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Resoluções comentadas de Raciocínio Lógico-Quantitativo Prova realizada pela ESAF em 23/09/2012 para Analista Tributário da Receita Federal do Brasil

56. A negação da proposição “se Paulo estuda, então Marta é atleta” é logicamente equivalente

à proposição

a) Paulo não estuda e Marta não é atleta.

b) Paulo estuda e Marta não é atleta.

c) Paulo estuda ou Marta não é atleta.

d) se Paulo não estuda, então Marta não é atleta.

e) Paulo não estuda ou Marta não é atleta.

RESOLUÇÃO:

Denominemos por p a proposição simples “Paulo Estuda” e por q a proposição simples “Marta é atleta”. Na linguagem lógica a proposição composta, dada no enunciado, será: “pq”.

Questão semelhante à questão 40 da prova para Oficial de Fazenda (SEFAZ-2011), resolvida e comentada no Toque de Mestre nº 36, de 07/07/2011. Basta conhecer as regras para negação de proposições compostas e saber que, para negar uma proposição condicional: mantemos o antecedente (p), negamos o conseqüente (q) e trocamos o conectivo (se, então) pelo conectivo da conjunção (), ou seja, ~(pq) p~q. Traduzindo para a linguagem falada fica:

Paulo estuda e Marta não é atleta”.

Não sabendo a regra podemos chegar à opção correta de resposta através da Tabela Verdade, mas perde-se tempo. Demonstração, através da Tabela Verdade:

 

Negação

Opção A

Opção B

Opção C

Opção D

Opção E

p

q

pq

~(pq)

~p~q

p~q

p~q

~p~q

~p~q

V

V

V

 

F

F

F

V

V

F

V

F

F

V

F

V

V

V

V

F

V

V

F

F

F

F

F

V

F

F

V

F

V

F

V

V

V

 
  ⇔

  ⇔

Gabarito: Letra B.

 

57. Se Paulo é irmão de Ana, então Natália é prima de Carlos. Se Natália é prima de Carlos,

então Marta não é mãe de Rodrigo. Se Marta não é mãe de Rodrigo, então Leila é tia de Maria. Ora, Leila não é tia de Maria. Logo

a) Marta não é mãe de Rodrigo e Paulo é irmão de Ana.

b) Marta é mãe de Rodrigo e Natália é prima de Carlos.

c) Marta não é mãe de Rodrigo e Natália é prima de Carlos.

d) Marta é mãe de Rodrigo e Paulo não é irmão de Ana.

e) Natália não é prima de Carlos e Marta não é mãe de Rodrigo.

RESOLUÇÃO:

Temos, no argumento lógico do enunciado da questão, 4 premissas, sendo pedida uma conclusão. Para que esse argumento lógico seja válido, com todas as premissas verdadeiras a conclusão também terá que ser verdadeira. As 4 premissas:

1)

Se Paulo é irmão de Ana, então Natália é prima de Carlos;

2)

Se Natália é prima de Carlos, então Marta não é mãe de Rodrigo;

3)

Se Marta não é mãe de Rodrigo, então Leila é tia de Maria;

4)

Ora, Leila não é tia de Maria.

Destas, a única premissa que não é uma proposição condicional (que admite 3 possibilidades verdadeiras – ver “p q” na tabela da questão anterior) é a 4ª premissa, que é incondicional. Assim começamos a resolução da questão atribuindo valor verdade V para a proposição “Leila não é tia de Maria” e, consequentemente, a proposição “Leila é tia de Maria” será F (falsa).

Para que a 3ª premissa também seja verdadeira, o valor verdade do antecedente “Marta não é mãe de Rodrigo” terá que ser F, pois o consequente “Leila é tia de Maria” é F.

Para que a 2ª premissa também seja verdadeira, o valor verdade do antecedente “Natália é prima de Carlos” terá que ser F, pois o consequente “Marta não é mãe de Rodrigo” é F.

Para que a 1ª premissa também seja verdadeira, o valor verdade do antecedente “Paulo é irmão de Ana” terá que ser F, pois o consequente “Natália é prima de Carlos” é F.

Temos então os seguintes valores verdade para as proposições simples:

Paulo é irmão de Ana = F;

Natália é prima de Carlos = F;

Marta é mãe de Rodrigo = V;

Leila é tia de Maria = F.

Analisando as opções de resposta, verificaremos qual proposição composta tem V como valor verdade, ou seja, a única que poderá ser a conclusão da argumentação:

a) Marta não é mãe de Rodrigo e Paulo é irmão de Ana. F F = F (não pode ser conclusão);

b) Marta é mãe de Rodrigo e Natália é prima de Carlos. V F = F (não pode ser conclusão);

c) Marta não é mãe de Rodrigo e Natália é prima de Carlos. F F = F (não pode ser conclusão);

d) Marta é mãe de Rodrigo e Paulo não é irmão de Ana. V V = V (é a única que pode ser

conclusão);

e) Natália não é prima de Carlos e Marta não é mãe de Rodrigo. V F = F (não pode ser conclusão);

Gabarito: Letra D.

