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Dezembro, 2004

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Nome completo da(s) Unidade(s) autora(s) (sem sigla) Ministério da Agricultura e do Abastecimento

Sistemas de Produção 2

Sistema de Produção para Manejo do Cajueiro Comum e Recuperação de Pomares Improdutivos

Francisco Nelsieudes Sombra Oliveira
(Editor Técnico)

Fortaleza, CE 2004

Exemplares desta publicação podem ser adquiridos na: Embrapa Agroindústria Tropical Rua Dra. Sara Mesquita, 2270 - Pici Caixa Postal 3761 Fone: (85) 299-1800 Fax: (85) 299-1803 Home page www.cnpat.embrapa.br E-mail sac@cnpat.embrapa.br Comitê de Publicações da Embrapa Agroindústria Tropical Presidente: Presidente: Valderi Vieira da Silva Secretário-Executivo: Marco Aurélio da Rocha Melo Membros: Henriette Monteiro Cordeiro de Azeredo, Marlos Alves Bezerra, Levi de Moura Barros, José Ednilson de Oliveira Cabral, Oscarina Maria Silva Andrade e Francisco Nelsieudes Sombra Oliveira. Supervisor editorial: Marco Aurélio da Rocha Melo Revisor de texto: Maria Emília de Possídio Marques Normalização bibliográfica: Ana Fátima Costa Pinto Fotos da capa: Editoração eletrônica: Arilo Nobre de Oliveira 1a edição 1a impressão (2004): 300 exemplares Todos os direitos reservados. A reprodução não-autorizada desta publicação, no todo ou em parte, constitui violação dos direitos autorais (Lei no 9.610). CIP - Brasil. Catalogação-na-publicação Embrapa Agroindústria Tropical

Sistema de produção para manejo do cajueiro comum e recuperação de pomares improdutivos / Francisco Nelsieudes Sombra Oliveira
(editor técnico). Fortaleza: Embrapa Agroindústria Tropical, 2004. 37 p. (Embrapa Agroindústria Tropical. Sistemas de Produção, n. 2). 1. Caju - Sistema de produção. 2. Caju comum - Cultivo. 3. Anacardium occidentale L. 4. Cajueiro - Recuperação pomar. I. Oliveira, Francisco Nelsieudes Sombra. II. Título. III. Série. © Embrapa 2004

Autores

Francisco Nelsieudes Sombra Oliveira Eng. Agrôn., M.Sc., Embrapa Agroindústria Tropical, Rua Dra. Sara Mesquita, 2270 - Pici CEP 60511-110 Fortaleza, CE, tel.: (85) 3299-1844 sombra@cnpat.embrapa.br Afrânio Arley Teles Montenegro Eng. Agrôn., M.Sc., Embrapa Agroindústria Tropical, tel.: (85) 3299-1925, afranio@cnpat.embrapa.br Álfio Rivera Carbajal Eng. Agrôn., M.Sc., Plataforma Regional do Agronegócio Caju, tel.: (85) 3299-1925, alfio@cnpat.embrapa.br Antônio Lindemberg Martins Mesquita Eng. Agrôn., D.Sc., Embrapa Agroindústria Tropical, tel.: (85) 3299-1840, mesquita@cnpat.embrapa.br Antonio Renes Lins de Aquino Eng. Agrôn., D.Sc., Embrapa Agroindústria Tropical, tel.: (85) 3299-1843, renes@cnpat.embrapa.br Francisco das Chagas Oliveira Freire Eng. Agrôn., Ph.D., Embrapa Agroindústria Tropical, tel.: (85) 3299-1856, freire@cnpat.embrapa.br

sidneias@hotmail. Embrapa Agroindústria Tropical. M.. tel..Sc. D.gov.br Pedro Felizardo Adeodato de Paula Pessoa Eng.br José Luiz Mosca Eng. M. tel.: (85) 3228-4947.. Agrôn.: (85) 3299-1847. CEP 60525-460 Fortaleza.. jiparente@sct.embrapa.ce.: (85) 3299-1864.Sc. D. Agrôn. CE.: (85) 3299-1814. Rua Alberto Ferreira. Agrôn. CEP 60341-140 Fortaleza. Embrapa Agroindústria Tropical..: (85) 3290-1743. Agrôn.Sc. tel.Geraldo Correia de Araújo Filho Eng.Sc. Embrapa Agroindústria Tropical.. M. tel. Av. pedro@cnpat.Sc. Agrôn.: (85) 3277-3400. D.. Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do Ceará . levi@cnpat.br Levi de Moura Barros Eng. Agrôn. mosca@cnpat. M. D. Agrôn. Embrapa Agroindústria Tropical. jp_caja@yahoo.br Lindbergue Araújo Crisóstomo Eng. CE. tel. tel.br José Ismar Girão Parente Eng. 1030... lindberg@cnpat. tel.embrapa.br João Rodrigues de Paiva Eng..: (85) 3299-1819. geraldof@cnpat.: (85) 3299-1951. Agrôn.embrapa.SECITECE.Sc. Embrapa Agroindústria Tropical.br Sidnéia Souza Silveira Eng.com . Bloco 4 – Água Fria. Rua Eurico Medina.embrapa... tel.: (85) 3299-1847..embrapa... 707.embrapa.br João Paulo Cajazeira Eng.. tel.Sc.com.Sc. Agrôn. paiva@cnpat.. 1672. Embrapa Agroindústria Tropical. Washinton Soares.

Nas páginas seguintes deste documento. aspectos agronômicos. elevação da renda e qualidade de vida do produtor rural. empregando a técnica de substituição de copas. Espera-se que o sistema de produção ora disponibilizado possa contribuir significativamente como instrumento para a melhoria da produtividade do cajueiro comum. situa-se entre 600 e 1. comercialização e coeficientes técnicos. em termos de descrição física. Lucas Antônio de Sousa Leite Chefe-Geral Embrapa Agroindústria Tropical . com pluviosidade normal. uma matéria-prima de melhor qualidade. importância econômica.Apresentação Estas recomendações destinam-se a produtores que exploram comercialmente pomares de cajueiro comum. cujos plantios foram realizados por meio de sementes ou mudas de pé-franco e aos produtores que pretendem recuperar pomares improdutivos. como conseqüência. trazendo.200 kg de castanha por hectare. o leitor terá oportunidade de conhecer os detalhes do sistema de produção de cajueiro comum. A produtividade esperada com a adoção dos sistemas de produção preconizados.

......................................................... 11 Recomendações técnicas .......... 19 Poda de manutenção ................................................................................................................................................................................................................................. 14 Controle de plantas daninhas ............ 17 Controle de plantas daninhas ......... 18 Adubação química ........ 11 Preparo do terreno ......................................................................................................................................................................... 11 Solos ............................... 18 Poda de formação ................................................ 19 ....................................... 15 Adensamento ............................................Sumário Introdução ............................................................................................. 13 Poda ........................................................................ 17 Consórcio ............................................................................................................ 9 Clima e solos ............................... 11 Correção do solo .................................................. 12 Clones recomendados ................................................................................................... 11 Escolha da área ...... 14 Controle fitossanitário ................. 13 Tecnologia mínima em cajueiro comum adulto ...... 14 Coroamento ........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 11 Clima ...... 15 Substituição de copa em cajueiro comum adulto ....................................................................................

