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Iran Abreu Mendes

José Querginaldo Bezerra
Autores
auIa
11
Geometria Plana e Espacial
ß I 8 6 I F L I h k
Zª LdIção
Explorando o mundo das
formas e medidas no plano
ûovarno FadaraI
FrasIdanIa da ßapúbIIra
Luiz Inácio Lula da Silva
MInIsIro da Lduração
Fernando Haddad
8arraIárIo da Lduração a ßIsIânrIa – 8LLß
Ronaldo Motta
ünIvarsIdada FadaraI do ßIo ûranda do horIa
ßaIIor
José Ivonildo do Rego
VIra·ßaIIor
Nilsen Carvalho Fernandes de Oliveira Filho
8arraIárIa da Lduração a ßIsIânrIa
Vera Lúcia do Amaral
8arraIarIa da Lduração a ßIsIânrIa· 8LßI8
6oordanadora da Frodução dos MaIarIaIs
Célia Maria de Araújo
FrojaIo ûráHro
Ivana Lima
ßavIsoras da LsIruIura a LInguagam
Eugenio Tavares Borges
Marcos Aurélio Felipe
Pedro Daniel Meirelles Ferreira
Tatyana Mabel Nobre Barbosa
ßavIsoras da Língua ForIuguasa
Janaina Tomaz Capistrano
Sandra Cristinne Xavier da Câmara
IIusIradora
Carolina Costa
LdIIoração da Imagans
Adauto Harley
Carolina Costa
ßIagramadoras
Bruno Cruz de Oliveira
Maurício da Silva Oliveira Júnior
Thaisa Maria Simplício Lemos
Imagans üIIIItadas
Banco de Imagens Sedis (Secretaria de Educação a Distância) - UFRN
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East, San Rafael, CA 94901,USA.
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Mendes, Iran Abreu.
Geometria espacial: interdisciplinar / Iran Abreu Mendes, José Querginaldo Bezerra. – Natal, RN:
EDUFRN Editora da UFRN, 2005.
324 p.
1. Geometria euclidiana. 2. Teoremas clássicos. 3. Triângulos. I. Bezerra, José Querginaldo.
II. Título.
ISBN 85-7273-288-8 CDD 516.2
RN/UF/BCZM 2005/48 CDU 514.12
Divisão de Serviços Técnicos
Catalogação da publicação na Fonte. UFRN/Biblioteca Central “Zila Mamede”
Copyright © 2007 Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste material pode ser utilizada ou reproduzida sem a autorização expressa da
UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
2ª Edição kuIa 11  Geometria Plana e Espacial
ûovarno FadaraI
FrasIdanIa da ßapúbIIra
Luiz Inácio Lula da Silva
MInIsIro da Lduração
Fernando Haddad
8arraIárIo da Lduração a ßIsIânrIa – 8LLß
Ronaldo Motta
ünIvarsIdada FadaraI do ßIo ûranda do horIa
ßaIIor
José Ivonildo do Rego
VIra·ßaIIor
Nilsen Carvalho Fernandes de Oliveira Filho
8arraIárIa da Lduração a ßIsIânrIa
Vera Lúcia do Amaral
8arraIarIa da Lduração a ßIsIânrIa· 8LßI8
6oordanadora da Frodução dos MaIarIaIs
Célia Maria de Araújo
FrojaIo ûráHro
Ivana Lima
ßavIsoras da LsIruIura a LInguagam
Eugenio Tavares Borges
Marcos Aurélio Felipe
Pedro Daniel Meirelles Ferreira
Tatyana Mabel Nobre Barbosa
ßavIsoras da Língua ForIuguasa
Janaina Tomaz Capistrano
Sandra Cristinne Xavier da Câmara
IIusIradora
Carolina Costa
LdIIoração da Imagans
Adauto Harley
Carolina Costa
ßIagramadoras
Bruno Cruz de Oliveira
Maurício da Silva Oliveira Júnior
Thaisa Maria Simplício Lemos
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Mendes, Iran Abreu.
