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I.

INTRODUÇÃO

Na antiguidade, a religião e o misticismo, confundiam-se com a ciência, ou melhor, a Ciência não se distinguia da religião. Antes do conhecimento cientifico, as civilizações mais antigas, como os persas, chineses, mesopotâmios, chineses entre outros, já dominavam muitas técnicas, possuindo a totalidade no saber, na medida do possível. No decorrer da historia, as diversas ciências foram sendo desenvolvidas progressivamente e serão apresentadas ao longo deste trabalho.

II.

“A CIÊNCIA NA ANTIGUIDADE”

DA ALQUIMIA À QUÍMICA – CIVILIZAÇÕES OCIDENTAIS E ORIENTAIS

A história da química, desde milhares de anos antes de Cristo, está intrinsecamente ligada ao desenvolvimento da humanidade, já que abarca todas as transformações de matérias e teorias correspondentes. Com frequência a história da química se relaciona intimamente com a história dos químicos e — segundo a nacionalidade ou tendência política do autor — ressalta em maior ou menor medida os sucessos alcançados num campo ou por uma determinada nação. A ciência química surge no século XVII a partir dos estudos de alquimia populares entre muitos dos cientistas da época. Considera-se que os princípios básicos da química foi vista pela primeira vez na obra do cientista britânico Robert Boyle: The Sceptical Chymist (1661). A química, como denominada atualmente, começa a ser explorada um século mais tarde com os trabalhos do francês Antoine Lavoisier e as suas descobertas em relação ao oxigênio com Carl Wilhelm Scheele, à lei da conservação da massa e à refutação da teoria do flogisto como teoria da combustão.

a. Primeiros avanços da química

O princípio do domínio da química (que para alguns antropólogos coincide com o princípio do homem moderno) é o domínio do fogo. Há indícios de que faz mais de 500.000 anos, em tempos do Homo erectus, algumas tribos conseguiram este sucesso que ainda hoje é uma das tecnologias mais importantes. Não só dava luz e calor na noite, como ajudava a proteger-se contra os animais selvagens. Também permitia o preparo de comida cozida, reduzindo microorganismos patogênicos e era mais facilmente digerida. Assim, baixava-se a mortalidade e melhoravam as condições gerais de vida. O fogo também permitia conservar melhor a comida e especialmente a carne e os peixes, secando-os e defumando-os. Finalmente, foram imprescindíveis para o futuro desenvolvimento da metalurgia, materiais como a cerâmica e o vidro, além da maioria dos processos químicos.

b. A metalurgia

A metalurgia como um dos principais processos de transformação utilizados até hoje começou com o descobrimento do cobre. Ainda que exista na natureza como elemento químico, a maior parte acha-se em forma de minerais como a calcopirita, a azurita ou a malaquita. Especialmente as últimas são facilmente reduzidas ao metal. Supõe-se que algumas jóias fabricadas de algum destes minerais e caídas acidentalmente ao fogo levaram ao desenvolvimento dos processos correspondentes para obter o metal. Depois, por experimentação ou como resultado de misturas acidentais, descobriu-se que as propriedades mecânicas do cobre podiam ser melhoradas em suas ligas de metais. Especial sucesso teve a liga de metais do cobre com o estanho e traços de outros elementos como o arsênico — liga conhecida como bronze — que se obteve de forma aparentemente independente no Oriente Próximo e na China, desde onde se estendeu por quase todo o mundo e que deu o nome à Idade do Bronze. Umas das minas de estanho mais importantes da Antiguidade se achavam nas Ilhas Britânicas. Originalmente o comércio foi dominado pelos Fenícios. Depois, o controle deste importante recurso provavelmente fora a razão da invasão romana na Britânia. Os Hititas foram um dos primeiros povos a obter o ferro a partir dos seus minerais. Este processo é muito mais complicado, já que requer temperaturas mais elevadas e, portanto, a construção de fornos especiais. No entanto, o metal obtido assim era de baixa qualidade com um elevado conteúdo em carbono, tendo que ser melhorado em diversos processos de purificação e, posteriormente, ser forjado. A humanidade demorou séculos para desenvolver os processos atuais de obtenção de aço (geralmente por oxidação das impurezas insuflando oxigênio ou ar no metal fundido, processo conhecido com o nome de "processo de Bessemer"). O seu domínio foi um dos pilares da Revolução Industrial. Outra meta metalúrgica foi a obtenção do alumínio. Descoberto a princípios do século XIX e, no princípio, obtido por redução dos seus sais com metais alcalinos, destacou-se pela sua rapidez. O seu preço superou o do ouro e era tão apreciado que uns talheres presenteados à corte francesa foram fabricados neste metal. Com o descobrimento da síntese por eletrólise e

posteriormente o desenvolvimento dos geradores elétricos, o seu preço caiu, abrindo-se novo.

c. A cerâmica

Outro campo de desenvolvimento que acompanhou o homem desde a Antiguidade até o laboratório moderno é a cerâmica. Suas origens datam da pré-história, quando o homem descobriu que os recipientes feitos de argila mudavam as suas características mecânicas e incrementavam sua resistência frente à água se eram esquentados no fogo. Para controlar melhor o processo desenvolveram-se diferentes tipos de fornos. No Egito descobriu-se que, recobrindo a superfície com misturas de determinados minerais (sobretudo misturas baseadas no feldspato e a galena, esta se cobria com uma capa muito dura e brilhante, o esmalte, cuja cor podia variar livremente adicionando pequenas quantidades de outros minerais e/ou condições de aeração no forno). Estas tecnologias difundiram-se rapidamente. Na China aperfeiçoaram-se as tecnologias de fabricação das cerâmicas até descobrir a porcelana no século VII. Somente no século XVIII foi que Johann Friedrich Böttger reinventou o processo na Europa. Relacionado com o desenvolvimento da cerâmica, está o

desenvolvimento do vidro a partir do quartzo e do carbonato de sódio ou de potássio. O seu desenvolvimento igualmente começou no Antigo Egito e foi aperfeiçoado pelos romanos. A sua produção em massa no final do século XVIII obrigou ao governo francês a promover um concurso para a obtenção do carbonato sódico, já que com a fonte habitual - as cinzas da madeira - não se obtinham em quantidades suficientes como para cobrir a crescente demanda. O ganhador foi Nicolas Leblanc, ainda que seu processo caiu em desuso devido ao processo de Solvay, desenvolvido meio século mais tarde, que deu um forte impulso ao desenvolvimento da indústria química. Sobretudo as necessidades da indústria óptica de vidro de alta qualidade levaram ao desenvolvimento de vidros especiais com adicionados de boratos, aluminosilicatos, fosfatos etc. Assim conseguiram-se vidros com constantes de expansão térmica especialmente baixas, índices de refracção

muito elevados ou muito pequenos, etc. Este desenvolvimento impulsionou, por exemplo, a química dos elementos das terras-raras. Ainda hoje a cerâmica e o vidro são campos abertos à investigação.

Esta teoria. Antoine Lavoisier. o responsável por perceber a presença do carbono nos seres vivos e a complexidade de suas ligações em relação aos compostos inorgânicos e refutador da teoria do flogisto. como é concebida atualmente.C. água e fogo. e assentou finalmente os pilares fundamentais da química moderna. Paralelamente. tinha seguidores (entre eles Lucrécio) e a idéia ficou presente até o princípio da Idade Moderna. Entre os séculos III a.C a química estava dominada pela alquimia.III. . Também esta época desenvolveu-se a teoria do flogisto para explicar os processos de combustão. Desenvolvem-se métodos de medição cuidadosos que permitem um melhor conhecimento de alguns fenômenos como o da combustão da matéria. Aos poucos. não foi popular na cultura ocidental. A química. e o século XVI d. que postulava que a matéria era formada por átomos. Deste modo foram-se assentando os pilares básicos para o desenvolvimento de uma futura química experimental. A QUÍMICA COMO CIÊNCIA Os filósofos gregos Empédocles e Aristóteles acreditavam que as substâncias eram formadas por quatro elementos: terra. No entanto. Na investigação alquímica desenvolveram-se novos produtos químicos e métodos para a separação de elementos químicos. Por volta do século XVIII a química adquire definitivamente as características de uma ciência experimental. Nesta época estudou-se o comportamento e propriedades dos gases estabelecendo-se técnicas de medição. vento. partículas indivisíveis que se podiam considerar a unidade mínima da matéria. um método hipotético capaz de transformar os metais em ouro e o elixir da longa vida. foi-se desenvolvendo e refinando o conceito de elemento como uma substância elementar que não podia ser descomposto em outras. O objetivo de investigação mais conhecido da alquimia era a procura da pedra filosofal. dado o peso das obras de Aristóteles na Europa. proposta pelo filósofo grego Demócrito de Abdera. o atomismo. começa a desenvolver-se entre os séculos XVI e XVII. discorria outra teoria.

A química chinesa primitiva . mostrou conter o corpo de uma mulher. pelo menos do modo como a praticavam e lhes permitia não só filosofar. como também usar as mãos A química nada mais é que uma ciência prática. Com suas técnicas e suas aplicações à medicina. tinha um lado místico.o corpo parecia o de uma pessoa cuja . Dedicavam especial atenção ao modo como os corpos eram enterrados.mais de 2 000 anos antes . A imortalidade sempre lhes escapou. . os chineses adquiriram uma enorme quantidade de conhecimentos de química prática. e se passou um século para que ela atingisse a China. mas. como um desenvolvimento da arte de cozinhar. a química é uma matéria bastante recente. Ao longo do tempo. no século VII. na sua procura. O principal objetivo dos daoístas era a busca da imortalidade física. Embora ela tivesse morrido por volta de 186 a. só no Ocidente. mostrando-se um estudo muito adequado aos daoístas. As escavações de um túmulo em Honan trouxeram à luz um sarcófago que. Para conseguir isso. Mas havia mais do que isso. que adotavam uma postura de superioridade em relação a todas as práticas artesanais. como o fizeram os povos de outras civilizações. Começou como provavelmente em todos os outros lugares. exercícios respiratórios e o uso de remédios especiais. a "senhora de Tai". Um aspecto disso revelou-se num trabalho arqueológico recentemente realizado na China.C. certamente. procuravam meios pelos quais pudessem impedir o envelhecimento. reuniram muito conhecimento de química.IV. muitas vezes preparados com minérios. que incluíam ginásticas. embora tenha ultrapassado esse estágio .deu uma série de contribuições valiosas ao conhecimento básico daquilo que viria a ser a ciência química. quando aberto. é que a química científica se desenvolveu.ou talvez devêssemos chamá-la "protoquímica" ou até mesmo "alquimia". QUÍMICA NA CHINA Como disciplina científica. de laboratório. e esse conhecimento não deve ser desprezado. ele formou uma base essencial sem a qual a ciência da química nunca se teria desenvolvido. e o trabalho prático que exigia significava que os daoístas podiam demonstrar claramente a diferença existente entre suas perspectivas e as dos confucionistas. advogavam uma série de métodos.

então. o próprio árabe derivou do chinês. Há muitas lendas sobre daoístas que realmente conseguiram manter a integridade do corpo. enquanto a doutrina das duas forças os levou a uma idéia de fluxo e refluxo.uma atividade que adotou uma visão "orgânica" de muitas substâncias. o conhecimento da preservação química se encontrava em um estado evidentemente adiantado. Era certamente uma perspectiva que se adaptava bem à visão chinesa do universo como um organismo. ainda se mostrava suficientemente elástica para retornar ao normal depois de pressionada. contendo sulfureto de mercúrio. mumificado.morte tivesse ocorrido há apenas uma semana ou pouco mais. e não do grego. mas.C. do egípcio ou mesmo do hebraico. fortemente selada com camadas de carvão e argila branca pegajosa. ou mesmo congelado. o sepultamento preservou o corpo no que hoje chamaríamos de condições anaeróbicas. Assim. de todas as civilizações em que se faziam tentativas não apenas de investigar a química das substâncias naturais. que encontramos em toda parte . dentro de outro. O ar nos sarcófagos era constituído principalmente de metano e estava sob alguma pressão. da Índia e. Mas os daoístas também foram auxiliados por outros aspectos da filosofia chinesa. mantido dentro de um sarcófago que estava. O corpo não estava. os daoístas estavam em sintonia com os protoquímicos de Alexandria. Os daoístas. pode ter devido algo a eles. Ao praticarem sua mística alquimia. e a câmara mortuária garantiu que a temperatura se mantivesse razoavelmente constante a cerca de 13 graus. sua preservação se devia a um líquido de cor marrom. mas também de transformar metais ordinários e abundantes em ouro. por exemplo. a teoria dos cinco elementos ajudou-os a classificar várias substâncias e a fazer experiências apropriadas com elas. a carne. na verdade. que concebeu experiências como cópias de sua gestação no útero da Terra. a . por sua vez. curtido. como muito mais bonito. embalsamado. e provas obtidas com a escavação de Honan tornam claro que nem todas são mitos. o que é muito interessante. ele estava hermeticamente fechado e impermeável à água. mesmo no século II a. A palavra "alquimia" certamente deriva do árabe. como se pensava anteriormente. que era não só mais raro. porém. a atividade alquimista geral. podem ter tido influências muito além de seus círculos imediatos.

