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CRPH das enfermidades bacterianas

Clorose Variegada dos Citros (CVC)
A praga do "amarelinho”, também conhecido como Clorose Variegada dos Citros (CVC), foi identificada pela primeira vez em 1987, em São Paulo e Minas Gerais. Através de pesquisas confirmou-se como o agente causador da doença a bactéria Xylella fastidiosa. Que hoje atinge todas as variedades de citros comerciais e está em todas as regiões, com intensidades diferentes. Restrita ao xilema da planta, a bactéria provoca o entupimento dos vasos responsáveis por levar água e nutrientes da raiz para a copa da planta. A obstrução causa sintomas típicos, entre eles, a diminuição do tamanho do fruto, podendo torná-lo inviável para consumo. A produção do pomar afetado cai rapidamente, os frutos ficam duros, pequenos e amadurecem precocemente. A perda de peso do fruto pode chegar a 75%. A bactéria é transmitida e disseminada nos pomares por insetos vetores. Como ainda não há uma forma específica de combate à Xylella fastidiosa, os citricultores devem implantar em seus pomares as estratégias de manejo da doença. A doença causada pela bactéria Xylella fastidiosa se dá através de fatores climáticos e principalmente à população de vetores. Regiões de clima quente e seco são favoráveis à manifestação dos sintomas, e regiões que apresentam o maior número populacional de cigarrinhas que são os principais transmissores da doença, tem maior indício da doença CVC. Como já foi dito, a disseminação é através de vetores, que são as cigarrinhas. São conhecidas 11 espécies de cigarrinhas comprovadamente capazes de transmitir a bactéria Xylella fastidiosa e, portanto, são responsáveis pela disseminação da CVC em todas as regiões citrícolas do país. Ao se alimentarem no xilema de árvores contaminadas, as cigarrinhas adquirem a bactéria e passam a transmiti-la para outras plantas sadias. Alguns exemplos são a Acrogonia sp e Dilobopterus sp, as cigarrinhas são polífagas e eficientes e outra forma de disseminação e a enxertia. A infecção é por ferimentos causados pelo inseto vetor da doença. A sobrevivência é pela planta hospedeira e a colonização é no xilema, que é a causa do estresse hídrico levando a murcha dos ramos. Para que as medidas de manejo sejam eficientes é preciso reconhecer os sintomas da CVC na fase inicial, quando pode ser controlada com a poda, diminuindo a incidência da doença e reduzindo a chance de transmissão. Os sintomas começam nas folhas e se estendem para os frutos na fase mais grave da doença. No início, pode-se, através da identificação precoce ajudar na recuperação da planta e pode retardar a disseminação. Os primeiros sintomas se manifestam nas folhas. Aparecem pequenas manchas amareladas, espalhadas na parte lisa da folha (frente) e que correspondem a lesões de

Entre as medidas mais importantes de manejo da doença está o controle de cigarrinhas no pomar. é considerada umas das mais graves doenças da citricultura brasileira. O manejo da CVC exige cuidados e dedicação. para obter sucesso. citri. frutos e ramos através da formação de lesões necróticas. Se observar poucos ramos com frutos pequenos e em estágio avançado. nas formas in natura e de suco. A eliminação de ramos doentes da planta é muito importante para que a CVC não se espalhe. sendo um de seus vetores o homem. Poda e eliminação das árvores evitam que elas sirvam de focos da bactéria. ocorre de forma severa em regiões onde o clima no verão é quente e úmido. Fortes restrições comerciais as exportação de frutas cítricas. que pode ser espalhada pelas cigarrinhas. O controle químico deve ser feito quando for constatado 10% das plantas de um talhão com cigarrinhas. sozinhos. Essas manchas evoluem para lesões de cor palha nos dois lados da folha. observam-se desfolha dos galhos mais altos da planta. Os sintomas geralmente são muito característicos. e às vezes queimados pelo sol. As pulverizações devem ser criteriosas. espalhadas na frente da folha e que correspondem a lesões de cor palha nas costas da folha. O cancro cítrico ataca todas as variedades e espécies de citros e. Os sintomas da CVC são pequenas manchas amareladas e irregulares. Já os frutos ficam pequenos. controle de cigarrinhas e poda de ramos com sintomas ou eliminação da planta severamente atacadas. Com o surgimento da doença clorose variegada dos citros. do gênero Xanthomonas. e da produção. são responsáveis pelo controle de 40% da população de cigarrinhas e podem causar surtos de pragas secundárias. mas podem variar de acordo com o órgão afetado e idade de quando infectado pela bactéria. as manchas de deficiência de zinco são uniformes e não apresentam lesões de cor palha nas costas da folha. Há algumas diferenças de sintomas