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INDICADOR FINANCEIRO

FOLHA DA MANHÃ

FolhaEconomia
QUINTA-FEIRA 24 DE MARÇO DE 2011

“Mão-de-obra qualificada no mercado local e comunidades próximas será tema de mesa-redonda na ACIC amanhã”
THAIS AGUIAR BLOG QUATRO ELEMENTOS (www.fmanha.com.br/blogs/quatroelementos)

Arroba do Boi R$89,00 Salário mínimo nacional R$545,00 Salário mínimo estadual R $ 5 8 1 , 8 8 Rendimento da poupança 0,5217% Dólar Comercial R$1,6630 Euro X Real R$ 2,3655 Bovespa -0,28%

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DECISÃO > TRIBUNAL DE CONTAS
LEONARDO BERENGER

PANORAMA ECONÔMICO
MIRIAM LEITÃO

Um trimestre forte
PROCURADOR Francisco de Assis Pessanha Filho informou que os servidores com conta no Santander não serão penalizados pela decisão do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro A economia brasileira continua dando sinais mistos neste início de ano, mas o PIB deve crescer mais no primeiro trimestre do que no final de 2010. O emplacamento de veículos subiu 18% nos dois primeiros meses, mesmo com as medidas de restrição do crédito. O mercado de trabalho permanece forte, sustentando a renda e o consumo. O varejo mantém o ritmo de vendas financiadas. A estimativa do Itaú Unibanco é de que o PIB terá alta de 1,2% no primeiro trimestre. É a mesma projeção da consultoria MB Associados, enquanto a Tendências prevê 1%. Em todos os casos, haverá crescimento maior em relação ao quarto tri de 2010, quando o PIB cresceu 0,7%. Para o ano, a previsão é de 3,6%, segundo o Itaú, menos da metade dos 7,5% de 2010. A indicação, portanto, é de que a economia irá desacelerar ao longo do ano. Em sua ida ao Senado na terça-feira, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, falou em redução dos prazos de financiamento de veículos e aumento dos juros, como resultado das medidas do final do ano passado. Mas os números da Fenabrave de emplacamentos mostram que o ritmo permanece forte, com alta de quase 20% nos dois primeiros meses do ano. A principal explicação é o mercado de trabalho, que continua aquecido, garantindo renda e previsibilidade de rendimentos, com o aumento da formalização do emprego. Além disso, a falta de mão-de-obra em alguns setores tem permitido reajustes salariais em muitos casos acima da inflação. O presidente do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), Fernando de Castro, diz que houve pequena desaceleração do comércio no início do ano. Se o crescimento do setor em 2010 foi de 9,5%, pela medição do IDV, em março, a expectativa é de 7,5%, em relação ao mesmo mês de 2010. Ao contrário do que se poderia imaginar, a redução não está acontecendo nos segmentos ligados ao crédito, mas nos gastos correntes das famílias: — Está havendo crescimento, mas percebemos uma pequena desaceleração, discreta. Os bens duráveis não foram impactados nem os semiduráveis. Os consumidores estão preferindo cortar gasto corrente, de bens não duráveis, para pagar prestações e planejar novas compras a prazo. Ao longo do ano, deverá acontecer uma inversão, mas não haverá desaceleração abrupta. Castro explica que o mercado de trabalho é o principal fator para a manutenção do ritmo, apesar das medidas adotadas pelo BC. A inflação, segundo ele, também não tem afetado o consumo porque os reajustes salariais estão repondo as perdas: — A inflação não tem afetado de forma significativa o hábito do consumo. Ela tira poder de compra, mas a massa salarial continua crescendo com reajustes acima da inflação em muitos casos. Temos um mercado de trabalho com ganhos reais. O consultor André Beer, vice-presidente da GM do Brasil por 18 anos, acha normal que a desaceleração do setor automobilístico seja gradual, porque o ritmo estava forte. Mesmo assim, ele estima queda nas vendas este ano, de 3,5 milhões para algo entre 3 milhões e 3,3 milhões: — Quando o crescimento está forte, só se houver um tranco muito grande para frear. Então é normal que os dados ainda sejam altos. A desaceleração será gradual. Aurélio Bicalho, do Itaú Unibanco, acredita que o ritmo da economia ficará mais fraco a partir de setores sensíveis ao crédito. Por isso, olhar para a indústria automobilística é importante. Ele lembra que, apesar dos dados da Fenabrave, o indicador do IBGE, de vendas no varejo ampliado, que inclui veículos, caiu 0,2% em janeiro, enquanto o varejo restrito, sem automóveis, subiu 1,2%. — Os dados estão mistos. Pelos números do IBGE, a parte menos sensível à concessão de crédito continua muito forte, como supermercados, enquanto a que depende de crédito começa a dar sinais de mudança de tendência. Há indícios de redução, mas gradual, especialmente no setor automobilístico. Os juros que o BC sobe têm efeito mais lento sobre os consumidores e o mercado de trabalho — explicou. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) está preocupada com o aumento dos juros. Por isso, espera que o governo de fato reduza gastos, abrindo espaço para o consumo privado. De acordo com Renato da Fonseca, gerente-executivo de Pesquisa, Avaliação e Desenvolvimento da CNI, a indústria acumula queda de 0,1% nos últimos seis meses. Enquanto os setores mais sensíveis aos importados apresentam redução forte, como calçados (9,3%); têxtil (-7,5%); e metalurgia básica (-4,5%); outros continuam a todo vapor, como máquinas e equipamentos para escritório (15%); gráficas e impressoras (9,9%); e mobiliário (7,4%): — Desde a crise de 2008, o que vem sustentando a indústria é o mercado interno. Com a alta da inflação e o aumentos dos juros, o receio dos empresários é de que a demanda interna também seja afetada. Por isso, os indicadores de confiança, embora ainda estejam altos, vêm caindo mês a mês. É muito importante que o governo reduza seus gastos para que o que o setor privado possa continuar gastando. Fábio Silveira, da RC Consultores, estima que o crédito para pessoa física ainda terá alta de 15% este ano, enquanto a massa salarial crescerá 4,8%. Taxas acima do crescimento projetado por ele para o PIB, de 3,8%. Não será tarefa fácil para o BC reduzir o excesso de velocidade. com Álvaro Gribel

