AS TEORIAS SOBRE LOCALIZAÇÃO DAS ATIVIDADES ECONÔMICAS E A ESTRUTURA ESPACIAL DAS CIDADES Marcos Timóteo Rodrigues de SOUSA Resumo

Apresenta algumas das principais teorias da localização das atividades econômicas e suas interrelações com a estrutura espacial das cidades. As teorias se pautam em entender os processos de configuração territorial, custos de transportes, vantagem locacional e analisa a estabilidade e o equilíbrio dado pela conformação geométrica. Palavras-Chave: Teoria da localização. Estrutura espacial. Atividades econômicas e região.

1 Estrutura Espacial e as Teorias da Localização A distribuição espacial das atividades econômicas nas cidades apresenta uma comparação de feições por sua locação. Envolve o padrão, a freqüência e a repetição de uma regularidade na localização espacial dos fenômenos, envolve a densidade, número de casos por unidade de área. Os fenômenos podem estar agrupados ou dispersos, a distribuição dos fenômenos na superfície é dinâmica, varia ao longo do tempo. A partir da estrutura social e econômica, podemos considerar as inter-relações entre estrutura, processo, função e forma. Uma dada estrutura social e econômica possui seus processos intrínsecos que demandam funções a serem cristalizadas em formas espaciais. (CORRÊA, 2002, p. 78) A difusão no espaço depende da probalidade de contato entre transmissores da inovação e potenciais adotadores da mesma. Esta probalidade de contato é dependente da distância, se não houver barreira física entre eles. Uma tipologia para os tipos de difusão espacial com base em seis elementos essenciais na difusão espacial inclui: a área em que o processo ocorre, o tempo, o item que está sendo difundido, o lugar de origem, o destino, e os caminhos pelos quais o item se difunde. Segundo Hamburger (2001, p.93) a interação espacial se define em função da forma da interação considerada e da capacidade de superação das barreiras espaciais atingidas através da tecnologia e da infra-estrutura. São os investimentos em infra-estrutura que viabilizam esta superação. A interação espacial pode ser descrita como o conjunto de ligações entre elementos que ocupam diferentes unidades de área sobre as quais pulsam forças que trazem inter-relações espaciais. Está relacionada com o entendimento da interdependência entre os fluxos e a alocação das diferentes atividades econômicas na superfície. A relação entre padrões de interação espacial e estrutura espacial é desenvolvida com base em modelos da rede urbana, matrizes que representam a distância entre pontos na superfície e a conectividade, além de atributos como a população, que representam a massa em modelos gravitacionais. Com relação aos aspectos considerados essenciais na estrutura espacial, são destacados: o tamanho dos núcleos urbanos, à distância entre eles e a distribuição espacial destes núcleos, havendo um efeito da maior ou menor aglomeração entre eles (HAMBURGUER, 2001, p. 96).