Geometria espacial: interdisciplinar / Iran Abreu Mendes, José Querginaldo Bezerra. – Natal, RN:
EDUFRN Editora da UFRN, 2005.
324 p.
1. Geometria euclidiana. 2. Teoremas clássicos. 3. Triângulos. I. Bezerra, José Querginaldo.
II. Título.
ISBN 85-7273-288-8 CDD 516.2
RN/UF/BCZM 2005/48 CDU 514.12
Divisão de Serviços Técnicos
Catalogação da publicação na Fonte. UFRN/Biblioteca Central “Zila Mamede”
Copyright © 2007 Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste material pode ser utilizada ou reproduzida sem a autorização expressa da
UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
1 2ª Edição kuIa 11  Geometria Plana e Espacial
explorar o mundo das formas e medidas no plano, a
partir do conteúdo estudado nas aulas anteriores;
investigar as possíveis formas planas relacionadas
com objetos e situações cotidianas, enfatizando essas
formas e suas propriedades;
relacionar as diversas atividades profssionais da sua
comunidade, que envolvem a formulação e utilização de
princípios e conceitos geométricos referentes às formas
planas.
Apresentação
esta aula, você é convidado a olhar o mundo com outros olhos, percebendo, ao
redor, as diversas formas e suas combinações harmônicas, dispostas de maneira
padronizadas ou não, repetitivas ou não, proporcionais ou não, mas que certamente
relacionam-se aos aspectos do mundo natural e cultural. Convidamos você, também a
fazer observações, investigações e explorações do jeito mais criativo possível, até que seja
possível estabelecer formulações generalizadoras do seu próprio modo de ver o mundo
através do olhar geométrico.
A exploração das formas geométricas planas do mundo lhe dará, sobretudo, uma
oportunidade ímpar de compreender a sua diversidade no contexto social e de que maneira
se manifestam nas atividades cotidianas, seja em situações de trabalho, de arte ou de leitura
do mundo.
h
Objetivos
Objetivos esperados:
1
Z
8
Z kuIa 11  Geometria Plana e Espacial  2ª Edição 2ª Edição kuIa 11  Geometria Plana e Espacial
As formas geométricas do
mundo medidas no plano
A geometria se constitui em uma das diversas manifestações do conhecimento humano
desde a infância, principalmente, se considerarmos as situações exploratórias e investigativas
nas quais as atividades geométricas estão apoiadas desde essa fase.
A exploração do pensamento geométrico, através de experiências práticas, contribui
para a compreensão de fatos e relações que nos levam a questionar o modo como os objetos
estão organizados no mundo. É a partir dessa compreensão que concretizamos a realidade
observada ou imaginada por nós. Algumas práticas deixam evidentes as características
geométricas, como é o caso da exploração e organização das formas planas.
Os azulejos e ladrilhos que revestem pisos e paredes formam diversas malhas
quadriculadas, triangulares, hexagonais, entre outras. A distribuição harmônica dessas formas
nos ladrilhos e pisos pode compor diferentes fguras e motivos ornamentais. Todavia, devem
ser escolhidos de modo a preencher determinadas regiões planas conforme o interesse de
quem a preenche. A partir disso, é possível concluirmos o quanto o pensamento geométrico
está ligado a uma série de outros elementos de ordem artística, racional e simbólica.
Os trabalhos relacionados à tecelagem, bordado, renda, artesanato em palha e criação de
ornamentos cerâmicos deixam, também, evidentes aspectos referentes ao desenvolvimento
do pensamento geométrico que fui da mente às mãos de quem os realiza.
Figura 1- A construção de uma parede: os princípios geométricos no trabalho do pedreiro. Imagem extraída de
Rosa Neto (1991, p. 25)
8 2ª Edição kuIa 11  Geometria Plana e Espacial
Na natureza, podem não existir círculos, retas ou triângulos como aqueles que
desenhamos ou determinamos matematicamente. Todavia, a necessidade de buscar a
perfeição a partir da leitura do mundo conduziu o homem à elaboração desses conceitos
geométricos baseado em dois aspectos: o pensamento e a ação humana.
