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Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof.

Renan Araujo – Aula 09

AULA 09: DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (PARTE II): DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ESTRANGEIRA; DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO DA JUSTIÇA; DOS CRIMES CONTRA AS FINANÇAS PÚBLICAS
SUMÁRIO Apresentação da aula e sumário I – Introdução II - Dos Crimes contra a Administração Pública Estrangeira III – Dos Crimes contra a Administração da Justiça IV - Crimes contra as Finanças Públicas V – Questões para praticar VI- Questões comentadas Gabarito Olá, meus amigos concurseiros! PÁGINA 01 02 02 06 37 50 60 81

Hoje

vamos

terminar

de

estudar

os

Crimes

contra

a

administração pública (Parte II).

Chega de papo! Vamos ao trabalho!!!

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I – INTRODUÇÃO

Os crimes contra a administração pública, como o próprio nome já adianta, são aqueles que implicam em lesão ao patrimônio da administração pública. Podem ser praticados tanto por funcionários públicos (agentes da administração pública, do Estado), quanto por particulares , a depender do crime. Podem ser divididos em cinco espécies: a) Crimes praticados por funcionário público contra a administração em geral; b) Crimes praticados por particular contra a administração em geral; c) Crimes praticados por particular contra a administração estrangeira; d) Crimes contra a administração da Justiça; e) Crimes contra as finanças públicas. Vamos estudá-los, portanto, de maneira individualizada, separandoos de acordo com cada gênero, para facilitar a compreensão de vocês acerca do tema.

II – DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ESTRANGEIRA

Os

crimes

contra

a

administração

pública

estrangeira

foram

introduzidos no CP pela Lei 10.467/02, e vieram em homenagem ao art. 4°, IX da CRFB/88, que, dentre outros princípios, estabelece o princípio da Cooperação Internacional para o progresso da Humanidade. O conceito de funcionário público estrangeiro, para fins penais, é semelhante ao do art. 327, que conceitua o que seria funcionário público (em geral) para fins penais. Vejamos:

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Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. Renan Araujo – Aula 09 Art. 337-D. Considera-se funcionário público estrangeiro, para os efeitos penais, quem, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública em entidades estatais ou em representações diplomáticas de país estrangeiro. (Incluído pela Lei nº 10467, de 11.6.2002)

Existe

ainda,

a

figura

do

“equiparado

a

funcionário

público

estrangeiro” (o que rigorosamente significa a mesma coisa para fins penais). Nos termos do art. 337-D, § único do CP: Parágrafo único. Equipara-se a funcionário público estrangeiro quem exerce cargo, emprego ou função em empresas controladas, diretamente ou indiretamente, pelo Poder Público de país estrangeiro ou em organizações públicas internacionais. (Incluído pela Lei nº 10467, de 11.6.2002)

Vejamos, agora, cada um dos tipos penais previstos neste capítulo do CP: 1) Corrupção ativa em transação comercial internacional

Art. 337-B. Prometer, oferecer ou dar, direta ou indiretamente, vantagem indevida a funcionário público estrangeiro, ou a terceira pessoa, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício relacionado à transação comercial internacional: (Incluído pela Lei nº 10467, de 11.6.2002) Pena - reclusão, de 1 (um) a 8 (oito) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 10467, de 11.6.2002)

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Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. Renan Araujo – Aula 09 Parágrafo único. A pena é aumentada de 1/3 (um terço), se, em razão da vantagem ou promessa, o funcionário público estrangeiro retarda ou omite o ato de ofício, ou o pratica infringindo dever funcional. (Incluído pela Lei nº 10467, de 11.6.2002) O crime em tela busca tutelar o regular desenvolvimento das relações comerciais entre o Brasil e demais países. O sujeito ativo pode ser qualquer pessoa, logo, CRIME COMUM. O sujeito passivo é divergente. Uns consideram que é a administração pública lesada. Outros entendem que é a credibilidade das relações comerciais internacionais, sendo, portanto, crime vago (aquele em que a coletividade é vítima). Eu ficaria com a primeira corrente numa prova objetiva . O tipo objetivo (conduta proibida), consiste em três núcleos: “oferecer”, “prometer” e “dar” alguma vantagem a funcionário público OU TERCEIRA PESSOA, com A FINALIDADE DE FAZER COM QUE ESTE FAÇA ALGO QUE FUNCIONALMENTE NÃO DEVERIA (agindo ou se omitindo). Não é necessário que a vantagem seja direta, podendo ser oferecida, prometida ou dada de maneira indireta, implícita. O efetivo recebimento da vantagem é irrelevante, consumando-se o crime no momento em que a vantagem é oferecida ou prometida. Na modalidade “dar”, o crime só se consuma quando o agente recebe a vantagem. A tentativa é possível, nas três modalidades. Embora o efetivo recebimento da vantagem, e a realização do ato que não era devido, sejam irrelevantes para a consumação do delito, eles configuram uma causa de aumento de pena, prevista no §1° do artigo. Assim, nesses caso, a pena será aumentada em 1/3. O elemento subjetivo exigido é o dolo, não se admitindo a forma culposa. Exige-se, ainda, a finalidade especial de agir, consistente na intenção de ver o ato ser praticado, omitido ou retardado (Dolo específico).

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Renan Araujo – Aula 09 2) Tráfico de influência em transação comercial internacional Art. de O bem jurídico tutelado. me dá uma prata aí que eu vou falar com o Pedrinho. a pretexto de que o infrator irá interceder perante funcionário público estrangeiro para que este faça ou deixe de fazer alguma coisa que não deva. de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.” A conduta é.6. o fulaninho chega para Joãozinho e diz: “Meu amigo. cobrança ou obtenção de vantagem.br Página 5 de 81 . em resumo.estrategiaconcursos.Renan Araujo www. pra ele adiantar a tua parada. relacionado a transação comercial internacional: (Incluído pela Lei nº 10467. exigir. de vantagem de terceiro. e seja relacionada à transação internacional. para si ou para outrem.com. de 11. (Incluído pela Lei nº 10467. vantagem ou promessa de vantagem a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público estrangeiro no exercício de suas funções. Aqui.2002) Parágrafo único. se o agente alega ou insinua que a vantagem é também destinada a funcionário 11. (Incluído pela Lei nº 10467. é o mesmo do artigo anterior. aqui. Solicitar. cobrar ou obter.2002) Pena . também as mesmas disposições do crime anterior. aplicam-se.reclusão. sendo crime COMUM. e consiste na solicitação. 332 (tráfico de influência). exigência. Quanto aos sujeitos. que trabalha lá no Ministério das Relações Internacionais (por exemplo). de 11.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. essa. A pena é aumentada da metade.2002) estrangeiro. o infrator não Prof. Entretanto. e multa.6. A conduta proibida (tipo objetivo) é idêntica à do art. direta ou indiretamente. para si ou para outrem.6. 337-C.

fazer o que prometeu! Ele pretende ludibriar o “besta” que vai comprar a influência. O crime se consuma com a mera solicitação. que incidirá caso o infrator alegue que está pedindo a vantagem. exigência ou cobrança da vantagem (crime formal). pois o agente não pretende fazer o prometido). sempre que a Lei não disser NADA. tanto aqui como no crime anterior. o crime é de ação penal pública incondicionada. efetivamente.estrategiaconcursos.com. por exemplo. não indica uma finalidade especial. pois ESTA É A REGRA. é PÚBLICA INCONDICIONADA.Renan Araujo www. inclusive as de natureza policial.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. O § único estabelece uma causa de aumento de pena (majorante). A tentativa é admitida. A ação penal. só para lembrar a vocês. mas as funções relacionadas à prestação Jurisdicional. Na modalidade “obter”. O elemento subjetivo também é o dolo. Renan Araujo – Aula 09 pretende.br Página 6 de 81 . 1) Reingresso de estrangeiro expulso de crimes que atentam contra o prestígio ou a credibilidade da Justiça pátria. não se admitindo na forma culposa. de forma que são altamente lesivos à Prof. Aliás. Vejamos cada um deles. III – DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO DA JUSTIÇA Os crimes contra a administração da Justiça não tutelam apenas a atividade do Poder Judiciário. Não há finalidade especial de agir (pois o “a pretexto de”. Tratam-se sociedade. o crime é material. mas que parte dela se destina ao funcionário público que se pret ende “comprar”.

 Ter retornado ao Brasil. O tipo objetivo consiste em REINGRESSAR. sem prejuízo de nova expulsão após o cumprimento da pena. no território nacional. nos termos do art.Reingressar no território nacional o estrangeiro que dele foi expulso: Pena . quando se fala em soberania das decisões. bem como a soberania das decisões.reclusão. O sujeito ativo somente poderá ser o ESTRANGEIRO expulso do país. Seria no momento em que ultrapassa as fronteiras do NOSSO TERRITÓRIO? Ou bastaria que entrasse em Território por extensão? A posição que prevalece (divergente) é a de que o tipo penal só abrange o Território propriamente dito.  Ter saído do Brasil. 30 do CP. Assim. Assim. pressupomos três requisitos:  Ter o estrangeiro sido expulso por ato do Presidente da República. auxiliando-o na prática do delito. a Doutrina diverge. de um a quatro anos. Prof. desde que conheça sua condição de estrangeiro expulso. não abrangendo o território por extensão (navios e aeronaves militares brasileiros.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. O bem jurídico tutelado é o regular desenvolvimento das atividades da Justiça. não basta que o agente se recuse a sair do país. por exemplo).com. de ato do Judiciário. Nesse caso. 338 . eis que o ato administrativo de expulsão é PRIVATIVO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA. não estamos falando.br Página 7 de 81 . Com relação ao momento da entrada no país (reingresso). o crime não se configura. Renan Araujo – Aula 09 Art.estrategiaconcursos. propriamente. o estrangeiro expulso. Na verdade. o crime É PRÓPRIO. logo. Nada impede que um BRASILEIRO seja partícipe.Renan Araujo www.

§ 1º . por exemplo).028. e multa. Dar causa à instauração de investigação policial. de processo judicial. 339. e a tentativa é plenamente admissível. instauração de investigação administrativa. com o reingresso. ou o país de origem está em guerra. de dois a oito anos. Não a adotem. Fica só o registro!  A ação penal é pública incondicionada e de competência da Justiça Federal. inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém.estrategiaconcursos. por exemplo). e não tem para onde ir. que o agente pratique o crime em estado de necessidade (Está sofrendo perseguição política no país de origem. ABSURDA A TESE. ainda.Renan Araujo www. Além disso. nada impede que se verifique a causa de exclusão da ilicitude. como vimos.br Página 8 de 81 . É possível.A pena é aumentada de sexta parte.com. lembram-se? Logo. CUIDADO! Aqui vai uma dica de Processo Penal: Parcela da Doutrina vem entendendo que o CRIME É PERMANENTE . de 2000) Pena .Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. Prof. aplicar-se-ia a súmula n° 711 do STF. logo. sendo crime permanente. Renan Araujo – Aula 09 A consumação se dá. se o estrangeiro ainda estivesse no Brasil e sobreviesse lei agravando a pena. Neste caso. se o agente se serve de anonimato ou de nome suposto. caberia prisão em flagrante a qualquer momento (camarada retornou ao país há 05 anos.reclusão. 2) Denunciação caluniosa Art. imputando-lhe crime de que o sabe inocente: (Redação dada pela Lei nº 10. ele responderia pela lei nova.

subsidiariamente. Parte da Doutrina entende que no caso de se tratar de crime de ação penal privada. nesse caso. Então o agente responde por calúnia e por denunciação caluniosa? Não! O agente responde só pelo último. O crime. não bastando que ele tenha dúvidas (até porque o processo serve para esclarecer fatos obscuros). o entendimento de que é necessário que o Inquérito seja instaurado vem ganhando força.estrategiaconcursos. é pacífico que se trata de CRIME COMUM. se a imputação é de prática de contravenção. somente a própria “vítima” poderia praticar o crime. por motivos egoísticos (só para prejudicar alguém). ainda que não instaure o Inquérito Policial. é necessário que ela adote alguma providência. Renan Araujo – Aula 09 § 2º . É necessário que haja a efetiva prática de algum ato pela autoridade policial. Protege-se. eis que sua manifestação seria indispensável ao início das investigações. ainda que não instaure o Inquérito. ou pública condicionada. A Doutrina majoritária entende que o crime se consuma quando a autoridade tome alguma providência. Isso deve ser analisado com cuidado.br Página 9 de 81 . ou seja.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. mas também administrativas. apenas. ao processo judicial. de forma a não serem prejudicadas por “bestas quadradas” que pretendem “pentelhar” o sistema. Busca-se tutelar o regular desenvolvimento das atividades policias E ADMINISTRATIVAS (correlatas à Justiça). A consumação é MUITO CONTROVERTIDA . pois a conduta típica não se dirige somente a atividades policiais. pois ele absorve o crime de calúnia (alguns Doutrinadores chamam este crime de CALÚNIA QUALIFICADA).Renan Araujo www. e é necessário que o agente SAIBA que o denunciado é inocente. FICO COMA PRIMEIRA! Mas e no caso de dar causa à instauração de processo judicial? É pacífico que o artigo se refere. No mais. se consuma com o Prof.A pena é diminuída de metade. a honra da pessoa ofendida.com. Na Jurisprudência.

estrategiaconcursos. pune-se a conduta do agente que dá causa à instauração de ação de improbidade administrativa contra alguém. ou não. Nesse caso. o camarada que der causa à ação de improbidade. não pratica o crime em tela. O crime não se configura se o fato criminoso que o agente imputa à outra pessoa já não é mais considerado crime (houve abolitio criminis). deve-se analisar. Da mesma forma. além de poder gerar punição ao servidor.com. e é instaurado para coligir informações para subsidiar futura Ação Civil Pública. responderá POR ESTE CRIME . A TENTATIVA É SEMPRE POSSÍVEL. que fica a cargo do MP. A investigação administrativa é o procedimento administrativo mediante o qual a administração busca reunir informações acerca de fato que possa gerar punição ao servidor. imputando a outra pessoa. Renan Araujo – Aula 09 RECEBIMENTO DA AÇÃO PENAL (que pode ser a ofertada pelo membro do MP ou pelo particular ofendido). Também se insere na conduta proibida. Assim. no caso concreto. o fato. Nesse caso vocês também devem ter MUITO CUIDADO! Nem são todos os atos que importam Dessa em Improbidade somente Administrativa considerados crimes. deve ser CRIME.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof.Renan Araujo www. se o denunciante dá causa à instauração de investigação administrativa imputando falsamente à alguém a prática infração funcional que não é crime. fato definido também como CRIME. como a ação civil pública pode versar sobre fatos que constituam. provocar a instauração de investigação administrativa e inquérito civil. crime. ou se já foi extinta a Prof.br Página 10 de 81 . forma. Mas e o que seria o Inquérito Civil? É uma modalidade investigativa. sabendo de sua inocência. Neste caso. se o fato imputado é crime.

