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Controle de emissões fugitivas em válvulas e bombas
1. INTRODUÇÃO Emissões fugitivas tornou-se tema freqüente na indústria química e petroquímica. Os padrões de qualidade do ar, cada vez mais restritos, aliados à preocupação crescente das pessoas em relação ao seu ambiente de trabalho fizeram com que, nos últimos anos, esforços por parte da indústria e entidades a ela relacionadas fossem direcionados ao monitoramento e controle de tais emissões. A intenção deste trabalho é colaborar com esses esforços a fim de difundir, criar e aplicar conhecimentos nessa área. Esta monografia foi desenvolvida como parte do Curso de Especialização em Gerenciamento e Tecnologias Ambientais na Indústria, da Escola Politécnica da UFBa. As informações apresentadas aqui são fruto de pesquisa bibliográfica que tem como objetivo reunir os conhecimentos necessários à implantação de programas de redução de emissões fugitivas, na indústria. O trabalho está dividido em cinco capítulos nos quais são abordados diversos aspectos relacionados com emissões fugitivas. O Capítulo II traz alguns conceitos genéricos sobre a indústria e sua relação com a poluição atmosférica. Nesse capítulo, são apresentadas definições sobre: emissão e poluição do ar; emissões fugitivas e fontes de emissão. Define-se o campo mais amplo das emissões de compostos orgânicos voláteis (VOC), onde se situam as emissões fugitivas. O terceiro capítulo trata especificamente das fontes de emissões de VOC mais importantes na indústria química e petroquímica. As características de cada tipo de fonte são apresentadas a fim de esclarecer os mecanismos que geram as emissões. Nesse capítulo, é feita a avaliação que mostra como cada tipo de fonte contribui para compor as emissões totais na indústria. A conclusão do capítulo III salienta a importância das emissões fugitivas no contexto mais amplo das emissões de VOC. Aponta-se ainda a destacada participação das emissões fugitivas de válvulas e bombas. O quarto capítulo faz a apresentação dos métodos mais difundidos na indústria para monitoramento e quantificação de emissões fugitivas. O monitoramento e quantificação de emissões são ferramentas importantes para o controle de tais emissões, pois permitem determinar a situação da indústria em relação à presença dessas emissões, assim como estabelecer mecanismos para o acompanhamento das melhorias implementadas.

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O capítulo V traz os principais conceitos sobre o controle de emissões fugitivas na indústria. É apresentado um modelo de programa de redução de emissões com base no monitoramento, manutenção e modificação de equipamentos, com ênfase na otimização de investimentos. O capítulo ainda aborda as alternativas de redução de emissões em válvulas e bombas e sobre a composição de custos para avaliar modificações de equipamentos.

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2. O QUE SÃO EMISSÕES FUGITIVAS? Para definir o que são emissões fugitivas, é necessário, antes, rever alguns conceitos básicos sobre indústria e poluição do ar. Indústria é um termo genérico que se usa para denominar entidades que realizam qualquer tipo de produção material em grande escala. A produção em uma indústria envolve a transformação de matéria-prima em produto. Essa transformação ocorre por meio de um conjunto de atividades o qual se nomeia processo produtivo. As atividades em uma indústria podem variar desde simples tarefas manuais a operações complexas, com emprego de máquinas, equipamentos e sistemas automáticos de controle. As indústrias, usualmente, são classificadas segundo seu porte: pequenas, médias e grandes; tipo de materiais que processam - metalúrgicas, químicas, petroquímicas e, ainda, por sua posição em relação ao consumidor final, ou seja, indústrias de base ou primeira geração, e de bens de consumo ou última geração. Este trabalho tratará especificamente de indústrias químicas e petroquímicas, em virtude da relevância que as emissões fugitivas têm nessas indústrias. Em indústrias químicas e petroquímicas de médio e grande porte, é comum o processo de produção estar dividido em subprocessos ou etapas. Cada etapa é desenvolvida em uma unidade de produção, também chamada de planta. A unidade de produção, por sua vez, é dividida em seções. De forma geral, os processos ou subprocessos estão divididos em seis seções: estocagem de matérias-primas; separação ou preparação de reagentes; reação; recuperação de matérias-primas; purificação do produto e estocagem final do produto. Em cada seção, tem-se determinado número de entradas e saídas de produtos, denominadas de correntes de processo. Na maioria dos processos conhecidos, não é possível estabelecer relação de igualdade entre as entradas de matérias-primas e saídas de produtos e subprodutos. Isso ocorre porque esses processos envolvem perdas e, consequentemente, emissões. Nesse caso, o termo emissão está sendo genericamente empregado para denominar qualquer tipo de perda de produto para fora do processo. Dessa forma, nem sempre uma emissão caracteriza poluição. Primeiro, porque nem todos os produtos manuseados em um processo químico são poluentes. Segundo, porque mesmo as emissões potencialmente poluidoras podem ser capturadas e tratadas em uma seção específica, dentro do próprio processo. Uma emissão, no entanto, será sempre uma perda. Algumas emissões são inerentes ao próprio processo, normalmente vinculadas a questões de disponibilidade de tecnologia. Outras são decorrentes da má qualidade de insumos e matérias-primas, equipamentos mal concebidos, desempenho operacional insatisfatório, operações de limpeza e, ainda, despejos e vazamentos acidentais. As emissões ou perdas de um processo são classificadas, de acordo com seu estado físico, em: resíduos sólidos, efluentes líquidos e emissões atmosféricas. Exclusivamente essa última será abordada neste trabalho, portanto o termo emissões será sempre utilizado para designar apenas as emissões atmosféricas. Uma emissão atmosférica consiste em um volume de gás ou vapor que é lançado para fora do processo. A emissão atmosférica pode ser caraterizada como poluição do ar se estiver sendo liberada para a atmosfera em condições ou concentrações que, de alguma forma, prejudiquem o meio ambiente. Segundo o Conselho Estadual de Proteção ao Meio Ambiente, do Estado da Bahia (CEPRAM), poluição é

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" a presença, o lançamento ou a liberação, nas águas, no ar, no solo, ou no subsolo de toda e qualquer forma de matéria ou energia, em intensidade, em quantidade, em concentração ou com características em desacordo com as que forem estabelecidas em decorrência desta Lei que ocasionem descaracterização nociva da topografia, ou que tornem ou possam tornar as águas, o ar, o solo ou o subsolo: impróprios, nocivos ou ofensivos à saúde; inconvenientes ao bem-estar público; danosos à flora, à fauna e aos materiais; prejudiciais à segurança e às atividades normais da comunidade". (CRA, 1 997) As fontes de emissões atmosféricas podem ser pontuais e não pontuais. Na fonte pontual, como o nome já diz, toda a emissão está concentrada em um único ponto. Os exemplos mais claros de fontes pontuais são as chaminés de exaustão de fornos e caldeiras, e os suspiros dos tanques de estocagem. As fontes não pontuais são caracterizadas por áreas abertas à atmosfera ou, ainda, por fontes múltiplas, geralmente dispersas por toda a unidade. Em áreas abertas, a emissão ocorre em virtude da volatilização de compostos que estão presentes na massa líquida, contida nessas áreas. Um exemplo de área aberta à atmosfera que pode causar emissões são os sistemas de tratamento de efluentes, incluindo bacias e redes coletoras. (Wallace, 1 979) As fontes múltiplas, que constituem a outra parcela de emissões não-pontuais, são compostas de equipamentos e componentes que integram as redes de transporte de produtos dentro do processo, tais como: compressores, bombas, válvulas e flanges. Esses equipamentos e componentes possuem característica comum, todos eles necessitam de um sistema de vedação para impedir que o produto escape para fora do processo. A emissão em fontes desse tipo decorre, justamente, de pequenos vazamentos nesses sistemas de vedação. O funcionamento e as características de alguns desses sistemas de vedação serão discutidos mais adiante, neste trabalho. Ainda podem ser incluídos, como fontes múltiplas, os pontos de amostragem da planta. Nesses pontos, a emissão só ocorre durante a operação de retirada da amostra. O conceito de emissão não-pontual aproxima-se da definição do que chamamos de emissões fugitivas. Uma emissão fugitiva é caracterizada por liberação difusa e, portanto, não-pontual de Compostos Orgânicos Voláteis (VOC), na atmosfera. Apesar do conceito abrangente, neste trabalho serão chamadas de emissões fugitivas exclusivamente as emissões provenientes dos sistemas de vedação de equipamentos e componentes. (Wallace, 1 979) A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (USEPA), define Compostos Orgânicos Voláteis como qualquer composto orgânico capaz de reagir fotoquimicamente na atmosfera. Os VOC’s são os maiores precursores para formação do ozônio. O ozônio é um composto oxidante, por isso sua presença nas camadas mais baixas da atmosfera é considerada prejudicial ao meio. O ozônio, próximo ao solo, forma-se como resultado de uma reação fotossintética que envolve o composto orgânico, óxido de nitrogênio e oxigênio. Metano e etano são hidrocarbonetos de baixa reatividade fotoquímica, por esse motivo, muitas vezes, não são considerados como VOC. (Siegel, 1 981) O efeito poluidor das emissões de VOC deve-se a dois fatores. O primeiro, já comentado, é o potencial dos VOC’s em formar ozônio, nas camadas inferiores da atmosfera. O segundo fator é o risco da exposição direta do homem aos compostos orgânicos, com características tóxicas, em concentrações que podem ultrapassar os limites de tolerância. Alguns exemplos de Compostos Orgânicos Voláteis são hidrocarbonetos aromáticos, fenóis, aldeídos e compostos organoclorados.