era diferente do tipo de alambique empregado em Alexandria. por um tubo. muitas vezes envoltos em arames para evitar que toda a retorta viesse a explodir. separado por uma grade perfurada. basicamente do pote de cozimento neolítico. mas pode ter sido um aperfeiçoamento do tipo alexandrino ou helenístico. mais tarde desenvolveu-se em um tipo especial de vaso duplo de vapor. e freqüentemente se usavam recipientes de metal resistente.utilizavam-se de tubulações de bambu para ligar uma peça do aparelho a outra. gotejavam. E. seu oposto deve começar a se afirmar. o resfriamento que devia ocorrer era conseguido apenas pelo ar que circulava em torno do tubo exterior. Derivava. o material destilado era trazido para fora. no moderno alambique molecular. hoje em dia.o que era muito engenhoso . o li. por isso. o segundo vaso era envolto por um recipiente com água para resfriamento. O desenho básico do alambique chinês é por nós empregado. um segundo vaso montado sobre o primeiro.. sendo coletadas em uma pequena xícara. Esse desenho. Muitas vezes tais reações significavam o estabelecimento de altas pressões. com efeito. usado para a extração de pequenas quantidades de compostos complexos. Este último data de algum tempo antes do ano 300 d. então.C. provavelmente. Suas experiências levaram-nos a projetar uma variedade de aparelhos químicos especiais. O que não deixa dúvida. assim como vasos nos quais as reações químicas podiam processar-se em condições de isolamento. embora possa ser anterior a essa época. é que a destilação era amplamente praticada na China do século VII. seus alquimistas e protoquímicos certamente sabiam da importância de algumas reações se realizarem sob certo calor. Tinha três pernas ocas.um sentido de mudança cíclica em que. durante o . que foi usado por toda a Ásia Oriental. Para finalidades químicas. porém. no século IV d. de tal forma que as substancias evaporadas se esfriavam e se condensavam em seguida. que tinha. o zeng (tseng). enquanto o chinês foi criado. que incluíam artigos como fornos e fornalhas especiais. criaram banhos de água e outros estabilizadores de temperatura. Talvez. para um vaso coletor.C.. Balanças romanas eram usadas para a pesagem e . assim que um processo atinge a seu ponto máximo. embora os chineses nunca tenham inventado termômetros propriamente ditos. porém. nesse caso. a peça mais significativa tenha sido o alambique.

produz uma forma de álcool muito concentrada. para isso. Industrialmente. tal processo de resfriamento só se tornou disponível no Ocidente quatrocentos ou quinhentos anos mais tarde. chegou à Europa no século XIV. em ações militares na China. da química chinesa? Em seus aspectos mais místicos e mágicos. em suma. Com o passar do tempo. era importante quimicamente. que não exige o alambique. que podemos dizer. Essa técnica. e também usaram um tipo fraco de ácido nítrico para obter substâncias insolúveis com condições normais. regularmente. ela tomou parte. ou salitre. As experiências podem ter sido feitas . que usaram em experiências em combinações com o carvão e o enxofre. os conhecimentos de química foram se acumulando. abriu caminho para a descoberta de métodos sem paralelo para a preservação dos mortos e. em seus aspectos . mas. levaram os chineses à descoberta da pólvora. Além disso. tratava-se de um método em que se congelava a água para deixar livre o álcool.os sulfetos de arsênico eram um exemplo disso . onde os minerais não foram usados em tratamentos médicos antes do século XVI.com o propósito de obter um elixir que ajudasse a conseguir a imortalidade.C. que o alambique chinês conseguia. é imperativo um sistema de resfriamento. Então. os chineses tornaram-se peritos na extração do cobre pela precipitação desse metal com soluções.período Tang. o resfriamento imediato do material destilado.o que representou uma grande antecipação em relação ao seu uso no Ocidente. qualquer que tenha sido a finalidade inicial. durante um período em que o país estava novamente dividido em facções guerreiras. Uma das técnicas do alambique chinês utilizada pelos protoquímicos era a destilação do álcool. Eles também praticavam um processo especial de congelamento. tendo sido empregada em combate pela primeira vez no século X. Alguns minerais eram preparados em formas apropriadas para uso medicinal . Esta era usada em fogos de artifício e para fins militares. Esse trabalho colocou-os em contato com o nitrato de potássio. mas não se tornou conhecida fora desse país até o século XIII. quando foi usada no mundo muçulmano. Durante os duzentos anos seguintes.e provavelmente o foram . caso contrário o álcool se perde. que os chineses parecem ter conhecido já no século II a. substância que já era conhecida há muito tempo.

a química chinesa parece ter contribuído muito em matéria de pesar e medir as proporções das substâncias que tomavam parte nas reações e. os chineses também deram notáveis passas à frente. enquanto seus protoquímicos também desenvolveram tabelas de substâncias e o conhecimento do modo pelo qual reagiam. sua preocupação com a precisão iria contribuir para o nascimento da química moderna. militares e médicos. antecipando-se assim à idéia ocidental da afinidade química. Cientificamente. pois muito cedo compreenderam que as reações químicas podiam prover não só misturas como também substâncias totalmente novas. trouxe avanços industriais.mais práticos. Além disso. que evoluiu no século XVII. os chineses obtiveram alguma percepção daquilo que os químicos modernos chamariam de combinação de pesos e proporções. importante aspecto da pesquisa moderna. Além disso. assim. .

com três fases principais. um oásis no meio do deserto do Saara. ao sul. margeando o Nilo. Também construíram canais de irrigação para levar águas do rio a regiões mais distantes. Assim surge a primeira dinastia. o Egito era habitado por povos que viviam em clã. Médio e Novo Império.C. Mas também a outros fatores que explicam desenvolvimento dessa civilização. como abrir canais de irrigação. mas cooperavam quando havia problemas comuns. Período pré-dinástico (5000-3200 a. considerado como um deus na Terra. desde a formação das primeiras comunidades até a 1ª dinastia de faraós. que propiciou a fixação do homem com água e solos férteis (devido às enchentes). construir diques. e o Reino do Alto Egito. Em aproximadamente 3200 aC esses dois reinos foram unificados sob o comando de Menés. acabando esse período. Usava uma coroa dupla demonstrando unificação entre os reinos. Antigo. Para defender suas vilas e moradias das violentas inundações. Assim essa civilização desenvolveu-se num clima árido e adverso. e Dinástico. glórias e decadências. . trabalho e planejamento.. b. CIVILIZAÇÃO EGÍPCIA Civilização egípcia desenvolveu-se a volta do Nilo. como o fato do desempenho do homem para aproveitar os recursos com criatividade. O rio Nilo. Os nomos eram independentes. As relações desses se transformaram até a formação do Reino do Baixo Egito. A história do Egito antigo é dividida em dois períodos: Pré-dinástico. que era considerado como um deus. os egípcios construíram diques.V. Evolução Política Em mais de 3000 anos o Egito foi marcado por grandes oscilações políticas. tinha tão grande importância para os egípcios. a. os nomos. ao norte. este. faraó absoluto do Egito.. com o nome Hapi. se tornando.) No começo.

d. Na base uma imensa legião de trabalhadores que plantavam.C. usando cavalos (desconhecidos para egípcios) para puxar carros de combate e .C. Queóps. tiveram grande destaque. militares e administrativos. Como capital o Antigo Império teve primeiro Tinis e após Mênfis. Hicsos mostraram-se superiores militarmente. Antigo Império (3200-2423 a.c. houve uma série de revoltas lideradas pelos administradores dos nomos com objetivo de enfraquecer o poder centralizador do faraó.C. os supervisores de canais e planejadores de construções (alguns deles eram escravos. e..) Durante essa época é que são construídas as pirâmides e há um grande crescimento territorial e econômico.) Representantes dos nobres de Tebas reuniram forças para acabar com as revoltas. o Egito foi invadido pelos hicsos (povo nômade vindo da Ásia). O Estado era composto por enorme número de funcionários para administrá-lo. Em aproximadamente 1750 a. faraós da IV dinastia. construíam e arcavam com os altos tributos. Isso impulsionou conquistas territoriais. Médio Império (2160-1730 a.) Durante esse período faraós conquistaram enormes poderes religiosos.C. com isso o Egito entrou num período de declínio e guerra civil. com a anexação da Núbia (região rica em ouro).C. Período Dinástico (3200-1085 a. sendo os mandantes da construção das principais pirâmides. assim essa cidade acabou tornando-se a capital e dela surgiram os faraós dos próximos séculos. excetuando-se os administradores das províncias. Nesse período o Egito teve uma relativa estabilidade política. crescimento econômico e das produções artísticas. Por volta de 2400 a. Nos mais altos cargos estavam os administradores das províncias (nomos). Quefrén e Miquerinos. mas viviam muito bem).

g. comandados por Alexandre Magno. Mas isso durou pouco. f. Assim dominaram o norte do Egito.C. revoltas populares agitam o Egito. que derrotaram os persas. Povos submetidos eram obrigados a pagar tributos em ouro. E quase dois séculos após. o Egito começa fase de recuperação econômica e cultural. estabelecendo a capital em Ávaris. o Egito foi invadido por vários povos. Usando técnicas militares dos hicsos faraós organizaram exércitos permanentes. pois. Decadência do Egito Após o séc. permanecendo lá por volta 170 anos. Amenófis IV e Ramsés II..) Nobreza de Tebas novamente entra em cena para expulsar hicsos. Novo império (1500-1085 a. os cargos eram hereditários. . escravos. Entre mais famosos faraós do período esta Tutmés III. Grupo dos dominantes: • Nobres: comandavam províncias ou principais postos do exército. enquanto faraós e chefes militares exibiam luxuria.armas de bronze. Inicia-se grande expansão militar. E em 30aC os romanos dominam o Egito. Assur e Babilônia. em aproximadamente 525aC. devido ser impulsionada por soberanos da cidade de Sais. Após libertar-se dos assírios. Abaixo do faraó a sociedade era dividida em dominantes e dominados. lançando-se as conquistas. conhecida com renascença saíta. 670 aC. Em aproximadamente 1167 a. com a maioria da população envolta em tributos pesados e afundando na pobreza. vieram os macedônios. XII aC. com autoridade absoluta. apenas altos dirigentes e chefes de províncias podiam questionar algumas ordens do faraó. Invadiram cidades de Jerusalém. persas conquistam o Egito.C.. os assírios dominam o Egito por 8 anos. h. Sociedade Faraó era considerado um deus vivo. Damasco.

