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TUBERCULOSE

Microorganismo Causador: Mycobacterium tuberculosis, também conhecido como bacilo de Koch (BK). Transmissão: através do ar, por meio de gotículas (aerosol) contendo bacilos expelidos por um doente com TB pulmonar ao tossir, espirrar ou falar em voz alta. A propagação está intimamente ligada às condições de vida da população (áreas de grande concentração urbana, precários serviços de infra-estrutura urbana, como saneamento e habitação, onde coexistem a fome e a miséria). A probabilidade da transmissão depende de alguns fatores: • Contagiosidade do caso índice (doente bacilífero fonte da infecção); • Tipo de ambiente em que a exposição ocorreu; • Duração da exposição. Na infecção sem doença os bacilos estão no corpo da pessoa mas o sistema imune os está mantendo sob controle. Neste caso, a pessoa pode desenvolver a TB em qualquer fase da vida, quando o sistema imune não pode mais manter os bacilos “sob controle” e eles se multiplicam rapidamente. Órgãos mais tuberculose: • Laringe; • Ossos; • Rins; • Meninges; • Linfonodos; freqüentemente acometidos pela

Apenas 10% das pessoas infectadas adoecem. câncer. • Terapia imunossupressora. febre vespertina. Diagnóstico da tuberculose pulmonar: • História clínica (contato intradomiciliar ou não com pessoa com TB. dor torácica. sudorese noturna. • Tratamente prolongado com corticosteróides.5 a 9 mm: reator fraco (vacinados com BCG) . diabetes.• Pleura. etilismo. • Exame radiológico (imagem sugestiva). • HIV. • Exame bacteriológico (baciloscopia direta de escarro): exame com duas coletas permite detectar de 70 a 80% dos casos. • Desnutrição calórica protéica. • Pulmão. • Doenças renais crônicas. o que pode ser ativado pelas seguintes doenças: • Diabetes mellitus. • Prova tuberculínica (mantoux. apresentar sintomas sugestivos como tosse seca ou produtiva por três semanas ou mais. entre outras. PPD): aplicação e leitura de 72 a 96 horas após a aplicação. dispnéia e astenia. presença de fatores de risco como HIV. perda de peso. história de tratamento anterior para TB. • Coluna vertebral.0 a 4 mm: não reator . Resultado: .

Prevenção: • Tratamento dos casos. Isoniazida.. Etionamida) Estratégia DOTS Efeitos Adversos Menores: • Irritação gástrica (náusea. tuberculosis. ansiedade e sonolência). • Prurido cutâneo. Etambutol e . doente ou não. vômito).10 mm ou mais: reator forte (indivíduo infectado pelo M. ou vacinados com BCG nos últimos 2 anos). • Neuropatia periférica. • Suor e urina cor de laranja. Isoniazida. • Artralgia ou artrite. Pirazinamida. Pirazinamida e Etambutol) • Esquema 2: 9 meses (Rifanpicina. Tratamento • Esquema 1: 6 meses (Rifanpicina. epigastria e dor abdominal. • Febre. • Hiperuricemia. Pirazinamida e Etambutol) • Esquema 3: 12 meses Rifanpicina. • Investigação e acompanhamento dos contatos. • Cefaléia e mudança de comportamento (euforia. insônia. (Estreptomicina.

• Notificar o caso de TB que vai iniciar tratamento. • Enviar a amostra ao laboratório. • Aplicar a vacina BCG. • Fornecer o pote para a coleta do escarro. • Solicitar baciloscopia dos sintomáticos respiratórios para diagnóstico bem como o exame de escarro mensal para acompanhar o tratamento dos pulmonares bacilíferos. Registros: livro verde. Atribuições do enfermeiro: • Identificar os sintomáticos respiratórios entre as pessoas que procuram as unidades básicas de saúde. . de medicamentos • Identificar as reações adversas dos medicamentos. • Identificar. • Transferir o paciente da unidade básica quando necessário. • Programas os quantitativos necessários para o mês. • Agendar consulta extra quando necessário. • Realizar consulta de enfermagem mensal. livro preto. SINAN. nas visitas domiciliares ou mediante relatos dos ACS. no pote o nome do paciente. • Convocar os comunicantes para investigação. • Dispensar os medicamentos e orientar o uso. • Quimioprofilaxia. • Orientar quanto à coleta do escarro. • Fazer o teste tuberculínico.• Vacinação BCG.

