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Faculdade de Engenharia Mecânica UNICAMP

EM 722/ES606

GERAÇÃO, DISTRIBUIÇÃO E UTILIZAÇÃO DE VAPOR

Apostila de Curso

Profº Waldir A. Bizzo
1º sem/2003 EM 722 Aulas ministradas pelo prof. Caio Sánchez ES 606 Aulas ministradas pelo prof. Waldir Bizzo

EM 722 - Geração, Distribuição e Utilização de Vapor

Profº Waldir A. Bizzo

Apresentação:

Esta apostila foi elaborada para utilização como notas de aula do curso EM 722 - Geração, Distribuição e Utilização de Vapor. Além do trabalho do professor, reúne e utiliza alguns textos e figuras emprestados da bibliografia abaixo.

Bibliografia: Bazzo, E.,1992 "Geração de Vapor", Editora da UFSC, Florianópolis. Pera, H., 1990, "Geradores de Vapor", Editora Fama, São Paulo. Babcock&Wilcox Co., 1978, "Steam, its Generation and Use", N.York. Telles, P.C.S.,1982, "Tubulações Industriais", Livros Técnicos e Científicos, R.Janeiro.

ÍNDICE: cap. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Combustão....................................... Combustíveis.................................... Queimadores..................................... Geradores de Vapor.............................. Cálculo Térmico e Fluidomecânico de Caldeiras... Segurança na Operação de Geradores de Vapor..... Distribuição de Energia Térmica................. Aquecedores..................................... Eficiência de Geradores de Vapor................ 1 18 41 66 81 95 100 120 128

EM 722 - Geração, Distribuição e Utilização de Vapor

Profº Waldir A. Bizzo

cap. I - COMBUSTÃO

Reações de combustão são reações químicas que envolvem a oxidação completa de um combustível. Materiais ou compostos são considerados combustíveis industriais quando sua oxidação pode ser feita com liberação de energia suficiente para aproveitamento industrial. Os principais elementos químicos que constituem um combustível são Carbono, Hidrogênio e em alguns casos, Enxôfre. Estes elementos reagem com oxigênio, e na sua forma pura apresentam a seguinte liberação de calor:
C + O2 H2 + S
1 2

→ CO2 → SO 2

− 393.500 kj / kmol − 29.300 kj / kmol

O2 →

H 2 O − 241.800 kj / kmol

+ O2

1.1 - Composição típica dos combustíveis A maior parte dos combustíveis fósseis são hidrocarbonetos, e as composições típicas são de: carbono, hidrogênio e oxigênio. Combustíveis vegetais, produtos de madeira e refugo (bagaço, serragem, cascas, etc.) são carboidratos que contém 1/2 átomo de oxigênio para cada atomo de hidrogenio. Seus produtos de combustão são similares aqueles dos hidrocarbonetos ( CO2 e H2O) mas a energia liberada durante a combustão é comparativamente menor.

Tabela 1.1 - Composição típica de alguns combustíveis C Gás Natural Petróleo Carvão Mineral Lenha ~75 84~86 78~95 49 H ~25 11~14 ~7 6 O 0~3 1~15 43 N,S,etc. 0~5 1~5 ~1

1.2 - Análise dos combustíveis Os combustíveis gasosos são usualmente misturas de gases que podem ser identificados individualmente. Combustíveis líquidos destilados tais como a gasolina ou o querosene também são misturas de hidrocarbonetos simples que podem ser separados e identificados. Carvões, óleos combustíveis residuais e combustíveis vegetais têm estruturas complexas, difíceis de se reduzir a componentes individuais. No entanto, para a maior parte de nossos propósitos a análise ELEMENTAR do combustível é 1

ou a molécula-libra. O peso molecular de um material é a soma dos pesos atômicos que o constituem. Análogamente pode ser utilizado a molécula-quilograma. Assim a molécula grama. CO. que é em efeito. ou o gmol do monóxido de carbono pesa 28 gramas. por exemplo: 2 . etc. O. Bizzo tudo o que é preciso. S. bem como da composição e volume dos produtos de combustão é fundamental para o projeto e contrôle de equipamentos de combustão.8% em volume 21% 79% Elemento Carbono Hidrogênio Oxigênio Nitrogênio Enxôfre Peso Atômico 12 1 16 14 32 Sabe-se que alguns dos números acima requerem correção decimal. ela pode ser tomada para representar as quantidades relativas de reagentes em termos destas unidades práticas. H2O.Estequiometria da combustão A maioria dos processos industrias de combustão utiliza o ar ambiente como fonte de fornecimento de oxigênio para a combustão. A estequiometria química nos fornece os principais dados necessários aos cálculos de combustão. mas uma unidade prática é a moléculagrama. Se uma reação for escrita em forma molecular. Os erros são pequenos e podem ser ignorados em grande parte se tomados no contexto da precisão das medições industriais comuns. Não existem unidades comuns. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A.. O conhecimento das necessidades de ar para combustão. o peso molecular expresso em gramas. o equivalente no sistema inglês.2% 76. escrita normalmente como gmol. Os pêsos atômicos dos principais elementos envolvidos em combustão. o lbmol. é: 2 + 16 = 18.EM 722 . o peso molecular do monóxido de carbono. é: 12 + 16 = 28 da água. Por exemplo. ou grama-mol.3 .Geração. H. Dada a análise elementar de um combustível em termos de C. 1. é possível calcular-se o requisito teórico de ar e a quantidade e composição dos produtos de combustão. bem como a composição do ar ambiente encontram-se na tabela abaixo: Elemento oxigênio nitrogênio em massa 23. o kgmol. e assim por diante.

gera perdas excessivas de gás de combustão e da temperatura. constituinte principal do gás natural.Geração. A utilização de pesos atômicos ou moleculares para os elementos vai se tornar evidente quando os cálculos acima forem estudados. Segue-se que a reação molecular. normalmente como um componente do ar . Por exemplo. Tal simplificação facilita por exemplo o cálculo do ar ou do oxigênio necessário para um combustível. Felizmente para a maioria das aplicações. Este último ponto é útil ao inverso.combustível mais oxigênio. Para um material simples tal como o metano. 1 metro cúbico de nitrogênio em CNTP contém tantas moléculas de nitrogênio quanto 1 metro cúbico de dióxido de carbono contém de moléculas de dióxido de carbono a CNTP.EM 722 . A teoria de Avogadro estabelece. esta situação de combustão potencialmente complicada pode ser reduzida a uma consideração sobre os materiais de partida . um pouco mais do que a quantidade teórica é usada por razões posteriormente explicadas. 1. uma vez que este é o agente comum de fornecimento) para atingir teoricamente uma reação completa. 1 kmol de dióxido de carbono. o desprendimento potencial de calor e temperatura e a composição ideal dos produtos gasosos de combustão produzido. em que uma comparação da composição real de gás de combustão com a composição ideal indica o rendimento do processo de combustão. esta prática pode ser levada um estágio adiante. quando escrita para combustíveis gasosos.e os produtos finais. de acordo com sua composição.Cálculo da proporção teórica de Ar/combustível Qualquer combustível convencional requer. Menos do que essa quantidade vai produzir combustão incompleta e portanto perda de calor potencial. Na prática. Para produtos e combustíveis gasosos. não só indica a reação e os produtos em termos de moléculas-kg mas também em termos de volumes. pode ser escrita a equação de combustão: 3 . uma quantidade específica e calculável de oxigênio (e portanto de ar.4 . se o metano queima com oxigênio e reage completamente com tudo permanecendo em estado gasoso e sendo medido sob as mesmas condições de pressão e de temperatura. Por exemplo. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. Os pesos atômicos são usados para elementos que são gasosos em CNTP. Mais do que essa quantidade. na verdade. Em termos práticos ela estabelece que 1 kmol de carbono reage com 1 kmol de oxigênio para formar. no final. Bizzo C + O2 -> CO2 é uma equação que indica o que acontece quando um átomo de carbono e uma molécula de oxigênio reagem completamente. que volumes iguais de gases diferentes sob as mesmas condições contém um número igual de moléculas de gás. temos: CH4 1 kmol 1 volume + 2 O2 2 kmol → CO2 1 kmol 1 volume + 2 H2 O 2 kmol 2 volumes 2 volumes Os requisitos de energia da grande maioria dos processos industriais são obtidos originalmente de combustíveis convencionais através de uma complexa cadeia de reações denominada combustão.

53 : 1 . convertendo para uma base de massa. 16 Kg de metano requerem 64 Kg de oxigênio o que. uma vez que o ar contém 23.1: Determine a proporção estequiométrica de ar/combustível para o propano.25: 1. ou seja. A necessidade de oxigênio "x" é calculada fazendo-se o balanceamento dos átomos de oxigênio: 4 . Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. É visto que.EM 722 . tomando-se os inertes como não-afetados e qualquer oxigênio livre na mistura original como disponível para a combustão. de fato. de acordo com as condições exatas de equilíbrio relacionadas às temperaturas. carbono. A dissociação típica do dióxido de carbono é representada por: 2 CO2 → 2 CO + O2 Na maioria das condições industriais.2% de oxigênio por peso. As técnicas de cálculo estabelecidas estão disponíveis na literatura especializada.76 N 2 )→3CO2 +4H 2O+ y N 2 A quantidade "x" é o número de moléculas de O2 necessários a combustão completa do propano. não modificado) A rigor. para cada molécula de oxigênio do ar. O balanceamento das equações é feito levando-se em conta a conservação da massa dos elementos químicos. 1 volume de metano requer 2 volumes de oxigênio de forma que a proporção volumétrica correspondente de ar/combustível é 9. para um determinado elemento. Segue-se da equação que 1 Kgmol de metano requer 2 Kgmol de oxigênio para a reação teórica completa. com ar atmosférico. o número de átomos que existirá nos produtos de combustão é o mesmo número de átomos dos reagentes. e consequentemente a perda de calor. Portanto. a dissociação não está muito em evidência. significa a separação de parte dos produtos da combustão em outros compostos que não sejam CO2 e H2O. o fenômeno da dissociação vai alterar um pouco esta reação. Exatamente o mesmo procedimento pode ser seguido em qualquer caso onde equações exatas possam ser formuladas para os constituintes reativos. Isto. em base de volume. Tal mistura quimicamente correta é uma mistura estequiométrica.Geração. no caso. ela não é levada em conta para os propósitos deste capítulo introdutório. Como a combustão é feita. é considerado obrigatóriamente 3. por exemplo. pressões e concentrações. dá uma proporção teórica de ar/combustível de 17. Bizzo CH 4 +2O2 (+ N 2 do ar )→CO2 +2H 2O+(N 2 do ar. Exemplo 1. As situações em que uma equação exata pode ser escrita são poucas e são quase exclusivamente para combustíveis gasosos de composição conhecida ou determinada.76 moléculas de nitrogênio (a relação de volumes entre os dois gases no ar atmosférico). C3 H 8 + x(O2 + 3. apesar de sua importância ser reconhecida. e.

23. Para combustão completa. Para os constituintes ativos. moléculas e moléculas-Kg estejam bem estabelecidas é um problema fácil converter em base de massa. ou seja. A massa de ar necessária foi calculada multiplicando-se diretamente o índice "x" pelos pesos moleculares do oxigênio e nitrogênio. Não é necessário dizer que. qualquer que seja.8 kmol de ar.76 × 28) = 686. No exemplo acima.A análise básica é comumente determinada em base gravimétrica ou de peso e usada com referência a Kgmol. Uma vez que a relação entre volumes. a relação A/C em massa é 15. então. ou qualquer unidade que seja apropriada. No entanto. metros cúbicos. a relação ar/combustível em massa pode ser calculada com base nos pesos moleculares: 1 mol de propano pesa 44 kg e necessita 23. uma simplificação pode ser aplicada de tal forma que a análise química básica (quantidade de elementos constituintes) possa ser avaliada. levando-se em conta a sua devida proporção: (5 × 32) + (5 × 3. as exigências de peso líquido de oxigênio são obviamente as mesmas e assume-se que qualquer oxigênio no combustível está disponível para reação. ao modo pelo qual esses elementos são combinados no combustível. não fazendo nenhuma referência.8 Isto significa que para cada mol de propano. todos os volumes relativos precisam ser medidos sob condições semelhantes.6 : 1.Geração.76) = 23. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A.EM 722 . tendo assim o mesmo resultado final.4 O2 N 2 Para a maioria dos combustíveis sólidos e líquidos.4 kg.76 x = 18.8 volumes de ar atmosférico. ou cada volume de propano são necessários 5 volumes de oxigênio e consequentemente: 5 × (1 + 3. tais equações exatas não são possíveis devido à complexidade delas e em alguns casos. que pesa 686. A proporção estequiométrica de ar/combustível para esta mistura gasosa em uma base de volume é. É conveniente para os combustíveis gasosos tomar-se uma base arbitrária de 100 volumes. Bizzo 2 x=(3 × 2 ) + 4 x=5 y = 3. O modo de aplicação é ilustrado melhor pelo exemplo. as reações são escritas levando-se em conta o número de volumes presentes por 100 volumes da mistura. Exemplo 1. A posição provável para tal oxigênio é que ele tenha combinado com a estrutura dos combustíveis.8 : 1.2 : 5 . devido à sua composição indeterminada.

76 × 28 = 1464. Hidrogênio.2%. que corresponde a 86 = 7 . é feita à maneira em que o carbono e o hidrogênio são ou podem estar combinados no querosene. 3. que corresponde a a reação estequiométrica pode ser escrita.6 100 Assim a proporção estequiométrica de ar/combustível.17 kgmol de C 12 14 = 14 kgmol de H 1 14 kg de H.67 × 3.67 × 32 + 10. Tome uma base arbitrária de 100 Kg de querosene e converta a quantidade em massa de cada elemento em quantidade de kmol: cada 100 kg de combustível possui: 86 kg de C.0%. Um exemplo a mais ilustra o tratamento dos materiais inertes e do oxigênio composto.3 : Um combustível fóssil tem uma composição em peso de: Carbono. 14.8 = 14. fazendo-se o devido balanceamento: 7.EM 722 . Determine a proporção estequiométrica de ar/combustível. Determine a proporção estequiométrica de ar/combustível. Nitrogênio. C H O N S 6 .8 kg relação A/C em massa : 1464.0%. 8. Bizzo Uma amostra de querosene tem uma análise básica de 86% de carbono e 14% de hidrogênio por peso. qualquer que seja.8%.67 massa de ar necessária : 10. 72.76 N 2 ) → 7. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. 2. Observe que nenhuma referência.0%.17C +14H + x(O2 + 3. Enxofre.Geração. Kg/Kg é 14. Oxigênio.6:1. Exemplo 1.17 × 2 + 7 x = 10.17CO2 +7 H 2O+ yN 2 2 x = 7.