Folha de pagamento fora do Santander
Contrato do governo Mocaiber para pagar servidores é considerado ilegal
LUIZ COSTA luizcosta@fmanha.com.br

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) declarou a nulidade do contrato para a folha de pagamento dos servidores firmado entre o Município de Campos dos Goytacazes e o Banco Santander, celebrado à época do prefeito Alexandre Mocaiber, em 2007, no valor de R$ 55,5 milhões, por vários fatores, como a falta de publicidade do processo de licitação. O TCE aplicou ainda multa

ao ex-prefeito Mocaiber, no valor de R$ 5.338,00 (o equivalente a 2,5 mil UFIR-RJ) e expediu ofício ao Ministério Público para conhecimento dos fatos. O Procurador Geral do Município, Francisco de Assis Pessanha Filho, explica que o contrato de exclusividade com o Santander para a folha de pagamento se encontrava em análise pelo Tribunal de Contas desde 2008 e teve sua ilegalidade declarada no final de fevereiro de 2011, com o comunicado oficial tendo sido feito

ontem ao município. Servidor — A prefeita Rosinha Garotinho determinou ao Procurador Francisco Pessanha que tome as providências cabíveis para que nova instituição financeira seja selecionada e para que os funcionários que recebem seus vencimentos pelo Santander não sejam prejudicados. No mês passado, por exemplo, a Prefeitura de Campos injetou cerca de R$ 34 milhões na economia local com o pagamento de 20.762 servidores

efetivos, comissionados e contratados diretos. — Vamos contratar uma instituição financeira o mais breve possível, contudo, atendendo aos ditames legais e de forma que os funcionários não fiquem prejudicados, como me pediu a prefeita Rosinha. Até que isto ocorra, não haverá qualquer modificação que traga transtornos aos servidores. Essa é a nossa grande preocupação nesse momento — concluiu o Procurador Geral do Município.