....................................................................................................................................................... 25 Armazenamento refrigerado ........... 20 Cobertura morta ...................... 24 Embalagem ........................... 23 Indicadores de colheita ............................. 25 Pedúnculo para a indústria ............................ 26 Conservação da biodiversidade .......................................................... 20 Colheita e pós-colheita ........ 20 Controle fitossanitário ........................................................................................................................................................................................................ 27 Referências bibliográficas ....................................................................................................... 26 Coeficientes técnicos ...................................................................................................... 24 Classificação . 26 Conservação dos solos e dos recursos naturais ............ 26 Normas gerais sobre o uso de agroquímico .................................................................................. 25 Armazenamento da castanha .........................................................Coroamento ................................ 25 Gestão ambiental .................................................... 35 ......................................................................................................................................................

com uma capacidade de processar 280 mil toneladas/ano. considerando que a área ocupada.Manejo do Cajueiro Comum e Recuperação de Pomares Improdutivos Francisco Nelsieudes Sombra Oliveira Afrânio Arley Teles Montenegro Álfio Rivera Carbajal Antônio Lindemberg Martins Mesquita Antonio Renes Lins de Aquino Francisco das Chagas Oliveira Freire Geraldo Correia de Araújo Filho José Ismar Girão Parente José Luiz Mosca João Rodrigues de Paiva João Paulo Cajazeira Levi de Moura Barros Lindbergue Araújo Crisóstomo Pedro Felizardo Adeodato de Paula Pessoa Sidnéia Souza Silveira Introdução A cajucultura nacional se constitui numa atividade de expressiva importância socioeconômica. doces e derivados no agronegócio caju. Nos últimos anos. as exportações dos seus principais produtos – amêndoa de castanha de caju (ACC) e líquido da casca da castanha (LCC) – contribuíram para a geração de cerca de 140 milhões de dólares anuais sem considerar os valores provenientes da comercialização de sucos e derivados do caju. de 655. são responsáveis pelo emprego de 37.474 ha.500 pessoas no meio rural e 15.000 empregos nas indústrias de beneficiamento de castanha. . Esses números são mais expressivos ainda quando se considera o incremento do beneficiamento da castanha em minifábricas e nas indústrias de sucos. e a indústria de beneficiamento de castanha de caju.

no Brasil. irrigação. em áreas de sequeiro. recuperação de cajueiros improdutivos. no sentido de apoiar e fomentar a adoção dessas inovações tecnológicas. considerando-se que a produtividade média da cultura. de ações articuladas nas áreas de assistência técnica. nutrientes e ataques de pragas e doenças. usando extensas áreas contínuas. inclusive sem uso de corretivo e adubação. material genético de inferior qualidade. Na caracterização de cada um dos sistemas. e pouca atenção ao controle de pragas e doenças. em algumas áreas. em razão da instabilidade climática. Com essas tecnologias é possível se obter. propagação vegetativa. tendo em vista que as áreas existentes com cajueiro comum ainda são a base da exploração do agronegócio caju. foram diferenciados os manejos usados nas áreas já implantadas com cajueiro comum. em condições favoráveis. por meio da substituição de copa. redução considerável da população de plantas. . manejo integrado de pragas e doenças e processamento dos produtos do caju se constituem resultados expressivos capazes de contribuir para viabilizar economicamente o cultivo do cajueiro. substituição de copa ou clones de cajueiro comum. melhoria de sistemas de manejo. ocorrida entre as décadas de sessenta e oitenta. dependendo do sistema de produção usado: tecnologia mínima. práticas de desmatamento sem manejo florestal adequado. competição por água. como clones de cajueiro-anão precoce e comum. tem havido um declínio acentuado nos seus rendimentos e. Há necessidade. uso intensivo do fogo no controle do mato. Como resultado desse ineficiente modelo de exploração praticado na maioria dos pomares de cajueiro comum. no entanto. financiamento e da efetiva participação de produtores e industriais. nem sempre adaptáveis à cultura. produtividades de 600 a 1. crédito. manejo e tratos culturais inadequados. A cajucultura foi estruturada com base numa rápida expansão de área cultivada.10 Sistema de produção para manejo do cajueiro comum e recuperação de pomares improdutivos É reconhecido que esses números poderiam ser muito superiores se as tecnologias hoje disponíveis pelas instituições de pesquisa e universidades fossem absorvidas de forma eficiente e os produtores recebessem assistência técnica regular e de qualidade. pós-colheita. está em torno de 220 kg por hectare. As contribuições das instituições de pesquisa nas áreas de melhoramento genético. o que é um grande avanço. no que se refere à tecnologia mínima e substituição de copa.200 kg de castanha/ha.

Quando os ventos são superiores a 7 m/s aconselha-se o emprego de quebra-ventos.Sistema de produção para manejo do cajueiro comum e recuperação de pomares improdutivos Os requerimentos de clima. Preparo do terreno O tipo de cobertura vegetal e as características físicas do solo é que determinam o procedimento a ser adotado no preparo do terreno. Solos O cajueiro deve ser cultivado. baixa capacidade de retenção de água e fertilidade abaixo dos padrões requeridos pela cultura. embora a planta tolere uma faixa mais ampla de período chuvoso. regime de altas temperaturas. correção do solo e preparo do terreno foram considerados comuns para os sistemas de produção propostos. exige para seu desenvolvimento e produção.50 m. Os solos com pH com reação fortemente ácida devem sofrer correção. principalmente. escolha da área. 11 Clima e Solos Clima O regime pluviométrico mais adequado para a exploração racional do cajueiro está compreendido na faixa entre 800 e 1. A existência de uma malha viária que integre a produção aos locais de armazenamento e beneficiamento é essencial para redução dos custos de transporte e facilidade na comercialização da castanha e. em solos profundos. . evitando-se a utilização de solos rasos. sendo a média anual de 27º C a mais apropriada para o seu cultivo. Como planta de origem tropical.600 mm anuais. com relevo acidentado. do pedúnculo. preferencialmente. Recomendações Técnicas Escolha da área A instalação de um pomar comercial deve ser antecedida do conhecimento das exigências climáticas do cajueiro e do levantamento pedológico do terreno. Os ventos fortes prejudicam a condução dos pomares e ocasionam a queda de flores. em relevo plano ou suave ondulado. A umidade relativa do ar mais apropriada para a cultura situa-se na faixa entre 70% a 80%. de textura média. não sujeitos a encharcamento e com profundidade efetiva nunca inferior a 1. distribuídos de cinco a sete meses. solos.

A calagem deverá ser repetida. devido a acidez dos solos. as plantas de porte mais elevado para aproveitamento da madeira em toras. No caso de vegetação de capoeira o mais recomendado é utilizar mão-de-obra. . Depois da aplicação do calcário este deverá ser incorporado ao solo. Nas áreas onde o sistema a ser usado é a tecnologia mínima. uma vez que o destocamento é mais leve e a cobertura mais arbustiva. por meio de gradagem. Quando se tratar de vegetação de cerrado ou característica da transição cerradocaatinga. foices). Então: Onde: NC(t/ha) = CTC x (V2 – V1)/10 x PRNT NC = Necessidade de Calagem. chibancas. deficiência de cálcio e magnésio e toxidez de alumínio que são fatores limitantes da produção nessas regiões. utiliza-se o procedimento descrito para o caso da vegetação da zona costeira ou. procede-se a derrubada da vegetação remanescente. Correção do solo Deve-se proceder a correção do solo que. no inicio do período chuvoso. V2 = Saturação de Bases desejada(70%). preferencialmente. o desmatamento é realizado cortando-se. usando-se meios mecânicos (tratores de esteiras) ou manuais (machados. o que reduz os custos e impactos sobre o meio ambiente. recomenda-se o emprego de trator de esteira com corrente pesada para redução de custos e aumento do rendimento da operação. cuja cobertura vegetal é constituída de arbustos e árvores de médio porte. quando for o caso. obtida a partir da análise do solo. Na recomendação de calagem para os sistemas recomendados para o cajueiro comum. estacas e lenha e. O uso do calcário é recomendado para os solos do Cerrado e do Semi-Árido. A quantidade de calcário a ser aplicado baseia-se na saturação de bases. em seguida. recomenda-se efetuar a aplicação do calcário em faixas. é realizada com aplicador de calcário acoplado ao trator de pneus. CTC = Capacidade de Troca de Cátions. deve-se elevar a saturação de bases para 70%. inicialmente. quando recomendada por novas análises de solo.12 Sistema de produção para manejo do cajueiro comum e recuperação de pomares improdutivos Em áreas de vegetação natural da zona costeira caracterizada como caantiga hipoxerófila. V1 = Saturação de Bases atual. PRNT = Poder Relativo de Neutralização Total do calcário (%). sob a projeção da copa dos cajueiros.

