1 – FISSURAÇÃO "as fissuras podem ser consideradas como a manifestação patológica característica das estruturas de concreto, sendo mesmo o dano

de ocorrência mais comum e aquele que, a par das deformações muito acentuadas, mais chama a atenção dos leigos, proprietários e usuários aí incluídos, para o fato de que algo de anormal está a acontecer". Na época do ano em que a temperatura ambiente mantém-se elevada, é freqüente o aparecimento de fissuras ou trincas no concreto. As práticas modernas de construção, com exigências de altas resistências iniciais, desfôrma em pequenas idades, concretos bombeados e outras, tornaram a trinca ou fissura um assunto mais comum do que era há algum tempo. Não há duvida de que ocorriam menos trincas na época em que se usavam concretos com menores consumos de cimento, abatimentos menores e empregava-se mais tempo no adensamento e acabamento durante uma concretagem. É certo que seja quase impossível executar um concreto totalmente livre de algum tipo de fissura, mas existem medidas para reduzir sua ocorrência ao mínimo possível. É interessante observar que, no entanto, a caracterização da fissuração como deficiência estrutural dependerá sempre da origem, intensidade e magnitude do quadro de fissuração existente, posto que o concreto, por ser material com baixa resistência à tração, fissurará por natureza, sempre que as tensões trativas, que podem ser instaladas pelos mais diversos motivos, superarem a sua resistência última à tração. Portanto, ao se analisar uma estrutura de concreto que esteja fissurada, os primeiros passos a serem dados consistem na elaboração do mapeamento das fissuras e em sua classificação, que vem a ser a definição da atividade ou não das mesmas (uma fissura é dita ativa, ou viva, quando a causa responsável por sua geração ainda atua sobre a estrutura, sendo inativa, ou estável, sempre que sua causa se tenha feito sentir durante um certo tempo e, a partir de então, deixado de existir). Além do aspecto antiestético e a sensação de pouca estabilidade que apresenta uma peça fissurada, os principais perigos decorrem da corrosão da armadura e da penetração de agentes agressivos externos no concreto. Devido a isso a NBR - 6118 (NB – 1/78), subitem 4.2.2, considera fissuração como nociva quando a abertura das fissuras na superfície do concreto ultrapassa os seguintes valores:0,1 mm para peças não protegidas, em meio agressivo;0,2 mm para peças não protegidas, em meio não agressivo; e0,3 mm para peças protegidas. 1.1 – Fissuras do concreto no estado plástico No estado plástico o concreto pode apresentar fissuras devidas à deficiências ou descuido na execução. O deslizamento do concreto em rampas de escadas com grande inclinação, os movimentos de uma forma mal projetada ou mal fixada, os deslocamentos de armaduras

resfriando a água de amassamento.1. deslocando a água e o ar aprisionado. A água aparece na superfície (exsudação) e a sedimentação continua até o endurecimento do concreto. . Tais movimentos podem ser causados por:deformação das fôrmas. NEVILLE. e aspergir água sobre o concreto acabado logo desapareça o brilho. os sólidos da mistura começam a sedimentar. elimina-se a fissuração". e lançando o concreto durante os períodos mais frios do dia. afirma que "impedindo-se completamente a evaporação depois do lançamento do concreto. Pode haver fissuração se a quantidade de água perdida por unidade de área for grande e maior do que a água que sobe à superfície por efeito da exsudação. 1. "para temperaturas do ar e do concreto a 32º C. a perda de água por si mesma não permite prever a retração plástica. e evitar uma execução muito rápida do concreto. mais densas. As medidas preventivas consistem em:produzir misturas mais secas. manuseio. acabamento e cura as trincas podem ocorrer ou não. Mesmo quando são usados os mesmos materiais. plástico ou vegetação. métodos de mistura. dependendo apenas das condições do tempo".1 – Retração Plástica A intensidade da retração plástica é influenciada pela temperatura. por mau posicionamento. por falta de fixação inadequada.durante a compactação do concreto etc. proteger a superfície do concreto caso haja atraso entre o lançamento e o acabamento. construindo barreiras para o vento com madeira.1. Manter a umidade do concreto. proporções. pela umidade relativa ambiente e pela velocidade do vento. figuram entre os motivos mais freqüentes de fissuração por falhas na execução. No entanto. que indica a secagem superficial. A fissuração por assentamento do concreto ocorre sempre que as armaduras e os agregados impedem a livre sedimentação do concreto.) As medidas para reduzir a evaporação da água na superfície do concreto consistem em: Baixar a temperatura do concreto durante os dias quentes..2 – Assentamento Plástico do Concreto Após o lançamento do concreto. surgindo fissuras no concreto plástico. umidade relativa de 10% e velocidade do vento de 40 Km/h. pela existência de juntas mal vedadas ou de fendas. estocando os agregados à sombra.1. fazer um bom adensamento. 1. depende muito da rigidez. obrigando-o a separar-se. a umidade relativa de 70% e não haja vento. 1. com menor abatimento possível.3 – Movimentação de Fôrmas e Escoramentos Os recalques do subleito ou mau escoramento das fôrmas podem causar trincas no concreto enquanto na fase plástica. protegendo as fôrmas e o próprio concreto do sol. Reduzir a velocidade do vento na superfície do concreto. o grau de evaporação é 50 vezes maior do que quando a temperatura do ar e do concreto for de 21º C.