Economia Predomina o modo de produção asiático. escrever e contar.. Quando as águas descem.. A irrigação era diária. devido a força do sol e a noite os camponeses verificavam os utensílios e fabricavam cordas. por meio de seus funcionários. nesse período fabricavam e consertavam utensílios e. organizavam as leis. às vezes. administrava as pedreiras. Todos sabiam ler. consertando canais e reforçando a margem do rio. Além da agricultura. inclusive alguns estavam entre os escribas). e eram considerados elegantes. . mas tinham alguns direitos. barqueiros. Muitos trabalhavam em construções e • Felás: camponeses ou trabalhadores das obras públicas. Camponeses não tinham descanso mesmo durante as cheias. (Alguns tinham altas colocações. transporte. obrigados a sustentar elites com tributos. Alimentavam-se de pão. i. eram chamados para as obras dos faraós. Viviam precariamente. Os gordos são de classes abastadas... peixe e frutas. viviam quase sempre na pobreza. Eram muito magros com essa alimentação. por vezes. minas e construções. controlando o trabalho agrícola. em bens (impostos) ou trabalho (corvéia). A maioria dos egípcios viviam em servidão. desfrutavam da enorme riqueza proveniente das oferendas. ferreiros. carpinteiros. cerveja e legumes e. Grupo dos dominados: • Artesãos: trabalhadores urbanos como barbeiros. • Escribas: funcionários públicos que cobravam impostos. Estado/Faraó é dono de toda a terra. Eram a grande maioria dos egípcios e viviam na miséria. tecelões. o Estado egípcio também controlava muitas outras atividades econômicas. possuir bens. eles consertavam os estragos feitos por esta.• Sacerdotes: presidiam cerimônias religiosas e administravam os bens do templo. fiscalizavam a economia. testemunhar. • Escravos: presos de guerra trabalhavam nos serviços mais pesados como as pedreiras. como casar com pessoas livres.

após sua morte.j. como ser espontâneas (popular). podendo retornar a seus corpos se absolvidos. Durante o novo império. Foi o francês. Mas. restando apenas cacos de cerâmica. natureza e mortos). instituindo o culto a Aton. os antigos cultos foram retomados junto com o poder dos sacerdotes. Logo templos e túmulos resistiram e quase todas suas cidades desapareceram. k. . traziam de lugares longínquos pedras dura e metais preciosos. se tornando o supremo sacerdote. Após mumificação os corpos eram enterrados nos sarcófagos com alimentos. Mas eles moravam em casas de tijolo cru. como pirâmides. filho de Osíris e Ísis). eram julgados por Osíris. expressando idéias abstratas. Escrita: hieróglifos e papiro Hieróglifos (palavra de origem egípcia. o faraó Amenófis IV tentou instaurar o monoteísmo. deus do sol e criador. Construindo templo e túmulos. Nas populares predomina três divindades: Osíris (deus da vegetação. mas para isso precisavam que seus corpos fossem conservados. Faraós eram considerados descendentes de Hórus. modestas. Ísis (esposa e irmã de Osíris) e Hórus (deus do céu. Eles davam grande atenção aos deuses e aos mortos. e Amon deus de Tebas). onde. em 1822. Eram politeístas e suas cerimônias tanto podiam ser patrocinadas pelo Estado (oficial). decifrou a escrita egípcia através da Pedra da Roseta. jóias e um exemplar do Livro dos mortos (coleção de textos religiosos para serem recitados quando alma comparecesse ao Tribunal de Osíris). Cultura e Mentalidade A vida no Egito era profundamente influenciada pela religião. significava sinais sagrados) eram sinais que simbolizavam objetos concretos e aos poucos foram tomando sentido convencional. simbolizado pelo disco solar. JeanFrançois Champolion. por isso a mumificação. Acreditavam na vida após a morte. ao morrerem. pois faraó desejava diminuir o poder dos sacerdotes. Nas oficiais destacavam-se cultos a Amon-Rá (fusão de Rá. que. que possuía inscrições egípcias traduzidas para o grego. Tais reformas tinham fundo político. roupas.

• Pirâmides: grandes túmulos dos faraós. . Esse túmulo pressupõe avançados conhecimentos de matemática e engenharia. madeira ou papiro (papel fabricado a partir de planta do mesmo nome). m. Constituídos. Arte: pintura e escultura com finalidade religiosa A pintura e a escultura eram influenciadas diretamente pela religião. Primeiro tumulo de faraó inviolado por ladrões. que são as mais monumentais. internamente. A maior parte dessas servia para decorar túmulos e templos. cabeças e pernas de perfil. normalmente em trapezóide. Para suas construções foram usados blocos de pedras calcárias.). l. e tronco de frente).C. é tida como principal achado arqueológico do séc. Quéfren e Miquerinos. que morreu com 19 anos (1352 a. Em ambas a figura humana era geralmente representada em postura hierática (posição rígida e respeitosa. Calcula-se que a pirâmide de Queóps tem 150m de altura e foram empregados mais de dois milhões de blocos de pedra. com vários compartimentos.Registros eram feito em pedra.XX. Arquitetura: túmulos monumentais • Mastabas: túmulos. geralmente feitos nos barrancos do Nilo. Na Região de Gizé encontram-se as pirâmides de Queóps. que possuíam câmara subterrânea onde ficavam os corpos. A descoberta do túmulo de Tutancâmon. Nesse túmulo havia riquezas historicamente incalculáveis e o ouro nela presente pesava quase uma tonelada. por labirintos para evitar saques e uma câmara secreta onde ficava o sarcófago do faraó. • Hipogeus: túmulos subterrâneos.

aplicava-se uma espécie de ácido pelas narinas.O cadáver era aberto na região do abdômen e retirava-se as víceras (fígado. enfermidades. contabilidade e estações agrícolas. o. desenvolveram o seu saber para resolução de problemas práticos como construção. devia-se preservar este corpo para que ele recebesse de forma adequada a alma. Desenvolveram a álgebra e a geometria. Também desenvolveram a Astrologia.n. • Astronomia: orientava a navegação e atividades agrícolas. • Química: manipulação de substâncias químicas surgiu no Egito e deu origem á fabricação de remédios e composições. Ciências: soluções para problemas práticos e concretos Egípcios não eram muito filosóficos. Apesar disso a medicina era ligada a magia. Para tanto. O processo era realizado por especialistas em mumificação e seguia as seguintes etapas: 1º . a alma da pessoa necessitava de um corpo para a vida após a morte. • Matemática: foi desenvolvida devido as transações comerciais e a necessidade de padronização de pesos e medidas. Palavra química vem de kemi. esperando o . do egípcio. Preocupados com esta questão. Tratamentos variavam desde livro velho fervido com azeite até excremento de crocodilo. coração. Processo de mumificação De acordo com a religião egípcia. mas mumificação permitia tais estudos. rins. O coração e outros órgãos eram colocados em recipientes a parte. terra negra. etc. estômago. Médicos especializavamse em diferentes partes do corpo. O cérebro também era extraído. intestinos. • Medicina: devido ao respeito pelos mortos. Portanto. cadáveres não eram dissecados. os egípcios desenvolveram um complexo sistema de mumificação.

O corpo era envolvido em faixas de linho branco. Após o derretimento. por exemplo. apenas os faraós e sacerdotes eram mumificados. doenças contraídas e.Após desidratado. p. Curiosidades: . muitas múmias. Após a múmia estar finalizada. sendo que amuletos eram colocados entre estas faixas. descobriram a ação de vários elementos químicos. 3º . em muitos casos. que seria levado à pirâmide para ser protegido e conservado. os egípcios avançaram muito em algumas áreas científicas. aprenderam muito sobre a anatomia humana. Textos sagrados eram colocados dentro do corpo. Elas servem como importantes fontes de estudos para egiptólogos. Graças ao processo de mumificação. O processo era tão eficiente que.Alguns animais como. Com o avanço dos testes químicos. Portanto. . enchia-se o corpo com serragem. 2º . Ao abrir os corpos. cães e gatos também foram mumificados no Egito Antigo. . 4º . hoje é possível identificar a causa da morte de faraós.O corpo era colocado em um recipiente com natrão (espécie de sal) para desidratar e também matar bactérias. era colocada dentro de um sarcófago. retirava-se pelos mesmos orifícios os pedaços de cérebro com uma espátula de metal.cérebro derreter. Aplicava-se também alguns ―perfumes‖ e outras substâncias para conservar o corpo. até o que eles comiam.Para transformar um corpo em múmia era muito caro naquela época. ficaram bem preservadas até os dias de hoje. Em busca de substâncias para conservar os corpos.

O ocre vermelho é um pigmento mineral natural de uso e frequente ocorrência.C. com suas cores vivas enquanto as da Mesopotâmia foram destruídas pela umidade. sendo encontrado em papiros. metalurgia. com descrições detalhadas de cenas da vida diária e uso da tecnologia praticada.000 a. muitas pinturas encontradas nas tumbas apresentam-se. A Mesopotâmia foi centro de desenvolvimento tecnológico em química. devido ao seu clima seco. O conhecimento e prática desta tecnologia difundiram-se para regiões vizinhas.. hieroglífico ou pictórico. deve-se aos egípcios. TECNOLOGIA QUÍMICA NA MESOPOTÂMIA E NO EGITO O conhecimento dos diferentes aspectos da tecnologia química na Babilônia. a partir do terceiro milênio a.C. O registro escrito mais minucioso. desenvolveram e utilizaram técnicas para preparar materiais de uso diário em vários setores: a. . ainda hoje. Elas revelam um nível de conhecimento excepcional de tecnologia química rudimentar obtida empiricamente e seu desenvolvimento e uso pela sociedade de então. Estas sociedades estabelecidas a partir de 3. Pigmentos Desde a época paleolítica o homem já utilizava pigmentos para fazer desenhos e pinturas nas cavernas deixando para a posteridade verdadeiras obras de arte e de sensibilidade artística. astronomia e cultura tendo sua influência se difundido para outras regiões do oriente próximo e do oriente remoto.VI. foi obtido à custa de um trabalho minucioso de escavação pelos paleontólogos e de interpretação dos textos das tabuinhas de argila cozida encontradas nos sítios arqueológicos. No Egito. como o Egito. onde foram enriquecidas e transmitidas a extensas regiões do mundo antigo e outras civilizações posteriores como a grega e a islamita. monumentos e tumbas.

paredes. Também se usava o branco de chumbo..C. malaquita. decorando jarros. Um substituto foi obtido fundindo-se areia. jarros e enfeites. e crisocola: silicato de cobre hidratado) e pulverizando-se a massa resultante.500 a. . A variedade amarela do ocre (limonita ou goetita amarela que é um hidróxido de ferro hidratado) também era usada mas era importada da Pérsia. Na Suméria o pigmento branco era obtido misturando-se gesso com esterco e moendo-se em seguida. metais e pedras preciosas. álcali e minerais de cobre (malaquita:forma natural de carbonato básico de cobre. No Egito artesãos pintores já trabalhavam em 2500 a. Este processo já era conhecido dos Assírios cerca de 1. A cor azul era obtida com o lápis lazuli muito comum na Mesopotâmia mas inexistente no Egito que o importava. Com estes pigmentos e suas misturas os Egípcios obtinham oito cores que eram usadas nas decorações de palácios e tumbas. b. Palestina e na Ásia Menor. Para o pigmento branco usava-se o carbonato de cálcio (giz) ou o sulfato de cálcio (gesso) que são de frequente ocorrência. Pigmento preto era obtido ou com a galena ou com pó de ossos calcinados ou fuligem ou carvão vegetal. ou uma espécie de caolim conhecida comoterra melia. produzido pela ação do vinagre sobre o chumbo. a uma temperatura superior a 850 ºC. vernizes e material de pintura A pintura de materiais começou na era paleolítica com a decoração de objetos de cerâmica.c. carbonato de cálcio e carbonato de sódio natural (chamado natrão). O pigmento verde era obtido fundindo areia. madeira.É encontrado em algumas regiões do Egito e muito usado para pintar paredes e cerâmicas (jarros e pequenos utensílios) e de uso generalizado na Mesopotâmia. marfim. Tintas. A hematita também era usada e frequentemente era misturada com outras cores.