Características dos clones de cajueiro. Tabela 1.00 10. doces. provenientes de sementes ou mudas.0 125.6 Cor do pedúnculo Amarela Alaranjada Vermelha Vermelha Amarela Vermelha Vermelha Laranja-clara Fonte: Embrapa Agroindústria Tropical. que objetivem diminuir a competição entre plantas por espaço. . e que apresentam manejo inadequado e baixa produtividade. deverá obedecer passos diferenciados em cada um dos sistemas de produção preconizados.0 105. Tecnologia Mínima em Cajueiro Comum Adulto As recomendações estão orientadas para plantios de cajueiro comum adulto. em virtude dos benefícios dessa prática para as mudas adensadas de cajueiro e para as culturas anuais utilizadas na consorciação.75 Peso do pedúnculo (g) 122.0 139. As intervenções devem se concentrar em práticas de custos reduzidos.Sistema de produção para manejo do cajueiro comum e recuperação de pomares improdutivos Nas áreas de substituição de copa com adensamento e/ou consórcio.0 125. para a cultura do cajueiro comum.30 9.50 7.00 9.40 9. recomenda-se a aplicação do calcário em toda a área.20 10. luz nutrientes e água. derivados e para consumo in natura são os clones indicados na Tabela 1.0 120.0 102. Clone CCP 06 CCP 09 CCP 76 CCP 1001 EMBRAPA 50 EMBRAPA 51 BRS 189 BRS 226 Peso da castanha (g) 6. Os indicados para as indústrias de beneficiamento de castanha e processamento de sucos. A implementação das recomendações técnicas subseqüentes. considerando-se o manejo para pomares adultos e para os plantios formados a partir do uso da técnica de substituição de copa.0 96. 13 Clones recomendados As instituições de pesquisa desenvolveram diversos clones de cajueiro comum e anão precoce de alta produtividade e com castanha e pedúnculo de superior qualidade. com cajueiro comum.50 9.

poderá ser substituída por um roço manual baixo. uma vez que não serão obtidos produtos com a uniformidade requerida pelas indústrias. principalmente no caso do uso da mecanização. pode ser conseguido por meio de gradagem no período chuvoso e uma roçagem no período seco. um adequado controle das plantas daninhas. Não se aconselha poda anual alta. assim como o rebaixamento das espécies herbáceas. em circunstâncias de pouca competição com as invasoras. que afeta a produção. Coroamento É uma prática realizada para complementar a gradagem/roçagem e. recomenda-se o repasse anual das áreas. Poda Caso o pomar apresente acentuado entrelaçamento de ramos deve-se proceder uma poda mais drástica com a finalidade de aumentar a área produtiva da planta e reduzir a competição por luz. aconselha-se o uso da capinadeira mecânica a cada dois anos. comprometida a melhoria das características físicas e. principalmente. Devem também ser eliminados os ramos que apresentam exagerado crescimento vegetativo pois são pouco produtivos. . na época da safra. a qualidade da castanha e do pedúnculo. para facilitar a colheita da castanha e do pedúnculo. é evidente que estas não deverão expressar todo o seu potencial produtivo como também fica. Em pequenas propriedades. ladrões e aqueles com tendência de crescerem para baixo o que dificulta os tratos culturais. conseqüentemente. Deve ser efetuada uma capina leve sob a projeção da copa. Nos anos subseqüentes. em parte. usando-se meios manuais e/ou tração animal. A capina. praguejados. deve-se eliminar os ramos secos. O período recomendado para a poda nos pomares adultos é no início da estação chuvosa. dependendo do período das chuvas e das espécies invasoras. nos 2/3 inferiores da planta.14 Sistema de produção para manejo do cajueiro comum e recuperação de pomares improdutivos Como as práticas agrícolas sugeridas não alteram o patrimônio genético das plantas. caso haja necessidade. Quando o controle das plantas daninhas estiver no nível desejável. de modo a evitar a formação de uma “bacia” mais profunda que venha expor as raízes das plantas. efetuando-se destocamento leve das espécies lenhosas e arbustivas. Controle de plantas daninhas Em pomares com espaçamentos definidos. pois a frutificação do cajueiro ocorre na periferia da copa.

utilizando motosserra. a substituição de copa pode ser efetuada em todas as plantas do pomar. a custos reduzidos. com idade máxima de 35 anos. formados a partir de sementes ou mudas. de plantas com copa substituída e cajueiros comuns adultos. em razão do tamanho da área plantada e do entrelaçamento dos ramos. a cerca de 40 cm do solo. provenientes de clones de cajueiro-anão precoce. cupim. ”castanhola” e “orelha-de-onça”. com clones de cajueiro-anão precoce. preferencialmente. em bisel. normalmente. nos quais se usam técnicas de manejo inadequadas e que apresentam baixa produtividade. e naqueles avaliados como de baixa produção. por meio da substituição de copa das plantas atípicas de baixa produção ou do sistema de fileiras alternadas só é aconselhável em circunstâncias muito particulares. Nas pequenas propriedades. ocorre emissão das brotações. permite o adensamento com clones de cajueiro-anão precoce e/ou o consórcio com culturas anuais e reduz o porte das plantas rejuvenescidas. A substituição de copa apresenta ainda outras vantagens: aumenta a produtividade do pomar. oferta de ramos florais para fornecimento dos propágulos. Nesse período deverá haver. usando-se a técnica de substituição de copa. conhecidos vulgarmente por “eucalipto”. uniformiza e melhora a qualidade da castanha e do pedúnculo. onde se torna difícil a avaliação individual do potencial produtivo das plantas. ao controle da broca-do-tronco e da resinose. a substituição de copa deve ser usada. se encontram aptas para a enxertia entre 60 e 90 dias. de difícil manejo. nos cajueiros considerados atípicos. portanto. Nas médias e grandes propriedades. em razão das dificuldades de manejo na mesma área. A técnica de substituição de copa consiste nas seguintes etapas: • Corte da planta. Após o corte. Substituição de Copa em Cajueiro Comum Adulto Destina-se a pomares de cajueiro comum adulto.Sistema de produção para manejo do cajueiro comum e recuperação de pomares improdutivos 15 Controle fitossanitário Como se trata de pomar de cajueiro adulto. Esses pomares podem ser rejuvenescidos. o que possibilita o adensamento com mudas de cajueiro-anão precoce e/ou o consórcio com culturas anuais. formiga e. as quais. em casos especiais. por meio da enxertia. . o controle fitossanitário deverá ser direcionado para os focos de incidência de pragas. A opção pelo rejuvenescimento parcial do pomar.

Deve-se proceder à eliminação de todas as brotações emitidas no tronco que não estejam enxertadas.16 Sistema de produção para manejo do cajueiro comum e recuperação de pomares improdutivos • Das brotações emitidas deverão ser selecionadas. dependendo do diâmetro do tronco. Fig. cupim e resinose. 1. escolher as mais vigorosas que estejam. preferencialmente. dois a três meses após o corte. usando-se o método de borbulhia. previamente. que ocorre normalmente após 30 dias. com atenção especial para a broca do tronco. Devem ser mantidos de três a cinco enxertos definitivos. de seis a oito que funcionarão como porta-enxertos. Após o pegamento do enxerto. e retirar a fita para evitar estrangulamento do ramo enxertado. acima do local da inserção da borbulha. • • • • A Figura 1 mostra o cronograma de execução das operações de substituição de copa. Quando necessário efetuar o controle das pragas e doenças. . efetuar a decapitação da brotação enxertada. localizadas no terço superior e distribuídas ao redor do tronco decepado. A enxertia deverá ser realizada usando-se o método da borbulhia em placa. Etapas da substituição de copas e fenologia do cajueiro no litoral do Ceará. para o litoral do Ceará.