Os principios utilizados nestes exemplos podem ser aplicados com igual facilidade a todos os combustíveis.6 = 12. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A.35 × 32 + 9.35 × 3. estas podem ser tratadas como constituintes inertes para aparecerem como tais nos produtos finais da combustão.Avaliação do rendimento da combustão Se a composição do combustível e a composição dos produtos de sua combustão são medidos.8:1. então a proporção de trabalho de ar/combustível é 1.35 massa de ar necessária : 9.5 = 6 × 2 + 7 + 0.2 3.20 = 15.1S + x(O2 + 3.76 × 28 = 1283.76 N 2 ) → 6CO2 + 7 H 2 O + 0.8 x 1.6 kg relação A/C em massa : 1283.8 0.2 N + 0.Geração. Observe que se assume que o conteúdo de enxofre está convertido em dióxido de enxofre.1SO2 + yN 2 2 x + 0.5O + 0. 1. A proporção ar/combustível com 20% de excesso de ar = 12. Bizzo massa do constituinte. se este combustível fosse queimado com 20% de excesso de ar.EM 722 . A quantidade teórica de ar (ou oxigênio) para combustão completa e a composição estequiométrica dos produtos combustíveis são calculados e comparados com a composição real obtida pela análise dos gases de combustão.2 0.36 : 1. Se um cálculo for feito para incluir uma quantidade de ar em excesso. o rendimento da combustão pode ser calculado.0 14 14.8 100 A proporção estequiométrica de ar/combustível em base de peso é 12. com um fator de excesso sendo introduzido na última etapa.5 .1 a equação estequiométrica fica: 6C + 14H + 0. Vamos definir aqui o coeficiente de excesso de ar ϕ como a relação entre o nº de moles realmente utilizado na combustão e o nº de moles estequiométricamente necessário: ϕ= nmol − realO2 nmol − esteqO2 = mrealO2 mesteqO2 Por exemplo. Quando um combustível contém cinza ou umidade.5 2. isto pode mostrar: 7 . kg/100 kg de combustível kgmol de cada 72 6.1× 2 x = 9.20 vezes a proporção estequiométrica. o procedimento é como o de cima.0 8 0.

com alguma quantidade adicional para atingir praticamente a combustão completa. desde os tipos simples de aparelhos. Como foi observado previamente. A proporção máxima de CO2 nos produtos de combustão será encontrada quando a relação ar/combustível for estequiométrica. porém há o aparecimento de monóxido de carbono. b) Se parte do combustível está escapando da região de combustão sem estar completamente queimado. o teor de CO2 também cai. fuligem. à descoberta de deficiências no processo de combustão. Isto é demostrado pela presença de CO. vazamento no forno ou no sistema condutor e inconsistências na análise e especificação do combustível. que é uma função do tipo de combustível. é desperdiçado combustível e esta condição pode ser reconhecida pelo aparecimento de quantidades excessivas de monóxido de carbono no gás de combustão. Acima desta quantidade.Teor de CO2 no gás de exaustão A medida do teor de CO2 no gás de exaustão seco (uma medição simples e comum) dá uma medida útil do rendimento da combustão de um determinado combustível. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. 8 . um pouco antes da produção da fumaça prêta (fuligem). 1. do rendimento do queimador e das condições de combustão. um combustível específico requer uma quantidade específica de ar para a combustão completa teórica. A análise dos gases de combustão ou de gases perdidos dos processos de combustão é comumente relatada em base sêca de volume. isto quer dizer que está sendo usado mais ar que o necessário. O valor da análise do gás de combustão reside na informação que tal análise é capaz de proporcionar e na interpretação posta em tal informação. figura 1. por exemplo. Abaixo desta quantidade prática. Bizzo a) que quantidade de calor está sendo desperdiçada em aquecer quantidades excessivas de gases de combustão. Observemos que em relações abaixo da estequiométrica. Orsat e Fyrit aos mais sofisticados aparelhos contínuos.EM 722 . o calor é perdido junto com quantidades excessivas de gás de combustão e é reconhecido pela grande quantidade de oxigênio no gás de combustão. Uma grande variedade de equipamentos para análise do gás é usada.1. sem referência à água no gás. (Na prática um pequeno excesso sobre o ar estequiométrico é necessário para assegurar uma completa combustão). combustível não queimado e possivelmente hidrogênio nos produtos combustíveis. A aplicação do bom senso ao interpretar a análise do gás de combustão pode levar.Geração. isto é.6 .

devido a pontos práticos observados anteriormente. Para combustíveis gasosos. o Kgmol e o volume são numericamente parâmetros permutáveis sob condições adequadas.EM 722 . A quantidade de excesso de ar necessária decresce com o aumento da capacidade e com o rendimento maior no equipamento de combustão. 1. Bizzo Fig. segundo a Lei de Avogadro. existe 1 volume de CO2 para 7. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. Isto dá um conteúdo de dióxido de carbono (talvez o ítem mais utilizado em tais análises) de 11. a experiência vai ditar o limite desta aproximação. 52 N 2 (do ar) → CO2 + 2 H 2 O + 7 . A qualificação teórica está assinalada aqui porque. algumas diferenças podem ser encontradas entre a análise real do gás e a proposta nas mesmas condições iniciais.Geração.7 . daí a importância deste item para o rendimento total e como uma indicação das condições de 9 . Um gráfico com o conteúdo de CO2 no gás de combustão e com a relação ar/combustível vai mostrar um pico teórico na condição estequiométrica.73%. e quando mais perto a análise prática estiver desta tanto melhor. Então. a análise teórica indica a situação ideal.1 . Suponha que o metano seja queimado completamente com sua quantidade estequiómetrica de ar: CH 4 + 2 O2 + 7 .Teor de CO2 no gás de exaustão Na prática as concentrações de CO2 devem ser mais baixas que a estequiométrica pela necessidade de se usar ar em excesso a fim de se atingir a combustão completa. portanto. a determinação das proporções de ar/combustível está encaminhada a partir dos produtos da análise teórica do gás de combustão. Para qualquer instalação que utiliza combustível.Determinação da Análise Teórica do Gás de Combustão Uma vez que. Valores típicos são: Gases: Líquidos: Sólidos: 0 a 10% 2 a 30% > 50% 1.52 volumes de N2. a estimativa da análise do gás de combustão é um cálculo feito diretamente em base volumétrica. 52 N 2 (sem modificar) Nos gases de combustão secos.

o ar excedente passa através do sistema. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. para ir através do sistema sem se alterar.76 N 2 ) → 95CO2 + 110 H 2 O + yN 2 balanço de oxigênio : 25 + 2 × 10 + 2 × 5 + 2 x = 2 × 95 + 110 x = 122.1 relação ar/combustível estequiométrica : 583. haverá 553 volumes de nitrogênio para se acrescentar aos 100 de combustível. Dessa forma. incluídos o excesso de ar fica: 10 .83 100 Foi mostrado que 100 volumes deste gás requer 122. inalterado. A composição em volumes dos produtos de combustão. em volume. Exemplo 1. Bizzo operação. é queimado com 20% de excesso de ar.Geração. 20% de excesso significa que 24. gás de combustão sêco. Associado a este total de 147 volumes de oxigênio.5 × 3.1 = 5.5 volumes extra de oxigênio são fornecidos.5 + 122. Balanço estequiométrico: Determine a análise do 20C 3 H 8 + 25CO + 30 H 2 + 10 N 2 + 10CO2 + 5O2 + x(O2 + 3. Isto é uma extensão do cálculo acima para uma mistura gasosa e será apreciado através de um exame do seguinte exemplo de análise de gás.5 volumes de oxigênio.EM 722 . ou 583 volumes de ar atmosférico.5 volume de ar necessário : 122.Quando é fornecido ar em excesso.76 = 583.4: Um gás de composição: C3H8 20 CO 25 H2 30 N2 10 CO2 10 O2 5 %.

Bizzo 95 CO2 + 110 H 2 O + 552 .5 672 .5 : Metano é queimado com uma deficiência de 5% de ar estequiométrico.2 552 . 5 O2 volume total dos gases secos: composição dos gases secos: CO 2 : O2 : N2: 95 672. a combustão completa de metano com ar pode ser representada como antes: CH 4 +2(O2 + 3.9 O2 para oxidação de 1 C.5 782 . 7 + 24 .2 552 .7 + 24.Geração. 2 = 0 . 5 = 672 .76 N 2 ) →CO2 +2H 2 O +7.7 782 . Estequiométricamente. Calcule a análise do gás de combustão.2 95 + 552 .2 = 0 .9(O2 + 3.140 = 0 .EM 722 .2 volume total dos gases úmidos: composição dos gases úmidos: CO 2 : H 2 O: O2 : N2: 95 782 . 823 95 + 110 + 552.2 24 .2 24 . representada em 2 etapas: 11 . sua reação pode ser representada como: é H4 + O2 → 2 H2 O Portanto sobram 0.76 N 2 ) → aCO2 + bCO + c H 2O+ 7.5 = 782. 031 = 0 .52 N 2 e com uma deficiência de de ar de 5%: CH 4 + 1. 706 Exemplo 1.121 = 0 .7 672 .14 N 2 É assumido que a oxidação do hidrogênio do combustível inicialmente completada. 036 = 0 . 7 N 2 + 24 . Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A.2 110 782 .141 = 0 .

uma vez que as análises são usualmente apresentadas em percentagens.14 N 2 aplicado a combustíveis mais esta simples aproximação tem Um processo semelhante pode complexos mas precisa-se lembrar limitações específicas. Para cada kmol de metano queimado nestas condições.27 % por volume (ou kmol/100 kmol).2.76N 2 ) →CO2 +2H 2O +(ϕ − 1)2O2 +ϕ 7. bem como o nitrogênio associado sai junto com os produtos da combustão.58%. 4 O2 CO + 0.8 . 2 CO Assim a=0. compondo assim a massa total dos gases na saída. é produzido um total de : 12 . Bizzo C + 0.15%. Reescrevemos agora a equação da combustão do metano incluído o coeficiente de excesso de ar: CH 4 +ϕ 2(O2 + 3. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. 8 CO2 ser que + 2 H 2 O + 7 . N2 86.EM 722 . 8 CO2 + 0.6 : O metano é queimado com excesso de ar e dá uma análise de gás de combustão seco de: CO2 9. Exemplo 1. O2 4.52N 2 Observe que o oxigênio estequiométricamente excedente. 90 O2 + 7 . e não em quantidades absolutas. consiste essencialmente em fazer os cálculos anteriores ao inverso e equilibrar os elementos que entram no processo com aqueles que saem. se intencionalmente fornecido para a integridade da combustão ou se involuntariamente fornecido através de vazamento.Determinação da Quantidade do Excesso de Ar da Análise do Gás de Combustão O uso da análise de gás de combustão para determinar a quantidade de ar excedente. Esses equilíbrios dos elementos é necessário. 4 O2 → 0.8 e b=0. de forma que toda a equação é: CH 4 + 1. Alguns exemplos vão demonstrar a aproximação utilizada.Geração. 9 O2 → CO + 0.14 N 2 → 0 . Calcule a quantidade de ar excedente utilizada. 1.

O aparecimento de monóxido de carbono.52ϕ = 9.0 5. (2) Fazer o balanceamento do carbono. Bizzo 1 + 2 + (ϕ − 1)2 + 7. considerando a devida proporção entre CO2 e CO e O2.6 72.2 (porcentagem em volume) e o resíduo sólido da combustão contém 25% de carbono.0 1.52ϕ − 1 kmol de produtos de combustão secos Se a concentração de CO2 é de 9. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. que pertence ao monóxido de carbono.15% nos gases secos.4 8. 25 9.0 8. por unidade de combustível queimado.2 Cinzas 5. devido à combustão incompleta. é possível determinar o coeficiente de excesso de ar: 0. 13 . (3) Fazer o balanço de oxigênio. ou 1 + (ϕ . 52 ϕ − 1 Quando a combustão foi incompleta e algum monóxido de carbono foi produzido.Geração.52ϕ = 1 + 9. Existem três etapas para resolver neste cálculo: (1) Calcular as exigências teóricas de ar. não é prontamente previsível mas o efeito de sua presença é visto na análise do gás.0 (porcentagem em massa) produz uma análise de gás de combustão sêco de: CO2 O2 CO N2 por diferença 12. num gás de combustão em que ar excedente é utilizado. Exemplo 1. o cálculo de ar excedente precisa levar isto em conta e fazer concessão ao oxigênio presente no gás de combustão. 0915 = 1 ⇒ ϕ = 1.EM 722 .1)2 + 7.8 S 3.52ϕ kmol de produtos de combustão úmido. Determine a quantidade de ar excedente que é fornecida. determinando assim a parcela de carbono que queimou esaiu com os produtos de combustão.7 : Um combustível de composição C H O N 2.

4 H + 0.35 sendo o teor de CO 2 igual a 12%.76 × 7. possibilitando o balanceamento correto da equação e o cálculo do coeficiente z.2) = 29.95 Kg.5O + 0.2 + 0.0%.1 + 2.2 H 2 O + 0.76 N 2 0.1.76 N 2 ) → 5.35 0.2)N 2 + 0. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A.892ϕ + 8.20 29.2 N + 0. o coeficiente de excesso de ar é calculado : 5.31CO2 + 0.84 Kg.1SO2 + x3. A determinação de ϕ acusou um excesso de 20. 5.4H + 0.95 + 0. pela relação O2/CO2.12 = A avaliação do excesso de ar assume combustão completa.4167⇒ z = 0.2H 2 O + 0.87 Kg de C.31 = 2. incluso as cinzas.95 exigência de oxigênio = 7.2 N + 0.31 ⇒ϕ = 1.31 + 0. e foi mantido a relação CO2/CO. O resíduo total é assim 5. e portanto o excesso precisa ser relatado nesta base. de oxigênio devido ao 14 .4167 × 5. O resíduo sólido da combustão contém a cinza indicada na análise mais carbono não queimado (25%).53 + 0.87 kg).5 + 2 x = 6 × 2 + 4. relativo ao O2. A quantia de C queimado é dessa forma. Bizzo 1ª etapa: partindo de l00 kg de combustível.53CO + 4.16C (nas cinzas) %O2 5 = = 0.mol/100 Kg de combustível 2ª etapa: Para 100 kg de combustível existem 72.21 + (ϕ 3.1SO2 + zO2 + (ϕ 3.5O + 0.Geração.EM 722 . O Oxigênio em excesso é devido a somatória das parcelas de oxigênio oriundos do próprio ar em excesso fornecido. 3º etapa: o volume total de gases seco produzido é : 5.95(O2 + 3.21 %CO2 12 Observe que foi descontado o parcela de carbono que não queimou.1S + ϕ 7. já calculamos diretamente o nº de kmol de cada elemento: 6C + 8.1S + x(O2 + 3.95 + 0.mol (72 kg .0 Kg de carbono.6 de cinza mais 1.1 × 2 ⇒ x = 7.76 × 7.892ϕ + 8.76 N 2 ) → 6CO2 + 4. 6C + 8.