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3. PRINCIPAIS FONTES DE EMISSÕES DE VOC

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dentro do processo. É comum utilizar o termo linha ao invés de tubulação. PRINCIPAIS FONTES DE EMISSÕES DE VOC 3. tanques de estocagem e sistemas de tratamentos de efluentes. convém descrever de forma abrangente as fontes mais comuns de emissão de VOC. 3.1 Emissões fugitivas Os produtos manuseados em processos químicos e petroquímicos. dentro de uma unidade. em bombas e válvulas. como fonte de emissões de VOC.1 – Classificação das fontes de VOC na indústria Conforme citado no capítulo anterior. A descrição pretende dar uma visão geral dos mecanismos que governam as emissões em tais fontes e incentivar algumas idéias para redução das mesmas. cujo mecanismo de emissão é bastante similar às emissões em tanques de estocagem. Além dessas.1 Emissões fugitivas 3. Por esta condição. as operações de carregamento de produtos. Os principais componentes que integram as redes são válvulas.4 Operações de carregamento de produto 3.3 Emissões em sistemas de tratamento de efluentes 3. flanges. fontes típicas de emissões de VOC incluem equipamentos e componentes das redes de transporte de produto.Página da W 4 de 33 Apesar deste trabalho estar centrado no estudo de emissões de VOC. São exemplos de equipamentos de transporte de produtos: bombas de diversos tipos. O conjunto de equipamentos e componentes de linha usados para o transporte de produtos.5 Distribuição de emissões de VOC na indústria Controle de emissões fugitivas em válvulas e bombas 3.2 Emissões em tanques de estocagem 3. compressores e sopradores. drenos e válvulas de alívio de pressão. A figura a seguir mostra como estão classificadas neste trabalho as emissões de VOC. existe a necessidade de que sejam utilizadas tubulações e equipamentos adequados para o transporte de produtos. http://intranet/monografias/emissoes/completa.htm 13/07/00 . encontram-se no estado líquido ou gasoso. presentes na indústria. quase sempre. na indústria. compõe a rede de transporte. Figura 3. inclui-se.

insumos e produtos. são eles: bombas e válvulas. a necessidade de estabelecer controles efetivos sobre suas emissões. os mais comuns na indústria são tanques de aço carbono e aço inox.e vapores de compostos orgânicos. Algumas vezes. PRINCIPAIS FONTES DE EMISSÕES DE VOC 3. questões importantes relacionadas às emissões nesses equipamentos receberão atenção especial mais adiante. Emissões em tanques de teto fixo resultam da operação de adição de produto. Porém. portanto.2 Emissões em tanques de estocagem Quase toda indústria química necessita de tanques para estocagem de matérias-primas. A atmosfera. caso haja interrupção no suprimento de algum produto. É comum.quando há possibilidade de entrada de ar . formados a partir da volatilização do produto contido no tanque. Os tanques podem ser construídos de diversos materiais. Outra finalidade dos tanques de estocagem é acumular a produção e garantir o fornecimento contínuo de produto para os clientes. Porém. metade das emissões fugitivas ocorrem em válvulas de controle e bloqueio seguidas. Aproximadamente. dois serão o foco deste trabalho. teto flutuante externo e teto flutuante interno. Quase sempre. utiliza-se o recurso de injetar nitrogênio no tanque para garantir atmosfera inerte e sem umidade. oxigênio . em forma de cabo de guarda-chuva. só são localizadas com auxílio de instrumentos de detecção. em virtude das características desses sistemas. a maior fonte de emissões de VOC e correspondem a 50 ou 60% das emissões de VOC. é composta de uma mistura de nitrogênio. A perda de produto através da vedação de um equipamento ou componente constitui a emissão fugitiva. o uso de conservation vents. dentro da indústria e. Entre os equipamentos classificados aqui como fontes de emissões. 1997b). Serão discutidos os aspectos referentes às características e funcionamento dos sistemas de vedação. para impedir a entrada de umidade. (Colyer e Meyer. 1997b). essas emissões são. normalmente. do projeto do equipamento e das práticas de manutenção empregadas na planta. estar localizada em um ponto fixo poderia caracterizá-la como emissão pontual. os vazamentos em vedações são classificados como emissões não pontuais. quando atendidas determinadas condições de pressão no tanque. também. quantificação de emissões e alternativas de controle. Os tanques usados para estocagem de compostos orgânicos líquidos podem ter três tipos de cobertura: teto fixo. que só permitem a entrada ou saída do ar. na maioria das vezes. no tanque. o que garante a continuidade do processo. As contribuições de cada tipo de equipamento podem variar. Os tanques de teto fixo são os mais simples e comuns na indústria. As emissões em um único equipamento são extremamente pequenas. em uma planta industrial (Siegell. às vezes insignificantes. por causa do grande número de equipamentos em uma unidade de processo. Em função da larga utilização desses equipamentos. porém. Porém.htm 13/07/00 . monitoramento. dentro de um tanque de teto fixo. válvulas de alívio de pressão e compressores (Siegell. dotado de suspiro. em ordem decrescente. normalmente. a vedação não é perfeita e permite que pequenas quantidades do produto escapem para a atmosfera. consistem de um corpo cilíndrico com teto fixo. Os suspiros mais simples consistem de uma abertura no topo do tanque. O http://intranet/monografias/emissoes/completa.Página da W 5 de 33 A maioria dos equipamentos e componentes das redes de transporte possui algum tipo de sistema de vedação que impede o produto de vazar para fora do processo. A função do suspiro é permitir a saída ou entrada do ar quando o produto é adicionado ou retirado do tanque O suspiro evita a pressurização ou formação de vácuo dentro do tanque. depende do tipo de processo. em um equipamento ou componente. Essa perda ocorre com grande freqüência em torno das partes móveis do equipamento. Controle de emissões fugitivas em válvulas e bombas 3. 1 991) O fato da emissão. por bombas. em razão da forma dispersa em que esses equipamentos e componentes são encontrados na planta. essas emissões podem ser visualmente detectadas. Os tanques permitem que a indústria mantenha estoque estratégico dentro do seus limites.

Sistema típico de tratamento de efluentes é composto por uma rede de coleta. estações de bombeamento. turbulência e composição do efluente. entre o teto e a parede do tanque.Página da W 6 de 33 volume de produto adicionado ao tanque é compensado pela expulsão de igual volume de gás do tanque. bombas de anel líquido. a composição pode variar em função do nível de tecnologia empregada e das condições operacionais da planta. é o suficiente para contaminá-las. são sistemas abertos e permitem o contato do efluente com a atmosfera. Em tanques de teto flutuante. a conversão para teto flutuante interno também é vantajosa. dentro dos padrões exigidos. A conversão para teto flutuante permite reduções de até 98% nas emissões. Os sistemas de tratamento ocupam grandes áreas superficiais. teto estacionário no topo. O principal mecanismo de emissão em um tanque de teto flutuante é a evaporação através de aberturas no teto e através do selo. pelo suspiro do tanque. as emissões ainda podem ser minimizadas pela instalação de selos duplos e controle de perdas pelas aberturas. é freqüente a geração de efluentes líquidos. O chamado tanque de teto flutuante interno possui. A redução de emissões. impõe a utilização de sistemas de tratamento para eliminação dos compostos orgânicos. Fontes típicas de geração de efluente líquido. a exposição do efluente em grandes áreas superficiais pode acarretar em emissões significativas. A rede coletora é formada por canaletas. geralmente na ordem de partes por milhão. fossas. Os tanques de teto flutuante externo consistem de um corpo cilíndrico similar aos tanques de teto fixo. Outra causa de emissão são as variações de temperatura que fazem oscilar o volume do líquido. no entanto. A exemplo do que acontece em equipamentos rotativos. além do teto flutuante. porém o contato com pisos e equipamentos sujos. 1 995) Controle de emissões fugitivas em válvulas e bombas 3. o selo não é estanque e permite pequenos vazamentos. em alguns casos. contidos nos efluentes. Outro mecanismo é a evaporação do líquido que adere à parede do tanque à medida que o nível do tanque diminui. A exigência de atendimento aos padrões ambientais. dentro do tanque. Sistemas de recuperação ou destruição de vapores são os mais eficientes em termos de redução de emissões. caracteriza uma emissão. em qualquer tipo de tanque. A composição do efluente é diferente para cada tipo de processo. são: resfriadores de contato direto.htm 13/07/00 . A saída do gás. No caso de um tanque de teto flutuante externo. bacias de neutralização. não seriam efluente contaminado. Os fatores que afetam a volatilização são: temperatura. ejetores a vapor. Por esse motivo. O que caracteriza a contaminação do efluente é a presença de compostos orgânicos que precisam ser eliminados antes do descarte do efluente. pode ser instalado sistema de captação e posterior recuperação ou destruição de vapores. muitas vezes com geração de odor. saturado de compostos orgânicos. (Siegell. manobras de drenagem e limpeza de equipamentos. poços e. porém com teto móvel que flutua no topo do líquido e acompanha as variações do nível do tanque. chamada selo. bacias de decantação e unidade de tratamento químico ou biológico. A concentração de matéria orgânica é baixa. o que ocasiona a saída de vapores. A minimização de emissões em sistemas de tratamento pode ser feita de diversas formas. Apesar da baixa concentração de produtos orgânicos. A existência de partes móveis impõe a necessidade de vedação. a princípio. As emissões em sistemas de tratamento de efluentes são causadas pela volatilização dos compostos orgânicos. porém os mais onerosos. PRINCIPAIS FONTES DE EMISSÕES DE VOC 3. Além disso. dentro do processo. A mais efetiva é a http://intranet/monografias/emissoes/completa. em tanques de teto fixo. isto é. colunas de extração. dentro da unidade. Em última estância. pode ser conseguida por meio da instalação de teto flutuante. principalmente se considerarmos a área de toda a rede coletora. As águas pluviais. O efluente é originado em diversas fontes dentro do processo e pelo carreamento de águas pluviais.3 Emissões em sistemas de tratamento de efluentes Em indústrias químicas. Diversos métodos de tratamento podem ser utilizados com a finalidade de especificar a corrente final do efluente. Esse gás tem a mesma composição da atmosfera interna do tanque.

