You are on page 1of 24

Iran Abreu Mendes

José Querginaldo Bezerra
Autores
auIa
10
Geometria Plana e Espacial
ß I 8 6 I F L I h k
Zª LdIção
Construindo fguras com
régua e compasso
ûovarno FadaraI
FrasIdanIa da ßapúbIIra
Luiz Inácio Lula da Silva
MInIsIro da Lduração
Fernando Haddad
8arraIárIo da Lduração a ßIsIânrIa – 8LLß
Ronaldo Motta
ünIvarsIdada FadaraI do ßIo ûranda do horIa
ßaIIor
José Ivonildo do Rego
VIra·ßaIIor
Nilsen Carvalho Fernandes de Oliveira Filho
8arraIárIa da Lduração a ßIsIânrIa
Vera Lúcia do Amaral
8arraIarIa da Lduração a ßIsIânrIa· 8LßI8
6oordanadora da Frodução dos MaIarIaIs
Célia Maria de Araújo
FrojaIo ûráHro
Ivana Lima
ßavIsoras da LsIruIura a LInguagam
Eugenio Tavares Borges
Marcos Aurélio Felipe
Pedro Daniel Meirelles Ferreira
Tatyana Mabel Nobre Barbosa
ßavIsoras da Língua ForIuguasa
Janaina Tomaz Capistrano
Sandra Cristinne Xavier da Câmara
IIusIradora
Carolina Costa
LdIIoração da Imagans
Adauto Harley
Carolina Costa
ßIagramadoras
Bruno Cruz de Oliveira
Maurício da Silva Oliveira Júnior
Thaisa Maria Simplício Lemos
Imagans üIIIItadas
Banco de Imagens Sedis (Secretaria de Educação a Distância) - UFRN
MasterClips IMSI MasterClips Collection, 1895 Francisco Blvd,
East, San Rafael, CA 94901,USA.
MasterFile – www.masterfle.cpom
MorgueFile – www.morguefle.com
Pixel Perfect Digital – www.pixelperfectdigital.com
FreeImages – www.freeimages.co.uk
FreeFoto.com – www.freefoto.com
Free Pictures Photos – www.fre-pictures-photos.com
BigFoto – www.bigfoto.com
FreeStockPhotos.com – www.freestockphotos.com
OneOddDude.net – www.oneodddude.net
Mendes, Iran Abreu.
Geometria espacial: interdisciplinar / Iran Abreu Mendes, José Querginaldo Bezerra. – Natal, RN:
EDUFRN Editora da UFRN, 2005.
324 p.
1. Geometria euclidiana. 2. Teoremas clássicos. 3. Triângulos. I. Bezerra, José Querginaldo.
II. Título.
ISBN 85-7273-288-8 CDD 516.2
RN/UF/BCZM 2005/48 CDU 514.12
Divisão de Serviços Técnicos
Catalogação da publicação na Fonte. UFRN/Biblioteca Central “Zila Mamede”
Copyright © 2007 Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste material pode ser utilizada ou reproduzida sem a autorização expressa da
UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
2ª Edição kuIa 10  Geometria Plana e Espacial
ûovarno FadaraI
FrasIdanIa da ßapúbIIra
Luiz Inácio Lula da Silva
MInIsIro da Lduração
Fernando Haddad
8arraIárIo da Lduração a ßIsIânrIa – 8LLß
Ronaldo Motta
ünIvarsIdada FadaraI do ßIo ûranda do horIa
ßaIIor
José Ivonildo do Rego
VIra·ßaIIor
Nilsen Carvalho Fernandes de Oliveira Filho
8arraIárIa da Lduração a ßIsIânrIa
Vera Lúcia do Amaral
8arraIarIa da Lduração a ßIsIânrIa· 8LßI8
6oordanadora da Frodução dos MaIarIaIs
Célia Maria de Araújo
FrojaIo ûráHro
Ivana Lima
ßavIsoras da LsIruIura a LInguagam
Eugenio Tavares Borges
Marcos Aurélio Felipe
Pedro Daniel Meirelles Ferreira
Tatyana Mabel Nobre Barbosa
ßavIsoras da Língua ForIuguasa
Janaina Tomaz Capistrano
Sandra Cristinne Xavier da Câmara
IIusIradora
Carolina Costa
LdIIoração da Imagans
Adauto Harley
Carolina Costa
ßIagramadoras
Bruno Cruz de Oliveira
Maurício da Silva Oliveira Júnior
Thaisa Maria Simplício Lemos
Imagans üIIIItadas
Banco de Imagens Sedis (Secretaria de Educação a Distância) - UFRN
MasterClips IMSI MasterClips Collection, 1895 Francisco Blvd,
East, San Rafael, CA 94901,USA.