Pequenos paletes ou caixas de pintura acomodavam até oito cores. Uma extremidade era recortada como um pincel. ou também a gelatina. As tintas coloridas eram usadas para as iniciais dos textos ou os títulos. É interessante observar que os egípcios não usavam pintura a óleo embora o óleo de linhaça fosse usado em medicina. Os pigmentos também eram usados na tinta para a escrita sobre o papiro usando-se penas feitas de talo do Juncus maritimus. já em 1900 a. Ainda hoje se pode comprar cola de caseína nas papelarias o que mostra que possivelmente este é um dos mais antigos produtos utilitários desta espécie conhecido. sob forma de aquarela. . As pinturas egípcias usavam a técnica da têmpera. em que uma cola ( goma ou albumina de ovo) é adicionada aos pigmentos.c. A primeira era importada da Arábia pelos egípcios. óxido de ferro e compostos verdes de cobre. em cosméticos e na cozinha. para triturá-los. A goma usada era a goma arábica que provêm da casca de uma árvore.Tecidos ( pano ou lona) também eram pintados assim como o couro que era tingido nas cores branca. Para manipular estes pigmentos os egípcios.e pistilo feitos de pedra. Havia tintas de várias cores mas a tinta preta comum era feita de fuligem dispersa em uma goma. A madeira não era pintada diretamente: fazia-se um acabamento primário de gesso e pintava-se em seguida.As cerâmicas eram pintadas com ocre vermelho. pigmento azul. Para pintar madeira usavam como cola a caseína produzida da nata do leite. verde. Os escribas possuíam uma pequena caixa com as penas e os pigmentos. usavam almofariz de formato retangular. que eram usados depois de diluídos em água para pintar os símbolos da escrita. amarelo. Esta prática já era conhecida desde o paleolítico. Acácia arábica.os de hoje são redondos. preta ou vermelha.

Os corantes azuis usados eram o "woad" (Isatis tinctoria) e o índigo (Indigofera tinctoria) cujo uso para tingir roupas data de 2. obtido destes insetos era muito usado pelos judeus no seu culto religioso. eram obtidos de plantas. o ácido carmínico. Há indícios de que no Vale do Indus.C. Corantes provenientes de moluscos eram muito valiosos e sua extração constituía um dinâmico comércio no Mediterrâneo. e cujo habitat era uma espécie de carvalho (carvalho do quermes ou sanguinolento (cor) ou. entre Tiros e Haifa.. Síria e Creta ou ainda da curcuma (Curcuma longa) encontrada na Mesopotâmia. em particular a Rubia tinctorum ou Rubia cordifolia( munjeet)da Índia. Os egípcios importavam alguns corantes vermelhos. O vermelho era obtido a partir de insetos sugadores cujo corpo contém um corante. na culinária inglesa atual). posteriormente (300 a. ou escarlate. Na Mesopotâmia usavam-se as cascas da pomagranata (Punica granatum) para extrair com água uma tintura amarela que também servia como tinta. Depois de capturados os insetos eram secados e triturados.. moluscos e insetos.). . um derivado da antraquinona. como tintura de cabelo e dos dedos e das unhas e muito comum atualmente.C. era a henna (em arábico: hinna) ou Lawsonia inermis. na Mesopotâmia.500 a.000 a. no Egito e. a partir de 3. O vermelho vivo.c. Outro corante vermelho já usado em 2. de cor vermelho-alaranjado. árvores.C. também.em 3.C. Corantes orgânicos e os Tintureiros Os corantes mais usados na antiguidade remota.000 a. Egito e Índia. Os corantes amarelos eram extraídos das folhas do girassol (Carthamus tinctorius). entre eles o quermes. ou do açafrão (Crocus sativus). O pó das raízes da cúrcuma além de fornecer o corante era também usado como condimento (curry. muito comum no Egito.C. Outra fonte de corante vermelho era a raiz de plantas do gênero Rubia. que vinha da Síria. de capins de certas regiões..500 a. já se tingia algodão com este corante.

era motivo de comentários desairosos por outros artesãos.Eram de cor púrpura e obtidos das glândulas dos moluscos. onde os tintureiros introduziram uma grande variedade de panos coloridos (vermelhos. Desde tempos remotos estes materiais eram produzidos em grande escala e eram objeto de intenso comércio entre regiões que se estendiam da Ásia à Europa. Eram usados para o tingimento de lã com cor vermelha-violeta ou púrpura escuro comercializada pelos Sírios. A tinturaria teve grande importância desde 2. sais de ferro ou cobre para a obtenção de preto intenso ou por produtos naturais.azuis e verdes) também listrados..000 a. A mistura do azul com púrpura para a obtenção de nuances. com seus odores e processos. Este processo era muito usado no Egito. sob forma ácida. Na Mesopotâmia e no norte da Síria. para tingir a lã. para o Egito. era um segredo comercial. muito valiosas nesta época. obtidos por fermentação de plantas. já representavam um problema de poluição local. Nesta época esta atividade estava ligada também aos templos onde as roupas sagradas usadas pelos sacerdotes eram tingidas. dada à intensidade destas atividades.C. muito comum nas costas do Mediterrâneo. O corante mais usado e que dispensa mordente era o índigo que era dissolvido em urina em grandes tachos. Outras cores surgiram posteriormente.amarelos. natrão. . Sal comum. álcalis naturais e alume. por volta de 1500 a. apareceram grandes centros laníferos que exportavam sua produção para outras regiões. Os corantes pretos eram usados para tingir os cabelos e eram obtidos do carvalho. e a profissão de tintureiro era muito valorizada. As agruras da profissão de tintureiro ou "químico".C. Púrpura e Muréx. A fixação de muitos corantes no tecido era feita por mordentes que podiam ser sais inorgânicos como o alumen. por exemplo. Os cheiros e odores resultantes desta atividade e as relacionadas à extração de corantes de moluscos.

O templo em Jerusalém possuía depósitos de sal que era vendido e pulverizado em almofarizes de madeira. facilmente pulverizável. que ocorre nas montanhas. era o preferido nas oferendas religiosas. no interior. Na Palestina e na Mesopotâmia era utilizado no fabrico do pão. NaCl. sal encontrado no deserto. ou de salinas. onde deixava-se evaporar a água do mar Era usado. pelas quais também transitavam todo tipo de mercadoria valiosa tais como âmbar. esmaltes e na preservação de alimentos. no delta do rio Nilo e em lagoas formadas às suas margens depois das enchentes. na Mesopotâmia. nas costas marítimas. Mas também podia ser encontrado como eflorescência branca. o sal gema comum e o vermelho. No Egito o sal era negociado sob forma de tijolos desde 2. sílex. Era obtido em vários locais.C. e sal de água salobra. era o mais importante e seu comércio intenso levou ao que se conhece como "rotas do sal". como tempero e na preservação de carnes. Natrão é uma forma de carbonato de sódio que ocorre na natureza. No Egito era usado em lamparinas.O sal comum ou cloreto de sódio. betume. e tinha excelente pureza como mostram análises de amostras desta época. principalmente peixe. Para os palestinos o sal tinha uma conotação profundamente religiosa: era usado em oferendas e menciona-se até um pacto do sal. Vários tipos de sal em pedra eram conhecidos como a variedade bruta. como ingrediente em tinturaria. Era chamada de "pó de parede" e comumente usada. . por sua melhor qualidade. Era também usado em medicina e na obtenção de vidros. Seu uso no Egito era intenso superando o do sal comum. em paredes úmidas.200 a. como hoje. O sal do deserto. Na visão dos povos da Mesopotâmia o sal está associado à noção de pureza. cru ou cozido. O sal comum de mesa era obtido deixando-se evaporar líquidos com mistura de cloreto de sódio e sais de magnésio.. como peixe. O sal era obtido de depósitos ou de fontes salobras. etc.

O produto puro era chamado de ntrj do qual se deriva a palavra grega nitron. detergentes O sabão era conhecido na Mesopotâmia sendo obtido pelos sumerianos da cidade de Ur fervendo óleo de palmeira com potassa. A palavra egípcia está relacionada com ntr que significa "deus" isto é. Tais plantas possuem alto teor de soda e quando queimadas produzem cinzas com álcali. O incenso era misturado com o natrão e usado nos templos e para benzer edifícios. Muitos termos com conotação religiosa eram usados para denominar esta substância. O álcali utilizado na Mesopotâmia e no Egito era obtido das cinzas de plantas sendo muito usado na lavagem de tecidos. semelhante ao obtido modernamente. mas não há evidência de que tenha sido separado como um produto específico. d. soda e sal. Chenopodiaceas) podiam ser encontradas em pântanos de água salgada.C. A palavra álcali provém do árabe al-qali que significa cinza de planta. Este uso era também comum na Palestina (Êxodo XXX. "o puro" e com sntr que significa incenso.35 a 38) e sua produção de responsabilidade dos apotecários da época. O álcali era também muito usado na produção de vidro..) o natrão passou a ser monopólio do estado dada à sua importância na sociedade egípcia. Parecia-se mais com os sabões frios ou semi-fervidos atuais em que a glicerina e a água são discerníveis. .Era obtida uma mistura de carbonato com bicarbonato de sódio com quantidades variáveis de cloreto e sulfato de sódio. Na Palestina o álcali era chamado de borit ou kali sendo usado pelos lavandeiros. No período Ptolomaico (começo em 320 a. As plantas usadas ( Salicornia. Sabão.

.) para obter-se uma solução saponácea usada como desinfetante bucal. Um texto Sumeriano de cerca de 3.C. foram encontradas em um tablete que data do primeiro milênio a. Heródoto. Era também usado como clister e para lavar a cabeça. ou terras alcalinas ou argilas.C. Também se usava óleo de rícino e álcali (700 a. essências.C.Era usado como medicamento e instruções para sua obtenção. isto é.) fornecem indicações quantitativas para a obtenção de sabão: 51/2 qa de álcali(cinzas) para 1 qa de óleo (1 qa=0. óleos aromáticos e cosméticos. A erva de borit também é mencionada no uso de limpeza pessoal.000 a. garganta irritada.000 a. Detergentes eram usados em tinturaria. Sabões à base de resinas também eram produzidos: são compostos de soda ou potassa obtidos usando-se ácidos abiéticos encontrados em resinas de coníferas. Os de origem vegetal eram obtidos das raízes da Saponaria officinalis ou da Asphodelus ramosus.41 litros).C. e.000 talentos. já indica o uso de óleos aromáticos e extratos aquosos de plantas em medicina para tratamento de febre. A produção de substâncias aromáticas era uma das principais atividades de tecnologia química desenvolvidas na Babilônia. loções. Uma grande quantidade de produtos de perfumaria era produzida e utilizada nos cultos religiosos. Perfumaria. escritas em Acadiano. dinastia de Ur (2. Os de origem inorgânica eram os álcalis. etc. como mordente. como fixador dos corantes às fibras do tecido. A saponificação da resina é fácil e os sabões muito espumantes. No Egito e na Palestina era comum o uso de cinzas de plantas dissolvidas em água para limpeza de tecidos e do corpo não havendo evidência do uso do sabão. o historiador menciona que o consumo anual de incenso no Templo Babilônico de Bel custava 1.. Documentos da 3ª.

peneiras. Também está expresso aqui o primeiro direito de exclusividade de fabricação de produto em uma. medicina e a mágica. Esta prática era generalizada entre os Assírios. Taputti-Belatekalim eninu.) eTukulti-Ninurta I (12561209 a.C. vidro e ferro. pétalas de flores e frutas. ou esmagamento. a palavra para denominar perfume continha sempre a indicação de "fragrância dos deuses".C. Por exemplo.). lembrando utensílios de cozinha. no Egito. conhecidas como as "Perfumistas". representada pelo batismo ou pela unção do corpo com óleos aromáticos. Nos textos são mencionadas duas mulheres. recipientes de cerâmica. Óleo protetor da pele ou de unção. da biblioteca dos reis babilônicos Tiglat-Pileser (1115-1089 a. Os cosméticos tinham lugar de destaque nas sociedades egípcia e mesopotâmia porque eram utilizados para proteger o corpo da ação do sol e do calor. além de incenso. Os perfumes eram produzidos a partir de sementes. sistema de sublimação e forno. muito intensos em tais regiões. era usado pelo resto da população além dos nobres e sacerdotes. no caso de sementes. A coroação de um rei ou a unção de Cristo ilustram a importância destes conceitos. de formas variadas. Hebreus e Sumerianos. na literatura. no segundo milênio a. consumiam outros produtos como óleo de unção e perfumes aromáticos cuja composição e instruções de produção são mencionadas no texto bíblico.Os hebreus. mostra a descrição detalhada da produção de perfumes e os utensílios utilizados. A limpeza corporal nestes povos tinha conotações religiosas de pureza espiritual.C. Unguentos e incensos nestas sociedades estavam intimamente ligados com a religião. Os processos de extração eram variados: absorção do perfume das pétalas em gordura ou óleo até constituir uma pomada para untar a cabeça. bastões agitadores. Babilônios. para uso religioso. O estudo de tabletes de argila com escrita cuneiforme. São as primeiras "químicas" de que se tem notícia. . usando-se um saco do pano. maceração em óleo quente e filtração subseqüente. Sírios.

