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Iran Abreu Mendes

José Querginaldo Bezerra
Autores
auIa
12
Geometria Plana e Espacial
ß I 8 6 I F L I h k
Zª LdIção
O mundo espacial entre planos
perpendiculares e paralelos
ûovarno FadaraI
FrasIdanIa da ßapúbIIra
Luiz Inácio Lula da Silva
MInIsIro da Lduração
Fernando Haddad
8arraIárIo da Lduração a ßIsIânrIa – 8LLß
Ronaldo Motta
ünIvarsIdada FadaraI do ßIo ûranda do horIa
ßaIIor
José Ivonildo do Rego
VIra·ßaIIor
Nilsen Carvalho Fernandes de Oliveira Filho
8arraIárIa da Lduração a ßIsIânrIa
Vera Lúcia do Amaral
8arraIarIa da Lduração a ßIsIânrIa· 8LßI8
6oordanadora da Frodução dos MaIarIaIs
Célia Maria de Araújo
FrojaIo ûráHro
Ivana Lima
ßavIsoras da LsIruIura a LInguagam
Eugenio Tavares Borges
Marcos Aurélio Felipe
Pedro Daniel Meirelles Ferreira
Tatyana Mabel Nobre Barbosa
ßavIsoras da Língua ForIuguasa
Janaina Tomaz Capistrano
Sandra Cristinne Xavier da Câmara
IIusIradora
Carolina Costa
LdIIoração da Imagans
Adauto Harley
Carolina Costa
ßIagramadoras
Bruno Cruz de Oliveira
Maurício da Silva Oliveira Júnior
Thaisa Maria Simplício Lemos
Imagans üIIIItadas
Banco de Imagens Sedis (Secretaria de Educação a Distância) - UFRN
MasterClips IMSI MasterClips Collection, 1895 Francisco Blvd,
East, San Rafael, CA 94901,USA.
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Mendes, Iran Abreu.
Geometria espacial: interdisciplinar / Iran Abreu Mendes, José Querginaldo Bezerra. – Natal, RN:
EDUFRN Editora da UFRN, 2005.
324 p.
1. Geometria euclidiana. 2. Teoremas clássicos. 3. Triângulos. I. Bezerra, José Querginaldo.
II. Título.
ISBN 85-7273-288-8 CDD 516.2
RN/UF/BCZM 2005/48 CDU 514.12
Divisão de Serviços Técnicos
Catalogação da publicação na Fonte. UFRN/Biblioteca Central “Zila Mamede”
Copyright © 2007 Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste material pode ser utilizada ou reproduzida sem a autorização expressa da
UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
2ª Edição kuIa 1Z  Geometria Plana e Espacial
ûovarno FadaraI
FrasIdanIa da ßapúbIIra
Luiz Inácio Lula da Silva
MInIsIro da Lduração
Fernando Haddad
8arraIárIo da Lduração a ßIsIânrIa – 8LLß
Ronaldo Motta
ünIvarsIdada FadaraI do ßIo ûranda do horIa
ßaIIor
José Ivonildo do Rego
VIra·ßaIIor
Nilsen Carvalho Fernandes de Oliveira Filho
8arraIárIa da Lduração a ßIsIânrIa
Vera Lúcia do Amaral
8arraIarIa da Lduração a ßIsIânrIa· 8LßI8
6oordanadora da Frodução dos MaIarIaIs
Célia Maria de Araújo
FrojaIo ûráHro
Ivana Lima
ßavIsoras da LsIruIura a LInguagam
Eugenio Tavares Borges
Marcos Aurélio Felipe
Pedro Daniel Meirelles Ferreira
Tatyana Mabel Nobre Barbosa
ßavIsoras da Língua ForIuguasa
Janaina Tomaz Capistrano
Sandra Cristinne Xavier da Câmara
IIusIradora
Carolina Costa
LdIIoração da Imagans
Adauto Harley
Carolina Costa
ßIagramadoras
Bruno Cruz de Oliveira
Maurício da Silva Oliveira Júnior
Thaisa Maria Simplício Lemos
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East, San Rafael, CA 94901,USA.
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Mendes, Iran Abreu.
Geometria espacial: interdisciplinar / Iran Abreu Mendes, José Querginaldo Bezerra. – Natal, RN:
EDUFRN Editora da UFRN, 2005.
324 p.
