You are on page 1of 28

André Gustavo Campos Pereira

Joaquim Elias de Freitas
Roosewelt Fonseca Soares
Cálculo I
ß I 8 6 I F L I h k
Aplicações da derivada
Autores
auIa
06
kuIa 06  Cálculo I
Copyright © 2007 Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste material pode ser utilizada ou reproduzida sem a autorização expressa da
UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Divisão de Serviços Técnicos
Catalogação da publicação na Fonte. UFRN/Biblioteca Central “Zila Mamede”
ûovarno FadaraI
FrasIdanIa da ßapúbIIra
Luiz Inácio Lula da Silva
MInIsIro da Lduração
Fernando Haddad
8arraIárIo da Lduração a ßIsIânrIa – 8LLß
Carlos Eduardo Bielschowsky
ünIvarsIdada FadaraI do ßIo ûranda do horIa
ßaIIor
José Ivonildo do Rêgo
VIra·ßaIIora
Ângela Maria Paiva Cruz
8arraIárIa da Lduração a ßIsIânrIa
Vera Lúcia do Amaral
8arraIarIa da Lduração a ßIsIânrIa· 8LßI8
6oordanadora da Frodução dos MaIarIaIs
Marta Maria Castanho Almeida Pernambuco
6oordanador da LdIção
Ary Sergio Braga Olinisky
FrojaIo ûráHro
Ivana Lima
ßavIsoras da LsIruIura a LInguagam
Eugenio Tavares Borges
Jânio Gustavo Barbosa
Thalyta Mabel Nobre Barbosa
ßavIsora das hormas da k8hT
Verônica Pinheiro da Silva
ßavIsoras da Língua ForIuguasa
Janaina Tomaz Capistrano
Sandra Cristinne Xavier da Câmara
ßavIsoras TárnIros
Leonardo Chagas da Silva
Thaísa Maria Simplício Lemos
ßavIsora TIpográHra
Nouraide Queiroz
IIusIradora
Carolina Costa
LdIIoração da Imagans
Adauto Harley
Carolina Costa
ßIagramadoras
Bruno de Souza Melo
Dimetrius de Carvalho Ferreira
Ivana Lima
Johann Jean Evangelista de Melo
kdapIação para MóduIo MaIamáIIro
André Quintiliano Bezerra da Silva
Kalinne Rayana Cavalcanti Pereira
Thaísa Maria Simplício Lemos
6oIaboradora
Viviane Simioli Medeiros Campos
Imagans üIIIItadas
Banco de Imagens Sedis - UFRN
Fotografas - Adauto Harley
Stock.XCHG - www.sxc.hu
kuIa 06  Cálculo I 1
Copyright © 2007 Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste material pode ser utilizada ou reproduzida sem a autorização expressa da
UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Divisão de Serviços Técnicos
Catalogação da publicação na Fonte. UFRN/Biblioteca Central “Zila Mamede”
ûovarno FadaraI
FrasIdanIa da ßapúbIIra
Luiz Inácio Lula da Silva
MInIsIro da Lduração
Fernando Haddad
8arraIárIo da Lduração a ßIsIânrIa – 8LLß
Carlos Eduardo Bielschowsky
ünIvarsIdada FadaraI do ßIo ûranda do horIa
ßaIIor
José Ivonildo do Rêgo
VIra·ßaIIora
Ângela Maria Paiva Cruz
8arraIárIa da Lduração a ßIsIânrIa
Vera Lúcia do Amaral
8arraIarIa da Lduração a ßIsIânrIa· 8LßI8
6oordanadora da Frodução dos MaIarIaIs
Marta Maria Castanho Almeida Pernambuco
6oordanador da LdIção
Ary Sergio Braga Olinisky
FrojaIo ûráHro
Ivana Lima
ßavIsoras da LsIruIura a LInguagam
Eugenio Tavares Borges
Jânio Gustavo Barbosa
Thalyta Mabel Nobre Barbosa
ßavIsora das hormas da k8hT
Verônica Pinheiro da Silva
ßavIsoras da Língua ForIuguasa
Janaina Tomaz Capistrano
Sandra Cristinne Xavier da Câmara
ßavIsoras TárnIros
Leonardo Chagas da Silva
Thaísa Maria Simplício Lemos
ßavIsora TIpográHra
Nouraide Queiroz
IIusIradora
Carolina Costa
LdIIoração da Imagans
Adauto Harley
Carolina Costa
ßIagramadoras
Bruno de Souza Melo
Dimetrius de Carvalho Ferreira
Ivana Lima
Johann Jean Evangelista de Melo
kdapIação para MóduIo MaIamáIIro
André Quintiliano Bezerra da Silva
Kalinne Rayana Cavalcanti Pereira
Thaísa Maria Simplício Lemos
6oIaboradora
Viviane Simioli Medeiros Campos
Imagans üIIIItadas
Banco de Imagens Sedis - UFRN
Fotografas - Adauto Harley
Stock.XCHG - www.sxc.hu
Apresentação
h
esta aula, vamos fnalmente mostrar como utilizamos a derivada para ter idéia
do comportamento da função logo após o ponto em que a observamos (questão
que começou a ser tratada na aula 3 – Taxa de variação). Para ajudar no nosso
entendimento, estudaremos alguns resultados que serão importantes nas aplicações
práticas, como o Teorema de Rolle e o Teorema do Valor Médio. Veremos também como
utilizamos as derivadas para determinar máximo e mínimo absolutos e relativos de funções.
Finalmente, veremos como aproximar funções deriváveis por polinômios (os polinômios de
Taylor), utilizando as derivadas dessa função.
Objetivos
Ao fnal desta aula, esperamos que você: saiba usar as derivadas
para encontrar os máximos e mínimos locais e globais de funções
diferenciáveis; e saiba aproximar funções diferenciáveis por polinômio.
kuIa 06  Cálculo I Z kuIa 06  Cálculo I
Máximos e mínimos de uma função
V
amos procurar o maior e o menor valores de uma função f em um intervalo I, limitado
ou não. Esta é uma das aplicações mais interessantes do cálculo tanto no aspecto
teórico quanto no prático. Por que procurar o maior e o menor valor de uma função
é importante?
Imagine agora três situações.
Situação 1
Imagine que você é um investidor, e alguém que entende de mercado fnanceiro
diz que você aplicou investimentos no fundo que dará um ganho excepcional
até um determinado momento, depois deverá começar uma fase de perda. Você
não gostaria de saber exatamente onde acaba o ganho e começa a perda?
Se você tivesse essa informação, poderia se benefciar com todo o ganho e sair do
investimento antes que a perda começasse. Não seria bem mais interessante?
Situação 2
Imagine-se sendo um empresário que fabrica um dado produto, você sabe que