O verde era devido ao ferro do óxido ferroso (FeO) enquanto o ferro do óxido férrico (Fe2O3) é responsável pela cor âmbar.C. o fato de se atingir somente uma temperatura da ordem de 1. Vidro. foi o Egito.500 a. Pode ser colorido com óxidos metálicos que são misturados aos ingredientes básicos. Quando aquecido pode-se tornar flexível e dúctil podendo então ser moldado ou soprado adquirindo a forma que se desejar.100º C.C. o número de objetos de vidro aumentou consideravelmente tendo os artesãos desenvolvido técnicas para esculpir vidro e produzir enfeites que ainda podem ser vistos em tumbas dos faraós.C. nesta época. encontram-se tábuas de argila com receitas e instruções para a obtenção de vidro mas a região que se destacou de forma considerável a partir de 1.C.500 a. A partir de 500 a. No Egito. pelos egípcios. O manganês do dióxido de manganês (MnO2) dá uma cor púrpura e o vermelho é obtido com uma suspensão de óxido cuproso (Cu2O) no vidro. fazia com que o vidro na antiguidade fosse opalescente ou mesmo meio opaco. cal e muitas vezes óxidos metálicos. insuficiente para eliminar as bolhas de ar. . O vidro é uma substância não cristalina. na Síria espalhando-se para o Egito e o império romano. vitrificação e fritas. transparente ou translúcido. Na Mesopotâmia do segundo milênio a. Os óxidos de antimônio (Sb4O6) e estanho (SnO2) são responsáveis pelas cores amarelo e branco opacos.C. rígida mas frágil. respectivamente. A cor azul pálido é obtida com cobre (CuO). O azul escuro pode ser obtido com o cobalto (CoO). que é obtida fundindo-se silicatos com soda ou potassa. Este processo já era usado a partir de 1. o vidro passou a ser usado na região do Mediterrâneo e mais tarde difundiu-se através da Europa durante o império romano. A técnica de soprar o vidro em moldes ou livremente desenvolveu-se em cerca de 100 a.f. Entretanto. com os fornos da época.

em escrita cuneiforme de 1700 a. A superfície resultante não é brilhante mas opaca e lisa podendo ter cores variadas.0 de cal e 3. A faiença (cerâmica vitrificada de alta qualidade) egípcia dos dois milênios a. Objetos com frita eram muito comuns na Mesopotâmia. ou riscado ou impresso por objeto pontudo. 10. é muito variada: jóias. A frita é o vidro reduzido a pó após sua primeira fusão e usado na vitrificação incompleta ou parcial pela queima da cerâmica a temperatura menor do que 685 ºC . Uma análise típica de uma faiença egípcia indica possuir 75.C..1 de chumbo. 5. 40. g.1 de cobre. sendo o revestimento de cor verde ou azul com variedade de nuanças. jarros. encontrado na natureza. nestas condições.C.6% de soda.8 % de cal.C. na Síria e em Creta. pode ser facilmente moldado com as mãos ou ser submetido á impressão ou carimbos de fôrmas em alto relevo. 58. pequena quantidade de óxidos de ferro.A vitrificação de objetos de pedra e sílica era usada no Egito a partir de l900 a. O Egito tinha fábricas de fritas que eram exportadas sob forma de bolas ou tijolos para outras regiões do oriente. enfeites caseiros e como material de revestimento de sarcófagos. A vitrificação na Mesopotâmia era feita com chumbo. amuletos.8 % de óxido de cobre como pigmento de coloração. objetos de culto.1 de nitrato.5% de sílica. manganês e cerca de 1. alumínio. Cerâmicas A argila é um material natural. 3. indica as proporções usadas: 243 partes de vidro. 5.7% de potassa. magnésio. Uma receita. encontrada em uma tabuita de barro cozido. . O revestimento é mais brilhante e mais espesso do que aquele obtido com o sistema normal sendo comumente utilizado em objetos grandes. Este material. objetos de adorno. apresentando propriedades plásticas quando misturado com água em proporção adequada.

como tradição).. eram feitos de argila cozida. no início. cerveja. vinagre) Os assentamentos dos habitantes em arraiais na era Neolítica e o começo das práticas da agricultura (invenção do arado. registrada em pequenas tabuletas de argila. o uso do pão fermentado que superou o anterior (os judeus comemoram a Páscoa com pão não fermentado. Os objetos caseiros e de uso diário.C. Uma vez moldada era deixada secar ao ar até que a quantidade de água atingisse entre 8 e 15%. na cozinha. etc.Na Mesopotâmia. Neste estágio podia ainda ser moldada ou raspada ou mesmo cortada. e a tabuleta tornava-se mais densa e podia começar a vitrificar acima de 1000ºC. Deixada a secar mais (3% de água) ficava endurecida e podia ser levada a um forno para a queima à temperatura superior a 400º C. Havia perda total de água e o produto ficava semelhante à pedra. desenvolveram a escrita pictográfica que evoluiu para a escrita cuneiforme. nas regiões mais civilizadas. então. depois.000 a. Seguiu-se. no delta dos rios Tigres e Eufrates. .000 a. no palácio do rei. vinho. (cozinhas dos templos de Ur. e nas mais pobres. os Sumerianos. não era muito usada na produção de cerâmicas. Havia fornos para o cozimento do pão. ainda hoje.seleção e moagem) com produção de farinhas e de pão. Seus restos constituem um importante material para estudos de cronologia na arqueologia moderna. na Mesopotâmia). geralmente no templo e. entretanto. Esta temperatura. um povo que se estabeleceu entre 5. A massa não fermentada feita com estas farinhas era usada para fazer biscoitos. mas poroso. Pão e bebidas fermentadas (sucos de frutas. na ornamentação. irrigação) permitiram a produção sistemática de cereais em escala suficiente para serem armazenados. pedras aquecidas ou fogo feito com excrementos de animais.C a 4. A manipulação dos grãos também se desenvolveu (secagem. Se aquecida à temperatura mais alta a porosidade diminuía. bolos e pão.

Havia produção industrial de vinho ou cerveja usando-se tâmaras das palmeiras abundantes na região. por ser mais caro. mais forte. O vinho já era conhecido no período Neolítico. ocorre no período Neolítico.000 a. No Egito e na Mesopotâmia havia uma razoável variedade de cervejas obtidas da fermentação da cevada e de vários tipos de trigo. na Mesopotâmia. . Este faz a massa inchar e assumir uma textura típica. (um tipo de açúcar produzido a partir de grãos de cereais sob a ação de uma enzima.500 a. que dava sabor característico à cerveja. que converte parcialmente o amido em açúcar).).. O uso de frutas ou seu suco para a produção de bebidas alcoólicas era comum no Egito (1900 a. mesmo antes de 3. Para obter-se uma graduação alcoólica maior misturava-se mel de abelha antes da fermentação. Também já se tinha dominado a tecnologia de produção da maltose. Costumava-se aromatizá-la com ervas e essências variadas. Esta bebida.C. da ordem de 30. era privilegiado pelos nobres e reis que mantinham suas próprias vinhas inclusive com irrigação (2. O aparecimento de bebidas fermentadas com o uso de cereais. a diástase.). Uma enzima inicia o processo de fermentação transformando o açúcar ou amido em álcool e dióxido de carbono. no noroeste da Mesopotâmia.C. As populações mesopotâmicas preferiam as cervejas enquanto o vinho.000. A domesticação de abelhas data desta época.100 a.C. era muito popular na Mesopotâmia.C. seguindo-se ao uso do mel de abelha fermentado que era comum no Paleolítico. Há indícios de que os egípcios já produziam fermento biológico bastante puro em 1. O número de vinhedos era enorme.O fermento (biológico) é constituído de fungos que germinam e se multiplicam na presença de açúcar ou amido e apresenta-se como um pó de pequenas partículas amarelo-escuras.. e no Egito.

extratos e soluções. filtração. para fazer a transformação do mosto em álcool. Na biblioteca do rei Assurbanipal (668-626 a.Havia vinhos especiais com aroma obtido com temperos e ervas e de ótima qualidade. e na preservação de vegetais e carnes. no Egito. onde são descritas as operações de esmagamento das uvas. Ao ser usado o vinho era diluído em água e sabia-se que auxiliava a digestão. Havia variedades de vinagres produzidos a partir de tâmaras. tanto no Egito quanto na Mesopotâmia. Era usado diluído em água para comer pão. . com descrição detalhada da produção de bebidas fermentadas. Equipamentos usados na prática da tecnologia química As indústrias químicas rudimentares da época mesopotâmica utilizavam uma variedade de vasilhames feitos de argila ou de madeiras. O vinho produzido era filtrado em panos de linho e armazenado em jarros pontudos que eram fechados com argila e um revestimento de resina para impedir a oxidação. ou pedra ou cerâmica. A fermentação era feita em grandes tachos de madeira. de algumas raízes. eram de tipos variados: brancas.C.) foi encontrada uma lista com os dez melhores vinhos em uso no palácio. fermentação. do vinho ou de seu sedimento. armazenamento e transporte. na Palestina. Os egípcios deixaram textos. muitos deles importados de outras regiões. O vinagre era o ácido mais forte utilizado na antiguidade resultando do azedamento do vinho por oxidação do álcool em ácido acético. rosas. O método de produção do vinho. vermelhas. utilizava o fermento natural. As uvas obtidas de vinhedos no sul. para acondicionar líquidos. e sucos doces de folhas de plantas. Os textos mencionam que o vinho melhorava sua qualidade com o envelhecimento mas só durava três anos. entre as quais o tamarisco (Tamarix Orientalis). que eram armazenados em locais escuros e frios. na região das cataratas do Nilo. que ocorre nas bagas das uvas. azul escuras e violáceas.

Os vasilhames de argila eram usados também nos processos de sublimação e destilação (3. Havia pesos padrão. Os cadinhos podiam ser de argila ou de metal. . Depois de 1500 a.500 a. Líquidos imiscíveis eram separados em um vaso que possuía uma abertura inferior lateral e que ficou conhecido na época romana comoseparatorium. De um modo geral. Para filtragem usava-se um escorredor forrado com lã ou mesmo crina animal. granito ou outras rochas. os instrumentos utilizados e muitas das operações refletiam o uso comum na cozinha.C.) que era usada principalmente para pesar ouro em pó ou lingotes. na preparação dos alimentos.C.C. houve uma melhora na sensibilidade para menos de 1%. Separações eram obtidas com escorredores feitos de argila com buracos de tamanho adequado ao tamanho das partículas.).A pulverização de sólidos era feita com almofarizes de pedra ou por pedras de mó feitas de basalto. feitos de pedra polida (basalto cinza escuro) e curiosamente com a forma de patos ou de animais. Os mesopotâmios e os egípcios já conheciam a balança (2. A sensibilidade das balanças também era boa: até 2 % para cargas de 130 gramas nos pratos. com valor mediano com erro de no máximo 5 %.500 a.