tanto no concreto quanto em argamassas ou pastas de cimento. não ocorrendo o mesmo em regiões ou épocas quentes pois o seu efeito pode ser negativo. e projeto adequado de fôrmas e escoramentos. quando se tratar de concretagens de elementos de grande volume e.4 – Retração Hidráulica A retração hidráulica.5 – Retração Térmica O cimento ao se hidratar. sendo recomendável a utilização de consumos baixos de cimento e o emprego de cimentos de baixo calor de hidratação. Refrigeração do concreto a ser utilizado na obra (e também dos materiais constituintes).etc. é de se esperar que se produzam fissuras. e devido ao uso impróprio ou excessivo dos vibradores. o emprego de cimentos pozolânicos ou de alto forno. nos que. e Umidade relativa e período de conservação. gera uma quantidade de calor por kg variando conforme a composição do mesmo. Quanto maior for o módulo de elasticidade dos agregados." as principais precauções a tomar para limitar este tipo de retração são as seguintes: Escolher um cimento de baixo calor de hidratação (baixo teor do aluminato tricálcico ou cimento com adições. Isso. ou seja. "em geral. As medidas preventivas consistem em: compactar suficientemente o subleito. se não for impedida a evaporação da água do concreto.). 1. ou ainda. Em tempo frio. Tipo do cimento (a retração pode variar de uma até três vezes conforme o tipo de cimento).1. ou seja. e armaduras de pele quando as peças forem altas. 1. Teor de água: a retração é aproximadamente proporcional ao volume absoluto da pasta. Utilização de moldes de pequena condutibilidade térmica . As medidas preventivas para reduzir a retração hidráulica consistem em: usar o menor teor de água de amassamento possível. pobres em silicatos e aluminato tricálcico. cura adequada do concreto. os cloretos e. etc. os aditivos aceleradores aumentam a retração. Existe um teor ótimo de gesso para se obter a retração mínima. Os álcalis. o calor liberado na hidratação do cimento atua favoravelmente. manifesta-se imediatamente após o adensamento do concreto. proporcional a finura) e dos elementos mais finos do concreto. Consumo moderado de cimento e consequentemente granulometria de concreto bem estudada.inchamento da madeira devido à umidade ou perda de pregos.. Principais fatores que influem na retração são os seguintes: Finura do cimento (a retração é aproximadamente. sempre que a diferença entre a temperatura ambiente e a do núcleo seja superior a 20 ºC. predomine a superfície sobre o volume. tanto maior será a reação por eles oposta a retração. maior teor de agregado graúdo possível. Escolha de um agregado com alto módulo de deformação e por conseguinte pouco deformável. Consumo de cimento. de um modo geral. Tipo de granulometria dos agregados: as areias finas aumentam a retração.1. se não forem tomadas providências que assegurem uma perfeita cura.