Registro
FOLHA DA MANHÃ

EMPREENDIMENTO > FUNDECAM

Rosinha inaugura frigorífico no Farol
Dentro da programação dos 176 anos de elevação de Campos à categoria de cidade a prefeita Rosinha Garotinho inaugurou ontem a expansão do Frigorífico de Pescado F. A. Rocha e Cia Ltda, na praia do Farol de São Thomé. O investimento é de R$ 1,2 milhão, sendo R$ 600 mil financiados pelo Fundo de Desenvolvimento de Campos (Fundecam), com a geração 66 novos empregos diretos. Segundo o proprietário, Francisco de Assis Rocha, com este investimento do Fundecam, o frigorífico terá capacidade para produzir cerca de 60 toneladas/mês do produto acabado (congelamento, embalagem e armazenamento). “Se não fosse o apoio que recebemos da Prefeita Rosinha Garotinho, que nos visitou no início do seu mandato, o frigorífico ainda estaria fechado”, afirma. O presidente do Fundecam, Eduardo Crespo, disse que vai conversar com os proprietários dos frigoríficos do Farol, para que eles possam se formalizar. Hoje, às 16h, Eduardo participa de uma reunião do Conselho Municipal de Turismo (Comtur), na praia campista. “Vamos mostrar todas as linhas de financiamentos do Fundecam, que podem se adequar às atividades dos empresários do Farol”, informa. Microcrédito — O presidente do Fundecam, Luiz Eduardo Crespo, e o deputado federal Anthony Garotinho estiveram reunidos na última segundafeira, em Brasília, na sede da Caixa Econômica Federal, com o Gerente Nacional de Aplicação Pessoa Física-Renda Básica, Jorge Pedro de Lima Filho para discutir uma forma de agilizar o programa de microcrédito da Prefeitura. No encontro Eduardo solicitou a solução rápida da Caixa para os problemas de tecnologia de informação que vêm ocorrendo em Campos e que têm atrapalhado a implantação do programa. (A.N.)
SILÉSIO CORRÊA

HOJE Participar do sorteio na João Barcelos Martins é requisito CANDIDATO DEVE COMPARECER AO CVT DE CERÂMICA

Sorteio para 204 vagas
Acontece hoje, dia 24, o sorteio presencial, para as 204 vagas — com uma média de 510 inscritos até a manhã de ontem — para o Centro Vocacional Tecnológico (CVT) de Cerâmica, que fica na Escola Técnica João Barcelos Martins, em Campos. Os inscritos para os cursos na parte da manhã devem comparecer ao CVT de Cerâmica, às 9h, para participarem do sorteio. Já os alunos que optaram por cursos no turno da noite e aos sábado, o sorteio ocorrerá às 19h. A matrícula deverá ser feita entre os dias 25 e 31 de março. Estão sendo formadas turmas para quatro turmas dos cursos de: Administração de Contratos, Autocad Básico, Logística Básica. (A.N.)

PREVISÃO

DEFINIÇÕES

Gasolina estável
O consumidor continuará a pagar caro pelo combustível no Brasil, mas os preços devem ficar estáveis, ao menos nos próximos meses. O risco de aumento existe apenas em relação ao etanol, que é adicionado à gasolina e teve alta acentuada devido à escassez causada por "problemas de safra". Foi que afirmou o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, para quem a empresa não prevê nenhuma alteração nos valores do diesel e da gasolina enquanto não houver estabilização no custo do petróleo. (A.N.)

Ações para Codin
A Prefeitura de Campos fará uma série de ações para melhorar a estrutura do Distrito Industrial da Codin, que foi municipalizado e passa a ser administrado pela Companhia de Desenvolvimento do Município de Campos (Codemca). As ações foram definidas na tarde de ontem, durante reunião do presidente da Codemca, Jivago Faria, com o presidente da Associação das Indústrias da Codin, Lucas Vireira, além da participação de vários secretários e empresários da área. (A.N.)

PREFEITA Rosinha esteve no Farol de São Thomé ontem à noite