MasterFile – www.masterfle.cpom
MorgueFile – www.morguefle.com
Pixel Perfect Digital – www.pixelperfectdigital.com
FreeImages – www.freeimages.co.uk
FreeFoto.com – www.freefoto.com
Free Pictures Photos – www.fre-pictures-photos.com
BigFoto – www.bigfoto.com
FreeStockPhotos.com – www.freestockphotos.com
OneOddDude.net – www.oneodddude.net
Mendes, Iran Abreu.
Geometria espacial: interdisciplinar / Iran Abreu Mendes, José Querginaldo Bezerra. – Natal, RN:
EDUFRN Editora da UFRN, 2005.
324 p.
1. Geometria euclidiana. 2. Teoremas clássicos. 3. Triângulos. I. Bezerra, José Querginaldo.
II. Título.
ISBN 85-7273-288-8 CDD 516.2
RN/UF/BCZM 2005/48 CDU 514.12
Divisão de Serviços Técnicos
Catalogação da publicação na Fonte. UFRN/Biblioteca Central “Zila Mamede”
Copyright © 2007 Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste material pode ser utilizada ou reproduzida sem a autorização expressa da
UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
1 2ª Edição kuIa 10  Geometria Plana e Espacial
Objetivos
Fazer, com o auxílio da régua e do compasso, as principais
construções geométricas elementares, assim como utilizar
fguras para compreensão e estabelecimento de estratégias para
resolução de problemas.
Apresentação
pesar da existência de softwares computacionais para os vários tipos de desenho,
é importante o estudo das construções geométricas com régua e compasso. Aliás,
esse tema foi marcante em vários momentos da história da Matemática desde a
Grécia, por volta do ano 300 a.C, até a Europa, no fnal do século XVIII e início do XIX d.C.
As questões relativas a construções geométricas são educativas, pois exigem, em
sua maioria, a adoção de uma postura na resolução de problemas, a qual consiste numa
estratégia de análise, planejamento, execução e validação.
Nesta aula, estudaremos as construções geométricas elementares, procurando
relacioná-las com nossas necessidades cotidianas e com os demais assuntos vistos nas
aulas anteriores.
k
Ao fnal desta aula, você deverá:
Z kuIa 10  Geometria Plana e Espacial  2ª Edição 2ª Edição kuIa 10  Geometria Plana e Espacial
Construções geométricas
elementares
amos esclarecer, desde já, que a régua usada nas construções geométricas não
é graduada e que as únicas operações “permitidas” com esse instrumento e
o compasso são: traçar uma reta, conhecendo dois de seus pontos; traçar uma
circunferência, dado o seu centro e um de seus pontos; determinar as interseções de retas
ou circunferências com retas ou circunferências.
Um exemplo é o que acontece com os mestres de obras ou pessoas comuns, quando
estão exercendo seus ofícios, utilizando réguas de madeira ou alumínio, sem graduação
(Figura 1). Para certos fns, um fo esticado serve como régua (Figura 2). Para traçar
circunferências ou arcos, eles esticam um fo, fxam uma extremidade e fazem a outra girar
em torno do ponto fxado, que representa o centro da circunferência, conforme a seqüência
ilustrada na Figura 3.
V
Dentre as construções geométricas consideradas elementares, encontram-se a madIaIrIt
de um segmento, a bIssaIrIt de um ângulo, o arro rapat, o traçado de raIas paraIaIas a
parpandIruIaras, a construção de IrIânguIos, alguns probIamas da IangânrIa, entre outros.
O IransporIa da sagmanIos e da ânguIos são etapas fundamentais para as construções
que iremos fazer. Por essa razão, começamos com os dois problemas seguintes.
