressão barometrica annual no Punclial ol~ticlapor uina méclia tirada das melhores observacõcs [citas cm diversas localidadcç da cidade, e haroirietilos de inerciirio c ancroicles é 29rd,I)1G. Hebcrden . . . . . . . . . . . . 2 9 ,c3 1 5 Heinekcn . . . . . . . . . . . . . 30,030 Yoiing . . . . . . . . . . . . . . . .29,90 Mac Eucri . . . . . . . . . . . . 2 O,8 7 7 RobctblV'ltitc . . . . . . . . . 29.86
prtl

Procedendo pelo inesino tiletlioclo acliiímos para os diversos iriezes do aililo o seguinte: Janeiro . . : . . . . . . . . . . . . . . . 29,828 Fevereiro . . . . . . . . . . . . . . . . 3 0,13 6 Marco . . . . . . . . . . . . . . . . . . .2 9,7 6 9 Abril . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29,803 Maio.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29,648 Junho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29,752 Julho . . . . . . . . . . . . . . . . . . .29,924 Agosto.. . . . . . . . . . . . . . . . . . 29,739 Setembro. . . . . . . . . . . . . . 2 9,908 Outubro . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 9,9 0 7 Novembro . . . . . . . . . . . . . . . .2 9,9 0 2 Dezembro . . . . . . . . . . . . . . . .2 9,9 2
P O ~

.. .

A pressão barometrica não parece ter ali relaçào com as estacões, nem mesmo coin a temperat~ira,excepto n'aquella parte que diz respeito 6 dilatacão pelo calorico nos barometros de rnercurio, que não depende de prcssão atmosplierica, e clue deve ser corrigida pela formula propria. A differcnca cla pressão inédia entre os varios mezes não é notavel, sciido a maior diçi'crenca entre Fevereiro e Marco Op0',367 e a menor entre Setembro e Ouliibro Opu',OO1, o que referimos sein pensar que esse facto tenlia algurna importancia. O mez que apresenta a média mais a l ~ aé Fevereiro, e a mais haisa é Maio, a clillerenga entre estas duas pressões médias é dc OP0',488. A maior allura baroirietrica que encontrámos nkstas observaclies d 30pd,505 (observacões dc Heincken), e elle ainda falla de uma pressão baroinctrica maior, e é de 30p"',62. Nas observaqões de Mac Eucn encontrárrios 110 dia 10 dc Janeiro de 1849 ás cliiatro horas da tarde a extraordinaria prcssão Laroliietrica de 30Pn',95 mas evidentemente é uin ; engano tjpograpliico, porque tal prcssão não esth de accordo com as antecedentes e seguintes, e clá um erro no calculo da extracggo da meclia do mez; aquella pressão dcvenclo ler-se 30'",05. A prcssão barometrica mais 1)aixa que ci~contrámosé cle 29p1,1 1135 obscr\~acõesde Hebcrcleli ein Abril de 1750; jiilgailclo nós que a pressão de 29'"', que sc encontra em Mac Eiien, sem clue seja extraurdiaaria é ainda oulro erro typograpliico. A difiereiiga entre a mais alta pressão observacla por Heiileken, e a mais baixa observada por Hcberdcn vindo a ser 1pd1,52.Estas duas prcssões l~arocnc~ricas cxlrciizas clevem ser julgadas j;í clxtraordinaricrs no Fiinclial, oi-~tlc~ baroinelro oseilla ordio

~iariamenlccntre 2 911"',4 e 30p",3 Mas cin todas cslns coiaidernqòcs 0 S. é preciso sempre at~eilderá altura eril que sào colliidas as observações. As variacões bar'o~netricasdiarias enz geral são pequenas e fazem-se vagarosan~eatc.N'So está eslabelecida, ilcin nós poclénlos estabelecer o lei que regula a oscillaqão barometrica cliaria ali, e as horas a que o maxiino e iniiiimo tena ordiilarinmei~telogar. A elevacão do baroiiletru coincide frecluei~tementecoin o bom tempo, inas tamùein não é raro ver tempo encoberto e chuvoso com o barometro alto. Quando este desce abaixo de 29p0',G0, geralmente chove, e 6s vezes a chuva sobrevém poucas Iioras depois da descida. Tambem n8.o nos foi possivel eslabelecer a rela@o da pressão barometrica com a escala hygroiiietrica. 6 cerlo que ùaswnles vezes coincide a baixa do barometro com o auginenlo do gráo de Iiumidacle; inas ngo ha n'isso lei ou proporcão fixa, nein o facto é conslailte. Vê-se nas difi'ereiites observagões, dias de um só gráo de seccilra, no Iiygrome~ro de Daniell, com o barometro de 30P",05, 30~"',16. é inuito até Jías frequente ver o baromelro a110 qiiaildo o gr6o de sccciira no hygroiiietro tarnbem é elevado; sem que comtudo haja propor@.io no movimerito das duas escalas. Pelo que vimos nas differenles obscrvacões ine~eorologicas, acreditânios que devcrá ser inuilo raro ver o hygromelro marcar u m alto grilo de seccura, e o barometro baixo. A relacão eiilrc: as variações baromclricas e os ventos ilão sa póde exprimir por um%lei constante. Além da difficuldade que ali lia iio exame dos ventos, de que adiante fallareinos, vê-se o barometro inover sem relagão bein apreciavel com as diversas direccões cio vento, e coin rt sua velocidade. As variacões baroinetricas teem tarnùcin ali um ctiracler mais vagaroso do que os ventos que são exlremamenlc mudaveis, aiizda que 3s suas ni~lduil~as vez6 sejam suqieiLasa regras conliccidas. Poás demos comtudo dizcr que os ventos com certa forca c duraqao do (lua drante do Sul ao Oeste coiilcidem muitas vezes coin a cli~ivae descida to do do barometro; ern q ~ ~ a n os ventos do cl~~adranle Norle andam Srequentemente com a elevada prcssào. O harornelro tcin sido niuito usado na Madeira por varios olsservadorcs para a medi$o das alturas; c 1120 só as rlivcrsas observacões teem coincidido umas com as oulras, ou se tem aproximado muito; inas quando tem sido possivel, em cdificios allos, e em grandes elevacões sol~re inar, a ineclicão directa tem coi-~fir~nado o a exactidão do processo pelo barometro, e isto em acontcciclo igualmenle coin os barornetros de mercurio e coin os aneroidcs. 0 s barornotros ali usados, assim como os thermomctros, e algiliis oiitros instrumentos dc i.rieteoralogi~são ii~glczes.

N." ,i,
DB~~EI\VAÇ~)~!S RAIIOBIB'CBIC,\S DO DR. IIEREHDBN. PtlIL. 'PR,iXS.

10.lliEil.232.

R.' 2.
~ B Ç K ~ V A Ç ~B A R ~ S E T R I C ~DO DR. ~IEIXEKBNFEITAH NO A N N O DE , T . OM S

1826, 80 ~ b s C I ~ ~no nun, A A

DUAS a n s a i i v n ç o e s iloii

nu, bs DEZ aon*s

DA ~ I r r c i i Zu DEZ DA.TARDE.

N." a.
«IISEL~VA()~ES ilII1ODIETH1CA6 DE G. A . POUA'U PEITAS NOS JI.11BOfi 100 1'88 AS NOVE IIOIiAS DA R I A N I I ~ ~BAliOIifP,TliO ANBnOlDE, . i848 - 1840
. ~IÉDIA
pol ACIfiIA DO MA11

Oulubro . . . . . . . Novembro. ..... Dezembro . . . . . . Janeiro. . . . . . . . Pcvereiro ...... Marco.. . . . . . . . Abril . . . . . . . . . Maio . . . . . . . . . . Junlio . . . . . . . . .
+

1/

S9,98 29,92 29,98 29,96 30,02 29,83 5>9,80 29,83 29,SO

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N.".
ODSEI~YACÜES DAI\OMBTHICAS 1>B MAÇ BUER PEITAS AO IiOTEL DE IIOLLOWAY CAMINIIO DO

MBlO,

280 P$S ACIMA Do NIVEL
48.48
NOVE

DO MAR.

DAnOMETnO ANEROIDE.

IIOnAS DA ~ I A N ~ Â QUATnOiiOnAS DA TAnDE
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29,96 29,98 29,86 29,78 29,78

T,\DELLB BXTnAHtDd DA OBRA BE ROnEnT \Y\YIIITE, ODSERYAÇÕBS PEITAS EIII

1850 E 1851

NO PUNCII.iL,

132 PÉS

ACIMA DO 1IIAR; nX,iS

0s PRI1UEInOS

QUdTRO BIEZES POnAM EXTUAIIiDoS

POR BLLB DL\SOBSERV~ÇÓEÇ DOS DE

Dns.

HEINEKEN E RENTON DURANTE SEIS ANNOS

1836 AT* 1831, 90 rfs rcrnrr DO n u n .

Janeiro ........ Fevereiro . . . . . .

......... ......... Jiilho . . . . . . . . . Agosto . . . . . . . .
Meio. Junho

CAPITULO 111.
O esludo d'es~aparte da rneteorologia no Puiichal, tem siclo n u t o mais cilidadoso e segiiido do q ~ i c estudo cla pressiio baroinetrica; e por o isso lia il'esle ramo aão só maior aLuiidancia de rnaleriaes, inas ainda os observadores cs-~ão muito cle accordo eiilrr, si; liavcndn apenas ac-luella lleclucna discrepancia que as cliflerentes locnlidadcs, estacõcs, aiinos, etc. ~ O ~ C I I 1)roduzir. Nós a p ~ - i ~ ~ e i ~ a r cas o s I i n priiicipncs ol>scrvar,õestlicrnlo-

inetricas elo Fanclial, qiic st: tein piil~licado, para porler* dar uma itIt:a adeq~~ada siia LcnilieraLiira, um dos cleinentos inais i i ~ i ~ ~ o r t a n ~ e s da d'acl~ielle clima, Mas cunipre dizer que todos os inaleiiacs quc exiçteiri sobre este poilto, aiilda não dcvern coiitcntar o observaclor exaclo e esc r u ~ ~ l l o s o , a observacões clcveín seinpre conlinuar erii inaior escala, e s c com especialidade sobrc alguns pontos. Tuclo que dissermos da ternpcratura n'esto capitu10,se deve entender da temperatura c10 Funclial, pois foi ali clue se fizeram as observasões com que vamos traball~ar,6 esccp@o dc algumas, poucas, eln cIue inui claramen~ese designa oncle foram fcitas. Nem o quc se diz a rcspeito do Funcllal n'cste ponto, póde ter npplicacão para o rcslo da Ilha; por quanto o que pertence a esta partc da incLcorologia, diffcre m u i ~ o nas suas divcrsas localidades, cxposicões e alluras. A ternperatuia na Ilha varía tanto segundo estas differentes circumstancias que é possivcl no mesino dia, e na mesma liora obter as temperaturas ela maior parte dos climas, seguiido a maior ou menor elevacão, e segundo a exposicão em que se faz a ohservacão. É portanto ao Punchal e seus proxiinos arreclores, que se referem as considera@es que vamos fazer, assim como 6 taml~em esta localidade que temos mais ii~ieresse eslildar para o nosso em fm i. Do exame das differente3 observacões tliermometricas, que temos ií vista, feitas em épocas mui diversas por dinèreiites observadores, e cin varias localidades c10 Punclial, jiilgimos poder deduzir uin certo numero de proposicões muito importantes para fixar esta parle ela sua metcorologia, ajuntando alguns inappas e tabellas, que podem esclarecer o leitor. A teinperatura média annual do Funchal, tem sido clelerrninada pelos diversos aiitliores ein riumeros inui prosimos uns dos oulros: por I-Ieberden em 6S0,918, com a correccão de Shown em 6T0,30, por Kirtvan em 68",7 7, pelo Dr. Goiirlay deduzida cle observacões dc dezoito annos em 68",89, pclo Dr. Heineken, em 64",3, pelo Dr. Mason em 0 a", 9 3. Tomando uina média proporcional entre estes res~iltadosacl-iâinos a niedia annnal de 67",33 que rcputâmos beni estal~eleçidac que concorda com a temperatura média annual marcada para o Funclial na ineteorologia do professor Dove, 67",6 1, com a pecluena diflerenqa cle 0°,38. Não nos servimos n'este calculo das observacões cle Youilg, cle Mac Euen, c de Roberto Wlii~e, porclue as primeiras sào só ele i-iove mezes, as segundas de seis, e as ultiinas coinprelieiidem quatro mezcs colligidos em fi4ac~liico. filas se tomasscinos iirna inédia aiinual com as inedias cx~i.aliidns dos ~raballios d'csics Ires obser\ladorcs, d c Yoiiiig

CtGn,22, clc BTac Euen 63",16, de Wliite '6G0,19, terlaiiios o liuiriero 65"19: inéclin muito baisa, porque em duas series de observacões faltam os mezes de verão. As teinperatiiras inéclias de cada rnez, jb estão sofrivelmente estabelecidas pelas tabellas que apresentârnos (n."" a ~é15), mas j~ilgáinos poclcl-as ainda fixar mellior, tomando a inéctia entre os resultados obtidos pclos nove observaclores, e acliáinos como temperatura nléclia para os diííicrenles niezes do alirio o seguinte: Jaiieiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65,113 Fcvcreiro . . . . . . . . . . . . . . . . 62,7 1 RSarqo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 3,4 Ci Abril . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64,07 Maio., . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65,52 ,Junlio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 7,45 Julho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 1 ,52 Agosto . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 3,7 1 Setembro. . . . . . . . . . . . . . . . . .7 3,9 S Q~~tubro. . . . . . . . . . . . . . . . .69,93 . Nòvernbro . . . . . . . . . . . . . . . . . .6 6,G S Dezeinbro . . . . . . . . . . . . . . . 63.76

. .

A pecjucila variação de teiilperatura dc rnez para mez é i i ~ i idos caracteres mais attendiveis do clima do Pili~clial:dois ou trcs gr6os é a diíkrcnça regular de inez para mez, poucas vezes mais clc cliiatro griios. Consullando as tabellas do Dr. Mason (ii."" 6 e 17), at:liàinos que a difleren~ainéclia enlre os mezes seguiclos, calciilacla para a Lcinpcratura cxlcrior, d 2',OD, e para a teiilperatura interior 2',25. Coinparaiido o mez da innis alta temperatura inéclia, com o mez da mais baixa teinpcrai;ura méclia, Agoslo com Janeiro, achâinos só 1 2',54 dc dilrercnca ; e ainda pelo calculo do professor Dove, clla é só dc 1O0,SO. NSo serti iiiutil clizer que c~iianclofallhinos cla tcmpcratiira eiri geral, enlcadcrnos a ~cinperaturacxterioil 6 sotribra, coino 6 prttlica eii~cndcr-se, e cluc c~uanclose tratar da tcii.ipcralura ao sol, ou cla ternpcraltira interior, iiós o clcclarare~noscxplicitainerr~c. Correndo totlaç as 013servac;õcs dos nove oLscr.clac1ores já citaclos, procusfiinos ver clual cra a mais alia leuiperatura que tinha npparecido 110s diflereritcs mczes das clivei-sas épocas em cpc lia observaçõcs; csta coiiibina~áoLei11 a \lanlageln não s6 de jogar com obscrva~õcs cle clivcrsas clalas comprclicnclenclo ii~aisde iim seculo, ~ I I ; \ R tninheiii coiii ol~sci~vaçõci, collii(ln.; por tlivcrsos ol~scrviicloresc eni

6 rarissima; c111 alguiuas observaqõcs nietcoro1ogic:as nzo se ciicontra,
P O ~ C I U C muito

poucos annos acolitece niarcar-se unia tempcral~iraaciilia de 8O"estando o therinoinetro exterior metliodicainerite collocado. Taint~ernnotaremos que as teinperaturas mais baixas só se dào cliiraiite a noite ou na niadrugada, e por conseguinte não aflcctain os doentes. Adiante' veremos que nas nossas observacões feitas com o tliermometrog r a ~ h oappcireceni teinperaturas mais l~aixasc10 que as que aré aqui tinliain sido inarcadas pelos authores, tendo uma vez clicgado a descer a 45" Passando agora a examinar qual é a teinperatura inédia nas c1iffc.rentes estacõcs, achirnos em seis observadores, o seguilite:

Calculando as esta~ões pelas inéclias (10s mczes tiradas clos nove ob servadores, em que entrain as observaqões cle Young, Mae Euen e Wliile, nclihnos: inverno 62",88, primavera 64",4 5, verão 70"89, outono 70°,19 ; differcnca entre o verão e o inverno 8",0 1. Para conliccer a diflerença successiva eiltre a temperatura das cstacões nfío só na ternperatura exterior, coino tambem na temperatura inlerior, ve,jarn-se as tabellas do Dr. Mason (n."" 6 e 17). Comparando as observacões mais antigas sobre n inédia annual, a iriédia clos mczes e das estacões coni o que resulta clas observacões mais iilodernas, achâmoç que ii'estes cem annos a temperatura no Fiinclial não tern soffriclo altcracão sensivel, nem na sua paduaqào, nem na regularidade e pequcnez das suas variacões; só iiotareinos, sciri cjiierer dar a isso grande irnportancia, que pelas observncões de Hebcrden leitas nos annos d e 17 4 9 e 17 5 0 sc vê que a temperatura rnddia r10 outono fui ~iiaisalta do p e a do verão. Tainbern julgâmos digno de reparo que a temperatura mais baixa clue elle marca seja 60" nos cinca anilos, e nos dois que puMiclmos 61 O; o cluo póde dcpendcr da Iiora das observá$es. c cle cslas serem feitas com o ~liermoinctroorclinnrio.

A tcinpcra~tu~a diirantc o clia não sofrrc g'randcs variacocs. Nas vinte e cluatro horas, coinpreliendendo o dia e aoile, a teilipcratura varín de 3" até 10" '; poucas vezes inenos de 3" e mais cle 10" De 4" até 5" é o mais frey~~crite; 9", e 10" mais raro. Alguns clias. porém, houve 3", em que a tcmpcratura variou só 1°,5; assim como cncontráiiios oulros eai quc a variacão foi mais de 10", chegando a 13" 15" e 17". Estas varia~õcstão grancles occorrem raras vczcs, clao-se ciitre a maxiina do clia e a miiiiina cla noite, e são marcaclas pelo tliermoi-nelrographo. A liora mais quente do dia é entre (i uma e as trcs da tarde, a inais fria entre as cluatio e seis cla inanhZ. Ao ilasccr do sol a temperatura sobe logo até 6s oito oii nove lioras, e pelo dia adiantc a variaqão é pequena, marcando a masima alé ás tres horas. Depois clcsce vagarosamente até ao por do sol, tcmpo em cluc a tcinpcralura calic dciitro cm uina ou cluas horas para ficar a mcsina durante a noite, ou com pccpena e succcssiva dimiiiuicão até á madrugacla cin que clesce ao ininiino. É por isso que mesmo qiiando aconlecc uma maior variacão dc temperatura eiitrc dia e noite, entre a maxiina e a miniina, nào sc torna mui sensivel para a maior parte dos inclivicluos e inuilo inenos para os doentes que poucas veges se expõein ao ar livrc anlcs das setc ou oilo boras da rnanliã, e depois das sctc ou oito da tarclc, A tabella (11." 18) cle Wliite mostra a variacão ~lierinometricadc cada dia por espaco de dezeseis mezcs, coinpreliendei~clo cIuatro ein llachico; a niaior variacào que apreseilia é de 11" nos dias G do Fevereiro c 1 I clc '.Abril de 1 8 5 0 ; e tem ein ou~ros dias, inas poucos, a variacão de 10". As observagões de Wliite, iloiadns n'csia tabella, foram Iêitas desde as oilo lioras da inanhã até ás seis da tarde, e marcando a tcmperaliira no moineiilo da obscrvajão, c o incsrno acontece com todas as obscrvacõcs feit a s por este metliodo, que é o mais gcralaieate adoptado; mas nós csiamos cerlos por observacões mui regnlares, que íizcmos coni o ilienriomelro de maximo e miniino, quc a variarão nas vinte e c~ilatrolioras cxcedia algtiinas vezes 10" e 11°, e cliegdu urna vez a 19". O Dr. R'lason cstal~cleccu por suas observações a diRerença c~uc cxistc entre a mais alta e mais baixa ternpcratura, obscrvarla c111 cacla rncz (tabclla n." 10); variando esta diflércnça entre 10" e 17",5 ; nias é prcciso advertir cliie csta diflerenp niio iem logar no mesmo clia, rnns sim ein toclo o inez. Elle forinulou alé~ncl'isso outra tabella curiosa (. I ) , (pie wclan"
1 Tiido o qiic dizemos rciativamentc ao Lhcrmomotro sc rcforo qunnclo nRo marcdmos R escala.

cscnla tlc

P~irniilioit,

rcccir aincia iiiais cstc ponto, e em que se moslra qual íOi a iilaior e a menor temperatura durante o dia ein cada incz, e o inesiilo duraiite a noite; seiido o dia e a noite de doze lzoras cada iiin; e acliou jue a cliCl'ereii~adas tcinpcraturas estren~asde dia, durante o mcz, foi de 6" a 12", e de noile de 6" a 10". N'cssa mesma tabella encont!.âizios a *iasima tcniperaiura occorrida de dia em todo o aiiilo rliie foi 80" e a aniiiiina que foi 59", sclido a difl'ereilca 21"; encoi~trAmostainbein a rriasiina teinpcratura occorrida cle noite em todo o aiino que foi '72",5, e a ininiiiia que foi 55" sendo a diflère~isa17",5. Na tabella de TVliite (n." I h), nós observ8inos que a inaior variação no inez, obtida por clle com o thcrinometro de inaxiilio e minimo foi 2 1" no mcz de Abril. TaiiiLem ali vemos que a niaioi variacão que houve em cada urn dos niezcs durante os dias foi 11" e o mesmo duran~e as noites. Isto deve eiitoilder-se nos dias de todo o anez e lias noites dc todo o niez, e n5o em um s6 dia, ou em uma só noite. A ~abellade Whitc (n." 19) apreselitarido a ~iiédiade cada dia, em dias successivos por espaço de 16 mezes, resultado de trcs observa~ões por dia, mostra claramente a pequena variacão quc a remperatLira íw '~ de dia para dia. As inudancas na pressão I~arometrica,no vento e na cliuva niio têem soljre a temperatura urna accão tão extensa como em outros climas. Quaildo a pressão baroinetrica é mui baixa, ordinariamente o eco cnco11re-se e sobrevein clmva; a temperatura n'esse caso desce alguns gráos e sobre tudo não sobe tanto na liora do dia em que os raios solares aquecem mais a atmospliera, porque niio podem então atravessar as nuvens. A. variacão therinoinetrica n'esses dias, ainda é mais pequena que nos dias bons e claros. Quando calie neve nas montanhas e lia vento Norte, a toinperalura desce bastante e sente-se frio. .Quando ha o bste, a temperatura sobe alguns griios acima do ordiiiario, como*veremos; mas estes clois aconteciii.ientos têem poucas vezes logar, e duram por poucos dias. Vê-se pelas differentes observacões thermomctricas que temos debaixo cla nossa inspeccão, que a maior temperatura a cjue se póde estar sujeito iio Punchal á sombra é $O0, e rarissiinas vezcs, fóra do caso de leste, cliega atd 85". Esta temperatura occorrc s nos inezes que vão dc O Junho alr! Outubro, mezes em que os docntes deixam o Funchal para voltarem á sua patria, ou vão para o cainpo, onde em maior allura acliam uina lcmperatura ixiais fresca; e esta mais alta teinperalura só appnrece alguns clias e alguinas lioras em cada dia. Nos niezes ein (lua os clocales liabi~anio Punchal, a iempcratura maior clrie ali sc e~icoritra 6 a de 76" a 7 7".

A LcinlicraliiiUaiiiais lxiixa a qiic o cloeiitc ptidc ali estar siijeilo C a dc 50n, ou clc 53" de noite ou de madrugaela, lia hora iliais fria diirarile o invcri~o.Ein 15 5 3, exccl~cionalmente, clesceii a tcmpcratura abaixo ele 50°, e uma vez cliegou a 45': temperaturas estas a que os doentcs se não expõem s c d o em casos iriuilo extraordinarios. Porém a leinpcraLura que o docilte acl~a desde as ojlo lioras da rnanhã até ás seis da tarde, iuesiilo n'esses mczes de inverno oscilla entre 58°C 72", schclo a média cl'cssa estacão 62', 8 8. As consicleracõcs clue vein feitas referem-se á temperatura cslcrior, ó soiilbra ; é necessario, porém, clue digâinos alguina cousa da tcrnpcratura no sol, e da forca da radiação solar. Sem entrarmos no esludo ou criaiiic da lci que regula a intcnsidaclc da forca solar em relaqão á laliludc dos cliixias, é cointudo certo cliie a forca da radiacão solar na Ilha tla Madeira, e inais particularmente no Sul da Illia, i10 Punclial, é! grande. Pos~o clue a hora do niaior calor á sonibra seja regularmente cntre a unia Iiora e as tres da tarde, a hora cin que a radiacão solar é mais fortc li50 é essa; e, ou seja porcpe as virações do mar e terra refrescam a essa liora a atrnosplicra, ou porcliie algumas nuvens entre o sol c a terra absorvem o calorico d'c$ta, iinpeclein a passagem dos raios solarcs por mais ou niciios tetnpo, e dão logar a perder-se uma parle do calorico jB absorvido pela Lerra, d certo que o lliermometro geralmente não marca ciitão a maior forca solar, ainda mesino clilc estejq preparado e disposto, como para essa ol~servaâãose rccpcr. A maior força solar apresenta-sc ordiilariamerite das nove horas atd 6s onze da inanliã; tempo ein cluc o llierinoidetro conveniciitemente cxposto chega a marcar 170". Ein observac6es cpe fizernos exl~onclo estc instruirienio a toda a forca solar, por largo espaco, junto ao terreno c abrigado, 8peiias o vimos s~lhira 136". Mas o Dr. Rfason, fazendo sobre este objecto um estiido especial, collocaildo o thcrmometro nas coiidiqões acima reí'eridaç, e cilvolvido cm 15 prela para que absorvesse a inaior c refleclisse a menor q~iantidadcpossivcl íle calorico, viu-o subir ácluelle mais alto gráo na liora notada. Ellc calculou a forca da racliacão solar para as cliffereiitcs estaqõcs, para os differcntes inczcs, e para todo o anno nas tabcllas clue apresenlâmos (n." 20 e 21). D'onde sc vê cl~icesta forca solar é muito maior nos mczes qricntes c10 cluc nos mczes frios, chcganclo a média maxima forca solar no mcz d e Agoslo a 65',78, quando a inédia do ar 6 sombra, era 7 6",93; e chcg a d o a forca inaxiina do sol a 92"s no niez de Maio, quando a média ~riaxirria do a r á sombra era 72"60. Tambem se devc nolar, cluc iio Funcl-ial aincla que a diflerenca da tempcratiira cle dia para dia em dias r;iicccssisos seja muito pcr~uciia,a dill'crcnqa cla forca rlri r~diac;iio solar dc:

clin para clia e:n dias succcssivo:~, pótlc ser grailde; ausiiil corno póde variar muito no inesrrio dia. Tiido isto qiic cliz~respei~o radiacão solar nào altera notavelincntc á a teinperatiira á sombra, e niio tern grande iaconveiiiciile para os clocntes; não só porque clles se não derem expor ao sol forte, mas taml-ietii porcpe ainda expoildo-se a elle, a temperatura do ar livre passca~.iclo, incsino com forle radiacão solar, differe muito da cl~iese oblcm junto 11 ao cliào e 1 sitio abrigado, com uin tliermometro exposto por ~n11iLo tcinpo 5 maior forca dos raios solares e preparado para esse fim. O Dr. Rlasoii Tez algumas csperiencias comparativas para coriliecer a cliEercnc,n cntre o gráo da tcmpcratura ol~ticlapor este modo, e a gr8o da temperatura obser~adona tncsma occasião com um thcrrnometro cs~iostoa toda a forca dos raios solares c pendurado ao ai* livre scrn abrigo, e acllou que este tlierinùinciro se nUo elevava i m i t o acima da ieinperatura orclii-iaria 5 soinlsra. Asçiin, estando esta a 73" e a tciiipcraturn do tIierinoinetro prcpai*adono c1150 scndo 120" a teinperatiira. do tliei~moinclro suspcnso ao ar livre inas csposto aos raios do sol era 52": s6 iiiais 9" do cluc a leinperat~ira a~i~iosphei'ica sombra, e menos 38" do que a á do tlier~iiornctro preparado. Eiii outras experiencias do mesmo genero que consignou em uma iafjella da sua obra, o maior gráo que obtevc para o ~hermome~ro suspenso foi só 12hcillin da ~eml~eratura ar, 6 sombra. c10 Porém, ainda quando a diflcrença da teinl)eilatura que se p.ócle expcrinientar passando do sol para n sombra, e cl'mta para o sol, passcaiido, iião seja tào grande como sc porleria suppor, aiteiitn a forca da radiacão solar, é conitudo certo que os cloeil~es derem priiclenteinen~c evitar (~uailLo possiirel estas transiq~es1150 ç6 na Illia da &ladeira, em toda a partc; e sobrc tudo fugir dc eslar parados ao sol por inuito tempo, c dc passar dcpois para estar parados 5 soinbra. Em ~ o n d r e k maior forca a do sol cliega a 1 5Q0, sçegundo as isaboas dc lhniell. No Filnchal a inaior rorca aùsolula c 0 sol é 170" c a inédia 11 6",,54, c por consegiiiiite 4 G0,24 1 acima da méclia masima annual 6 soml-ira, 70n,30. O Dr. Mason puL1icoi1 urna tabella clue transcreveinos (n." 20), em que se mostra rpal setia a inddia inaxiiiia forca da radiaeão solar, em cada uin dos inezes c10 anno, e c~iiala maxinia forca solar em cada um dos ditos mezcs, coinparada com a rn6dia rnasima terril?cralura do ar, E exn outra tabella (li." 21) que já citfiinos, clle publicou as mesmas indicações em rc1aqà.o ás diversas cstacões c a todo o anao. O que tcinos dito até agora rofcre-se á ~ernperaturacxtorior no Funclial, agora csamiiiarcri~oscpacs s2.o :ali as condic;õcs cla temperatiira interior. Esta parle foi mais csquecicln pelos observadores que se occuparam da rncicorologin. tln Ilha íla Madeirri, iilas é a mais c:illii~ads

nas

5

i)clos curiosos; clla 1120 te111 :i jriil)cir-~aricia ~)riiiicii~a, o Sc~iesclli iiias tudo não é ['ara des~ircsnr. A ieni~icratiii~a iiilcrior eslá s~i,jeilna taiilas influciicias que a poderii inodili~.ard~1r.ai-i~~ e noite, que o seu eso dia trido e observacio não SUO tao facris corno o da temperatura exterior. A csl)osicào cla casa, iimn janella ou porta alicrta ou Lkcllacla, o nuri-ierci dc pessoas que ali se dcinorarii, as luzes, cic., são inodilicaclores poclerosos cla teiliper"tl~raiinierior, que consdm ter cin risla para calcular :i sua gradaacào. A lirosiinidacle rla co~iiilia, o uso de fogiio na sala, a reunião d e mais pessoas 5 noite, fiiriiiani nlguliias Pczes uina Leinpcrakira artificial periodica a que coiivéiii rriui~oatlelidcr ])ara as obscrvayões. Eiltrctanic) cxnriiin:iiido a iciiiperatura interior das lial~itaqõcsno FUncllal taiito qiiaiito liossi\el S6ra cl'cssas itllluciicins cliie se liodern rcnioí.cr, :icliânios, cjue a ~einl)era-iura iiilcrior sofic aiiid:i niuilo iiienorcs varincfics cle dia pí~radia, (10 csta(;iio para cs~aciio,tlc rricz p r a rriez, de lioro para hora, c ciltrc dia e IIOLIC (10 ((1112 a tcinpei1aLura cslcrior. Assiin .vemos iriiiitas vezes conservar-sc a iiicsnia tenipcralura todo o dia c noiic, oii variar sóiilcritc liin g r i o e repeti;-se isto inesino por muitos dias. A tcin1)cratura média anniial jnterior é, uin pouco inais alta do c~uca teiripcralurn media anniiril exterior: segiindo a o l ~ s c r v a ~ ã o de Mason a primeira é G8",11i (tabclla n." 2 4 ) e a seg~inciaé 6G0,95: 1 ",2 1 rlc clin'erencn. A ieiiipcratiira métlin illierior lios di~lersosmczeç do anno, iaiilbem é innis alia do qiic n iriédia cxterior (t;il;ella n." 25); poréin amasiiiia interior iiio sol^ tão alto, iicrii a rninirna iillerior clesce ião baixo conio a cxterior c111 muito^; dias. O Dr. Rlasoii é de todos os observaclorles cliie ccmoç citado o cliic iiiais sc occii~ioiida icmperatura ilitcrior, e as ~ a l ~ e l l a s transci*cvcii-iostla siin olwa ~ciiibasiaii~eoinclric tercssc (n."' I 7 , 23, 24. 25 c 26). Kcsutla do cstutlo da Lcinperalura interior cl~zcclla é não só inais igiial r: tcni tnenores variac0cs do cluc a lcni~icralura exterior, mas tniii)~crii~ L I as iempcraliirns cxtrcinas inlerlioC rcq nao locain niiiica as rnasii~ias,ou as iiiinimas da lcrnpcralura cstcrior. No riicsino cdilicio as casas dc divcrsas csposi~iics tem diversa tcing c r a t ~ i r s iilterior, scndo inais alta a icinperatura das casas voltaclas ao sul' c mais Baixa n diis casas cxliosLas ao Mnrtc; linvcndo c1itTcrencn cntre uinas e outras de i "(6 5" e i~iais.E 5 ~ n diflerciiqa não sc conserva r;cmpre a iriesina: duraiiic a noiic: e principalmente lia rnadrugacla a s duas graduações aproxiinain-sc inais, rnas scrnpre licando alguma diffcreilqa, c serido a da esposiqào ao SLILa ~ n a i s l ~ a .A esposicào ao Nasa cente c Poente i-ião í'azeiii graridc diflcrciica cin qiianto ti ternpcratiira média c10 dia, mas hzeiil-na iio modo por CILIC essa tcmpcrabilra é distribuida; assiin pela manhã ale 6s onzc lioras, ri casa csposta ao Nascciitc tcrri iiiiia te~npci~aiiira sii~icriori do Pociitc, c clar tres Eiorns da i

tarde por clinnrc acol~lccco cuiitrario. A ieii-iperalura do Poetite iiiio cliega ~~dii-iariarnen~e liora mais cluciite 5 temperatura do Nascente ila tambern na liora innis qiiente. Aincla ciue a teinperatura í~itcriorno Funcbal, incsmo no inverno, nGo seja fria, entretaiito acontece eim alguns invernos, na exposicão do Norle, cl~~anclo calie iieve nas montaalias, e proxiino 6 noite ou de i ~ i a d r ~ i ~sentir-sc algum trio, niestno dentro da, cin casa; seilsacão que púde iião ser incoinmoda para os S ~ O S , mas que é dcsagraclavcl c nociva para os doentes. Nós sabemos a siisceptibilidade que lein para sentir o frio os cloe:-iles afiectados das rnoles[ias de peito, e iambeni cluaiito desejam o l~iineno in~lcriloas pcssoas que a isso esliio costuinadas. Varias Iiabita~iicsiio Punclial t e e ~ nein algiiina casa fogão o11 chaminé que poucas vezes serre, e alguns iiivernos não cliega a ter uso; mas clias lia cin c~iiccsse coii~iiiodo ~iiiiito e agradavcl. Quando é uiil clurante o dia as janellas se conservam a b e r ~ a s o a r circula livremente e as teniperaturas exterior c interior aprosiinam-se muito, c as vezes igiialain-se, inas sempre com ieilclencia a seguir as conclicõcs acima notadas, e a igualdade tlá-se por pouco tempo. A temperatura do quarto c10 doente é uma das circiirnstancias iilais iinportantes do seti tratamento Iiygieilico, e clcve ser regulada tlicrmoinetro; porém no Funchal r)I : 1 ;jj ' : essa teliiperatura propria para o doente póclc obter-se com muita facili ?.io - - 3 dade, e a inaior parte das vezes é a condicào ordiilaria da casa. 1'4 A igualdade da teinperatura, e as suas pecluenas variagões nos dia L : ~ v i e $ inezes, cstacões e alinos, tanto na temlseratura csterior como na temperatura iiiicrior, constituem a inellior parte da escellencia do cliina da Madeira, e quc os oiitros paizcs não possuern no inesino gráo, ainda aqucllcs que mais acotiselliados çiío para os padecinieiitos pulinonarcs. Não seri í'óra de proposiio fazer scntir esta differenca que ha eiitrc o clii-ila do Fui-iclial e os oiitros aconsell-iados para estes padcciinentos, na 11ari.e clue diz reslieilo á temperatura. Para isso junthinos as duas iabellas n."Y7 c 28, extraliidas, uma, da Meteorologia do professor Dovc, pi~blicada no Reyork J lhe British nssocinlioiz 1 84 7, e na obra O de Iiarcourt sobre a Madeira, e a outra da obra de \VBite; as quaos iabellas jul@mos poderão hein esclarecer asta inateria. Por ellas, comparando as niédias dos mezes e das cstacões 110s differentes paizes, nós Tleinos a igunlclade ou peclueiia ~ariaçàor e l a ~ i ~ ~ a s da temperatura que sc encontra 1-10 I-uriclial. Tainùcm iião acliâtnos um paiz ein que a temperatura ao inverno se conserve tiio alta, coi~ser~~ando-se depois no verão iàio baixa. S. Christovão ele IVest-Indias oí'íel-ece lia verdade urna mui pec~ilcna~ariaçcodc ~cinl~eratiira mez para ii~cz, e só 5OY50 cili,ile o de vergo c o inreriio; irias u calor nlii 4 esccssivo. Dos outros pnizes apoiiiados i i n ial~cll;~ " 27 1120 lia i~cnliiini (IUP ofli-rey ião pcrluciia diílie11.
(,h,a

9

rerica eiililc o verão e o inveriio coiiio o Ftinclial, SU,1 0. Nos riiais climas a di@ereiica ~ l a ide 1 0°,46 ale 27",53. Ein Niza é dc 25",53. Eili Napoles 2G0,53. Em Roiiia 27",5 1. Estes trcs paizes tcm um inverno inuito mais frio e uin verão rnuito xriais c~ile~ite que o Fuiiclial. E do Malaga que coineqa hoje a acrec1i~al.-sc pelo seu cliina e tempcralura, aIweseilLa o mcsrno inconveniente. A diflèren~aentre o incz inais clueiile e o iilais hio que no Piinchal é 10°,,80, nos outros paizcs iiolados vai cle 13",77 até' 33",50: em Niza é ele 3g0,45, em Napoles é 30°,02: ein Roma 3Q0,94: em Piza 33°,50, e cnl ii2alaga 22',59. Alguns paizes escolliiclos e acorisclliados para habitaciio dos clocnies icem umri temperatura agraclavcl iio verão, como Jerscy, a Illia Brqanca, Pcnsaiice, Uiidercliff, Clifion, 13au; rnas i10 ii~~lerno Letiiperalura anda a cle 37" a 44". As cicladcs dc Italia, ainda as iiiais acreclilndas para o dilo fim, teein no inverno .L.crnperaLuras muito baixas, de 4 /to a 4 97 e depois no verão tecm uma tcriiperalura /iilais alta do que o Bi'uriclial, clieganclo a rnédia a mais de 74'; c criesino cm Niza a nléclia do vcrão é 7 1°,S3, Lcrnpcralura mais a l ~ a que a méclia da mesina eslacão no do Funclial; e a temperatura elo vcriio no Punclial 3 cin alguris dias c al5 gumas horas do dia sc rcputa mciios .propria para os cloeiilcs, apesar clas iiuvens e brisas qiic a modificam. O praí'essor I-Ieer cle Zuricli (pie csleve na Madeira no arino de 185 1, por cansa da sua saude, fallando da teinpcmtura do Friiiclial em uni cscripto cpe j i mencion5mos, diz o seguiiite: «No Piinclial a .leinperalura 110 mez inais frio só clesce S0 C. ((abaixo da tcmpcratura c 0 inez mais quente, ein quanto em Zuricli esla 1 udiflerenca é de 22",7 C. Calculanclo a teinperatura descle Novembro ((até Marco i10 Filnchal, acha-sc a rnédia d'cçtcç JY~CZCSser 1G0,2 C. e a ~(tcinperalura dos cinco inezes quc vão de Maio a Setembro em Zuricli [(é 1G0,3 C.; logo a temperatiira de No~rcmbroaté Marco na lfadcira é na mesma cpie a dc Maio nié Se~crnl~ro Zuricli. 0 s niezes dc verso em «na Macleira são naturalmente mais yuciites do cliie ein Zuricli, mas «n$o conservain a mesina proporç30, porcíue a média dos tres inczes na c( Madeira é 20°, I C., e em Zuricli 18",1 C. O incz niais quente na ((Madeira é só 3" C. acima do mez inais qtieiite ein Zuricli. Coinparanclo «a Madeira com alguin dos outros climas ineridionaes, aclia-sc que os ((mezes do invcrlio são ali inais cluciites 1" ou 2' C , c10 clue no Cairo, ((em c1iiai1lo os mezes clc verão são 3" ou G0 C. mais Si-escos.» Uma das grandes vantagens do clima do Punclial, ein que tern uma decidida superioridade sohrc os oulros, e quc se não póclc dccluzir das tabellas juntas é a peclueila vnriacjião ela temperatura duraalc o dia, entre o clia c a noite, c cnlre os dias successivos. Ein cl~zaa.loali a variayão do dia é 4" :i 10" ccnlrc a iilnxiiua do dia c a miniii-in da noite

6 6 2 12", poucas vezes inais, c riiiiilo exlraoi1diilariainente até 19'; nos oulros paizes é frequente ver a teiiipcratn~avariar entre a maxin-ia c10 dia e a ininima da noite de 20" 330"; c! ás vezes mesmo clurante o dia desde as seis horas da mml-iã até 6s seis cla tarde variar até 20". O Funclial apresenta ainda o grande coii~inoclo de sc poder encontrar a ineia millia alé uina de passeio a temperatura cliie se deseja, e habitacões proinptas e proprias para receber doentes: o que lioucos paizes apresealam coni tanta prof~1s2oe sariedade. Julgâinos que loclas as irczes que se pre~enderuma ternpcralura igual ou com pecpici.ias variacões, i ~ ã o de inverno, nem muito quente fria de verao, c com todas as condicões de sal~ibriclacle, o Funclial e seus arredores preencllcrào cornpletaineiite esta inclicacão; c lia quem pense cluc arnudanca, durantc o verão para o cariipo, e em algiiiis casos para o paiz dos doentes tem mais de urna utilidacle; pois nào só elles passam para uma ternperatiira mais adecluada á cstqão; inas tamhem recebem a im~~rcssào produzicla pela rnudaiica, que na opiniào cle muitos tem iim eliieito salular, que clepois se renova na volta para o Funcl-ial.

N.' 6.
~B~E~YAÇÕES DO DR. i i i i n m o ~ CONTERDIIA S ~,

nrlorks, BrAXInIAS E nrin'iarhs DE CAD'A amz,

COLBID,\S HA 1619 DE UBI SECULO NO PUMCBAL.

Nos aniios de 17 5 1, 17 5 2 e t 7 5 3 ha muilo pouca cliflcrenca cl'estes; lirarido a niddia acha-se 68",918. A maior ~ ~ a r i a c ãtliermometrica foi o 20" isto 4, de 60' a Soo; mas deve-se observar que $0" só sc , presentararn iima vez cluranlc o i'cstc; Thra d'isso niiiica o tlicrinoinetro subiu iicmlii tlc SS".

N." 7 .
TADELLI D E IIICARDO ILIRWAN, E X T R ~ ~ ~ IDAI TEilIPERATURA DAS DIFPERENTES LATITUDES, D OBSERVAÇÕES D E QITATRO ANNOS NO PUXCIIhL, TENPERhTUntt IIIfiDI.4 DOS DIELES.

Pcrcrciro..

.. . . .

Sendo a média annual 6tio,7?. ICirwail diz que a tcnll>eratura média para a latitucle de 32", é G9",1 ; o cluc 1190 differe inuito do que dçu a observacão de quatro annos.
N . O

S.
1798 ATB 1808.

TADELLA EATRAIIIDA DAS OLISEBBACfiES DIETEOROLOGICI~S DR. GOURLAY, DEBDE DO

A~roveithmossó ciiico annos das obserracõcs tliermomctricas do Dr. Gourlay, porque iião fazem clifferenca seilsivel dos outros annos, e pareceu-nos l~açtanlepara o nosso fim. Tainbein diremos cjuc o seu exarne i~ào dcisoii muito iraiicluillos sobre a sua coinpleta e mi~iriciosttexanos cticlão.

N." 9.
f i E m 1 O DA8 OBsEnl'A$6l?S 'rHEilùIQ>fETnIC~SDO Dn. IIEINEãEN FEITAS NO BUNCklhL

E11

1826, 89 ~ b A C I ~ I ADO nrnn. s

BESULT,LUO DE TBES ANNOS DESDB JANEInO DE
ATI% E z E a i n n o DE n

18%

1826.

N." ,I 0.
O D S E R Y A Ç ~ EDO DR. MASON. SANTA LUZI,L. PUNCIIAL. TEXPERATURA EXTERIOR, S

N." I I .
O D S E R V ~ Ç ~ E S . U O urso^, n t o s ' r r i m u o A nrAxIxn E ~ I I N I X A DIA iin. DO

n

NOITE, E A DIPPEBENÇ~L

NOS DIPFERENTES BIEZEB E 0 ANHO. TERII'ERbTUnA EXTERIOR.

TAIIELLb EXTRAHIDA DAS OU~ERVACÓEB DE YOUNG, FEITAS NOS ILHEOS, ~ 1 B n 1 . iDOS DlEZEB. THERIIOJIBTIIO EXTERIOB

.

100 Dk6

ACIMA DO àIAli,

TAIIULLh EXTiiAIlIDA B I S OBSER

A(~~)ES METEOI~OLOGICAS DZ hEAC EUEN, PEITAS NO HOTEL

DE 1IOLI.OWAY, CAàIIN110 DO NEIO, I ; U N ( ; H A L , ~ P ~~ ALIMA DO YAR. ~ S
TElBRi)10NHTnO EXTERIOn.

TABBLLh RIOSTIIANU0 A MAIS ALTA 'O A MAIS BATYA TEBiI>ERATURh DUIIANTE O DIA E A N'OlTEg P A l U CADA IIIEZ COBI A 11iíDIA

nrak~nrdDO

DIA, nfIIUlA RIINIDíA DA NOITE, H A D I ~ F B ~ E N ~ ~ *

'PIRADA DAS OBSERVAÇÕES D I \ i t I B S DE ROliERTO WBITE.

18KO
A

TBE~31OfiIETl1OG~APIiO
NOITP,

ALTA

nniu
NOICE

NO HCZ

Janciro . 70,O F ~ ~ ~ c r e i r o72,O f i l a r ~ o. . 74,O i . ,, 76,s '17,O Maio . . .

.

.

Jiiiiho Jullio.. : Agoslo.., Selcmliro.

.. . .

. .

Oululiru:. Novembro
Dezembro.

72,s $õ,O 176,O '78,O 7S,O 74,s 71,s

63,O &,O b3,O k9,O 69,s 68,O 69,O ?0,0 69,6 69,s G9.0 63,s

66,176 67,OS íiS,6G 73,OO 73,00 G9,93 7S,32 '73,SG 73,33 'i4i.,G1 70,98 G6,58 TO, 79

39,O
59,O 60,s G4,5 Gíi,O G5,O 68,O 67,s 67,s 70,O B4,O 65,B

~

$5,5?5 56,20 56,UO 60,OO G1,67 02,4ã 7 66,32 G5,IG 61,O G4,56 5S,5 61,03 ã4~,5 58,115
Si,O 53,O 52,s 55,s 5G,5 G0,O O G4,O (i3,O

ii,M
11,88 12,QU 13,OO 11,33 7,48 6,til 6,94 S517 10,OS 9,9B &,I3

Jnriciro Mai~co

..

G1,03 9,77 5B,4aG 54,fS 55,35 58,81

Pcverciro

Abril.. .

...

.

70,O 69.5 71,0 T4,O

64,s SS,O 63,O 65,s

67,59 (i4,XY 67,60 69,55

GO,O 58,s GO,5 65,O

51,O 52,O 51,s 53,O

11,1% 10,Tl 12,Sli 10,74

TABBLLA DO DX. BIASON, BIOSTRANOO A DIFFERE?IÇ-L DA TEUPERATURA i J É ~ 1 4ESTERLOR D h S E S f l c Õ l 3 ~ESTRE SI, E U 0 5 DI;ERS(fS UEZES D o ASNO ENTRE SI-S.
LUZI.L-FI~NCII.IL-~~~~-~~~~.

TABELLI DO DR. liIdSONi VOSTRAKDO O DIESDIO QUE A ARTRCEDENTE PARA d TERIPERATGRA INTERIOB E A DIFFEBBNÇA DAS DGIS TE?LPERSTURAS

~ E O E I EXTERIOR E ISTERIOR A TODOS OS RESPEITOS-S. S

LUZU-FCN~L-~~~I-I~~~~.

* +

'DifIeren~aa tmdos c+

reppeiioe enirr o tempiraturí eairrbr e interior.

OBSEnVAÇbES T~IEI\~lOMBT11ICBS EXTnAHIUAS U4 OIIRA DE ROR$RTO JVIIITã, it1OSTRAKDO A TEMPERATURA

BIBDIA CADA DIA, DE

DURANTE DBZESPIB MEZHS,

llon OKFERI'AÇUXS

FEITAS

:is 8 i i o n n s Da mnwrrá, bs 2

E

G DA

TARDE.

A tciiiperat~~ra média cle Fevereiro cle 1950 é augnientada de IYOS por qiiatro dias de deste, c a de Agosto de 0°,84 por 3 c1i;is dc l e s ~ c .

TABE1.L.i MOSTBANDO A M&DI,LD1,iSlnlA TE1IPEnATURA DO AR, COM d àI&DlA I b X l l I h E ilKAXIhlA FORCA DO SOL, NOS DIVERSOS MEZES DO AANO, EYTRIUIDA DA OBXA DO DR. NAS0N.

TiilISLLA hIOâ'CBhND0 A aIfiDIA NAXINA TEbIPERtiTUIiA DO Ali COnX A
1)O YilL NAS DIVEILSIS BSTISÚEY,

ar8~1r bIASIMA

E NAX1H.i FORCA

E Rnt TODO O ANNO, EXTRAEIDA DA ODnA i i 0 DR. hlA6OA.

ar,

oii

Esta graduaqiio da Grqa. solar cntenc\e-sc acima da tempcr~nt~ira do sommacla eoni ellri.

TABÇLLA DO
E DA

nn. Mrsox, nrourndano A N ~ ~ I ) InldXlr\lA, s ,if i i P ~ ) ~nIINlnlh T 1 2 . 7 J I ' ~ n ~ i ~ r) ~ ~)T~> & L $ A ~i 1 ~ . NOITE, E AS DIBFEREXÇAS'LN1flE SI, E h DIPIrfiB$NCi\ BN'IIlE A ~ ) I ~ I ) I nlhXIRlA 1)0 U l A , A E BIBDIA X I ~ I A NOITS wnr AS DIPPERENTES ESTAÇOPS, nn B Ph1l.L T O D O O A N N O .
THI.i8~101$~110 PTTBRIOR-ShN'l'h I.UZii\-

~uNCl1h.l..

IdBELLb DO DB. DIAEON, bIObTRbND0 O NESÙIO QUB A dNrI'BCEDICNT&, &IA8 PAnA A T B i I I P E n b T U I I A INI'EI\IOR GEJI MbYE11 LUIIE NA C1SA D.\ ODBEIIVAÇ,~O-R. 1,UZI)i-PUNCIIQL.

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7 -

TADELLA MOSTRANDO A DIFPEnENÇA DE TEMPERATURA NBDIA EXTERIOB E INTERIOII EM CADA UàI DOS BIEZES O B S B ~ V ~ ~ Ç ~ E S BIlSON SANTA LUZIA-FUNCIJAL DO Dlt

.

.

.

.

1834-1035

JiCdi~. exterior

Média
interior

DiKeFerensa

Janeiro .............. Fevereiro

( 24 i ; .

............ Marco ............... Abril ................ Maio ................
Jimho ............... Julho ................ Agosto ............... Setembro ............
Outubro

61. 12 63. $3 65. 39 67. '37 69. 44 71. 68 72. 58 72. 16 69.4.9 G5. $5 64'25

6$. 94 61. 83 65. 23 66. 46 68. 9ti 70. 83 74. 14 74. 46 73.72 70. 31 65. 89 65. 14

.............

0f70 0. 71 1.80 1.07 0. 98 1.39 2.4.6 1.68 1.56 0. 82 0. 44 0. 89

Novembro............ Dezembro ............