com relação à doença CVC e a carência nutricionais como zinco. toda a planta pode produzir frutos miúdos. independente da espécie. Cancro Cítrico O cancro cítrico é uma doença de plantas cítricas que ataca os tecidos vegetais. elas devem ser feitas em conjunto. É importante ressaltar que. locais mais atacados pelas cigarrinhas. O uso indiscriminado de produtos químicos elimina os inimigos naturais que. Já a deficiência nutricional de zinco tem como sintomas. De um modo geral. é recomendada a poda em árvores com mais de três anos de idade. Por isso. O aumento dos focos nas regiões nobres da citricultura é atribuído ao aparecimento de uma praga. nunca separadamente. A ação está baseada em um tripé de medidas: muda sadia. Faça o controle até as plantas atingirem 6 anos. descuidando-se da fiscalização e do controle do cancro cítrico. O tempo que a doença demora a se agravar depende das condições climáticas e do momento em que ocorreu a infecção da planta. têm sido impostas aos países onde se constatou a doença. Os ramos deveriam ter sido podados antes de atingirem este estágio. a larva minadora dos citros. as atenções se voltaram para ela. A bactéria do cancro é de fácil disseminação.cor palha nas costas da folha. causada pela bactéria Xanthomonas axonopodis pv. manifestando-se em folhas. Com o avanço da CVC. causando a queda dos frutos e folhas. quando a planta está no estágio intermediário da doença. que .

trânsito de veículos. Por isso a necessidade de vistoria constante dos pomares. frutos. madeira e tecido. formando reboleiras de plantas doentes. A distribuição e propagação do cancro cítrico no pomar conforme comprovado em pesquisas. com a bactéria sendo levada a muitos quilômetros de distância. . já que a chuva com vento é o principal e mais freqüente mecanismo de disseminação da bactéria no pomar. As lesões demoram a cicatrizar (10 a 30 dias) e permitem infecções por períodos mais longos. rapidamente fica fora de controle. Além dos danos diretos causados pelo seu ataque nas folhas novas das brotações. podendo deslocar-se por dezenas ou mesmo centenas de metros e infectar novas plantas e pomares. sendo o homem o principal responsável. Isso acontece porque as lesões provocadas pelo minador facilitam a penetração da bactéria que causa o cancro cítrico na planta. plástico. pois quanto mais cedo forem detectados os focos da doença. causados por espinhos. estando essas novas plantas doentes (satélites) mais distantes das plantas foco. A bactéria do cancro cítrico pode sobreviver por vários meses em material vegetal cítrico contaminado destacado da planta. mudas. menor será a chance de disseminação da doença. implementos. O minador dos citros é a praga que facilita a infecção do cancro cítrico de ocorrência comum na citricultura brasileira. Já a contaminação avançada. veículos que transitam pela propriedade. máquinas e implementos ou pelo minador dos citros. mas. a sobrevivência da bactéria varia de algumas horas até poucos dias. depende da quantidade de plantas doentes. A bactéria que provoca o cancro cítrico penetra nos tecidos dos ramos. As galerias feitas pelo minador dos citros aumentam a probabilidade de novos focos da doença em propriedades contaminadas. A bactéria espalha-se rapidamente no pomar. dentre outros. as plantas inicialmente doentes (foco) contaminam várias outras plantas. de vários dias. das folhas e dos frutos pelas aberturas naturais (estômatos) ou por ferimentos. roupas. A propagação começa devagar. distribuídas não mais em reboleiras. se não for combatida. também pode ocorrer por meio de mudas contaminadas.se espalhou rapidamente em todos os estados brasileiros e que ao preferir atacar as folhas novas dos citros. Geralmente a doença surge em poucas plantas localizadas nas bordas dos talhões. Esses fatores provocam o aumento no número de plantas doentes nos pomares. A bactéria do cancro cítrico é de fácil disseminação. do mesmo pomar ou de pomares vizinhos. A baixa contaminação é quando a bactéria atinge um grupo de plantas próximas umas das outras. A natureza também é fonte de disseminação da bactéria. como metal. enquanto ferimentos mecânicos cicatrizam em aproximadamente 03 dias. Homem pode levar a bactéria de plantas doentes para plantas e pomares sadios por meio de material de colheita. Em outros materiais. material de colheita. tem um importante papel como agente facilitador da disseminação do cancro cítrico. tornou-se uma das principais responsáveis pelo crescimento da incidência do cancro cítrico nos pomares desfolhados ou podados. A disseminação do cancro cítrico entre plantas em pomares e pomares de propriedades vizinhas. Plantas com galerias provocadas pelo minador dos citros são mais sensíveis a infecção do cancro cítrico.