Transportar um segmento AB para uma semi-reta S
OC
signifca construir um segmento
OD nessa semi-reta congruente ao segmento AB. O procedimento é ilustrado na Figura 4.
Figura 1
Figura 2
Figura 3
Figura 4
Figura 4
A
B
O D C
8 2ª Edição kuIa 10  Geometria Plana e Espacial
Conforme a fgura sugere, colocamos a ponta seca do compasso sobre o ponto O e, com
abertura AB, traçamos o arco que intercepta a semi-reta S
OC
no ponto D. É óbvio que AB e OC
são congruentes.
Transportar um ângulo A C, de modo que um de seus lados fque sobre uma semi-reta S
OD

e seu vértice B coincida com o ponto O, signifca construir o ângulo GÔH congruente a A C. Tal
procedimento está ilustrado na Figura 5.
Com a ponta seca do compasso sobre o ponto B, traça-se um arco que interceptará AB
em F e BC em E.
Com essa mesma abertura, traça-se um arco com a ponta seca em O, interceptando
S
OD
em G.
Com a ponta seca do compasso em F e abertura FE, traça-se um arco com centro em
G, interceptando o arco anterior em H.
Traçando-se a semi-reta S
OH
, obtemos o ângulo GÔH, congruente ao ângulo A C.
Figura 5
E
B
F
C
A
O
H
G
D
Figura 5
Atividade 1
Explique porque E F = HÔG a partir da congruência de triângulos, caso LLL.
s
u
a

r
e
s
p
o
s
t
a
1.
4 kuIa 10  Geometria Plana e Espacial  2ª Edição 2ª Edição kuIa 10  Geometria Plana e Espacial
Antes de prosseguirmos, chamamos sua atenção para um fato muito importante na
resolução de problemas, principalmente os de construções geométricas. Sempre que possível,
é aconselhável imaginar (ou rascunhar) a solução que se busca, pois essa representação
mental (ou simbólica ) nos dá inspiração e/ou pistas para alcançarmos nossos objetivos.
Figura 6
A fgura seguinte é uma foto aérea de uma plantação de fores.
Observe a regularidade das formas e veja que algumas construções de ângulos e
segmentos certamente foram feitas.
Paralelas e perpendiculares
ara traçar uma reta perpendicular a uma outra reta, passando por um ponto dado,
temos que considerar dois casos: o ponto não pertencer à reta e o ponto pertencer
à reta.
As fguras a seguir ilustram as duas situações.
F
Figura 7: P r
s
F
8 k
F’
s
M
r
ß F
6
h
Figura 8: P r
r
6 2ª Edição kuIa 10  Geometria Plana e Espacial
Para construir a reta s perpendicular à reta r, na Figura 7, o procedimento foi o seguinte.
Com a ponta seca do compasso no ponto P, traçamos um arco de circunferência que
intercepte r em dois pontos, que chamamos de A e B.
Com a mesma abertura do compasso, traçamos dois arcos, um com centro em A e o
outro com centro em B, que se interceptam num ponto P’ do semi-plano que não contém P.
A reta s que contém P e P’ é perpendicular a r.
Lembrete: o ponto P’ é o simétrico de P com relação à reta r.
A construção da reta s perpendicular à reta r, na Figura 8, foi efetuada a partir dos
procedimentos a seguir.
Com a ponta seca do compasso sobre P e abertura qualquer, marcamos dois pontos C
e D sobre r.
Com abertura CD e a ponta seca nos pontos C e D, traçamos dois arcos de circunferências
que se interceptam nos pontos M e N.
A reta s que contém M e N é perpendicular a m e contém P.
Atividade 2
Na Figura 7, trace os segmentos PB, BP’, P’A e AP para obter quatro
triângulos.
Na Figura 8, trace os segmentos MC, CN, ND e DM, observando os quatro
triângulos formados.
Justifque, com base nesses triângulos, por que s é perpendicular a r.