os custos de transporte são muitos menos importantes. Por exemplo. desenvolveu críticas às teorias de Weber. neste tipo não há um centro nitidamente dominante. o que é possível pela maximização dos lucros. custos de transferência e custos de produção. atualmente. A rede circular trata de um único circulo que abarca a todos de modo circular. p. passando os centros produtores a competir entre si pelo suprimento da maior área possível (equilíbrio geral). é dado pela sua localização próximo a outras empresas do mesmo ramo. A rede axial caracteriza-se por sua disposição linear. transferibilidade e oportunidade de . O fator aglomerativo indica que o ganho para a empresa. diferentes produtos apresentam diferentes economias de escala e diferentes custos de transporte. Ele admitiu três bases para a interação sobre a superfície terrestre. p. Segundo Corrêa o padrão em rede pode incorporar diversas variabilidades espaço-temporais. a estabilidade é conseguida por uma conformação hexagonal. minimizando o custo do transporte. Vários outros territórios começam a produzir sob uma concorrência perfeita. e enfatizaremos as três: complementaridade. Walter Isard classificou os fatores locacionais de acordo com os custos de transporte.H. O autor criou a teoria sobre sistemas de cidades. assim como cada padrão pode ser focalizado segundo a natureza organizacional. A rede solar caracteriza-se pela localização central de um poderoso nó. Na rede de múltiplos circuitos existem várias ligações possíveis entre um mesmo par de nós.Com isso os preços dos produtos sofreriam influencia de acordo com as suas distâncias em relação ao centro cidade. pode se imaginar que inicialmente uma planície homogênea na qual a população distribui-se igualmente por todo o território e ocupa-se do cultivo de um produto agrícola qualquer. A rede dendrítica caracteriza-se pela localização excêntrica do centro nodal mais importante e por vias e fluxos que se distribuem segundo um padrão de rede fluvial. Entretanto. razão pela qual não é uma solução estável. nem a maximização de receitas leva à localização ótima. cada centro deverá atender a uma região circular de igual área (subcentros). 67). posição do centro de consumo e mão de obra. em 1826. Os estudos da localização industrial. inserindo a localização da matéria-prima. cujo. Segundo Azzoni (1982. De acordo com Azzoni (1982). à semelhança de uma colmeia. Para Losch (1977). Von Thunen. Alfred Weber (1977. O fator desaglomerativo é baseado na redução das despesas obtida por uma determinada empresa em função da distância de outras empresas do mesmo ramo industrial já estabelecido. 67) o primeiro teórico a tratar da questão da localização das atividades econômicas foi J. associada à existência de uma única via de tráfego linearmente disposta. August Losch é um dos principais teóricos da localização. Este estudioso diz que a localização ótima surge quando há um equilíbrio entre as três localizações. Como resultado final chega-se a uma rede de centros (cada qual com sua importância. Como parte deste cenário surge o “custo de transporte”. ponto focal de vias e fluxos vinculados a nós menores.Segundo Azzoni (1982. A conformação circular das regiões não leva à exaustão total do território. em termos de redução de custos. para autoconsumo. para a maioria das indústrias do que eram no tempo das teorias clássicas. A rede christalleriana trata da hierarquização do centro nodal de maior nível hierárquico e o nó tem uma localização central. temporal e alguns outros aspectos espaciais. Losch concentrou-se nos estudos de sistemas e demanda. p. que são as circunferências em torno da cidade. O geógrafo Edward Ullman foi o primeiro a organizar (idos de 1950) o conceito de interação espacial sobre os princípios gerais. cada uma delas delimitando a área de cultivo de um produto. de acordo com a sua produção). no qual associa à localização a forma de um triângulo. nem a minimização de custos. Esse autor desenvolveu uma teoria sobre os “anéis de Thunen”. quando estudou as atividades agrícolas em torno de uma cidade. No final do processo. com análise dos custos de transportes e das despesas com mão-de-obra. 32) também cita em suas obras o custo de transporte. foram denominados como forças aglomerativas.