T I BI'LL.~ETTR LHIDI DA XETEOROLOGIA DO i'ROFESSO8 DOI E,

E

EIJoLlCADINO RsPQRT OF THE B R l T l S E A S S O C l A ~ I O ~ y -

1847-~o~ rp,A?ino

4 TE8PERBTUS.k IfÉI1I.i DOS X E Z Z S , DAS EsTACÜES, E DO AXNO, A DIFFERENÇA ENTRE O I E Z 3IAIS QCENTE E O IIEZ wAI6 F R I O ;
E ENTRE O

'CERTO

E INS'ERSO,

E% DIFFERENTES PAIZES.

l )OS tlivcibsoscrloiiicxllos (lito cotiipõcin as obsor~\~iicòi:s iiic~coroIo~ic;is,
I)altL(!
~i,)rgu>i~itt'lx*ic:i ~ I I I L (10s liiclios oii lili Lrnlaraiii

(10s iulais

llirtl(! c!si.litl:idos

clo cliiria rl:i 111i;i tlii kliitloiila. , ; 118!i iiiiiisolkivcis, soniio coilil)lclns olsomragiícs baroir~ci.i~icii~ i t~ioririoi~~olri? (wS, C oi~Lt~iiS soi)~*c t o i ~ i r ~ o , o í;ln~viic V ~ ! ~ L O S ,o i~in(l;i ikrio li~diii~ll so í'oitt), ()i[ l)(?loiiioiios iicís ido sribc?ii~os sc Livcssi:r~k liiilo, ol>servri~;iii?s qiic Iiygroiticti riih:rs rclguliiros cluc iIicrc(>csscriicc,li(ifiiic;\. As tlillic:iil(ln(lcs (li? lor
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1)or isso 1111111,011i o g11áo (10 Illtlllid~(l0 i~ll~iosl)li(:ri(+i~ (10 1tt1n(hh iili l ) t ? i t ~(lo~~lio(~i((o :l[(: pori(:o l(;ixq)o, ~h~w(lisll, 110 I U 2 :I i! 1)riiic:il)io 1$24 , fc~ clo algirtrziis O l ~ ~ ~ l ' v ~ !corii ios ~ ~ c ^ l ! Ii,ygrornoti~o (li! I ,ia\ic C (Ic. S;itissr ix*c; tiias crji.os obsci.vii!j&os Li)rairi oin rxiriilo Irt?cliicrrio riririimo p:wa 1)o(li:reiii I(!r iliil)~jrt;lli(:i~ si) so r(:li!r(:iti (1 2 FOS ~ l i ( ~ t ! s . o 1coi oiri 1 827 qii(: ripl':wc(!(jrlalxr ils priliioiras ol~sr!rvn~;õc:s Iiygroiirr:~ i+ii*ris i~t!gu~iii~ca, lodo o tulno (10 1826, lorxili(lii>; th: riiiza vr~zlwib (li:\ ií:, 10
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I I O ~ ~ L (I:\ t l l ~ ~ d i~ !lO K U l ~ y g ~ tC]C l)iu~io!l, [CSL:~S~ S i O ~ t ~ ~ i ~ ~ OI)SOI*\~~I(~:~~L~S ~ ~ í ' (10 i i ll(lint!lio~3 o l ~ i z I):LI*I,(~ suas ohsot~vtiq6t~s ~ i o ~ ~ : o ~ ~ o)l~~l ~l g i ( * ~ \ s t ~ , ~ tl;ls ~ ~ 1 r ji ('U(IILS0 l'hiE1)~'0j1/licnl 11 AIngnzinc xloy nriczcs do Nuvcixil~n)i: I )ozciii l)i-O t li! 1827. *o ~i(lliiiliisdia poil tliri, nioslr:in(lo ;i ictiq,(!ri~l,iir'ii;i0 [li' livk'cs, o ~i'i'iotlir sc!c:t:iirri, o 1)01ito dc orv;illio, (3 rio fititk clo (trrtlii xx~czii riliixiiiin, rricciliíi t: ri~iiliriiutlo r r m , N6s r?s~r:iliirnost l i i sun M(!i~\oriii a!i iii:zxitrriis, ~iititIi:t!i 0 iliiliiiili\s (10s i ~ m ~ o s (li~l)t!lia 11,'' 29) o a])t~ovi!ilihr~os 50il i:S 0
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liicll. ris suas obscrva~òi:~ iiiuciosas (i i11 abcllnl; 11." 30 ald 11." : 7 ) ilcll(!Li-. das vai.i;is vezes iio dia c iioiic, c inuiio cornplelas, coiifirinarairi de uiii eerlo modo as do Dr. I-Teiricltcn sobre o gráo cle Iiuinidadc da Ilha; gráo de Iiixiniclade cpe cllc, por circuinstancias cpe varnos ponderar, acliou inaior do que realinente é, e cluc reputo~ium obstaculo para o restabe leciinenlo da sua saiiclc, e igualmente para o rcstal~elecimcntoda saudc d'ar~~ielles se acliasscin no mesino caso. cpie Esta opiliião sobre a huiniclade da Illia eni geral, e do F L I ~ I C ~ I % ~ crn parrticular, ainda qiie não íòsse a iiiais geralinente recebida nem provada por iilstruincnlos proprios até esse teinpo, iiiio era cointuclo abso~utamente dcsconliecida. A forca d a vege~a$io,e a sua verdura durante o verão, as í'requciitcsnc~~oas serra, n apparcncia iiebulosa cla 111ia vista r10 mar, c até na inesmo a circumslancia de ser irina Ilha ,de 7 7 iiiilhas clc circumfereilcia, rollocadn no meio c10 oceano, não podi'ain clcixar de suscitar ia1 icléa Mas entùo julgava-se cliie cssa Iiciinidade não dcscia atd 6 parie mais baixa da cidade, porque ali 1150 cra scnsivel, c porcluc não sc viam cssas nevoas parabaixo de 1:000 p4s de alti~tidc.Erilrdanto alguns ol~scrvad rlorcs tiiiliain j6 notado, ailles da piiblicacão da obra c10 Dr. 1'Xasoa eni 1 5 50, e scin conlieciineii~o suas, observacões feilas em 1 8 34 c 1S 3 5, clas ( i ~ i c n aatino~ldiei-a do F~znclialIiavia muilas vezes inna granclc qiianlidadc de Ilui~~idacle. Dr. Macaulay, na Memoria jri cilada e ii~prmsç" O 110 Ellilzbwrg Nclu-Phz'losophicnZ ,/òu)nnl, de 0irit~il)rode 1840, d' Q seIZ gliiiitc : R Eu iião vi ainda urna scric cle Ijoas observa$ù.es I ~ ~ ~ g r o i n e ~ n i c a s fi:itas no Fuiiclial ; poréni jiilgaiido einpiricaincn~epor certos cn'ei tos, ((corrio a proinpta o s y d a p o do lèrro, a grancle difficuldaclc ein seccar a (rcoiiservar os cseuiplnrcç. das espccics bo~a~iicas, comparaiido coiri oue (liras locnlidadcs, dcvo dizer cjiie etn geral a a~mosplici*a está carreali (cgndn de uma clcsusada qimntidade dc Iiiirnidaclc. É verdade qiie esta ((buinidadc nuiicn npparecc lia fórina de nevoa, O L ~ outro rnoclo scnde rtsivel, l ~ o r c ~ n c a ~einl)cxat~iraílo qiie a suspcilde cstá para isso acliniar ((ravcliricnle regulada. Bu coiisidero coino uina das principaes cluailidadcs cla escellcncia do clima tlo Punclinl esta granclc huinidadc combinada coiii ((urna Lclnl?eralurn capaz scrnpre de a conler ein coiiclicão tal cIile não é nociva ácjiicllcs cstaclos da irioles~ia,pela qual ali são inandados os docri~[lcs. Tão [)ropria é a Lcm]-ic~atrira,qjudacla coiri o inovimca.10 conçlaiite ((das ~~iracões corxcalei; ati~losplicricns regtilnrcs, para pcvinir a de e ((ilionsltlaqão scnsivcll do vapor acliioso, íjue apesar da Ii~~inidaclc a r do ((1: da firilidade da radiaciio i-ia cs[raordiiiai*in claricladc da noitc ra(c ras vc: .: 7(s sc pi~ccipiia orrnllin. N O 1711. IiTnsoii 1inI)itori no Tiunc~ligl o sii io inais nl)iiiirlPa~~ic? agita, c clc
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c l i l ~lia unia vcgeta$io inais densa e ~ric~ça. silx easit iisia situa~tii A meia milha distante do mar para o nortc, e 350 pés aciriia do iiivcl do mar segundo elle; iiias 254 segundo inellior calculo. Uma corrente o u levada cjuc se clivicle para a réga de todos os difierentes jardins em qtic o sitio ahimda, vae ali perto derramando a frescura e Iiumiddc sobre todas as ljlanlacõcs. Junto 5 parede exterior da casa clirr: elle lial~itou passa tanibem uni cano aberto com agua, raino d'essa 1ev:ida ; circuilislancias estas que podiam influir, e provaveline~iteiiifluiram, no resultaclo elas suas observacões liygronletricas; e que Ilie fize13ai-n achar uln gráo menor de secoura do que aquelle cpie deve caracterisar o clima. O DrL Maçoti, que descjou ser rnui.10 exacio nas suas esposic,ões, declara: (c Que as ob((servacões feitas eni Santa Luzia se applicam só áquella localidade, c n:io ((podem de ~110do algum servir para a Ilha ern geral, nem podcin clai. aprecisa inforiiiacão de logares mais baixos do Fuiiclial prosiinos ao mar, c( cspecialnieil~epelo que diz respeito á 1iun-i idade durari~eo dia ; ainda ((que, em quanto á temperatura, podessein ellris eslar iiiuiio perio c h ((verdade, pois que a pequeila radiacão a qlie o tlieriuoi~iet~o estava ((s~ijeito coinpensavrt a iziaior elevagão ein qiie as obsei~vacõcsforaili Sei ((tas. Succecleu que o aniio de 1834 foi cxireinamoiilc liumido ; cir~:uiiistanciacpie o »r. Mason tainbern notou. O nuincro de dias que ((aqui chove,- diz clle, está calculado pelos cscriptores cjuc me precedc«rain eni 7 3 no anno; e durante o ultimo anil0 ( 1 8 3 4 ) este numcro «foi 102, mais 29 do que a iiiédia cle bastantes aiiiios. Não póde haver ((duvida que uina c~uaiitidadeniaior clc cliuva do qiic a orclinaria caliiu «iios iiionles do E'unclial, porque as ribeiras não tiiiliaiil iclo tào clieiau
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Iti~iriiclade,cjuc o Dr. Masoii fez as suas ol~scrvacõesliggro~iietric~s que co~ilirriiaraiiias do Dr. Heincken, o clual, por uiria bem siiig~ilarccainci[Le~iciaj5 tililia feito as suas ol~scrva~cies li~groiiictricasem uin anno igualmente inuiio hu~ilido.Esle escriptor jiitga que a quaiitidadc iiiéclia cla cliuva que calie duraiitc o anuo no ~ i n c l i a lé 30 polegadas, e nesse aniio dc 1 826, segundo as suas proprias oLseiva~õcs,caliirain 43 ,'"'~3 5. No anno antecedeiiie de 1835 tinllani callido só 20,""'.43 que é iiielios tie inetade da que caliiu em 1826. De tudo isto se segue que estes dois observadores, aliás cxnctos e ~~cridicos, circuinstaiicias parlicularcs por ciii que se acliarain colocaclos, c que eiii parte coiilieccrain e dcclai~arani. tLlcraiiiao c1iiii:i c10 l7~iilcliali1111 grrío de 1iiiiiiid:ide ni:iior tlo que real-

nienLc Ilic coiiipc~c: 111ais uma.pilova da iicccssidade de tralx~llinl-cor11 iirn -i~urnero factos e observajões cluanclo lias sciencias pliysicas de se pretciidciri tirar conclusões geracs. Depois clcstas oi~servacõesde Beiuelten e diason vicrain as de n'lac Euen que se publicarain ern 1850, ein seguitriento cla obra do Dr. Masou; e no inesino volume (tabella n." 35) e que dùo ao Punchal uiil gráo de seccura muito maior do que as observações antcriorcs llie davaili. Infelizineiite que estas o l ~ s c r v a ~ ~rnuilo exactas e feii;as duas vezcs por es, dia, comprelieiidern só G ni'czes ; circumstancia que ilào deve cointudo dlminuir a sua importancia, por que ellas forain feitas desde Dezernbro de 1 5 4 8 até Maio de 1 849, coinpreliendendo os mezes de inverno; e apczar disso o grrio de seccilra que moslrain é superior ao das do Ur. Mason. Estas ohserracões de Mac Eiien foram seguidos e coiifirmadas pclas cle Wliiic feitas por espaqo do I I mezcs, e tres vczes por dia. Não 110s aproveifíírnos das dos primeiros 4 niezes por terem sido feitas cin Santo Aiitonio da Serra e crn Macliico (tabclla n." 4 0). Reunidos pois todos os elemenlos que temos para estabelecer o gráo de lprnidade e mais condicões liygroinetricas do clima do Punclial, vê-se que elles azo si70 bastante numerosos para tirar um rcsul~acioseguro, e aiiida alguiis foram obtidos èm circ~zms~aiicias para isso improprias, mas assim inesmo nós nos servimos delles, e julgâmos que, cau telosanicn~e,poderemos com elles irabalhrir; dcveiido o resultado ser coii sidcrado corno provisorio, e ficando para se Gxar defini~ivaine~i~c c~uaildo houverem olservacões ~naisabirnclantes e completas. O griio médio annual de seccura calcislado pelos cliffereiites observadores para o Punchal, é o*seguinte:
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I)r8. I-Ieirielren, 7 , 4 2 liygr, de Baniell 3,2 Mason ])r. Mason . . . . . . . . . . , S . . . . . . . 3,01 Nasoii Mac Eucn . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6,4 Masoii Wliitc . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5,8 llfasoi~
Toirinndo a médio das quatro series de ol~serva~ões 4,'82, riud5 esiar abaixo do verdadeiro, porque figuram no calculo os dois priinciros elemcnlos muito mais baixos c10 cjue devcriain ser, c por outro Indo não lia a.rinas dc grandc seccura que cntrem nesse calc~ilo,e que as con~rribalancei~, os G mezes clas olservacões de Mac E ~ i e i ~ e inclrncrn o inverno. O mddio gr6o de scccilra ob1,ido para cada um dos inezcs 13010 iiiestiio ~~i'occsso o scgiiinic : 6
IIICFO ( I I X ~cleve

Janeiro. . . . . . . . . . . . . . . . . . 4,8 Pevereiro . . . . . . . . . . . . . . . . 5,34 Illarço . . . . . . . . . . . . . . . . . . . G,G 6 Klril . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 , j i Maio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5,1 ,Jrinlio.. . . . . . . . . . . . . . . . . 4,35 ,T ullio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3, 8 ' i Agosto. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4,í 2 Setembro.. . . . . . . . . . . . . . . . 3 Outubro . . . . . . . . . . . . . . . . . 4,03 Novembro . . . . . . . . . . . . . . . 3,4 i Dezembro.. . . . . . . . . . . . . . . 3 ,S G Pelas ilazcies jti expostas as médias acima marcadas pira os inezes dcvcin-sc consiclerar coino abaixo das verdadeiras; e a comparacão dos scis mezes dc obscrvacões de Mac Eueri coin as do Dr. Masoil deli ,um gráo cle seccura muito maior para os priinciros, coino se r ê da ~abella 1 . 39, e o inesino acontece coin as de Rolrierto White. Pelos nuineros 1' aciina tambein veinos que o mez de maior seccura atinosplierica foi Março 6,"66 e o de menor seccura foi Seleinbro, .3'; sendo ri cliffcrenca enlre uin e outro niez 3,613. A inéd ia das csLacões participa c10 defeito priinili~o.Pelas observa cõcs de Heinelieii tcinos-Para o inverno 3",58; para a prirnapera 4"42; 17m-a o ver50 2",79, e para o outono 1°,90. Tcndo sido nac[uellc anno a priinavcra a estaciio inais secca, e o outoiio a inais liumida. Nesse uni10 clioveu eiri Noveinbro 1S,Poll ; c~uasitanlo coino linha clioG vido em lodo o anno antececlente. Pelas observacõcs do Dr. Rlason te mos as seguintes méclias-para o invcrilo 3",20, para a primavera 3",c)?, para o verão 5",10 e para o outono 3",28 : sendo n'esses anilos o verão que rnoslroii mais seccura e o ocitono que mostrori mciios. Calculando a média das cstaqõcs pcla inddia dos inezes, aciina notada, acl~iinoso seo6 i guinte :-I i ~ v e ~ n.'in, 6 ; priinavera !i0,7 i ; verào 'i",i ; aiitono 3",50. Senclo a primavera a esiacão mais secca e ou~onoa tnais Iiutnida. O maior gr50 de seccura sem l e s ~ eobservado l~cloDr. Hcinckcn foi 18" de Danicll, ciuc corresponclc a 7",8 clc Masou ; c com ks6e foi 3 0 V e Daniell, que corresponclc a 12",8 dc Masoii ; e o inciior gráo clc seccura obscrvodo por clle varias Tezes foi O . O maior gráo dc scccura observado pelo Dr. Mason foi 9" sem lesle e 22OY,5 coiri leste, e o i ~ i ~ i i ogrBo foi O. 0 maior gráo dc xccciira scin fesle o1)servado por Mac i.
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Rue* 1Di 14" \.arias vczcs, c cotn leste 2 1°, cni Fevereiro; c o iiicriorb gráo cle scccura foi 0,tambem em Pcvcrciro. Da relacão elo gráo hSgrometrico com a pressão atinosphcrica já nós falláinos cl~~anclo tratiíinos d'esta ullin-ia; rnas da rclacào elo gr6o Iiygrometrico com a temperatura atiliospherica tratarrmos agora. Apczar c10 nosso egarne cuidacloso 1150 podéiiios achar iiina I-elaçào ou proporçgo açsigilavel cntrc os gráos de calor c de humidadc ; liavendo ás vezes iiiuito ou pouco vapor coilticlo no ar com. lodas as difEereiitcs lemperaturas. Parcce corritudo, pelas 01,scrvacões de RIason c R4ac ISuen, que ~nuiiasvezes o gráo de Iiriiniclade é iilaior clc noite cjue dc clia, sendo o gr&o inaximo pela manliã cedo, diniinuindo diiraiile o dia, c tornarido a augmeiltar para a noiie ; estando assim a Iiumiílacle eni algiima rclacão coin a teii-ipcrat~ira atmosplierica. As nossas observacbes inosIra111 que esta regra í'allia em nluilos dias. liygrometricas a clillèi~entes Quando se faze111 iio Puiichal ol~serva~õcs lioras c10 clia, frec[ueri~es vezes se nola que o inaxiino de secciii9a L C I Y ~ logar proxiino 6s duas lioras o cliie coiiicidc coin a lemgcratura mais alia á soinlira; mas este facto tarnbein iein muito iluiiierosas csccpcõcs, para p a r a q u e possasse es~al~elecido como regra. O lijgroinetro apresenta tis vezcs variações subitas; porénn crn gci.31 cllas são gr;idiiaes. A relacão do grfio de Iiuinidade com as cliiivas i,atnI ~ e m não póde esiabeleccr d'uin modo rcgular, clioveiido b e s ~ a n ~ c s se Tezes, sem que liaja r1111 g~-60 ilotavel dc hiiinidade marcado 110s inçiriiinentos ;' olilras cxis~inclocsse gráo i-iotavel ele humidnde, e não chovendo. EnLrletanlo muitas vezes coincide o maior gráo de liuiniclade coin a cliuvn, sol~retucloc~oaiidoesta dura por bastante tempo, É frequeiite depois da cluécla cla cliuva Irei- a~igineiitaro gráo dc hiiinidade 130 liygroinetro. O Iiiesiiio que acima notciirios com a chuva acontece com as variações d o vento : apezar de não parecer haver e1lti.e esles dois plici~omci-iosaliriospiicricos rela$io constante e regular, ~narcadapelos inslrumenlos, ol~serva-se enlrclanto que coin os vciitos aturaclos do Sul e Ocstc coiiicitlp coinmumilieizle niaior gr8o de Iiumidacle c coin os ventos do 1Vorlc c Leste iiiaior gráo de scccura; estando islo siijeilo a frccliiciilcs exccpcões. AIguns ohscrvadorcs têem notado que cluaildo lia iiiivcils na scrra qiie inipdllidas pelo veiito do Norte passain para o mar, ou q~iariclonuvens jn~pellidasc10 mar pelo venlo do Si11 vem para a terra, c 1150 l~assameiui grande altura, os liygroiiiclros sentem csla passageili ; no 1)rinlciro mso dando sigiial de maior liuinidade, e clel~oisele sccciira, c: ila segiintlo clailclo signal cle I-iuinidade e permanecenclo algiim tcrnpo ii'essa graduacão. E na occasiiio clo ~ S I P [ i s~ eobserva iio Puncl~alo maior gr;in rlc ~ ~

seccura. Mas011 observou 22",5, Mac Euei-i, 21". Então reuaem-sc tres phenomei-ios atmosl)liericos iiilporiantes ; o vcilto forte de E. S. E., uma alta ieinperaiura e uni g r j o excessivo de seccura, e isto ainda acoiilpanliado ljor pl~ei~olllei~os particulares, cIile descrevereinos quando fallarinos mais especialmente do leste. O Dr. IVIason filndado nas suas observações preteilderi provar cl~lc o clima do Funclial era extraordiiiariatnenle liuniido; e iião lia cluvicla que as circuiilstaiicias particulares etn que elle se acliou coIlocado no 111gar C tcinpo e111 (Iue fez as ditas observa(;ões o levavairi naturalineiile a essa coi-iclusào para qixe já tii-iI.ia precedente e f~~iidaiilcilto observanas cães do Dr. Heinekcii, coilclusào que teiii sido aproveitada por alguns autliores eiii desebono do clima do Funclial. porél1-1 certo cpie as observapes que publicâinos (tabellas li."" 8 e 4 0) [citas depois d'elle por c1 iversos observadores, e seja-nos pcrinittido dizer que ~ a i n l ~ c m nossas, as seiil ( ~ ~ ~ e p o s s a i i l caracterisar o Puilclial coino uiii clima inuito secco, (150-llic comludo uin gráo de h~iliilclademuilo menor (10 que acluclle clue sc detluz das diias obscrsacões do Dr. &Iason, e rlas do Dr. 1-Ieincltc1.i. É aléni disso fórn de toda a al~iiriduque a hiiniidarlc atinosplierica estl ali dc tal inodo combinacla coni a tcn~perat~ira corii as oiilras coildie cõcs atinospliericas, como notoii hlncaulay, cluc não é scnsivel iiem iriconiinocia a clueni anda a ella exposto; pclo coiltrario parcce c~uctemliera a aspereza c10 ar, que em tal lati~urlese clcveria sentir, sc a atinosplicra fosso rnais secca. Não acontece o iriesirio i-ia parlc superior cla Illin, no alto dos rnonics, 1:200 ou 2:000 pés aciiiia c10 inar, oiidc a liuiliitlade é iiiuiio apreciavel poicliie em unia alinosphera mais s a ~ u r a d a de vapores arluosos com p i a Leinperalura cliie ajilcla menos a cotiserra~(io da agua no eslxlo vaporoso e diaphalio, csla toma n fórma clc iicvoas nevoeiros e orvallio, sentindo-se maiiifcslnmeilie a sua condensacào e prccil)ila$ào. As dilXcrentes localiclacles do Fuiiclial aprcsciitaiii, coirio cizi oulras ciciaclcs, diflierente grdo de liuinidatle, devido isto a circuiilstancias diversas de allura, veiitilagão, exposi~ào,~roxiii~idade arvoredo, de tandc cle~~eni ~iecessariaii~enle inoslificar o gr5o ques, levadas, ribeiras, etc., q i . ~ de seccura cle cada uina d'essas localicladcs. Alérn disso as liahitacões j~cka sua constr~~cc;.ào, clisposicão interior, c clcvayào ac,iina do lerrciio .l&erri dillkrente ap~idão para aitraliir c dcniorar os vapôrcs acjilosos, a ponto tlc c1ue não só nos clinèrciltes aiirlarcs, inas alé rio inesmo se eiiconl.ram casas c0111 inui cliverso gráo de liu~ilidacle. Não seiido para isto jiidiilicreiile a q~ididade matcrincs cmpregaclos ii'esç~s dos coi~struc~ões. Circuinqlancins toflas rslas cliir rlcvcin scr ~srriil~ulnsaiileiiie ctiic~clndasI)nlla eil-

1)0s[o (liio :IS oI)s(!i8~íi!:Cc~, 1)r. h l i ~ s o i ilifio S ( ~ I , \ , ~ Sl):i~-íilI)Ii + o ~ a r (10 S(~I csse Liio gi1iiido giU&o Iitiiiiitlaclc i i o cliii~ac10 Piiiicllal, cnoiiio cllc, prc(10 2~11(10i1, ('1Iii~ li~(!j'iiill 1 )(!10 ~XI(!IIOSii I ilil i(líi~1c do (blinii n r a allci~cGo(10s i ol)sci~~:itlol~os so1)i.o rsla poii~o; o iiido o cluc sc t c i i i sc'giiitlo c10 ciiliio I ~iii'ilCA ])l'()

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As outras observaq6cs Seiias pelo Ur. Masoii ciri Londi.es, e em que elle quiz fundamentar principalmente a sua proposicão, foraiii vinte e quatro no mez de Junho e quarenta e quatro no mez de J~illio,que llie deram a média de 5",01, ein quanto estes nlesiiios dois mezes (diz elle) as iriais seccos do anno no Punchal, 6 excepcào de Agosto, têeln a inédia de 4",73, inferior 6 d e Londres. Tainbem elle iiota que as quarenla e cluairo observacões feitas no mez de Julho em Lonclres, cluando o tcinpo estava bom, derain a média de G0,20, e m quaiito a niédia no nlez de Jri lho na Madeira, segundo as suas observaqõcs é 4",95, liavetido unia cliffcrenca de 1°,25 em favor da seccura e m Londres. Notaremos clue as vinte e í[uatro observa~õesdo Dr. Mason 110 nlez de Junho foram leiias em tres dias, 23, 24 e 25 de Ji1n110 de 183 5 ; que as (parenta e cpatro ohservacões 110 mez de Julho foram feitas em sete dias, desde I) até 15 de Jiiliio; e perguiiiarenlos, como póde a inc'dia cle sesaccumuladas em dez dias representar a média de dois senta e oilo ol~serva~6es inezes? Como é possivd tirar co~iclusõesgeraes dc tão peclueno nuniero de factos? Como se quer comparar o grlío de seccura de dois climas c0111 observações feitas em tão poucos dias e por tal inoclo? E é de proposiçòes assim estabelecidas c[iie alguns authores se tem servido para avaliar o clima da Madeira, e a sua utilidade coniparativa no trataineiito das aficcões polmoiiares ! Quizemos levar as nossas indagac0es inais adiaiile para ver se po diamos coinparar o gráo de seccura clos climas do Fuiiclial coni o de Londres por uin modo, seiião decisivo, ao menos mais satisfactorio do que o an~ececlente. Scrvimo-nos para isso das observaqões mcteorologicas clíi Sociedade íle Horticultiira cle Chiswick, feitas clurante os clezesete annos c["-vão de 1836 até i S42, p~~blicaclas PIeteorologia do Professor Dana niell, c cladas por clle coino reprcsciitaiido o cliizia cle Londres. Estas observacões dao a inédia aiiiiual para o cliina de Londres de 5"5 9, Iiygroinietro de Daniell, sendo a niédia aiinual do Funclial d0,85, Iiygroinctro cle nlasoil; e recluzindo aii-ibos os nuineros á escalla de Daniell, acliâmos: niédia scccura annual do Funchal 11°,2 1, média seccura ailliual de Lonclres 5",5 9. Usanclo mesmo só da média annual obtida pelo Dr. Mason no Punchal que é 3",9 1 e reduziiido-a á escala de Daniell, aiada teinos : média seccura aniiual c10 Funclial 9", 12 ; rnédia scccura aianua1 dc Lonclres 5",,59. As obsetvacões de Heiiielten, que silo as que dão o rncnor grlío de scccura ao cliina do Punchal, aincla llic dào uin gráo siipcrior ao cliina de Lonclres: méclia seccura annual do Funclial pelas observa~õcçde Heineken ?",'IN; média scccura annual de Lonclres b0,59 E as i-iossas ol~scr~acõcs arlitiri~c aprc~seiitâmos de oilo inezcs, iirosrluc

Jaiiciro . . . . . 1 i. I9 Fevereiro . . . . 12.3 6 Marco . . . . . . 1 5. 5 1 Abril . . . . . . . 12.37 Maio . . . . . . . 1 1 8 9 Junlio . . . . . . 10. 15 Jullio . . . 9. os Agosto . . . . . 9. 60 Setembro . . . ? Outrrbro . . . . 9. 35 Novembro . . . S. I O Dezembro . . . S. 90

.

Servindo-nos da propria tabella de Rlason. que na siia obra iein o n.. xs. c que nesle escripto sc acl-ia na tabella n.. 33. acllâinos as sc guintes niédias de seccura para cada uin dos mezes obliclas por ellc inesnioe com o seu liygromctro. e o gráo de seccura corrcsponderitc no hy grometro de Dai-iiell. calculado tambcm por ellc. c que coinparaclas com as médias dos mezes do cliina de Loiidres dão os seguiiilcs resiil~aclos .
BICdia necouro
hlezra

Janeiro . . . . . . . . Fevereiro . . . . . . RZargo . . . . . . . . . Abril ......... iifnio . . . . . . . . . . Junho . . . . . . . . . Julho . . . . . . . . . Agosto . . . . . . . Seteml~ro. . . . . . Outubro . . . . . . . Novembro. . . . . . Dezembro . . . . . .

Doide se vê que pela coinparaâão das proprias oliserva~õcsí'eitas pelo Dr . Mason no Funchal com as observacões feilas em Londres cluraiite dezesete annos o gráo cle seccura é muito em favor do Puaclial. i~ãosó eiri C I U ~ I I ~6Oinédia nnnual. inas ianihem crn r~uailio6 média de cada uiii

dos ii~czcs. Islo é conliriiiacio por ~uclocluc sabemos do clima de Lontlrcs, oildc, termo itiéclio, cliove eni cento e sci;enla e oito dias no anno, c l i i (l~iarito110 Prrilcfiial clio~re tcrrno inéclio, setenta e Lres dias; e onde os só, iicvociros, or~rallio,e liu~iiidacletêein unia frequencia e intensidade pro verbi:~I.

N." 29.
'I'.41iI'L14A 11STn4\llIl)h l>hS OIII.IIIP

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DO

nn.

MAson,

Ás HORAS INDICADAS NA TAl?Ei.LI, PARA OS D l F l f E n E N T E S à1EZEY
P PAHA 'SOD'O O ANNO. SANTA LUZIA-PUNCIIAL.

Differeiiies Iiores depois das nove.

TADELLA DO

nn. arnson nrosrnrNno

A

mwrrnimgr aoir, o t m r s

FAZ ~d o n Á o

~ikr)io

DE SNCCURA,

AS

HORAS IFDIC4BA8 WA TABIL1.A. P.AN'PA LIIZIA-FIINCHAI..

'iAII11I.lA

DO U11. MAGOS IIIOSTII.kNDO O M&DlO GIIAO D E GECCURA NA ESC.4LLA

DE PIRBNIIEIi,

llYGlIOMETlI0 DO AUTHOlI, NAS BOBAS INDICADAS, PARA CADA UIIA DAS B S T A ~ Õ E S , 13 PARA TODO O ANNO. SASTh LUZIA-FUNCHAL.

TADELLA DO DR. al\SON JlOSiIiAXDO 0

aihora

GR.\O DIi SECClIRA N.I

E S C I L L I DE FARENIIEXT,

IIYGROãIETRO DO IUTiiOR, ira1 TODOS OS nIiiZ13S DO ANNO, DAS

9

HORAS

DL\~ I L N H ~

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p o n o n s ~ n v , i ~ 8 Ds eE

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* 1 ) o i i l o r & l a s c i i ~d e i 1 O grdo de s e c c t i r a ua srii bygrornetro na primeira linlia, e l i a s e g t i i i d n c s ç n grdn foi cnlciilndn por u m a cscalla fcita pgr elle, e descripta lios Rcrordr of !/ottrrul scisncr, c i i j o Tini I o l ~ l c r O grdo ilo s r c c r i r a l i a escalla de Danicll c n r r r s l i o i i t l i ~ i i ~ { ~t l i i S P I I Iiygrornrlrc~. ao

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H $ S I>IVIEIIS\S BsT.\ÇÕEs

DO ANNO. llTGRO~IET110 nB MhROh'.

SbNT.4 LUZII-ZiUNCtI.iL.

1834 a 1835

Iii~~orlio. .......

Prirnavcra. Vcrão ......... Outono . . . . . . . .

.....

'IAllã1,l.A DO DR. 1fABO.Y B108TBANDO O MIIAXI~~O DE GECCURA EM (:ALI4 AiEE ~ ~ 6 0 QIJAHDO ACOXTECE

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L E S T E . EIYORO~IETRODE BI.\AOX.

Santa Luzia
1034 a 1035

RInxjmn sccciira

Marco ........, 14
Junho Outubro . . Dezembro

Janciro . . . +. Fevereiro .......

..

. 8

9

.........

.. . . . . .. . . .

15

22,s
13

T.AREf.LA MOSTI~ANDO AS ilf&1~1~!3 O ~ ~ H E R Y A Ç ~HYGI~O.IIETIl1CAS PEITAS Dl.inIAM1iNl'k DE EH

EN ONZlC RIEZES

ii0II.M INDICADAS. EPTRAHIDA DA OBRA DE ROBERT iVIIITB.

Quando o viajalite avisla a Ilha da Madeira, ohserva liojc, coliio 01~servaram com tanto receio os seus l~rimeirosdescobridores, uina atniospliera i~cbulosae coberla ; aproximando-se pouco mais c 0 Punclial coiiliecc 1 cpe essas iiiiveiis só existem no alto das rnontanlias, e que cih baixo, ria cidade, junto ao mar, e até 6 altura cle alguns cenlos de pés a almospliera está limpa e diapliana. Isto -tem lugar muilas vczcs; poréin oulras o teinpo está pcrfeitameiire claro por algumas lioras, e pouco a pouco sc v50 forinanclo nuvens por cima do cuine dos inoiiles, ou sobrc o mar, que caniinhaiiclo na clircccão dos veiilos encobreni inais ou mcnos o céu, cluasi ilunca pegando entre si complelainexitc, inas deixando csl)acos elii c~ucse vê o azul celeste, Cut~~ulzss, StrnLus. Por ciilre esles esgacos deisados livres pelas iiuveiis mais baixas, se avista coinmiiinmeiilc oiilra caniacla de nuvens uiais altas, cluasi sempre brancas, e scrni-lrarisparcn~es, Cza?t~ulus; occasiòes lia, iiào raras, ein cluc sc distingueiii pcrfcilan~enle e tres camadas clifferen~esde riuvens em varias altiiras, clue vicrarn de lugares diversos e irripclliclas por venlos de diversa, e ás v'czes dc oppos~ac(tirecção.A camada inferior, a mais transparente, he compo"l:l dc nuvcils vaporosas, coino formadas dc peiiiias ou filainen~osesbrancluicados- Cirrws, clue iiiovidas pelos velitos do mar, carninliain contra o a l ~ odas inoi~ianlias, alii eml~aleme ficam pegadas por lioras, até que o vento de terra, a mais alta telnperalura, ou a conclcnsacào em cliiiva as faz desapparccer. E luclo islo se passa sem c~nena ciclncle se veja nem cliuva, nem ilevoa. Algumas vezes lior4in se as iiuvcns são mais escuras deilsas e mal circumscriptas-Nil7z~zas, c os vcntos soprarrl do sul c oeste, ellas se unem entre si, o c40 fica eilcoberlo e carrcg.ado, o lempo esciiro e bastantes vezcs chove. Mas tarnbein apparcce 6s vczes o clia i~iuitoe~icoberloe carregado com ventos do Norte c: dc 1,esrc e sem chuva. A formacão das nuvens ao cliliia da Madeira ngo nprcsciila. 1,:ir1ticularidacles que se não observeni igualmeiilc ern oiitras Ilhas c 0 occaiio 1 c em 01.1lras costas do niar. Ha rnuiros clias, c ás vczcs (lias siic'ccssivos cni que o appwecin~ciltoclas nuvens, a sua rnarclia r: dcsa]~p~ii~i(;~io se fazem com lima rcgul:iridade c esariidão ; (teiiilio ~i(lniii*avcisj ~ l i c r i o I; ;

tiieno que iiiío 4 particiilar. a este cliiria só, e que Leui uma l'acil e l~lausivelexplicacão. Peta iiianlià o alio cios inoi~icsapparece claro e o lioriçonte so%rc » inar carregado de espessas e escuras nuvens, N ~ ) ? ~ ~ z L sclevam sol~.reo oceaiio iiuveilç brancas acastelladas, e mais ou sc , 011 inciios separadas uinas das outras, Cirrus, Cu;l?~ulus; viracão do mar a impdle-as sobre a terra cluran~eparle do dia refrescando a atmosphera e inocleraiiclo o ardor dos raios soliires ; para a tar& o tcinpo estri niiblaclo. Então passa o vento ao cliiadrante do norie, orcliuariaineiite desde o Norle alé ao Nordesle, e 1e.c.a as nuvens pxra O lado do mar; muitas espalliain-se, e clis~~ei~sam-sc o vento; as noites são frecluentissiinacoin riiel~leclaras, sobretudo até á meia noite, e as estrellas brilliam com i ~ t i iS~ilgortropical : e isto se repete por inuitos (lias, fazenclo-se as referidas variacões, q~losi á mesiiia Iiora ein todos esses dias. Tainbem se 7.6 e 1 algurilas iioites peclueiia nevoa sobre o mar, ou sobre os inontcs, 11 c o arco-iris iiocturiio i150 é ali 11ii-i plienoiiieno iiiuiio raro. Duranle o dia é iiin l~beiioiircriofrequeiitc.: e ás vezes de iiina graiiíle bellcza. O ino17imcnto ordinario das iiiiverrs 1160 é rapido, porque os ventos eiii geral tciii pouca velocidade e alguinas vezcs l)or lioras as nuvens ficam iiniiio~~eis, clriaildo o vento leni acaliliado, ou vae mudar para o ruuio opposto; ouiras vezes as cliffereiltcs cailiadas de nuvens eni varias a1ti1i.a~ aprcsentain cliicccões, e velocicladcs diversas e até oppostaç, obedeceiido a corrciiles dc veiito que as iiilpellctn em seiitidos iailiLem dit't?rsos e oppos~os. Algui-isaautliores, clescrevcildo o eliiria do Funclial deram-lhc uin grancle nulriero ele dias- lioi~sc claros, oulros inarcaram inuilo menos ci'eslcs c iriuilos inais dos iiublados, encobertos e variaveis. Uns e outros disseram a verdadc segundo a época do dia cin que oliservaram e o iriodo por clue observaram. Ela na &ladeira urn bom iiuinero de cliaç claros ein cluc o cio sc coiiscrva puro e cluasi seiii nuvens, poréiii lia iiin muito ir~aioriiiiiiieco dc dias claros, e de Leinpo excellente, mas (?r11 que durante o dia appa17eccm iiuveiis cni iiiaior ou menor numero - Cun~ulus, Ci~+rus; mnstialido-se agora, clesvaneceildo-se logo, refrcscaiido a ien~perat~ira ii~te~ceptando peqiienos cspac,os de Lcinpo a c por luz solar. H3 dias iaiilll~eiil ein quc o tempo se póde clizer nublado, c clii qrie as nmreiis se reuiiem ciitrc si ficando o céo cncoberio ; algumas vezcs esle leinl-io dura poucas lioras, raras vezes toclo o dia; isto acoillece inesnio sein cliiiva. Não r i o iiiuiloç os dias ern cliie o céo se conserva nublado sem cjuc d u r a n ~ elodo o dia sc possa ver o sol, inas lia muitos c111 clue o sol se IIUO vê por Il~ras, cstaildo antes e depois o dia claro e 1)ni-n i~inpo. Aii-ida mesnlo nos dias mais encoberlos r: chuvosos é frcIO

cpente .ver o sol por u ~ n aou rilais lioras; e ~iuiicosdias tta no Fuiicli:il ern que o doente ii.20 possa sal~ir passeio por alglini cspoco de tctrnpo. a A circu~iistancia cyiie acal~amos de nolar de liaverem ~ n ~ i i l odias de s bo111 t e ~ l ~ p oclaros coin algumas nuvens e coin algumas lioras eiri cpic e o sol está encoberto 1c.m daclo lagar á izieiicioiiacla discrepaiicia sobre o modo de contar os cljas boiis, nul~lados, encobertos, elc.; podciiclo o iiiesmo dia, scg~incloa liora cla obçervacão, e o modo de coiilar c10 obscrvador figurar como claro e coino ii~iblado: o cliie produz lias observacões da teiiipo dos dirersos autbores uma appareiile conlradiccào. Uma atinosplicra clara e serena, sem nuvens cluraiite lodo o cli:i, c erxi dias ~uccessivos, com 11111 céo resl~laiiclecei~te, l~i1ni1ioso p~iro,c01110 se C vê frequentemente nos climas da Italia, principaliiieiile da Ilalia ~iieridional, mui poucas vczcs se observa 1x1 Madeira. O Dr. Meineken dii cm um aniio, que foi 11,em chuvoso e liilrnido (tahella n." 4 1 ) cento e oitenta e nove clias claros, vinte e nove nublados, quarehla e quatro encobertos, setenta e cluatro dc chuva e cliuveiros, sete carregados, nove de trovoada, sele cle leste e dois de priilcipib de leste. O Dr. Mason (iabellas n."-2 e 43) clá cluzcnlos e dois dias bons e claros, duzentos e cinco noiles boas e claras ; duzcnlos e Ires dias com mais ou nienos nxi~ens,cento e vilite e oito noil;es coiii riiais ou menos iiuvcns; cento e dois' dias eiii que cho~~eu, ciiicoeiita e seis aoites ein que choveu; nove noites ein clue houve trovoada. Rlacaulay diz que na Madeira a média do nuinero de clios que chove é setenla e Ires. Mac Eucii fez as suas ohservacões durante scis inezes, comprchendendo ii'elles tres de iijverno; eslas observacões f'orain leilns ciii geral duas vczes por dia, porém em alguns dias niio I-iouve observacão. Ao todo sào trezeidas e vinte e uma ohservaqões ern ccnto e sessenta dias(tabellas n" 4 e 4 5) c achou : tempo bom e claro duzenlas e q~larciila ." vezes; com mais ou meilos nuvens duzentas e vinte e Ires vczes; cl.iuva ircze vezes; chuveiros onze vezes; encoberto trinia vczes; carregado dezonove Tezes; nevoa nenhuma vez; escuro trinta vezes. O mesmo clin póde figurar lia tabelia em differcntes logares, e na mesma hora da. oliservac.50 póde o tempo estar claro e bom e haver algumas iiuvciis, e por isso venios na mesma casa duas e tres letras, designando duas ou Ires varieclades de tempo. Das observacões do Dr. Gourlay ainda que muito esleiisas ~)orqlie comprehenrlem dez ani~os,1150 podémos aproveilar-nos, porque só dá cni cada mcz iim resuirao do tcmpo, e muitas vezes 1150 inarca o nuincro tlr: dias erri qiie se rnastroii cada unia ctas snas yariaqões. 1 I ~ ~II I I ~ I Z ~ d ; ~ I(, XIZ,~ OIII* 101 . ,li
p:11

(iabclla 11." .'i I ) o iircz qiic icvc iiiaior ~iiiiiiili-o (Ir di;ls ( iIioiti i o ~ i l ~ )1% Ago"o, vinlc c lres; c clcliois Pc~~cvciro l: o, viiilc c tlois. O iiil'z qric tc.ic iiiciios dias 11oiis foi Scleiiibro, ilovc; c (I(!pois iJiiii~ii*() Na~~i!iiilii-o, o ilcz. O iiioz qiio ~ c v c ninis dias <lc C ~ U V Cfoi I Novt?i:iiiliro,q i i i i i r o ; lg(:~crciro, Abril c Agosto niio tivernin iiin d dia de c\liri\lii. Ii:r ii rlii;lilio iis cislny6cis nhscrvn-so o segr i i r i t :
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Noiarcrxioç que Iioiiveram riiais dias nilblados e de diiiva do noites. Nas olserracões dc Mac Eueil, qiie coiiiltrel~eiidcm s6 seis tnezes (labellas n."-4 c 4 5 ) , Janeiro e Maio são os mezes que icm iiaior numero d e , dias boils e claros, vinte e 1io.c.e. Dczeiilhro é o qrie lein menos, dez. O numero de vezes em cpe se marca a cl~uvaé vinlc e quatro; e se nos lembrarinos que havia duas observagões por dia, acharemos que ha mui poucos dias de cliuvn; nias Mac Euen não fez obsei*vnqõcs de noite, e provavelineilte só rnarcou a chuva e cliuaeiros yiiaiido tinham lugar na liora da ohseiqvacãooir proxiino a elln. As chuvas catiein em lodos os inezes do aiino no Puilchal. No vcriio lia muito mcilos clias de cliuva ; mas alguris anilos não é no inverno que ha mais : ás vezes lia priinavera ou no o11toilo ainda cahc cliuva iriais dias, mais horas ii'esses dias, e maior quantidade cle agua c10 ciue no inverno. A cliuva ein gerd ali é grossa, de modo clue em pouco lenipo calie bastante agua. h raro qiie chova durante iodo o dia, ou toda a noik; geralmente chove por algumas horas no dia, ou na noite, e ainda assilii cdin intervallos; ficando sempre espaqos grandes em que o Lerripo eslh inellior, e até ás vczes claro. A chuva calie pela rnaior parte scrciia, c qiiasi scm impulso cle vento, mais raras vezes é iinliicllida com forca e v iolencia. A quantidade de agua que cabe em cada anrio tern sido calciilada por diversos nbçervndorcs, dando resultados miiiio difl'crentcs e variaveis, segundo os annos em cliie fizcrain as suas observacões. I-Ieberden acliou ein rluatro aimos o segninle: (tabella n." 4G) 1 7 4 7 . . , . . . . . . . . . . . . . . 40,85 1 1 7 4 5 . . . . . . . . . . . . . . . . 37,508 1 7 4 9 . . . . . . . . . . . . . . . . 22,365 1750 . . . . . . . . . . . . . . . . 27,351 o que dá a inédia de 32,Po1021. Elle diz que os annos de 1 749 e 17'50 forarri tào seccxos que o ~ r i g o se perdeu c as arvores de í'ructa soffrerain inuilo, priiicipalmei~te os pccegueiros. Os huctos cahiram ainda verdcs, 011 ricarain nas arvores chcios de vermes brancos. A cpaii~idadedc cliuva clilc caliiil desdc 1747 ale 1753, foi de 21 4,pd'346 o cpe dá a inédia annual de 30,Pd62: niédia que nós reputâmos pclas ohsesvacões subseqiientes, a mais provavcl c proxirnn cla verdade. O PIIi~icnZAtlas avalia a yuniitiilacle média da rhnvn qnt: ~ 2 1 1 ~ iim anno no Funcl.ra1 cm 29,pdS2. em
pol +

O Dr. J-Ieinelien c14 para os dois ailnos de 1 825 e 1 826 o seguirite: (iabella n." 45).

o que iiiostra uxma diffcreilp entre os 2 annos de mais cio dobro e dá

unia média de 3 1,''"89. Segundo ol~servacões de FVhite (taliella n." 4 s ) em uin ailno cahirain 20,P"'994 de agua. Nós pelas observacões que vimos julgâmos que a quantidade de cli~ivaque ali calie deve apresentar muita differença de ailiio para aimo, havendo, cai110 erri outras partes, alinos chamados seccos, e outros cliuvosos. O numero clc dias ein cliie cliove, não está seinpre de accôrdo com a estcnsão do teinpo em que cliove e coni a quantidade de agua que calie. A maior quanticladc de agua que tein cahido ein u m mez de que ha obserP ~ C U O iOi 20,P1525 no inez de ,Janeiro de 1747. I-leinelteii viu caliii. 1S,P"'61 no incz de NoveiriLro de 1826. Não é raro &r passar urn ou inais mezes sern cliovcr; os autliores marcam nas suas observacões este facto: no mez de Agosto mais vezes do que nos outros. Heineken nela em um mesino aiino, os rnezcs de Fevereiro e A ~ O S L O c l i u ~ a e Wliite sem ; os mezes de Jiillio, Agosto, e Seteinbro. E111 geral a maior quantidade dc agua calie durante o invcriio, pordm 110 anno de 1826 caliiu no outono. J5 falláinos da relacão que liavia entre o teinpo de cliu~ra,a preçsão a~rnospherica,a temperatura e o grrio de liumidade ; agora ajuntarea mos que tambein lia alguma rcIacão entre o teinpo, a c h ~ i ~ e ,os ventos. As cliuvas mais abundantes e aturadas vein geyalinente com os venios de Sul e Oeste; com os veiitos de Leste c Norte as chuvas não sào r:opiosa srieni tão duradouras. Dc modo que consultanclo o l~arometroo vento e as nuvens, póde bastantes vezes prognosticar-se a queda da clluva. Os pralicos c10 paiz fi-equen~emenlea annuilciarn pelo ~~eiiLo iluTens; e e na vcspera, pda fórma e côr cl'essas mesinas niiyens sobre o liorisoilte. As estacões e a época do aimo tambem dào para isso indicai;ões que nào sào para despresar. Assim, ein Rlarco e; Outubro, esses siguaes sào ainda mais iniporta~itcspara indicar as chuvas do que em outras occasiões. k frcquenie chover nas rnontnnlias com abimclancia e niio clio~ler rio Funcl-ial, esiando aqui bom tempo e claro; e tudo o cliie nós dizetnos ácerca da cliuva, deve-se entender rela~ivamenteao clima do Punclial, c não a toda a Illia e prii-icipalmente a sua parte mais elevacla em que a rhiiva é miiiio n-iais freqiien~ee niuito mais ob~indanie. A c~ueílade

grauizo e saraiva tein lugar mui raras vrzcs iio Funclial; a de ~ic\~(-, crênios que nunca; mas calie alguma cyuasi todos os i n ~ c ~ n o s serra na durante poucos clias, e em cluaiito se iiào clcrrelc completamenle, sc~itese frio na cidade. Aproveila-se partc deUa para o ugo ordiiiario, conseil~rando-acin reservatorios cluc lia nas rnon~anliasdestinaclos para esse fim. Alguns annos nào tem aaliido nevc, assini aconteceu i10 inverno dc 1 8.5 1 para 1852. As ncvoas e nevoeiros que dão 5 Jlha o aspecto nebuloso, cof~rindo hiiitas vezes a serra, silo estremamente raras no Punch~l, até e incsino poucas vezes descein abaixo de 2:000 ou 1:500 pds. Ainda que a c~mn~idaclc chuva que calie nas mo~~tanhas Ilha de da sc,ja copiosa cm alguns anilos, não se póclc repular cornludo exlraordinaria nem inconvenienle; porque a iiiclina$o do tcrrcno cin geral e dos ribeiros em par~icular,facilita o seu despejo beni depressa. Ein cíiSOS, porém, poucas vezes vistos, tem aconteciclo a cjuanliclacle dc agua ser raiila e ta0 subitamente laneacla, que tem dacio lugar a lorrcntes, alluviõcs e .cliluvios, poi~cloa cidade em siislo e consternnção, e occasionando grande perda de vidas e propriedaclcs. Assim acoaleceii em 1803 c 1842, , c já tiillia acontecido em oulras occasiões, crn periodos que alguns ~ C c i r ic~licrido achar aproximadamciite siiiiilliantes. Em 1803, depois de cliuvns copiosas na cidade e nos montes. a rilieira de Nossa Seliliora do Calliau, encheu-se ~ O F moclo com as enormes massas de agua que clesccrnni tal das n.ion~ailhascluc iiio só trasbordou, n-ias as murallias lateracs rcljciitarairi em partes cedendo ao seri impulso, as pontes foram cles~riiidas,c alguil?as casas da visinliaiica, e y:irble Igreja dc Nossa Scnllora do Calliaii da foram alagaclas pela alliivião, ou despeclacadas pelo impele da lorrenle, c pelas pedras e pencdos que clla coadiizia. Nada resisi;iu 6 espanlosa forca da agua rnovida com a grande vclocidacle ndrluirida em solo tão cleclivc. Os estragos forani iriirncrisos, o ierror e confusão gcracs, o espeolacillo granclioso, mas tristissimo. Tresentas vidas, muito gado, vinlio, trigo, loda a qualidade de gcileros e fai~eiidns perdidos, forain as coiiscr~nerieias clestn terrivel catastroplie, qiic clcisou dcpois de si unia scena liorrivcl clo dcsolacùo, cle dor, e ainda cle susto. O iliar subiu acima da scu nivcl ordinario. Esta calamidade foi aniiunciado por um cstdo carregado, negro C a i ~ m p d o r atinosphcra, c por urna mui nolavel e rapicla dcsela cida do Laroizictro. Alguns suppuzeiVaincluc ilma especic de diluvio linlia caliiclo nas inanlaiilias, pois era preciso (pie a cpecla cle CIIIITT~ fosse rstraordii~ariai~ienle copiosa e qi~asiiiistantanea, para que cm ptiiz ião inclinado se accuiniilasse Tima lal rnassa de agiia. As diias ulliains gr:iiidcs alluviões tein lido lugar no rnez clc Outubro, época do anrio em r~iir: ,as cl~iivasfi~rirs os tcmporaes ~rão550 raros. K :tiiiliaq vier:i~r~ c cioin o.;

w~"iiIos S111 O Sri(looskc~, :\ rlo 1 H i 2 ;I icixil)i!siatlc coiti vciiin do Si11 (10 R' Iíiiicoil á ( : o ~ i í v:irios iiiivios (lu(>w ido 1)0(1crii111pdr ri» Iilrgo, p11i'd~iido-sc ~, ;i iiiciiol~~ 1 ~ ~ ' 1 ~ l it!~iilgiiiiias ~)c?ssoiis l1i!s das iripulaq6cs. As lrovon(lns i i ~ illii:~lido stto lbrlcs, iiI)liailc(!(jin vírrins vczcs t i o ;iiiiio: sois :ittl tloxc! vozcss. As Sorlcs ~ciiil)c:s~a(lcs [uiirl)oiri nào siio Iretj~icli~ C S ,i~iiis (!i11 i \ I ~ t ~ i io('r'asiOos lo11iiiii1~)rol)or~GcsÇ S I I S ~ ~ ~ ( ~ O ~ os lin i~i~ :I pniln ~ S v i o g i~~ioorii(los, iiiit~\(:(litit:tl~~t!ii~o sq IGO 1)Ocin iio lt~rlgo;o iuq~clo so ílos vcniilos tlo sril (! íi li)r\:a tltt íiguri vc:ric:c:i~l artliiini*iuniriilo ri i*csislcziciadns ;uiit\r1*:ts, o OS i~ítviosv110 i~i(!vi li1~i~lrl1~1111) á ~)T:\~EL. l ~ ~ ~ ~ v í i ~ i i - s c O alguinas lr(!z(>s 111ar proxi~~io 11lii1 as ltlol~~I):\s IH;III~:IS clc t i g ~ ~ í i ~ rio fi (111 12111 iiiii pniz tio li)riiiii!?Io volcunica n;io sccia li;irli adiliirrir que os LI~(!I~IOI*(:S do ~ , t ~ l * ili)ssoll~I'X'C~JIICI~ICS C SO~ICS; lalvcz poibcyue as an*i~ 111:1S i.igíis c:rilldr;is so iicliriili tlosdo 11:i ~ l r r i t oilicrlcç o csgoi.iitlas, C cerllo qiic (!slc! ] ) 1 ~ ~ ~ 1 i o i ~c!~il:tro o 1180 LOIII i ~ n : lgr:~i~clc (!i~ in~oi~si~ladi:; (lill'orc~i(;aKIO[ i i ~ o l(!iiI,i-c i1 Illiíi (Ia Míitlairii c oulras tlo Allniilico. 1)iirarii.e a nossa deriiora ali, u : ~iioilo tlo 10 de Oiri.i~l)i*o 9 llorlas c nicia, Iluiivc ilni Ire6s xilor (](! Ic:i+rqíi (10 si~o(:iiss;:io iri~l~iiiliirit!;~, tliroc($o ilt? I.,(!sl(! ri OCS~C, li:\ lifio f<?z (?slr:igo ~ I I ~ II)UI*C(*(:IX 11ii1is11111rilovil~ie1110 1 COXISDI~SO(10 (JUC II~, ( ~ ~loseiivolvitloiili rllosiiio: tl(lstc! gc!iiuro iorui liíivitlo iriais, coiii grlai~tlcs ir!t(\r\.'iilIOd~ I.(l~lll)O.

Naa4 )I

13. Claro- C. Nuvens-R. Cliiivn-S. Clitiifciros-O. Col)cnrlo-'r. Cnrregttclo-V'. W~!~on11. E ~ c i i r o - 0 poiito mbre a lelrn denota a prepondernncin <In(liicllccslndo; ~1ii;is Lrcs I(3tr~is oii in(licoin dois aii ires e s t a ù o ~ n o mesmo tempo, oii siicccdciido-se ein poiico lempo-li111 qiiiiilienl~ihr sessenta c S O ~ Siiolns Iin durcnlns e qiinrenta veses tempo clnro. diizcnlns r vinle c tres vexes niivrns, Lrc8xr vezes cliuvn, onzc. T ~ P Z V Scbiiveircis. trinta vmrs col)rrto, r l ~ a r i i o ~ ~ r iilrrrg11~10, TPZPS 1inl:t BPZ IICVII:I, triiits Y(.ZPR e ~ c l i ~ f l .

T.4nlSLLb DO DO. HEBEIIDES BIOSTR.\h'DO A QUANTIDADE DE CIIUl'b plil<CAHlU ':>1
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1747, 1745, 1749

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1730.

Marcn.. ........ Abril.. ......... Main. . . . . . . . . . .

........ Fihrerciro . . . . . . .
Janeiro.

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1,79 9,354 I,Gt3 1,O0
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......... Bgosto ......... Setem1ii.o ........ Ouli111t.o.. . . . . . . . Noveml)ro .......
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I858 n 1851

Jsnciro Fevereiro

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Siilha.. ,\gosto..

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Dercml~ro l~ororciro

.......

CAL'I'I'IJLO VI.