Os fatores que controlam o grau de dissociação para qualquer reação dada (isto é. com C e D predominando. O princípio de Le Chatelier diz que se uma variável que afeta o equilíbrio de um sistema é modificada. como a reação é uma cadeia de reações. na verdade qualquer reação química. a qual deveria ser representada como: A + B ←→ C + D Naturalmente. pressão e concentração. pode ser geralmente representada pelo esquema: reagentes (cadeia de reação)→ produtos Vamos apresentar isto simbolicamente como: A + B → C + D Na verdade. se os intrumentos analíticos são bons o bastante. a posição de equilíbrio) são: temperatura. No entanto.EM 722 . então a posição de equilíbrio é deslocada para se opor à mudança. mas é um enfoque dos princípios básicos. A importância dos cálculos de combustão em circustâncias industriais usuais foi mostrada e os exemplos escolhidos aqui não pretendiam somente mostrar o processo de cálculo mas salientar alguns pontos assinalados. que não foi oxidado completamente em CO2.Geração. 15 . fundamentado no método de cálculo anterior. podemos esperar encontrar traços dos materiais de cadeia. Também. Bizzo Carbono que não queimou e apareceu nos residuos de cinzas.9 . nas quais os cálculos necessários são muitos. e muito mais sofisticados. como por exemplo. os traços de A e B serão detectados qualquer que sejam as circustâncias. não vai haver nunca uma transformação completa de A e B para C e D. é flexível e amplamente aplicável. de forma que na maioria das circustâncias usuais o equilíbrio é muito mais para a direita. são estabelecidas reações para se atingir os produtos. Não está implícito que o método de cálculo demonstrado aqui seja o único método ou mesmo o melhor. 1. e de oxigênio devido a formação de monóxido de carbono. os processos de altas temperaturas onde os efeitos da dissociação são mais importantes. é atingida uma situação de equilíbrio. e como tal. Existem situações aqui minimizadas para maior clareza. Um enfoque de tais situações pode ser feito. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. Antes.Temperatura de Chama Qualquer reação de combustão.

Medição do rendimento de combustão Para se calcular o rendimento de calor útil de um sistema de combustão é necessário saber o Poder calorífico do combustível. a água nos produtos de combustão for considerada na fase líquida. ou pelo menos. e portanto deve ser conhecida o teor de hidrogênio do combustível. A maioria dos processos industriais tem seus produtos de combustão exauridos a temperaturas onde a água está na forma de vapor. A dissociação do CO começa a ser detectada por volta de 2000 K. por outro lado.EM 722 .10 . A avaliação do PCI é feita através da equação acima. e apresenta-se como um caso particular dos processos gerais de combustão e não será aqui tratada em detalhes. ou na fabricação de combustíveis sintéticos. Se esta quantidade de calor é medida com os produtos de combustão saindo completamente na fase gasosa. este é denominado Poder Calorífico Inferior. Se. com o produtos de combustão à temperatura ambiente. Bizzo Para efeito de cálculos de combustão industrial. A diferença entre os dois valores é exatamente a entalpia de vaporização da água formada na combustão do hidrogênio constituinte e da água presente no combustível na forma de umidade: PCi = PCs − 2440(9h + u ) onde : PCi : Poder Calorífico Inferior (kJ/kg) PCs : Poder Calorífico Superior (kj/kg) h : teor de hidrogênio constituinte do combustível (kg/kg) u : teor de umidade no combustível (kg H 2 O / kg de combustível sêco) As medições de Poder Calorífico em laboratório são realizadas em bomba calorimétrica com temperatura do meio controlada próximo a temperatura ambiente. a dissociação assume pouca ou nenhuma importância. a relação ar ( ou oxigênio) /combustível e o grau de complexidade da combustão. e por esta razão o conhecimento do Poder Calorífico Inferior é útil e facilita os cálculos de aproveitamento de calor. na gaseificação de carvão e lenha. o calor desprendido é denominado Poder Calorífico Superior. ou seja. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. onde os níveis de temperatura são usuais até um máximo de 1500 ~1600 K. 16 . 1.Geração. estimado com alguma margem de segurança. Os príncipios gerais da dissociação são encontrados na literatura de cinética química e sua aplicação específica em combustão é necessária quando a combustão é uma parte de um processo e determina sua eficiência. e o valor obtido é sempre o Poder Calorífico Superior. tais como nos processos de incineração térmica. O Poder Calorífico de um combustível é definido como a quantidade de calor desprendido pela combustão completa do combustível.

é possível calcular o calor recebido pelo processo de combustão. A temperatura adiabática de chama pode ser então calculada para uma massa unitária de combustível desde que se estabeleça a relação ar/combustível. geralmente produzidas em condições de chama.11 . pois nenhum processo real pode ser adiabático.EM 722 . e o calor desprendido tende a ser menor que o calculado.Temperatura Adiabática de Chama O desprendimento de calor proveniente da reação de combustão pode ser calculado conhecidos o Poder Calorífico do combustível e a taxa de consumo de combustível na fornalha. Bizzo 1. Além disso. é possível calcular a Temperatura Adiabática de Chama: mc PCi = m g Cp g (Tg − Tar ) onde : mc : taxa de consumo de combustível (kg/s) PCi : Poder Calorífico Inferior (kJ/kg) m g : massa de gases de combustão (kg/s) Cp g : Calor Específico dos gases de combustão (kJ/kg K) T g : temperatura de saída dos gases de combustão(Temperatura Adiabática de Chama)(K) Tar : temperatura de entrada do ar de combustão (K) A temperatura Adiabática de Chama é uma abstração. Observe que no cálculo da massa de gases produzidos está implícito a relação ar/combustível. conhecido a temperatura de saída dos gases de combustão. pois os produtos de combustão é a soma das massas do ar de combustão e do combustível consumido no processo. impossível) ou perda de temperatura por dissociação. o cálculo pode ser útil para efeito de comparação de potenciais de combustíveis para uma dada necessidade de calor e temperatura. De qualquer maneira. na prática. sem nenhuma perda de calor por radiação ao ambiente externo (uma situação. a dissociação começa a se fazer sentir em temperaturas acima de 2000 K. De modo inverso. Se for assumido que todo o calor gerado é transformado em entalpia dos produtos de combustão. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. e tanto mais difícil em altas temperaturas.Geração. o qual será a diferença entre a entalpia dos gases à temperatura adiabática de chama e entalpia de saída dos produtos de combustão: Q = mc PCi − m g Cp g (Ts g − Tar ) onde : Q : calor recebido pela fornalha (kJ/s) Ts g : temperatura de saída dos gases de combustão na fornalha (K) 17 .

queimando GLP com 10% de excesso de ar. CO2 5% e N2 4%.s. .. Carvão mineral tem composição C 67%. qual deve ser a capacidade em 3 m /h do exaustor dos gases de combustão? Determine a temperatura dos produtos de combustão saindo de uma fornalha.865.) e o resíduo sólido do cinzeiro tem 90% de carbono não queimado. sem dissociação.5 %.u. O equipamento de combustão será controlado por analisador contínuo de oxigênio cujo sensor deve ser instalado diretamente na saída dos produtos de combustão que tem temperatura média de 210 ºC. qual deve ser o teor de CO (b.s.) para combustão do etanol hidratado com 3% de falta de ar? Gás residual tem composição volumétrica Metano 82%. queimando com 100% de excesso de ar. Após a instalação e testes iniciais do sistema da questão anterior. Caldeira queima 2000 kg/h de lenha com 20% umidade(b. H 8%.). H2S 1%. Determine o teor de CO2 (b.7% CO2 (b. H2S 1%. Determine o excesso de ar real (b. Supondo apenas dissociação do CO2. CO2 5% e N2 4%. cinzas 16.EXERCICIOS CAP.5%.) para combustão do etanol hidratado com 25% de excesso de ar.u. o resíduo da combustão acusa um teor médio de 12% de carbono não queimado. porém com 50% de umidade (b. H2S 16. Considere a composição elementar do bagaço semelhante a composição da lenha. dados os PCS: Metano 55. Assumir propriedades dos produtos de combustão iguais a do ar atmosférico. Etano 51. Calcule a relação Ar/Combustível estequiométrica para combustão de Etanol hidratado (96ºGL).) e a análise dos gases de combustão resultou em 8. Determine o teor de SO2 com 5% de excesso de ar.488. Para controle computadorizado você deve estabelecer uma função do teor de O2 nos gases de chaminé em relação ao excesso de ar. 1 Determine a composição dos produtos de combustão do bagaço de cana. O 1.). como corrigi-la? Calcule a temperatura adiabática de chama a 10% de excesso de ar de uma mistura de composição volumétrica Metano 82%. etano 8%.s. Faça um gráfico do teor de CO2 (b. A função estabelecida anteriormente ainda é valida? Se não.s.u. Se os produtos de combustão tem temperatura de 180º C. S 7%. . considerando que 50% do calor gerado é perdido por radiação.560 kJ/kg. etano 8%.) nos produtos de combustão em função do excesso de ar.

218 15. justificando matematicamente: Combustível PCI (kcal/kg) A/C esteq Excesso de Ar óleo BTE 9.98. Considerar óleo com 3. cinzas 24%. operando a 1250 ºC.6 15% Uma câmara de combustão adiabática queima metano com relação A/C estequiométrica.Uma câmara adiabática opera com metano. com ar estequiométrico e com 30% de excesso de ar e determinar a concentração de CO2 e SO2 base seca. O 1%. que ainda seria abaixo dos limites de emissão permitidos? Escrever a reação de combustão do óleo combustível. O equipamento está enquadrado na legislação? Qual seria o máximo teor de enxôfre do carvão que poderia ser utilizado nas condições da questão anterior. supondo que todos os sistemas de combustão abaixo tenham a mesma características no que se refere a troca de calor por radiação ( mesma emissividade e fator de forma). Carvão mineral tem composição C 63%. Nos produtos de combustão estão presentes 5% CO (em volume).250 14.5% de enxôfre e densidade relativa 0. Determine a temperatura adiabática de chama na condição de operação.965 13. H 9%.6 5% óleo diesel 10. Determine a temperatura adiabática de chama. utilizando 60% de excesso de ar. com relação estequiométrica. S 3%.7 40% GLP 10. escolha o sistema de combustão mais adequado para maior transferência de calor. A legislação do local onde está instalado o equipamento da questão anterior permite a emissão de dióxido de enxôfre em 3200 mg/Nm3 (base sêca). Determine a composição dos produtos de combustão base sêca. sendo que a concentração em massa de CO nos produtos de combustão é 5%. Num forno de reaquecimento de lingotes. .

etc. 18 . representados pela tabela abaixo.Geração.COMBUSTÍVEIS Combustíveis para utilização em energia e aquecimento industrial apresentam características importantes tais como baixo custo por conteúdo energético. baixo custo operacional e de investimento. disponibilidade. principalmente aqueles que produzem menor impacto ambiental que os combustíveis fósseis. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. possibilidade de utilização dentro de tecnologias disponíveis.EM 722 . Origem Combustível Básico Petróleo Derivado GLP Gasolina FÓSSEIS Óleo Diesel Óleo Combustível Óleos Residuais Gás Natural Xisto Betuminoso Carvões Minerais Cana-de-açucar Bagaço de cana Alcool Etílico Lenha VEGETAIS Carvão Vegetal Gases manufaturados Metanol Resíduos Vegetais Biogás Gases manufaturados Quanto a utilização de combustíveis é conveniente classificá-los e estudá-los quanto a sua forma física: sólidos. Durante muitos anos. líquidos ou gases. Nas décadas recentes. os combustíveis podem ser classificados como: fósseis (não renováveis) e vegetais (renováveis). os derivados de petróleo preencheram a maioria destas características e se tornaram o tipo mais utilizado de combustível industrial. Do ponto de vista de origem. outros tipos de combustíveis tem sido utilizados e pesquisados. 2 . facilidade de transporte e armazenamento. Bizzo cap.

Sódio. Sódio e potássio (metais alcalinos) contribuem para a corrosão a baixa temperatura formando compostos de baixo ponto de fusão. aumentando os problemas de corrosão. Outros elementos ocorrem eventualmente nos combustíveis em concentrações muito pequenas.aumenta a temperatura do ponto de orvalho do ácido sulfúrico.diminui o poder calorífico. H2SO4 é o principal causador de "chuva ácida". bem como as exigências teóricas de ar de combustão. pode haver formação de H2S.Os produtos de combustão. Nitrogênio é responsável pela formação de diversos óxidos: N2O. e traz duas consequências: . pdendo inclusive atacar materias refratários. principalmente nos combustíveis sólidos. que é catalizador da reação de formação de ácido sulfúrico. O enxôfre nos combustíveis líquidos é enconrado na forma de mercaptanas (um radical R-S-H) ou também na forma de dissulfetos( radicais R-S-R). em presença de umidade formam ácido sulfúrico. A água é normalmente encontrada em todos os combustíveis.Geração. Bizzo Composição dos combustíveis: Os combustíveis industrias apresentam em sua composição alguns dos seguintes elementos ou compostos: Carbono Hidrogênio Oxigênio Enxôfre Nitrogênio Água Cinzas C H O S N H2O (Z) Carbono e hidrogênio são os elementos que mais contribuem para o poder calorífico dos combustíveis e oxigênio é geralmente presente em combustíveis vegetais. que são perigosos e produzem mal cheiro.se a atmosfera da combustão for redutora. que são compostos de alta irritabilidade para as mucosas além de reagirem com o ozona da atmosfera (O3). sendo que sua presença diminui o poder calorífico do combustíveis. . que irá atacar as partes mais frias da instalação. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. NO e NO2. este traz consequências prejudiciais ao meio ambiente e aos equipamentos: . porém de efeitos não menos importantes. Vanádio. na forma de umidade. 19 . ou outros compostos. com consequências desastrosas ao meio ambiente. Os metais são mais frequentes: Níquel. . Potássio e Manganês. Embora o enxôfre seja também combustível. agravando as consequencias de corrosão com combustíveis que contenham enxofre. O vanádio forma um óxido: V2O5. Cálcio.EM 722 . SO2 e SO3.seu poder calorífico é menor que o carbono e hidrogênio .