1.
s
u
a

r
e
s
p
o
s
t
a
6 kuIa 10  Geometria Plana e Espacial  2ª Edição 2ª Edição kuIa 10  Geometria Plana e Espacial
Determine pontos A e B sobre r e C no semiplano que contém P,
de modo que ABCP seja um paralelogramo. Justifque, usando esse
paralelogramo, a afrmação de que r e s são paralelos.
Veremos, agora, como traçar uma reta s paralela a uma reta r dada passando por um
ponto P determinado não pertencente a r. A Figura 9 ilustra o procedimento adotado.
Figura 9
AB = PC
Atividade 3
1
Usando os casos anteriores trace por P uma reta t perpendicular a r e
por P uma reta s perpendicular a t. Desse modo, s é paralela a r.
Segunda construção
Z
No caso do madeiramento de telhados (Figura 10), qual será o procedimento dos
mestres para que caibros e ripas fquem paralelos? Releia a aula 5, dando atenção especial
para a proposição 4.
Em caso de dúvidas, converse com pessoas da construção civil e procure entender por
que o procedimento usado está correto, isto é, quais os argumentos teóricos que justifcam
tal prática.
Figura 10
7 2ª Edição kuIa 10  Geometria Plana e Espacial
Uma aplicação interessante do traçado de retas paralelas e perpendiculares é o problema
que segue.
As retas paralelas r e s da fgura seguinte representam as margens de um rio, os pontos
A e B correspondem a duas cidades e PQ é uma ponte perpendicular às margens do rio.
Quais as posições de P e Q para que a distância AP + PQ + QB seja a menor possível?
Figura 11
F
k
û
8
r
s
Atividade 4
As posições de P e Q na Figura 11 não atendem à exigência do problema em
questão. Como a construtora deve determinar a localização correta desses
pontos?
Siga as instruções seguintes.
a) Trace a reta perpendicular à r que passa por A.
b) Determine a distância d entre r e s.
c) Com a ponta seca do compasso em A e abertura d marque o ponto C, no
sentido de A para r sobre a perpendicular à r contendo A.
d) Construa o segmento CB e chame sua interseção com s de Q.
e) Trace a perpendicular à r que passa por Q e chame sua interseção com r de P.
f) Justifque por que AP + PQ + QB é mínima.
A mediatriz de um segmento é o conjunto de todos os pontos do plano que
eqüidistam de suas extremidades.
8 kuIa 10  Geometria Plana e Espacial  2ª Edição 2ª Edição kuIa 10  Geometria Plana e Espacial
A bissetriz de um ângulo é o conjunto dos pontos do plano que eqüidistam dos
lados do ângulo.
O conceito de bissetriz é importante para a construção de outros ângulos, como os
que medem 15º, 45º, 105º, 135º etc. Vejamos como traçar a bissetriz de um ângulo AÔB,
seguindo as orientações dadas.
a) Com a ponta seca do compasso no ponto O e uma abertura qualquer, trace um arco
que intercepte os dois lados do ângulo nos pontos C e D.
b) Com mesma abertura, ou um pouco maior, se necessário, construa dois arcos com
centros em C e D que se interceptem no interior do ângulo em E.
A semi-reta S
OE
é a bissetriz do ângulo AÔB.
Observe a Figura 12 para compreender os passos do procedimento.
6
ß
Figura 12
k
L
8
o
O conceito de mediatriz é importante, como auxiliar, em várias outras construções
geométricas.
Para construí-la, é muito simples: marque o ponto médio do segmento e por ele trace
a perpendicular à reta que o contém, a qual é a mediatriz.
9 2ª Edição kuIa 10  Geometria Plana e Espacial
Atividade 5
1
Z
8
Use o procedimento de construção de retas perpendiculares para
construir um ângulo de 90º.
Use o fato do triângulo eqüilátero possuir três ângulos iguais para
construir o ângulo de 60º.
Divida o ângulo de 90º em três outros congruentes entre si, usando
a construção do ângulo de 60º.
O problema da tri-secção de um ângulo qualquer é impossível, conforme você pode
ver no livro Construções Geométricas, de Eduardo Wagner. Se, por exemplo, o ângulo do
item 3 da atividade 5 fosse 60º, você não teria como resolver o problema, a não ser por
processos aproximados.
tri-secção
Tri-secção de um ângulo
consiste em dividi-lo em
três ângulos congruentes
entre si.