a cada preço de venda existe uma quantidade a ser produzida para que você
obtenha lucro máximo. Você não gostaria de saber que quantidade é essa?
Situação 3
Imagine-se um devedor. São oferecidas a você várias formas de pagamento para a
quitação de sua dívida. Entretanto, dentre estas existe uma mais vantajosa, ou seja,
que minimiza a quantia a ser paga. Você não gostaria de saber qual é essa opção?
Pois bem, todas as situações ilustradas anteriormente são situações em que se
precisou encontrar o máximo ou mínimo de uma função. Quando é a nosso favor, claro que
procuramos um máximo, se nos é desfavorável, procuramos um mínimo.
A seguir, apresentamos algumas defnições necessárias à contextualização deste estudo.
kuIa 06  Cálculo I kuIa 06  Cálculo I 8
y
x
M=1.85
m=-0.2
2
1
-1 1 2
Extremos absolutos
Defnição 1
Máximo absoluto: dizemos que uma função f tem um máximo absoluto em um
intervalo I, se existe um ponto x
0 em I, de modo que f(x
0
) é o maior valor de
f em I, isto é, f(x
0
) ≥ f(x) para todo x em I.
Defnição 2
Mínimo absoluto: dizemos que uma função f tem um mínimo absoluto em um
intervalo I, se existe um ponto x
0
em I, de modo que f(x
0
) é o menor valor
de f em I, isto é,
f(x
0
) ≤ f(x)
para todo x em I.
Usamos também a expressão, extremo absoluto, quando nos referimos a máximo ou
mínimo absolutos.
Exemplos de máximos e mínimos
Figura 1 – Função defnida no intervalo fechado [−1, 2] com mínimo absoluto m ocorrendo no intervalo
aberto (−1, 2) e máximo absoluto M ocorrendo em x = 2 , extremo superior do intervalo fechado.
kuIa 06  Cálculo I 4 kuIa 06  Cálculo I
y
x
M=1.25
m=-1
M=1.25
2
1
-1
-1
1 2
Figura 2 – Função defnida no intervalo fechado [−1, 2] com mínimo absoluto m ocorrendo no intervalo
aberto (−1, 2) e máximo absoluto M ocorrendo nos extremos do intervalo fechado.
Taorama 1 (Taorama da LxIsIânrIa da VaIoras LxIramos)
Seja f uma função contínua no intervalo fechado [a, b], então, f tem máximo
absoluto e mínimo absoluto em [a, b].
O teorema anterior diz: toda função contínua em um intervalo fechado admite tanto
máximo quanto mínimo. Embora esse teorema seja de fundamental importância para o
desenvolvimento do estudo do cálculo que segue e de suas aplicações, devido à complexidade,
não faremos sua demonstração. Entretanto, apresentamos alguns exemplos que ajudam a
compreender o seu signifcado.
Atividade 1
Desenhe alguns gráfcos de funções contínuas no intervalo
[0, 1]
(lembre-se de
não tirar o lápis do papel). Observe que todos os gráfcos têm máximo absoluto
e mínimo absoluto nesse intervalo.
kuIa 06  Cálculo I kuIa 06  Cálculo I 6
Defnição 3
Dizemos que x
0
é um ponto interior de um subconjunto D de números reais, se
existe um intervalo aberto (c, d) contido em D, tal que x
0
é um ponto de (c, d).
No caso de intervalos, dizemos que o ponto x
0
é um ponto interior se ainda tiver
pontos do intervalo, tanto antes quanto depois do ponto x
0
dado.
Exemplo 1
a) Em um intervalo aberto (a, b) , todos os seus pontos são pontos interiores.
b) Em um intervalo fechado [a, b], somente as extremidades a e b do intervalo não são
pontos interiores, pois qualquer intervalo aberto (c, d) que contenha a ou b possuirá
pontos fora de [a, b]. Os demais pontos são pontos interiores.
Extremos locais
Nas aplicações do cálculo, temos necessidade de estudar, além de máximos e mínimos
absolutos, máximos e mínimos locais, os quais defnimos a seguir.
Defnição 4
Máximo local: dizemos que uma função f tem um máximo local em x
0
, um
ponto interior do seu domínio, se f(x
0
) ≥ f(x) para todo x em algum intervalo
aberto (c, d) que contém
x
0
.
Defnição 5
Mínimo local: dizemos que uma função f tem um mínimo local em x
0
, um
ponto interior do seu domínio, se
f(x
0
) ≤ f(x)
para todo x em algum intervalo
aberto (c, d) que contém x
0
.
kuIa 06  Cálculo I 6 kuIa 06  Cálculo I
Atividade 2
1
Z
2
1
1 -1 2
x
y
m= -0.55
M=1.55
Note que nessas defnições só se falou em máximos e mínimos locais em pontos
interiores. O problema nos extremos é que não teremos pontos do domínio dos dois lados do
ponto x
0
. Assim, quando trabalharmos com pontos das extremidades devemos considerar
apenas os pontos próximos de x
0 que estejam no domínio, ou seja, se f : [a, b] →R
diremos que f tem um mínimo local em a, se f(a) ≤ f(x) para todo x num intervalo da
forma [a, c) contido em [a, b].
Como faríamos para afrmar que a extremidade direita é um ponto de
mínimo local?
Descreva o caso em que as extremidades são pontos de máximo local.
ûbsarvação Note que todo máximo absoluto é um máximo local, mas nem todo máximo
local é um máximo absoluto. Convença-se disso analisando a Figura 4 mais adiante.
Figura 3 – Função defnida no intervalo fechado [−1, 2] com apenas um máximo relativo igual ao máximo
absoluto M e apenas um mínimo relativo igual ao mínimo absoluto m no intervalo aberto (−1, 2).
kuIa 06  Cálculo I kuIa 06  Cálculo I 7
2
1
-1
1 -1 2
x
y
m = -0.8
M=1.5
Figura 4 – Função defnida no intervalo fechado [−1, 2] com quatro máximos relativos, todos menores
que o máximo absoluto e cinco mínimos relativos sendo o menor deles igual ao mínimo absoluto m.
Taorama Z (Taorama dos LxIramos LoraIs)
Seja f uma função que possui máximo ou mínimo local em x
0
um ponto
interior de seu domínio, se f