óleo diesel). e não serão tratadas neste texto. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. etc. A caracterização dos combustíveis líquidos compreende a medição de algumas propriedades aplicáveis a estes. Importante propriedada para a segurança de armazenamento. bombeamento (atomização) para combustão.COMBUSTÍVEIS LÍQUIDOS Os combustíveis líquidos são amplamente utilizados na indústria pelas facilidades de armazenamento. Todas as propriedades tem normas e métodos de medição e algumas podem variar em resultado conforme o método utilizado. mínima necessária que vai ecônomico para que o Viscosidade: importante propriedade temperaturas de armazenamento. operação e transporte. determinar as e pulverização Outras propriedades de combustíveis líquidos são aplicáveis apenas a combustíveis automotivos (gasolina. sob a ação de uma chama escorvadora sobre a superfície líquida do mesmo. provoca uma ignição e combustão transitória.1 . profundidade. idade. Os principais elementos que constituem o petróleo são apresentados no quadro abaixo. Propriedades de combustíveis líquidos Ponto de fulgor: é a temperatura do combustível na qual. o período de indução e a cetanagem. Ponto de ignição: temperatura do combustível na qual a chama escorvadora provoca uma combustão continuada sobre a superfície do mesmo. com sua correspondente faixa de variação da composição: 20 . Derivados de Petróleo O petróleo é uma mistura de hidrocarbonetos que apresenta composição variável e dependente de fatores geológicos tais como localização da jazida. Ponto de fluidez: temperatura combustível se torne um fluido.EM 722 .Geração. Bizzo 2. e os derivados de petróleo praticamente estão presentes na maioria das aplicações. as quais serão definidas a seguir. Temperatura de auto-ignição: temperatura mínima de uma mistura ar/combustível na qual a combustão é iniciada e se mantém. sem a presença de uma chama escorvadora. O poder calorífico de combustível. tais como a octanagem. como definido no capítulo anterior é aplicável a todos os tipos de combustíveis.

areia e óbviamente a água. . ficam em solução ou suspensão na água emulsionada ou no corpo do petróleo: sais minerais.Impurezas inorgânicas.Compostos oxigenados. .Alcanos (ou parafinas). . e são responsáveis pela acidez. ajustando o perfil da produção com as necessidades de mercado consumidor. numa coluna de destilação.5 ~0. Um esquema básico de refino é apresentado na figura 1. são compostos organo-metálicos e também predominam nas frações mais pesadas. argila. . maior o teor de enxôfre.Compostos metálicos. presentes em todos os tipos de óleo cru. presentes nas frações mais pesadas. . Bizzo Elemento Carbono Hidrogênio Enxôfre Nitrogênio Oxigênio Metais(Fe. de fórmula geral CnH2n+2 e seus isômeros. Os derivados de petróleo são produtos do processamento do óleo cru. . escurecimento e o forte odor dos derivados de petróeleo. cadeias carbônicas retas. V. tais como o ciclo pentano e ciclo-hexano.Aromáticos.Ciclanos (ou naftênicos).destilação atmosférica.7 ~0. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. etc. os quais contém o anel benzênico.3 Os principais constituintes orgânicos do petróleo são : . mas em geral.Compostos sulfurados. onde grupos de frações são separadas por diferença de ponto de ebulição (ou pressão de vapor). são compostos de anéis saturados. 21 . de fórmula geral CnH2n .EM 722 .1 a 1.Compostos nitrogenados.05 a 8 0. . onde é extraído no resíduo de fundo da coluna atmosférica mais frações leves. .Geração. ocasionam problemas no processamento de petróleo por envenenamento de catalizadores de processo. também se concentram nas frações mais pesadas.craqueamento térmico ou catalítico. .destilação à vácuo do resíduo.) % em massa 83 a 87 11 a 14 0. quanto maior a densidade do petróleo. e de baixo peso molecular. O resíduo de destilação à vácuo é utilizado para produção de asfalto ou complementação da produção de óleo combustível. bàsicamente em dois tipos de processos: . onde é possível transformar frações pesadas do óleo em frações mais leves. Ni.

embora os processos adicionais como o craqueamento permitam uma pequena variação do ajuste. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. como os motores de combustão interna (ciclos Diesel e turbinas de aviação). atualmente.Asfaltos Óleo Combustível O óleo combustível é a fração mais importante para os sistemas de aquecimento industrial.Gasolina . Apesar de no ínicio da utilização do petróleo.EM 722 . frações mais leves tais como o diesel e o querosene terem sido utilizadas. em ordem crescente de densidade são as seguintes: .Nafta petroquímica .Óleo Diesel .Óleo Combustível .Geração.Gás residual .Lubrificantes .o óleo combustível utilizado 22 .Óleos residuais .Querosene .Gás Liquefeito de Petróleo . tais derivados são reservados a utilizações com maior exigência de qualidade de combustível. devido a seu baixo preço. Esquema da destilação atmosférica de petróleo. A qualidade e característica do petróleo determina a faixa de extração de cada componente principal. As principais frações produzidas. Bizzo Figura 1. A tendência atual é adequar o perfil de refino a maior produção de diesel e consequentemente.

traça-se uma reta que reproduz o comportamento da viscosidade em relação a temperatura para derivados de petróleo. As temperaturas utilizadas são as seguintes: 20 ºC (68 F) SSU SSF Engler Redwood X X 37. o ponto de fluidez e o teor de enxôfre.Redwood A conversão em viscosidade cinemática. dada em centipoises está apresentada na tabela 1. Uma tabela de equivalencia de denominações também esta anexo. As especificações atuais brasileiras para os óleos combustíveis são apresentados na tabela 2. além do maior teor de enxofre.EM 722 . Para se conhecer a viscosidade de um óleo em qualquer temperatura. é necessário conhecer-se pelo menos a viscosidade em duas temperaturas. e com o auxílio do gráfico da figura 2. sendo que análises de laboratório são apresentadas nas tabelas 3 e 4. Segundos Saybolt Furol .8 ºC (100 F) X X X 50 ºC (122 F) 98. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. A viscosidade é determinada em aparelhos que se baseiam no tempo de escoamento de um dado volume de óleo a uma temperatura constante. com dois tipos: SSU Segundos Saybolt Universal e SSF. A especifição básica para os óleos combustíveis são a viscosidade. Os tipos de viscosímetros mais utilizados são: .Engler .9 ºC (210 F) X X 100 ºC (212 F) Os óleos combustíveis apresentam várias faixas de viscosidades conforme sua classificação.Saybolt.Geração. Bizzo pela indústria tem sua densidade e viscosidades aumentadas. Antiga Atual Antiga Atual A(BPF) 1A GN 6A D(BTE) 1B HN 6B GP 7A E 2A F 2B HP 7B GD 3A 8A HD 3B - GK 4A HK 4B 9A GM 5A - HM 5B OC4 C 8B 9B 23 .

Geração. 24 . Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A.EM 722 . Bizzo Tabela 1 – Equivalência entre viscosidades.

Gráfico para determinação da curva viscosidade x temperatura para derivados de petróleo.EM 722 . 25 . Bizzo Figura 2.Geração. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A.

Geração.00 390 (185) 31.) TipoB (A. Gráfico típico de ponto de orvalho em função do teor de enxofre no combustível.O ponto de fluidez superior deverá ser.8oC. cSt ou tos % enxofr eSt ou Saybolt Universal e % em em peso (Saybolt. deverá ser feita a dedução da cifra total na quantidade de óleo combustível.9 (150 (3) 66 5. Especificações do CNP para óleos combustíveis. Tabela 2. 26 .11 26.10 0.F.8oC. 6) . Viscosidade (2) Água e Cinemátic Teor Cinemática a Sedimen a a 60oC. através do Regulamento Técnico CNP 09/82. Entende-se por Ultra-Viscoso um óleo combustível com viscosidade cinemática acima de 600 cSt a 65oC (285 SSF a 65oC).9 (150) (3) 66 5.0 Ponto Ponto de de fulgor fluidez Óleo Combustíve em oC superio l r oC Mínimo TipoA (B.50 2. s peso Furol a 65oC. mediante acordo com o comprador a utilização do Óleo Combustível Ultra-Viscoso”.00 600 (285) 31.: A partir de 02/02/82.) TipoC (óleo no 4) TipoD (B.P.E.00 390 (185) 31.9 (150) (3) 66 (5) 0.F.0 2. igual ao indicado na tabela anexa. OBS.0 2.00 600 (285) 31.Em vigor a partir de 02/02/82. igual ao indicado na tabela anexa de 6oC.0) (124) 66 1.P.O ponto de fluidez superior deverá ser.0 (6) (33. 37.00%.00 390 (185) 31.9 (150) (3) Tipo F 66 1. sendo que as demais características atendem as especificações constantes da Resolução 1/82 que estabelece o Regulamento. no máximo.5 2.Para óleos combustíveis cuja diferença entre a temperatura de referência de da viscosidade deverão viscosidade e o ponto de fluidez seja menor que 20oC.9 (150) (3) 1) . no máximo. 4) . reportando-se às temperaturas por extrapolação. 2) .) Tipo E 66 Cinzas .EM 722 . 3) . os valores ser obtidos em temperaturas mais altas. de 37.A quantidade de água e sedimento exceder 1.0 2. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. 5) . Bizzo Figura 3. através da Resolução no 02/82.T.O resultado de água e sedimentos para o óleo combustível tipo “C” é expresso em % por volume. % em peso Máximo (4) Máximo - 2. o Conselho Nacional de Petróleo autorizou em caráter experimental. s Máximo Máximo Máximo Mínimo Máximo 5.

normalmente é fornecido.e consequentemente do teor de enxôfre no óleo.0 2.0 5.300 - Cinza s Mínimo - 2.).0 2.000 30.0 2.000 1.000 300.0 5.000 10. superior o .10 26.0 2.0 2.5 1. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. a 0. diminuído de 6oC.0 2. igual ao indicado na tabela anexa.000 300.000 30.000 80. os gráficos das figuras 4.0 5.0 2.0 5. 2 .0 - V I S C O S I D A D E Água e Cinemática.000. o qual em reação com a água dos produtos de combustão dever formar ácido sulfúrico. 3 .300 2.8oC 60 oC a 50oC.0 5. e da pressão parcial do vapor de água nos gases de combustão. No caso em que não existe uma análise laboratorial. 5 e 6 auxiliam no estabelecimento da composição química elementar.000 1. no máximo.O ponto de fluidez superior deverá ser.0 1 .5 1. O teor de enxôfre é umas característica importantíssima para especificação e utilização de óleos combustíveis.5 1.0 2. Uma dedução na quantidade deverá ser feita para toda a água e sedimento em excesso de 1.5 1.0 2. no máximo.0 5. por ser de importância fundamental na especificação dos óleos. igual ao indicado na tabela anexa.0 2.0 5.0 5. Como explicado.0%.0% (percentagem em vol. Um gráfico típico do ponto de orvalho deo ácido em função do teor de enxôfre no óleo é apresentado na figura 3.5 Máximo (600) (600) (900) (900) (2400) (2400) 10.000 (sem limite) (sem limite) Máximo 620 620 960 2.0 2.5 1.0 2.000 80. s volume (1) Máximo 2. fornecendo dados estimativos a partir de propriedades facilmente mensuráveis.EM 722 .0 2. mais a do sedimento por extração. oC C 1A 1B 2A 2B 3A 3B 4A 4B 5A 5B 6A 6B 7A 7B 8A 8B 9A 9B C Mínimo 66 66 66 66 66 66 66 66 66 66 66 66 66 66 66 66 66 66 66 Máximo (2) (3) Teor de enxofre . Os gráficos e tabelas fornecem dados com exatidão suficiente para os cálculos de combustão industrial.0 2. % peso Máximo 5. Bizzo Ponto Ponto de de TIPOS fluidez Fulgor.5 1.5 1.000. não deverá exceder 2. Nem sempre está disponível dados sobre a análise elementar dos óleos combustíveis.5 1.0 2. O teor de enxôfre.1.A quantidade de água por destilação.0 2.0 1. A formação e condensação de ácido sulfúrico depende do teor de SO2 . cSt sedimento Saybolt Furol % 37. 27 .0 2.Geração. o enxôfre ocasiona a formação de SO2 e SO3. e mesmo o poder calorífico.O ponto de fluidez superior deverá ser. como a densidade.0 0.

0035 0. kcal/kg *Dados obtidos por extrap.96 6 0.0100 1.10 3º 0.5 (max) 0.10 4º 0.1 0.1 RESOLUÇÃO CNP 2. kcal/kg Poder calorífico superior.78 9 1. MÉDIA TRIMESTRAL ENSAIOS Água e sedimentos.EM 722 .0122 0. C Viscosidade SSF a 50 C cSt a 60 C Poder calorífico inferior.10 OBS. % peso Ponto de fluidez superior.0 (max) 1º 0. Figura 4. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. Ensaio a 65 C 10470 10470 10470 10470 66 (min) 600 (max) 620 (max) 76 600 9880 74 600 9880 68 600 9880 66 600 9880 5. % volume Densidade relativa. C Ponto de fulgor.9932 0. % peso Água por destilação. Relação entre peso específico do óleo combustível e seu teor de hidrogênio.75 6 0.1 0. Bizzo Tabela 3.1 0.Geração.7 max) 3 0.10 2º 0. Análise de óleo combustível tipo 1 B. 20/4 C Enxofre. 28 .

cSt Viscosidade SSU 100oF Viscosidade SSF 122oF Viscosidade SSF a 65oC Ponto de Névoa.85 43501 kJ/kg 10397 kcal/kg 40935 kJ/kg 9784 kcal/kg 280 12 4. oC Índice de Cetano Enxofre % Peso Poder Calorífico Superior Poder Calorífico Inferior Querosene 0. oC Ponto de Fluidez.EM 722 .5 0.958 97 2.978 90 BTE 0.0 43270 kJ/kg 10327 kcal/kg 41186 kJ/kg 9844 kcal/kg 170 14 0. Bizzo Figura 4.829 - OC-4 0.801 41 Diesel 0.92 45832 kJ/kg 10954 kcal/kg 42944 kJ/kg 10263 kcal/kg 0 1.0 32 - 2.06 46420 kJ/kg 110940 kcal/kg 43406 kJ/kg 10374 kcal/kg 2 56 0.892 80 BPF 0.1 43103 kJ/kg 10397 kcal/kg 40935 kJ/kg 9784 kcal/kg 278 12.5 44857 kJ/kg 10721 kcal/kg 40867 kJ/kg 9.976 kcal/kg 173 12 4.99 36 - 39. ANÁLISES TÍPICAS Densidade 20/4oC Ponto de Fulgor.946 88 E 0. oC Viscosidade CIN 20oC. Análises típicas de derivados de petróleo.Geração. Tabela 4.4 - 15420 520 15230 502 23060 790 22000 775 0. Relação entre peso específico do óleo combustível e seu teor de hidrogênio.76 43865 kJ/kg 10484 kcal/kg 41388 kJ/kg 9892 kcal/kg 29 .998 95 F 0. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A.

densidade relativa. teor de enxofre e carbono/hidrogênio para óleos combustíveis. Figura 6. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. Relação entre Poder Calorífico. 30 .Geração.EM 722 . Bizzo Figura 5. Relação entre a densidade de um óleo combustível à temperatura T e sua densidade à 15 ºC.

