Resumo Capítulo II – O Trabalho Acadêmico: Orientações Gerais para o Estudo na Universidade  A Organização da Vida Universitária Novas posturas são

exigidas do aluno que ingressa no ensino superior, para conseguir executar as novas tarefas que lhe serão solicitadas. Mas para isso acontecer, é necessário que o aluno crie a consciência de que ele é a peça chave para que esse novo processo seja bem sucedido. Ele precisará ter um autodidatismo, e entender que o ensino superior só está ali para lhe “fornecer instrumentos para uma atividade criadora.” (pág. 38) O universitário deve entender que não basta apenas prestar atenção na aula e fazer as lições propostas, deve ir além, com um material específico e explorá-lo da melhor maneira possível. 1. Os instrumentos de trabalho É necessário que o estudante vá adquirindo e completando sua biblioteca pessoal ao longo de seu curso, e sempre que precisar ser explorada pelo mesmo. Essa biblioteca deve ser munida de textos básicos (que serão o suporte do aluno para dar uma introdução às áreas a serem estudadas, vocabulário a ser utilizado...) como um introdutório, algumas revistas especializadas... Ao longo do curso, deve – se mudar o nível dos textos para monografias e específicos referentes à área do aluno. Para os professores, deve – se esperar uma postura de mestre, na qual, ele deve ensinar o aluno a pensar e fazer com que ele descubra as vias de aprendizagem. É muito importante também que o universitário saiba enxergar e utilizar a interdisciplinaridade. O autor define: “A interdisciplinaridade é a presença da íntima articulação dos saberes decorrente da complexidade do real a ser conhecido” (pág. 43). 2. O aproveitamento das aulas Na sala de aula, o aluno deve anotar a matéria abordada e fazer um levantamento do material extra a ser estudado fora da classe. O que deve ser feito dentro da sala de aula pelo universitário é a documentação (registro) de palavras chaves e conceitos fundamentais que estão sendo dito pelos professores, palestrantes, enfim, por quem estiver ensinando, para que depois, em sua casa, ele, juntamente com um material de apoio, faça uma reorganização, uma triagem do que foi escrito com o que está sendo estudado, e monte suas próprias fichas de documentação. 3. A disciplina do estudo O aluno deve dispor de uma organização de seu tempo, já que muitos trabalham justamente no período em que não estão na faculdade, para poder adquirir o conhecimento que a sua graduação exige. Há de ter uma organização sistemática do tempo disponível do aluno, para se obter também uma organização de prioridades em relação aos estudos. Deve – se determinar também a quantidade de hora de estudos que será feito em casa, levando em conta que a cada duas horas deve se ter um intervalo para descanso. É importante também, para um melhor aproveitamento do estudo, que o aluno se prepare para as aulas que terá! Isso até facilita a anotação dos apontamentos feitos pelos professores. Leitura e Documentação 1. Diretrizes para a leitura, análise e interpretação de textos

estudar o autor que será lido para poder entender e enxergar dentro do texto as suas ideias. deve – se fazer uma esquematização para se ter uma visão de conjunto da unidade. ele deve escolher ler um capítulo ou um subcapítulo ou uma seção de cada vez. nesse primeiro contato com o texto. Antes ele tinha uma leitura de textos literários que ofereciam uma sequência de raciocínio mais simples e clara. Assim sendo. pois nenhum autor irá escrever sobre determinado assunto. na qual. E “o texto-linguagem significa. Tudo isso visa uma leitura mais profunda. bem diferente dos novos textos. . podendo só prosseguir para a próxima depois de terminada a anterior. depois entender qual é o “problema” vinculado à este tema.” (pág. Como por exemplo. Teoria da comunicação: ela acontece quando ocorre uma transmissão de mensagem entre um emissor (quem transmite) e um receptor (quem capta). a leitura do texto deve ser feita em etapas. Ele é o código que cifra a mensagem. enriquecedora e menos cansativa para o leitor. antes de tudo. sem este apresentar um problema para ele. a argumentação (conjunto de ideias e proposições logicamente encadeadas) utilizada pelo autor para demostrar sua tese? Deve – se tomar cuidado para não misturar as ideias trazidas pela tese. o meio intermediário pelo qual duas consciências (emissor e receptor) se comunicam. Além disso. com fatos históricos. 1b) A análise textual Consiste na primeira abordagem do texto com vistas à preparação da leitura. por exemplo. A leitura destes textos exigem muita razão reflexiva e técnicas para facilitar a análise e interpretação dos textos (vale ressaltar que essas técnicas não substituem a intuição do leitor. E por fim. outros autores e doutrinas. com as ideias secundárias também trazidas pelo autor. assinalar o vocabulário desconhecido e os conceitos fundamentais que o texto traz e depois pesquisá – los. surge então a quarta questão que é qual foi o raciocínio. 51) 1a) Delimitação da unidade de leitura O leitor deve estabelecer uma unidade de leitura que consiste em escolher uma parte do texto. que servem como complemento à ideia central. Disso. A primeira delas é saber qual é o tema/assunto da unidade. os textos filosóficos e científicos. 1c) A análise temática Trata – se de fazer perguntas ao texto. cujas respostas se referem à mensagem que o autor quis passar pelo texto.O estudante ao entrar na universidade se depara com textos diferentes dos quais ele está acostumado. que proporcionam um raciocínio mais rigoroso com apresentação de dados e fatos retirados de outros textos que fundamentaram este primeiro. só ajudam na leitura). Ou seja. o leitor deve levantar alguns esclarecimentos para melhor a compreensão do texto. tem que ter um sentido completo. Depois deve – se procurar a tese que consiste na ideia principal defendida pelo autor naquela unidade. O aluno deve fazer uma leitura rápida da unidade escolhida para ter uma visão panorâmica sobre o estilo e método do texto. e fazer o mesmo.