em conjunto com a fissuração.1. nos quais o apoio não funciona adequadamente. tem-se um engastamento que dá lugar a um momento cujo braço é muito curto e. na maioria das vezes. ocorrendo. portanto. se durante a execução ocorreu má colocação. com perda de monolitismo e. fator água/cimento e regime de cura . Estas fissuras são. Em consolos e dentes Gerber mal executados. aparecem fissuras verticais ou ligeiramente inclinadas. o concreto não pôde passar entre elas. aparecerão fissuras de flexão na parte superior. 2 – DESAGREGAÇÃO DO CONCRETO desagregação é:"a própria separação física de placas ou fatias de concreto. apresentando fissuras que seguem as linhas das armaduras principais e inclusive a dos estribos se a corrosão for muito intensa. perda também da capacidade de engrenamento entre os agregados e da função ligante do cimento. tipo e teor de cimento. produz grandes esforços. tipo de sulfato e PH da solução. Sendo o volume do óxido produzido pela corrosão mais ou menos oito vezes maior do que a do metal do qual procede. quando a compactação do concreto não foi boa. fazendo com que o mesmo se rompa por tração. Adensamento. Nos pilares.1 – Desagregações devido as reações expansivas no concreto A velocidade com que ocorre este ataque depende de alguns fatores que se dividem em dois tipos principais: Características do meio agressivo. Alguns dos fatores mais importantes são apresentados em seguinte: Concentração. Como conseqüência.2 – Fissuras do concreto endurecido As fissuras no concreto endurecido podem se produzir em decorrência de vários aspectos. Nas construções de concreto armado. defeitos na execução. 2. as armaduras se encontram invariavelmente a alguns centímetros da superfície. ou quando. Mobilidade da água subterrânea. insuficiência e deslocamento dos estribos. Podem também aparecer fissuras paralelas às armaduras longitudinais das vigas. A desagregação do material é um fenômeno que freqüentemente pode ser observado nas estruturas de concreto. entre eles. solo ou água subterrânea. um sintoma bastante perigoso. normalmente a 1 cm (cobrimento). que podem fissurar o consolo ou a viga que se apoia sobre ele. tem-se que uma peça com seções de concreto desagregado perderá. Nos balanços em que se produziu um deslocamento para baixo das armaduras negativas. neste caso. oxida-se. a capacidade de resistir aos esforços que a solicitam. e Propriedades do meio agredido. na maioria dos casos. causado pelos mais diversos fatores. devido a pequena distância entre barras. durante a concretagem. Se a armadura está em contato com o ar e água. tipo de agregado. localizada ou globalmente. serão criadas fortes tensões no concreto.

controlada pela porosidade e permeabilidade do material. subterrâneas. em virtude da fuga da nata de cimento.3 – Desagregações devido à corrosão do concreto "pode-se definir corrosão como a interação destrutiva de um material com o ambiente. diminuindo o pH do concreto. por deslocamento lateral das fôrmas (ver Figura 21. na maioria dos casos acompanhada de fissuração. por enfraquecimento deste elemento em virtude da formação da junta de concretagem forçada e. com o conseqüente aumento da porosidade do concreto que. corrosão química por reação iônica. que serão responsáveis pela corrosão. ou com o enfraquecimento do próprio concreto. provocando a segregação do concreto. e Fissuração da matriz. Pode-se classificar a corrosão do concreto segundo três tipos. profundas ou ácidas.2 – Desagregações devido à movimentações da fôrma Ressaltam-se em particular. já definidos. com sua conseqüente desagregação. em regiões frias. normalmente com a adesão bastante prejudicada.CS. e ainda de águas pantanosas. Este último procedimento vale tanto para ataque por cloretos quanto sulfatos. e pode levar. em um espaço de tempo relativamente curto.a). dependendo das ações químicas que lhe dão origem: corrosão por lixiviação. A corrosão por lixiviação consiste na dissolução e arraste do hidróxido de cálcio existente na massa de cimento Portland endurecido (liberado na hidratação) devido ao ataque de águas puras ou com poucas impurezas. sempre que puderem circular e renovar-se. É o processo de corrosão que ocorre com mais freqüência. 2. com o tempo. A dissolução. seja por reação química ou eletroquímica". 2.do concreto. . Qualquer um destes casos implicará o surgimento de quadros patológicos. se desintegra. neste aspecto. Quanto mais poroso o concreto.H18 ) para formar produtos expansivos (etringita e gipsita). os casos de criação de juntas de concretagem não previstas. Este fenômeno que ocorre no concreto é similar à osteoporose do esqueleto humano. e corrosão por expansão. Processo construtivo. esta definição será válida para qualquer tipo de material. o efeito conjunto de congelamento e ataque de sulfatos promove uma severa agressividade ao concreto. Sendo genérica. o transporte e a deposição do hidróxido de cálcio Ca(OH)2 (com formação de estalactites e de estalagmites) dão lugar à decomposição de outros hidratos. A degradação do concreto por ataque de sulfatos envolve basicamente três processos:Difusão dos íons sulfato através da matriz. com o surgimento de fissuras no elemento estrutural. escória de alto-forno e pozolanas em geral) para o caso de ataques por sulfato e reduzir a porosidade do material através de uma redução drástica da relação água/cimento ou adição de microssílica. que conduz à perda de resistência e desintegração. geralmente procura-se especificar tipos especiais de cimento (baixo teor de C3A ou adição de microssílica. C3A. o elemento estrutural atacado à ruína. maior a intensidade da corrosão. ou de fuga de nata de cimento pelas juntas ou fendas das fôrmas. Reações entre íons sulfato e certos constituintes do cimento hidratado (CH. e Congelamento. Para prevenir ou mesmo postergar o problema.