que aos poucos vão crescendo e podem ocupar grande parte da casca do fruto. as lesões provocam o rompimento da casca. Os primeiros sintomas aparecem nas folhas. por causa do intenso trânsito de pessoas e materiais dentro da propriedade. e também a participação da larva minadora. metal e tecido. Os bins evitam que os caminhões entrem nas ruas para retirar a fruta colhida. No fruto a doença se manifesta pelo surgimento de pequenas manchas amarelas. Essa época é a mais favorável para a disseminação da doença. que é a erradicação das árvores contaminadas e todas as demais contidas no raio de 30 metros. Órgãos de pesquisa de vários estados brasileiros estão desenvolvendo estudos que buscam mostrar as formas de disseminação da bactéria por fatores climáticos. A muda deve ser adquirida de viveiros conduzidos em telados com proteção contra insetos. Veículos e quaisquer outros equipamentos que entrarem no pomar também devem ser desinfetados e os restos de colheita e qualquer outro material vegetal devem ser eliminados. em comparação com a presença de sintomas em frutos e ramos. No transporte. sempre que. As relações benéfico e custo para as situações de prevenção e controle são significativamente superiores. a partir do dia 20 de maio de 1998. sem deformá-las. As lesões aparecem na cor amarela e logo se tornam marrons. com um ponto marrom no centro. a Comissão Executiva Estadual da CANECCC (Campanha Nacional de Erradicação do Cancro Cítrico). mais superficiais. que surgem nos dois lados das folhas. com centro marrom e um anel amarelado em volta. O controle da larva minadora deve ser feito de modo eficiente. Atualmente. 50% das plantas apresentem brotações novas. como o vento e a chuva. As escadas. Os cuidados devem ser redobrados durante a colheita. de cor marrom no centro. Em estágio avançado. no talhão. com mudas sadias e instalação de quebra-ventos. A barreira quebra-vento deve ser colocada a cada 100 metros. portanto. órgão do Ministério da Agricultura e do Abastecimento. as lesões nas folhas ficam corticosas. As medidas preventivas devem começar com uma rigorosa inspeção dos pomares. É a única doença conhecida com lesões salientes que aparecem dos dois lados da folha. Nas folhas o primeiro sintoma visível é o aparecimento de pequenas lesões salientes. quando se consideram mais anos de vida para o pomar. sacolas e caixas devem ser desinfetadas. O homem é o principal meio de disseminação da doença. na transmissão e disseminação da doença. sendo que a bactéria pode sobreviver em madeira. parecidas com verrugas. Quando a doença está em estágio mais avançado. deve-se evitar que os caminhões entrem nos pomares. o que não ocorre na maioria das outras doenças e pragas. antes de os trabalhadores entrarem no pomar. levando-se em consideração a direção do vento. . As manchas são salientes. Já nos ramos as lesões também são salientes. um único método de eliminação da bactéria causadora do cancro cítrico. e é nestas que se encontra em maior quantidade. A prevenção ainda é a melhor arma contra o cancro cítrico e ela deve ser feita a partir da implantação ou renovação do pomar. comparadas às do cenário do cancro em plena expansão.Os sintomas do cancro cítrico são lesões salientes. plástico. na forma de crostas de cor parda. decidiu aplicar. devem trocar de roupa e fazer a desinfecção de mãos e calçados.