“sentem a caneta” e falem da divergência. nesse caso. apenas dolo direto.Renan Araujo www. o agente pode contar o fato a terceiros. sabendo que é possível que os terceiros levem o fato a autoridade para a instauração do procedimento.estrategiaconcursos. exclui a p ossibilidade de dolo eventual. 340 .com. pois se o camarada sabe que o denunciado é inocente. não se importando se isso vier a acontecer. ainda. Cesar Roberto Bitencourt discorda. Renan Araujo – Aula 09 punibilidade. O elemento subjetivo é o dolo. A ação penal é pública incondicionada. O artigo prevê. a forma majorada (§1°).Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. Há. MAS SER CONTRAVENÇÃO PENAL (a pena é diminuída pela metade). age com dolo direto. ainda. A Doutrina majoritária entende que não cabe dolo eventual neste crime. não admitindo a forma culposa. Nem pensa nisso na hora da prova. comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado: Prof. Não se pune a denunciação caluniosa contra os mortos (Pois. Em provas discursivas. 3) Comunicação falsa de crime ou contravenção Art. já estaria extinta a punibilidade. e diz que é possível o dolo eventual.br Página 11 de 81 . que estabelece o aumento de pena de 1/6 se o agente se vale de anonimato ou nome falso. no caso de o fato denunciado não ser crime. pois quando a lei diz que o agente deve “saber que o ofendido é inocente”. pois ainda que saiba que o ofendido é inocente. uma causa de diminuição de pena (§2°).Provocar a ação de autoridade. né malandrão!). Isso É MUITO MINORITÁRIO.

eis que os policiais militares não são autoridade para estes fins (instauração de investigação).Renan Araujo www. de um a seis meses. aqui. Boa parte da Doutrina entende. consistente na INTENÇÃO DE VER A AUTORIDADE “SE MEXER” E PRATICAR ALGUM ATO INVESTIGATÓRIO. Admite-se a tentativa. pratica algum ato. 171. §2°. comunicando crime ou contravenção que o agente SABE QUE NÃO OCORREU. A Doutrina entende que a comunicação falsa de crime perante policiais militares NÃO CONFIGURA O DELITO EM QUESTÃO .detenção. o bem jurídico tutelado é o mesmo do anterior. ou multa.estrategiaconcursos. que deve haver a especial finalidade de agir. A conduta incriminada é a de dar causa (provocar) a ação da autoridade. ainda. V do CP). em razão da comunicação falsa. somente o suposto ofendido é que poderia cometer o crime. mas se comunica um crime que NÃO OCORREU. não sendo necessária a instauração do Inquérito. o FATO NÃO OCORREU . COM A FINALIDADE DE OBTER INDENIZAÇÃO DE SEGURO. Diversamente do crime anterior. sendo sujeito passivo o Estado.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. Neste crime.br Página 12 de 81 . Ficaria com esta corrente se fosse vocês!  CUIDADO! Se o agente comunica falsamente um crime. O sujeito ativo pode ser qualquer pessoa (CRIME COMUM). Renan Araujo – Aula 09 Pena . com a exceção de que não se individualiza o infrator. Prof. O crime se consuma no momento em que a autoridade. A Doutrina entende que se o crime for de ação penal privada. O elemento subjetivo é o dolo. comete o crime de fraude contra seguro (art. consistente na vontade de comunicar à autoridade. que sofre prejuízo no desenvolvimento de suas atividades. não se exige que se aponte o culpado. a ocorrência falsa de um crime. Vejam que.com.

Não pratica o crime. O elemento subjetivo é o dolo. pode ser praticado por qualquer meio.detenção. pouco importando se toma qualquer providência. Pouco importa o motivo! Ainda que o motivo seja nobre (evitar a punição de um filho. logo. Se a confissão se deu sob coação. ou multa. A tentativa é admissível .br Página 13 de 81 . 341 . O sujeito passivo aqui pode ser qualquer pessoa (CRIME COMUM). de crime inexistente ou praticado por outrem: Pena . Aqui o objeto NÃO PODE SER CONTRAVENÇÃO PENAL! A conduta punida é a de autoacusar-se (incriminar a si próprio) falsamente. quem ASSUME SOZINHO A PRÁTICA DE UM CRIME DO QUAL PARTICIPOU! O sujeito passivo é o Estado. que exclui a CULPABILIDADE. PERANTE A AUTORIDADE COMPETENTE (autoridade policial. aquele que. ou seja. A ação penal é pública incondicionada. entretanto.estrategiaconcursos. há inexigibilidade de conduta diversa.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. consistente na vontade de se autoacusar.Renan Araujo www. por exemplo. Não há necessidade de que seja espontâneo! Comete o crime. MP ou Judiciário).Acusar-se. O crime se consuma no momento em que A AUTORIDADE TOMA CONHECIMENTO DA AUTOACUSAÇÃO FALSA. por exemplo). em sede de interrogatório (policial ou judicial) confessa crime que não cometeu. É crime de ação livre. NÃO HÁ CRIME. haverá o crime. Prof. Renan Araujo – Aula 09 A ação penal é pública incondicionada. de três meses a dois anos.com. perante a autoridade. 4) Autoacusação falsa de crime Art.

defendendo tese contrária.8.br Página 14 de 81 . instiga ou auxilia testemunha a não falar a verdade). Há Prof. Renan Araujo – Aula 09 5) Falso testemunho ou falsa perícia Art.(Redação dada pela Lei nº 10. contador.2001) O sujeito ativo aqui somente pode ser a testemunha.Renan Araujo www. ou administrativo.268. a regra Doutrinária é: No crime de falso testemunho só cabe participação (alguém induz. Embora existam vozes na Doutrina. Mais do que um crime próprio. o contador. Assim. ou negar ou calar a verdade como testemunha. § 1o As penas aumentam-se de um sexto a um terço. ou seja.268. antes da sentença no processo em que ocorreu o ilícito. o tradutor ou o intérprete. o crime é PRÓPRIO.(Redação dada pela Lei nº 10.com. de um a três anos. Fazer afirmação falsa. além de só poder ser praticado por aquela pessoa que possui a condição especial. o perito. tradutor ou intérprete em processo judicial. inquérito policial.reclusão. de 28. de 28. ou em processo civil em que for parte entidade da administração pública direta ou indireta.2001) § 2o O fato deixa de ser punível se. O sujeito passivo é o Estado. NÃO ADMITINDO COAUTORIA . o agente se retrata ou declara a verdade. aqui temos um CRIME DE MÃO PRÓPRIA.8. de 28. ele só pode ser praticado APENAS por ela.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof.estrategiaconcursos. e multa.268. 342. perito. se o crime é praticado mediante suborno ou se cometido com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo penal.8. ou em juízo arbitral: (Redação dada pela Lei nº 10.2001) Pena .

: “Não sei”. ela tenha se enganado. em conluio. Assim. cabe tanto a coautoria quanto a participação (Ex. imaginem que uma testemunha diga que viu o cidadão A estuprar a cidadã B. pois no momento o cidadão A estava se engalfinhando com a cidadã B por causa de um pão-de-mel (Foi braba essa. mas A MAIORIA DA DOUTRINA ENTENDE QUE SIM. O tipo objetivo é DE AÇÃO MÚLTIPLA (ou plurinuclear). “não estou me recordando”). pois estava comigo na hora).Renan Araujo www. Renan Araujo – Aula 09 decisão recente do STF admitindo a COAUTORIA – MAS É DECISÃO ISOLADA!! No crime de falsa perícia.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. Calando-se (Pode ser deixando de falar ou sendo evasivo. Prof. Ex. “não me lembro”. Testemunha sem compromisso de dizer a verdade (informante) comete o crime? É divergente.: perícia feita por dois peritos que. Fazendo afirmação falsa (Ex. lacônico. pois o CP não distingue testemunha compromissada e não-compromissada para fins de aplicação deste tipo penal. CUIDADO! Pode ocorrer de a afirmação falsa decorrer de uma percepção errada da realidade. na verdade. pois pode ser praticado de diversas formas: Negando a verdade (que lhe fora perguntada objetivamente. Agora imagine que. Ex. decidem elaborar laudo falso).com.: O que você sabe sobre o crime? Resposta: Eu sei que fulano não matou cicrano.: Fulano matou cicrano?).estrategiaconcursos.br Página 15 de 81 . rs).

a retratação de um se estende aos demais? A Doutrina sempre entendeu que não. em razão da oralidade. Entretanto. tem crescido o entendimento de que a retratação.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. CUIDADO! Ainda que o processo seja todo anulado por algum vício (incompetência absoluta. Assim. a qualquer momento. pela maioria da Doutrina. pouco importando se dessa afirmação falsa sobrevém algum resultado (sentença condenatória ou absolutória com base nela). O § 2° prevê uma hipótese de extinção da punibilidade. por ser circunstância pessoal. A maioria da Doutrina entende que a retratação. e NÃO HÁ MODALIDADE CULPOSA . antes do trânsito em julgado. não poder haver fracionamento do ato. pois não intenção de prestar falso testemunho. por exemplo). mas vem crescendo na Doutrina (tendo. para gerar a extinção da punibilidade.com. pois no caso de falso testemunho. deve ocorrer antes da sentença recorrível. Renan Araujo – Aula 09 Nesse caso não há crime.Renan Araujo www. alguns julgados do STJ nesse sentido) o entendimento de que se comunica. que ocorrerá caso o agente se retrate da declaração falsa antes da sentença. Prof. no caso de falsa perícia. seria causa de extinção da punibilidade. E se o crime foi praticado em concurso (participação ou coautoria). Sentença definitiva? Não. O §1° prevê causa de aumento de pena nas seguintes hipóteses:  Crime cometido mediante suborno. O crime só é punido a título doloso. inclusive.  Praticado com vistas (dolo específico) a obter prova que deva produzir efeitos em processo (civil ou criminal) em que seja parte a administração direta ou indireta.estrategiaconcursos.br Página 16 de 81 . o crime permanece! A tentativa só é admitida. O crime se consuma no momento em que o agente faz a declaração ou perícia falsa. o crime se consuma mesmo que o testemunho ou a perícia não fundamentem a convicção do Juiz.

268. perícia. contador. de 28. Trata-se de delito idêntica ao de corrupção ativo.2001) Parágrafo único. no mesmo fato.268.estrategiaconcursos. para fazer afirmação falsa. intérprete ou tradutor Art. quem paga pela afirmação falsa comete um crime.br Página 17 de 81 . com a finalidade (dolo específico) de obter a prática de algum dos atos que importam em FALSO TESTEMUNHO OU FALSA PERÍCIA (exceção à teoria monista.Renan Araujo www.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof.8. perito. 343. de três a quatro anos. e quem recebe a vantagem. cálculos. contador. As penas aumentam-se de um sexto a um terço. Renan Araujo – Aula 09 A ação penal é pública incondicionada. (Redação dada pela Lei nº 10. Dar.2001) O nome do delito não está previsto no CP. e multa. com a peculiaridade de que a vantagem deve ser oferecida a uma daquelas pessoas. realizando a afirmação falsa. de 28. oferecer ou prometer dinheiro ou qualquer outra vantagem a testemunha. 6) Corrupção ativa de testemunha. negar ou calar a verdade em depoimento.8.com.8. CUIDADO! Parte da Doutrina entende que se o destinatário da corrupção é funcionário público (perito Prof. se o crime é cometido com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo penal ou em processo civil em que for parte entidade da administração pública direta ou indireta.2001) Pena . pois. perito.reclusão. tradutor ou intérprete. de 28. comete outro).268. mas é dado pela Doutrina.(Redação dada pela Lei nº 10. tradução ou interpretação: (Redação dada pela Lei nº 10.

br Página 18 de 81 .Renan Araujo www.estrategiaconcursos. 344 . ou em juízo arbitral: Pena . e multa. O § único prevê a causa de aumento de pena (1/6 a 1/3) se o agente pratica o ato (oferece. A ação penal é pública incondicionada. consistente na intenção de ver ser praticado um daqueles atos pelo destinatário da vantagem. A tentativa só é admissível quando o suborno se der por meio que permita o fracionamento do ato (e-mail ou carta interceptado por terceiro. por exemplo). policial ou administrativo. de um a quatro anos. com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio.com. por exemplo). Ocorrendo a modalidade “dar”. Prof. ou qualquer outra pessoa que funciona ou é chamada a intervir em processo judicial. o crime praticado é o e corrupção ativa. agregado da finalidade especial de agir. promete ou dá a vantagem) com vistas a obter prova que deva produzir efeito em processo (civil ou criminal) em que seja parte a administração direta ou indireta. além da pena correspondente à violência. O sujeito passivo é o Estado.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. O crime se consuma com o oferecimento ou promessa da vantagem (crime formal). Renan Araujo – Aula 09 oficial. pois se exige a entrega da vantagem.Usar de violência ou grave ameaça. parte. 7) Coação no curso do processo Art. contra autoridade. O elemento subjetivo é somente o dolo.reclusão. o crime é material. e não este! O sujeito ativo pode ser qualquer pessoa.

não sendo necessário. de quinze dias a um mês. COM A FINALIDADE DE FAVORECER INTERESSE PRÓPRIO OU ALHEIO. salvo quando a lei o permite: Pena . Renan Araujo – Aula 09 O sujeito ativo pode ser qualquer pessoa.estrategiaconcursos. pois o CP dá uma série de exemplos e. Se da violência eventualmente empregada resultar ferimento. ou multa. O tipo objetivo consiste em se utilizar de violência ou grave ameaça. sobre qualquer das pessoas que funcionam ou são chamadas a intervir no processo. O crime se consuma quando a coação (moral ou física) é exercida. 345 . sendo.Fazer justiça pelas próprias mãos. O elemento subjetivo exigido é o dolo. para satisfazer pretensão. além do Estado. aplica uma regra genérica.detenção. A tentativa é possível. Vejam que aqui temos INTERPRETAÇÃO ANALÓGICA . Prof. consistente na intenção de favorecer a si ou a outra pessoa. Não há modalidade culposa. embora legítima. o agente responde por ambos os delitos (lesão corporal + coação no curso do processo). Já o sujeito ativo. não importando se a vítima cede ao que o infrator exige. abrindo possibilidade expressa de que o ato seja praticado em face de outros sujeitos do processo.com.Renan Araujo www. além da pena correspondente à violência. ao final. só pode ser uma daquelas pessoas enumeradas no tipo penal. dano corporal à vítima. A ação penal é pública incondicionada. a pessoa que sofre ameaça ou violência. 8) Exercício arbitrário das próprias razões Art. acompanhado do dolo específico.br Página 19 de 81 . sequer. que a vítima se sinta efetivamente ameaçada (no caso da grave ameaça).Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof.

