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DIREITO ADMINISTRATIVO INTENSIVO II Profº Rafael Maffini

Índice Aula 01 Data 12/05/2009 Temas Lei 8.112/90 – Servidores Públicos: Regime jurídico único/ definição de servidor e cargo públicos/ cargo efetivo X cargo em comissão/ súmula vinculante 13/ requisitos de ingresso em cargo público/ estabilidade/ formas de provimento – nomeação. Lei 8.112/90 – Servidores Públicos: demais formas de provimento/ formas de vacância/ regime disciplinar dos servidores públicos: deveres, proibições, responsabilidade, penalidades/ prescrição. Negócios jurídicos da administração: contrato (lei 8666), convênio, consórcios públicos (lei 11.107/05), contratos de gestão (como condição para qualificação de agência executiva ou organização social) Bens públicos Desapropriação

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Aula 01 12/05/2009 LEI 8.112/90 (SERVIDORES PÚBLICOS)
1. Introdução Art. 1º da lei 8112 - regime jurídico.
Art. 1o Esta Lei institui o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das autarquias, inclusive as em regime especial, e das fundações públicas federais.

Atualmente existe ou não REGIME JURÍDICO ÚNICO - RJU? → Antes de 88: coexistência de regimes. Havia pessoas trabalhando na mesma repartição, uns celetistas outros estatutários, e os extranumerários (não tinham nenhum vínculo). Todos faziam a mesma coisa. → CF/88. art. 39 – redação original: Servidores da administração direta, autarquias e fundações públicas deveriam submeter-se a RJU. Tal artigo não estabelecia que o regime único deveria ser o estatutário. Cada ente federado deveria eleger o seu regime único. Poderia ser o celetista ou estatutário, desde que fosse o único para o ente federado. Súmula 390 TST: existem entes federados com regime jurídico único celetista.

Súmula 390 do TST I - O servidor público celetista da administração direta, autárquica ou fundacional é beneficiário da estabilidade prevista no art. 41 da CF/1988. (ex-OJ nº 265 da SDI-1 - Inserida em 27.09.2002 e ex-OJ nº 22 da SDI-2 - Inserida em 20.09.00) II - Ao empregado de empresa pública ou de sociedade de economia mista, ainda que admitido mediante aprovação em concurso público, não é garantida a estabilidade prevista no art. 41 da CF/1988. (ex-Oj nº 229 - Inserida em 20.06.2001)

EP e SEM: quadro de pessoal sob regime celetista. (ver aula 06 – intensivo I) → Em dez/90 – lei 8.112 – Estabelece o regime jurídico único na esfera federal. Como adequar os servidores em exercício à CF/88? - Os servidores que ingressaram até 05/10/83 seriam estabilizados.
ADCT, Art. 19. Os servidores públicos civis da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, da administração direta, autárquica e das fundações públicas, em exercício na data da promulgação da Constituição, há pelo menos cinco anos continuados , e que não tenham sido admitidos na forma regulada no art. 37, da Constituição [concurso público], são considerados estáveis no serviço público.

- Os servidores que ingressaram antes da CF/88 por concurso foram transpostos ao regime jurídico único. - Os servidores que não tinham ingressado por concurso deveria ter sido exonerados. Porém o art. 243 da Lei 8112 transpôs todos ao regime da 8112, mesmo os que não tinham passado por concurso. OBS. Dr. Cláudio Fonteles (ex PGR), antes de deixar o cargo propôs a ADI 2968 contra os que ingressaram sem concurso.
Art. 243. Ficam submetidos ao regime jurídico instituído por esta Lei, na qualidade de servidores públicos, os servidores dos Poderes da União, dos ex-Territórios, das autarquias, inclusive as em regime especial, e das fundações públicas, regidos pela Lei nº 1.711, de 28 de outubro de 1952 - Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União, ou pela Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1 o de maio de 1943, exceto os contratados por prazo determinado, cujos contratos não poderão ser prorrogados após o vencimento do prazo de prorrogação.

Se STF julgar inconstitucional o art. 243, muitos servidores terão que ser dispensados, os aposentados, pensionistas seriam afetados também. Por outro lado, modular efeitos seria manter a inconstitucionalidade. → EC 19/98 Deu nova redação ao art. 39, excluindo a regra que obrigava o regime jurídico único. Redação dada pela EC 19/98:
Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de administração e remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (Vide ADIN nº 2.135-4)

A EC 19 não só diminuiu garantia de servidores, mas acabou com a obrigatoriedade de um regime jurídico único. Não proíbe, mas não obriga. O que se queria era manter 5 carreiras estatutárias apenas. As demais seriam celetistas. Assim, de 98 em diante, o

regime único era previsto apenas no art. 1º da 8.112. Logo, outra lei poderia excepcionar o RJU (não havia necessidade de EC). Daí: → Lei 9.986/2000, segundo a qual os quadros de profissionais das agencias reguladoras passariam a ser celetistas. Ou seja, quebrou o RJU no âmbito federal.
Lei 8112, Art. 1o Esta Lei institui o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das autarquias, inclusive as em regime especial, e das fundações públicas federais.

→ ADI 2310: STF deferiu a medida cautelar na ADI 2310. Argumento: não seria compatível com o poder de polícia um vínculo de natureza celetista. Essa ADI perdeu o objeto uma vez que a lei foi revogada. Voltou a ser estatutário o vínculo. Quem trabalha em agência reguladora hoje é estatutário. → ADI 2135: O STF ao julgar a medida cautela na ADI 2135, reconheceu a inconstitucionalidade formal do art. 5º da EC 19 que deu nova redação ao art. 39 da CF, suspendendo a vigência de tal art. e estabelecendo que voltasse a vigorar o texto anterior.
Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, no âmbito de sua competência, regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública direta, das autarquias e das fundações públicas. (Vide ADIN nº 2.135-4)

A decisão do STF nessa medida cautelar dispõe que a decisão tem efeito ex nunc. O que ocorreu entre a EC 19/98 e o julgamento da cautelar, quando não era obrigatório o RJU, fica como está. Obs. Celso Antonio Bandeira de Melo vê inconstitucionalidade material no art. 5º da EC 19/98 (e não apenas formal como reconheceu o STF). 2. Art. 2º e 3º da 8112 – Definição de servidor público e de cargo público
Lei 8112, Art. 2o Para os efeitos desta Lei, servidor é a pessoa legalmente investida em cargo público. Lei 8112, Art. 3o Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional que devem ser cometidas a um servidor.

Estes 2 artigos trazem definição circular. Servidor público, em âmbito federal, é quem tem vínculo estatutário. Ser estatutário = não ser celetista, é ser regido por lei própria (que não a CLT). Até existem garantias que são atribuídas ao servidor que são também atribuídos aos celetistas, mas é coincidência. Se lei federal quisesse estabelecer garantias melhores ou piores que os celetistas, poderia fazê-lo.
CF, art. 39, § 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art. 7º, IV, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX, podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

Servidor estatutário não pode pleitear direito que está na CLT.

(Incluído pela Emenda Constitucional nº 11. 3o Parágrafo único. técnicos e cientistas estrangeiros. 5º. imediata (não depende de nenhuma condição para ser aplicada) e integral (ela não pode sofrer restrições.A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados. de acordo com as normas e os procedimentos desta Lei. 12. para provimento em caráter efetivo ou em comissão (4. XIII. na forma da lei. III . na forma da lei. § 3º .São privativos de brasileiro nato os cargos: I . de 1998) RMS 16923 STJ definiu que o dispositivo acima é norma de aplicabilidade limitada. Art. Os cargos públicos. VII) e muitas vezes mediata (depende de uma condição. assim como aos estrangeiros.de Presidente do Senado Federal. 207. CF.de Presidente da Câmara dos Deputados. acessíveis a todos os brasileiros (1. V . “criados por lei”: essa exigência se dá também porque a criação de cargos tem repercussão orçamentária. 37. A CF proíbe discriminação entre brasileiros natos e naturalizados. facultando às universidades a nomeação de estrangeiros. (Incluído pela Lei nº 9. auto-aplicáveis). II . §3º da 8112. 37.11. técnicos e cientistas estrangeiros. 5º. de 1999) Naturalizado é brasileiro. Não foi naturalizado. § 2º . VI .de oficial das Forças Armadas. salvo as que são feitas na própria CF. Com a queda do muro de Berlim. possivelmente não será integral (porque se não for feita a lei ou ato restringindo ela será aplicada integralmente) Ex: art. VII .de Ministro do Supremo Tribunal Federal. de 1996) Lei 8112. I . 1. CF c) Limitada – A aplicabilidade é indireta (sempre vai depender de uma outra vontade. (aula novelino – Int I) normas constitucionais podem ter eficácia: a) Plena – tem uma aplicabilidade direta (não depende nenhuma outra vontade para ser aplicada ao caso concreto. Em âmbito federal esta regra foi regulamentada pelo art.515.).97) 2. Art. Art. 207.da carreira diplomática.). Não é estrangeiro.). de 20. Art. §1º CF . imediata. salvo nos casos previstos nesta Constituição. § 1º É facultado às universidades admitir professores. são criados por lei (2. EC 11/96 deu nova redação ao art.de Ministro de Estado da Defesa(Incluído pela Emenda Constitucional nº 23. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. aplica-se integralmente). Estrangeiro: é de outro país e continua sendo. Ex: um determinado período de tempo ou a vontade de um outro poder).os cargos. Art. § 3o As universidades e instituições de pesquisa científica e tecnológica federais poderão prover seus cargos com professores. Ex: art. “acessíveis a todos os brasileiros”: brasileiros natos ou também aos naturalizados? CF. Obs. §1º CF. Art. com denominação própria e vencimento pago pelos cofres públicos (3. muitos professores acabaram vindo para cá e o Brasil não poderia perder a oportunidade de tê-los aqui. 5º. Não se trata da situação de reciprocidade que ocorre com os portugueses no Brasil. empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei. IV .de Presidente e Vice-Presidente da República.Lei 8112. CF.). b) Contida / Restringível / Redutível (Michel Temer) – A aplicabilidade dela é direta (auto-aplicáveis). 169.

Em âmbito federal quem ocupa cargo em comissão é estatutário. 84. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19.prover e extinguir os cargos públicos federais. 84. § 13 . CF ART. “provimento em caráter efetivo ou em comissão” Servidor público é quem ocupa cargo público a partir de vinculação estatutária. II. de 1998) I .dispor. 40. são organizados em carreira. não importa o tempo de permanência no cargo. sobre:(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32. salvo quando existirem em pequena quantidade. 40. Art. o cargo público deveria ser extinto por lei também. Em regra. pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta. Art. Os cargos públicos são de 2 espécies: → cargos de provimento efetivo → cargos de provimento em comissão. Compete privativamente ao Presidente da República: VI . b + art. Lei 8112. de 2001) b) extinção de funções ou cargos públicos. 19 ADCT: §2º. CF) CARGOS EM COMISSÃO Não há possibilidade de estabilidade. poderá ser extinto por decreto do PR. pois a lei não lhes dá tal estabilidade. 4.CF. a criação de cargos. a qualquer título. ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista. inclusive fundações instituídas e mantidas pelo poder público. de 1998) Princípio do Paralelismo de formas: algo criado por lei deve ser extinto por lei. livre exoneração. Art.” Todo cargo de carreira é efetivo. Art.(Incluída pela Emenda Constitucional nº 32.se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias. livre nomeação. de 1998) II . bem como a admissão ou contratação de pessoal. mediante decreto. Regime próprio de previdência dos servidores (art. XXV = quando o cargo é provido. pela Emenda Constitucional nº 19. Art. Quando o cargo está vago. Não são estáveis. VI. “cargos isolados. Cargo público deve ser criado por lei (não há exceção). 169. 3. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. sua extinção se dá por lei. quando vagos. empregos e funções ou alteração de estrutura de carreiras. mas nem todo efetivo é de carreira. “vencimento pago pelos cofres públicos” O art. § 1º A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração. Diferenças entre cargos efetivos e cargos em comissão: Critérios diferenciação a) quanto estabilidade: de à CARGOS EFETIVOS possibilidade de aquisição de estabilidade (porém para adquiri-la há requisitos a serem preenchidos) concurso público restrição quanto ao desligamento do servidor. salvo os casos previstos em lei. CF. 37. na forma da lei. Exceção ao princípio do paralelismo de formas: A partir da EC 32: Art.se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes. só poderão ser feitas: (Renumerado do parágrafo único. 84. Ad nutum = no humor não são organizados em carreira b) quanto ao ingresso: c) quanto ao desligamento d) Quanto ao plano de carreira e) quanto ao regime de previdência RGPS (INSS). 4º proíbe o trabalho gratuito salvo exceções legais. 4o É proibida a prestação de serviços gratuitos. Se vigorasse de modo absoluto o princípio acima. de 2001) XXV .

Ao julgar a reclamação 6650. vedação da nomeação de parentes não vale para agentes políticos – 1º escalão (ministro.2003) . Aos servidores titulares de cargos efetivos da União. 40. chefia ou assessoramento. Art. e) Há o regime geral de previdência social (INSS) e o regime próprio dos servidores – art 40 CF. colateral ou por afinidade. Até a EC 20/98 os ocupantes de cargos efetivos e dos cargos em comissão estavam sujeitos ao regime próprio de previdência dos servidores públicos. c) STF. compreendido o ajuste mediante designações recíprocas. é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário. Súmula 20 É NECESSÁRIO PROCESSO ADMINISTRATIVO COM AMPLA DEFESA. impessoalidade e eficiência cria-se a proibição da nomeação de pessoas com certo vínculo de parentesco. da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção. de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos Poderes da União. do Distrito Federal e dos Municípios. incluídas suas autarquias e fundações. Para agentes políticos é possível nomear parentes? Não fica claro na súmula.. tal qual o ato administrativo.. companheiro ou parente em linha reta. nem aos que a lei declare de livre exoneração .12. exceto se se tratar de servidor. Art. dos Estados. secretário. na forma prevista em lei. b) CF. CF. 37.) Cargo em comissão é declarado em lei de livre nomeação: a lei pode reduzir a liberdade para a nomeação de cargos em comissão. dos Estados. Reclamação 6650. funções e empregos de confiança ou em comissão. inclusive. pode ter exigência de determinada formação. 19. Súmula 21 8/281 FUNCIONÁRIO EM ESTÁGIO PROBATÓRIO NÃO PODE SER EXONERADO NEM DEMITIDO SEM INQUÉRITO OU SEM AS FORMALIDADES LEGAIS DE APURAÇÃO DE SUA CAPACIDADE..a) ADCT. dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas. STF. para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou. II .a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos . PARA DEMISSÃO DE FUNCIONÁRIO ADMITIDO POR CONCURSO. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41. mediante contribuição do respectivo ente público. Súmula vinculante nº 13. observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. A partir dos princípios da moralidade. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.. de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego. ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. o STF foi contra essa tendência. os ocupantes de cargo em comissão seguem o RGPS. cujo tempo de serviço não será computado para os fins do "caput" deste artigo. ainda. Após tal EC. viola a Constituição Federal. § 2º . do Distrito Federal e dos Municípios. art. Ex. 19. Súmula Vinculante 13 A nomeação de cônjuge.) STF: todo ato político seria juridicamente controlável. até o terceiro grau. de 1998) 1ª parte: norma de eficácia limitada (dependerão de concurso na forma da lei) 2ª parte: norma constitucional de eficácia contida (ressalvadas as nomeações..O disposto neste artigo não se aplica aos ocupantes de cargos.

5º. Razoabilidade. Súmula 14 NÃO É ADMISSÍVEL. Conceito de atividade jurídica – STF entendeu que pode se dar por ato normativo primário do CNJ (Res. Inc. II . . 5o São requisitos básicos para investidura em cargo público: I . § 1o As atribuições do cargo podem justificar a exigência de outros requisitos estabelecidos em lei. 5º.CF. INSCRIÇÃO EM CONCURSO PARA CARGO PÚBLICO (VIDE OBSERVAÇÃO). 11) ou CNMP (Res 29).a idade mínima de dezoito anos. Art. ressalvados os casos em que a natureza do cargo o exigir. Art. V: há discussão: com emancipação seria possível antecipar essa idade? B) Requisitos específicos: Lei 8112. Art.o gozo dos direitos políticos. Idade mínima e idade máxima podem ser exigidas dependendo das atribuições do cargo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20. 27. inclusive para concursos. A) Requisitos gerais (ou básicos) – art. 27 do Estatuto do idoso. A própria lei 8112 prevê: “dependendo das atribuições do cargo”. Não pode ser em edital. POR ATO ADMINISTRATIVO. STF. de 15/12/98) 3. Na admissão do idoso em qualquer trabalho ou emprego..Ao servidor ocupante.o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo. caput. V .. Requisitos de ingresso em cargos públicos CF e a lei 8112: cargos acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos previstos em lei: Há 2 tipos de requisitos: gerais e específicos. Súmula 686 SÓ POR LEI SE PODE SUJEITAR A EXAME PSICOTÉCNICO A HABILITAÇÃO DE CANDIDATO A CARGO PÚBLICO.. III .a quitação com as obrigações militares e eleitorais.a nacionalidade brasileira. EM RAZÃO DA IDADE.aptidão física e mental. ii) Compatibilidade entre a exigência e entre as atribuições do cargo. congruência entre uma coisa e outra. § 13 . IV . exclusivamente. é vedada a discriminação e a fixação de limite máximo de idade. 40. aplica-se o regime geral de previdência social. Art. Para que haja a possibilidade de outros requisitos é preciso: i) Previsão legal (em lei. da lei 8112: Lei 8112. VI . RESTRINGIR.) STF. art. em decreto. A exigência de 3 anos de atividade jurídica para certos cargos está na CF. de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração bem como de outro cargo temporário ou de emprego público.

fratura crônica no dedo anular da mão esquerda. 5º. 7º.processo administrativo. Estabilidade (matéria dada no Intensivo I. assegurada a ampla defesa . portadores de miopia. 41. Vide arts.STF. QUANDO POSSA SER JUSTIFICADO PELA NATUREZA DAS ATRIBUIÇÕES DO CARGO A SER PREENCHIDO. art. idade. O estável não ganha mais que o não estável. DA CONSTITUIÇÃO. mereceriam proteção?) A deficiência deve estar situada entre dois limites: a) a deficiência deve ser tamanha que requeira proteção. de modo que o servidor estável só perderá o cargo em 4 casos: art. Essa reserva de vagas concretiza o art. 3º e 4º do Decreto 3298/99. § 1º (3 casos) e 169. XXX . 7º. A CF fala em reserva de cargos e a lei faz reserva de vagas. Devem ser compatíveis com o exercício do cargo. A estabilidade não dá ascendência funcional sobre os não estáveis. Lei 8112. sujeito cego não pode desempenhar cargo de motorista. VIII da CF.) O que é estabilidade e o que é necessário para obtê-la: (Estabilidade não é uma garantia pecuniária. decidiu que a condição de monocularidade é um tipo de deficiência digna de proteção. cor ou estado civil.proibição de diferença de salários. na semana passada. 37. XXX. Súmula 683 O LIMITE DE IDADE PARA A INSCRIÇÃO EM CONCURSO PÚBLICO SÓ SE LEGITIMA EM FACE DO ART. Ex. As deficiências mínimas estão no decreto.) É uma garantia correspondente a limites ao desligamento do servidor.por sentença judicial transitada em julgado.a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão. VIII . Mas há casos limítrofes que geram muita discussão judicial. As máximas são avaliadas por cada junta médica. 4. Portadores de deficiência: Reserva de vagas. art. para tais pessoas serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas no concurso. §§ 3º e 4º (1 caso) . § 2o Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras. . STJ. de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo. 37. Art. CF. CF. Que tipos de deficiência legitimam essa ação afirmativa? (ex.

em virtude de sentença judicial transitada em julgado. pois a CF quis evitar estabilidade a quem ingressa no cargo efetivo irregularmente) c) prazo de 3 anos de efetivo exercício [a lei 8112 estabelece prazo de 2 anos] d) estágio probatório. o Distrito Federal e os Municípios adotarão as seguintes providências: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. de 1998) [há um 4º caso de perda do cargo – art. 169 A despesa com pessoal ativo e inativo da União. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. § 1º O servidor público estável só perderá o cargo: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade funcional.. de 1998) III . de 1998) (Perda do cargo por excesso de gastos com a folha de pagamento. §4º] I . de acordo com o que dispuser a lei ou o regulamento da respectiva carreira ou cargo. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. 169. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. [ainda não existe essa LC] assegurada ampla defesa. Ao entrar em exercício. .. observados os seguinte fatores: (vide EMC nº 19) (. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19.redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em comissão e funções de confiança.mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho.784. (Redação dada pela Lei nº 11. de 1998) I . 20. Introduzido na CF pela EC 19/98. na forma de LC. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. sem prejuízo da continuidade de apuração dos fatores enumerados nos incisos I a V do caput deste artigo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. durante o qual a sua aptidão e capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo. 41. de 1998) § 4º Se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior não forem suficientes para assegurar o cumprimento da determinação da lei complementar referida neste artigo. assegurada a ampla defesa.) § 1o 4 (quatro) meses antes de findo o período do estágio probatório. de 1998) II . o órgão ou unidade administrativa objeto da redução de pessoal. o servidor estável poderá perder o cargo. 20 – período de 24 meses) e não na CF. durante o prazo fixado na lei complementar referida no caput. § 3º Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo.mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. do Distrito Federal e dos Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar. de 1998) II . Antes o estágio probatório estava na lei (art. Art.procedimento de avaliação periódica de desempenho. Art.) Requisitos aquisição de estabilidade: a) ser ocupante de cargo efetivo b) ter ingressado por concurso público (há redundância nesses 2 dispositivos. os Estados. será submetida à homologação da autoridade competente a avaliação do desempenho do servidor.Perda do cargo por excesso de gastos com a folha de pagamento. de 1998) . A pessoa se estabilizava automaticamente – era o estágio probatório tácito. o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por período de 24 (vinte e quatro) meses . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. 41. de 1998) Art. de 2008) CF. dos Estados. Art.exoneração dos servidores não estáveis. realizada por comissão constituída para essa finalidade. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. na forma de lei complementar. a União..