8 estéreo/planta. O arranjo usado no adensamento depende do espaçamento inicial do pomar. procede-se à abertura das covas nas dimensões de 0. após a retirada do saco plástico. recomenda-se. em seguida. de acordo com o novo arranjo e. e/ou o consórcio com culturas anuais. o que praticamente cobre os custos diretos da operação. de modo a incorporar a vegetação remanescente. reduzir a infestação das plantas daninhas. efetuar replantio para manter a uniformidade do pomar. Como a substituição de copa possibilita o uso da área com culturas anuais. Recomenda-se uma gradagem cruzada superficial no período das chuvas e uma roçagem no período seco. aconselha-se. o que resulta na necessidade de adensar a área com mais 100 mudas de cajueiro-anão precoce. uma nova gradagem de nivelamento no ano seguinte. O espaçamento inicial convencionado é o de 10 x 10 m em quadrado.Sistema de produção para manejo do cajueiro comum e recuperação de pomares improdutivos Na condução dos pomares submetidos à substituição de copa. estimado em 1. neste caso. após o corte dos cajueiros adultos. com o devido cuidado. A área deverá ser então piquetada. O plantio deverá ser realizado no início das chuvas. um adequado preparo da área. com idade de cerca de 35 anos. . Caso haja necessidade. galhos finos e. do aproveitamento da área para o consórcio e do manejo usado no sistema de produção.40 x 0. Após o plantio deve-se usar cobertura morta para manter a umidade e reduzir a infestação de plantas daninhas. para evitar danos no sistema radicular das mudas. principalmente.40 m. por ser o mais difundido na cultura do cajueiro comum. Esse procedimento deverá ser autorizado pelo IBAMA. Somente em casos particulares aconselha-se o adensamento em pomares que utilizam espaçamento desordenados. 100 g de FTE-BR12 e 200 g de P2O5. Controle de plantas daninhas Nas médias e grandes propriedades. usando-se mudas de clones de cajueiro-anão precoce. recebendo cada cova uma adubação de 100 g de calcário dolomítico. deverá ser devidamente empilhada e comercializada com as cerâmicas e olarias. no inicio do período das chuvas.40 x 0. 17 Adensamento Quando se realiza a substituição de copa em todo o pomar é recomendável o adensamento. a lenha resultante do corte das plantas.

deverão ser utilizadas para consórcio com culturas anuais. soja.200 kg de castanha por hectare. além da renda adicional gerada pela produção de mel. com produtividade esperada na fase de estabilização da cultura de 1. Adubação química A adubação química por planta.0 30 40 70 50 > 3. A adubação química por planta.1 a 30 70 90 110 60 > 30 50 60 70 40 0 a 1. Após a correção do solo e preparo da área. deve-se efetuar a adubação química. Consórcio A substituição de copa favorece o consórcio com culturas anuais. melhorando a polinização e contribuindo para o aumento da produção da cultura. nas áreas onde ocorrer substituição de copa dos cajueiros improdutivos. obtidos da análise de solo. milheto. de acordo com a análise do solo. mandioca. entre outras. é recomendada na Tabela 2.5 50 60 90 60 Ksolo ( mmol C /dm3) 1. Essas áreas. amendoim. sorgo. entre as quais aconselha-se feijão.18 Sistema de produção para manejo do cajueiro comum e recuperação de pomares improdutivos Nos anos subseqüentes. Adubação 1 – 3 anos 3 – 5 anos 5 – 7 anos > 7 anos N (g/ planta ) 40 60 100 150 0 a 12 80 100 140 80 PResina (mg/dm3) 12. As culturas consorciadas deverão ser plantadas distanciadas das linhas de cajueiro cerca de 1. Uma outra atividade que poderá ser explorada nos pomares de cajueiro é a criação de abelhas que. recomendada para pomares submetidos à substituição de copa.00 m e receber os tratos culturais recomendados pela pesquisa. recomendada para pomares submetidos à substituição de copa. Tabela 2. Essa prática reduz os prejuízos ao solo e evita danos ao sistema radicular do cajueiro.6 a 3. Nas pequenas propriedades. considerando-se os níveis de N. considerando o baixo nível de nutrientes existentes na maioria dos solos onde se cultiva o cajueiro. poderá trazer benefícios para a floração. o controle das plantas daninhas deverá ser executado por meios manuais e/ou tração animal.0 20 30 40 40 . recomenda-se o uso da capinadeira mecânica nas áreas próximas às linhas de cajueiro e roçagem mecânica no restante da vegetação. quando possível e de interesse para o produtor. P2 O5 e K2O.

de modo a se obter uma planta com copa equilibrada. distanciadas entre 2. de modo a se manter a planta com uma haste única.Sistema de produção para manejo do cajueiro comum e recuperação de pomares improdutivos Nas médias e grandes plantações.50 m de largura ao redor do tronco do cajueiro cortado. deve-se evitar a eliminação excessiva destes . ser eliminados. castanha e pedúnculo uniformes e de alto potencial produtivo.50 m de largura. Em pequenas áreas. Poda de manutenção Consiste na eliminação anual dos ramos emitidos próximo do solo e daqueles com crescimento lateral anormal. Os ramos de crescimento vertical e aqueles com tendência a inclinarem-se em demasia para o solo devem.00 m das linhas dos cajueiros decepados. também. as brotações emitidas do tronco decepado e conduzir somente os enxertos formados.00 m a 3. a fim de que sejam facilitadas as operações de controle das ervas daninhas. deixando-se a primeira ramificação a uma altura de cerca de 0. Deve-se manter cada um dos enxertos com uma única haste. constantemente. em três parcelas iguais. Na condução das mudas adensadas deve-se eliminar os ramos emitidos próximo e abaixo da região da enxertia. os fertilizantes serão aplicados. em faixas contínuas de 0. até uma altura de cerca de 0. principalmente no caso da mecanização. meio e fim da estação chuvosa. A adubação para as plantas jovens dos pomares adensados deverá ser a mesma recomendada para o sistema de produção do cajueiro-anão precoce de sequeiro.50 m da superfície do solo. no início. deve-se ter o cuidado de eliminar. Como a produção do cajueiro é periférica e mais concentrada nos ramos formados nos 2/3 inferiores da planta. Os ramos emitidos a partir dessa altura deverão ser conduzidos com vistas a se obter uma planta com copa em formato de guarda-chuva. A poda de manutenção deve ser realizada no inicio do período das chuvas. e reduzida a incidência de pragas e doenças. de preferência.80 m da superfície do solo. os adubos podem ser aplicados em faixa circular de 0. seguindo-se o mesmo procedimento de aplicação das medidas propostas para as médias e grandes plantações. 19 Poda de formação Nos cajueiros provenientes de substituição de copa. juntamente com os galhos praguejados e secos.