58. Uma esfera foi liberada no ponto A de uma rampa. Sabendo-se que o ponto A está a 2 metros do solo e que o caminho percorrido pela esfera é exatamente a hipotenusa do triângulo retângulo da figura abaixo, determinar a distância que a esfera percorreu até atingir o solo no ponto B.

a) 5 metros

b) 3 metros

c) 4 metros

d) 6 metros

e) 7 metros

a) 5 metros b) 3 metros c) 4 metros d) 6 metros e) 7 metros RESOLUÇÃO

RESOLUÇÃO:

Para encontrarmos o valor da hipotenusa, basta lembrar que a fórmula do seno de um ângulo é dada pela divisão entre o cateto oposto ao ângulo e a hipotenusa. Denominando por X a hipotenusa, temos:

sen30º =

2

X

e lembrando que o seno de 30º é igual a 1/2, fica:

1 =

2

2

X

X = 4.

Eis aí a solução, 4 metros, questão fácil.

Gabarito: Letra C.

Mas vamos ajudar a quem não lembra, como é fácil guardar os valores do seno, do cosseno e da tangente para os principais arcos (30º, 45º e 60º).

e da tangente para os principais arcos (30º, 45º e 60º). Façamos uma tabela e recordemos

Façamos uma tabela e recordemos que no círculo trigonométrico (eixo dos senos vertical e eixo dos cossenos horizontal) à medida que o arco aumenta, o valor do seno também aumenta (o seno é crescente) mas o cosseno diminui (decrescente). Então coloque 1, 2, 3 para o seno e

3, 2, 1 para o cosseno

Função

30º

45º

60º

SENO

1

2

3

COSSENO

3

2

1

TANGENTE

     

Agora, coloque esses números sob raiz quadrada (exceto o 1, pois a raiz quadrada de 1 é igual

a 1 e divida-os por 2.)

Função

30º

45º

60º

SENO

1

2
2
3
3

2

2

2

COSSENO

3
3
2
2

1

2

2

2

TANGENTE

     

Pronto, já temos os valores do seno e do cosseno para estes arcos. Faltam os valores da tangente. Então lembremos que o valor da tangente pode ser obtido dividindo-se o cateto

, mas se dividirmos o numerador e o

oposto pelo cateto adjacente, ou seja

cat. oposto

cat. adjacente

tg =

denominador da fração pela hipotenusa, não estaremos alterando seu valor e ficamos com:

tg =

cat. oposto hipotenusa cat. adjacente
cat. oposto
hipotenusa
cat. adjacente

hipotenusa

. Mas, já vimos que

cat. oposto =

hipotenusa

sen

e

cat. adjacente =

hipotenusa

cos

.

Podemos então concluir que a tangente também pode ser obtida, fazendo-se:

Efetuando as divisões, assim ficará a tabela:

Função

30º

45º

60º

SENO

1

2
2
3
3

2

2

2

COSSENO

3
3
2
2

1

2

2

2

TANGENTE

3
3

1

3
3

3

tg =

sen

.

cos

59. Dada a matriz

a) 20.

b) 28.

c) 32.

d) 30.

e) 25.

A =

⎛ ⎜ 2 1

0

1

, o determinante de A 5 é igual a

RESOLUÇÃO:

Será interessante ao leitor, buscar e ler o Toque de Mestre nº 38, de 19/04/2012 (é um resumo bem objetivo sobre o assunto “Matrizes e Determinantes”) e ver que podemos resolver de forma fácil e rápida, encontrando o determinante da matriz A e elevando-o à quinta potência (aplicação da propriedade nº 13 do TM 38).

A =

⎛ ⎜ 2 1

0

1

, então det A = (2 1) (0 1) = 2 0 = 2 . Logo:

det A

5

= 2

5

= 32.

Se fizermos o produto A A A A A para encontrar a matriz A 5 , também teremos para o seu

resultado,

, o mesmo determinante, pois (32 1) (0 31) = 32 0 = 32 . Mas a

=

31

1

A 5

32

0

perda de tempo será bem maior.

Gabarito: Letra C.

60. A variância da amostra formada pelos valores 2, 3, 1, 4, 5 e 3 é igual a

a) 3.

b) 2.

c) 1.

d) 4.

e) 5.

RESOLUÇÃO:

Primeiro vamos calcular a média dos valores amostrais,

 

X

X

=

=

2

+

3

+

1

+

4

+

5

+

3

=

18

 

n

6

6

= 3.