Nesse caso.estrategiaconcursos. podendo cometer.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. secundariamente. Nesses casos.com. mas que comporta a maior das possibilidades (fazer = qualquer coisa.Renan Araujo www. de seis meses a dois anos. Art. tanto no primeiro quanto no segundo caso. O sujeito passivo. mas que por guardar traços de “Justiça com as próprias mãos”. existem casos em que o uso da força pelo particular é legitimado pelo Estado. será estudado aqui. 346 um crime “sem nome”. O sujeito ativo do delito pode ser qualquer pessoa. 345 do CP. que se acha em poder de terceiro por determinação judicial ou convenção: Pena . pois quem detém o monopólio da Jurisdição é o ESTADO. Prof.Tirar. qualquer atitude apta a externar a intenção do agente em obter Justiça própria caracteriza o delito. somente se procede mediante queixa. não havendo forma culposa. Imagine o caso do dono do restaurante que. é o Estado. Entretanto. O crime de exercício arbitrário das próprias razões está previsto no art. Assim. Se o agente pratica o ato sem saber que sua pretensão possui algum amparo legal. a atitude do dono do restaurante. não comete este crime. constrangimento ilegal ou cárcere privado (no caso do nosso exemplo). O tipo objetivo. destruir ou danificar coisa própria. rs). suprimir.Se não há emprego de violência.detenção. no primeiro caso. não há crime. como no caso da legítima defesa. e multa. ao saber que os clientes decidiram não pagar a conta por não terem “gostado da comida”. 346 . por exemplo. resolve impedi-lo de se retirar. por exemplo. Renan Araujo – Aula 09 Parágrafo único .br Página 20 de 81 . O elemento subjetivo exigido é o dolo. em ambos os casos. é composto por apenas um verbo (fazer). sendo o art. embora fundamentada em um direito (o de receber o que é devido) é ilícita. não sendo lícito aos particulares fazerem sua própria Justiça. o particular que sofre a ação do infrator. e.

pois o dono da coisa é o próprio infrator.).. Perceba. não possui qualquer pretensão legítima a salvaguardar (Faz algum sentido. é uma espécie de exercício arbitrário das próprias razões. a ação penal será PRIVADA. em qualquer caso. O elemento subjetivo exigido é o dolo. é plenamente possível. 346. eis que o agente.Renan Araujo www.estrategiaconcursos. no momento em que o agente tem sua pretensão satisfeita pelas próprias mãos (Imaginem que. caro aluno. com a peculiaridade de que há um objeto que se encontra em poder de terceiro por determinação judicial ou convenção. se da ação do agente resultar violência. segundo Doutrina MAIS QUE MAJORITÁRIA. A ação penal é. Renan Araujo – Aula 09 A consumação se dá. tirar. a Doutrina que entende não haver dolo específico necessário). destruir ou danificar..br Página 21 de 81 . O tipo objetivo consiste em suprimir. portanto. O delito consuma-se com a prática das condutas descritas no tipo penal. portanto.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. Nelson Hungria (Talvez o maior penalista brasileiro de todos os tempos) entendia que este delito não é espécie de exercício arbitrário das próprias razões. que o sujeito passivo aqui é o Estado. O art. pública incondicionada. não haveria crime. A Doutrina diverge quanto à necessidade de a atitude do agente visar à satisfação de pretensão legítima. A tentativa. o dono do restaurante recebesse o valor da conta. em regra.. aqui. mas QUE PERTENÇA AO AGENTE . não havendo previsão de forma culposa. A ação penal será. pública incondicionada. A tentativa é plenamente possível.com. não havendo necessidade de que o agente consiga qualquer benefício ou satisfaça qualquer anseio pessoal (Prevalece. pois se fosse o dono da coisa. no nosso exemplo). por sua vez. Entretanto.. Prof.

de três meses a dois anos. as penas aplicam-se em dobro. e multa. O crime pode ser praticado por qualquer pessoa. Ou seja. muda os fatos (retira manchas de sangue.detenção. pois tutela-se o regular exercício da atividade jurisdicional. no final das contas. “pentelhar” o Juiz do processo penal). Nesse caso. Mas você acha mesmo que isso seria possível no processo penal? Mas é claro que não! No processo penal é pior ainda! Tanto o é. com o fim de induzir a erro o juiz ou o perito: Pena . efetivamente. desde que CAPAZ DE LUDIBRIAR O JUIZ . O tipo objetivo consiste alterar o lugar. o estado de lugar. tenha ou não interesse no processo. acaba ludibriando o Juiz se fizer uma perícia com base em elementos errados). A intenção. etc). que o § único estabelece uma causa de aumento de pena (majorante) no caso de o crime ser praticado com vistas à fraude em processo penal. que. Prof.Se a inovação se destina a produzir efeito em processo penal.Inovar artificiosamente. 347 . no futuro. AINDA QUE NÃO INICIADO (desde que a intenção seja.br Página 22 de 81 .Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. O tipo fala em processo civil ou administrativo. O sujeito passivo será o Estado. Renan Araujo – Aula 09 9) Fraude processual Art. participe ou não dele. é ludibriar o Juiz (ou o perito. ainda que não iniciado. aqui. ainda que este.Renan Araujo www.com. na pendência de processo civil ou administrativo. limpa o local do crime. não seja enganado pela manobra do infrator. de coisa ou de pessoa. de coisa ou de pessoa. pune-se o camarada que. mediante a intenção de praticar fraude processual. a pena aplica-se em dobro.estrategiaconcursos. Parágrafo único . O crime se consuma com a mera realização do ato.

é necessário que o auxílio seja prestado APÓS A PRÁTICA DO DELITO e. Renan Araujo – Aula 09 A ação penal é pública incondicionada. eis que é necessário que aquele que presta o auxílio não tenha participado da conduta criminosa. ou seja. e multa.estrategiaconcursos. não tenha sido previamente acordado entre o favorecedor e o favorecido. auxiliar o infrator na sua empreitada. 348 .br Página 23 de 81 . o favorecedor pode ser considerado partícipe do delito praticado. na medida em que o fato de fugir ou auxiliar na fuga do comparsa é inerente à prática criminosa (Ou vocês queriam que além de responder pelo crime o camarada respondesse pela fuga!?). de um a seis meses.Auxiliar a subtrair-se à ação de autoridade pública autor de crime a que é cominada pena de reclusão: Pena . Além disso. o auxílio prestado deve ter sido eficaz para a subtração do infrator às autoridades.Renan Araujo www. fica isento de pena. Assim. descendente.Se ao crime não é cominada pena de reclusão: Pena . a intenção de colaborar. CUIDADO COM ISSO! O favorecimento deve ser. O crime não se verifica quando o próprio autor do crime ajuda um comparsa a fugir.detenção.detenção. 10) Favorecimento Pessoal Art. § 2º . ainda. e multa. de quinze dias a três meses.com. § 1º .Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. O crime é comum. podendo ser praticado por qualquer pessoa. pode ocorrer na forma direta Prof. Caso contrário. CONCRETO. ainda.Se quem presta o auxílio é ascendente. cônjuge ou irmão do criminoso. O elemento subjetivo exigido é o dolo. Sujeito passivo é o Estado.

O §2° traz a chamada “escusa absolutória”. se o favorecedor fornece sua casa para o criminoso mas a polícia o vê entrando e o prende. O §1° prevê a forma privilegiada do crime.estrategiaconcursos. e. lhe peça para ficar algumas horas em sua casa. A ação penal é pública incondicionada. Imagine que Ricardo bata à porta de José. 14. com uma bolsa de dinheiro na mão. assumiu o risco de estar ajudando um criminoso.Renan Araujo www. O delito se consuma com a efetiva prestação do auxílio e A OBTENÇÃO DE ÊXITO NA OCULTAÇÃO DO FAVORECIDO . descendente. já que são conhecidos de longa data.br Página 24 de 81 . CUIDADO! Parte MINORITÁRIA da Doutrina entende que a obtenção de êxito na ocultação É DISPENSÁVEL PARA A CONSUMAÇÃO DO DELITO. menos grave). convenhamos. desde que saiba ou possa imaginar que ele acaba de cometer um crime. não há crime consumado.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. no mínimo. sangrando no braço e com uma pistola na cintura. irmão ou cônjuge do favorecido. que ocorre quando o agente presta auxílio a quem acaba de cometer crime apenado com detenção (pena mais brando. Não é necessário que o favorecedor saiba exatamente que crime acabara de cometer o favorecido. em tese. José até pode não saber (efetivamente) que Ricardo acaba de cometer um latrocínio. mas tentado (art. ele. Renan Araujo – Aula 09 ou na forma eventual. Prof. Não se admite a forma culposa. que ocorre quando o agente (o favorecedor) é ascendente.com. II do CP). pois o crime anteriormente cometido é. O que é isso? Calma! Eu vou falar! A escusa absolutória é uma causa de exclusão do crime. Entretanto. Assim.

Nesse caso. Se tiver havido este acordo. A tentativa é plenamente possível. Também é necessário que o agente não ADQUIRA PARA SI O PRODUTO. fora dos casos de co-autoria ou de receptação. O delito aqui previsto é um pouco diferente do anterior.estrategiaconcursos. Prof. acrescido da especial finalidade de agir. 349 . nesse crime o agente ajuda o criminoso a tornar seguro o proveito do crime.Prestar a criminoso. Basta que fique comprovada a materialidade e a autoria do primeiro.com.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof.Renan Araujo www. Renan Araujo – Aula 09 11) Favorecimento real Art. Não se exige (tanto aqui como no anterior) que o crime praticado pelo favorecido tenha sido objeto de processo criminal e tenha transitado em julgado a sentença penal condenatória. O elemento subjetivo é o dolo.detenção. e multa. Macete: Favorecimento PESSOAL = PESSOA Favorecimento REAL = Res (Do latim = COISA) Aqui também se exige que o favorecimento seja posterior ao crime (até porque fala em “proveito do crime” = crime já aconteceu). o favorecedor responde como partícipe do delito cometido. Além disso. o crime seria o de RECEPTAÇÃO. consistente na intenção de tornar seguro o proveito do crime. Enquanto no crime de favorecimento pessoal o agente ajuda o criminoso a se esconder. não deve ter havido prévio acordo. A consumação se dá com a prestação do auxílio. ainda que a pretensão não seja alcançada (o proveito do crime não se torne seguro). de um a seis meses.br Página 25 de 81 . auxílio destinado a tornar seguro o proveito do crime: Pena .

promover. o camarada que entra no presídio com o seu celular. sem autorização legal. sem autorização legal. É claro que a intenção deve ser a de levar o aparelho celular até algum dos detentos. inserido no CP pela Lei 12. É imprescindível que o agente promova a entrada do celular no presídio SEM AUTORIZAÇÃO LEGAL (elemento normativo do tipo penal).012. (Incluído pela Lei nº 12. Renan Araujo – Aula 09 AQUI NÃO SE APLICA A ESCUSA ABSOLUTÓRIA prevista no § 2° do artigo anterior. não sendo prevista a modalidade culposa. porque se esqueceu de deixá-lo na portaria. consumando-se no momento em que o agente entra no presídio com o celular (desde que tenha a intenção de levá-lo à alguém).012/09 (recente. em estabelecimento prisional. O art. portanto). O sujeito ativo. Vejamos: Art. 12) Exercício arbitrário ou abuso de poder Prof.estrategiaconcursos. Pena: detenção. de rádio ou similar. pode ser qualquer pessoa. A tentativa não é admitida pela maioria da Doutrina. aqui. A ação penal é pública incondicionada. de 2009). O CRIME É COMUM. O crime é considerado de MERA CONDUTA. auxiliar ou facilitar a entrada de aparelho telefônico de comunicação móvel.Renan Araujo www.br Página 26 de 81 . de 2009).Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof.012. de 3 (três) meses a 1 (um) ano. Ingressar. intermediar. prevê a conduta daquele que ingressa de qualquer modo auxilia na entrada de aparelho celular em presídio. logo. não comete crime. 349-A. (Incluído pela Lei nº 12.com. Assim. O elemento subjetivo do tipo é o dolo. 349-A.

de seis meses a dois anos.Na mesma pena incorre o funcionário que: I .efetua.br Página 27 de 81 . qualquer diligência. com abuso de poder.Renan Araujo www.ilegalmente recebe e recolhe alguém a prisão. ou a estabelecimento destinado a execução de pena privativa de liberdade ou de medida de segurança.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. II .Ordenar ou executar medida privativa de liberdade individual. IV . 350 . 351 .prolonga a execução de pena ou de medida de segurança. 13) Fuga de pessoa presa ou submetida à medida de segurança Art.Promover ou facilitar a fuga de pessoa legalmente presa ou submetida a medida de segurança detentiva: Pena . III . Parágrafo único . de um mês a um ano. deixando de expedir em tempo oportuno ou de executar imediatamente a ordem de liberdade. sem as formalidades legais ou com abuso de poder: Pena .estrategiaconcursos.898/65 (Lei de Abuso de autoridade).com. Este artigo foi revogado pela Lei 4.submete pessoa que está sob sua guarda ou custódia a vexame ou a constrangimento não autorizado em lei.detenção. Renan Araujo – Aula 09 Art.detenção. Prof. tacitamente.

O sujeito ativo pode ser qualquer pessoa. ou mediante arrombamento. aplica-se também a pena correspondente à violência.No caso de culpa do funcionário incumbido da custódia ou guarda. PRÓPRIO). O tipo objetivo (conduta incriminada) é promover ou facilitar a fuga. O crime se consuma com a obtenção de êxito na fuga. nas modalidades culposa (§4°) e qualificada (§3°). sendo crime material. Entretanto. a pena é de reclusão.br Página 28 de 81 . por exemplo.Se o crime é praticado a mão armada. de 2 (dois) a 6 (seis) anos. e facilita quem ajuda alguém a realizá-la. Prof. pois age em LEGÍTIMA DEFESA DE TERCEIRO.A pena é de reclusão. se o crime é praticado por pessoa sob cuja custódia ou guarda está o preso ou o internado. Promove quem dá causa à fuga.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof.estrategiaconcursos. § 3º . portanto. estar sendo conduzida para a cadeia! Além disso. O § 1° estabelece uma forma qualificada. somente poderá ser cometido pelo funcionário público ( sendo.Renan Araujo www. de um a quatro anos. podendo. se a prisão é ilegal. que ocorrerá sempre que:  For cometido à mão armada. aplica-se a pena de detenção. § 4º . quem pratica o ato de promover ou facilitar a fuga não comete crime. ou por mais de uma pessoa. A tentativa é plenamente possível. Renan Araujo – Aula 09 § 1º . de 3 (três) meses a 1 (um) ano.Se há emprego de violência contra pessoa. ou multa. CUIDADO! Não se exige que a pessoa esteja efetivamente presa. § 2º .com.

com. logo. O §2° estabelece que. não caracteriza o crime). que o preso TENHA USADO VIOLÊNCIA CONTRA A PESSOA (se usou violência contra coisa. 352 . além da pena correspondente à violência. Percebam.Evadir-se ou tentar evadir-se o preso ou o indivíduo submetido a medida de segurança detentiva. não se punindo a forma culposa. além da pena deste crime. Prof.estrategiaconcursos.  Mediante arrombamento. Exige-se. ainda. havendo violência contra a pessoa.br Página 29 de 81 . sendo crime próprio.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. O elemento subjetivo aqui é o dolo. que não há diferença entre fugir e tentar fugir. que também só pode ser praticada pelo funcionário público responsável pelo preso. o crime é PRÓPRIO. NÃO SE ADMITE TENTATIVA. O tipo objetivo é bastante claro: Fugir ou “tentar fugir”.detenção. 14) Evasão mediante violência contra a pessoa Art. consumando-se o crime no momento em que o agente tenta fugir (pois já pratica um dos núcleos do tipo). de três meses a um ano. O §3° estabelece outra qualificadora.Renan Araujo www. O §4° traz a modalidade culposa. Esse crime é próprio. assim. Nesse caso. que incide no caso de o crime ser praticado por quem tinha a custódia do preso. usando de violência contra a pessoa: Pena . Renan Araujo – Aula 09  Por mais de uma pessoa. pois somente pode ser praticado por quem esteja preso ou submetido à medida de segurança. A ação penal é pública incondicionada. aplica-se a pena relativa à violência.