(x
0
) existe, então, f

(x
0
) = 0 .
Embora esse resultado seja de fundamental importância, devido à complexidade,
consideramos o entendimento de sua demonstração opcional para este curso.
Faremos a demonstração para o caso em que x
0
é um ponto de máximo local; a
demonstração para o caso em que
x
0 é um ponto de mínimo local será feita como atividade.
ßamonsIração Para a derivada à direita, temos
f

+
(x
0
) = lim
∆x→0
+
f(x
0
+ ∆x) −f(x
0
)
∆x
Como
f(x
0
)
é um máximo, o numerador f(x
0
+ ∆x) −f(x
0
) ≤ 0 e no limite à direita
∆x > 0 , e mais
f(x
0
+ ∆x) −f(x
0
)
∆x
≤ 0, portanto,
f

+
(x
0
) = lim
∆x→0
+
f(x
0
+ ∆x) −f(x
0
)
∆x
≤ 0
.
Para a derivada à esquerda, temos
f


(x
0
) = lim
∆x→0

f(x
0
+ ∆x) −f(x
0
)
∆x
kuIa 06  Cálculo I 8 kuIa 06  Cálculo I
Como f(x
0
) é um máximo, o numerador f(x
0
+ ∆x) −f(x
0
) ≤ 0 e no limite à
esquerda ∆x < 0 , e mais
f(x
0
+ ∆x) −f(x
0
)
∆x
≥ 0 , portanto,
f


(x
0
) = lim
∆x→0

f(x
0
+ ∆x) −f(x
0
)
∆x
≥ 0 .
Resumindo, f

+
(x
0
) ≤ 0 e f


(x
0
) ≥ 0 . Como a função f é derivável em x
0
, tem-se
f

+
(x
0
) = f


(x
0
) = f

(x
0
) . Daí concluímos que f

(x
0
) ≤ 0 e f

(x
0
) ≥ 0 . Portanto,
f

(x
0
) = 0.
Quando temos uma função f contínua em um intervalo fechado
[a, b]
, já vimos pelo
Teorema 1 que ela possui extremos absolutos em [a, b]. Existem 3 possibilidades de
localização desses pontos, a saber: nas extremidades do domínio a e b ou no intervalo aberto
(a, b) . Como vimos anteriormente, se o extremo ocorrer em (a, b) existe x
0
, tal que f(x
0
)
é um extremo local (todo máximo absoluto é máximo local). Entretanto, a função pode ser ou
não derivável em x
0
. Se f

(x
0
) existir, temos pelo Teorema 2 que
f

(x
0
) = 0
.
Assim, os únicos pontos onde uma função f, contínua em um intervalo fechado
[a, b]
,
tem extremos absolutos são:
1. extremidades do domínio de f ;
2. pontos interiores onde f

(x
0
) = 0 ;
3. pontos interiores onde f não é derivável.
Pontos críticos
Defnição 6
Dizemos que um ponto interior x
0
é um ponto crítico se:
a) f não é derivável em x
0
ou
b) f