1. Geometria euclidiana. 2. Teoremas clássicos. 3. Triângulos. I. Bezerra, José Querginaldo.
II. Título.
ISBN 85-7273-288-8 CDD 516.2
RN/UF/BCZM 2005/48 CDU 514.12
Divisão de Serviços Técnicos
Catalogação da publicação na Fonte. UFRN/Biblioteca Central “Zila Mamede”
Copyright © 2007 Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste material pode ser utilizada ou reproduzida sem a autorização expressa da
UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
1 2ª Edição kuIa 1Z  Geometria Plana e Espacial
Apresentação
estudo das questões relacionadas com as formas tridimensionais e suas relações
é fundamental para o entendimento de fenômenos do nosso cotidiano e para o
exercício das mais diversas profssões, como a engenharia, a arquitetura e a pintura,
dentre outras. Procuraremos desenvolver as habilidades necessárias para a compreensão
dos objetos espaciais através de suas representações, explorando as projeções em três
planos perpendiculares, como também sua planifcação.
û
Objetivos
Ao fnal desta aula, esperamos que você esteja apto a perceber,
no espaço, as noções de paralelismo e perpendicularismo, ângulo
de visão, forma e posição dos objetos e, ainda, interpretar suas
representações.
Z kuIa 1Z  Geometria Plana e Espacial  2ª Edição 2ª Edição kuIa 1Z  Geometria Plana e Espacial
Visualização em três dimensões
As fguras a seguir são representações de algumas pirâmides de base quadrada.
A próxima Figura 3 é uma representação geométrica de uma pirâmide desse tipo.
Atividade 1
Tente observar a Figura 3 a partir de vários ângulos e diga quais das fguras
geométricas planas, a seguir, podem ser vistas, dependendo do ângulo que
você visualize.
Figura 3
Figura 1 Figura 2
8 2ª Edição kuIa 1Z  Geometria Plana e Espacial
Se respondeu todas, parabéns! Caso contrário, procure imaginar a pirâmide um pouco
distante de você, em várias posições. Entenda que em algumas posições, parte da pirâmide
fca “escondida”, isto é, você não consegue vê-la.
Figura 4 Figura 5 Figura 6 Figura 7 Figura 8
s
u
a

r
e
s
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o
s
t
a
1.
Retas e planos posições relativas
Da mesma forma que em outras aulas, precisamos de alguns axiomas para iniciar
nosso estudo sobre a geometria espacial.
kxIoma 1 – Dados dois pontos distintos do espaço, existe uma, e somente uma, reta
que os contém.
kxIoma Z – Por três pontos não colineares passa um, e somente um, plano que os contém.
kxIoma 8 – Se dois pontos de uma reta pertencem a um plano, ela também pertence
a esse plano.
Pontos colineares
Pontos colineares são
pontos pertencentes a
uma mesma reta.
4 kuIa 1Z  Geometria Plana e Espacial  2ª Edição 2ª Edição kuIa 1Z  Geometria Plana e Espacial
Atividade 2
Sejam r e t duas retas que concorrem num ponto P.
a) Se A é um ponto de r e B um ponto de t, ambos distintos de P, então P, A e
B determinam um ___________, segundo o axioma 2.
b) O plano determinado acima contém r e t, pois ______________________
_____________________________________________________________
_______________________________________.
Você acabou de mostrar que duas retas concorrentes determinam um único plano.
A Figura 9 refere-se à aIIvIdada Z acima e representa um plano com duas retas r e t,
concorrentes em P, e dois pontos A e B, pertencentes a r e t, respectivamente.
Parabéns!
Queremos deixar claro, nesse início de aula, que, para uma construção axiomática
rigorosa do assunto que estamos introduzindo, seriam necessários outros axiomas, mas
vamos evitar explicitá-los enquanto for possível, para não justifcar todos os fatos que
utilizaremos, deixando que nossa intuição e experiência se encarreguem disso.
FroposIção 1 – Dados uma reta r e um ponto P não pertencente a ela, existe um único plano
que contém r e P.
Para demonstrar essa proposição, tomemos dois pontos distintos Q e R sobre a reta r.
Como P, Q e R não são colineares, o axioma 2 garante que por eles passa um único plano.
Se o plano contém Q e R, então pelo axioma 3, ele contém r. Mostramos, portanto, que
existe um plano contendo r e P. Como esse é o único plano que contém P, Q e R, segue que
é o único que contém r e P.