Súmula 685 É INCONSTITUCIONAL TODA MODALIDADE DE PROVIMENTO QUE PROPICIE AO SERVIDOR INVESTIR-SE.12. mas antes de o serem já tinham sido julgados inconstitucionais pelo STF. III .12. Os incisos III e IV foram revogados.§ 4º Como condição para a aquisição da estabilidade. IX . OBS. Ascensão: iniciava como técnico da receita conseguia cargo maior. pois exigem que a pessoa seja ou tenha sido servidor público. Formas de provimento: São as formas de preenchimento do cargo.aproveitamento. Art. de 1997) (Revogado pela Lei nº 9. Transferência: aprovado em concurso para gari era transferido para o cargo de médico. STF decidiu que seriam formas de burlar o concurso público. é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. Não exige que a pessoa seja ou tenha sido servidor público. STJ: na semana passada disse que é de 36 meses esse prazo.527. inconstitucionais. de 10. não adquire estabilidade. portanto. 7o A investidura em cargo público ocorrerá com a posse.1. SEM PRÉVIA APROVAÇÃO EM CONCURSO PÚBLICO 262/281 DESTINADO AO SEU PROVIMENTO.97) V . VI . ***Prazo de duração do estágio probatório: STF: enquanto não for mudada a lei. Lei 11. de 1998) A avaliação é um direito do servidor. As demais são formas derivadas de provimento. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. Provimento / Investidura em cargo público Nomeação provê o cargo Investidura se dá com a posse Art. VII . A) Nomeação É considerada a forma originária de provimento de cargo público. VIII .nomeação. 8o São formas de provimento de cargo público: .(Revogado pela Lei nº 9.527.promoção. EM CARGO QUE NÃO INTEGRA A CARREIRA NA QUAL ANTERIORMENTE INVESTIDO.784.ascensão.reintegração.transferência. Provimento (preenchimento) e vacância (esvaziamento) de cargos públicos 5.reversão.recondução.97) IV . continua sendo de 24 meses esse prazo. Daí a súmula 685: STF. 8o São formas de provimento de cargo público: I . Art. Se está no cargo há 10 anos e não foi avaliado.readaptação. de 10. II . §1º 5. (Execução suspensa pela RSF nº 46. A avaliação tem que ser feita por comissão designada para esse fim.

Em geral.099. ou mediante alegação de situação de emergência. foi reconhecida a repercussão geral dessa questão do direito à nomeação de quem é aprovado em concurso. STF. Novidade: no fim da semana passada. . Para a 2ª vaga. mas sim mera expectativa de direito (há 100 anos de jurisprudência nesse sentido).nomeação. (só de títulos possibilitaria privilégios). O STJ vem reconhecendo casos de: Preterição indireta: o participante de concurso é preterido por alguém que é nomeado por outros meios que não o mesmo concurso. espera expirar a validade do concurso. contrata alguém por terceirização. STF: RMS 23. QUANDO O CARGO FOR PREENCHIDO SEM OBSERVÂNCIA DA CLASSIFICAÇÃO. Há vagas para 2. se o 2º colocado em um concurso for nomeado antes do 1º. (É a divulgação em DOU normalmente). Procedimento para provimento de cargo efetivo 1ª etapa: concurso público. Ex. Prefeito nomeia o 1º e não nomeia o 2º. este pode pedir a anulação da nomeação daquele. ACOMPANHAR RE 598. Não indica o número de vagas. Súmula 15 DENTRO DO PRAZO DE VALIDADE DO CONCURSO. X entra em 2º lugar no concurso para médico do município. site STF. e RMS 16408 STJ. Mas nos últimos 4 ou 5 anos começaram a surgir no STF e no STJ decisões segundo as quais as pessoas aprovadas dentro do número de vagas teriam direito à nomeação. cai por terra aquela jurisprudência. Assim. É possível anular a contratação e se exigir a nomeação do aprovado em concurso público. Ex. Para carreira notarial tem que ser obrigatoriamente de provas e títulos. Direito subjetivo à nomeação: → Com relação à ordem classificatória: o sujeito aprovado em concurso público tem direito subjetivo a ser nomeado segundo a ordem classificatória. 2ª etapa: Nomeação Conceito: É o ato pelo qual a administração pública faz o chamamento para o candidato aprovado em concurso tomar posse. O CANDIDATO APROVADO TEM O DIREITO À NOMEAÇÃO.718 Em função dessa nomeação surgiu o concurso para cadastro de reserva. Tem validade (expressão inadequada).I .657 STJ: RMS 20. pode ser só de provas ou de provas e títulos. → Com relação à nomeação: a aprovação em concurso não gera direito adquirido à nomeação. RMS 18105 STJ. Preterição direta: o participante de concurso é preterido por alguém do mesmo concurso.

Efeitos jurídicos da posse: a) cria para o servidor o direito de entrar em exercício b) cria o dever de que o servidor entre em exercício no prazo de 15 dias. STJ tem 1 decisão em sentido contrário: Concurso foi prorrogado e a nomeação ocorreu 3 anos e meio depois. § 6o Será tornado sem efeito o ato de provimento se a posse não ocorrer no prazo previsto no § 1o deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 9. 18. 3ª etapa: Posse Conceito: consiste na aceitação expressa do cargo. pode-se nomear o 2º colocado? Não. 4ª etapa: Exercício Conceito: é o efetivo desempenho das atribuições do cargo. Investidura: é o ato administrativo que liga o servidor ao seu cargo. c) Cria o dever de que a posse seja no prazo de 30 dias Art.527.97) Art 10 ao 18 da 8112 prevê os procedimentos acima. preenchido. 13. Se o sujeito é nomeado e não vê a nomeação no DOU. contados da data da posse – art. STF. Na posse é que se dá a investidura. É o momento em que o sujeito se transforma em servidor. é exonerado. o candidato não é obrigado a ficar lendo o DO. Pode se dar por procuração. O não comparecimento do nomeado à posse (prazo de 30 dias) torna sem efeito o ato de nomeação. § 2o O servidor será exonerado do cargo ou será tornado sem efeito o ato de sua designação para função de confiança. pois já é servidor. 13. § 1o É de quinze dias o prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício. Efeitos jurídicos: a) provê (preenche) o cargo. b) Cria o direito subjetivo à posse.Obs. 15. contados da data da posse. não comparece para exercício. Art. pois com a nomeação o cargo estará provido. observado o disposto no art. Passa a usufruir da condição de servidor. Súmula 16 FUNCIONÁRIO NOMEADO POR CONCURSO TEM DIREITO À POSSE. 15. Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de confiança. §1º . Seria situação irrazoável. Se nomeado não comparece à posse não é exonerado (o ato de nomeação é tornado sem efeito). de ordinário perde o direito à nomeação. de 10. não comparecendo à posse.12. Art. § 4o Só haverá posse nos casos de provimento de cargo por nomeação.. . se não entrar em exercício nos prazos previstos neste artigo. Se empossado. pois não se torna servidor. Art. Dentro do prazo que o candidato nomeado tem para ser empossado (30 dias). 13. § 1o A posse ocorrerá no prazo de trinta dias contados da publicação do ato de provimento.

D) Reversão . respeitada a habilitação exigida. mas não tão significativa a ponto de exigir a aposentadoria. Ex. O servidor desempenha legitimamente as atribuições do cargo sem estar nele formalmente investido.Aula de amanhã (demais formas de provimento. Não pode mais manusear arma de fogo. § 2° A readaptação será efetivada em cargo de atribuições afins. sem ocupá-lo. Por razões alternadas de merecimento e antiguidade. 24. § 2o A readaptação será efetivada em cargo de atribuições afins.. respeitada a habilitação exigida. Promoção é o instrumento pelo qual o servidor passa de um grau para outro mais elevado no seu plano de carreira. encadeiam-se uma série de promoções. o readaptando será aposentado. de 10. Art. o servidor fica trabalhando neste cargo como excedente. feriu-se em serviço e perdeu o movimento do dedo indicador direito. para o desempenho do cargo ocupado anteriormente..97) Excedente nesse artigo quer dizer: se a adm constatar que o cargo para o qual o servidor poderia ser readaptado está ocupado. nível de escolaridade e equivalência de vencimentos e. Ele pode ocupar outros cargos. até a ocorrência de vaga. (Redação dada pela Lei nº 9. Essa perda faz com que o sujeito não tenha mais condições de trabalhar no seu cargo. o servidor exercerá suas atribuições como excedente. não é temporária). na hipótese de inexistência de cargo vago. Base: grau 1: maior número de cargos.1.527. A perda tem que ser permanente (não é curável. acima – grau 3. Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em inspeção médica. formas de provimento: B) Promoção Plano de carreira: Na adm há estrutura piramidal em que há os cargos em níveis diferenciados. mas pode desempenhar outras atividades na PF. acima – grau 2: x cargos. por razão funcional ou extrafuncional. § 1o Se julgado incapaz para o serviço público.. servidor é agente da PF. Vimos acima a nomeação). Aula 02 13/05/2009 Continuando 5. Promoção ↓ (troca de lotação em graus ≠s) remoção ↓ (troca de lotação no mesmo grau da carreira) ≠ C) Readaptação É a ocupação de outro cargo público por servidor que sofreu perda de capacidade laboral permanente. quando libera uma vaga.12.

9.225-45. (Incluído pela Medida Provisória nº 2. 25.9.2001) STF: pessoa em estágio probatório não pode pedir para se aposentar voluntariamente. É possível reversão voluntária da aposentadoria. O sujeito está aposentado e o motivo que levou à aposentadoria deixou de existir.a aposentadoria deve ter sido voluntária .9. Requisitos: .9.225-45. Demissão. Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado: (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. Há 2 hipóteses: a) Aposentadoria por invalidez permanente.9. no contexto da 8112. O servidor volta ao cargo como se dele nunca tivesse saído. Art.2001) d) a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores à solicitação. mas os motivos que levaram a ela deixam de existir Art. quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria. . Só o estável pode pedir.2001) e) haja cargo vago.225-45.servidor tem que solicitar a reversão . A reversão no caso de aposentadoria voluntária é decisão discricionária da adm. ou (Incluído pela Medida Provisória nº 2. de 4. a pessoa que o estiver ocupando perde o cargo para a volta do servidor que havia sido demitido.2001) a) tenha solicitado a reversão.2001) I . Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado: (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. de 4. de 4. Se o cargo estiver preenchido. (MS 24744). Pode voltar promovido por ex.225-45. Exoneração: desligamento não punição.2001) b) a aposentadoria tenha sido voluntária. (é diferente do direito do trabalho). sofre processo administrativo e perde o cargo.9. de 4. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.por invalidez.servidor tem que ter adquirido estabilidade quando em atividade . (Incluído pela Medida Provisória nº 2.existência de cargo vago.225-45. E) Reintegração É a ocupação do cargo público por servidor (estável) que consegue anular decisão judicial ou administrativa. de 4. 25. Tem direito à indenização pelo período em que ficou afastado.2001) II . de 4. Ex.9. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.2001) b) Aposentadoria voluntária O servidor se aposenta.a solicitação de reversão tem que ocorrer 5 anos após a aposentadoria . de 4. A aposentadoria se reverte e o sujeito volta a trabalhar.A reversão ocorre quanto à aposentadoria. é o desligamento punitivo (pena.2001) c) estável quando na atividade.225-45. Este pode implementar todas as condições e mesmo assim ter seu pedido indeferido pela administração. Servidor pratica falta. de 4.225-45. por meio da qual foi demitido do referido cargo.225-45. Trata-se de mais uma restrição para quem está em estágio probatório.225-45. servidor foi aposentado por invalidez permanente.no interesse da administração. mas desiste de estar aposentado.9. sanção). OBS. de 4. eficácia ex tunc da anulação. desde que: (Incluído pela Medida Provisória nº 2. Não é um direito subjetivo do servidor. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.9.

sujeito é estável no cargo x. O STF e STJ : se quando é reprovado em estágio probatório tem direito à recondução. Faz concurso para agente da PF. pede a declaração de vacância no cargo x e vai para o cargo y. de 1998) Art. ainda. o servidor será aproveitado em outro. A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado. sem direito à indenização ou aproveitado em outro cargo. Parágrafo único. o sujeito pede para voltar ao cargo anterior. sem direito a indenização. será ele reintegrado. sujeito era agente da policia rodoviária federal. Para servidor seria plano de desligamento ou exoneração voluntária. Obs. 30. e o eventual ocupante da vaga. Retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado em razão de reintegração do anterior ocupante ao novo cargo ocupado pelo servidor. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de: II . . Ex.933. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de: I . mas é reprovado neste. Tem direito de voltar ao cargo x. pois a estabilidade é auferida a partir das condições do servidor para cada cargo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. 41. o servidor ficará em disponibilidade. § 1o Na hipótese de o cargo ter sido extinto. CF. posto em disponibilidade.reintegração do anterior ocupante. Servidor o cargo x. b) Reintegração do anterior ocupante. MS 22. desde que não tenha adquirido estabilidade neste último.inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo.Plano de demissão voluntária – PDV: para servidor público essa expressão é equivocada. porém o sujeito que ocupava o cargo y (e havia sido demitido) é reintegrado. observado o disposto nos arts. § 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável. Art. Sujeito pede a vacância do cargo x e está no estágio probatório do cargo y. Se já é estável nesse cargo e é aprovado para concurso no cargo Y. 28. art. Retorno voluntário de servidor estável ao cargo com relação ao qual solicitou vacância para ocupar novo cargo. Atenção: o sujeito não pode ter adquirido estabilidade no segundo cargo. É o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado em razão de inabilitação em estágio probatório para novo cargo. A AGU tem súmula prevendo essa possibilidade. é feita reestruturação no cargo de polícia rodoviária federal e o salário passa para 6000. Deve se submeter ao estágio probatório para o cargo Y. 30 e 31. 29. 29. O sujeito é reconduzido ao cargo de origem (x). com maior razão tem direito a retornar se quiser. aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço. ou no cargo resultante de sua transformação. STJ : MS 8339. F) Recondução Há 2 situações que a justificam: a) Inabilitação em estágio probatório. o seu eventual ocupante será reconduzido ao cargo de origem. Encontrando-se provido o cargo de origem. Art. Esse retorno é chamado recondução. Recondução voluntária: não está prevista em lei. Salário 2000. Foi criada por jurisprudência. Pede a vacância do cargo de origem e vai para a PF e passa a ganhar 4000. reconduzido ao cargo de origem. quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial. STF MS 24543. A adm indeferiu. com ressarcimento de todas as vantagens. se estável. § 2o Encontrando-se provido o cargo. ou. observado o disposto no art.

527. (Revogado pela Lei nº 9. de 10.quando. o servidor não entrar em exercício no prazo estabelecido. VII . Parágrafo único.o servidor for reprovado em estágio probatório ou . até seu adequado aproveitamento em outro cargo. VIII .G) Aproveitamento: É a condução a novo cargo público de servidor estável que está em disponibilidade em razão da extinção do cargo anteriormente ocupado ou da declaração da sua desnecessidade. se o servidor não tiver adquirido estabilidade.97) VI . Está ligado à disponibilidade. Exoneração: casos de desligamento não punitivo. Formas de vacância: formas de esvaziamento do cargo. O aproveitamento deve ser em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis aos do cargo anteriormente ocupado. Se x é estável. Perde o vínculo com a administração pública. com remuneração proporcional ao tempo de serviço. [declaração de vacância] IX .527.promoção. ou de ofício. Se x não for estável. de 1998) Na época do Collor. Art. OBS.ascensão. III .falecimento. Em caso de extinção de cargo ou declaração de sua desnecessidade. A exoneração de ofício dar-se-á: I . art. 34 e 35 Exoneração de servidor ocupante de cargo efetivo : Pode se dar a pedido do servidor ou de ofício quando: .exoneração. Hoje os proventos são proporcionais ao tempo de serviço. tendo tomado posse. § 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade.tendo tomado posse. Exoneração de servidor ocupante de cargo em comissão: pode se dar a pedido do servidor ou juízo da autoridade competente.97) V .12.readaptação. 5. A ideia é que dure pouco tempo a disponibilidade. O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante aproveitamento obrigatório em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado. Art. 30. 41. será exonerado. de 10. É a forma de provimento. X ocupa cargo e este é extinto (ou declarada sua desnecessidade) pela administração pública (tem que ser por lei). o servidor estável ficará em disponibilidade. A vacância do cargo público decorrerá de: I . A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do servidor. i. II . 33.posse em outro cargo inacumulável. quem estava em disponibilidade recebia proventos integrais. será exonerado. IV .transferência (Revogado pela Lei nº 9.demissão.12. II .2. 34.quando não satisfeitas as condições do estágio probatório. Arts. não entrar em exercício no prazo de 15 dias Art. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. CF. fica em disponibilidade e recebe remuneração proporcional. .aposentadoria.