Admite-se a tentativa. pela pena relativa à violência. Renan Araujo – Aula 09 O elemento subjetivo é o dolo. O crime é comum.Renan Araujo www. além da pena correspondente à violência.br Página 30 de 81 . podendo ser praticado por qualquer pessoa. 353 .Arrebatar preso.com. de um a quatro anos. Assim. do poder de quem o tenha sob custódia ou guarda: Pena reclusão. o elemento subjetivo exigido é o dolo.estrategiaconcursos. O tipo objetivo consiste em retirar o preso da custódia do Estado (independentemente da legalidade da prisão) com o fim de MALTRATÁLO (linchamento). acompanhado DO ESPECIAL FIM DE AGIR.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. O sujeito passivo é o estado e. A ação penal é pública incondicionada. A ação penal é pública incondicionada. consistente na intenção de dar uma “sova” no preso. o preso. ocorrendo os maus-tratos. 15) Arrebatamento de preso Art. o agente responde. Nesse caso. subsidiariamente. ainda. a fim de maltratá-lo. sendo irrelevante para a consumação a ocorrência dos maustratos. não havendo previsão típica para a forma culposa. 16) Motim de presos Prof. Como não se admite analogia incriminadora. O crime se consuma com a retirada do preso sob custódia da autoridade. não há crime se o ato é cometido contra pessoa internada por medida de segurança.

o crime será tentado. Esse crime é PRÓPRIO. mas a Doutrina entende que devam ser. Renan Araujo – Aula 09 Art. o dever profissional. o motim. Não ocorrendo isto. Não há forma culposa. e multa. é necessário um número expressivo de presos (não se diz quantos. Patrocínio simultâneo ou tergiversação Prof. 354 . a baderna. de seis meses a dois anos. 17) Patrocínio infiel Art.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. cujo patrocínio. O crime se consuma com a efetiva PERTURBAÇÃO DA ORDEM OU DISCIPLINA DA PRISÃO . Em qualquer caso. no entanto. por um tempo relevante (Doutrina majoritária). 355 . prejudicando interesse. por exemplo. O tipo objetivo é o de reunirem-se os presos.com. A ação penal é pública incondicionada.br Página 31 de 81 .detenção. em juízo. independentemente de quais a finalidades do motim. pois somente pode ser cometido por presos.Trair.Amotinarem-se presos. em veículo de transporte de presos. além da pena correspondente à violência.Renan Araujo www. rebelião. de seis meses a três anos. fazendo baderna. na qualidade de advogado ou procurador. quatro).estrategiaconcursos. consistente na vontade de realizar a rebelião. que o crime possa ser praticado.detenção. pelo menos. A Doutrina admite. O elemento subjetivo é o dolo. PERTURBANDO A ORDEM OU DISCIPLINA DA PRISÃO. perturbando a ordem ou disciplina da prisão: Pena . lhe é confiado: Pena .

deliberadamente.br Página 32 de 81 . bastando que seja na MESMA CAUSA (ou seja. como. prejudicando seus interesses. CUIDADO! Não se exige que o patrocínio se dê no mesmo processo. O tipo objetivo consiste em “trair”.Renan Araujo www.estrategiaconcursos. Prof. se o processo for extinto por questões processuais e recomeçar. O crime se consuma com a ocorrência do prejuízo à parte. A tentativa é plenamente possível. haverá o crime).Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof.Incorre na pena deste artigo o advogado ou procurador judicial que defende na mesma causa. Aqui pune-se o advogado (ou qualquer outro. Renan Araujo – Aula 09 Parágrafo único . Somente pratica o crime aquele que. com novo número. defensor dativo. por exemplo. simultânea ou sucessivamente. prejudicando o interesse de quem ele representa. que é o de “patrocínio simultâneo ou tergiversação”. desde que fique provado que quem realmente atuava no caso era o outro). A mera negligência (perder o prazo de um recurso) não configura o crime.  Tergiversação (ou patrocínio sucessivo) – Aqui o agente renuncia ao mandato recebido por uma das partes e passa a defender a outra. exige-se o dolo como elemento subjetivo do delito. e o agente praticar estas condutas. Assim.com. de um colega advogado. ao mesmo tempo. patrocina os interesses de partes contrárias (ainda que se valendo de pessoa interposta. O § único traz um crime autônomo. partes contrárias. toma decisões contrárias ao interesse da parte que representa. Vejamos:  Patrocínio simultâneo – Advogado. como Defensor Público. etc) que viola o dever profissional.

e multa. Renan Araujo – Aula 09 Nesse crime.Inutilizar. A consumação se dá: Na inutilização – Quando o agente efetivamente torna inútil o documento.br Página 33 de 81 . Não se pune criminalmente a forma culposa. autos. consistente na intenção de inutilizar ou deixar de restituir os objetos citados.com. Deixar de restituir autos. que recebeu na qualidade de advogado ou procurador: Pena . ou deixar de restituir autos. 18) Sonegação de papel ou objeto de valor probatório Art. total ou parcialmente. dispensa-se o efetivo prejuízo.Renan Araujo www. de seis a três anos. o objeto ou os autos (crime material) – Admite tentativa. documentos ou objeto de valor probatório. O crime só pode ser praticado por quem tenha a qualidade de advogado ou procurador. Prof.estrategiaconcursos. não importando os motivos que levaram o agente a fazer isto. 356 .Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. documentos ou objeto de valor probatório.detenção. sendo crime formal. Pode ser praticado de duas formas distintas: Inutilizar. documento ou objeto de valor probatório. total ou parcialmente. A Doutrina admite a tentativa. mas nada impede que o agente sofra punições pela OAB ou pelo órgão de classe. O elemento subjetivo exigido é o dolo. consumando-se com a mera prática das condutas descritas. A ação penal é pública incondicionada.

mesmo intimado. de forma que o agente solicita ou recebe dinheiro do terceiro ludibriado. sendo. órgão do Ministério Público. O tipo objetivo consiste no ato de alardear possuir influência sobre as pessoas indicadas no artigo.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. A ação penal é pública incondicionada. Renan Araujo – Aula 09 No “deixar de restituir” – É crime omissivo próprio. a pretexto de influir em juiz. consumando-se quando o agente. acreditando este (o terceiro). também.As penas aumentam-se de um terço. consistente na vontade de obter vantagem ou promessa de vantagem da vítima.estrategiaconcursos. ou qualquer outra utilidade. o funcionário dito como corrupto pelo agente e o terceiro ludibriado.reclusão. se o agente alega ou insinua que o dinheiro ou utilidade também se destina a qualquer das pessoas referidas neste artigo. desta forma. tradutor. intérprete ou testemunha: Pena . que o infrator é capaz de influenciar alguma daquelas pessoas e lhe trazer algum benefício. se recusa a devolver os autos. jurado. crime comum. podendo ser.Solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade. Perfazendo-se num único ato. 19) Exploração de prestígio Art.Renan Araujo www.br Página 34 de 81 . sob o pretexto de Prof. não se admite tentativa. O sujeito passivo primeiramente é o Estado. de um a cinco anos. O elemento subjetivo exigido é o dolo. O sujeito ativo aqui pode ser qualquer pessoa.com. funcionário de justiça. perito. Parágrafo único . 357 . e multa.

no caso da solicitação. A tentativa é possível.Renan Araujo www. com a mera solicitação. Trata-se de crime comum. fraude ou oferecimento de vantagem: Pena . perturbar ou fraudar arrematação judicial. 20) Violência ou fraude em arrematação judicial Art. afastar ou procurar afastar concorrente ou licitante. o recebimento é o ato que consuma o crime. eventual particular lesado pela conduta.estrategiaconcursos. O § único prevê uma causa de aumento de pena (1/3) se o agente alega que parte do dinheiro se destina também ao funcionário que ele diz ser corrupto e que irá ceder à influência. por meio de violência.Impedir. Renan Araujo – Aula 09 trazer-lhe benefício decorrente da alardeada influência (que pode ou não existir). Afastar ou procurar afastar concorrente ou licitante. Prof. e consiste em: Impedir. pois pode ser praticado por qualquer pessoa. Na modalidade “receber”. perturbar ou frustrar arrematação judicial. ou multa. sendo completamente irrelevante o recebimento da vantagem. grave ameaça.com. ainda. além da pena correspondente à violência. podendo ser sujeito passivo. Grave ameaça. O sujeito passivo é o Estado. por meio de: Violência. quando o agente não pediu dinheiro algum. indistintamente. A ação penal é pública incondicionada.br Página 35 de 81 . O tipo objetivo é de ação múltipla. 358 . de dois meses a um ano.detenção. O crime se consuma.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof.

A ação penal é pública incondicionada. ofício. na primeira das duas modalidades. Lá. Aqui.estrategiaconcursos. não se prevendo a forma culposa.com. o crime será consumado.Exercer função.br Página 36 de 81 . a ignora e exerce a atividade. de três meses a dois anos. a consumação se dá com a mera tentativa de afastar um concorrente ou licitante da disputa. o ato é realizado pelo poder público. mesmo diante de uma sentença contra si. 359 . Renan Araujo – Aula 09 Fraude.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. se dá com o impedimento. de que foi suspenso ou privado por decisão judicial: Pena . A consumação. de forma que. direito. Pune-se aqui o camarada que. atividade. pois no segundo caso. Prof. perturbação ou frustração efetiva da arrematação. ela é realizada pelo particular interessado! O elemento subjetivo é somente o dolo. autoridade ou múnus. A tentativa só é possível no primeiro caso. ocorrendo. 335. Na segunda modalidade. Oferecimento de vantagem CUIDADO! Esse delito não se confunde com o tipo penal do art.detenção. a tentativa já é um dos núcleos do tipo. direito. 21) Desobediência à decisão judicial sobre perda ou suspensão de direito Art. autoridade ou múnus de que foi suspenso pela decisão judicial. ou multa. através dos meios citados.Renan Araujo www. embora a arrematação seja autorizada judicialmente.

pois somente quem sofreu a decisão judicial inibitória é que poderá praticar o crime (controvertido). como sempre. O crime é PRÓPRIO. sendo o bem jurídico tutelado a MORALIDADE E RESPONSABILIDADE NA GESTÃO PÚBLICA . Caso descumpra a ordem judicial. mas também ao próprio mandamento constitucional do art. São. crimes funcionais. Renan Araujo – Aula 09 Imagine que alguém tenha sido suspenso judicialmente por um ano do direito de dirigir.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof.com. portanto.estrategiaconcursos. A tentativa é plenamente admitida. à responsabilidade na gestão da administração pública. Trata-se. Os crimes contra as finanças públicas são crimes que foram inseridos pela Lei 10. pois se exige do sujeito passivo a condição de funcionário público e a utilização Prof. é o dolo. de uma espécie de crimes contra a administração pública.Crimes contra as Finanças Públicas Os crimes contra as finanças públicas surgiram para dar efetividade não só à LRF. consistente na intenção de pôr em prática a atividade de que está proibido por DECISÃO JUDICIAL.028/00 no Título XI do CP (Crimes contra a administração pública).br Página 37 de 81 . estará cometendo o crime. dentre outras coisas. O elemento subjetivo. ainda.Renan Araujo www. A ação penal é pública incondicionada. O delito se consuma no momento em que o agente dá início ao exercício da atividade de que está proibido. 37 da CRFB/88. IV . que visa. donde se conclui que o sujeito passivo imediato nestes crimes é sempre a ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA .

Essas condutas são. de fato.estrategiaconcursos.028. interno ou externo. são sujeitos ativos do delito.br Página 38 de 81 . de 2000) O caput do artigo 359-A prevê a conduta daquele que ordena. A Doutrina entende que tanto aquele que determina a prática do ato. autorizar ou realizar operação de crédito. 359-A do CP: Art. O elemento subjetivo é o dolo. de 1 (um) a 2 (dois) anos. (Incluído pela Lei nº 10. São.reclusão.com. quanto aquele que realiza. Ordenar. de 2000) Pena .Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. portanto. NÃO SE ADMITE NA FORMA CULPOSA ! Prof. Renan Araujo – Aula 09 desta condição para a prática do delito. 359-A.Renan Araujo www. Não se exige nenhum fim especial de agir (não há o chamado dolo específico). a conduta. o que chamamos de TIPO OBJETIVO DO DELITO (Condutas incriminadas). ou seja. sem prévia autorização legislativa: (Incluído pela Lei nº 10. CRIMES PRÓPRIOS. Vamos ver cada um dos tipos penais citados: A) Contratação de operação de crédito Nos termos do art. autoriza ou realiza operação de crédito interno ou externo sem prévia autorização legislativa. pois. a vontade livre e consciente de praticar a conduta incriminada sem autorização legislativa. O sujeito ativo do delito será o funcionário público responsável pela prática do ato.028.

Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. de forma que é possível que ele não consiga consumar o crime por circunstâncias alheias à sua vontade (art. Renan Araujo – Aula 09 A consumação do crime é MUITO controvertida na Doutrina. é claro). defende que. não sendo necessária a efetiva realização desta (Também CRIME FORMAL). haverá possibilidade de tentativa. 559-A traz uma forma equiparada: Parágrafo único.  Realizar – Aqui se exige que a operação de crédito seja efetivamente realizada (CRIME MATERIAL). a tentativa não é admitida pela maioria da Doutrina. se no caso concreto se puder fracionar a conduta do agente (crime plurisubsistente). autoriza ou realiza operação de crédito.br Página 39 de 81 .com. A tentativa só é admitida pela Doutrina majoritária na modalidade “realizar”. mas prevalece o entendimento de que nas modalidades de:  Ordenar – Basta que o agente ordene a realização da operação de crédito. condição ou montante estabelecido em lei ou em resolução do Senado Federal.estrategiaconcursos. II do CP). pois se pode fracionar a conduta do agente em vários atos. AINDA QUE ESTA NÃO SE CONCRETIZE (CRIME FORMAL). O § único do art.028.Renan Araujo www. de 2000) Prof. no entanto. 14. Parcela da Doutrina. pois é difícil imaginar fracionamento das condutas “ordenar” e “autorizar”. (Incluído pela Lei nº 10.028. Nas demais modalidades. interno ou externo: (Incluído pela Lei nº 10.  Autorizar – Basta que o agente autorize a realização da operação (sem autorização legislativa. de 2000) I com inobservância de limite. Incide na mesma pena quem ordena.

mas no final das contas.028. de 2000) Aqui se visa a proteger a administração orçamentária. (Incluído pela Lei nº 10. 359-B. de despesa que não tenha sido previamente empenhada ou que exceda limite estabelecido em lei: (Incluído pela Lei nº 10.detenção. o montante da dívida consolidada ultrapassa o limite autorizado por lei. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos.estrategiaconcursos. B) Inscrição de despesas não empenhadas em restos a pagar Vejamos o que diz o art.quando o montante da dívida consolidada ultrapassa o limite máximo autorizado por lei. o agente pratica a conduta mediante autorização legislativa.028. Renan Araujo – Aula 09 II . (Incluído pela Lei nº 10. mas em razão dela é ultrapassado o limite da dívida consolidada. autoriza ou realiza a operação de crédito COM AUTORIZAÇÃO LEGISLATIVA. o agente ordena.028.com. de 2000) Pena . mas ULTRAPASSA OS LIMITES DA AUTORIZAÇÃO LEGISLATIVA .br Página 40 de 81 . mas precisamente para evitar que as futuras gestões herdem dificuldades financeiras em razão das atitudes ímprobas dos antecessores. No caso do inciso II. não é ilegal.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. a operação. Prof. em si. Ordenar ou autorizar a inscrição em restos a pagar. de 2000) No caso do inciso I. Ou seja. 359-B do CP: Art.Renan Araujo www.

INSCRITA EM RESTOS A PAGAR. DE FATO.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. mais uma vez. O elemento subjetivo é o DOLO. a tentativa é plenamente C) Assunção de obrigação no último ano do mandato O art.Renan Araujo www.com. sendo crime formal. o agente deve saber que a dívida não foi empenhada (1° caso) ou que a sua inscrição em restos a pagar excede o limite autorizado em lei (2° caso). dívida ainda não empenhada. POUCO IMPORTANDO SE ELA VEM OU NÃO A SER. embora empenhada. no plano fático). QUE NÃO TENHA SIDO EMPENHADA. O sujeito passivo será o ente público lesado.estrategiaconcursos. material (exige o resultado naturalístico. em restos a pagar – Aqui o agente inclui em “restos a pagar”. A consumação se dá com a ordenação ou autorização da inscrição da dívida em restos a pagar. no entanto. Cézar Roberto Bitencourt. ou seja. 359-C do CP assim dispõe: Prof. Lembrando que não se admite na forma culposa. entende que a dívida deve vir a ser efetivamente inscrita em restos a pagar. Para a Doutrina minoritária. é o agente público responsável pela prática do ato.  Ordenar ou autorizar a inscrição de dívida que . Essa é a posição da maioria da Doutrina. Para a Doutrina majoritária. Renan Araujo – Aula 09 O sujeito passivo. não se exigindo nenhuma finalidade especial de agir. logo. difícil é a caracterização da tentativa. Duas são as modalidades:  Ordenar ou autorizar a inscrição da dívida . ultrapassa o limite previsto em lei para “restos a pagar”.br Página 41 de 81 . sendo crime possível.

nos dois últimos quadrimestres do último ano do mandato ou legislatura. Prof.Renan Araujo www.028. que são condutas diferentes. a Doutrina exige que ele seja DETENTOR DE MANDATO! Mandato eletivo.reclusão. podendo ser um mandato decorrente de indicação (Procurador-Geral de Justiça ou Defensor-Público-Geral da União. mas não vai sobrar “graninha” pra isso. 359-C. Renan Araujo – Aula 09 Art. que deva ser paga no exercício seguinte. apesar de ser paga parcialmente no mesmo exercício financeiro.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. não basta que o agente seja funcionário público.br Página 42 de 81 . vai sobrar um “restinho” para o sucessor (rs). cuja despesa não possa ser paga no mesmo exercício financeiro ou. por exemplo). nos dois últimos quadrimestres do mandato ou legislatura. portanto. Na segunda. de 2000) Aqui. nos dois últimos quadrimestres do mandato ou legislatura. de 2000) Pena . de 1 (um) a 4 (quatro) anos. a dívida.com. caso reste parcela a ser paga no exercício seguinte. cuja DESPESA NÃO POSSA SER PAGA NO MESMO EXERCÍCIO .(Incluído pela Lei nº 10. Na primeira o agente ordena ou autoriza a assunção da dívida que não pode ser paga no mesmo exercício. que não tenha contrapartida suficiente de disponibilidade de caixa: (Incluído pela Lei nº 10. ou  Ordenar ou autorizar a assunção de obrigação. Ordenar ou autorizar a assunção de obrigação.estrategiaconcursos. certo? Errado! O mandato não precisa necessariamente ser eletivo.028. MAS SEM QUE HAJA VERBA PARA ISSO. O que importa é que o agente seja um agente público detentor de mandato! A conduta incriminada é a de:  Ordenar ou autorizar a assunção de obrigação. Vejam.

Renan Araujo www. Nesse caso. não sendo Prof. mas não vai sobrar contrapartida financeira para isso. Não é necessário. de forma a que o sistema dos “freios e contrapesos” não seja prejudicado. não sendo necessária a sua efetiva realização.com. somente é punido quem ORDENA a despesa não autorizada por lei. que ele saiba que a despesa não pode ser paga no mesmo exercício ou que vai sobrar parte dela para ser paga no próximo.028. (Incluído pela Lei nº 10. onde vigora o princípio Republicano. Renan Araujo – Aula 09 O elemento subjetivo. 359-D. a separação dos poderes deve ser respeitada. de 2000) Pena . num Estado verdadeiramente democrático de Direito.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. basta apenas. considerando-se que provavelmente o crime será unisubsistente. 359-A. diferentemente do que ocorre no art.028. sendo crime formal. Aqui. D) Ordenação de despesa não autorizada por lei O art. é bastante salutar que seja respeitada a necessidade de autorização legal para a ordenação de determinada despesa. Ordenar despesa não autorizada por lei: (Incluído pela Lei nº 10. 359-D do CP diz: Art.reclusão. Assim. claro. mais uma vez a tentativa é muito difícil. é o dolo.br Página 43 de 81 . A maioria da Doutrina entende que o crime se consuma com a mera ordenação ou autorização da assunção da dívida. de 1 (um) a 4 (quatro) anos. não se admitindo na forma culposa. ainda que o agente tenha a finalidade específica de prejudicar o próximo mandatário.estrategiaconcursos. de 2000) Como todos nós sabemos.

A LRF prevê. não se admitindo a forma culposa. que o gestor. ao contratar operação de crédito que exija garantia de adimplência (art. 40.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. na forma da lei: (Incluído pela Lei nº 10. E) Prestação de garantia graciosa Vejamos o disposto no art. 29. Renan Araujo – Aula 09 punível aquele que EXECUTA A ORDEM e realiza a despesa! Cuidado! O elemento subjetivo é o dolo. ainda que esta não venha a ser realizada. de 3 (três) meses a 1 (um) ano.estrategiaconcursos. em seu art. (Incluído pela Lei nº 10. A consumação se dá com a ordenação da despesa. é necessária a efetiva realização da despesa. 359-E do CP: Art. de 2000) O sujeito ativo é o gestor público ( funcionário público ) responsável pela prática dos atos dessa natureza. caso contrário o crime será tentado. O sujeito ativo é o agente público responsável pela ordenação de despesas no ente público. de 2000) Pena . Parte da Doutrina (sempre tem um! Rs) entende que o crime é MATERIAL.Renan Araujo www. O sujeito passivo será o ente público lesado.detenção.com.br Página 44 de 81 .028. ou seja. 359-E. IV da Prof.028. O sujeito passivo será o ente público lesado. Prestar garantia em operação de crédito sem que tenha sido constituída contragarantia em valor igual ou superior ao valor da garantia prestada.

40.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. Assim. NÃO HÁ CRIME (O fato é atípico) .028. a lei pune exatamente o gestor que oferece a garantia na operação de crédito. sendo. Assim. 359-F do CP diz: Art. de 2000) A conduta aqui é OMISSIVA. MAS NÃO EXIGE A CONTRAGARANTIA EM VALOR IGUAL OU SUPERIOR.estrategiaconcursos. Essa conduta também é crime! A consumação se dá com a efetiva prestação da garantia sem contragarantia. portanto. pois o agente DEIXA DE FAZER algo ao qual está obrigado por lei. de autorizar ou de promover o cancelamento do montante de restos a pagar inscrito em valor superior ao permitido em lei: (Incluído pela Lei nº 10. contragarantia em valor INFERIOR ao da garantia. Deixar de ordenar.br Página 45 de 81 . O agente deve deixar de ordenar. Renan Araujo – Aula 09 LRF) deverá exigir do beneficiário que preste CONTRAGARANTIA.com. crime MATERIAL.detenção.028. De nada adianta. A Doutrina admite a tentativa. (Incluído pela Lei nº 10. exigir. mas não se ultrapassa o limite previsto em lei. por exemplo. de 2000) Pena . portanto. 359-F. se o agente deixa de cancelar restos a pagar. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. §1° da LRF). Prof. F) Não cancelamento de restos a pagar O art. autorizar ou promover o cancelamento do montante de restos a pagar superior ao limite permitido por lei.Renan Araujo www. a contrario sensu. resguardando o patrimônio público (art.

e o crime se consuma. O crime se CONSUMA quando SE ESGOTA O PRAZO PARA QUE O AGENTE REALIZE O ATO AO QUAL ESTÁ OBRIGADO . autorizar ou executar ato que acarrete aumento de despesa total com pessoal. AUTORIZAR OU PROMOVER O CANCELAMENTO DO MONTANTE . pois se o fizer no último dia do prazo.com. de 2000) A conduta punida aqui é bastante simples. CUIDADO! A mera demora (negligência) não constitui o crime em questão. não cometeu o crime. pois ou o agente deixa. Lembrando que não basta o esgotamento do prazo.028. Ordenar. G) Aumento de despesa total com pessoal no último ano do mandato ou legislatura Vejamos a norma inserida no art. Sendo crime omissivo puro. ou o agente não pratica crime algum. não cabe a tentativa. 359-G do CP: Art.reclusão. de 1 (um) a 4 (quatro) anos. nos cento e oitenta dias anteriores ao final do mandato ou da legislatura: (Incluído pela Lei nº 10. E NÃO MERO ESQUECIMENTO. por exemplo. 359-G. Pune-se o ato que importe em aumento de despesa total com pessoal nos últimos 180 Prof. de 2000)) Pena . Renan Araujo – Aula 09 O elemento subjetivo exigido é o dolo. devendo o agente QUERER CONSCIENTEMENTE DEIXAR DE ORDENAR. deve ter havido VONTADE do agente em não realizar o ato.Renan Araujo www. (Incluído pela Lei nº 10. voluntariamente. não se punindo a forma culposa.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof.br Página 46 de 81 .028. correr o prazo sem realizar o ato.estrategiaconcursos.

br Página 47 de 81 . não importando se este vem a ocorrer ou não.028. Mais uma vez. Além de o ato ser nulo (art. o ato também é crime. que pode ser eletivo ou não. mas um agente público detentor de mandato. conforme vimos. Renan Araujo – Aula 09 dias (Não são seis meses!) anteriores ao término do mandato ou legislatura.Renan Araujo www. exige-se que o agente não seja apenas um servidor público. pois a conduta incriminada pode ser praticada de DIVERSAS MANEIRAS.estrategiaconcursos. Em todas elas. A maioria da Doutrina entende que o crime é FORMAL . trata-se de CRIME DE AÇÃO MÚLTIPLA (Ou crime PLURINUCLEAR). H) Oferta pública ou colocação de títulos no mercado Nos termos do art. Ordenar. 359-H do CP: Art. para a maioria da Doutrina. 21 da LRF). é unânime na Doutrina que se trata de tentativa. que é o fato de o ato ser praticado nos últimos 180 dias anteriores ao término do mandato ou legislatura. está presente o elemento temporal. 359-H. Na modalidade “executar”. autorizar ou promover a oferta pública ou a colocação no mercado financeiro de títulos da dívida pública sem que tenham sido criados por lei ou sem que estejam registrados em sistema centralizado de liquidação e de custódia: (Incluído pela Lei nº 10. no entanto.com. A possível modalidade EXECUTAR. consumando-se com a mera ordenação ou autorização da realização do ato que importa em aumento de despesa com pessoal. só é crime na MATERIAL. de 2000) Prof. Como a maioria dos crimes contra as finanças públicas.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. exigindo-se que o agente efetivamente realize o ato.

é o que se chama de “elemento normativo do tipo”. Renan Araujo – Aula 09 Pena .estrategiaconcursos. ainda. Essa última parte. é indispensável que a oferta pública seja efetivamente promovida ou os títulos colocados no mercado.reclusão. que pode ser praticado na modalidade ordenar. Também temos mais um crime de ação múltipla. de 1 (um) a 4 (quatro) anos. etc. de crime PRÓPRIO. podem ser.br Página 48 de 81 . os sujeitos passivos. Para outra parte da Doutrina.Renan Araujo www. (Incluído pela Lei nº 10.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. grifada. Caso a conduta seja praticada com a observância das regras pertinentes. estaremos diante de elementos normativos do tipo. não haverá crime (Meio óbvio.028. como em todos os outros crimes contra as finanças públicas. EVENTUAIS TERCEIROS ADQUIRENTES DOS TÍTULOS COLOCADOS NO MERCADO . além de serem os entes públicos lesados. para a maioria da Doutrina se dá com a mera autorização ou ordenação da realização do ato (promoção da oferta ou colocação no mercado). O único consenso doutrinário é quanto à última modalidade. sendo a sua realização irrelevante para a consumação. “sem autorização”. Exige-se que seja o funcionário responsável pela prática do ato de colocação de títulos no mercado ou promoção de oferta pública. “PROMOVER”. CUIDADO! Aqui.. sem que tenham sido criados por lei ou sem que estejam registrados no sistema centralizado de liquidação e custódia. que se trata de um delito nitidamente Prof. pois a conduta só será típica se realizada com a inobservância de alguma regra. Sempre que vocês virem a menção às expressões “sem permissão legal”. A consumação.. autorizar ou promover A OFERTA PÚBLICA OU COLOCAÇÃO DE TÍTULOS NO MERCADO.com. de 2000) Trata-se. rs). pois se exige do agente uma qualidade especial (funcionário público).

nada impede que se considere a conduta como praticada sob estado de necessidade (causa de exclusão da ilicitude. em todos os crimes. sendo necessária a efetiva inserção do título no mercado ou promoção da oferta pública. no entanto. 359-H. Nesse caso. Prof. Renan Araujo – Aula 09 material. portanto. é PÚBLICA INCONDICIONADA.  O bem jurídico tutelado é sempre a regularidade das finanças públicas. exige-se que seja detentor de mandato.estrategiaconcursos. Em alguns casos. sujeito passivo. 23. Sendo.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. I do CP). é possível que um particular também seja lesado. em todos os casos. a ordenação de uma despesa não autorizada para socorrer vítimas de uma catástrofe natural ( calamidade pública). nos termos do art.Renan Araujo www. admite-se a tentativa.  Nada impede que o agente pratique quaisquer destas condutas sob o pálio de uma causa excludente de ilicitude ou culpabilidade . nesse último caso.  Praticamente todos os crimes são de ação múltipla (PLURINUCLEARES).  Não se admite nenhum desses crimes na forma culposa.br Página 49 de 81 . por exemplo. Imagine. sendo. crime material. são sempre funcionários públicos.  Os sujeitos passivos serão sempre os entes públicos lesados pela conduta.  A ação penal. No tipo do art.com. I) Pontos comuns  Os sujeitos passivos.

