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VII FÓRUM BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Centro de Convenções – Salvador – Bahia

Construindo Indicadores e Parâmetros para Avaliação em Educação Ambiental: Teoria e Ação

Wagner Coelho da Luz Prof. Dr. Sandro Tonso Thiago D’agosta

Março de 2012

Objetivos da Oficina
Apresentar e discutir alguns conceitos relevantes sobre o tema de uma EA Crítica; Promover uma prática de construção de indicadores e parâmetros para avaliação em EA; Aprimorar a noção de avaliação de processos educativos socioambientais com os participantes;

3) Apresentação das discussões . reflexão e discussão em grupo.Métodos 1) Exposição conceitual 2) Leitura.

pedagógicas.Campo Ambiental “o conjunto heterogêneo de atores e a diversidade de práticas. crenças e valores (…) cujo eixo comum alude à valorização da natureza e do meio ambiente como um bem (…) espaço estruturado e estruturante (…) inclui uma série de práticas e políticas. .19)”.16 . religiosas e culturais (Carvalho. p.

.As Correntes/Vertentes da EA As Correntes Conservadoras com foco prioritário nas consequências e. até mesmo na sua superação (GUIMARÃES. distribuição e consumo de bens). 2004. portanto.19). nos ajustes do modelo de sociedade (de produção. p. Correntes Críticas tem prioridade de compreender as causas das problemáticas ambientais e focar suas forças nas mudanças do modelo.

19) .O que pretende a EA Crítica? “Nessa visão. com seus problemas sociais e ambientais. sendo. significando uma Educação política” (GUIMARÃES. Ensino que se abre para a comunidade. é práxis. estes. o ensino é teoria/prática. 2003. conteúdo do trabalho pedagógico. educando e educador são agentes sociais que atuam no processo de transformações sociais. p. portanto. Aqui a compreensão e a atuação sobre as relações de poder que permeiam a sociedade são priorizados.

(FREITAS 1995. p.Como saber se estamos no caminho certo? “O processo de avaliação está intrinsecamente relacionado a esta atividade objetiva/subjetiva de apropriação e objetivação. Objetivos e avaliação estão em permanente interação”. As contradições entre o pensado e o real são uma poderosa fonte de motivação para o homem estabelecer novos objetivos.13) . O homem está constantemente “avaliando” suas realizações por meio de um permanente confronto entre o realizado e suas novas necessidades.

2005.3) . Ainda que possam se repelir. ainda se necessitam.Quantidade & Qualidade “não se trata. no entanto. p.” (DEMO. de estabelecer entre qualidade e quantidade uma polarização radical e estanque. Cada termo tem sua razão própria de ser e age na realidade como uma unidade de contrários. como se fosse uma a perversão da outra.

articulação e apropriação individual e coletiva dos conhecimentos Nível de sensibilização para os assuntos tratados (construção de valores) Capacidade de intervenção sobre a realidade em acordo com o apropriado e sentido Para maior confiabilidade. .Particularidades da Avaliação em EA Capacidade de compreensão. relevância e aceitação dos resultados da avaliação o processo deve ser participativo.

Dois níveis para a Avaliação Avaliação do projeto pedagógico/ação/intervenção educacional Se a ação pedagógica tem um caráter transformador Se dá conta da complexidade da EA Se aponta para a mudança de atitudes ou somente para a assimilação de informações Avaliação da aprendizagem ao nível do educando O impacto da ação educativa nos indivíduos Reconhecer o significado que a ação em EA desperta nos envolvidos .

2002. a avaliação julga o valor dessa coisa e impulsiona na direção de sua melhoria. mas não diz se o objeto é de ouro ou de prata” (DEPRESBITERIS.Medição e Avaliação “a medida dá a extensão de alguma coisa.3). Dizem que a balança dá o peso. Comparação com conceitos Entre o que é e o que desejamos que seja. p. Maior ou menor aproximação Fundamentalmente participativo .

elementos. processos ou propriedades que refletem uma determinada condição. Fornecem meios para avaliação de algum significado que não pode ser medido diretamente.Definições Indicadores Valores. Parâmetros São como limites de um indicador Dizem de onde até onde um indicador é válido Técnicas São os métodos para coleta de informações relevantes .

