Quando é que vamos perceber que o somos únicos (mas não importantes) neste universo?

O homem ainda não descobriu quase nada do universo. Seu tamanho é imenso, de um jeito que nem podemos imaginar. Bilhões de galáxias estão flutuando sobre nossas cabeças, com trilhões de corpos celestiais, planetas, estrelas e buracos negros. Nosso planetinha azul é muitíssimo menor do que um grão de poeira cósmica, neste vasto e inimaginável espaço. E e aqui que vivemos... Quando alguém diz “você sabe com quem está falando?”, logo pensamos o quão insuportável esta pessoa está sendo. Mas acho que a atitude da pobre pessoa é mais falta de conhecimento do que necessariamente grosseria. Se a dita pessoa soubesse o quanto somos insignificantes no espaço, nem cogitaria dizer uma frase absurda destas. Só para ter uma ideia, se hoje a Terra for banida do Universo, o Espaço nem notaria. Apenas mais uma poeirinha estará se formando, onde trilhões de outras já passaram por isso. Mas o que tirar de conclusivo disto? Consigo apenas pensar em uma coisa: não somos nada. Definitivamente... nada. Este pensamento poderia ser o mais desanimador, para qualquer ser vivente deste planetinha azul. Mas, na minha opinião, penso exatamente o contrário. Devemos, sim, viver a nossa tão desvalorizada vida, da melhor forma possível. Devemos, sim, aproveitar o máximo deste Espaço em que vivemos, pois nossa vida é tão curta, ainda mais se comparada com a idade do nosso próprio planeta (quase 5 bilhões de anos!). Devemos, sim, nos aproximar de outros seres humanos, pois necessitamos de estar juntos... é inerente à nossa espécie. Quando a arrogância do ser humano (como o sujeito da frase infeliz acima) é tão evidente, torna-se evidente também a falta de conhecimento de nossa insignificância. O humano é apenas mais uma espécie dentre uma infinidade de outras. Mas essa arrogância só torna a aproximação entre humanos mais forte: quando ouço uma pessoa se auto intitular mais importante que outra, sinto mais vontade de estar com aquelas que são importantes para mim. Quero sentir que não somos assim tão frios, que apesar se sermos únicos, temos algo em comum, que é a vontade de interação. Interação esta que está cada vez mais rara... Carinho, amor, compaixão, desejo, humildade...são qualidade cada vez mais raras. Digo isso sem pieguice ou medo de me tornar repetitivo. Sinto falta mesmo de amor, amizade, toques humanos. Tudo está tão mecanizado, tão insensível, que às vezes esquecemos que somos insignificantes... e que os únicos que se importam com os seres humanos, são os próprios seres humanos. O Espaço está pouco se lixando para a poeira Terra. Nem se importa se temos uma luazinha pendurada lá em cima. Realmente não perceberá se desaparecermos de repente... Nunca negue um carinho. Nunca negue uma conversa. Nunca negue uma amizade. Nunca negue outro ser humano. Quando isto acontecer em sua totalidade, acho que poderemos considerar a humanidade um pouco mais feliz...e, quem sabe, se tornar importante. Pelo menos para a gente mesmo. Mineiro