(FCC .com.Renan Araujo www. quando a lei o exigir. confiram o desempenho de vocês analisando os comentários colocados em cada questão. A) constitui mera infração administrativa.br Página 50 de 81 . meus amigos! Prof. sem contragarantia em valor igual ou superior ao valor da garantia prestada.2011 . Primeiro. Até a próxima! Bons estudos pra vocês! Um abraço. chegou a hora de revisarmos e fixarmos a matéria estudada através da resolução de questões que foram cobradas em concursos recentes.estrategiaconcursos. Prof. Renan Araujo V – EXERCÍCIOS PARA PRATICAR Meus caros. pois se trata de fato penalmente atípico.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. façam uma espécie de simulado com as questões sem os comentários! Ao final.TCM-BA .PROCURADOR ESPECIAL DE CONTAS) A prestação por administrador público de garantia em operação de crédito. Renan Araujo – Aula 09 Meus caros. Bons estudos! 01 . por hoje é só! Espero que vocês tenham assimilado bem a matéria.

AUDITOR) Constitui crime contra as finanças públicas A) ordenar operação de autorização judiciária.2010 .TCE-RO .(FCC – 2011 – TCE/SP – PROCURADOR) Constitui crime contra as finanças públicas o ato de ordenar a assunção de obrigação cuja despesa não possa ser paga no exercício financeiro.br Página 51 de 81 . Renan Araujo – Aula 09 B) pode representar a prática de crime previsto no Código Penal.666/93). crédito. C) executar ato que acarrete aumento de despesa total com pessoal. sem prévia 03 . quando o montante da dívida consolidada ultrapassa o limite máximo autorizado por lei. nos 360 (trezentos e sessenta) dias anteriores ao final do mandato ou da legislatura. além de configurar possível improbidade administrativa.com. interno ou externo.Renan Araujo www. E) autorizar a assunção de obrigação cuja despesa não possa ser paga no exercício financeiro nos três últimos trimestres do último ano do mandato. D) realizar operação de crédito. interno ou externo. com inobservância de limite. C) exige a ocorrência de prejuízo ao erário para ser considerada ato de improbidade administrativa.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. E) caracteriza crime previsto na Lei Geral de Licitações (Lei Federal no 8. desde que demonstrada a negligência da autoridade que a prestou. D) é fato típico. 02 . B) autorizar operação de crédito.(FCC . desde que a determinação ocorra Prof.estrategiaconcursos. condição ou montante estabelecido em lei ou em resolução da Câmara Federal. interno ou externo.

da razão que tenha levado ao depoimento Prof. responderiam ambos também por crimes de corrupção ativa e passiva. B) nos dois últimos semestres do último ano do mandato ou legislatura. D) nos dois últimos quadrimestres dos dois últimos anos do mandato ou legislatura.br Página 52 de 81 . terá o efeito penal de impossibilitar a punição. e este tivesse aceito. C) nos três últimos trimestres do último ano do mandato ou legislatura.com. E) nos dois últimos bimestres dos dois últimos anos do mandato ou legislatura 04 - (CESPE - 2011 - PC-ES - PERITO PAPILOSCÓPICO - ESPECÍFICOS) A retratação do agente. tivesse oferecido a Lino quantia em dinheiro para que este prestasse seus depoimentos falsos. 05 - (CESPE - 2011 - PC-ES - PERITO PAPILOSCÓPICO - ESPECÍFICOS) Se Jair. nada se alteraria em relação às imputações por falso testemunho narradas.estrategiaconcursos. independentemente mentiroso. em vez de apenas pedir e induzir.Renan Araujo www.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. Renan Araujo – Aula 09 A) nos dois últimos quadrimestres do último ano do mandato ou legislatura. Contudo. se realizada a qualquer tempo antes da sentença condenatória no processo penal por falso testemunho ao qual o agente responderá em razão de seu(s) testemunhos(s) falso(s). ou a decisão de falar a verdade. uma vez que o dano à administração da justiça e à administração pública é o mesmo.

10 . caso o sujeito ativo seja ascendente ou descendente do criminoso.ANALISTA . Renan Araujo – Aula 09 06 (CESPE 2011 PC-ES PERITO PAPILOSCÓPICO - ESPECÍFICOS) Há crime de falso testemunho. crime de ação penal pública condicionada a representação.ESPECÍFICOS) Nos crimes de favorecimento pessoal e real. sem autorização para tanto.br Página 53 de 81 .DETRAN-DF .Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. deixou de restituí-los ao cartório da delegacia.ADVOCACIA) Prof. e sobre o qual seja perguntado.estrategiaconcursos.DETRAN-DF .STM .(CESPE . 08 . 07 - (CESPE - 2011 - PC-ES - ESCRIVÃO DE POLÍCIA - ESPECÍFICOS) Frederico.ANALISTA JUDICIÁRIO . Nessa situação. o pai de João cometeria denunciação caluniosa. ainda que não faça o agente qualquer declaração falsa.Renan Araujo www.(CESPE . ao final da consulta. na condição de advogado constituído por um investigado. levando-os consigo.ANALISTA .ADVOCACIA) Caso assumisse a autoria do atropelamento. juridicamente relevante para o caso.2011 . fica isento de pena. se acaso omitir-se em dizer a verdade sobre fato que conhece.2009 . 09 .com.ÁREA JUDICIÁRIA . por dar causa à instauração de investigação policial sabendo-se inocente.(CESPE . recebeu das mãos do escrivão da delegacia os autos do inquérito policial para exame e. caracterizou-se o crime de sonegação de papel ou objeto de valor probatório.2009 .

delegado de polícia. de maneira tendenciosa.TÉCNICO JUDICIÁRIO SEGURANÇA) Maria procurou Ana.(FCC .com. D) advocacia administrativa.(CESPE .1ª REGIÃO (RJ) . Mário praticou crime de desobediência. na medida em que modificou.2004 .2011 .(FCC . o lugar do crime. recusase a instaurar inquérito policial requisitado por promotor de justiça contra o referido amigo.1ª REGIÃO . há indicação Prof. 11 . 13 . E) favorecimento pessoal. 12 . C) exploração de prestígio. solicitou a quantia de R$ 5. Nessa hipótese.POLÍCIA FEDERAL . No delito de comunicação falsa de crime ou contravenção.br Página 54 de 81 . que ia ser submetida a julgamento perante o Tribunal do Júri por crime de infanticídio e.00 para influir a seu favor no julgamento destes. Renan Araujo – Aula 09 O pai de João praticou o crime de favorecimento pessoal. com o intuito de proteger um amigo.2011 . Maria responderá por crime de A) estelionato.TRF .Renan Araujo www.DELEGADO DE POLÍCIA NACIONAL) Mário. no intuito de induzir o perito em erro para favorecer o filho. dizendo-se amiga de dois jurados.000.estrategiaconcursos. considere: I.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. B) corrupção ativa.TRT .ANALISTA JUDICIÁRIO EXECUÇÃO DE MANDADOS) A respeito dos Crimes contra a Administração da Justiça.

C) praticado por funcionário público contra a administração em geral. B) I.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. No delito de falso testemunho.TRE-TO . Está correto o que se afirma SOMENTE em: A) III. não há indicação expressa de determinada pessoa como autora da infração. III e IV. III. II. D) II. 14 . II e III.br Página 55 de 81 .2011 .(FCC . No delito de denunciação caluniosa. B) praticado por particular contra a administração em geral. A vítima de um crime não comete crime de falso testemunho se calar a verdade em processo judicial.ÁREA JUDICIÁRIA) Arrebatamento de preso é classificado como crime A) de abuso de autoridade.estrategiaconcursos. C) I e IV. D) contra a fé pública.ANALISTA JUDICIÁRIO . II e IV. Prof.Renan Araujo www. o fato deixa de ser punível se o agente se retrata ou declara a verdade até o trânsito em julgado da sentença ou do acórdão proferido no processo em que ocorreu a falsidade. E) contra a administração da Justiça. Renan Araujo – Aula 09 expressa de pessoa determinada como autora da infração.com. E) I. IV.

E) não há dano ao patrimônio público. B) motim de presos.2009 . D) visa a recuperar coisa própria que se acha em poder de terceiro por determinação judicial. somente se procede mediante queixa se A) cometido por ascendente.ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA) Paulo e Pedro alugaram um helicóptero e. B) não há emprego de violência.1ª REGIÃO .TRF . 16 . C) cometido para satisfazer pretensão legítima.2006 .estrategiaconcursos. C) fuga de pessoa presa.ANALISTA JUDICIÁRIO .MPE-SE . com a utilização da corda de salvamento. Paulo e Pedro responderão por crime de A) arrebatamento de preso.ÁREA ADMINISTRATIVA) Quanto ao crime de exercício arbitrário das próprias razões.TRE-RS .Renan Araujo www. D) favorecimento pessoal.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. cônjuge ou irmão da vítima. possibilitaram a fuga do chefe da quadrilha a que pertenciam.(FCC .br Página 56 de 81 . E) evasão mediante violência. 17 . Renan Araujo – Aula 09 15 .(FCC . descendente.com. içando-o do pátio da penitenciária onde cumpria pena privativa de liberdade.2010 . Nesse caso.(FCC .ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO ESPECIALIDADE DIREITO) Prof.

Prof.br Página 57 de 81 . E) exploração de prestígio. 19 . na forma dolosa. D) fica isento de pena.estrategiaconcursos. Nesse caso.Renan Araujo www. C) comete crime de favorecimento pessoal.(FCC .com. A) não comete nenhum delito. Renan Araujo – Aula 09 Aquele que solicita dinheiro a pretexto de influir em órgão do Ministério Público pratica o crime de A) condescendência criminosa. 18 . imputando-lhe crime.EXECUÇÃO DE MANDADOS) Quem dá causa à instauração de investigação policial ou de processo judicial contra alguém.ÁREA JUDICIÁRIA . E) comete crime de favorecimento real.2009 .4ª REGIÃO . sem ter certeza de ser ele o autor do delito.2010 . com redução da pena aplicada em metade.TRF . B) comete crime de favorecimento real.3ª REGIÃO (MG) . B) comete crime de denunciação caluniosa. B) advocacia administrativa. a subtrair-se à ação de autoridade pública. C) tráfico de influência.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof.(FCC . com redução da pena aplicada em metade.ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA) Paulo auxilia seu irmão.TRT . Paulo A) comete crime de fraude processual.ANALISTA JUDICIÁRIO . autor de crime a que é cominada pena de reclusão. D) patrocínio infiel.

Em determinado dia. trocou de roupa com um visitante e fugiu pela porta de entrada do presídio. perante autoridade policial.com.ÁREA JUDICIÁRIA) José encontrava-se preso. A) não pratica nenhum delito.Renan Araujo www.ÁREA JUDICIÁRIA) A pessoa que confessa. D) comete crime de denunciação caluniosa. na forma culposa.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof.br Página 58 de 81 .(FCC .(FCC . D) pratica crime de comunicação falsa de crime. Prof. na forma dolosa.TRF-2R . C) não cometeu nenhum crime.ANALISTA JUDICIÁRIO . porque não empregou violência contra a pessoa. E) comete crime de comunicação falsa de crime. Nesse caso. B) pratica crime de auto-acusação falsa.ANALISTA JUDICIÁRIO .2007 . E) pratica crime de denunciação caluniosa.estrategiaconcursos. E) cometeu crime de favorecimento pessoal. 20 . B) cometeu crime de arrebatamento de preso. delito inexistente. cumprindo pena por crime de roubo. D) cometeu crime de fraude processual.TRT . C) pratica crime de falso testemunho. 21 . José A) cometeu crime de fuga de pessoa presa ou submetida a medida de segurança.2009 . na forma culposa. Renan Araujo – Aula 09 C) comete crime de comunicação falsa de crime.3ª REGIÃO (MG) .

23 .ÁREA JUDICIÁRIA . Prof. configura crime de A) peculato. B) abuso de poder. C) exercício arbitrário das próprias razões.2007 . D) caracteriza crime definido no Código Penal e sujeita o agente apenas a nova expulsão após o término do processo. para satisfazer pretensão.ÁREA JUDICIÁRIA .(FCC .2007 . D) concussão.com.TRF-4R . C) não caracteriza crime definido no Código Penal e o agente só está sujeito a nova expulsão se cometer delito apenado com reclusão. Renan Araujo – Aula 09 22 .Renan Araujo www.estrategiaconcursos.ANALISTA JUDICIÁRIO . salvo quando a lei o permite. B) não caracteriza crime.EXECUÇÃO DE MANDADOS) O reingresso no território nacional de estrangeiro expulso do País.TRF-2R .ANALISTA JUDICIÁRIO . estando o agente sujeito apenas a nova expulsão.(FCC . sem autorização de autoridade competente e sem que tenha sido revogada a expulsão A) não caracteriza crime definido no Código Penal se a expulsão foi injusta.EXECUÇÃO DE MANDADOS) Fazer justiça pelas próprias mãos.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. embora legítima.br Página 59 de 81 . estando o agente sujeito a pena privativa de liberdade sem prejuízo de nova expulsão após o cumprimento da pena. E) prevaricação. E) caracteriza crime definido no Código Penal.

