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CIÊNCIA E CIÊNCIAS HUMANAS

Mário Azevedo, 1992 Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências

Uma ciência define-se pelo objecto material e pelo objecto formal, isto é, pelos seus conteúdos e metodologias. As ciências humanas são ainda conhecidas frequentemente através de teorias personalizadas. Por isso os seus conteúdos estão ainda demasiado ligados aos autores que pela primeira vez os expuseram. Em casos extremos, teríamos tantas ciências quantos os autores que se notabilizaram nas suas teorizações. Será que algum dia as ciências humanas atingirão o estatuto das chamadas ciências naturais e exactas? Esta questão é abordada dentro de cada disciplina num capítulo introdutório, designado epistemologia. 1 Problemas Epistemológicos

É claro que as chamadas ciências humanas se apresentam a si mesmas como ciências. Com essa designação, pretendem afirmar-se como uma área do chamado conhecimento científico, que recorre a métodos próprios, ditos científicos. O conhecimento científico constitui uma forma específica de abordar a realidade, que se pretende diferente doutras formas de pensar, tais como a filosofia, a religião, a arte e a literatura. É, no entanto, difícil definir o que são a ciência e o método científico em confronto com o método filosófico e a mera especulação da razão. A tensão que existe entre o método filosófico, mais próximo da pura especulação da razão, e a metodologia científica, mais próxima da verificação empírica, reflecte a tensão entre as tendências, respectivamente, racionalistas e empiristas, que desde os gregos fazem parte do património do pensamento do Ocidente. Esta dicotomia pode encontrar-se, na Grécia antiga, entre as teorias de Platão em oposição às teorias de Demócrito e Aristóteles; nos Séculos. xvii e xviii, entre Leibnitz e Descartes em oposição a Locke; e, no Século xx, no seio da própria psicologia dita científica, entre o inatismo do linguista Chomsky em oposição ao empirismo do comportamentista Skinner. A epistemologia é a teoria do conhecimento científico. A epistemologia de cada ciência constitui um olhar crítico sobre essa mesma ciência, em contraste com a gnoseologia, que é a teoria—filosófica—do conhecimento em geral. 1.1 Objecto e Método da Ciência

As ciências distinguem-se pelo seu objecto e pelo método pelo qual estudam esse objecto. A evolução da metodologia científica está bem patente na história que vai da simples indução ou método indutivo, proposto por Francis Bacon (1561-1626), que previa o progresso científico através da simples acumulação do registo da observação de factos, até ao método hipotéticodedutivo de Isaac Newton, que parte de hipóteses e estuda a sua validade através da verificação empírica de deduções inferidas a partir das mesmas hipóteses.
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3 Concepção Programática Uma terceira concepção do desenvolvimento da ciência foi proposta por Imre Lakatos (1970). que consiste num modelo concreto daquilo que constitui uma boa experiência. sem que se possa demonstrar que um paradigma é superior a outro. Os períodos de crise surgem quando se acumularam descobertas que dificilmente se encaixam dentro do paradigma ou conjunto de pressupostos e teorias que haviam orientado a investigação durante o período de ciência normal. A variedade de programas resultaria não do atraso epistemológico. as concepções epistemológicas mais populares aceitam que a ciência avança por correcções progressivas e continuadas das teorias aceites e pela acumulação de novas teorias. 1. que se ocupam da descrição de acontecimentos concretos do passado. 1. A crise pode determinar a formação e aceitação de um novo paradigma. mais correctas que as anteriores. Kuhn distingue entre fases de ciência normal e períodos de crise na investigação. fala-se de programas de investigação. A Física é uma ciência nomotética. um modo de pensar que determina a identificação das variáveis importantes que importa estudar. como acontece com as ciências naturais. (b) por revolução ou por paradigmas e (c) por multiplicação de iniciativas designadas como programas de investigação. O paradigma da física newtoniana é diferente do paradigma da física quântica. a ciência avança por mudanças de paradigmas. Nesta concepção. uma espécie de Gestalt que condiciona o olhar dos cientistas e estabelece os limites dentro dos quais se vai desenvolver a investigação. e as ciências idiográficas.1 Concepção Evolucionista Primeiro.2 Progresso ou Mudança em Ciência? As mudanças científicas através dos tempos podem ser vistas através de três perspectivas: (a) por evolução ou por aproximações sucessivas. em vez de paradigmas.2 Concepção Revolucionária À concepção evolucionista opõe-se a concepção revolucionária da ciência. 1. Em vez de caminhar através dum progresso continuado. 1.2. que se ocupam do caso particular. certos estudos históricos.2. A ciência normal consiste num caminhar cauteloso para o desconhecido a partir do conhecido.2. que buscam as leis gerais. Uma parte importante do paradigma é constituída pelo exemplar partilhado. Paradigma é um constructo que Kuhn usa com alguma liberdade para designar um quadro conceptual que influencia a visão do mundo. O paradigma dominante define a ciência normalmente aceite. defendida por Thomas Kuhn (1962). fazem parte das ciências idiográficas. Esta concepção do progresso científico pode designar-se como evolucionista.Distinguem-se as ciências nomotéticas. Kuhn pensava que as ciências sociais ainda não criaram claramente paradigmas unificadores pelo que se encontrariam num estádio pré-paradigmático. mas da riqueza e complexidade 2 .