Da mesma forma que para retas num mesmo plano, duas retas distintas no espaço podem
ter no máximo um ponto em comum. Isso está assegurado pelo axioma 1. Assim, duas retas
com mais de um ponto em comum são coincidentes (mesma reta). Quando elas têm apenas
um ponto em comum, são chamadas de retas concorrentes e determinam um único plano.
6 2ª Edição kuIa 1Z  Geometria Plana e Espacial
Quando duas retas não possuem ponto em comum, elas podem ou não determinar um
plano. Caso determinem um plano, são retas paralelas e, do contrário, são chamadas raIas
ravarsas.
Note que para duas retas serem paralelas, no espaço, não é sufciente que elas não se
interceptem, é necessário também que estejam num mesmo plano.
Você sabia que, em condições naturais idênticas, os troncos de dois coqueiros não
muito distantes são sempre paralelos?
k
r
F
8
I
Figura 9
Para compreender melhor a idéia de retas reversas faça a seguinte experiência: pegue
dois palitos (que irão representar duas retas). Ponha-os sobre uma mesa em qualquer
posição, desde que não se toquem, e levante uma extremidade de um deles. Você ter
observado que não existe um plano que contém esses palitos nessa posição. Isso diz que as
retas que contêm tais palitos são reversas.
Como verifcar se duas retas no espaço são paralelas?
Desafo
6 kuIa 1Z  Geometria Plana e Espacial  2ª Edição 2ª Edição kuIa 1Z  Geometria Plana e Espacial
Figura 10
k
8
ß
L
6
r
s
I
A Figura 10 representa uma pirâmide. Os pontos A, B, C, D e E são seus vértices, os
segmentos AB, BC, CD, AD, AE, BE, CE e DE são suas arestas, os triângulos ABE, BCE, CDE
e DAE são suas faces e ABCD é sua base.
A reta r pertence à face ABE, a reta s está sobre a face BCE e a reta t está na sua base.
Atividade 3
a
b
r
As retas r e s são paralelas, concorrentes ou reversas?
As retas r e t são paralelas, concorrentes ou reversas?
Existe um plano que contém r e s?
Observe a Figura 10, refita um pouco e responda.
7 2ª Edição kuIa 1Z  Geometria Plana e Espacial
d
Existe um plano que contém r e t?
Justifque suas respostas para os itens c e d.
a
s
u
a

r
e
s
p
o
s
t
a
a)
b)
c)
d)
e)
8 kuIa 1Z  Geometria Plana e Espacial  2ª Edição 2ª Edição kuIa 1Z  Geometria Plana e Espacial
A pirâmide é uma fgura espacial, isto é, de três dimensões. A representação da FIgura 8
é plana, ou seja, uma projeção bidimensional da pirâmide. Como essas projeções distorcem
ângulos, modifcam comprimento de segmentos e não permitem distinguir pontos que
estejam sobre uma mesma linha de projeção, isso difculta muito a compreensão de um
objeto tridimensional, quando visto em uma projeção bidimensional.
É essa habilidade que um engenheiro necessita para desenvolver o projeto de construção
de um edifício, ponte ou barragem, olhando para as fguras (plantas) feitas pelo arquiteto.
Situação semelhante é a de um engenheiro mecânico, por exemplo, quando vai construir uma
nova peça, representada numa folha de papel ou na tela de um computador (que é plana).
Em geometria plana, usamos a palavra triângulo, tanto para indicar o próprio triângulo
(fgura determinada pelos segmentos que ligam três pontos não colineares) como para indicar
a região determinada por ele e por seu interior. O mesmo ocorre em geometria espacial, ou
seja, a pirâmide indica a fgura formada por suas faces, como também o conjunto composto
por esses pontos mais os pontos interiores. É como se uma fosse oca e a outra não.
Para que você entenda melhor o que é uma pirâmide e possa distinguir seus vértices,
faces e arestas, vamos ajudá-lo a construir uma.
Tome uma folha de cartolina e nela desenhe um quadrado e quatro triângulos isóceles
congruentes e recorte a cartolina de modo a obter a fgura a seguir.
Agora, faça um vinco em cada lado do quadrado, para facilitar a dobradura de todos os
triângulos em suas bases, de modo a poder juntar seus lados, colando-os com fta gomada,
por exemplo.
Veja como se juntam os triângulos para formar a pirâmide na Figura 12.
Figura 11
Figura 12
9 2ª Edição kuIa 1Z  Geometria Plana e Espacial
O procedimento inverso ao que acabamos de fazer, isto é, abrir a pirâmide, é chamado
de planifcação. Consiste em cortar a pirâmide ao longo das arestas e abri-la sobre uma
região plana (mesa). A fgura seguinte mostra a pirâmide se abrindo.