(ibid) Controle de emissões fugitivas em válvulas e bombas 3. afirmar que todas as áreas apresentam emissões com a mesma intensidade e freqüência. tais como tambores e bombonas. Outra forma de reduzir o teor de orgânicos no efluente é a instalação de separadores para remover compostos orgânicos do efluente. seja por meio de uma entrada lateral no compartimento ou por um tubo submerso. entre indústrias químicas pode ser feito por meio de compartimentos de carga. 1 995) Outra forma de controle de emissões para operações de carregamento são sistemas de captura e posterior recuperação ou destruição de vapores. opta-se por transporte automotor. antes do carregamento. Sistemas de recuperação incluem condensação.5 Distribuição de emissões de VOC na indústria Neste mesmo capítulo já foi exposto que as fontes de emissões de VOC podem ser encontradas em diversas áreas dentro da planta. Para controle rigoroso. os vapores podem ser formados por evaporação do produto contido no compartimento. como carros-tanque. há emissão de vapores. principalmente. as emissões são causadas por vapores do próprio produto. Durante o carregamento. contido no recipiente. As emissões em operações de carregamento são causadas pela expulsão do volume de vapor. Inicialmente. O transporte por tubovias. absorção e adsorção. O produto a ser transportado pode ser carregado em grandes compartimentos. Reduções significativas podem ser conseguidas também ao se evitar o contato do efluente com o ar. Isso pode ser conseguido mediante melhorias na condição operacional da planta e boas práticas operacionais. gerados pela agitação durante o carregamento. independente do seu tamanho. o tamanho. A utilização do carregamento de fundo ou submerso reduz significantemente as emissões. o líquido é introduzido no topo do compartimento e causará grande turbulência.Página da W 7 de 33 redução da quantidade de compostos orgânicos que entram no sistema. O carregamento de fundo ou submerso é conseguido alimentando-se o produto por baixo. para transportes entre pontos muito distantes ou para pequenas quantidades de produto.htm 13/07/00 . gotas do líquido podem também ser arrastadas pelos vapores expelidos A turbulência é a resultado natural em qualquer processo de mistura de líquidos. Para tanto. Maneira simples de minimizar a turbulência é substituir o carregamento por despejo de produto por carregamento de fundo ou submerso. Os meios de transporte mais utilizados para esse fim são caminhões. 1 995) Controle de emissões fugitivas em válvulas e bombas 3. mas pode ser minimizada em operações de carregamento. http://intranet/monografias/emissoes/completa. Quase sempre. No carregamento por despejo. tanques de navio ou compartimentos menores. (Siegell. (Siegell.4 Operações de carregamento de produto O transporte de produtos líquidos dentro e. torna-se inviável a depender da distância e das quantidades transportadas. trens e navios. A destruição de vapores é conseguida por incineração. Essa expulsão é imposta pela adição de um volume igual de líquido. É claro que em compartimentos maiores o efeito dessas emissões é mais significativo. podem ser instaladas coberturas em canaletas e fossas ou utilizar sistema fechado de coleta. PRINCIPAIS FONTES DE EMISSÕES DE VOC 3. tipo e estado de conservação da fonte e condições de operação. Não se pode. Em virtude da turbulência do líquido dentro do compartimento. pode ser usado um sistema de captação e tratamento de vapores nas bacias de efluentes. por exemplo. A depender do nível de turbulência. parte do produto se vaporiza e escapa para a atmosfera. vagões-tanque. Em seguida. apesar de ser mais prático. pois cada fonte tem determinada taxa de emissão que varia em função de inúmeros fatores. Isso não ocorre se o compartimento estiver vazio e limpo. de qualquer compartimento. PRINCIPAIS FONTES DE EMISSÕES DE VOC 3. no entanto.

Alguns estudos (Siegell. em seis refinarias (Siegell. genericamente. Figura 3. A quantidade de emissão apresentada por cada tipo de fonte também varia de acordo com as características do processo e dos produtos. 1 997b) http://intranet/monografias/emissoes/completa. em seis refinarias diferentes.htm 13/07/00 .Página da W 8 de 33 A taxa de emissão representa a quantidade de produto liberado para a atmosfera. mostram que existe distribuição.entretanto. Isso quer dizer que. Esse fato pode ser verificado nas figuras abaixo. obtidas a partir dos dados de emissões de VOC. em seis refinarias (Siegell.2 – Distribuição de fontes de emissão de VOC. mais ou menos uniforme. das emissões de VOC dentro da planta. 1 997b). 1 997b) Figura 3. algumas fontes contribuem mais do que outras para a emissão total da planta.3 – Distribuição de fontes pontuais de VOC. por unidade de tempo.

em seis refinarias (Siegell. compressores. extraídas de Siegel (1 997). Esses dados representam a distribuição de emissões em seis refinarias diferentes.5 – Distribuição de emissões fugitivas. em seis refinarias (Siegell. estabeleceu limite reduzido para as emissões o que resultou em maior controle de emissões. Novamente. 1997b) http://intranet/monografias/emissoes/completa.htm 13/07/00 . sejam desprezíveis. o que não quer dizer que as emissões. por exemplo. estão sendo chamadas de emissões fugitivas todas as emissões de VOC provenientes de equipamentos e componentes das redes de transferência de fluido. mostram a distribuição de emissões em duas plantas de produtos diferentes. não têm programa de monitoramento e reparo de equipamentos. 1 997b) De acordo com as figuras 3. 1 997b) Figura 3.Página da W 9 de 33 Figura 3. (Siegell. válvulas. porém em proporções diferentes. (ibid) O gráfico seguinte mostra a distribuição de emissões fugitivas entre os diversos equipamentos da planta. no caso.7. bombas. além da implantação de programa de monitoramento e reparo. É evidente a superioridade das emissões em válvula e bombas. As figuras 3. ou seja.6 e 3.4. as emissões fugitivas sobressaem em relação às demais. o que reforça a idéia de que mesmo em plantas distintas existe forte tendência de que os equipamentos supracitados apresentem mais emissões que as demais fontes. A refinaria B. Este é o principal fato que determina a diferença entre a quantidade de emissões em cada refinaria. As refinarias D e E.2 a 3. conexões etc. As seis refinarias em questão adotam diferentes regulamentações para o controle de poluição. é notável a maior participação das emissões fugitivas na composição das emissões totais da planta. Nesse caso. nos demais equipamentos. tolueno e xileno.4 – Distribuição de fontes não pontuais de VOC.

pois representa a medida direta da quantidade de poluente liberada para a atmosfera. entretanto.1 Monitorando emissões fugitivas em plantas industriais O monitoramento de emissões fugitivas é uma ferramenta imprescindível em qualquer programa de redução de emissões. http://intranet/monografias/emissoes/completa. O monitoramento possibilita. nas proximidades de cada equipamento.2 Métodos estimativos de taxas de emissão Controle de emissões fugitivas em válvulas e bombas 4. (Surprenant. uma medida indireta da taxa de emissão. Como será visto no capítulo V. Schaich. no primeiro momento. então.7 – Distribuição de emissões em uma planta de tolueno (Siegell.htm 13/07/00 . por meio de medições periódicas. retratar a condição inicial da planta. são os resultados do monitoramento que definem as ações para a redução dentro do programa. 1997b) Controle de emissões fugitivas em válvulas e bombas 4. em seguida. MONITORAMENTO E QUANTIFICAÇÃO DE EMISSÕES FUGITIVAS 4. O VRC seria. é mais viável que o monitoramento se respalde na medida da concentração de poluente. detectada por um analisador portátil. 1997b) 3. Na prática. Essa medida de concentração é chamada Valor Representativo de Concentração (VRC) e é definido como a máxima concentração do poluente em torno da fonte de emissão fugitiva. 1 991).Página da W 10 de 33 3.1 Monitorando emissões fugitivas em plantas industriais 4.6 – Distribuição de emissões em uma planta de xileno (Siegell. MONITORAMENTO E QUANTIFICAÇÃO DE EMISSÕES FUGITIVAS 4. A taxa de emissão é a medida precisa da quantidade de emissões fugitivas. acompanhar o desempenho do programa de redução de emissões. Entende-se por monitoramento de emissões fugitivas o acompanhamento periódico das emissões fugitivas de uma planta ou de um equipamento específico. 1 990.