Figura 13
Trace a bissetriz de um ângulo cujo vértice está fora da folha de papel, conforme
sugere a fgura a seguir.
Desafo
10 kuIa 10  Geometria Plana e Espacial  2ª Edição 2ª Edição kuIa 10  Geometria Plana e Espacial
O arco capaz
Figura 14
M
M
M
ados dois pontos A e B sobre uma circunferência e um ponto M sobre um dos arcos
determinados por A e B, sabemos que o ângulo A B = é constante, qualquer que
seja a posição de M (exceto A ou B).
Veja a Figura 14 para compreender que um observador, movendo-se sobre o arco AMB,
verá o segmento AB sempre sob o mesmo ângulo, no caso .
ß
O arco ABM é chamado arco capaz do ângulo sobre o segmento AB.
k
8
Note que se um ponto N pertence ao outro arco determinado por A e B, então A B também
é constante e, nesse caso, ANB é o arco capaz do ângulo 180º – sobre o segmento AB.
Note também que se AB é o diâmetro da circunferência, AMB é reto e, portanto, cada
semi-circunferência é um arco capaz de 90º sobre AB.
Para construir o arco capaz de um ângulo dado sobre um segmento AB, dado AB e
procedemos da seguinte maneira:
a) Constroe-se o ângulo = 90 - θ
2
, a partir das extremidades do segmento AB, conforme
Figura 15.
Figura 15
11 2ª Edição kuIa 10  Geometria Plana e Espacial
Figura 16
b) Prolongando os lados do ângulo , em A e em B, até a interseção em C, obtém-se
considerando que o triângulo ABC é isóceles e que 2 + = 180º. Segue-se que = ,
conforme Figura 16.
c) A partir da interseção das mediatrizes dos segmentos AC e BC, determina-se o
centro O da circurferência que fornecerá o arco capaz , conforme Figura 17.
Figura 17
Divisão de um segmento
em partes iguais
Essa construção é muito fácil de fazer e de grande utilidade prática. Sua justifcativa
também é bastante simples.
Para dividir o segmento AB da Figura 18 em cinco partes iguais, procedemos da
seguinte forma.
1Z kuIa 10  Geometria Plana e Espacial  2ª Edição 2ª Edição kuIa 10  Geometria Plana e Espacial
8
k
1
k
k
Z
k
8
k
4
k
6
x
F
1
F
Z
F
8
F
4
Figura 18
Construção de triângulos
Um triângulo, como sabemos, tem três ângulos e três lados. No entanto, para
construí-lo, não precisamos conhecer todos esses elementos, como veremos na resolução
dos problemas a seguir.
FrobIama 1 – Construir um triângulo, conhecendo as medidas a, b e c dos seus lados.
A fgura seguinte mostra os lados dados e o triângulo construído.
Figura 19
X
k
r
b
a
8
6
a
b
r
a) Construímos uma semi-reta auxiliar AX e sobre ela construímos, com abertura conveniente
no compasso, os segmentos congruentes AA
1
, A
1
A
2
, A
2
A
3
, A
3
A
4
e A
4
A
5
.
b) Traçamos o segmento BA
5
e suas paralelas passando por A
1
, A
2
, A
3
e A
4
.
c) Marcamos, nas interseções das paralelas anteriores com AB, os pontos P
1
, P
2
, P
3
e P
4
.
d) Os segmentos AP
1
, P
1
P
2
, P
2
P
3
, P
3
P
4
e P
4
B possuem o mesmo comprimento, ou seja, AB
fcou dividido em cinco partes iguais.
Visualize na Figura 18 o procedimento que utilizamos para dividir AB.
18 2ª Edição kuIa 10  Geometria Plana e Espacial
Atividade 7
Descreva os passos seguidos para a construção do triângulo ABC na Figura 19.
s
u
a

r
e
s
p
o
s
t
a
1.
Note que, pelo caso de congruência LLL, qualquer outro triângulo obtido com essas
medidas é congruente ao construído anteriormente.
FrobIama Z – Construir um triângulo, conhecendo as medidas a e b de dois dos seus lados
e o ângulo por eles formado.