Controle: quatro pulverizações em intervalos de dez dias. Cobertura morta Recomenda-se o uso de restos de vegetais ou palha de carnaúba. principalmente. A poda drástica diminui.) Sintomas: o ataque ocorre. sob a projeção da copa do cajueiro. a face inferior das folhas. prejudicando a produção pela redução da área foliar e brotações novas. recomenda-se fenitrothion e deltamethrin. Coroamento Realizar o coroamento após as operações de controle das plantas daninhas e. inflorescências. Tripes (Selenothrips rubrocinctus Giard) Sintomas: o inseto ataca. pedúnculos e frutos. para facilitar a colheita. Esses sintomas permitem distinguir entre o ataque da praga e o da antracnose. como cobertura morta. o custo de manutenção da cultura. com a finalidade de manter uma camada protetora. ao redor da muda ou da planta jovem. Na maioria dos casos. Controle fitossanitário Pragas Broca-das-pontas (Anthistarcha binocularis Meyrick) Sintomas: ocorrência de galerias no interior dos ramos e inflorescência atacados. Lagarta-saia-justa (Cicinnus callipius Sch. na dosagem indicada. que também causa a seca da inflorescência. ponteiros. também. como também pela destruição parcial ou total das inflorescências. presença de orifícios de saída do adulto e secamento da inflorescência. elevando o potencial de crescimento das plantas daninhas e aumentando. o sombreamento da área sob a copa. diminuir a perda de umidade por evaporação e evitar a insolação direta sobre o solo. no caso de adensamento. em época de início de floração. preferindo as de meia idade. ocorre quebra do ramo da inflorescência no orifício de saída do adulto. na época da floração e início da frutificação. As partes . efetuar uma capina leve ou um roço manual baixo. Dentre os produtos listados na Tabela 3. tendo em vista que quanto mais alta for a poda maior será a perda de produção do cajueiro. conseqüentemente. Controle: os inseticidas listados como eficientes no controle dessa praga são triclorfon e parathion.20 Sistema de produção para manejo do cajueiro comum e recuperação de pomares improdutivos ramos. principalmente.

À medida que se desenvolvem. com reflexos diretos na produção. expele uma substância açucarada denominada “mela”. e destrói toda a amêndoa. indicados na Tabela 3. no estágio de maturi. geralmente na parte distal. A aplicação do inseticida deve ser dirigida para as castanhas jovens. visando impedir que a larva recém-eclodida penetre na castanha. avaliadas por simples percentagem. no caule e nas raízes. portanto. diminuindo a área foliar da planta. Antes de se tornar pupa. passando depois para uma coloração prateada. ocorre. Controle: utilizar os inseticidas à base de deltametrin e fenitrothion. abre um orifício circular na castanha. Controle: o controle químico deverá ser feito quando for detectado 5 % de castanhas furadas. com cerca de 1 cm de comprimento. ao mesmo tempo em que suga a seiva da planta. bondari Rosado Neto) Sintomas: os danos às plantas são causados pelas larvas que são encontradas formando galerias abaixo da casca. . O ataque intenso às inflorescências do cajueiro tem como conseqüência a murcha e a seca. com ressecamento e queda intensa das folhas. Outros sintomas são queda parcial ou total das folhas ou morte completa da planta. Controle: derrubada e queima de galhos das plantas atacadas no local de ocorrência. aprofundam-se cada vez mais em seu interior. um fungo de coloração negra. que recobre principalmente inflorescências e folhas. Utilizar os inseticidas deltamethrin ou fenitrothrion. só é notada quando os maturis apresentam um pequeno furo circular na sua parte inferior. Broca-do-tronco e broca-das-raízes (Marshallius anacardii Lima e M. A presença da praga. evitando a disseminação do inseto. secamento da inflorescência e depreciação dos frutos. servindo de substrato para o crescimento da fumagina. por onde sairá posteriormente o inseto adulto (pequena mariposa). Traça-da-castanha (Anacampsis phytomiella Busck) Sintomas: a lagarta recém-emergida penetra na castanha. Ao abandonarem a planta. Controle: utilizar o inseticida fenitrothrion. indicados na Tabela 3. tendo-se o cuidado de dirigir o jato para a face inferior das folhas. indicado na Tabela 3. Quando completamente desenvolvidas.Sistema de produção para manejo do cajueiro comum e recuperação de pomares improdutivos atacadas tornam-se cloróticas a princípio. deixam a marca de sua presença por meio de vários furos visíveis ao longo do caule seco. penetram no lenho. também. 21 Pulgão-da-inflorescência (Aphis gossypii Glover) Sintomas: o inseto.

Mofo-preto (Pilgeriella anacardii von Arx & Miller) Sintomas: ocorre. (2) I . cujo intervalo de segurança é de 21 dias. no início da floração. Também. As folhas jovens ficam enegrecidas. Doenças Antracnose (Colletotrichum gloeosporioides (Penz) Pez. IV. que se forma na face inferior das folhas. de coloração avermelhada em folhas mais velhas. + 700 L. retorcidas e. causa a queda das flores e dos frutos jovens. atacando preferencialmente as folhas mais velhas. daí a denominação de mofo-preto. caem quando o ataque é muito severo.Pouco tóxico / faixa verde. depois. inicialmente de cor parda em folhas jovens e. É mais comum encontrá-lo no cajueiro-anão precoce do que no tipo comum. . produto considerado como pouco tóxico. Produto Técnico Trichlorfon Paration Fenitrothion Enxofre Deltamethrin Deltamethrin (1) Dose mL/100L de água 300 70-100 150 g/100L de água 0.) Sintomas: lesões necróticas. O oxicloreto de cobre. Defensivos agrícolas registrados para o controle de artrópodes em cajueiro. III. Recomenda-se lavar o vasilhame vazio antes de descartá-lo em local adequado.22 Sistema de produção para manejo do cajueiro comum e recuperação de pomares improdutivos Tabela 3. em doses que variam de 200 a 400 g/ 100 L de água.Mediamente tóxico / faixa azul. Controle: pulverizações quinzenais alternadas com oxicloreto de cobre (3 g/ L de água) e benomil (1 g/ L de água). geralmente. na dose de 100 g/ 100 L d’água. dependendo do produto comercial. Recomendação para pulverização em alto volume. II. Manter os defensivos agrícolas em lugar adequado e seguro. o intervalo de segurança é de 21 dias.Altamente tóxico / faixa amarela. irregulares. posteriormente. apresenta excelentes resultados quando aplicado preventivamente. Controle: pulverizações semanais alternadas com benomil.Extremamente tóxico / faixa vermelha.600 g mL/ha 200 100 Comercial Dipterex 500 Folidol 600 Sumithion 500 Solficamp Decis 25 CE Decis 50 SC Classe toxicológica(2) II I II IV III IV Carência (dias) 7 15 14 Sem 7 7 Produto comercial por 100 L de água. e com mancozeb (150 g/ 100 L d’água). produzindo um bolor negro de aspecto similar ao feltro. com enormes prejuízos no pomar. & Sacc.

não necessitando medidas de controle. com conseqüências negativas para a colheita e a qualidade do produto. A pasta bordalesa deve ser preparada no dia anterior. é considerada de importância secundária. Entretanto. sofrendo injúrias e dilacerações. . ocasião em que não é tão prejudicial como quando ataca as inflorescências. também. Ataques muitos severos podem provocar queda de folhas.) Griffon & Maubl Sintomas: em plantas adultas se caracterizam pelo escurecimento. Retirado todo o tecido atacado. desinfetar os instrumentos de corte. para o baixo aproveitamento. sua vida útil. devido ao elevado porte do cajueiro comum. Ocorrem. intumescimento e rachadura da casca. também. aplicar uma porção de pasta bordalesa ou de um fungicida comercial à base de cobre na área lesionada. misturando-se uma solução feita com 2 kg de sulfato de cobre em 5 L de água com outra solução feita com 3 kg de cal virgem em 5 L de água. a falta de uniformidade e a alta perecibilidade do pedúnculo. o que compromete a qualidade e reduz. Os cajus quando maduros caem no solo. branco-acinzentado. Prevenção: evitar ferimentos na planta. formando cancros no tronco e ramos. remover e destruir plantas ou tecidos infectados. consideravelmente. amarelecimento e queda foliares. Controle: proceder uma cirurgia de limpeza por meio de canivete ou faca bem afiada. doces e derivados é insignificante. Contribuem. Colheita e Pós-Colheita O aproveitamento atual do pedúnculo do caju para as indústrias de sucos. Controle: os mesmos produtos utilizados para a antracnose. Mancha-angular (Septoria anacardii Freire) Sintomas: em folhas de plantas adultas as manchas são pretas. seguidos de intensa exsudação de goma. circundadas por um halo amarelado. Oídio (Oidio anacardii Noack) Sintomas: presença de um revestimento pulverulento. o qual se prolonga até a parte interna do lenho. A ocorrência é centralizada nas folhas adultas. pulverizações com produtos à base de enxofre e benomil podem controlar o fungo. Abaixo da casca. nas folhas. observa-se um escurecimento dos tecidos.Sistema de produção para manejo do cajueiro comum e recuperação de pomares improdutivos 23 Resinose (Lasiodiplodia theobromae (Pat. No Brasil.