os analisadores são colocados junto aos equipamentos críticos que trabalham com VOC ou espalhados pela unidade e formam uma rede de monitoramento. A desvantagem é a falta de confiabilidade de algumas leituras em virtude da dispersão dos vapores. (Wallace. na operação de plantas industriais. As medidas são realizadas por um operador um analisador portátil de VOC. Estima-se que esse método seja capaz de detectar um terço de todos os vazamentos. pelo vento e influência de unidade próximas. sempre será necessário outro monitoramento para identificar exatamente a fonte de emissão. Outros métodos são específicos para o monitoramento individual de uma fonte e são utilizados para quantificar taxas de emissão ou para realizar testes de performance em equipamentos. também é usado um analisador portátil de VOC. especialmente se o monitoramento por área também é usado. e a necessidade do uso de analisadores portáteis para localizar as fontes.3 Monitoramento na fonte O monitoramento na fonte é aplicado com mais freqüência e sua eficiência melhor comprovada. se houver. flanges. (ibid) A maior vantagem desse tipo de monitoramento é que ele pode ser adaptado às necessidades específicas de cada unidade. Novamente. (ibid) Estima-se que cerca de 50% das emissões significativas. A sonda do instrumento é direcionada para os pontos de cada equipamento onde a emissão pode ser encontrada. dentro da planta. A vantagem desse método é que grande parte dos vazamentos pode ser detectada rapidamente.2 Monitoramento em pontos fixos No monitoramento. dentro da unidade. tais como canaletas e válvulas de alívio. estas podem mascarar os resultados do monitoramento. As desvantagens centram-se nos fatos de exigir investimento inicial alto para adquirir e instalar os equipamentos de monitoração.válvulas. Além disso. comparado com outros métodos de monitoramento. na planta.1 Monitoramento por área O monitoramento por área consiste na medição das emissões de VOC a uma dada distância de cada equipamento. Para fontes em que as emissões ocorrem em áreas abertas para a atmosfera. Alguns deles são aplicáveis para o monitoramento de emissões. o operador deve proceder pesquisa detalhada em cada equipamento para detectar a fonte.entre outras. a sonda é colocada tanto no centro quanto ao redor da área de emissão. 1 979) 4.1. Nesse monitoramento.Página da W 11 de 33 Diversos métodos de monitoramento de emissões fugitivas são citados na literatura. Porém. podem ser detectadas valendo-se do monitoramento por área. Esse método de monitoramento detecta as emissões e mede as fontes individualmente . Para o monitoramento em plantas. grandes fontes de emissões. são colocados analisadores em pontos específicos da unidade para monitorar continuamente as emissões fugitivas. Se um pico de concentração é observado. (ibid) 4. destacam-se: o monitoramento na fonte.1. pois permitem monitorar toda a planta e identificam as fontes de emissões fugitivas. Nesse monitoramento. selos de bombas . em pontos fixos. Outra vantagem é que o monitoramento em pontos fixos tem menor custo de mão-de-obra. Deve-se previamente estabelecer o roteiro a ser seguido dentro da unidade de processo.1. (ibid) http://intranet/monografias/emissoes/completa. se um pico de concentração é observado. a localização deve ser registrada para que em seguida se possa fazer pesquisa detalhada para identificação da fonte. (ibid) 4. o monitoramento por área e o monitoramento em pontos fixos. A sonda deve estar afastada apenas um centímetro da fonte.htm 13/07/00 .

Os métodos empregados em testes de estanqueidade são simples e têm como objetivo determinar apenas se o equipamento é suficientemente estanque ou não para atender as condições de operação. isolado e completamente vedado. têm http://intranet/monografias/emissoes/completa. A concentração da amostra é determinada analiticamente e. o equipamento. em condições normais de operação. Se existirem outros pontos na válvula. Esses métodos consistem em enclausurar o componente e capturar as emissões e medilas volumetricamente. (ibid) 4. (ibid) Os métodos mais difundidos para determinação de taxas de emissão são os chamados métodos de enclausuramento. A fonte de gás é fechada e a queda de pressão estática ao longo do tempo é registrada. O método de retenção é similar ao teste de estanqueidade. é compensada pela injeção de gás. incluem válvulas de processo. cada vez mais. (ibid) Para o monitoramento em válvulas. porém a perda de pressão. Já a determinação de taxas de emissão envolve métodos mais complexos porque o objetivo é obter medida precisa da quantidade de poluente emitida. (ibid) 4. No teste de pressão positiva. no entanto.1.1. conhecendo-se a vazão de gás no sistema. em selos de bombas. nas quais os métodos de enclausuramento podem ser utilizados. são identificadas imediatamente no primeiro monitoramento e torna mais ágil a manutenção do equipamento. As fontes de emissão. a sonda do analisador é colocada na interface entre a haste da válvula e a gaxeta. calcula-se a vazão mássica de emissão fugitiva. a sonda do analisador portátil é colocada próxima à interface. Esses métodos são muito utilizados em testes de estanqueidade de equipamentos ou na determinação de taxas de emissão. válvulas de alívio e drenos. O monitoramento deve ser feito circundando a sonda por todos os pontos em torno da haste.Página da W 12 de 33 Para detecção de emissões fugitivas. Esse método é útil porque pode ser utilizado para detecção de vazamentos em seções inteiras de linhas e inclui flanges e válvulas. Os exemplos mais comuns de testes de estanqueidade são os testes de pressão positiva e os testes de retenção.htm 13/07/00 . pois é necessário isolar cada equipamento antes do monitoramento. onde seja possível ocorrer emissões. flanges. As plantas.4 Outros métodos de monitoramento Alguns métodos de monitoramento não são aplicáveis no monitoramento de plantas industriais. A sonda deve ser mantida o mais próximo possível da interface do selo com o eixo. O monitoramento é feito na planta após a válvula entrar em operação. A indicação da estanqueidade do equipamento passa a ser a vazão de gás necessária para manter a pressão estática constante. A sonda é movimentada por toda circunferência do eixo de modo que todos os pontos da interface sejam amostrados. As emissões são capturadas e resfriadas de forma que a água e os hidrocarbonetos pesados condensem e possam prevenir a sujeira. em virtude do vazamento.5 Testes de desempenho em válvulas O monitoramento de válvulas não deve ser confundido com os testes de desempenho. entre o selo e o eixo da bomba. comparado com os métodos anteriores. exige maior aplicação de mão-de-obra uma vez que as medições devem ser feitas em todo equipamento da planta com potencial para ser uma fonte de emissão fugitiva. As fontes de emissão. selos de bombas e compressores. Um rotâmetro mede a vazão de gás e um manômetro mede a pressão para permitir a conversão da concentração volumétrica para os valores padrões. é pressurizado com ar ou nitrogênio. Os testes de desempenho são realizados pelo próprio fornecedor com o intuito de garantir a confiabilidade de seus produtos. (ibid) O monitoramento na fonte. estes devem ser monitorados da mesma maneira.

A magnitude e a velocidade da variação de temperatura afetam diretamente a habilidade da válvula para controlar emissões fugitivas. (ibid) Tabela 4. mas para obter dados mais precisos é comum utilizar técnicas de enclausuramento. 1 993. Raramente encontra-se algum dado sobre temperatura e pressão do teste. Uma válvula apta para operar com emissão fugitiva. é o número de ciclos de atuação da válvula. O objetivo. 1 991. ao longo de sua vida útil. efeitos de ciclos térmicos e taxas de emissão. O fornecedor da válvula. Metano ou Nitrogênio http://intranet/monografias/emissoes/completa. Muitos fornecedores já estabeleceram padrões de teste para qualificar seus produtos dentro da nova visão. Essa garantia é suportada por análises estatísticas de testes feitos com válvulas novas que usam o ar ou nitrogênio como fluido.1 mostra as emissões observadas em um teste realizado com seis válvulas diferentes. respalda-se em testes simples para garantir que seu produto atende aos critérios de emissões fugitivas. que deve ser levado em consideração nos testes de desempenho.Padrão de teste do Fluid Control Institute para desempenho de válvulas. A Figura 4.1 apresenta resumo do padrão da Fluid Control Institute para teste de desempenho em válvulas. vazar se a temperatura de operação cair rapidamente. o desafio dos fornecedores é aprimorar os testes de desempenho de tal forma que estes sejam capazes de reproduzir as condições a que o equipamento estará submetido durante a operação. Portanto. A perspectiva é de que futuramente só sejam aceitas válvulas cujos testes incorporem ciclos térmicos já que esse é o tipo de teste mais rigoroso. (ibid) Um dos grandes problemas que as plantas enfrentam na hora de confrontar os dados oferecidos pelo fabricante com as suas necessidades é o fato de que esses dados raramente são obtidos em testes realizados sob condições realísticas.1 . além disso. Essa técnica tem sido contestada recentemente. Gardner e Spock. pode. 1 995). (Gardner.htm 13/07/00 . em condição estática e durante os ciclos de atuação. A Tabela 4. 1 992) Parâmetro de teste muito importante é o ciclo térmico. (Miles. as válvulas são testadas apenas hidrostática ou pneumaticamente. controlada a temperatura ambiente. (ibid) Número de ciclos de atuação 100 000 25 000 100 000 25 000 5 000 Número de ciclos térmicos 3 3 0 0 1 Máxima emissão permitida 500 ppm 500 ppm 500 ppm 500 ppm 500 ppm Ajuste Permitido Não Não Não Não Sim Condições de teste: 43oC a 0. Tradicionalmente. Alguns fornecedores ainda se calcam em testes visuais. (Spock. Esse teste pode ser feito de várias maneiras. 1 995) É fundamental em testes desse tipo investigar quais as variáveis que afetam o desempenho da válvula e quais as taxas de emissão que podem ser esperadas ao longo da sua vida útil se forem utilizadas gaxetas de diferentes materiais. por exemplo.68 atm Fluido de teste: Ar.Página da W 13 de 33 exigido produtos que necessitem de pouca ou nenhuma manutenção e que. sejam capazes de lidar com ciclos térmicos e também tenham extensa vida útil (Miles. Os dados obtidos com esses testes são muito úteis na hora de decidir que equipamento deve ser usado. Miles. normalmente. é identificar qual a taxa de emissão e qual a vida útil da válvula. em diferentes condições de operação. obviamente. 1 995) Outro parâmetro muito importante. Testes adicionais devem ser feitos para qualificar a válvula dentro de toda a faixa de pressão e temperatura de operação. durante o ciclo de atuação da válvula ou ao longo de sua vida útil.

