Trilha da Educação Jonathan Cordeiro Cavaca Todos os falantes de uma língua estrangeira, sem exceções, quando perguntados quais

foram as principais formas de estudo do segundo e demais idiomas, que não a língua materna, dizem em comum pelo menos um “método” que utilizou em sua aprendizagem: a música. No Brasil, por exemplo, os idiomas “destacados” (“destacados”, aqui, significa em contato amplo tanto com jovens quanto com adultos) – inglês, japonês (as quais vamos usar como exemplo) e espanhol – têm maior visibilidade, pois pode contar com uma vasta visibilidade através de séries (ou anime, no caso do japonês), filmes e histórias em quadrinhos (HQ) (manga, no japonês). Funilando, ainda, temos a gigantesca explosão das línguas inglesa e japonesa no meio jovem, pela disponibilidade dos jogos, tanto novos como antigos. Principalmente os antigos. Mas por mais que filmes, séries e HQs são amplamente vistos, nenhum deles é tão “didático”, como os próprios jovens dizem, quanto a música. Os primeiros itens colocados podem ser atrativos para a música, onde os futuros falantes – ou apenas curiosos – tentarão aprender a fonética das palavras, a fim de cantar igual ao cantor, pegarão traduções da letra para entendê-la e assim por diante. O mesmo se dá nos jogos. Jogos-séries como “Donkey Kong”, “Super Mário” e “A Lenda de Zelda” estão cheios de músicas de Jazz, por exemplo, mas o grande problema do meio é que as músicas são todas – salvo algumas pouquíssimas exceções – instrumentais e, portanto, não tem letra a ser ouvida e “estudada”. A música, aliás, é um dos métodos largamente adotado, inclusive, em escolas de idioma. Seja a música folclórica, de um tema específico da aula, ou “da moda”, ela está presente em todos os cursos de todos os idiomas. Um dos motivos pelo qual se adota a música como meio de ensinoestudo, é que o aluno se distrai, diverte e se descontrai ouvindo música, muito mais se for uma música de um ritmo do gosto.

temos certo descaso para com ela. Quando não é usada em sala de aula. colocam uma música de Blues. Basta o professor saber identificar os “requisitos” necessários de uma canção para um momento. pode ter um poder infinito de adaptação aos jovens e dos jovens. cantar e rir uns dos outros. temos algumas instituições que o utilizam exatamente para isso: colocam músicas que façam os jovens se agitar. a trilha da “nova língua materna”. Rock. enfim. ou tema. Mas apesar de todos esses motivos de a música ser um instrumento didático extremamente poderoso no universo infanto-juvenil. também. E essa trilha sonora acabará sendo. fazem os jovens se divertir.E já que a intenção é descontração. como o novo ritmo criado. Rock e Blues. ainda. Tendo isso em mente. no caso do inglês. . levando em consideração seu momento histórico. É muito visto nessas escolas que quando querem com que os alunos pensem e reflitam. basta criar uma trilha sonora para a aula. quando querem mais agitação. como cantoria forte. bater palmas. e levando em conta a “fase rebelde” dos adolescentes. A música. para o japonês. deixando o Jazz com a introdução à língua inglesa e demais passatempo. conhecendo o caráter revolucionário que tem o Jazz. Porém. então. e JPop e J-Rock. algumas escolas acabam por firmar boa parte de seu cronograma musical em cima de. trazendo a realidade do aluno para o mundo que está estudando. Descaso quando não é considerada a história daquele ritmo. Quando se rotula um gênero a fim de realizar uma função (como no caso do Blues ficar quase exclusivo para a reflexão). Jazz. os improvisos e.

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