A Figura 18 mostra os dados do problema e o triângulo construído.
Figura 20
a
b
X
k
b
a
6
8
Y
14 kuIa 10  Geometria Plana e Espacial  2ª Edição 2ª Edição kuIa 10  Geometria Plana e Espacial
Atividade 8
Descreva os passos seguidos na construção do triângulo ABC da fgura
anterior e justifque por que a solução encontrada é única.
FrobIama 8 – Construir um triângulo ABC, conhecendo as medidas a e b de dois de seus
lados e do ângulo B, oposto ao lado de medida b.
Note que essa construção se assemelha à do problema 2, no qual traçamos duas semi-
retas de mesma origem, formando um ângulo dado e, sobre elas os lados dados. No presente
caso, um dos lados dados no problema fca sobre uma das semi-retas, mas o outro, não.
Veja, na fgura seguinte, os dados do problema e a solução encontrada.
Note que, nesse problema, obtivemos duas soluções: ABC e DBC.
Figura 21
a
b
k
b
a
8
6
Y
ß
X
b
s
u
a

r
e
s
p
o
s
t
a
1.
16 2ª Edição kuIa 10  Geometria Plana e Espacial
Atividade 9
1
Sob que condições o problema 3 teria uma única solução?
Z
O problema não teria solução para algum valor de b?
Justifque sua resposta à pergunta anterior.
s
u
a

r
e
s
p
o
s
t
a
1.
Z.
16 kuIa 10  Geometria Plana e Espacial  2ª Edição 2ª Edição kuIa 10  Geometria Plana e Espacial
Os principais problemas de tangência são apresentados abaixo:3
1. Reta tangente a uma circunferência e passando por um ponto P.
O número de soluções depende da posição de P.
2. Reta tangente a duas circunferências.
Há várias situações a se considerar, dependendo da posição das circunferências.
3. Circunferência tangente a uma reta, num ponto P, e a outra circunferência.
Nesse caso, também temos várias situações a considerar.
Alguns problemas de tangência
û
F
û’
F’
û
F
û’
û
r
Independentemente de conhecer os procedimentos para as construções
anteriores, veja se você descobre quantas situações existem em cada um dos
casos citados. As fguras a seguir ilustram uma situação de cada caso.
Desafo
Para se construir a reta tangente a uma circunferência de centro O, num ponto P
dessa circunferência, basta traçar a perpendicular ao raio OP passando por P. Se o ponto P
pertencer ao exterior da circunferência, a construção da reta que a tangencia, passando por
P, é sugerida pela fgura a seguir:
6aso 1 6aso Z 6aso 8
Figura 22 Figura 23 Figura 24
17 2ª Edição kuIa 10  Geometria Plana e Espacial
F
8
û
k
Figura 25
Como PÂO = 90º, para determinarmos A, basta traçarmos a circunferência de diâmetro
PO, com centro em seu ponto médio M e cuja interseção com a circunferência dada são os
pontos A e B da Figura 25. Confra isso na próxima fgura.
ûbs.: em algumas construções é conveniente deixarmos as fguras auxiliares pontilhadas
para diferenciá-las da solução procurada e dos dados do problema.
Figura 26
M
F
8
û
k
Atividade 10
Desenhe duas circunferências com centros O e O’ e raios R e R’, de modo que
a distância entre seus centros seja maior que a soma do comprimento dos seus
raios.
18 kuIa 10  Geometria Plana e Espacial  2ª Edição 2ª Edição kuIa 10  Geometria Plana e Espacial
Faça o qua sa pada.
1) Trace o segmento que une seus centros.
2) Construa uma semi-reta S
OX
, de modo que O’ÔX não seja muito pequeno,
mas que S
OX

intercepte a circunferência de centro O’.
3) Com a ponta seca do compasso em O e abertura R, marque o ponto Q sobre
S
OX
e, com a ponta seca em Q e abertura R’, marque o ponto Q’ em S
OX
, de
forma que Q fque entre O e Q’.
4) Trace o segmento Q’O’ e, por Q, o segmento PQ paralelo a Q’O’ com P em OO’.
5) Marque os pontos médios de OP e PO’ e chame-os de M e M’.