(x
0
) = 0 .
Portanto, o Taorama Z pode ser reescrito da forma que segue.
Seja f uma função que possui máximo ou mínimo local em x
0
,
um ponto interior de
seu domínio, então, x
0 é um ponto crítico.
kuIa 06  Cálculo I kuIa 06  Cálculo I 9
Resumindo, os valores extremos absolutos de uma função f contínua em um intervalo
fechado
[a, b]
ocorrem nas extremidades do intervalo fechado ou nos pontos críticos.
A seguir, você verá alguns exemplos práticos e algumas atividades de aplicação de
máximos e mínimos.
Exemplo 2
Deseja-se transformar um pedaço de papelão quadrado de lado Lcm em uma caixa sem
tampa, recortando-se em cada canto do papelão um pequeno quadrado de lado x. A caixa
obtida tem altura h = h(x) e os lados da base iguais a a = a(x) .
ßaIarmIna.
1. as funções h(x) , a(x) ;
2. a função v(x), seu domínio e calcule o volume da caixa em função de x;
3. para qual valor de x a caixa tem o volume máximo e qual é este volume máximo.
Figura 5 – Quadrado de lado L de onde se retira dos vértices quadrados menores de lado x.
Solução
1. Podemos ver na Figura 5 que h(x)=x e
a(x) = L −2x
.
2. A função v(x) é dada por v(x) = a(x) · a(x) · h(x), ou seja, v(x) = (L − 2x) · (L − 2x) · x,
cujo domínio é o conjunto solução da inequação v(x) ≥ 0, uma vez que não podemos ter um volume
negativo. Assim, para v(x) ≥ 0 temos (L −2x) · (L −2x) · x ≥ 0, isto é, o domínio de v(x) é
o intervalo fechado 0 ≤ x ≤
L
2
.
kuIa 06  Cálculo I 10 kuIa 06  Cálculo I
Determine as dimensões do retângulo, de área máxima, que pode ser
inscrito num triângulo eqüilátero de lado a, com dois vértices sobre
um dos lados desse triângulo. Encontre o valor dessa área.
Atividade 3
1
Sabemos que uma função derivável (na verdade contínua) assume seus extremos
absolutos nos extremos do intervalo de sua defnição ou nos pontos críticos interiores
ao domínio. Veja que podemos escrever a função que expressa o volume na forma
v(x) = 4x
3
−4Lx
2
+L
2
x .
3. Note que essa função é derivável, assim o ponto crítico será aquele em que a derivada
nesse ponto se anular! Derivando essa função e igualando o resultado a zero, obtemos:
v

(x) = 12x
2
−8Lx +L
2
= 0. Resolvendo essa equação do segundo grau, encontramos
as soluções x
1
=
L
2
e x
2
=
L
6
. Observe que a solução x
1
=
L
2
é um dos extremos do
domínio de v e que nesse ponto v é zero. Logo, para x
1
=
L
2
, v atinge um mínimo, ou seja,
v

L
2

= 0 . No outro extremo do domínio, x = 0, a função v também se anula, isto é,
v(0) = 0 . Portanto, para x
2
=
L
6
, a função v(x) atinge um máximo e esse valor é dado
por v

L
6

=
4L
3
216

4L
3
36
+
L
3
6
, ou seja,
v

L
6

=
4L
3
216

4L
3
36
+
L
3
6
=
4L
3
−24L
3
+ 36L
3
216
=
2L
3
27
.
Resumindo, v

L
6

=
2L
3
27
cm
3
.
Figura 6 – Esquema gráfco de um retângulo de base b e altura h inscrito em um triângulo eqüilátero de lado a.
kuIa 06  Cálculo I kuIa 06  Cálculo I 11
Determine as dimensões do retângulo de área máxima que pode ser
inscrito num semicírculo de raio a, com dois vértices sobre o diâmetro.
Determine as dimensões do cone circular reto de volume máximo que
pode ser inscrito numa esfera de raio a. Quanto vale esse volume?
Se os três lados de um trapézio são cada um de
10 cm
, quanto deve
valer o quarto lado para que sua área seja máxima?
Determine as dimensões do cilindro circular reto de maior volume
cuja área superfcial é 32 cm
2
.
Determine as dimensões do cilindro circular reto de maior volume
cuja área lateral é 32 cm
2
.
Encontre as dimensões de um cone circular de volume mínimo que
pode ser circunscrito a uma esfera de raio 4cm.
Z
8
4
6
6
7
Taorama 8 (Taorama da ßoIIa)
Seja f uma função contínua em todos os pontos do intervalo fechado [a, b] e
derivável em todos os pontos do intervalo aberto
(a, b)
. Se f(a) = f(b) = 0,
então existe pelo menos um número c em
(a, b)
onde
f

(c) = 0
.
ßamonsIração A função f satisfaz ao Teorema da existência de valores Extremos, portanto,
f tem máximo absoluto e mínimo absoluto em [a, b]. Vamos subdividir a demonstração em
dois casos:
a) o máximo ou mínimo absoluto de f em [a, b] é diferente de zero;
b) o máximo absoluto e o mínimo absoluto de f em [a, b] são nulos.
kuIa 06  Cálculo I 1Z kuIa 06  Cálculo I
Atividade 4
Caso (a): como f(a) = f(b) = 0, e o máximo ou mínimo absoluto de f é diferente de zero,
existe algum c em (a, b) onde f(c) é o valor máximo ou mínimo (diferente de zero) absoluto
de f, que em particular é um extremo local, e como f

(c) existe, pelo Teorema dos extremos
locais, f

(c) = 0.
Caso (b): como o máximo absoluto e o mínimo absoluto de f em
[a, b]
são nulos, então,
f é a função constante identicamente nula, isto é, f(x) = 0 para todo x em [a, b]. Como já
estudamos, a derivada de uma função constante é zero, portanto, f

(c) = 0 para qualquer
c em (a, b).
Antes de prosseguirmos para o polinômio de Taylor, verifquemos o que ocorre com
a função quando sabemos que sua derivada no ponto
x
0 é positivo, isto é, f

(x
0
) > 0.
Como a função f é derivável em x
0
, tem-se f

+
(x
0
) = f


(x
0
) = f

(x
0
) , ou seja,
f

+
(x
0
) > 0, f


(x
0
) > 0 .
Pela derivada à direita, temos
f

+
(x
0
) = lim
∆x→0
+
f(x
0
+ ∆x) −f(x
0
)
∆x
Como f

+
(x
0
) > 0, temos que quando ∆x > 0 for muito pequeno o quociente
acima será positivo. Como temos ∆x > 0 e
f(x
0
+ ∆x) −f(x
0
)
∆x
> 0 , isso obrigará
a f(x
0
+ ∆x) −f(x
0
) > 0, ou seja,
f(x
0
+ ∆x) > f(x
0
)
. Portanto, para os valores
maiores que x
0 , porém próximos de x
0
, o valor da função nesses pontos será maior que
o valor em x
0
.
Analise o caso dos pontos antes de x
0
utilizando a derivada à esquerda e
comprove que para esses pontos os valores da função são menores que o valor
da função em x
0
.
Com essas informações podemos concluir que se f