e esses ajustes permitem manter o núcleo duro intacto. por outro lado. enquanto ciência natural. leis e hipóteses. guiada pela inventividade e criatividade do cientista. a psicologia investiga áreas mais ligadas à psicologia social. relacionando determinados factos. O programa de investigação designa um conjunto de ideias. Facto é um dado da experiência ou uma hipótese confirmada. axiomas e postulados são princípios não demonstrados. à maneira da física. usa-se também algumas vezes a palavra empírico. Enquanto os objectos e eventos são independentes do sujeito pensante.do objecto de estudo das ciências humanas. 3 Distinção entre Ciência Natural e Ciência Social Algumas ciências humanas. que se refere a algo que não tem apoio na experimentação ou na observação. e (c) com mais propriedade. Note-se. a psicologia. ou variáveis. Eventos. e objectos e eventos externos. como a psicologia. Costuma-se opor teoria à prática. parte dos chamados factos científicos para chegar às teorias. No centro do programa de investigação está o núcleo duro ou conjunto de ideias gerais que dificilmente podem ser postas em causa pela investigação corrente. A cintura de protecção sofre ajuste sucessivos com o avanço da ciência. levantam-se questões que levam à formação de hipóteses. Este conjunto de hipóteses específicas é designado cintura de protecção. porém. sobre as quais o cientista vai trabalhar. cobrindo uma área científica de razoável extensão. Sobretudo na europa. constructos. menos apropriadamente. Sublinhe-se a distinção entre factos. observáveis. não científico. De facto. 2 Objectos. Neste sentido opõe-se a meramente teórico. pressupostos teóricos e metodologias de investigação que orientam a actividade e facilitam a intercomunicação entre cientistas. (b) como uma teoria um pouco especulativa ou ainda imperfeita. Lei consiste num enunciado comummente aceite. na sua conotação mais positiva. expressa-se como psicologia experimental e psicologia fisiológica. O adjectivo empírico. testáveis e de base empírica comprovada. Teorias (científicas) são conjuntos de enunciados de pressuposições. 3 . Factos e Teorias A ciência. os factos são já descrições que implicam abstracções do sujeito que pensa. referese a algo que tem base directa na experimentação ou na observação. objectos. ora como ciências sociais. Como ciência social. a designar algo pouco rigoroso. como uma estrutura ou sistema desenvolvido num determinado campo científico e aplicado noutro campo menos desenvolvido. com funções de analogia ou metáfora. relacionados entre si e internamente consistentes. que a prática não conduz automaticamente ao progresso científico se não for conduzida por uma teoria. por um lado. A palavra modelo aparece em três acepções diferentes: (a) como uma visão geral do universo. da química ou da biologia. Pressuposições. Hipóteses consistem em enunciados provisórios acerca de relações entre eventos. mas nada substitui uma boa teoria. Factos são factos. A partir do núcleo duro. têm sido consideradas ora como ciências naturais.