em diferentes condições. (Wallace. bombas. mas em processos diferentes. as válvulas concentravam taxa de emissão dez vezes maior que as bombas. óxido de etileno e dimetiltereftalato. Se http://intranet/monografias/emissoes/completa. mas tornam-se inviáveis para serem aplicados em todos os equipamentos da planta. e os flanges não apresentavam emissões fugitivas. padronizadas para cada tipo de equipamento.’s Dayton Laboratory.2. alguns métodos para estimativa de taxas de emissões fugitivas foram desenvolvidos ao longo dos anos e visam tornar a quantificação dessas emissões menos complexa e menos onerosas. calcadas em dados de medições em campo. em quatro plantas petroquímicas que produziam monoclorobenzeno. no entanto. e os vazamentos em flanges eram 29 vezes maiores que em bombas. a primeira etapa para estimar as emissões de VOC é proceder a contagem do número de equipamentos existentes na planta e separá-los por tipo e aplicação. (ibid) Controle de emissões fugitivas em válvulas e bombas 4. No caso de emissões fugitivas. Os métodos tipo enclausuramento são úteis na determinação da taxa de emissão de alguns equipamentos. A taxa de emissão. Esses fatores respaldam-se em taxas médias de emissão. flanges e compressores é mais difícil de ser realizada do que em chaminés ou outras fontes pontuais. em fontes pontuais.2 Métodos estimativos de taxas de emissão A quantificação de taxas de emissão em equipamentos e componentes. essa medição não é tão simples. butadieno. Na planta de monoclorobenzeno. Em razão dessa dificuldade.Emissões em diferentes válvulas em condição estática e dinâmica.1 .1 Fatores de emissão Alguns métodos utilizam fatores de emissão para estimar as emissões fugitivas totais da planta. MONITORAMENTO E QUANTIFICAÇÃO DE EMISSÕES FUGITIVAS 4.htm 13/07/00 . podem variar significativamente. a taxa de emissão em bombas era cinco vezes maior que em válvulas. Na aplicação desses métodos. As taxas de emissão para a mesma fonte. em virtude da complexidade desses métodos e dos custos envolvidos. 1 979) 4. Os métodos disponíveis para estimativa de emissões fugitivas variam desde a aplicação de fatores de emissão até o uso de correlações matemáticas.Página da W 14 de 33 Figura 4. pode ser obtida a partir de medição direta da vazão de gás. Já na planta de butadieno. Esse fato pôde ser constatado num estudo realizado por Monsanto Research Corp. como válvulas.

como os listados nas tabelas a seguir.0156 0. a USEPA sugere que sejam feitas aproximações para simplificar a contagem. 1 990. pode resultar em estimativas de até duas ordens de grandeza maiores que os valores reais. (Siegel. bombas.104 0. O uso dos fatores da SOCMI considera que a freqüência de emissão de uma planta em particular é similar à freqüência de emissão média da indústria.1 991) Fatores de emissão (kg/h/fonte) Equipamento Válvulas Gás Líquido leve Líquido pesado Bombas Líquido leve Líquido pesado Compressores Válvulas de alívio Flanges Linhas desconectadas Pontos de amostra Todos Todos Todos Todos Todos 0.0018 Serviço Surprenant (1 990) 0.3 . 1 990. Tais fatores estão calcados em medições de campo e refletem a taxa média de emissão para cada tipo de fonte.0150 Fatores de emissão por estanqueidade http://intranet/monografias/emissoes/completa. 1 991) Fatores de emissão médios da SOCMI (Indústria de Fabricação de Compostos Sintéticos Orgânicos) Os fatores da SOCMI foram desenvolvidos a partir de estudos realizados em refinarias de petróleo. diferentes plantas de processos petroquímicos e áreas de manutenção.0471 Schaich (1 991) 0. Schaich. válvulas.1087 0. numa refinaria de petróleo.0214 0. 1 981. 1 991) O uso dos fatores de emissão da SOCMI normalmente implica em taxas de emissão superestimadas porque os autores foram bastante conservadores no desenvolvimento dos fatores a partir dos dados de campo.00083 0. Determinado o número de equipamentos dentro da planta. 1 990 e Schaich.Página da W 15 de 33 os diagramas de tubulação e instrumentação não estiverem disponíveis.0494 0.0056 0.htm 13/07/00 . Surprenant.00051 0. Schaich. A aplicação dos fatores SOCMI. compressores) resulta na taxa de emissão para esse tipo de fonte dentro da unidade.00023 0.228 0. em plantas químicas e petroquímicas.Fatores de emissão médios da SOCMI (Suprenant.0017 0.0071 0. A multiplicação do fator pelo número de fontes de determinado tipo (ex. as emissões de VOC podem ser estimadas e utilizados os fatores de emissão apropriados.0123 0. Outra consideração é que todos os equipamentos possuem taxa de emissão próxima à taxa de um equipamento similar. Tabela 4. (Surprenant.

0297 0.0135 0. deve-se assumir que menos da metade das fontes apresenta valor de concentração zero.0891 0.8547 0.0038 0.046 1.00023 0. Dados atuais. Suprenant. porém.00051 0. os equipamentos que apresentam VRC maiores que 10 000ppm são ditos não-estanques.00023 0.437 0. ibid) Fatores de emissão estratificados Os fatores de emissão estratificados necessitam de medidas mais precisas que os fatores de estanqueidade. de modo a diferenciar os equipamentos estanques e não-estanques. (ibid.00051 0. ibid) Algumas considerações devem ser feitas ao serem usados os fatores estratificados ou fatores de estanqueidade. (ibid.0120 0. 1 981.0451 0. Existem dois fatores de emissão. 1 990. 1 991) Tabela 4. 1 991) Fatores de emissão (kg/h/fonte) Equipamento Serviço Siegel (1 981) Surprenant (1 990) Schaich (1 991) Não Estanque Não Estanque Não Estanque estanque estanque estanque Válvulas Gás Líquido leve Líquido pesado Bombas Líquido leve Líquido pesado Compressores Válvulas de alívio Todos Todos 0. Schaich.19 0. Fator de resposta é a razão entre o valor real de concentração de um composto e a sua concentração. as plantas devem desenvolver fatores de resposta para seus instrumentos. Segundo.006 0. após a medição dos VRC.0005 0. entretanto.Fatores de emissão calcaados na estanqueidade da fonte (Siegel.4 apresenta fatores de emissão por estanqueidade para diversas fontes. Por outro lado.059 0. Nesse caso. Os autores citados nesta tabela não fizeram nenhuma inferência sobre os dados dos quais foram obtidos tais fatores.0011 0.0447 http://intranet/monografias/emissoes/completa. um para fontes estanques e outro para fontes não-estanques.25 0. (Schaich.00171 0.0992 0. revelam que porcentagem muito maior de fontes apresenta valor de concentração zero. pois os fatores estratificados são divididos em três faixas: 0-1 000ppm.4 .1874 0. A aplicação desses fatores é idêntica aos fatores de estanqueidade. (Surprenant. 1 991) De forma similar aos fatores da SOCMI. A Tabela 4. e maiores que 10 000ppm.00048 0.9614 0.0852 0.005 0.0005 0 0. Primeiro. Scaich.024 0. portanto não é possível estabelecer uma causa para as diferenças entre os valores apresentados. mas que o valor de concentração medido está dentro de uma faixa tolerável de aceitação. 1 000-10 000ppm. os equipamentos são classificados dentro das três categorias citadas.htm 13/07/00 . 1 990.046 0 0 0.3385 1 608 1 691 0.0264 0. a estimativa de emissão é feita multiplicando o número de equipamentos pelo fator correspondente.4 0.Página da W 16 de 33 A aplicação desses fatores respalda-se na medição de valores representativos de concentração (VRC). medida na fonte. o termo estanque não significa necessariamente que o equipamento não apresente emissão. Equipamentos considerados estanques são aqueles que o VRC medido é menor que 10 000ppm.