de 10. Vide Art. prestando as informações requeridas. IV .12. A exoneração de cargo em comissão e a dispensa de função de confiança dar-se-á: (Redação dada pela Lei nº 9. . 35. Posse em outro cargo inacumulável : sujeito ocupa cargo x é estável. §§3º e 4º. → qual das alternativas não é um dever: ser leal à instituição. Aposentadoria v..527. 132 da 8112.).exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo. Ao invés de pedir a exoneração do cargo x.. São deveres do servidor: I . O servidor não deve lealdade ao seu superior. Em concursos há 3 tipos de questões sobre deveres e proibições: → são deveres do servidor. ser leal ao superior hierárquico. Falecimento O falecimento do servidor não gera a extinção do cargo.) → para a transgressão de deveres ou proibições. portanto. Readaptação: o sujeito ocupa cargo. Finalidade: retornar ao cargo anteriormente ocupado caso não possa ocupar o novo cargo.1) deveres (art. 169. Demissão: desligamento punitivo. ii. Regras que estabelecem 6. perde a capacidade laboral e vai para outro cargo. CF Não está prevista na lei 8112. Exoneração de estável por excesso de folha de pagamento: art. [ad nutum] II . Promoção: o cargo anteriormente ocupado fica vago para o preenchimento do novo cargo.. II .observar as normas legais e regulamentares.ser leal às instituições a que servir. exceto quando manifestamente ilegais. V . Não tem caráter de punição. vi.cumprir as ordens superiores. 116. 116) e 6. iii.2) proibições (art. vai fazer estágio probatório do cargo y. pede a “declaração de vacância”. adicionais. (Pulamos direitos dos servidores (petição.Art. à recondução. Art. as conseqüências são diferentes.a juízo da autoridade competente. mas a sua vacância. exceto: 4 alternativas deveres e 1 é proibição. 117). Regime Disciplinar dos Servidores Públicos Regime disciplinar: existe para estabelecer normas comportamentais do servidor. Está relacionado. O cargo primitivo fica vago. ***Promoção e readaptação são simultaneamente casos de provimento e de vacância.atender com presteza: a) ao público em geral.a pedido do próprio servidor. III . Tem caráter de punição. → qual das alternativas não é proibição: servidor pode ter filiação partidária. tempo de serviço. Não pode se engajar em atividade político partidária (em época de campanha usar camiseta do partido na repartição por ex. mas só à instituição. gratificações.97) I . basta leitura atenta da lei quanto a estas regras.. iv. ) 6. ressalvadas as protegidas por sigilo.

sem prévia autorização do chefe imediato.participação nos conselhos de administração e fiscal de empresas ou entidades em que a União detenha. direta ou indiretamente. II .representar contra ilegalidade.promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição. e (Incluído pela Lei nº 11. IX . Ex. emprego ou pensão de estado estrangeiro.ser assíduo e pontual ao serviço. sem prévia anuência da autoridade competente. 117. Parágrafo único. XIX . de 2008 I . IX . VI . Art. VIII . XII . c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública.] XI .ausentar-se do serviço durante o expediente. exceto na qualidade de acionista. comissão. assegurando-se ao representando ampla defesa. o desempenho de atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado.levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo. cotista ou comanditário. e de cônjuge ou companheiro.exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com o horário de trabalho. em cargo ou função de confiança.b) à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou esclarecimento de situações de interesse pessoal.guardar sigilo sobre assunto da repartição. X . presente ou vantagem de qualquer espécie. (Redação dada pela Lei nº 11. junto a repartições públicas [advocacia administrativa]. de 4. XIII .recusar fé a documentos públicos. XVI .zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público. XIV . em detrimento da dignidade da função pública. A vedação de que trata o inciso X do caput deste artigo não se aplica nos seguintes casos: (Incluído pela Lei nº 11.proceder de forma desidiosa. foto com político] VI .valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem.527. VIII .receber propina.9. XI .784. III . Ex. como procurador ou intermediário. colocar foto do filho como protetor de tela. omissão ou abuso de poder.tratar com urbanidade as pessoas.97) Parágrafo único. (Incluído pela Lei nº 9. A representação de que trata o inciso XII será encaminhada pela via hierárquica e apreciada pela autoridade superior àquela contra a qual é formulada. exercer o comércio. VII .atuar.utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares. em razão de suas atribuições. ou a partido político. participação no capital social ou em sociedade cooperativa constituída para prestar serviços a seus membros.cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa.coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação profissional ou sindical. cônjuge.praticar usura sob qualquer de suas formas.manter conduta compatível com a moralidade administrativa.784. colocar bandeira do time de futebol. XV . fora dos casos previstos em lei.12. V . XVIII . de 2008 [servidor não está proibido de ter cotas ou ações de uma empresa. mas sim de exercer a gerência sobre uma empresa.opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou execução de serviço. XVII . personificada ou não personificada. qualquer documento ou objeto da repartição.cometer a pessoa estranha à repartição.participar de gerência ou administração de sociedade privada. de 2008 .manter sob sua chefia imediata. salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau. Ao servidor é proibido: (Vide Medida Provisória nº 2.784.2001) I .recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado.aceitar comissão. servidora vendendo calcinha na repartição.retirar. exceto em situações de emergência e transitórias. VII . XII . companheiro ou parente até o segundo grau civil. Exercer comércio: de forma permanente e lucrativa.225-45. *** X . de 10. [é uma probição comumente violada. IV .

784. . A resp objetiva é do Estado. Ex. atropela e mata alguém. Responsabilidades dos servidores públicos O servidor responde civil. a qual exige processo de natureza civil. Há EXCEÇÃO: Presume-se eu a perquirição penal é dotada de maior cognição mais aprofundada. haverá processo penal. Os processos são independentes. A responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição criminal que negue a existência do fato ou sua autoria. ex. não pode ser punido por homicídio e latrocícino (resp da mesma natureza) Não pode ser punido com demissão e suspensão (resp da mesma natureza). com penas da mesma natureza. Não há violação do bis in idem. Normas de acumulação remunerada de cargos e empregos Art. Configuram-se as 3 categorias de ilícito acima. Proibição de bis in idem: uma mesma pessoa não pode ser punida mais de uma vez. esta absolvição se projeta nas demais esferas (civil e administrativa). o que enseja a resp adm do agente. Art. 126. por um mesmo fato. penais e administrativas poderão cumular-se . Responsabilidade civil do servidor público É subjetiva (reclama culpa ou dolo). Se um fato caracteriza crime. 6. As sanções civis. ensejando sindicância ou processo adm disciplinar. penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas funções. Daí a lei diz que se houver no processo penal a absolvição por inexistência do fato ou negativa de autoria. (Incluído pela Lei nº 11.4. não se projeta nos processos civil e administrativo. O servidor responde civil. observada a legislação sobre conflito de interesses. penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições.II . Cuidado! A absolvição penal por negativa de autoria é diferente de absolvição penal por falta de provas da autoria. na forma do art. o sujeito pode ser punido penal. Levaria à respons civil do agente. 91 desta Lei. servidor motorista apresenta-se embriagado na repartição. Neste último caso. Há ainda a ocorrência de infração administrativa. fato imputável a um servidor. Art. Os resultados deles independem uns dos outros: sujeito pode ser condenado em um processo e absolvido em outro. O fato em tese consiste num crime. Art. 118 a 120 da 8112. 121. Ex. infraç adm e lesão patrimonial. O fato Tb corresponde a lesão patrimonial ocasionada pelo servidor (contra a adm ou contra terceiros). São responsabilidades independentes e acumuláveis entre si.3.gozo de licença para o trato de interesses particulares. sendo independentes entre si. Ensejará a responsabilidade penal do agente. de 2008 6. administrativa e civilmente. 125.

pode imputar a resp. A adm pode dizer se o servidor deve? Para alguns autores. Advertência . art. É uma posição nova em relação a livros de doutrina. Responsabilidade penal do servidor (Rogério) Responsabilidade administrativa do servidor (art. 127 a 142) Penas disciplinares – art. 127 Art. o terceiro tem que demandar contra o Estado. A própria adm não poderia de modo autoexecutório imputar-lhe a responsabilidade civil.904: A Regra do 37. 132] IV .Segundo a CF. pois se trata de interpretação de regra constitucional. e este demanda contra o agente. sim. Seu patrimônio será executado. §6º. Logo. 46).demissão. §6º não serve para proteger só o terceiro. 37. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.746. OBS. [art.134] V . 2 →Se o servidor estiver devendo para a adm pública. Só se não houver patrimônio haverá desconto em folha. pode ser feito o desconto em folha. 127. OBS. o servidor perde o direito de desconto em folha. A adm.135] I. STF: se o servidor reconhece a dívida.135] VI . Se o servidor não reconhece a dívida. 1 → Pode o terceiro demandar diretamente contra o agente? Surgiram várias posições na doutrina.cassação de aposentadoria ou disponibilidade.suspensão. 129] II . Em prova.182 decidiu pela reserva de jurisdição quanto à condenação do servidor. mas também o servidor.destituição de cargo em comissão. o Estado responderá por danos que seus agentes causarem a terceiros. por meio de proc adm. ele teria direito de ser cobrado em juízo. [art. O servidor não pode ser demandado diretamente. O terceiro pode demandar contra o Estado ou contra o agente diretamente. assegurado direito de regresso nos casos de culpa ou dolo. STF – MS 24. Se o débito decorre de conduta dolosa a adm pode executar o patrimônio do servidor. § 6º .advertência.destituição de função comissionada. CF. 130] III . no sentido de que o servidor teria a proteção de que seria demandado somente pelo Estado. [art.As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. julgado mais recente que o acima. há mecanismo de desconto em folha (art. [art. STJ: Resp 731. nessa qualidade. Se a adm vence a ação judicial. [art. 37. civil ao servidor. causarem a terceiros. São penalidades disciplinares: I . optar pela posição do STF. [art. O STF recentemente – RE 327.

mas vai receber 50% do valor da sua remuneração.12. [pena de suspensão (diretamente)] . gera a suspensão. regulamentação ou norma interna. 129. a penalidade de suspensão poderá ser convertida em multa. incisos I a VIII e XIX – pena de advertência. [pena de suspensão (diretamente)] XVIII .pena de demissão.conversão da suspensão em multa. 130. se houver a reincidência. É discricionário. recusarse a ser submetido a inspeção médica determinada pela autoridade competente. o servidor fica trabalhando.97) A advertência é punição que se dá por escrito. incisos I a VIII e XIX. Se a 2ª advertência for por fato diferente do primeiro. nem para remuneração. A suspensão será aplicada em caso de reincidência das faltas punidas com advertência e de violação das demais proibições que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão . XVII . 117. Alguns casos de remoção ou promoção se restrigem a servidores que não tenham advertência. o período da suspensão não conta para fins de tempo de serviço. que não justifique imposição de penalidade mais grave. de 10. Do inciso IX a XVI . Não é automático que a segunda advertência gere a suspensão. Nesse caso. Casos de aplicação da advertencia: → violação de dever funcional → transgressões às proibições previstas nos incisos I a VIII e XIX. A advertência será aplicada por escrito.527. injustificadamente. b) “violação das demais proibições que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão” Do art. consta do assento individual do servidor por um período. não gera suspensão. Um fato já punido com advertência. Art.exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com o horário de trabalho.cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa. não podendo exceder de 90 (noventa) dias. § 1o Será punido com suspensão de até 15 (quinze) dias o servidor que. e de inobservância de dever funcional previsto em lei. a lei permite a conversão da suspensão em multa. § 2o Quando houver conveniência para o serviço. 117. ficando o servidor obrigado a permanecer em serviço. Durante o prazo da suspensão. II. Tem o efeito subjetivo.Art. (Redação dada pela Lei nº 9. os casos de dever funcional que levam diretamente à suspensão são os incisos XVII e XVIII. afastar servidor pode significar prejuízo também para a adm. cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a determinação. nos casos de violação de proibição constante do art. Casos em que é aplicável a pena de suspensão: a) Reincidência de falta já punida com advertência. exceto em situações de emergência e transitórias. Suspensão Afastamento do servidor por até 90 dias com total prejuízo de sua condição funcional – ou seja. Objetivamente. Parágrafo 2º . Assim. na base de 50% (cinqüenta por cento) por dia de vencimento ou remuneração.

A demissão ou a destituição de cargo em comissão. O cancelamento da penalidade não surtirá efeitos retroativos. Para alguns autores a proibição do parágrafo único seria pena perpétua. incompatibiliza o ex-servidor para nova investidura em cargo público federal. após o decurso de 3 (três) e 5 (cinco) anos de efetivo exercício. nos casos dos incisos IV.crime contra a administração pública. incisos I [crime contra a adm pública] . 137. (ausência intencional) por mais de 30 dias consecutivos – art. em caso de improbidade. A demissão será aplicada nos seguintes casos: I . A advertência é retirada dos assentamentos individuais do servidor após 3 anos A suspensão é retirada após 5 anos. Não era o objeto da discussão. X e XI do art. sendo inconstitucional. As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancelados. Mas num obiter dictum. 132. [art. portanto. O cancelamento só tem efeito ex nunc.Reabilitação administrativa Se o sujeito praticou infração e foi punido com advertência ou suspensão. incisos IX e XI. 136. 117. c) proibição de retornar ao serviço público federal se for desligado por crime contra a adm pública. Não poderá retornar ao serviço público federal o servidor que for demitido ou destituído do cargo em comissão por infringência do art. Demissão É o desligamento definitivo do servidor. Casos em que é aplicável a pena de demissão: Art. Art. aplicação irregular de dinheiros públicos.inassiduidade habitual. não vai ficar com tais penas inscritas no seu registro funcional por toda a vida. . Art. b) incompatibilidade para nova investidura em cargo público federal por 5 anos em caso de revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo e corrupção. nesse período. lesão aos cofres públicos e corrupção. Os prejuízos econômicos e funcionais do passado sofridos em decorrência da punição não serão recuperados. VIII. 132. por infringência do art. e. resultam Tb da demissão as conseqüências do 136 e 137 (efeitos anexos): a) indisponibilidade dos bens e ressarcimento ao erário. respectivamente. X [lesão aos cofres públicos] e XI [corrupção]. A demissão ou a destituição de cargo em comissão. improbidade.abandono de cargo. 131. Além do desligamento. 132. Parágrafo único. pelo prazo de 5 (cinco) anos. II . IV[improbidade]. praticado nova infração disciplinar. aplicação irregular de dinheiros públicos. o min Celso de Melo mencionou essa hipótese perpétua de punição. implica a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. STF e STJ nunca trataram desse preceito. 139 – por 12 meses o servidor não pode faltar por mais de 60 dias intercalados] IV . 138] III .improbidade administrativa. se o servidor não houver. [faltas não justificadas. III. lesão aos cofres públicos e corrupção. Art. inconstitucional. Parágrafo único. VIII [aplicação irregular de dinheiros públicos] . sem prejuízo da ação penal cabível.

§ 1o O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido.revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo. a exoneração efetuada nos termos do art. destituição de cargo em comissão 2 anos para pena de suspensão 180 dias para pena de advertência Art. XI . O chefe que se autopreservar (não quer dizer que nomeou alguém que cometeu falta). Parágrafo único. O servidor deixa de perceber proventos. II . quanto à suspensão. Art.lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional. VII . cassação da aposentaria.em 2 (dois) anos. salvo doença comprovada por junta médica oficial. Constatada a hipótese de que trata este artigo. 135.incontinência pública e conduta escandalosa. quanto á advertência. XIII .em 180 (cento e oitenta) dias. na prática. 142. na atividade. Se cc praticou falta grave (pena de suspensão ou demissão) seu chefe não pode somente exonerar. Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do inativo que houver praticado. Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se o servidor não entrar em exercício no prazo legal. VI . 32 Servidor inativo por aposentaria ou disponibilidade é condenado por falta que na atividade seria punível com demissão. em serviço. falta punível com a demissão. IV. mas do conhecimento do fato. Há a cassação. 32. Art. 35 será convertida em destituição de cargo em comissão. A destituição de cargo em comissão exercido por não ocupante de cargo efetivo será aplicada nos casos de infração sujeita às penalidades de suspensão e de demissão. IX . Art.ofensa física. O cc pode ser exonerado livremente. mas tem que instaurar processo disciplinar para que o agente seja destituído do cargo e sofra os efeitos da destituição. Prescrição das penas aplicáveis aos servidores Idéia de segurança jurídica. ***O termo inicial não é contado do fato. Art. Cassação da aposentadoria e de disponibilidade – art. cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em comissão. Destituição do cargo em comissão ou da função de confiança Se o ocupante de cargo em comissão (cc) pratica falta. 7.V . XII . III . VIII . 5 anos para pena de demissão. 117. 142.transgressão dos incisos IX a XVI do art. V.corrupção. é exonerado a pedido. quanto às infrações puníveis com demissão. A ação disciplinar prescreverá: I . empregos ou funções públicas.acumulação ilegal de cargos. X .aplicação irregular de dinheiros públicos.em 5 (cinco) anos. salvo em legítima defesa própria ou de outrem. 134 e art. a servidor ou a particular.insubordinação grave em serviço. . Seria conhecimento objetivo ou subjetivo? Há discussão na doutrina. na repartição. 134.

Há discussão no STJ sobre: aplica-se o prazo ou Tb os modos suspensivos dessa contagem? Art. Dp dos 140 dias. 2º momento: Século XX. Art. não é caso de nulidade do processo. STF e STJ: Se o processo administrativo disciplinar durar mais que 140 dias. recomeça o pz de prescrição – 5 anos. até a decisão final proferida por autoridade competente. servidor foi demitido em 2008.728. por outro lado. mas depois de transcorrido 140 dias recomeça a contar o prazo de prescrição. pode ser prorrogado por mais 60 dias. a doutrina começou a admitir que a administração pode celebrar contratos. Motivo: O contrato é conceituado a partir da noção de autonomia de vontade e o direito administrativo. ou seja. Se for aberta sindicância ou instaurado processo adm disciplinar. Quando acabar o motivo da interrupção. § 3o A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe a prescrição. Ex. 142. § 4o Interrompido o curso da prescrição. § 2o Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas também como crime. tal como os consórcios públicos. Negócios Jurídicos da administração Pública (gênero) . começa a contar o pz de prescrição. está relacionado à ideia de estrita legalidade. 1930 + ou –. Somando-se: prazo máximo de duração de um processo adm disciplinar: 140 dias. começa a contar do início o pz de prescrição. Nestes casos o pz de precrição será o da lei penal. Conhecido o fato. A primeira manifestação de convenção suscetível à criação de obrigações recíprocas em que figurasse a administração foi a figura do contrato administrativo. Aula 03 18/05/2009 NEGÓCIOS JURÍDICOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Introdução: 1º momento: negava-se a figura de negócios pela administração. pode haver a prescrição intercorrente? Diz a lei : Prazo de duração regular do processo – 60 dias.Um dos casos de demissão – crime contra a adm pública. Uma vez interrompido o pz de prescrição. 142. O prazo para julgamento: 20 dias. 3º momento: As figuras negociais da administração evoluem e surgem outras categorias negociais. Operou-se a prescrição dentro do processo – prescrição intercorrente. haverá interrupção. STF – MS 22. o processo estava perdido. a existência de contratos celebrados pela administração sob o regramento do direito administrativo. O processo começou em 91. o prazo começará a correr a partir do dia em que cessar a interrupção.

Vale observar que na maioria das vezes. porém interesses diferentes. O da adm é o interesse público. os contratos seriam os negócios celebrados entre a administração e particulares. seria suficiente para diferenciar contratos de convênios). pois os interesses não são necessariamente contrapostos). temos as seguintes definições de contratos e convênios: 2.São manifestações convergentes de vontade da administração com terceiros. Há convergência de vontades. contrato entre adm e a empresa X para que esta realize obra pública. Com base nesse critério. O profº não concorda. particulares ou não. tendentes à estipulação de obrigações recíprocas. particular ou não. Veremos 4 espécies: → Contratos da administração pública Não os chamaremos ainda contratos administrativos. Esse critério levava em conta tão somente as pessoas que celebravam a convenção. Nos contratos da adm há convergência de vontades entre esta e o terceiro. (Hely Lopes diziam que eram interesses contrapostos. nesses casos o critério subjetivo. Assim. Diante desse critério subjetivo. vamos ver agora rapidamente. porém os interesses são diferentes. . somente para compará-los aos convênios. esse critério mostrou-se inadequado. Contrato: Negócio envolvendo a administração de um lado e de outro um terceiro. o qual leva em conta os interesses envolvidos (não mais as partes celebrantes). Ex. São regidos pela lei 8666. → Convênios → Consórcios Públicos Há uma diferença entre os contratos da lei 8666 e os consórcios públicos que têm legislação própria. Contratos X Convênios No passado a doutrina usava o critério subjetivo para diferenciar os contratos dos convênios. Porém diante da complexidade dos casos concretos. a realização adequada da obra e o de X é o lucro. porém a administração pública pode celebrar contratos com entidades da adm pública. enquanto que os convênios seriam negócios celebrados pela administração pública com órgãos da administração pública. hoje se usa um outro critério para diferenciar contratos de consórcios. → Contratos de Gestão Há críticas na doutrina quanto ao nome desses contratos. 1. a adm celebra contratos com particulares (ou seja. Temos contratos de gestão na legislação brasileira para designar 2 coisas diferentes. Como já vimos no Intensivo I.