1 cm de espessura. deve ser feita uma leve torção para que o pedúnculo se solte do ramo da panícula. Devem ser rejeitados pedúnculos que apresentam doenças. ainda não alcançou o estádio de maturação para colheita. como forma de reduzir esses impactos negativos. acelerando a senescência do caju. doces e derivados. flores e botões florais. Caso o pedúnculo ofereça resistência para soltar-se. no sistema de produção tecnologia mínima. para que não sejam derrubados os frutos jovens. para separar os cajus destinados ao mercado in natura daqueles que serão destinados à indústria de sucos. Na prática. em razão do porte reduzido das plantas rejuvenescidas. contudo. deformações. Ainda no campo. de preferência nas primeiras horas da manhã. O contato direto com a palma da mão também deve ser evitado por elevar a temperatura da polpa. Classificação No galpão. a colheita diária. com o tamanho máximo. defeitos acentuados ou que estejam em processo de fermentação. revestidas internamente por uma camada de espuma de. em uma única camada. nas caixas plásticas de colheita (47 x 30. Os cajus de mesa devem ser acondicionados. pode ser feita uma pré-seleção. textura firme e com a coloração característica do clone. aproximadamente. em caixas plásticas. paletização e armazenamento refrigerado. facilidade na colheita e maior interesse das indústrias e do mercado consumidor por produtos de qualidade superior.24 Sistema de produção para manejo do cajueiro comum e recuperação de pomares improdutivos Recomenda-se. com o máximo cuidado. ou seja. embalagem. destacando-os diretamente da planta. Indicadores de colheita Os melhores indicadores do ponto de colheita para cajus de mesa são a coloração. . globoso e os muito pequenos. uniformidade da matéria-prima. a consistência e o grau de maturação. São considerados inadequados os pedúnculos de formato alongado. deve-se investir mais no aproveitamento do caju de mesa.5 x 12 cm). Para que o caju seja colhido corretamente. Quando o caju se destinar ao consumo in natura. No sistema de produção substituição de copa. após o descastanhamento dos cajus. será observada a seguinte seqüência de operações: seleção e classificação. para não danificar o pedúnculo. a colheita é realizada quando o pedúnculo está completamente desenvolvido. aproveitando-se os melhores para comercialização com as indústrias. a colheita deve ser feita nas horas de temperatura mais amena.

que favoreçam o encaixe e a paletização. duas colheitas semanais. Deve-se evitar a colheita dos frutos caídos. sem tampa. farinha de osso calcinada e colocada ao sol para secagem por dois dias. que estejam danificados pois estão sujeitos à rápida fermentação. em número de três. Armazenamento da castanha No caso do produtor aproveitar somente a castanha. As bandejas. após o recolhimento das caixas contendo os frutos colhidos. diariamente. em razão da alta perecibilidade do pedúnculo. após um puxão por uma das extremidades. sulfato de amônio. a castanha é liberada do pedúnculo. picados/desintegrados e transformados em farinha. 25 Embalagem Os cajus devem ser dispostos em bandejas de 21 x 14 cm. envolvidas com filme plástico flexível e auto-aderente de PVC. o qual é enlaçado no ponto de união entre a castanha e o pedúnculo e. O produtor pode adequar a periodicidade às suas conveniências desde que faça. não há necessidade de colheitas diárias.Sistema de produção para manejo do cajueiro comum e recuperação de pomares improdutivos A classificação é feita com base no número de cajus por bandeja (variando de quatro a oito). e iniciada o mais cedo possível. sob refrigeração. Os tipos 4 e 5 – quatro ou cinco cajus por bandeja – são os que alcançam os melhores preços. de meio metro. doces e derivados deverão ser submetidos à secagem ao sol. A farinha enriquecida deverá ser usada em formulação de ração animal. Após esse processo. Os cajus não comercializados para mesa e indústrias de sucos. Pedúnculo para a indústria O descastanhamento pode ser feito ainda no campo ou no galpão. a farinha será enriquecida com uréia pecuária. . devidamente etiquetadas. devem ser acondicionadas em caixas de papelão tipo peça única. Cada bandeja deve conter entre 550 g a 800 g. pelo menos. Armazenamento refrigerado A vida útil pós-colheita do pedúnculo do caju quando armazenado em temperatura ambiente não ultrapassa 48 horas. A colheita deve ser realizada. O descastanhamento é mais facilmente realizado com o emprego de pedaço de fio (náilon). a vida útil mínima do caju é de cerca de dez a quinze dias. a 5ºC e com 85 a 90% de umidade relativa e devidamente embalado (atmosfera modificada).

com prioridade para o controle biológico. O controle de pragas e doenças deve ser feito por meio de práticas de manejo integrado. para preservação de. no mínimo. Normas gerais sobre o uso de agroquímico Na aplicação de produtos químicos. 20% da área a ser plantada.26 Sistema de produção para manejo do cajueiro comum e recuperação de pomares improdutivos Após a colheita. estabelecendo-se uma reserva de vegetação natural. No momento de armazenar. Além disso. furadas e enrugadas. utilizando sempre vasilhames apropriados e luvas de borracha. manutenção da estrutura física e fertilidade dos solos. As castanhas devem ficar em camadas de no máximo 10 cm de altura. elaborando-se mapas identificadores das áreas de preservação. atrelada à cajucultura. Durante a secagem deve-se atentar para seleção e limpeza das castanhas. em terreiro de secagem e reviradas diariamente. o produtor deve eliminar as castanhas chochas. Evitar fazer drenos que possam afetar o lençol freático da área plantada com cajueiro. evitar o uso irracional de agroquímico no cajueiro. . Recomenda-se armazenar os sacos de juta em locais frescos e ventilados. com empilhamento máximo de dez sacos. Usar um protetor na boca e nariz para evitar respirar ou ingerir inseticida/fungicida. especialmente de espécies ameaçadas de extinção nas áreas de expansão do cajueiro. Não fazer refeições durante o trabalho de pulverização. Conservação dos solos e dos recursos naturais Adotar medidas de controle de erosão. em razão do risco de contaminação de mananciais e de seus produtos. Não fazer as aplicações contra o vento. devem ser observados os seguintes cuidados: • • • • Não entrar em contato com o produto. as castanhas devem ser colocadas para secar durante dois ou três dias. Gestão Ambiental Conservação da biodiversidade Deve ser dada alta importância à conservação da biodiversidade. sobre estrados de madeira e afastados da parede. especialmente na operação de exploração florestal.

banho com água e sabão e lavar a roupa que foi utilizada. imediatamente. implantação de 1 ha de cajueiro por substituição de copa sem adensamento (Tabela 7). . Guardar os equipamentos e inseticidas longe de crianças. implantação de 1 ha de cajueiro por substituição de copa com adensamento (Tabela 5). animais e alimentos. manutenção de 1 ha de cajueiro por substituição de copa com adensamento (Tabela 6). e manutenção de 1 ha de cajueiro por substituição de copa sem adensamento (Tabela 8). Sempre que terminar o trabalho diário de pulverização tomar. pois pode haver ingestão do agroquímico.Sistema de produção para manejo do cajueiro comum e recuperação de pomares improdutivos O ideal é usar uma máscara protetora. 27 • • • Coeficientes Técnicos A seguir são apresentados os coeficientes técnicos para: implantação e manutenção de 1 ha de cajueiro com tecnologia mínima (Tabela 4). Não desentupir com a boca o bico do pulverizador.