E por fim. Depois. espera – se uma crítica pessoal às posições defendidas no texto. e que justificam a posição tomada pelo autor) que o texto traz. Essa crítica consiste em avaliar duas perspectivas: a primeira.” A seguir. e a segunda consiste em determinar o problema que o autor encontrou para solucionar e assim. tendo em vista o levantamento de problemas relevantes para a reflexão pessoal e principalmente para a discussão em grupo. muitas vezes. A primeira visa levantar as questões explícitas e implícitas do texto. criar um diálogo com o autor. com seus pontos de vistas e discussões pessoais. é se o autor conseguiu uma originalidade ao escrever o texto. 1f) A síntese pessoal A partir dos problemas apresentados na etapa anterior e as reflexões que eles fazem surgir. Interpretar consiste em ler nas entrelinhas.A análise temática serve como base para se fazer os resumos de textos (síntese de ideias do raciocínio). busca – se a compreensão do pensamento exposto e dos pressupostos (ideias nem sempre fáceis de enxergar. A partir disso. se ele teve uma exposição profunda e não superficial do tema e qual a contribuição que este texto traz para o estudo do leitor. organogramas lógicos (representação geometrizada de um raciocínio). A segunda. até sugeridas pelo próprio autor. Vale ressaltar a diferença entre essa etapa. deve – se através dos pensamentos apresentados pelo autor. é se o autor conseguiu alcançar os seus objetivos propostos. roteiros de leitura. ter a sua tese. e a segunda avaliada – determinação do problema. “retoma – se todo o texto. e até problemas de interpretação. 62) Estes problemas podem ser desde problemas textuais. A primeira etapa da interpretação é “situar o pensamento desenvolvido na unidade na esfera mais ampla do pensamento geral do autor. que pode ser adquirida através da leitura analítica metodologicamente realizada. Trata – se de uma abordagem genérica essas duas fases. deve – se fazer uma comparação entre ideias trazidas pelo texto e ideias semelhantes encontradas em outras abordagens. coerente e sem falhas. O próximo passo é a análise crítica. e principalmente. 2) A documentação como método de estudo pessoal . e em verificar como as ideias expostas na unidade se relacionam com as posições gerais do pensamento teórico do autor. essa crítica exige uma maturidade intelectual do leitor. o leitor deve ser levado a realizar uma redação própria. Porém. situá – lo em um contexto filosófico. apresentando a tese através de um raciocínio lógico e uma conclusão sólida. que resulta numa tomada de posição do leitor frente ao que foi exposto. 1e) A problematização Nesta quarta abordagem. tal como é conhecido por outras fontes.” (pág. 1d) A análise interpretativa Terceira abordagem do texto com objetivo da interpretação.