Como você já estudou nas aulas anteriores, os conceitos e propriedades geométricas
conduzem a uma leitura formalizada das formas dos objetos do mundo e suas medidas.
Não obstante, devemos estabelecer, sempre que possível, uma relação entre os aspectos
geométricos extraídos das observações e experimentações na realidade e a sua
representação formal.
É oportuno, neste momento, buscar a construção de uma geometria centrada nas
experimentações, explorações, observações e interpretações das elaborações humanas.
Nesse sentido, apresentamos, a seguir, sugestões de explorações investigativas que poderão
ser úteis nessa etapa da aprendizagem. Trata-se da exploração dos aspectos geométricos da
realidade diária na comunidade e seus desdobramentos na aplicação desse conhecimento na
solução de determinados problemas.
Os temas abordados por você devem ser explorados através de visitas aos locais e às
pessoas envolvidas em cada tema, seguindo-se de entrevistas com os sujeitos da pesquisa.
Assim, será possível fazer um levantamento de informações junto a sindicatos rurais ou a
órgãos ligados aos temas investigados, como, por exemplo, a medição de terras.
É necessário, entretanto, que você defna os seus objetivos e os caminhos a serem
percorridos durante a busca das informações que serão organizadas e analisadas
posteriormente. Nesse sentido, você deve elaborar um pequeno roteiro de estudos e de
investigação.
Figura 2 - Detalhe de um cesto em palha em fase de construção. Imagem extraída de Gerdes (1991, p. 29)
Figura 3 - Detalhe de formas geométricas na natureza
4 kuIa 11  Geometria Plana e Espacial  2ª Edição 2ª Edição kuIa 11  Geometria Plana e Espacial
Através do roteiro de busca das informações no cotidiano, será possível interpretar os
modos como o pensamento geométrico surge, se estrutura no meio social e como é utilizado a
partir das necessidades (e das crenças) de cada comunidade. Cabe a você selecionar os temas
ligados à sua comunidade e explorar todos os aspectos da geometria presentes nesses temas.
A fm de que essa ação se concretize com o máximo de êxito, você deve tomar alguns
cuidados para que alguns dos temas aqui propostos possam lhe conduzir a resultados
satisfatórios e enriquecedores para sua formação matemática. Vejamos, então, esses temas
e suas possibilidade de investigação.
Os agricultores e os métodos
usados para medir a terra
rata-se de um aspecto geométrico relacionado à medição de perímetros e áreas
de terra plantada em diferentes unidades de medida e sua transformação para a
unidade padrão. Nesse sentido, é necessário explorar as diversas maneiras de medir
comprimento, largura e superfície das terras (considerando os diferentes métodos) utilizadas
pelos agricultores de cada região para a quantifcação de tais medidas.
É através dessas investigações que podemos construir modelos numéricos ou
algébricos que representem o pensamento geométrico e a ação dos mestres agricultores
da região investigada, buscando estabelecer relações entre as formas planas pensadas e
construídas por eles e os polígonos desenhados e explorados na escola.
Carpinteiros e pedreiros
medindo e construindo casas
Para a construção de uma casa são necessários: terreno, mão-de-obra (engenheiro,
pedreiro, eletricista, encanador etc), material (tijolos, cimento, areia, brita etc), desenhos
(plantas da casa), entre outros elementos.
As paredes devem formar ângulos retos entre si. Na linguagem dos construtores,
elas devem “estar no esquadro”. Para conseguir colocar as paredes perpendiculares
entre si, o pedreiro estica um fo entre duas estacas (A e B) cravadas no chão. Em
T
6 2ª Edição kuIa 11  Geometria Plana e Espacial
Feito isso, o pedreiro verifca com o esquadro se os fos estão esquadrejados, ou seja,
formando 90º. Se não estiver correto, faz nova tentativa até conseguir deixar na posição
desejada. Em geral, a maioria desses profssionais consegue isso com poucas tentativas. Essa
prática vem desde a Antigüidade e, ainda hoje, é seguida pelos pedreiros e mestres de obras.