00 105. 13 hectares de cajueiro comum. .Considerando que os custos de manutenção de 1 ( um ) hectare alcançam R$ 415.00 1/2 1 5 4 1 15 h/m h/m h/d h/d h/d h/d 40.00 10. aproximadamente.Considerou-se a aplicação de calcário em área correspondente a 30% da ocupada pela cultura do cajueiro comum. a renda bruta auferida pelo produtor será de R$ 660.00 10.00.28 Sistema de produção para manejo do cajueiro comum e recuperação de pomares improdutivos Tabela 4. Atividade Quantidade Unidade Valor unitário Valor total Serviços Calagem Gradagem Poda Coroamento/ roço Controle fitossanitário Colheita Subtotal Insumos Calcário Inseticida Subtotal Total Geral 1/ 2 1 t kg/L 160. .00 10.Considerando que não seja computada como despesa a mão-de-obra familiar. cultivado com uso da tecnologia mínima. .00 10.00 25.00 25. .00 80.00 415.10.00 Notas .00 40. ou seja R$ 260.Considerando a produtividade de 600 kg de castanha comercializada ao preço de R$ 1.Considerou-se a produtividade de 600 kg de castanha por hectare em pomares com produção estabilizada.00.00 150. .Considerando a renda anual da família de R$ 3.00 10.00 40.120. Coeficientes técnicos para implantação e manutenção de um hectare de cajueiro com tecnologia mínima.00 [R$ 660 – ( R$ 415 – R$ 250)]. a renda por hectare será de R$ 495. a renda liquida será de R$ 245.00 310.00 50.3 ha de cajueiro comum para obter uma renda de um salário mínimo mensal. esta deverá dispor de.00.00 40. correspondente ao ganho de um salário mínimo mensal.00 20.00 ha/ano. Nesse caso a família deverá dispor de uma área de cerca de 6.00. .

00 0.10 0.00 10.00 11.00 40.00 o estéreo.00 30.00 11. obtém-se uma renda de R$ 432.00 10. com 100 plantas/ha.00 h/d h/d h/m h/d h/d h/m h/m h/d h/d h/d h/d h/d h/d h/d h/d h/d h/m h/d 1/2 3 24 16 1 1 1 1/2 2 ½ 1/2 1/2 1 3 2 2 2 1 1 10.00 10.00 195.00 619.00 10.Considerando que cada planta produz cerca de 1.00 40.00 20.103.00 30.00 10.00 144.00 10.00 10. na fase de estabilização da produção. Coeficientes técnicos para implantação de um hectare de cajueiro substituição de copa com adensamento.00 40.00 10.00 25. . .00 160.00 40.00/hectare. com 100 mudas de CAP enxertado e 15% de replantio.00 10.00 20. adensado.8 estéreos de lenha.00 40.50 160. deve-se levar em conta a renda obtida com a lenha proveniente do corte de 80 cajueiros/hectare.00 484.00 40.00 4. .80 29.00 10.00 20. com idade de cerca de 30 anos.Sistema de produção para manejo do cajueiro comum e recuperação de pomares improdutivos Tabela 5. ao preço de R$ 3.Na substituição de copa.00 13.00 5. Atividade Serviços Seleção da área Limpeza da área Corte das plantas Corte dos galhos/empilhamento Controle da broca/cupim Calagem Gradagem Seleção das brotações Enxertia das brotações Reenxertia / desbrota Retirada das fibras dos enxertos Marcação e piquetamento Coveamento / adubação Distribuição de mudas/ plantio / replantio Coroamento / cobertura morta Poda de formação Roçagem Controle fitossanitário Subtotal Insumos Mudas Calcário Piquetes Adubos Inseticida Fungicida Formicidas Subtotal Total Geral uma t um k/g kg/l kg/l kg 130 1 130 90 1 1 1 1.00 1.00 Unidade Quantidade Valor unitário Valor total 29 Notas .Considerou-se a produtividade de 1.00 10.00 10.00 15.00 4.200 kg de castanha por hectare.00 10.00 72.00 5.00 10. .00 160.00 10.00 10.00 29.00 6.00 5.Considerou-se a substituição de copa em pomar de cajueiro comum.

00.Considerando que a renda anual da família seja de R$ 3. .00 33. a família deverá dispor de. Nesse caso. a renda bruta auferida pelo produtor será de R$ 1. no mínimo.00 96. Coeficientes técnicos para manutenção de um hectare de cajueiro substituição de copa com adensamento.440.134. correspondente ao ganho de um salário mínimo mensal.00 11.00 1.00/ha/ano.00 Quantidade Unidade Valor unitário Valor total Notas .00 60. a renda líquida será de R$ 1.Considerando a produtividade de 1. ou seja R$ 2.00 300.340.00 10.00 160.20 e o aproveitamento de 15% do pedúnculo para mesa.876.00 384.00 da comercialização do pedúnculo.206. . através de substituição de copa.00 0. Atividade Serviços Calagem Roçagem/ gradagem Poda Coroamento/ roço sob a copa Adubação Controle fitossanitário Colheita da castanha Colheita do pedúnculo Subtotal Insumos Calcário Adubos Inseticidas Fungicidas Formicidas Subtotal Total Geral t kg kg/l kg/l kg 1 120 3 3 2 160. 2.120.00 750. correspondente a 900 caixas por hectare ao preço de R$ 1.00 200. comercialização ao preço de R$ 1.134 – 670 ).200 kg/ha de castanha.00/hectare.00 10.00 h/m h/m h/d h/d h/d h/d h/d h/d 1 1 5 6 3 3 30 20 40.00 8.00.00 40.00:[ 2. a família deverá cultivar uma área de cerca de 1.6 hectares de cajueiro implantado. a renda por hectare será de R$ 1.Considerando que não seja computada como despesa a mão-de-obra familiar.00 proveniente da venda da castanha e de R$ 900.340 – ( R$ 1.00 4.7 hectare para obter uma renda mensal de R$ 260.8 kg.00.134.00 10.00 40.30 Sistema de produção para manejo do cajueiro comum e recuperação de pomares improdutivos Tabela 6.00 10.00 87.00 10.00 a caixa de 1.80 29.00 40.00 50.00 30.Considerando que os custos de manutenção de um hectare correspondem a R$ 1.00 30. .00 10. .

00 5.00 48. na fase de estabilização da produção.00 160.00 4.00 5.00 10. ao preço de R$ 3.00 144.Considerando que cada planta produz cerca de 1.00 40.00 10.00 10.00 10. com 100 plantas/ha.00 10.00 6.00 10.00 40.00 15.00 11.8 estéreos de lenha.00 15.00 30.00 306.00 o estéreo.00 10. com idade de cerca de 30 anos.00 892.00 10. sem adensamento e com 20% de replantio.80 29.00 5.00 5.00 Quantidade Unidade Valor unitário Valor total 31 Notas .00 40.00 40. .00 10. .00 10. Coeficientes técnicos para implantação de um hectare de cajueiro substituição de copa sem adensamento.00 24.00 h/d h/d h/m h/d h/d h/m h/m h/d h/d h/d h/d h/d h/d h/d h/d h/d h/m h/d h/d ½ 3 24 16 1 1 1 1/2 2 ½ 1/2 1/2 1/2 1 ½ 1/2 1 1 1/2 1 1 1 10.00 4. .00 160.00 589.00 10.50 0.Considerou-se a produtividade de 800 kg de castanha por hectare.00 10.00 29.00 10.00 10.00 5.00 10.00 11.00/hectare.Considerou-se a substituição de copa em pomar de cajueiro comum. .Sistema de produção para manejo do cajueiro comum e recuperação de pomares improdutivos Tabela 7.Na substituição de copa deve-se levar em conta a renda obtida da lenha proveniente do corte de 80 cajueiros/hectare.00 5.00 10.00 10.00 25.00 40.20 0.00 10. Atividade Serviços Seleção da área Limpeza da área Corte das plantas Corte dos galhos/empilhamento Controle da broca/cupim Calagem Gradagem Seleção das brotações Enxertia das brotações Reenxertia e desbrota Retirada das fitas dos enxertos Piquetamento Coveamento/ adubação Plantio/ replantio Cobertura morta Poda de formação Roçagem Coroamento Controle fitossanitário Subtotal Insumos Calcário Mudas Garfos Adubos Inseticidas Fungicidas Formicidas Subtotal Total Geral t uma um kg kg/l kg/l kg 01 20 120 60 01 01 01 160. obtém-se uma renda de R$ 432.00 1.00 30.00 40.