(x
0
) > 0, então, a função nos
pontos próximos de x
0
é crescente.
kuIa 06  Cálculo I kuIa 06  Cálculo I 18
Atividade 5
Polinômios de Taylor
ß
a mesma forma com que calculamos a derivada de uma função f (quando nos foi
possível), obtendo f', nada nos impede de calcular a derivada de f' caso nos seja
possível. Se for possível, denotaremos (f

)

= f” e chamaremos de segunda
derivada da f , derivada de segunda ordem ou simplesmente derivada segunda da f.
Do mesmo modo, nada nos impede de calcular a derivada de f'', caso nos seja possível.
E se for possível denotaremos (f'')'= f''' e chamaremos de terceira derivada da f, derivada
de terceira ordem ou simplesmente derivada terceira da f.
E podemos continuar com esse procedimento quantas vezes a função nos permitir,
obtendo, dessa maneira, as derivadas quarta ordem, quinta ordem etc.
Exemplo 3
Dada f(x) = x
3
+ 2x
2
+ 3x + 4 , calcule as derivadas das ordens que forem possíveis.
Solução
Já vimos na aula 4 (A derivada) como calcular a derivada de polinômios, assim
f

(x) = 3x
2
+ 4x + 3. Derivando essa função, obtemos
f

(x) = 6x + 4. Derivando essa função, obtemos
f

(x) = 6 , sendo esta a função constante que também sabemos derivar. Derivando
essa função, obtemos f

(x) = f
(4)
(x) = 0. Novamente, temos a função constante que,
derivando, obteremos f
(5)
(x) = f
(6)
(x) = . . . = 0.
Com isso, calculamos as derivadas de todas as ordens da função dada.
Analise o que acontece com os pontos próximos de x
0
quando f

(x
0
) < 0 .
kuIa 06  Cálculo I 14 kuIa 06  Cálculo I
Usemos as derivadas de ordem superior (segunda, terceira,...) para ver como podemos
aproximar funções deriváveis por polinômios, usando o teorema seguinte.
Taorama 4
Seja f uma função defnida em um intervalo aberto I, que possui derivadas até
a ordem N + 1 . Se a e b são números em I, podemos usar polinômios
P
n
(x)

para aproximar f(b) por P
n
(b), com n = 0, 1, 2, . . . , N, onde
P
n
(x) = f(a) + f

(a)(x −a) + f

(a)
(x −a)
2
2
+ f
(3)
(a)
(x −a)
3
(3)!
+ . . .
+f
(n)
(a)
(x −a)
n
n!
=
n

k=0
f
(k)
(a)
(x −a)
k
k!
e cada P
n
(x) tem as seguintes propriedades:
1. P
(k)
n
(a) = f
(k)
(a), k = 0, 1, . . . , n ;
2. existe c entre a e b de modo que f(b) = P
n
(b) + f
(n+1)
(c)
(b −a)
n+1
(n + 1)!
.
Antes de demonstrar tal teorema, teceremos alguns comentários e daremos exemplos.
1. As funções com as quais usualmente trabalhamos possuem derivadas de todas as ordens,
fazendo com que P
n
(x) exista para n = 0, 1, 2, . . .
2. Apresentamos a seguir os polinômios de Taylor de grau 0, 1, 2, 3 e 4, isto é,
P
0
(x) , P
1
(x) , P
2
(x) , P
3
(x) e P
4
(x):
P
0
(x) = f(a)
P
1
(x) = f(a) + f

(a)(x −a)
P
2
(x) = f(a) + f

(a)(x −a) + f

(a)
(x −a)
2
2
P
3
(x) = f(a) + f

(a)(x −a) + f

(a)
(x −a)
2
2
+ f

(a)
(x −a)
3
3!
P
4
(x) = f(a) + f

(a)(x −a) + f

(a)
(x −a)
2
2
+ f

(a)
(x −a)
3
3!
+ f
(4)
(a)
(x −a)
4
4!
.
3. Calcularemos a seguir P
0
(x) , P
1
(x) , P
2
(x) e P
3
(x) , P
0
(x) , P
1
(x) , P
2
(x) e P
3
(x) , P
0
(x) , P
1
(x) , P
2
(x) e P
3
(x) e P
0
(x) , P
1
(x) , P
2
(x) e P
3
(x), no caso em que f(x) = sen(x) e a = 0.
kuIa 06  Cálculo I kuIa 06  Cálculo I 16
Inicialmente, precisamos calcular, f

(x) , f

(x) e f

(x) e, em seguida,
f(0) , f

(0) , f

(0) e f

(0).
f(x) = sen(x), f

(x) = cos(x), f

(x) = −sen(x), f

(x) = −cos(x)
f(0) = sen(0) = 0, f

(0) = cos(0) = 1, f

(0) = −sen(0) = 0, f

(0) = −cos(0) = 1
Vamos agora substituir esses valores nas respectivas expressões vistas no item 2, em que
substituímos a por 0.
P
0
(x) = f(0) = 0
P
1
(x) = f(0) +f