ou urbano) e com as técnicas construtivas de transporte. com o meio ambiente (rural. pode ser reduzida com o tempo. 0. de modo a reduzir o risco e a velocidade de carbonatação. obtida principalmente à custa da presença do hidróxido de cálcio (Ca(OH)2) liberado das reações de hidratação. cura etc. Esse processo. sem poder aglomerante. as condições de estabilidade química da capa ou película passivadora do aço.2 – A influência da relação a/c A carbonatação superficial dos concretos é variável de acordo com a natureza de seus componentes. em média. portanto. Na corrosão por expansão ocorrem reações dos sulfatos com componentes do cimento (como foi comentado). nesse último caso. Os principais íons que reagem com os compostos do cimento são o magnésio. devido à diminuição da permeabilidade do CO2 no concreto por efeito da presença de água. 3. "a profundidade de carbonatação de concretos com relação água/cimento de 0.1 – A carbonatação Nas superfícies expostas das estruturas de concreto. o amônio. que são carreados pela água em movimento ou que permanecem onde foram formados. Essa redução ocorre.3 – Espessura de carbonatação . CaSO4 o de magnésio. pela ação do CO2 presente na atmosfera e outros gases ácidos. sendo que os sulfatos mais perigosos para o concreto são o amoníaco (NH4)2S02 . substancialmente. mas. o cálcico.4 (à temperatura ambiente). resultando em um aumento do volume do concreto que provoca sua expansão e desagregação.A corrosão química por reação iônica ocorre em virtude da reação de substâncias químicas existentes no meio agressivo com componentes do cimento endurecido. essencialmente. Sendo. o que altera. lançamento. 3. o cloro e o nitrato. industrial. um fenômeno ligado à permeabilidade aos gases. Como conseqüência. MgSO4 e o de sódio. está na relação 4:2:1. Os sulfatos encontram-se presentes em águas que contém resíduos industriais. deve ser estudado quanto à composição ideal do concreto.45. Na2SO4.80. a profundidade de carbonatação é de difícil previsão e também variável dentro de amplos limites. Esta reação leva à formação de compostos solúveis. tais como S02 e H2S. adensamento.60 e 0. nas águas subterrâneas em geral e na água do mar. denominado CaCO3 + H20 O pH de precipitação do CaCO3 é cerca de 9. independentemente da natureza da atmosfera a que estejam expostos". 3 – CARBONATAÇÃO DO CONCRETO 3. a alta alcalinidade. O mesmo autor ressalta que a carbonatação pode ser cerca de 10 vezes ambientes úmidos.

que podem ser usadas para esse tipo de cimento. em função do desempenho apresentado pela argamassa adicionada de cal. que determinam a profundidade de carbonatação incluem análise química. o cloroaluminato de cálcio. A cal atua com um densificador.CaCl2. um método comum e simples consiste em tratar uma superfície recém rompida de concreto com uma solução de fenolftaleína em álcool diluído. por pite e fissurante "o agente agressivo mais comum é o cloreto (íon Cl-) que pode ser adicionado involuntariamente ao concreto. que é o HCl impuro)". Os tipos de corrosão mais freqüentes são: generalizada. As técnicas de laboratório. a partir de aditivos aceleradores de endurecimento.5) mas não faz distinção entre um pH baixo causado por carbonatação ou por outros gases ácidos. incorporando-se às fases sólidas do cimento . todas reduziram a velocidade de carbonatação. A corrosão dos aços no concreto armado tem dois inconvenientes importantes: produzir desagregações no concreto e diminuir a seção resistente das barras. pois. o aumento desse reagente na unidade de volume promove mais intensamente a reação a um nível mais superficial. Em geral são classificadas pela extensão da área atacada. deve ser mais bem avaliada. Na verdade. conhecido por sal de Friedel (C3A. ou em lugares muito úmidos e com atmosferas contaminadas. agregados e águas contaminadas ou até a partir de tratamento de limpeza (como. é muito freqüente o aparecimento de fissuras devido à corrosão das armaduras. O Ca(OH)2 adquire uma cor rosa enquanto a parte carbonatada não se altera. a cor rosa desaparece gradativamente. mas deve ser lembrado que a cor rosa indica a presença de Ca(OH)2 mas não necessariamente a ausência total de carbonatação. a cal.10H20). A corrosão pode se apresentar de formas diversas. espectroscopia por infravermelho e análise termogravimétrica. o que pode explicar o aumento na resistência. o ensaio com fenolftaleína é uma indicação do pH (cor rosa para pH maior do que cerca de 9. É possível pensar que. apesar de um maior fator a/c. atenuando diferentemente o fenômeno em cada situação específica. difração de raios X. 4 – CORROSÃO DAS ARMADURAS Nas obras de concreto armado e especialmente naquelas que se situam nas proximidades do mar. esses cimentos não contém cal livre. (op. cit. Em particular.4 . já que define a porosidade. sob três formas distintas: parte dos cloretos fica ligada ao aluminato tricálcico (C3A) e formam principalmente. limitando a profundidade de carbonatação. 3.Em relação a determinação da profundidade de carbonatação. o ácido muriático.Como melhorar a proteção ? O grande responsável pelo estabelecimento da velocidade de carbonatação é o fator água/cimento. Em relação as adições estudadas. O ensaio é rápido e fácil de ser executado. por exemplo. diminuindo naturalmente a porosidade. em atmosferas salinas. sendo a cal o objeto da carbonatação. localizada. 16) Os cloretos se apresentam. p. O ensaio com fenolftaleína não pode ser usado com cimentos aluminosos. com o prosseguimento da carbonatação da superfície recém exposta. no concreto.