Figura 5
k
8
6
Figura 4 - Imagem extraída de Imenes (1994, p. 23)
seguida, amarra outro fo em uma das estacas (B) e prende sua extremidade a uma terceira
estaca (C), ainda sem cravá-la na terra, procurando manter o fo esticado.
Usando apenas a sensibilidade e o olho, o pedreiro crava a estaca C de modo que o fo
BC fque perpendicular ao outro AB, já esticado. A posição da última estaca é provisória e só
será fxada defnitivamente quando o pedreiro esticar um terceiro fo entre a primeira estaca
e a última (A e C), baseando-se no princípio da hipotenusa pitagórica, de modo a confrmar
que formou um triângulo retângulo (Figura 5). Com isso, ele passa a fazer o alicerce e o
levantamento das paredes.
6 kuIa 11  Geometria Plana e Espacial  2ª Edição 2ª Edição kuIa 11  Geometria Plana e Espacial
Se a distância de A a B é 3 m e de B a C é igual a 4 m, qual a distância de A a C
para que os fos AB e BC formem um ângulo de 90º?
Atividade 1
Um bom caminho para quem se interessar em investigar esses métodos práticos é
esboçar algumas questões básicas a serem respondidas por pedreiros e carpinteiros, de
modo a obter os aspectos geométricos envolvidos na construção de uma casa. Pode-se
fazer isso através de uma observação local ou a partir de conversas informais com esses
profssionais e com vendedores de lojas de material de construção.
A construção de uma casa envolve, também, as medidas padronizadas e não
padronizadas, utilizadas pelos pedreiros na determinação da área para assentamento
de tijolos, pisos, rebocos, entre outros. Sobre isso, há um livro intitulado ModaIagam
MaIamáIIra & ImpIIraçõas no ansIno·aprandItagam da MaIamáIIra, de Maria Salett
Biembengut, publicado pela editora da Fundação Universidade Regional de Blumenau, o qual
trata dos aspectos geométricos envolvidos na construção de uma casa (você pode obter
mais detalhes nas sugestões de leitura no fnal desta aula).
s
u
a

r
e
s
p
o
s
t
a
1.
7 2ª Edição kuIa 11  Geometria Plana e Espacial
Atividade 2
Você deve conhecer revestimentos cerâmicos (azulejos, mozaicos e pastilhas)
com peças quadradas e hexagonais. É possível revestir uma parede com
cerâmicas de formato pentagonal? Justifque sua resposta.
s
u
a

r
e
s
p
o
s
t
a
1.
As costureiras e a geometria
nas suas atividades profssionais
ocê já imaginou quantos princípios geométricos estão presentes nas atividades de
corte e costura e que as costureiras sequer imaginam a existência deles? Já se
questionou sobre o modo como elas elaboram os seus modelos, muitas vezes em
papel, antes de cortar os tecidos? Quantas vezes elas utilizam conceitos de semelhanças
entre fguras, proporcionalidade e congruência entre polígono e medidas para relacionar as
formas e os tamanhos de cada peça de roupa que confeccionam?
Se você tiver interesse em compreender esses e outros aspectos que envolvem o
mundo profssional da costureira, aproveite a oportunidade e busque respostas para seus
questionamentos.
V
8 kuIa 11  Geometria Plana e Espacial  2ª Edição 2ª Edição kuIa 11  Geometria Plana e Espacial
Compare o prcedimento do pedreiro de sua região com a situação
representada na Figura 4.
1
Verifque como os pedreiros de sua região fazem a marcação para
que o alicerce fque no esquadro.
Atividade 3
Z
e você observar os diversos tipos de peças artesanais (utilitárias ou decorativas)
confeccionadas com fbras vegetais como o cipó ou a palha, bem como os bordados
e rendas, certamente perceberá uma incidência geométrica acentuada. Entretanto,
sua curiosidade precisa ir além dessa observação. Para compreender melhor as formas
presentes nessas criações artesanais, é necessário descrever os modelos geométricos
existentes em cada tipo de peça. A seguir, veremos alguns exemplos.