Loeb defendeu que os organismos vivos são apenas máquinas químicas mais elaboradas. Skinner. F. como a física e a química e as outras ciências naturais. Os psicólogos que consideram a psicologia como ciência natural. “Um conceito é um sinónimo do conjunto das operações correspondentes” (Bridgman. que era a sua. A investigação em ciências humanas distingue ainda conceitos de baixa inferência e conceitos de elevada inferência. acerca da qual é. como B. assume que tudo o que acontece no universo pode ser explicado por leis de causa e efeito. A forma mais moderada de mecanicismo pretende somente que as explicações psicológicas sejam procuradas dentro do conjunto das leis das ciências naturais. O operacionismo foi teorizado pelo físico Percy Bridgman (1927). Assim. isto é. chamada reducionismo. de índole filosófica. os conceitos de elevada inferência exigem uma apreciação mais subjectiva dos factos. que é aquela onde se indicam as operações de medida necessárias para delimitar os conceitos utilizados. Note-se que este último exemplo constitui um caso de variável de elevada inferência. A liberdade de acção é uma ilusão. 1974). apesar 4 . o número de questões postas pelo professor aos alunos é um conceito de baixa inferência. Em sentido moderado. Brigdman chegou mesmo a usar a metáfora de Frankenstein para significar quanto recusava a ideia de transformar definições operacionais em sinais exclusivos da ciência da realidade. sem pretender dirimir questões filosóficas acerca da existência ou inexistência de liberdade humana. 5). o determinismo e o operacionismo. O determinismo rígido.personalidade e dinâmica de grupos. Os conceitos de baixa inferência estão próximos dos conceitos de definidos operacionalmente. fisiologia e psicologia. susceptíveis de serem definidos através da indicação das operações requeridas para serem medidos Sublinhe-se que o próprio Bridgman recusou a ideia de transformar uma perspectiva meramente metodológica. o monismo. o mecanicismo. o determinismo científico em psicologia defende que o comportamento se explica através de leis de probabilidade. Assim é possível comparar dois professores no diz respeito ao calor humano posto no relacionamento com os alunos fazendo uma apreciação relativamente subjectiva. Determinismo. Os operacionistas pretendem que só se usem constructos operacionáveis. O monismo pressupõe que a realidade é única e que existe um continuum entre as ciências físicas. tendem a fundamentar a psicologia dentro dos mesmos pressupostos que o positivismo do Século xix estabelecera para as ciências naturais.A forma mais extrema de monismo. nomeadamente. tenta explicar os processos psicológicos através dos processos fisiológicos subjacentes (vide Chaplin e Krawiec. como a biologia. 1927. Já vimos que a definição operacional se opõe ao constructo. Em contaste. São conceitos em que a medição recorre a processos objectivos. que inicialmente defendia que a validade de um constructo científico estava dependente da validade das operações de medida envolvidas na definição do mesmo constructo. O operacionismo pôs em relevo a importância da definição operacional. Exemplificando uma posição mecanicista. Mecanicismo. Monismo. p. numa filosofia sobre a natureza da realidade. Operacionismo.