1

Related Interests

&o 6 hcil aprcseniar boas ohei~vacõcssobre esta liarte da mcteorologia da Illia da Madeira. Os iiistrunienios ordiiiarios iisados piira este fim, sao ali dc po~icolircstiiiio, c não sentlo pru<lenicineiitc coin1)inados coin oliscryncõcs oI)ti<l.is por o~itros~ocessos,podciii iildiizir em erro. Isto t,amlicm acodecc crn outros paizes inoiitanliosos; cin qunii~o painos zcs plaiios I>asia a simples observn$jo do Tiiiiio liara dar uiiia indicaçiio scgiirn solire a tlirccqiio do vcnio. A fórnia scn~icirciilnr(~iic tcm a rlia-

riiada baliia ou enseada do Fiintlial, e que coiitinúa para ciiiia até ao ciiine das montaiilias, protegendo a cidade dos selitos elo Nor~c,faz coni que os oiitros ventos refleclindo nos diversos pontos da circumfereilcia em que vão bater, toniem clirec~ões inui variadas nos differenles l~igarcsc111 que sào observados, e as coniinuiiiqueiii por conseguinte aos cataventos. Se jiintarmos a isto a disposicão dos monles e cabecos separados uns dos oulros por depressões niui pronunciadas e colii grandes escavacões, as feiiclas milito profiindas c tort~iosasque cortam a cidade dc alto a Iiaiso, e orrtras clesigualclades c 0 tcrrcno por onde sc insinuain e se rcflecteiii 1 as correntes de ar, pocleremos fazer u111a icléa da difliciildacle clue lia ein coiiliecer iís vezes a esacta direcção do vento, difficuldade quc Lein sido reconhecida por toclos os observadores, e confirinaclu pela opiniso gcral. Para evitar estes e~uharacose obter o verdadeiro ru~i-ioelos vcritos, alguns rccorrciil á observação clo iiioviinenlo das ondas, ao cxamc do vento com cluc os i-invios ao longe iiavegain, e 6 direccão clas bandeiras e das proas dos navios fiu-ideados iiiais ao largo. &Ias o processo mais iisaclo e recommenclado pelos ol~servaclorcsé marcar o vciilo pelas clirec~ õ e s nuveiis que se ilioveiii pcrpeildiciii3rilienle sobrc a cabcca elo obdas servador, ou proxiinas a essa l~erpencliciilar. As niivens inais dislarilcs c as si~uaclasno liorisoi~le,não nos podein dar indicacões exactas, pelas illusões opticas a que a seu inoviincnto n'essa direccão dá lugar. Aincln no exame das nuveiis que se inovem pcrpencliciilarrnentc sobrc a callega do ol~servaclor se notani muitas vezes duas ou trcs clireccões clilrcren~cs, e 5s vezes oppostas, seginldo as divcrsas cainadas estão siluadas cin diversas alturas. A direcciio cla carn,icIa inferior C a que os aulliores lêem escolliiclo como expriminclo a clireccão do vento que reina mais prosiino 5 terra, não clespresanclo os oiitros proccssos como mcios dc confirinação. Além destas consicleracões cluc ricabâmos cle fazer e que se refcrcrn mais par~icuIarmcnteao exame dos vcnlos na cidade do F~inclial,lia ainda outras niais gcracs cpe se referem a toda a Ilha, e a que convém altender. A posicão da Ill-ia c a elevacão das suas montanlias, correndo principalmenlc de Leste a Oeste, deixa abrigada dos ventos do Sul parte da 1 sua cosla septeatrional, e dos ventos c 0 Norte clue predominam niuito na Macieira, a maior parle da cosla mcridioi3al. Eslc obs~aculocluc o vcnlo do Norte acha nas montanlias, faz corii cpe o mar ein frcntc do Furichal e ila sua prosimidaclc para urn e oubro laclo, esteja cm calma c soccgo, a poiilo (10s nnvios não pcadererri ali navegar qi~andosopraesle venlo, e111 c ~ u a ~ mais ao largo e por Lesle e Oesle da Ilha, o venlo 6 to fl-esco c o mar agitado. Acoiitecc tainl.iem que apesar dos vcntos gcraes sercin frec[iicntemen~e vei-ilos do Norte, jriiito ao Fiinclial se eiicoritri~

qiiasi scrripre a virayão do iriar virida c10 Sul e do Siidocste, de tal iriodo, qiic as c~nbarcacõcspassando entro a Poiita de S. Lo~ireiicoe as DeserLas, antes de cliegar ao cabo Garajiio, tornam o rumo do Sudoest'e, desviaiiclo-se c10 Punclial, para irem entrar com o vento do inar, OLI com o embate, como llie cliainain os naturaes. Esta circurnstancia dá-se tão frequentes vezes, que vem inarcacla lias cartas de na~cgacãocomo regra j ~ w aos iiavios que vao. do Norte. Duralite uma boa parte do anno 11a uma alternativa de ventos cla terra e inar, clue se succedem todos as dias iiin ao oritro a Iioras quasi reglilares ; o que concorre sem drivida algiinia para dar 5 ataiosphera c10 Funclial a sua suave e regular temperatura, e 6 cidade a sixa salubridade. Estes ventos são orctinariarnente o Nordeste inclinando mais ou menos para o Norte, e o Sudoeste iiicliilando mais ou menos para o Sul oa para o Ocsie. Pela manhã das oito ou nove horas por diante, cluaildo a teiiiperaiura da terra sobe, principia o w n t o do mar a soprar s e i . graiicle forna, rcfrescalido a atmospliera, e conservalido um gráo de calor moderado. Pelas cluatro horas da tarde pouco mais oii menos o vento abrancla, ficando a atmosplicra serena por algum tempo, e clcpois comep o vento do Norle ou Nordeste a soprar braildamciite, levando as emailaqões da cidade, e dispersando-as pela vasta ex~eiisãodo oceano. Este jogo alternado c benerico de ventos, cpze tambein se dá ern outros paizes ~iiaritiinos, e sobreludo ciil ilhas e que se explica hoje pela diffcrciica de temperaliira, dc evaporacão e da racliacão eiitre a tcrra e o inar, de iioi.lc e de dia, não tciri ein todas as épocas do aniio a incsma regularidade. No verão a ordem acima estabelectida é inais constailte, i10 iiiverno apreseiila grandes anoinalias. O Dr. Mason notou clue na localidade da sua liabilaqão em S. Luzia, no niez de Blarco, o vento dc tcrra, Nordeste, começava das seis alé ás nove Iioras da tarde, continuava toda a noite, e pcla inaiiliã clava lo@ar ao vento do mar, Sudoeste, que eiltrava clas oito lioras at6 A nove, e s continuava até ao pôr do sol. E m Abril o vento do mar coinecava 9s oito lioras da nianhà, e vinlia floroeste 5s seis da tarde; no iiicio do nicz liaviain vcnios irregulares; no fim voliavaili os velitos regularcs. Em Maio e Junho havia viracão regular do mar ris i l o ~ ~ e lioras cla nianliã, e da terra ás nove da tarde. Em ~iillioc Agosto viraqõcs regulares vindo mcia liora mais cedo, tanto de rnriiiliã como cle tarde. Eiii Sctembro ventos regularcs. Ein Outubro veizlos regulares, inas o Norrlcstc vinha de tarde mais cedo, c se por acaso coii~inuavapcla maiihã atd depois das nove horas, liavia eliiiva no decurso c10 clia. Em No~embroe Dczeinbro viracões irregillares di~rante dia, inns i~cgiilaresclurai~tc i~oilc.A prio a

meira parle do mez de Jaiieiro ~eritosregulares e para o liiii iri-cguln res, assim c01110 i10 inez de Fevereiro. Além destas virações que reinam nas diversas épocas elo alino coiii iilais ou ineilos regularidade, lia os ventos geraes que durante o vci-ão soprail-i mais do Norie e Lesle. n'o ouloi~oc priri1a.rrer.a os vc~ltosdo Sul e Oeste mostram-se com forca moclerada por bastantes dias; porén-i, ús vezcs repetli;inainente, toinaiii grande iilcremeiiLo que não é duradouro, mas que obriga os navios a levantar ferro, e acoiitece que eillão vão achar abrigo i10 lado opposto da Illia. Scgitiido obscrva~ões Dr. Masoii, a do viragào do inar traz conisigo uiria ccrta quan~ielaclcclc liuinidade cliie se accuinula para a noite, inostranclo os iiistr~ii~~c~itos iiin menor gráo de seccura. O velitito de terra leva novamenle essa Iiuinidade para o iiiar; ficando do incio da noite por diailte a atiiiosplic~aiiiuito ilinis secca, c pela manliã ieiil já perclido o gr5o de Iiurnicladc que tinlia adcluirido 113 vespcra. Para o l ~ s e ~ r beip esta variacão é preciso usar d'uiii liygromclro ar extcrior clue possa cleiiiiiiciar estc augineiito c clii-iiii~ui$io Iiuriiicladc lias de differentes lioras de clia e noite. De tuclo o cluc teirios dílo Laiubc~ii sc v6 (lite para ter Loits obscr vac0es sobrc a direccão e forca dos ve~itos6 prcciso que cllas sc,jam fci tas com inuito ciiiclaclo e eiri divcrsas horas do dia e noitc. Uina só observac50 por dia, ilão póde dar sctião uiiia idéa muito itnpcrleila c i ~ i sufílcieiite ílcsta parte cla riicteorologia da Illia, oiide o izicsino dia póde figurar com ventos differe~itessegundo a liora da observaâiio. Ainda cliic irão liaja destas observacões tio extensas como 116s descjarianios, Iia co~ii tudo inui~asaprovei~a~reis, lia iilforinacões cluc não podcndo rediizir-se e á Córiiia iiuilzcrica clào coin~udoresul~ados aprouiinados que não são para dcsprcza~*. Tanto mais quanto esta parte cla inclcorologia, lcildo ~iiriaiiifluciicia iiiliric(1iata i ~ a navega~ão,ci niuito cstudada c exarniliacla pelos liabitaiitcs. Nas observ~i(;õcsqiic ~ c i ~ i o s dcbaiso cla nossa vista, o vento cluc doiiiiiia inais ciii loclo o aiiiio, é o Nordeste. Nas observacões clc 12ciacl<cii (rabella 11," 49), figura o Nordeste cento e cincocnta e sete vczes, c clcpois o Oesle scLcnLa e quatro, o Leste ciiicoenia e seis, o Norocsle viiile e nove, o Norle vinte e uma, o Sucsto viiike c elos outros ponlos l i ~ u i ~ o ~ O L I C ~ S V C Z C SNas obserraqões ele 8Iac Eucn (tabcllas 11.Os 50, c 5 I), o . vento quc predomiiiou IOi o S~~tloeste selelita e duas vezes, depois o Nordeste cincoenla e iluairo, u Sueste triiila, o Norte viiite e quatro, e os outros ineilor numero de rezes; inas estas observações comprclie~idciiisó scis mezes de Dczcrr~lsroa Maio, c não ciitrain nellas o vcriio e ou~oiio, eiii clLte o Noidcsie geraliiieiile prccloiiiiila. Nas o).~sci'vn(;(,cis Wliiil: dc

jtabella 11." 52) o vento predoliliriaiite Soi erii urn aniio o Nordeste iioveiita e oito rezes, depois o Norte cincoenia e oito, o Noroeste trinta e sete, O Leste vinte e sete, o Nor-Nordeste vinte e seis, e os outros ventos muito menos vezcs. Se examinarmos o q i ~ c acontece nas differentes estações, achâmos os veiltos do Norte até Leste predoininaiiclo no verão e no outono, e meiios no i~ivcrno;OS ~ ~ e n l do Sudoeste ao Noroeste, mais na primavera e o~itono, os o tainbem no inverno, sem que sobre isto se possa estabelecer regra bein fixa. Tanibein não lia eleineiitos sufficieiltes para poder fixar por um moclo provavcl, cltial a predoininancia dos ventos nos clifferentes mezes.do anno. Dias coinplelainentc serenos sào mui raros; e se os encontrâinos figurancio nas observa~ões, é porcltie não liavia vento na hora da observ a ~ ã o ;nias é cerlo clue ainda nos dias de niaior bonanca, a viracão do inar ou da tcrra se faz sciilir ein algumas lioras. A forca do ver~toé em geral inuilo moderada, e estas virações nào são inconiinodas, nem impedem os clocntes de podcr sahir, sobretudo se procurarem os sitios em qilc ellas í'azein menor iinpressão. Quaiido lia vento Sorte, o que acontece poucas vezcs, ciuasi sempre é do Norclestc até ao Sucloeste, pelo Norte. As ~abellascle blac Eucii e de Wliitc qiie mostram a forca dos venelles tos 1~01~ ol~servados,poucas vezes niarcam veiitos fortes. &Iac Eiien, ern seis mezcs de observacões (tabella n."50), só apresenta cinco dias dc venlo fokte; um de Nortc, um de Noroeste, e tres c10 qua$ante do Sul. Wliile (tabella 11.' 55) dá em u m anno sessenta dias o ar sereno, cciilo e doze de ligeira viTacão, cento e dezoito de vento brando, sessenta e dois dee vcnto fresco, doze cle veilio forte ou violento, e um de tufão modcilado. Al~ezarda autlioridade de Wliite parece-nos inuito sessenta dias no anno coriiple~ainenleserenos ein todo o dccurso das vinte e cpatro lioras; inas não será extraardinaria esta assercão, se se entenderem dias sercnos na liora da obscrvacão. No verão depois clas quatro lioras é frequciile liavcr duas ou Ires lioras dc completa serenidacle no ai1, o mesmo succcclc eiil algumas iioites e ainda por inais lioras. 0 s ventòs brandos que dominain no Punclial, e que iein uina saudavel infli~eiiciapara refrescar a a~inospliera,nâo produzcin coinniummentc a sensacão do frio. Aconlecc coimludo alguns dias que tciido cabiílo neve lias montanl~as,o veiito Norle clue por lá passa essa sensacào, sobretudo á iioite. Tambem essa selisayão se experimenta cli~aiidoos ventos c10 Noroeste até ao Sudoeste pelo Oeste, trazcm cliuva e o ceo fica cncobcr~opor muito tempo; porque a temperatura exterior se conscrva baisa, sendo a voriação entre dia e noite muito pequeiia. Isto é devido não tanto á tem~ ) e r í ~ t n r í ~leiito,coiiio 6 falta dos raios solarcs. ~lo
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Senle-çe lia Illia da Madcira duns ou ires vezcs por aiiilo, crn aiguns annos mais vezes, uma espeeic de venlo cliie sopra c10 Este-Suestit acompaiiliaclo de augnielito de t e ~ n p c ~ a t u rde uin alto gráo de seccui3a, a, e de outras circiiinstaizcias que reclamam a attencão e cstiido. CliainainIlie os natiiraes leste e os inglezeç resideiitcs coininurninente o clesigiia~il coln o ilome de ~-iroc e na verclacle alguma siinillianca elle Lcm coiii : ,. . . o sirocco que hec~ueiiteiricniesc faz seiilir ila blcilia, Napoles c cosias da ltalia, e cpc se julga vir da costa africana do lado opl?osIo do Mediterraileo. Poréin o sirocco é queide liuiniclo c clepi7imciilc, erri quanto 0 leste é c~ucilte,secco e parece estiniulante. A sua dircc~rtoe oiliras cir cunistancias que o acoiilpanliain lazein crer qiie elle tira origcin da cosh occidental d a Africa, e que dahi veni a sua alta ~eii~peraliuasccctira, c atra~cssandotresenias iiiilhas de niar e111 que não cnconlra ordinariamente nem uma só nuvem, É coinparaclo por alguris ao Sainiel, Siinoon, Harmattaii e outros ueiitos extreinai~ieiltescccos c cliieiiles que se olservani no interior daquella rcgião. Tcm-se vislo trazer coinsigo uma certa quantidade de poeira ou de ;mia suiiimaineiite fina e irripalpavcl, que deposita sobre os rnoveis, parecelido eiitHo ÍI alinospliera tào densa, como se liousesse uma ligeira nevon, o vciido-sc o sol coino atravez de u m vidro bato. Algiins passaros d'bfrica, c ziina ou oiitra vez immcnsidade de insectos tem appareciclo nestas occasiõcs. Este venlo, que algumas vezes sopra coii-i inilita forya, dura Ires dias, rar'as vczcs n-inis, e segue-se depois eommummeille algurna cliuva. O vcn~o Lestc c Estcdc Sueste apparece no decurso do anno alguirins vezcs scni tcr cslas qualidades, e então i ~ à otein a inesma origerri. Tainbcin Lciii succedido aniiunciar-se o verdadeiro leste, durar poiicas Iioras, c nao con~iiiuar.As duas priilcipaes qualidaclcs deste vento são o scu a110 gráo de Lciiipera.LurU e de seccura. Q~iaildoelle reina o therinoiilctro sohe muitas vezes a Sb", e a1gul.i~fazein inencào de o ter visto subir aciiria cle 90". O Dil. Heberden eni 1 7 5 0 viu em occasião cle leste subir o tliermomelro iilterior a 73", i G O , e 7.7' c o tbierniometro exlcrior a 8 1" 82', c S7', o cluc rião é muito csli-aordinario. O Dr. Heiiielteii 1-150 viu subir o ilicrmoinetro á soinbra 110 espnqo dc clilatro annos iia occasião do leste acima de as", mas sabia cpe algiirnas vezes tiiika siil~idoa 9 5 9 sombra e a 130' ao sol. O Dr. Riason viLi subir a lic cri no melro 6 soii~bra,clurnn~e o Icste a S 1O ; ao sol, lircparado coino para olrservar a forca solar a 1 3 8"; e ao sol, suspeildiclo o tlierniomctro ao ar livre a 9G0. Robcrlo Wliite, vi11 o therinoinetro siibir diirante o Zcs~e de 23 de Pevcreiro de 1850 rt 77". Este estado da teliipcralura não se liinita ao Punchal, mas cslendese aincla aos moiitcs 5 rocla do Fiinclial, e incsmo a outras partes da

Illia. Eiii Rl~cliicoiio dia 28 ele Agosto de 1 850, dia de leske, a temperaI U ~ Vcliegou a S3", c o Dr. Lund o1)scrvori nesse mesmo dia ein Sanlo Antonio da Serra, 1 : s ~ Q acinia do mar, o theriiloinetro subir a 91." pés A outila ~[ualidadeiiiui nota\-e1 do Zcste e a sua extrema seccura ; cai 1 82 6 , dt;raiiie o leste o grSo de seccuia iio EIjgroine~rode Daiiicll rlicgou n 45", e aiiida nesse gr6o o eiller não cleposilou ; cstc gr6o clc 45 corresponde a 19",3 de &lasÓii. E s ~ e author observou cni 22 de Oiiiul~rode 1834 n diffcreiica ciiti-e o thcrinoinetro secco e llun~icloser 36''; nins'ein oulra parle elle diz qise a maxima de seccura observacla duranlc o Iesle foi 2S0,5. &1ac Euen eiicoiitrou em 17 de Fevereiro de 184 9 diirni-ite o Zcste 21" de diffcrcaca entre o tliermoinctro sccco c o tliermometro liumido, o que dava só 18 pof ceiilo de Iiurniclacle relaliua na atiliospliera; e o Barão de I[-Iiiinboldt iàlla de 1G por cento coino scudo a 111ci1or cluaiitidacle de vapôr e a maior scccura observada iias regiões luais baixas da aiinosplicila; e isto ein um vasto conlinente. O clkito ùcslc i20 8110 gráo ele calor e seccura é logo seii~ido corpo liuinaiio. Pario rcEe que se reccbcm co111o l~aforadassahidas da boca ele um fornio, pára a trauspiraciio, sécca-se a pellc, a Iiiigiia os beiços e os oll?os soíl11ein t-oino cluado sc esl3õeiri ao frio sccco oii gt:acla dos clima9 do Norle ; lia geralmente uili sentinieiilo de oppressào. Miiitos fechaiii as jaaellns para coiiservar uma teii~perat~ira mais frcsca e Iiuiiiida. Os auisnacs e ~ ) r i m i ~ ~ d ~ t as iaves não sLio estranhos a estes incoinmodos. Os mo ie ~te .\leis seccam e cri-ipcnam, os livros e outros 01;jcctos guiirnccidos ele coira c;irci1cspni~i-sc, coino sc tivessem sido expostos ao luine. Este estaclo atsnos1)lierico singular i~ãoproduz nos indivicluos çàos incoiuinodo serio, inas algumas pessoas docntcs senteili efleitos variados segiiilclo as suas circumstailcias cspcciacs. Seccuia lia pelle, scntirneiito de cal0r ila rcspiragão, al~atiiilento,dôr de caljeca, perda de appctite, disposicão a desimaio, reliugilancia ],ara o inovirneiito : são os pheilomeilos cluc iiesla occasi&omais se tein observado. Porém ein compciisacão disto lia cloentes q ~ i c enconIrairi alivio ileste estado atmospIierico, iiiostrailclo mais vigor, uiaior dcsafogo iias rtinccões da economia, mais facilidade para o eucrcicio elc. O nll.Mason 1)rctendcu acliar uma especie de aiilngoilismo ciilre o les~t' c o sirocco, c tirar daqui uriia regra dc condilcta para os doeiites, a nos pareco não serií mui priideiite por agora iiitroduzir na prai.ica da &ledicina, (r Se os doenles, cliz elle, sc dão bcni nos dias clc /c~'sle de~vcin saliir da Madeira e piociirar clilria com as boas cancli$6cs clc iinia «teinpeila~ura igual, por6m mais sccco; se passam il~al clurante o leste, ((devem ficar na Rfarleira, » E a inesma recoiiiirieiida~ãoapplica elle para o raso (10 sir-ocso; coiri n diflcrciiqa qiie ~ l l ( :julga r l ~ x tlociitcs que si: os
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não dão Lciii coin o lesle por scr clciziasiaclamciitc secco, ac clui'ào bciii com o sirocco muito mais carregado de liumidade. Seria excellente se os corollarios e regras de rilcdicina pratica e tlierapeutica se podessein tirar c estabelecer com tanta facilidade e rapidez coino o Dr. Rilasoil os tira e estabelece. Esta opiiGio que em 1 5 3 4 clle nos inculca como iim quasi proverbio lia fiIadeira, enco~itrjrnos116s tão abalada c escjuccida ern 1852, que ncm Facultativos nein dociites a cilavam. I-Ia dociitcs cluc se dio bcin lia Madeira durante alguin Lcnipo, e depois vêem aggravar seris males ; ha outros que passam iria1 logo depois da cliegacla, e d'ahi a algulls mezcs adquirem melhoras niuilo notaveis. Uma nova 11-iudanc.a de cliina m~iitasvezes ser5 util, c mesmo necessaria ; ser6 ainda algumas vezes uma tentativa razoavel, quaxdo não lia meios l~icrapeulicos mais provaveis, c cluando tudo oii cluasi tudo eski esgotado; mas iião rrie parcce que por ora deva esta muclaiip ser deliberada ou recoliiinendada sobre uin tal f~inclaineilto. O Dr. I\lason julg.nva que uma atinosphera secca llie convinliã, c ciilretaiito a liistoria da sua molestia diirailte os dias de leste não é iniii~opropria para reforcar a sua opinião, e coiifiriiiai o seu aforismo. nTa tisica pi~ltnonar,e aiida elti outras inolestias, lia phases ~ ã coiliplexas e tão tcimosailicii~cí'a~acs,que lnra cllas todas o as ~ e m p c r a t u ~ atodos os gráos cle seccura, torios os climas, e os iiiais beni s, calcrilados icmeilios são inefílcazes. Pouca pratica basta par:\ coniliccer bcin csia tris~içsimaverdade.

N." 49.
ThBI.LLA BX1RAIllD.i DAS O D S E B V ~ Ç ~ ~ S ,IIEINEILEN, R108TRhNn0 0 8 VENTOS QUII DOAIINAíiABI DP NOS DIUFERENTES IIIEZIZS DO .kNNO.

Janeiro . . . . . . . . . . . Fc~~ereira. . . . . . . . . ..
l\i[ai.$o

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Abril.

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N." 35.
T.4UELLA IIIOSTIIANDO .i POl{(:.A COJ1PARATIP.i ] ) O s VirS'l'oS NO FUNCllAI. B 14ii:I11(:0, POR DEZESBIÇ N E Z E S , QUITRO DOS QUAES DESIIB JUNIIO A T SETEMBIIO ~ E l fiIACIlIC0, E?iTR.iFIIDA DA OBRA DE HOREBTO \VIIITE.

SIGNAES ADOPTADO6 PELO AUTIIOn.

O=Se~cno. 2 =Viracão. 5!=Vento b r a i i d o . 3-Vento fresco.
& d e l i t o forte, violerito.

8-TufRo

iiiotlerado.

CAPITULO V1 1.

O quetemos já dita do clima e meteo~ologiado Fiinchal deve ser bastante para nos fazer antever que ainda que cste cliina apresenta em alguns dos seus elementos, e priiicipalinente na temperatura, uma igualdade e regiilaridacle muito cspeciaes, em comparaqiio com os outros eliinas, essa igualdacle e rcgularidUde nào sào comludo levaclas U. ponto ele 1150 l-iaverern variaciies n'esse c ein todos os ouiros elementos cpe coiistituciu o cliina, e do tempo ali ter uma estal~ilidaclee moi~otoniapcrmancnie. A idéa de uina ia1 imm~itahilidadc, a idéa inesrno de uma primavera contínua aFfiigiria um certo niiiiiero de espiritos para cILiem a varieclade é i-iiais do que um prazer: é uiiia necessiclacle. O clima do Funclial oil'erece além clas variacões qiie acabâmos de rererir, e que i6 são mui sixfficie~itcspara 1150 inerecer o cpitlicio de inonolono, variedades lias estacões c diflereiicas eiizre os aiiilos muito pronunciadas. O cliina do Funclial ten-i uma csiacão luais cluente, e outra niais fria; tcm cbiivas, trovoadas, algumas vezes venlos fortes, ternpesiades, alluviões, e O leste; e tudo isto que não vcni todos os aniios em época e mtacgo fixa, clue 1150 dura sempre o mesmo ieinpo, produz variacões ~iotaveis,c quebra essa supposla uiiiforiiiidacle c inonotoi-iia. 0s anrios de 1 7 4 9 c 1 7 50 fornrn siimmamente seccos, segundo Ilel~ercleii, No de mais do qiie nos outros annos. No anuo de I 8 3 4 1 8 3 6 chovcii l ~ ~ u i t o para 1835 liouverarri inais dias de chuva do que é costurne haver, nào cahiilclo proporcionalil-iente uina maior quaiiticlade de agua ; a cliura roi mais iniuda e alurada corno lios paizes do Norte, E111 1803 e 1842 houverarn terriveis alluviões. Alguns annos o ~reiãoé mais cluentc : no de 1853 o tlieriiiornetro Ií soinbra subiu no mez de Setembro a S3". c ein alguns logares a S5", o que é raro. Em cluasi toclos os invernos lia dias ein que calic neve na serra e se sente algum frio ; no inverrio de 1831 para "182 nso caliiu neve, e no de 1852 para 1853 caliiu maior qiiaiiticlade dc neve c10 q i ~ cein inuitos inpcrnos ailiecedeii~es,scntiii-sc frio c o tlicrmomett+o dcsceu ein algumas noiles abaixo de 50°, c clicgou algiima vez a 45", o que tainbem é raro. É certo que ali as csta$?>es~ U O api-eseniain aqiicllas grandcs (li%raiicns c notnvcis conirristes (10s cliinas dc mais alta laritucle, c cjiic dão
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paiiz a s l ) c ( ~ ~ o s ~tiivcrsc~s.A Madeira, ou para rriellior tlizc~*, parte iiui a nicridio~ial da Maclcira, oridc est6 situado o Puiiclial, 6 serripre uin jartlirn. Nem os frios do inverno, nem os calorcs do verão murcliam e seccatri a sua vicosa vegetacão; rnas assim mesmo passa-se n'essas dií'erentes épocas c10 anno charnaclas estacões, algiin-ia cousa que rriuito I~ei-rias caractcrisa: fenorienos menos proounciaclos do que em oulros raizes, irias iacilmenlc sei~liclospelos naturaes. O iovcrno c10 Funclial será o vcrão cle I,oi-iclres, pai-éin o residente ali pcrccbc a differeaca ciilrc as duas es[a(:aes: Leinpcratura inliis baixa, ~ioitesinais frias, maior liuinidade, mais 'vezcs chuva : toclns eslas altcracocs caraclerisani pai-a. cllc o inverno ; aiiicla (pie a eslac$o parela ao iriglcz receni-clicgaclo o scu verào, e ao porlug~~ez coiitil-ieiile o seu oiitono. do O iilveriio no Funclial C uma bella csiacão. Temperalura agradavel diiranlc o dia, atinosphcra pela n~aiorpnr!,c clara, ou com 1)oricns nuvens; vel-iios e cliuva niodcrados, c esta clc tal nioclo rcgulacla qiic deixa intervrillos no dia, cin clue loclos, ainda mcsiiio os doc?nlcs, liodcrri sahir 'sem incotnrnoclo; as ruas seccaildo coiii faciliclaclc. I? no iiivcrno c~uc se coiiliece 11em a excelleiicia cl'csle clima, sobretudo rluaiido sc compara coin iodos os outros imais coilliccidos c procirraclos; e esla é a cstacão que clri, segunclo pensâinos, a graocle silpcrioriclaclc ao cliinn da Ilba sobre os oulros climas, que no verão poclcr2o inell~ordispular com a Macleira a sua preeminencia. Se alguma vez se clicga a sciilir frio, é de madrug-ada ou dc iloile, e í'óila clc casa, a Iioras ein que os docnlcs não clevem passear; c esses lneslnos dias rcpulnclos inais frios cin alguns annos tem sempre muiias Iioras cle uina lempcratura agradavcl erri cpe os doentes poclern saliir. Ha habita~õesgo Puncl-ial que pcla sua cxl~osicão ou construccão ieein ii'csscs poucos dias cle frio unia i,cinpcilatura inais baixa do quc sc desejaria e do clue couvcin: dias cln c[ue o íògão acccso algunias lioras coin pouco lulilc, griiicipalnieiltc á noile, é agradavel, sobretudo para os liabitaii~es clo Norte. E o lume ainela lern a vaiilagem de climi~iuire dissipar a hiimiclacle que no inverno póde haver em algumas casas. I-Io n'cssa estacùo por vczcs urn venLo do Nordesle meilos l i ~ ~ m i d ocle unia lemperalura fresca, c~iicc 6 aos ii-idivitluos um c 1 certo gr8o de ~'igore crlcrgia u ~ i l . A iransicão do inverno para a primavera é 0rclinariamci.ile inscnsivel, parece a continuacão da rncsina esta$ío; enlrelanlo algumas vezes ein afarco lia chuvas fortes, que clurain por dias com veiitos c10 (luadraiite do Ocsie. Esta eslaeão é suinil~a~ncnte agradavcl até ao fiin do inez ele Maio, ri Lemperalura coriserltando-se ainda imuito inoderada. E em geral é s15 em Junho cjiie nin certo niiwero de: clociites, principal30

iricnlc itiglczc~,julgaiii tlcvcl* deislirl a i1I1;i parli voltai. a Irigla~cr.ra, c antcs cl'esse teiripo a muclanp pódc-llics ser iririiio cstrnnha c ~)rc~,j~itlicial. O vcrão iio Funclial c111 algiins annos não aprcsenia grniiclc calor, que todas us circu~~lstancias j5 riotfiinos atlciiuain o gráo de Leinperaturla q i ~ cse podia esperar da sua latit~iclc;iiias apcsar tl'isso algiiliias vezes, principalliicnte ein Agosto e Setembro, lia parLe mais baixa da ciclade, o calor é inletlso e a humi(1ade conticla na atrnospllera a fivor d'essa alta teinpcratura faz o temlio pcsaclo c ahafaclico, dcs:ilia copiosa tiwspiraqão, e produz cffeitos clcpriineii~es, clue sc asseiiiclharn aos tlos cliuias tropicacs. Islo só s~icceclediiraiite algiins dias, c cluraiitc alg~irl-~as Iioras no dia. N'csta cstacào as failiilias mais abastadas da Ciciarlc c os clocnies encontram no caiiipo, n pouca distaiicia, c cri-i hahiiacõcs c.uccllci~~cs a tempcra~uracl-cic dcsc,jain, co~iEoi~inc alt.ui1a ciri qiie as prloctirairi; c ali a se clcinoraril até ao firii dc Outubro, gosando dc i i t i i cliina aprazivel e ailiei-io. ESLU l1articiilaridade que po~icosoutros paizcs podcsião apilcsental3, fcz tlizcr ao T l r . Hcineken cjrie não sabia se na flIaclci~~a ver60 cru n ainda mais util parri os tlociltcs clo que o iiivcrao. Aiinos lla em c~ucno principio de O u ~ u b r oo calor niio teai al~rniriclaclo,assini coino tainbkm não e raro no clecnrso d'cstc inez oliscrvail cliuvas copiosas e fortcs Lcrnpcstacdes. Foi cin Ou~ultro que, como j6 dissenioç, ~ i ~ c r a r n as grari lopir des alliiviões cle 1803 c f 842. P:issada a primeira 11ar~e outoilo em clo c ~ i x o tcm1'0 aprcsct~ta1,astai-itcs irregularidaclcs, o rcstu da estacão é suavc c bcllo, c criira-se iiiseiisi~.elmcntc uin invcrlio oiclii-iariatliente eili delicioso. Ern todo o decurso das cstacõcs ncin as arvores perclerarri as suas follias, ncrii a vegclacào a sua vcrdiira, nciil os jnrdiris as suas flores. Um cainpo secco, arido, crestaclo pclo calor rico sc ~6 no F~znclial. « Sc (c n bellri discriliciio de ZIumero, cliz Uon*disli, d a Ilha Plieacia, onde i1111 « S~LICLO I C C C C ~ a oulro, uliia flor a oii.tila, eoin rica e iiifii-iila \:iricSL ~ dade, I'ossc applieavcl a algiirria IlEia ii-iotlerna, era i lilia (Ia hlatlcirn. í
))

As condiqòes ~antajosasc r~ccointnenclrivcisdo cl iiiia , qiic ac~biii~ios dc eçtlidai, r150 dispciisam o esaiiic das o u ~ r a scoiicliqfic?; I~ygicriicnsque 11n0 (levem sci inci\os attei~diclas c~iiaiidosc pretmile a\.nliiit*roiii a posit

sivel exacticlão todas as circumsiancias e influericius n que os cloentt3 ali vão estar s~ijcilos. A cidade do Fuiiclial vista do mar, tem uin aspecto agradavel e rison110. A brancura das casas mistiirada com a verdura c 0 arvoreelo 1 das p r q a s e jardiiis, dão-llie uma appareilcia pitoresca clue aiilcla é realcacla pela allura das montanhas cIue llie serveli1 cle f ~ ~ n d o . graiicles As Ceiiclas que cortain essas inontanlias de alto a baixo, tainbem dividem a cidacle até ao mar, dando á povoacão uma ieicão parlicular, e dcspcrtaildo a leiiibranca das catastro13hes que as torrentes e diluvios lecin causado por vezes na Ilha. Ro meio ela selili-circuinferencia clue liixita a cidade, jtí na cncosta da moi~tanlia, a vegetacão é mais abunc-lailtc e vigorosa, e a~siin continha atd ao cume estendcildo-se iambciu para o lado de Lcslc. Uin grande nuinero de boilitas casas e jardins clue se cncoiiiraili i10 sitio de Santa Luzia, iilosira a prefcreiicia cpie jií se dcii ein oiilro leinpo tíquella localidade, que inuito abrigada dos vcntos c10 Norte, coiiscrvx no irirlerno uma agradavel e suave temperatura. Poréin essa rncsiiia \?egetacão, c a abundancia d'agua que ali corre dão-lhc uin gr6o inaior de liuniidade, do que ac~~ielle se nota para os dois laclos da cidade cni igual eleque vacão. A povoaqão actualniente icnclc a esleiiclcr-se pari o lado do Poente; assim o demoiistrarn novas e exccllciitcs conslruccõcs: sci~docsla preferencia devida 6 salubridade do local, estrada cluc ali se está lanqando, a melhor da Ilha, e B segurailca que lia de cl~lcacluclle laclo scrá poupadb nas futuras ini~ndacões.Ha cIiiemxi pense quc os escoantcs abertos 6s aguas na baixa da cidade para o lado do Nasccnle podem eviLar os ali é desastres c~ucjfi por ~ ~ c z e s tem tido logar; mas esta conviccão i ~ ã o partilliacla pelo geral dos habitantes clue seinpre olliaiii coin algui~i I-cceio 1)~-a acpella localicladc. A cidacle não tem cdificios iiitlito nolavcis conio riioiluincnlos liistoricos, neili recominendaveis coino traballios artislicos; as suas praqas não se inctilcain por obeliscos, fontcs, e oulras clecoraqões; inas para o caso de que se trata, a saliibricladc, cllas teein baslaale extensão para a livre circiila$io do ar c bastantes arvores para offerecer um passeio agradavcl c abripado. Duas d'estas pracas a cla Rainlia e a. Praca Acadeinica, situadas sobrc o inar, apreseiitaiii ainda essa atrnospliera rnaritima iii-iniecliata e pura para sei* respirada pelos clociltxs a cliicm é recommendada. As riias e cstradas aid certa distancia cla cicladc são calp d a s coin basalto iniuclo; o pizo não é agraclavcl, c ao principio estranlia-se, mas no seu injo genero podeni-sc dizer berii calcadas. Não tern cin gcral n capacidade, nem a iiccessnria solidez para os vcl-iiciilos de

rodas usados nas cidades europêas, Irias tariilerri iiào teni poeira, e prestam-se bciii aos inoclos de concluccUo cio paiz, os quaes tem uma admiravel simplicidade pririiitiva. Eiii algumas estradas o angulo de iiic1inac;ão é tal que ljar,cce q11e coiii clif~iculdaclese poderá \rtlilcer a sua s~ibida;entretaiilo os vcliiculos ali usados, oii sejam pricliatlos Iior niiiinaes, ou levados pelo lioiileii-i, vencem essas subidas coiii iim;i presteza e agilidade csl~ailosa.Para descer cni alguiis cl'estcs ca~iiiiilios (11iasi l~erlxncliculares (Caiiiiiiho do Moiiie) ha uilia esp&ie de IrenGs, que escorrrgam pelo scii peso, e o trnball~odos conductores sí, consisle eiii dirigir e moderar a rapidez da clcscida. As liabiiac6es cin baixo esião accuni~ilarlas,priiicipallneilte no centro da cidadc i1:1 parte eni qiie lia iiiais viela c coiiiiiiercio, d'ahi vio di vergiiiclo e separaiido-sc á proporção que 7.50 subindo, apreseritando então disseminaclas bellas resiclencias cercadas de jardins. E ainda que ellas estejam iiiaii; aggloiiieradas ila parrc inl'ericr e riiédia tl:i cidacle, c alguilias ruas sqjam esli.eiias e tort~~osas, iieiii por isso julgâmos que essa iriesiiia parle ela ciclado se possa dizer insalubre; porcjue as pracas, largos e a pouca altiira das casas fncilitaiii suaic.ieillciilenir:eitciei a ventilacão e as viracões alicrnaílas do riiar e terra coiisiaiitciiieiitc liiiipam e purificain a atiiiosplier~a, insinuando-sc por todas as tortuosicl~clesCILIC esse I~airroaprcseiitli. A exposiciío da cidadc e l~oa,voltaela para o Sucloeste, Sul e Sues~c,dispos~a eiii arn~-,lliùieatro,e iiào tendo edilicios muito altos, (luasi lodas as lialiilacões e niiida lilesiiio as ruas rccebcm a luz solar directa, e estiio clcfelididas pelas moiitaiilias dos veiitos f11ios do Norie. A 1msic,.ãoda cidade nas rnargeiis do mar não lein ali os mesrnos inconveiiienles que tern em outras partes: o rapido clec1i.c.e e descida das inontaiilias, clue aiilcla coi~iiiiiiaclepois da entrada no mar, faz com que, mcsino crn iiiaré baixa, niio Gclue clescol~ertaaqueIla extensão de praia clieia de lodo e cle irnlnundicies clile c 1 algumas cidades produzem ex11 lialacões dcsagradaveis e nocivas. Nas niargens c10 iiiar tambeni não se cncoritrn ali o clieiro que as plantas maritiilias c n siia dccoinposicão, ordiiiari;iiiiciiie deseiivoh~eni.A peqiiciia porcão de praia cpe o tnar descobre ria \rasante é formada por ~~cclras, calliáos c até por~õcsde peneclds basallicos, arraslados pelas lorrerites, :issriitaiiclo sobre arêa, que em niuitas paries não é uisivcl. As ruas eiii geral eslào limpas, porque as iliiiirui~cticiese residuos das l~al~ilacões são para ali lanpdos; liias as elos aiiilnacs clue passam, não não são tiradas com proinpticlào: circuirisiai~ciac111 cl!in o Iiabitantc da Illin iião rclmra, clue o dc Lisl~oaíictio niuito ii;it~iral,tiras clue escanda-

lisa os estrangeiros. A limpeza cIa cidade faz-se (liiasi toda por carios fechados que cornmunicarn com as habitacões e vào despejar no mar. A disposicão que já descrevemos das suas margens, faz coin qiic este processo não tenha ali os inconvenientes que tein em Lisboa. Uina grande e hdispensavel q~~antidade agua lava estes canos, e concorre muito de para o seu servico regular. Os bons arranjos corrcspoiidci~~es estc sera yico nas casas dos particulares mais abastados, tarnbem indicani a orig e i n civilisadora que os importou e iiitroduziu. A agua na cidade c10 Fiinclial é ~iiuitoal~ui~claiite, airiela mcsmo e no verão c oulorio sobra; pois cliie rnuilas horas corrcin as foiites sem q u e iiinguem cl'ella se al~rovei~e. maior parte cla que sc bebe na ciA dade baixa, e ainda em boa parlc da cidaclc aIta é fornecida por cinco bicas proxiinas 5 pilaia, por l~aiso paiacio do governo, cin ab~iitclnncia c10 t a l que ate os niais pobres a podern o b ~ c senz dcspeza ou perda ele lempo. r A agna corre sempre sem grande coi~co~rcilcia pcssoas que a prode curem, e niuitas vezes corre iiiutilmentc. Esla agua que passa por excelleilte tem todas as qualidades sensiveis cluc se rcquercrn ein uiria boa agua. Ni~osaaùeinos que haja d'ella analysc cliiinica conliecicla. É pcrí'eitarneilte lfrnpida e fresca, não cleposita seclimei~loiiotavel nos vasos em pile é guardada, não te111 gosto quc clcnuricie raizes vegctaes, ou predorninancia de saes, cosc bem os leguincs, dissolve o sabão, coixxrvanclo estas y~zalidaclestodo o atino, Tra~ada csta agua coiti os papeis reageiitcs não os allcra na sua cor. Faz i i t c ~ ipecjuena efl'crvcsccncia com o acido siilpliurico; pcrlurl>a-sc ligeiranieiitc coin o azotalo de prala c com o oxslalo de aininoliia, c aiiida menos coin o plios~tliatode soda clepois do oxalalo cl'aininonia; c16 uin pequeno preciljit;iclo branco coin o acclalo clc cliuinl~o, uma mui ligeira ilebulosiclaclc pcla amrtioiiia, e fica inalteravel pelo clilorltyclrato da bariyta, assi111 como pcla ~inctiiradc galhn, pelo fcrrocyanalo de 110tassa, pelo ailiiclo, pelo gaz s~ill>hyclrieo, pelo aciclo oxalico. D'ondc c concluinios que esta agua não C acicla, nem alcalina, tein poiicas malcrias salinas, tem poucos carbonatos, não tem sulplia~os,ferro, ioclc ou sacs tne~alicos venenosos, coiitéin clilorliydra~~os, principalunenle dc cal c magnesia crn pequena cluaiiticlaclc; e fiiialinenie que csta agua reune todas as conclicões que a recornincnclam como uma excellentc agna para Ijcbcr. E!?? Lishoa fizemos alguinas cxperidilcias coii~parativascnlrc csl:i agira e a das aguas-livres, cliie lios deram os rcsullaclos scguiiiles. Tanto u m a como outra agua foi colhida cl~~anclo tililia passado n-iui10 lempo sem ter cliorido, c as espericitcias ioraiii Scilas ao rilesino ieiiipo com as duas agiim, a teimperatiira esiava a 69" e o 11ai~oii1eti.ori1;ircava 762'".

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Furrcir,yniiaiii de pofnrrn

D'oiide concluimos qrie a agua do Furiclial das fontes de João Diniz é rilais pura e contém menos sulistailcias salinas do que as aguas-livres de Lisboa. Ha aiiicla 1-13 cidade mais fontes de lioa agua e inuito acreditada, e oillras nguas de c~~~alidacle iilí'erior c clc pocos que servem bem para usos rrienos clclicaclos. Einpregam-se I m a r e g n , serrico ordiiiario clas tialitacõcs, rcscivatorios para fogos, eii lraildo por fim lios canos da li~iipem. Miiilaç casas 110 Funclial teeiil agaa dcillro, iiluilo helil canalisada e distribuida, correilclo em todas as offichii~as,c lia casa cle l~anlio;co~nmoclo csle CIIle ali é raro. No Fuiiclial c seiis arredores 1150 ha aguas estagnadas que possam ser nocivas nos lialii taiilcs, Sorinaiiclo prezas e pantanos, e claiido logar á clecoiilposicão vegetal miasinatica; por isso Laml~cinali n5o lia sezties, c é nolrivcl qiic com as fortes correnles cpe 5s

vezes levar11 as ribeiras, e iiies~nocom a qaailtidade ordinaria de agiia que ellas coiidilzern, cortando a cidade em tantas parles, conz vegelacão abundante nos seus leitos não se forinenl aclucllas emanaqões nocivas quc dizimam as povoacões ein oulros climas. O declive das i.iLciras, a rapidez das correntes, a facilidade da vcntilacào que ali é inaior, como bem se percebe nas suas inargeiis, e sobre as pontes, talvez coiicorrarn para dispersar esses miasinas, se ellcs existem. Outro tanto dizemos clas levadas: grandes massas de agua cpc, vindo clas inoiltailhas, co~iduzidas meio por de aqueductos, ein alguns logarcs obra de m~iito tcmpo, paciepcia e despeza, formam uni sjszema precioso de irrigacão qiie coiicorrc poderosamente para a riqueza cla producciío e que podcria dar a oiitras parles da Ilha unia fecundidacle adiniravel se fosse levado até onde devera ser por traballios li~clraulicosbem eiltclicIidos. Nas praias tainliem não ha as aguas do mar cstagiiaclas, que não são menos prcjucliciacs com uina vegetacão putrlcfac-la. Esta iriiiocuiclade das agiias dá aos l~al~i~aiitcs uma eoafianca tal que 1-120 é raro ver tanques que poucas vezes se linipam, clieios de limos c de agua lodosa; circi~ms~ancia apesar dc parecer que não ter tido até agora 1 1 1 acção nociva visivel, é cointudo para desejar 11a que se evite. As Iiabiiacões ria paite mais antiga da cidade não tcm uina apparencia cjue pi*cvina muilo cm seu favor: rcconliece-se ali o eleineato prim i t i ~ ~ o . roda d'csse nticleo vào appareccndo já construc~6essimples, Á mas coinniodas, inistiiradns aiiicla coin outras trislcs c inforincs. Finalinente ~ilaispara a circuinferencia ha casas elegantes com todas as cxigencias cla civitisacão actual, pcrfeitnmeii~emobiladas, coin boa visia cle inar e terra, e cleilunciando o outro cleriie~ito civilisaclor cliie veio depois, em época jfi ~ n n i t o proxin~aa nós. Não lia ali palacios iiem arcliilccturas iniiito estudaclas, mas lia habitacõcs inoclêlos cle gosto, c de aceio; e d'eslas lia irrilitas 110 Frinclial, em dihrente escala cle forluna. Este gcnero ílc coiislruc~õespara a classc i-iléclia está ali incomparavclinen~,e mais adialitado do qnc cin Lisboa. O risco cxlerior, a dis~ribuiciíodo cdificio, as escadas, o modo de conslruccão, o traballio clos maleriaes, o acabamento de cada iiina das partes, a inobilia, tuclo inoslra iIin goslo c intelligencia já muito apurados, e sem ornatos pesados e inconsequentes qiie mancliariam aquella inui nobre siinplicidaclc. N:io ser6 pre(siso dizer qiie eslc gosto não foi itnportado de Poitiigal, ondc cllc não csiste. A venlilacão das casas é perfeila e facil, muitas teein aprazivcis ,jardins que as cercam, e janel'tas para diiferentcs laclos. Ein algir~naslia cliainind iia sala, nu casa de jantar, para scrvir n'csscs I~OIICOS dias em

que se selite algu~rifrio, para corrigir a hurriidade, ou ainda para satisfazer o desejo de alguns doentes e familias estrangeiras. Entretanto é preciso confessar que a par ''estas mui agradaveis e commódas hahitacões, e ainda no centro da cidade e de mistura com ellas ha pequenas casas pertencentes á ultiiila cIasse do povo, em clue se observa a pobreza c desalinho em toda a siia fealdade, e inais para o calnpo em muitos Iugares os trabalhaclores e suas familias vivem accuinulados em miseraveis cabanas ou elioças de palha, em que se niio encontra um unico traste, e que i~ós não íluereriainos para recollier os nossos ailimaes. Se um hello clima, se o grande espaco de terreno em que estas tristes e immundas liabita~ões aclian-i clisserninadas podem contrabalanpr os males iminese dialos c~uecleveriani resultar de tal infeccão, nem por isso estas causas de i~isalul~ridade, juntas com outras que sempre as acompanham, deixam de i r niiiiaildo a cons~ituigãoe a saúde, deteriorando a rasa, dando-lhe fóilrnas iiieiios vantajosas, preparando-a para molestias geraes, para u y , ,, vell-iice prematura e para uma esisiencia niais curta. ./ Coniinuanclo aiilda no exame de outros pontos que podem ter influeilcia sobre a salcibriclade da cidade vemos, clue se alguns d'elles niio eslão no pé que seria para desejar e mesino para esperar, estão cointudo cin cstado de não podcrerri infl~iirde uma maneira damnosa na saíidc dos habitantes. Os hosl~ilaesda cidade são o hospi~al geral, o dos Lazaros e o liospital mili~ar.O liospital geral 6 uin cdifleio antigo, construido logo clesdc a sua fundacão etn 1685 pnra esse mister, mas resentindo-se da época em que foi edificado. Esi6 situaclo na principal praca da cidade que i inuilo frcquen~acla como passeio, onde os l ~ a b i t ã n t sse demoram e até se assei-itain mesmo defronte das jancllas, cjuasi sempre abertas, do dito liospital. O cclificio corre de Leste a Oeste, e é ventilado pelo Norte e Sul. A sua ventilação tem a simplicidaclc primitiva ; irias a suavidade do cliiua 6 lal que os cloentcs deitaclos ila cania e com as janellas de iiin c oulro lado abertas não se c o i i ~ l i ~ ~ nnem parecern coii-i isso iricoiriii-ioin, (lar-se. Além de iIina construcção originariamente viciosa, está precisando de granclcs reparos que nunca farão d'clle o ecliíicio simples, ~iiodcstoc conit-iiodo clue devc Ler lioje a ciclade do Puaclial. H a annos tratavam-se ali oileiita e mais cloentes de todas as inolestias; lioje, tendo diminuido consicleravelineii~eas suas rendas, por inolivos que são bem para lamenlar, ]nas de cliie nos não occupareinos porque são os que figuram na his~oriageral d'estcs estabelecinien.tos ern Portugal, cslrí rcduzido a poder só tratar quarenta ou poiicos mais; e o seu moviiiiento ai-inual c~uc chrn dr i i ~ i ldocnirs, pn~qou n s r r c l r cliratrocriltos a cluiiilientos; iIiiinero
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muito inferior 6s precisões da cidade, e da Illia; porquc ali ahluem docnteç de toda ella. Esta falta é até certo ponto remediada dmclo-se consultas e reinedios para os doentes de fóra; mas ainda assim, ella deve ter uma influencia desgracada na demora do tralainento c na maior mortalidade na cidade, e deve ter concorrido poderosamciite para a propagacão das molestias syphiliticas, que ali tem totnido proporcõeç tão dcsusaclas, clue deveriam desafiar especiaes clas autlioridadcs. No meio de tudo isto, os doentes recebidos no liospital são bem tralados por facultativos habeis que &fazemq~iantoem si cabc para atenuar as fal~as que.rcçnltarn da escaccz de meios, que ás vezes clicga a peiiuria. Assirri este 'm6o astado pecuniario do estabelqcimenlo ainda 1150 vai no ponlo de o tornar infecto e nocivo ií salubridade piiblica; porqiie a adininistracão tem tido o bom senso de não accuinular os doenles c cle proporcionar o seu numero 6s forca: d o cofre, .e os faculralivos tccin sempre cm vigor. as medidas bygicnicas que convém para obstar 5 infeccão A casa de deposito de mor.tos e a de disseccão eslão c n ~ ordcm, e nas enl'erboa marias durante as nossas visitas não perccbe~nosJieiro infecto, ricm liaviam febres graves, gangrenas de hospilal, etc. só haviam alguli-ia,~ diarrheas; e osidoentes n ã ~ ~ t i n l i a m apparencia dc marasmo ou eachcxia a que os hospitaeç insalubres ordinariamente dao. Se algum dia sr? pcimlcnder reformar ou reconstruir este Iiospital, clue muilo o precisa, scri melhor e provavelmente mais economico fazer em local apropriado uirra construccão nova, conforme com as idéas que 110,je 11a sobrc similhan~es cdificios, e em que a triste sorte dos alienados seja tambcm allciiclicla, c deixar aquellet para casa da camara, ou para tribunacs c rcparliqões 11ublicas, para que convida a sua posiqão, c para cluc pódc mtii~olicm scr applicado. Toda a despeza que se liaja de í'azcr no acha1 cdilicio não emenda o defeito principal de estar o hospital situaclo na rncllior ]?rara publica, e não lia de fazer de similliante construccão um liospital corno o Punchal deve ter. O hospital d e S. Lazarq col1ocado no sitio de Santa Catlin rina, ao Oeste da cidade, é uma pequena e antiga casa destinada a rccollier doentes atacados de elephantiase, e sustentada pelo inunicipio. Contém vinie e seis doentes pouco mais ou menos, dc a~nhosos sexos e de diçfcrcn~es idades, e já tem asylado mais clc trinla c c~uatro.Ali acliain caso, cama, aliinenio, assistencia de facultativo e rcrnedios. O Gni principal cla insiilu i ~ ã oé recollier os doentes affeciados d'esra tcrrivcl enl'crinidaclc, cujo aspecto e convivencia t! repugnante aos outros, tornarido assi111 lanil~ern a sua s i t i i a ~ o menos penosa. O edificio como objecto dc nrtc, a-pcsar de ler sido dc seu priilcipio destinado para estc fim, dc pessin3a c irisigrti6

ficaiite co~istr~ie(;ào. liem veiirilado, porque seiiipre é possivel ter as & jailellas, ainda qiie pecluenas, abektas, c reune as principaes condiSões de salubriclade. Nio eiicontrhmos ali cheiro nenhuin infecto, posto clue na divisão do sexo feminino os re~artimentose cortinas, que desapprovi~IIOS, poclcriam muito coiilribuir para o haver. Os doentes ali asylados recebcin uma alimenta$io .suf~fierilcè saudavel, c alguns re~nediospalliativos ou outros, para combater os symptomas mais incommodos da molestia, ou cle doencas interciirrentes. Uma boa parte d'elles pertence.a Lombada da Porila do Sol; mas ali1entram de varias partes da Illia. A rnolestia, liereditaria em bastantes casos, nunca ali pareceu contagiosa. Tciii-se atlril~uido rhtí qualidacle de alimentos, ao peixe salgado, e prin3 cipalmente ao ii~hamc,cluc iiutrc ern alguns lugares os habitantes pobres da Ilha clurante tres ou cluatr.3 m&& no ahno; porém 1130 lia aqui, como 1150 lia c 1 outras partes, regras bem estabelecidas sobre a etiologia cl'esta 11 inoleslia. Lambcin se não Lem feito n'este hospi~al, com os diversos rei~iecliosrecommeridados para ella, as ~entativas, infructuosas mas louvaveis, que ge tcm feito em outras partes. Nos vinte e seis doenles cli~eol~serv~tnos liavia, em uns a fórniri tuberculoç'a bem caracterisada, cliegando á leonliiia, em ou~rosa forma bem clara di: gafeira, e em irrn acháinos a clepliaiitiase dos arabes em ambas as pernas. Nào 01)serváinos ali na elcplian~iasedifleren~ad'ariuillo que temos vis10 em Lisboa no hospital de S. Lazaro. Na occasiao das nossas lis si tas niio havia doenlcs corn inolcstias inlercurrcnles, todos estavam cle p6, e pareceu-lios cluc o estabelecimeiito sem se poder cliamhr bom, B cointudo sofrivel, ou pelo rneilos está em boas condicões bygienicas para nào comprornet i.cr a saúclc publica, e preenche o fiin principal parasque é deslinado, dc rccollier os infelizes atacados d'acfuella liedionda enfermidade, aflastaedo dos olhos do publico tão triste ~speclaculo. O Iiospital militar é aqui corno ein algumas outras partes, um pobre cs~abelccimenlo;mas o local e euposicão excellentes, um facultativo zcloso e intclligcnte, e a idadc dos doen~es,compensam até ceri;o ponto o que falta nQ edificio e nos meios destinados para a sua rnanutencão e scrvico. A posicão em uuna propriedade 'do estado faz leiribrar um bello e mais amplo estabelecimentb de clue eni outra occasião fallaremos e que teria por fim receber e tratar os militares mandados cle Portugal amectados de molcslias pulinonares. Uma nova inslitui~ãode caridade se estabclcceu ulliinaincnte no Funclial, de espccial inleresse para a sciei~cia e da rriaior utilidade para o l~ilslico,o liospicio da Princeza D. Maria Amelia: monumenlo de sautlosa iiirmoriri rl:i virtiiosa Princeza, e da piedade e illustra~,$odo Sua
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Mài, a Iriiperatriz do Brasil Viuva, Uuq~iezade Braganca. Este liospicio é destinado a tratar doentes aflectados de tisica e outras molestias puln~oiiares chronicas, que ainda possani ter esperanca de melhora. Kcccbein-se iião só os Iiabitanies cla Ilha e brasileiros a8ectados d'essas molestias, mas tambem aquelles que a Angusta Fundadora c~uizermandar de Portugal para ali sercin tratados. Collocado em uma bella c elegnte liabitacào com todas as condicões de salubridade, provido ampla e gencrosamenle c10 material necessario para o tratamento e uso dos doentes, sustentado á custa ela inesrna Augusta Senhora, e confiado aos cuiclados ilie dicos cle uni dos praticos rnais l-ialieis da Ilha, o Dr. Antonio da Luz Pitta, reune todos os eieincntos de prosperidade. Este estabelecimenio ainda é provisorio, e será substituido por outro erxi edificio de coiistruccão mais propria e em local que possa melhor salisfazcr toc1:is as exigencias do traiamento de taes inolestias. O asylo de mendicidade e um dos mais uteis e recommendaveis esiabelecimeritos de caridade do Puncl~al,deviclo principalmente ao zêlo infatigavel e esclarecido do seu excellente governaclor, José Silvestre Ribeiro, cujo nome anda ligado a todos os melhoramentos notaveis que ali se tem feito nos ultimos annos. E mantido por uma prestacào da camara rnunicipal, e por s~ibscripcõesde pessoas caritativas. Crcado na occasii'io da grande calamidade que affligiu aquelle povu ern 154 7 em consecluencia da molcstia das batatas, foi uma das providencias que o dito governaclor ci-ril tomou para acudir e remediar á affluencia de mendigos que ent5o concorreram á ciclade. A idéa agradou e ficou; mas o estabelcciinento apesar d'isso já tem passado por grandes difficuldades pecuniarias; e se não fora o zêlo c caridacle do seu fiindador, a Madeira estaria Iioje privada de uma iilstituiciio que lhe faz honra. Esta casa recollie inendigos elos dois sexos e de diversas idades, em nurnero cle cento e cincoenta a duzentos, e mais; teem ali haliitricão, cama, alimeiitos e tratamento nas molestias. O edificio está situado em urn local excellente e muito saudavel, no meio dc uma extensa horta, tem janellas gancles e bem rasgadas para todos os lados, ein uina posicão elevada e bem arejada. Niio danclo o eclificio como u m bello modêlo, julgamo-lo comtudo muito suficiente para o fim para que é destinado. Os pobres cullivarn a horta, fazem o servico do estabeleciine~ito,entreteem-se em alguns aulros trabalhos, como o de fazer cordinhas c tecidos grossos que ali mesino se vciiclein. Tem uma escola de rapazes c outra de raparigas. E não sabe~nosque liaja um estabelecimeiito d'este genero que preencha tão bem o seti fim com inais economia e com menos empregados. Todo o ser-\li0 se faz com os mesmos pobres, c com uiri só empregndo bastante intelligente cjiic rcccbe u m b c n ~

tiiodico 01-clenaclo. A co~niiiissào administrativa c o seu actual adiiiiiiistrador, D. Jorge da Camara Lerne, a cujo zêlo a instituicão muito deve, servein só por effeito de caridade e amor pelo bem publico. Com mais alguns recursos que se applicassern a completar partes secundarias do edificio, e que o fornecessem melhor de cainas e roiipas, dariamos este estabelecimento como um rnodêlo simples e rnodesto clue se poderia acloptar em cidades de segunda ordem, e que poderia ainda servir nas cidacomo asylo parcial de districto, bairro o11 parochia. Ainda des P O ~ U I O S ~ o apresentarianios como uma prova do quanto é possivel conseguir com uma vontade firme e esclarecida, sem essa grande quantidade de einpregados que sào o cancro roedor de tantas institiiicõcs, e que as impossibilitam de poder satisfazer o seu objccto. Este asyío além de servir d e abrigo aos mendigos, preenche ainda outro fiin nio inenos util, ainda rllie nicnos estenso. Ali se recoll~empessoas que saliiildo das casas em qiie cstào servindo, ou do hospital em que se acabam de curar, ou que por outro qualquer mot;ivo nào teem pousada nem meio de çubsisten6ia, até acliarem occupaciio o11 trabalI~o, sem se l a n ~ a r e mna degradacào de mendigar por portas. Este eçtabclecimento não só não é iloci~oá saude publica, mas prevenindo ,a inei-idicidade, concorre para a salubridade da cidacle, evitando focos de infecciio, de molestia e de immoralidade, que ordinariamente se encontram em todos os lugares onde os indigentes se accumularil se111 disciplina. A prisùo da cidacle nãio é urn edificio primitivamente construido para esse rim, tem a Sórma geral e disposicão de uma casa particular ordinaria a que se deu aquelle destino e applicagão. A siia posicio na parte iriais populosa e freqticntada da cidade, cercada de habitacões, e communicando livremente c a toda a hora com a rua, não é a propria d'esta ordem clc estalelcciinentos. Isto não pôde remediar o j5 cilado governador civil, mas fez tiiclo o que foi possivel n'aquelle local em Leneficio dos presos e da salubridade publica, e eltes estào cm coildicões hygienicas ~iiuitotoleraveis, e scm cousa alguma que possa por esse Iacio aggravar 3 sua sorte, ou ter o caracter, ainda mesmo leve, de tormcnlo. Na occasião da nossa visita, que não cra esperada, n3o havia ali clieiro algum infecto, todos os presos nos apparecerain cin boa saúde, sem signacs do estiolamento, que as prisões infectas, mal ventiladas c mal esclarecidas dão aos seus Iiabitadores. Nào havia ne~ihumdoente. O qiiarto deslinado para algum preso incommunicavel, por motivo de discipliria, o,i por neccssidacle do proccsso, é igualnicnie cspacoso, claro e ventilaclo por uma grai~dedaneiia. A parte inferior da prisão ao nivcl da rua cotisider~trnos rtós como pror: deve scr liuniida, c l~oncoventilada para o firndo, e 6 a,

uiiica do edificio de cuja sali~bridade duvidiiilios; airida que a cxpcricirci;.r não tem revelado nada a tal respeito. Esta parte B a geralmente desejada e preferida pelos presos; e para alguns seria uma vercladeira privarão e castigo o muda-los para outra inellior da prisão. A posicão ao nivel da rua dá-lhes livre communicagão pars fóra a loda a hora, c os que trabalham acham faciliclaclc de fazer as suas vendas e negocios. 0 s presos pobres são alimentaclos 6 crista do gowrno c do rnunicipio coni uma alimentacão sufficiente e saudavel. Apcsar dos csforços e,diligencias que se tem feito para inelhorar esta prisão e c10 muito que se tem conseguido, é certo que aquella cidade deve ter uma prisão construida de proposito para o fim para ciue é destinada, em local mais proprio, e coni algumas outras condicões que no aci.ual edificio não é possivel ter : maior cspaço, algum pateo para os presós ssoliirem ao a r livre, casas de banlio, de lavagem, de trabalho, enfermaria, c outros commodos clue se reputam hoje coin muita razão essenciaes para a salubridade e policia de taes es~abclcciinei~tos, ainda os mais modestos, e que nào aspiram ao titulo cle prisão-modêlo. O ceiniterio catholica está sitiiado no silio das Aiigustias, e não só nos pareceu bem collocado, e perfeitamente ventilado, mas a16 crclrios que póde considerar-se como um bom modêlo no seu genero. O gosto sirnples e severo do portico e lia capella, o silencio e decencia c[uc ali reina no meio dos tumiilos ornados com plantas f~inelres proprias do e lugar, o cgpreste elevando a sua rama ~risle pyramidal, inspiram erri ,e todos o sentimento do lugar, e a lembran~aclo que se perdeu, ou c 0 1 que tem de se perder. Os cen~iieriosdos inglezes são muito iriieriorcs a este, a escolha do lQçal niio foi feliz, o espago é pcqriciio. Não direinos que a saúde pulilica soífra par ora com isso, ]nas não tardará muito o rnonicnto em que seja preciso escolher outro local mais elevado, mais cspaqoso e mais retirado para similhante fim. Se a cicladc se esiendcr s o b e o lado do Poente, para o que parcce liaver tendcncia, o ccrriitcrio das Angustias vir6 a ficar dentro da povoação, e será cntão preciso pro curar outro lugar mais afastado para o siibstituir, A cidade tem varios mercados para fructas, hortalicas, peixe, avcs, eic.; conservam-se com bastalite meio c cuidado. Um d'ellcs, ialvez o iiielhor, c que está bem situado, é o menos procurado; os vencledo~~es vão antes postar-se junto ao mercado do peixe o matadouro, apesar das diligencias que se teni feito para lhes dar outra dii*eccão. E provavel CIUC o inunicipio tenlia de abariclooar o primeiro local, c de fazer uma nova construcciio rio local desejado, que eni todo o caso deverá Gcar em distancia tal do matadouro que o bom servico de ambos, e as coiicliqcics hg.. gicnir;is e policiiios sejnni riiaiitidas,