Geração.0 13. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A.0 C 40.055 1.3 216 550 6 400 0.815 106 89 158 1.3 78.5 50 65 65 270 570 4 600 0. comparando-o com a gasolina e álcool metílico.0 16.5 12.81 8.760 110 90 160 1. apresentam.EM 722 .45/1 37.2 78. Características Técnicas do Álcool Etílico No quadro apresentam-se as características do álcool etílico hidratado e anidro.2 Etanol Hidratado C2H5OH 19H2O 0. de auto-ignição o C Poder calorífico inferior kcal/kg Calor de combustão da mistura quimicamente correta kcal/litro Índice de octano método Research Índice de octano método motor Índice de octano calculado Fator de acréscimo do número de moléculas durante a combustão Efeito de superalimentação Graus GL (%Volume) Graus INPM (%peso) (extraído de “Os Motores de Combustão Interna” . Bizzo Outros derivados. Propriedade Fórmula química Peso molecular Densidade a 20oC Relação estequiométrica ar / combustível % Carbono em peso % Hidrogênio em peso % Oxigênio em peso Início temp. de ebulição o C Calor latente de vaporizacão kcal/kg Temp.5 99.5 99. Ebulição o Gasolina (CH)x 144 0.2/1 84.0 35 78.2 Término temp. Belo Horizonte 1983).860 73 73 73 1.3/1 78.815 110 92 162 1. e do álcool combustível na tabela 5. Tabela 5.077 9% 95 93.0/1 52.79 9.Paulo Penido Filho.5 Metanol Anidro CH3OH 32 0. 31 .79 6.68% - Etanol Anidro C2H5OH 46 0.061 14% 99.0 250 90 367 10 500 0.73 15.2 237 580 5 952 0. lemi. aplicações específicas e algumas propriedades típicas estão disponíveis na tabela 4. além dos óleos combustiveis.063 7% 99.

o descolamento da chama. quando a velocidade da mistura não queimada é maior que a velocidade de chama.COMBUSTÍVEIS GASOSOS Os combustíveis gasosos tem aumentado sua aplicabilidade na industria nacional. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. no sentido de se garantir a estabilidade de combustão em queimadores. em cromatógrafos químicos. dada a necessidade de investimento em infraestrutura. tanto de aplicação industrial como doméstica. Propriedade de combustíveis gasosos: Algumas propriedades importantes necessitam ser conhecidas para os combustíveis gasosos. O poder calorífico é normalmente dado em termos de energia/volume. efetuada sob determinas condições. e 32 . Velocidade de chama: é a velocidade de uma frente de chama de uma mistura ar/combustível. os gases manufaturados de nafta são produzidos e distribuidos localmente por rede de tubulações. Bizzo 2. Gás Natural tem sido explorado recentemente. A limitação de seu crescimento está na disponibilidade e distância dos centros consumidores pela sua maior dificuldade de transportes. Em outras palavras.Geração. porém. Número de Wobbe: é uma relação entre poder calorífico e densidade relativa dada pela equação: W = PCi dr A importância do número de Wobbe está ligada a intercambiabilidade de gases para uma mesma aplicação ou queimador. deve ser transportado por gasodutos. gases com o mesmo número de Wobbe vão apresentar o mesmo desempenho energético. tais como. no que se refere a potencia de um dado queimador. Gás Liquefeito de Petróleo é importante combustível. que tem aproveitamneto restrito as proximidades desta. A composição química pode ser fácilmente determinada através da análise laboratorial. Densidade relativa: é a densidade do gás relativa ao ar nas mesmas condições de temperatura e pressão.EM 722 . Observe que a relação de Poder Calorífico e a raiz quadrada da densidade relativa tem a ver com a quantidade de energia (por volume) que é possível passar por determinado orifîcio com a queda de pressão correspondetne. Dois fenômenos podem ocorrer em queimadores de gás: . o que dificulta sua maior utilização.2 . O conhecimento de parâmetros de velocidade de chama é útil também para a intercambiabilidade dos gases. além de gases residuais de refinaria. relativa a determinada condição de Temperatura e Pressão. respondendo a demanda por fontes de energia mais limpas e eficientes. Em alguns casos pode ser fornecido em termos de energia/massa. Outros gases.

adotado como gás padrão. A fim de se utilizar este conceito o índice de Weaver. mas a maioria dos equipamentos industrias operam com combustão turbulenta . a relação ar/combustível e com o padrão de fluxo..o retôrno de chama.i: frações molares dos constituintes A : relação ar/combustível volumétrica e estequiométrica da z Q : fração molar dos inertes no combustível : fração molar do oxigênio no combustível A tabela abaixo apresenta o coeficiente para alguns gases: Gás H2 CO CH4 C2H6 C3H8 C4H10 C2H4 C8H6 F 338 61 148 301 398 513 454 674 33 . A velocidade de chama varia com a temperatura da mistura.EM 722 . dá uma medida da velocidade de chama em relação ao hidrogênio. Ambos podem trazer consequencias desastrosas aos equipamentos e um queimador de gás deve ser projetado para determinadas faixas de velocidades de chama para se garantir a estabilidade..Geração. 8Q + 1 onde: mistura Fi : coeficiente de velocidade chama a. De qualquer maneira. As medidas de velocidade de chama em laboratório são feitas quase sempre nos regimes laminares. O índice de Weaver é definido como: S= Vgas VH2 Uma mistura de gases tem seu índice de Weaver calculada da seguinte forma: S= aFa + bFb +L +iFi A + 5z − 18. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. Bizzo .b.. quando a velocidade de chama é maior que a velocidade da mistura ar/combustível. porém nenhum destes reproduz com exatidão uma situação operacional. se laminar ou turbulento. Diversos métodos existem para a medição de velocidade de chama. o conhecimento da velocidade de chama em laboratório dá uma medida qualitativa do combustível.

Gases manufaturados Gases são fabricados a partir de diversos combustíveis como carvão mineral. Um resultado médio de diversas análises é dado na tabela a seguir: composição em massa etano propano propeno butano buteno PCS (kcal/Nm3) PCI (kcal/Nm3) densidade (kg/Nm3) massa média % 1. a seguir.EM 722 . Quando a produção de gás é pequena. com algumas parcelas leves de etano e propano.7 22600 21050 2060 molecular 48. Para efeitos práticos de combustão pode ser considerado como uma mistura em partes iguais de propano e butano. 34 .79 Gás Natural A exploração do gás natural pode ser feita através da produção do " gás associado" a um poço de petróleo. A composição varia principalmente em relação ao processo de fabricação e síntese e em relação a matéria prima. com frações de gás leves que justifiquem seu aproveitamento. lenha e nafta petroquímica. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. Sua composição pode variar de local a local. nafta e lenha.6 20.0 30. ou o centro consumidor está muito distante. O GLP é uma mistura de frações leves de petróleo na faixa de 3 e 4 carbonos na cadeia.Geração. ou em bacias produtoras de gás natural.7 32. matalurgia e cerâmica fina. Sempre há produção de gases associados a exploração do petróleo. Bizzo Gás Liquefeito de Petróleo A aplicação industrial de GLP tem sido feita em processos em que a limpeza é fundamental. apresentam alguns dados sobre gases manufaturados de carvão. Gás natural é basicamente metano. 8 e 9. o gás é queimado localmente em chamas abertas na atmosfera (flare).9 14. tais como em fornos alimentícios. Algumas composições de gás natural em diversas bacias mundiais são apresentados na tabela 6. As tabelas 7.

605 48.62 0.02 90.20 6.00 2.79 6.89 0.40 39.70 90. Bizzo Tabela 6.26 0.Geração.00 39.94 0.768 3. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A.70 9.40 8.20 2.35 0.60 0.50 0. Gás Natural Componentes % volume M 95 87.78 0.10 93.60 1.70 0.50 1.24 0.576 41.EM 722 .62 0.13 1.48 0.647 H2S 5.30 9.10 18.05 0.72 0.05 0.15 2.80 5.31 0.60 0.80 26.03 27.20 76.635 45.755 4.90 0.69 3.40 9.62 0.87 0.45 4 1 38.20 63.601 E Pr B Pe Hx CO2 O2 N2 MJ/Nm3 Densid ade (seco) Localidade Campo PCS Argentina Comodoro Rivadávia Canadá (Alberto) Turner Vallei Chile (Terra do Charnasci Sol) lla Arábia Saldita Air Dar Rússia Suretou Venezuela Santa Rosa Venezuela La Pica Observação: M = Metano E = Etano Pr = Propano B = Butano Pe = Pentano Hx = Hexano 35 .

490 1.8 499.165 3.904 C2.917 5.4 C2.490 1.572 0.4 0.185 Total seco 7.106 8.62 ao ar Ar teórico.40 4.269 4. gás de gás de baixa retorta temperatu horizonta ra l Composição.25 Densidade relativa 0.1 61 69.3 69.4 0.5 21.1 482.6 63 20.617 4.3 21. vert. com vapor 0.6 25 6 4 2 18 49.769 0. O2 0.0 471.5 gás de retorta cont.EM 722 .0 804.5H5 CH4 0. vert.5 8 52 30 4 3 3 9 53.060 C2.4 20 6.0 62 540. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A.48 4.3 59 889.950 H2O vol/vol 1.779 5.Gases manufaturados de carvão.0 21.743 3.210 3.667 5.3 69.2 420.439 1.9 525.407 0.495 Gases produtos teóricos % volume CO2 10.545 Total úmido 9. % vol.5 8. vol/vol 8.6 7. gás de retorta cont.5 CO2 C4H10 4 2 3.708 C1H5 CH4 0.3 .271 4.4 54 28 5.2 466.2 2 2.7 9.269 0.6 5.5H2 CH4 0.425 4.5H5 CH4 0.1 10.8 62 559.4 71. Bizzo Tabela 7 .5 CO 4 H2 30 CH2 52 N2 4 Composição assumida CnHm C4H8 CH4 C1.3 H2O N2 Ponto de orvalho.Geração.235 Gases produtos teóricos CO2 vol/vol 0. o C dos gases de exaustão Poder calorífico superior BTU/ft3 inferior BTU/ft3 30 in Hg 60oF saturado 36 18.500 0.974 3.4 gás de forno de carvão coque 0.38 4.7 69.690 N2 vol/vol 6.156 3.43 4.

Algumas propriedades devem ser conhecidas nos combustíveis sólidos: Análise imediata: São determinados alguns parâmetros relacionado com a utilização do combustível: . composição CO H2 CH4 H2O CO2 N2 PCI (kcal/Nm3) % volume 18 15 1 12 10 44 ~1000 2. mas no Brasil está restrito a região Sul.Geração. Este tem importância grande na produção de energia térmica e elétrica na Europa.Cinzas . Bizzo Tabela 8 -Composição típica de gás de lenha com umidade de 15 a 22%.Umidade . A lenha tem grande importância no Brasil. composição CO H2 CH4 H2O CO2 N2 PCI (kcal/Nm3) % volume 18 15 1 12 10 44 ~1000 Tabela 9 -Composição típica de gás de lenha com umidade de 15 a 22%.EM 722 .3 .Enxôfre total 37 . Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. dada ao seu potencial de utilização.COMBUSTÍVEIS SÓLIDOS Os principais combustíveis sólidos são a lenha e o carvão mineral.Material volátil .Carbono fixo . proximos aos centros produtores.

todos os minerais incombustíveis e é composta basicamente de óxidos.76 15 33. etc. Procedência C % S % H2 % N2 % O2 % Cinzas % Umidade % Mat.10 1.50 27. Devido ao seu alto teor de cinzas e enxôfre. a não ser nas localidades próximas a minas produtoras. Catarina 20. tais como o hidrogênio.2 PCS kcal/k g 4750 6340 6310 2895 3470 2520 é importante para Butiá Jacuí 42.35 0.59 21.18 11.42 29.6 Cabo Frio (b) 12.0 RGS 56.6 Rezende Obs.09 10 15. A umidade presente no combustível sólido determinação de seu poder calorífico inferior. Propriedades dos carvões nacionais.8 13.34 - 0.96 42.2 12.: Os quadros em branco representam propriedades não avaliadas. As principais propriedades de carvões brasileiros são apresentados na tabela 10.05 3.5 Cabo Frio (a) 17. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. no acendimento e no volume necessário da fornalha.64 1.10 27. Volátei s % 32.29 0. que são formados num processo de pirólise. Carvão Mineral O carvão mineral brasileiro é utilizado principalmente na produção de energia termoelétrica e na indústria cimenteira.51 9.21 1.Geração. não é muito utilizado industrialmente. As cinzas englobam.90 Crisciuma 46.82 40. Bizzo A matéria volátil é a parte do combustível que se separa em forma gasosa durante o aquecimento do mesmo.63 12. 38 .4 11 25.58 - 13. O carbono fixo é o resíduo combustível deixado após a liberação do material volátil.6 Paraná 51.0 Tubarão 46. embora possa conter outros elementos não liberados durante a volatilização. monóxido de carbono e metano.0 49.85 1.6 - 4.02 19. Compões-se principalmente de carbono. É composto de hidrocarbonetos eventualmente presentes na estrutura sólida e outros gases. óxido de cálcio. tais como a alumina.0 3.5 33. óxido de magnésio.90 23.73 7.11 3.58 28. Tabela 10.99 2.80 0. O teor de voláteis tem influência no comprimento de chama.88 49.52 - 9.EM 722 .27 17.79 1.8 Sta.