estudos de campo. Em contraste com o método clínico. Os estudos experimentais caracterizam-se pelo rigor da definição das hipótese prévias. de que não falamos aqui. Métodos de diagnóstico versus métodos de intervenção. Entre os possíveis de métodos. estudos de casos. com especial incidência no uso da entrevista aprofundada. deveria ser proposto de tal modo que fosse teoricamente possível encontrar algo que o contradissesse. O método experimental contrasta também com o método correlacional. estudos de investigação-acção. que se encontrasse um corvo branco. a afirmação de que todos os corvos são negros é falsificável porque é passível de contradição: bastaria. Em contraste. defende que o critério essencial da ciência é a possibilidade de verificação. o método clínico pode implicar variações em cada caso da mesma amostra. Os métodos experimentais recorrem à experimentação através da manipulação de variáveis ao passo que o os métodos correlacionais apenas observam as variáveis. Popper veio substituir a proposta de verificabilidade de Reichenbach pela ideia de falsificabilização. para ser contradita. os métodos de intervenção visam a mudança. 5 . nas suas particularidades pessoais. o empirismo lógico. estudos clínicos. estudos nomotéticos e idiográficos. possível fazer juízos com aceitável fiabilidade interjuízes. sem as manipularem. 4. estudos correlacionais. apresentada por Reichenbach.1 Abordagens Metodológicas Não existe uma classificação única dos métodos utilizados em ciências humanas. estudos quase-experimentais. Os métodos de diagnóstico visam a informação. Segue-se uma breve descrição destas metodologias. Nesta perspectiva. Estes estudos são aqueles que permitem fazer inferência causais com maior segurança. estudos descritivos causais (correlacionais). Métodos nomotéticos versus métodos idiográficos. Assim. Em contraste. estudos de observação participante. Como se verifica nos estudos piagetianos. constituem três variantes do empirismo semântico (vide Kaplan.1. reflectido no conceito de verificação e falsificabilização. contam-se estudos de diagnóstico e de intervenção. porém. Os métodos nomotéticos visam a lei geral. Método experimental. técnica. e o pragmatismo. física e lógica. experimentais e correlacionais. 1964/1975).1 K. Método clínico. narrações literárias. estudos desenvolvimentais e transversais. 4 Verificabilidade ou Falsificabilidade em Ciência? A ideia de verificabilidade.disso. 1 O operacionismo. ser falsificável. O método clínico procura o estudo aprofundado do indivíduo. os métodos idiográficos visam o caso particular. nenhum princípio em ciência seria completamente verificável uma vez que a indução completa é impossível. A verificação deveria ser simultaneamente. isto é. o método experimental procede através da manipulação de variáveis independentes em condições padronizadas. estudos experimentais. Deveria. pela selecção aleatória dos participantes do estudo e pelo controlo das variáveis. estudos antropológicos e transculturais.

Os estudos desenvolvimentais são de dois tipos: transversais e longitudinais. Estudos descritivos causais. Fala-se em método dos testes. Os estudos longitudinais têm em vista mostrar os efeitos do tempo que se manifestam ao longo da idade. Pressupõem-se que os resultados encontrados reflectem mais os efeitos de idade do que os efeitos de coorte já que se trata sempre 6 .Estudos quase-experimentais. Tem em vista evitar o chamado etnocentrismo. Os estudos transversais e investigam o desenvolvimento em diferentes grupos formados pelas idades que se pretende examinar. Método dos testes. Os efeitos de coorte dependem das circunstâncias históricas vividas por determinada geração. que não dependem necessariamente da idade. Trata-se de estudos descritivos que não implicam manipulação de variáveis nem implicam ligações causais. quando se submetem os participantes a provas padronizadas em condições padronizadas. Campbell (1957) e depois desenvolvida por Campbell e Stanley (1963) e Cook e Campbell (1979). As diferenças entre estes grupos reflectem quer os efeitos de idade quer os efeitos de coorte. Neste caso. por exemplo. Os estudos antropológicos e transculturais correspondem a estudos de campo realizados em culturas diferentes. Estudos desenvolvimentais longitudinais. A expressão quaseexperimental foi cunhada por Donald T. Os efeitos da idade correm o risco de serem confundidos com o efeito de coorte. que consiste no erro de considerar universais os fenómenos que acontecem na cultura própria de cada um. Os estudos desenvolvimentais longitudinais investigam o desenvolvimento examinando o mesmo grupo em idades diferentes ao longo do ciclo de desenvolvimento. Os adolescentes que viveram alguns acontecimentos dos anos 60 apresentavam peculiaridades que constituíam efeitos de coorte mais do que efeitos da idade. os estudos que recorrem à chamada análise de percurso para testar hipóteses causais expressas em cadeias causais. Caracteristicamente. mas distinguem-se deles pelo facto de não respeitarem todas as condições quer de selecção de participantes quer do controlo de variáveis. Os estudos descritivos causais são estudos de tipo correlacional como os anteriormente descritos. Os estudos correlacionais partem da observação de fenómenos e procuram descobrir as correlações existentes entre eles de modo a possibilitar a previsão da variabilidade de um a partir da variabilidade do outro. a observação pode ser complementada com dados obtidos por questionário ou entrevista. Os estudos quase-experimentais aproximam-se dos estudos experimentais. São usados em situações naturais onde é muito difícil ou errado respeitar as exigências da verdadeira experimentação. Pertencem a este tipo. Métodos antropológicos e transculturais. Métodos longitudinais versus métodos transversais. Estudos de campo. Método correlacional. mais em psicologia diferencial. visam a previsão dos fenómenos relacionados com a idade enquanto esta variável serve de índice de maturidade. mas partem de hipóteses causais pré-definidas e portanto sugerem ligações causais. Os estudos de campo são também estudos observacionais que se caracterizam-se pela observação dos fenómenos no seu ambiente natural sem interferência ou com interferência mínima do observador.