Façamos uma tabela com os valores observados e o quadrado da diferença entre cada valor e a média:

X

2 3

 

1

5

4 3

(

X X

) 2

 

1 0

4

4

1 0

10

Sabendo que a fórmula para a variância amostral é dada por:

10 por 5 para encontrar a resposta: S 2 = 2.

O mesmo resultado será encontrado se utilizarmos a fórmula:

S 2

S

=

2

(

X

X

)

2

=

n

1

1

n

1

X

2

, basta dividir

(

X

)

2

n

, mas

pela primeira forma será mais rápido, pois a média é um valor exato e os valores são pequenos.

Gabarito: Letra B.

61. O Ministério da Fazenda pretende selecionar ao acaso 3 analistas para executar um trabalho na área de tributos. Esses 3 analistas serão selecionados de um grupo composto por 6 homens e 4 mulheres. A probabilidade de os 3 analistas serem do mesmo sexo é igual a

a) 40%.

b) 50%.

c) 30%.

d) 20%.

e) 60%.

RESOLUÇÃO:

Há uma questão semelhante (questão 15) no Toque de Mestre nº 33. Designando o sexo masculino (homem) por H e o sexo feminino (mulher) por M, o que a questão pede são as probabilidades P(HHH) ou P(MMM), as quais deverão ser somadas após as calcularmos. Na primeira seleção masculina, do total de 10 pessoas, 6 são homens, então P(H) = 6/10; Ocorrendo o evento H na primeira seleção, sobrarão 5 homens do total de 9 pessoas e P(H) = 5/9; Ocorrendo o evento H nas duas primeiras seleções, serão 4 homens do total de 8 pessoas e P(H) = 4/9;

Portanto, P(HHH) =

6

5

4

. Simplificando as frações, resultará que P(HHH) = 6 1

.

10

9

8

Fazendo

o

mesmo

raciocínio

para

as

mulheres,

teremos

P(MMM)

=

4

3

2

10

9

8

e

simplificando o produto das frações, teremos P(MMM) = 30 1

.

1

1

6

1

Somando 6

Teríamos o mesmo resultado utilizando Análise Combinatória, mas penso ser mais rápido assim.

30

e

obteremos P(HHH) P(MMM) = 30

5

=

= 20%.

Gabarito: Letra D.

62. Marta aplicou R$ 10.000,00 em um banco por 5 meses, a uma taxa de juros simples de 2% ao mês. Após esses 5 meses, o montante foi resgatado e aplicado em outro banco por mais 2 meses, a uma taxa de juros compostos de 1% ao mês. O valor dos juros da segunda etapa da aplicação é igual a

a) R$ 221,10.

b) R$ 220,00.

c) R$ 252,20.

d) R$ 212,20.

e) R$ 211,10.

RESOLUÇÃO:

Lembrando que a fórmula para o Montante a Juros Simples é dada por: M = C(1 + it), onde M

é

o Montante (Capital + Juros) e C é o Capital, teremos para o primeiro Montante:

M

1 = 10.000(1 + 0,025) = 10.0001,1 = 11.000.

Para o segundo Montante (final), usaremos a fórmula para o Montante a Juros Compostos,

dada por

M

(

= C 1 + i

) t

e consideraremos como Capital o primeiro Montante.

M

2

(

= 11.000 1 + 0,01

) 2

= 11.0001,0201 = 11.221,10 (Montante final) () 11.000,00 (capital da segunda etapa) 221,10 (Juros da segunda etapa)

Gabarito: Letra A.

63. Um título de R$ 20.000,00 foi descontado 4 meses antes do seu vencimento, a uma taxa de desconto comercial simples de 5% ao mês. A taxa efetiva mensal de juros simples dessa operação é igual a

a) 6,50%.

b) 5,50%.

c) 5,25%.

d) 6,00%.

e) 6,25%.

RESOLUÇÃO:

Lembremos que a fórmula para o desconto comercial simples é: D = Nit, onde D é o desconto,

N

é o valor nominal do título, i é a taxa e t é o tempo. Com os dados do enunciado teremos:

D

= 20.0000,054 D = 4.000. O valor atual (A) será o valor nominal (N) menos o desconto (D).

Logo: A = 20.000 – 4.000 A = 16.000.

Para calcular a taxa efetiva, vamos pensar do seguinte modo: se eu pagar hoje, a dívida é de R$16.000,00. Se eu pagar daqui a 4 meses a dívida aumentará para R$20.000,00. Que taxa de juros está sendo cobrada?

Usaremos a fórmula para o Montante a Juros Simples, M = C(1+it), para descobrir, considerando M = 20.000, C = 16.000 e t = 4. Logo:

20.000 (1+4i) = 1,25 4i = 0,25 i = 0,0625 = 6,25%.