(0)(x − 0) = 0 + 1 · x = x
P
2
(x) = f(0) +f

(0)(x − 0) +f

(0)
(x − 0)
2
2
= 0 + 1 · x + 0 ·
(x − 0)
2
2
= x
P
3
(x) = f(0) +f

(0)(x−0) +f

(0)
(x −0)
2
2
+f

(0)
(x −0)
3
3!
= x+(−1)
x
3
3!
= x−
x
3
3!
Resumindo, os 4 primeiros polinômios de Taylor para a função sen(x), com a = 0, são:
P
0
(x) = 0
P
1
(x) = x
P
2
(x) = x
P
3
(x) = x −
x
3
3!
Você pode observar que se conhecermos P
3
(x), então, P
0
(x), P
1
(x) e P
2
(x) também
serão conhecidos. Por exemplo, vamos apresentar, sem os cálculos, que são semelhantes ao
caso anterior, P
4
(x) para a função cos(x) e a = 0,
P
4
(x) = 1 −
x
2
2
+
x
4
4!
,
como os inícios dos polinômios de Taylor são coincidentes, podemos concluir que, para a
função cos(x) e a = 0, tem-se:
P
0
(x) = 1,
P
1
(x) = 1,
P
2
(x) = 1 −
x
2
2
,
P
3
(x) = 1 −
x
2
2
,
P
4
(x) = 1 −
x
2
2
+
x
4
4!
kuIa 06  Cálculo I 16 kuIa 06  Cálculo I
4. A propriedade 2 do Teorema 4 pode ser reescrita na forma: existe c entre a e b de modo
que f(b) −P
n
(b) = f
(n+1)
(c)
(b −a)
n+1
(n + 1)!
com c entre a e b.
O segundo membro dessa equação nos permite, em muitos casos, estimar o erro que
se comete quando usamos P
n
(b) como uma aproximação de f(b). As máquinas de calcular
utilizam polinômios de Taylor e sua estimativa de erro para calcular logaritmos, funções
trigonométricas, exponenciais e outras.
Podemos enunciar a propriedade 2 do Teorema 4 usando a letra x no lugar de b, obtendo:
existe c entre a e x de modo que f(x) = P
n
(x) + f
(n+1)
(c)
(x −a)
n+1
(n + 1)!
com c entre a e x.
5. Vamos estudar um caso com números. Considere a função f(x) =

x. Vamos
construir uma tabela usando os 4 primeiros polinômios de Taylor para a função

x, com
a = 4 e b = 4, 2, onde já sabemos que f(4, 2) =

4, 2

= 2, 049390153 com um erro
muito pequeno, como mostra a quantidade de decimais. A nossa intenção é comparar esse
valor, previamente conhecido, com as aproximações calculadas usando os polinômios de
Taylor até o 4
o
grau.
P
4
(4, 2) = f(4) + f

(4)(4, 2 −4) + f

(4)
(4, 2 −4)
2
2
+
f
(3)
(4)
(4, 2 −4)
3
3!
+ f
(4)
(4)
(4, 2 −4)
4
4!
.
P
4
(4, 2) = f(4) + f

(4)(4, 2 −4) + f

(4)
(4, 2 −4)
2
2
+
f
(3)
(4)
(4, 2 −4)
3
3!
+ f
(4)
(4)
(4, 2 −4)
4
4!
.
P
4
(4, 2) = f(4) + f

(4) · 0, 2 + f

(4)
0, 2
2
2
+ f
(3)
(4)
0, 2
3
3!
+ f
(4)
(4)
0, 2
4
4!
.
Calculemos as derivadas:
f(x) =

x = x
1
2
, f(4) = 4
1
2
=

4 = 2,
f

(x) =
1
2
x
1
2
−1
=
1
2
x

1
2
, f

(4) =
1
2
4

1
2
=
1
2
·
1
4
1
2
=
1
2
·
1

4
=
1
2
·
1
2
=
1
4
f

(x) =


1
2

1
2
x

1
2
−1
= −
1
4
x

3
2
, f

(4) = −
1
4
4

3
2
= −
1
4
·
1
4
3
2
= −
1
4
·
1
(

4)
3
= −
1
4
·
1
8
= −
1
32
f
(3)
(x) =


3
2


1
4

x

3
2
−1
=
3
8
x

5
2
, f
(3)
(4) =
3
8
4

5
2
=
3
8
·
1
4
5
2
=
3
8
·
1
(

4)
5
=
3
8
·
1
32
=
3
256
kuIa 06  Cálculo I kuIa 06  Cálculo I 17
f
(4)
(x) =


5
2

3
8
x

5
2
−1
= −
15
16
x

7
2
, f
(4)
(4) = −
15
16
4

7
2
= −
15
16
·
1
4
7
2
= −
15
16
·
1
(

4)
7
= −
15
16
·
1
128
= −
15
2048
substituímos esses valores em P
4
(4, 2) e obtemos
P
4
(4, 2) = 2 +
1
4
· 0, 2 −
1
32
0, 2
2
2
+
3
254
0, 2
3
3!

15
2048
0, 2
4
4!
,
os valores
P
0
(4, 2) , P
1
(4, 2) , P
2
(4, 2) e P
3
(4, 2)
são obtidos da expressão anterior:
P
0
(4, 2) = 2 ,
P
1
(4, 2) = 2 +
1
4
· 0, 2 = 2 + 0, 05 = 2, 05,
P
2
(4, 2) = 2 +
1
4
· 0, 2 −
1
32
0, 2
2
2
= 2, 05 −
1
32
0, 2
2
2
= 2, 05 − 0, 000625 = 2, 049375,
P
3
(4, 2) = P
2
(4, 2) +
3
256
0, 2
3
3!
= 2, 049375 +
3
256
0, 2
3
6
= 2, 049375 + 0, 000015625 = 2, 049390625
P
4
(4, 2) = P
3
(4, 2) −
15
2048
0, 2
4
4!
= 2, 049390625 −0, 000000488 = 2, 049390137
Finalmente, resumimos os resultados na tabela a seguir.
Tabela 1 – Erro no cálculo de