contudo. e o assunto teve rápido crescimento. no século VII d. na importância do mercúrio. ainda em Deli. nesse e em outros pilares de sua espécie. é feito de ferro forjado e sua fundição teria sido considerada impossível. resultante do tratamento original da superfície. O interesse centralizava-se no produto e apenas no produto. Um milênio e meio depois. pois foi nessa época que a alquimia entrou em cena.C. embora essas idéias tenham surgido realmente na medicina indiana. Um deles. talvez. A HISTÓRIA DA QUÍMICA NA ÍNDIA ANTIGA O conhecimento de química na Índia surgiu em primeiro lugar com referência a assuntos puramente práticos. até agora. que provavelmente começou na Índia entre 1050 e 950 a. Nada. no simbolismo macho-fêmea e. para a fusão do ferro. a fabricação de vidro. pesa mais de seis toneladas.VII. não havia qualquer teoria subjacente. Mas a coisa mais notável. os fundidores hindus eram capazes de fundir alguns pilares de ferro que se tomaram famosos. O motivo. tem uma altura de mais de 7 metros. qualquer tentativa de pesquisar a natureza do processo. por outro. é a ausência de deterioração ou de qualquer sinal de ferrugem. a cerâmica. as mentes hindus e budistas deram sua própria contribuição à alquimia. por um lado. preparados. e foi claramente uma importação de outra civilização. . com outro meio metro abaixo do solo e um diâmetro que varia de 40 centímetros a mais de 30. indica que houve qualquer tentativa de pesquisa química. embora pareça que isso se deva à formação de uma camada de óxido magnético de ferro na superfície. quando os budistas tântricos estavam encontrando apoio em todos os níveis da sociedade. a manufatura de pigmentos e todos os outros usos práticos do conhecimento químico. não se sabe ao certo até hoje. As coisas pareceram mudar. A busca de um elixir da imortalidade não parece ter atraído os alquimistas indianos. na Europa. a tinturaria.C. concentrando-se. Entretanto. em comparação com outras civilizações. naquele tamanho. mas o mais significativo desses usos primitivos da química foi na fusão do ferro. A cerâmica era produzida e aquecida e os pigmentos. isso ocorreu muito tarde. até época relativamente recente. mas um esforço considerável foi realizado na preparação de substâncias que aliviassem as moléstias que afligiam a humanidade.. como ocorreu com os taoístas chineses.

sendo todos indivisíveis e indestrutíveis. mas também mais sutil.C. era não só mais complexa. que "digeririam" o mineral. retortas e. às diferentes qualidades de uma substância. embora os minerais fossem amplamente usados na alquimia. e apresentada. seus alambiques para a extração de essências. Assim. uma teoria atômica. Do século IV d. mas agora a formação dos corpos a serem encontrados no mundo natural era descrita em um contexto atômico. por sua vez. sim. a ciência indiana fez seu maior progresso. e foi na última parte desse período que idéias jainistas e budistas estimularam o que era um novo conceito na ciência indiana. O modo pelo qual os primeiros efeitos (dyads) eram arrumados em um triad dava origem. acima de tudo. mas átomos semelhantes. A teoria atômica indiana postulava que cada um dos quatro elementos tinha sua própria classe de átomos. Átomos diferentes não podiam entrar na combinação.E interessante notar que. como se pensava. a causa produzia um efeito. O progresso da alquimia foi acompanhado pela criação de laboratórios com suas fornalhas. por meio das instituições do budismo. No Ocidente. o qual. desde o século I d. foi adotada por longo tempo que era uma importação da Grécia . Uma teoria de quatro elementos. mas era imediatamente absorvida pelo efeito que fizera surgir. até cerca do século XI. Isso talvez seja uma evidência das origens da alquimia indiana houve contato entre a Índia e a China. era ímpar entre as . contanto que estivessem na presença de um terceiro. e assim a seqüência continuava. com grande discernimento. enquanto três desses efeitos podiam produzir um efeito de outra natureza (um triad). Dois átomos podiam causar um "efeito" (um dyad). mas a teoria indiana.C. e talvez seja significativo o fato de que os alquimistas indianos pareçam ter adotado o alambique da Ásia Oriental em vez do tipo alexandrino. ao que sabemos. por Lucrécio. assumia a função de causa. Com sua descrição de efeitos e causas. associada a uma quinta essência celeste. seu emprego nas preparações medicinais tinha assim pensavam os hindus que ser temperado com ingredientes herbáceos. com seus dyads e triads. uma teoria atômica foi proposta por Demócrito e Leucipo.

mas sua dívida para com a teoria indiana não está bem esclarecida. Devido ao seu conceito de movimento natural e violento. Quando o corpo encontra um obstáculo. Outro aspecto da física indiana que deve ser mencionado é a teoria do ímpeto. . O que está claro. proposta para justificar o movimento contínuo de um corpo.idéias atômicas primitivas. foi mantida até o século XIV d. vega ou ímpeto. embora. a Revolução Científica. e atraiu pensadores e homens de ciência indianos até o século XVIII.C. a própria aplicação dessa força comunica uma qualidade. naturalmente. Aristóteles foi forçado a considerar a pressão do ar como o meio pelo qual o movimento de um corpo continuava. embora mais devagar. Esse foi um dos problemas que os gregos não conseguiram resolver com o habitual sucesso. a doutrina aristotélica. No século XIV. numa parada. a redução da velocidade depende da neutralização do ímpeto pelo obstáculo: a completa neutralização resulta. pára ou continua a se mover. desenvolveu-se uma teoria do ímpeto. que faz com que o corpo continue a se mover da mesma maneira. uma vez que tivesse recebido um impulso inicial. porém. tenham surgido uns poucos espíritos pioneiros que ousaram questioná-la. é que aquilo que os indianos propuseram foi um antecessor do que mais tarde foi desenvolvido matematicamente no Ocidente durante. apesar de todas as suas falhas. quando um corpo experimenta pela primeira vez a força que o põe em movimento. O que o ponto de vista indiano sugeria era que. Essa doutrina do ímpeto foi uma notável contribuição aos pensamentos e explicações a respeito do movimento dos corpos.. é verdade. No Ocidente.

éter. provavelmente pode ser rastreada para cada única civilização antiga. e antigas filosofias chinesas todos considerados de ar. Filosófica tenta racionalizar por diferentes substâncias têm propriedades diferentes (cor. Estes variaram entre as facetas mais simples da vida cotidiana. Em muitos mesma forma que ele discutiu a existência de gases. A DESCOBERTA DO FOGO Indiscutivelmente a reação química usada pela primeira vez de uma maneira controlada foi o fogo.VIII. como a cerâmica. Ambos sofreram com a falta . O aspecto comum em todas essas teorias foi a tentativa de identificar um pequeno número de primárias elementos que compõem as várias substâncias na natureza. indianos. O que Kanada declarado pelo sutra. as formas de energia. e reagem de forma diferente quando expostos a ambientes. produzindo calor e luz. existem em diferentes estados (gasoso. Maya. eram comuns nas civilizações antigas. as mais avançadas tecnologias. que declarou que os átomos eram indivisíveis parte mais da matéria. como o que pode ser indicado pelo livro De Rerum Natura (A Natureza das Coisas). há milênios de anos fogo era simplesmente uma força mística que poderia transformar uma substância em outra (a lenha ou água fervente). Atomismo pode ser rastreado até a Grécia antiga e na Índia antiga. densidade. levou os filósofos antigos a postular as primeiras teorias sobre a natureza e a química. água e solo / terra.C. por exemplo. terra e fogo como elementos primários . líquido e sólido). Isso coincidiu com uma declaração semelhante pelo indiano filósofo Kanada em seu Vaisheshika sutras em torno do mesmo período de tempo. Substâncias como o ar. escrito pelo romano Lucrécio em 50 aC. como cozinhar e iluminação do habitat. A história de tais teorias filosóficas que dizem respeito à química. e do céu. atomismo grego remonta a 440 a. cheiro). água. No livro foi encontrado idéias remonta a Demócrito e Leucipo . Demócrito declarado pelo musing filosófica. água ou fogo ou temperatura mudanças. mesmo em ausência de fecundação cruzada. No entanto. tijolos e fusão de metais para fazer ferramentas. e mais conceitos abstratos como. como fogo e luz. Fogo afetou muitos aspectos das sociedades mais cedo. como por exemplo em gregos.

espaço mental). Ele pediu que a matéria átomo indivisível como "Anu". a idéia de uma questão que não podem ser divididos ainda entrou em existência. Os adeptos da escola de filosofia fundada por Kanada considerado o átomo ser indestrutível e. portanto.o sentimento de discriminação (tempo. ocorreu-lhe que ele não podia dividir a comida em partes mais avançadas e. eterna. Este conceito indiano do átomo foi desenvolvido de forma . são um só. terra e ar. enquanto outras fontes afirmam que ele viveu no século 6 a. o Velho. Índia . a. bem como a realização de observações agudas do estado de muitos minerais. Enquanto comiam a comida na mão. Muito do desenvolvimento inicial de métodos de purificação é descrito por Plínio. que nascem e desaparecem num instante. considerado um tipo de alquimia . mais tarde conhecida como Kanada foi um hindu sábio e filósofo que fundou a filosofia da escola de Vaisheshika. o início da criação.C.C. Eles acreditavam que os átomos sejam objetos minutos invisíveis a olho nu. em Gujarat . Sem comprovação científica.C. de éter . Ele fez tentativas para explicar esses métodos. Ele falou de Dvyanuka (molécula biatômica ) e tryanuka (molécula triatômica).de empírica de dados. éter. fogo. em sua Naturalis História. a existência de átomos era fácil negar. Aristóteles opôs-se à existência dos átomos em 330 a. ar. Muitos acreditam que Kanada originou o conceito de átomo. fogo. terra. KANADA: Um dos principais filósofos na índia antiga Foi alegado que Kashyapa. e os Humanos. afirma que esta teoria lhe ocorreu enquanto ele estava andando com o alimento na mão. Acredita-se que ele nasceu em Prabhas Kshetra (perto Dwaraka ). Os vegetais têm apenas a água. Sua principal área de estudo foi Rasavādam . Ele disse ter acreditado que todos os seres vivos são compostos por cinco elementos: água. portanto. ou seja. Ele provavelmente viveu por volta do século 2 a. os insetos têm água e fogo. jogando fora as partículas pequenas. Ele teorizou que gurutva foi responsável pela queda de objetos sobre a Terra. os pássaros têm água. Uma história interessante.

e em grande medida. possivelmente antes (dependendo de qual data aceita para uma vida de Kanada) para o desenvolvimento da idéia no mundo grecoromano. eles foram brilhantes explicações imaginativas da estrutura física do mundo. as teorias indianas careciam de uma base empírica. teorias sobre o índio átomo são muito abstratos e enredado na filosofia como eram baseadas na lógica e não na experiência pessoal ou experimentação.independente e. concordou com as descobertas da física moderna. o Indiologista veterano australiano ". . mas nas palavras de AL Basham. Assim.

Os primeiros filósofos gregos ou pré . tais desenvolvimentos certamente envolvem uma grande capacidade de observação e de aprendizado.C. Tais desenvolvimentos técnicos não necessitam de uma ciência já que não envolvem uma teorização consciente. O surgimento das ciências como conhecemos é datado na antiguidade grega. A ciência nasceu duas vezes. com o surgimento da filosofia.C. ou filosófico faz surgir um homem que abandona a explicação fantasiosa ou sobrenatural e busca uma explicação natural e lógica para si e seu mundo.Socráticos No inicio do século VI a. segundo historiadores se deve ao fato destes filósofos habitarem uma região cercada de nações. a tecelagem e a cerâmica.IX. Uma das explicações para este fato. com suas técnicas de irrigação. assim como o uso da roda em veículos de transporte.. Contudo. preparação e preservação de alimentos. que são essenciais na ciência. é necessário salientar que ocorreu um desenvolvimento semelhante e independente na China. a passagem do pensamento mitológico para o para o pensamento racional. foi essencial para o surgimento de cidades. a. surge a metalurgia.C. A agricultura. divergindo entre si e a filosofia. Em 3000 a. Pensadores da Jônia iniciaram um questionamento sobre a natureza do mundo no qual viviam (como as coisas surgiam e como se transformavam em outras) sempre procurando respostas racionais para fenômenos naturais. pelo menos. Modelos estes que ainda encontravam-se misturados a mitologia grega. A CIÊNCIA NA ANTIGUIDADE GREGA A mudança do mito para o racional. em um estado . surgem novos modelos de pensamento. ou seja. no inicio do século VI. a escrita surgiu em torno de 3500 a. Os filósofos desta época tinham explicações que embora fossem consideradas estranhas para a época. domesticação de animais. Além disso. estavam ainda muito ligadas aos mitos. no entanto.