Acaba dc sc abrir uni novo matadouro jiinto ao rriercado do pcixc que nos parece de bem adequada c propria construccào; nfio grande, mas commodo, feito com arte e intelligencia; deve preencher bem o seu fim, reunindo todas as condicões requeridas de salubridade, e sobretudo sendo perfeitamente ventilado e tendo agua com abundancia para :i liinpeza. Talvez alguein o desejasse ainda mais affastado das liabitacães e com mais capacidade para ali se poder fazer a lavagein das visceras, a primeira limpeza dos couros, e derreter o cebo; isto a exemplo de outros bons estabelecimentos d'esta ordem, e com o receio de que essas opera~ õ e s vão praticar em outras localidades da cidade em que possain ser se que tivemos a este respeito nos fazem crcr que nocivas. As infoorma~ões esses inconvenientes por em quailto não existem. Fóra d'isto, este novo cstabeleciinento é bem calculado para o serviqo que deve prestar, tendo lodos os meclianismos proprios para facilitar o trabalho, não apresentando cousa alguma que possa coinpromelter a saúde publica, nem mesmo incommodar as habitações mais proximas, se se mantiver a policia quc taes estabelecimentos dernnndam. O Punchal nào é uma cidade maniifactora, no sentido em que esta expressão hoje se toma, basta lancar os olhos sobre os seus cdificios, ainda incsmo de longe, para conliecer que não existem ali aquellas grandcs industrias fabrís, clue pelo emprego do vapor, ou por necessidade de allas tcmperaturas, corrompem e infeccionam o ar. As suas í'abricaccies sgo inui liinitadas e reduzem-se a fabricar velas de cebo, refinacão d'assucar, curtumes, distillacão de agua-ardente, estufas para melhorar e preparar os vinhos, fornos de cal, e outras industrias em po111.0 pequeno, traba1110s individ~~aes isolados, alguns mui curiosos, mas que não exigem e nem grandes inotores, nem altas temperaturas, nem agentcs deleterios. O con~bustivelgeralmente empregado nos usos cullinares é a lenha e o rnatto. Imporia-se muito carvão do pedra, porém é corno deposito para l'ornecer os muitos barcos de vapor que ali o vão procurar. A illumiriacão da cidade faz-se com oleos, e niío apresenta inconvenic~itealgum para a saúde. As culturas que se fazem no Funchal ou nos seus arrabaldes não só não Lein uma influencia nociva sobre a saúde dos habibantes, mas, pelo contrario, muito contribuem para a pureza do ar, e para a sua frescura; os jardins que cercam muiias casas e as pracas guarnecidas cle arvoredos, deixando grandes espacos sem habitacões e conservando estas separadas com grandes intcrvallos, Cacilitain a ventilacão e d8o aos liaIl,ila-rites a possibilidade de poder passar uma boa parte do clia e mesmo 4 3 noiie 20 ar livre. Nos jardins 1x1 haslante cuidado em nao aprloxirnar 8

das casas as a l ~ a splaiitaçòes que iiiterceptarii os raios solares c e1itn.cteem a humidade. Além d'is~oas culluras que se fazein na Illia não &o insal~lhrcs; mal. dirigiclas, iião se tira d'ellas o proveito que uni paiz ião facil e variadamente productivo devia dar: culturas exclusivas repelidas no mesmo Lerreno scrn alternativa nem descanço, proccssos atrazados, pouco cuidado lia escolha das seinentcs, pouca diligciicia lia creaqão dos fructos, muita coilfianca na natureza c bondade do solo, alguma preguica, tudo isto tem lançado este paiz lia pobreza e na miseria. Mas sc estes usos, juiitos coin uina IegislagUo agricola pouco favoravel ao progresso cla agricultura, vão prodiizindo leiiiamcnte as suas Iegitimas coi~sequencias, e lançando na desolação c na fome uina grande parte dos seus liai~itaiites, e em grandes einbaracos os oulros, cluando a c u l ~ u r aexclusiva falha por uma d'essas cpiclemias vegelaes que s30 tão coininuns por toda a parte, não se póde dizer que qualquer d'essas culturas usadas na Illia incsnio coin os scus máos proccssos seja insalubre para os habitantes ou para os cultivadores. As ciilluras mais geraes das diversas especies de balatas, do inhame, do milho, do trigo, da. vinha, do café, banana, etc. não aprcsentain nada que possa scr nocivo. As culturas e traballios agricoIas ein aguas estagnadas, coino u do liiilio e do arroz, aqui só se tein feito cin poilto tão pequeno c[ue apcnas tein servido para ~eriiicara sua possibiliclade e a disposiçào do [.erreno e do clima para as rcccber Bem; mas não tem cl~egadoao ponto de se poder apreciar a sua a c ~ ã osobre os cultivadores. Nos traballios de fabricacào e preparacão do vinlio que coiis~itiiciria parte mais importanle da riqueza da Illia, não ha processo algum c~uc,caulelosainentc ciriprcgado, se possa reputar iiocivo. As grandes arrccaclacões de vinlio c[ue sc friern na cidade por debaixo das liabi-~açõcs teein feito lembrar algurri inconvenicnle que as einanacões alcoolicas podem tcr na saúclc; tnas como essas casas servein, pela maior parte, para dcyosilo, e muilo raras vczcs p a r a p r e ~ ~ a r q ãdos vililios, o chciro cluc ali se cncoiilra, c que os o liabitantes cliegam a achar agradavcl c suave, não pódc Ler influencia nociva; tanto mais quanto a maior parle das vezcs se não senle sul~criormcnte nas Iiabitações. Se em algumas d'essas casas sc íizesscm irahallios com o vinho, inistiiras, lolagões, clarificaqões, clistillações, etc., que podem dar cxhalac,ões inais atiiraclas, nós a não aconselliariarnos para doen Les. Nas al~egoarias,curracs, c casas de clualquer oulra denominagão clestii-iadas para habitacão ou crincào de aiiiinaes, não virnos ali nada que se poss"ulgar nocivo 6 saúde publica; não porcliie esias conslrucqõcs sct,jaln as mais aptas c esiudadas para o scii fim, inas porrltlc! sc?

adiatil scliai'adas, c ciii boa tlis~niicia(Ias liali~açfics Iioincin, c porclo que a boildade do cliii-ia 6 tal (pie 1)ermiitc quc cllas scj:iiii esposias c vciltilndris por iodos os l:idos, de nlodo que os animaes vircm clunsi ao ar livre. As epizootias são ali raras; c os aiiiniaes só peIas coiidicõcs iavornveis do clima eslão iscnlos dc inalcs clac c111 O L I L ~ ~ S11arLes com granrles cuidaclos e inuito cs~i~clo 1150 te111 consegiiido cvitar. se Os nliincntos no Funclial são em geral de 11oa cjualicladc, c em totlos 03 gcncros dc aliii~cn~acão podcin acliar coiiiitlas sairda-\.eis, ei~coiiti~anclose se tarilbcrn alirricnlos finos e dclicndos: a iliesn póclc ser iriuiio ~rai+idn. As cnrilcs são succ~ile~itas,conio as inelliorcs dc c[ilc. se faz uso na Euc r o p q 113 al~undai~cia pcise, todas as fructas da Europa e dos cliilias de iropicacs, e liorlalicas escc~lc~iles todas as estnqõcs. Sci-rclol ~ r cFO icorn cin ~ . tuclo confessar cliic as fructas e Iio~taliqasde qunlidadc siipcrior nào são é a rcgra geral; a grande al~ui~dnncia da feiucta c lioi-talica dc scgurida c ~crccirac~ualidade, as de primeira são coilsidci~adas coino 01;jccto dc luxo. N'csle ponto lia ainda inuito que emcndnr c quc al)cl.fci<oar; a produccão c~uc al~ui-idan~e, é seria escellente por pouco íluc a culrura fosse inais 1)cni dirigida. A Facilidade de eoiiirn~iaica~ões lia Iio,jc e0117 o clilc Puuchal la1711,ern coilcorrc para quc se possam transportar para ali os coininoclos c especialidades dos outros paizcs. A alimei~iacào classe trabalhadora, e soLre~uc1oda classe pobre da iião é substancial: algu~ii peixe salgado, a batala, o iilliaiiie, o milho, fciJões, abobora, couves, constituem o seu principal suslenlo, poucas vezcs Lc~noccasiao de usar de comida animal mais substancial. O sustci~lodo pobre faz-se c0111 i~nladcspcza sumalaincilte 1)eyuena;. c assim mesmo n'es~cclima ~ ã feeitil c abeiicoatlo da Provideiicia ~cm-se o iiioi*ridode fome, c ha iiiuilos dos seus Iiabi~ailtestrnballiadorcs que vivem cni irma c h o ~ de pallia, sein ler uizi sU trastc c coiil iiin vestuario inui prosimo 5 indcceilcia. Ern o armo de 1 6 4 7 em clue a molestia clas batatas iirou aos pobres llrn dos seus cost~linadosaliinentos, as rnolcstias c a riioi3Landadc q ~ i cinais ou incnos directaincn~ed'alii resultaram foram inui~o granclcs. Quando se coiiipara o bellcza d'aquclle cliina e a fac,ilidade da csisteilcia ali com a exlrema riliseria dc uin boiri nriincro clc seus Iiabiianecs c11ie ~ c n l ap~iílãopara o tra1)alho. Quando ao lado de lanlas Iiabiia~õcs clcgantcs se veeili oulras cla iilliii~amiseria c fdtas dc ~ u d o , c~uailclo sc obscrva irrn paiz da niais variada I'ertilidaclc cluc procluz os iilirnos dc lodos os cliirins e as rnaterins primas dos coinrriercios rriais Iucra~ivos, reilnindo todas as producc.ões da Europa e dos tropicoq, com irma posi(;5o gcograldiica, sci-ri~ r ciinjmrlanl r, e liqg't. qiiasi iiicliri~~cnsavcl ~ 1)ai.a a
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i~;~~cgac$ão vapor, clile ~cccbetodos os anoos iiiais tlc 1rozi:iitos ri:i por vios, cltic é prncuraclo iodos os iinnos por tcczeiitos ou cjuatrocciilos rsirangciroç, por luotivo clo clociica, ylie ali v50 b~iscaro sei1 i.ciiicdio c cli~edeisani soiiiiiias coifiidcraveis; e cluando ao iiicsiiio icmpo sc vê que eslc paiz assini cloiaclo iialtireza 1150 póde dar iitila coiidicão ~iicrios miscravcl c degraílaii~e uiii graritle iiuiiieilo cle seus habitaiilcs, pcrcebca se que dcve haver 11111 grande erro cjue esl-ilic~uc tcrrivcl coiiliatlic~5o. csla O paiz que pócle enriquecer r i i i i grariclc iiuiiiero dc casas iilglpzac;, não ~ C ~ I iiieios para alimeiiiar e dar os mais siuil,les coi~i~iioclos vida a I cla lanloç dos ~ C I I Slial~itantcs!Uni paiz clirc teri1 as S L I ~ Scslsudas, OS scus a(~ucd~icios, seus cliclues por fazer, as suas cultiiras por iliclliorar e os cs~eilcler,nso i e n ~ ira1,allio que dar aos dcsgracadcs qiic llt'o iiril)loraiii, c c~nedeixam aos centos uma pa~ri:i deliciosa ~xt.racorrer asawiiti~ras c riscos de uma einigração n-iercennria, e iiiuiias rrzes cruel! I-Ia uiil seritiineiiio geral, uiiia idGa, u111 dcscjo clue llerscguc o cspiri~o L O ~ O S clc que visi lain csle paiz, e que ~ ~ e c i tão ~~uiigciitc ii coiilracliccão. Esie seiilimcnlo, esta idéa, este clcse,jo poclcrn ser estraiihac~oslios iiacioliacs como pouco pairiolicos; iilas rlcyeiil scr percioaclos lios cstraiigciiios coiiio pliilantropicos e liuiiiarii iarios. Enrrctanio é lxeciso coilfessar cluc se tuclo o quc acal~4iiioscle ponderar e lamentar ein uiil paiz que a natureza cluiz fj.crorcccr abuiiclaniemenlc com os seus cloiis, ciesgosin o viajanlc, e o confiriiia nas suas iclías pouco vantajosas a iiosso respeiio, não lem cointitdo cliegaclo a poiilo de pi-oduzir efleitos ilocivos ii-riiilediatos lia saúde publica iiciii lia d'aquclles que procuram o seu abrigo. Uina ou oiilra l~oVoac50 teiii sido alacacla clc alguma ligeira epidemia que nunca toma graridc dcscnvolviinen~o,e cl~le cede logo a pec~iieilasn-icdidas.policiaes, c s o l ~ ~ ~ e i a ~ d o a 1' i bons nmciitos.

CAPITULO IX.

O estudo da partc zoologica da historia ila~riralda Illia da Macleira a sua geologia c mineralogia, nem l ~ a publicacões iinporiantes e coinl~lelossobsc esta materia [pie inciiíiiiem estucios longos e severos. Ha poréin trabalhos separatlas, bons fragmentos
i120 cstá mais adiantado c10 c[uc

riue podeifio servir uiii dia como elementos para essa obra tão desejada e necessaria para o conlicciineiito do paiz. Esses fraginciiios dizem mais resparece c[tic a peito á classe clas aves, clos pciscs e insectos. R"o pop~lar;ão zoologica ela Ilha não foi muito numerosa ilein m u i ~ o variada; os poucos vestigios Sosscis dc animaes assiiii 110s au\liorisain a pensar. A natureza vulcailica do sólo, a sua isolacão c10 miiilclo coiiliecido, podeili cxl~licaressa mii-igua; c a coiiflagração a qiie os seus priineiros habiianies e n l ~ g a r a i nos bosques e ar~oreclos,aiiida podia ter coii~ribiiiclopara coilsuiilir algumas clas suas espccics zoologicas ~,riiniiivi!s.h ccito yuc descle o clcscobriiiieii~oda Jllia, as cspccies perlciiceilles á classc clos ]namiferos iiiiiica rorain muitas, iicili milito iiuincrosas, e aiilcla hoje o nào são apcsar elo seli progressivo aiigriieriio. Quasi todas impoi[adas, enconirain-se sb aquellas cliic mais con~réiiiao horiieiii, oii IIUC as ~i~hai~cacjics levaraili lá coillra I-oiziadc d'clle. Coino aspacõcs qzic iccilz licio o cloininio ela Jlha, c a inaior coiniilunicaçã.~ coin clIa sfio a porluguezn c a iiigloza, tamhein ali cncoiilrâinos as tricsiilas especies iileis cluc acliâmos cni PorJS tugal c cm I l ~ ~ l a l c r r a . cl'aclui ~ainbemse cleprclieilde o iiioiivo porc~ucliao veinos 16 os aiiiinaes Scrozcs, assiin como 1150 aclihilios os ailiinaes veiieilosos; o c~uc mais uma vaiitagein cspecial elo paiz. A proB pagacão dos aiiiinacs uteis 1160 icin siclo cstraordiilaria; irias as coiniiiiinicacões por mar, a navcgaq3o costeira ela Ilha, n aspereza e escal~rosiclade elas estraclas, a facilidade coiii cjuc os Iiabitaiiies ira1isporlaii-i as cargas, aincla as iiiais pesadas, ás costas e 6 cobep, o iiioclo de cultura, não leni Seito laiilo sciilir a falia C iicccssidade dc inaior iiuincro de nniniacs dc 'iiiais usados no sercarga c de coucluccão, clo que ali csislc. Os aiii~iiaes v i r ; ~ Iiouiein ila classe dos iilaiiiiferos não iciii toiiiado ali va~irajosa~ do c gr aiicles cliincnsõcs, l~ciii di&reiltcinenle do cluc Lcin acoiitccido ilo reino vcgclal coiri algumas plai-iias csoticas; pelo conlrario lia rnais clisposiciio para sc produzirem gçracões dc firmas acanhadas. Parece porém, clue a Sor~a coacci~traiiclo-sec111 corpo e ineinbros inais ciirtos, o anii~ial gaill-ia tiiria rohus~cze .I enaciclaclc aclmira~~eis o traballio. para No (liiecliz respcito ao reino vcgcial, laii~bcrnnão cxislcin os traballios c csploracões officiaes que sc cleveria esprrar. A Flora da Madeira, cpe não deve ser ele uina gsaiide clifficulclacle, não estií comliido feita. Ha bons rragmeiilos clispersos cpie não podcai dispeilsar, antes fazefi desejar, os esluclos rcgulnrcs e seguros cliie o l)aiz merece. Se o numero clos vegeiaes ii~cligexiasfoi pequeno, coirio luclo iaz suppbr, o numero dos ilaturalisados e cul~ivaclos Iiojc muito consicleravel e augrnelita 6 todos os dias. Já é clifficil decidir a respeilo cle alguns sc são ii~cligcnas ori iiaturalisaclos. Os .rreiltos, a ernigraqilo dos passaros, ai; sernc?iltc.s cond

duidas pclos liavios c ~)cl;isiiicrcac2or~iascri1 uiri s81o liiittil o tlc S~it~ij l ~ r o d ~ ~ ~ Cdzelil aplnr(xScrcspecics dc cluc passaelo tcitilio ~iàocl possivei qào, iliarcnr ben-i a origcni. O iiuiiicaro dc vegctacs cul~ivadoscrcscc teclos os dias, o icrrcno iqcceLenclo 150 Leiii as plaiilas c sciiiciiLcs inipori:iclas, qiie n'csie sciitido cluasi quc ilào lia tciahliva irifriicluosti. Não j)c:rtciiclciiios coi~iislo c\izcp que rod;is as pcirtcs ela Illra s%oigiinliiiciitc alitas para LOclas as cultiirns. Poréii~coiiio tciii ditlicrciitcs tciiipcz0ai~it tilli Ludcs o as, cxl)osic$es, iciii I'aciiiclncle par3 ~ I O ~ C T rcccbcr rios Lcrrciios pi~opi~ios vcos geiacs de cjuasi lodo o iiiiivcrso. Por isso iiiuitos n tcm "iiivc:jatlo para c) cslal~clcciiiiciiloclc ui-n jarscliiii botaiiico uiiivcrsal, c 1 qiic se (:iiconlilos11 seli1 no a r l i w c as ricluczas vcgclncs clc toclos os paizcs. Oulsos ;L colisidcraiii coirio sii~giilariricritc pr.ol~ri:ipara cult~iras ciisaio c li*arisi~ãa do ciii cluc os vcgclaes sc accliinaiassci~i c 1)oclcsseiii ílcl?ois 1):issar dos 1rol)icos para a E u r o p a , c d'csla l)ara os paizcs iropicncs. I'cla 1i;t~Lc iluc lios ioc%ii nào 110s pnrcccii iiiililo csli.:iortliiiario qric ris l)liiiilns 1ropic:ics c11.i~ se cultivaiii Iio,jc izii Rfndcir:i c ouLrns siiiiillitiiitcs llossnrri, clc~lois ali acclic10 tkiuiadas, passar liara o Algalv(;. A~wrscriiaiicloa ciiuiiici~;i~o so scguc clc algiiiiias plaiilas tlu que Madcirli nào pcrlcnclcinos scníio cscollicr as iii:iis riolavcis pai'ik fítzor scritir a iiii~~ortaricia pai%, C o çflie d'cllc sc pí,clc csl)ctaar,Sqja-iios pcrdo iiiitlida ia1 digrcçsiio, qcie lios afisla c10 nosso pri~ic.il,alol,jt:cto clii Ijvor cla boa inicil~ãoc aiclciiic dcsqjo eoin cluc d í'cilti. I)cis<iiiios tlc Sallar dc 111133 das bcllcztis do l)tiiz, as l~]uiil:is dc atlorrio, que! í'azc~ii ali Iiqjc as clclicias ílos curiosos tt :i ac1liiira::Uo tlos visii;iii~cjs,~ i c l n 1'0siia birstcz, cspleiiclor, lirillio de suas ílo~~!s, pcln sila ;iliuiitlailc~iao vnric. (i daclc, cririiiici aiitlo scí nc~i~ollcs ~rc~;i:t:\~s ~)iiLiis (1i1(! siiíis clu;il idadrs nliiiieiil:11~rs, 1i10í1 i(*iila('s, 011 1>01-S o i ~ i i o ( ~ ~~i~:i~(hri:i(!s c~oiiiiiio~ (: iiidlisroi~~ :1o cio tria, sc toi81iaiiiri~coliiii~riiclavcis li«tlciii (lar idclti tlos rcclur.sos (10 1)aiz: a C i l ~ ~ i i iI L I C S I I ~ O niio ii-icii(:io~~fi~~ioç os 1~x1110s l ko(1os (11.1~c111 11uitl(~ro CIC r n ~ i d e scssc?i~~u, s alguiis jd r:\zns, s:lo criiprcga(los lias nillcs, lhzcntlo reco~drirc Iiiriicrr lar a piii~la(10s niii igos arvorctlos, c o dcsci~itlo((tia lcrri 1i;ivitlo ciii siipl)i*iroçsri Ililia por lioras l)l:iiitac6c!s. Algu~~sclos vcgci:rrs rluc 1~1110s(wLu1icr:lr, c s i s t ~ i n a1)uridarici:i c111 c consliluciri graridcs ciiliiirns, i!sl)íilli;itlas l)or totla a Jllia, outros aiiid:~ ciii al~uiiclaiiciacs~àoli ~ i liados a ctoil~os clct(~r~iiiiriados i c Iugarcs, o dc ouIsos finnlinciile cxislclii 1,oucos cxciill,lar~cs cluo só so~~vciii liara 1)Zoviir a possibilidaclc tlo sc potlcbrciri oiilliyar ao :is livrc. Vcgrl;ics Ira ali ciiic clc ia1 riiodo ;~gl:lclcceiii a Loiicla(10 do só10 o (10 cliii~:~, t(3111 L ~ I Y I ~ ~ (111(: diiilcrisGcs c iiiri por tc I ~ L I II): X C C ~ 11111i LO o da Y S L L01 d iri;iri:i OSt ~ [ I I I *(:: ~ , ~ ~ oiitros ci!jn .protliicqão c r*rpciitl:is c~ollic~iriis etliriir*:t\~c~i.i. so?o

O

.hzonn syunntosa. Cultivada. Anona, friicto cxcellcntc c delicado, inais pcqueilo c 0 que no Brasil, csisic eni abuildnilcia, 1 outra especic 1 % inais rara, ,4nona clle~-i~molin. Ber*beris vu&nris, C. Espinheiro vinheto. Bcrberis. Pbpnver rhccns. NaturaIisada. Papoila vcriilellia. Si~y?nbrzuni ~zastu~.iuna. Indigena . Agriiio . Cochknria a~.nzorncca.C. Rabào rusiico. IsntU ti?lcto~*in. Pastel dos tinitireiros. I. Brnssica olerncea. C. Couvc. Br~assicanapus. C . Nabos. Esias duas especics, e sobretudo a priineir:~ formam urna parte do alimento g6ral do povo. Rap/lu?zus sativus. N . Rabão. Gossypi~~r/z herbaceu~i~. Algodoeiro. Ha apenas cnsaios da sua cultura. C. Then vi~'idis. Chá $a India. Tem-se cultivado cm algumas partes cla Illia, como ensaio, principalineilte iio jardim da Serra e Estreito. Tein Iiavido grande difficuldadc em o seecar c enrolar coixo se faz na Cliina, Cibl-us nterlicn. N . Cidreira. Citrus li)no7zunl. N. Limoeiro. Cit~qusnu~~nntiuni. Larangeira, N. Citr~usvulgaris. N. Larangcira azeda. As cidras e os limões na Madeira, sào excellentes; as laranjas e taiigcriilas, ein geral, sàa inferiores 8s de Port~igal,rnas iamliem as ha excelleii les. nf'elia azedarach. C . Sycoinoro bastardo. 6 ali uma bonita arvore c de iiiaior porte do que em outros paizcs. Y , i s vi~zjf~ra.. Videira. As uvas na Illia da Madeira ç.do boas, e o viN irlro que com cllas se fal~ricainuito coiihecido e apreciaclo; consi.itue a producnão mais importante da Ilha e a sua principal ricpeza. Existem varieclades cle uva que produzern diKercii.~csc~ualidadcsde vinlio, e quc teern diversa es.timac,$o. A exposição c outras circuinstancias do terreno tambem iilfluem notaueIinente n'essa clualidade. 0 s vinhos do Szil çiio mais generosos, aroinatikos, e inais estimados que os do Norte. A molestia qaracterisacla pelo Oic?z'unt tuckeri, que se lciii manifestado ern cliveiaas parles da E~iropa,atacou ali a vinha com tal forca e em ia1 estensào, que a percla da iiva foi qiiasi geral cri1 toda a. Ilha nos annos cle 1852 e 1853. Linunt r~siln/issh~tzolr. Linha. Poiico cul ~ivrido. . C.

/iuta g ~ ~ c ~ ~ ~ cI\;. r ' ~ ~ . ~ . o l A~'rl~d;l. ,/i~n"/n,r.s . q i a .N. Nog~lcira.T e ~ i i soffrido iiioleslia como em ouii;is ~ ali par Lrs. Rhus co~.iar.ea. C. Suiliagrc. Pistncin ~ e ~ . e b i n ~ h u s . Terebintho. C. ~ I I C L ? L ~i~zrlice.C. ;\I anga. Friicio cstiriiado, inns inferior ao r10 Brasil $CI~ e da India, pouco ~ u l g a r . Cicet. nl'ietinzwa. C. Gi.30 de Lico. Faz parte do aliineiito das classes inferiores: algum \.ai de t'órn. liabtr. z1uZgctr.i~. C , Fava. &~.~lunt kc71;s. C. L,~~itilha. Ct~lti~a-se to ~111.130rt0 Santo. illtli L r ~ . i n u salbus. C. Trenioco. P ~ S U IsIa l i t l u ~ ~ ~ . Ervilha. L C. Phl~seolus vuZg(t/.i~. Feijão. 3Iiiilo irsado pela classe inferior, entra C. riiuito ctc fúra. Ta,/rn,.indus iizdicn. C. Tarnariiidu. (-7ei.a~onicz siliqucc. C. hlfnrrobeira. .-í/)lyg~l<zlus coI~ir-lnlul2is. Ainencloeira. C. - , d r ~ ~ / g d ~persicn. C. Pecegueiro. ~Zi~s P/-unus n1*illeí2icrcn.C. Daiiiasc~iieiro. P ~ U I Zr/omcsticn. C. Ameixoeira. ZLS P ~ . z ~ n zcerrzsus. C. Cere,jeira. ~s D'estas fri1ct:i.s lia aliiiildaiicia, inns as c~iialiclaclessuperiores não abundam. Frngarie~ zlctclz. C . Rloraiigueiro H a Ires ~arieclades inferiores ás de Lisboa e Porto, e iiluito inferiores ás de Tnglatcrra. X U ~ Z L I~Zr&z~.r. Silya framhoeza. S C. ilIcspyEus ger11zcii2icn. C. Sesl~crei~'~. Pyi-us coi)z~izulzi.r. Pereira. Ha algumas ~ariecladeseucellentes, nias C. ha iiicnos variedacles do ciue em Portiigal, e fnllarri. algumas das nieIliores. O iiicsriio direinos do espccie segiiintc. P y ~ u snznlus. C . Maceira. Py~.uscy(loizin. C. IIIuineleiro. Boa cpalidade. Pu?zica grn?r«tzuli. C. Ao ineira. Eilconirain-se alguinas que cião urrr fructo hellissiino c de grarides diiiiensões. Psidiuli~pon~ye~-unt.. Guaiaba. O frucio iião é muilo cçtiiilado; mas C a gcléa que com elle sc fabrica é boa, e a guaiabada, ou doce cle tijolo. não é inferior ao do Brasil. M/~-tus co?~/r~~ozis. I. i'rlii~tn. M/r.ízrs piliu.nín. C. Pirticriin CIF: a l ~ ~ ~ ; i i ~ a .

Buge72in z~?zi//u)-n. Pi Laiigiicii1a. Poriro ri11tivadn. o li'tií:to dii c~xrr~llcti~c (.:. gelf a. Et~ge?/iu ja)llCus. C:. Jaiiibo. Carica pnpnyn. C. hlaiiloeira. Pnsui/kl~a cclz~lis.C . n~aracuj6.Poiico cultivada, iiiio é csc.c~llfkiite. raA ricdacle rosa é :r iilellior. Cucw+itn lalior. E. Aliol~oreira. Cucu~thidn ~1~~10pcpo.Abobora de coroa. R. Cuczt/+bidn pepo. C. Aljobora incilina, e s i m variedades. A abobora coiistituc ali um dos aliineiiios mais gcraes dos pobrcs e trabnlliaclores; co~riidasó, ou coiii couyes, grãos, feijão,. millio, elc. ~ Z I G U ~ I Z ~ ~ ??zelo.C. &!eIão. li variedacle é impor'tada dc Portiigal e regnl~i pela clualidade da d'esle paiz, que e inferior á dos Caiilaliís. Cucunzis sntivus. C. Pepino. Boa clualidadr. CUcuj~disCZ~~YLZZZLS.C. Jiclancia. Iiiiezior ás boas cie Porlugal e cio Rrnsil. Sechiul?~ cdub. C. Caioia, chôclih. Muiio usada, gosto agradarcl. Opuntia ducurizn?za. C. Tem-se obtido ir'esta espcie de Opu~zh'amuito ~roxiinaá Opusztia cochili?zjheei.n, iiopal, porcõcs j6 inuiio aprcciavcis dc cocliinilha. N2o Bavei~doali tanta pr8tiea c1a cull~irac colheiia do insecto, a droga i120 saliia tgo liinpa como a das Cailarias, mas n cpalidade é boa, e hoje já se conliece melhor o inodo cle a apanhar c liinpar. Tambein sabeinos cluc esta especie .iein mais espinlios que a cochi7zil!c1z,e por conseguirite ofl'erece iiiais demora lia colheita. Podcria ser iirn ramo apro~eitavclde ciiltura. Apparcce~iuma excellcntc amostra do cochiiiilha da 1l:ldeira na cxposicão de Loncli*es. Apium ,gt:r,'nveoZe?zs. Aipo. I. Apiulz pet~~oseli~zunz. Salsa. C. A?ze~hum f~?ticurlztnz.I. Fiincllo. 13.0tje não esisic ali na iilcsrria aburidaiicia que 110 teiripo eni cliic os priiiiciros linbiiantes dcra~iiá cidacte o noiiie de Fuiichal. Daucus cnyostl. C. Cenoura. Boa cluaiidade. C@ia ayabica. C. Café. Pioduccão hcil, clualiclaclc excellentc, cultiva-se bastante, rnas esta ciiltura podia ser muito inais extensa; íiinila cjuc, é sb 110 S111 da Illia, c até cerra altura cluc esta planla se dá bem e prod~~z Ci-ucto. .Rul'/in ~i?zctol*ul?s. Grarizn ap Riiiva dos iiirtureiros. Z'v~clo(~ção I. ab1111da~ite. SantoZilz (r chanznacypc~1.i~r~~7~s. C:. I?L1)rol aili> fbrii c:(. -4~nicn nionLnmz. I . Arnica. t.:ynn~*n sco(y~/ri~.r.. hlc*acholbtwlioiltciise. C.

~ar'khu)l~us di)zcdol'ius. iV. Acalkoa. I'roclucc50 facil e abundante. Lactucn sati~laraor)znna.C. Alface romana. Boa qualidade. Leoiztot/on talsra,n.acu~it. Tarraxaco. I. Bricu scopnria. I. Urze das yassouras. 15Yetlj1.u ar-601.el-x. Folliado. Nome da Madeira. Páo muito estiinado pelos I. inarcineiros. Olen europccn. C. Oliveira. Por ora só canio experiencia. Iil.nxi7~us excelsior.. C. Freixo. Nerlun~oZen?zder. C. Ccradillia. C0~2z~uZvuZu~ bnttrtns. C. Bitata das Ilhas. Na em abundancia, d cstiinada para ali~nc~ito, para fazer doce quc se usa muito no paiz c sc exe porta. A batata tatnheni se exporta. (,Ouz~oZuul?~s.. . . . C. Bala ta de Demcrara. Ha dois para tres annos que se introduziu na Illia (Ia &Iadcira esta cullnra, c constitue hoje uma produccão importante e qiie em pouco serúi geral cm toda a Illia, suppriiido a latala orclinaria que ali cliarnain sernillia. k de í'acil cultura e clc abundante produccão, póde dar tres collieitas no anilo, não tem sido atacada pela inolestia que destroe o Solanunz tu2icr.osum. I-la duas variedades, uma de balata roxa e outra de balata parda; a primeira e iiiais lina e mais doce, a ultima é de rnais vantajosa procliicção. Foi uina utilissitiia acquisicj.ão para os lialsitantes pobres da Illia, clue hoje fazeni d'elila já um hoiri consumo. Foi importacla dc Demcrara. Nicothna tnbacunt. C. Tabaco. ]>A-se bcm na Ilha c parece ser clc boa clualidade. Depois da molcstia da vililia tem-se desejado inuito eslabelecer ali outras ciilturas, para cvitar ao paiz a fome e miscri:~, qiianclo Ihlte a cultura exclusiva, ou o geilero dcise de ser moda. A c u l ~ u r a do tahaco é itina das que tem lctnlrado, e quc talvcz podesse dar Lorii resultado; mas a esta c~ilturaoppõe-se os direitos cxcliisivos de uma cornpmdliia clc coiiiiriercio, por contracto feilo coin o govcrilo. D n t u ~ nsrr~n?~~o?ziwu.Estramonio. C. SoZanunz ~uberosum. Batatas. Esla especie que ali tem o nornc ele scC. inillia fez por muito tempo i;iina boa parte c10 alimento das classcs incnos aLastaclas da Ilha, e era tpmbem tnuito usada pelas inais abastadjs. E m i 8 4 7 a iriolestia que já -tinha atacaclo csla prodlicção em outros paizes, accomctteu-a ali com grande forca. Foi um anno de fome, de iniseria, e de grande mortaIidadc. D'cntão para c6 esta especie Leni sido menos cultivacla e é substiluida pcla batata de Deincrara. S~~n7?u?7t ntcZu?~ge?zn.C. Bcringella. LSolnieu~r~ /ycopr.l.sicw/t. J. Tornate. í,'op,ricra)l cri,i?uunt. C;. Pii^rle~~tão.

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Bo7.r.ago d2ci~znlis.C. Borragens. Lava?zc/ula spz'ca. C. Alfazema. Ha outras cspecies de Ln~ra7zduZuindigenas. ~Menthnrotu~zí~~olin, I . Alenthastro, Hoi-tclã das cosinlias. Ela outras especies de ~Wenthnindigenas. Salvia c$7icinnlis. C. Salva. H a tambciil espccies iodigeiias. Rosmnrinus f~ci~7alis. Alecrim. N. Melixsn oJjjcintl/ir. I. Herva cidrciríi. Clechonzn he(le~.acca.I . Hera terrestrr. Digittrlis pwpul.en. 'I. Dedalcira. nIi?.nbih jnlupfz. C. Jalapa? Spi?zacen olel.nccrc. C. Espii-ialre. fita vulga~-is. Bctarraba. C. Zaurus notilis. C. Loureiro. Lnu~*us Jceteizs. I. Til. Bcllissima arrore; o Iclil~oé ir-iuito iisado pelos inarcinciros; este páo, yuanclo sc ~rabalha,deita ináo clzciro, quc depois c111 obra sc 1150 sente. I?, o L ~ X U~~ I S & ~ ' dc algiiils. ~~a en~is Laurus i~zu'icn.I. Vinliatico das 'Illias. Lenlio tainhein usado pelos inar cineiros. Laul.us canifo?.n. C. Caiiforciro. Eilsaio. Riciizus coini~zuili~. Mamona. Ba foreira. fi unia arvore alta. Podia ser C. dc uma util producqiio erii iiin paiz qiic iiliporia azeile para luzes. ,lntropl'n nzn?ziAot. C. Rlanclioca. ,/i~rophcr. cui-&ls. C . Piillião da Iiiclia. Nu,xus sempe~.ui/-e?~s. Buxo. RLuito iisado eizl obra de niarcjrieiro c N. eili alliador Quel-cus suljer. C . Sobreiro. llagus castnncn. N . Cnslai~lieiro. Bella arvore, sobretudo iio Norte da Illia; alii a vililia P, dirigida e eilcos~adapelos castai~lieiros acima, cluc Hle çcrvcin de :ii?riiiio e estaca. Tccli~soffrido molestia que malou a iiiaior parles d'elles; coiiieca 1)clil ra iz. Populus nllja. C. Aleirio orcliiiar io. P/nta?zus orientnlis. C. Platano. Salix babilonictr. C. Salgueiro-clioriio. IGcus cal-ica. N. Figueira. O friicto P, iilui~osaboi-oso, os grandes e oblo~~gos, cliariiaclos bclicras, s<io estiniaclos. E tanibcrii uin dos Ycgeiaes que teein sofiiclo niolcstia. J'icus elasbica. C, Cnou~cltouc.Conio curiosidade. dfo~~us ?zig~~n. Aliioreii-a. Tai~iliemlia a mu/6icauh. Perlciidc-sc (.o C. mecar a cultura da seda.

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Cu~?~ess?ls ,re/tye?.vliCen C. Cy~ircslc. r.. Cup-essus nzut!c~ensis. 1. Pi?aus ???ntvi~in2n. Pii~licirobravo. Culiura j i xiluilo iinporiaiilc, c que C. se vai cada vez desei~volvendomais. Pinus Z~~?~i,-c.. C Piaus cerZrus, C. Cedro do Libailo. Tern-se corlado quasi lodos para a marcineria, seili plantar novos; poderá vir a dcsapparecer eni pouco tempo, Tnxus bncctl9n, I . Teixo. De todas esias aryorcs se tiram ruacleiras de consiruccào; e para as divcrsas rnaiiufacturas. 12'h~~'nix~ ~ ~ X C I ~ C.~Palmeira da egreja. Niio lia muitas na Illia, ma.; c Z CI-a. dão fructo; e ein alguns lugares scccam-sc e prcparain-sc bein as Iamaros. Cocus zzucfc~.n. C. Cocjueiro. A * u m colocusiu. N. Ioliniue do Egypto. Nào é o I ó m dc Wcst-lnilias. J? muito cultivada e faz a alimeutacão de urrin boa parte dos iraballiadores c classe pobre da Illia, durante tres ou qiratro mczes. k nliriicnto 11ouco substancial c inferior á batata. O inhninc veriricllio é i~icllior do ciiie o branco. fh?zo??zu?n zingiher. C. Gengibre. Ar-iion~untcnvrlanzonwm. C. Carc1;iinomo. (ù7~cumnlongo. C . Curciima. Ca~.cu??~a Zeucoi~hisn.C. Farinha de sul~stancia,baiatiilha, /Il.o?ui.oo~. Excellente e aliundaiite prodiiccào, muito estirriada e qiie ~ ~ í t il er. cl i c rcntes iisos. Fazeii-i d'csta fecula caldos piira crcailps c doclitcs, bolos, Liscoutos, c exporta-se uiiia boa porcso. Can~zn itzílicn. N . I-llcr~acoi~leira. Musn cnzlen(lz'sh. N . Bananeira da Cli i i l n . 11fusn pai-adsinca. N. Bananei i7a de S. Tliomé. Musn scxpientiunz. N . Ba~ianeira orcliilaria. Muito vulgar na Illia, c (li: uiiia prodiiccào facil e abunclaii~e. Agnve avzei.icnslza. N. Piteira. i31.onzelia &na?zds. C. AnanGs. Procl~iccãohei1 ern lugdres 1,aixos do Si11 da Illia. Ha diins uariedadcs, a de fructo aiiiarello é mais surciilcnta, asomatica r goslosa. c por isso mais cs~iiitacla tlo ((iic ii de I'rricro brnncv. //1i/(m cry)r/. C. Crbôla Iioi~teiisc. Drrccenn cf~.rrco.N. Dragociro. +dL?~~"/'~gtd~ $/chz(l/iS. 4:, l':s]~argo. POUCOi l l t i ~ i ~n-ielIior (10 ([iir 0 ~ (I~, g~'raP oni 1,ilUo:t. iiií;\i.trri ao clc Prail<;a, e iiGa I r l i l i o r~ieçiraos:ihor'.
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St~iiln:~ aspern. I. Lcg.ac20. Oryza satica. C. Arroz: Ensaios. Zea li~nys.C. Millio. Bastante cultivado, n-iaç ern cjuaiititlnde iiiferior á necessiclade dos Iiabitantes que fizem d'elle graiide uso crn papas, e inist~iradocom outros vegetaes. Vai ass i r i i mesino basiai-ire de lora. Dcpois da rriolestia da vinlia t c n ~ augrr~eiitadoa cultura do inillio. ~ l i * z ~ ? z C [ O~/on.a,z. Canrin. C. Rnnrlrt~snai.zlnc/i~zacen.C. Bar]i f ~ í i . íS*iticzon~~LJCI~RZLTII. C. Trigo. Boa qiialiclade, nias cluantidacle muito inferior ao consumo do 1~aiz. ShccLn)wrn OJfj5(:i?znle. Carina de as:;1icarq. I-'rotluz com facilidade, mas N. a cultiira lililia diniiriuido. Ha tendericia para grandes plai-itacões depois c3 ii101~st,ia vinlia. Estralie-sc pouco assucar da caniia; faz-se 1 da iilelaco, e é ~~riiicipnlriiente para agila-ardclite cliic sc npplica. L+lflinl'ltlJ1~~?~~ c[zjlilZ/l~ P)G?ZCI~Z'S. I. AI eilc:~. Lichen 1.0cclln. I. T.Jrzel1e.

Esainiilemos agora como o cliilia da Jladeii*n, e principalrneilte o do Puiiclial, e ris condições liygienicas que acaliânios de considerar actuam e iiiflueln sobre a çaeide e vida clos seus Iiabitantes, para vcrrnos como poderão tamlem afl'ectar os estrangeiros, que ali vão residir por mais oii menos tcmpo, com o fim de melhorar a sua saúcle. Ei-rtre as inuilas causas c[uc teem iiiflueilcia sobre a saúde e vicla dos habitarices da Illia da Madeira, lia algumas que obram de um rriodo muilo cliffcretlte ilas diversas condic,ões sociaes. Esta cliffereaca, coi-rirnurn a todos os paizes, ali é fortemente proilunciada. A classe mais fa~lorecida da fortuna, tenclo todos, ou iriuitos dos commodos da vida, em um exccllcn~eclima, póde suhlraliir-se a grande nuinero de causas inorbificas, e gosar de mellior saúde e mais dilatada exislencia. Uina parte da classe traballiadora, que por seus tral~alliosmais productivos, ou iiiais felizes se aproxima á classe rica, participa das suas isenções e gosos. A classe niais pobre e iniseravel porem, com n-itís habi lac,ões, .vesLidos insuflicicntes, rraca aliinentacj.80, e indisciilpavel negligencia no aceio, adcl~iirc uma coiistitiiicão deteriorada, fica sujeita a inaior numero de enfermidades graves, a , mais tarclios e peoi7es traiamentos, e finalm~nte teni urna cxisli:

teiicia iiiais curta. h isto o qiic sc podia prever pelo cliie veni dito, c é isto o que a ol~scrva~ão confirma. Mas não se jtilgue por aqui cliie na Illia da Madeira exiçtcm liiais molestias do que nos outros paizes. Miii longe d'isso, até pcnsâmos qile liaverão rneiios; só acredilâmos cluc o se11 riurziero clcveria ser tncncir e a vida mais longa na classe rtiei-ios favorccida da fortuna, sc fosse possi~reldar-lhe, 11ào diremos já OS gosos clos ricos, rnas os coinm~dose aliinentacào que e111 ia1 paiz lodos l~0c~i:iili e deviam ter. Nos lialiiailtes da Illia, lia classe traballzaclora, priiicipalinciile n'ac~uelia que .tem inellior aliiiieiilacão e iriais alg~inscoirilxioclos, lia forca, actividade e capaciclade para supporiar pesos, marclias e traballio aturado. O iriodo por que alguns individuos cai~iinhanzcom as reclcs c palanquins, subirido a inorites escarpados e de difficil acccsso, a agilidade e vigor com que outros acompanliain os cavallos dias inleiros e ás vezes succc~siyos, prova uma robiistez pouco commiiin I0rlificada pelo Iiabito. Os habitantes do Norte da Illia, tern f6rnias liciri clcsciivol vidas, musculosas, apparericia. vigorosa, e podem siipl~ortarlongas Sadigas, carregar com grandes pesos, aiidarido iiiuiio c eiri gela1 rcsislititlu a continuo traballio. Mas tambein se encontra111 niuilos coizi S6ririas menos vaiilajosas, apparencia í'rhca, e que tem urna grande indolciicia e uma resigriacilio para a indigciicia, quc cspaiita. Toílo esle iiial, grauas d bondade do cliina, poderia scr facilirienlc emendado; c no iricio clc l~astaiitc iniser ia e pobreza, a iriclole dos lia bi lan tes conserva-se boa t: pacifica. Os grnrides roubos e assassinios çào raros; a rnendicidudc CStiidada, organisada, iiriinoral c calumniadora das graiiclcs cid;idcs, aiiic1;i ali 1130 existe; c um grande nuinero dos habitanlcs ela Madeira, iião cliegaln a tcr id6a dos extraordinarios criincs, que sc coniiiiciicin 1i0,je lia Europa e m plei~acivilisaqào. Na Madeira iiiio lia rnolcs~iasque sc possam chamar verdacleiraiiienle endciriicas, como cin outrlos i~iuitos paizes. Ha ení'erniidades qiic ali sio niais Lreq~ieiites,sei% que coiiltiido iomeni a fórma dc cnclcniias. AS afic$õcs irrilativas do apparcllio cligestivo, são mui gerties, e algumas vezes tcm tomado a firma epidcinica. Assini acoliteccu em 1847 por causa da forrie; a inortalidade foi graildc. Assiin aconleccii eiri ponlo mais pequeiio em 1 S 4 9 , na povoacão do Arco cle S. Jorge, onclc appnrccerain iriui~as colites graves, mas que cederam com Saci1id:iclc. As broiickiies, pulnionitcs e 11lciirit.e~ tarnbeiii sfio muito frecluciilcs Ila c1:issc pobre, o clue não nos parece cx'lríiordinario, vis.~o insuliicicn~cY C L P L L I ; I ~ ~ ~ o que usaiil içualmeii~ceiil loclas as eslacõcs, em todas as liorns do dia c da noite, e coin todas as varia~Scsde teiiipo, carizinharido carrcgaclos c ern grande l~r-aiisl?ir*aç:io iuontanhas onde a iernpernlnra 8s Tezes 6 Lias

~niuito baixa. A licpalite agiid,i e cliroiiica, o rlieuiiia~isiiio agudo e cltroilico, as escrofu:as, a elepliantiase, as febres coritiuuas cle diEcrciites fórrnas, priiicipalmeiitc a gastrica e a ataxo-adynainica, são tainbein ali coii~rriui~s. cancro appa rccc niit itas vczcs atacando difYerei~tcsorgiios. O As apoplcxias 1150 são raras. As outras molestias al>parccern, mas sein frequcucia notavel. É inuiio digno de reparo que o cholcra-morhus, a febre amarclla c outras terriveis epicleiiiias que tem corrido íluasi lodo o, inundo ii'esles ultiinos teriipos, causaiido uma inortandade horrorosa, ali não tenhatil cliegado, apesar das coliirnunicaqões coiliincrciaes em u~iia Illia dc facil accesso. 0 s práticos dizem que as criancas na Madeira nào são tio s~ijejtas inolc!stias proprias da sua idade, coilio o são nos outros ás paizes; iiiesnio as fel~rcseruptivas poucas vezes ali se desenvolvein, a pão ser por contagio de individuos que as levam de fóra. Durante a nossa dcmora ali rcinou a tosse coiivulsiva, atacando corii forca um grande nutliero de criaiicas, sem mortalidade notavel; esta aKeccão tainbem ali é rara, e n'essa occasiào pareceu importada de fóra. Ainda notaremos ~,,,~;~ cpe não tem apparecido ali casos de Iiydrophobia, e que os de croup, Lron- ','. . i, ,/ clioccle e de iiiolestias calculosas de vias urinarias sào raros. \o-, L , Relativeinente á iisica ~iulmooar,que tem particular relaçiio com O ~ F $ ' ~ nosso objecto, e que por isso qiiizemos tratar separadamerile das outras rnolestias, a opinião dos rnedicos não é unaiiime. Uns, como Gourlay e Mason, affirmam clue a tisica pulnioriar é rriuito frequente na Madeira, que não poupa os scus tiabitailtes, e que ás vezes destroe faniilias inteiras; outros dizcm c~uea tisica pulmonar ataca bastantes vezes os haliitariles da Madeira, priiicipalinente os pobres, qiie se te111 visto levar differeiites iilembros da mesina familia, maseque não tem essa grande frcclucncia que se iiicillca, e que é tnenos commum do que ein rnuitos outros paizes, Este ponto vale a pena de ser iiidagado e esclarecido, vis10 que alguns tem querido fazer d'esta siipposta freqt~enciada tisica pulinonar nos liabiiailtes da Illia uin bom argumento para deprimir, e até ncgar, a u~ilidacled'aquellc clima nos doentes que ali vào de fóra atacados d'essa iliolcstia. As iiossas iadagacõcs feitas com a mellior vontade, não clicgaram a poder resolver esta qi~cslãocle um inodo definitivo e coniplelo, porque não existem estatisticas das molestias a que succuinbem os docntcs na Illia da &ladeira, nem eleinentos officiacs para se poderem coordenar, e por consegiiinte falta o principal meio dc poder resol~rer a cpcstUo: descuido i~nperdoarelse não fosse autiiorisaclo pelo exemplo da metropole. I)as ii~forriia;ões que poclémos o b ~ e cle alguns dos facu:tativos actuaes, r coliclue que a iziolcs~iaiião é rara uos habilantes; irias cpe tia rncnos se casos do que ciii outros linizes, niildn incsmo clos aconselliados para os

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broncliitcs ou c111 ~rilliiioiiitcscliroiiicas, prociiriin~osfazer iirna coinparncão dc todas estas' tres inolcstias reunidas ein cada i l i r i dos hospi~aes, c achámos o seguinte: Tisicas pulinonarcs, bi.onchitrs chronicas, pillinonites chronicas, tratadas no hospital do Punchal em doze annos, cento e novenla c uinri; numero de todas as moles~ias tratadas ali no Inesilio tempo, nove niil oi~oce~itos oitcnta e cliiatro: o cpie c l i a proporcào de iim para ciilcoenta e um. Broncliites chronicas, pulinonites clironicas no Tisicas p~~lrnonarrs, hospital cle S. JoG, em trcs annos, mil quatrocentas e trinla e uina; nuinero de todos os d,oeritcs tratados no mesmo tcmpo, trinta c nove mil qui~.ilieillos sessenta e cinco; o que d i a proporçào de um para ~ I n t c e I sete, sendo a relacão comparativa tnuito em favor cla filadeira. Consicleraudo ainda o questào debaixo de outro ponto de vista, cxaminárnos em que proporcão estava a mortalidade causada pela tisica puliiionar para a mortalidade geral em ambos os estabelecimeiitos. +' Nos doze anilos de que fallámos morreram no Ilospi tal do Funchal, de lisica pulmonar, sessenta e tres doentes, e de todas as molestias mil c~i~inlientosvinte e dois; o que dá a proporsão de um para vinte e cluae Lro. No hospital de S. José nos seis annos que citiimos o numero de mortos por tisica pulrnoiiar foi mil cento e ciilcoenta, e o numero total clos niorlos foi doze mil e ciiicoenta e seis; o que dá uma proporcão de urn para dez. E d'aqiii se vê que a proporcão da mortalidacle caiisada pela tisicti pulmonar no Funclial, é menor do que a de Lisboa, comparada nos hospitnes; e niio ha rnzào para suppòr que seja rnaior na prá~icacivil. Esta proporcão ainda nos parecera mais favorave1 se a compararmos coin a cle outros paizcs e cidades O professor Aiidrai dá a segiiinte proporqào (Ia mor~atidadcpcla ~ i s i c apulmonar em diarentes pnizes:
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E111 Stockolnro . . . . . . . . . . . . . . . . 1:16 Berlirn . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1:15 Vienna . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1:1 1 » Miinich. . . . . . . . . . . . . . . . . . 1: 10 Londres niais de . . . . . . . . . 1:s París. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1:5 n Marsellia . . . . . . . . . . . . . . . . 1:4 II Geilava. . . . . . . . . . . . . . . . . . 1:fi » Napolcs . . . . . . . . . . . . . . . . . I :X ), Roina., . . . . . . . . . . . . . . . . . 1:20 Scgnndo M. Gii~nn- Argel. . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 :3 5
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Sii* Jamcç C1ai.k apresenta as scguiir lcs l?roporc.6cs da trior lnlitladc pcIa tisica pullilonnr, cin coiiiliara$i.u roili as uiiiras ~iiolesliasnas tropas crn d ifTcrci1t o , paizes.
Novas Galles. . . . . . . . . . . . . . . . 1 :35 15ast-Indias . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 :3 5 Cal10 da Boa F,sperai.ica. . . . . . . . 1 :7 Mi:cliierr.a l-ieo. . . . . . . . . . . . . . . I :(i .. West-inrlias (~<iirol~cos). . . . . . I :5 FVest-Intl ias (I'i'elos) . . . . . . . . . . 1 :3 Canada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1:1 Franqa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1:3 111glaicrr:i.. . . . . . . . . . . . . . . . 1:3
Vê-sc l)ois, cliie a pro1)or~àoda i-rinrialitlatlccausnda pela ~isicnpiilrnonar na Alaeleira, comparada coni a dos o~itrospaizes llic 6 Laslnilte Tavoravel. Poder-se-hia dizer qiie aIguns tisicos ela classe pol~re rnorrcin fóra do liospital, em um clima ein que o ar os não iricoilirnoda, e em cluc nies nio se llies aconsellia o saliir c10 hospital, quando tctn diri~in~iido accios dentes ~ n a i s grares, que ali os coiicliizcin ; porérri ainda ciiic isso possri tcr lugar em alguns casos, não póde aflectnr inuito a proporcão geral cstabelecida; porclue esses mesmos doentes depois dc ciilrar tliias oii trcs vczes no liospital, 16 ~ ã orclii-iariamcnte acabar; e alérn d'isso todos estes o pobres, affeciados da tisica pi~liiioiiar, quaiiclo por algum niotivo iiào figurassem na tabella da riiortalidarle do liospital, j5 tiiillain figiiraclo na outra tabella, ern que a entrada dos doelilcs aíl'cctaclos de tisica pulnio]lar é corriparada coin a entrada dos doentes affeclados das oiilras molestias. Nós não s6 exaniinárnos os rcgislos dos doze annos clc qu(: fazeiiios inenqào, mas ainda vimos outros aliteriores a 1838, dc clue nos nào proveit6mos por 1150 estarem ein tào boa ordem, e em alguns casos faltarein os ciiagnosticos; rnas alii mesino ngo ciiconlrámos muitos casos de tisica piilrnoiiar, e estes registos não forani preparados para proclnzir nrn certo e de~erminadoefleito; I~eiri pelo coilt,rario são livros que, talvcz nunca foram cxaininados com o fiin de ex~raliirdados cstatislicos, nem il'isso se pensou, cluando se cscrevcram. Adrnira cluc sendo a classe clue entra no liospital ião s~ijeilaa broilchi t s , plcurites c pulrnoni les, Iiavcrido uma clisyosicào escrofulosa eni iniiilos individuos d'essa classe, tendo mrís habitacões e uinn aliineniaçiio ião pouco substancial, a tisica pulinonar não seja ainda mais freq~~ente. anno de 18/14 Iiouvc na Illia cla MaNo deira tinia eliiclen-iia de grippe com niuilos casos de piilirioniies, cotrio cni iliuitas partcs da Europa, c não ~ciiioscluc ali ii'csse aiino ai,l)arcclc:i-

seiii mais casos de lisicn puluionar. Se advertirmos que a classe niais abastada ali é iiiciios su,jcita á tisica puiinonar, como nós temos fortes razões para crcr, dcveri n proporcco geral ser ainda mais favoravel do que a deduzida dos doeiites do Iiospital. 6 bcm claro que na apreciacão da irior~alidadegeral da Illia pela tisica pulinoiiar, é preciso iião contar aquclles qiie ali morrein inclo dc í'óra j6 atacaclos da inoleslia. Não ~~ilgâliios este exame deva ficar aclui; ser6 preciso continiiar por que todos os meios a obter dados cstaListicos seguros tanto da prática civil, como cla do liospital para ver se dentro em algiii~s annos se pódc forinular de L I I ~modo deíinitivo a proporcão da inortaIidadc da Illia pela tisica p~xlinonai'. NSo cornpletamentc salisfcitos coni as nossas inclaga~ões,e achando para ellas difLiculdades qiie outros antes de 116s iaiiibem deveriam ter encontraclo, procur6mos sahcr cpaes scriain os fiiiidaincntos ciiic alguns autliorcs tiveratil para araiicar cluc a tisica pulmoilar era uiila. inoleslia muito frequcn~cna Illia; eni o cpe parecc qiiizeraiil dizer, clnc clla é mais frcqueiite c10 qiie nos outros paizcs, ainda que csplicitamentc o não dissessein. O primciro qiic 110s consta tcr avai-icado essa proposic,ão, c de ciija opiniào outros depois se tciri scrvido, foi o Dr. Gourlay em 1811. Tcnrlo fallaclo da utilidade do clima do Panchal para os iisicos do Norlc da Eiiropa, que ali p r ~ ~ u r a n ~ e r n c dellc, coiltiníia: aCorntudo ainda io «que tiio altamcntc bcncfico (o clima) n'esta inolestin com os cstrangeiaros, i ~ à osc dcve encobrir que iião lia affcccão mais í'requeilte nos tia({tiiraes da Illia c10 que a tisicri. I'cssoas clc todas as classcs, e clc ambos aos sexos, S ~ O victimns d'ella, e algumas vczcs familias inteiras tcin sido por ella dcstriiiclas. A cspecie d'esta inoleslia que produz lal deslruiçZo ((6 aqilella r~uctem rclacão c0111 as cscrofiilas, cní'crmidacle cluc acliii 8 ut2o vulgar, c01110 nas regiões iilais frias da Europa. No principio toma (ta fórrna dc u ~ i i braiiclo catarro; -mas clepois cliiando os symptoiiias ver« dadciraincri~c pulrnonarcs priilci piairi, são mais violentos e rapidos 110 seu oprogresso do que na tisica dos cliinas do Norte. priiicipalmcnte dos adoentcs de fóra, manclados para ac~uide Iilglatcrra, que as minhas idéas asobre esta triste moleslia tcin sido tiradas, e a miiilia cxperiencia do trt.ratameiito fundada.» Ern outra parte do inesino capitulo elle diz que tainbein na Madeira lia nas crcaiisas a inolestia tuberculosa, a que dá o
Desde i 0 de Julho dc i853 que se acha aberto no Funchal o liospicio da Princeza Dona Maria Amelin, coin vinte c quatro camas, em que se recebem e tratam docntes affectados de t i ~ i c ae outras molcstins pulmonares chronicas, e apesar das cxcelleiitcs coiidi~õcsdo estnbelccimc~to, da facil recep~zo,da demora dos doenlcs oin tralamento longo, e de alguns terem sitlo mandados de Lisboa, o numero de vinte C qiiatro doenles niiiila se liso preencheu; o c[ire prova que estiis iiiulestias iião são ião freqiicnte6 lios Iialiítnnlcs rlii Ilha coino se leiii rpicriclo iricu1c;ir.
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nome de marasmo ou tabes incscilterica, c em cjue acliou os tuberciilos pulmonares, conjunctaine~itecom os tuherciilos nas glandulas mesentericas; elle attribue esta affecqão á má c~ualicladedos aliinentos. Não consta do scu livro, iierri nós sabemos por outro inoclo, quaes foram os clados esia~islicosem que elie fundou a sua assercão; e não ha comparacão numerica positiva, nem da rnortalicladc da tisica pulmonar com a das outras molestias, nem da tisica puliilonar ali com a cla tisica ~ u l m o n a r nos outros paizcs; e além de tudo isto o autl~orcliz no seu prefacio que as suas observacões dizem mais respeito aos cloentes affectados cle lisica pulrnoiiar que ali vão de Inglaterra, c10 que aos proprios c10 paiz; e era d'estes, sein diivida, que elle teve mais esperiericia e prálica. Ficâinos por tanto clepois da leitura cta sua obra, sein os clados necessarios para poder deduzir aquella proporcão, quc é liojc indispeiisnvcl para estabelecer a relacão cl'cste paiz com outros, eiri respcilo 6 frccliicncia cl'csta molestia. Na obra que uni anno depois escreveu sobre a Madeira o Dr. Nicolau C. B. Piita, onde se falla das aifeccões do peito, lê-sc: «que se cnuconlrain na Bfadeira o catarro e pilemonia dc fórinas variadas, tiias a c(~riilcipal affcccão cl'esta natureza, a clue até os naiuraes algumas vezes c( (occasionnlZyj são s~ijei tos é a tisica ou consumpyio 11~11n10ii;lr. E para )i diante continiía fallando da utilidade c10 clima para os docnlcs cs~raiigeiros atacados dc tisica pulmonar e que ali vão procurar rcmeclio. Este modo de expressilo que coilfirnla a esistencia da ~isicapulmonar nos habitantes da Ilha, não dá idéa de um grande numero dc aflcc~ados;porém, n'essc livro tarnhein não acl~áriiosa rclaqao nuinerica que desejnvainos. N'esse tempo ainda se iiào dava na iiicdicina lima grande importnncia aos daclos estatisticos. O Dr. >tas011 na siia obra diz que por sua propria cxperiencia es15. inclinado a corroborar a opiniao c10 Dr. Gourlay, que n lisica c escroft~lassão frecluentes na Madeira. Pordm, suppondo niesmo que a axperiencia do Dig. llason seja muito competente c aproveitavel para cslo caso, O que nós nGo ncreditâmos, tudo isso não é bastanle para poder far eer a coinparagiio com os outros paizes relativanicilte 6 freqiiencia da i~iolestia.O Dr. Burgess iiltimaiiiente, colligindo e reunindo eslas assercões, já inuito vagas, cliz que a Macieira parece liao tcr inais virt~ide preventiva para esta molcstia c10 que as outras localidades, citando liai-a prova d'isto o leslcmunlio c10 Dr. Heinelten e Gourlay que tliziani clue não ha molestia inais freqiiente entre os naturaes do que a iisica piilmoilar, e corroborai~clo csle tesiemunl.io com a opiniào do Dr. Mason: d'onde nós coneliiiinos, cluc todas eslas asser(;ões assentam sabrc fiiriclnrncntos muito ligeiros, insufficieiites, pouco cxplicitos, c ir.ial carnclcrisn-

dos para estabelecer essa grande fi>eqiieilcia da tisica pulmonar nos naturaes; e quando clziizessernos acreditar ii'essa frequencia, aei-ihuin d'esses aiiihores nos fornece a proporção da rnolestia na Madeira corn a dos oulros paizes, riein os dados para a deduzir, E podemos assegurar por nossa propria experiencia que esses dados bein positivos e satisfatorios não são faceis de obter, ainda meslno a quem estirer melhor collocacto para jri isso. O Dr. ICampEer na sua meinoria sobre a aladeira, procedc~~clo confonne a philosopIiia ineclica do seu tempo, apresenta uma estatistica de cento sessenta e seis casos cle morte, ein c[uinze clos quaes ella foi caiisada pela tisica p~illnonar,e eril dois pela tisica laringes; d'oiide elle conclue que a inortalidacle da iisica piilmonar, é ali para a mortalidade geral das outras moleslias como uin para onze, e a da tisica laringea para a inor~alicladegeral como um para oitentri e dois. O author accrescenta clue as mortes cleviclas á tisica pulmonar fóra do liospita1 poricas vezes aconiecern. Aqui onde já hn. dados estatisticos, a propor<ão não é dcsfavoravel ao clilila da nlacleira. Entretanto o Dr. Kampfer traballiou com cifras inuilo pecluenas e inferiores 6s nossas, e nem as d'elle ncin as nossas nos parecem sufficientes para resolver a questão clefinitiva~licntc. Mas se alguma conclusão se de vej5 tirar d'esles eleineritos eslatisticos, é, que provavclinen~ea lisica pulinonar é menos frcqiicnte na Madeira do que e111 nluitos outros paizes de que temos noticia, mesino dos paizes aconsell~aclos para o tratamento d'essa molestia. Passando a examinar qual é a rclaqão da mortalidade com a população, na Ilba da Madeira, como mais uin meio de apreciar a salubridade do seu clima, acliâmos o seguinte:

Q que dá uma relaqão de utn para trinta e nove, e ainda il'esta m r talidade figura a que teve lugar em 1839, anno de nina extraordiiiaria mortalidade; e a que teve lugar em 184 7 em coilsequencia da fome causada pela inolestin das batatas; e figura a de ti111 certo numero de doen-

tes estrangeiros atacados dc tisica pulilionar que riiorreiii nu Illia. Se a populacão diiriinue, nào é isso devido á grande inortalidadc, nias a outras causas estranhas ao nosso objecto, e que n50 pertendcmos aqui espor; sendo sem dúvida a principal cl'ellas u mui extraordinarja emigração. Julg8nios litil e curioso transcrever aqui a propor~ãoda morialidade de alguns paizes, pwa se pocler fazer a compailar;ão com n Madeira. Inglaterra e Gallcs. . . . . . 1 :60 Paiz de Vaucl . . . . . . . . . . 1:4 9 Hollanda . . . . . . . . . . . . . 1 :4 8 Franca. . . . . . . . . . . . . . . I :4 0 Reino de Napolcs.. . . . . . 1:35 Prussia. . . . . . . . . . . . . . .1:3 3 Wukemberg. . . . . . . . . . . 1:33 Reinohmbardo-Vcncziano 1:2 8 No nnno de 15 17,. . . . . . 1:14 anno rlit fonic Londres. . . . . . . . . . . . . . l:4O Birmingham, . . . . . . . . . . 1:4 3 Niza . . . . . . . . . . . . . . . . .1 :3 1 Leorne . . . . . . . . . . . . . . . 1 :3 5 París . . . . . . . . . . . . . . . .1:3 2 Eeào . . . . . . . . . . . . . . . .1:32 Strasburgo. . . . . . . . . . . . 1 :32 Barcelona. . . . . . . . . . . . . 1 :3 2 Berlim . . . . . . . . . . . . . . .1 :3 4 Madrid. . . . . . . . . . . . . . . 1 :2 9 Roma . . . . . . . . . . . . . . . 1 :2 5 Amsterdam . . . . . . . . . . . 1 :34 Vienna.. . . . . . . . . . . . . . 1:23 t Lishoa . . . . . . . . . . . . . . . 1:30 o caTclilo 111ais favornvcl Alguns authorcs ainda tein dito eni desabono c10 clima cla 3Iadei1.a~ sem fundameiltar a sua opinia'o, e o Br. blason e uin d'ellcs, que a dtlr a ~ à oda \.ida yrovnvclnzerrte ali, é inenor do qiie nos ourros paizcs, c t c n ~accrescentado que poucas wzes ali sc chega a idade avançada. Esta c~uestãos6 se póde resolvcr com trabalhos csiatisticos segiiros, que elles nào fizeram ncin procuraraiii. Apresentâinos o que l~odémoso b ~ e r para r e s o l ~ e reste ponto; inas antes lembrareii7os que a vida mais curta é a sorte dos Iiabitanies dos cliiiias de mais baixa latitiide, onde o desenvolvimento da puberdade e a idade críiica vem mais cedo, e a vclliice e n inortc sc ariiccipain. Os irnhallios, a qualidade dns Iiabiiaçõcs, dos ali-

inentos dc uma parte dos Iialitanles da Madeira, iião deveizi fazer csperar uma vida longa, apesar da bondade do clima; e assim mesino as nossas inforrna~Ces -nos convenceram que lia na Illia macrobios muito notareis, e iilcsmo no Punclial uma senhora de ccilto c oito annos, e no asylo de iilcndicidacle outra dc cento e sete. O map~jaofficial(tabella 11." 5 4 ) r10 a n o cle 1547, que apresentiiiios, em que 3 populacào está distribuida pelas idades, mostra: que e 1 11 uma ~opula$iodc ccnto c scis mil quatrocentos oitenta c scis Iialitantes, esisliain oito imil setecentos trinta c oito que iinliain de cincoenta a sesscnla annos, cinco mil e quinze que tinl-iain dc sessenta a selenta onnos, e dois rnil tresentos c~uareritac quatro que tinham para cima de setenta annos. Nto podcrido obter dos registos civis clos obitos as idades dos que falleccrain, recorremos ainda aos regisios do hospilal; rnas aqui o dcsconto deve ser grande, porque no liospital morre a classe niais desgrafada, c em que por tanlas razões a vida é mais curta, e assim mesino parece-nos quc d'ali se poderá ver que a vida na Aladeira, mcsmo n'cs~a classe, não é tão curta como alguns ayancâranl. Nos seis nilnos que vão de 1 8 4 4 a 1 8 $ 9 (tabella n." 55) morreram no liospital do Puriclial oitocentos novcnla e seis docntes com as seguintes idades : Ile 2 Jaezes até 10 anilos. . . . . . . . . . 2 5 De I I ai~iiosaté 20 . . . . . . . . . . . 6 1 . . . . . . . . . . 107 D e 3 1 11 a t e 3 0 1) . . . . . . . . . . 126 De31 até 4O )j De41 N até 50 » . . . . . . . . . . 1 1 7 De 5 1 » n l é 60 )I . . . . . . . . . . l8!1 De GI )I ntd 70 » . . . . . . . . . . 1 'i8 D e 7 1 I) alé 80 D . . . . . . . . . . 'i1 De81 ai6 90 1) . . . . . . . . . . I 9 . . . . . . . . . . 'i D e 9 3 1) a t é 1 0 3
1 ) 1)

$96
iiiiãs

O csalilc do inappn n." 55 poderá dar alguma siispeita sobre n sua
yeracidade c csac~;iclão, priiicipalinenlo ás Iiessoas po~ico fainiliarisadas com ;i pr61ica clos Iiospitacs. Uin grande l-iumero de doentes que ali concorrciii não sabciii a sua idade sendo nprosiinaclainciite, e ent2o o assento L ~ ~ - s e por essa iclaclc aprosirnada, que elles julgain ter, ou por aquella ou que a sua apparencia demonstra ao empregado qiie tem a seu cargo o

registo, e que estcí costumado a este genero dc serviço. Em aiiibos os aisos os nur-neros chainados redondos são mais vezes lembrados do que os outros, e isto explica a razão por qilc apparecem rnuilo mais cloeiltes dc vinte, trinta, quarerila, cincoenta, etc. anilos do que dos outros nuineros l>rosimos a esses. Estes erros coiiipcnsamn-sc, e o resultado aproxima-se muito da verdade, c é acceita~relem uiil objecto cm que não lia outro meia de a obter. Ajuniareinos ainda que no asylo da mendicidade em duzentos e sete pobres ali recolliidos de todas as idades de cinco annos para cima, existiam dez que tinliam oitenta annos c mais; a saber: q~iairode oiteiiia rinnos, um dc oitenta c um, um de oitenta e clois, iim de oilcnta e Ires, tirii de oitenia e seis, um de noventa, e tima inullier, Maria Josefa de Vasconcellos de cento c setc. Tambem dircrnos por informacões obtidas pela aullioridadc ecclesiastjca, que em quasi todas as freguezias da Illia l i a pessoas de idade avancada. Na freguezia da Curral das Freiras, lia uina de noveiila e sete annos, outra de noventa, c varias de mais dc oilenta c setenta. Na Magdalena do Mar lia uina de oitenta e cinco annos. Do Paul do Rlar iemos o nome e morada de oilo pessoas de mais de oilcnia annos. No Arco da Callieta 11a unia de novenla e iiovc, e outra de iiovenia c urii. Na Calheta ha uma de noventa e tres, oiitra dc noventa, e algumas de rnais,& oitenta; c assim de outras Treguezias. Picaiido provado pelo c~ucfica dito que apesar das más condicões eiii que vive urna parto dos liabitan~es,a vida ali não é ião c~irlacomo se poderia suppor, c como sc pcrlcndc incrilcar.

N." 54.
T A D B L L . ~B I O S ~ I ~ A S D .I ! . O P C L . ~ C ~nAç 11.11:s u.4 r i r u L r n r I r o n 1 o Y A N I . ~ , EM Oi O ; CLASSIFICJLDA PELAS IDADES E SEXOS.

Ilid'i,

De 20 até De 30 até De40alú De 50 a16 DeGOaté De 70 até

30 40 50 60 70 100

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Coi1ulalrúo da y r l i i i e i ~ ~p n ~ ~ tcui~Qi~ittritlire l i i upliiirio tlo rslguu* c i i ~ i l i a r c r . n e, p

De todas estas consideracões que temos feito sobre o clinla cla Madeira, e principalmente do Puiiclial, sobre as cor~diçõesliygicnicas cpie ali se encoiitram, e sobre a influencia cliic ellas tem na sníiclc e vida elos sciis linbitantes, nós podêrnos affoilainente concluir, cliie a ciclaclc do Filnclial e seus arredores aprcsentalii uin cliina delicioso para a liabilacão do 110mem, saudavel e livre das influencias nocirlas c~ucse eiicontrain ern outros climas, e pi-incipalmc~i-te oritras cidades, com urna lemperalura eiii seniprc suave, scin grandes variacões, c ao abrigo dos vcntos do Norte. Tem aléin d'isso iiin- paiz risorilio, com iIiria vegclacão sciriprc vicosa, i.ima pnizagein admiravcl, passeios e esc~irsõcs iiitcrcssaritcs; onèrccc iiina aIiinei~tacUosa e variada, aguas cxcellcntes, liiibitacties corii toclos os commodos cle alta civilisacão; paiz eiii que não lia animaes fcrozcs, nem Teiienosos, e ein que esses grandes Bagellos quc ultimarneritc tcrii devastado o munclo, nUo ousaraiii ainda peneirar. Toclos os estrangeiros cluc visitam a Tllia, e pariiciilarnieri~cos liahitantes do Norte, ficam eiican~adosdas suas bellczas na~iiracsc da suavidade do s c ~ i cliinri. E m alguns escriptos clue nùo teiri rclacão coin a mediciria, estas bellczas são clescriptas com o maior eritliusiasnio. Rloiisinlio d e Albucliiercliic, c~i,jocara"clcr fi-arico c vcrclaclcii~o110s 4 bcin coiihccido, ein 11111 paragrlaplio da sua memoriri sobre n gcologiri da Rfadcira, Por10 Santo e Descrias, diz: «Se por unia parte cs~cs córles ainiuclados, (tprof~~ndos geralmente fiagosos iinpedeni o cainii-iho do viajante, por e «oiitra apresentam aos seus ollios e íí siia iiiiagiiiacào as fhrinas, os silios « c as paizagens mais pilorescns; descobrindo-llie uinas vczcs cilmcs, escar«pas e precipicios de uma grandeza e inagcslade assoinbrosa c tcrrivcl; ((outras, valles e retiros dc uma bclleza aincna c de uma graya e varie«dade que póde difficilmentc ser igiisladn mas não cxccdicla; e sc a mão crdevas~adorae imprevidentc do Iiomein 1190 tivcssc clespqjado a clulisi ,to« lalidade dos montes e elas encostas da sua anliga c rica vcrclura, sem « a substiliiir por novas planrncões, a IIIia da Maclcira fora scin dúvida «um dos paizcs iiiais formosos c mais agrndaveis do tiniverso.» Macaiilay tcriniiia a sria melnoria sobre a geograpliia íisica, gcologica c cliiinica da Ilha da Madeira coni eslas cspilessõcs: «C)iiaiido ní,s vcinos ciitre sce~ias1s 1

ccinais agrestes, riaizageils de uma g r a p e belleza cliie em parte alguma «se excedem, junto coin um cliina proverbialmenle o inelhor do inundo, nos admiro do inodo entli~isiastib com que alguns viajantes desficrevcm a Illia da Madeira, e dos epithetos com que os portuguezes gosi tam de a designar-Flor ( c10 Oceano->Rainha do Atlantico. » &!as lodas estas circumstancias que fazcin a Iial~itaciiocela Ilha e a sua visita e esplorasão tão deleitosas, tambein a designam como uin local sLiinmamerite proprio para os ~aletudina~ios, as constitui~ões para fracas, para as ccreanqas, c~ijasmolestias ali são inais raras, e para os docntes cle certos padecimcillos chronicos que precisain de uma temperatura suave c igt~iil,cpe não podelxi sopportar as fortes vari:Sijes atmosphericas, principalmente no inverno, e que precisam respirar um ar livre e puro, e receber aquelle l~alsainoc aquella sensacão de vida, que as bellas scenas da natureza e cle uma vegetacào rica e vicosa só podem dar. aErn todo o inverno)) diz Macaulay na obra já citada (<liamuito poi~cosdias em que «o mais fraco doente precise ficar cm casa. Para aquelles cluc estão acjui i((Ing1aierra) costumados a iiin clima tão variavel e severo, e em que o r( tempo é o objecto mais ordiiiario da coilversacão, em que a continunçào «de alguns dias bons é I ~ I O L ~ V de surpreza c cle congratulasão, é agraO {(davclesperar quasi coin ccr teza dias siiccessivos, claros e hons; ao mes« ino tempo que se podem gosar todas as differentes temperaturas nas #alturas visinlias, lias margens do mar a vii*a$ío modera o escessivo ca«lor, e a verdura de uma vegetacão qilasi tropical abriga cla directa in«fluencia do sol. Ein tal clima nào admira que os pés andem mais leves, «o coraqão mais alegre, que urna doeiica*iiisi1)ieilte seja militas vezes dec.tbcllada, a ~oiisli~uicão fortalesa a ponto de poder resistir z í sua ELLse ((tura intluencia, e que se encoiltrern alívios e prolongacão de vida em ((inuitos casos que correriam fatal. e rapiclamenle em climas ineiios bene«Gcos. Quem visitar a Ilha cla Madeira poucas vezes se julgará eiiganado ccnn sua expectac,Uo relativamente ao clima, e iriuitos ficarão surpreheiiadidos de achar as suas paizagelis as mais bellas do uníverso.)~
S<iiow'st thoii the Island wliere lliese marveIs mact, Tbo peerless Islc with nll Enrtli's trcasiires sirown,
ICnow'st thoii Ilie Ocenii-flower so aoftly sweot? 011, aureiy'lia Medeira'a isle nloiik!

UTiLII>AI)E DO CLIIllb 1>0 FURÇYIAL NO TlltlTARlENTO DAS I)íOLESTIAS PULMONARES CIIIIONíCbS,ã PBIR'CLl'ALDlENTE N O DA TISICd PIlLIONbR DOS DOENTEPJ
Q f ALI vÃO RESIDIiR. UC

Para conlicccr e esiabelcccr o gráo dc utilidade do clima do Puriclial trni;tirienlo cle algumas iiiolestias clironicas dc pulmão, c principal1nci.iLc iio dti iisica pulliioiiar, ser6 inais perenip~orioe decisivo examinar, sc iiiii graiiílc numero de doeiitcs ai~cclaclosd'estas molestias, que ali lccm liido pinocurnib reincclio se lecm curado, ou tecm iiotaveImeiitc I iicllioraclo. Isto cleinoiislrado par Cactos hei11 observados c por uiil teslcr~iuiilio irreciisnvcl, soflrendo o cxame de uma crilica prucleilte c indisj)cnsa"vel ciri ( ~ U C S L ~ au~lioridadc,comtit~iiráa iiiellior prova eiii faC ~ ~ C vor do cliilia da Illia para o Lralaniento das moleslias cle que fall8mos. Es tcs factos só podem ser cs~abelecidos 1."ela : a~itlioridadedos iricdicos ali residentes que tratam os dociltes, que os observam ein todo o ílccurso cla ii~olcstiana Illia, qiie veein fiilalmenie o resiiltado, e que lccrn formtido sobrc esse rcsullado o seu juizo; 2." peld au~lioridadee opi~liùoclos inrdicos dos din'crcntes paizes que para ali ii-inndam os doenics, c que clopois ila volla pode111 coiill>arar O se11 eslado coiii aquelle esii (["C mllirajii c10 pai2 cla sua I~abitualrcsidencia; 3." pelo testemunho dos mcsmos clocri~esc pelo clos liabitniltcs cla Jlba. Depois d'csle genero dc provas qiie reputâiilos as iilais decisivas c aoncludcnics, lla oulrn osdeili clc arguii~ciltosc~uc iainbeiil teeui basta~ite ~rnlor,c íliic consiste ein cxriiniiiar se as concli~õcs iiieteorologicas c Iiygiciziciris do cliinn do Puiiclial, de clric já ialliírnos, SUO as proprias para o I rnlaincnio tla iiiolcstin c 1 questilo, coinpai~actaç 11 com as de outros paiiio

zes mais acreditados pala essc tratainento. A rcuni,io dc todos esses mcios ele informagão nos parece constituir o modo mais proprio ele resolvcr esta cl~iesiSo,se é cluc ella já il'esle inoinento pócle ser compiciaiilciilc resolvida. Não é 11recis0, e é até prejudicial cpe certas qiiestõcs prálicas sc pertendam deciclir rapiclainei~te;é necessario ie-las por muito icinpo expostas S saiic~ãocla cxperiencia e ás al~ernativasda opini50, c deixar quebrar os interesses das localidades, contra a teiiacidadc cla verdaclc, para que os tllcoremas ilierapeu~icoscl'esta ordem sc possam cs~abclcccr de tima maneira definitiva e perrnaiiciite. A opiniào que os í'acultativos clo Funchal iccin i*elativamcnte á s vantagens d'acluelle clima, no trataincnto cla tisica pulmonar; opinião, que clles dizem f~iiidaclana sua cxperiencin, obscrvacão c cm dados csiatisticos; clue existc ali dcscle m u i ~ o tempo, e que se confirina c fortifica cada vez iilais, é a seguiii~e: 1." Que appareccndo prodron-iios da tisica puliilonai-, c ainda iiics1 1 symptomas que já clùo grandes receios do clcscnvolvimeiito da inoles10 tia por sereni confirmados por uma disposiciio Iiereditaria, ou por uma conf'orinaciio suspeita, sc consegue muitas vezcs, e0111 a inudanca para ali, obstar ri essc descn~~olviiiicnio. 2." Que depois da moleslia j5 estar claramcntc csiahclecida, c~uaiide, cxisiein syinplonins e signacs qiic dciiotai~i seu primeiro periodo, aiiicla o caril esta mudanca sc te111 obscr~ado iiliiiias vezes uma suspeiis50 ~ ã o prolongada da molestia, c os docntes conseguirem tal apl~nrcriciatlc saúde c goso de suas faculdades que se repu-iani,bons. 3." Que cin estado já iriais adiantado, cii~aiicloos signaes fisicos e os syinptomas Sdeuncianl unia lesão mais yroftinda, c ~ilcsniou ~ n a cavctlna jí formada, tem-se ali visto, e112 alguns casos, u suspensão da inolcstia; i ~~odciiclo cloentcs ainda gosar de uma csistencia ~olcravcl,adqiiirinclo os força^ e nu~ricão,sobret~~clo tem uma vida acauielacla c rcgulnr. sc 4' Que eni alguns doeiiics eni pcriodo muito acliánlado da inolcs. tia, cni que rasoavelmente já n?ío deveriain Ler deixaclo a sua pairia, tendo cllegado í Ilha c111 cstado dc pareccrenl proxinlos a iim i i r i i incvií ~avcl,uma ou o u t ~ a~ e sc tcin vislo, com adrnirapo de todos, suspenz der-se a inarclia da inolestia, o doelite gailliar forças, e chegar n coiiscguir uma incrivel, c ás vezcs proloilgada melliora. 5." Qiic as vantagens do cliina scriam maiores, sc os docnics fossciii manclaclos para ali c111 pcriodo incnos adian~aclo ilioleslia; sc cllcs se iracla tasseni com mais cautela e rcgiinen c10 que ordiilariarnenlc sc Lralain; sc vollrisseil: ali mais in~lerrios,o que algiins fazem, ou rncstiia se passassein ali o verAo estabelcrcndo-se 110 campo cin posicão mais clcrntla r frrsc:i.

6." Que coin cslcs cuidados algiins dos que ali clicgai*ai~i bciii docntes teem alcancaclo uma tal melliora, que permittiu a uns voltar ali quatro, seis, dez, c inais invernos, e a outros ficar lá resiclindo por bastanles annos coin uma saúde 6s vezes qacillante, iiias oi~tras vezes sofrivel. 7 Que inesino os cloentes que ilão acliam na Ilha mell~ora notavel, cncontrain tim cliina aincilo, izm inverno suave, e taes cominodos que llics permiuein passear, s~ipportarineltlor a enfermidade, c prolongar a cxistencia: alguns tisicos no ultimo perioclo teem podiclo sahir e respirar ao ar livre até quasi ao dia da sua morte. 8.' Q~ie3s autopsias tecm clcmoris~rado algumas vezcs uma dcstrui@o ia1 dos pulmões, que 1120 parece coinpa~ivelcom a vida, e corn tão modérados soflrimentos; destruicão que cm condicões inenos favoraeis já teria terminado a existencia c 0 pacicilte. 1 9." Que depois de mellioras muito consideravcis ohtidas n'aquellc cliina e da volta para o paiz da residencia liahitual, teenl-se iornado a renovar em alguns casos os primeiros incornniodos, continuando a ~ uil-ia é lcrminacão Saial; eni otztros a nielhora, suspensão, ou cura tem siclo definitim. 10.' Que não lia factos que possam estabelecer de uin inodo seguro, nem mcsmo provavel, a ui;iliclacle dc liabitar o clima da Ilha perrnaneriicliiente, como meio ele previilir o dcsenvolvin~enioda tisica pul~nonar lias disposicões 11erecti.tarias. 11.O Que em alguns doentes parece que o clima da Ilha não iocclii influencia Savoravel, continuando a aggravar-sc o seu padecimento, como acontecia no seu proprio paiz. 12." Que ein casos cle broncliites, de laringites, de pulinonites, dc 11leurit,es clironicas, o clima da Madeira é ainda mais util; e cnl alguns d'clles ali se obtém uma cura coinpleta. 13." Que ein quanto á cnra definitiva da tisica pulmonar, não ousam os Saculiativos affirmar clue os doentes ein que a molestia sc suspende, c clue alcancain n u t r i ~ ã oe forcas, fiquem coinpletainente curciclos; rnas que algutrias vezes llies teem parccido a cura ser definitiva e segura. 14." Que as melhoras coincidem gernlinente com signaes correspondcnles obtidos pela auscultac50, e com a maior nutricào e peso clos docnles; mas dociiies tceni havido que alcaiipn grandes iilelhoras c suspens20 da inolesiia, e em que os signaes cle caverna clc piilinão, algum cansaco na rcspiracào e tosse ainda continliarn. Nós clesejariarnos que eslas proposicões, quc s?io o resultaclo da pr6tica e oliscrva$o clos medicos ali resiclenres, podessem ser aconipanhadas dc dados cstn~isiicosextensos, c clc histarias bem descrip~as, qiie apesar
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de liso sel1eni iseil~os de ol,j~cccões,~ à »C O I ~ I L U L ~ber~lllllcllt~ O i'c(~ucridos e111 cl~iestòesd9esta ordem. Por& os dados eslalisticos já l~ul~licados podémos collier e reunir sobre este objecto, niio são tão nlimcrosos c ahundantes coiilo qucreriai~~os. s primeiros sào os c10 13r. Reriloii. A siia 0 prillieira estatistica, resultado da prática de oito aiiuos é pouco Savoravel; os cloeiitcs ainda ciitão esani inaildaclos 1)ara a Madeira cin muito inio estado. Esta estatistica foi publicada rio E(lilzbu?*g Merlicnl ,/ou?.?znl, e trailscripla por Andral cin uma nora clo Trotado c h ouscullny20 mecliata cic Laeilnec, e é a seguinte. Prinieira tabclla. Casos dc tisica coi~firinada,cliiaie~iinc scic. Intliluos iiiortos durailtc os priliiciros seis iiiezes da sua clicgada 6 Madeii~a, trinta e dois. Individuos que voltaram á Europa c alii inorrcrain, scis. Iridivicluos que ficaram lia Ilha e morrcrani mais iarclc, scis. Iiidivitluos de que não liouve mais noticia, tres. Segunda tabella. Tisica insipiente, triiila c ciiico casos. Dociiles rnelliorados á saliida da Illia, e dc que se rccocrarii clcpois boas ilobicias, ~rintee seis. Doentes inclhorados, inas de qiicrii ri50 Iioiivcrarii depois mais noticias, cinco, Doentes quc nlorrcrarn riiais tarde, c[uatro. N'cstn cstatistica ainda sc coiiipi~elici~cliain inais quiiizc casos dc c)iiLiSasinolcstias cluc rnellioraraiii inuilo na Illia, como osthmas, ci~gurgi~:irncii~os cs~rofi~losos, reninalismos, etc. Na outra cstatistica inais rcceiitc do Dr. Rcnlon, p u l ~ l i ~ a d n Sir lior daiiies Clarlí, diz elle que o numero total clc dociltcs clue forarii 6 Illia durante o irivcrno cle 1 8 3 4 foi scsselita e scis. D'cslc iiiiiiicro, c~iiiiizoinorrerain, clriarciita e tres voltaram para a sua polria, c oito riirida ficasaiii lia Illia. Dos quinzc casos I'atacs, diz o Dr. Rcritori, quc ~ r c z c cleviarn 1120 ter saliido de sria casd. Dos c~uarcillac Ircs que vol~araiiipara Inglaterra c para outras partcs do inuindo, triilla c seis braiil coiisidcravelrricnte mcllioi~,a iilaios parte d'cllcs eili i~iuilo boi11 cslaclo. nO rcsultaclo~ accresceiita Sir James Clarlí, ((era iiiuilo din'ercatc alguiis aliiios nn~cs, «quaiiclo os clocntes liiam para a Madeira sdincritc ciri csl;ido j i tniiito c ((adiantado de niolcs~ia. » Na obra publicada ciii Loilclres eni 185 I por \Jlliitc, í ~ u c i'csicliu por cspaco dc quinzc amos na Illia da hladcii.a, c co~iiii~uilavari~agcirlpaila a sua saúde, encontra-se riiua cstatistica dc ccin casos <Ic ~isicnpt~lirionar tratados ali. Esta es~alisiica foi forriccirla por iiiii disliliçlo pi*ático da Illia, o Dr. Lund, que ialiibeni a pul~licourio lissocicl~io,~ nfil/i~nl Jou~~lzrll d'ondc foi txanscri~ilapara varios joriiaes. D'cstcs ccrri casos, clnarcnla e oilo csllivain iio priineii'o ~ici'ioclo,vinte c c1uali.o no scguilclo, c yinie e oito i10 tcsccii'o. O aullior cliz C ~ U Pt a l v ( ~ a l f ~ n s cl'cslt~scasos fosscl;l ,

só de iuduraciio rio Lofe ainda seni iiil~crculos,ixas para elle ti fora dtl díivida que esses incsmos docntes, sr! .tivessein ficado cm Inglarcrra, tcriam rnorrido dc tisica pulmonar. Dos quarenta e oito c10 primciro periodo, cm ti?nia e sete susyerideu-se a niarclia da molestia; enl irezc d'cstes liavia já n dita siipeiisão cle quatro a dez annos; em dois havia tres annos; cni onze Iiavia dc dezoito a vinle mezes; em oilze havia de sele a doze mezcs, cm tlois d'esies houve recahicla e uni tornou a mclliorar. Em onzc dos casos do primeiro periodo a molcstia coi~tiniioii;scis ainda viviam, cinco tiiihaili morrido. Dos seis quc viviam, trcs passaratn ílentro ein cjiiatorze inczes ao terceiro periodo, e a molestia progrcdia; tres passaram cni clezcseis mezes, dois aiinos, e cinco anilos para o seguinle periodo. Dos cinco mortos, um inorrcu cinco inczes e ineio de1 pois c 0 desen-ibai+que;um ficou um inuenlo na Ilha e morreu fira no inverno scguinte; uin veio A Ilha sete inTerilos c niorreu depois; um ficou ali cluasi oito invernos e morreu; e um ficoii ali um inverno, voltou 6 sua palria, onde sc siippõe ciuc lanibeni falleccii. Os cloentes cluc chegaram no segundo pcriodo forai1.t viiitc c cjaatro. E111 cinco d'estes parou a iiiolcstia, ein dezenove progrediu. Dos primeiros cinco em um parou a molcstia por espaeo de quinze mezes, recaliiu depois, passou ao ~erceiroperiodo, tornou a suspcnder-se a marcha da inoles~ia, estava havia tres mezes tão bem como antes da recahida. Em e dois parori liavia cliiiiize mczes; em um havia cinco anaos. Uin reliroil-sc d'ali Iiavia dez annos, recaliiii em 1 8 4 7 , tornou a i~?elhorar,c assim sc conserva. 110s clezenove ein qrie a rnoleslia progrecliu, oilo aincla viviam, c onze linliat-i~ mori~ic~o. quc viviam, dois esiavaiii miiiio rnclhor; qilaDos iro ainda se conservavam no segundo periodo, ]nas a inolestia Iiia crcsccndo vagarosamente; dois passaram ao terceiro periodo, rnas em uin d'eslcs a iiloleslia clcpois parou, c parece esiar bem. Dos onze que marileraril, um ficou na Illia ii iii-\~erno, in saliiu clepois ein inuito indo cslado, e suppze-se cluc momeu; CIU~ISCIficaram um i~lverilo Madcira e mor1x1 rcrairi no seguinte na sua pairia; clois morreram na siia patria, oito niczes depois do dcseinbarque na Madeira; uin riiorreii dez inezcs depois do clcsembarque; uni iiiorreu i;a sua patrio uni anno clepois do descrn~~arque na Madeira; u m niorreii ila Madeira qiiatorzc inezes clc1;ois da cliegada ali; e uin ii3orrcii (palro annos ~ a m b e mdepois da cliegacla ali. Dos viiate e oito que cliegarain iio terceiro perioclo, cin cinco parou a inoleslia, e ein vinte e trcs ~rogrcdiu. Dos cinco em cliie a inolcstia pí~rou,c111 iim iiiihn parado por tlozcb annos; rrii dois por 01t0 anrios;

clois cleixaraiii a Illia liiivia tres ailnos c aiiicla eslavniii bem. Dos ~ i i i i c e trcs ein quc a inolcs~iaprogrediu ciilco ainda viviam, e dczoito linliam niorrido. Dos cinco que viviam e m uin esteve a inolestia parada por cp"oilze inezes, e cornecou depois a augmenlar vagarosainenic; cin urii hia progreclinclo tainbem vagarosainente liavia rjuiiize mczcs; Ires ficar a m iiin inverno na Ilha, e retirara111-se levalido os unicos syniptoi~las dc tosse riloderada e alguma expcctoracão. nos clezoito cluc rriorrcrain, um morreu cluarenia e oito horas ciepois do descmbarcliie; um vivcii ainda seis sernailas; uni sete scnianas; um nove sciilaaas; Ires, ires mczes; um trcs mexes e meio; dois quatro inezes; unl cinco iilczes; um scis rnczcs; dois sele inczes; uin dcz inezes; urn cjuinzc mczcs. Estc iilt.iino tendo 11iclo Q sua patria durante o verão c vol~adoi Madeira, liiorrcii í sitbiiamentc tres mezcs clepois cta clicgada. Uiri inorrcu cliialso annos clcpois do desemharquc. Uril tinlia Iiido para a Maclcira liavia trczc annos, I~~SSOU ali setc invernos, vol~ouclepois á sua palria, onde cslcvc lrcs aniios, roi novanicnte á Madeira oncle se demorou Ires invernos e dois vcrões, e foi morrer á sua patria. provavel que em pouco tempo apparccarn traballios csiatislicos que se preparam, mais extcrisos, circumstailciados, c acoinpanliaclos de algumas liistorias da molestia, que mcllior os illuslrcm. Para cslcs iraballios existem muito bons eleinciltos, mas a sua publicacão rckrindo-sc a doeiites cla prática civil, dos quaes alguns ainda vivcm, oulros iccin falnilia ameacacla da inesrna inoleslia, leni difficuldadcs c inconvciiicii~cs que a embaracam e retardani. Nos liospitaes cstcs ~ral-~allios í"iccis c são clepeiiclem só do tempo necessario para collier e reunir um ccrlo nuincro de factos; a publicacão riào está s ~ ~ j c i aaconsidcraçõcs cjuc dcvcili liavcr l sempre na prática civil, e só raras vezes na piblica clos hospitacs; inas para o ilosso caso não S ~ O liistorias dos doeiilcs do hospilal, 1ialiiiailt.c~ as da Ilha, que pertendcinos. A liistoria das ~nolesliasque os clocn~csc familias nos contam não 6 propriedadc do ii-icdico, de cliic cllc possa dispai* livremente; é um cleposito q ~ i c coilfia d sua probidade c cliscriq~o sc para uni certo e determinado fim, que B a cura e alívio do docn~e. Fazer servir as liislorias das nioles~iasá i i ~ s t r u c ~ à o geral e ao progresso da sciencia é um bcm; inas é preciso que os graridcs dcvercs cla profissão sejam guardados, e cluc as susceptibilidades e inlcresse dos dociilcs e familias se,jain atteiictidos. Piiblicar a liistoria das rnolcs~ias scin o iiomc do doente não é precaucão baslante em uma cidade pecpcna, para quc todos, e aid o propiio cloente, não reconhepm o scu ciiso, sc a iiarraq30 d fiel. Mas ainda csistem, alêiii cl'este, outros cni~l~~raços colhcr rssas para

histerias, c formular essas esiatisticas circutiisianeiadas. Alguiis doentes que melhorain consultam só poucas vezes os facultativos na IlIia, e seguem as instrucgões que tevarri do seli paiz; alguns retiram-se seiii que se possa verificar por 11111 exaine esci~upuloçoo estado ein que sahirain; outros rnudain de facultativo; utii certo iiuiiiero de doentes salieiii- da Illiit e nGo voltanl, iiern ha mais iioticjas d'elles, ou vào procur:ir outro clima, e curam-se, ou rnorrein depois de tratamentos, e ás vezes de irregularidades, de qiie não dao parte. Jci tl'arlui sc vè quc o obter estatisticas e liistorias circ~imstanciadase exteiisas, conio uós desejariainos il'csie caso, c coino se obténi na prática dos Iiospi~aes,tifio é uinu pequena e f a d tarefa; c isto explica a sua mingua aqiii, e eiii todas as oulras partes, oiide doentes d'esta ordeni lrào residir por hcrn da sua saúdc, e n necessidade de sc ~ ~ c d u z aos resilliados geracs. ir A opiiiiiio dos medicos residentes ue IIlia, sobrc a utilidade do clima, clue acabhrnos de expor, c que deve ser ii'csla liiateria a mais cornpeterite, pelos muitos factos sobre que é baseada, ieiii contra si clifferenteç objec~ õ e sque nào pertendenios encobrir. A priii~eira G a quc por vezes se tem feito d profiss50, e particiilariricntc aos inedicos dc certas localidades, liospitaes, estabelecimentos curativos especiaes. aguas mineraes, etc. e veiii a ser: que tendo esses facultati~~os interesse iminediato ria maior conum correncia dos doentes, podem, com menos boa fé, publicar uni iiuinero exagerado de casos felizes, occiiltando inuitos desastrosos. Em segiindo lugar podem (lar como ciirados e melliorados de tisica pulmoiiar doeiites affectados de broiicliiies e piilirionites ch~.oilicas,e o ~t i inolesti as dc vias ras respiratorias, nlik graves, inas tiiuiio mais reiiciveis. Finalinerlte, qtie inesino innocenteinente podein enganar-se no diagiiostico das iiioles~ias dos que teiii curado, toinando como tisicii puliiroiiar iniciada OLItros padecimentos de peito; visto cliie n'este priiliciro ~wriodoo diagiiostico difreilcial é ás vezes clifficil. A estas objecções 116s respoiidereinos que a repuiaça'o de que actua\mente gosa a Illia da Madeira para o tratariieiito da tisica yulrnoiiar 1150 é só devida ás rissercões dos inedicos ali residentes; iiias tein sido priricipalinente estabelecida pelo testeinuiiho dos propi*ios doentes e dos triedicos que para ali os inaildatn. Que não t! f'cil iiiipor ao piiblico esse grande numero de curas na prdtica civil, e ein doeiites que niuitos coiiliecem; c sobretudo não é facil sustentar &se engano por iaiitos aiinos. As asserções dos medicos quc ali praticam silo tiio inoderadas, prticlentes e despidas de exageragões, que podein tnuito 1xm ser recebidas,, priircipalmente estando de accordo coni tudo o iilais que n'este ponto se sabe. Estes facultativos gosatii de uni Lein nierecido conceito de prohidade, ka
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graiiclc iitiifoi~niicl:idciias siias dcclsi~acc'jcs, iiii-iii boa paiaic dos Sac cbiiltativos inglczcs qile tcni ~ m ~ i c a c lno Fiinclial s5o cllcs iuc7siiios tiliia o c~xcclfento? prova da iitilidadc do clima. I<i-it qumlto ao erro de clingiiosticn qiic i~iroluiita~iaiiicnic pídeiri coniiiietter, dando corno casos dc tisica l~ulmoiiai.oiitras tnolestias iisei~os graves, podêmos uffirniar ~niiiio positi~:iriicnte qiic cllcs cstào ao facto dc tudo que solire cste ponlo lia l i a acliiglidadc da sciciicia, c iios parccc cllie no estudo d'csta inolestia esiào acirna do coiniriuiii dos facullativos, pcla estcilsa p ~ á t i c a que d'el Ia tcrii, c ein doeiiles da iiiclhor posiçào social, cle certa instriicqào, e cle ginnclcs rxigcncias. Ki-iirctanio 6 possivej, aqrii como em oiikras paltes, ter liavido algum crro dc tliagnostico, que ri20 d e ~ e aliciar a regra mais geralrncnic cs~abekccicla;c aiiida convéixi dizer clue esse crio ver11 algutrias .c*ezcs principiado CZL' fOrn 11clo iiicdiclo que para ali iiiandoii u doeu~c, c ali sc coiarige coin rricllior observac~u.
iiiilii

I'ouco iiii11oi.iaria cliie os iiictlicos rcsidci~lcs i\iadcii,a so cslòrqaslia seili por pro\ra,r .r ~~"llicladc seii clima nas alleccòcs piiliiioi-iases, se do nléiii das iiiíòri-i~acões escripios, uni rerto nui?icici dc factos riso le~assc c cxssa cloiiricqão á ~)rofissBo ciil geral, oii pclo ineiioç a iriiiilos ~iicclicos dc outros paizes; tanto inelliorcs juizes, quaiito não tcili o iniei'cssc da 10raIidacle. E é isto o que tem aconieciclo: cstti convicc;iio cstií cstaLclccida, e ella 1150 é só o resultado dc inforiiiaqõcs c csvi.iplos; inas siiii a conscc~ucileia necessaria clos factos ohservaclos por csscs mesriios f'aciiltativos, c da coin~paraqãacliic tcm LEito do estado ein cliie pwa ali inandarn os scus cloeistes com o inoclo pelo qual os eiicoiitrarn n:i volt@,oti dos rciaiorios que d'ali reccbcii~ dcis inesinos doei1tcs. O c~onhccirncnto (111ehje a profissiio tciii da Ill-ia da Madeira taxnheiix coiscorIic para Itic fazer acrrclitar, cliic :ili sc clão roclas, oii a inaior parte das condicões exigidas para o li7aiaineiito d'~icyuel1as riioli?slias, sobrciuclo cliirnnlc o inYCI'llO.

Esta c~oiiviccãoc l i i r sc \.ai rsp:illiando

ii:t

prolishiio é tal que t c d o s

os aniios vào í'ííciilta~i~ros doeiites, ou faiuilias de facultalivos buscar ali reinedio; e o iiumero de rnedicos que d'este mndo teelii viçitado a Illia 6 R muito grande. Uns achando grande alívio c iiielhora, e até ficanda j ali exercendo a medicina ; outros ixienos fèlizes soffreiido a niarclia fatal da inolcstia. Mas d'esta exploracão Eeiia por taritos Ilorrieiis da faculdade ciriiiienteniciite interessados ii'este ol~jec e lia qual todos zião fornin feto, lizes, 1150 tein resultado para o paiz senio unia reputac$io bein Suridada, c sern ris exageragões c p e algunias tlcscripcões de viajantes entliusiaslas fizeram do clima e da sua proriciencia na tisica pulmonar. .As í'aceis cotiiinunicacões comrnerciaes, e outras circuinslanciaç que já forain apontadas, teçni feito com que o inaior nuiriero' de doeiiies que ali v'r i 0 PPOCLlrar refugio sejam inglezes; tainbern Go os individuos d'csta naqGo qize mais vczes via,jain por motivo de saúdc, que procuram e cornpaiSam os di&renies cliirias, e que teern mais facilidaile e riiais iileios para assirii o Snze~.&Ias quaescluer que sejam as idéis (pie a pt~blicoinglez tenha clos diflerentes cliinas, relativamente R sua.utilidade na tisica pulinonar, iicnlium doente toma a deliberacão de drisar uln clinia e escolher outto cin caso tao grave, sem oonsultar t l ~ i io u iuais facirllativos. Nem deve esquecer que os doentes que 7'ão para a Illia da Madeira, iiiglezcs e de outras nacões são ein geral pessoas de iitiia certa fortuna e algunias vezes tle uma alta posicão social pela sua jeríircliin, ou por suas riquezas, e qiie cstiào iio caso clc não dar tini passo tiio itiiportante sem OIIY~S préviviarnentc o inellior coiisellio. Tallibem é muito para atieilder alem do grande iiuiliaro dc Cacultativos quc procuraiii u Illia eiil seu Iieneficio, o não ine* iior cle padres protesiaiites, de artistas, c de Iiuiiicns de grande instrric$50 que ali ~ ã o .Isto tudo expriiiie rpial c! 110,je a opiili20 da profissão sobre este ponto c a das classes ~naisillustrailas c ricas, cluc pór ella í'oriixiiii regularmelite o sei] juiso. Entrc os í'acultaiivos que teiii ali procurado rernedio, soubeii-ios de dois iiiedicos iijudantes do Iiospital de tisiea de Brornpton. Ein Portugal e piiricipalmenie em Lisboa existeiii ~arnbeliiestas iiocões espalliadas entre os facultativos, obtidas por suas cxteiiçaç iiiformações e leitura, e corroboradas por alguns casos lBorayeise bein coilliecidos. Os iiossos habitos riielioç aseiitiireiros, as difficiildades de iznvegac20 e transporte; a repugnancia á separacão da faniilia, receias exageraclas dc despeza, e talvez que a falta de todas as iirforii~aqõesqiic ein oriiros paizcs se obtem cori~facilidade, teern retardado esrc iiloviirieiito; inas apesar cle tudo isso o iiutnero cie doentes mandados de Portugal pasa ali cresce todos os aiiilos, e n'este ultiriio aiino já foi muito iiolavel. E r\itl&r que :I niaior parte cl'ellcs sqja111 (Ic, Lisl)oa, rntretanto veeili-se c l i e
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g r ali algiiiis do inleiioi, do reino, depois de terciii lutado coiii as Jifa ficuldades c~iico estado do pi oppcc aos transportes de tiido, c princinz palrnente do Iiomern enfermo. Nos livros íia profissiio $pparece destlc ccria ep»ca :i Illia da Madei i8a figurando eiit r e os lugares escolli idos e recoinniendados para hal ~ i i a ~ ã o individuos atarados de iisica pulmoniii~,c cm obras iriais rcdos ccntes apparece com p~eferenciasob;-c os outros c1imas. Sir Jarnes Clark, quc sc lióde reputar 11o~jesem d í i ~ i d aiim dos Iioineiis mais cornpcteiites ii'csta mater'ih, e qilc é consriliado pai* gríiildc nilriicro dc doentes tisicos, ;tntcs ele se decidireiii a escolhcr~iiin calirna para liabitni., cxprBiriic-seashini iíceilca do cliriia da Rfadcira: «Dc iodos as climas clc ciiic cii icrilio (cnolicja o da Madeira é o lnclhoi. para as pessoas que suf'i'rerii lisica piilcciiionar. Toclos os nniios vamos tciido rnais occasiào de conhecer os sc~is (ceffeitos sobre considera~eliiiimcra de pessoas cluc rccoi.i.eii1 n cssc cli((iria c111 diversas concli(;õcs de snnde, c não Lcii~osar*liado ~ n o i i ~ o para «mudar o alto conceito cjuc (aziainos d'cllc n'este poiito. 0 s bciicficos eflei((tos cla resiclencia duranic i111iou dois iiivernos ria Riladeira lciii-se .ter((nado muito mais iiotavcis depois que o publico corilieccu a ncccssiclaclc (tde adoptar a muclailca dc cliri~a,iriais coino um rncio preventivo, do que coino meio de ciira. Ha poucos annos dava-se pequena itiiporiaiicin «ií cscolha tio clima para liabitacùo dos Lisicos, porque já cllcs cstavoiii ((gciqalmenleem estado adiantado de molestia, c sem cs1)eranc.a de ciira, (<(luando rsta medida se proputilia c se adopta~rii;c por isso, algiirnas \.e((ZCS R terrniriaqiio fatal era apressada por estc rriesino rneio ciil íliic ellcs p i i ~ ~ l i atoda a confiariça. D Esta opiriiào tcm sido ci tnda c transcr+ipta n~ cin tlillercntes l i ~ r a ? profissão. Andi.al eiii uma nota ao í'i-ntczrlo c ela h trusr-wltnp?~ metlfnln de Lacilncc., referindo-sc aos escriplos tlc Sir Jairics Clarl<, diz: ((Sc o que ellc rcfcrc do c;liioa da Riladcira C exacto, ((d(:~e-setiriir a conseqtlencin cltic estc clima íipreseilia aos tisicos van(l Iagciis qiie se nào acliarii 110s di~ersos cliirias da Europa. lbtn Illia c coiii ! (ccflcito mais cluenlc (10 quc i.ienliuiri d'cllcs, durniitc o iiiveriio, c iririis ~lfi.escadurante o ~ e i ~ à o ; ofGeerct.e nienor differcriqa, eritrc a tei~iperatiir,z ((c10 cli:i e iioite, cntre 3s d i ~ c r s a s estações, e eiiirc os dias siiccessivos. 0 s ((~,ciiios f'rios ali ~~oiico sciiteii~,c gosa de uma ccrta conslancin tlc se 1 i 1 ~ 1 ~ 1 1 ~ 7 apresciiin ncnliiiiiia outr:i localidade, As cliiivas sào i.eclue niío ((gularcs c calieni só ciii corta cslaqào. Durniitc o verào a csistci.ic.i:i (luasi .constanir: c10 ~ e n i n o Dordcstc conserva n ienipci>aturn cni u i ~ icalord ((seirlprr: iiioderado, c ia1 d a siia~idatleil'esia cstaqào n;i Mi~tlcira,que o Dr. Ilcinekeii, í[ilc ali residiii algrliil trtiiiiio por carlsa ílti sii:i pr+o1u1i:1 nsaíidc, rnira c111 clúvitla se ri'vsia Illiki iiiio scr.6 :iiiicl;i o vciSão ~ i a i s ci.. f'
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e~ornvclque o iilret.no, para os docritcç aflkctatlos dc clocnc;;~:; c l c licito. «Isto é o contrario do qiic acoritecc c111 OLI~J'OS p;iizes cliiei.itcs.)> Depois clue o clima da Madeira plissou de uma modesta e riiais liniiiada reputacão a utua faina inais cxlensa e vigorosa, c a g.anl-iar prefcrencia sobrc oiitras loralidadcs, conicqou cste credito a ser discutido e esarninado, coiiio cra jusio: e por ora eiii seli proveito. E no ri~ciode 11~11itoscscriptos ciii seu al~oiio,teni-se publicado ii'estcs cluatro iiliiii~oç aiiiios e1r1 Loi.idrcs algiiiis c i i i que a sua utilidade no trataiilerito da tisicri pulinonar é postaeei díivida ou dcscredito. D'estes escriptos, cujo numcro é pcclucno, os qiic 110s tcenl chegado á mão, são a obra do Dr. Rlason, alguiis artigos de joi.iiaes rlc incdicina, c 11111 capiliilo tln obra do nr. Burgcss. Coiiio a obra do Dr.. iV1nsoii é a basc que, iriellior ou peoil entendida, tcrri scrrido de f~i~idaineriio oiilros antagonistas tlo clirna da Madeira; aos cboii]orsta obra coiitdrn iioticias muito irnpoiltaiites sobre a sua nieteorologin, de quc rios api~ovcitiiiiios;como a opinitio do Dr. M:ison sobfe a ~itilicladcdo rliiiia da Madeira iio tratamento da tisica pulmonar nào tcni sido l~cm cnieridida, iieiii é a opiiiião exagerada c decisiva contra csse clirna cluc se tem pcrtendido inculcar; como é iiiria obra util escripta coin intclligencia e 1)oa E, julg.âinos dever dar sobre ella ainda iriais aigunias explica~ões. O Dr. Mason cstando na Nadcira erii 1834 e 1835, por causa da siia saúde, escreveu a o1,i.a qiie j apant8mos, e que faz parte cle um 5 roluiiic, ~ ~ n l ~ l i c acrii Loitdrcs erii 1 8 50, qu iiize annos depois da sna do nioric. Comccando ciii 1nglaterr:i a soffrcr de tisica puliiionar, o Dr. Maw11 COIISLI~I.OLI CLII Londi-es Sir Jaines Clark, cllie lhe aconselhou a niu(lanca cle cliima para Nisa. Na sua viagein teve de se demorar sele seinalias eiii Dieppc por iuotivo de nlolestia de uiii seu parente, que o aconipanllavri. A estação adiantou-se, consilltou novalilente a Sir Jariies Clark. que llic rccoiniiicilrlou ciitiio a Ilha da Madeira. Chegado ali foi habitar iiiila casa ciii Santa Luzia, ci;ja localiclade já descrevcmos. Pr:i.tnaneceu ii:i Illia por espaqo clc quasi dois ailnoç, rnas a siia molcstia, coiiio iriuitas outras d'este genero, longe de diminuii~augmentou. Deixou eniiio a Ilha pma Ilir prcciirar reriiedio no cliina de Nisa, (pie primeiro lhe tinha sido aconsclliado, e ali rr-iorrcii cluirizc dias depois da sua chegada, com ~rinic c scie nnnos de idade. D u ~ a n t eo tenipo da sua estada na Ilha entregou-se ao cstuclo ineieorologico do diiria, para que tinlia particiilar +ocagiio, e principalmente para a parte Iiygro~iictrica.N'estes csttidos inuitn ii~iuuçiososlonioir iiiuitas vezes, dc iioii-c C por iiiiiitas Iioras, trabalho a iticot11t110do CIIIC IIGO ~1~1111) coml~ativeisroii-i a sua sa<i.de, c cllic ellc re-

pi.ovuria rlc cer.to rios sciis tloeiiici. Lliii cios estiidos a qiic

deii, c cu10s resultados cotisigiioii (:l-ti 11111 c;jpitiilo da sua obra, lbi o cxaiiic da tcinperalura de iiiiiiias fontes e pogos em din'creiites alturas da Ilha: o cpe "ão podia cleixar de ter xiiiia i iiflueilcicr noci~a seu estado delicado no e vacillante clc saíicle. Esta saúde foi-se cleterioraildo cada vez inais, c isso iiào lhe deu de certo por aqucllc cliina a syiiipai1iia cluc tantos oiitros 110meus da profissão tiiais felizes tcin adquirido: o anclarneiito cla sua 1110lestia nào foi prova~cliiieritciildifierente para : sua opiiiiào sobrc o paiz. i Entrelailto a s consiclera~àese inappas sobre 0s diversos pontos clc i~ictcorologia, tle que cllc tratou, denunciani uni espirito ol~scrvador c habituado fiquelle getiero tlc estudo. A inclinaqào particular do :iutlior para a Iiygro~iietria,quc sc inariifesta claraineii.tc na sua obra, c talvez a iiifluencia quc clle julg.a~aque a liuiiiidadc tinha tia sua iiiolcstin, lovnrarn-no a ilii~igirninis particularmcntc as siias iiidagaçoes sohrc csle 01)jecio, c a c:stabeleccl. alg~iii~as proposicõc~ c[uc i~ãotiriliniii ainda sido eiriittidas dc uiil iriodo tão j ~ ~ s i t i veo fiindanicntado. Seiido estiis priiicipalmente: ( 1 1 1 ~ 0cli~iiado Pulichal cra cstrcmaiiicrite humido, ciuc sobre este poriro iiào liavia yalitageni i.ien11uiiia cntrc o cliiria do Buiiclial o o de Londres, c que o cliriia do Fuiiclial liao convirli de certo ii'ayuclles padecimentos cie pciio ou a'aqiiellas constituições ciri cliic uma atiiiospliera secca ou iliciios sallirada dc liuiliidade iitil; suppoiiclo ollc cjuc quando urii cloeiitc aracado de tisim piilmonar sc nao d bcni cni uiiiii A atmosp\iclsz\ Iiuiiiida , stt rlrii-;i in ellior ein tiriia atriiusp1ia.a srccti , (i v i re-. vcrsa. Sciii eiiliarilios ngotVii. valor dc caclu i i i i i n d'cstas pi~~posi\;fics, rio ;il guiiias tlas cjuails jtí ti~cillosoccasião de api~~ciar, ~rejaiiios(luai ihi o c30iiceito iiiial a quc o Dr. Masoii cliegoii sobre a utilidade do cliiiiii ela l\iladeira, depois das suas observacõcs mcteoroIogicas c do in6o aiidaiiierito da sua ~iioles~iu; niicI:iii~ciltoque c111 outro c~ualqucrdocntc ccriiririeiitc lt-ie 11ào teria parecido liiuito estrnordiiiario. Transcrcvcreinos ils s i m prop i a s cxpressòes para expor iiiais esaclarnente as suas iddas: «l'clo (lu(: diz respeito a iiicliriduos que sofli.ciu certas niolestias que sc ~ioclcinagrilvaiq ((pela consideraírcl evaporacào da supcrficic dos puliiiõcs e da pelle, 110s rcveinos a convenieilcia da mudanca pata um cliiiia qucnte c Iiurnido, conio <[oda Madeira, cri1 que a cvaporacao piilriioriar 6 criibaraçada; porque! ((estes individuos sciiipre sofl'reili coni o frio dos riossos in~r~rtios, qual o (cn'estcs rasos produz o rnesrno d e i t o que o ar exccssivaiiientc secco. Esid «provado quc graiidc cltiatilidadc do licluiclo iiit~ocluzido esLc)rriago iiíio iio ((remedeia os cflicitos tl'aqiiella i~Spidaexlialuciio clos pulinõcs, cluc é prod~cluzidapelo ar frio, oii e?tcc:ssi~~;iiricriti? sccco. Assii~inccess:iriaiririiIr! i i i i ~
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{tiir iiioclcraclaiilciiict Iiurnido oo1locar:í o ilociltc nas circu~iistariciasiiiais al'avoravcis para a cura, Sc isto sc não ~ ~ o í fazer rnitdaiiclo cle cliina, lc o nlal dcve ser coinbatido quanto í'iòr possiivel por iiieios ariiliciaes. A tcatinospliera pmxirna ao doentc deve fazer-se Iiuinida, canservniido suí'fi~c,ciciltccluaatidaclc de agira rrn eva[ioraçiio; poT quanto o ar cstnndo liuiliiclo, a rtipida scccura dos oigtos rcspiiaiorios 'seri náo sí, iiiodificada; r( nas t a i n b ~ S U S i ) ~ I I S e111 consccp.~e~cia absorpçião du vapor. Tariiheiii ~~ ~ :~ da ((ser6 preciso conservar o cloeilte cin uinu atmospliera ~empeiaada~ por((que se sc despresar csta coiidiciio, é claro que ainda que o ar esteja hxi(cniido, sc csti~rerfrio, ilão piocluzii~ío desejado enbito, pois exn relacho ((a cxlialacào pulliionar obrnxí exactaii~eiitcela inesliiila iriai-i~ir:i do qiii: uo ar secco. «SC as condic(ies do systeiiia, pelo contrario, foreiii as oppostas, se c~iiinalivic c abiiildantc e-raporaqlio do pulina'o fòr util, collocai-ido o ficloerite eirr uina ainiospliera Iiuiliida, ou iiianda~ido-opara urn cliiiia si((iiiilliaiite ao da liadeira, será p6-lo ii:i contlií;:'io ii-iais desfa~oravelriarli «;I s11a Clll'â. )I O uiiihor passa depois a hzer alg~itiirisconsiderações sobre a acciio do k s t c nos cloentes, e terinina o capitulo clizerido: «Por tudo isto n69 upodêirios bcin explicar porque ~aziioos cloentes que vem B a1adeil.a sào c(t1ive~sa~nente an'ectaclos pelas iiiesinas colidiç6es atmospliericas; alguns (lex-~~erirnentando alívio, e oiitros vendo aggravar o sei1 mal. Assiin a ((preseiite obra ndo deve ser consideracla como tendo por fim prejucti«car csta 111ia lia sua clualiclade de recurso para os doentes, m m sini cccoliio um esforqo para iliosirny o perigo de iimri cor1fianc;a cega sobre ((0s seus effeitos salutares. Pois iiiria tal confianca é nociva. Se os pherio(liiionos atinospl-ioricos do clinia da &iadeiia fossein h e ~ n coilhecldos, e as ctexigencias da rnolestia lhe corresporielessei-ii, a uniforniidade do bom uresultada, havia tle estabelecer a sua repiitaqào, e os rnáoç resultadosi unos casos para que o cliriia iião t proprio, nùo prejudicariairi o seu crei ((dito, conio residcnciu pala outros doentes, que pela iirudaiica para essa localitlade podcm rasoavalriiciite ver realisaclos os seos desqjos.~, Em ouira papte c\a siia obra o autlior repete ainda por oiitro niodo mais explicito, o aforisino de que ,j6 falllirnos no artigo-leste-«Aqriel((les que na sua chegaclri á Ilha cfa Madeira acliain que O Ecsre Ilies con((~d1-n deverri iriinicdiatarneiite iiiudar para clima inais secco, ern cIiiarito ((que outros a cperii o leste incominoda, cur~iofica iiiclicado pelos syiiictptomas cpie eu descrevi, clevern ficar certos qiie tirarão Leneficio pcr~irianentcda sua c1eii-ioi.a ali, que as siias esperariqas 11Bo sci.50 baldadas, ((cque o restabeleciiitento da safido c forcas serd o resultado de ter. dcixadci
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no cliiiia ineiins Iiospi taleir*o d;i I;ua pairia. » Nào precisànios fqzcr r e&-