62. e aos demais cujo conteúdo seja regido.aos contratos em que a Administração for parte como usuária de serviço público. Vontades convergentes e interesses diferentes.1. abaixo da 8666: Art. município X vende a folha de pagamentos a um banco privado. Espécies de contratos da administração (ou contratos públicos) Para a doutrina nem todo contrato celebrado pela adm é contrato administrativo. predominantemente. 2. destinando-se esse bem. nos contratos administrativos. de financiamento. Porém. contrato de execução de serviço. Por conseguinte. Ex. de contrato e de convênio: . 55 e 58 a 61 desta Lei e demais normas gerais. São prerrogativas que têm previsão na lei (8666 e outras). por exemplo. É mais adequado chamar os que celebram convênios de partícipes. sociedade de economia mista. não se aplicam a tais contratos as cláusulas exorbitantes. Obs.aos contratos de seguro. pois os interesses seriam diferentes. contrato de concessão de serviço público. Hely Lopes: Não é adequado falar em partes. Essa diferença é feita pela doutrina majoritária. etc). 3. (alteração e rescisão unilateral pela adm. mas não é pacifica. A adm não pode dispor dessas prerrogativas. Alguns autores (como Carlos Ari Sundfeld) dizem que tal diferença não existe. Estas são chamadas cláusulas exorbitantes. § 3o Aplica-se o disposto nos arts. O município faz uma licitação para escolher o banco. Doutrina majoritária responde a esse argumento: “no que couber” significa que não se aplicam a todos os contratos feitos pela adm. Ex. Contratos de direito privado celebrados pela adm pública São aqueles cujo objeto satisfaz indiretamente o interesse público. de locação em que o Poder Público seja locatário. órgão públicos ou não. à instalação de uma escola pública. as quais decorrem de obrigação legal e não de deliberação entre as partes. As cláusulas exorbitantes seriam aplicáveis a quaisquer contratos celebrados pela adm. contrato de execução de obra. Por conseguinte. indiretamente satisfaz o interesse público.Ex. por norma de direito privado. Contratos administrativos: São aqueles cujo objeto satisfaz diretamente o interesse público. no que couber: I . em que as vontades são convergentes e os interesses são comuns. Recebem esse nome porque exorbitam da vontade das partes. Vence o BB. fazendo-se a seguinte divisão: 2. ocupação provisória. de modo que não resultam da vontade das partes. locação de um imóvel pelo poder público: tem por objeto o uso remunerado do bem. II . Ex. Esse uso não satisfaz diretamente o interesse público. O município e o BB farão contrato. a adm pública terá prerrogativas. Convênio É um negócio em que a adm se obriga reciprocamente com terceiros.2. Para dizer isso se fundamento no art.

e estas forem cumpridas. se aplicam aos convênios. Aplicam-se as disposições desta Lei. Prestação do serviço de transporte público urbano em determinado município por empresa privada. as regras aplicáveis para a formalização dos contratos são aplicadas aos convênios. Se uma autarquia ou fundação pública federal celebrar com o ministério ao qual está ligada.1. existem regras em constituições estaduais e em leis orgânicas municipais que prevêem como condição para a celebração do convênio a prévia manifestação do PL. Essa qualificação lhe amplia a autonomia. A 8666 prevê o envio do convênio ao PL respectivo para que este faça o controle. § 2o Assinado o convênio. é formalizado por meio de convênio. este estaria interferindo indevidamente em assuntos da alçada da adm. seria obrigatório o processo licitatório. Nesse caso o interesse é o mesmo = a coleta de um maior número de agasalhos. Por esse artigo. Logo. é condição para a qualificação de autarquia ou fundação pública federal como agência executiva. Art. etc. 116. cláusulas necessárias do art. . a autarquia ou fundação será qualificada como agencia executiva. Ex. Lei 8666. Instalação de caixas nos ônibus para a coleta de agasalhos doados pelos usuários do transporte público envolvendo o mesmo município e a mesma empresa.1. (É como se fosse uma certificação ISO 9000 para uma empresa). nesta acepção. ADI 462 e 470) de que tais regras seriam inconstitucionais. 116. aos convênios. 2. 4. ajustes e outros instrumentos congêneres celebrados por órgãos e entidades da Administração. Art. 55. É formalizado por meio de contrato: Interesse do município é adequada prestação do serviço e o da empresa é o lucro. Logo. Há jurisprudência pacífica no STF (ex. Haverá casos em que a celebração de um convênio será obrigatoriamente antecedida de prévio processo licitatório? Doutrina: Se houver mais de um “interessado” em celebrar o convênio e a administração não tiver condições de celebrá-lo com todos os interessados simultaneamente. a lei 8666 no que couber. Contratos de gestão Esta expressão é usada para denominar 2 institutos diferentes: 4. Controle pelo poder legislativorespectivo Lei 8666. prejudicando a harmonia entre os poderes. pois se a norma condiciona a celebração do convênio à prévia manifestação do PL. forma de divulgação com extrato publicado no DO. um ctt de gestão para estabelecer metas de eficiência a serem cumpridas. No entanto. a entidade ou órgão repassador dará ciência do mesmo à Assembléia Legislativa ou à Câmara Municipal respectiva. no que couber. O contrato de gestão. acordos. Contrato de gestão como condição para a qualificação de agências executivas.

bem como a transferência total ou parcial de encargos. II . Art. § 2o O Poder Executivo definirá os critérios e procedimentos para a elaboração e o acompanhamento dos Contratos de Gestão e dos programas estratégicos de reestruturação e de desenvolvimento institucional das Agências Executivas. §8º da CF. de 1998) No entanto.ter um plano estratégico de reestruturação e de desenvolvimento institucional em andamento. 52. Consórcios públicos É um instrumento jurídico. Lei 8666/93. políticas e medidas voltadas para a racionalização de estruturas e do quadro de servidores. 241. a ser firmado entre seus administradores e o poder público. § 2o O Poder Executivo editará medidas de organização administrativa específicas para as Agências Executivas. 51. obras e serviços contratados por consórcios públicos. o desenvolvimento dos recursos humanos e o fortalecimento da identidade institucional da Agência Executiva. Os percentuais referidos nos incisos I e II do caput deste artigo serão 20% (vinte por cento) para compras. (Redação dada pela Lei nº 11.os controles e critérios de avaliação de desempenho. Art. A União. metas e respectivos indicadores de desempenho da entidade. 37. Esta foi regulamentada pelo Decreto . III . 37§ 8º A autonomia gerencial. cabendo à lei dispor sobre: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. Os planos estratégicos de reestruturação e de desenvolvimento institucional definirão diretrizes. os Estados. sociedade de economia mista. o qual foi regulamentado pela lei 9649/98 (foi parcialmente revogada). (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. foi regulamentada pelos Decretos 2487/98 e 2488/98. Até tal EC não havia não havia mecanismos jurídicos aptos para tanto Art.Previsto no art. Lei 9649. 241 da CF. o Distrito Federal e os Municípios disciplinarão por meio de lei os consórcios públicos e os convênios de cooperação entre os entes federados. Art. Contrato de gestão como condição para qualificação de uma organização social (art. visando assegurar a sua autonomia de gestão. de 1998) I . direitos. Parágrafo único. serviços. II . a lei regulamentadora dos consórcios públicos ficou parada no CN e só foi editada em 2005. criado pela EC 19/98 que deu nova redação ao art. com a lei 11. empresa pública e por autarquia ou fundação qualificadas. como Agências Executivas.1. que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade.o prazo de duração do contrato. 24. § 1o A qualificação como Agência Executiva será feita em ato do Presidente da República. na forma da lei.107. § 1o Os Contratos de Gestão das Agências Executivas serão celebrados com periodicidade mínima de um ano e estabelecerão os objetivos. 5 L9637 de 98) 5. que. art. bem como os recursos necessários e os critérios e instrumentos para a avaliação do seu cumprimento. a revisão dos processos de trabalho. orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato. para viabilizar a gestão compartilhada de serviços públicos entre entes federados.107/2005. O Poder Executivo poderá qualificar como Agência Executiva a autarquia ou fundação que tenha cumprido os seguintes requisitos: I .ter celebrado Contrato de Gestão com o respectivo Ministério supervisor.a remuneração do pessoal. autorizando a gestão associada de serviços públicos. bem como a disponibilidade de recursos orçamentários e financeiros para o cumprimento dos objetivos e metas definidos nos Contratos de Gestão. de 2005) 4. CF. pessoal e bens essenciais à continuidade dos serviços transferidos. obrigações e responsabilidade dos dirigentes. por sua vez.

CF. d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras nacionais. aeroespacial e a infra-estrutura aeroportuária. de 15/08/95:) b) os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água. em consequência. X. hoje há um marco regulatório muito claro sobre os consórcios públicos e convênios de cooperação entre entes federados.manter o serviço postal e o correio aéreo nacional. Art. Podem fazer uma estação só de tratamento e sistemática de distribuição de água conjunta por meio de consórcio público. § 1º . Assim. DF e municípios). c) a navegação aérea. 30. Art. de 1995) CF. XI . estados. Compete aos Municípios: V .São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição. nos termos da lei. Serviços gerais – titularidade compartilhada Serviços individuais – titularidade especificada nos dispositivos acima. nem por entidade da administração pública indireta. incluído o de transporte coletivo . ou mediante concessão. Características dos consórcios públicos → São institutos criados para a gestão associada dos serviços públicos (finalidade). que tem caráter essencial. Ex. concessão ou permissão: a) os serviços de radiodifusão sonora. diretamente ou mediante autorização. Este protocolo terá que ser ratificado por lei e desta ratificação por lei decorre a celebração de um contrato (Não é equivocado dizer que consorcio público é uma espécie de contrato). em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos.residualidade) e dos municípios (art. fluviais e lacustres. art 25. 21. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 5. serviço de fornecimento de água é serviço de interesse local e.explorar. diretamente ou mediante autorização. . §1º . ou que transponham os limites de Estado ou Território. e) os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros. Existe barragem de captação de água entre 2 municípios vizinhos. os serviços públicos de interesse local. 30. Cada um desses municípios necessita de estação de tratamento de água. Os Serviços públicos podem ser de competência da U (art. Nunca por particular. concessão ou permissão. de 15/08/95:) XII . a criação de um órgão regulador e outros aspectos institucionais. 21. V). os serviços locais de gás canalizado. § 2º .(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 8. que disporá sobre a organização dos serviços.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 8. XI e XII). na forma da lei. Compete à União: X . → Somente podem ser celebrados por entes federados (U. Os 2 municípios são titulares do serviço público prestado. f) os portos marítimos. diretamente ou sob regime de concessão ou permissão. os serviços de telecomunicações.organizar e prestar.Cabe aos Estados explorar diretamente.6017/2007. 25. e de sons e imagens. de competência do município. dos Estados (art. → Os entes federados devem firmar protocolo de intenções para constituir o consórcio público. vedada a edição de medida provisória para a sua regulamentação.explorar.

Cria nova figura. art. IV . inclusive as associações públicas. 6º.a União. no que couber. 15. §1º.107. §2º § 2o No caso de se revestir de personalidade jurídica de direito privado. pelas normas deste Código. o consórcio público observará as normas de direito público no que concerne à realização de licitação. Associação pública integra a administração indireta de todos os entes da federação consorciados . 41. Ficou juridicamente parecido com a empresa pública e sociedade de economia mista. a organização e funcionamento dos consórcios públicos serão disciplinados pela legislação que rege as associações civis. de 2005) V . IV . Lei 11. que será regido pela Consolidação das Leis do Trabalho CLT. 16 alterou o CC. a que se tenha dado estrutura de direito privado.os Municípios.as autarquias.107. porém são submetidas a ilhas de direito público. 3 municípios se consorciam e criam uma associação pública. Art. Parágrafo único.as demais entidades de caráter público criadas por lei. no seu art. 6º. Esta pessoa jurídica poderá ser de 2 espécies. Ex. as pessoas jurídicas de direito público.107/05. prestação de contas e admissão de pessoal. 6º.as autarquias.107. Art. como espécie de autarquia. mas com elas não se confunde. § 1o O consórcio público com personalidade jurídica de direito público integra a administração indireta de todos os entes da Federação consorciados. as associações públicas. o art. São regidas pela Lei 11. Esta pessoa jurídica é o próprio consórcio e fará a gestão compartilhada dos serviços públicos. II . celebração de contratos. Lei 11. Art. São pessoas jurídicas de direito público interno: I . quanto ao seu funcionamento. Em relação às EPs e às SEMs. parte da adm indireta de mais de um ente federal. 173. cujo art.Cria-se uma pessoa jurídica. A associação pública tem. Salvo disposição em contrário. É uma situação que não tem similar no direito brasileiro. 41 inserindo entre as pessoas jurídicas de direito público interno. art. Recebe o nome de associação pública. Associação pública é espécie de consórcio público e não sinônimo de consórcio público (este é gênero). (Redação dada pela Lei nº 11. III . art 15 – serão tratados pela legislação das associações civis. Será integrante da adm indireta dos 3 municípios. o Distrito Federal e os Territórios. § 1º. portanto. Natureza autárquica.107. a) Pessoa jurídica de direito público. II CF.os Estados. dipõe que são de direito privado. . No que não contrariar esta Lei. natureza autárquica. b) Pessoa jurídica de direito privado. Lei 11. regem-se.

observados os limites constitucionais. a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo. § 2o Os consórcios públicos poderão emitir documentos de cobrança e exercer atividades de arrecadação de tarifas e outros preços públicos pela prestação de serviços ou pelo uso ou outorga de uso de bens públicos por eles administrados ou. § 2o A União somente participará de consórcios públicos em que também façam parte todos os Estados em cujos territórios estejam situados os Municípios consorciados. contratos. § 3o Os consórcios públicos poderão outorgar concessão. os Estados. [lei 8080/94 – consórcios de saúde]. ou interesse social. 2o Os objetivos dos consórcios públicos serão determinados pelos entes da Federação que se consorciarem.a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas . § 1o Para o cumprimento de seus objetivos. II – nos termos do contrato de consórcio de direito público. Art. § 3o Os consórcios públicos. observada a legislação de normas gerais em vigor.107 Art. pelo ente da Federação consorciado. inclusive quanto aos direitos e obrigações civis. [transferência pelo consórcio público a particular de outras ou serviços públicos] Art. antes de subscrever o protocolo de intenções. conforme definidos em lei. 241 CF Lei 11. trabalhistas e tributários. da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços. dispensada a licitação. de 1998) Principais normas aplicáveis aos consórcios públicos: Art. de 1998) II . . mediante autorização específica . permissão ou autorização e as condições a que deverá atender. 3o O consórcio público será constituído por contrato cuja celebração dependerá da prévia subscrição de protocolo de intenções. CF. 173. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19. § 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública. disciplinar por lei a sua participação no consórcio público. na área de saúde. o consórcio público poderá: I – firmar convênios. 1o Esta Lei dispõe sobre normas gerais para a União. o Distrito Federal e os Municípios contratarem consórcios públicos para a realização de objetivos de interesse comum e dá outras providências. comerciais. realizada pelo Poder Público. permissão ou autorização de obras ou serviços públicos mediante autorização prevista no contrato de consórcio público . Art. contribuições e subvenções sociais ou econômicas de outras entidades e órgãos do governo. diretrizes e normas que regulam o Sistema Único de Saúde – SUS. do protocolo de intenções. deverão obedecer aos princípios. espécie de autarquia] ou pessoa jurídica de direito privado. receber auxílios. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição. Art. 5o O contrato de consórcio público será celebrado com a ratificação. acordos de qualquer natureza. § 1o O consórcio público constituirá associação pública [pessoa jurídica de direito público.O mesmo vale para as figuras de consórcios públicos com personalidade jurídica de direito privado. dispondo sobre: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. promover desapropriações e instituir servidões nos termos de declaração de utilidade ou necessidade pública. e [só vale para associações públicas] III – ser contratado pela administração direta ou indireta dos entes da Federação consorciados . mediante lei. que deverá indicar de forma específica o objeto da concessão. § 4o É dispensado da ratificação prevista no caput deste artigo o ente da Federação que.

serviços.. como condição de sua validade. Aula 04 10/06/2009 BENS PÚBLICOS Domínio público (Abarca bens públicos e também forma de intervenção estatal na propriedade alheia) Domínio eminente: prerrogativa do p. com prazo de vigência limitado à rubrica orçamentária. . Ler o decreto. classificação de bens públicos. administração. “contrato de programa”. Este deve ser celebrado uma vez a cada exercício financeiro.107 para estabelecer .. formas de aquisição. . na forma da lei 11. Art. observações pontuais: bens públicos em espécies. 2º. pessoal ou de bens necessários à continuidade dos serviços transferidos. Este contrato de rateio está definido no art. publ de intervir na propriedade alheia. 2º. vedada previsão de despesas genéricas.. Há casos em que a intervenção recai sobre bens públicos. as obrigações que um ente da Federação constituir para com outro ente da Federação ou para com consórcio público no âmbito de gestão associada em que haja a prestação de serviços públicos ou a transferência total ou parcial de encargos.. VII do Decreto 6017/2007. Principais formas de intervenção: desapropriação. servidão. 13.Art. etc. Aula de hoje: conceito de bens públicos.. 8o Os entes consorciados somente entregarão recursos ao consórcio público mediante contrato de rateio.Art.. . XVI do Decreto 6017. O repasse de recursos pelos entes consorciados ao consórcio público por contrato de rateio. Contt por meio do qual os entes consorciados se comprometem a fornecer recursos financeiros para a realização das despesas do consórcio público. Não confundir a definição do contrato de rateio com o contrato de programa. tombamento. características principais dos bens públicos (***).. Há 3 contratos envolvidos na formação do consórcio público: Contrato que celebra o consórcio Contrato de rateio Contrato de programa Esse decreto também define: Consórcio público: pj formada exclusivamente por entes da federação. O contrato de programa corresponde ao instrumento de definição das obrigações recíprocas entre os entes da federação que constituíram o consórcio e entre estes e os consórcios.. Deverão ser constituídas e reguladas por contrato de programa.