Sob condições favoráveis à doença (cultivar suscetível e ambiente quente e úmido). A bactéria pode sobreviver no de uma estação de plantio para outra.Murcha das Solanáceas A murcha bacteriana é uma das principais doenças das solanáceas em países de clima tropical e subtropical. ou em manchas onde ocorre acúmulo de água. com declínio em solos orgânicos. a bactéria se multiplica. A bactéria causadora da doença. que é uma reação da planta à falta de água suficiente para mantê-la túrgida. com isso. aparece principalmente em lavouras conduzidas durante verões chuvosos e em cultivo protegido. Com o passar do tempo. O sintoma mais típico da murcha bacteriana do tomateiro é a murcha da planta de cima para baixo. a bactéria também produz enzimas que provocam o escurecimento do xilema. É inicialmente percebida em reboleiras (aglomeração de plantas murchas) localizadas nas partes mais baixas e úmidas do terreno. habitante natural do solo. percebe se a formação de raízes adventícias na parte inferior do caule. onde é fator limitante à produção na maior parte do ano. embora seja difícil explicar exatamente os mecanismos de sobrevivência. onde a rotação de culturas. que é resultante da interrupção parcial ou total do fluxo de água desde as raízes até o topo da planta. tratos. A murcha-bacteriana ataca espécies pertencentes a mais de 50 famílias botânicas. que acabam entupindo o xilema. toda a planta murcha de forma irreversível e morre. é a doença bacteriana mais estudada em todo o mundo. Ralstonia solanacearum. produzindo alta população de células e seus exsudados viscosos. que é o vaso que conduz a água absorvida pelas raízes para a parte aérea da planta. é pouco utilizada por razões econômicas. A doença se manifesta em qualquer estádio de desenvolvimento da planta. É a principal doença vascular de plantas em todo mundo É a mais importante doença do tomateiro na Região Norte do Brasil. Em outras regiões. podendo se recuperar à noite. começando pelas mais novas. inviabilizar o cultivo de solanáceas em terrenos infestados por longo tempo. . solos. as folhas murcham. embora seja mais comum por ocasião da formação do primeiro cacho de frutos Ao se multiplicar no interior da planta. onde pode sobreviver por mais de 10 anos tem e. principalmente as solanáceas além de afetar severamente espécies de outras famílias como a banana. gengibre e amendoim. Em alguns casos. A disseminação se dá através de elementos de propagação vegetativa e órgãos vegetais infectados. mudas. a bactéria se aloja nos vasos condutores de água (xilema). Considerada de controle difícil. uma das principais formas de controle da doença. A penetração da bactéria é feita através de ferimentos e pela raiz. como em vazamentos de canos de irrigação ou de gotejadores. pela sua ampla gama de hospedeiras e variabilidade do patógeno. principalmente nas horas mais quentes do dia. Por isso. a bactéria se aloja nos vasos condutores de água (xilema). que é percebido pelo descascamento ou corte longitudinal do caule na parte inferior de plantas. Ao infectar a planta. O patógeno sobrevive também em várias espécies de plantas daninhas sem expressar nenhum sintoma da doença. Sob condições favoráveis à doença (cultivar suscetível e ambiente quente e úmido). A sobrevivência é saprofitismo(solo e restos culturais).