A qualidade da transporte rodoviário. transferência. pode ser problemas de transferência a grande interação do local. para observar o fenômeno do declínio da distância. o terreno acidentado e o nível de tecnologia são os fatores que podem retardar a interação. Os lugares não são iguais por uma série de razões. na qual economias de escala afetam o modelo do fluxo. Transportar adiciona utilidade para a boa economia do lugar e nas localidades onde há demanda de consumo (WHEELER. Outro caminho para complementar esta visão é através do conceito de utilidade do lugar. os lugares localizados próximos de cada um terá um alto valor de interação e os lugares distantes dos outros terão uma pequena interação. É o esforço de trazer os locais distantes para a atividade econômica. o grau de congestionamento. o local somente possui uma limitada utilidade. O básico impedimento para a transferência de uma boa economia é à distância entre dois pontos. A principal operação de transferência em primeiro lugar é a paisagem econômica. Igualmente. refere-se a facilidade com o qual um item pode ser transferido entre dois lugares. Finalmente. A atividade de extração ou fundição oferece o recurso no qual se fala utilidade da forma. a função do declínio da distância será observada. Em geral. emprestado pelo economista sueco Bertil Ohlin. O Japão teve um rápido crescimento econômico.78). demanda por produção. Ainda que uma complementaridade pode existir entre dois pontos. esses recursos devem ser colocados em outra área. Segundo o conceito de Ullman. Sem o transporte dos recursos. até que a demanda surgiu seguindo uma tecnologia particular de desenvolvimento. tomou algumas áreas são complementares para um outro quando a primeira área tem um excesso do item demanda sobre a segunda área. por exemplo. não é para o prazer do movimento por ele mesmo. ou a diminuição da interação com o acréscimo da distância. no qual seu o aumento é uma vantagem. ou grande valor. e a ampla variedade de circunstâncias. como um exemplo. para complementar pode-se seguir uma variação regional no tamanho de uma empresa. O transporte é um meio vencer a barreira da distância. a disponibilidade dos recursos resulta do movimento adicional da utilidade do lugar. A notável distância e as poucas chamadas. Pegue o número de chamadas de telefones realizados em um complexo apartamento particular sobre um certo período de tempo. 2 Estrutura Espacial das Cidades . A mera existência de recursos na área. é reconhecido que o movimento bem próximo possui uma maior interação entre os lugares. O rico petróleo do Oriente Médio localizado a certa distância. Um recurso mineral tem um certo volume de utilidade como um resultado da existência de minado ou fundido. Ainda que o tempo e os custos da navegação são os maiores constrangimentos. O declínio da distância pode representar uma taxa das mais generalizadas formas. 1986. Seguindo uma complementar variação tecnológica regional de recursos humanos e naturais. O primeiro conceito. p. não é condição suficiente para os negócios acontecer.interferência. as barreiras políticas podem eliminar ou reduzir os negócios. A demanda por movimento é no mínimo um senso econômico. A linha descrevendo o declínio da distância mostra um alto grau de interação das pequenas distâncias e um gradual estreitamento amplia-se fora do expansão entre origem e destino. Assim. mas segue fora da demanda for mandar algo para um outro lugar – no qual. o ato de transportar o recurso para o ponto de demanda oferece a utilidade do lugar. tem sido sempre relatado de preferência ao humano e material. em duas dimensões de diagramas na qual a intensidade da interação é crescente no eixo vertical e a distância aumenta no outro eixo. Quando este telefonemas são mapeados sobres as distâncias entre chamadas e recebimentos. manifestada no tempo e no custo do movimento.