70) É o registro em fichas de um documento escrito: livro. A primeira coisa a transcrever à ficha é uma ideia superficial do conjunto que pode ser retirado do prefácio. Quando não tem nenhum nem outro. enfim. 2e) Documentação em folhas de diversos tamanhos . 2a) A prática da documentação De nada adianta para um aluno apenas assistir a boas aulas e ler livros clássicos. E qualquer futura ideia pessoal também deve ser anotada para quando precisar ser lembrada. teorias. e à direita. subtítulos. capítulo.” (pág. e deve enxergar a escola/faculdade como uma das partes integrantes de todo o complexo de estudo e pesquisa que ele deve ter em sua vida. Consiste em guardar numa pasta esses documentos de acordo com o assunto que trazem. Os temas e subtemas da área à qual a documentação está baseada. etc. resenha.. 2b) A documentação temática Tem como objetivo a captação de ideias.” (pág. Uma transcrição com a síntese das ideias deve retirar as aspas e ainda indicar a fonte. aulas e conferências. de uma determinada área. no qual deve vir escrito também da onde foi tirado aquele documento e a data. para formar um conjunto de textos interessantes para a formação do estudante.. 2c) A documentação bibliográfica “Ela constitui uma espécie de certidão de identidade desse documento. serão o nome das fichas (organização). 71) Por exemplo. fatos. Deve – se colocar à esquerda das fichas a citação bibliográfica. Em caso de transcrição literal. Para garantir um bom aprendizado. reflexões. 2d) A documentação geral “A documentação geral é aquela que organiza e guarda documentos úteis retirados de fontes perecíveis. xerox e revistas colados em uma folha de ofício. informações relevantes para a concretização de um trabalho e mesmo de um estudo em geral. utilizar aspas e a fonte. guardar pedaços de jornais. orelhas e introdução. Em seguida. O estudante deve fazer de todos os livros que tiver contato. sumário. o estudante deve registrar tudo que se aprende em fichas e guarda – las para quando precisar.O estudante deve entender que o seu aprendizado depende dele mesmo. o título e se tiver. significa que é a transcrição de ideias pessoais. Os elementos considerados importantes devem ser retirados de textos. ter esse material disponível. faz – se apontamentos mais profundos conforme a leitura vai se seguindo.

Conclusão: o conhecimento humano origina – se da formação dos conceitos. no qual. indicar o tema principal (título mais amplo) e um pouco mais abaixo. um raciocínio (“processo de pensamento pelo qual conhecimentos são logicamente encadeados de maneira a produzirem novos conhecimentos” – pág. ambos. é de extrema importância que ele seja claro. Já o segundo processo. conceito. ideia. 2f) Vocabulário técnico – linguístico É muito importante para o estudante ter um glossário que contenha palavras e conceitos necessários para o entendimento dos textos e criação de redações. e não mais o composto. Essa amostra da tese é realizada por argumentos que devem ser pesquisados e certeiros. a visão do conjunto. essas fichas devem ser atualizadas periodicamente. Outra dica é fazer fichas sobre os dados biográficos de determinado pensador que pode ajudar no estudo do aluno. Esse processo chama – se demonstração. de à direita. pois as suas conclusões fornecem bases sólidas para os argumentos. Mas todos devem seguir um padrão. Ele pode ser feito através de mostrar que a tese apresentada é a verdadeira. 83). e utilize o texto – linguagem como o instrumento de transmissão entre o seu pensamento e o leitor. uma chamada secundária.  A Estrutura Lógica do Texto A codificação e decodificação do texto exigem. Neste vocabulário técnico – linguístico. as imagens . 3a) A formação dos conceitos “Raciocinar é encadear juízos e formular juízos é encadear conceitos” (pág. que são. então é a verdadeira. 2) O raciocínio Um dos elementos mais importantes da argumentação. é juntar todas as pequenas partes e constituir o todo. além do conhecimento da língua. 3) Processos lógicos de estudo Há dois processos para conhecer um determinado objeto: o analítico e o sintético. ele considerou ter a resposta para determinado problema exposto de forma interrogativa. desmembrar todo um objeto. para enfim. juízos e conceitos.. se completam. indicar o subtema tratado. O primeiro constitui em isolar. concluindo – se que a exposta. Um trabalho científico feito através de uma redação nada mais é que o autor colocando no papel toda a sua linha de raciocínio. enfim. Por isso. 1) A demonstração A tese é a solução apresentada pelo autor do trabalho científico. em pequenas partes para se ter o simples. clara e bem definida para determinado tema. que pode ser feito por indução ou dedução. deverá ter os termos e as explicações dos mesmos. chegar – se a uma conclusão final.. a perspectiva. pois são imprescindíveis para provar e dar validade ao trabalho científico. Porém.O aluno poderá utilizar qualquer tipo de folha para fazer os seus fichamentos. e todas as outras falsas. de que a tese oposta é falsa. Essa tese é demonstrada através de pequenas conclusões. Apesar de serem conceitos opostos. 78) lógico.