A pirâmide é um caso particular de uma família de fguras geométricas espaciais
chamadas poliedros, com as quais você já teve contato na aula 7. Outros exemplos são o
cubo e o paralelepípedo, mostrados, respectivamente, nas Figuras 14 e 15.
O cubo possui seis faces quadradas, todas congruentes, enquanto o paralelepípedo tem seis
faces retangulares, sendo as opostas congruentes. Note que as arestas resultam da interseção
de duas faces adjacentes e que faces opostas não se interceptam, mesmo que prolongadas
indefnidamente. Observe também que algumas arestas se interceptam e outras não, existindo,
portanto, arestas paralelas, concorrentes e reversas, além das perpendiculares.
Das posições relativas entre duas retas no espaço, citadas anteriormente, apenas o
perpendicularismo ainda não foi introduzido. Quando elas são concorrentes, estão num
mesmo plano e serão perpendiculares se formarem quatro ângulos retos. Se são retas
reversas, serão perpendiculares se uma delas interceptar uma reta paralela a outra, formando
quatro ângulos retos.
Veja a ilustração seguinte, na qual as retas r e s são reversas, t é paralela à r, e lembre-
se de que as três retas não estão num mesmo plano.
Figura 13
Figura 14 Figura 15
10 kuIa 1Z  Geometria Plana e Espacial  2ª Edição 2ª Edição kuIa 1Z  Geometria Plana e Espacial
Releia as observações feitas sobre o cubo e o paralelepípedo e comprove a existência
de arestas perpendiculares, inclusive com arestas reversas.
Atividade 4
Tente observar a fgura de um cubo, sob vários ângulos, e diga quais das
fguras geométricas planas, a seguir, podem ser vistas, dependendo do ângulo
do observador.
Quando você conseguir responder, mentalmente, a esse tipo de questão, sem recorrer
ao objeto concreto, pode comemorar, pois muitas pessoas têm enormes difculdades para
resolver questões dessa natureza.
Vejamos agora as posições relativas entre retas e planos. Observe mais uma vez a
fgura do paralelepípedo, introduzida anteriormente. Note que a aresta de uma face é sempre
paralela às arestas das faces opostas. Isso sugere a seguinte defnição.
Figura 16
r
I
s
Uma reta é paralela a um plano, se não possui ponto em comum com ele.
Figura 17 Figura 18 Figura 19 Figura 20 Figura 21
11 2ª Edição kuIa 1Z  Geometria Plana e Espacial
Caso a reta tenha pontos em comum com um plano, temos duas possibilidades:
n apenas um ponto em comum – raIa saranIa ao plano;
n dois pontos em comum – raIa roInrIdanIa com o plano. (axioma 3)
Se uma reta é secante a um plano num ponto P, forma ângulos com cada reta do plano
que contém P. Se ela formar ângulos retos com pelo menos duas retas distintas do plano que
passam por P, dizemos que essa reta é parpandIruIar ao pIano. Caso contrário, isto é, se ela
formar ângulo reto com, no máximo, uma reta do plano, dizemos que é obIíqua.
Atividade 5
Justifque por que as varetas usadas para medir o nível da água nas barragens
é perpendicular à superfície da água.
Vamos seguir com
as atividades.
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1.
1Z kuIa 1Z  Geometria Plana e Espacial  2ª Edição 2ª Edição kuIa 1Z  Geometria Plana e Espacial
Atividade 6
1
Explique o que você entende por posição horizontal.
Z
Pergunte a um pedreiro como ele consegue nivelar um piso usando uma
mangueira com água. Dê sua justifcativa para esse procedimento.
s
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e
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a
1.
Z.
Para concluir nossa aula, vamos introduzir as noções sobre as posições relativas de
dois planos. Já vimos, na aula 2, que as retas são subconjuntos especiais dos planos. Na
presente aula, vimos que duas retas podem não possuir pontos em comum – retas paralelas
–, podem ter um único ponto em comum – retas concorrentes – e podem ter dois pontos em
comum – retas coincidentes.
Situações semelhantes ocorrem no espaço com uma reta e um plano. Faça um exercício
mental e tente imaginar o que acontece com dois planos. É possível que não tenham pontos
comuns? Podem se interceptar em um único ponto? Podem possuir apenas dois pontos
comuns?