Chicago: University of Chicago Press Lakatos.). Experimental and quasi-experimental designs for research. Criticism and the Growth of Knowledge. 297-312. Musgrave (Eds. The Logics of Modern Physics.. Campbell. 5 REFERÊNCIAS Bridgamn. The Structure of Scientific Revolutions. O outro grande método da psicologia do desenvolvimento é o método transversal. A Conduta na Pesquisa: Metodologia para as Ciências do Comportamento. (1957). (1962). T. P. Chaplin. No caso presente pressupõe-se que um investigador tome parte nas actividades dos adolescentes ao mesmo tempo que as analisa.). D. D. e Stanley. Os estudos de casos são feitos através da investigação aprofundada do que se passa com um ou mais indivíduos concretos. In I. Não se deve confundir um estudo longitudinal com estudos de tipo quaseexperimental em que se faz a observação dos resultados duma intervenção juntando-lhe apenas uma observação posterior de seguimento. Estudos de casos. (1963). Têm grande interesse para a sugestão de novas explicações ou novas teorizações. (1927). São Paulo: E. Os estudos de investigação-acção são estudos de intervenção nos quais se parte do conhecimento quer duma linha de base ou ponto de partida quer duma hipótese sobre os resultados duma intervenção e depois se vai afinando a intervenção em conformidade com os resultados observados no desenvolvimento da intervenção. W. T. D. T. Os estudos de observação participante caracterizam-se pela participação do investigador nas actividades que pretende examinar. observando repetidamente o mesmo grupo de indivíduos em diversas idades.P. (1979). que consiste em observar diferentes grupos de indivíduos de diversas idades. T. T. Chicago: Rand McNally. (1974). Kaplan. Cook. Rinehart & Winston. I. mas implica maiores custos em termos de tempo e dinheiro. e Campbell. Estudos de investigação-acção. (1975).do mesmo grupo.a ed. O método longitudinal estuda o desenvolvimento. Campbell. Quasi-experimentation: Design and analysis issues for field settings. Boston: Houghton Mifflin. O seu ponto fraco está na dificuldade de generalização. Cambridge: Cambridge University Press. Estudos de observação participante. & Krawiec. A. (Trabalho original em inglês publicado em 1964) Kuhn. Lakatos e A. Factors relevant to the validity of experiments in social settings. J. C. Systems and Theories of Psychology (3. S. As narrações literárias podem ajudar a compreender os fenómenos da adolescência na medida em que o autor literário souber fazer reflectir as suas próprias vivências ou as vivências típicas de outros na fase da adolescência. (1970). O método longitudinal é o mais adequado ao estudo do desenvolvimento. 7 . Falsification and the Methodology of Scientific Research Programmes. P. 54. Narrações literárias.U. Nova Iorque: Holt. J. T. D. Nova Iorque: Macmillan. Psychological Bulletin.

Sistemas e Teorias em Psicologia (2. (1976). A. Fev 28. W.ª ed. São Paulo: Cultrix. (Trabalho original em inglês publicado em 1973) qui. & Hillix. H.. M.Marx.). 2008 8 .