Alguns cestos confeccionados pelos nossos artesãos ou moradores da zona rural
apresentam o entrelaçamento constituído por diversas formas geométricas distribuídas
Os conceitos geométricos nos
artesanatos em palha,
bordado e renda
Figura 6 - Detalhe do fundo de um cesto em palha. Imagem extraída de Gerdes (1989, p. 29)
8
9 2ª Edição kuIa 11  Geometria Plana e Espacial
proporcionalmente, dando harmonia às peças. Na Figura 6, apresentamos o fundo de um cesto
indígena, formado por tiras vegetais que se entrelaçam formando ângulos de 45º.
De acordo com Gerdes (1989, p.14), o fundo do cesto é constituído por quatro quadrantes
congruentes, de maneira que o número de tiras de palha (N) é sempre o quádruplo de um
número natural já que em quadrantes adjacentes as tiras têm direções diferentes.
O número de tiras (N) em cada nível horizontal da parte cilíndrica do cesto é sufciente
para que o padrão geométrico apareça P vezes, de modo a não sobrar nenhuma tira, ou seja,
N = P x Q, onde que Q é a largura do elemento padrão.
Uma toalha de mesa bordada nos dá um exemplo de quantas formas poligonais estão
presentes nos vários tipos de bordados elaborados nas diversas regiões do país. Essa
composição geométrica vai desde as faixas decorativas até os mais rebuscados padrões
geométricos distribuídos simetricamente em cada um desses trabalhos.
Essas manifestações de pontos, linhas e formas, geralmente, obedecem a um
comportamento gerado pela criação de um padrão que se repete, formando motivos
geométricos a partir de um elemento gerador. Vejamos, a seguir, algumas dessas elaborações
artísticas e, ao mesmo tempo, matemáticas.
Figura 7 - Detalhe de uma fronha bordada
Figura 8 - Detalhe de uma toalha de mesa
Figura 9 - Detalhe de uma faixa decorativa de ornamentos cerâmicos (Gallo, 1996, p. 55)
Figura 10 - Detalhe de uma faixa decorativa de ornamentos cerâmicos (Gallo, 1996, p. 86)
A partir das criações artísticas apresentadas anteriormente, você pode observar
aspectos ligados aos conceitos geométricos já estudados, como ponto, reta, plano, segmento
de reta, semi-reta, retas – paralelas, perpendiculares e concorrentes –, ângulos, triângulos,
quadriláteros e outros polígonos. Além disso, você pode explorar as propriedades e relações
extraídas de cada uma das formas geométricas explicitadas nessas faixas decorativas.
10 kuIa 11  Geometria Plana e Espacial  2ª Edição 2ª Edição kuIa 11  Geometria Plana e Espacial
Atividade 4
1
Faça um levantamento, com um carpinteiro, sobre como ele calcula
a quantidade em metros de caibros, linhas e ripas necessária para o
telhado de uma casa, considerando o tamanho do terreno, o número
de cômodos e o tipo de telhado.
Z
Localize, em sua comunidade, alguma construção em que o teorema
de Pitágoras está presente ou foi usado de forma prática. Em seguida,
descreva matematicamente o modo como essa parte da geometria é
utilizada.
8
Faça um levantamento das formas geométricas presentes no âmbito
de sua casa e identifque os conceitos geométricos envolvidos nessas
formas, explicando cada um deles.
4
Entreviste uma costureira, uma bordadeira, uma artesã ou uma
rendeira e perceba o modo como essas profssionais se relacionam
com alguns conceitos e propriedades geométricas, identifcando e
explicando cada um deles.
6
Observe as formas geométricas das grades de portões e dos telhados
das casas e, em seguida, pergunte aos serralheiros e carpinteiros por
que essas formas geométricas estão presentes nessas estruturas.
6
Investigue que tipos de ladrilhos são possíveis de se formar com
cerâmica, em formato de um polígono regular. Experimente usar
palitos de fósforos para formar os polígonos.