4, 2 usando Polinômios de Taylor.
f(4, 2) =

4, 2

= 2, 049390153 Erro = P
n
(4, 2) −2, 049390153
P
0
(4, 2) = 2
P
0
(4, 2) −

2 = 2 −2, 049390153 = −0, 049390153
P
1
(4, 2) = 2, 05 P
1
(4, 2) −

2 = 2, 05 −2, 049390153 = −0, 000609847
P
2
(4, 2) = 2, 049375 P
2
(4, 2) −

2 = 2, 049375 −2, 049390153 = −0, 000015153
P
3
(4, 2) = 2, 049390625
P
3
(4, 2) −

2 = 2, 049390625 −2, 049390153 = −0, 000000472
P
4
(4, 2) = 2, 049390137 P
4
(4, 2) −

2 = 2, 049390137 −2, 049390153 = −0, 000000016
kuIa 06  Cálculo I 18 kuIa 06  Cálculo I
1. Demonstração da propriedade 1 do Teorema 4
P
2
(x) = f(a) + f

(a)(x −a) + f

(a)
(x −a)
2
2
Calculemos agora P
2
(a) , P

2
(a) e P

2
(a) P
2
(a) , P

2
(a) e P

2
(a):
P
2
(x) = f(a) + f

(a)(x −a) + f

(a)
(x −a)
2
2
,
P
2
(a) = f(a) + f

(a)(a −a) + f

(a)
(a −a)
2
2
= f(a)
P

2
(x) = 0 + f

(a) · 1 + f

(a)
2(x − a)
2−1
2
= f

(a) + f

(a)(x − a) ,
P

2
(a) = f

(a) + f

(a) · 0 = f

(a)
P

2
(x) = (f

(a) + f

(a)(x − a))

= 0 + f

(a) = f

(a)
Resumindo, para n = 2 tem-se:
P
2
(a) = f(a),
P

2
(a) = f

(a),
P

2
(a) = f

(a).
2. Demonstração da propriedade 2 no caso de n = 2
Existe c entre a e b de modo que f(b) = P
2
(b) + f
(2+1)
(c)
(b −a)
2+1
(2 + 1)!
com c entre a e b,
ou melhor, f(b) = f(a) + f

(a)(b −a) + f

(a)
(b −a)
2
+ f
(3)
(c)
(b −a)
3
3!
.
Pode-se defnir k, de modo que
f(b) = f(a) + f

(a)(b −a) + f

(a)
(b −a)
2
+ k
(b −a)
3
3!
.
Vamos defnir uma função auxiliar F(x) para, usando a igualdade anterior e o teorema
de Rolle, encontrar uma estimativa de k que demonstre a propriedade. Defnimos essa
função por
F(x) = −f(b) + f(x) + f

(x)(b −x) + f

(x)
(b −x)
2
2
+ k
(b −x)
3
3!
Substituindo x por a vê-se que:
F(a) = −f(b) +f(a) +f

(a)(b −a) +f

(a)
(b −a)
2
2
+k
(b −a)
3
3!
= −f(b) +f(b) = 0
kuIa 06  Cálculo I kuIa 06  Cálculo I 19
e
F(b) = −f(b) + f(b) + f

(b)(b −b) + f

(b)
(b −b)
2
2
+ k
(b −b)
3
3!
= 0.
Como
F(a) = 0 e F(b) = 0
, aplicando o teorema de Rolle tem-se que existe c entre a
e b, de modo que F

(c) = 0 . Calcula-se agora F

(x).
F

(x) = −(f(b))

+ (f(x))

+ (f

(x)(b −x))

+

f

(x)
(b −x)
2
2


+ k

(b −x)
3
3!


,
Aplica-se a regra da derivada do produto na forma (uv)

= uv

+ u

v em vez de
(uv)

= u

v + uv

para tornar mais evidentes algumas simplifcações:
F

(x) = f

(x) + f

(x)(−1) + f

(x)(b −x) + f

(x)
2(b −x)(−1)
2
+
f
(3)
(x)
(b −x)
2
2
+ k
3(b −x)
2
(−1)
3!
F

(x) = f

(x) −f

(x) + f

(x)(b −x) −f

(x)(b −x) + f
(3)
(x)
(b −x)
2
2
−k
3(b −x)
2
3!
Feitas as simplifcações, tem-se
F

(x) = f

(x)
(b −x)
2
2
−k
(b −x)
2
2
. Retornando a aplicação do teorema de Rolle,
tem-se que existe c entre x e b, de modo que F

(c) = 0, portanto:
F

(c) = f

(c)
(b −c)
2
2
−k
(b −c)
2
2
= 0 ,
f

(c)
(b −c)
2
2
= k
(b −c)
2
2
,
como b é diferente de c, podemos concluir que f

(c) = k e substituindo k na expressão
inicial tem-se
f(b) = f(a) + f

(a)(b −a) + f

(a)
(b −a)
2
+ f

(c)
(b −a)
3
3!
,
podendo ser reescrito na forma
f(b) = P
2
(b) + f

(c)
(b −a)
3
3!
, o que conclui a demonstração da propriedade 2
no caso de
n = 2
.
A seguir, enunciaremos e demonstraremos alguns resultados importantes como casos
particulares do Teorema 4 para polinômios de Taylor.
kuIa 06  Cálculo I Z0 kuIa 06  Cálculo I
Taorama 6 (Taorama do VaIor MádIo)
Seja f uma função defnida em um intervalo aberto I, que possui derivada. Se a
e b são números em I, pode-se afrmar que existe c entre a e b de modo que
f(b) = f(a) + f