39 .EM 722 . É caracterizada por baixo teor de cinzas. principalmente em pequenas unidades produtoras. em toras empilhadas. O bagaço é queimado diretamente com 50% de umidade.Geração. Algumas propriedade são apresentadas nas tabelas a seguir. logo após a moagem da cana. ausencia total de enxôfre e umidade variável. A variação do PCS quanto ao tipo de madeira também não é muito grande. Bizzo Lenha É um combustível amplamente utilizado no Brasil. quanto a sua forma física. e lista de alguns com propriedades típicas é apresentado na tabela 11. exceto é claro. geralmente resíduos de produção agro-industriais são utilizados ocasionalmente. "in natura" ou sêco e enfardado. e isto é uma regra geral para todo material celulósico. A análise elementar da lenha varia pouco com o tipo de árvore. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. tanto em aplicações domésticas como em aplicações industriais para geração de vapor. Composição média da lenha sêca: Elemento % massa C 50.2 Poder Calorífico Superior: 4.1 O 43. a qual. As modernas usinas não consomem todo o bagaço produzido e o excedente pode ser fornecido a terceiros.4 N 0. A composição elementar é muito semelhante a lenha e suas propriedades podem ser tomadas como similares. O poder calorífico inferior vai depender muito do teor de umidade. Estocada ao ar livre.2 H 6. Outros combustíveis sólidos vegetais. A lenha quando cortada possui por volta de 50% de umidade. dependendo da umidade relativa do ar é por volta de 15 a 25%.2 cinzas 0. atinge a umidade de equilíbrio dentro de 3 a 6 meses.400 kcal/kg % água PCI (kcal/kg) 50 1990 35 2770 10 4070 Bagaço de cana O bagaço da cana-de-açucar é o combustível das usinas de açucar e alcool e utilizado localmente. como vem da colheita. a qual depende do tempo e método de aramzenagem.

4 0.1 17.3 15.3 % H 4.3 S Cl 0. base seca base seca sem cinzas base seca base seca .8 1.0 38.5 Serragem 18.4 0.3 17.0 14.2 Bagaço 17.5 2.3 2.0 0.9 7.6 13.9 de arroz 69.1 % Res.) casca de arroz borra de café bagaço de cana serragem C 41.9 44.9 39.5 56. % b.s.7 17.FEM .5 17. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A.1 0.0 0.9 39.0 Bagaço de cana 9. Poder calorífico (MJ/Kg.9 29.s.9 H 4.3 N 0.5 2.1 18.8 48.UNICAMP.8 0.7 9. % b. 40 .3 Borra 26.3 0.9 (*) Análise feita no Laboratório de Combustíveis do DETF .9 25.2 86.5 18. Biomassa Carbono fixo voláteis cinzas umidade % b.7 (*) Análise feita no Laboratório de Combustíveis do DETF .3 7.3 café 21.4 Borra de café 13. 18.8 37.2 0.5 39.2 44.9 cana 16.9 % N 0.4 6.2 84.3 5.6 45.0 15.4 0.0 9.UNICAMP.2 de 24.9 83.0 16.7 14.6 5.5 43.3 5.2 % Cl 0.6 1.5 2. Análise imediata (*).2 % S 0. % b.1 5.1 0.1 30.1 0.0 0.8 10. base seca.1 Análise elementar.4 obs.s.4 5.4 Serragem 81. Propriedades de diversos combustíveis sólidos vegetais.3 35.2 0.8 11.1 0.3 59.0 3.7 34.2 de 19.0 72. Biomassa %Voláteis %Cinzas Bagaço 73.8 48.7 Serragem 15.1 0.2 15. Bizzo Tabela 11.4 4.6 Cinzas . Análise imediata.5 2.4 0.FEM . biomassa Componente % base seca (b.0 57. Composição elementar média para cálculos. Biomassa PCS PCI desvio Casca 16.0 Casca 65.3 16. Biomassa % C % O Casca de arroz Borra de café Bagaço cana Serragem 41. base seca).3 de 15.4 0.3 de cana 82.7 4.7 arroz 15.1 39.3 13.Geração.s.3 7.4 0.5 0.u Casca de arroz 12.1 %C fixo 15.8 O 35.1 5.EM 722 .6 12.1 15.8 19.

) = 4090 kcal/kg Determine a composição dos produtos de combustão (base seca) para queima de óleo combustível com 2. Calcule o PCI de uma emulsão de óleo vegetal.5% de enxofre e densidade relativa 0. Supondo que seja ofertado um óleo de menor custo. 2 Uma caldeira está operando com óleo combustível com 1% de enxôfre e tem temperatura de saída média dos gases de 180 ºC.800 kcal/kg. dados. Ao se analisar a possibilidade de se utilizar óleo com 5% de enxôfre. Determine o Poder Calorífico Inferior (base úmida) de bagaço de cana com 46% de umidade (b. com 4% de enxôfre.u).0% de enxôfre tem temperatura de saída dos produtos de combustão da ordem de 155 ºC. com 45% de água (b.5% enxôfre carvão mineral: jazidas de RGS* Para diminuir a viscosidade de óleos residuais. qual (ou quais) possíveis fatores que poderiam inviabilizar econômicamente a troca pelo combustível mais barato? Calcular o Poder Calorífico Inferior de uma mistura 65% óleo/ 35% carvão.EXERCICIOS CAP.u.s.)= 4400 kcal/kg Bagaço PCI (b.95 2. Óleo.). 10% H em massa. Dados: Bagaço PCS (b. Caldeira queimando óleo combustivel com 1.s. está sendo testado uma emulsão de água + óleo. de custo menor. utilizando-se 35% de excesso de ar. óleo PCS 9421 kcal/kg PCI 8812 kcal/kg . PCS= 9. enumere os possiveis problemas que poderiam surgir. Determine o poder calorífico inferior desta mistura.97. com as seguintes características: óleo combustível: densidade relativa 0. com 25% de água em massa.

A maneira de introdução do ar secundário também pode afetar a forma. paredes refratárias quentes vão irradiar o calor de volta para a chama. De maneira semelhante. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. óleo pulverizado ou sólido pulverizado. 41 . Se o ar secundário é adicionado com alta turbulência. A combustão de gás de óleo vaporizado. seu desenvolvimento pode ser alterado pela proximidade das paredes da câmara.Geração. ele pode ter um efeito de esfriamento brusco e portanto o ar secundário é normalmente adicionado em etapas.QUEIMADORES A função do queimador é o de fazer com que o combustível e o oxidante fiquem em contato o tempo suficiente e à temperatura suficiente para ocorrer e completar a reação de combustão. se o calor é irradiado para a base da chama ele vai reduzir a zona de pré-aquecimento. Outro resultado de uma câmara de combustão fria será o alongamento da chama por causa das reações químicas mais lentas em temperatura reduzida. dando uma chama menor e mais intensa.EM 722 . sobre a recirculação do gás. pode ser considerada semelhante no aspecto que a combustão ocorre na fase gasosa. isto aumentará a turbulência dando uma chama menor e mais intensa a ignição mais estável. Do mesmo modo. a turbulência tem o efeito de fazer com que os gases quentes e os intermediários da combustão retornem para a zona de ignição. novamente aumentando a intensidade da combustão. intensidade e estabilidade da chama. consequentemente sobre a sua temperatura. Além de fazer uma boa mistura do combustível e do oxidante . com a consequente redução no tempo de ignição. A combustão de combustíveis sólidos tanto nos leitos fixos como nos fluidizados depende mais da transferência de massa sólido/gás do que da mistura na fase gasosa. sobre o tempo em que os gases da chama são mantidos na zona de combustão e. Este efeito pode ser reduzido se usarmos ar secundário quente. a chama vai perder calor rapidamente e sua temperatura pode ser tão reduzida que a queima cessa antes que se complete. Do mesmo modo. Bizzo cap 3 . o contato eficiente depende de: Tempo. Considere as paredes da câmara de combustão fechada e fria. Isto vai acontecer por exemplo. aumentando sua temperatura e a intensidade de combustão. Em geral os queimadores não podem ser considerados isolados do forno pois os arredores obviamente vão ter um efeito sobre a quantidade de calor perdida pela chama. Uma vez que a maioria das reações de combustão acontecem na fase gasosa. Enquanto que a turbulência inicial pode ser gerada pelo queimador. quando um forno é ligado frio. o ar secundário em excesso pode ter um efeito de esfriamento em qualquer chama. Temperatura e Turbulência. Se o ar secundário é adicionado rápido demais a uma chama que queima devagar.

Devido aos altos índices de Wobbe.28.EM 722 . Onde o gás natural não é disponível há tendência de produzir gases baseados em metano.8 48. O metano tem uma razão ar de combustão/volume combustível cerca de duas vezes a do gás de carvão. .queimadores de chama de difusão . Tipos de queimadores de gases Podemos classificar os queimadores de gás em 3 tipos conforme a maneira em que é misturado o ar e o gás combustível: básicos. ou serem produtos secundários de outros processos como por exemplo o gás de alto forno ou gás de forno de coque.1 . mas o poder calorífico por volume e a razão ar/combustível por volume serão maiores. existem os gases de baixo poder calorífico (gás de gasogênio) que são produzidos e queimados no mesmo local.queimadores com bicos de mistura (ou de mistura direta). Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A.4 . Os gases combustíveis são frequentemente divididos em três grupos: Tabela 3. há uma tendência mundial em deslocar-se os gases do grupo 1 para o grupo 2. Por causa da grande disponibilidade de gás natural. Assim.5 ~25 exemplo gás de rua gás natural GLP Além desses gases distribuídos. incluindo o Brasil.6 velocidade de chama alta baixa baixa A/C (vol) 3~4 7~8. 42 .87.2 72. O índice de Wobbe é uma medida de energia do gás que passa através de um determinado orifício com uma determinada queda de pressão.53.1 .2 . O gás do gasogênio caiu em desuso na década de 50 e nas últimas décadas voltou com um papel maior em alguns países. Os gases de baixo poder calorífico tem uma grande relação de volume/energia para serem economicamente distribuídos.Geração. Estes podem ser produzidos para utilização num processo perto do local de produção. No caso de GLP a velocidade de chama é semelhante à do metano. extraídos do carvão ou do óleo. o gás vai precisar de uma velocidade maior para arrastar seu ar de combustão do que aquela exigida pelo gás de carvão.6 . a capacidade de um sistema de distribuição em unidades de calor é aumentada através da mudança de gases do grupo 1 para o grupo 2.QUEIMADORES DE GASES Os gases podem ser classificados em termos de velocidade da chama e do índice de Wobbe para propósitos de projeto do queimador. Bizzo 3.Grupos de índice de Wobbe Grupo 1 2 3 Índice de Wobbe (MJ/m3) 24.queimadores com pré-mistura .

uma chama muito intensa. utiliza-se então estabilizadores de chama na forma de jatos piloto que fornecem calor e espécies ativas para a base da chama. Figura 1. Alguns queimadores. especialmente os de pequenos tamanhos. Alguns tipos de queimnadores de difusão são mostrados na figura 1.Geração. Quando os gases do grupo 2 ou 3 são empregados num queimador de difusão. Bizzo Queimadores com chama de difusão Num queimador de chama de difusão o gás sai do bico para a zona de combustão com velocidade suficiente para arrastar dos arredores seu ar de combustão e dar uma chama da intensidade exigida.EM 722 . dão uma chama permitindo uma grande área para a difusão do ar. As chamas difusoras são usadas em queimadores pequenos porque elas são estáveis. a tendência é a chama se apagar na saída antes que ela possa arrastar uma quantidade útil de ar. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. silenciosas. tem boa faixa de controle e não requerem um ajuste de entrada de ar e de gás. e portanto. Nêste caso. Alguns tipos de queimadores de difusão 43 . o que permite que a estabilidade da chama seja mantida com valores úteis de fluxo de gás. ou na forma de promotores de recirculação que fornecem calor e intermediários de cadeia para a base da chama principal.

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Queimadores com pré-mistura ou ventilados O tipo básico do queimador com pré-mistura é representado pelo queimador Bunsen (figura 2), e este é apropriado somente para uso em pequeno tamanho por causa da possibilidade de retorno de chama dentro do tubo em queimadores maiores. A pressão do gás através de um orifício, arrasta o ar para o tubo de mistura. Com a pressão do gás encanado (ou GLP na pressão reduzida), apenas 50% do ar de combustão é arrastado; o restante precisa ser fornecido como ar secundário. Queimadores de barra (figura 3), são queimadores do tipo Bunsen, com orifícios múltiplos. Utilizando cerâmica porosa ou perfurada ou tela na boca do queimador, pode-se realizar a combustão na superfície.

Figura 2. Queimador tipo Bunsen.

Figura 3. Queimador de barra com pré mistura

Os queimadores com pré-mistura geralmente estão disponíveis em tamanhos pequenos, mas também podem ser usados em grupos e queimadores de barra para caldeiras, fornos de fundição de metal, etc. A aplicação típica de queimadores pré-misturados é em fogões domésticos e industriais. A velocidade da chama de um gás tem considerável efeito sobre o projeto do queimador; com um gás de chama de alta velocidade é fácil produzir-se uma chama estável, mas o retorno de chama pode ser um problema, e em alguns queimadores maiores podem levar a detonações perigosas. Em geral os gases com chama de alta velocidade vão conter alta porcentagem de hidrogênio, por exemplo, gás de rua, de carvão ou de
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nafta. Gráficos de estabilidade representados na figura 4.

de

chama

(diagrama

fuidge)

estão

Figura 4. Diagrama Fuidge. Com o gás cuja chama é de baixa velocidade, o retorno da chama já não é um problema sério, mas os limites de inflamabilidade (relação ar/combustível) ficam mais próximos e a saída da chama se torna um problema importante. Um gráfico de predição da estabilidade de chama é mostrado na figura 5.

Figura 5. Diagrama de predição de chama

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Queimadores com bicos de mistura (Nozzle Mix Burners) São aqueles em que o gás e o ar são misturados no ponto em que ocorre a combustão (figura 6). Geralmente estes queimadores são empregados em grandes capacidades à medida em que não há nenhuma possibilidade de retorno de chama. Os queimadores com bicos de mistura podem ser do tipo de registro, onde a combustão ocorre na saída do queimador, ou do tipo de queimadores em túnel onde a combustão ocorre num tubo refratário.