.8 kg. proveniente de castanha. ou seja R$ 260.Considerando que a renda mensal da família seja de R$ 3.00 0.20 e o aproveitamento de 15% do pedúnculo para mesa.00 826.00 10.00 ha/ano.00 10.00 20. e de R$ 600. a família deverá dispor de uma área de cerca de 2.00 8.00 /hectare.120.00.80 29.00 30. Atividade Serviços Calagem Roçagem/ gradagem Poda Coroamento/ roço sob a copa Adubação Controle fitossanitário Colheita da castanha Colheita do pedúnculo Subtotal Insumos Calcário Adubos Inseticidas Fungicidas Formicidas Subtotal Total Geral t kg kg/l kg/l kg 1 60 2 2 2 160.00 48.00 40.00 530.00 200. ou seja R$ 1.00: [R$ 1.00 296.184. .Considerando que os custos de manutenção de um hectare correspondem a R$ 826.120. ao preço de R$ 1.560.00 Quantidade Unidade Valor unitário Valor total Notas .Considerando a produtividade de 800 kg/ha de castanha. Nesse caso.00/mês.00.00 10.00 11.00 140.00 10. correspondente a 600 caixas por hectare. .00 40.6 ha para obter uma renda mínima de R$ 3.00.00 10.00/ano. . comercializada ao preço de R$ 1.00 40. a renda líquida será de R$ 734.3 hectares de cajueiro implantado.00 58.00 h/m h/m h/d h/d h/d h/d h/d h/d 1 1 3 4 2 2 20 14 40.00 20. Coeficientes técnicos para manutenção de um hectare de cajueiro substituição de copa sem adensamento.00.00 22.00 4. da venda do pedúnculo.00 10. esta deverá dispor de no mínimo 4.560.00 160. a renda por hectare será de R$ 1. através de substituição de copa. a renda bruta auferida pelo produtor será de R$ 960.00 40.Considerando que não seja computada como despesa a mão-de-obra familiar.32 Sistema de produção para manejo do cajueiro comum e recuperação de pomares improdutivos Tabela 8.(R$ 826 – R$ 450)].00 .00 a caixa de 1. correspondente ao ganho de um salário mínimo mensal.

plantar-se duas ou mais espécies em uma mesma área. Agroquímicos – Conjunto de princípios ativos que são utilizados sob várias denominações comerciais para o controle de pragas e doenças de plantas. que significa formulação de adubo contendo em sua composição micronutrientes. Clone – Grupo de células ou indivíduos geneticamente idênticos. orientado para o consumidor final e envolvendo desde os fornecedores de insumos agropecuários até o mercado. . Cobertura morta – Material vegetal seco utilizado para cobrir o solo e conservar a umidade do mesmo. FTE – Sigla derivada do termo inglês “Fritted Trace Elements”.Glossário Agronegócio – Sistema de agregação de valor à matéria-prima de origem agropecuária/florestal. Consorciação – Ato ou efeito de consorciar-se. Frutificação periférica – Diz respeito à concentração de frutos na parte externa da copa. de um ancestral comum. animais e microrganismos) de uma dada região. Biodiversidade – Variedade de espécies (plantas. Cajueiros atípicos – Cajueiros que apresentam características morfológicas de crescimento com copa diferenciada do padrão da espécie. derivados por multiplicação assexuada.

(ocorre sempre que há mais de uma flor por pedúnculo). Sistema radicular – Conjunto de órgãos compostos dos mesmos tecidos. Propágulos – Parte da planta destinada à reprodução assexuada da espécie. contendo caixas com frutas ou outros materiais. com o fim de o estudar física e quimicamente. é a parte comestível utilizada na produção de suco. significa armação de madeira. Perfil do solo – Corte vertical feito no solo. responsável pela sustentação e nutrição da planta. Vida útil – Tempo máximo que um produto agrícola pode suportar sem que apresente deterioração que o torne impróprio para o consumo humano. Periodicidade – Relativo a período. visando facilitar o armazenamento e o transporte. doces. Terço superior – É a parte média da planta onde se concentra o maior número de pedúnculos. que tem ou produz flores. desde a superfície até o material original ou rocha que lhe deu origem. Pedúnculo – também chamado pseudofruto. Parte distal – áreas sobre qualquer órgão vegetal apresentando conjunto de células mortas. retangular. etc. Paletização – Termo derivado da palavra inglesa “pallet”. Lesões necróticas – Conjunto de alterações morfológicas que indicam morte. falso fruto ou caju. Regime pluviométrico – Diz respeito à distribuição de chuvas em diferentes épocas e regiões. que se repete com intervalos regulares e manifesta certos fenômenos ou sintomas em horas ou dias específicos. .34 Sistema de produção para manejo do cajueiro comum e recuperação de pomares improdutivos Inflorescência – Ramo florífero.

CRISÓSTOMO. Recomendações técnicas para a cultura do cajueiro anão precoce.. de M. Cobertura do solo por resíduos de oito seqüências de culturas e seu relacionamento com a temperatura e umidade do solo. F.V.P.Referências Bibliográficas BARROS. J. Fortaleza: EMBRAPA-CNPAT. Melhoramento genético do cajueiro. de M. 1995 p. PIMENTEL. V.P. MIELNICZUK.. Influência da cobertura morta na temperatura do solo.A. SP. OLIVEIRA. 1993.F... C.G.M. Sistema de produção para a cultura do cajueiro. CERVELLINI. germinação inicial do milho. A... da (Org. Brasília: EMBRAPA-SPI . 19. CEARÁ.O.. L. . SALATTI. 1998. p.M. 7. Efeito de doses crescentes de nitrogênio e de potássio sobre a produtividade de cajueiro anão precoce (CP 76) sob regime de sequeiro e irrigado. 65 p. 91-98. V. E. R.. MIRANDA.) Cajucultura: modernas técnicas de produção. Pragas de fruteiras tropicais de importância agroindustrial. das C. ROSSETTI. Secretaria de Agricultura e Abastecimento. A. 1980. M. 1971. CORREA. N. 209p.R. v...R. F. de.R. Fortaleza: EMBRAPA-CNPAT.. Resumos . Fortaleza: EMBRAPA-CNPAT. (EMBRAPA-CNPAT. (Ed. A.L. J.E. Campinas. p. L. J. Fortaleza: EMBRAPA-CNPAT. 73-96..P. MESQUITA.)... 14. J. 1990. In: ARAÚJO. 1). 1959. Fortaleza. CRISÓSTOMO.C. BRAGA SOBRINHO. 28). Pesquisa em Andamento. BRAGAGNOLO.H. BARROS. FREIRE. L. Campinas. CARDOSO. Circular Técnica. 1998. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIA DO SOLO. Revista Brasileira de Ciências do Solo. (EMBRAPA-CNPAT. Campinas: SBCS. SILVA. 5p.

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