ÁREA JUDICIÁRIA . pois se trata de fato penalmente atípico. E) que o fato imputado sempre constitua crime. Renan Araujo – Aula 09 24 . A) constitui mera infração administrativa.2011 . além de configurar possível improbidade administrativa. de que o sabe culpado. C) exige a ocorrência de prejuízo ao erário para ser considerada ato de improbidade administrativa.Renan Araujo www.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof.2007 .br Página 60 de 81 .(FCC . não mera contravenção penal. desde que demonstrada a negligência da autoridade que a prestou. B) a imputação de crime de que o sabe inocente a pessoa indeterminada.ANALISTA JUDICIÁRIO . C) a imputação a pessoa certa e determinada de fato verdadeiro.(FCC .TCM-BA . é pressuposto do crime de denunciação caluniosa A) a imputação de crime de que o sabe inocente a pessoa certa e determinada.com. Prof.TRF-4R . VI – QUESTÕES COMENTADAS 01 .estrategiaconcursos. quando a lei o exigir. B) pode representar a prática de crime previsto no Código Penal. desde que o fato seja verdadeiro. sem contragarantia em valor igual ou superior ao valor da garantia prestada.PROCURADOR ESPECIAL DE CONTAS) A prestação por administrador público de garantia em operação de crédito. D) que o fato imputado constitua crime doloso ou culposo. D) é fato típico.EXECUÇÃO DE MANDADOS) Entre outros.

sem prévia autorização judiciária. e exige-se o dolo para sua consumação. 359-E.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. a alternativa correta é a letra B. é crime previsto no art.028.(FCC . Renan Araujo – Aula 09 E) caracteriza crime previsto na Lei Geral de Licitações (Lei Federal no 8.com. com inobservância de limite.estrategiaconcursos. COMENTÁRIOS: Conforme vimos. nos 360 (trezentos e sessenta) dias anteriores ao final do mandato ou da legislatura. a prestação de garantia pelo agente público.br Página 61 de 81 . 359-E: Art. que o agente responda por ato de improbidade administrativa.2010 . por praticar ato que causa lesão ao erário. de 2000) Trata-se do crime de “garantia graciosa”. B) autorizar operação de crédito. C) executar ato que acarrete aumento de despesa total com pessoal. na forma da lei: (Incluído pela Lei nº 10.AUDITOR) Constitui crime contra as finanças públicas A) ordenar operação de crédito. ainda. interno ou externo.Renan Araujo www.028. É possível. Assim.detenção. não sendo suficiente a negligência (elemento que indica mera culpa). Prof. de 3 (três) meses a 1 (um) ano. (Incluído pela Lei nº 10. de 2000) Pena . 02 .TCE-RO . sem a devida exigência de contragarantia em valor igual ou superior ao da garantia. Prestar garantia em operação de crédito sem que tenha sido constituída contragarantia em valor igual ou superior ao valor da garantia prestada. condição ou montante estabelecido em lei ou em resolução da Câmara Federal.666/93). interno ou externo. quando da realização de operação de crédito.

estrategiaconcursos. sem prévia autorização legislativa: (Incluído pela Lei nº 10.br Página 62 de 81 . autoriza ou realiza operação de crédito. quando o montante da dívida consolidada ultrapassa o limite máximo autorizado por lei.028. 03 . temos a realização de operação de crédito interno ou externo quando o limite da dívida consolidada ultrapassa o limite máximo autorizado por Lei.. de 2000) (. Dentre as condutas tipificadas.) II quando o montante da dívida consolidada ultrapassa o limite máximo autorizado por lei. autorizar ou realizar operação de crédito. Renan Araujo – Aula 09 D) realizar operação de crédito.reclusão.028.Renan Araujo www.(FCC – 2011 – TCE/SP – PROCURADOR) Prof. §único. II do CP: Art. Ordenar. 359-A a 359-H pela Lei 10. de 2000) Parágrafo único. de 2000) Pena . Incide na mesma pena quem ordena.028/00.028.028. interno ou externo. de 1 (um) a 2 (dois) anos.. Trata-se de crime previsto no art.com. interno ou externo. (Incluído pela Lei nº 10. E) autorizar a assunção de obrigação cuja despesa não possa ser paga no exercício financeiro nos três últimos trimestres do último ano do mandato. COMENTÁRIOS: Os crimes contra as finanças públicas foram inseridos no Código Penal. interno ou externo: (Incluído pela Lei nº 10. arts. de 2000) Assim. 359-A. a alternativa correta é a letra D.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. 359-A. (Incluído pela Lei nº 10.

estrategiaconcursos.028.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. de 2000) Pena . do ÚLTIMO ANO do DOIS ÚLTIMOS ou legislatura. B) nos dois últimos semestres do último ano do mandato ou legislatura.br Página 63 de 81 . de 2000) Portanto. Renan Araujo – Aula 09 Constitui crime contra as finanças públicas o ato de ordenar a assunção de obrigação cuja despesa não possa ser paga no exercício financeiro. desde que a determinação ocorra A) nos dois últimos quadrimestres do último ano do mandato ou legislatura.(Incluído pela Lei nº 10. nos dois últimos quadrimestres do último ano do mandato ou legislatura. o crime ocorrerá se a ordenação de assunção de despesa ocorrer nos QUADRIMESTRES Vejamos: Art.Renan Araujo www.reclusão. de 1 (um) a 4 (quatro) anos. 359-C. E) nos dois últimos bimestres dos dois últimos anos do mandato ou legislatura COMENTÁRIOS: Nos termos do art. caso reste parcela a ser paga no exercício seguinte. Ordenar ou autorizar a assunção de obrigação. que não tenha contrapartida suficiente de disponibilidade de caixa: (Incluído pela Lei nº 10. D) nos dois últimos quadrimestres dos dois últimos anos do mandato ou legislatura. 359-C do CP. cuja despesa não possa ser paga no mesmo exercício financeiro ou. C) nos três últimos trimestres do último ano do mandato ou legislatura. a alternativa correta é a letra A.028. mandato Prof.com.

em qualquer caso. terá o efeito penal de impossibilitar a punição. e não no processo em que o agente responde pelo falso testemunho! Cuidado com a pegadinha! Além disso. tivesse oferecido a Lino quantia em dinheiro para que este prestasse seus depoimentos falsos. ou a decisão de falar a verdade. uma vez que o dano à administração da justiça e à administração pública é o mesmo.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. responderiam ambos também por crimes de corrupção ativa e passiva. nada se alteraria em relação às imputações por falso testemunho narradas. se realizada a qualquer tempo antes da sentença condenatória no processo penal por falso testemunho ao qual o agente responderá em razão de seu(s) testemunhos(s) falso(s). Renan Araujo – Aula 09 04 (CESPE 2011 PC-ES PERITO PAPILOSCÓPICO - ESPECÍFICOS) A retratação do agente. Se Jair oferecer por a Lino para de que este preste de responderá crime corrupção ativa testemunha.com.estrategiaconcursos. previsto no art. e este tivesse aceito.br Página 64 de 81 . a afirmativa está errada. Vejamos: Prof. Contudo. COMENTÁRIOS: testemunho falso. 05 - (CESPE - 2011 - PC-ES - PERITO PAPILOSCÓPICO - ESPECÍFICOS) Se Jair. em vez de apenas pedir e induzir. 343 do CP. Assim. independentemente da razão que tenha levado ao depoimento mentiroso. COMENTÁRIOS: A retratação do agente só tem o condão de extinguir a punibilidade quando realizada NO BOJO DO PROCESSO em que ocorreu o falso testemunho. a retratação (ou decisão de falar a verdade) deve ocorrer ANTES DA SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA (e nisso a questão está correta).Renan Araujo www.

perícia. tradução ou interpretação: (Redação dada pela Lei nº 10.8. inquérito policial. ou negar ou calar a verdade como testemunha. § 1° do CP. COMENTÁRIOS: A conduta proibida no tipo de falso testemunho (tipo objetivo) engloba. perito. oferecer ou prometer dinheiro ou qualquer outra vantagem a testemunha. ou em juízo arbitral: (Redação dada pela Lei nº 10. 342.2001) Assim. cálculos. Renan Araujo – Aula 09 Art. contador. contador.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. 06 - (CESPE - 2011 - PC-ES - PERITO PAPILOSCÓPICO - ESPECÍFICOS) Há crime de falso testemunho. Dar.2001) Caso Lino aceitasse a vantagem oferecida. negar ou calar a verdade em depoimento. ou administrativo. 343. de 28. a afirmativa está correta. ainda que não faça o agente qualquer declaração falsa. para fazer afirmação falsa. de 28. tradutor ou intérprete em processo judicial. Vejamos: Art. nos termos do art.Renan Araujo www. dentre outras. e sobre o qual seja perguntado. perito. juridicamente relevante para o caso.estrategiaconcursos.268. Fazer afirmação falsa.8. se acaso omitir-se em dizer a verdade sobre fato que conhece. nos termos do art.268.com. 07 - (CESPE - 2011 - PC-ES - ESCRIVÃO DE POLÍCIA - ESPECÍFICOS) Prof.br Página 65 de 81 . 342 do CP. a conduta de calar a verdade. a afirmativa está errada. Assim. responderia por crime de falso testemunho circunstanciado (pena aumentada). 342. tradutor ou intérprete.

ÁREA JUDICIÁRIA . fica isento de pena. fica isento de pena. o § 2° do art.ESPECÍFICOS) Nos crimes de favorecimento pessoal e real.) § 2º . deixou de restituí-los ao cartório da delegacia. sem autorização para tanto..Auxiliar a subtrair-se à ação de autoridade pública autor de crime a que é cominada pena de reclusão: Pena .Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof.2011 . na condição de advogado constituído por um investigado. descendente. caso o sujeito ativo seja ascendente ou descendente do criminoso. ao final da consulta. 08 . Outra parte. Prof. Nessa situação. entende que basta a retirada dos autos sem autorização ou a resistência em entregá-los para que se caracterize o crime. recebeu das mãos do escrivão da delegacia os autos do inquérito policial para exame e. Renan Araujo – Aula 09 Frederico.(CESPE . COMENTÁRIOS: A questão não é tão simples quanto parece. (. Assim. 348 do CP estabelece que se o auxílio é prestado por ascendente. A Doutrina diverge quanto à consumação do delito. cônjuge ou irmão do criminoso. 348 . caracterizou-se o crime de sonegação de papel ou objeto de valor probatório.com. a afirmativa está correta.. cônjuge ou irmão. embora intimado judicialmente. majoritária. este fica isento de pena. Parte entende que é necessário que o agente. levando-os consigo. COMENTÁRIOS: No crime de favorecimento pessoal.Se quem presta o auxílio é ascendente.ANALISTA JUDICIÁRIO . A Banca adotou esta última posição. e multa. descendente.detenção. de um a seis meses. Vejamos: Art.br Página 66 de 81 .Renan Araujo www. não devolva os autos.STM .estrategiaconcursos.

a afirmativa está errada. a afirmativa está errada. podemos resolvê-la tranquilamente. Renan Araujo – Aula 09 Já no crime de favorecimento real.(CESPE . não ficará isenta de pena.ADVOCACIA) O pai de João praticou o crime de favorecimento pessoal.ANALISTA .estrategiaconcursos. crime de ação penal pública condicionada a representação. 341 do CP. previsto no art. 09 . COMENTÁRIOS: Quando alguém assume a autoria de um delito que não cometera. de maneira tendenciosa.2009 .DETRAN-DF . In verbis: Art. não há essa permissão. não comete o crime de favorecimento pessoal (que se caracteriza por Prof. perante a autoridade. COMENTÁRIOS: Embora não haja o texto da questão.(CESPE .Renan Araujo www. Aquele que inova (modifica) o lugar do crime.2009 . por dar causa à instauração de investigação policial sabendo-se inocente.com. com o intuito de induzir o perito a erro. 341 . 10 .ADVOCACIA) Caso assumisse a autoria do atropelamento. no intuito de induzir o perito em erro para favorecer o filho.detenção.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. Assim. Assim. o pai de João cometeria denunciação caluniosa.DETRAN-DF . de forma a favorecer alguém. de três meses a dois anos. ou multa. de crime inexistente ou praticado por outrem: Pena . Praticando o crime uma destas pessoas. pratica o delito de autoacusação falsa.Acusar-se. na medida em que modificou. o lugar do crime. por ausência de previsão legal.ANALISTA .br Página 67 de 81 .

segundo o CESPE. Ou seja. 347 do CP: Art. Mário praticou crime de desobediência. ao qual (segundo Doutrina esmagadora). o STJ possui alguns julgados decidindo que servidor público não comete crime de desobediência. é uma bagunça total. na medida em que o ato de instauração do Inquérito Policial mediante requisição do P romotor não é “ex officio”.com. 11 . mas pratica o crime de fraude processual. particularmente.br Página 68 de 81 . A questão deveria ter sido anulada! Porém. Renan Araujo – Aula 09 auxiliar alguém a se furtar das autoridades policias).detenção. na pendência de processo civil ou administrativo. está errada. e multa. entendo que não houve crime de prevaricação. recusa-se a instaurar inquérito policial requisitado por promotor de justiça contra o referido amigo.Inovar artificiosamente. de três meses a dois anos. Eu. o Delegado está vinculado. Assim.(CESPE . Entretanto. tendo considerado que Mário praticou o crime de prevaricação. por ser crime praticado somente por particular contra a administração pública (também há julgados considerando ser possível!). Nessa hipótese. o estado de lugar. mas um ato provocado. a afirmativa está errada. COMENTÁRIOS: A questão é MUITO POLÊMICA.DELEGADO DE POLÍCIA NACIONAL) Mário. 347 . previsto no art.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. com o fim de induzir a erro o juiz ou o perito: Pena .estrategiaconcursos. A Banca considerou a questão como ERRADA. com o intuito de proteger um amigo. Prof.Renan Araujo www. de coisa ou de pessoa.POLÍCIA FEDERAL . delegado de polícia.2004 . a afirmativa.

1ª REGIÃO . Maria responderá por crime de A) estelionato.br Página 69 de 81 . No delito de comunicação falsa de crime ou contravenção.2011 .com. 13 . a alternativa correta é a letra C.(FCC . Renan Araujo – Aula 09 12 .estrategiaconcursos. é o de exploração de prestígio. B) corrupção ativa. órgão do Ministério Público. dizendo-se amiga de dois jurados. Prof. D) advocacia administrativa. considere: I.(FCC .2011 . no caso citado. a pretexto de influir em juiz. Assim.TRT . E) favorecimento pessoal. previsto no art.TÉCNICO JUDICIÁRIO SEGURANÇA) Maria procurou Ana. há indicação expressa de pessoa determinada como autora da infração. de um a cinco anos.000.1ª REGIÃO (RJ) . e multa.Renan Araujo www.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. COMENTÁRIOS: O crime praticado por Maira. funcionário de justiça.00 para influir a seu favor no julgamento destes. C) exploração de prestígio. 357 . tradutor.Solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade. jurado. perito. que ia ser submetida a julgamento perante o Tribunal do Júri por crime de infanticídio e.reclusão.ANALISTA JUDICIÁRIO EXECUÇÃO DE MANDADOS) A respeito dos Crimes contra a Administração da Justiça. 357 do CP: Art. solicitou a quantia de R$ 5. intérprete ou testemunha: Pena .TRF .

delito denunciação caluniosa. tradutor ou intérprete em processo judicial.8. instauração de investigação administrativa. 339. ou negar ou calar a verdade como testemunha. Renan Araujo – Aula 09 ERRADA: Não é necessária a indicação de pessoa autora do delito. No a informação de falsa acerca da existência não há do FATO. Fazer afirmação falsa.estrategiaconcursos.028. inquérito policial. ou em juízo arbitral: (Redação dada pela Lei nº 10. CORRETA: O CP não prevê a figura da vítima como autora do crime de falso testemunho. Nos termos do art.Renan Araujo www. 342. o fato deixa de ser punível se o agente se retrata ou declara a verdade até o trânsito em julgado da sentença ou do acórdão proferido no processo em que ocorreu a falsidade. de 28.br Página 70 de 81 . de um a três anos. indicação expressa de determinada pessoa como autora da infração. bastando II. imputando-lhe crime de que o sabe inocente: (Redação dada pela Lei nº 10. Dar causa à instauração de investigação policial. ERRADA: No Crime de denunciação caluniosa é indispensável que o agente proceda à individualização e determinação da pessoa a qual ele imputa o crime de que sabe ser a pessoa inocente. 339 do CP: Art. e multa. No delito de falso testemunho. contador.2001) Pena . inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém. Prof. de 2000) III. perito.reclusão.268.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. de processo judicial. A vítima de um crime não comete crime de falso testemunho se calar a verdade em processo judicial. IV. ou administrativo.com. Vejamos: Art.