se utilizar o cultivo irrigado. em plantas com sintomas muito semelhantes ao greening. sem histórico de plantio de espécies suscetíveis que tenham sido atacadas e também evitar o plantio em locais conhecidamente infestados ou que recebam água escoada de terrenos contaminados. manejo da água. isto é. a doença foi classificada inicialmente como “amarelão”. principalmente porque o cultivo da pimenta longa é recente. as formas conhecidas da doença eram duas. que significa “amarelecimento dos ramos”. redução do tamanho. da rápida disseminação e por ser altamente destrutiva aos pomares. eliminação de plantas doentes e vizinhas (tratamento das covas com cal). A bactéria se espalha por toda a planta a partir do ramo afetado. seca e morte de ramos. Em função dos sintomas apresentados em ramos e folhas. pouco se conhecendo a respeito da interação da planta com o patógeno. poderia ser detectada a presença da bactéria causadora da doença. o greening era considerado uma doença quarentenária A1. É impossível falar em controle sem mencionar as práticas de manejo integrado. mas já há a proposição de que a nova forma desta doença seja chamada de forma americana e a bactéria denominada Candidatus Liberibacter americanus. Os frutos apresentam maturação irregular. a partir de informações de citricultores de várias regiões do Estado. Também temos a solarização (cultivos protegidos). Provisoriamente. Não existe variedade comercial de copa ou porta-enxerto imune. O nome da doença está associado ao fato dos frutos das plantas doentes apresentarem manchas de coloração verde. mesmo após o período de maturação. seu nome oficial é huanglongbin (HLB). É considerada a pior doença dos citros no mundo. tendo sido dado por pesquisadores chineses que primeiro descreveram a doença. No entanto. A doença é caracterizada por provocar desfolha. em diferentes municípios de São Paulo. a nova forma da bactéria está sendo denominada como Candidatus Liberibacter spp. pulverizar com fungicidas à base de cobre para evitar a entrada de outros microorganismos que possam causar doença.Diante da grande complexidade envolvendo a ecologia da bactéria no solo. o controle da murcha bacteriana é difícil. utilizando área livre da doença. O controle químico é feito após o corte das plantas. No Brasil. Greening dos citros O greening é uma doença que afeta a citricultura de vários países da Ásia e da África. evitar o excesso de água. Antes do aparecimento no país. No entanto. deformação e queda intensa. sendo que. demonstrou que. O agente causador é uma bactéria que apresenta crescimento limitado ao tecido condutor de seiva elaborada (floema).. uma associada a forma asiática (Candidatus Liberibacter asiaticus) e a outra associada a forma africana (Candidatus Liberibacter africanus). quando os sintomas . em função da dificuldade de controle. não havia relato da presença do agente causal. Hoje a redução de citros na Ásia e na África é severamente afetada por esta doença. Alguns métodos são a escolha da área de plantio. rotação de culturas (gramíneas). A doença foi constatada pela primeira vez em 2004.

O adulto. As formas jovens (ninfas) são pequenas. São geralmente achatadas. impedindo a distribuição da seiva. No entanto. E o pior: não há variedades resistentes. O greening é uma doença da copa e não é afetada ou controlada pela mudança do porta enxerto. No Estado de São Paulo ainda não existem informações nesse sentido. onde um dos lados apresenta-se maduro (amarelo) e o outro ainda verde. o sintoma se caracteriza pelo amarelecimento generalizado das folhas. medindo desde 0. O sintoma inicial do greening geralmente aparece em um ramo ou galho. medindo 0.aparecem nas extremidades da copa. retorcimento de ramos e crescimento anormal destes. além de pequeno tamanho e intensa queda. A poda de ramos afetados não é uma solução. que podem ser observados ao cortar-se um fruto afetado no sentido longitudinal. em alguns casos. É comum a ocorrência de sementes abordadas. Na inserção com o pedúnculo surgem filetes alaranjados. uma vez instalada a bactéria na planta. inclusive com o surgimento de seca e morte dos ponteiros. a bactéria já pode estar alojada bem abaixo no tronco. possui as asas transparentes com listas no topo e na base e se posiciona com as asas para cima. tomando toda a copa. Os ovos são alongados. com duas asas laterais e olhos vermelhos. em forma de superbrotamento. A bactéria infecta a maioria das espécies cultivadas de citros. O greening pode ser transmitido pelo psilídeo Diaphorina citri. porém existem diferenças de suscetibilidade entre variedades e cultivares. de cor verde a amarelo alaranjado. Em outros países. pequenas e de coloração escura. de tamanho semelhante aos pulgões. dependendo das condições ambientais. A disseminação no campo depende da ocorrência e eficiência de transmissão dos insetos vetores e também das condições geográficas e ambientais da região. que se destaca pela cor amarela em contraste com a coloração verde das folhas dos ramos não afetados.25 a 1.3mm de comprimento e geralmente são depositados nos fluxos vegetativos recentes. Possui duas antenas com a ponta preta. Na casca podem aparecer pequenas manchas circulares verde-claras que contrastam com o verde normal do fruto. mede 2 mm de comprimento. Nessas. causando enrolamento das folhas. Pode ocorrer maturação irregular interna do fruto. apresenta uma espessura maior que o normal. As folhas apresentam coloração amarela pálida. em alguns casos. que ficam com aspecto corticoso. dependendo do seu estágio de vida. há intensa desfolha dos ramos afetados e os sintomas começam a aparecer em outros ramos da planta. Em plantas novas afetadas pelo Greening. de cor amarelo-pálido a laranja. que ataca as brotações novas sugando sucessivamente as folhas e ramos tenros. Em alguns casos observa-se engrossamento e clareamento das nervuras da folha. uma vez que . A parte branca da casca (albedo). Os frutos apresentam aspecto deformado e assimétrico. em forma de bola de futebol americano. não se observa folhas com mosqueado típico.7 mm de comprimento. com áreas de cor verde. A introdução da doença em uma nova área pode ocorrer por meio de mudas infectadas ou pelos insetos vetores. Com a evolução da doença. formando manchas irregulares (mosqueadas). a doença pode evoluir de modo rápido. o principal método de controle tem sido o químico ou o controle biológico do vetor transmissor.