II .as demais entidades de caráter público criadas por lei. de 2005) V . São pessoas jurídicas de direito público interno: I .os Estados. (Redação dada pela Lei nº 11. a doutrina promoveu uma extensão teleológica: a ratio da lei abarcaria o DF. Novamente a dúvida: os bens das autarquias são públicos ou particulares? Literalmente. Se assim fosse. Foi ampliado o conceito de bens públicos. O DF é figura hibrida (é um pouco E e um pouco M). Conceito de bem publico no CC/02: Art. Conceito A matéria está no CC CC/16 – art. Art. A doutrina concluiu que os bens das EP e das SEM seriam bens públicos sui generis (não tinham algumas características dos bens públicos). pelo CC. pelas normas deste Código. quanto ao seu funcionamento. Associações públicas – espécie de consórcio público. 41]. porque impenhoráveis. 41. todos os demais são particulares. Salvo disposição em contrário. O CC foi escrito em 1899) “São públicos os bens do domínio nacional pertencentes à U. Surgem as fundações públicas – surge o mesmo problema e seus bens acabam sendo considerados públicos.a União. Surgem as autarquias. bem de família seria bem público. Porém. os bens do DF são públicos ou privados? Pela literalidade do CC eram particulares. as pessoas jurídicas de direito público. Os bens da adm direta não se confundem com os bens da adm indireta. regem-se. III . pois não havia DF quando o CC foi escrito. porém a doutrina e a jurisp o ampliavam. O CC/02 foi escrito em 1975. Parágrafo único. todos os outros são particulares.os Municípios. Houve autores que consideravam os bens de concessionárias de serviços públicos eram públicos também. são pessoas jurídicas de direito público constituídas para viabilizar a gestão compartilhada de serviços públicos por entes federados. inclusive as associações públicas. seja qual for a pessoa a que pertencerem. E ou M. seus bens também são públicos. o Distrito Federal e os Territórios. São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno [art. 98. EP e SEM: seus bens são públicos? A discussão foi mto maior. Quando surge o DF surge a dúvida. seriam particulares.” O conceito não mencionava o DF.I.as autarquias. Quando foi escrito o CC/02 o cenário era esse: o CC/16 tinha um conceito muito restrito de bem público.107. a que se tenha dado estrutura de direito privado. 65 (obs. pois são pj de direito privado. no que couber. já que as autarquias são criadas a partir de um destacamento dos bens da adm direta. . IV .

os bens de concessionários que sejam diretamente afetados pela prestação de serviços públicos são impenhoráveis. consideram-se dominicais os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado . Quanto à destinação (afetação) – art. Ex. carro da adm pública) ou imóveis (ex. estradas. Parágrafo único. pelas normas deste Código. Bens dos correios não são qualificados como bens públicos. Logo. 99. Salvo disposição em contrário. Mas esses bens podem ter características que Tb são características de bens públicos. de SEM. as pessoas jurídicas de direito público. 1. 99 CC Art. A lei define as EP e SEM como pj de direito privado.os de uso comum do povo.os de uso especial. de Consórcios públicos com personalidade de direito privado. Art. a que se tenha dado estrutura de direito privado. Essa opinião é diferente do conceito do CC.Conseqüências desse conceito: → não mais se pode considerar como bens públicos os bens das pessoas jurídicas de direito privado. de cada uma dessas entidades. 99. São bens públicos: I . mesmo que integrantes da adm pública. mas têm algumas características de bens públicos. cachorros da PM). ruas e praças. Parágrafo único. ao definir bens públicos. Classificação de bens públicos Os critérios de classificação do CC (dos bens) podem ser aproveitados para os bens públicos. Não dispondo a lei em contrário. III . II . 1. prédio de uma repartição pública). Art. mas sim pelo princípio da continuidade da prestação do serviço. O PJ e a doutrina podem futuramente estender esse conceito do CC/02. territorial ou municipal. . II. tais como rios.os dominicais. regem-se. cavalos da PM. excluem os bens dominicais. → O que são pj de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado? Por enquanto não há definição (na legislação ou doutrina) do que sejam tais pjs. ou real. como objeto de direito pessoal. 41. inclusive os de suas autarquias. bens de EP. bens de fundações públicas de direito privado. → alguns autores (minoritários). que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público. → bens de concessionários e permissionários de serviços públicos não são bens públicos. Só seriam bens públicos os bens afetados. semoventes (ex. Ex. Há autores que sustentam hoje que os bens da EP e SEM são bens públicos por adm particular. estadual. salvo se forem pj de direito público interno. mares. no que couber. tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração federal. bens públicos podem ser móveis (ex. quanto ao seu funcionamento. mas não porque sejam bens públicos.

computador da repartição pública etc. viatura da PM. Mas esse uso é sem privatividade.1. Art. São bens afetados (afetação = destinação) à utilização sem restrições extraordinárias. usar uma via pública. não define. sem pedir autorização. §1º (se a lei nada dispuser. parque do Ibirapuera. Ex. Há bens públicos que têm o uso transferido a terceiros com privatividade. arrendar um imóvel. ***Hoje. Bens utilizados por terceiros com privatividade: Os bens de uso comum são utilizados por terceiros. O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído. Ex.3. Há limitações quanto a esses bens. Ex. É uma restrição extraordinária. não se pode andar nela com carro em qq velocidade (restrição ordinária). 103.2. Praça. bens que são objeto de concessão. O fato de poder. O STF entende que não é da essência da estrada pedagiada a obrigatoriedade de uma via alternativa. prédio da prefeitura.1. parque são bens de uso comum. Ao transferir o bem para o terceiro.estrada com pedágio transformava o bem em bem de uso especial (foi superada) . A lei de concessões . Pode ser usada em qq horário. Ex. usam como se fosse seus. conforme for estabelecido legalmente pela entidade a cuja administração pertencerem. Ex.estrada seria bem de uso comum com utilização anormal.2. 1. Há autores que sustentam que estrada pedagiada não poderia existir se não houvesse via alternativa. Bens com restrição extraordinária: ex.2. Ex. o uso do espaço da banca é transferido temporariamente ao dono da banca. 1. rua (bem de uso comum) que está em obras: durante as obras o bem terá um uso especializado. Mas se estiverem cercados e com restrição ao horário de visitação terão restrição extraordinária.2. ou seja. Bens de uso comum (do povo) O CC só exemplifica. banca em um mercado público. não há restrições extraordinárias. Bens de uso especial (patrimônio administrativo indisponível) Há 3 tipos de bens de uso especial: 1. estrada pedagiada é bem de uso comum.Lei 8987/95 – art.1. poder público pode locar. Todo bem terá restrições da própria essência do bem. Não há afronta ao direito de ir e vir. não é preciso serviço público alternativo e gratuito para o usuário) 1. restrição quanto aos tipos e vestimentas em determinada repartição pública. Estrada com pedágio (uso contraprestado) seria bem de uso comum ou especial? No passado a doutrina se dividia: . bens administrativos: são os bens afetados à função administrativa. . por ex. pela redação do CC. Embora seja possível usar institutos de direito privado. é mais conveniente usar institutos de direito público para transferência de uso de bem público a particulares. a adm pode usar institutos de direito privado? A doutrina majoritária admite.2. horário de visitação restrito. 9º.

administração. concessão e permissão de serviço público.220. preservação das comunidades tradicionais e seus meios de subsistência ou outras modalidades de interesse social em áreas urbanas. como direito real resolúvel. urbanização.1) concessão de direito real de uso – DL 271/67. Ex. da Lei nº 9. banca de jornal. ***Não confundir autorização. edificação. de 15-5-1998. O presidente vetou o instituto para editar MP logo depois. por ex). permanecem) Bens públicos têm por característica a impossibilidade se serem usucapidos. não precisa de lei autorizativa específica. ex.481. É precedida de autorização legal. industrialização.636. criou-se uma figura (quase usucapião): se uma pessoa estiver morando no bem público . que dispõe sobre a regularização.2. unilateral e precário através do qual a adm faculta ao particular a utilização de um bem público. b) permissão de uso: ato negocial (praticado por solicitação do destinatário). c) Concessão de uso: é contrato administrativo que confere um vínculo não precário em favor de particulares para que ocorra o uso do bem público. c Caput com a redação dada pela Lei nº 11. por tempo certo ou indeterminado. mas depende de prévio processo licitatório (desde que não seja uma das exceções à regra – dispensa / inexigibilidade de licitação). (EC 32 – MPs editadas até então. É precedida de processo licitatório (desde que não seja caso de dispensa ou inexigibilidade). para fins específicos de regularização fundiária de interesse social. e que até o encerramento desta edição não havia sido convertida em lei. aforamento e alienação de bens imóveis de domínio da União. Ex. 18. com prazo determinado ou não (sendo precário pode ser extinto a qq tempo). instalar mesas de bar em uma calçada. concessão de uso especial para fins de moradia (MP 2220/2001) Esse instituto estava no PL do estatuto da cidade. A de uso de bem não. § 1º. pode ser gratuito ou remunerado. cultivo da terra. c Art. distrito industrial: o município doa ou concede ao particular o uso da casa. discricionário e precário pelo qual a adm consente com a prática de determinada atividade transitória individual incidente sobre o bem público. 7º é feita dentro de um programa de incentivo (habitacional. Art. A transitoriedade é fundamental na autorização de uso. Permissão de serviço público é formalizada por contrato de adesão.Institutos de direito público para transf de uso de bem públ a terceiros: a) autorização de uso: ato unilateral. Assim. concessão e permissão de uso de bem público com autorização. Espécies de concessão de uso com tratamento jurídico próprio: c. art. de 4-9-2001. Pode ser por prazo certo ou indeterminado (há autores que defendem que não pode ser por prazo indeterminado – posição minoritária). de 31-5-2007. autorização para uso de um parque municipal para a instalação de um circo. dispõe sobre a concessão de uso especial de que trata este parágrafo. pode ser gratuito ou remunerado. c MP nº 2. aproveitamento sustentável das várzeas. c. 7º É instituída a concessão de uso de terrenos públicos ou particulares remunerada ou gratuita. Havia nos arts 15 a 20 no PL aprovado. pois achou que o instituto precisaria ser mais detalhado.

até 30 de junho de 2001 . A extinção de que trata este artigo será averbada no cartório de registro de imóveis. Art. ganha essa concessão de uso especial para fins de moradia. ininterruptamente e sem oposição.. ou II – o concessionário adquirir a propriedade ou a concessão de uso de outro imóvel urbano ou rural. a qualquer título. II – destinado a projeto de urbanização. é transmissível intervivos e causa mortis. IV – reservado à construção de represas e obras congêneres. por cinco anos.. → não tem prazo determinado e a sua extinção dar-se-á nos casos do art. → recai sobre o bem objeto da posse. a concessão de uso especial para fins de moradia será conferida de forma coletiva. → direito transmissível por ato intervivos ou causa mortis . Parágrafo único. que. por meio de declaração do Poder Público concedente. MP 2220/01. § 1º A concessão de uso especial para fins de moradia será conferida de forma gratuita ao homem ou à mulher. possuiu como seu. ininterruptamente e sem oposição. a qualquer título. É gratuito. (sem os 2 últimos requisitos. até 30 de junho de 2001. onde não for possível identificar os terrenos ocupados por possuidor. desde que os possuidores não sejam proprietários ou concessionários. de outro imóvel urbano ou rural. por cinco anos. Art.por bastante tempo. de outro imóvel urbano ou rural. desde que não seja proprietário ou concessionário. utilizando-o para sua moradia ou de sua família. até duzentos e cinqüenta metros quadrados de imóvel público situado em área urbana. ou V – situado em via de comunicação. 5º É facultado ao Poder Público assegurar o exercício do direito de que tratam os artigos 1º e 2º em outro local na hipótese de ocupação de imóvel: I – de uso comum do povo. III – de interesse da defesa nacional.. salvo nos casos dos arts 4º e 5º. Art. o Poder Público garantirá ao possuidor o exercício do direito de que tratam os artigos 1º e 2º em outro local. com mais de duzentos e cinqüenta metros quadrados. 1º. ou a ambos. Características: → É gratuita Art. Requisitos para a obtenção: → até 30/07/2001 → possuir com seu [posse ad usucaionem] → 5 anos → até 250 metros quadrados → de imóvel público situado em área urbana → desde que não seja proprietário ou concessionário a qualquer título de outro imóvel urbano ou rural. é uma quase propriedade. estavam ocupados por população de baixa renda para sua moradia. independentemente do estado civil. seria o usucapião constitucional). 8º: Art. 4º No caso de a ocupação acarretar risco à vida ou à saúde dos ocupantes. 1º Aquele que. Art. da preservação ambiental e da proteção dos ecossistemas naturais. tem o direito à concessão de uso especial para fins de moradia em relação ao bem objeto da posse. 8º O direito à concessão de uso especial para fins de moradia extingue-se no caso de: I – o concessionário dar ao imóvel destinação diversa da moradia para si ou para sua família. 2º Nos imóveis de que trata o artigo 1º.

e leis posteriores. em caso de recusa ou omissão deste.constituir subenfiteuse. herdada. contado da data de seu protocolo. Estão fora do Cc Para concursos federais ler: Lei 9636/98 DL 9760/46 . pela via judicial. Lei no 3. às disposições do Código Civil anterior. § 4º O título conferido por via administrativa ou por sentença judicial servirá para efeito de registro no cartório de registro de imóveis. permutada. Esse projeto será objeto de licitação para que se conceda o manejo sustentável da floresta a um particular. de 1o de janeiro de 1916. a concessão de uso especial para fins de moradia será declarada pelo juiz. e) Efiteuse Art.038. O procedimento de reconhecimento está previsto no art. As já existentes são regidas pelo CC / 16 As enfiteuses nos terrenos de marinha continuam existindo. 6º. § 2o A enfiteuse dos terrenos de marinha e acrescidos regula-se por lei especial. → é transitório (casos havidos até 30/07/2001). a legislação de cada ente tratará. Concessão florestal lei 11. até sua extinção. § 1o Nos aforamentos a que se refere este artigo é defeso: I .Pode ser vendida. Fica proibida a constituição de enfiteuses e subenfiteuses. sobre o valor das construções ou plantações.284/2006 (alguns ambientalistas afirmam que se trata da privatização da Amazônia). o interessado deverá instruir o requerimento de concessão de uso especial para fins de moradia com certidão expedida pelo Poder Público municipal. subordinando-se as existentes.071. § 2º Na hipótese de bem imóvel da União ou dos Estados. Para os casos posteriores. II . 6º O título de concessão de uso especial para fins de moradia será obtido pela via administrativa perante o órgão competente da Administração Pública ou. que ateste a localização do imóvel em área urbana e a sua destinação para moradia do ocupante ou de sua família. § 1º A Administração Pública terá o prazo máximo de doze meses para decidir o pedido. 7º O direito de concessão de uso especial para fins de moradia é transferível por ato inter vivos ou causa mortis. mediante sentença.3. § 3º Em caso de ação judicial. c. Ideia: estabelecer projeto de uso racional das florestas. d) Cessão de uso É a transferência gratuita da posse de um bem público de uma entidade ou órgão público em favor de outra entidade ou órgão público ou em favor de pessoas particulares (físicas ou jurídicas) que desempenham atividades de interesse social relevante.cobrar laudêmio ou prestação análoga nas transmissões de bem aforado. Art. Sobre bens particulares não podem mais ser constituídas enfiteuses. 2. Art.

necessárias à proteção dos ecossistemas naturais .3. Súmula 340 DESDE A VIGÊNCIA DO CÓDIGO CIVIL.As terras de que trata este artigo são inalienáveis e indisponíveis. OS BENS DOMINICAIS. Art. São reconhecidos aos índios sua organização social. Se o bem perde a condição de bem de uso especial ou uso comum. 183. imprescritíveis. COMO OS DEMAIS BENS PÚBLICOS. e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam. Art. competindo à União demarcá-las. Normas que assim dispunham não foram recepcionadas. Transferese a posse mediante algumas condições. CC. 225. Art. Art. costumes. 102. Há PEC para redefinir esses marcos. 5º . Para fatos após 88 não é mais possível usucapião de bens públicos.Terrenos de marinha: média da mais alta e da mais baixa maré. Características dos bens públicos 1ª) Inalienabilidade A inalienabilidade não é absoluta. Problema: os mapas de terreno de marinha são muito antigos e estão desatualizados. a lei não pode desqualificá-los como inalienáveis (inalienabilidade absoluta). 17 a 19 – lei 8666/83 – regras para alienação de bens públicos 2ª) Imprescritibilidade: os bens públicos são insuscetíveis de usucapião. foi desafetado X bens não afetados Bem dominical – nem chegou a ser afetado III.Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião. § 4º . A execução se dá por precatório e não por penhora. Bens dominicais São os bens públicos sem afetação. . Compõem o patrimônio disponível do Estado. CF. Há 2 tipos de bens públicos cuja inalienabilidade está na CF. Obs: bens desafetados Bem dominical – tendo sido uma vez afetado. crenças e tradições. 1. CF.São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados. Parágrafo único. pode ser alienado. 231. O que estiver nos 33 metros a partir da linha obtida com essa média. não é propriedade particular. Art. CF. e os direitos sobre elas. por ações discriminatórias. STF. CF. línguas. § 3º . Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião. (Há bens particulares que Tb são impenhoráveis). Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião. 3ª) Impenhorabilidade. 191. Art. proteger e fazer respeitar todos os seus bens. NÃO PODEM SER ADQUIRIDOS POR USUCAPIÃO.

216. Impossibilidade de se constituir garantia real sobre bens públicos. placas com nome da rua colada em casas. de não fazer etc. ou não. ex: bem público pode ser tombado. sem lhe retirar a propriedade. O ex. Não se confunde com a servidão de passagem do direito civil. o titular do bem objeto da intervenção não perde o domínio. Ex.4ª) Não oneração. CRFB e DL 25/37) – impõe obrigação de conservação. 5. Requisição adm – art. INTRODUÇÃO Domínio Público tem 2 significados: domínio patrimonial (bens públicos) ou domínio eminente (intervenção estatal na propriedade alheia). I. B) Supressivas: são formas de intervenção do Estado que suprimem a propriedade alheia. I. principal é a desapropriação. ao proprietário. Art. aqui falamos em alheia. número de andares etc. Ex. 1420 CC. Bens públicos podem sofrer intervenção – por isso. policial que pega o carro de um particular para uma perseguição Limitações edilícias (ou limitações administrativas lato sensu) Estabelecem número máx de andares. XXV da CF É para caso de perigo público iminente. Os bens dominicais podem ser objeto de garantia real. Decorre da inalienabilidade. logo não é indenizável. Formas de intervenção do estado na propriedade alheia A doutrina diferencia as formas de intervenção: A) Restritivas: são formas de intervenção que não eliminam a propriedade alheia. apenas sofre intervenção. Ex. fios de alta tensão e torre de suporte em propriedade particular. Servidão administrativa – art 40 DL 3365/41 É um ônus real de uso imposto pela administração pública. Não causa preju ao particular. Pode ou não gerar indenização. gera indenização. . Padrão de construção que cada município impõe – coeficiente de aproveitamento do terreno. São exemplos: Tombamento (art. Próxima aula – procedimento da desapropriação Aula 05 17/06/2009 DESAPROPRIAÇÃO PROCEDIMENTO EXPROPRIATÓRIO Bibliografia José dos Santos Carvalho Filho – Manual de Direito Administrativo – Lumim iuris. Quando houver prejuízo para o particular há indenização.

Ex. ) (ii) Todo processo/procedimento administrativo corresponde a uma sucessão de atos voltados a uma finalidade. desde que a destinação do bem em favor do particular seja de interesse público.902 e Resp 223. público não faz desapropriação). a finalidade é a transferência compulsória do domínio. mediante indenização (v) que se dará em dinheiro (regra) ou. o que não ocorre na desapropriação. não o p. Art. de um bem particular ou público em favor do patrimônio público ou particular (iv). STJ – Resp 141. Nesta não é preciso a vontade do proprietário. desap para fins de reforma agrária. Mas é inegável que a desap é um processo. 243) (i) Processo administrativo: conjunto ordenado de atos.A desapropriação pode ser: → desapropriação indireta: é o apossamento. (Para alguns a desap não seria todo o processo. O p. excepcionalmente.192. A desap indireta pode decorrer de atos originalmente lícitos. STJ súmula 7. → desapropriação direta: é a que vamos estudar na aula de hoje. mas só o contrato resultado dele. público nesse caso precisa indenizar o particular pelo valor do bem. é o esbulho ou o esgotamento do conteúdo econômico da propriedade alheia que o poder público indevidamente comete SEM A REALIZAÇÃO DO PROCESSO EXPROPRIATÓRIO (ou seja. Art. cujo resultado é a transferência de domínio. Para que o STJ julgue o tema. Conceito Processo administrativo (i) que visa à transferência compulsória do domínio (ii). público pode adquirir um bem por compra e venda. Obs. 243) .080: Intervenções restritivas que causam tamanha limitação que esgotam o conteúdo econômico da propriedade alheia transformam-se em desapropriação indireta. (iii) É um modo originário de aquisição da propriedade. uma vez que não cabe no Resp reapreciação da matéria fato . a questão do esgotamento do conteúdo econômico deve estar esgotada. em títulos da administração ou sem indenização (CF.sumula 7. como modo de aquisição originária da propriedade (iii). Resp 52. (iv) É possível a desapropriação em favor de um particular. II. desde que o titular tenha vontade de vender. No caso da desap. DESAPROPRIAÇÃO (direta) 1. A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial. O p. (v) Mediante indenização que se dará em dinheiro (regra) ou excepcionalmente em títulos da administração ou sem indenização (CF.