Segundo Zmitrowicz (1977. Os produtos correspondentes aos lucros máximos seriam os cultivados pelos agricultores e se disporiam em faixas concêntricas em torno dos centros de consumo. industrial e de serviços e comercial (além do uso institucional. através de esquemas gráficos geometrizados. dotando-os de certo volume de água. começando com prédios de apartamentos e terminando com casas isoladas de subúrbios. as principais atividades correspondem à habitação. vias. Havendo vários centros de consumo. referente a atividades de interesses público. para impedir a deterioração da região para o uso humano.Distrito Central de Negócios). a renda se torna negativa. p. grupos e instituições humanas.D. originando projeções horizontais curvas ou retas. mais ou menos onerosas. envolvida por sua vez por zonas residenciais de densidades decrescentes. simplificadamente. 35) nas cidades. há necessidades de adequar os espaços e a elas destinados. 46) procurou adaptar esse tipo de modelo às áreas urbanas. situam-se sucessivas zonas caracterizadas por uma combinação específica de usos do solo e densidade: zona atacadista e de estabelecimentos industriais leves. p. procurou-se descrever a seqüência de eventos referentes ao crescimento da cidade. lixo e resíduos em geral. ou onde materiais já utilizados são descarregados. Os sistemas de infra-estrutura. Segundo Peixinho (2003. constituindo os usos residencial. A partir desse ponto. Burgess (1977. correspondente a áreas residenciais antigas deterioradas. normalmente controladas por entidades governamentais): Para mantê-las em funcionamento. de onde os recursos são retirados. e agora adaptadas para uma ecologia urbana.B. que se realiza de duas . Assim. à produção e à distribuição dos produtos. formando então superfícies cônicas correspondentes aos níveis de renda do solo. Thunen propôs um modelo ideal de ocupação do espaço a partir dos círculos concêntricos: Partindo de um modelo econométrico em que as condições de produção têm um equilíbrio. Esses sistemas acarretam modificações também nos ambientes externos à cidade. Tais problemas implicam na necessidade de uma série de precauções. evitando acúmulo de excrementos. Em volta deste. desenvolvida a partir de 1915 para estudar os processos de competição entre indivíduos. os produtos com maior custo para o transporte deveriam ser produzidos mais próximos dos consumidores. Baseado em estudos empíricos realizados principalmente em Chicago definiu zonas concêntricas em torno do núcleo dominante (C. de diversas formas. de energia. Sob a influência das idéias da ecologia humana. das diversas atividades de consumo e produção tem sido explicada. as superfícies cônicas respectivas se interceptam entre si. neste último caso coincidente com as mediatrizes traçadas entre os centros urbanos similares. 6). situado no ponto de acessibilidade máxima. o custo excessivo de transporte provocando prejuízos crescentes. introduzindo modificações que podem repercutir negativamente no meio circundante em geral. nesses ambientes. O modelo concêntrico não se refere a uma cidade estática. transportes e serviços em geral devem permitir a circulação de pessoas. seguida por uma “área de transição”. cargas e informações entre os ambientes internos e externos. J. A organização espacial. Thunen sugeriu que a produção seguisse uma estrutura circular estabelecida a partir do custo de transporte. p.“Central Bussiness District”.. através dos sistemas de serviços públicos e infra-estrutura. aumentando-se ainda mais a distância entre o local de produção e o centro de consumo. representados por pontos.

A conseqüente invasão de atividades estranhas resulta numa sucessão de usos. e nem sempre ocupa o sítio histórico onde esta cidade se originou. dificilmente se desloca de um extremo a outro da cidade. Como nem todos podem ali se localizar. Assim. Walter Christaller apresentou a teoria dos lugares centrais. 1977. cuja crista também se desloca para fora do centro inicial. denominado “modelo setorial”. é o lugar para onde todos se dirigem para algumas atividades e. A compreensão desse fato verifica-se com o surgimento dos bairros suburbanos. o centro pode ser qualificado como integrador e dispersor ao mesmo tempo A teoria das localidades centrais. portanto o seu formato para “estrelado”. Embora criticado por omitir a localização de atividades importantes como às concentrações industriais. por exemplo. Em termos de densidades. O centro da cidade é. modificam essa configuração. a população de determinado nível sócio-econômico. um modelo diverso. 44). Homer Hoyt formulou para as áreas residenciais norte-americanas. 1997). ou seja. Estradas. reduzindo os raios nas barreiras e alongando-os ao longo dos eixos de transporte. As localidades centrais podem ser verificadas empiricamente ou pelo estudo de cartas urbanas. e por sua geometrização excessiva. p. 1985). que são substituídos. este crescimento forma uma espécie de onda concêntrica progressiva. 