2637 0.htm 13/07/00 .005 0. enquanto os valores de concentração são obtidos por medição direta com analisador portátil.279 0.0926 0.0028 0.00056 0. porém os dados que suportam as equações têm poucos pontos abaixo de 100ppm. em toda escala de concentração.0826 0.9644 0.00051 0. 1 990.2 Correlações entre VRC e taxa de emissão O emprego de correlações matemáticas.0825 0.0375 0. no início da faixa de concentração. Essas correlações representam as regressões dos dados de taxa de emissão versus concentração de diversos equipamentos. 1 991) Fatores de emissão (kg/h/fonte) Equipamento Serviço Surprenant (1 990) 0-1 000 1 000ppm 10 000 ppm Válvulas Gás Líquido leve Líquido pesado Bombas Líquido leve Líquido pesado Compressores Válvulas de alívio Flanges Todos Todos Todos 0.0451 0.00876 0. As medidas de taxas de emissão são feitas utilizando-se métodos tipo enclausuramento.01132 0. Essas funções são formuladas a partir de medições em campo.0212 > 10 000 ppm Schaich (1 991) 0-1 000 1 000ppm 10 000 ppm 0. 1 991) A USEPA dispõe de um conjunto de equações geradas a partir de dados coletados em plantas industriais. para o cálculo de taxas de emissões fugitivas.0114 0.0084 0. Essas correlações resultam numa estimativa de grande precisão.691 0.00013 0. 1 990. Schaich.5 .00963 > 10 000 ppm 0.00056 0 0.Página da W Flanges Todos 0. por meio de funções matemáticas contínuas.00023 0.Fatores de emissão estratificados (Suprenant.0335 0.0992 0.00028 0.0036 0.00013 0. das taxas de emissão versus valores de concentração para cada tipo de fonte.00004 0.0193 0.00051 0. Essas correlações relacionam o valor de concentração medido em cada equipamento à sua taxa de emissão.00023 0.608 1. em diferentes processos.0737 0.00002 0. Schaich.0375 0.00014 0. pois. descritos anteriormente. http://intranet/monografias/emissoes/completa.00051 0. ( Surprenant.8547 0. é bem maior.437 0.00165 0.01195 4. representa um nível de refinamento mais elevado que os métodos calcados em fatores de emissão.00150 17 de 33 Linhas Todos desconectadas Tabela 4. A margem de erro.00006 0.00031 0.00380 0.0852 0.00023 0.00198 0.3885 1.1874 0.01195 0.264 0.0044 0.2.00875 Linhas Todos desconectadas 0.

os resultados deverão ser encarados dentro de uma margem de erro. CONTROLE DE EMISSÕES EM VÁLVULAS E BOMBAS O controle de emissões fugitivas na indústria torna-se cada vez mais relevante perante as exigências ambientais. as equações somente relacionam os valores de concentração e taxas de emissão. 1 991) Equipamento Válvulas Gás Líquido leve Bombas Flanges Todos Todos Serviço Taxa de emissão (kg/h) 1.733)(Concentração em ppm) 0. ( Surprenant. 1 990. ( Schaich.Página da W 18 de 33 Dados recentes mostram que muitos equipamentos apresentam valores de concentração abaixo do limite de detecção do instrumento. É adequado que sejam medidas as taxas de emissão. das taxas de emissão. (ibid) As correlações apresentadas pela USEPA foram formuladas a partir de dados de diversos processos diferentes.Correlações matemáticas entre valores de concentração e taxas de emissão (Schaich. associada à medição de valores de concentração na fonte. para desenvolver novas equações.47 1. Primeiro. Segundo. equipamentos com valores de concentração acima do limite de leitura do instrumento também devem ter suas taxas de emissão medidas ao invés de estimadas. Os valores de taxas de emissão associados ao valor zero-padrão de concentração refletem as emissões das fontes com valores de concentração entre 0 e 8ppm.898 0.818 O uso dessas correlações. são realmente pequenas. em alguns equipamentos com valores de concentração não detectáveis. Um programa de redução de emissões fugitivas compreende um http://intranet/monografias/emissoes/completa. nesses equipamentos. Por outro lado. publicadas pela USEPA. deve-se assumir valor zero-padrão de 8ppm para equipamentos com concentração medida entre 0 e 8ppm.71(10-5. Essa condução facilita certificar-se de que as emissões.6 . em pelo menos trinta fontes. Normalmente. é importante fazer medições em campo.693 3. logo extrapolações não são bem aceitas.73(10-4. é possível formular novas correlações.34)(Concentração em ppm) 0. ao aplicar estas correlações na estimativa de emissões de um processo específico. visto que toda emissão caracteriza perda de produto do processo para o meio ambiente. O desenvolvimento de correlações específicas requer trabalho adicional que inclui a medição direta de taxas de emissão. o desenvolvimento de correlações específicas para cada processo leva a estimativas mais precisas do que aquelas feitas com as correlações da USEPA. Logo. pressupõe duas considerações. Com os dados de taxas de emissão e concentração. o controle de emissões vai ao encontro das necessidades de aumento da produtividade da indústria. dentro da faixa de concentração dos dados que geraram as equações.33(10-5.35)(Concentração em ppm) 0.342)(Concentração em ppm) 0. 1 991) Tabela 4. Isso implica que. específicas para cada processo. Schaich.htm 13/07/00 .92(10-4. 1 991) Controle de emissões fugitivas em válvulas e bombas 5. portanto essas equações matemáticas representam o comportamento "médio" de cada fonte. Além disso. O controle de emissões fugitivas é conseguido por meio da implantação de um programa de redução de emissões fugitivas na planta.

19 1.040 0. com o intuito de minimizar a taxa global de emissão da planta.027-0. Esses índices indicam a proporção entre as taxas de emissão de cada sistema de vedação. podem ser reduzidas em pelo menos 50% a 75% por meio de um programa de monitoramento e manutenção de equipamentos. muitas vezes. Em sistemas de tratamento de efluentes e grandes equipamentos. tem custo relativamente baixo. assim como em sistemas de vedação de válvulas.htm 13/07/00 . A aplicação de tecnologia mais avançada em selos de bombas. (ibid) Tabela 5. somente quando instalados em espaços confinados. projetados para o controle de emissões fugitivas. 1 990) A instalação de novos equipamentos.1.Índices de emissão em bombas centrífugas (Lipton e Sydney. tomadas sistematicamente.51-2.52-1. abaixo.3 1 0.003 0.05 Bussenius (1 986) 1 0. condições de operação e das características dos fluidos de processo.10 1.33 Kremer (1 982) 1 0. em: válvulas de alívio. instalar novos equipamentos e acessórios que garantam menor taxa de emissão ou capturar as emissões e enviá-las para sistemas de tratamento.009 British Occupational Health Society 1 0. porém para válvulas e bombas esse tipo de controle não é http://intranet/monografias/emissoes/completa.61 Os sistemas de captura de emissões fugitivas têm sido aplicados com sucesso no controle de emissão.15 0. 1989) Tipo de vedação Gaxeta sem selante Gaxeta com selante Selo simples Selo Tandem Selo duplo Índice de emissão 100 10 1.3 1 0. a redução de emissões pode ser conseguida de três maneiras diferentes: intensificar o monitoramento e manutenção de equipamentos.004 Tabela 5. tais como incineradores e colunas de adsorção com carvão ativado. A eficiência do monitoramento e manutenção em válvulas e bombas depende do tipo.Índices de emissão em válvulas (Lipton e Sydney. talvez seja a maneira mais eficiente de conter tais emissões. A Tabela 5. Numa planta industrial. (Suprenant.1 .2 faz comparação similar entre alguns tipos de válvulas. traz uma idéia da melhoria que se obtém a partir da instalação de sistemas de vedação mais avançados em bombas centrífugas. quantidade e tamanho dos equipamentos.2 0.Página da W 19 de 33 conjunto de ações corretivas e preventivas. A captura e destruição de vapores podem ter eficiência de redução de emissões próxima a 100%. Essa tabela faz comparação entre os índices relativos de emissão de alguns tipos de vedação. como compressores.88-1. A Tabela 5. Estudos indicam que as emissões fugitivas. é altamente eficiente e. 1 989) Tipo de válvula Gaveta Esfera Plug Globo Borboleta Estudo API Bussenius (1 981) 1 0. nesses equipamentos.2 .