xões sobre a doutxina do author que acabhmos de apresentar, e sobre o modo por que elle encarou a utilidade do cliina da Madeira, referintlose uilicanieiite 6 teinperatiira e huiiiidadc; porquc nos basta fBzer beiii conliecer as suas idéas, e riiostrar que o Dr. Mason, ainda que em cliflerentes partes da sua obra, falla do paiz corri a pouca sympatliia de uiri homem cilganado lias suas mais caras esperariqas, não disse quc o cliiila da Madeira era m6o oii inutil 110 tratamento da tisica pulinonas, só pertendeu clescriininai., a seu iriodo, os casos ciii que o cliina coii~ém,d'aquelles eni que o clinia é prej~udicial. É singularincnte ctlrioso qtie depois qiic o Dr. ~Iasorise cjueixoii dos inconveriientes 'da liiimidade do Puiiclial, o Dr. ICainpfer diziit lia sua citada meinoria sobre a Ilha da filadeira, que este cliiiia não tinha podido coiivir ao scn padecimento pela sua inuita seccura. (i h n~irili:~ (c opinião, ctiz elle, qiie a nfrideira irierecr: particular consideração por causa da iiotavel seccurii do ar, c que não aprovcitartí para aqucllas niolestias qiie requereir1 iiina atrnosplicra huiuiclii e rclaxarile, iiciri tanibem para aquellas iiiolestias de peito que são acoinpanliadas coiri grande seccura dos broiichios, coino cii experiincntci em ii.iiiii proprio. c( E m consequencia de iirna l~ronchitc chronica, e de uina piici~i~io~iiil (C despresada, ficou-ine uma induraqão do pulirião direito, coin scnsaç5o íí de seccilra e crucza nos broncliios, com muito p o u c ~ secrccão dos i~iesMOS,e coin rnui rara, ~icnosa,espessa c glutiriosa cxpeci.oracào. Eii so« fria no peito uilia exiraordiiiaria sensaçiio, não só por c h i t o do frio, íí mas ainda nitiito inais por uina atinospliera sccca; de iiiodo c~iieurri cliina huriiido e cliicnte, era o iriais proprio e benefico para miiri: c01110 ( ine aconteceu cxpcriiiientar erri I-fainhurgo, no Sul da Iiiglatcr~rri,e ri;i í í( I3ollanda. Na Madeira, pelo contrario, durantc o I~oin tciiipo, c a pren í( dorninancia do Nordeste, augtnentavaiii a dor e sccciira nos broiicliios, n particulai~~iienlc: ar1 livre. I', verdade que a respira$o dc 11111 ar. noao (I tavelrne~itesuave rrie dava iiina agradavel çensaqão; porém acliava-iiic s e l n p e iriellior, qiiaiido o ceo cstalra nublado, c quando o relito do (I Oeste dolriinava, o que acontecia poucas vczcs. I?, eviclentc, diz o autlioi. em outro lugar, que :i liabitacão ria Madeira é, ein geral, salutar c boa araa as rl~oiestiasque requercrn unia atinospliera tornpcrada, branda, (í secca, pura o elastica, sem grandes variacõos rio tempo ; com difficulíí dade se acliará oiitr40 lugax~que reuria estas condic6es em grtrio tão « eminente. u No irieio cl'esta coritradi$o, talvcz scj ;kppai.eiite, e dcvidn a ol~wr~açõcsSeitas erii cli~~crsas; épocas, o erri divcrsns localidnrtes, podcrcrncis
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nós pxever ariiecipadatiiente qual será a iiiilueiicia cl'cssc gráo de liumidadc do Punclial, qualquer que elle seja, nos doentes que para ali mandhmas? Será possivel distinguir cjuaes serao os casos que ali se dariio bem, e quaes os que se darão nial, attender,do só ao gráo de calor e liurnidade ? Respeitando riiiiito os co~ihecinieii~os Dr. Mason, 1150 julghmos do comtudo dever aproveitar tanto das suas opiniões medicas, e das suas explicações phisiologicas e patliologicas, coiiio das suas observações meteorologicas. I? mais pela oliserraçiio dos doentes ali lratados, pelos resultados do tratamento, e pela analogia das inolestias, que se de~er,í. estabelecer a conveniencia do clima, para certos e deterniinados casos, do que por indicações deduzidas IE piniori só da accão de uni ou outro dos elenientos ião co*lplexos, e alguns i50 incertos do cliina. Se o clinia d o Funchal é util éni certos padecimentos pulinonares, se alguns doentes ali veein suspender a sua molestia, outros aliviar os seus males e prolongar a exisiencia com poucos soffriiiientos e alguns coininodos, qualq u e r que seja o seu gráo de seccuia ou de liuniidade, deve ser seguido e adoptado para casos similliantes. Talvez a observacão ainda para o ftlt u r o venha a mostrar, como deseja o Dr. IClason, quaes sào os casos de uma n~esma molestia ein que esse clima convéin mais, quaes aquelles e m que convPnr menos, e quaes, finalmente, aqtielles eiii que elle é absolutamente inutil o11 prejudicial. Blas qiierer fundar esta distincqio sobre a conveniencia de certo c deterriiinado estado e forma de niolestia, para certo gríio de Iiuimidacle e calor, parece-nos iiiria peitençào muito arriscada, prematura e pouco coiiforme cor11 a pliilosopliia actual da sciencia. Não e uma idéa nova a da iiecessidade de uma tetiiperatura riioderada e uniforiiie acoinpaiiliada de certo gráo cle Iiuiiiidade para o tratairiento das iriolestias de que f'all~i~ios. Muitos doentes sentem a necessidade d'essa liuiilidade na atmosphera que respirani; iiiuitas vezes coni esse fim sc tetil mandado evaporar agua nos quartos dos doentes. Nos Iiospitacs de tisica ern que se rrianténi teniperaturas artificiam constaiites, os doentes a s nío podem stipportar, quando o calor se torna secco, e quando cessa a evaporacão que lhc dá o gráo de huinidade requerido. Talvez, seja tainbem por isso que as attnosplieras niaritiinas tem sido aconselhadas n'cstas niolestias, e inuitas vezes com proveito, E se fosse necessario achar uma tlieoria para explicar a utilidade da huinidade combinada coni uma temperatura suave e constante no tratamento de muitas inolestias piilniónares, não seria para isso preciso, 11e111 grandes, neni novos esforces. O Dr. Bfasoii pertendeu marcar os casos da
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incsnia iiiolcstia ciil que essc clirna pode scr util, e acluelles eiii que sem sujeitar deve ser prejudicial; e se fossc possível fazer esia distinc~ào os cloei~teçá cspcriencia, não lia diivida que seria ainda inais um passo dado n'esta vereda tão difficil. Eln quanto a nós, não acreditâmes qiie esta d i s t i n c ~ opor ora se possa fazer pelos dados clue nos deixou o Dr. Rlason, nem por outros já sabidos; c por outra parte estamos inçlinodos a pensar que esse gráo de humidade do clima do Funchal, sem diívida alguma menor do que o Dr. Wason suppoz, combinado com as suas outras coiidiqões atmosphcricas, constitiie a sua bondade t: exccllenciq; e atrcvemo-nw a avancar quc este clima tornado nnais sccco, havia da ser menos util nos padeciinentos pulmonares, assim como havia de transforinar um paiz risonlio. fertil, e sempre vieoso, crn uma tcrra arida, s e c a c agrcste. 0s climatologistas que teeili ultimamente estudado 0s c l i ~ l a s xnais ~>ioprios para o tratamento clas molestias pulmonares chronicas, teom procurado adaptar estes diversos climas aos diversos casas c estados d'esas mesmas molestias; e ainda que o seu estudo e trabalho 1120 tCnl tido pnr cm quanto o resultado que se deseja, e que ellas tiveram .cin ~isia; porque a empreza é coinylicada e difficil; é comtudo possivel que coiri o tempo e cspcriencia se consiga estabelecer alguns principias que eliri,jam os práticos na escolha de iim clima, entre os recommendados, que seja o mais proprio e adaptado para cada um dos doentes. O Dr. Carriere no seu lieilo livro sobre os climas da Italia, lan~oubases para cstc cstudo que devem ser aproveitadas e que podem conduzir a um 1.csultaclo util. Para estabelecer a convenicncia das cliffèrentes fórmas (Ia nicsma molestia para alguns dos c-limas de Italia, clle nso considerou só uin ou olitro elemento do clima, mas sim a ae@o complexa e completa de todos clles, e ainda ajuntou a influencia do paiz com todas as circumstancias mui variadas que o formam e acoinpanhain, e das quncs iicnhuma 6 indiffcrcnte. Depois examinou o modo de scc,.àode todas ostas condi~6eslios doentes das diversas constitu icões, tcm per-amentos, pesiodos e forma da molestia disposicões moraes, eQ,, e dc todas estas wnsiJer.a:;icOes,algumas das quaes sào bcin difficeis, clle deduz a convcnieiicia dos diversos cliinas da Italia para os differentes casos da molestia. Rlui dignos d e loiivor são os esforcos scientificos tão bem dirigidos do Dr. Carrière eili inateria tào apinhosa, c 4 provavel que elles nos ponham nu ceininlio dc apreciar melhor estc ponto, a que só ha pouco tempo se cld maior irnportailaia. Porém aqui vemns nós considerad~s atterididos toe dos os rleinentofi aprcciaveis do clima, e todas as c~ncli,~ões pgls; C c110 113 obra do n r . 3Iasoii 1-eiiios Ggurar para 3 resolugão d'cstc problema.

((Por.lilinha propria espcriencia, diz o Dr. Mttson, cstou iric1inado ((a corroborar a opiniào do Dr. Goiirlay dc que a tisica c cscrofiilas sào ((í'reqiicntes na Madeira, c tambcm a juntar que as aFiCcqões dc estomago, « e orgàos digestivos são inuito coiiirnuas, scildo as principacs causas da ((inerte da maioria dos habitantes. Pelo que os escriptores iecni dito da ((siilubridade da Mucleira, poclcr-sc-liin julgar que ali apciias app;ireceiil apoucas niolestias; mas eu receio clue se este ol!jecto sc indagar escrupii« losamentc, como deve ser, poucas localidades se encontrarão mais si]~jeitasa molestjas geraes; e taiilbeiil suspeito qirc a durayào rnédin da ((vida é ali iiiferior d do iiosso proprio paiz.)~ O Dr. Burgess aincla enche o seu prqucno capitulo narraxiilo o li111 lameiltavcl do Dr. Masori, e aprovcitai-ido tamlem alguri~acousa íla obra de Wliitc, que ellc suppoz qiie devia produzir iinpressào dcsí'avoravel no leitor, nos diz, que no cerniterio dos inglezes, no Funclial, se encontrain iiiuiias campas de pessoas r?oi.tas na flor da idade, que hinclo procurcir R Illia remcdio aos sciis inales, só o acl-iaran~~ i o tumulo. para sentir quc uni objecto d'esta ii-nportancia, n8o fosse tratado pelo Dr. Burgess coim a coiisideracào e estiido de que elle é capaz, e c0111 O conhecimento pessoal do clima. É possivel que o clirna da Ilha da Madeira não seia melhor que o de Inglaterra para o trataiiicnto da tisica pulmonar; mas nào nos parecc possivel que alguem da profissiio, e niesino fora da profissào, fic~ucd'isso convencido pela leitura da obra do Dr. Burgess. Algiins artigos dc jornaes inglczcs clc n~edicina,que í'dlarn ein dcsabono do clima da Madeira, tomam corno fi~ilclnrnentoas obras do Dr. Maçon c do Dr. Burgess, e a cllas sc refereni; o Dr. Burgess funda-se ria obra do Dr. llasoil e n ella igualmente sc refere; de tal iiiodo cluc tudo cltrc ri'rstes i111i mos ieinps se tem cscripto ciii clcscrcdito d'acluellc clirna, se rediiz ao que ~ e n ria obro c10 Dr. R'Iasoii, mais ou menos anii pliado, csagerado oii altc~iaclo.O rliic fica dito e citado da dita obra IHJe os leitores ciii cii~cuinstaiicias clc pocler avaliar. as opiniões do auilior ii'cs~aparte, e os setis f~iixlarnentos,e de ver quilo desfigii~*adas sido tem as siias icléas. ICnti-cianto coirio a opini8o do Dr. Goiirlay sobre a frec~ucnciada iisica pulmonar rios 11abi.tantes da Rladcira, tein sido citada pelo Dr. RIasoil, pclo Dr. Birrgcss, c por oiitros para provar a pouca utilidade do clirna nos doenics cluc ali vão clc fóra; corrio a pasçagern da obra do Dr. Goiirlay a clire ellcs se refereni, prova exacttiiiicnte o contrario, isto é, que o clima do PiinchaI é tnuito pro~citosoaos cstrangeiros que ali vào buscar rcliigio i1'csia iiiolcstia, aqiii a traiiçcrc\lerc~iios-Obse~.vrrtiozs o11 tlrr no.~ c u r lllis~ory,~ C C , h!/ Ij/j//i(l??t G o z L ~ ' / ~ ( / . :

Lontloolz. 18 1 1. P Q ~ , ,A PIadeii-a pela iii-iiformidade de tcn~pei.:+iu~.a 00. ((e purcza da atmosplicra, tem sido por iiliiito tcinpo, e aincla contiriíia «a ser urii abrigo favorito para os tisicos do Norte da Europa. Ali as infelizes victimas d 'esta formidavel molcstia escapain ao inverno do seu ((clima, c adquirem a suspensào do soflrimento, cuja si~s~)ençào locatal ((lidadc é propria para produzir. Comt~idoainda c~uctão altaii~cnteLeunefico seja o clinia ri'esta molestia com os naturacs dos outros paizes, ((não se deve encubrir que niio lia niolestia que ali ataque ninis os Ita~(bitantes que esta, clr.» (Vitlè png. 129.) do Os qrie se servciii da opiniáo do Dr. Gourlíiy para provar que o clinia da Madeira riao póde scr util no tratamento clos doelitcs quc ali vão atacados clc tisica pulinonar, supprinicni a priiiieira parte do paragrapbo, c apresentam a ultima, d'onde conclueiri que o pniz cin que a tisica ataca tanto os naturacs, nào póde scr boni para os estrangeiros acomrnettidos da mesma molestia. Já riinos ein outro lugar até que ponto a opiniào eniittida pelo Dr. Go~irlaysobr-e a frcqiiencia da tisica piilinonar na Illia da Madcira é hem fundada. Ern urna breve analyse da obra do Dr. Burgcss, inserida em iiiii joi>nal ir1titulado -The British nntlfireign Mecltcnl nnrl silt?.gical Bcuiew . N." 19. .lulho 1 852. png.-246. -O redactor, clepois dc ter dado o devido a p r e p á opiiiigo do Dr. Burgess sobre os cliinns da Italia, onde rcsidiii algum tempo, continha. «Nós pensânios que o author, coiuo outros escili uptores que t c c ~ ruma desfavo~*avel ~ idéa da influencia dos climas tios ((doentes aíliectados de tisica pulmonar, olha, inuiio csclusivamcnte, para ((as condiqõcs meteorologicas, c lito d6 a devida iii~porrancia aos cfleitos ((da rriudança do paiz, dos linbitos de vida, e 5 influeiicia moral que se ((produz pela livre cxposit$io a um ceo claro, e nos brilliantcs raios do ((sol, no espirito de individuos cjrie tinliain previailiente soffrido a deprcs((si0 de animo produzida por um encerramento monotono e quasi setii ((csperanqa. Ainda cjiie a m~iclan~a clima para uin doente ciii qrie a do ~ ~ i s i jfia se acha bein dcscnvolvida possa aproveiinr poiico, cointudo 116s c saliei~iospor conliecinicntos pessoacs que niiiitos doentcs podciji, nào só((mente viver, mas até gosar da vida eni localidades hcin escolhidas da ((Italia, c na Illia da Madeira; doentes clue nào poderiliin supportar a cs((posiqiio aos nossos rigorosos invernos c frias primaveras, c c~iieveria111 uaggravar rapidailicntc a inolcstin prlo clesgosto da protrahicln siijciqão a tiiiii\ iltiiiosplicra arlilicial. »
(1

0)lulíio dos dobiiLi?s a doe hhbttautori -Codcorreiieiu
Seu resultudò geral

-

dou doeuicrr-

Remedlos.

Depois de termos visto qual é a opinião dos niedicos residentes na Ilha e dos medicos dos outras paizes, que para ali mandam doentes, devemos tambem atteiider o ponderar a opinião dos proprios doentes, c das pessoas estranlias á profidào que os viram e acompanharam durante as diffcrentes pliases da sua molestia; porque ainda que os homens da artc sejam os inais competentcs juizes d'esta causa, o seu testemrinlio ganha mais forca. sendo acompanhado pela confirrnacào dos doentes e das pessoas inais prosinias e interessadas na sua vida e alheias da profissão. Esta opíniiio manifesta-se não só pelas suas expressões, e pela sua niaior concorrencia, rnas sobretudo porque rriiiitos repetem as suas jlisitas 6 Ilha invernos successivos; e exemplos ha d'esta $epetic$ào tres, quatro, dez c mais annm. Outros tem ficado ali muitos annos som sahir para outra parte; alguns ali se teom estabelecido. H a docntes que tem hido á Ilha da Madeira só por informações e conselho de outros doentes que os decidiram corn o seii exemplo. Eni Inglaterra tem-se já estabelecido uma certa regularidade eni carreiras de navios que transportam os doeiitcs em Outubro e Novembro para a Illia da Madeira, em numero de vinte a trinta cada viagem. Se o cliina da Madeira não offerecesse decidida vantagem, para os doentes, não é possivel que tal concorrencia continuasse por tanto tempo, e que os mesmos doentes voltassem ali tantas vez&(; e isto tanto mais quanto u Madeira, não oflerecendo os entertenimentos e distraccões da Italia e de outros paizes da Europa, teerri ainda o iiicoiiimodo da viagem do mar, e dc uma despem quc nao é rricnor. A quantidade de guias, instruccões para viajantes e doeiites que vão ii Illia da Madeira, e outros livros que com diversos titulos para este fim sc tern publicado, provam qual é o numero de consurnidorcs que este gcnero de pul~licacõeshoje encontra. A opinigo d'estas puhlicagões a respeito da utilidade da clima na tisica pulinonar, é ein geral favorarel, como era dc esperar; mas contém-se em limites muito prudentes c moderados, parecendo lòriiiulada por rnãos iiiçtruidas. Algumas d'estas publicayões, assim r70ino muitas

das gravuras, Iitliogra~~liias, albuns, etc. que tem apparccido sobre a Illia da Madeira, são feitos por doentes ou por pessoas ciiic acoinpanhar)am os doentes, e que totnam esse trabalho conio distracção e ds vezes como reconhecimento do bcm que ali acharam. N'este genero tambein a Madeira t! uin dos paizes que tem dado lugar em pouco tempo a maior numero de publicagiies. Ein quanto ás tradic~õespopulares da Ilha, e inforinaqões do coiiimum dos habitantes do Punchal, nimiamente exageradas, ctlas não podern ser recclidas sein um muito cauteloso desconto, ninda que seinpre vcnliatn acompai-rhadas de factos e excmplos salieiites, c capazes de fazai. forte in~prcssãio. As pcssoas mais illustradas e sensatas do paiz, expriwem-se como os faciiltativos, e caiifirmam as suas deposi~ões. Mas ainda que a opiniao dps medicos do paiz, a dos inedicos de Iora, que para ali mandam os seus doentes, a dos mesmos &entes, c a suq concorrencia sejam argumentos fortes em favor da utilidade do clirila do Funclial, no tratamento das molestias pulmonares chronicas, é comtudo certo que espicitos mais exactos e severos desejariam ainda outro genero de proyas mais convincentes e sobretudo quereriam que as proposições estabelecidas, fossem hseadas sohre um lioin numero de factos patentes, claros e bein rlescriptos; tanibcin com justiça exigiriam uina coinparacgo analytica cl'esses mesmos factos com outros siinilharites das demais localidades racommendadas para o tratamento d'esta inolestia. Porém ua impossibilicladc de obter esses fortes ineios de eonvicç80, de que sentirnos a iniportaneia, r e ~ o r r ~ m o s dquelles que podiainos obter, e cliie devem ter bastante valor. E este valor ainda augiilentará, c a convicç4o serd mais firme, quando se souber qual E! o numero de faotos sobre que assenta a opinião dos inedicos, tanto do paiz como de fóra d'ello, qual é a mncorrencia e moviincnto dos doentes que ali affluetn, qual o rcs~liadogeral que ali se obtem, cluaes são os remedios que ali se omprcgain, e que inffiiiencia elles padern ter n'esse Inesnio resultado gcrn!. Todas estas infarmagões ajiidarso a esclarecer a qiiestão, a forinar uma opinião mais segura do abjecto, e darão noticias talvez ciiriosns c utcis sobre este ponto que tanto nos interessa. Esta especie de estatistica que vamos aprcscntar, trabalho difrioil, ingrato, e por fim incamplcto, foi colliida das nlelliores fontes, e assim rncsmo c! possivel que ella não dê senão resultados prosimos da verdade. Da molestia de alguns doentes clstrangeiros tivemos historias resinnidas, dc outros souhemos só os resiiltndos; de quasi todos os por?tilguezes tivemos liistorias mais ou mcnos circumstanciadas: uina boa parto d'elles tiphamos nos visto ctn Portugn\ untes da sua liida para a Madcira, c os

quc IOraiii no aiitio c10 1832. cliiasi irttlos ac111i oti I,, rios cc~ii~ul~ur-aiii. Entretanto mesmo a respeito d'aqiiclies docntcs clc r p c ~)oderiarnos dar rlcrcr attender 6s uma historia estensa e talvez intercqsai-ite, j i ~ l ~ í n i o s eonsideraqGes j5 meilcioriadas, c sú dizemos o que rios pareceu, c~ucdiscretamente se poderia p~illicar. O numero de cstrangeii.os cliie visitniii a I111a da Madeira, c í~iic ali se demoram por rno~ivode saúde c paia gosar o berielicio do clirria, tem sido grande, s o l r c ~ u d ori'cstes ulti~riosanilos. Este iiiiriiero 6 calculado em geral no Isuiiclial dc trezentos a cluatrocentos que ali 720 clii cada aniio, 5 assiiii se fê eni alguriias oLi~as;ri& rcr)iitii~~iosesse calculo exagerado. E certo que desde 183 í par;' c6 o 1iuniei.o do doeiite~cluc vào á Ilha da fiIrideira teni crescido milito, c qiie nos annos em cliie ultimamente a Italia soll'reu pcrturlagóes politic,as, esse riuiiiero airida augmentou; poréili os docunientos que podemos o l ~ t e rrios levararn a acreditar qtie csse numero dcve ser. menor, c pouco excederá a duzentos. O inaior numero d e doentes que viio á Madeira sào i~iglczes, com muita differenca das outras nacões; depois segue~ri-seos americanos, alcrnàes, russos, francezes; e d e outras nasces, um ou outro. Dos portugiiezes póde dizer-se que só n'estes ultirnos annos coniecararn a Iiir ali alguns por motivo de saúde, e no ultirno anno já o scu nuniero foi ~lotavel.Tariibc!ii teeili ali liido alguns brazilciros, cujo numero nào é Sacil calcular exactamente, porque no paiz as confundem com os porttiguezes; mas por documentos officiaes venios que é pequeno. Nào sendo polisivel calcular o numero de todos os doentes qiie tceni hido ali por motivo de molestia, li~iiitánioso nosso cal(-ulo aos uliinios cinco anrios. O numero de inglezes que foi-ani ao Furicl~alii'cstes iiltiirios ciiico annos e ali pren~aiiecerani, a niaior parte por rriotivo de niolestia, é de miI seiscentos e urn, distribuidos pelos ditos cinco annos do seguinte modo: Em i $ 4 8 foraiii trezentos e dezeseis, E m 1849 fora111 trezentos quarenta e oito. Eln 1850 foram duzeiitos cincoerita e sete. Ein 185 1 foram trezentos c sessenta. Ecn 1 H 5 '3 foram trezentos e vinte. Aitida que quasi todos forani ali por niotito de riiolcstia, isto é, 5ein motivo commercial, ou outro; coniiudo n'este ~iuiilero iricluem-se pessoas de familia ou amigos que acorii~~anbararxi doentes; e posto que alguris os d'estes vào sós e recommendados a farnilias ali residentes, ou coni direccão a certas casas e hospedarias, outros ha que levam comsigo unia ou mais pessoas d e familia, que não d e ~ e i n contadas como doentes: de ser inodo que por um calculo aproiiimado, mas que nos parece ri50 longe da ~ e r d a d e ,pençâmos que o iiurnero de doentes inglezes qiie ali se vão tratar niio excederi inuito iiietade do nuniero aciriu iiiencionado. E ainda

é prcciso dizcí. que lia seinlire urn ccrio i~uii-ierode doentes que voltairi á Illis iini ou niais aiiilos siiccessi\ros oii iiiierpolados, e cluc i'g11ram coiuo clocriics novos, augiilcniaiido assiia erradariicnte o iiuincro 10~ a lTarriberil clcsconfiâmos cjiic alguas I ~ a b i i a n ~ c s . tcndo eiii visia o crediio do cliina e as siias consec~iiencias,não sc calicnin c111 fazer cslas clistiiiccões e exagcram a eoiicorrencia, que inesino 110s lii-niteç da rerdaclc nao é peclucna. D'esbe ilumcro de doeiltcç uina graiide pãrlc niclhor;~innotaveliiicri tc, scni dúvida alguma ; liias convem fazer sobre este poiilo alguirias refiesões iinportailtcs c esseilciacs: scniindo nGs não as pocIci. acoinpanhar com as devidas proporcões. Um certo iiurncro de doeiiics iliaildados dc Inglaterra, cluc se curain no Funclial, ou ali acliain grandc ineIliora, não v80 anèctados de tisica pulllloiiar no sci~tidostricto cin cpc nós eiltciideinos esta cspressiio; isto é, tisica puirnoilar t~~l~crculosa. Lcram affeccõcs de orgãos resliiratorios mais ou menos grnyes, inas tililito mais curavcis c menos Eataes: laringites, broncliiics, pulnionitcs c pletir i lcs cbroiiicas, derramailwntos pleuriticos, resul taclo de ylcuriies agiidas, liciiiopiises, etc.: molestias perigosas, n que provri~~cli~~eiitc siicciiiiibiriaal e111 Inglaterra, qiie iio Fuiiclial acliain granrle melhora, iilas íliie cle facto 1150 sào tisica pulinonar tuLerculosa, aitiíla ~ L I Ciiluilas vczes concorrnili para o seu dcscn~olvimcnto, Uiiia outra partc dos ditos cloen~csmaridatlos para ali de Iiiglaterra, c estc nuiiiero hoje é o iiiaior, são iiidividrios em rluc se rcccia a tisica pulinoi~ar ou por preccdcii~cs de falililia, ou por coníigurayão e saíidc dclicadl, oii por clualqucr oiilro inotivo; c ajlcnas apparecc rilguma iossc inais teimosa, ou cailsaco, criimagrcci~iicilto,Iici~ioptisc,etc. siio iil~iiiccliataiiieiiilcpara ali iiiaiidados; c lia ~ c r d a d c tiram cl'isso grandc proveito. Posto cloc c111 muitos d'csies indivirluos sc,ja cltiasi certo que ri aíl'cc~àocr-a dc na turcza ti~bcreulosa,c c~uc ficaildo doranlc: o inverno eiri Inglnicrra, provavel~ileillcleriain visto aggravar os seus soifrimcnios c declarar-sc a Lisica. puliiioiiar com ioclos cis si:us syinplonias, ciitrc~aiiio eiii alguiis i ~ i oI i n ~ i airiolivo baslanlc para affiriiiar com ccricza cpio ellcs esia~~nili arfcctaclos d'esla inolcstia. Ein uiii ou oulro cl'cslcs casos, n graviclaclc da inolcstia c a siia ilaturcza tuberc~ilosn,póclc ser ol~~jecto íle clúvicln c coiitestacão; mas para os l~oinciisda profissão, acostiininclos a .Lratai3cl'eslcs casos, C certo c[uc a ~ i ~ a i paiatedos cloenlcs nas ciror c~~mstaiicias iiicncionndas, que iio Fuilclial se clã0 bcin, ein Jiiglalcrra seria111 t isicos confi rrnaclos eiii poucos 113 ezcs. Esta ~ a ~ i da muclancci tagem dc lriglalerra para a Madeira, cluraiilc o inveriio, ein lacs cstados csiii Iioic estal~rlcc~ida "r11 grniidr niii11ci.n t l r factos. 110181

lr'iiialiiieri~e,a terceira pai3te dos dito.; doentes sào iriaiiditdos para

ali de Inglateri-a coin syiiiptoliias e sígiiacs inuito claros de tisica pulinonar lios scus clifferei~ies pcriodos. Porém, inuilo pclo coii~lriiriodo cluc

antigamente acoiltccia, estes doenies vào ag0i.a no priineiro periodo da
molestia, ou no segiindo, mas ainda c o ~ nforças, e iliui poucos no tcrceiro perioclo; e por isso o reçultaclo é muito inais favoravel, c a iiiolestia bastantes vezes suspende a sua ~narcliapor rnnis oii ~iicilosicriipo; algumas Jrezes pareceiida clue se obtem uma cura dofiniliva. Os cluc vão no periodo iziais adiantado cla niolestia succurnbem, iiiais ccclo ou mais tarde; porém ci1tr.e estes iiiesinos alwuns lia quc adquirein uina iiiellioi~~i a. lisoiigeira, e uina prolongacão de vida que não era tlc cslieraib, c que de certo 1120 alean~arianiiicaiido e1-i-i Ing-laterra. O numero de inglezcs sepul~ados ceniileri o proprio dos inglezes no 1160 residentes, porqric os residentes icem oulro, foi nos cinco aiiiios dc que trai3nios sesseilia e sete, distribuiclos pelo seguiillc riiodo. Erri 1848 sepultara tu-se dezeseie. E i ~ i 84 9 onzc. 3C1-n 18 50 c~uinze.E111 185 1 onzc. 1 Em 1852 treze. Estas mortes forani qriasi loclas devidas a tisica puliiionar. Atleildeiido tí Satalicladc d'csta moleslia c ao 1-iuiner.o de clociiles q ~ i c ~ ' ã ocl'clla an'ectados, e incsmo á gravidade das oulras inolcslias ali pullriona res chronicas, esperavamos cluc a mortalidaele fossc ii~aior.Niiiguerii imagine clue per~etideiriospor isso inculcar cluc os outros que não lnorrerarri rio Funchal c vol~araiiipara a siia palria forain curi~clos;sabemos inuito bem que alguns só foram mellioraclos, e de oiilros leinos a ccr teza que inorrerain depois eni Iiigla terra ; porém suppunl-iainos, antes íl'este estudo, clue a iiiorialidadc no Funchal il'estes doeiiles fossc inaiu eonsideravel; e assiin foi cloranle muitos anilos, ein cluanto as instanciiis dos mcdicos da Illia e dos rnedicos ein Iilglaterra 1160 Sornni clcviciamente atiericliílas, e os cloeiites se não rcsolvcrain a procLtrar mais cedo o ciiiila lenefico. Mas, assiril conio sabeinos cl'csscs casos desgraçados erii dpocas iiiais ou nieiios reinotas, clcpois da saliidn do hi'unclial c ainda no Funchal, inliibein ictiios nolicia ctc iiiuitos cloeillcs clue aind:i :ic~iialinenteestão gosaiido do Irenelicio q t ~ cali enroi-itrarain, e algiins tios Coram n~ostr~aclos, lia~leilcloclicgido cin iniiilo rn6o eslado, liojo c[uc palQecenisãos, tendo j6 voltado ao Punrhal algiins invernos, oii aclianclose ali estabelecidos. O niimero de doentes que forain clos ICstados-Unidos ao Punclial durailtc os dilos cinco annos, para se tratar, foi lriiita e uin; clos cluaes morreram ali dois, uin ein 1850, e outro erii 1 552. Alguns forarri ali mais de u m inverno. De todos os cloeilics clue vào ao Piinclial cilcnios t ~ u e o arnei*icanos do Norte çio os cliie vão ein mcllior cstntlo, c qiie i i s

rani i.riellior proveito; os que estão em periodo iixiis adiaiitado de molestia não sc alrcveui a ealprelicnder a viagem. O iiuincro dc allcmiies clue forain ao Fiincl~al para beiieficio d a sii;~ saúde nos einco aiii-ios clue escollieinos para csia estalistica coinparaliva, foi trinta e ~111,distribuidos pelo seguinte modo: ein 1 8 4 s forain dois, uin dos cliiaes sahiu coin grande melhora, 1i1as coiisla que depois fallecêra. Ern 1 8 4 9 h r a i n seis, que acharam ali graiicle alívio. Coiil estes doentes fosain trcs medicos, cjuc os acompanharaiii, e a16111 d'isso u m do5 seis cloeiiles era mcdico; este ilcaiicou progressivas iiicllioras, coiitinuando a llir i Ilha cla fitadeira c~untroaniios succcssivos, c Iioje se r c p u ~ aboiu, c assim parece estar. Un-i d'cstes doentes cjrie foram n'csse anno á Illia da Madeira alcancou ali granclcs inelhorns; tendo peorado, foi pasiar o irircri~ode 185 1 para 1852 no Egypto, c falleccri no fiin do anno de 1852. E111 1 8 50 foram ali dczeseis doentcs allcinãcs, sendo d'esscs uin de clue jfifallámos c cjue tinha liido no aiiuo aiitecccleiiie. Dos qriiiizc, inorrcii iiin na Jllia, A os oiitros saliirain em ~iielliorestado do qiic Sorain; alguns niuito bem. Estiveram ali n'cstc auno tres riicdicos allemães, uin quc j.7 tinha liido iio anno antecedeii~r:, oiitro cliic ião foi clociitc, irias quc acompnliava sua irmã. Enire estes doeiitcs dados como alle~iiães figura iim professor de boiaiiica de Zuricli, cuja verdadeira naturalidade ignorâinos. Em 185 1 foram ali nove doentcs allciiiães, cjuatro dos quaes tinliain liido no aniio ailtecedeiitc; n'esies qualro as inelhoras continuarain. Dos cinco que foram pcla prinieira vez ii-iclhoraram rluntro. e Talleceu iiin. Porain ali ii'esse anno dois inedicos allciiiães, um que jií tinlia liido nos aiiiios antecedentes, c~i,janiclliora coiilinua~a,c oiitro de novo acoiiipanhando scil iriniio dociite. No anno dc 1S5 2 foraiu ali sete doeiitcs allemães, cjualro dos quacs tinha111 hido no anno aritcccdcnte; nio inorrcu ali ncnliuin rilesf;eailao. Os quatro que já tin1iai.n liido i10 arino alitcccdeiitc esiavain notaveliilciiie bein. Dos tres 110~0s tiiilia consideilm ravel melhora, dois 1150 tiriliaili melliora sensi~el.Foram 11'csse anno ali ires iiieclicos alle~nãcç:uni doeiite, um por visitar :i Illia, e o terceiro cluc jri tirilia liido 111) ai1110 aiitecedentc por acoiripanliar seu irmão. O iiiimcro clc russos que forain ao Funclial para se tratar lios mcsmos cinco annos foi sete, dos (Itiaes dois 1110rrera111 lia Madeira; de uiii nùo lia registo iio livro do cciiii~crio,porque foi embalsamado e trans11ortaclo 1)wa Petersburgo. Dos outros cilico doentes sabenios cjue dois falleccrain dcpois cla saliida da Jllia. i i r i i dos c[uacs tinha ali adquirido coiisiderareis iiiellioras. O niimcro de cloeates yiie de Fraiip teu1 liido á Ilha cla Madeira para SP Iratar lei11 sido intiito pcrjiierin. Ariicr; de 1 Ii '8 roi1ta1i.i-sc duas i
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~xssoasdd'~su:i 11qà0, ili~iiioi~otaycisliela sua l~o!~icào soci:il e cju:ilicladcs dc esl~irito,c qrie adquii.iraii~mclhoral; coilsidcravcis. Uina d'cllas deiilcirou-se clois annos c saliiu julgaiitlo-se pcrfeitaineiztc curada, a S L I ~ nolestia era uma laringite cliroilica. E ~ i anibas, as 11-:elliorasaiiida sc coni scrvaiil. De 18 4 S ai< 185 2 tcrii ali biclo só cjiialro cloclites d'cssa nacão, clois dos c[ilacs olitivcrani grande inelliora, outro CIUC ~ e i o c0111 ui.iia larjngitc clironica c aplioliia, esteve ali 56 ([ualro iiiezes, C saliiu iio iiiesnio cstaclo. O clua~ finaliiicnic, que ali cliegou e111 pcssi~iioes tndo, tnaii10 dado pelo pr~ofessorAnelrol, alcaiir,oii iirna inclliora iiiuito iiotavcl, c 113receu íliie uma citycriia que tinlia rio ptil~n.llaose cicatrizara. Voltoii a Franca iio verlio, coiltra o conscllio c 0 seu riledico; instado 16 1x10 pro1 fassor Aildi*al foi 110 inverno seguii~lc outra vez ti Jladcira aiiicla ciii boiri estado, podeildo saliir a ca.írallo, e fjzcndo passeios e csercicios iriaiorcs do c p e clevin, e que lhe erilin proliibiclos. No dia iriiiiicclialo a iliila d'essns irnliriidentcs escursõcs ao Moiile iiiorreLi siibitaiiiciilc clc uiiia Iiciriorrawia ptiliiio~iar, e a autopsia mostrou o sangue dcrrainatlo 110s broiib c11ios, e uma r u p tura nas paredes cle uma caveriia luberculosa . Dc Italia, coii10 é de suppor, iião vão ali senão niiii poucos clocliics, c ii'csles ultimos cinco alinos contam-se só dois, uin erii 1 8 i 9 , qtic liroii gitaiiclc proveito da sua liicla ali, sallindo em iiiuito ljoril cstaclo, mas de cl~~eii-r diz c ~ u eíillccera ultimaineiitc; o seguiiclo deiriorou-se po1ico se Leinpci rio Fiiiiclial c saliiu pouco iriellior. Dc outros paizcs aiiida ~ciii ali Ilido u i ~ ioii oiilro doeiilc. I-ia trcs nriiios I'alleccu iio Fuiiclial i i i t i piiicipc cle Hollaiidri qiic foi etn inuito mcío csiaclo, c que P O U C O U ~ ~ ~ I S tili vivcii dcpois cla sua cliegadn. Aos clociltes dc iodos os paizcs c~ixcali 1)rocuraraiii rciiiedio se \)o(Iciii appIicar as corisider~icõcs c[uc fizemos a respeito dos dociitcs qiic vào tle Ii.iglalcrra. E pela rclacão que ncabâinos d c fiizcr elos cloeiitcs cstilangciros cjuc ali foram nos ulliiiios cinco aniios, niiiito l~cirisc vciq;í 411e se liouvessem de lodos csles factos liistorias cii~ciirnsiaiiciadas ciji cl~icenlrassein os signaes Bsicos obtidos por um csaiiic feito á cii~r:idaiin Tllia, e coniparaclo com outro igual f e i ~ o saliicla, de rriodo cluc sc pona tlcssc ver claratnente a difGercrip elos dois estados, e se podcssc aincln liaver informa~iiosobre u contiil~ia~ào vida do cloentc, 1-115s cri ai nos da $já materiacs muilo iinportdnles para forniar urii juiso seguro sobre n ulilicladc c10 clima do Funclial iio iratamcnto das molcstias do apparcllio rcspiratorio. Ainda resta1 a fazcr a coinparaqão coiii os oulros cliiiias tainhem rccommenclnclos para cssas moleslias, applicaiitlo-llic o iricsiiio processo; poréiri acontece clue os irakial lios d'esse gcncro qiic í'al laiii iio Fitncliítl. não rst;io iiiais acli:iniadns lios otitisos ~)nizes.

13a.ssaii(lo a esaliiiriar o que tciii siicibctliclo coiii os clociitcs c~iicali tcciii Iiiclo clc Poi.tugtl, nós proc~ir.lirnoç colligir totlos os casos de cluc pocléli-ios aliler esclarecime~ztos,clua~clucrqiie fosse a siia data, e canse griiiiios rcuiiir o ilurnero ele cincociita e u m , cm c~uc1150 entraraili dc certo ~ o d o s cjric ali iein liido, liias 1150 llie faltarão iniii~os,sobretuclo os (10s casos falacs. Eiitre esles docnlcs ciiuiiicrá~nosalguns cl11e não são porLuguczes, inns cluc lialiiaram ou se trataralu. primeiro c111 Por iugal, e c p e fora111 d'aclui iilairclnclos para a Ilha da i7Iacleii.a. De quasi todos sabeirios a liis~oria,xiiais ou tileiios circumstaiiciada, e cle alguns, coino ,i clissemos, iinliaiiios conlicciineiiio pelos ter exariiiilaclo c aconselliado. jí N'cste ~iuiilcroclc cit-icoelita e uiii figuram dois ( [ L I ~ riao s6 ilào tinham tisica puliiioi~ar inas clue segrilido nosso pciisa r nao iialiam padccii1ien, 10s pulii7oiinrcs. Os riuarelita e nove rristniircs serào cliviclidos em quatro classes. 1." Doeiites com iiiolcstias cliroilicas de vias rcspirlaLorias cin clue 1150 liaviam tuberculos púltiionases, ou em que era muito du17icloso c~uc os 1iou~-csscm,e nos quaes cloentes corntuclo se receava a passagein da iiioles~iapara a tisica puliiionar, tiansmissào que talvez teria tido lugar se não tivesscili recorrido ao cliina do Funclial: doze. Um foi com i3roi1clio-~~ulrnoi-iite clironica, snliiii boiii, c assim se conserm. Tres forairi coin br011cliileç ~lrronicas.Dois rl'esles saliiraiii bons e assiin se c o n ~ c r ~ ~ a oi ilerceiro saliiu no iiieslilo estado cri1 que entrou. i , Em uin dos dois curados liavia prcdisposi$o licreclilaria pam n tisica pulinonar. No outro n melliora foi logo muito gralidc, o doente casou ali; voltou para Portugal c ainda lia pouco ieilipo vivia sem incomiiloda o sei-isi~el. Uni, iiiililar, foi coin IJsoilclzi~echsonica, hcri~op~isc, lories susc peitas dc tisica pulinonar, melliorou Iogo, eiii pouco mais de dois inczcs parecia estar 110m; \roltou para P o ~ t u g a l muito niais cedo do que deveria, aincla lia pouco tcinpo se conservava bcin. Tres í'oram coiu broncliitcs clillonicas c lieinoptises, e todos tres á saliida pareciam bons. De iirn d'estes ouvi que tinlia depois aqui coiuccacto a selitis rcpeti~ãodos incoinmoclos priinitivos, mas qiie o iiial ilão tinlia progredido. Ho,je parece bom. Dois foraili corn hemoptiscs e rories ~eceiosde tisica l~iilmonarinsipicn~c,e saliirain perÇeiciiamente hons; um assiin se conserva niiida; do outro não sabcmoc;. Um foi com asllirna ~ e b c l d e ,pareceu melhorar muito ao priilcipio, depois o efiilo rlo clima jií tião era iiprecia~cl.

Uiii foi corii iuri der~aii~;\iiieiitremi1 lado cle pleuri~eagiirla, c iscO ccios de tisica puliilonar, teve melhora muito grondc desapparccenclo todos os syinptomas e signaes que diziam respeito ao padecimento do peito. Palleceu depois ele rneningo-cephalite tul~erculosa, verificada pela auto~ ~ s i No vcrtice dos dois pulmõcs havia111 alguns tul~erculos,o derrai~ian. iriciito estava conil)lctainentc absorvido. 2.'' Doentes cbegaclos ali rio priinciro periodo da tisica pulinonar: sete. Uiii foi co111 syaiptoinas e signacs tlc tisica puliiionar insipicntc, prcdisposicUo cle fatnilia, niclliorou coi~siclera~~elinci~tc, se conserva e assim lia seis aniios. Urn foi com syiilploinns c sigiiaes de tisica piiliiioriar iiisipieiite c aneilrisma acljvo do coraciio, predisposiqão de fainilia para a prirneira molestia, iiielhoroii c o n s i d c r a v c l ~ i ~ ~ ~assiii-i sc coiiscrva Iin cinco ane ~tc, nos. Estes dois casos de que coniieceinos I~cnia Iiisloria s5o niuilo cin hvor do cliiria do Fuiiclial. Tres iilellioraram muito, um d'cllcs coliscrvava essa mclliora nii~dã lia pouco tempo, dos outros dois não tcriios iioticias. Um tevc syinptoinas c sigriaes de luberciilos pulmoiiarcs iiisipicntcs, melliorou coiisidera~rclineiiteno ar do carnpo dos arredores clc Lisboa; foi acoiiselliado para liir ao Funclial passar o in\~eriio, irias ]lia em iriuito boiil eslii~lo.Ali coil tiniioii a passar bem e a iiui.rir; coastipouç c depois, sobreveio-llie tosse, ardor no peito c gargaiila, e assini cstcve inais ou menos incominodaclo por espaço cle um mez; torilou a melhorar saliiii do Fiinclial parecendo bom e nutrido. 0 s signacs fisicos de iinpermeabilidade xio vei,lice do pulilião direito, quc existiam no principio, desappareecraiii. Uiiin gaslrilc rhronica qiie este cloenle soíY'ria não tcve ali mclliora. Eiri uui iôrtiiii desappai.eceiiclo os syriipLor1ia.s ([uc diziairi rcferencis ao peito, apcsar dos precedentes dç fainilin, inas continuava uina gastrite clironica com plienomerios basraiite irregulares; assiiil irieslilo o doente tiiilia ganho oito rirraieis e iiieio eiri pcso. 3." Doenles cIue forain ctc Portugal no scgiindo pcriodo de tisica 1~uIi1ionarpara se eratar no Punchal : viii~cc dois. D'eslcs viiitc e ílois, f'allccerani treze, c vivein novc. Dois d'cstes nove mellioraraiii iiiiiilo na IIli:i, c sul)po~nos riverti, que iiias não ieiiios d 'clles ul t imninciiic noticia. 13111 oiilro lia inelhora coiisideravcl, tem riu[riclo, lciii adquiritlo forcas, ngo caiisa, Leili augmeiiiado o seu l)cso, c parecc bem; os signaes fisicos indic~íii~i cstnrlo muito i n ~ l h o rclo l~iilinão. tiin

E111 outro a iiielhora foi iiiuito graiicle, iiias j6 por cliios vezes leiir rccahido, e ultiinatiieiite leve iiina liemoptisc íòrlc, clc que já i-iovarricntc sc acha ~~estal~eleciclo. Uln chegou 6 Ilha, deinoi-ou-se ali tres tnezes, peoroir. ~niiclo~i para outro clima, não sal.>eriioso resultado. Uin tem inellioraclo, iuas tem tido i~ecaliitlas por const.ipacõcs c falta de cautela, Um peorou na chegada á Illia, c hoje aclia-sc c:oiisidei-:ivclnicn~c riiclhor. Uni iiielliorou iiiiiiLo na Ilha, e saliiii pareccado boiii. Recaliiu com fortes hemoptises e oiilros máos sjiriptomas; voftoii B Illia, iiias lifio tirou tanta vailtagern, como tia primeira vez; saliiii para Italia. em iniiito máo estado, aconsellinclo por alUm saliiu de guns medicos, e por nós, alcancou na Ill-ia grande tnelhora, e ali vive vai para cinco aiinos. Estd bcni, com escellentc apparcncia, recuperou a voz que cliegoii a ter perdida durante inuiios inezes, aiiicla coriscrva alguma tosse, e enrocluece com facilidade; niio sc póde dizer completamente curado, mas extraordinariameiite melhor. Deve-se reputas iiin caso. inuito feliz; atteildenclo ao estado em que saliiu de Po~tugal.Esio doento é muito conlieciclo, e a sua nleliora tem [cito urna aolavcl irnpressiio. Dos lrezc SaUecidos, em algiins passaram-se [~lienonieiloscjuc increcern ser noiados. Uni melhorou niuiio lia Illia, poréiu depois da sua cliegacla a Portugal rccaliiii, a inolestia progrediu rapidainen te, c t.eriiiinou pela iiiorte, Uin chcgou á Ilha ern rnuito ináo estado c ali inclhorou inuito; c~~~anclo eslnIra inuito niellior c bem n u ~ r i d ocom grande adiiiira~$o dc todos que tiilliam observado o estado anterior em clric cliegoli, casou, contra o conscllio do seu facultativo. Então recahiu, a inolcs~ia pro$rediu rapiclainentc e morreu cm poucos rilezes. D'esle consorcio ficoti iiina lillia que morreu aos c~ilatroinezes coin tvbcrculos e abcessos tios [~ilrriões,c a viuva morreu iariibem n'este aniio clc tisica puliiloiiar. Uin que para ali foi ern xriuito n-iQo estriclo alcan~oiirnellioras, c:,sou, pouco lenipo depois aggravou-se a inoleslia c falleceu. Etn otilro doerite a inortc só veio depois cle sele annos, foi di&rcriles vczcs á Ilha, demorando-se ali inais ou merios teiripo, tirantla d'isso ás vezes inuito proveilo, c tcnclo graiicles espaces de tcnipa em clne passava bem, e em que sc critregara aos seiis negocios. Casou tendci já da inoiestia para cliic rinlin clisposi$io herrrlitnrin. UItiniaiiicnle succnin biu. E 1 uiii oianiíiest rii~:ii~-i-se 11 1iicl1.iorn.s iiiiii 10 notiiveis. logo clepois cri

clipgda 6 1llia; l,or$ili, o ~ ipcia iilarciia iinl~ir'altia i~lolcslia, o ~ ipor cfleito de causas nioraes, qiie actuararri forteiliciite e procliizirain uiiia cspecic de ilos~algia, aggravou-se rapidn e irreiilcclia\~elineatc o scu cstado, e Fallecei~quatro inezes clcpois ela sua chegada. I-lavia prctlisposi$20 de f~rnilia. Nos outros oito a inolestia foi-sc aggrarariclo cacla JJez mais, seili cpe o clima tiycssc çol~rcella influeucia algiiiiia saiidavel; passarairi ao terceiro pcriorlo e succiiiilLiraii-r ein mais oii inerios tciiipo dcpois da çiia clicgacla ao Fiinchal. 4 ." Doeiites que foraili ao Funclial maiidados de Port~igalpara sc iratar jA i10 ierceiro pcrioclo de tisica palinonar: oilo. D'estes inorreralil setc, e um tcm poclido proloiigar a sua csistcncia com inellioros niiiito precarias e du\riílosas, mas açsini incsmo extraorílinarias, a~teiideildoao cstado ein cluc ali chegou, e ao leinpo quc jri tcin decorrido. Ha prec1isl)osi~ãoherctlitaria. Srihiu lia poiico lc~npo elo Hunclial. Dos cl11e falleceratii, dois sobrcvivcra~iipo~icosclias clepois ela sua c1icgacla ao Fui~chol.Viinos aiiibos estcs clocilt;cs logo depois cla sua cliegacIa, e pareceram-110s ein tal estaclo cliic não deveria111 ter eniprcliendidn a viagem. Jlisseraiii-iioç qiie o estado dc um d'clles era aincla sourivel 6 saliida clc Portugal, inas cpe a viagem aggrlavara iiiuito o seu inal. Dois cs~;\rcr:iiii algiiris iiiezes lia Ilha sei-iil~c passaiiclo nial, voltaraiii a Portugal c Falleccram poucos clias clepois cla cltcgada. Uiii cr'esics doeil~cscoiilmc~tiagraiicles irregiila ridaclcs cle regiilien. Os outros tres falleceram depois ctc inais ou ri~eiiossoí'í'riiric~-i~os, sclri CILIW) cli~iinllies cléssc alívio algiiii~scrisivcl. Se o moclo por clue estes clndos csta~is~icos acliii lancaclos iião c! 1-50 o iiiais proprio para dar as fortes coiiviccões cloc sc clcscjniii ciiiariclo çc pcr~crideestabelecer uin poiito clc llicrapcu~ica ião iitil~or~:iilLc, servi r:í ao menos para mostrar qiial é ali a coiicorrrricin dos tlociiics, c cliial o resultado geral. Ij', de esperar que coiil o aiidUr do Leinpo os fiic~iliativos da Illin facain pul~licaqõesd'esscs casos por cllcs ol~servaclos,c~iio juiitos coili outros clos fricultativos cle dirtereiitcs paizcs, ~ L I C pari^ ali ciiviam os seus cloenlcs, c.onstiluirào Liina somina dc f'actos cluc satislliríí mellior a proíis~ão,e servirá de base ao juiso clcíiniiivo quc sc dcvc í'azcr da iitiliclaclc absoluta c coiiipaiativa clo clinia da RTadeira. Entretailto cliialqucr c111c seaja esse grio de ii~ilicladcque os cloeillrs aflèctados ele molestia do apparellio respiralorio acliaiii ali, pótlc-sc a f h niar coni scgiirariça, cluc cssn ulil itlaclc deve ser a~lribuiclaI,rii~ci l):ilineiile ; iiil.ltirnc*indo clima, c n5n a algiim Irni:inicliitn ali tisaclo, coiiio í

a algueiii poderia lembras. Não pcrtetidcriios dizer com isto que o tratameiito aconsclliado por facultativos tão 1ir6licos c cntcndidos n o coriliecimcnto de irioleslins pulnioiiarcs k iriulil: iiluito pclo contrario elle nos parece proprio para ajudar a i~iflucilcin do clima; mas o estuclo cjue fizcrnos d'csse traianicnto, e todas as iiiformagões que eoin tanta bonclade nos cleraiu aquclles illustrados colleg.as, nos fizeram ver cjuc ali 12 sc 10 vai além d'acluillo clue os incdicos iiistruiclos, c em dia com a sciencia, applicam nos outros paizcs, e que por conseguinte a diflercnca c10 resullado eleve ser attribuida principalinei~teao clima; podeiido cointudo acontecer que a influencia c10 cliina seja tal, quc chcgiic a fazer cluc os remcdios, mais bcm recebidos pela liatureza, tenham iiina accào mais cí'ficaz. Por outro lado vemos que a pr6tica cm que os meclicos insistem mais, e de que 7s doentes fazem mais uso, é a exposicão ao ar Iivrc c os passeios pclo ii-iaior espaco de teinpo possivel; pra bica que não é comtudo absoluia, c ao arbitrio do doelite, mas cpe é s ~ ~ j c i t a cerkas r e a gras c accoiriodacla ao estado particular de cada-um. NOS docntcs fracos e delicados, o local do passeio, a liora, a duraqilo, o modo de conduc~ão, o estado alinosplierico, tudo é attcndido e reg~llado. Os passeios rins inargciis do mar, c até incsmo ein barco, aproveitam cri1 algui-is cloenles, em quaiito cin outros são nocivos. A escollia de liabitacgo tambem é considerada conio ponto importante: a. exposiqào do Sul duraiite o inverno, de inodo quc o clua~-todo doente receba sol, é condiq?io essericial. A cspericncia tcin inostrado qiic alguiis doentes se dào bcin nas rnargcas c 0 iiinr, outros mais para o interior. As mudanças d e locali1 daclc ali mesino tceiii ás Tezes produzido grande beneficio, sem que ern alguns casos se possa dar cl'isso uma explica$io completainentc satisfntoria. Uin dos iriedicos acreditados da Illia julga ter tirado vanlrigeili da rcnora$io de uma p r 6 ~ i e aque já teve por pouco tcmpo a l g u ~ i i a voga, iilas C ~ L I Cfoi dcprcssa al~andonacla:a respiraqào dentro do curral clc raccas. Virnos uma cloeiite que tinlia cliegado ao segundo pcrioclo d c iisica pulinoilar bein caracicrisado, e clue fez uso d'essc nieio acoinpanliado clc outros: como, digitaIis, olco clc figado d e l~acalliiio,rcviilsivos, niiiclanqa de ar incsino clentro da Ilha; e acliava-sc na occasiUo da nossa visita cin um csiado a que a clocntc cliainava inelhor c10 que antes d c aclocccr, c a C~LIC ilós chamarcinos inuito satisfatorio. $ difficil dizer c111 cp~c TOporqiio a respiracio da almospliera assim coiiiposta entrou na inclliora rnui~onotavel cl'csta senhora. São precisos ~riuitosfaclos prtra poclcr restabelecer a i-eputaçiio d'esta prática, l~ri~icipal~nenie depois do csclncciinenlo cin que cahiu ; e senclo clla usada co~i,juriiainente c0111 DII lros in eios, aiiida o jiiiso é mais difricil; entretanto rsta sci~lioranos; afkii~inoii qiie
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clla sciitia uni graiide alívio na inlialac,.ùo d'acjiidle ar, cliie lhe desahgava logo n rcspiracao e diminuia a tosse. Ein CI~I~III-o meios pliarrnaceii~icos ali mais geralnicntc usados aos no tralaiilento da tisica pulmonar, elles sào o olco clc figado de bacalliiío, interna e esterilamente, o iodureto de potassio, o ioclurc~ocle ferro, a digitalis, os balsamicos, os rev~ilsivosein certos casos, os toilicos c lerri~ginososci-ii estado íle abatinicri~oe crn consti~iii~õcs frouxas, c toílo o mais lrataiuciilo usado para coi~~hatci* synipLoinas mais saliclitcs c os incominoclos, que a niolcsiia aprescnza nas Sx13S d i f k r c i ~ ~ c s i a s c s corn~l C plicacões; meios esics cluc são clc uso coinrnuril e111 todos os lxiizcs, c que se lcein lios livros da sciei~cia. U I ~ I incclicos de maior rcputacão na Illia, c qiic ellc rncsino dcrc dos muito ao seri clirna, tem applicacio com vantagem o chlorureto de sodio; já nas l-ienioptises na dóse de ineia o n p , que repetc ires horas depois, se a primeira é vainitacla, j6 na rnai*eha ordiiiaria cla moles~ia,na dbsc clc uina oitava pela manliU; e louva-sc cl'esla aplilicacão que tainhcm ]ião 6 nova, e que foi avaliada pouco favorrivclineiitc na obra ião estimada clc Mr. Louis. De tudo islo se póde inferir que sc lia hcncíicio para as molcstins p~~lrrionares liabiiacao da Illia, d devido muito cspccialincil~ca conna di~õcs que são psr~iculares ar, ao clima, ao paiz, C rriuito iiicilos aos ao inedicamclitos. 0 s doeiltes pnrcce q ~ z ctccni essa conriccão c 1)rcsciitirnento, pclo zêlo, c ás vczcs pcla ailcia com cpic pnssciarn, c sc cspc7erii ao ar livre, Lodas as vezes que o rcmpo 1110 pcriiiittc, c poucos dias lia ( ~ c~uc 1 isso não sc-jn possivel.