(c)(b −a)
com c entre a e b.
ßamonsIração Nas condições desse teorema, pode-se usar a propriedade 2 com n = 0
e afrmar que:
existe c entre a e b de modo que f(b) = P
0
(b) + f
(0+1)
(c)
(b −a)
0+1
(0 + 1)!
com c entre a e b,
ou melhor, existe c entre a e b de modo que f(b) = f(a) + f

(c)(b −a) com c entre a e b, o
que demonstra o teorema do valor médio.
O Teorema 5 também é válido na forma mais geral: seja f uma função contínua no
intervalo fechado [a, b] e derivável no intervalo aberto (a, b), pode-se afrmar que existe c em
(a, b) , de modo que
f

(c) =
f(b) −f(a)
b −a
.
Interpretação gráfca do
teorema do valor médio
V
imos na aula 4, que a derivada de uma função num ponto pode ser interpretada como
sendo o coefciente angular da reta tangente ao gráfco dessa função naquele ponto.
Assim, olhando para a expressão anterior temos que o lado direito nada mais é do que
a inclinação da reta que liga os pontos (a, f(a)) e (b, f(b)) e o lado direito é a inclinação da
reta tangente ao gráfco no ponto c que está entre a e b. Resumindo, se uma função satisfaz a
hipótese do teorema do valor médio, então, existirá um ponto no interior do domínio cuja reta
tangente nesse ponto é paralela à reta que liga os pontos (a, f(a)) e (b, f(b)).
Exemplo 4
Consideremos f : [0, 2] →R defnida por f(x) = x
2
. Já vimos nas aulas passadas
que essa função é derivável e sua derivada no ponto x vale f

(x) = 2x. O teorema do valor
médio diz então que existe um ponto c ∈ (0, 2) tal que
kuIa 06  Cálculo I kuIa 06  Cálculo I Z1
Atividade 6
f

(c) =
f(2) −f(0)
2 −0
=
4 −0
2 −0
= 2 .
Substituindo o valor da derivada de f

(c) = 2c na equação anterior, encontramos
2c = 2 , o que implica c = 1 . Se traçarmos a reta tangente ao gráfco da f no ponto (1, f(1))
teremos pelo teorema do valor médio que essa reta deve ser paralela à reta ligando os pontos
(0, f(0)) e (2, f(2)) , ou seja, (0, 0) e (2, 4). Vamos verifcar?
Verifcando na aula 4 como obtemos a equação da reta tangente no ponto (1, f(1)),
concluiremos que a mesma é dada por: y = f(1) + f

(1)(x −1) = 1 + 2(x −1) . Traçando
o gráfco, obteremos
Dada a função f(x) = x
3
−9x
2
+ 15x, defnida no intervalo [1, 7],
encontre:
a. os pontos críticos;
b. os extremos (máximos e mínimos) relativos;
c. os extremos (máximos e mínimos) absolutos.
Figura 7 – Ilustração da interpretação geométrica do teorema do valor médio
1
kuIa 06  Cálculo I ZZ kuIa 06  Cálculo I
Z
8
4
6
6
7
Dada a função f(x) = x
3
−6x
2
+ 9x, defnida no intervalo [0, 5],
encontre:
a. os pontos críticos;
b. os extremos (máximos e mínimos) relativos;
c. os extremos (máximos e mínimos) absolutos.
Dada a função f(x) = −x
3
+ 15x
2
−63x, defnida no intervalo
[−1, 10], encontre:
a. os pontos críticos;
b. os extremos (máximos e mínimos) relativos;
c. os extremos (máximos e mínimos) absolutos.
Ache a área do maior retângulo com base inferior sobre o eixo x e os
vértices superiores na parábola y = 27 −x
2
.
Deseja-se transformar um pedaço de papelão retangular de lados
8cm e 15cm em uma caixa sem tampa, recortando-se em cada
canto do papelão um pequeno quadrado de lado x. Considere que
a caixa obtida tem altura h = h(x), o maior lado da base a(x) e o
menor lado h(x). Determine:
1. as funções h(x) , a(x) e b(x);
2. a função v(x) , e seu domínio, que calcula o volume da caixa em
função de x;
3. para qual valor de x a caixa tem o volume máximo e qual é esse
volume máximo.
Considere f(x) =
1 −x
2
x −2
, a = −1 e b = 1. Mostre que f(a) = 0,
f(b) = 0 e que existe c no intervalo (a, b) de modo que
f

(c) = 0
.
Determine o valor de c para este caso.
Seja f(x) = x
3
+ 4x defnida no intervalo fechado [−2, 1]. Encontre
c, com −2 < c < 1, que satisfaz o teorema do valor médio.
kuIa 06  Cálculo I kuIa 06  Cálculo I Z8
Resumo
1
Z
Auto-avaliação
Dê alguns exemplos de situações em que seja interessante saber se existe um máximo.
Dê alguns exemplos de situações em que seja interessante saber se existe um mínimo.
Referências
ANTON, Howard. 6áIruIo. um novo horizonte. 6. ed. Porto Alegre: Bookman, 2000. v 1.
SIMMONS, George F. 6áIruIo. com geometria analítica. São Paulo: McGraw-Hill, 1987. v 1.
THOMAS, George B. 6áIruIo. São Paulo: Addison Wesley, 2002.
Nesta aula, vimos a defnição de máximos e mínimos locais e absolutos de uma
função em um intervalo I, os teoremas da existência do máximo e do mínimo
locais e absolutos de uma função em um intervalo. Vimos algumas aplicações
a problemas geométricos e ainda o Teorema de Rolle e os Polinômios de Taylor.
Em seguida, vimos o Teorema do valor médio.
kuIa 06  Cálculo I Z4
Anotações
kuIa 06  Cálculo I