11 2ª Edição kuIa 11  Geometria Plana e Espacial
Para que você possa ampliar seu conhecimento acerca da utilização dos conceitos e
propriedades geométricas no plano, sugerimos algumas leituras que, certamente, favorecerão
o desenvolvimento dos seus estudos.
ALVES, Sérgio; DALCIN, Mário. Mosaicos no plano. Revista do professor de matemática,
Rio de Janeiro, n. 40, p. 3-12, 2º quadrimestre, 1999.
Neste artigo, os autores abordam as possibilidades de exploração dos polígonos
regulares e organização de mosaicos planos, trazendo uma contribuição importante para a
compreensão dos aspectos artísticos que envolvem os estudos sobre ângulos, polígonos,
perímetros e áreas de fguras planas, principalmente para se interpretar matematicamente as
produções de ornamentos geométricos.
BIEMBENGUT, Maria Salett. Modelagem matemática & implicações no ensino-aprendizagem
da matemática. Blumenau: Fundação Universidade Regional de Blumenau, 1999.
O livro apresenta as principais idéias acerca do que é a modelagem matemática e sua
utilização na descrição matemática das diversas situações-problema do mundo, dentre
as quais a geometria. Além disso, sua autora dá uma ênfase maior ao estudo sobre esse
tipo de modelagem na construção civil, mostrando os aspectos aritméticos e geométricos
envolvidos nas atividades dos trabalhadores dessa área. Todo o trabalho está apoiado nos
conceitos geométricos estudados em aulas anteriores.
BIEMBENGUT, Maria Salett; HEIN, Nelson. Modelagem matemática no ensino. São Paulo:
Contexto, 2000.
Neste livro, os autores apresentam a modelagem matemática como estratégia de ensino-
aprendizagem, focalizando o uso de modelos matemáticos como forma de concretização
da matemática produzida nos diversos contextos problemáticos da sociedade. Apresentam
modelos norteadores para o ensino dos seguintes temas: embalagens, construção de casas,
arte de construir e analisar ornamentos, razão áurea, abelhas, cubagem de madeira e criação de
perus, utilizando, para tanto, conteúdos de Matemática do Ensino Fundamental ao Superior.
GERDES, Paulus. Cultura e despertar do pensamento geométrico. Maputo: Instituto
Superior Pedagógico, 1991.
Neste livro, o autor aborda o desenvolvimento do pensamento geométrico a partir das
práticas rotineiras de comunidades tradicionais, como os povos africanos, os indígenas da
América do Sul e algumas populações da Indonésia e Oceania. Trata-se de uma análise do
pensamento geométrico na vida de caçadores; coletores de sementes, frutos e ervas da
foresta; artesãos e alguns construtores de casas típicas dessas populações.
Leituras Complementares
1Z kuIa 11  Geometria Plana e Espacial  2ª Edição 2ª Edição kuIa 11  Geometria Plana e Espacial
IMENES, Luiz Márcio. Descobrindo o teorema de Pitágoras. 10.ed. São Paulo: Scipione,
1994. (Série vivendo a matemática).
Trata-se de um pequeno livro paradidático, no qual são apresentados alguns aspectos
relacionados ao desenvolvimento do teorema de Pitágoras e suas aplicações em diversos
setores sócio-culturais. O livro traz algumas demonstrações desse teorema, enfatizando seu
caráter desafador da curiosidade demonstrativa dos matemáticos, desde os pitagóricos até
os da Idade Moderna.
ROSA NETO, Ernesto. Geometria na Amazônia. São Paulo: Ática, 1991. (Série A descoberta
da matemática).
Este é um pequeno romance, que traz como pano de fundo a geometria. Trata-se de
uma história em que seu autor se vale de alguns aspectos da cultura amazônica para criar
um enredo no qual as construções geométricas se fazem presentes, ora pelas necessidades
sociais, ora pelas relações místicas e religiosas.
ZARO, Milton; HILLEBRAND, Vicente. Matemática experimental. São Paulo: Ática, 1990.
(Coleção sala de aula).