18 2ª Edição kuIa 1Z  Geometria Plana e Espacial
A representação geométrica de um plano se assemelha a
uma folha de papel, conforme mostra a Figura 22.
Como as folhas de papel são fexíveis e se curvam, na
prática, é melhor trabalhar com um pedaço de cartolina grossa
ou mesmo uma tábua bem fna, do tipo compensado.
Não esqueça de que nossa representação corresponde a uma
parte do plano que, na realidade, se prolonga indefnidamente em
todas as direções.
Após essas considerações, observe as Figuras 23 a 25 e veja
se é possível dois planos se interceptarem em apenas um ponto,
somente em dois pontos ou não se interceptarem em ponto
algum. Aconselhamos que você faça experiências concretas para
ajudá-lo em suas conclusões.
É comum o uso de letras gregas como , e (alfa, beta e
gama, respectivamente), para denominar planos, assim como o
uso de letras latinas maiúsculas para pontos e minúsculas para
retas, conforme você deve ter notado.
Se dois planos distintos possuem mais de um ponto em
comum, o axioma 3 nos garante que a interseção desses planos
é uma reta e, nesse caso, dizemos que os planos são saranIas.
Note que os pontos comuns aos planos, na afrmação
anterior, pertencem a uma mesma reta, pois, caso contrário, os
planos coincidiriam, conforme diz o axioma 2.
Dois planos não podem se interceptar em um único ponto,
conforme nos sugere a Figura 23. Entretanto, esse resultado não
pode ser provado a partir dos axiomas anteriores e, portanto,
temos que acrescentar mais um axioma a nossa teoria.
kxIoma 4 – Se dois planos têm um ponto em comum, então eles
possuem pelo menos uma reta em comum.
A atividade seguinte mostrará a existência de planos
paralelos. Mais ainda, mostrará que por um ponto não pertencente
a um plano passa um único plano paralelo.
Figura 22
Figura 23
Figura 24
Figura 25
14 kuIa 1Z  Geometria Plana e Espacial  2ª Edição 2ª Edição kuIa 1Z  Geometria Plana e Espacial
Atividade 7
1
Z
8
4
6
Faça um desenho representando um plano a e, sobre ele, trace duas
retas distintas r e s, que se interceptam num ponto P.
Construa a reta t, perpendicular ao plano a, passando por P.
Marque um ponto Q, sobre a reta t, diferente de P.
Trace, passando por Q, a reta u paralela a r e a reta v paralela a s.
Desenhe o plano b que contém u e v.
Por que (desconsidere as possíveis imprecisões no desenho) o
plano b é paralelo ao plano a?
6
Parabéns! Você acabou de mostrar que por um ponto não pertencente a um plano
dado passa um único plano paralelo ao mesmo.
Conclua que o plano b, assim construído, é o único plano paralelo
a a. (Sugestão: supor que existe outro e usar o quinto postulado de
Euclides).
7
16 2ª Edição kuIa 1Z  Geometria Plana e Espacial
Figura 26
Explique como construir uma reta perpendicular a um plano, passando por um
de seus pontos, inspirando-se na fgura a seguir, composta por um plano e dois
triângulos retângulos.
Desafo
Observe que esse é um procedimento usado no dia-a-dia, pois corresponde à
necessidade, em várias profssões, de se colocar na posição vertical, um poste, as colunas
de um edifício, uma antena etc.
Para verifcar se você respondeu ao desafo corretamente, consulte o livro A Matemática
do Ensino Médio, vol. 2, de Elon Lages Lima e outros.
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1.
16 kuIa 1Z  Geometria Plana e Espacial  2ª Edição 2ª Edição kuIa 1Z  Geometria Plana e Espacial
A noção de reta perpendicular a um plano a é fundamental para o conceito de distância
de um ponto a um plano e para a idéia de simetria relativa a um plano.
A distância de um ponto P a um plano a , que denotaremos por d(P,a), é a distância de
P ao ponto Q de interseção do plano com a reta que contém P e é perpendicular a a .
O simétrico de um ponto P não pertencente a um plano a, com relação a esse plano, é o
ponto P’ da reta perpendicular ao plano e que contém P, de modo que o ponto de interseção
dessa reta com o plano é o ponto médio de PP’.
A Figura 27 esclarece, um pouco mais, essas idéias.
Figura 27
Outra idéia importante decorrente do perpendicularismo de reta e plano é a projeção
ortogonal de um ponto sobre um plano.