Espécies de desapropriação Há 3 grupos de espécies: 2.1. → há restrições quanto aos entes federados que podem promovê-las. Para a doutrina é inadequada a expressão expropriação. a qual seria indenizável. Desapropriações ordinárias – características: → Não têm caráter punitivo (≠ de caráter de transtorno). sem qualquer indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. As desapropriações ordinárias são de 3 espécies. a qual seria não indenizável. 5º.1. e a expropriação. 2. DESAPROPRIAÇÃO 2. Alguns autores chamam o DL de LGD – lei geral das desapropriações. Com a regra do 243 CF. para o cultivo de produtos alimentícios e medicamentosos. Há uma PEC que cria outra forma de “expropriação”: caso de trabalho escravo.3.2. ou por interesse social. expropriante). No entanto. mas a doutrina e a jurisp acrescentaram a necessidade pública e a CF acolheu a distinção utilidade x necessidade pública. Punem o descumprimento da função social da propriedade → indenização justa.CF. isso porque se aplica de forma subsidiária aos demais tipos de desapropriações. por não haver indenização.1.1.2.1. Art. da expropriação que seria não indenizável.a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública. parcela minoritária da doutrina diferencia a desapropriação. prévia e em títulos da dívida pública O caráter punitivo se evidencia na forma de se pagar a indenização – títulos da dívida pública. → a indenização se dá de forma justa prévia e em dinheiro. 243 a CF criou a necessidade de reformular a definição de expropriação. 5º. Tradicionalmente a doutrina definia desap como algo que deveria ser indenizável (isso por definição). Desapropriação por utilidade pública – DL 3365/41 2. → não há restrições quanto aos entes federados que podem promovê-las. mediante justa e prévia indenização em dinheiro. ressalvados os casos previstos nesta Constituição. Os vocábulos desapropriação e expropriação costumam ser tratados como sinônimos (Decreto expropriatório. o mais correto seria falar em confisco. Com o art. 2. Desapropriação por necessidade pública – DL 3365/41 (esse DL só fala em utilidade pública. XXIV . alguns autores (minoria na doutrina) passaram a fazer diferença entre a desap. que seria indenizável. as quais estão na CF – Art. expropriado. As glebas de qualquer região do País onde forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas serão imediatamente expropriadas [seria mais adequado “confiscadas” ao invés de expropriadas] e especificamente destinadas ao assentamento de colonos. XXIV: CF. . 2. art. Desapropriações extraordinárias → têm caráter punitivo. 243. Desapropriação por interesse social geral – lei 4132/62.

iguais e sucessivas. assim definida em lei. 182. 2. Desapropriação por interesse social para fins de reforma urbana → CF. § 5º . 186. § 3º . estaduais e municipais as operações de transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma agrária. exigir. e cuja utilização será definida em lei. III . II . → LC 76/93: trata do processo sumário judicial da desapropriação para fins de reforma agrária – normas de direito processual → Lei 8629/93: trata de normas de direito material sobre a desp para fins de reforma agrária (ler essa legislação) Decreto expropriatório é de competência do presidente da república. II . de: I . Art. 184 a 186 Art. em parcelas anuais.desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública de emissão previamente aprovada pelo Senado Federal.parcelamento ou edificação compulsórios.a propriedade produtiva.2. A lei garantirá tratamento especial à propriedade produtiva e fixará normas para o cumprimento dos requisitos relativos a sua função social. Esse tipo de desapropriação é exclusivo da União. Parágrafo único. que promova seu adequado aproveitamento. aos seguintes requisitos: I .imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana progressivo no tempo. . § 2º . o imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social . § 1º . III .2. com prazo de resgate de até dez anos. assegurados o valor real da indenização e os juros legais. mediante lei específica para área incluída no plano diretor. § 4º . sucessivamente.257/01].Cabe à lei complementar estabelecer procedimento contraditório especial. para o processo judicial de desapropriação. Compete à União desapropriar por interesse social.O decreto que declarar o imóvel como de interesse social.utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente. assim como o montante de recursos para atender ao programa de reforma agrária no exercício. [caso de imunidade tributária e não isenção] Art.São isentas de impostos federais. com cláusula de preservação do valor real. 185. sob pena.1. Desapropriação por interesse social para fins de reforma agrária → CF Art.As benfeitorias úteis e necessárias serão indenizadas em dinheiro. desde que seu proprietário não possua outra. para fins de reforma agrária. segundo critérios e graus de exigência estabelecidos em lei. mediante prévia e justa indenização em títulos da dívida agrária. § 4º . para fins de reforma agrária. 182. simultaneamente. III CF.exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores.2. do proprietário do solo urbano não edificado.2. de rito sumário.a pequena e média propriedade rural. nos termos da lei federal [estatuto da cidade – lei 10. A função social é cumprida quando a propriedade rural atende.aproveitamento racional e adequado. Art. §4º. IV .O orçamento fixará anualmente o volume total de títulos da dívida agrária. II .observância das disposições que regulam as relações de trabalho. autoriza a União a propor a ação de desapropriação. subutilizado ou não utilizado. 184. resgatáveis no prazo de até vinte anos.É facultado ao Poder Público municipal. a partir do segundo ano de sua emissão. São insuscetíveis de desapropriação para fins de reforma agrária: I .

nesses casos. Alguns autores de direito civil vêm chamando de desapropriação judicial (uma sétima espécie) a situação do art.257/01 – art. §4º e 5º. 1. 3.228. por necessidade ou utilidade pública ou interesse social. assegurados o valor real da indenização e os juros legais de seis por cento ao ano. II – não computará expectativas de ganhos. § 1º Os títulos da dívida pública terão prévia aprovação pelo Senado Federal e serão resgatados no prazo de até dez anos.O IPTU progressivo do 182.Estatuto da Cidade. de considerável número de pessoas. contado a partir da sua incorporação ao patrimônio público. 8º Decorridos cinco anos de cobrança do IPTU progressivo sem que o proprietário tenha cumprido a obrigação de parcelamento. e estas nela houverem realizado. II. § 5º O aproveitamento do imóvel poderá ser efetivado diretamente pelo Poder Público ou por meio de alienação ou concessão a terceiros. em prestações anuais. mas nesse caso não) Para fins dessa lei o DF é equiparado ao município. § 3o O proprietário pode ser privado da coisa. edificação ou utilização previstas no artigo 5º desta Lei. → Lei 10. é forma de sancionar o proprietário (O IPTU progressivo fiscal – surgiu com a EC 29). § 4º O Município procederá ao adequado aproveitamento do imóvel no prazo máximo de cinco anos. cc CC. §4º. por mais de cinco anos. é extrafiscal e está na CF desde 88. § 6º Ficam mantidas para o adquirente de imóvel nos termos do § 5º as mesmas obrigações de parcelamento. § 2º O valor real da indenização: I – refletirá o valor da base de cálculo do IPTU. em conjunto ou separadamente. § 4o O proprietário também pode ser privado da coisa se o imóvel reivindicado consistir em extensa área. edificação ou utilização. na posse ininterrupta e de boa-fé. § 3º Os títulos de que trata este artigo não terão poder liberatório para pagamento de tributos. lucros cessantes e juros compensatórios. observando-se. bem como no de requisição. 1228. Se depois de 5 anos não resolveu o IPTU progressivo → é feita a desap paga com títulos da dívida pública. Art. 8º . PARA os administrativistas não se trata de desapropriação porque: . obras e serviços considerados pelo juiz de interesse social e econômico relevante. o Município poderá proceder à desapropriação do imóvel. nos casos de desapropriação. em caso de perigo público iminente. Desapropriação confisco → Tem caráter punitivo. iguais e sucessivas. Pune um crime → não há indenização → só pode ser realizada pela União Obs. o devido procedimento licitatório. É o único caso que se admite emissão de título da dívida pública por município (com autorização do Senado) § 3º: não pode ser usado o título para pagar tributo (em geral os títulos da dívida pública podem ser usados para pagar tributo. 2. descontado o montante incorporado em função de obras realizadas pelo Poder Público na área onde o mesmo se localiza após a notificação de que trata o § 2º do artigo 5º desta Lei. com pagamento em títulos da dívida pública.

É um fundamento expropriatório relacionado com a sobrevivência dos membros de uma comunidade. Desapropriar para construir hospital: é utilidade ou necessidade pública? Na prática não há desvio de finalidade de trocar utilidade por necessidade pública. desapropriar para instalar antena de celular (não é necessidade publica. Distrito Federal e Territórios poderão ser desapropriados pela União. Ideia de imprescindibilidade. pelos Estados. Sobrevivemos sem telefone móvel) Necessidade pública: é construção doutrinária e jurisprudencial. Exceções (bens que não podem ser expropriados): Bens da União. Municípios. Ex. 1º A desapropriação por utilidade pública regular-se-á por esta Lei. . e os dos Municípios pelos Estados. Ex. ser desapropriado. carro para se fazer um monumento. O regramento jurídico para ambas é o mesmo. em todo o território nacional.1º interpretação gramatical: É mais adjudicação compulsória do que desapropriação. 2º Mediante declaração de utilidade pública. Art. É possível desap de bem móvel. 4. Ex cidade que tem bastantes deslizamentos de terra. é utilidade. A doutrina e a jurisprudência estendem o DL à desap por necessidade pública. É parecida com a diferença entre serviços públicos necessários e serviços públicos necessários. Em alguns casos é difícil definir se é utilidade ou necessidade. Pecuaristas preferiam deixar o boi no campo a vender por preço mais baixo do que o custo. 2º. Utilidade pública ≠ necessidade pública A diferença é muito sutil. Art. Houve desabastecimento. O governo federal desapropriou bens semoventes – bois. É feita desapropriação de uma área para fazer muro de contenção para evitar deslizamentos. Distrito Federal e Territórios. todos os bens poderão ser desapropriados. É difícil encontrar um fundamento. para não haver desabastecimento. Ex. Principais artigos do DL 3365 Art. mas. § 2º Os bens do domínio dos Estados. Todos os bens: em regra não há um tipo de bem que não possa. pela União. Moeda corrente nacional. Bens semoventes podem ser expropriados. Nome da pessoa (consectário não patrimonial do direito de personalidade) Partes do corpo humano. Relaciona-se a qualidade de vida e não à sobrevivência. época do plano cruzado – preço da carne tabelado. a priori. em qualquer caso. ao ato deverá preceder autorização legislativa. Utilidade pública é o fundamento da desapropriação que se relaciona com uma comodidade fruível pela sociedade. Municípios.

Estados podem desapropriar bens dos municípios. As margens dos rios navegáveis não são insuscetíveis de desap por serem de domínio público. Não é possível expropriação de bens da União. POR ISSO MESMO. Art. EXCLUÍDAS DE INDENIZAÇÃO. . esta regra foi recepcionada pela CF? Há muitas sumulas sobre desapropriação: STF. ao Executivo. 8º DL 3365 Art. É preciso autorização legislativa. 6º A declaração de utilidade pública far-se-á por decreto do Presidente da República. Súmula 479 AS MARGENS DOS RIOS NAVEGÁVEIS SÃO DE DOMÍNIO PÚBLICO. → por de lei expropriatória (PL) – art. o fez expressamente na CF. Ocorre que quando o constituinte quis dar tratamento nacional para a legislação federal. adm sobre desapropriação. CF. 8º O Poder Legislativo poderá tomar a iniciativa da desapropriação. praticar os atos necessários à sua efetivação. neste caso. em matéria de desapropriação a U legisla em âmbito nacional: pretendeu-se uniformização das regras de dir. A questão nunca foi levada ao STF. Mas o particular que tem propriedade pela qual passa rio navegável não tem direito à indenização pelo uso das margens desse rio porque elas já são públicas. b) Competência para declarar o fundamento Em regra há as pessoas políticas competentes para declarar o fundamento confunde-se com a noção de adm pública direta. cumprindo. DF e municípios. É DA UNIÃO. não havia autonomia dos entes federados.22. Governador. Tal declaração pode ser: → por decreto do PE (PR. Havia hierarquia. Assim a CF estabelece exceções à regra: como por ex. cada ente federado legisla sobre seu próprio direito administrativo (ex. Em 41 vigorava a cons 37. governador ou prefeito) – art. Hoje. Já não são de propriedade do particular. 6º Art. Em regra.Competências em matéria de desapropriação Há espécies de atividade estatal que podem ser delegada a particulares Pode de polícia – indelegável Alguns serviços públicos são delegáveis a) Competência para legislar em matéria de desapropriação – art. Isso fere o pacto federativo? Há uma certa hierarquia entre os entes federados por esta regra. II. com a CF 88 qual é a razão para a U pode desapropriar bens dos outros entes e estes não pode desapropriar bens da U. A regra é que lei federal não seja lei nacional. INSUSCETÍVEIS DE EXPROPRIAÇÃO E. na qual houve a dissolução do pacto federativo. 3º . A U pode desapropriar bens dos E. Não havia federação.Desapropriação de bens públicos. servidores públicos). Interventor ou Prefeito.

Incumbe à concessionária: I . Assim. 10 da 9074/95 – a ANEEL Desap para instalação de equipamentos necessários para energia elétrica – a declaração de fundamento pode se dar por portaria de uma autarquia.A lei será formalmente ato legislativo. Art. 3º acima. 4º . É lei de efeito concreto. 3º Os concessionários de serviços públicos e os estabelecimentos de caráter público ou que exerçam funções delegadas de poder público poderão promover desapropriações mediante autorização expressa. conforme previsto no edital e no contrato. Em qualquer caso. e a desap da área para a pista dupla poderá custar muito mais. publico pode desapropriar o que tem a expectativa de necessitar no futuro para uma mesma obra. constante de lei ou contrato. nos termos das seguintes normas: DL 3365. e as zonas que se valorizarem extraordinariamente. 5º . V . → por pessoa administrativa (integram a noção de adm pública indireta) Art. o p. c) Competência para promover (executar. Art. às obras.desapropriação por zona Art. mencionando-se quais as indispensáveis à continuação da obra e as que se destinam à revenda. IV . 31. III .prestar contas da gestão do serviço ao poder concedente e aos usuários. II . 4º A desapropriação poderá abranger a área contígua necessária ao desenvolvimento da obra a que se destina. Ex. 31. Lei 8987/95 – lei de concessões – art. em qualquer época. Mas o ente expropriante percebe que será necessário futuramente a duplicação da estrada. em conseqüência da realização do serviço. nos termos definidos no contrato. desap de área para construir estrada.manter em dia o inventário e o registro dos bens vinculados à concessão. b) a defesa do Estado. VI .casos de utilidade pública Art. Art. aos equipamentos e às instalações integrantes do serviço. bem como a seus registros contábeis. mas materialmente ato administrativo. Já faz a desap para a pista dupla. os terrenos marginais vão se valorizar. Art.prestar serviço adequado. nas normas técnicas aplicáveis e no contrato.promover as desapropriações e constituir servidões autorizadas pelo poder concedente. na forma prevista nesta Lei. VI repete a regra do art.permitir aos encarregados da fiscalização livre acesso. . efetivar) a transferência de domínio → pessoas políticas (município por ex) → pessoa administrativa → concessionário de serviço público Particulares (concessionários) podem promover (é diferente de legislar e de criar a norma de fundamento para a desapropriação) desapropriação. 5º Consideram-se casos de utilidade pública: a) a segurança nacional. Se desapropria somente a área para a pista simples. a declaração de utilidade pública deverá compreendê-las. c) o socorro público em caso de calamidade.cumprir e fazer cumprir as normas do serviço e as cláusulas contratuais da concessão.

Não decorre da norma expropriatória a prerrogativa de a adm tomar para si a propriedade do bem expropriado sem autorização do proprietário. A desapropriação deverá efetivar-se mediante acordo ou intentar-se judicialmente dentro de cinco anos. bem como as medidas necessárias a manter-lhes e realçar. destinado às classes de menor renda. seu abastecimento regular de meios de subsistência. l) a preservação e a conservação adequada de arquivos. f) o aproveitamento industrial das minas e das jazidas minerais. o PJ não precisa ser consultado para que haja tal declaração . sem prejuízo da ação penal. Àquele que for molestado por excesso ou abuso de poder. h) a exploração e a conservação dos serviços públicos. documentos e outros bens móveis de valor histórico ou artístico. § 1º A construção ou ampliação de distritos industriais.autoexecutoriedade do Decreto/lei/portaria expropriatório Art. 7º Declarada a utilidade pública. n) a criação de estádios. para sua melhor utilização econômica. das águas e da energia hidráulica.prerrogativa de ingressar no bem (para fazer avaliações por ex. i) a abertura. de que trata a alínea i do caput deste artigo. somente decorrido um ano. pelo Poder Público competente. não se dará outra utilização nem haverá retrocessão. por ex. inclui o loteamento das áreas necessárias à instalação de indústrias e atividades correlatas. prévia e expressa. em caso de oposição. artística ou literária. podendo recorrer. g) a assistência pública. poderá ser o mesmo bem objeto de nova declaração. m) a construção de edifícios públicos. § 3º Ao imóvel desapropriado para implantação de parcelamento popular. a proteção de paisagens e locais particularmente dotados pela natureza. estações de clima e fontes medicinais. Neste caso. higiênica ou estética.quanto à própria declaração do fundamento. e) a criação e melhoramento de centros de população.lhes os aspectos mais valiosos ou característicos e. p) os demais casos previstos por leis especiais. bem como a revenda ou locação dos respectivos lotes a empresas previamente qualificadas. cabe indenização por perdas e danos. clínicas. a execução de planos de urbanização. 10 – decadência da norma expropriatória Art. . ou sem intervenção judicial. 6º e 8º já tratamos em competência para declarar o fundamento) Art. mas ainda não para se imitir na posse) Art. aeródromos ou campos de pouso para aeronaves. Da norma expropriatória decorre (Já é autoexecutório): . do respectivo projeto de implantação. o parcelamento do solo com ou sem edificação. Ou seja. ao auxílio de força policial. § 2º A efetivação da desapropriação para fins de criação ou ampliação de distritos industriais depende de aprovação. ficam as autoridades administrativas autorizadas a penetrar nos prédios compreendidos na declaração. conservação e melhoramento de vias ou logradouros públicos. a construção ou ampliação de distritos industriais. monumentos comemorativos e cemitérios. isolados ou integrados em conjuntos urbanos ou rurais. ainda. (Art. as obras de higiene e decoração. k) a preservação e conservação dos monumentos históricos e artísticos. 10. casas de saúde. contados da data da expedição do respectivo decreto e findos os quais este caducará. a norma expropriatória não transfere por si só a propriedade.d) a salubridade pública. o) a reedição ou divulgação de obra ou invento de natureza científica. Bem expropriado pode ser vendido. j) o funcionamento dos meios de transporte coletivo. 7º .