CAP lrl'ULO XV.
Coiiipni-n@o <Ia alliiin do a i i n c l i ~ i eonr uritrox tnnibcim r c c o n i ~ ~ ~ c r ~ ~ ~ n ~ ~ o f l l y n i n o trntniairnto tlci iiiolcntk~iw piilikiniinrca oliroiiieiici.

Com todas ;IS ~antagpnscliic cstc paiz aprcscntn, c cluc 116s ,li pondcriíinos 1150 só rclati~arnei~tc clima, inns ainda eiii reí'crcncin 6s siias ao oiltras coildi~õcsliygicnicas, não adinira quc clle tcnlia sido lirocurado pclos doentes ail'ectados de tisica c outras molcs~iaspuliiionarcs, a clucrn offcrece reunidos todos aquellcs quesitos que para taes niolcs~iassc dcscjam, e cjuc rnesmo n'esle respeiio cllc tciilia l~refercncinsobre os outros para isso ~ a m b e i naconselhados, principalinen-ic cin reln(:$o i rcgiilari-

di~rlcde ic~iilieralurac variayoes atmosphericas, c á siiavitlatle tlo inverrio, que corrcspondc ao horri verão Ac algiins climas do Nortc. A cotiil~ara$ío dos cliiiias do Norte, coni o cliin:i do Puiichal, niio lios parece dil'fici1: o contraste é tão inaiiifesto e saliente, cjue 1ião seria III-ecisogrande csforeo para o inarcar e111 varios eleineiltos clo clima, soJ~rctiidodurante o inverno; riias por isso mesmo cliic essa diff'ei~erigté lão cvideii~c ~ioloria, c torna-se superaliiuiidautc c clcsnecessario o deinonse ira-ta. E essa cornparaflo cnlre os clinias frios e de alla l a t i ~ ~ i d c , os ciiiiias suavcs e cle latitude iilais l ~ a i s a ,,i5 está feita clcscle ha rniiilo teiiipo pelos autliores, e eillelidicla pelo piiblico. A coniparricào dc que nós aqui tratlii-i~os, e clue dcsejâinos esiabclecer, é entre os climas d e l ~ i x al a ~ i ~ i i drccoiriinendados para vaIetiiclinarios e para doentes aree ctriclos de molcstias piiliiioiiares clironicas c o clima do J-unclial. Tarn],em iião é iioçso inlenio rilostrar a siipcrioridaclc absoluta d'eslc cliiiia so])se OS outros, e induzir os clocilies de tisica e nutras iiioleslias pulmoriarcç, a procurar cxcluci.iuaineritc a 1111% cla I\Iadeira; mas é siiii esaiiiinar cliiacs s20 as ~ r i n c i p a c scondicões ri~cteorologicas, lopogrnpliicas e Iiygienicas c~iicse diio i~'csses paizes, e ver se essas coiidicões igualmente se encoiitrain no Puncl~al se lia qualidridcs commui-is ciitre os paizes es ; das colhidos para o ~raiarricri~o molesiias puliuniiarcs; c se ria clivcrsidade clue podem aprcseii~ar,sc encontra vaii.tageiri eiil favor cle qualqiicr d'elles. Estililâliios que Iiyain cli~~ersos ctiinas ein íluc os docnles rill'ectados das sobrcdi~asiiiolestins possalu acliar alívio, c até acrcditirnos qiic alérri dos já conliccidos, aitida [~otlcniIiaver outros, por ein ~ ~ i i a l i tignorados o ou iiao csploraclos, em iguars ou inclliorcs circuriistaiicias para o dito fim. boili qoe teriliamos diversas localidades proprias liarri soccorrcr iarilos iudividuos an'cctados d'cslas inolcsti:is, e para que possam r~iuciar c ciicoiitrar I~O\TLS impressoes c cGitos c u i n ~ i ~ o E. sc as divcrsas phases s (Ia tisica c da oiiiras afSerçõcs pulinonarcs demandam diflei.entes localidades, se criti-e essas recoiiiinenciaclas lia iiiiias cluc coiivém iiiais do quc outras liaiaa c'eitlos eslaclos oii pcrioclos cla iiioleslia, para ccrLos tciiipcr;iinciitos e colist ituiqõcs, coiiio é p r o v a ~ c l ,~iicloo r p c podcriiios grarigen i* c accuriiiilar por cssc lado tiào pódc ser iiiiilil, c irifelizmeriie aii~ílarico ser6 I~astantc1)nra prccnchcr o Tiln que sc desc,ja. 0 s cliiiias c as loc:~litladcs lecm clcnieiitc~scii,ja comparayio isolada não C difliçil; poréiii estes clerricnlos irie~eorologicos,e as conílic6es de esposiqiio, riltitiidc, natiircza do solo, vegetacUo, etc. iein unia 101 acqào uns sobrc os outros, c 1iiodiíicai-i1-sc ctc t a l modo, ~ L I Cu coinparaqão d'esscs cliiiias c localidades com o Gm de conhccer as suas ii~fluenciasc rrsiiltatlos tI.ic~rapciitiros, iiào 4 Ihcil. A tli&l~en(;ii rlc uin só cl'cstrs ele-

iiicatos topoarapliiLoç, é Laslantc para que sc produzaiii 110s doentes eflkitos mui diversos. A licão qiic ultiiria~ncnictcnios tido dos cli~natolo~istas, nos induz a crer que estc estudo s~iminarnenteintercssaote, é coi~itudo arduo e cheio d e difficuldacles. Mas este mcsiiio estutlo na sua applicacão ao caso presente, nos tem dado a conviccão de cluc o clima do Fnnchal tcin muitas das principae~conclicões que ayreseiilani os cl imas acoiiselliados para os doentes affeciados de molcstias pulnionarcs, e cluc em alguiiias d'estas condicõeç Ilics é superior. N6s avcntiirarcmos algumas brcves rcflesõcs coiiiparativas ii'cstc sciitido sobrc o cliiiia do Funclial, c os de I~aIia, visto c~iicestes çào os riiais procurados c seguidos para O tratamento das ditas molestias, Os sitios i~iaisrecoiniilcndados no territorio italiaiio para lialitacão dos doentes affectados dc tisica e de outras inolestias pulinonarcs, vào desde Nisa até Napoles; Lago ele Coino, e oulras localicladcs da Ilalia coiitinental, deliciosas para o hoinem são, c ainda nicsino pnra os cloeiitcs durante o verão, nào servem para estes na csia$ío fria : Nisa, Piza, Roma e Napoles c suas visinhangas, são os principaes Ii~garesescolliiclos ])ara essa cstaçiio. l? portanto lia Italia inaritiina que o doentc aclia esses sitios de r e f ~ ~ g i o , principalmente cm uma pcninsula lançada longarncnie no e mar, coiii seiscentas leguas de litoral, e que subiriani a duas rnil, sc contasseiiios toclos os córtcs, salicncias, portos, baliias e proiiioii~oriosque a j sua circuiiifcrencia nimiail~cntc irregular, olTerccc. Niiigiieiii deixará A de vcr n'csta disposição e na cpe apresenta a Ilha da Madeira uiria iioiavcl coincidcncia. Náo é ila costa oriental da pcninsula italiana, banhada pclo Adrintico, que nós encoiiLi~Bmoscsscs lugares cscolliidos para 1ial~itaçGo (10s doentes. A sua esposicão iiào é cxacirii~iciltca Leste, nias c' ciri grande parte ao Nordeste c for.temcntc haticla pelos verilos d'csse porito; crn cluaflo a costa occicleiital baiiliada pelo Meclite~ranco e utii pouco voltada ao Sul, recel~ea iiilluencia siiavc e igual dos vcnlos mcriciioiincs. 0 s Apei~inosdividindo grande csteilsão da pcniiisula italiana, e clclerirlinando a clistribui~ào da,^ agiias, coino lia Madeira a alta cordilheira (llie clevide a Illia, protegem pela sua posi~iioc allura o Indo occidcrital dos ~ e i i l o s frios do Norclestc, c ainda algum tanto do Norlc. E é i l o l a ~ e l ( ~ Inesmo ii'essas localjdadcs em que os dociltes liabilairi, iliria das prie meiras circuiiistailcias qric se procura é o abrigo e derma elos ventos do Norle, dos ~ ~ e i i t o s contiiieniacs frios c seccos, e ao mesino tciiipo a exposicào ao Sul. Ein ni~iitos1ug:li.e~csia clcfeza é f i i l ~ por collinas cliie cercal11 C protcg~iiia cidade, ou o bairro dos cloeiitcs: cin Piza ale as suas :)llligns e altas iniii~allinsconporrciri rini'ii essr fiim-i. Sc :i iriici3soecão tias

collinas cncana c dirige sohrc algiirna parte da cidade os veritos tlo Norle ou Nordeste, esse sitio é clcclaraclo nocivo aos doentes. Pclo contrario todas essas localidades são abertas ao Sul, cuja exposiyão é desejada, e o vento liumido e brando do inar considerado como Lenefico. E isto o que aconlece tambcin na cidade do Funclial: inagnificaiilcnte abrigada da maior Sorqa dos ventos do Nortc e Nordeste, sei11 c o n ~ t ~ i d o privada ficar da purificacão que uina viracào nioderada d'csscs pontos exerce cluotidianamente durante o vergo, clla recebe a jinpressào humicla e teinlierada do \lento do mar. Os ventos do Norte c Nordeste cliie reinain ria Ilalia durante o inverno, ventos contiueritaes e seccos, que ~~arreildo atmosphcra italiaila a das nuvens e humidade para ali levadas pelos seus antagonistas, dão ao ceo d'aquella hclla região a sua pureza e brilliantismo. principa1men.te na Italia incridional, não são favoraveis para os doentes atacados de inolestias dc peito. Pelo coiitrario os reiitos do Sul, os cnlos iiiaritiiiios, ventos do verão, mais sualles c n-iais humidos, refrescando a atniospliera d~irantea estacão cliieiite, a conscrvarn n'acluelle gráo dc teiiiperatura e de huinidade, que niais geraliriente convém a um pulnlão doenle. Assiin as influc~iciasque vem das regiões Loreaes sào muito dinèreiilcs na sua accào das que vem das regiões austraes. E por isso mesmo a zona occidenlal, segundo diz Carriere, é geralineiite favorave1 ás condicões phisiologicas que reclamam um ar sereno c iiiipregnado de TTapores(luentes, cni cluanto a zona opposia d ljoa para as osgai-iisa~õcs que sc vivificam, em vez de se gastar, debaixo da influencia de u m ar relativamente frio e secco. ISLO aos Iiabitanles das duas zonas urn caracler diverso, que dá sc inaiiiíicsia na sua disposicào fisica, robustez e agilidade, e que não influe polico nas suas c1ualidades n-ioraes. Isto taiill>cm explica a preferencia que se tem claclo á zona occidenial para o tratainento dos doentes aKectados de molestias p~ilinonares, cliie nZo porleriam supportar a inIlucncia forlc c viva dos ventos clue predomiriani lia zona opposta. Porém o abrigo dos Apeniiios contra os ventos frios c scecos na Italia occidenial, fica longe para certas localidaclcs, e as protegc iiiuito inco~iiplclanicnte, cin cluailto no P~incliala dereza é pcrleita, e só se recebe d'csçes vcrilos do Norle, o que é s a u d a ~ c l ,c lia estacão cin que é mais u~il para rcí'rescar o ar c levar para o Oceano as iilipurezas da atmosplicra. Assim como não sc aconscllia aos clocntcs em geral liir Iiabitar d~irantc inverno a Ztalia oriental banhada pelo Adria~ico,tambein nino gucni llie aconselha, liii liabitar ii'essa estação a costa do Norie na Ilha da Madeira. Os veritos cpc çol'rairi (10 Sul, c qrie a zona occidental da Italia,

I~clasua iriclii~aciioiio Sudocste, recebe? iiiais c10 que a zona orieiiliil, siio ioclos iriais ou nicnos carregados de liuinidaíle; muito fa~avoraveispara a vegcta(;ào, teeiri ciii certas occasiões para o lioiiiciii clualiclacles depriinentcs, c o sit.occo reune cslas cjualidadcs ciii gr6o iiolavcl c provcsbial. « A «sua acqiio sobre a organisaqão humana» diz o doulor Salvagnoli, «não ((póde csprimir-se esactamentc por palavras. Quando cllc reina, os in«divicluos siios scnicm-se oppriiniclos, os seus movimeiitos iiiuscularcs são peilosos, a caljc~apesada c dolorosa, lia somnolencia coiltiniia, o appe« tite dirriiiiuc, os convalcscciiics recalicrn faci1rncnt.c c os doeiiics vecin (~aggravar s c ~ i o cslado.» Estes plienomcnos c synrplomas sGo inuilo niais gisavci; do que ac~iiellcsque o leste no F~inclial;C o leste inailifesta-se aqui muito iilciios Tezes c 0 quc o sirocco na cosla da Ilalia. 1 O utezzogio)-no e o Zibccio, ventus austraes que ali tambciil appai.cccli.i, participando das clualicladcs do sirocco, 1150 ieiii C O I ~ I L L I ~ a suil O ii-iteiisidaclc; porém ás vezes, durantc o verso, toi-iiani propor$ões tacs clue chegam a produzir alg~iiisdos eílcitos do si/-occo. ,A costa occidcn~al Italia talilbein é batida por uin vento do Noroeslc de que iiielpeceparlicular riiericão: o ntacst?-o. Este valito depois de Lci acoitado o Sul da Pranca oirdc é coilliecido com o uome dc nzisti*ul, c cclclire pcla sua forca e violeiicia, atravessa o ~Ieclitcrraneo,onde ganha a l g ~ i n ~ a liumidaclc, c cliega incnos aspero c impetuoso ao liloral ilaliano; inas ainda assirii ineoiiilllodo e d e ~ a ~ r a d a v epriiicipaliuentc para os docntcs. l, L)e tudo isto se vê que o Funclinl cncllior protcgido dos vcritos frios c scccos, do cpie a Itaiia occidental, reccbcndo cointudo d'elles uiria inarnplainciile aberio aos vciilos suafluencia Lcneíica c purificadoi~a,c s ~ d ves e Iiuiiiidos do Sul como ella, oii iilais do clue clla, c scrri ser s~i,jcilo aos incoii~~cniciiics almuns cl'cllcç produzcili ii'csla região. Dcrc coinque h ~udo dizer-se que as localidades, a posiyão das liabila~ões,a l~roxiiuiclade dos i-iioiites, c outras coiicliqões do solo, da altituclc e da cxposicão do lugar 1i:ibitnclo podeiri niodificar iriuilo vniltajosan~ciitcas cjualidadcs gesacs do paiz, c e' islo o que se rem procurado alcalicar lia 1 ~1 ICI 1 ' c111 ~~ e toclos os oulros paizcs recoriimcndados para os doelites aRc'cctaclos dc inolestias puliiionarcs, e que ii-iais .o11 i~iciiossc tein sonscgu ido. A Illia da Madcira, collocada no i~zeiodo Occano, conserva cluasi seiilprc uiii grláo iiotnvel cle huinidade. Ser5 i~oréina pcninsula iialiana, lancada cxlensanxnte iio Mccliierra~ico,u111 paiz niais secco? Tcrào cssas suas locali claclcs i-t-iriis recomiliendaclas uina a linosplicra inciios huiuida? ((A pcniilsula iialiaiia é talvez o paiz da Europa ciii q ~ i ca agiia se aclia (tem iiiaioi* rluaii~idade debaixo da fdrma variada de inarcs clue a banliam, 4ccIe rios e i.iI~eiros cluc a i*egai-ii, dc lagos e de I~aiiianoscluc csião clis((

userriinados sobrc o seu litoral c outras ditTccrcntcs partcu do scu tcrritorio.,,

(Le cZi?rzcc~c l ' l ~ a l i epng. 2 8). ,

Sem fallariiios cla Italia continental abunclantcmente provitla de agiia, coni urila alliiosplicra iiiuiias vezes nebulosa, coin os seus graildiosos lagos dc Como, da Guarda e RIaior, c~uasiniares interiores, rcgada por um rio magilifico coixio o Pó e scus afl.lucnlcs, c cortada por iiumcrosos caiiaes c por tantas obras liydraulicas adiiiirn~~cis derraclue liiam a fcrtilidadc c a ab~iiiclanciaclas grainiileas cm todo o reino Lotnbardo-Veiicziaao, e liiiiilailclo-lios a tratar ião ~óiiieliteda Italia mariliiria, nós iiào podê~noslia verdadc suppb-la nliiito seccn; scnclo banliada pclo mar cin uin litoral tão csleiiso, cm cliie as aguas cntram proftindameiile nas terras; sendo cortada por inuiios rios clue correm para o lado orieiital e occiclental, entre os cliiaes figuram o Arao, o Oiiibroile e o Tibrc; e tendo lia parte mais meridional c~uc coiiiprelieiidc o ierritorio riapolitano, não menos dc trir~tae~nbocadurnsque despc,jaiii no inar ouIras tantas correntes que descclil do Apeniiio. Em muitas partes, priilciplinente do lado occiclental, as agiias nào acliaiido í'acil escoaiite, ou ,---pela inaior elcvacào do litoral, ou pela Ebrina das plaiiicies em bacia, *, i l)lS7 iciii dado l ~ i g a rdesde época iiiiiiieiiiorial, B foriiin~àoele c x l e i i s i s s i ~ n o ; ~ ; ~ ~ ~ ; I panlaiios, fatiiosa c prorerbiala~cnteiiikclos. ' A abuiiclalicia clas fontes c pocos, c das aguas ~r~ineraes ~ o d a .-i, :por ~jcninsulailaliaiia, aiilda lios inclica uiii paiz7liumido. AS cIiuvas sào miritas vczcs copiosas c ~orrenciacs.Em iYaljoles calieiii iio anno, termo inéclio, triiitn e quatro polegadas dc agua. Eni Roina, trinta e cluas polc~.adris. Em Piza, cluarerita e oilo polegadas. Ein Nisa, seguildo Sclio~vn, b. cii-icocntn e ciuco polcgaclas, seguiiclo Robaudi, vilite e oito; uni c oulro calclilo l~oclerãoser csagcrados cm scniido discrso, e provavclinente fiindados eiii peciueno iiunrero cle amos de observacio; mas cornparanclo estas médias com a c10 Fuiichal_, trinta polcgaclas, 1-ião se poclcrá d'aqizi igualincnte concluir que o Fuiiclinl seja iiiais liuriiido do que estas localidades da Italia. O liygrometro aqui nlarca poucas vezes scccura absolu~a,e riluitas mzes um gráo iiotavcl de liuiriidadc, coino iio Funclial. Em Napeles as clluvas calieiii rnuitiis vczcs eiii grandcs torrentes, coiiio iio Funclinl, ficando a atinospiicrn limpa; mas em P~oinac Piza a cliuva é moderada e coi~tíniia e o iii11i1eio de dias de eliuva, e por conscguiii-te & proloiigada hi~midadc, é iiiaior: assim o nuliiero clc dias de cliu\~aem Roii-ia, terriio médio, t;l ccnto e cluatorze, ou cento e dezesete, c no Fimclial setenta e trcs. Ein outras localidades da Italia não é inenor do quc em Roma. Por ioda a parte o rlerncnio Iiyclrologico figura abuiidantenictitc no territorio italiano.

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4

fJ-.

1.

A fórina fortemerite dcclive cias iilonlanhas na Illia da Maeleira, c as proS~~iidas fendas cyue a dividcm até ao mar, dando proiiipta saliida ás aguas, iião perrnitteai as cstagnacões paluclosas e nocivas que se ciiconiram ciii muitas localidades da Italia. Al6m cl'isso n costa occidcntal d'esta tem sido cm inuiias partcs abandonada pelo mar, deixando a descoberto lcguas de rima praia lodosa, humida e insalubre, e havendo povoacõcs, em outro iernpo portos inaritimos, clue se achani Iioje muito dislantes do litoral. Toclas estas carisas de liuiiiidacle insaliil~reiião se cnconlrain na Illia da nladeira, c ellas tecin urna iiifluencia noloriamentc inorbifica nos liahiiaiites e affi~gciitadoranas povoaqõcs. fi ccrlo que as localiclaclcs acima inencionadas e recoinkendadas para os clocn~cs,iião estão collocnclas itnmediaimen~eil'esscs sitios pantanosos c infcctos, iiias as atniosplieras impregnadas de miasmas lcvam inuitas vczes loilge os scus cffl~ivios,ainda que mais inodcraclos e diluiclos. A icléa do aniagonismo entre a tisica pulmonar e as moleslias paI~iclosastem feito leiiibrar a alguns que a utilidridc elos clinias dc I~alia iio tratainenio d'ac~ucllainolcstia pocleçse provir cl'essa atmosplicra miasinatica. Qualquer cjuc seja a itnpressao quc a nossa dcclaração possa fazer sobre algtins praticas, nós não podêmos deixar dc repetir mui explicilamci-itc, que no Funchal e ainda inesmo ern toda a Illia da Madeira, são rarissirnas as fehrcs interinittentes. Exaininando os registos do hospital, acliá~nosião poucos casos de Scbres intcrinit~entes clue ~alveznão caiba mais dc um ou dois a cada anno; e as inforinaqões c~iicsobre cstn parte toi~i&rnos,nos coiivcncerain dc quc esses poucos ciisos aincla sào, pela maior parte, erii doentes de fdra, ou de fcbrcs intcrmiucntcs syiilplornnticas c não paludosas. Posto c~uca doulrina do anlagonisino entre as febres inierinittenies e 3 tisica puliiionar não tenlia ganliado ul~irnamente terreno, bani é liir accuin~ilatido factos que possain coiicorrcr para decidir esta questão cjuando for teinpo. Transcrevercrnos aqui uma opiniào rcspeitav e1 sobre n influeiicin das a ~mosphcraspan lanosas do Italia, no tratamelito da tisica. EU não posso deixar agora clc clizcr, como j6 tenlio dito muitas vezcs, qiic as condicõcs da insal~il~riclade ~(pantailosa) obrain sobre a alinospl-icra clc um rnodo particular, mcsmo «quando n5o são Lastanteinentc caracterisaclas para cnlreler uin estado uendcmico. fi tiin dado mais, qiic ajunlo aos outros da meteorologia me<(dica, e clue apparece ein todas as localidades que gozam de alguma rc«putacão para o traiameiito cla tisica pulmonar. J6 se viu isto :i respcito ((da Ilalia, a mesma coilclicào se encontra em Nisa, e sc repetirií, corno «vereiiios em Hyéres. Ha ccrininente n'csia huinidadc gorda (grnssc) #dos sitios pantanosos alguns- cleinentos, que iiii.sturndos na a.tiiiosp1iera

«
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ii~trocliizelii ii'ella clualidades fii\-oi.íi\.ei~liaia o iricllioi.:iiiic~ito cle ceietas molestias. Sci-ia iiriporlaiite collier rios cliversos cliiiias, observacõcs « coniparativas sobre as influencias q t ~ e rcinaiii duraiitc a csistericia d'esses pantanos, c cliiando d e p o i s a indus~ria os faz clcsapparccer. » ('L>/.?.ii.r.c.Le Cliinat cl'Lcrlie, pug. 5 19.) I? possivel que o cliiiia do Ftiirclial com o gráo notavel d e hu~ilidaclccluc possue, c coiii i1111 icrrciio cortaclo cle riliciros com bostaiitc vegetação nas suas rnnrgcus, tciiha essa atmospliera gorc/a e C O ~ I Oalguns climas slc I ~ a l i a , fa~roravclpara o tratauieiito da tisica pulinoiiar, c coiiitiido insuf~lcieatepara produzir as febres interrn ittentes Qualquer que seja a opiniãò quc sc possa ter solrc o cluc fica dito, C c~riitiidocerto que nos paizes mais rcco~~imcndaclos para o tra Laiilciilo ela tisica c outras molestias puli~~oilares chronicas, sc eiiroiitra uiiia ntinos~liera com cerlo grXo, não perliieno, de liumidade, tio al3i.igo dos vcii10s seccos e frios c10 Norte, receleiido as uiracões suares c Iiiiiiiides do Sul. I? isto o. que se o b s e r ~ a110 Punclral, c é isto o cjuc vernos iios cliiiias de Italia, recominendaclos para cssc tralaniento. A teinperatura, o eleliieilio meieorologico que rriais particularmente domina todos os oulros, e que mais concorre para caracterisar o clil~ia, é Iia peilinsula italiana muito siiavc, e apresenta menos variaciies e clesigualclacles do cjuc nos clirnas contirieiilaes, oii nas allas latitudes. Os climas inaritiinos, climas constantes, scguiiclo llic cliairia Koemtz, tem cntre as inéciias clo verão e do irivcrno inui pequcna varia$ão; cri] r1uaiito os climas coiltirientacs e interiores apresentam o c o i ~ l ~ a r;i c ii'cstes clio iiias por ellc cliamarlos cliilias cscessivos, o lioinein c os cntcs vivos teciii dc supportar niio só os estreinos da ternpei~aturn, irias taii~beiiias suas iiiaiores varia~ões.N'este clctncn~otão importailte do clima, c pelo qual íicliiella região é procurada, fica ella inferior ao cliiiia c10 Puilclial c01110 ,já viiiios, e coiiio ainda tereinos occasião de ver. A parte mais iileridional da I~alia,enlre as procuradas pelos clociitcs, Napoles, está na latitticle dc 4OU,,52/, e o Funclial na de 32",,37',,45". A liiilia isotlicriiiica cluc passa iio Funclial iiào toca erri ponto algum da pciiii~s~ila it:iliana, passa ao Sul de Napolcs, e toca a costa arridana opposla. A lililia isotlicrica ciiie p a s a no Furichal só vai passar ao Nortc dc Nisa, c eiilra muiio n:i Iialia contiiieiilal. E a liillia isocliiiliciiic~a clue passa no P~mchal,não Loc:i ira 1 ) ~ iiinsula italiana, c lmssa ao Sul de Napoles. D'oricle sc \lê qiic a Lciiil~cratiira inédia do iiivcri~oé no Puiiclral mais alta, c 0 cluc clii todo o lerri1 lorio italiano; que a teinpcratura media do verão é inais baixa no Priilclial do qiie elil toda a pcliinsula italiana, c só aelia igiial na Italin ~ 0 1 1 tiilciital; rjiic 1130 ha na cosla occiclenial cla ~~rninsiiln ilnliaiia e 1 7 0 tr1.23

i.iioi-io iiapolila1.io iini cliiiia qiic tcillla iii-11c.i teiiipcil:iiura iii6tlin tlc ~ci.50 de inverno ião proríinlas cla icmpei3atura ~iiédiaannual, como o Vunchal. E ainda que o abrigo ctc alguiiias localidades das cscolliidas, a sua boa cxposig~oe oiitras circuiilsiaiicias 1Iies I3osça 111 dar cniicl iqGes vaii ladosas cle tcilipcraturn; entl1eta1ilo as ol)ser.\-acõcs feiias ii'cssas ii1csilias localidades confirmam o .i]lcorcma gernlliiciile cstabclccido; co~iio fica diio jtí 1-10capiiiilo e m cjiic sc iralou da ieinl~cratura. N i o cnlrarcinos i10 cstuclo clas causas cluc dào innior aiiipliiiiclc 5s variacões tliei~moiiieiricaslios climas de Iialia cin coiilpara$~o do cliiiia (10 Punc1i;il. Basta-lios esiabclecer o faclo. Essas causas Soraiir 1 ~ ~ 1 1aprc1 ciadas pclo Dr. Carrierc (lilando applicoii aos climas da Ilalia, as ilcgras gcracs ~ ~ ~ i í i ~ ~ c l e c i c l a s p01ilo pelo Barão dc I-Triiiil~nltll; niiii1lai.cii'esie s6 mos q u e a tenipcraiura inédia das cstacõcs 4 .ta1110 iiiais constaiilc cliianio OS dias c cnoitcs iein iiiila dnrncào i~iaisigual, c cluc niio ljbclc ser incliíl'crenle para a teiiipcratura regular c iiiais elcvuda (10 Funclial, no i i i vcrlio, ri prosiiilidadc de uiua eorileil.tc pclaswica. b . No inar clue sepma a America dos C O I I ~ I I I C ~ ~ curo]>CLi C ahicailo, ~CS ll'csic graildc vallc oceailico, çcgun(lo a csprcssGo do Barão de I-I~iiiiboldL, ~ 1 - 1 1 ~ ~ o d c r o srio de agua quente desrc das regiccs ecliinioriacs locaiido o as praias oecidcn~aesda Arrica, dc Portiigal, da l-Icspaiilia, Fiaiiga C (10 Norte da E ~ i r o p a ;c a Illia ela Madeira collocada no iiicio tl'cssa corrciite, C reccbei-1~10a sua iii[Iueiicia por iim c outro Indo não liíiclc scr i1idiíI'erenle a clla. E m cluaiito o JIcdiicrranco iião é airavcssado por alguiiio d'cssas coiirciitcs OU O é cm p011~0 ~ U Opcc~ilciio que iiào pócle scr por csse ~ilotivomodilicacla iioiayel~i~e-iitc sua tcrnpera~ur Eiiirciaiilo o a a. Dr. Carrierc não cst6 longe ele crer, que a reilipera~urasiiavc rluc c s i s ~ c na cosla occiden~alda Iialia, nos inezcs que prcccdcin o priiicipio da primavera, possa ser e111 parte dcvicla a cssa influeiicia, levada c11120 ali pelos vcnLos do Oeste. ((A inuuencia c10 m a r » (diz Ambrozio Tardieu) «nào é clc augincn« t a r ou diiniiiuir de iiin inodo alisoluio a tciiipcra[ura iilédia dc iiiri 111(T~T dciermiiiada pela latitude, aliiiude, vcnlos domiiiai-iies, c ~ c . ,irias sini «dc diininuir a críicilsão, a Srccliicilcia e a rapidez das variaqõcs d'cssn iCi11pc1~at~1ra. Illias iiia is peqiicnas, c111 cjuc csia acqùo iiicllior sc proNas (lcluz, apparXcccniresuliaclos iiiui nota~cis,cjuc cliegani a coiiiiabalaii~nr ((a iiiflucilr:ia da poçiç?~occluaiorial, c ai6 a iuoclilic~ir l~rofuncla~iicii~c a ((]-ia-lureza do clima. Podciii citar-se como cxeiiiplos n Madcirii, OS Asa((1-c~ a Illia Brailca cni que as .~ci?iperaiuras c cx~iciiias o caractcr dc cada e [cuina elas csiacões diKercm noiavclri~eiiicdo cpie purcci.ia inclicnil a ]:ia itiidc e as niit ras condifics iopogi.al-Jiicaç.
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% 1)reSSào ~~~1'0lliCti.i~aoff'ercce !. iião geral ililia dif&i.elicn 110lave1 entre os climas de Iialia e o Puiiclial; 11cri1 em qiiarito á annual, iieiii eiii cluaiilo á n~iiplitudedas variacões baromctrlicas, e rí frccluencia c rapiclcz d'cssas niesrnas rariacões. A arilplitude da variação barometrica em Napoles é 40m, ein Roma 3dm30, em Niça 3sn1, dcsclc 732" até 170m,e no Funchal 3Sm, desde o miniuio 739" até ao masimo 7 7 7". Devendo comtudo notar-se que estas duas pressões extremas poucas vezes sc tern visto no Fiii-ichal, e que sendo a amplilucle da pressso I~aroimelrica a inesma cin Nisa e 110 Funchal, a diffircnca é corntudo e w aizil~asas cxlrcmas inais alta no Punclial. Ainda accrescentaremos q u e e m Napoles as variacões haronietricas não só são iilais extensas c10 clue ilo Puiichal, inas são inais freciuentes e sullitas, assim coiiio iambem o são as variagões dos ventos e do tempo, O ceo d a I ~ a l i a mcriclional é famoso pelo sei1 esplendnr, pureza, e pelo brilliail~ismoe finura da sua côr aziil. Do golfo de Gaeta para o Norlc por todo o paiz latino e até aos conilns da Etrnria, a ainiospliera, n i u i ~ o sdias pura, já denuncia pela sua cOr ainda bclla, porém iiiais o11 menos tinta clc eiicaraado no liorisoiiic, que vapores acluosos cxislein n'ell? princil~alrnenieao nascer e pôr do sol. Na Italin sliperior inais prosima aos Alpes, o elemento aquoso predomina já iiiiiito notavelinenlc na alinosplicra, e no Piemonte e no Milanez os dias mais ou menos nel~ulososnão siio raros. Este bello ceo, que a Italia rneridiona1 apresenta taiilas vezes e dias inteiros e successivos, cl~iefaz a admiração c o prazer elos estrangeiros, tem a Illia da Madeira poiicas Tezes, porcli~c1)oucos dias liaverá ern que os rneleosos acjiiosos mais oii menos densos não aplxweçairi na atii~osplie~a, incteoros que niuiio concorrem para a s ~ ~ a v i d a dclo clirna e piira a forca da sua rcgeiacão. Mas nas e lioras ctri cpre a atinospllcra csiá ~om~letarnciite pnin e serena, o azul celcs~cC igualmente vivo c liirriinoso, c as noites, corno já dissernos, ieni urna clariclacle c as eslrellas um Lrilliari~eque difficilmcnte se excederd. A Iralia oflcrccc cni toda a extensão do seu terriiorio aLu~iclaiicia e varieclaclc cle agiias niiiieraes: mais uin elcmenlo ligdrologico do clirna. ii il'este polito lein clla unia riqueza muito superior á Illia tia hlacleira, que apenas possue aglias ferruginosas fracas, pouco coirliecidas e SCIII re~u~a~ão ~lierape~itica. natureza cl'aqucllas agiias participa da clualiA daclc do solo e varia coiii ellc. Na Italia superior ç média o granito dos Alpes e d e lodo o sjstcina dos Apeninos, as formacões seciirlclarias clc calcareo jurasico e cle oulilas cspecies, e os terrenos lncustricos e inarililnos subapeninos, clieios de conclias, lignites e outros v e s ~ i ~ i ode vitla s orgaiiica, clão aguas rniiicraes salinas ele differeiitc~teinperaliiras em clll':
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I~rcdoii~iiiaiii earl~oiiaiose sulraios de cal e de ii~agiicsia, os cliIorliyos dratos de niagiicsia c de soda, alguii~acido carbonico c gelatina vcgctal. As aguas de Piza, de Lucca, de hfoii.tecatini, da PoreLra, ctc. l ~ i n coriI-iecidas r: acrecliiadas, prcslam milito para as af('ec$õcs chroiiicas clc esioinago, p a r a o s ci~gi~rgitaincn-ios glandulosos c obstruc~õesdas ~lisceras abcloiiii~iacs;irias sào pouco acoiiselliaclas para padcciiiicntos pulriioilarcs, a 1150 ser eiii casos dc coli-iplicacào coiii acliiellas molcslias. Na Iialia iiiferior, no ierriiorio napoliiano cm qite por roda a parte c abnndaii-icincritc se encontram os l~rodiictospyrogenicos, a cliimica ~1ulcailica ainda c113 accão apresenta aguas inineracs de variada, e algiiinas de iiliii tilia tcniperaiiira, c cm cluc além dos compostos salinos, j6 incncioiiados, sc acliain o acido carl~onico cin abuiidancia, o acido sullihydriro ciii tlivcrsas fórmas, o ferro c o a~nrnoniaco. As aguns inineracs da cidatlc de Nal~o. les, de Pouzolles, de Ischia, c o~itrasmuitas d'cssa rcgião, icin grnndc credito nos padecirneiitos chronicos do apparcllio digcsliuo, nos rcuniaiisrrios, gotia, enfartes gland~i;~sos, parnlysias, ele.; mas tifio é para os pacleciii~entospulmonares, e niio 6 sobrc~iidopara a iisica l~uliiioiinrquc ellas sc applicam. Algdtiias vezes icrão iiclo influciicia bcnclic~.cin I~roiicliiics clironicas, e iallrcz e111 alguin caso de tisica l ~ ~ l n i o n a r iriiciada, como se conta d e ouli.us aguas miiicraes de divcisli nalurcza, poréni o scu credito para csias iiiolestias nào 6 tal que os cstraiigciros d'ellas aiacados ali vào coin o ri111 principal dc fazer iiso (Ias aglias; 4 o cliiiia cluc clles procuram cspecialnieiitc iia sua resiclqncia ciii I~alia.As cstul'as liaLuracs c111 qiie o pniz abunda sào ka~ill~ciil inuilo usadas para ti Lralalilento de aria ias cnfcriiiidades. A dc Cns~iglioric, a dc S. Loiireiico, as de S. Gerriiano, e as de Nero, são as mais celcbres e hetliiciiiadas, c a iradiccào da localicladc ainda as per~cndcrccomilicildar no traiaincrito das affecções do peito c iiiesino no cla tisica piiliiioiiar. Poréni iie111 factos belil comprovados aitsiliam cssa lraclicqão, nciii esse tra\aineiito esiá de accordo coin tudo o quc sabeiiios da l~athologiad'csla molesiia. A natui-czn dos icrrenos pluloilicos na I ~ a l i aincridional, as rcac$Õcs cliiiiiicas que ii'clles se clcvciii passnil, a compnsi!:iio a~inosl~licsica clcvc c~iic ser mais oit iiienos iiioclificada pelos produc~osgazosos d'cssas ileac*cõcs,c 1 ~ " ~elnanacks das cratéras aiiida ciii accào, a ii~fliiciiciaqiic as clnbos ra~õcs vulcanicas cin iiio graiidc c ~ ~ c i l s ã o ~ e n l sobre n clcc~ricidadc dc ter aiiilosplici.ica, e ial\.ez sobi-c oiiiros pliciio~~icnos~ ~ C L C O ~ ~ O ~ O ~ I ( ~ O S , I 11odc111 f k m siilil3Or 11111a :ic$h csl~ccialsobre o pulnião dociilc; ~oi6i.nessa ta1 lic~" se csisid iião cstá es~udada c dc~criniiirida,ncin para berii, ncni 1)"'" "131; c difliiiidida ])ela ~asticlCoda aiiiiosplicrn, loi-igc tlos It~gai~cs onde cleseiii-~l\~c, 1150 I!eiu alii.ccia~cl. Na Illia tla dfiitlviin, aiiitla 11i1c

tcrrcilo ~ulcanico,os seus focos airior~ecidos incrLcs nào podciii icr ii'cstc c sen~ido influeiicia alguma. Poréili essa influeiicia vulcailica, vão cluviclosa, não dcve ser considerada nem iileulcada como uma rantagen~.Assiin como tarnbein a superioridade que poderia resultar para a Italia das suas aguas i~iineraes, refere-se mais a outras n~olestias do cluc ás affccções clironicas do peito. Estas breves reflexões coinparati~rasque acabâiiios de expor nos liabili~ama cstabelecer, que entre o cliina do Funchal e os climas de Ilalia rccoininendados para o tratnii-iento das inoles~iaspu1111onat.e~ aualoha gia de condicõcs, e por coiiseguiilte analogia dc acqào, c quc ein alguils dos elementos climatologicos priacipaes, o clima do Funchal ainda é superior aos climas de lialia. Sir Jnnies Clarlc, cuja authoridadc sempre 110s apraz citar, fazendo paizes tainbeiii recommeiia cornparacào da Illia da nlacleira com o~itros dados pard estas inolestias, diz (Cyclop. Britn7t. nrt. CZz'77znte. 18.33). ((As «iiiiriuciosns e cuidadosas oliser~~acõeç fallecido Dr. E.Icinclceii e do n r . do ((Rcnton feitas por bastantes a111105, 1nc te113 nlinistrado dados para for«mar 11111 j~iiçoprudente do cliina d'esta Ilha. I-, ainda clue os ilossos inateriacs, para julgar das outras Illias do Atlantico, se,jari? i ~ i ito ilienos u «coiiipIeios, deixam-nos comtudo muito pouca díivida clc que a Madeira ((é superior a todas; além de que apresenta coininoclos cin outros rcsyei«ias para rcsidcncia ílos doentes, quc neriliuiim outra icm. A ele~~agão ada cord illieira central c p c .coni~õca inaioi- parte cl'csta Illia, ai lida que (~110ssa roubar alguma cousa do calor durante o invcrno, coiirsibuc muito ( ( p a r a o ii~odiricardurante o verão: isto dá (ri filadeira a vaiitagein d e ctuii-ia ~iraçãofresca de terra clriranie n noitc, que alterilando c0111 o ((veillo fresco do mar diirantc o dia, modera em graiide p3FLC O calor do ((verão. Ein cluanio os ventos gemes que reinam n'esia estacão ria latialiitle dn Rladeira tamLcm concorrein para a sua saliilriclade. 0 s dociiates comtiido escolliendo para sua i~cçideneia do wrão uma situacão clcvada no interior, aclinm uni cli riia coiisidcra-c~eln~ciite mais fresco cliic ((o do V~iiiclial,que está situado iio litoral, e oflerece uina esccllei-i~c ret(sideiicia para o iiiverno.,, Comparando a Madeira coin o Sul da Franya e c0111 a Italia elle diz: «cpe ainda que a -1ernpcratura iriédia aniiual 6 ((sóseis grhos acima da d'eslas localidades, esta tcinpcratura é distribi1icl:i ((de rirn inorlo inuiio din'crcnte pelo decurso c10 aniio; a c1illercilc:i scnclo ((iauilo menor na Ilha da Madeira do que 110s lug.ares mais Savorccidos ado Sul da Europa. Assim, ein quanio o iiiveriio S rnais cllielilc cloi.c gráos ((r10 cluc lia 'Italia c Eirall~a,o Y C I ~ O6 cinco gsáos iriais fresco; c crn quanio ((;I ):iria@o inetlia aiiriiiiil i-ia Mnclcira 6 qiiaiorzc griíos, eni l'izii. Xioiiiii
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« c Napoles tl: c ~ ~ i a s i ílobi'ada. N U distriLiiiqUo igual do calor por todo o «anil0 tainhem tem a ii1esnia superioridade; gortjiic cm cluanto, por cueni(C pio, a diflerenqa riiédia, dos mezes successivos na &Iadeira é só dois gráos, ~ c i nBon-ia c Nisa é quatro, e ein I'iza c Napoles cinco. Na rnarclia da ({teiiiperatura duraute o dia, a lladeira conserva a mcsrna superioriclacle; ira differenca média da temperntura em vinte e quatro boras, scildo ali dez gráos pelo tlierrnometro cle inaximo c miniirio, ern quanto cm Nisa ((6 nove gráos, em Roina dez, e ein Napoles ti3czc, pelo tliermome~ro (~ordinario. igualdade dc temperatura de dia para dia (q~~aliclaclc Na muito ((importante eiu uin cliina) a Madeira cxceclc inuilo loclos os outros pi~ z c s .Ha tainbem uma coilsideravel diffcrenca pelo que rcspeila 5 sccccctira dos dois clinias, cjuasi a mesma c~iianliclaclcdc chuva calie lia Rfaccdeira e eni Roma, inas na Madeira lia só setenta e tres clias no niino «em cpe choov, eiii cliianto em Ro~i-ia1;ia cento e clezcscte. A cliiiva ria ((Madeira iambein cahc clu esiacões iiiais regiilares, principalmcrite no «outono, a atrnospliera conservarido-sc gcralinciiie sêcca e clsra o rwlo c< do atino. » Aiilcla que as localidades ele Iialia acoilselhaclas para os docntcs aflcctaclos de molcstias pulmoiiares sc encontrain r10 lado da zona occidental, como clisscrnos, cnlrelanto n'estcs ultimas aiiiios Veneza, cslc paiz a tantos respci~osaclmira~cle singular, Leni sido procurado por alguns doentes, prir-icipalmei~i.e cliiraiite o inverno, c ieni adquirido rc!pulação pela suaviSaclc do seti cliiiia, e regulariclade da sua iempcratura. E corri effeito, os cleine~itoscli~natologicosali se achain de lal moclo cornbiilados coin outras disposic6es topograpliicas, cliie as coiidicõcs de temperatura, c ainda rnesiiio as de h~iiiiidadc,não siio aqlicllas cliie doiniriain no rcslo da zona oriental cla Italia baiiliacla pelo Adrialico, c até são supcriores 6s cluc apreseiliam alg~ins dos pontos da zona occidciital recoiniiienclados para os docntes aneciaclos das ditas molcstias. Mas coinparando o clima de Veilcza coin o do Punclial, mcsriio n'ac~uellasdas suas condicões cin que elle parecc superior a oulros clinias da Italia, e pelas quacs é procuraclo, nós acliârnos o scgiiiulc. A tciripcratura média annual ein Veneza d 5Gn, e no F~inclialé 67"23. As rriédi~is das esta@es em Veneza são: inverno 38" primavera 55", verão 73", outono 56" As elo Funclial sào: inveriio G2',S8, priinavera 64",45, verso 7O0,B9, ointono 70°, 19. A dil'fcreiica entre a inéclia do vcrão c do inverno C cm Venozn 35", c no Funchal 8",01. De tal sortc cluc a inédia do inveriio no Funchal e inuilo mais alia do cjue em Vciieza, c a meclia do verão inais baixa. O calor ein Vciicza duranic o ~ e r à o excessivo, 4 a os ~locntcs~ à o 1)assar esta estaâão jiinto aos 1,ngos. ou ~loltaili par:) ;i

sim p u ~ ~ i a . ii-iédia iiii~liiriado [rio ciii Vciiczn 4 27" c 110 k~uiiclialii A iiiiniina absolu~a,nnics das nossas observacõcs, suppnnha-se ser 50n, c 116sohlivcinos uma vez coni o tlicrm~iiieirogra~ho in~~eriio em inuito frio 4bn. O inverno dd cm Veiieza por média extrahida de obsei.vaqões de sclc annos, cinco dias e incio dc i~eve;phenomerio que se não clá no FLI~Iclial. ISsLcs algarismos fallam mui claraineiite. As condicões Iiygrometricas do ar não são ali tào dcsfavoravcis coiiio se poderia siipl)oil da siia posicão entre as lagoas e caiiacs e sobre o Aclriatico. O vento do Nordeste que niuito coilcorre para abaixar a temperatura cin toda a costa oricntal da Italia, não tein ali tanta influencia; antes parece que a sua ;LC@O mais inocleracla se torna sauclavel, livranclo o ar dos liydro-metcoros que eili seiiielliante posicão ~~ecessariaiilenle se forinani. I-la i10 anno u m grande nitineilo de dias bons e claros; e cliovc, termo iriédio, sc~cntac ciiico dias: só clois clias mais do cluc no Funclial. A quanticlaile dc agua que se reeollie iio iidoii~ciroein Vcnezn (~riédia aiiiiual) é 36,""'5, mais seis polegadas e i~ieiado que i10 Piiilciial. O liygroinetro marca em Veneza a inédia annual de S?", e no Puiiclial pelas nossas observacões ein oito inezes, eiir que não entra o verão, e em aiiiio cliuvoso obtiveinos 7 !Jn,7. O baroineiro inarca em Vcneza a m&lia aniiual clc 7 3 7", e no Fuiichal 759". Teiii-sc dito qiic o cliina de Vcileza deve ier uma influeiicia beneficn nas inolestias ~scrofi~losastuberculosas pela inlialacáo cie uin ar iiiiprce griado dc pariiculas de iode c de broinio, que as ~lalitasdas lagoas e as incsiiias aguas ali coiiteem ein quantidade iiiuito notavcl. Nào cst6 coiiitudo provado cjuc na atiirospliera veneziaiia existam esses priiicipios, c o cficiro paiitairoso qiie ali, como ein o ~ ~ t s partes se observa, não é para as isso ~ufficientcargiimeiiio. TaniLem não está demonstrado por obscrvaqões seguras essa influencia especial e curativa do cli~iia,só se sabe quc clle 1150 lcin uma a c ~ ã o prophilaticn para perseverar os habitantes cl'essas aficqões. De Ludo isto se dcduz que este clima, conio os outros de Iralia, tambem não tem vnniagein sobre o c10 Funclinl, mesirio por ac~uellasco~idicões de iciriperatura, pelas quaes é cspecialiilenie rccoiiiinenclado; cinies n'essas iiiesirias coildicõcs lhc é inferior, 1150 iciido supcrioriclade por ou~ro lado sciião nas recordacões liistoricas, nos moiiuirleiilos, c em tudo que anda ligado a este paiz cxcepcional; ciic~iiilstanciasque ílesafiam n curiosidade, excilain o ariiliio e actiiarri fortemciile sobre a imagiiiaciio dc alguns doeiiies, inas que 11a0 deixarii de icr seus inconveilieiites para ou1ros. Alc!n, clns coiidiqcicq ~ L I C clizciii rcsticito :LO cliuia c aos ponlos i~iais

i 113 1~1rtantw hygiciic dr, paiz, c quc l~articulariiienie i ero~iiirtcndain, trln o lia ainda i10 Functial outras, talvez dc seguncla ordeni, riias clue coiiréii~ coiiliccrr e apreciar, porclne alguinas d'ellas se 1180 encoiitram nos outros pakizes, c o seu conliccirnciiio póde ter uma ceria influencia sobre o animo c rcsolu~ãodos dociiies, e mesiiio sobre o conscllio dos faculiativos. A viage1i-i para a Illia da Madeira tem sido consiclerada pelos diversos authores por differeiite inodo: uns veein n'esta pequena navegarão já i i i i ~ principio cle renieclio, outros um inconveniente; nós julgimos que inais vezes ella devcr6 scr coiisiderada d'cstc segundo inodo. Os priirieiros citaiii casos eiii cliie a i-iavegacão curou, suspendeu, ou ali\riou a tisica pulirionar; pensaili cluc o en,ibo e o vomilo, ianias vczcs aconselliaclos n'csta liiolestia ai6 como rerncdio exclusivo, tccin larnbe~risua utilidade; e alguns cpuxein clue o transporte se faca eai navios dc véla, ilão só para evitar os inconvenicilies das rnacliinas clc TTapor,como taniliem para prolongar a viagein e a accão da navegacão sobrc a ecorioinia, c para fazer a transiqão suave, vagarosa, e grad~ialirienle.E é assiin que iniiitos doeiltcs sc transportam de Inglaterra para a Illia da Madeira, na estacão propria, preferindo os dois ou ires navios dc véla cluc para isso se acliam proinptos n'essa occasião; que são eucellci-iles e liabi~uadosa csse gencro de carreira. Os inedicos cluc considcrain esta viagciii coino um inconveniente julgain que esta nx~icgar$io é curta para produzir ac~~iellc beneficio qiie ein certos casos pareceu tcr-se obtido cin viagens longas, c que a rnaior parie dos doentes sofiein inuito »o inar, chcgai-ri abaiidos, e em peor estado do que acjuelle cin que saliiram c10 scu paiz. Alguns até receiam as herrioptises conio conscc~ucncia repeticlos vorniclos 10s. Ii=stamos coiivenciclos cIue para a maior parlc tios clociites csla pcc~ucnana~~cgacão incoinriioda e scrn proveiio; rnas que scus inconvcé nicnies iião clcveriz ol~star transporte para a liradcira, porcluc cin geral ao cllcs se rciiledeam com poucos dias dc clescaiico em tcrra, e a breviclndc e certeza da na.cregac$o pclo vapor os iiiodcra c alcnua iiiuito. O F~inchalposs~ica oantagcin cle ter iinia at~iiospliera iiinritima para q u e l l e s doentes para c~uciliibr acoi~selhada. Esla atinosplicra não 6 im~rcgnaclaclos miasmas lodosos da praia, nem dos das iininunclicics da cidade; os doentes podern passear nas margens r10 mar, ondc lia passeios cobertos de arvoredo, podem passear eiii barco, c clc clualcluer d'cstes inodos rcspirar uma atrriospliera inaritiina pura, prhtica que cm todos os ieinpos c eai clivcrsos paizes tem sido reconimenclada. Para os portos do Sul e do Oeste cle Inglaierra, para Marselha, para diflèrciitcs pontos da costa de Iialia, Egypto e Malaga são inniiclados doentes coin cssa rccoininciida~5ciI alguinas wzcs teciii tirado provciio rviclciilc c

c claro cl'eslc geiiero de itihala@io. Laeiiricc acrecli~avaiii~iiiolia lililidade d'este ineio, e ale fez experiencias no liospila1 da caridade coin uina airxiosplicra riiaritima artificial, que arranjava fazcndo cspalliar por toda a enf'eriiiaria grandc quantidade de plantas n~aritiinas;e houve tcinpo ein que clle julgou que esta atmospliera assim coinposta modificava fàvoravelinenie a tisica pulmonar. Ainda c[ile a respiracão da atrnosphcra inaritima no litoral e a na~~egacão teiihain alguma cousa coiiiiriuni, podem comtuclo produzir effeitos diflercntes; porque lia o u ~ r o scleincatos de acção ila navegacão, que devem actuar rortetnenle sobre o organisirio. O r n o ~ i mento, a nausen e vomito, a rcspira$ào ele urna a~mosplieraalcatroacla, a inuclanca successiva clc clima, a grande euposiciio ao ar livre e ii luz do sol no meio do inar, ]ião poclein scil circunlstariciris inclifferentcs para o doente. E qualquer cIue seja a srra accão, ella riào se dá pela siinples respiraq,io da ntinospliera inaririnia no liloral; nssiin corno tambcin no litoral se isio soffrein os inco~iiinoclose prisacões que se encontram na ilauegoeiio. Ein Lisboa é c r e q a clue a habitacão prosiina ás praias não convém aos cloeiites aficctados de tisica pulirionar, c ein geral de inolestias chroi-iicas de peito. Não salieliios quaes forain os ~iriii~eiros f~~nclan~entos cond'csia vicqio. Na cidade, e principalmente ein partes d'ella, vê-se bem clarainenle qtie a atinosplicra do litoral não presta, nem tnesnio para os sàos; nias fóra cla cidacte pnra diante de Belein, do outro lado do Té,jo, ou cni alguin poizlo da costa, não cxis~ilidoas mesinas causas cle corrupgilo, a alinospliesa mariliiiia mais pura ainda clcveria ser ensaiada em alguns doentes. I?, ccrto que ali as &andes 17ariacGes 8iinosphericas siio frequenles, e os passeios poiico proprios para cloentes afl'cctados de molestia clc peito; iilas a prática exclusiva que esiii hoje esiabelecida não é tão bem f~iiidada que se não devairi ainda fazer novas t e n ~ a ~ i v a s localidades inais em beni cscolliidas, principrilineiite c~uondoseinos a prálica contraria recornrriei~claclapelos autliorcs, e acloptada cin oiitras parlcs com cleciclida mntagein. Os inconvciiientes clas variacões de tcmperat~iraque ali sc cilcoil tram , tninbem niio fnl ~ a i nnos si tios do interior procurados pelos doeixtes. Sabemos de casos, inuito poucos na verdade, em que a Iiabila@o na prosiiniclacle do inar, na margem direita do T4jo nào .leve inIilueiicia nociva eiii doenics aKcciados ele pacleciinenios que se reputavam, com razão, tisica liillmoilar. Pelo contrario, ietiios vislo muitas vezes a liabitacão prosima ás praias aggravar a astllilin e as molestias cl~icparticipam da fórlna asthinatica. No Fuiiclial não se julga nociva a alrnosplicra maritima na tisica piilmonar, antes se recoininenda como ulil, pordni t111anílo 05 (locizies se iiiio tiào Lerri coni tal ntcnosphera, ou clla
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Ilies nào e' ;lc.oiiselliada, podcni ~scollieruiliti Iial>iia~io pnsscios longe c (Ia praia, a dis[ancia de um8 ou cluas millios, oirde ess:i inll~ieiiciascrd niilIa, ou inliilo pcclucna. Ein o ~ i t r o srespeilos tainbcin po~icospaizes üprcsentam tanlas conclições van~ajosnçpara os docnies coino o ~ i ~ n c l i aI-Tabitacõcs exccllcntes l. c ngrndavcis cin grande numero, construidas segundo as idéas clue sobre cslc ol3jcc1o I r e m os inglezcs; brm situadas, coin jardins, c guari-iccidas d e inodo qiic o d o c i l ~ csó Icrar comsigo as cousas iridispcnsavcis rlo scii -c-cstiinrio e uso particltlar. Vchiciilo~tine 1150 inclicam urna civilisacfio adiniitnda, nins que cstao ein pcrfcita Iiariiioiiia coin a natureza dos camililios, c com o fim para que sao destinaílos: o trenó, o palanquiin, c sol~rctucloa rcclc, sao modos bcm proprios para o pmwio dos doentes: poucos liavcrd tso fracos quc nUo possam supportar o inovimenlo da redc condnzida por lioi-iiens que para isso tcin u m gcito c paciencia adinisnvcis. E estas duas se eilcoi-ilrain ali cin cliiasi toda a çci-ite d c s c r v i ~ o ;qiialitlades q u e pareccin proprias c iiatiiracs d'aíl~iella classe, inas q u e icm sido n-iuiio liein dirigidas c foriiilcndas pelo IiaLito dc t r a t a r doci~tes. A aladeira é uin dos paizes que oflbrcce na verdade u m maior numero de commodos aos doc~itcs,c qiic 1110s ofirecc JA cstiidados e I ~ r n estahelccidos, c para toclas as f o ~ l ~ i n a s c~II:cC gorins; o docnte só iern cjue cscollier c proporcioi.iar o qirc sc Ilic olTcrccc d sua posicão social; porcItic n'estc ponto ha ali com que s~ilisft~zrr 0s n-ia is exigentes. O FuilcIial tem cxcellentcs mcd icos porluguczcs e inglezes, niuii o costun-iados á priitica das molestias pulmonares; tciri muilo l~oas officiiias p1ini.inaceiiiicns qilc na l~rcparaciioc qualidade dos rcmcdios csV2o a par das inelliorcs dos outi70spaizes ; i e ~ n aMin d'isso inuilas pessoas ccistuiiiadas a i r a i a r docntcs c a servir d e enferrnciros c0111 cariiilio c iiilclligcntia; C todas cslas condi~õcsrciiizidas em poucas 11art.e o docnlc poclcrd encon i rn r. A falta de tli7-crti inen 10s c d i s ~ r a c ~ õ c sI I C Pt~nclialmui 10s Ia~ no riieatn~ii, é ainda no nosso rnodo dc cntendcr uma das suas variiagens P W ~ docn tcs. As galerias, os niiisc~is,os inonumciiLos, os ~lica ~ S tros, C Iaiitos orilros nltraciivos das cidadcs de Iinlia, tccm mais dc uma vez sido acc~isados concorrer paro resrriamcnlos, cansacos, irrcgiilaridadcs, de recaliidas c csacerlncòes dc inolcçtias cluc j i Iiiani toinando mcllior facc. A s c~istrnccõcs de uin doenrc aíGciado de tisica p~ilinonar iião podciii ser as CIO lioincm sào, nern niesmo as dos doeiites alrcciados dr: oiilras n-iolcsiias cl~ronicasmenos ~ I Y I Y C S . O f~-io,a huaiidade da noite, a fadiga 1ir-n passeio longo, n miiclanya lias Iiorns dc coixidn c rcmcdio, uiria

elilo$bo iiioyjl falte e iilesperada, JJUstalll nluitas ~ c z c s1)ai.a fazer ~ieider todo o beneficio que se tinlia adcliiirido colri i~iuilo icilipo c lraballio. O D I ~Heinelien, cliie tarito bem dcyeu ao cjiliia . d a Matlcira, aiitecipoii a stia niortc por uiila escursào inconsiderada a Porto Sailto. Passeios tranquillos, vistas rarjadas, cultura de flores, conversa$~ agradavel, musica, lcitura ou cleseiilio, qiiando isso é possi~~el, são os divcrtimcntos iiiais proprios para similhantes cstados. Os doentes niais fortes e já eiii mellior coildiçâo cle saúdc encontram passeios iiiais ~ O D ~ OaS pé, a cavallo, ou por inar, e podem gosar coin cautela de alguiiias reuniões dadas pelos habitarites, que se clistingucm pelas suas qualidacles c maneiras civís e hospi~aleiras. Hoje que os conliecimeritos de hisioria naiiiral estào tiio cliffi~nclidos priiicipaliiicnte entre os inglezes e alleii~ães, o botailico, o iilii-icralogista, o zoologista acliani ali amplo e í~grada\~el emprego ao seu tempo, e o artista as mais ricas paizagens para O scu pincel. A monotonia c regularidade de uma vid:i simples c se111 grandes emoções, c sobretudo sem cansaco, é o c ~ ~ convém aos doenlc tes mais aflêctaclos de molestias dc peiio. 0 s exeinplos de icrliiinacões falaes por indociliclade e erros de regimen não sgo raros e m doentes, cluc acreditavam que o cliina só por si podia vencer a niolestia, apesar dos seus descuidos e impriideiicias. Nós quereriamos rnelliores estradas, passeios mais bem entretidos e calculados, alguns dirertirilentos durante o dia, se111 que o doenle poclesse ser cspeclador scni ioinar parte n'clle, e que fossem coinpativeis coin a regularidade liygienica recomiiieridada; qucrcriainos uin paiz mais feliz c que ilào apresentasse a cada passo scenns d e niiscria e degrada~ao;mas cstamos muito longe clc desej3r ali a agitasuo, alids agraclavel e divertiela, de algunias aguas rnii-ierats alleniãs. Se os clirnas podcin ter iima acçào benelicn no tralairiento da tisica c outras molestias pulinonares, o que nós firmemente acieclilànios, 6 fóra dc dúvida que o clima c10 Fuiiclial dcvc ser uni dos atteiiclidos eiil prii-riciro lugar para esse fim. Poucos paizes possue111 para isso tantas e iào Loas conclicões; o Sul dn Ingla~crrae da Franca, c até riiesino a Italia iiào aljresclilaiido iiina teiriperatiira iào igual, uni iilrer~ioião suave, uma reunião tão coiiiplcia dc circuiiisiancias cliniatericas, conclicões hygicilicas, c coiiimodos clía vida, coirio o Punclial. Qiie todas cstas boas vantagens reuiiidas níão corresponclani ailida ao c~ucse deseja, cliie cllas 1150 curcm cln rcgra a tisica puliiionar, é uma desgraca c uiiia trisle verdade; pordiii jd nUo é pouco cncontmr algtins climas, c estc especialincntc, em quc a inolestia siispende inuiiaç Tezes a sua iiiarcha, darido aos doeriles urna vida supportavcl, e toda a apparericia dc sailcle e go~c) das suas firulcladeí;; apparencia rni algiins caso5 ião segtisa e pruloi~-.
C X C U ~ S ~ iilll~i'~itleiiie, O iiiiia
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gada, ciuc ct~~iivalc riliia cura dcfiiiitiva. Os tlocntcs ( l i ~ i clur ri acq5o a do cliina não é 1.20 cfficaz, e que ri50 conseguciii iào grande bcncficio vceiii continuar a sua esisiencia coiii ~iienossoKriiileiito, seni ficar cncerrados clrirantc o inrerno debaixo da o p p r c ~ ~ ãdc unia temperatura o artificial, c (23s idéas iiielai:cllolicas e sinistras que um clima iichiiloso, carregado e [rio, e tão reclusão inspiraiii até aos sãos: vivem ao a r livre, goçaiii ela visia dc iinl paizaamno, c de uina \Tcgct~irica e ari ia da, scntii-id« o prazer c n cspcranca quc d i a rioiitclnL placão dc u m ceo claro e sercno, debaixo de cuja infiiicncia parece quc R vida e saúde devciii ser comeqileiicias faceis e rialiiraes, Entrola1:to (.orno os ~.esultaclosda a c ~ ã o benerica do cliiiia c 0 Fun1 clial na tisica puliiionar iião são, ein geral, aqucllas curas solidas, dcíinitivas e coi-nplctas, cIue se ohteein cin ouiras molestias, e inenos vezes n'esta; coiiio uin certo numero de do~ntes,em que a tisica suspciideu a sua niarclta, veein, passado tempo, apparccer iiovaincnte os padeci~nenios;corno algiins não acllain ali I~eneficioe succuriiberri á molestia, como lhcs aconteceria no seu proprio paiz; é justo, é até indispcnsavel, p u a que OS doen~es familias se não aclielil illudidos nas suas esperancas, c nào exagerar as vantagens curativas do cliina, 1150 o aprcscntar c inculcar como remedio eflicaz c seguro, mas sim corno acluelle c[uc innis probabilidade tcin de fazer maior ou menor bcncficio cin iiliia afleccão cin que os oulros reinedios falliam. O clima da Madeira i150 tem virludc especifica para curar a tisica pulmonar; ali mesiilo clla sc dcscnvolve bastan~csvezes; mas a sua utilidade é relativa aos outros climas c aos outros reriieclios. Esta i ~ ~ i l i d a d e muito maior no priinciro periotlo da é tiiolestia, c muilo incerta em pcriodos inais adiantados. 0 s qiie ali vão n'cstcs periodos adiaiiiados pocleiri ver prolongar mais ou incnos os scus dias, suspci:dcr algumas wzes n sua ení'erinicladc, irias o resul~adoiiiais fl'fi.eC~uCl:lCC j>rovavel é a rnolcstia conlitiiiar no seu progresso c o docnlc succuliibir,

d?lliun ale L l u l ~ o n ~I A IIIIIUC'IICL~ Lrnlniiheuio dn tialcn ptil~tioiini.; HI tio oo#iipnriic;ùo coiii o cio Fianclt;rl. Concliiulío.