trato respiratório. Possui alta alta infectividade e baixa patogenicidade (infecta muitas pessoas. HANSENÍASE Agente Etiológico: MYcobacterium leprae. • Preencher o livro preto. Tempo de incubação: 2 a 7 anos.• Fazer visita domiciliar para acompanhar o tratamento e supervisionar o trabalho do ACS. • Acompanhar a ficha de supervisão do tratamento preenchida pelo ACS (B-TB). • Placa. mas poucas adoencem). • Tubérculo. Planejar a visita domiciliar. Sinais e Sintomas Dermatológicos: • Manchas pigmentares ou discrômicas. • Planejar juntamente com a equipe e coordenação municipal estratégias de controle da tuberculose na comunidade. • Nódulo. através de contato direto. • Convocar o doente faltoso à consulta. ou bacilo de Hansen. • Fazer ações educativas junto à clientela da unidade. Sinais e Sintomas neurológicos: . Modo de transmissão: vias aéreas superiores. • Infiltração.

• Baciloscopia positiva. o grau de imunidade varia e determina a evolução da doença. O diagnóstico da hanseníase é uma pessoa que apresenta uma ou mais das seguintes características: • Lesão de pele com alteração de sensibilidade. BGC. Alta por cura: 12 doses supervisionadas em até 18 meses. • Perda de força nos músculos inervados por esses nervos principalmente nas pálpebras e nos membros superiores e inferiores. As pessoas em geral tem imunidade contra o Mycobacterium leprae. • Multibacilares (MB): casos com mais de 5 lesões de pele (rifanpicina uma dose mensal supervisionada. Contatos. Entre as que adoecem. • Perda da sensibilidade nas áreas inervadas por esses nervos. Atribuições do enfermeiro!!!! .• Dor e espessamento dos nervos periféricos. Classificação operacional para fins de tratamento quimioterápico: • Paucibacilares (PB): casos com até 5 lesões de pele (rifanpicina. • Acometimento de nervo com espessamento neural. clofazimina uma dose mensal supervisionada e dose diária auto-administrada. dapsona uma dose mensal supervisionada e dose diária auto-administrada). principalmente nos olhos. A maioria das pessoas não adoece. mãos e pés. Alta por cura: 6 doses supervisionadas em até 9 meses. uma dose mensal supervisionada e dapsona uma dose mensal supervisionada e uma dose diária auto-administrada).

ocorreu em 1959. a até 2002 o país acumulou 257. Há uma família de retrovírus relacionados ao HIV que está presente em homens e macacos na África. reduzindo a expectativa de vida de 62 para 47 anos. No Brasil o primeiro caso de AIDS ocorreu em 1980. documentado a partir de detecção de anticorpos. Forma de transmissão (mundo) Relação sexual Perinatal (vertical) Agulhas contaminadas (uso de drogas) Transfusão de sangue contaminado Acidentes perfurocortantes em profissionais da saúde Percentual 70-80 5-10 5-10 3-5 <0.INFECÇÃO PELO HIV Possivelmente o HIV-1 tenha sido originado a partir do vírus da imunodeficiência em símios. A África é a região mais atingida pela AIDS no planeta. o qual apresenta a mesma estrutura genômica e infecta linfócitos T que possuem receptores CD4.000 habitantes. Desde a identificação do HIV. até o ano de 2005. mais de 60 milhões de pessoas já foram infectadas no mundo. estima-se em 28.01 AIDS: mediana de CD4 entre 60 e 70 células/mm3 . com uma prevalência de 80 casos para 100.5 milhões o número de infectados pelo vírus naquela região até 2001. O primeiro caso conhecido de infecção pelo HIV-1.780 notificações da doença. que tem nos chimpanzés o seu hospedeiro natural.

Aconselhamento. testagem e referenciamento!! .