3º LC 96/93 Se ocorrer a decadência pode ser renovada a declaração de fundamento. O bem ainda é de X e este pode propor ação de indenização. § único Parágrafo único. se y se apossando desse bem (desap indireta) não adquire totalmente a propriedade do bem. o prazo será de 2 anos (art. Essa regra foi colocada por MP.fase: declaratória: declaração do fundamento da desapropriação através de norma expropriatória (decreto.674 Para o prof o STJ misturou prazo de direito material com prazo de direito processual. . Extingue-se em cinco anos o direito de propor ação que vise a indenização por restrições decorrentes de atos do Poder Público. 1º . (art. 119. mas tem que ser observado o prazo de 1 ano. 3º .se nada for feito há a decadência da norma expropriatória. Art.. Raciocínio dos precedentes que levaram a essa súmula: se x é proprietário de um bem.. Se ele aceita. 10. Para a desap indireta – sumula 119 STJ STJ. salvo em relação à desapropriação indireta.lei 4.administrativa (a adm pública declara o fundamento e oferta um valor para o proprietário a título de indenização. haverá a fase executória judicial – ação de desapropriação.Se ele não aceita a indenização. súmula. promove-se a desapropriação. O STF suspendeu por considerar inconstitucional. Por que 20 anos? Precedentes que levaram à súmula: Resp 8488 e 30. Prazo de prescrição qüinqüenal para a ação que vise indenização.Parágrafo único.138/62 E art. Só não mais poderá propor quando o bem deixar de ser de x e passar a ser de y. Extingue-se em cinco anos o direito de propor ação que vise a indenização por restrições decorrentes de atos do Poder Público. Cuidado com esta súmula. . Emitido a norma expropriatória haverá pz decadencial para que se passe à fase executiva para que haja a aceitação do valor da indenização ou se proponha ação de indenização. O mais correto seria a sumula dizer a ação de indenização por desap. A ação de desapropriação indireta prescreve em vinte anos. Dp ficou na EC 32. Será intentada pelo poder público e limita-se a discutir o quantum indenizatório. lei ou portaria) e prerrogativa da adm ingressar no bem para avaliações Prazo de decadência da declaração de fundamento: para que a adm promova a desapropriação – Fase executória: efetiva transferência do domínio: pode ser adm ou judicial: . Em uma das reedições da MP houve quem defendesse que o pz de 5 anos também valeria para efeitos de desap indireta. Para casos de utilidade/ necessidade pública o prazo é de 5 anos. 10 do DL) Para casos de interesse social. .

Qdo y adquire a propriedade do bem? Depois de ter usucapido: usucapião extraordinário (pelo poder público). STJ: enqto o p. público não tiver adquirido o bem por usucapião, x não terá perdido a prop e poderá propor ação de indenização. Na época o prazo do usucapião extraordinário era de 20 anos - art. 550 CC/16. essa é a razão dos 20 anos. Problema: CC/02 – esse prazo de usucapião extraord mudou: é de 15 ou 10 anos. Art. 1.238. A ratio da súmula levava em consideração o CC /16. se adaptar a ratio ao CC/02, mudase o conteúdo da súmula. Próxima aula – continuação desse assunto. Perguntas: Usucapião de bem público: havia proibição no CC/16. essa proibição veio na CF/88. A proibição p´re 88 era contida em lei , podia ser excepcionada por lei. Lei 6969/81 – possibilidade de usucapião de terras devolutas . é possível ter havido usucapião de bem publico, mas antes de 88. Mas como a usucapião tem eficácia sentencial declaratória, mesmo que a pessoa tenha implementado as condições de adquirir a usucapião antes de 88, é possível que sentença declare a usucapião pós 88 (desde que preenchidas as condições antes de 88). Desap indireta é fato e não ato administrativo. Se a indenização for irrisória, pode o STJ rever o quantum da indenização (matéria de fato), pode flexibilizar a súmula 7, em nome da razoabilidade. Aula 06 22/06/2009 Continuando desapropriação DL 3365/41 – fase declaratória do proc de desap Decreto expropriatório/lei expro Pz de decadência de 5 anos (necessidade/ utilidade públicva) / 2 anos (interesse social) Durante esse prazo a adm tem que dar início à fase executória: p. publ oferece valor de indenização e o particular aceita. Se o particular não aceita o valor sugerido pela adm. Diante disso, a adm proporá a ação de desapropriação. Ação de desapropriação Objeto: O p. públ declara o fundamento da desap e com base nisso oferece ao propriet indenização. Se o propriet não aceita, ação de desap.

A ação de desap é intentada pelo entre expropriante (quem tem competência para promover a desap). O objeto não é sobre a validade do decreto expropriat nem o processo que o antecedeu, mas tão somente o valor da indenização. Obs. Pode-se discutir a validade do processo judicial em caso de desap judicial . O objeto controvertido é a diferença entre o valor ofertado pela adm e o valor definitivo da desap. Se a adm oferece 100 e é condenada em 120, o sucesso do réu será de 20 reais. Os honorários incidirão sobre os 20 reais. Art. 9º + art. 20 doDL: A ação de desap é ação de cognição parcial (discute parte da controvérsia), porém exauriente.
Art. 9º Ao Poder Judiciário é vedado, no processo de desapropriação, decidir se se verificam ou não os casos de utilidade pública. Art. 20. A contestação só poderá versar sobre vício do processo judicial ou impugnação do preço; qualquer outra questão deverá ser decidida por ação direta.

O prop pode buscar o pj para discutir outras questões, mas não por meio da ação de desap, a qual só é para discutir o cnteudo do proc judic e o valor da indenização: Valor, juros, quantum da indenização, se foi ou não paga. Validade endoprocessual do processo de desap Celso Antonio diz ser inconst a regra do art. 20, nega-se o acesso a justiça. Mas não se está negando ao proprietário a via judicial, o art. só diz que não é nesse tipo de ação que o assunto será discutido. A ação tem um limite cognitivo temático. Uma das questões que pode ser objeto da ação de desap é o “direito de extensão” – art. 37 do DL 3365. EX. x tem 3 terrenos em uma cidade (T1, T2 e T3). Cada um separadamente vale 10 mil reais. Se forem vendidos juntos = 50 mil reais (potencializa um tipo de construção maior). Se o p. públ desapropria 2 dos terrenos, pagando 20 mil de indenização, a simples existência da desap causará um preju extraordinário ao expropriado. O direito de extensão, é o direito de a adm ser condenada a pagar o preju ao particular nesse caso. Dir de extensão: possibildiade de a adm arcar com as perdads e danos do preju (E
Art. 37. Aquele cujo bem for prejudicado extraordinariamente em sua destinação econômica pela desapropriação de áreas contíguas terá direito a reclamar perdas e danos do expropriante.

Art. 11 – competência
Art. 11. A ação, quando a União for autora, será proposta no Distrito Federal ou no foro da capital do Estado onde for domiciliado o réu, perante o juízo privativo, se houver; sendo outro o autor, no foro da situação dos bens.

Foro da situação do bem é o que prevalece mesmo qdo a U é a proponente em função do art. 109 CF.

Art. 13. A petição inicial, além dos requisitos previstos no Código de Processo Civil, conterá a oferta do preço e será instruída com um exemplar do contrato, ou do jornal oficial que houver publicado o decreto de desapropriação, ou cópia autenticada dos mesmos, e a planta ou descrição dos bens e suas confrontações. Parágrafo único. Sendo o valor da causa igual ou inferior a dois contos de réis, dispensam-se os autos suplementares.

Necessidade de avaliação provisória do bem
Art. 14. Ao despachar a inicial, o juiz designará um perito de sua livre escolha, sempre que possível técnico, para proceder à avaliação dos bens. Parágrafo único. O autor e o réu poderão indicar assistente técnico do perito.

Imissão provisória na posse É possível que o expropriante ao alegar urgência tenha o deferimento o peddio de imissão na posse. O depósito será feito nos termos da perícia. Uma vez feito o depósito, o seu valor poderá ser levantado – art. 33, §2º do DL 3365. ex. valor ofertado pela adm antes da propositura da ação é de 70 mil reais.proposta a ação pq o partic não aceitou o valor, será feita a avaliação preliminar do art. 14. nesta o perito chega ao valor de 100 mil. Adm faz o depósito dos 100 mil (art. 15), poderá o expropriado fazer o levantamento de até 80% do valor – 80.000. Se posteriormente a sent transitada em julgado fixar 110 mil reais. A diferença entre o valor levantado e o valor definitivo será paga por meio de precatórios. O objeto controvertido será de 40 mil (110 – 70). Sobre esse valor incidirão os honorários. Art. 15§1º - há situações em que o valor do depósito feito para fins de imissão provisória na posse não será o decorrente da avaliação preliminar, mas um valor ficto. Desde que a adm prove que o valor ofertado é 20 vezes maior que o valor do aluguel do imóvel. ... (alíneas do §1º)
Art. 15. Se o expropriante alegar urgência e depositar quantia arbitrada de conformidade com o artigo 685 do Código de Processo Civil, o juiz mandará imiti-lo provisoriamente na posse dos bens. c Art. 685 do CPC/1939 e arts. 826 a 838 do CPC vigente. § 1º A imissão provisória poderá ser feita, independentemente da citação do réu, mediante o depósito: a) do preço oferecido, se este for superior a vinte vezes o valor locativo, caso o imóvel esteja sujeito ao imposto predial; b) da quantia correspondente a vinte vezes o valor locativo, estando o imóvel sujeito ao imposto predial e sendo menor o preço oferecido; c) do valor cadastral do imóvel, para fins de lançamento do imposto territorial, urbano ou rural, caso o referido valor tenha sido atualizado no ano fiscal imediatamente anterior; d) não tendo havido a atualização a que se refere o inciso c, o juiz fixará, independentemente de avaliação, a importância do depósito, tendo em vista a época em que houver sido fixado originariamente o valor cadastral e a valorização ou desvalorização posterior do imóvel. c Súm. nº 652 do STF. § 2º A alegação de urgência, que não poderá ser renovada, obrigará o expropriante a requerer a imissão provisória dentro do prazo improrrogável de cento e vinte dias. § 3º Excedido o prazo fixado no parágrafo anterior não será concedida a imissão provisória. Art. 33. O depósito do preço fixado por sentença, à disposição do juiz da causa, é considerado pagamento prévio da indenização. § 1º O depósito far-se-á no Banco do Brasil ou, onde este não tiver agência, em estabelecimento bancário acreditado, a critério do juiz. § 2º O desapropriado, ainda que discorde do preço oferecido, do arbitrado ou do fixado pela sentença, poderá levantar até oitenta por cento do depósito feito para o fim previsto neste e no artigo 15, observado o processo estabelecido no artigo 34.

Em desapropriação. 15 §1º não contraria a CF. 2º e 4º. e a eficácia dos §§ 1º. 15-A a eficácia da expressão “de até seis por cento ao ano”. Postulado da concordância prática: se tenho que alcançar ao mesmo tempo o valor x e o Y e estes são contrapostos. § 1º. É preciso criar mecanismos para alcançar os 2 valores. inclusive para fins de reforma agrária. expressos em termos reais. 15-A. fixado na sentença. são cumuláveis juros Juros compensatórios: Art.STF. . 15.moratórios ou de atraso Uma MP regulamentou no art. vedado o cálculo de juros compostos. Asseguram a justa e prévia indenizaçção: como a adm deposita e o prop levanta – préiva e como o resto será objetos de cognição. 15 A do DL os juros compensatórios e no 15 B os moratórios. Há um paradoxo filosófico na previsão de indenização justa e prévia. Indenização na desap: justa e prévia. o STF deferiu o pedido de medida liminar na ADIN nº 2. ainda. a figura dos juros compensatórios/moratórios. interpretação conforme a CF. a contar da imissão na posse. Concedeu. OU SEJA.. Súmula 652 NÃO CONTRARIA A CONSTITUIÇÃO O ART. liminar para dar ao final do caput do art.compensatórios . Súmula 12 STJ STJ. c Por maioria de votos. incidirão juros compensatórios de até seis por cento ao [suspensa pela medida cautelar na ADI 2332] ano sobre o valor da diferença eventualmente apurada. em matéria de desapropriação. Súmula 12. A desap ser justa: debater mto sobre o valor da indenização. de que a base de cálculo dos juros compensatórios será a diferença eventualmente apurada entre 80% do preço ofertado em juízo e o valor do bem fixado na sentença. DO DECRETO-LEI 3365/1941 (LEI DA DESAPROPRIAÇÃO POR UTILIDADE PÚBLICA). O propriet pode levantar – o que satisfaz a exigência de ser prévia. compensatórios e moratórios.. havendo divergência entre o preço ofertado em juízo e o valor do bem. busca-se satisfazer a exigência de ser a indenização justa. STF: não tem como ser plenamente justa e prévai a indenizçao.3322. § 1º Os juros compensatórios destinam-se. [todo esse parág está suspenso pela ADI 2332] § 2º Não serão devidos juros compensatórios quando o imóvel possuir graus de utilização da terra e de eficiência na exploração iguais a zero. o art. No caso de imissão prévia na posse. Juros podem ser: . apenas. 15-A. a compensar a perda de renda comprovadamente sofrida pelo proprietário. na desapropriação por necessidade ou utilidade pública e interesse social. para suspender no art. Fixação dos juros: Destaca-se.

na desapropriação indireta.111. Na desapropriação direta. de 22-1-1970 (Lei da Imissão de Posse). O STF determinou que voltasse a contar 12 % ao ano na referia cautelar. Os juros compensatórios.-lei nº 1. como med cautelar não retroage.829 – notícia: Tradição: juros compens de 12% ao ano MP – nova redação ao 15 A fixando 6% ao ano. incidem a partir da imissão na posse. § 4º Nas ações referidas no § 3º. Nas ações a que se refere o artigo 15-A. na desapropriação direta. corrigido monetariamente. o stf manteve sua interpretação consagrada na súmula 618 Súmula 618 NA DESAPROPRIAÇÃO. Termo inicial dos juros compensatórios: STJ súmula 69. a partir da efetiva ocupação do imóvel. calculados sobre o valor da indenização. STJ súmula 113. 5º XXIV. Juros moratórios Art. incidem a partir da ocupação. corrigido monetariamente. A TAXA DOS JUROS COMPENSATÓRIOS É DE 12% (DOZE POR CENTO) AO ANO.§ 3º O disposto no caput deste artigo aplica-se também às ações ordinárias de indenização por apossamento administrativo ou desapropriação indireta. Contra a orientação do STF. calculados sobre o valor da indenização. Estão suspensos pela ADI: Até 6% ao ano (15 A caput) 15 A §1º 15 A §2º 15 A §4º Haveria afronta ao justo preço previsto no art. os juros seriam de 6% ao ano. Dp retomaria os 12% / ano. não será o Poder Público onerado por juros compensatórios relativos a período anterior à aquisição da propriedade ou posse titulada pelo autor da ação. Ao julgar a cautelar.075. durante tal período. incidindo os juros sobre o valor fixado na sentença. STJ súmula 114. STJ disse portanto que há um intervalo de tempo durante o qual era vigente a incidencai de juros compensatórios de 6%. DIRETA OU INDIRETA. os juros compensatórios são devidos desde a antecipada imissão na posse e. na desapropriação indireta. CF. Os juros compensatórios. c Dec. os juros moratórios destinam-se a recompor a perda decorrente do atraso no efetivo pagamento da indenização fixada na decisão final de mérito. em especial aqueles destinados à proteção ambiental. bem assim às ações que visem a indenização por restrições decorrentes de atos do Poder Público. STJ diz que entre a data da edição da MP (1997) e a decisão do STF (2001) . Resp 1. 15-B. e somente serão devidos à razão de até seis por .

que serão fixados entre meio e cinco por cento do valor da diferença. na desapropriação direta ou indireta. 27.183-56. Ale´m dos juros Tb se assegura a correção monetária : STF. 15-A e 15-B acrescidos pela MP nº 2. Os juros moratórios. DEVENDO PROCEDER-SE À ATUALIZAÇÃO DO CÁLCULO. c Arts. nos últimos cinco anos. O que se discute é o temrmo inicial da contagem do tempo. Art. O juiz poderá arbitrar quantia módica para desmonte e transporte de maquinismos instalados e em funcionamento. especialmente. AINDA QUE POR MAIS DE UMA VEZ. Antigamente: entendia-se que os juros moratórios surgiriam a partir do transito em julgado. Havendo concordância sobre o preço. os juros moratórios serão devidos a partir do dia 01 /01 do exercício seguinte ao dia em que o pagamento deveria ter sido feito. Súmula 561 EM DESAPROPRIAÇÃO. Citação – art. de 24-8 2001. o valor da condenação estiver precatorizado.cento ao ano. 22. 15 B – DL 3365. que até o encerramento desta edição não havia sido convertida em lei. ao valor venal dos da mesma espécie. Art. contam-se desde o trânsito em julgado da sentença. o juiz o homologará por sentença no despacho saneador. pertencente ao réu. 25. a partir de 1º de janeiro do exercício seguinte àquele em que o pagamento deveria ser feito. § 1º A sentença que fixar o valor da indenização quando este for superior ao preço oferecido condenará o desapropriante a pagar honorários do advogado. ESSA SÚMULA NÃO É MAIS APLICADA Art. É DEVIDA A CORREÇÃO MONETÁRIA ATÉ A DATA DO EFETIVO PAGAMENTO DA INDENIZAÇÃO. Parágrafo único. Juros compensatórios → 12% ao ano Juros moratórios → 6% ao ano. Sobre juros moratoriso não na discussão sobre a taxa de 6% ao ano. não podendo os honorários ultrapassar . O principal e os acessórios serão computados em parcelas autônomas. 70. 16. O juiz indicará na sentença os fatos que motivaram o seu convencimento e deverá atender. e à valorização ou depreciação de área remanescente. estado de conservação e segurança. à estimação dos bens para efeitos fiscais. observado o disposto no § 4º do artigo 20 do Código de Processo Civil. 17 Art. à sua situação. ao preço de aquisição o interesse que deles aufere o proprietário. Se por acaso. nos termos do artigo 100 da Constituição.

27.) Art 27. §2º A desap é forma originária de aquisição de prop. para fins de reforma agrária. de 24-8-2001. 20. para suspender neste § 1º a eficácia da expressão “não podendo os honorários ultrapassar R$ 151. Se o decreto expro for anulado por desvio de finalidade . §1º DL. § 3º O disposto no § 1º deste artigo se aplica: I – ao procedimento contraditório especial. Súmula 111 . CORRIGIDAS AMBAS MONETARIAMENTE. Se o bem retornar ao partic por conta de anulação do decreto exprop por desvio de finalidade.183-56. NÃO podendo os honorários ultrapassar 151 mil (Esta suspenso por ADI 2332. II – às ações de indenização por apossamento administrativo ou desapropriação indireta. Na desap que transf o patrimônio do partic para o p. STF.00 (cento e cinqüenta e um mil reais). c Súmulas nos 131 e 141 do STJ.000. STF.00”. a partir de maio de 2000. público não incide imposto de transmissão. Os honorários de advogado em desapropriação direta são calculados sobre a diferença entre a indenização e a oferta. 4º CPC) Base de cálculo: diferença entre o valor ofertado e o valor fixado na sentença. que até o encerramento desta edição não havia sido convertida em lei. STJ. há incidência do imposto de transmissão inter vivos. súmula 141. § 2º A transmissão da propriedade decorrente de desapropriação amigável ou judicial. de rito sumário.183-56. c Por maioria de votos. Honorários advocatícios Percentual: de 0. com base na variação acumulada do Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA do respectivo período. Art. de 24-8-2001. por interesse social. para o processo de desapropriação de imóvel rural.000.R$ 151. § 4º O valor a que se refere o § 1º será atualizado.5 A 5 % (art. o STF deferiu o pedido de medida liminar na ADIN nº 2. que até o encerramento desta edição não havia sido convertida em lei. não ficará sujeita ao imposto de lucro imobiliário. Súmula 617 A BASE DE CÁLCULO DOS HONORÁRIOS DE ADVOGADO EM DESAPROPRIAÇÃO É A DIFERENÇA ENTRE A OFERTA E A INDENIZAÇÃO. no dia 1º de janeiro de cada ano. c § 1º com a redação dada pela MP nº 2. corrigidos monetariamente.3322. Sobre a base de cálculo – sujula 617stf E 141 stj. c §§ 3º e 4º acrescidos pela MP nº 2.

se a adm desapropria imóvel par determinado fim publ. No passado STF disse ser um direito pessoal. mas acaba usando para outro fim público (o que seria desvio de finalidade para os atos adm em geral) não caracteriza desvio de finalidade (somente em matéira de desap). Natureza jurídica da anulação do decreto expropriatório: Desvio de finalidade em matéria de desapropriação recebe o nome de TREDESTINAÇÃO. valendo a sentença como título hábil para a transcrição no registro de imóveis. resolver-se-á em perdas e danos. Qualquer ação.43/281 É LEGÍTIMA A INCIDÊNCIA DO IMPOSTO DE TRANSMISSÃO "INTER VIVOS" SOBRE A RESTITUIÇÃO. não podem ser objeto de reivindicação. Nos atos adm em geral a adm não pode se desviar do interesse público (finalidade abstrata e concreta). uma vez incorporados à Fazenda Pública. poderá a desap ser objeto de desistência por parte do ente expropriante. Desde que a adm satisfaça o interesse públ com o bem. A desistência da desap pode se dar até a consumação da mesma. A retrocessão seria um direito real de reaver o bem ou um direito pessoal de implementar a indenização? Essa discussão é mto antiga. Os bens expropriados. julgada procedente. expedir-se-á em favor do expropriante mandado de imissão de posse. (para alegar tredestinação. não há desvio de finalidade. 35. Afastando a aplicação do art. Em matéria de desap (Resp 968. ainda que fundada em nulidade do processo de desapropriação. A tredestinação (não a lícita) leva à figura da RETROCESSÃO.414). DE IMÓVEL QUE DEIXOU DE SERVIR À FINALIDADE DA SUA DESAPROPRIAÇÃO. o STF e o STJ entenderam que a retrocessão é um direito real. Efetuado o pagamento ou a consignação. a qual se dá com o pgto do preço. (terminamos as obs sobre o DL 3365) Desap por interesse social para fins de reforma agraária Art. 184 a 186 CF Lei 8629/93 – Normas de direito material sobre a desap para fins de reforma agrária . Art. AO ANTIGO PROPRIETÁRIO. 29. Mais recentemente. mas sim em ação própria). o part não pode faze lo na ação de desap. O particular recebe o bem de volta e será indenizado por eventuais prejuízos sofridos. O STJ vem chamando isso de TREDESTINAÇÃO LÍCITA. 35. Art. Até que ocorra a consumação. A DESap se consuma com o pagamento do preço.