fato. que faz com o que ele seja o quem/que é e se diferencie dos demais. chamada de antecedente. O seu objetivo é que haja uma leitura bem feita do texto básico. e de extrema importância no trabalho científico para não ocorrer discussões de temas não definidos. e chegar a um consequente menos universal. termo complexo. nada mais são. unindo ou separando dois conceitos por intermédio de um verbo. acontecimento ou objeto. O raciocínio indutivo trabalha mais com a analogia. a compreensão da mensagem central. Deduzir um raciocínio é sair de um antecedente com princípios universais. no ato da mente em afirmar ou negar alguma coisa.87) 3c) A elaboração dos raciocínios O discurso científico se resume num encadeamento de juízos feito com certa lógica que influência todo o pensamento humano. Definição. universal. que existe para juntar toda a compreensão do conceito. o conhecimento dos mesmos facilita o estudo de textos que os usam. denominada consequente. e a segunda. Ele é dividido em 2 fases: a primeira. As palavras ou termos. e também. Diretrizes para a realização de um seminário 1) Objetivos O seminário é um trabalho no qual existe um expositor (es) e aquele (s) que assistirá à apresentação. mentais que os homens têm para representar um objeto. fundamenta – se em adquirir um outro conhecimento. 3b) A formação dos juízos “O conhecimento só se completa quando formula um juízo. O vocabulário comum é o do cotidiano. Parte de fatos particulares conhecidos. Divisão consiste em organizar os conceitos em suas classes de acordo com critérios determinados pela natureza dos objetos. características específicas de um determinado ser. 88) As formas do raciocínio: DEDUÇÃO E INDUÇÃO. vocabulário específico é aquele que dá um significado diferente a um termo por um determinado autor. Vocabulário = o conjunto de palavras e termos que designam as coisas ou objetos através de conceitos. Já a indução consiste em dados e fatos particulares que determinam o antecedente. e geram um consequente mais amplo.” (pág. É equivalente ao conceito definido. Compreensão do conceito é ver todos os aspectos. O raciocínio é um arranjo entre juízos e conceitos. “O antecedente é a razão lógica que leva o conhecimento do consequente. como uma decorrência daquela razão. que consiste. Já a extensão é a classe de indivíduos portadores de um conjunto de propriedades características. . Vocabulário técnico é de uma determinada ciência. e não tem toda a simplicidade que o pensamento dedutivo possui.” (pág. que adquirem um sentido singular. consiste em ter um conhecimento. do que a expressão oral desses conceitos. que não possui termos adequados para um trabalho científico e é adquirido por experiência pessoal da cultura. a interpretação de todo conteúdo exposto no texto e a discussão da problemática apresentada. que possui termos precisos e específicos. para conclusões gerais desconhecidas. que deve levar os mesmos a uma reflexão aprofundada sobre determinado problema. Esses dois últimos são os que devem ser utilizados em trabalhos acadêmicos. o rotineiro. Por fim.

em seguida. ter a bibliografia especializada do tema do seminário. interpretarem e se aprofundarem no tema que será tratado para poderem debater... fazendo críticas e levantando os problemas que encontrou. . Esse texto-roteiro consiste no responsável pelo trabalho entregar. escrever todos os assuntos trazidos pelo texto básico e esquema geral do texto. Cabe aos alunos estudarem. tirar qualquer dúvida possível em relação ao texto-roteiro lido por todos.roteiro didático O seminário deve possuir um coordenador que antes do dia da reunião do grupo. 5) Orientação para a preparação do seminário O seminário exige o empenho de todos que dele participam para evitar que se torne uma aula expositiva. refletir e expor todos os seus pontos de vistas. começar a dinâmica de seminário escolhida pelo coordenador. vira uma aula expositiva. 4) O texto-roteiro de questões Para ele ser bem sucedido. No dia do seminário. Deve haver uma troca de informação entre eles. algumas questões bem formuladas que exijam pesquisa e raciocínio por parte do estudante. é necessário que haja uma leitura de um texto básico por todos os alunos que participarão desse seminário. Depois. o aluno terá trazido suas respostas e será debatido no grupo. e a conclusão final que é responsabilidade do professor. a visão e crítica de cada um. pois traz dicas para o grupo seguir e obter sucesso na apresentação. e perde – se então um dos objetivos do seminário. com antecedência. em sala de aula. deve entregar um texto-roteiro que deve constar: a apresentação do tema do seminário. apresentação da discussão das reflexões pessoais introduzidas pela própria do coordenador. Diz respeito ao responsável pelo seminário elaborar um texto com sua reflexão após ter compreendido a mensagem do texto básico. A preparação para o seminário deve ser: a leitura da documentação do texto básico e do complementar. ideias e conceitos que tenham relevância no texto. Algumas dessas dicas: elaborar principais doutrinas. 3) O texto-roteiro interpretativo É uma outra alternativa para a condução do seminário. Este roteiro facilitará a preparação do seminário. De nada adianta um aluno ir a um seminário sem ter lido sobre o tema antes e refletido sobre os problemas do mesmo. apresentação do coordenador sobre o tema a ser tratado e a sua relação com os seminários anteriores. É muito importante que haja uma preparação tanto do expositor do seminário quanto daqueles que irão assistir. porque dai. comentada apenas pelo expositor e professor.2) O texto. um debate apresentando os problemas. a leitura analítica do texto básico. apresentando os conceitos e sua interpretação. 6) Esquema Geral de desenvolvimento do seminário Introdução do professor. e por fim a leitura de documentação do texto-roteiro do seminário. fazer uma pesquisa sobre o autor e a época que ele vivia. o coordenador deve entregar ao grupo uma reflexão pessoal sobre o tema que estudou.

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