Assistemática. situações de aspectos significativos informações e experiências vivenciadas. sem definição prévia. registros livres. Construção de conhecimentos. com Obter listas de aspectos a serem objetivos e aspectos já informações observados.Algumas técnicas para avaliação em EA: TÉCNICA NO QUE CONSISTE FUNCIONAMENTO ESTRATÉGIAS Projetos Promover projetos com pessoas Desenvolvimento de projetos em comunidade. construindo que caracterizem objetivos. definidos sobre desempenho em Registros de acontecimentos. desenvolvido Check-lists pré definidos – Sistemática. auxiliando na definam propriedades projetos a serem resolução de problemas resultados e estratégias para realizados comuns e avaliando o que se alcançar processos e conseguiu em termos do projeto resultados específicos. casuais Observação . ou seja.

estabelecendo conexões entre conceitos que vão do mais geral aos mais específicos. experiência de projeto.) TÉCNICA NO QUE CONSISTE FUNCIONAMENTO ESTRATÉGIAS Portfólio Oportunidades de documentar.Algumas técnicas para avaliação em EA: (cont. Representação escrita em lousa. educandos durante um necessário avançar em sobre como a curso. disciplina ou termos de desenvolvimento. . Se constituem numa carta aprendizagem sempre enriquecida com modificou sua vida. anotações e a própria aprendizagem para trabalhos realizados pelos compreender no que é ensaios auto reflexivos. novas informações. estruturar os procedimentos e Conjunto de todos os relatórios. Mapas conceituais Diagramas que representam relações entre conceitos. Material escrito individualmente ou com a contribuição coletiva. registrar e Dados de visitas. papel ou em ambiente virtual. resumos de textos.

A alta proporção entre o número de pessoas que falam e o número total de pessoas presentes nas reuniões é um dado positivo. Potência de ação e Alteridade: CATEGORIA Respeito à alteridade INDICADOR Abertura ao diálogo PARÂMETRO Deve haver atenção e respeito à fala de cada pessoa Em uma reunião é desejável que haja igualdade de tempo de fala entre todas as pessoas.Exemplos de indicadores dos conceitos de Pertencimento. ou seja. Tempo de fala Espaço de diálogo Distribuição das falas . todos os participantes devem ter a mesma oportunidade de se expressar.

As questões ambientais tem resultado do modelo as mesmas raízes dos problemas sociais. certamente.Como reconhecer o caráter crítico em um projeto ou ação de EA? INDICADOR PARÂMETROS Tendência a entender as problemáticas Este é. . buscando romper com a fragmentação e a hierarquização do conhecimento. social Tendência a um pensamento integrador Este indicador se manifesta no esforço de articular os diversos saberes que orientam o entendimento sobre a realidade. o entendimento central ambientais como um na EA Crítica.

Criar a noção de pertencimento. o conhecimento A realidade concreta somente faz sentido se for compreendido a como referência partir e para a ação social cotidiana. para a vida real. .Como reconhecer o caráter crítico em um projeto ou ação de EA? (cont.) INDICADOR PARÂMETROS Uma EA Crítica busca aproximar os sujeitos de sua realidade concreta. grupo social ou comunidade. A EA Crítica busca construir a noção de pertencimento à cultura.

Cobrindo as lacunas Como foi o entendimento do caminho conceitual que realizamos? .

Orientações para a atividade A partir das experiências e vivências pessoais na EA. reflitam sobre as questões: Como os conceitos de Alteridade. e após a leitura dos textos indicados para a atividade. Participação. Potência de Ação e Pertencimento se manifestam na prática educativa?" (Indicadores e Parâmetros) Quais as estratégias para perceber essas manifestações? (Técnicas) .