causada por Erwinia psidii. As plantas doentes tornam se improdutivas. Ramos com folhas murchas e secas. E . Os sintomas de infecção podem ser observados em folhas. A seca dos ponteiros é. Esta doença foi descrita em 1982. botões florais e frutos jovens ou maduros. Outras formas possíveis de dispersão ainda não foram investigadas. A eliminação de plantas infectadas é a melhor estratégia para reduzir a fonte de contaminação para outras plantas. Entre os fatores que limitam a produção de goiaba no país. A penetração da bactéria ocorre através de aberturas naturais nos botões florais. . Nos ramos doentes. Os sintomas da bacteriose são observados nas brotações jovens que murcham. a principal doença da cultura no Distrito Federal. a doença tem provocado perdas elevadas à cultura e prejudicado significativamente a sua exploração na região. Bacteriose da Goiabeira O Brasil é o maior produtor mundial de goiaba. hastes. está a ocorrência da bacteriose. psidii pode penetrar e se estabelecer na planta através de aberturas naturais ou por ferimentos provocados pelas operações de poda ou colheita. A bactéria E. entre os quais as características climáticas da região de cultivo e o sistema de produção empregado. Como bactéria geralmente chega ao pomar através de mudas contaminadas. Flores e frutos jovens mumificam-se. O desenvolvimento e a severidade da doença são influenciados por inúmeros fatores.brotações novas podem atrair o vetor. nos municípios de Valinhos e Pindamonhangaba. atualmente. A disseminação é através de tratos culturais. ou através de ferimentos provocados por tratos culturais ou insetos. o que talvez seja um dos fatores que condicionam o sintoma de seca em hastes e brotações. sendo a água importante agente disseminador da bactéria Sobrevivência é populações residentes. também conhecida como seca dos ponteiros. mas sabe-se que a bactéria pode ocupar os vasos condutores da planta. Embora restrita a órgãos jovens da planta e aos frutos e não causar infecção sistêmica ou morte das plantas. ficando escuros e secos nos ramos. o escurecimento da medula muitas vezes acompanhado da destruição dos tecidos. estado de São Paulo. no atual estágio de conhecimento da doença. brotações. admitir a convivência com a bactéria nos pomares. um método de controle seria exigir o Certificado Fitossanitário de Origem. A dispersão do patógeno planta a planta pode ocorrer por meio das operações de poda e colheita e é favorecida quando estas práticas são realizadas em condições de elevada umidade. O mecanismo de patogenicidade de E. As condições de temperatura e umidade elevadas favorecem o desenvolvimento da doença. psidii não está totalmente esclarecido. para comprar as mudas. A bactéria aparentemente está restrita a órgãos jovens da planta e não há evidência de morte das árvores. pode se observar através de corte transversal. ocasionando a seca dos ponteiros. A seca dos ponteiros da goiabeira pode ser introduzida em uma nova área ou propriedade por meio de mudas contaminadas. sendo necessário. a poda. Não há medidas fitossanitárias eficientes para o controle desta bacteriose no campo.

ou através de ferimentos provocados por tratos culturais ou insetos.também com a penetração da bactéria ocorre através de aberturas naturais nos botões florais. Deve-se ter cuidado com as ferramentas usadas na poda. que favorecem a disseminação dentro do pomar. As ferramentas devem ser desinfetadas a cada mudança de planta. As plantas doentes. . Apoda não deve ser efetuada em períodos com orvalho ou com as plantas molhadas. ou em solução de amônia quaternária. de acordo com a legislação devem ser removidas e imediatamente queimadas. em solução de hipoclorito de sódio na proporção de 1 parte de hipoclorito para 3 partes de água.