7) tem a seguinte interpretação a respeito da centralidade: o centro não está necessariamente no centro geográfico. o local desejável para a instalação de comércios e serviços em função da sua acessibilidade. setores circulares com características bastante homogêneas. configura-se como uma boa ferramenta teórica para o entendimento dos desequilíbrios regionais e setoriais. Por intermédio dessas práticas geográficas. Sposito (1991. cada zona pressionando a sua envolvente seguinte. morros. a paisagem da cidade vai se configurando com uma forma . ocorrendo uma relocação geral com expansão da urbanização. Forma-se assim na cidade. com o tempo se inicia um processo de segregação e pressões centrífugas. isto é. é o ponto de onde todos se deslocam para a interação destas atividades aí localizadas. 223) declara que: a complexidade na hierarquia das localidades centrais aparece como resultante também da localização diferenciada das classes sociais no mesmo espaço. aparece como fruto da segregação socioespacial. Os moradores de uma cidade costumam movimentar-se preferencialmente ao longo dos principais eixos de transporte. Essa teoria trata das relações entre áreas distintas. cursos de água. centrais e periféricas. a sua área de interesse confinando-se a um espaço que se estende do centro à periferia ao longo de um mesmo eixo. p. Corrêa (1997. com hábitos semelhantes. p. elaborada por Christaller (CORRÊA. em contrapartida. o modelo de Burgess ainda é útil como primeira aproximação à distribuição de usos das cidades. as curvas de desenvolvimento seriam circulares. assim. em 1939. constituindo uma estrutura definida mais pelas direções que pelas distâncias. geradoras de forte migração pendular de moradores de bairros suburbanos. (ZMITROWICZ.formas: expansão periférica e crescente concentração interna. ele é antes de tudo ponto de convergência/divergência. e assim pessoas e estabelecimentos novos procuram locações tão centrais quanto possível. que em geral se dispõem radialmente por razões de desenvolvimento histórico das áreas urbanas. transformando. a centralidade é uma tendência natural. em princípio. no qual defende que os espaços econômicos tendem a se organizar segundo o princípio da centralidade. sua posição marcando as áreas de maiores incrementos de população e de atividade de construção mais intensa. é o nó do sistema de circulação. áreas desfavorecidas que criam em seu seio uma população que não desfruta dos melhores equipamentos oferecidos pela cidade (LACOSTE. Se a acessibilidade fosse semelhante em todas as direções. ou seja.

sua atração ou repulsão. condicionados pelas necessidades locacionais diversas para as diferentes atividades. Outros modelos gráficos. 1969). os modelos hierárquicos de Losch e de Christaller. Elas costumam se agregar para minimizar os custos de transporte e comunicação entre elas e tirar vantagem de economias externas. As cidades atrairiam para si os consumidores do seu entorno. produtoras e consumidoras. Estes fatores podem funcionar tanto no sentido de afastar novas empresas como também de determinar a expulsão das já existentes (SICSÚ . p.) e pelos de transporte. e maior ou menor aptidão para concorrer por uma localização ótima. p. . A localização territorial dos usos não forma figuras geometricamente definidas e simétricas. sobre os quais são traçados centros urbanos (produtores) e áreas de influência (mercados consumidores). da localização e dos custos de transporte dos insumos e dos consumidores (ou dos produtos). trazendo. locacional e urbano. conforme os serviços oferecidos. Um núcleo é considerado central quando oferece além dos bens e serviços encontrados em todos os demais. De acordo com Sicsú e Crocco (2003) os fatores aglomerativos são definidos como aqueles que tendem a grupar as atividades produtoras em um ponto do espaço. o que se denomina hierarquização entre vários núcleos urbanos. o que facilita a sua compreensão. 