Porto Alegre: Editora da UFRGS. 2005 . L. (Org. José Eduardo dos.br/seb/arquivos/pdf/vol3a.pdf > Acessado em: 26/03/2012 FERRARO. SATO. A Contribuição da Educação Ambiental à Esperança de Pandora.fantasias de uma autora. v. Volume 1. Avaliação qualitativa. 2º Edição. Isabel. DEPRESBITERIS.).A. Disponível em: < http://portal. 8° Edição. In: SANTOS. São Carlos: Rima. In Congresso Brasileiro de Qualidade na Educação. Coleção Polêmicas do nosso tempo. Avaliação da Aprendizagem na Educação Ambiental – Uma relação muito delicada. __________________. Diretoria de Educação Ambiental.gov. Brasília: SEF/MEC. Os diversos olhares da avaliação na educação ambiental . 2001. Pedro. 1º Edição. 2005. Encontros e caminhos: formação de educadoras(es) ambientais e coletivos educadores. 2002. A invenção ecológica: narrativas e trajetórias da Educação Ambiental no Brasil.J. Michèle. 25.Referências bibliográficas CARVALHO. Campinas: Autores Associados. Lea.mec. 2002 DEMO. Brasília: MMA.

Coleção Magistério: Formação e Trabalho Pedagógico.) FREITAS. Luiz Carlos de. Pedro. 1º Edição. No consenso um embate? 2º Edição.J. Encontros e caminhos: formação de educadoras(es) ambientais e coletivos educadores. 2005 .A.A.J. Educação Ambiental. 1º Edição. Brasília: MMA. GUIMARÃES. L. (Org. Diretoria de Educação Ambiental. In: FERRARO. 2º Edição. Campinas: Papirus. (Org. Educação Ambiental. Diretoria de Educação Ambiental. 2003 ________________. Encontros e caminhos: formação de educadoras(es) ambientais e coletivos educadores.). In: FERRARO. L. JACOBI. 3º Edição. Volume 1. 2005 MAKIUCHI. 2004. Participação.). Maria de Fátima Rodrigues. Brasília: MMA. Volume 1. Mauro. 1995.Referências bibliográficas (Cont. Alteridade. Crítica da organização do trabalho pedagógico e da didática. Coleção Temas em Meio Ambiente. Campinas: Papirus. Duque de Caxias: UNIGRANRIO Editora.

CHABES. Sandro.A. Daniela Soliz.J. Iniciação Científica – processo FAPESP 06/02138-6. Relatório Parciais 1. alteridade e potência de ação. 2005 SÁ. Volume 1.Lourenço. In: FERRARO. NAKAMURA.Referências bibliográficas (Cont. Wagner. Potência de Ação. Relatório Final. Alessandra Buonovoglia. Diretoria de Educação Ambiental. In: FERRARO. Encontros e caminhos: formação de educadoras(es) ambientais e coletivos educadores. (Org.). LUZ. Parâmetros e Indicadores de uma Educação Ambiental Crítica a partir da construção dos conceitos de pertencimento. Encontros e caminhos: formação de educadoras(es) ambientais e coletivos educadores. Pertencimento. 2006.) SANTOS. 2011. L. Iniciação Científica – processo FAPESP 08/0806063-3. Marcos. Construção de indicadores e parâmetros de educação ambiental crítica.J. 2005 TONSO. (Org. COSTA-PINTO. _____________. Brasília: MMA. Diretoria de Educação Ambiental.A. 2 e 3. 1º Edição. . Laís Mourão. Cláudia Coelho. 1º Edição.). Brasília: MMA. L. Volume 1.

Sandro Tonso sandro@unicamp. Dr.com Thiago D’agosta Camargo thiagocipo@yahoo.br .Contatos Prof.br Wagner da Luz sujeitowagner@gmail.com.

VII FÓRUM BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL SALVADOR – BAHIA MARÇO DE 2012 .