denominada por ele de apeíron. Problemas fundamentais da filosofia ocidental e vários conceitos que ainda são aceitos atualmente tiveram origem nesse período. e as idéias eram divulgadas e criticadas. A física como conhecemos hoje. astrônomo e engenheiro. No caso de Tales de Mileto. Anaximandro também levantou hipóteses relacionadas à produção dos trovões na natureza. e que trouxe do Egito para a Grécia. a cidade de Atenas passou a ter uma espécie de ―código penal‖. foi Anaximandro.de civilização mais avançado e com inúmeras divergências nas explicações mitológicas. É considerado o fundador da astronomia. Tales foi também geômetra. pois suas teorias se distanciam das teorias místicas anteriores sobre o universo. que estudou a natureza. Em 621 a. e substituiu a ideia de Tales. com suas raízes no passado mítico. poesia e o drama) e as atividades tecnológicas também se desenvolveram. Também dava muito valor à simetria. A escrita deixou de ser monopólio dos sacerdotes e escribas. a geometria abstrata e a astronomia. sobre a água como elemento básico por uma substância indeterminada e ilimitada. . afirmando que tudo surgiu através da água. sabe-se que este fora o primeiro filósofo jônico. O surgimento do pensamento racional foi resultado de um processo lento. sem relacioná-la aos deuses. Uma outra explicação se deve a variedade de sistemas políticos. Um dos primeiros a fazer experiências. e acabou introduzindo a geometria no seu esforço para mapear o firmamento. que examinando o movimento da sombra por uma vareta vertical. Os trabalhos dos filósofos são conhecidos hoje através de fragmentos. Na verdade leis públicas codificadas para a sistematização na Filosofia e na Ciência. teve origem no materialismo racional que surgira na Grécia clássica.C. Além de ser o primeiro a dar uma explicação puramente natural para a origem do universo. Textos eram utilizados para expressar a ordem e a natureza da vida humana. que possuía movimento próprio. determinou de forma exata a duração do ano e das estações. A arte grega (música. com a adaptação do alfabeto fenício ao uso grego.

a terra como o ar comprimido e o fogo o ar rarefeito. A importância dessa teoria é que ela representa a primeira tentativa do que podemos denominar de um modelo mecânico do universo na astronomia grega. eles não questionaram o problema da origem e causa do movimento. Ele não somente propôs uma substância única. como qualidades físicas. Uma conseqüência disto é que diferentes explicações para um mesmo fenômeno natural passavam a competir entre si. que para Tales fora apenas o início. muitas vezes em frente a uma platéia. Este princípio é a base das leis de conservação. mas também o mecanismo dessa transformação mediante os processos naturais de condensação e rarefação. A mesma entidade era às vezes chamada de fogo. nem mesmo o apeíron eram o elemento primordial. não havia a necessidade de locomoção para qualquer outra direção. já Anaximandro afirmava que o planeta estava no centro do universo. Anaxímenes nem a água citada por Tales. mas sim o ar. ora como qualidade. em repouso. Não havia para eles distinção entre calor e frio. A água era considerada por ele como o ar condensado. Estes três filósofos não distinguiam de maneira clara entre tipos de forças. Assim aquilo. Os pensadores pré-socráticos discutiam criticamente as idéias de seus colegas e antecessores. e que este não caia porque estando a mesma distância de todos os pontos da circunferência celeste.Tales acreditava que a Terra flutuava na água. nada mais é do que a transformação de alguma coisa que essencialmente permanece a mesma eternamente. O esforço para encontrar a melhor . Calor aparece ora como força. se tornou com Anaxímenes um princípio fundamental que permanecia essencialmente o mesmo através de várias transformações. Esse conceito de um princípio que permanece inalterado através de várias mudanças é a pré-suposição da ideia de que o que existe não pode surgir daquilo que não existe e que tudo o que observamos na natureza. matérias e qualidades. capaz da transformação. Como esses filósofos consideravam a substância fundamental do mundo de origem orgânica e imortal. Para o sucessor de Anaximandro. outras de quente.

A astronomia pitagórica representa um progresso sobre a jônica. achada a substância uno e imutável das coisas. os pitagóricos encontram dificuldades para explicar a multiplicidade e o que vinha a ser.. os filósofos gregos deixaram de se ocupar com os problemas do mundo físico e transferiram suas atenções para questões abstratas como a natureza do ser e o sentido da verdade. e afirmaram também a revolução dos corpos celestes em torno de um foco central. e fundou em Crotona. os pitagóricos afirmaram a esfericidade da Terra e dos demais corpos celestes. que não se deve confundir com o Sol. Em 532-31 foi para a Itália.. VI a. consideraram o número como sendo a união de um e outro elemento. passa-se à visão fantástica de que o número seja a essência das coisas. uma associação científicoético-política.C.explicação levava a uma reflexão a respeito dos pressupostos. . De fato. nasceu em Samos pelos anos 571-70 a.C. Tudo isto surge em uma cidade-estado grega no séc. Os Pitagóricos Antes mesmo do fim do séc. e pelo pouco que se sabe. a essência. Segundo o pitagorismo. não distinguindo ainda bem forma. b. na Magna Grécia. lei e matéria. o princípio essencial de que são compostas todas as coisas. Atenas e Corinto. substância das coisas. as relações matemáticas.C. das evidências e dos argumentos a favor e contra teorias opostas. ou seja. e não em outro lugar ou em outra época por conta de uma contribuição decisiva dada pela organização política de cidades-estado como Mileto. colônia grega. onde os cidadãos participavam ativamente na escolha de membros do governo e na elaboração de leis. Da racional concepção de que tudo é regulado segundo relações numéricas. Pitágoras foi fundador da escola pitagórica. que foi o centro de irradiação da escola e encontrou partidários entre os gregos da Itália meridional e da Sicília. é o número. Os pitagóricos. precisamente mediante o uno e o imutável. VI a. Porém. bem como a rotação da Terra. explicando assim o dia e a noite.

dizendo que isso não ensinava ninguém a ser inteligente. O mais conhecido envolve a prova do "teorema de Pitágoras". Quer dizer que a doença torna valorosa a saúde e que jamais entenderíamos o significado da justiça se não houvesse a ofensa. outro filosofo do séc. envolveu uma sofisticada construção tridimensional.). é muito provável que a imagem do inferno criada pela Igreja Católica e pelos artistas ocidentais tenham referência à filosofia heraclitiana. x/y.Heráclito. cujo enunciado já era conhecido dos babilônios. que são os mais de 50 tratados do chamado Corpo Hipocrático. concebeu o FOGO como o princípio eterno que causa a mudança e concebe Deus como a harmonia ou síntese entre os contrários. como era conhecido Heráclito.C. Por isso. Isso porque o fogo que significa mudança. Outro problema trabalhado na época envolvia a impossibilidade de exprimir a raiz quadrada como a razão de dois números. Os pitagóricos também foram importantes por terem desenvolvido métodos dedutivos em Matemática. teorema que na época de Aristóteles seria demonstrado. Os Escritores Hipocráticos Ao lado dos fragmentos e comentários esparsos que se referem aos filósofos naturais do séc. apresentou um modo radicalmente diferente de explicar a natureza. . O Obscuro. livros de medicina escritos por Hipócrates de Cos (425 a.) e por seus colegas e discípulos. na conciliação entre os vários pares de contrários. zombava do conhecimento amplo dos pitagóricos. o repouso em que Deus é fonte confiável do conhecimento e da ordem. O sentido. c. aplicável para os lados de um triângulo com ângulo reto: a² + b² = h². V. há uma outra grande fonte de informação sobre a ciência grega. O trabalho de Arquitas de Tarento (385 a. como por exemplo o problema de construir um cubo cujo volume é o dobro de outro. o significado está na harmonia. É uma concepção de realidade que permite compreender o mundo somente no seu devir e na unidade dos opostos. V. instabilidade se opõe radicalmente ao ar que representa o céu.C. que terminou por resolver esta questão. Diversas outras descobertas significativas foram feitas por volta desta época.

Outro problema agudo era o de explicar como as diferentes substâncias de um animal adulto surgiam a partir de uma semente aparentemente homogênea. nem sempre concordes. e a observação sistemática da evolução do paciente. utilizava-se o princípio de "atração dos iguais pelos iguais": cada substância do corpo atrairia a substância igual presente nos alimentos ingeridos. de Xenofonte. nada escreveu. d. Sócrates e os Sofistas Dizia ter aprendido a arte de obstetra de pensamentos. Para explicar o crescimento. Tal princípio se encontra em toda ciência grega. sempre em discussões. Esta visão foi uma das poucas concepções dos filósofos que acabou sendo incorporada na visão médica. Em 399 a. com Guillaume de Baillou..Um traço distintivo dos métodos hipocráticos era a concepção de que a doença é um fenômeno natural. mas que obedeceria antes ao deus do que . Outro métodos desenvolvidos incluíam o exame cuidadoso do paciente e dos fluidos expelidos. como no provérbio de que "pássaros de pena voam juntos". e não a ação divina ou sobrenatural. Abandonando a arte de seu pai dedicou-se inteiramente a missão de despertar e educar as consciências. a sua atividade e a sua vida foram finalizadas pela condenação à morte. XVI.C. Apesar disto. Sócrates disse que lhes era grato e que os amava. assim como seria a concepção posterior de Aristóteles com relação à semente. de Platão e de Aristóteles. que se inspiraria na obra "Epidemia" do Corpo Hipocrático. é claro. Por isso. tendo como influência a filosofia de Anaxágoras. Sempre entre jovens. sob a acusação de corromper os jovens contra a religião e as leis da pátria. o efeito de causas naturais. Ao se dirigir aos atenienses que o julgavam. o seu pensamento tem que ser reconstituído sobre testemunhos. Demócrito defendeu que a semente já contém em si todas as substâncias do corpo. Estudos de caso tão detalhados só seriam retomados no séc. permaneciam bastante traços de superstição. especialmente com os sofistas.

moços e velhos. associada ao movimento dos sofistas. V. o qual não é mais capaz de erro e de pecado. música e poesia. As lições sofísticas tinham como objetivo o desenvolvimento do poder de argumentação. vazios de conteúdo. que ensinavam qualquer matéria. purificando o espírito em sua unidade e totalidade. e. Platão contribuiu de maneira significativa para a filosofia da ciência. a não se preocupar nem com o corpo nem com a fortuna. . três fatores influenciaram o desenvolvimento do pensamento grego: 1) A expansão da educação. a Ciência fala de ser justo em relação ao cosmos. tendo como sua única preocupação andar pelas ruas. 3) Atenas tornou-se o principal centro intelectual da Grécia. Fundou sua Academia em torno de 380 a.a eles. fala da modificação da alma. Segundo Sócrates. Os sofistas eram professores viajantes que. ou seja.. astrônomos e filósofos importantes. em troca de dinheiro. que agregou vários matemáticos. além das já tradicionais gramática. pois enquanto tivesse um sopro de vida. porém. a fim de torná-la tão boa quanto possível. davam aulas de eloqüência e sagacidade mental. driblando as teses dos adversários. a fim de persuadir seus concidadãos. Eles transmitiam todo um jogo de palavras. feita por Sócrates e por muitos sofistas. 2) Uma virada das preocupações com a filosofia da natureza para a ética. da habilidade de discursos primorosos.C. Ensinavam conhecimentos úteis para o sucesso dos negócios públicos e privados. Levando em consideração os interesses dos alunos. raciocínios e concepções que seria utilizado na arte de convencer as pessoas. Platão de Atenas herdou a preocupação moral de seu mestre. tão apaixonadamente quanto a alma. como Protágoras. vendiam ensinamentos práticos de filosofia. Sócrates. Platão Na segunda metade do séc. tinham fácil oratória e eram astuciosos. Apesar de se dedicar pouco a áreas particulares da ciência. poderiam estar seguros de que não deixaria de filosofar. mas também fez contribuições importantes para a ciência. por determinado preço.