(3) prazos de execução para a manutenção de equipamentos. a manutenção do equipamento se faz necessária. Portanto. para emissões fugitivas em válvulas.1 Programa de redução de emissões Conceitualmente. essa informação pode ser usada para definir as bases do programa. Após cada jornada de monitoramento. A Figura 5.Página da W 20 de 33 utilizado porque esses equipamentos encontram-se espalhados por toda a planta. Para tanto. nos Estados Unidos. a freqüência de monitoramento deve ser aumentada. deve ser levantado o percentual de equipamentos que apresentou emissões acima do limite. (2) performance mínima desejada para a planta porcentagem de equipamentos com emissão superior ao nível de emissão máximo. é necessário que sejam envolvidas pessoas de diferentes disciplinas que possam contribuir para a solução do problema.1 Programa de redução de emissões 5. O Anexo B apresenta resumo da norma que regulamenta as emissões fugitivas. Sempre que for identificado um equipamento com emissão superior ao nível máximo.4 Composição de custos 5. consegue-se melhorar continuamente a performance de emissões da planta. quais equipamentos da planta deverão ser incluídos. ou seja. Isso quer dizer que se um determinado equipamento foi projetado para apresentar emissões na faixa de 500ppm e o nível de aceitação da planta for 100ppm.3 Reduzindo emissões em válvulas 5. modificação de projeto capaz de reduzir seu nível de emissão. Se existir algum conhecimento sobre a situação atual dos equipamentos da planta em relação a emissões fugitivas. ou seja. O estudo de melhoria começa com a análise das causas básicas do problema. um programa de redução de emissões fugitivas em. isto é: (1) emissão máxima permitida concentração de poluente em ppm. A eficiência do processo de monitoramento e manutenção depende do cumprimento dos prazos estipulados para execução dos reparos. se faz necessário um projeto de melhoria.1 mostra um exemplo de programa de redução de emissões fugitivas no qual foram utilizados os padrões de nível máximo de emissão e performance mínima de emissão da norma da USEPA (Colyer e Meyer. Dessa forma. é imprescindível definir quais as bases que serão utilizadas. A estrutura detalhada do programa depende do nível de emissão considerado aceitável pela planta. pode ser dividido em duas partes: monitoramento e manutenção de equipamentos e projetos de melhoria. 1 991). a performance da planta estará sempre limitada aos níveis de emissão para o quais os equipamentos foram projetados. Na análise das causas.htm 13/07/00 . A execução do reparo garante à planta que aquele equipamento estará em conformidade com os padrões de emissão no próximo monitoramento. válvulas e bombas. O objetivo é desvendar a http://intranet/monografias/emissoes/completa. (ibid) 5. o monitoramento e reparo desse equipamento não será suficiente para garantir a performance desejada. deve-se coletar o maior número possível de informações. CONTROLE DE EMISSÕES EM VÁLVULAS E BOMBAS 5. em válvulas e bombas. detectada na fonte. O programa de redução de emissões inicia com o processo de monitoramento e manutenção de equipamentos. e os custos envolvidos na instalação de um sistema de captação desse porte não compensaria o ganho em termos de redução de emissões. (5) freqüência de monitoramento que será utilizada. Porém.5 Conclusão Controle de emissões fugitivas em válvulas e bombas 5. Nesse caso.2 Reduzindo emissões em bombas 5. se esse percentual for maior que a performance mínima desejada para a planta. (4) abrangência do programa.

e o nível de performance mínimo seria uma das http://intranet/monografias/emissoes/completa. por questão de segurança.htm 13/07/00 .1. para cada equipamento que precisa ser modificado. Essa melhoria pode envolver tanto alterações nas condições e procedimentos de operação da planta quanto modificações em equipamentos ou sistemas de vedação. a planta opta por solução mais eficiente e certamente de custo mais elevado. porém. quando se pretende modificar grande número de equipamentos.1 . o custo total seria a função-objetivo a ser minimizada.Programa de redução de emissões fugitivas . Figura 5. aquela alternativa que garanta para a planta o desempenho de emissão dentro dos padrões de menor custo possível. decisão como essa pode inviabilizar o programa de redução de emissões.1 Otimização de custos Programação matemática é a ferramenta que pode ser utilizada para otimizar um programa de redução de emissões de forma a garantir sua continuidade. 1 991) Muitas vezes. Otimizar a solução para o problema de emissões fugitivas significa selecionar. talvez essa seja a decisão correta. 5.Página da W 21 de 33 verdadeira causa da emissão para que seja definida melhoria a ser feita. Do ponto de vista técnico. (Colyer e Meyer. Quando se trata de modificações em apenas um ou dois equipamentos. A saída para esse impasse é buscar a solução otimizada de forma que a planta possa atender sua performance de emissão com o menor custo.

a otimização pode ser usada com abordagem pouco diferente. 1 991) Pesquisa em 107 bombas de três refinarias. mas com a utilização de algoritmos automatizados. (Adams. O número de alternativas é obtido pelo somatório de todas as combinações entre os equipamentos da planta e as possíveis modificações para cada um deles. O uso dos recursos da otimização para minimizar investimentos é uma ferramenta muito difundida.Página da W restrições do problema. imagine uma situação em que. existam dez equipamentos que precisem ser modificados para atender os padrões de emissão da planta que são: quatro bombas centrífugas com selo simples e seis válvulas de controle engaxetadas. Apesar de 99% dos selos testados serem simples. Além disso. é possível implantar três modificações diferentes: um selo simples redimensionado. atingir a melhor performance de emissão. que seria: utilizando todo o capital alocado. e alternativa terá custo e desempenho de emissão diferente. Para cada bomba. o modelo mais econômico disponível no mercado. nesse caso. o conjunto de modificações que. tais sistemas podem apresentar baixas taxas de emissão ou até nenhuma emissão. porém existem poucos trabalhos publicados que fazem referência a esse uso em programas de redução de emissões ou.htm 13/07/00 . Esta tarefa pode parecer difícil de ser executada. pode controlar as emissões em níveis inferiores a 1 000ppm. 83% dos selos testados apresentaram emissões http://intranet/monografias/emissoes/completa. Para exemplificar o uso da otimização no programa de redução de emissões fugitivas. hoje. o programa de redução de emissões é a oportunidade para aplicar todos os conceitos de otimização e. 22 de 33 Se a planta tiver capital previamente alocado para as modificações. até mesmo. Mesmo um selo simples. em qualquer programa ambiental. numa planta. A otimização. Para exemplificar. teria o objetivo de encontrar. Dependendo do tipo de projeto e da natureza da aplicação. conduzida em 1 990. CONTROLE DE EMISSÕES EM VÁLVULAS E BOMBAS 5.2 Reduzindo emissões em bombas Os selos mecânicos são. assim. Basta que seja criado um banco de dados com as alternativas disponíveis para a modificação dos equipamentos e definidas as funções-objetivo e a restrição a serem atendidas. aprimorar os resultados do programa. com o menor custo. suponha quatro bombas com três modificações cada uma e seis válvulas com duas modificações cada. na indústria. 91% das emissões estavam abaixo de 10 000ppm. Nota 1 : Total = (alternativas) (bombas) x (alternativas) (válvulas) = 34 x 26 = 81 x 64 = 5184 Controle de emissões fugitivas em válvulas e bombas 5. a alternativa mais utilizada para o controle de emissões fugitivas em bombas. entre todas as alternativas. a execução torna-se factível. Sem dúvida. são eles: o cumprimento dos padrões de emissão com o mínimo de investimento ou alcançar o melhor padrão de emissão e utilizar os recursos existentes. No total. Para cada válvula teríamos duas possibilidades: a substituição do material da gaxeta e a instalação de foles. a otimização poderá trazer resultados altamente positivos para a planta. seriam mais de 5 000Nota 1 alternativas de melhorias para a planta. um selo duplo com fluido selagem externo e a substituição do equipamento por uma bomba hermética. revelou alguns dados interessantes sobre a utilização de selos mecânicos. nos Estados Unidos. fosse capaz de colocar a planta numa situação cuja performance mínima de emissão fosse alcançada. As três últimas seções deste capítulo reúnem algumas informações relevantes para modificações em sistemas de vedação de válvulas e bombas e composição dos custos associados a essas modificações. Em qualquer uma das duas abordagens.

(ibid) http://intranet/monografias/emissoes/completa.htm 13/07/00 . pois bombas herméticas em condições normais apresentam emissão zero. Segundo. Essa última alternativa é extremamente eficiente. por exemplo. substituir bombas convencionais por bombas herméticas ou de acoplamento magnético.Página da W 23 de 33 inferiores a 1 000ppm.1 . 1 991) Trazendo a performance do selo para níveis entre 1 000 – 10 000ppm. ou seja.1 apresenta algumas recomendações para a seleção de selos mecânicos a partir da densidade do produto e do nível de emissão desejado. ainda. Além disso. Primeiro. Por último. Essas considerações devem ser avaliadas na hora de decidir como investir num programa de redução de emissões fugitivas. custo médio de US$0. (Adams. poucos selos apresentam emissões anormais. (ibid) A análise estatística dos dados dessa pesquisa e investigação mais profunda das causas de emissão nos selos levaram a três conclusões de relevância imediata para as plantas. existe forte relação entre o nível de emissão do selo e o tempo médio entre falhas (MTBF) dos equipamentos associados a ele. Do ponto de vista prático. US$ 1 131/ano por selo. do equipamento associado a ele. modificação desse porte. implica em maiores custos do que a simples adequação de um selo mecânico. (Suprenant. Admitindo-se. análise do efeito de reduzir as emissões de 1 000 – 10 000ppm para zero mostra economia de apenas US$ 90/ano. Porém. e eles podem ser facilmente identificados e reparados. bombas herméticas possuem limitações de vazão e temperatura.1 Justificando o investimento Além da imposição de normas ambientais para a redução de emissões atmosféricas.32/kg para produtos químicos industrializados. 1 990) 5.Seleção de selos mecânicos (ibid) As emissões fugitivas em bombas podem ainda ser minimizadas. essa perda é superior a US$ 1 200/ano por selo. A perda de produto por um selo com emissão superior a 10 000ppm é algo em torno de 437g/h ou 3 800kg/ano. o achado mais importante dessa pesquisa foi o fato de que apenas 9% dos selos contribuíam para 91% do total de emissões. (ibid) Figura 5.2. Porém. ou seja. A Figura 5. emissões fugitivas podem significar perdas econômicas para as plantas. taxas de emissão excessivas são sintomas direto da aplicação errada de determinado tipo de selo e/ou operação imprópria do mesmo ou. consegue-se economia de 3 535kg/ano.