20.000 = 16.000(1+4i) (1+4i) = 16.000

Gabarito: Letra E.

64. Para construir 120 m 2 de um muro em 2 dias, são necessários 6 pedreiros. Trabalhando no

mesmo ritmo, o número de pedreiros necessários para construir 210 m em 3 dias é igual a

a) 2.

b) 4.

c) 3.

d) 5.

e) 7.

desse mesmo muro

2

RESOLUÇÃO:

Trata-se de uma Regra de Três Composta (mais de duas grandezas) e para resolvê-la de forma rápida e segura, usaremos o Processo da Cruz, descrito no capítulo 3 do meu livro “Matemática Básica para Concursos”, com o seguinte roteiro:

1º Passo Relacionar as grandezas; 2º Passo Comparar as grandezas, uma de cada vez, com a grandeza da incógnita (X) colocando (d) para as diretamente proporcionais e (i) para as inversamente proporcionais; 3º Passo Reescrever, se for o caso, invertendo a posição das grandezas que contiverem (i) e mantendo a posição das grandezas que contiverem (d). Se todas forem (d) não há necessidade de reescrever; 4º Passo Traçar a cruz: um risco horizontal na linha em que estiver a incógnita (X) e um risco vertical na coluna da incógnita (X);

Pr oduto dos números riscados

5º Passo Resolver, fazendo: X = Pr oduto dos números

não

riscados

.

Aplicando o roteiro à presente questão, temos as grandezas: metragem (do muro), dias (de trabalho) e pedreiros (número de).

Relacionando os dados dessas grandezas (1º passo) e já fazendo as comparações (2º passo):

Metragem

Dias

Pedreiros

120

2

6

210

3

X

(d)

(i)

A grandeza metragem é diretamente proporcional, pois se o trabalho tem uma metragem

maior, serão necessários mais pedreiros. A grandeza dias é inversamente proporcional, pois se

o prazo para execução é maior, o trabalho pode ser feito com um menor número de pedreiros. Reescrevendo (3º passo) com inversão da grandeza inversamente proporcional e traçando a cruz (4º passo):

Metragem

Dias

Pedreiros

120

3

6

210

2

X

Gabarito: Letra E.

Resolvendo (5º passo): X =

210

2

6

120

3

X = 7.

65. Em um tanque há 3 torneiras. A primeira enche o tanque em 5 horas, a segunda, em 8

horas, já a terceira o esvazia em 4 horas. Abrindo-se as 3 torneiras ao mesmo tempo e estando

o tanque vazio, em quanto tempo o tanque ficará cheio?

a) 10 horas e 40 minutos

b) 13 horas e 20 minutos

c) 14 horas e 30 minutos

d) 11 horas e 50 minutos

e) 12 horas e 10 minutos

RESOLUÇÃO:

A questão é fácil e no capítulo 1 do meu livro “Matemática Básica para Concursos” há várias

questões deste tipo, algumas resolvidas e comentadas. Mas vejo no enunciado da questão uma impropriedade que pode dar margem a recursos para sua anulação, pois as questões devem ser redigidas de forma a não gerar nenhuma dúvida para os candidatos. O enunciado cita a existência de 3 torneiras, das quais duas enchem o tanque (ok) enquanto a terceira o

esvazia (?). Eu não me lembro, até hoje, de ter visto uma torneira esvaziadora, existe? Claro que é possível facilmente chegar à solução considerando a 3ª torneira como esvaziadora, mas

o enunciado estaria indubitável se citasse 2 torneiras que enchem e 1 ralo que o esvazia. Partindo para a solução, temos as seguintes vazões:

1) Para a 1ª torneira, que enche o tanque em 5 horas, uma vazão de ENTRADA de 1/5 de

tanque por hora;

2) Para a 2ª torneira, que enche o tanque em 8 horas, uma vazão de ENTRADA de 1/8 de

tanque por hora;

3) Para a 3ª torneira (ralo), que esvazia o tanque em 4 horas, uma vazão de SAÍDA de 1/4 de

tanque por hora; Agora basta somar as 3 vazões (considerando negativa a de saída), multiplicar por um tempo t e igualar a 1 (tanque cheio), pois queremos encontrar qual o tempo em que o tanque estará cheio com a atividade daquelas torneiras (e ralo). Assim:

⎛ ⎜ 1

5

1

1

8

4

+

t

=

1

8

10

+

5

40

t

=

1

3

40

+ 1/3 de hora, ou seja, 13 horas e 20 minutos.

t

=

1

3t = 40 t =

40

3

=

13

1

3

= 13 horas

Gabarito: Letra B.

Disponibilizo o meu e-mail (pedrobello@uol.com.br) para:

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