E) I. somente se procede mediante queixa se Prof. D) II. portanto. B) praticado por particular contra a administração em geral. II e IV.2011 .TRE-TO . Desta forma.(FCC . B) I.ANALISTA JUDICIÁRIO . C) praticado por funcionário público contra a administração em geral. a alternativa correta é a letra E. 15 .ÁREA JUDICIÁRIA) Arrebatamento de preso é classificado como crime A) de abuso de autoridade. e não até o trânsito em julgado da sentença.com. COMENTÁRIOS: O crime de “arrebatamento de preso” está previsto no art.estrategiaconcursos.TRE-RS .ÁREA ADMINISTRATIVA) Quanto ao crime de exercício arbitrário das próprias razões.(FCC .2010 . E) contra a administração da Justiça.ANALISTA JUDICIÁRIO . 14 . II e III.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. Está correto o que se afirma SOMENTE em: A) III. C) I e IV. III e IV.br Página 71 de 81 . no capítulo referente aos crimes contra a administração da justiça. D) contra a fé pública. estando incluído. 353 do CP. Renan Araujo – Aula 09 ERRADA: O fato só deixa de ser punível se a retratação ocorre até a sentença RECORRÍVEL.Renan Araujo www.

Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. Renan Araujo – Aula 09 A) cometido por ascendente, descendente, cônjuge ou irmão da vítima. B) não há emprego de violência. C) cometido para satisfazer pretensão legítima. D) visa a recuperar coisa própria que se acha em poder de terceiro por determinação judicial. E) não há dano ao patrimônio público. COMENTÁRIOS: No crime de exercício arbitrário das próprias razões, o crime é, em regra, de ação penal pública incondicionada. Entretanto, se não há violência, somente se procede mediante queixa (ação penal privada), nos termos do § único do art. 345 do CP: Art. 345 - Fazer justiça pelas próprias mãos, para satisfazer pretensão, embora legítima, salvo quando a lei o permite: Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa, além da pena correspondente à violência. Parágrafo único - Se não há emprego de violência, somente se procede mediante queixa. Assim, a alternativa correta é a letra B.

16 - (FCC - 2006 - TRF - 1ª REGIÃO - ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA) Paulo e Pedro alugaram um helicóptero e, com a utilização da corda de salvamento, possibilitaram a fuga do chefe da quadrilha a que pertenciam, içando-o do pátio da penitenciária onde cumpria pena privativa de liberdade. Nesse caso, Paulo e Pedro responderão por crime de A) arrebatamento de preso. B) motim de presos.

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Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. Renan Araujo – Aula 09 C) fuga de pessoa presa. D) favorecimento pessoal. E) evasão mediante violência. COMENTÁRIOS: Paulo e Pedro, neste caso, cometeram o crime de “fuga de pessoa presa”, previsto no art. 351 do CP. Vejamos: Art. 351 - Promover ou facilitar a fuga de pessoa legalmente presa ou submetida a medida de segurança detentiva: Pena - detenção, de seis meses a dois anos. Cuidado com a pegadinha, povo! O crime de “arrebatamento de preso” só ocorrerá se o dolo específico do agente for o de arrebatar o preso para MALTRATÁ-LO, o que não ocorreu no caso concreto. Assim, a alternativa correta é a letra C.

17 - (FCC - 2009 - MPE-SE - ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO ESPECIALIDADE DIREITO) Aquele que solicita dinheiro a pretexto de influir em órgão do Ministério Público pratica o crime de A) condescendência criminosa. B) advocacia administrativa. C) tráfico de influência. D) patrocínio infiel. E) exploração de prestígio. COMENTÁRIOS: A conduta daquele que solicita dinheiro (ou qualquer outra vantagem) a pretexto de influir em órgão do MP, jurado, testemunha, etc, comete o crime de “exploração de prestígio”, previsto no art. 357 do CP:

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Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. Renan Araujo – Aula 09 Art. 357 - Solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade, a pretexto de influir em juiz, jurado, órgão do Ministério Público, funcionário de justiça, perito, tradutor, intérprete ou testemunha: Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa. Assim, a alternativa correta é a letra E .

18 - (FCC - 2010 - TRF - 4ª REGIÃO - ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA) Paulo auxilia seu irmão, autor de crime a que é cominada pena de reclusão, a subtrair-se à ação de autoridade pública. Nesse caso, Paulo A) comete crime de fraude processual. B) comete crime de favorecimento real, com redução da pena aplicada em metade. C) comete crime de favorecimento pessoal, com redução da pena aplicada em metade. D) fica isento de pena. E) comete crime de favorecimento real. COMENTÁRIOS: A conduta daquele que auxilia alguém, que acabara de cometer crime, a subtrair-se da autoridade policial, é considerada crime de FAVORECIMENTO PESSOAL. No entanto, o §2° do art. 348 prevê que se o favorecedor for irmão, descendente, ascendente ou cônjuge do favorecido, ficará isento de pena. Vejamos: Art. 348 - Auxiliar a subtrair-se à ação de autoridade pública autor de crime a que é cominada pena de reclusão: Pena - detenção, de um a seis meses, e multa.

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Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. Renan Araujo – Aula 09 (...) § 2º - Se quem presta o auxílio é ascendente, descendente, cônjuge ou irmão do criminoso, fica isento de pena. Assim, a alternativa correta é a letra D.

19 - (FCC - 2009 - TRT - 3ª REGIÃO (MG) - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA - EXECUÇÃO DE MANDADOS) Quem dá causa à instauração de investigação policial ou de processo judicial contra alguém, imputando-lhe crime, sem ter certeza de ser ele o autor do delito, A) não comete nenhum delito. B) comete crime de denunciação caluniosa, na forma dolosa. C) comete crime de comunicação falsa de crime, na forma dolosa. D) comete crime de denunciação caluniosa, na forma culposa. E) comete crime de comunicação falsa de crime, na forma culposa. COMENTÁRIOS: Para que o crime de comunicação falsa de crime ocorra, é necessário que o agente comunique à autoridade policial um fato que SABE NÃO TER OCORRIDO . Para a caracterização do delito de denunciação caluniosa é necessário que o agente dê causa à instauração do procedimento contra pessoa certa e determinada, em razão da prática de crime, SABENDO DE SUA INOCÊNCIA . Assim, fica claro que a conduta daquele que dá causa à instauração de investigação policial contra pessoa que não tem certeza se é ou não inocente, NÃO COMETE CRIME ALGUM, pois se exige o dolo, consistente na vontade de denunciar caluniosamente alguém que SABE SER INOCENTE. Assim, a alternativa correta é a letra A .

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estrategiaconcursos. trocou de roupa com um visitante e fugiu pela porta de entrada do presídio. E) cometeu crime de favorecimento pessoal. Nesse caso. 352 . José não cometeu crime algum. Renan Araujo – Aula 09 20 .ÁREA JUDICIÁRIA) José encontrava-se preso.2009 . D) cometeu crime de fraude processual.ANALISTA JUDICIÁRIO .ÁREA JUDICIÁRIA) Prof. caracterizando o crime de evasão mediante violência contra a pessoa. de três meses a um ano.3ª REGIÃO (MG) . Assim. além da pena correspondente à violência. previsto no art.(FCC . 21 . porque não empregou violência contra a pessoa. usando de violência contra a pessoa: Pena .2007 . mas não crime.detenção. B) cometeu crime de arrebatamento de preso.com. José A) cometeu crime de fuga de pessoa presa ou submetida a medida de segurança.ANALISTA JUDICIÁRIO . pois a fuga do preso só é considerada crime. a alternativa correta é a letra C.Evadir-se ou tentar evadir-se o preso ou o indivíduo submetido a medida de segurança detentiva. para ele (preso). é considerada falta grave pela LEP. 352 do CP: Art.(FCC .br Página 76 de 81 . COMENTÁRIOS: Por mais que possa parecer estranho.Renan Araujo www.TRT . neste caso.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof.TRF-2R . no entanto. C) não cometeu nenhum crime. Em determinado dia. A conduta do preso. cumprindo pena por crime de roubo. quando o preso emprega violência na fuga.

Vejamos: Art. Prof. COMENTÁRIOS: O crime praticado por quem afirma ter praticado crime que não ocorreu é o de AUTOACUSAÇÃO FALSA .com.Acusar-se.EXECUÇÃO DE MANDADOS) O reingresso no território nacional de estrangeiro expulso do País. sem autorização de autoridade competente e sem que tenha sido revogada a expulsão A) não caracteriza crime definido no Código Penal se a expulsão foi injusta. 341 do CP. perante autoridade policial.ANALISTA JUDICIÁRIO . Assim. Renan Araujo – Aula 09 A pessoa que confessa. nos termos do art.TRF-2R . delito inexistente.br Página 77 de 81 . estando o agente sujeito apenas a nova expulsão. 341 .Renan Araujo www.2007 . a alternativa correta é a letra B. A) não pratica nenhum delito.ÁREA JUDICIÁRIA .detenção. C) pratica crime de falso testemunho. B) não caracteriza crime.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. D) pratica crime de comunicação falsa de crime. C) não caracteriza crime definido no Código Penal e o agente só está sujeito a nova expulsão se cometer delito apenado com reclusão. de três meses a dois anos.(FCC . de crime inexistente ou praticado por outrem: Pena . ou multa.estrategiaconcursos. perante a autoridade. B) pratica crime de auto-acusação falsa. 22 . E) pratica crime de denunciação caluniosa.

TRF-4R . COMENTÁRIOS: A conduta praticada pelo estrangeiro expulso. para satisfazer pretensão.ANALISTA JUDICIÁRIO . D) concussão.Reingressar no território nacional o estrangeiro que dele foi expulso: Pena . consistente em reingressar no território nacional. previsto no art. Renan Araujo – Aula 09 D) caracteriza crime definido no Código Penal e sujeita o agente apenas a nova expulsão após o término do processo. configura o crime de “reingresso de estrangeiro expulso”. 338 . 338 do CP. salvo quando a lei o permite. COMENTÁRIOS: A conduta daquele que faz justiça com as próprias mãos caracteriza o crime de “exercício arbitrário das próprias razões”.reclusão.2007 .estrategiaconcursos. E) prevaricação. sem prejuízo de nova expulsão após o cumprimento da pena. E) caracteriza crime definido no Código Penal. de um a quatro anos. Assim. 345 do CP: Prof. C) exercício arbitrário das próprias razões.ÁREA JUDICIÁRIA . configura crime de A) peculato.com.br Página 78 de 81 .EXECUÇÃO DE MANDADOS) Fazer justiça pelas próprias mãos.Renan Araujo www.(FCC . sem autorização para tanto.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. B) abuso de poder. Vejamos: Art. estando o agente sujeito a pena privativa de liberdade sem prejuízo de nova expulsão após o cumprimento da pena. 23 . a alternativa correta é a letra E . previsto no art. embora legítima.

Assim.(FCC .EXECUÇÃO DE MANDADOS) Entre outros. de que o sabe culpado. D) que o fato imputado constitua crime doloso ou culposo.com. de quinze dias a um mês.ÁREA JUDICIÁRIA . ou multa. Renan Araujo – Aula 09 Art. embora legítima. C) a imputação a pessoa certa e determinada de fato verdadeiro.estrategiaconcursos. a alternativa A é a que está correta. B) a imputação de crime de que o sabe inocente a pessoa indeterminada. COMENTÁRIOS: Os pressupostos do crime de denunciação caluniosa são:  Dar causa à instauração de algum procedimento investigatório ou judicial.detenção.ANALISTA JUDICIÁRIO .br Página 79 de 81 .  Mediante a imputação de um fato criminoso a alguém. além da pena correspondente à violência. não mera contravenção penal. embora a pena seja reduzida à metade. 24 .2007 . a alternativa correta é a letra C. salvo quando a lei o permite: Pena .  Que o agente SABE SER INOCENTE Assim.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. é pressuposto do crime de denunciação caluniosa A) a imputação de crime de que o sabe inocente a pessoa certa e determinada. E) que o fato imputado sempre constitua crime. para satisfazer pretensão.TRF-4R .Renan Araujo www. desde que o fato seja verdadeiro. pois a imputação de fato definido como contravenção configura o crime.Fazer justiça pelas próprias mãos. Vejamos: Prof. 345 .

se a imputação é de prática de contravenção. instauração de investigação administrativa.estrategiaconcursos.br Página 80 de 81 .com. § 2º .028.A pena é diminuída de metade. e multa. se o agente se serve de anonimato ou de nome suposto. Prof. de dois a oito anos. de processo judicial. imputando-lhe crime de que o sabe inocente: (Redação dada pela Lei nº 10.A pena é aumentada de sexta parte. § 1º . Assim. inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém.Renan Araujo www. de 2000) Pena . 339.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof. Renan Araujo – Aula 09 Art. a alternativa correta é a letra A . Dar causa à instauração de investigação policial.reclusão.

ALTERNATIVA D 03 . Renan Araujo – Aula 09 01 .ALTERNATIVA A 04 – ERRADA 05 – ERRADA 06 – CORRETA 07 – CORRETA 08 – ERRADA 09 – ERRADA 10 – ERRADA 11 – ERRADA 12 – ALTERNATIVA C 13 – ALTERNATIVA A 14 – ALTERNATIVA E 15 – ALTERNTAIVA B 16 – ALTERNATIVA C 17 – ALTERNATIVA E 18 – ALTERNATIVA D 19 – ALTERNATIVA A 20 – ALTERNATIVA C 21 – ALTERNATIVA B 22 – ALTERNATIVA E 23 – ALTERNATIVA C 24 – ALTERNATIVA A GABARITO Prof.estrategiaconcursos.com.ALTERNATIVA B 02 .br Página 81 de 81 .Renan Araujo www.Direito Penal – POLÍCIA FEDERAL (AGENTE DA PF) Teoria e exercícios comentados Prof.