A projeção ortogonal de um ponto P sobre um plano é o ponto de interseção do plano
com a reta perpendicular que contém P.
A projeção ortogonal de uma fgura F sobre um plano é a fgura que se obtém projetando-
se todos os pontos de F no plano.
A ilustração seguinte mostra a projeção ortogonal de um triângulo sobre um plano.
Figura 28
P
Q
P’
a
PP’ e PQ = P’Q
17 2ª Edição kuIa 1Z  Geometria Plana e Espacial
Releia a atividade 1 e veja sua relação com o conceito de projeção ortogonal. Note
que o que nós vemos, quando olhamos para uma fgura que está afastada (quanto mais,
melhor), é praticamente uma projeção ortogonal. É por isso que em desenho técnico os
termos “frontal”, “perfl” e “topo” correspondem a três posições específcas do observador
ou, equivalentemente, três posições do objeto. A vista frontal mostra como um observador
situado à frente do objeto e bem distante o veria. Na vista de perfl, o observador fca situada
ao lado do objeto e, na de topo, sobre o objeto. No caso de poliedros, os desenhos dessas
vistas correspondem às suas arestas.
As fguras a seguir correspondem a um sólido e suas três vistas. Observe-as com
atenção para compreender o signifcado dos termos frontal, perfl e topo. Para que você
entenda o formato desse sólido, imagine uma barra de sabão, dessas que encontramos
nos supermercados e mercearias, em que de um de seus cantos retiramos um pedaço com
aparência de um cubo.
Resumo
Nesta aula, estudamos todas as situações referentes à posição relativa entre
retas, retas e planos e entre planos. Discutimos, ainda, uma série de questões
decorrentes dessas situações, inclusive construções e aplicações. Estudamos,
também, a forma de algumas fguras tridimensionais e suas planifcações,
destacando a visão espacial como habilidade importante na compreensão das
propriedades desses objetos.
Figura 29 Figura 30
Figura 31 Figura 32
18 kuIa 1Z  Geometria Plana e Espacial  2ª Edição 2ª Edição kuIa 1Z  Geometria Plana e Espacial
Auto-avaliação
A teoria apresentada nesta aula, juntamente com as atividades desenvolvidas,
possibilitam a compreensão e resolução dos seguintes problemas.
1
Z
8
4
Dada uma reta r no espaço e um ponto P, não pertencente à r, construa a reta que
contém P e é paralela à r.
Prove que uma reta é paralela a um plano, se, e somente se, for paralela a uma
reta do plano.
Justifque por que as faces opostas de um paralelepípedo são paralelas.
Mostre que duas retas distintas perpendiculares a um mesmo plano são paralelas.
Tente desenhar a fgura espacial, cujas vistas frontal (frente), perfl (lateral) e topo
(superior) são mostradas nas fguras que seguem.
6
Tente desenhar as vistas frontal, perfl e topo da Figura 36, a seguir.
6
Figura 36
Figura 33 Figura 34 Figura 35
19 2ª Edição kuIa 1Z  Geometria Plana e Espacial
Referências
BARBOSA, João Lucas Marques. ûaomaIrIa aurIIdIana pIana. 6.ed. Rio de Janeiro:
SBM, 2004.
O PRIMEIRO Livro dos Elementos de Euclides. Tradução Irineu Bicudo. Editor geral John A.
Fossa. Natal: SBHMat, 2001. (Série textos de história da matemática, 1).
LIMA, Elon Lages et al. k maIamáIIra do ansIno mádIo. Rio de Janeiro: SBM, 1999. v. 2.
LOFF, Dina Maria Santos. kIgumas arIIvIdadas dIdárIIras para a InIrodução da gaomaIrIa
aurIIdIana. Coimbra: Universidade de Coimbra, 1993. (Publicações de história e metodologia
da matemática).
LOUREIRO, Cristina et al. ûaomaIrIa. Lisboa: Ministério da Educação, 1998.
MACHADO, Nilson José. MadIndo romprImanIos. São Paulo: Editora Scipione, 1988.
OLIVEIRA, A. J. Franco de. ûaomaIrIa aurIIdIana. Lisboa: Universidade Aberta, 1995.
RESENDE, E. Q. F; QUEIROZ, M. L. B. ûaomaIrIa aurIIdIana pIana a ronsIruçõas gaomáIrIras.
Campinas: Editora da UNICAMP, 2000. (Coleção livro-texto).
Z0 kuIa 1Z  Geometria Plana e Espacial  2ª Edição
Anotações