Figura 6. Queimador com bico de mistura Queimadores de registro O queimador de registro simples consiste em um injetor de gás rodeado por uma entrada de ar e a combustão ocorre na frente do queimador. Normalmente é necessário um dispositivo de estabilização de chama, como por exemplo, nas pequenas unidades, uma grade estabilizadora. Nas unidades grandes, a turbulência, um obstáculo ou a forma da câmara de combustão podem ser utilizadas para fornecer a estabilização da chama. As posições da entrada de ar e do gás podem ser trocadas (não é comum), ou pode haver entradas múltiplas de gás ou de ar. O queimador de registro tanto de tamanho pequeno como de tamanho grande, pode ser adaptado para queimar dual de óleo e gás (figura 7).

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47 . intensifica a combustão. Queimadores em túnel Nos queimadores de tunel a combustão ocorre dentro de um túnel refratário.Geração. Combinação de injetor e câmara de combustão. Figura 8. Queimador DUAL óleo e gás. e portanto. O túnel refratário incandescente minimiza a perda de calor da chama. Este queimador se parece com um queimador de pré-mistura que opera numa condição permanente de retorno de chama. Bizzo Figura 7. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A.EM 722 . com a pressão do gás regulado para pressão atmosférica ("Zero Governed") com injetor que controla a relação de ar/combustível e o fluxo de gás é induzido pela pressão do ar (figura8). São em geral.

Temperaturas até 1500 ºC na superfície são obtidas com tubos de cerâmica. um tubo aquecedor radiante que pode ser simples ou com um sf terminal. Em geral. O principal emprego dos tubos aquecedores por radiação é quando a contaminação do material com os produtos da combustão não é desejado. mostra uma variação semelhante. SEGURANÇA E CONTROLE DOS QUEIMADORES A GÁS Pode ser visto no diagrama da figura 10 que os gases que contém hidrogênio. em que o gás/ar prémisturado sai passando às costas de um ladrilho poroso ou perfurado (figura 9). emitido por um aquecedor radiante direto. 48 . Queimadores típicos de radiação. Um método empregado é o de acender a mistura entre o injetor e o túnel e deixar a chama prosseguir para dentro do túnel onde ela se estabiliza. raramente é mais do que 15%. Queimadores a gás por radiação Podem ser do tipo de chapa radiante. diâmetro mínimo do tubo em que uma chama vai atravessar sem se extinguir. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A.EM 722 . Bizzo A forma do túnel utilizado pode alterar a eficiência da perda de pressão do queimador. a gás. altenativamente.Geração. Os queimadores com cuba radiante em que a chama incide sobre uma telha em forma de cuba. o acendimento dos queimadores em túnel é difícil. tendo chamas de altas velocidades e maiores limites de inflamabilidade. apresentam maior risco de ignição. A proporção de calor radiante para o calor convectivo. O diâmetro de esfriamento. Figura 9. As mudanças na contrapressão do forno podem fazer necessário uma pequena pressão positiva de gás. pode ser usado para dar um aquecimento indireto.

Geração.EM 722 .4cm com Oxigênio Estes valores são aproximadamente a metade É claro que uma chama misturada anteriormente é perfeitamente segura. o corta chama deve estar na boca do tubo de mistura. Bizzo Tabela 1 . ela pode acelerar e formar uma onda de denotação que não vai ser parada por um corta chama. A ignição nunca deve ser feita quando pode haver um volume considerável de mistura combustível na câmara de combustão. ou um pacote de metal enrolado.Diâmetro de esfriamento de diversos gases com Ar Metano Propano Butano Gás de rua Hidrogênio 1 cm 1 cm 1 cm 0. vai impedir a travessia da chama. um grupo de tubos. Figura 10. Num tubo de diâmetro maior.Uma tentativa de ignição sem sucesso. desde que o diâmetro do tubo de mistura não exceda o diâmetro de esfriamento. 49 . um aparelho corta chama que consista em diversos tubos de diâmetro pequeno. nas condições normais. Mas na medida em que frente de chama avança dentro de um tubo.5cm 0. Diagrama de velocidade de chama adiabática horizontal pré misturada de diversos gases. Regras de segurança bem óbvias são aplicáveis aos queimadores a gás (e em menor extensão. causado por:.Vazamento de gás durante os períodos de inatividade. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. Portanto. à maioria dos outros tipos de queimadores). .

Isto se aplica para a combustão de gasolina. tanto com:. o qual apresenta queima lenta. pois são feitos para queimar o óleo na fase de vapor. a mudança para o gás pode envolver uma mistura combustível num dado ponto. A presença de chama pode ser detectada por: . A viscosidade dos óleos mais pesados e de alcatrões combustíveis é tão elevada que eles tem de ser aquecidos até 100 a 200 ºC (dependendo do tipo) antes que possam ser bombeados ou pulverizados. Todas as linhas deveriam ser purgadas antes do funcionamento.R. verifique a presença da chama. especialmente em fornos metalúrgicos.Um gás inerte . 50 . Verifique a presença da chama. a alta radiação da chama é vantajosa. fazendo que a chama se torne luminosa e de grande emissividade. Se alguma vez correr o apagamento da chama. ou depois que a manutenção tenha sido feita. Então o ciclo de ignição deve ser recomeçado.sensor de ionização. 4) Ligar a chama principal na potência normal. Ao promover ignição numa câmara de combustão deve ser observado as seguintes operações: 1) Purgue com ar para remover o gás de combustão da câmara. os queimadores a óleo são semelhantes aos queimadores a gás. portanto.V.célula fotoelétrica (I.EM 722 . . Dependendo da viscosidade do óleo. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. as linhas de conexão vão conter ar. Num queimador novo. ou U. prefere-se em geral uma chama não luminosa.Perda de combustão. Nos queimadores industriais esta sequência de segurança é automática. Para muitos propósitos. querosene ou óleo destilado. 3) Ligado o piloto ou o gás principal de baixa porcentagem. além disso vai haver o craqueamento que irá produzir um resíduo de carbono. os quais podem ser vaporizados diretamente do líquido. o fluxo de gás deve ser interrompido e a câmara de combustão deve ser purgada com ar. O aquecimento do líquido e temperaturas mais altas que 260 ºC pode causar mudanças na estrutura do combustível com craqueamento e formação de carbono. 2) Verifique o funcionamento do sistema de ignição. Quando a transferência térmica convectiva é utilizada. a proporção vaporizada será maior ou menor.Geração. Para os óleos combustíveis mais pesados a vaporização é lenta e na maioria dos casos deixa um resíduo sólido que na temperatura de combustão deve ser carbono. Bizzo . ou via um pulverizador que produz gotículas que são totalmente vaporizados antes de entrarem na zona de combustão.Gás de combustão escapando através de um corta chama ou através de um maçarico de bico menor do que o diâmetro de esfriamento.) QUEIMADORES DE ÓLEO Em geral.

nas unidades maiores. . ele é inflexível na variação do P1/2 fluxo se o tamanho da gotícula tiver que ser mantido.Geração. pode ser usados os jatos múltiplos controlando a taxa de potência. Uma desvantagem dos tamanhos menores é o pequeno tamanho do orifício de controle do fluxo ou jato atomizador que é necessário.nas unidades pequenas.Pulverizador de 2 fluídos para pressão baixa. Bizzo QUEIMADORES PULVERIZADORES Os queimadores pulverizadores são disponíveis em tamanhos de cerca de 15 kw para cima. Figura 11. . sem mudança dos tamanhos das gotas. menor deve ser o tamanho médio das gôtas. Os métodos para se superar isto são: . quanto maior a velocidade relativa entre líq uido e ar. Queimador a óleo com atomização mecânica. O pulverizador a jato por pressão é provavelmente o tipo mais usado. De modo geral. com consequente risco de entupimento. Existem alguns tipos de pulverizadores a jato de pressão com recirculação de óleo ou com orifício variável que pode dar uma faixa de variação de fluxo maior. Queimador a jato de pressão O queimador a pulverização mecânica ou jato de pressão produz gotículas de combustível pela passagem do óleo num pequeno orifício.EM 722 . Os pulverizadores podem ser divididos em três tipos: . sendo que suas desvantagens são as de requerer boa filtragem do combustível nos tamanhos menores e que devido ao fluxo ser proporcional a e o tamanho da gotícula a 1/P. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. controle "liga/desliga". O uso 51 . variando-se a quantidade de pulverizadores em uso. média e alta.Jato de pressão com fluxo constante ou fluxo variável. As gotículas são formadas pela alta velocidade do jato de óleo saindo do orifício de encontro a massa de ar ambiente. .Copo rotativo.

As figuras 12 e 13 apresentam dois tipos de pulverizadores a 2 fluidos. 52 .Geração. Até 30% do requisito de ar pode ser necessário para a pulverização.1 atm) . Queimador a óleo com pulverização a vapor. Figura 12. como fluído pulverizador. para provocar a pulverizaçao do óleo. .Utilizam ar entre 7 e 100 kPa (0. Os pulverizadores de 2 fluidos se utilizam de um fluido auxiliar.07 a 1 atm).Pressão alta . O volume de ar utilizado é da ordem de 5% da quantidade total. o qual pode ser feito em muitos estágios. Os pulverizadores de 2 fluídos não requerem dimensões tão precisas para manterem o desempenho e são menos suscetíveis ao bloqueio do que os pulverizadores a jato de pressão.Pode utilizar ar ou vapor levemente superaquecido. Um jato de fluido auxiliar corta o jato de óleo provocando a quebra das gotículas. mostrado na figura 11 Um exemplo de pulverizador a jato de pressão é Pulverizador de 2 fluídos. Novamente é a velocidade relativa dos fluidos que vai comandar o tamanho das partículas. sendo portanto. Existem três tipos de pulverizadores de 2 fluídos:.Pressão média . Cerca de 2 a 3% da quantidade total necessária é utilizada para a pulverização em pressões acima de 100 kPa (1 atm).O ar é fornecido por um ventilador para pressões < 10 kPa (0.EM 722 .Pressão baixa . Bizzo destes não é muito comum. geralmente ar ou vapor. . Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. mais apropriados para combustíveis de alta viscosidade.

Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. Queimador de pulverização a ar Pulverizador com copo rotativo. Bizzo Figura 13.Geração. 53 . Queimador de copo rotativo.EM 722 . Figura 14.

Portanto. Se for necessário usar um alto grau de pré-aquecimento do ar.Geração. e nas instalações grandes tal como nas caldeiras de uma termoelétrica. produzirão uma chama comprida e bem estável. ESTABILIZAÇÃO DA CHAMA A chama é estabilizada pelo fornecimento de calor e intermediários das reações da combustão para a zona de ignição. em geral. quanto maior a quantidade de recirculação rotacional. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. quando voltam para a base da chama. este precisa ser feito principalmente através do ar secundário. Bizzo Neste tipo de óleo é introduzido para o centro de um copo que gira rapidamente até 5000 rpm. a qual pode ser absoluta ou local. e assim reduz-se a formação de SOx. embora sempre possa provocar o aumento da emissão de material particulado. æ medida que o óleo é arremessado da borda do copo num disco fino. o pulverizador com jato por pressão e o pulverizador de dois fluídos com alta pressão. a recirculação interna é feita por uma turbulência rotacional no ar secundário ou pela utilização de um obstáculo.EM 722 . PROPORÇÃO DE AR PRIMÁRIO/SECUNDÁRIO Uma pulverização "grossa" pode ser empregada deliberadamente a fim de alongar a chama. ele é pulverizado pela corrente de ar primário (10% do total). pois a alta temperatura do ar primário pode causar craqueamento do óleo. figura 14. que pode ser o injetor de óleo. A quantidade de ar para combustão estequiométrica de óleo reside na faixa de 13-15 kg de ar por quilo de óleo. devido a uma mistura inadequada. apresentam a vantagem de que todo ou quase todo ar é fornecido como ar secundário e portanto. se utilizamos pré-aquecimento do ar de combustão. A recirculação é em geral interna. pode ser possível reduzir-se o excesso de ar para baixo de 5%. Num forno industrial otimizado é possível manter-se a exigência de ar excedente abaixo de 20%. O calor pode ser fornecido pela radiação de um cone de refratário quente ou como é mais frequente. pode ser sinal de: . A presença de gotículas maiores também vai aumentar a proporção de craqueamento antes da vaporização e daí aumentar a radiação da chama. pode ser usado para fornecer o pré-aquecimento.insuficiencia de ar para a combustão. maior será a estabilidade da chama e menor e mais intensa a chama. Um queimador para um forno de cimento é um exemplo onde a pulverização "grossa" é empregada. quando necessário. A formação de fumaça nos queimadores a óleo. Uma turbulência relativamente alta e pulverização "grossa". Queimadores de pequeno porte podem utilizar um obstáculo como estabilizador de chama que atua tanto como "bluff body" como promotor de turbulência rotacional. 54 . Em escala industrial. junto com a recirculação dos gases quentes da combustão. Geralmente.