6) Construa as circunferências de centros M e M’ e raios OM e PM’,
respectivamente.
7) Trace as retas que passam por P e pelos pontos de interseção das
circunferências que você traçou com as circunferências dadas no
problema.
8) Conclua que as retas traçadas no item 7 são, cada uma, tangentes às
circunferências de centro em O e O’.
ûbs.. com relação à atividade 9 anterior, existem mais duas outras retas tangentes às
circunferências dadas. Tente traçá-las.
Para encerrar esta aula, vamos construir uma circunferência que seja tangente à uma
reta r num ponto A e também tangente a outra circunferência dada. A fgura seguinte ilustra
essa situação, sendo as partes pontilhadas correspondentes aos passos da construção.
Note que os triângulos POQ e AO’Q são isósceles e semelhantes. Note também que
o ponto O’ é fundamental para nossa construção e resulta da interseção de S
OQ
com a reta
perpendicular à r, passando por A.
19 2ª Edição kuIa 10  Geometria Plana e Espacial
Acompanhe os passos da construção da Figura 27.
1. Trace uma reta perpendicular à reta r passando por O e outra passando por A.
2. Determine o ponto P de interseção da reta que passa por O com a circunferência dada.
3. Construa o segmento PA e sua interseção Q com a circunferência dada.
4. Trace a semi-reta S
OQ
e sua interseção O’ com a perpendicular que passa por A.
5.Construa a circunferência de centro em O’ e raio AO’.
Farabáns! 8ua ronsIrução asIá ronrIuída.
Resumo
Nesta aula, abordamos a construção de algumas das fguras geométricas mais
comuns do ponto de vista prático. Muitas dessas construções são feitas por
pessoas simples, sem escolaridade, que usam apenas o conhecimento “cultural”
que lhe foi transmitido. Efetivamente, essas pessoas sabem o “como” mas
não sabem o “porquê”. Nesse sentido, procuramos estabelecer as razões que
garantem a possibilidade, ou não, de tais construções, ressaltando o clássico
problema da tri-secção de um ângulo.
Figura 27
k
M
F
û
û
û’
r
Z0 kuIa 10  Geometria Plana e Espacial  2ª Edição
Auto-avaliação
1
Para verifcar sua aprendizagem nesta aula, resolva as questões seguintes.
Z
8
4
Encontre um procedimento, diferente do que apresentamos na aula, para traçar a
reta paralela a uma reta r dada, passando por um ponto P.
Desenhe, usando régua e compasso, um ângulo de 45º e um de 75º.
Construa um triângulo eqüilátero com perímetro igual a 15 cm.
Justifque o procedimento usado nesta aula para dividir um segmento em partes
iguais.
Construa um triângulo, conhecendo as medidas de dois de seus ângulos e do lado
comum a esses ângulos.
6
BARBOSA, João Lucas Marques. ûaomaIrIa aurIIdIana pIana. 6.ed. Rio de Janeiro:
SBM, 2004.
O PRIMEIRO Livro dos Elementos. Trad. Irineu Bicudo. Editor geral John A. Fossa. Natal:
SBHMat, 2001. (Série textos de história da matemática, 1).
LOFF, Dina Maria Santos. kIgumas arIIvIdadas dIdárIIras para a InIrodução da gaomaIrIa
aurIIdIana. Coimbra: Universidade de Coimbra, 1993. (Publicações de história e metodologia
da matemática).
LOUREIRO, Cristina et al. ûaomaIrIa. Lisboa: Ministério da Educação, 1998.
MACHADO, Nilson José. MadIndo romprImanIos. São Paulo: Editora Scipione, 1988.
OLIVEIRA, A. J. Franco de. ûaomaIrIa aurIIdIana. Lisboa: Universidade Aberta, 1995.
RESENDE, E. Q. F; QUEIROZ, M. L. B. ûaomaIrIa aurIIdIana pIana a ronsIruçõas gaomáIrIras.
Campinas: Editora da UNICAMP, 2000. (Coleção livro-texto).
WAGNER, Eduardo. 6onsIruçõas gaomáIrIras. Rio de Janeiro: SBM, 1993.
Referências