6 e 14 no interior do concreto (carbonatação controlada). a diminuição de capacidade resistente da armadura. na interface de duas concretagens. ao oxidar-se.hidratado. e fissuração. dilatação ou retração excessiva das armaduras. em função da deterioração por dissolução dos agentes ligantes. para que não exista corrosão. Associada a esta troca. corrosão do concreto. A perda de aderência entre o concreto e o aço ocorre por causa de: corrosão do aço. havendo troca de seção de aço resistente por ferrugem. Do que foi exposto. Para se ter uma idéia do que esta força representa.O engenheiro da obra deve estudar os projetos com a devida antecedência. surgem. como em qualquer caso em que haja fissuração. e Espessura do cobrimento de concreto adequado que possibilite uma proteção adequada as armaduras. com alteração na resposta da peça estrutural às solicitações às quais está submetida. CONCLUSÃO . no entanto. refira-se que a expansão volumétrica das barras de aço. . 6. cuja principal causa são os incêndios (cargas cíclicas podem dar efeitos semelhantes).Ter no mínimo um engenheiro residente na obra em período integral. As fissuras formadas acompanham o comprimento das armaduras. pela própria continuidade do sistema de desagregação do concreto. o processo é agravado. desagregação da camada de concreto envolvente da armadura. pois o acesso direto dos agentes agressivos existentes na atmosfera multiplicam e aceleram a corrosão. ou seja. exerce uma pressão sobre o material que o confina da ordem de 15 MPa. Neste caso. Este é o primeiro aspecto patológico da corrosão. Tal fato acontece porque. A corrosão das armaduras é um processo que avança de sua periferia para o seu interior. para ocupar o seu espaço. . em especial) não atinjam a armadura. que. ou seja. outra porção é adsorvida na superfície dos poros. e uma terceira parte é dissolvida na fase aquosa dos poros.Ter maior interação projeto / obra. em casos extremos). com sua conseqüente expansão. assentamento plástico do concreto. pode significar aumento correspondente a dez vezes o seu volume original. entre 12. ou entre as barras de aço das armaduras e o concreto. outros mecanismos de degradação da estrutura: perda de aderência entre o aço e o concreto. fica a idéia de que. 5 – PERDA DE ADERÊNCIA A perda de aderência é um efeito que pode ter conseqüências desastrosas para a estrutura. com troca de informações sem constrangimentos. combinando situações de ataque localizado com outras de ataque generalizado. nas barras de aço. . será necessário e suficiente que: pH do concreto seja claramente indicador de solução básica. e pode ocorrer entre dois concretos de idades diferentes. Qualidade do cobrimento garantido por um concreto de boa qualidade para que os agentes agressivos (cloretos. quando sob corrosão. de preparados inibidores da corrosão (perda parcial ou total de aderência. por diminuição da área de aço. aplicação. suficiente para fraturar o concreto. o ferro vai criando o óxido de ferro hidratado (Fe203 nH2O).

A equipe deve sentir-se fiscalizada.. .Seguir os procedimentos necessários para a execução da obra.Toda equipe ( mestres. sem pular etapas de uma determinada instrução de trabalho. Todos esses fatores farão com que problemas vistos anteriormente em nosso conteúdo sejam evitados. precisa ser conscientizada sobre qualidade e responsabilidade no produto final. ou memorial descritivo da obra. . mas não de forma punitiva. encarregados ). . sabendo-se que se errar. o engenheiro estará lá para ajudar e orientar.

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