Geração.cinza. . que queima.amolece. . que queima. . valor calorífico mais baixo tanto em base de massa como de volume. antes que seja completada a combustão. Na combustão do carvão (ou material vegetal).EM 722 .3 . Em certas circunstâncias pode causar a formação de fumaça devido ao escape forçado de partículas da zona de queima.providenciar a remoção da cinza. .Turbulência excessiva. .fazer contato entre o combustível sólido e o ar de combustão. que não é combustível. Os requisitos para um queimador de combustível sólido são: . a incidência da chama sobre superfícies frias (pode ser inevitável no primeiro acendimento).solta material volátil.deixa um resíduo sólido . . as principais reações depois da devotalização são: C 2 H2 + + O2 O2 → → CO2 2 H2O Quando o carvão mineral é aquecido.fornecer uma proporção adequada de transferência de massa entre o sólido e o ar.providenciar uma superfície de transferência térmica para absorver o calor útil.deixa um resíduo sólido . em geral. Taxas de excesso de ar acima de 50% frequentemente vão causar fumaça.queimadores de combustível pulverizado . Isto pode ser causado por: .coque. Bizzo .queimadores de leito fluidizado 55 .fazer a transferência de calor para o combustível que está entrando para iniciar a combustão.Gotículas grandes que deixam a zona de combustão antes que a reação esteja completa.resfriamento da chama. 3.formação fraca da chama. .Excesso de ar de combustão. As áreas da grelha e os volumes da câmara de combustão geralmente serão maiores para a mesma potência que para a queima de carvão (coque ou carvão vegetal). . .fazer suficiente mistura dos voláteis e do ar de combustão. . antes que a reação da combustão seja completada. .QUEIMADORES DE COMBUSTÍVEL SÓLIDO O carvão é o combustível sólido mais usado mundialmente e o estudo acerca dos combustíveis sólidos vai ser largamente baseado na combustão do carvão mineral. A chama é esfriada abaixo da temperatura de reação.queimadores de leito fixo . Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. ele: . . Se uma quantidade excessiva de ar frio incidir numa chama.fornecer espaço para a combustão completa. Outros combustíveis vão ter. Podemos classificar os queimadores de sólidos em 3 tipos básicos: . e vão conter frequentemente alta proporção de água. pode causar o resfriamento local e a formação de fumaça.

e consequentemente vai dar uma chama mais longa e menos intensa do que a do óleo combustível sob as mesmas condições.EM 722 . . No queimador de combustível pulverizado em que as partículas de carvão se movem em suspensão no fluxo de gás. . a transferência de massa entre o combustível e o oxidante é uma função da micro-turbulência e difusão. Bizzo Queimadores de Combustível Pulverizado O carvão pode ser queimado em partículas minúsculas que se movem com o fluxo de gás. . .A mistura dos voláteis e dos gases de combustão é feita por difusão.A transferência de massa é feita principalmente por difusão. A partícula típica de combustível pulverizado vai ter um tempo maior de combustão.Geração. é lenta (mas é compensada pela grande área de transferência de massa). Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. aquecidas pelas paredes laterais ou pela massa da chama através da radiação ou através da recirculação dos gases quentes. da maneira que ocorre na queima de óleo pesado pulverizado. Tipos de queimadores pulverizadores. As partículas pequenas vão atingir a temperatura de reação rapidamente. 56 . por micro-turbulência ou pela velocidade de evolução do gás das partículas. e portanto.A transferência de calor é feita por convecção dos gases quentes e por radiação das partículas e do gás da zona de combustão.A remoção da cinza é feita por elutriação no fluxo do gás de exaustão ou por sedmentação depois da coalescência das partículas de cinza liquefeitas. Figura 14.A área de contato entre as partículas e o ar é alta. A semelhança é reforçada por causa da similaridade das características de queima entre uma partícula de combustível pulverizado e uma gotícula de óleo combustível residual. .

a menos que sejam primeiramente resfriadas por radiação. é necessário uma velocidade de ar de 20-30 m/seg. da chama. Isto pode ser por radiação: do refratário quente. A fim de evitar o depósito de carvão nos tubos de alimentação. Uma vez que é difícil armazenar o carvão pulverizado.EM 722 . requerendo precipitadores eletroestásticos que são mais econômicos em larga escala. geralmente não são econômicos em tamanhos abaixo de 12-15 t/h.A limpeza regular e frequente dos tubos é necessária nas caldeiras. . . vai aderir ás superfícies de troca de calor. por recirculação do gás quente ou em geral por uma mistura dos três.A taxa de controle é limitada. Para isto ser feito sem paralização. uma chama de combustível pulverizado precisa ser iniciada por um queimador grande a gás ou a óleo. .Há a dificuldade de ignição e há falta de estabilidade para chamas pequenas de combustível pulverizado. ele é geralmente moído até o tamanho adequado. Não é possível estabilizar-se uma chama pequena de combustível pulverizado fora da câmara de combustão. . sendo da ordem de 85% < 75 µm. para evitar danos por superaquecimento quando o queimador de combustível pulverizado estiver em operação. e assim evita-se qualquer risco de retorno da chama. a fim de se remover os acúmulos de cinza muita fina. pois: .O custo do equipamento de pulverização e de transporte se torna significativo. O tamanho do carvão usado para queima pulverizada varia com as características. Normalmente a cinza do combustível pulverizado deixa a chama acima de seu ponto de fusão. 57 . Devido à quantidade de calor necessária para estabilizar a combustão. Os queimadores de combustível pulverizado são usados em grandes instalações. Bizzo Para combustão e ignição estável é essencial que uma quantidade suficiente de calor seja transferida para a base da chama. Alternativamente. O queimador utilizado para ignição vai ser em geral retrátil. Isto está bem além da velocidade de queima de combustível pulverizado da ordem de 10 m/s. é necessário equipamento para soprar a fuligem. e portanto. A figura 14 apresenta alguns tipos de chama de carvão pulverizado e a figura 15 apresenta um esquema de uma câmara de combustão de carvão.A cinza do combustível pulverizado é difícil de se remover do gás de saída. transportado por ar quente que serve para secar o carvão e transportá-lo do moinho para o queimador: O ar de transporte atua como ar de combustão primário. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A.Geração. a cinza pode ser mantida líquida e removida como escória. o "abafamento" é impossível. o que não é econômico numa unidade pequena.

A remoção das cinzas é feita por baixo através das barras da grelha ou removendo-se as cinzas e borra da grelha. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. . . . Bizzo Figura 15.Os voláteis são normalmente queimados em cima do leito utilizando-se um fornecimento de ar secundário. .EM 722 . . Os tipos de queimadores em que o combustível é queimado numa espécie de grelha são empregados em geral nas unidades pequenas e 58 .A transferência de calor é feita por radiação da superfície quente do leito e por convecção dos gases quentes. em gerador de vapor Queimadores de Leito Fixo O combustível pode ser apoiado numa grelha: .Geração.A transferência de massa entre o ar e o combustível estacionário pode ser boa.A área de contato entre o sólido e o ar é pequena.O leito fixo de combustível atua como um reservatório de calor mantendo a combustão e promovendo a ignição. Câmara de Combustão ciclônica para carvão pulverizado.

Náo há necessidade de equipamento de pulverização. Figura 16.Geração. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. Bizzo médias. facilmente abafado.Boa taxa de controle. figura 16. ou grelha em escada. Não são necessários equipamentos sofisticados para a limpeza do gás de combustão. Grelha fixa Pequenas unidades para combustão de lenha em toras ou pedaços. Contém mais peças móveis perto da área de combustão.Ocupa volume do forno reduzindo a disponibilidade da área de troca de calor. consequentemente. se utilizam de grelha de barras fixa. com carvão até 12 t/h e em unidades maiores com bagaço de cana até aproximadamente 100 t/h. pode ter grandes exigências de manutenção. Desvantagens: .EM 722 . Vantagens: . Alguns tipos de grelha em escada 59 .

As partículas menores podem queimar em suspensão. Figura 17. Este tipo de grelha é apropriado para queimar a maior parte dos tipos de carvão e também combustíveis vegetais tal como a serragem ou o bagaço.EM 722 . Desvantagem: não vai queimar carvão grande ou antracita. carregada por projeção (figura 17) O combustível é impelido por um alimentador rotativo ou pneumático para cobrir toda a área de uma grelha móvel. Em geral. um ciclone vai remover de modo adequado toda a cinza do gás de exaustão. Bizzo Grelha a Distribuidor. O ar primário para a combustão é alimentado através da grelha e o ar secundário acima da grelha. sendo que a maior parte de combustível queima na grelha. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A.Geração. tende a perder cinza muito fina por arraste. carregada por projeção 60 . Grelha a Distribuidor. e também pode perder combustível junto com cinza muito fina.

61 .Geração. Grelha em esteira rotativa. A taxa de controle é boa e a resposta às mudanças na taxa de queima é rápida. Bizzo Grelha em Esteira (figura 18) Esta categoria também pode ser utilizada para incluir grelha vibratória ou basculante.O ar secundário é fornecido acima do leito para queimar os voláteis e o CO. . . Um conteúdo de cinza relativamente alto no carvão é necessário a fim de proteger as barras da grelha do superaquecimento. O alimentador em esteira vai queimar eficientemente a maior parte dos tipos de carvão. controlado por uma guilhotina de até 10 cm de profundidade. Um carvão coquificante pode causar má distribuição de ar pela canalização.A ignição é feita por meio de radiação dum arco de ignição acima do leito. alimentando-se carvão com umidade da ordem de 15%.EM 722 . são preferidos os carvões com mais de 7% de cinza. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A.O ar primário é fornecido por baixo do leito. através das barras da grelha. Ela é mais usada para as instalações maiores. Em geral. . desde que o tamanho de pulverização seja adequada: 15 a 50 mm. isto pode ser solucionado. A presença de finos excessivos também vai causar perda de combustível através da grelha.Um leito de carvão relativamente fino. As características são: . Figura 18. A faixa de tamanho da grelha em esteira varia até 13 m de comprimento por 2 m de largura.

mas nem sempre. o ar primário pode ser fornecido por baixo da grelha. A figura 19 apresenta exemplo de forno deste tipo. mas em geral eles deixam pouca quantidade de cinza apfs a combustão. O fornecimento de ar é feito através de aberturas mas paredes da câmara de combustão. Figura 19.EM 722 .20).Geração. a velocidade de transferência de massa e de combustão vai ser aumentada. 62 . formando uma pilha de combustível. Fornalha Ward para queima de bagaço de cana. para o bagaço ou para resíduos de madeira empregada a alimentação de combustível por gravidade. Queima fluidizada Se num leito fixo a velocidade do ar é aumentada e o tamanho da partícula é reduzido. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. Um tipo de forno utilizado em geral. Bizzo Queima de Combustíveis Vegetais em Pilha A maioria dos combustíveis vegetais tem baixo poder calorífico. reduzido ainda mais por seu alto conteúdo de umidade. .A área de contato entre o combustível e o ar é grande (apesar de ser menor do que para o queimador de combustível pulverizado). No caso limite as partículas de combustível vão ser suportadas pelo fluxo de ar ( figura . em pilha.

Assim.Se a velocidade do gás é aumentada de forma que a resistência ao fluxo aproxima-se do peso do leito. de forma que a resistência ao fluxo se iguale ao peso do leito. as partículas e as superfícies com as quais estão em contato são boas. . a resitência ao fluxo vai ser uma função da velocidade do gás e do espaço livre entre as partículas. A mistura é boa em paralelo ao fluxo de gás.A cinza vai se acumular no leito ou vai ser elutriada. é possível queimar-se qualquer combustível sólido.A velocidade limite do gás para a fluidização é aquela em que as partículas são arrastadas do leito pelo fluxo de gás.Quando a velocidade do gás é aumentada ainda mais. O leito se comporta como um fluído e uma densidade aparente pode lhe ser atribuída. 63 . menos boa no sentido transversal ao fluxo de gás.Geração. A queda de pressão no leito é dada por: ∆P = H (1 − φ )( ρ − ρ ) z s f Hz = altura do leito φ = porosidade do leito ρs = densidade do sólido ρf = densidade do líquido Em princípio. as partículas vão primeiro se arranjar no leito para minimizar a resistência ao fluxo de gás. Se um gás flui para cima através de um leito de partículas sólidas. .A transferência de calor é feita principalmente por condução (e radiação) para as superfícies imersas no leito e por convecção dos gases de exaustão quentes.EM 722 . A fluidização ocorre entre a velocidade mínima em que a força total de arrasto é igual ao peso do leito e uma velocidade máxima relacionada à velocidade terminal de queda das partículas.Um maior aumento da velocidade do gás vai aumentar o tamanho e número das bolhas de gás de forma que algum gás pode passar através do leito sem contato eficiente entre esse gás e os sólidos (leito em fluidização turbulenta). .A transferência de massa entre o combustível e o ar é feita por convecção forçada. Dentro de um leito fluidizado a transferência de massa e de calor entre o gás. Considerando queima fluidizada de carvão. assegurando uma ignição rápida. líquido ou gasoso dentro de um leito inerte quente de partículas fluidizadas.Os voláteis são queimados dentro e em cima do leito fluidizado. .a medida que a velocidade do gás é aumentada. . e uma combustão eficiente. . preferencialmente. as partículas passam a ser suportadas pela corrente de gás (fluidização incipiente). . e as partículas circulam dentro de leito. vão ser elutriadas do leitor.O leito atua como um reservatório de calor. O espaço livre sai uma função do tamanho e da disposição da partícula: . Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. As bolhas de gás vão aparecer dentro do leito. Bizzo . . num leito composto por partículas de tamanho ( ou densidade) mistas. ainda mais a distância entre as partículas aumenta. o conteúdo de combustível no leito sob condições de equilíbrio pode ser da ordem 1%. as partículas menores ou de densidade menor.

o carvão pode ser injetado perto da base do reator. Ainda assim. Não é necessário que o combustível esteja na mesma fase ou na mesma faixa de tamanho do material inerte. 64 .Geração. Fases de fluidização em função da velocidade do gás. Assim. ou ser queimado numa câmara de combustão separada. a fim de se manter bem baixo da temperatura de amolecimento da cinza. Bizzo Normalmente a temperatura do leito não vai exceder 900 ºC. o material elutriado pode conter algum combustível e deve ser reciclado para o leito. por exemplo. Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A. Figura 21. é produzida uma cinza friável e os problemas de erosão são minimizados. Se a densidade do leito é menor do que a densidade do sólido. as partículas vão queimando em contato com a base e pode causar superaquecimento local. é possível queimar carvão em pedaços grandes dentro de um leito fluidizado de material fino. A fim de se reduzir a elutriação do carvão não queimado do leito.EM 722 .

Bizzo As taxas de transferência de calor e de transferência de massa são pouco dependentes da velocidade de fluidização acima de uma velocidade crítica correspondente a um leito em ebulição. 65 . Distribuição e Utilização de Vapor Profº Waldir A.EM 722 .Geração. Figura 21. Um exemplo de caldeira de leito fluidizado está na figura 22. Caldeira de leito fluidizado.

queimando em grelha a distribuidor sobre grelha fixa inclinada mm. nº 1 nº 2 nº 3 lenha em toras. justificando sucintamente. Faça uma escolha em ordem de prioridade. para trabalhar-se com o menor excesso de ar possível. queimando lenha picada em pedaços até 50 bagaço de cana sêco( até. nº 1 nº 2 nº 3 queimador de óleo com queimador de óleo com queimador de óleo com pulverização mecânica pulverização a ar de baixa pulverização a vapor pressão Descreva sucintamente os fenômenos físico-químicos que ocorrem com a combustão de líquidos em queimadores a pulverização. . 15mm).EXERCICIOS CAP. queimando sobre grelha em escada carregada por projeção. 3 Faça uma escolha em ordem de prioridade para operar-se com o menor excesso de ar possível. Justifique sucintamente.