A ~ c s a r Ilha da Madeira ser possessào portugueza, e sciii duvida da uma das iriais bellas, ainda que iiial apreciacla; apesar de serem bcm corihecidas em Portugal a suavidade e salubridade do seu cliina, nem por isso os porluguczcs primeiro se aproveitaram da sua benefica iiiflucncia no tratamento das moIestias pulmonares. Forain os inglczes que coinccnrain esta prática, talvez porque o coiniliercio da Ilha tem sido desde muito teiiipo mais estcnso e importante com a Inglatsrra do que com Portugal; e tudo que se tem escripto de maior iriteresse sobre a Illia da Madeira, tem sido ein lingua ingleza, e impresso eni Inglaterra; de modo que se póde dizer sem erro, que as idéas que temos hoje sobre o clima da Maclcira e sua utilidade no tratainento cle certas inolestias, cliegara~n a Portugal mais por via de Inglaterra do c[ue directamente. Estas idéas teem-se espall~adoaqui na profissão medica coin crengas mais 011 menos vigorosas, e tem cliegado ao publico. Porém os nossos costumes prestando-se menos a prompias separaqões, á niudanca do paiz, ás viagens do mar, como disseinos, e pouco costuiilados a achar commodos ila nossa terra, mesmo no campo perto de Lisboa, irnaginâinos dií'ficuldades que nào existem c transpor~ârnostodos os embaraqos de uni paiz atrasado, para outro em que n'este ponto tudo estií mais adiani.ado, estuclndo e calculado, e ein que alguns dos nossos doentes não só vão achar todos os commodos que precisam, mas até vão aprender alguils. D'aqui verii o pccpeiio numero de doeilies que de Portugal ali tem liiclo, e .larnl~em iiiiio o estado em que elles vao; demoi~anclo-seseinpre iiiuito os doentcs e falililias em ioriiar uma resotiicão que llies parece muito estraordiriaria, arriscada e custosa, e que só deve adoptar-se ~ ; m ultimo caso. Sobre um d'estes pontos em que ainda não falláinos, dircmos agora quc se o Funchal tein habitações muito dispendiosas, taiiiheni tetn outras de terceira e quarta orclem, ainda boas e accessiveis a fortuiias i n u i ~ o rnodes~as. A inaior arte dos doentes que passam o veilào nos arredores de Lisboa, iceiri meios sufficientcs para passar o inveriio no Puiicl-ial em imia liabitacào ngradavcl, e sctn prec~isai-Icvnr comsigo senil0 os objec~osdo seu I ~ S O parlicula I,.

os de Lisboa, alguma vantagerii em

flavcri para os l i a l ~ i l a i i tde~l'ort~igal, C priricipalnientc para ~ ~ w O C L U " O ~~ilnclial para o tratalnenio da tisica pulinonar? Níio estarão clics ern caso bem diflereiile dos Iiabitantes do Norte? Nào terào elles no seu proprio paiz localidades cliic lhcs possaiil prestar, com menos incoininodo e despez;i, o incsmo hcneficpe vão encontrar no Funchal? Não será fóra de proposito fazer al@umas consiclera~õessobre estcs quesitos, as quacs nos conduzirão 6 comD paracão do clinia do Funchal, com o clima cle Lisboa, e esias consideracõcs se podem n~uitobem aliplicar a outras parles do reino. ti tisica pulinoiiar e frcquente em Lisboa, ataca os individuos de anibos os sesos e .de toclas as idades, sendo conitudo mais cornmurn dos vinte aiinos até aos trinta e cinco; 6 inuitas vezes hereditaria, e em casos i ~ à oraros, lera muitos e ás vezes todos os membros de uma í'amilia. A proporcão e m q ~ i eesta rnolestia figura aqui na mortalidade g e r a l , não está bem estabelecida, e os dados quc tciiios, apesar de screin os rriais esactos que se poderain obter, iiiio nos inerecem bastantc confianc,a, para que os pul~liquemos.A proporg.30 e111 qiic figura na mortalidndc d o hospital cic S. José é l:i O ; proporcão mais iavoravel do clue a dc outras grandes cidades. Ha um certo nuiiiero de molestias clue teern c o m esta connesáo, que ás vezes a precedem, e desafiani, e que tambem aclili siio frequentes; as escrofulas, as inflammacões agudas e clironicas do p~ilinão, pleura, broncliios, laringe s2o triviacs. As meningites tuberculosas, iis gailglionites mesentericas, o rachitisino tambern são corninuiis ; a d i a b e ~ e sacarina, gliicosuria é mais rara. As causas que concorrem aqui para o dcscnvol~iine~ito ixolcstia, da sio as inesrnas que se notam ein toclas as grancles cidades; a I-icranca, a educacão mal dirigida, em que a cxposicào ao ar livre e os cxercicios do corpo não foram deviclainente err~prcgados, Iiabiios eflcininaclos, nutricào de rná c~ualidade,ou insnfficienle, aperto de peito, paixões tristes, cansaco, dcçarraojo de fortuna, etc. Urna causa porém que f i g u r a aqui muito conlo occasionril, e sobre que 116s chainamos a attenyào clos leitores, sào os resfriailicntos, constipacõcs, cle~~ixos, causados pela mucic. dafica de teniperatura, pela exposi$io ao ar Crio, e pela sahida de casas rlucntcs, Lailcs, ~heatros,etc. para a rua com urn vestuario insufficiento e desr~cau~claclo. A forma ordiiiaria ciile 3 tisica reveste aclui, 6 a cliroilica, rnas al)l)wecern alguus casos com a fórma agucla qiic arrebatam os doeiltes cIn dois ou Ires inezes. Quando examinâinos bein estes casos cliarnaclos :iglidos, quasi seriipre acliiinos que precedeu LlJlla época cm que Iiourera!ii :ilg~iiis ~~rodroniios, algiiiis symptomas fugazes e ligeiros, clue

sira pouc:i intcnsidoclc ou 1x10 carnctcr ii~cnos a~ircIiciisirodo clocti~c passaram dcsapcrccbidos: tacs conlo a tossc, ddr de peito, eansayo, cspccloraciio sanguinen, clc.; e quc na maior partc dos casos, tainliern precederam as constipacões. O cliina c o~itrascircuri~staiiciasquc sc dão na cidade de Lisboa, não podein ser favoraveis para os doelrtcs alacados de tisica pultnoiiar, e as incsinas causas cIiie concorrein para o seu desenvolvi~l~ento devein apressar o seu progresso. N'este ponto todos os Cac~iltativosliqje concor(lain, c por isso teein rnuito cuidado eiii mandar os seus doentes parri lora da cidade tão clcpressa a cstaqiio o pnrinit~e,de cliie miiitas vezes tirarn bom proveito. Lisboa csth situada sobre inontcs clc pequena elern!;ão, separados por interseccõcs, vallcs, ctc,, e o clima em geral, é vcntoso. Os ventos do Norte, Nordeste, Noroeste, Oeste c Sudoeste, são os qiic itiais prcdorninain, muitas vezes com bastante farsa. Nos altos, os vciito4 fazeni muito forte iinpressão, c os liabitanteç soffi-crn os incommodos produzidos por clles, dentro c fóra de casa, e mui particularmente na entrada e sahida d'clla. Nos vallcs e interseccões dos montes tanibcm o vento corre encanado, e faz tanta impressão' como nos rnoiltcs. A tcmpcratura das casas participa da inflilciicia d'estas correntes de ar, como adiante diremos. Algumns Iiabitacões situadas cm encostas e protegidas dos ventos do Norte o Nordeste são menos frias c mais coinmodas, mas o inaior numcro esib cxposlo 5. forte accáo dos Tentos. Aiiida as correiltcs de a r sc insinuam c encanain pclas ruas, seguildo as suas diversas direccõcs, vexaiido os que por ellns traiisitairi ou passeiam; o rnesmo acontece nos largos e pracas. NGo é raro ao saliir de rima rua cin que se nUo senlc vcnto, passar para outra cm que elle é fortissiino, e esta alternativa sc pGdc rcpetir varias vczcs no incsmo dia. I?, frccjucnte na sahida de uin tlicalro, de uma egreja, de um bailc, dc qualci~iercasa cm que pela accnrnuia@ío dc individuos, dc luzes, ou por outro qualquer motivo, existe uina alta tcinperatura, encontrar lima cl'cssas correntes de ar, soRrer uni rcsfriaincnto, c alcancar uina forte inolcstia aguda. 0 s cliamados dcflusos e coiistipacGcs, coryzas, c I~ronchitcs,q i ~ c formam a partc mais branda cl'estas afleccões, são inolcslias iriuito communs, de cluc poucos indivicllios cscapain, c que cm alguns se repetem duas, tres c mais vezes por nnno. A iná coilsiruc$50 das casas, com uina grandc q~~anticiacle portas inuteis c de jade ncllas fecliando inal, as escadas alertas coiiduzindo o a r frio c irnpuro ao inicrior das liabitaeões, militos vcliic~ilosde uma conslrucciio a11tig.n. c que além dc riiuiio incoinmodos nào protcçenl os seus occupadorcs, nem do frio, ncin (To vc~ito. i.iciii dn C J ~ L I T ~ C Iiuiiiidadc, scil5o muito

incoiripletaineiitc: tiido isto tein iitiia poderosa influencia cm procluzir e aggravar as inriuineraveis affecções de ias respiratorias, a cpe os habitariles ac~iiieslão sujei~os,e cilja accão é para elles Ião certa e evidente, clue podciii dizer q~iasisempre a Iiora exacta e o lugar em que sc constiparam. D'ac~ui provém muitas affeccões graves, c na invasão cla tisica I'ulinonar, figurain c~uasiseinpre estes resfriamentos, constipacões e deAuxos, c as siias conscqucncias. É geralmente depois dc uina o11 mais cl'estas affeccões desprcsadas e prolongadas, que ella se deseilvolve. Se passarinos a exniiliiiar aii~damais partic~ilarinenleo que diz respeito á Leiiiperatura de Lisboa c siias variacõcs, cncoiltrâinos motivos sufficienlcs para confirmar a opinião dos rnedicos que reputam este clima pouco proprio para o tratamento da 1;isica pul~nonar. O clima d e Lisljoa não é derriasiadamente Trio ncin cluentc para o liomem são. O frio nunca é excessivo; o calor 6s vezes é graiidc por bastantes dias no veriio, mas iiào insupporta\lel, e quasi seinprc moclcrado duranie algumas horas pelo vcnlo do mar, ou do Norte. Poréin para o doente, e sobretudo para o doente dc tisica pulmonar, a tcrnperalura desce de inverno muito abaixo para poder ser tolerada ao a r livrc, c as suas rariacões juntas corri o vento nas diversas estagões, sc nào fazcm o cliiiia desagraduvel para o Iioinein em saude, são corritudo eviden~emenic nocivas para o d o e n ~ eaffectado cl'esta i-uoles~ia. A teinperatura média de Lisboa, segiindo Pretorio, é li3 ,"5 ; segi~ricloo Sr. Franziiii 6 1"; segundo o professor Dovc 6 1",/i 0 ; segundo o Barão de Hiiinbolclt 6 1",7 ; segundo o professor Daniell 62". As teinperaraturas inéclias das diRerentcs estacões são, segundo o Sr. Franzini: inverno 5 3",1 ; primavera 60°,5 ; verão 70n,4; ou10110 59",5. Segiindo o professnr Dove : inverno 5 2",52 ; priiriavera 5 9",66 ; verão 7 0°,9 4 ; ou tono 62",4S. Segundo o Barào de Hiimlsokdt : inverno 53",06 ; primavera 59",9 ; verão 7 1 " , 4 2 ; outono 62",4 2. O Sr. Franzini conta as estagões de um modo particular, incluindo no inverno I)ezeinbro, Janeiro, Fevereiro c Marco; ila primavera Abril e Maio; no verão Junho, Jullio, Agosto c Setembro, e 1 0 outono Outubro e Novembro. 1 A teinperatura inédia dos differentes mezcs, segundo o Sr. Franzini por obscrvnqõcs dc clezeseis nnnos, é a seguinte: Janeiro. . . . . . . . . . Fevereiro . . . . . . . . iuIor*qo. Abril.. . . . . . . . . .
. . . a * . . . . .

0

Maio.

..........

4 9,5 5 2,4 55,5 58,5
A2,6

Jriiilio. . . . . . . . . . . 68,; Jullio . . . . . . . . . . . 71,9 Agosto.. . . . . . . . 71,O Setein bro . . . . . . . . 6 9 ,O Outubro. . . . . . . . . 63,O ;Novciiil>ro.. . . . . . . 5 6,l Uezenibro.. . . . . . . 51,í

Janeiro. . . . . . . . . Fevcrei ro . . . . . . . Marco.. . . . . . . . . Abril.. . . . . . . . . Maio . . . . . . . . . . ,Junlio . . . . . . . . . Jiilho. . . . . . . . . . Agosto. . . . . . . . . Setetnbro . . . . . . . Oiitubro. . . . . . . . Novciiibro. . . . . . . Dezenlbro. . . . . . .

52,s 2 5 3,6 0
56,30 59,OO 63,68 69,4 4 72,14 i1,24 69,44

62,60 5 5, /t 0 5 1,44

Vè-se pela iabella do professor Dove, (li." 27) que a tenlperatura média do inverno no Fuiichal, é 10°,9S niais alta d o que a de Lisboa; cliic a da priinavcra é tambem 4',80 mais alta; que no verão, e esta circumstancia é muito importailte, a temperatura média do Funchal é só On,66 mais alta do que a de Lisboa; que no outono a do Fuilclial, é suj)erior á de Lisboa Sn,40. A differensa entre a ie~nperaturaiiiédia do Terão c do inverno é no Funchal 8"10, e em Lisboa 1Sn,42. A differenca enlrc a tcinpera~uramédia do mez mais queiite, e a do 111ez mais frio, é llo Fiiliclial 10",80, e em Lisboa 20"70: grande vantagem ein favor da i~cg~ilaridacle pcquenas .clariacões do clinia do Funchal. e Poréiii só por esta coingaracào das temperaturas médias não se póde heili fazer idéa das variacões de teinperatura do clima de Lisboa, é preciso paru isso descer coin pacicncia a uma analyse niais iiiiuda e circuinstaiiciada, para o que lios servireinos principaltiiente das observacões ineleorologic~sdo Sr. Fraiiziili. A i e m ~ ~ e r a t u rno inveriio cm Lisboa tem baisado até 26" e emuia tas vezes a 30" e 32" por coi~seguiate muitos anilos tein Iiaviclo, duem rlailte o inverno, alguns~dias quc a agiia gelou. Em dezeseis inverem nos grlriii nci inpz rle Dr~rmlirorin seis, cliiianie a noiie, P só por (luas
2.1

oil li3cs rioitc:~. Nos iilcsiiios dczeseis i~iveriios,gelou rio iiiez cle Jaiieii-o em oito, tailil~einde noite c poucas rioites. Nos iiiesiiios dczeseis iiivei-nos, gelou no iiiez de Fevereiro em u m só, c por duas iioilcs. N'esles iiicsiiios iiiezes e111 que gelava e cin que a temper~turadescia abaiso clc 33", subia algunias rczcs a 5!J0, a 63", a 64", e alé a 67". Ein Dezembro de 1 S1G desceu o tliei*iilornetro a a 30" e subiu a 60". No iiiesiiio iricz de 1 8 17, desce11 a 32" c siibiu a 63". No niesiiio iricz de 18 3 5 desceu a 27" sçubiu a 60". No riiesiiio inez de 1836 clcsceu a 29" e suhiu a 63". No ~ I C Zde Janeiro de 1820 desceu a temperatura a 26" e subiu a 64". No uilcsriio iiicz ciri 1837 desccu a temperatura a 27" e subiua 63". No liice de Pevcrciro de 1839 desceu a teiiiperatura a 26" c subiu a 67": 4 1O de difl'erciica, 110 mesiilo rnez do mesiiio alino. A leinperatura iiiais baixa que se iiiarcou no inverno rio espaco dc dezescis alirios Soi Se", e a mais alia 68": difTereiica de 42". Estas tcriipera.luras estreiiias foram obtidas coni o tlierinoii~etro ordiilario a horas certas; $ provavel que ainda se obtivessem i-iiaiores vasiacões se tivesse siclo euiprcg.aclo o tlieriiionietro de maxiilio c rninilno. Estes exeinplos que citâmos não são c : 1 sos raros; é o que acontece ein inuitos iiivernos. Na prirriavcra as variacões cte ternpcratura não são menos pronuiiciadas. Assim e m RIarco vemos a temperatura descer algiiiis aiiulos a 3b0, 37", 98" e 39" e subir a 74", 7 7" e 85". No rnesi-rio liiez dc Marco c 110 aniio de 1522 a temperatu~adesceu a 45" subiu a Y 5": 40" de dinèrenca. R'o niesiilo inez de Marco de 1 8 3 5 desceu a 38" e siibiii a 74". No mesmo mez de Marco de 1837 desceu a 37" ssubiu G4". No niez de Abril teni descido a temperatiira a 37" e subido a 84". No mesino nlez de Abril de 1835 desceu a 39" e subiu a 84": 45" de diK fercnca. No ~iicsinoniez de Abril de 1 83 7 desccii a 3 7" c subiu a 6 i". No niesmo mez de Abril de 1840 clesceu a 4 1" e subiu a S 1 ". No inez dc Maio teiii-se visto descer a temperaliira a 42" e subir a 89": 47" de dill'crenca. No ii.iesmo rnez de Maio de 1840 dcsccu a leniperatura a 43" e sulriu a 89". No niesriro mez de Maio de 1 8 3 9 clesceu a 43" e subiu a 88". No rnesriio nlez de 1835 desccu a 4b" e subiu 87". De modo que os mezes da primavera ainda lios apresentam iiiaiorcs variaçõcs do quc os do iii\lcrno, c a primavera é geraliiicnte noiada ciltrc nós pela desigualdade e variacões cla sua teniperatui3a. No verão ainda eilcotltrâmos grarides variacõcs; e iiào cit8inos lodos os cxernplos d'estas grandes variacões, ellas sào lriviacs; só cscollicriios alguinas díis inais salientes. IVo ~ I C de J ~ n l i o Z vemos a teinpcraiura descer u 48" e s u b i r a !17": 49" de dilkrenca. No iilcz de Junho dc 181 7 desceu :i 1cnil)eraiur:i n 50" c suljiiu a $5". No incsiiio iiicz (lc Jiirilio clc 1835, rlrsccii

a 48" e subiu a 88". No mesriio riicz em 1840 tlesceu a 55" ssuI ~ i i ta 97". No rncz cle Julho a tempcratilra tem descido a 5 1 " e subido a 105": 54" de direrenca. No ii~czde Julho de 1519 a teinperatiirn dcsccu a 56" c sul~iua 102"; iio inesnio inez ctn 1 824 a temperatura desceu 4 58" c subiu a 103". Estas são as ~ariaçõesmais notaveis, mas ouiras clc 30" a 40"são frccluentes. No rnez clc Agosto a tcrnpcralura tem tlcscido a 53" e subido t~ 99": 46" cle diflercii~a.N'csic mesino rnez em 1837 desccu a 57" e subiu a 97"; o inesino acoiitcceti iio mez clc Agoslo cle 1838; e no rnez dc Agosto de 1839 desccix a 5 7 " c ssubiii a 9 9". Estas icmperaiilrns cxteriorcs ião altas íí sombra rio verão poder50 pnrccer extraorclinarias; eiiLiletanto além de sereni cxtrahidas das obsciva~òcs do Sr. Prniizini, o que já é nina boa garantia da sua cxaciitlào, aincla para inaior scguranqa nos iiií'orm~mos do modo por quc o tliermomctro estcrior estava collocado, c soubemos quc tiido tinha sido feito conforinc as regras esial~elcciclas, c coiiio s~ipp~inhainos. Tambcm ajuiliaremos, ciiic nas obscrva~«csine~corologicas de Prctorio acli6mos, íllie no ai1110 clc 1754, no rncz cle Junlio, subiu o thermonlctro a 97"; cm Jullio cllcgou a 102; c iio dia í 3 dc Agosto cliegou a 1OGO, e assim se conservou duraiilc duas lioras; 110 dia scgiiiiite, 1 4 dc Agosto, subiu a 103". No o~itoaoas ~ a r i a ~ õ não sao tão eslensas, mas são ainda considccs ravcis. No incz de Sc~cinbro ~ e o i p c r a ~ u r a descido a 118% subido a a tem 92". No incz de Setembro dc 1819 a tctinperaLura clcsccu a 50" c subiu a 89". No inesino mcz i70 anno de 1S 3 9 desccu a l i " e s~ibiliri 89". No i iiiesino mez dc 1840 clesceu a 48" c sul>iii a 92". No iiiez de Ourubro a tcinlicralura tem clesciclo a 40" c subido n 89": 4S"dc diíl'erei-ign. No incz de Outubro de 1821 clesceu a 50" e subiu a 88". No inez de Oritubro de 1836 clcsceii a 40' c subiu n 79". No iuez cle Outubro clc 1 8 3 7 desceu a 47" sçiibiu a S4". No incz de N o Y ~ I I a icmperatura teiri cle.cido a 34" c subido ~~J~~ a 75" 4 1" de ditrcrenca. No incsmo incz cle Novcinbro clc 1 830 desccii a 36" c subiu a 14". No iiiesino incz de 1 S25 desceu a 39" c subiu ri 70". E i10 inesiiio rnez de 1 8 3 5 dcsccu a 34" c subiu a 7 5". A tabelln qiic aprescniâ~nos(n: 56) cx~rahidados diarios metcorologicos do Sr. Pranzini é curiosa, pois inosii*a por observacijcs de ctczeseis ailnos a miniii-ia c niasima a cluc tcm clirgado a ~t.einpcrniiirncin cada mcz, c aléili d'isso, a méclia ininima e a inédia masima de cada iiin dos inczes. O cxaine d'esia tabella n5o só rios indica as grandes variaç0cs qtic o mcsiiio inez liódc aprcsciitar nas suas t c i i i ~ c r a l ~ i r n ~ c s l r r inns, ( - 0 1 ~ 0 tnnihriii ali L ~ C\ E C[\IP ;i16 ii diKrrciil;a cl-itro :i ~i-iediainasi-

".

aia e u iiigdia i~iinimano inez é iiiuiio grande: 30" mais. E a difk renca entre a mais baixa rnédia ininima eili Janeiro e a mais alta me dia maxiina eiri Julho é 60'. 'Tamhem se vê por essa tabella que a mais baixa temperatura observada n'estes dezaseis annos foi 26" c a mais alta 10!iO: 79' de digerenca. Ern quanto no Punclial a inais alta temperatura ol.,servada é 85" e a inais baixa 45": só 40" cle differenca; islo por espaqo de inais de ceni annos, e a ininima 45"oi obtida com o thermometro de maxiino e rnii~iino. Julgímos preciso entrar n'estas particularidades para fazer melhor sentir as grandes varia@ que lia na temperati~rade Lisboa, e que não podem ser bem apreciadas só pelas temperaturas médias do anno, das estacões e dos mezes, que os aiithores teem 1)ublicado; e ainda ciiidâinos que 'é necessario continiiar n'esta analyse e levar mais adiante o nosso exame; porque tainberil existem grandes variacões nas differentes horas do mesmo dia, entre o dia e noite e entre os dias successivos; esias varjaçôes, ás vezes ião grandes, são as mais perigosas, c as que produzem os resfr~iamentose constipagões.

T,~RELI.A BXTHAWIDA DAS O I ~ S I ' I I V A ~ Ò E SI I ' E O ~ ~ I . O G ~ DO sn. PHANZINI 18.i114 M O S T R A R M CA'~

DO ANNO E 1 LJSíiO.4. 1

A. 1ciiil)mnaluracluranle o clia apresciiia eiii Lisboii \.artiaçõesriiuilo coiisidcilavcis; inui.lns vezes a variaca*oentre a ii~axil-~la miniLna do dia e c rioitc C s6 G % L ~ 8' c menos; inas tainbein muito freqilei-ites vezes em
todas as csincõcl;, porém ainda mais na prjinavera e vcrao, a Tariacão é 20°, 25", 30" c tnais. Os cxcmplos dc variaqio de 20" iio inesino dia são f r e c ~ l ~ ~ ~ i s s i clen 25"; ainda SUO freclueutcs; e n5o lios deverá isso ~ os íidniirar rluando T~CI~IOSein alguns niezes a diflercnca dc 20n,3 entre a média iriiniixia do ixicz, 6 1,",7 c a iiiddia maxiina S 1",9, (Junho de 1840); e ;i diflercnga de 20",1 e1itr.e a iriédia ininima do inez 60°,9 e a média m a x i r ~ ~8a1" (Jullio dc 1 84 0). Lailcando os 01110s para os dia rios nieteorologicos, scin grandc traballio acliâinos dias ein que a telziperatura variou 3 2 y 2 0 dc Junlio de 1840) e até 35' (21 do mesino inez e anno). Erri Julho d'cste mesmo anno acliUinos ein varios dias 30" de variacão, c cm alguns dias 3 1" Em Agosto d'esse inesmo anno acliâmos o dia 19 cni clire a variacão foi 37". Os excinplos d'estas grandes variacões de tcnipcratura 1150 são raros, c poderiainos ainda acliar talvez variacõcs iriaiorcs se corressemos todas as observac6es que lc~nospresentes; mas nio pertciicleinos mostrar só o quc é extraoi-dinario, queremos estabeleccr quc no clima de Lisboa as grandes variacões de lempcratiira de 20" a 25"no dia são fi~ecpeiiics,e que ainda muitas vezes a variacão é maior; e rcpclircmos que esles Iiuineros foram obtidos com um tliermomelro oidinar-io, e n lioras fixas; e todos quc estão cos~;uinados fazer a observriç~esinelcorologicas sal~einque as temperaturas extrcmas toina tlas coin uin ilier~noinetrode inaximo e inininio inarcam sempre maior va11iaqão. No Ensaio Estalislico do reino de Portugal e Algarves, em que Ralbi rcuniu as observacões meteorologicas que então pôde collier dc dilTereriles terras de Portugal, concluiu, que a teinperatura aqui é rniiito variavel, priiiripalinentc ein Penaliel, Porto e Lisboa, liaveildo variaçõcç de 1 8 9 228 efallando par~icuIarmenlede Lisboa, havendo variacõcs de 22". Ellc com~iidosabia que se a tcinperatura fosse toinada ii oirLxbas lioras, ainda as variacões seriam maiores. Se nos leinbrarmos do ( I U C fica dilo n'csta parte a respeito do Funclial ein que a variacão nas vinrc c r1urili.o horas 1150 excede regulariilentc 10", sendo o mais fre( ~ u c n i c4" a16 SO,e xnuilo cxtraordiiiariamcn~e chega alguma vcz a 19" nas vinle c clualro Iioras com um ~lierrnomclrodc maximo e minimo, coriliccerernos bcm a difleren~ados dois climas n'esla parte. As yariaçocs de leii~peraturaem Lisboa de dia para dia 1120 são tào grandes, tomadas ~odos dias r( mesma liora, como as varia~õcs tcin os cicie ltigar no rnesino dia a horas diflErcnles. Muitas vezcs até a differenea P licqiicna; mas tanibeni n5o é raro ver ein dias silccessivos o thermoil~ctrod n~~csma rnarcnr 10" cle clifferenya, c algiimas vczes 15'. Para 1ioi.n

esta variação basla a inudanca dc vento; sciido o Nordeste e Norte ein geral inais frios, o vento do Sul temperado ori quente, e o vcn to clo Oeste inoderadarilente fresco. A influencia do rumo do vento c da sua vclucidaclo sobrc a scnsa$io de frio c~iic produz nos inílivicluos é tal, quc no inverno o Nordeste forte com urna tcinpcraiura que não rlcscc gcralnicntc abaixo de 32" e mui poucas vezes 1h clicga de dia, faz sciilir i i i i i frio pcnetlnntc c ineommoclo crestando os bcicos, orcllias, nariz, e provocando as lagrinias, como se o inclividuo cslivesse cxposto a uin frio forte (10s climas c10 Norte. A força solar é grrinclc cni Lisboa, c por isso a pnçsagcnl do sol para a soiribra, solsrctudo clriando sc esteve parado ao sol, é rriuiias vezes scguida cle rcsrriamentos, dcfluxo e constipação, etc. Sc csla transicão se faz por u m a rua ou esc~uinacm quc sopra vento frio, sc o iilcli~~iduo fica ahi parado, a constipacgo e riiuilo provavcl, porquc a cliflcrcnqa dc temperatura a que o intlividun n'estc caso sc espõe successi~~nmciiic d dc 20" a ::On, ou iiiais. Ha outsas par~iciilaridadesnas variacões de tciilpeilaliira c111 J,isboa, que não enlrando ria parlc propriariienle mcicorologica, icin coiiitudo urna indiibilavcl influencia na saúde clos tiabitanles, e lia rnarclin das inolestias, priiicipalrncnte ern padeciinenlos clironicos dc vias rcspiratorias. A posi+o das liabitacões eni silios elevados ou baisos, em sitios cspostos aos ventos do Norte ou abrigados cl'elles, cm irilcsscccões dos rnonles, ein que girain corrcnles fortes de ar, a exposição ao Norle ou ao Sul recebendo a influencia solar, dão 6s linbi~acõcs coiiclicõcs elo teinpcratura iiiteiramente cliffcrciitcs. De tal no do, que habitac6cs niui proximas, e a t é coiiliguas, só pela cliriercn~ad'eçlas circiiii~siai-iciaspodein tcr iiina leinperatura muito clivcrsa. Acontecc na iiicsiiin habitação, se $ grande e espacosa, cle inodo clae rcuiia as cliias esposicõcs clc Norle e Sul, I-tavcr 6 nicsnia liora dnas tcinpcraluras iniii distinctas, parecendo cliiiias diversos. Esia clifíkrenca enlrc os dois lados ou exposicõcs da inesina casa é orclinariamcnte de 4", 5" iís vczcs S", c na occnsiào em que eiitra o sol rios (Iuartos do Sul, se a coinrnunicacào dos dois lados nào é franca, a diffcrenqa ainda póde scr maior. Nào é raro que pessoas de saúde delicada, scm snliir dc casa, e simplcsnicn~cpela passagem do lado cl~iente para o lado frio sintam calafrios, espirros, e se consçtipctn. Com a 1n5 coilstruccão clas casas, de que já fallárnos, c com a differenqa dc lcinperatiira nas divcrsas partes da mcsinn liabitação já se vê que sc clcvein estabclecer corrc~itcsde ar frio que não podcixi ser scrião muito desfa'avoravcis no lratamento de algumas molcs~ias,c pari.iciilarineiite nas do apparelho rcspiratorio. Erri Lisboa lia algumas linliiiaqõrl; escrllciiics, Iiciii ( ~ o i i s t i ~ i i i d a srcpar;itl;is, coiu ~xposiqaotlo SiiI, o

r~cc~e1,cirdo aiiililaiiiciiic o sol, c ciii que o doeiile se pbdc coiiseryar muito ljc~iic ciii boa teinperalura, sein luiiie, todo o inverilo; rnas ainda ii'estc caso, O mais favoravcl, ellc iein durante a maior parte d'essa estacão de se liiiiitai- R sua propria Iiabitaqào, e ás vezes só a alguns quartos d'ella, e cpando se tratar de saliir e rcspirur uma atmosphcia livre, cin poucaos dias o poderá fazer, c cin poucas I~orasd'esses dias; e para isso são precisas 11rcc~aicõcs muiio cspeciaes para evitar as variacães dc teinperatura e os golpes de ar. Na maior parte das casas eiri Lisboa, durante o inverno sofie-se frio que chega a ser desagradavel niesmo para os sàos. Colllec,a Iio,je este mal a ser remediado pelo uso de cliaininés e fogões, á. iiiiiiação do que se faz nos climas frios, e nas nossas proprias provincias, c para cuja introduccão Iiavia lia annos n'esta ciclade uma mal fundada rep~~ilaiicia. Rias estas tempei~tiurasartiiiciaes, que são melhores para os doenles de affecgões pulmonares, do que soflrei* o frio, nào são co~ntudocomparaveis corn a expasicão RO a r livre em uma temperatura suave e no meio cle uin bello paiz sempre ein ~ ~ l e n a vegeiacão. Irisistimos tanto sobre as ~ a r i a ~ õ e s temperatura ein Lisboa porda q11e nos pareceu que este ponto capital do seu clima, e da maior influencia soljre as doencas de peito, já inui bem conliecido pelos facultativos, não o é bastante pelo publico, e não o é pelo moclo positivo, claro e nuinerieo pelo qual o1)jectos d'esia ordem devem Iioje ser tratados e sabidos. Ainda diremos que todas esias coasidera~õcsrelativas ao cliina de Lisboa sc podeni estelider e applicar com pequenas n-iodifica~õcsao cliina dos seus arredores, para oiicle é prática mandar os doentes a m a (10s de molestias de peito. A inesrna iinpressão dos veiitos, as mesmas variacões de temperatura ali se encontram; e ou seja porque as habitac,ijes esta0 isoladas, ou mais separadas umas das outras, ou porque a irradiacão terrestre é inais rapida, ou por outro qualquer motivo, qile não ri inister agora ponderar, é ccrlo que em geral ali desce mais a lempcratura, c a accão do vento do Norte e Nordeste se faz inais sentir do que ein Lisboa. Poréin taiiibem é verdade que ali a tcmperatiira no verlo niio sol~etão alto, c que o calor forte do dia sc dissipa mais depressa. Se os veiitos teern uma influencia saudavcl para refrescar a tempeilaiura e p~~riiicar ar, tambem ás vczes levam as ernana~õesinfectas ao o interior das hal~ita~ões, ainda teem outros inconveiiientcs que convkin e ponderar. Além das variagões de temperatura, em que ellcs teein uma influencia tào manifesta, os ventos pela sua forca sfio ainda ii~coinii-iodos para os docntes affec~adosde molestias pulmonares, embaraçando a respiracào, desafiando a tosse, e levantando a poeira que com as ruas mac;idninisadas, não i~cxgiicias caiil o detrito dos excrementol; dos animaes, e

produzem ucli eflèiio desagradavel para lodus, e muito riocivo para os doentes; c fitialmente elles causaixi a certas lioras um sentiiliento de frio que conslipa. As c I i u ~ a s 1,isboa $0 abiiridantcs IIO iiiverno, 111oderadasna priein mavera e oiitono, e raras no verão. Esta regra soffre alguiiias cxcepcões. Calcula-se liaver i10 aniio noventa c oito dias de chuva, terino inedio; dos quacs trinta e cinco no inverno, viiite e s4s na prirriavcra, oito no verão, e vinte e nove no outono; e caliirein iio arino quinliciiios o i ~ e n t a tres ixiilliineiros de agua, ou dois palinos e dois tcrcos, cjue eqiiie valem r: cento setenta c urn aliiiudes por braqa. Esta cjuaniidade é inerior do que a que chove 110 Funchal. A cliura caliindo tís vezcs cm Lisboa ii~uitoiniuda e por muitas lioras succcssivas, dá 5 alinospliera unia grande liumidade; pore'm f ' r a d'isso o cliiiia de Lisboa 1150 se póde clia mar liuinido. Posto yuc nno saibarnos dc algurna Loa scric dc obscrvacões hygroinetricas leitas coi-ii i~isirumentos dc confiaiica para eslabeleccr esta parte cla sua meteorologia, como hoje se requer, cointudo pelas obscrvacõcs cliie lia, í'ci~as coiii liygromeiros de absorpcùo, c pelo ciuc vernos acontecer coi~ios corpos Iiygroinciricos, não jiilgâri~osque a 1111inidacle do cliina de Lisboa sqja tal que tcnlia elTeilos inai-rif'cstaineiitc nocivos aos doentes atacados dc tisica pulriionar. Harcrilo dias, liaverão invernos eiii qiie a humidadc 4 grande, c ás vczcs cornbinaclii corn o venlo e o frio dc uin modo dcsag~adar~cl, eiii gcral o cliiiia iião (4 huinido; mas antes no ver50 a atmosp1iei.a é riiais sccca do que coiivéiri para a rcspiraqão, e csta seccura drí ao paiz o aspccto triste c arido quc os nossos cainpos faltos de ai-roredo aprcsentain ri'cssa csta$io dcpois da colhciin. Por ouiro laclo, a Salta d e agua para irrigacilo nos cainpos, c para os diversos misteres de corisuiiio na cidadc, coilfirii-iani csla idéa de iirn cliiiia sccco durante o veriio cltie os Yeiltos iiiaritirnos não podcin iriodificar contra i i predoiniiiai~ciae Sorqa clos setis antagonis~as. V(>j$lnos agora qual é n r*e\a$o cluc a tcmperalura, vciilos, cliliva e o tenipo teeiil cntre si iio cliriia dc Lisl~oa,c coiiio essa relacão sc iiinnifestn nas diversas cstaqões. 0 s ~ c i ~ i o s doiiiinanl mais c111 Lisboa qric são, corno clisscmos, o Nordcs.tc, Nortc, Norocstc, Ocstc c Sudocs~c.Os dias chaiiiados de crit to forte poclcm-sc calcular pela rriédia dc varias annos eiii oitenta e tres dias iio aiii-io; pordin os dias de vci11.0 iriais fraco são miiitot;, siiido os dias to~aliilciirescrrilos c de coiiipIcta boiianca a scr inuito poucos. As cliuvas vccrri regiilarmeiitc com os vcnios dc S~idocsle, Oeste e NorocsLc. Os chuveiros coiii os ventos c10 Norocstc. As Lcinpcstades cotii o dc S~idocsto.Os fortes frios do irivcri~ocorri o Norlc c Nordeste. No inverno é I'rec~uen-tever l~aixara liai-oirictro algiiris riiilliiiietros, c viiilc c i ~ u a i r ~ o lioras o11 litais drl)ois, 1,essiir o ~ciitoa i i i m 1)oiito

cle Noroeste ai6 ao Si11 e cliovci'; ficalido a teriil~eratuva iliocleracla por i~iiiitos clias. Depois observa-se siibir o baroiileti~o,o veilio passar ao Norte o11 Norclcste, esiabeleccr-se Icinpo bom c claro, tciliperaiura baixa, frios fortes, teinpo segrrro por rnuitcis clias. A prirnarera é urna estacào inuito irreglilar ein I,isboa, nàn só pelas variaqõcs dc temperatura conlo taiiibcm pela \.ariacão dos veillos e cliiivas, c c 0 teinpo em gci-al. Appni-cccm dias dc granclc calor comi itirdes 1 c rioites iiiuiio frias, a poiito de ser prcciso rnuclar o vcstuario ou ajiintar mais algriixi fato para a noite. Veein dias claros c bellos dc inuito calor e logo sc scguein dias de inuiia cliuva. Alguiis aiiiios, depois de clias de calor em Abril oii Maio ein clizc todos inurlaram o vestiiario para mais ligeiro, vem, quaiido j h se uào espera, cliliva c frio cluc faz recorrer ao fato jri abanclonado; e ii'estas trarisicões c iiiespcradas mudan$as as conslipacõcs sào frecliiciltes. No verão os ventos são rnuito mais regulares, nias os do Norte, muitas vezes fortes, predori~iiiai~~. coriitnutn arnailliecer o dia sereno fi e já cpiente, conservar-se assim até 6 uina ori cluas da Iioras da tarde; a essa hora de grande calma estabelecer-se jleiito do rnar q i ~ c rcfilesca a atn~osplicra,e inais para a tarde o vento passar 5 terra e sobrevir Norte forte. Islo succede muitos dias seguidos durante o veAo; estc jogo dos vcritos refresca e purifica o ar, e é u m dos graiidcs bens do cliina de Lisboa, c~ija a~inospherainuito carece cl'esta purificacão cliio~idiaiia.Esic venlo Corte c10 Norte é nos inczes dc Julho e AgosLo niuilo desqjado para o trnballio das eiras, e cin toda a costa dc Portugal sc faz setitir corii forca ri'esta eslaqão. As viracões do riiar n'essa mesma cstacào sào moclcradns, selitem-se ein Lisboa e eni toda a costa, e riáo penetram muilo iio inlerior. O oiitoiio é talvez a estacão em cpe se apresciitaiil menos irrcgularidacles clc icinperatura e de veiltos, e111 c~ucas cliuvas sào moderadas, c é a eslacão inais agraclavel em Lisboa c sem rirreclores. No incz dc Selembro ainda se sofic calor c 5s vczcs graiides variajões cle lempcratura. Por i s o o Sr. Prrinzii~ijulgou dever eolloca-10 iio verão, c pelo iiiciios os scus priineiros cluiilze clias cabein ali iriiiito Ijerri; poréin o fim de Setci~ibro os ixiczes de Oulubro e Noveinliro são gcrnlii~enteos mee lliorcs, mais rcgi-ilares c silaves do anilo. A lciiipcratura ii-idclia do incz cle Outiiliro regula pela teiripcratura inédia do riiino. Cuniprc poréril advcrlir (pie as estacoes não são ~oclosos alinos. da mesma í'órina, lia 31guns invernos inuito suaves, oiitros muilo fi3icisori cliuvosoç, verões inerios cluentes, [~rirnarerasrii:iis regulares c amenas. Nós tlescrcvcinos o irinis roiiili~iiilie frcc~iicritc.
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Al6irl d'cstas coiisiclera~õcs que vein fcitas para moçlrar cilguns incoil\reilieiiles quc o clii-iin de Lisboa e ccrtas coildiçõcs da cidadc iceili p a r a o trataiilenio da tisica pulinoilar, lia niais oulras, quc não seiido tão gemes e versanclo sobre o.jcctos cle mci-ios iinporiaiicia, iião são coin~udopara clcsprezar. O litoral junto á cicladc é l30UCO declivc; a sua inclinacão é iriuiio siiaye, o inar e o Td,jo vão al~aiidonancloesta parte das suas i-iiargens; cin alguns lugares, lia vasantc, ficaili iiiuilas braças de superficic loclosa clescobcria, exlialanclo miasinas cluc levados pclo vcnto 6s Iiabitaqões mais prosiinaç, dão 11111 cheiro clesagradavcl, e pcla naiurcza ílas rilaterias que os procluzirain deyeiii scr nocivos. Na iiicsiiia occasiZo da vasantc os ventos do Sul cntrain pelos canos da linipcza, e Ievarii cleiitro clas liabiiacõcs as ciilanacõcs iirlectas, a cluc sc não oppõe os mecliaiiismos irsados cin oiitras partes n'cssc servico doincslico, que entre nós está em uzn atrazo vergonlioso. A ciltrada dos rcsiduos inimundos cla cidade no mar fazia-sc ainda lia pouco iciripo ein alguns ponlos do litoral, por tal niodo, qiic além de iní'ccto era inclcccnte; e o estrangeiro ailkes cle desembarcar jd tinlia confirmaclo as suas i d h s anteriores sohre o accio cle Lisboa. Hoje o aceio ela cidade d i-iluilo clifrereiitc do que era lia vii-ite annos, c ioclos os dias inelliora; poréiii ainda existem por inuitas partes ficos de iiifeccão que o Iiabito tolcila, 1nas c[~lca l-iygiene altai~rei~ie reprova. Seili perlenclcrinos agora avaluar o systerna de limpeza feito por incio de canos clue concluzciii as iiripurczas ao irrar, é ccrto que esic susteina está estabelcciclo, e cluc n9o .lcin aqui alguiis dos iiicoiiveiiieiitcs quc cxislenl ein Londres, Pnrís c outras cidades, visto que a agua c10 T$jo lmisturada coin a do inar não póde scr applicavel para os riiesmos usos que ii agua do Tainisu e do Scna. 1I: tamben~é certo que sc por este processo se in~roduzisscmirninediatainente no i-ilar as ina-tcrias rejeitadas, c os caiios recebessem sufficieille qiianlidade cle agiia, o syslema, se rião fosse o mellior, era pclo ilicnos no ilosso caso inuito toleravel. Mas aléili dc cluc elle se não cslende a lodas as partes da cidade, liavendo algumas eni que as iiilrriunclicics se laacain i ~ a sruas, onde permanecem por muitos dias, a pouca agua que tem a cidade, faz coin cpe as maierias que se deitam nos canos, fiquem depositadris e dcmoraclas, forinando durante o vcrão fdcos clc inieccão que cxhalain pelas aberturas proximas ás casas, c até clebaixo clas janellas os inais pcstillentes ii-iiasilias. Uiri matadouro e seus anncxos 110 meio da ciclade lancando a muita distancia as suas insalubres einanaqõcs, os gazoinetros cla illuminacão corroinpendo a atinospliera visirilia, alguinas lhhricas no meio clas halitacões, as ruas ainda pozico Birrip s m i i i t a s escadas ii~ílecentemc;itc sojas, 1150 $50 elci~iriitosindill'c-

rerites para alterar a pureza da atiiiosplieru e para atacar uiii pulinzo doentc. Algiinias d'estas causas teni uma ac@o local, liliiiiacla e circuniscripln; outras, pordni, levain os seus effeitos mais longe e não podem dcixar de Ler uina perniciosa influencia sobre a iilarclia da tisica pulmonar, n'ac~uellesdoentes que a ellas estiverem esl)ostos. As recorriinendacõcs, os cuidaclos bem dirigidos, a boa escolha cle liabitações ateriiiain c inoderarui alg.tms elos inconveilientes de scgundri ordeia, iiias outros são clifricilineilte reinediaveis, ou completamente sem renicdio. É pratica geralmente aqui adoptada que os doeuies de inolesti;. ~~uliiionares, na primavera para fóra da cidade, a urna ou duas levão guas cle dis~ancia,para o inlerior, longe das margens do irlar, pura si lios saudaveis, pouco elevados, coino inenos ventosos, cercados ou pxoximos, cluaildo é possivel, ele :~lguiua vegetacão, jardini, quinta ou arvoredo, para poclererii ali passear. Os sitios luais recotnrnenclados por estas coiiclic,ões clue acabâilios de eiiuinerar e por terem habita$ies quc se possani alugar e oiitros coliiniodos para os eloentes c fainilias, são: Cainpolide, Sete-rios, Convalcscenqa, Beiilfica, Calliariz, Larangeiras, Palma, Carnpo Grande, Liiiniar, etc. 0 s doentes demoralii-se ali ele quatro a seis inczcs. Alguns d'estcs sitios são apraziveis, ~eeiii jardins, c algun~as 1iabila~:ões boas ; nlas o geral d'essas liabi tacões é inito: coiistruc~6es de pcssimo goslo, pouco aceadas, sem jardins, e e111 alguns d'eslcs silios acliain-se cllas nccumuladas e dispostas como em unia rua da cidaclc, recebendo ~oclaa poeira, clue os ventos e o nloviineii.to ílos vcliiculos lilc enviain, e 6s vezes as emanacões dc uinn estrada ein que se Iriiiçalii as iminundicics das casas. Sc isto tudo iião é geral, d ao iiieilos ~nuilofrcc~uciitc. I-ia 110s arredores de Lisboa, algumas Iialtitacões coni excellentes jardins ou quiillas, coino clisseiiios, mas essas silo geraliiica te occiiliadas pelos seus proprietarios, e as que são destinadas para se alrrgar sgo liiuitas vczes irids, e ordinariamente p o r e s e mais acaiiliadas do que 3s occu[~adaspelos doentes na cicladc cliirante o iilvcrno. Os arvoredos lia ~rosin~iclade Lisboa sao raros, o cailipo clepois da colheila fica de irisLe, arido c sccco; de lido isto resiilla no verão unia temperatura alta, iriria a~iiiosplierasecca, passeios porico deteud idos do vento e do calor, bastaiitc liocira, reunido isto a torlas as 17ariacões d a temperalura que igualiliciitc se encoritrain na cidaclc. Não é raro liiretil docntes no inez clc illarqo e de Abril para o cainpo coiii o fim clc aproveitar teiripo, deI J O ~ S de alguns dias bons, e na esperança cla sua continua@ío, e ficare111 encerraclos, um mez e inais, seni pocler saliir a passeio por causa 'da cliuva e máo tempo, que depois sobrevém. Assim mesnio é fóra de ílúv i d a , que o ar dc. cniilpo nas visinliaiiqas de J>isboa, é util rio tra tameritn
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de iiiuilas iiioleslias, cliie eiii alguiiias ailercõcs cliroiiicas dc vias rcspiratorias, iciri nina infíueiicia saudavel, e qiic ruesino iin lisicn 11~111110iiar tciii alguiiias vezes produzido effcitos beneficos. Ter-nos visto ein d o c i i ~ , ~ ~ iiossos, e dc ~iossoscollegas suspendcr-sc a marcha cla inoleslia coin o ar do caiiipo clos arredores de Lisboa eiii casos já reputados graves; liias não poclêmos deixar de dizer que aléin de iilcoiivcnieriics que poclem vir a ser remecliaclos para o f~ituro,corno são a ftilla cle arvoreclo, a fiilia de boas Iiabiia~õcs, de jardiris, passeios, etc. lia OLI lros ciuc dcpciidein das variacões alinosphericas, da teiliperalura, c10 venlo, C do clima cm geral, que pode~ii ser inodiFicaclos, ]nas não com~~lclaincntc vencidos. Tarrilsetn j~ilgâinos c~iicas graiides soiiiinas clcspcnclidas ein lial)ilacõcs, quintas, c jardins aos arredores dc Lisboa, se livcsscm sido empregadas com melhor gosto e intelligencia haviain dc dai* coildicões muito inais agradavcis para os sãos c mais proprias para o irataincnto das inolcstias, e liaviain d e atenuar ccrtos iriconycnieiilcs do clima, até ondc cllcs podciii sei1 atenuados. No Gn do outono quasi torlos os docnles voltam para a ciclade; as i Iiabiiaçõcs c10 campo sendo iiicoininodas, Crias, liuinidas, iiial reparadas, a teinperatura inais baixa do que na cidade, c sciilindo-se inais as suas ii'regularidacles, os doeriles mais alalidos c fracos poucas vezes se podcm cxl~ôrali ao a r livre; ficalii tristes e mcaos aconipanliados; os Lraiisporlcs diarios sào 1n6os e dispendiosos; c tudo islo faz coin quc aycsar das 1116s condicõcs cliie se ciicontraiu lia cidadc, os qiie passairi o vcrio no caiiipo, rolteiii aclui no invcrilo. Para alguiis collocados ciri inelliores circilinstailcias a Iiabiiaciio no cailipo, ainda rnesiiio i10 iiiverilo, poderd ser util: esse caso é excepcioilal. Do que Gca dito jrí sc póde vêr quaes são as condiçõcs cin cluc sc acha o doenic afieciado de lisica pulinoiiar ein Lisboa iio iiivcriio, C nos arredores de Lisboa no vcrão, e sc póde fazer a coniparagão com as condicões e m qiic se aclin no Fuiiclial cin iguacs cslacõcs. Pclo qiie diz respeito ao i n ~ c r i i onào 110s parece que possa liaver lresilacào ern escolher o PuiicliaI, quando isso fòr possivcl, c o doeiitc estiver em estado da inudanca Ilic poclcr aproveitar; inas pelo que cliz respeito ao verso, as razces não são tão claras, porque o vcrão no Funchal iaiiiLcin nào é iselilo de incoii~~eniei~tcs; sente-se muito o calor em alguns dias, lia uma certa Iiiiiiiidade na ntrnospliera, ou outra circuins~anciano clima quc produz grailclc traiispira~,aopor qualqiier excrcicio, c uin cstaclo de lang~lidme clep~cssãocle Sorcns que se asscmcllia ao cliic se scnle nos clinias irol)iracs. fi portanto iiecissario que os cloentcs ali ~ i i o iguallnciilc liara o campo, o qiie cstii esiabeleciclo ,i$ regra, c qiie 1)rocnrein ciii iiri-ia cm

aliiirn cniiveiiiciilc a tciiipcriiliira Srcsca c agriida\cl íjiic conviiii ao seu cstiido. Com csla iriudaiiça, ainda 110s parcce que as coiidicõcs ali seJain ~-ricllioresdo cluc as que sc enconirain nos ai3rcdores cie Lisboa durante a estacão caliliosa. Tc~nperaiuraiiiais fresca c igual, atinosphera inenos secca, iiicnos vcilto, poucas variaqões atinospliericas, falta de poeira, e uinn vegetacào scii,prc vicosa, constiiuriii essa \aillagem coiu~~arativa. A comparacão do cliina de Inglaterra com o da Madeira cai refercncia á sua utiliclacle no tratamento cla tisica pulinonar, está estabclecida por iim grande iiumero de ijv-tos cliie tein clado aos iiicdicos a convicciio de que, pelo inenos cliirantc o iiiverilo, c nos inezes clue rào de Outubro até Maio, os seus docntcs aKeciados de rnolestias clc peito, clcvendo saliir de Inglaterra a procurar climas inai-s fa~oraveise liospitaIciros para sua liabita@o, acliam na Ilha da Bladeirn urn dos primeiros para cssc fm lioje aco~iselliados.BIcdicos de outros paizes niaiidain iami l ~ e i npara ali os seus doentes, inas e111 proporjão iiluito 111ei1or. Nós nào tcinos ainda iiin grande nuinero de factos para poder tirar iima conclusùo nossa decisiva, porque coinct$inos mais tarde, e para fazer essa cotiipwaqão prática da utilidade dos dois climas, qiic d aiilcla iriais segura e importante do que n comparaqão melcorologica, é prcciso reunir dados esla~isticos muito exactos e nuinerosos. Por ora ha alguiis factos clc grande proveito do cliina da Rladcira em clocntcs de Portugal. Taiiibcm lia outros em cliie elle não produziu effeito iienliuili f