9). quando então passam a se concentrar em outros pontos com boa acessibilidade. O gradual afastamento físico. a atração do lugar estaria diretamente relacionada ao custo de deslocamento dos consumidores. face à quantidade de consumidores. que designa um tipo de segregação social e territorial. são construídos sobre tramas geométricas de eixos rígidos. Isto pode resultar em disputas entre municípios para agregar novas instalações industriais. o fator localização permite que as empresas de menor porte se beneficiem por estarem próximas das grandes empresas e por fim o fator urbano define que à medida que a produção se estabelece a infra-estrutura urbana se moderniza e beneficia determinada área. As aglomerações se dariam a partir de dois elementos: o alcance máximo e o alcance mínimo (PEIXINHO. ao dividir os custos dos serviços utilizados. implicando um aumento no custo de produção. os estabelecimentos se localizam mais próximos ou mais distantes dos centros das áreas urbanas (ZMITROWICZ. insegurança e etc. As “economias de aglomeração” atraem os estabelecimentos até o mercado estar saturado. 1990). O fator de economias de escala são provenientes da concentração da produção de forma a reduzir o custo unitário de transformação. Os primeiros costumam variar de forma inversa aos segundos. é possível definir três fatores aglomerativos: escala. imposto. formando muitas vezes redes hierarquizadas de núcleos multifuncionais. O “modelo de centros múltiplos” enfatiza a existência de usos especializados. Passado o período de aglomeração há uma etapa de estagnação. dependendo das necessidades de proximidade dos outros estabelecimentos. por outro lado aumento da sindicalização. se interligam através de sistemas de transporte e comunicação. A localização dos estabelecimentos é influenciada pelos custos de uso do espaço (aluguel. 1993 . 47). CROCCO. 1977). algo que não existe em outros. DEL RIO. surge o fator desaglomerativo. ou seja. social. como sugerido por alguns modelos. político e cultural das populações de baixa renda também pode ser verificado pela forma da cidade (RAFFESTIN.urbana (LEFEBVRE. 2003. problemas de transportes. etc. mas não se preocupa demasiado com a disposição geométrica das suas áreas. conforme os custos dos seus deslocamentos. As unidades econômicas. 1977. Estes últimos são produzidos por estabelecimentos especializados a um preço que pode ser reduzido em virtude de economias de escala. mas os distancia da realidade geográfica (ZMITROWICZ. Ou seja.

. 4. O direito à cidade. 85-112. Carlos Roberto. Explorações geográficas: percursos no fim do século. São Paulo: Ática. v. Tese (Doutorado). 201 p. WHEELER. São Paulo. J. DEL RIO. p. 1-12. Rio de Janeiro: Bertrand. Revista Economia. v.10. Rio de Janeiro. Henry. Revista de Planejamento FAUUSP. São Paulo: Documentos. 1982.1. Os estudos das teorias da localização são muito importantes para permitir a abordagem de novos conceitos e abordagens ou confirmar as algumas afirmações. Witold. CORRÊA. p. . LACOSTE. Considerações sobre o conceito de planejamento. Roberto Lobato et al. em sua maioria. Jataí. POLI USP.2003). Presidente Prudente. 1969. Economic geography. 1985. São Paulo. 2001. USP. p. Muitas vezes produzem cenários sem uma visão do processo histórico (as coisas são dadas e não construídas). CONCLUSÃO Os modelos da teoria clássica da localização espacial. Tese (Doutorado). 2002. João . A idealização do equilíbrio. Geografia do subdesenvolvimento: geopolítica de uma crise. 1977. 2003 SPOSITO. Yves. CROCCO. 1. 1-60. pressupõem um comportamento otimizador apenas por parte do agente econômico. MULLER. Introdução ao desenho urbano no processo do planejamento. máximas receitas e lucros não se atém aos aspectos da população e suas necessidades. O. Maria Encarnação Beltrão. São Paulo: Difel. P. Economia espacial: perspectiva para uma análise metodológica na geografia. mínimos custos. Revista de Geografia.200. n. 1990. O. Região e organização espacial. Em busca de uma teoria da localização das agências bancárias: algumas evidências do caso brasileiro. Medidas de separação espacial nas redes de utilidades como indicadores da estrutura espacial do sistema urbano. 1982. 1986. Goiânia. Revista Eletrônica Geo Ambiente On Line. PEIXINHO. Marco. São Paulo. Vicente. 1991. HAMBURGER. Dimas et al. 1-18. Roberto Lobato. 2001. 1997. SICSÚ. LEFEBVRE. New York: Wiley. p. CORREA. 2004. São Paulo: Pini. 287 p. Diana. ZMITROWICZ. O Centro e as formas de expressão da centralidade urbana. n. REFERÊNCIAS AZZONI. v. Teoria da localização: análise crítica a partir das evidências empíricas no Estado de São Paulo.