Aristóteles Aristóteles de Stagira deixou uma vasta obra e exerceu uma influência incomparável até o séc. água=icosaedro. Por "causa’. fogo = quente e seco. Com relação à constituição da matéria. Como tais sólidos podem ser construídos a partir de unidades mais básicas. É como se a matéria fosse ―fornecida‖ pela mãe. a causa eficiente seria fornecida pelo pai. o éter. XVII. água = frio e úmido. f. ele entende quatro fatores: (i) a matéria – uma mesa é feita de madeira. ar= octaedro. não correspondia a nada. que pode ser impedida de acontecer devido à ação de outros fatores. tomou os quatro elementos de Empédocles e os identificou com quatro sólidos regulares: fogo= tetraedro. um bípede racional). personificada por um demiurgo. que daria conta da imutabilidade dos céus. Na Terra. e uma teleologia. Estas noções se aplicam também aos objetos naturais. água e . (ii) a forma – a forma da mesa. em seu eterno movimento circular. o dodecaedro. (iv) a causa final – a finalidade do carpinteiro. terra=cubo. Tal demiurgo não seria onipotente e nem teria criado o mundo. mas seria uma finalidade imanente. o quinto sólido regular. e a causa final seria o adulto perfeito para o qual cresce a criança. Para Aristóteles. as entidades particulares que são modeladas de acordo com as Formas. A física aristotélica rejeitava a "quantificação das qualidades" empreendida pelos atomistas e por Platão. seco/úmido. ar = quente e úmido. Platão também sugeriu explicações para algumas transformações na natureza.A cosmologia de Platão envolve as Formas puras. a finalidade da ciência é revelar a causa das coisas. Os corpos celestes envolveriam um quinto elemento. Partiu de dois pares de qualidades opostas: quente/frio. que impõe ordem à matéria. (iii) a causa eficiente – a mesa foi feita por um carpinteiro. fogo e ar sobem naturalmente. o artesão divino. a forma seria a característica definidora da espécie (no caso do homem. Os corpos simples que compõem todas as substâncias são feitos de opostos: terra = frio e seco. Na natureza a causa final não consistiria de uma finalidade consciente.

vários problemas. como quando uma pedra é jogada para cima. arranjo e posição. o que explicaria porque a pedra tende a cair para o chão. mas não se interessava pela investigação detalhada dos fenômenos naturais. Enquanto que os fundadores do atomismo concebiam que os átomos rumariam aleatoriamente . (1) Em "Sobre os Céus". Os présocráticos falavam no princípio de "atração dos iguais pelos iguais. Reconheceu. e inversamente proporcional ao peso: v µ F/P. A "dinâmica" praticamente inexistia antes de Aristóteles. quem fez isso foram os epicuristas e estóicos. Epicuro nasceu em Samos. g.C. A doutrina aristotélica da relação entre corpos celestes e mundo sub-lunar tinha. Era um atomista. inferiu que o movimento no vácuo seria impossível. Aristóteles. Há movimentos não naturais. Epicuristas e Estóicos Os discípulos de Aristóteles não procuraram desenvolver um sistema alternativo ao de Aristóteles. sugeriu que a velocidade v é diretamente proporcional ao peso P do corpo: v µ P.). I a. Enunciou três leis em contextos diferentes. mas o princípio se aplicava a tudo. mas não "mínimos matemáticos". viam na finalidade da filosofia a obtenção da felicidade. mesmo diante de adversidades. e sendo sucedido neste aspecto pelo romano Lucrécio (sec. em Atenas. Respondendo às críticas de Aristóteles. o Jardim. por contraste. Epicuro também adicionou a propriedade de peso à lista das propriedades primárias dos átomos. defendeu que os átomos são "mínimos físicos". Atacou vigorosamente a superstição e a mitologia. Colocando a ética acima da física e da lógica. Disso. sugeriu que a velocidade é diretamente proporcional à força aplicada F. tendo assim um tamanho e partes. pois às vezes a diminuição da força leva abruptamente a uma situação sem movimento. sugeriu que a velocidade é inversamente proporcional à densidade D do meio no qual se dá o movimento: v µ 1/D. que para Leucipo e Demócrito eram apenas forma. (2) Na "Física". reconhecidamente. refletiu sobre os fatores determinantes da velocidade de um corpo em movimento. pois o objetivo da pesquisa seria atingir a paz de espírito. (3) Ao tratar do movimento forçado.terra descem. mas fundou sua escola. porém que há exceções. seguindo Leucipo e Demócrito.

e a queda de seu império. apesar de fora do mundo existir um vazio infinito. deus. não sendo ultrapassada nas suas realizações durante muitos séculos. Epicuro imaginava os átomos "descendo" com a mesma velocidade no vácuo. Epicuro era um materialista. da astronomia. discordavam. A física estóica era essencialmente qualitativa. fatalidade. da mecânica aplicada e da tecnologia. ocorreram durante esse período. a atividade científica foi impulsionada pela patronagem real. razão ou sopro vital. todos paralelamente. Adotaram os quatro elementos de Empédocles e Aristóteles. onde o passivo é a matéria ou substância sem qualidades. Epicuro introduziu um pequeno movimento aleatório lateral um movimento sem causa. Partia-se de dois princípios. formando assim agregados ao acaso. Herófilo. h. alma. Com sua morte em 323 a. da medicina. e o ativo é causa. a Selêucia (na Babilônia) e Pérgamo. pela mesma razão que um peixe nada dentro d’água. da biologia. Avanços científicos nas áreas da matemática. ao contrário da opinião de Epicuro. A ciência alcançou um grande desenvolvimento no período helenístico. diversos reinos surgiram concentrando bastante riqueza. Na medicina. para quem espaço e tempo seriam compostos de partes mínimas.em todas as direções.. que viveram em Alexandria na primeira metade do século III a. como o Egito. O espaço e o tempo seriam c ontínuos. considerado o . O mundo seria "pleno". Com isto. o ativo e o passivo.C. Tal movimento sem causa seria também usado para explicar a liberdade da alma. destacaram-se Herófilo e Erasístrato.C. e explicava eventos mentais por meio de átomosespirituais. Os estóicos negavam a existência do vazio dentro do mundo. para explicar a progressiva agregação da matéria. Os estóicos concordavam com os epicuristas que o motivo subjacente ao estudo dos fenômenos naturais seria alcançar a paz de espírito. Período Helenista A ascensão do império de Alexandre teve o efeito de pôr outras culturas em contato com a grega. mas. mas mesmo assim o movimento é possível. de resto.

em que a Terra aparece como o centro.-212 a.) descreveu a Via Láctea e organizou a geografia como ciência. Fez estudos importantes no campo da frenologia. o pâncreas e a próstata e descobriu o ritmo do pulso. atribuindo maior importância à observação direta.) que inventou o cálculo integral e descobriu a lei da impulsão. salientou-se pelo estudo dos vasos sanguíneos e da circulação do sangue.C. Descreveu também o duodeno. Durante esse período.C. 55 minutos e 12 segundos.) defendeu que o Sol era o centro do sistema planetário (heliocentrismo).Isso mostra que muitas cabeças inteligentes podem ficar completamente erradas por séculos. 5 horas. Erasístrato. Euclides de Alexandria. considerado o iniciador da fisiologia. tendo feito a distinção entre cérebro e cerebelo. apresentando lei matemática para a sístole e a diástole. um cálculo errado apenas por 6 minutos e 26 segundos. Este último foi responsável pela atribuição ao ano solar da duração de 365 dias.fundador da anatomia. fez uma lista delas. tendo realizado também algumas invenções (planetário. 200 anos DC. autor de "Os Elementos". Na matemática.C. Aristarco de Samos (310 a. Ele deu nomes às estrelas. Descreveu também os pulmões.C.-230 a. é . previu os eclipses. Eratóstenes de Cirene (275 a. registra várias de suas observações astronômicas.Defendeu o mundo geocêntrico (a Terra como centro do universo) que foi assim considerada por 1500 anos. à beira do rio Nilo. O sistema ptolomaico. i. Apolónio de Perga estudou as seções cônicas. Na astronomia. bomba aspirante). Todos eles acreditavam que os planetas giravam em círculos perfeitos ao redor da Terra. Mas o maior matemático foi Arquimedes de Siracusa (287 a.C. teoria que gerou polêmica na época e foi contestada por Arquimedes e Hiparco de Niceia. Ptolomeu era um observador e não um astrólogo de cadeira. lançou nesta obra as bases da geometria como ciência. recusou-se a aceitar os dogmas estabelecidos. Ptolomeu Ptolomeu nasceu na cidade de Ptolomais.C.-194 a.

e de outras divindades buscadas em diversos rincões do vasto império. O surgimento da religião cristã como religião oficial do Império Romano é freqüentemente apontado como uma causa do declínio da ciência no período subseqüente. No entanto.C. Almagesto. não foi esta a causa maior do declínio da ciência grega. Com sua ascensão a religião oficial. ao passo que o grego tornouse um idioma menos ―internacional''. geralmente mencionada com o título da tradução árabe. No entanto. até ser derrubada pelas teorias de Nicolau Copérnico e Galileu Galilei. o latim permaneceu como língua culta no Ocidente. o cristianismo era uma dentre muitas outras seitas tal como a adoração de Ísis e Osíris. respectivos. mas esquecida. trouxe certo antagonismo aos ideais ``pagãos'' do período anterior. j. tendo difusão limitada no Império Romano. durante muitos séculos. O Declínio da ciência na antiguidade grega A cultura grega e helenística vivas apenas principalmente em Alexandria. Como geógrafo.adotado pela Igreja Católica durante toda a Idade Média. a única preservadora no Ocidente da herança escrita da Antigüidade. circunscrito a certas regiões do Império Romano do Oriente. de Baco. arquivada em bibliotecas monásticas. de 27 países mediterrâneos. a ciência grega era. das quais 172 são descobertas por ele. A Igreja católica foi. Com a divisão do Império Romano em Oriente e Ocidente (Roma e Bizâncio) em 285 d. pouco cultivada em Roma. Na época de seu surgimento. Morre provavelmente em Canopo. A Grande Síntese. compila na obra Geographia os dados de latitude e longitude e os mapas. Inventa o astrolábio e organiza um catálogo de 1 022 estrelas fixas. .. mesmo em períodos anteriores. Em sua obra principal. apresenta seus cálculos sobre a dimensão da Lua e a distância entre ela e o Sol. Chega-se a conclusão de que a ciência grega não foi deixada de lado. copiada pacientemente sobre o couro do pergaminho.

Ela esta intimamente ligada com as mais diferentes áreas do desenvolvimento humano. "Na natureza nada se cria. nada se perde. foi dai que se seguiu inúmeros pensamentos que foram seguidas por gerações. que eram originalmente água quente. Vimos como eram capazes de utilizar a natureza e seus recursos lembrando que seguiam uma ordem religiosa rígida. muitas leis foram fundamentadas e contestadas. Que o mundo posso se desenvolver em harmonia.X. A química passou por varias transformações ao longo dos séculos e ainda continua a se modificar e se aperfeiçoar. como observavam a natureza a seu redor e compunham a criação de seu universo. Com os chineses vimos como adquiriam o álcool através da decantação e fabricação de seus chás. sendo indispensável no mundo moderno. como exemplo que tudo era composto de uma única matéria em comum. tudo se transforma. Tivemos como importante contribuição a fabricação da pólvora chinesa. Que o ser humano possa ver através de suas diferenças. CONCLUSÃO Durante o desenvolvimento deste trabalho passeamos pela historia nas mais diferentes civilizações. O uso de técnicas de medicina e remédios naturais e a composição de matéria distribuída em cinco elementos base que compunham o seu cosmo. As bases fundadas nos mostraram o caminho. propiciando o bem estar planetário. . pois estas existem somente em seus olhos. agora cabe a nova geração o continuo desenvolvimento e aplicação deste conhecimento em nosso mundo. com estereótipos humanos. Vimos como os antigos sumérios e egípcios fabricavam seus mais diversos instrumentos do cotidiano com o uso da tecnologia de seu tempo. Vimos com os gregos e seus filósofos o pensamento e correlação de seus deuses. o conceito de "tudo e um ".

ED.XI. IN RONAN. T. História Ilustrada da Ciência pela Cambridge University. Rio de Janeiro: Zahar.EVOLUÇÃO DAS IDÉIAS DA FÍSICA Editora livraria da física . SCERRI. BIBLIOGRAFIA ERIC R. ANTÔNIO . 2008 . 1986 S. Oxford University Press. PIRES.Edição 1ª. 2006. A Tabela Periódica: sua história e seu significado. C.

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