XXIV da cf. para fins de reforma agrária.O orçamento fixará anualmente o volume total de títulos da dívida agrária. o imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social. cabível à U. Art. só da União.exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores. para fins de reforma agrária. autoriza a União a propor a ação de desapropriação. Lei 4132. § 3º . lei 8629 e LC 76. indenização paga em dinheiro.a pequena e média propriedade rural. cumprimento da função social. a da CF 184. 2º A propriedade rural que não cumprir a função social prevista no art. § 1º . o imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social. assim como o montante de recursos para atender ao programa de reforma agrária no exercício. resgatáveis no prazo de até vinte anos. para o estado do RS.Cabe à lei complementar estabelecer procedimento contraditório especial. e cuja utilização será definida em lei. com fundamento no art. embasada no art. haveria 2 categorias de desap cabíveis: 1. para o processo judicial de desapropriação. Os proprietários alegaram que essa hipótese não teria sido recepcionado pelo regramento da CF. § 1º Compete à União desapropriar por interesse social.observância das disposições que regulam as relações de trabalho. natureza sancionatória da desap. o governo do RS desapropriou 3 fazendas visando a reforma agrária. II . Parágrafo único.As benfeitorias úteis e necessárias serão indenizadas em dinheiro. 2. para fins de reforma agrária. respeitados os dispositivos constitucionais. III . 185.LC 76/93 – normas de direito processual sobre a desap para fins de reforma agrária (em obediência ao §3 do 184 CF) Art. segundo critérios e graus de exigência estabelecidos em lei. LEI 8629 Art. Lei 8620 e LC 76. 184. IV . 2º. A função social é cumprida quando a propriedade rural atende. simultaneamente. 2º Considera-se de interesse social: III – o estabelecimento e a manutenção de colônias ou cooperativas de povoamento e trabalho agrícola. § 4º . Estados e Municípios. estaduais e municipais as operações de transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma agrária. de rito sumário. 186. aos seguintes requisitos: I . 5º. § 2º .aproveitamento racional e adequado. Art. desde que seu proprietário não possua outra. Desapropriação para fins de reforma agrária. nos termos desta lei. III da lei 4132/62 (é espécie de desap ordinária). assim definida em lei. II . A lei garantirá tratamento especial à propriedade produtiva e fixará normas para o cumprimento dos requisitos relativos a sua função social. . [caso de imunidade tributária e não isenção] Art. § 5º . a partir do segundo ano de sua emissão. extraordinária.a propriedade produtiva. com cláusula de preservação do valor real.utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente. Com base nessa leitura. não punitiva. mediante prévia e justa indenização em títulos da dívida agrária.São isentas de impostos federais. Compete à União desapropriar por interesse social. Esta não pode ser feita por Estados e municípios. São insuscetíveis de desapropriação para fins de reforma agrária: I .O decreto que declarar o imóvel como de interesse social. 9º é passível de desapropriação.

nº 2. desmembrar em menores propriedades e dar para os amigos) será desconsiderada. 9º é passível de desapropriação. de 24-8-2001. 2º A propriedade rural que não cumprir a função social prevista no art. Índices de produtividade variam de acordo com o tamanha do imóvel.. no mesmo sentido do acima. reconheceram como correta a interpretação do governo do RS.. c Dec. para os fins desta Lei. teria que ser levado a inventário. fica a União. haverá publicação em jornal de gde circulação (citação por edital).MS 25. mediante prévia comunicação escrita ao proprietário. Art. Para que seja feita a vistoria que vai auferir a produtividade. que até o encerramento desta edição não havia sido convertida em lei. através do órgão federal competente. introduzida ou ocorrida até seis meses após a data da comunicação para levantamento de dados e informações de que tratam os §§ 2º e 3º.351 – prop foi notificado e não se fez presente pode haver a vistoria. MS 24. à dimensão e às condições de uso do imóvel. § 4º Não será considerada. por três vezes consecutivas. dispõe sobre a vistoria em imóvel rural destinado à reforma agrária. 2º. autorizada a ingressar no imóvel de propriedade particular para levantamento de dados e informações.573: MESMO diante do princ da saisine não haveria a situação de desmembramento automático. de 11-6-1997. é necessária a notificação do proprietário.No STF quando se julgou a suspensão de segurança 2217 e No STJ quando apreciou o recurso em MS 16627 ou recurso em MS 13.190. quanto ao domínio. pode haver esse desmembramento e não ser feita a desap. em jornal de grande circulação na capital do Estado de localização do imóvel. a comunicação será feita mediante edital. Notificado o prop da vistoria. qualquer modificação. preposto ou seu representante. MS 24. MS 23. Se ele não for encontrado por mais de 3 vezes. STF . c § 2º com a redação dada pela MP nº 2.171: imóvel desmembrado passados mais de 6 meses da vistoria. Art.856 – não houve notificação regular. 2º Para os fins deste artigo. § 3º Na ausência do proprietário. STF teve mudança de diretriz – MS 25. Contra o decreto exprop para fins de reforma agrária o STF tem compet originária para julgar o recurso em MS. Princípio da Saisine Falecimento do proprietário no período de 6 meses após a notificação.959. Não é caso de nulidade do decreto exprop. a ser publicado.299 e MS 24. nos termos desta lei.183-56. daí o STF julgou nulo o decreto expropriatório. em 2 prop e doadas às filhas do prop.250. Não pode ser objeto de desap a propriedade pequena ou média. respeitados os dispositivos constitucionais. (COMPLETAR essa parte) . do preposto ou do representante. qq alteração no imóvel que ocorra no período de 6 meses a contar da notificação (ex.

com base na variação acumulada do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna – IGPDI. por parte do proprietário ou legítimo possuidor do imóvel.00 (quinhentos e trinta e cinco mil reais) e o cancelamento do cadastro do imóvel no Sistema Nacional de Cadastro Rural. de atos de ameaça. 2º-A. Parágrafo único.299. por 4 anos. 2º. ou sendo pretendente desse benefício na condição de inscrito em processo de cadastramento e seleção de candidatos ao acesso à terra. já estando beneficiado com lote em Projeto de Assentamento. ou que esteja sendo objeto de processo judicial de desapropriação em vias de imissão de posse ao ente expropriante. O sujeito que invadir. em caso de reincidência. No caso de reincidência. ficaria proibida de ser vistoriada e desapropriada por 2 anos.000. A entidade fica priobidad e receber recurso público .999 – foi anterior e contraria ao do MS 25. Art. ou de quaisquer outros atos de violência real ou pessoal praticados em tais situações. no respectivo período. Os valores a que se refere este artigo serão atualizados. . ou no dobro desse prazo. da Fundação Getúlio Vargas. e bem assim quem for efetivamente identificado como participante de invasão de prédio público. será excluído do programa de reforma agrária. for efetivamente identificado como participante direto ou indireto em conflito fundiário que se caracterize por invasão ou esbulho de imóvel rural de domínio público ou privado em fase de processo administrativo de vistoria ou avaliação para fins de reforma agrária. para os fins dos §§ 6º e 7º do art. 2º § 6º O imóvel rural de domínio público ou particular objeto de esbulho possessório ou invasão motivada por conflito agrário ou fundiário de caráter coletivo não será vistoriado. Na hipótese de fraude ou simulação de esbulho ou invasão. a partir de maio de 2000.MS 24.000. no dia 1º de janeiro de cada ano. e deverá ser apurada a responsabilidade civil e administrativa de quem concorra com qualquer ato omissivo ou comissivo que propicie o descumprimento dessas vedações.00 (cinqüenta e cinco mil reais) a R$ 535. Propriedade rural é invadida. avaliado ou desapropriado nos dois anos seguintes à sua desocupação. sem prejuízo das demais sanções penais e civis cabíveis. seqüestro ou manutenção de servidores públicos e outros cidadãos em cárcere privado. § 7º Será excluído do Programa de Reforma Agrária do Governo Federal quem. o órgão executor do Programa Nacional de Reforma Agrária aplicará pena administrativa de R$ 55.§ 8º Art.

súmula 354.183-56.022. O STF condiciona a suspensão da desp do art.c Art. Mais de 15 módulos fiscais – grande propriedade rural. florestal ou agroindustrial. II. A invasão do imóvel é causa de suspensão do processo expropriatório para fins de reforma agrária. Art. Proprietário simula invasão. só poderá ser desapropriada se improdutiva.. que se destine ou possa se destinar à exploração agrícola. de 24-8-2001. (?) STJ – intérprete da lei .006 – esbulho ocorreu antes da existência da regra da proibição da vistoria em função da invasão. Só haverá suspensão da desap qdo a invasão for apta a embaraçar a adequada fiscalização da produtividade do bem. De um a 4 módulos fiscais – pequena propriedade rural De 4 a 15 módulos fiscais – média propriedade rural Ambas são insuscetíveis de despropriação mesmo que improdutivas. qualquer que seja a sua localização. TINha sido feita a vistoria. pecuária. §6 da 8629 ao efeitivo comprometimento à averiguação da produtividade. não é qq esbulho que justifica a suspensão da vistoria e do processo de desap. MS 25. III – Média Propriedade – o imóvel rural: a) de área superior a 4 (quatro) e até 15 (quinze) módulos fiscais. Precedentes: MS 25. Vários minisros do STF já sustentaram obiter dictum que a simples invasão não poderia ser óbice à reforma agrária. Pode ser objeto de desap. MS 24. 2º-A acrescido pela MP nº 2. atestou a improdutividade.súmula 354 STF – interpretação conforme a CF.. Parágrafo único.. STF tem posição diversa. não há a suspensão da desap.. b) VETADA. 4º Para os efeitos desta lei. Logo STF considerou que não haveria com justiticar a proibição . .764. pois a vistoria fora feita antes da invasão. São insuscetíveis de desapropriação para fins de reforma agrária a pequena e a média propriedade rural. Mas nos termos do art.054 E MS 23. STF entendeu que não.857 – STF: SE A área invadida é mto pequena. MS 23. Dp houve invasaão. prop quis sustentar que deveria ser suspensa a desap. desde que o seu proprietário não possua outra propriedade rural. a invasão não ocasionaria problema na vistoria. que até o encerramento desta edição não havia sido convertida em lei. 186. b e c) VETADAS. conceituam-se: I – Imóvel Rural – o prédio rústico de área contínua. II – Pequena Propriedade – o imóvel rural: a) de área compreendida entre 1 (um) e 4 (quatro) módulos fiscais. STJ recentemente editou a súmula que reforça o texto literal da lei: STJ. extrativa vegetal. Recebe pena de multa e cancelamento do cadastro do imóvel.. 2.

previsto nesta lei Complementar. §2º). por interesse social. por razões de força maior. Mas houve um caso em que (MS 24442). 5º A desapropriação por interesse social. O conceito de prop: atenda a grau de utilização (art. § 3 – TDAs – t´tulos da dívida agrária – pagamento na desap § 4 – TDAs na compra e venda. de rito sumário. § 3º. Art. Art. para fins de reforma agrária. importa prévia e justa indenização em títulos da dívida agrária. 6º conceito de prop improdutiva. estenão admite produção de prova (que não a documental). 6. 2º A desapropriação de que trata esta Lei Complementar é de competência privativa da União e será precedida . e 185. § 6º Aceito pelo proprietário o pagamento das benfeitorias úteis e necessárias em TDA. Art. 184. os prazos de resgates dos respectivos títulos serão fixados mantendo-se a mesma proporcionalidade estabelecida para aqueles relativos ao valor da terra e suas acessões naturais. o prop teve problemas na partilha do imóvel em função da morte da sua esposa. exigidos para a espécie. I.Art. E a simples aletaçao do expropriado não seria suficiente para justificar a desap. (terminamos lei 8629) LC 76/93 Art. § 2º O decreto que declarar o imóvel como de interesse social. STF tem dito que em geral não se pode avaliar a produtividade por meio de MS. aplicável ao imóvel rural que não cumpra sua função social. 6º. § 7º Não perderá a qualificação de propriedade produtiva o imóvel que. deixar de apresentar. §1º) e grau de eficiência (art. para fins de reforma agrária. devidamente comprovados pelo órgão competente. da CF. c Arts. os prop rurais consideram esta definição é mto rigorsa. os graus de eficiência na exploração. no ano respectivo. § 1º As benfeitorias úteis e necessárias serão indenizadas em dinheiro. autoriza a União a propor ação de desapropriação. STF: não posso apreciar em MS matéria fática. 1º O procedimento judicial da desapropriação de imóvel rural. obedecerá ao contraditório especial. 6º. caso fortuito ou de renovação de pastagens tecnicamente conduzida. Poder públ pode comprar bens para fins de desap.

pois se faz necessário produzir prova. em quantia superior a cinqüenta por cento sobre o valor oferecido na inicial.de decreto declarando o imóvel de interesse social. no prazo de cinco dias. REEXAME NECESSÁRIO condicionado. 15 e 16 – fixação do preço. mas não outras questões.. o STF não reconhece o MS. 2. §2º Prazo decadência de 2 anos – art. 5º . 13. 9º A contestação deve ser oferecida no prazo de quinze dias se versar matéria de interesse da defesa. III – intimará o perito e os assistentes para prestar compromisso.petição inicial Art. O INCRA é que promove a ação de desap – art. Art. II – formulará os quesitos que julgar necessários. contado da data do compromisso do perito. adstrita a pontos impugnados do laudo de vistoria administrativa. inciso IV e. 6º imissão provisória na posse. se for o caso. 5º. Pode se discutir a questão do preço na ação de desap. Art. (?) c Art. não excedente a sessenta dias. fica sujeita a duplo grau de jurisdição. simultaneamente: I – designará o perito do juízo. Da sentença que fixar o preço da indenização caberá apelação com efeito simplesmente devolutivo. o juiz. quando interposta pelo expropriante. IV – intimará as partes para apresentar quesitos.. § 1º A sentença que condenar o expropriante. sempre que o STF recebe MS para se discutir a produtividade do imóvel. 14. 13. 3º Art. 4º . quando interposta pelo expropriado e. 475 do CPC. . Art. determinará a realização de prova pericial. Art. § 1º Recebida a contestação.direito de extensão no caso de desap para fins de reforma agrária.. no prazo de dez dias. excluída a apreciação quanto ao interesse social declarado. § 2º A prova pericial será concluída no prazo fixado pelo juiz. a que se refere o art. as quais dependem de ação própria. 9º Art. em ambos os efeitos. para fins de reforma agrária.

apoiada também pelo artigo 2º. para as benfeitorias úteis e necessárias. também. STF RE 247. isso contraria jurisprudência do STF (MS 22688). Art. no prazo de quinze dias. inclusive culturas e pastagens artificiais e. outros argumentos dos proprietários do imóvel. deduzidos o valor de tributos e multas incidentes sobre o imóvel. não foi considerada no cálculo de produtividade. o ministro aplicou jurisprudência da própria Corte (MS 26136). apesar de o município ter decretado estado de emergência por dois anos consecutivos. estabelecido por sentença. Ao decidir.§ 2º No julgamento dos recursos decorrentes da ação desapropriatória não haverá revisor.33% no Grau de Utilização da Terra (GUT) e de 98. Alegações O ministro Ricardo Lewandowski levou em consideração. o Incra constatou índices de 82. existente no imóvel desde 1981. 14. para as benfeitorias úteis e necessárias. exigíveis até a data da imissão na posse pelo expropriante. Notícias STF Imprimir Segunda-feira. O valor da indenização. da Lei nº 8. na vistoria. alegação dos donos da fazenda de que a área de reserva florestal de 551. será levantada a indenização ou o depósito judicial. As benfeitorias serão pagas em $ na sistemática de precatórios. pela qual a área de reserva florestal não identificada no registro imobiliário não pode ser subtraída da área total do imóvel para o fim cálculo de produtividade. Art. para a terra nua. o imóvel estava invadido pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A pedido do expropriado. em Títulos da Dívida Agrária. também. naquela época a fazenda só ficou 1. do Supremo Tribunal Federal (STF). concedeu o Mandado de Segurança (MS) 27327 contra decreto do Presidente da República que declarou de interesse social para fins de reforma agrária o imóvel rural denominado Fazendas Reunidas Jacaray S/A. desde 2006. suspendeu a execução de parte deste artigo.866 QUESTÃO De ordem 2801 “depositar em $ a conta do juízo” seria incompatível com a CF. por ocasião da vistoria preliminar do imóvel pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).” em virtude de declaração de inconstitucionalidade em decisão definitiva do STF.34% abaixo do índice de 100% de GEE O ministro aceitou. Segundo eles. que proíbe a vistoria. com o aumento do valor da indenização. inclusive culturas e pastagens artificiais e. 15. Em caso de reforma de sentença.66% no Grau de Eficiência na Exploração (GEE). parágrafo 6º. Art. 22 de Junho de 2009 STF anula desapropriação de fazenda invadida pelo MST O ministro Ricardo Lewandowski. sendo castigado por uma severa estiagem. Segundo o ministro. referente à expressão “em dinheiro. .629/93. avaliação ou desapropriação em imóvel rural objeto de invasão motivada por conflito agrário ou fundiário de caráter coletivo nos dois anos seguintes a sua desocupação. deverá ser depositado pelo expropriante à ordem do juízo. Ocorre que. localizado no município de Quixeramobim (CE). do SF nº 19. c A Res. após o trânsito em julgado da sentença. por afrontar a sistemática dos precatóris. 16. E. de 25-10-2007 (DOU de 26-9-2007). Os donos da fazenda argumentaram que o imóvel não atingiu 100% de eficiência porque estava invadido pelo MST e porque todo o município de Quixeramobim vinha.50 hectares. em dinheiro. em julho de 2007. o expropriante será intimado a depositar a diferença.

quando a matéria for objeto de jurisprudência consolidada do Tribunal. que autoriza o relator a julgar o pedido no mérito. pois. afirmou o ministro. a presença o direito líquido e certo do impetrante”. que já havia deferido pedido de liminar em 20 de maio de 2008. ele decidiu a questão no mérito. . introduzido pela Emenda Regimental nº 29/2009. Agora. aplicando o artigo 205 do Regimento Interno do STF (RISTF).“Verifico.