Este livro constitui-se em um paradidático no qual tanto o professor de Ensino
Fundamental e Médio quanto o aluno de licenciatura em Matemática podem superar
algumas difculdades conceituais, à medida em que se desafam a realizar as atividades
experimentais lançadas pelos autores, e, por fm, refetirem sobre os resultados obtidos em
cada experiência. O livro apresenta 33 atividades práticas que abordam diversos aspectos
sobre geometria plana e espacial, não podendo, portanto, faltar na bibliografa daqueles que
desejam maior aprofundamento no assunto.
Auto-avaliação
1
Z
Para que você amplie suas experiências e refita sobre elas, propomos as seguintes
questões.
Relacione as diversas atividades profssionais desenvolvidas na sua comunidade
as quais envolvem a formulação e utilização de princípios e conceitos geométricos
referentes às formas planas.
Investigue como são formuladas e utilizadas essas formas geométricas planas no
cotidiano da sua comunidade.
18 2ª Edição kuIa 11  Geometria Plana e Espacial
8
Como você explorou o mundo das formas e medidas no plano na sua comunidade?
Qual o nível de contribuição dessa prática para a sua aprendizagem?
Quais as relações entre as suas investigações e a geometria estudada nas aulas
anteriores?
4
Resumo
Nesta aula, você explorou o mundo das formas e medidas no plano através dos
exemplos extraídos da sua própria realidade. Investigou aspectos geométricos
relacionados aos objetos e às situações cotidianas, com ênfase na geometria
plana estudada em aulas anteriores. Relacionou, também, as diversas atividades
profssionais da sua comunidade as quais envolvem a formulação e utilização
de princípios e conceitos geométricos referentes à geometria plana.
Referências
ALVES, Sérgio; DALCIN, Mário. Mosaicos no plano. ßavIsIa do proIassor da MaIamáIIra,
Rio de Janeiro, n. 40, p. 3-12, 2º quadrimestre, 1999.
BIEMBENGUT, Maria Salett. ModaIagam maIamáIIra & ImpIIraçõas no ansIno·aprandItagam
da maIamáIIra. Blumenau: Fundação Universidade Regional de Blumenau, 1999.
BIEMBENGUT, Maria Salett; HEIN, Nelson. ModaIagam maIamáIIra no ansIno. São Paulo:
Contexto, 2000.
GALLO, Giovanni. MoIIvos ornamanIaIs da rarâmIra marajoara: modelos para o artesanato
de hoje. 2.ed. Cachoeira do Arari: Edições O Museu do Marajó, 1996.
GERDES, Paulus. 6uIIura a dasparIar do pansamanIo gaomáIrIro. Maputo: Instituto
Superior Pedagógico, 1991.
14 kuIa 11  Geometria Plana e Espacial  2ª Edição 2ª Edição kuIa 11  Geometria Plana e Espacial
GERDES, Paulus. Sobre aritmética e ornamentação geométrica: análise de alguns cestos
de índios do Brasil. 8oIaIIm da Lduração MaIamáIIra, Rio Claro, n. 1, p. 11-34, 1989.
(BOLEMA Especial).
IMENES, Luiz Márcio. ßasrobrIndo o Iaorama da FIIágoras. 10.ed. São Paulo: Scipione,
1994. (Série vivendo a matemática).
IMENES, Luiz Márcio. Geometria dos mosaicos. 5.ed. São Paulo: Scipione, 1988. (Série
vivendo a matemática).
REVISTA ENXOVAL EM VAGONITE, São Paulo, v. 2, n. 20, 2003.
ROSA NETO, Ernesto. ûaomaIrIa na kmatônIa. São Paulo: Ática, 1991. (Série A descoberta
da matemática).
ZARO, Milton; HILLEBRAND, Vicente. MaIamáIIra axparImanIaI. São Paulo: Ática, 1990.
(Coleção sala de aula).
16 2ª Edição kuIa 11  Geometria Plana e Espacial
Anotações
16 kuIa 11  Geometria Plana e Espacial  2ª Edição
Anotações