2 . 1 993) A redução de emissões fugitivas. Esse aprimoramento implica utilizar a caixa de gaxeta existente e modificar apenas a gaxeta. O custo dessas válvulas varia de acordo com os recursos técnicos empregados na sua fabricação. no controle de emissões fugitivas .Página da W 24 de 33 Controle de emissões fugitivas em válvulas e bombas 5. O Anexo B apresenta um guia prático para melhorar a performance de sistemas de vedação em válvulas. (ibid) Figura 5. pois o movimento linear causa atrito entre a haste e a gaxeta e danifica o material da gaxeta. a haste é mais forte. desde que o fole permaneça intacto. fazem dela a solução mais efetiva. essas válvulas são instaladas em aplicações com freqüência de ciclos de atuação elevada. especialmente projetadas para o controle de emissões. 1 993) Dentre as alternativas existentes. Porém. porém de custo mais elevado. (ibid) Um tipo de válvula especial. CONTROLE DE EMISSÕES EM VÁLVULAS E BOMBAS 5. A simples substituição de uma válvula com emissão acentuada por outra similar só irá postergar o problema. selecionar a melhor válvula para cada serviço. (ibid) A alternativa mais simples para reduzir emissões é aprimorar o sistema de vedação da válvula.htm 13/07/00 . (ibid) A seleção de uma válvula depende especificamente da aplicação a qual ela se destina. A primeira é não acreditar que uma válvula possa ser substituída por qualquer outra. Essas válvulas apresentam performance de emissão zero. o corpo é maior e mais espesso. a utilização de válvulas. e elas estarão sujeitas a grandes ciclos térmicos e variações bruscas de pressão. A substituição por uma válvula com fole é a única solução para válvulas globo e gaveta. são as válvulas com fole. O tipo de válvula desempenha papel importante no controle de emissões. válvulas especiais são mais robustas que as válvulas convencionais. após a confecção da válvula. desde que elas sejam propriamente instaladas e mantidas. duas recomendações gerais podem ser aplicadas à seleção de qualquer válvula. Consequentemente. como: freqüência de atuação e amplitude e freqüência de ciclos térmicos. Geralmente.2 . em aplicações onde nenhuma emissão é tolerada. considerando o controle de emissões. todas as válvulas são capazes de atender os padrões de emissão desejados. é a mais onerosa para a planta.Custo relativo de vedação em válvulas (ibid) http://intranet/monografias/emissoes/completa. (Gallupe. Materiais e processos especiais utilizados na fabricação do fole e testes rigorosos. Porém. em válvulas pode ser conseguida a partir da adoção das seguintes medidas: mudar o tipo de válvula. e o sistema de vedação é mais complexo. não é tarefa fácil.3 Reduzindo emissões em válvulas Virtualmente. freqüente na indústria.ver Figura 5. melhor o sistema de vedação e utilizar válvulas especiais. além disso depende de um número de fatores. Essa solução pode ser ainda mais eficaz se for estudada a possibilidade de utilizar composição de diferentes materiais. (Gallupe. Válvulas com haste de movimento linear são mais susceptíveis a apresentar emissões fugitivas do que válvulas com haste de movimento angular.

algumas plantas são tentadas a substituir muitas válvulas por válvulas especiais. Em alguns casos. http://intranet/monografias/emissoes/completa. Na intenção de reduzir as emissões tão rápido quanto possível. A definição de tempo de serviço muda significativamente com a adoção de programas de redução de emissões fugitivas. Esse tipo de válvula tem sua aplicação. 1 995) Os custos de monitoramento do equipamento variam de acordo com diferentes fatores.5 Conclusão Conforme visto neste trabalho. os custos relativos a essa perda devem ser contabilizados dentro do custo de reparo. (Hassebrock. (Hassebrock. os custos para remoção e reinstalação do equipamento também devem ser considerados. for utilizado um método de monitoramento com analisador portátil. ao longo da vida útil do equipamento. A freqüência e o método de monitoramento são fatores extremamente importantes. 1 995) Na avaliação dos custos de manutenção e reposição. nos sistemas de vedação de equipamentos e componentes da rede de transporte de produtos. o tempo de execução e os custos serão maiores. porém é preciso levar em consideração as necessidades de monitoramento e manutenção. são tão importantes quanto o custo inicial. um equipamento tem outros custos associados a ele .monitoramento. (Hassebrock. na maioria dos casos. É aceitável que as atenções estejam voltadas para o custo inicial. deve-se à formação do ozônio a partir de reações que envolvem os compostos orgânicos voláteis na atmosfera. porém. O efeito dessas emissões. (ibid) Controle de emissões fugitivas em válvulas e bombas 5.mão-de-obra e materiais -. pode-se considerar um custo de monitoramento em torno de US$6. o tempo de serviço é considerado a partir do momento da instalação do equipamento até a identificação de emissões fugitivas acima dos limites aceitáveis. e à exposição do homem a compostos com toxicidade elevada. durante o processo de seleção de novo equipamento.4 Composição de custos Tradicionalmente. é importante considerar o tempo de serviço do equipamento. como enclausuramento.00 por equipamento e por inspeção. os custos. um equipamento só seria considerado impróprio para a operação quando não fosse mais capaz de atender as necessidades do processo. no meio ambiente. 1 993) Logo.Página da W 25 de 33 A segunda recomendação é evitar a superespecificação. emissões fugitivas consistem na liberação de compostos orgânicos voláteis para atmosfera. uma válvula convencional mais barata pode ser usada sem detrimento do controle de emissões.htm 13/07/00 . Essa liberação ocorre a partir de pequenos vazamentos. Porém. manutenção e reposição. Em outras palavras. (Spock. Antes. as plantas tendem a ser guiadas por uma visão de curto prazo. a emissão constitui sempre uma perda de produto. Se. durante a operação. 1 995) Controle de emissões fugitivas em válvulas e bombas 5. O custo inicial é apenas uma porção do custo total de um equipamento. Além dos custos da manutenção propriamente dita . Além disso. se for utilizado um método mais elaborado. uma vez que o programa prevê o reparo imediato para estes equipamentos. CONTROLE DE EMISSÕES EM VÁLVULAS E BOMBAS 5. CONTROLE DE EMISSÕES EM VÁLVULAS E BOMBAS 5. quanto realmente custa um equipamento para ser colocado em uso? Além do custo de aquisição ou custo inicial. Dentro da visão de um programa de redução de emissões. por exemplo. em que a manutenção implica em perda de produção.

aliados à implantação de projetos de melhoria. não é suficiente para reduzir a taxa de emissão.A NORMA DA USEPA PARA CONTROLE DE EMISSÕES FUGITIVAS A norma americana. Controle de emissões fugitivas em válvulas e bombas 6. em válvulas e bombas. em 1 991. existentes nos Estados Unidos.1 O padrão americano para monitoramento e controle de emissões fugitivas 6. na composição das emissões totais da planta. as emissões fugitivas contribuem com a maior parte. A manutenção ou reparo dos equipamentos garante a anulação das fontes de emissão. a alternativa mais comum é o uso de selos mecânicos aprimorados e a utilização de bombas herméticas. 6. o qual consta na edição de Agosto de 1 991 da Chemical Engineering Progress. regulamenta os programas de monitoramento e controle de emissões fugitivas. Esses programas consistem no monitoramento e manutenção dos equipamentos da planta.HAP). o CAAA listou 189 HAP dos quais 149 eram compostos orgânicos. modificar o sistema de gaxeta ou.htm 13/07/00 .A NORMA DA USEPA PARA CONTROLE DE EMISSÕES FUGITIVAS 6. As modificações em equipamentos são onerosas e contribuem para a elevação do custo do programa de redução de emissões.Página da W 26 de 33 Comparada a outras fontes de emissões de VOC. utilizar válvulas especiais. Portanto. Tais padrões eram direcionados principalmente para a identificação e controle de grandes vazamentos. nos Estados Unidos. O material aqui apresentado foi extraído de Colyer (1 991). é necessário buscar soluções otimizadas para as modificações. os padrões normativos. Ao longo dos anos. ainda.2 Como melhorar a performance da gaxeta Controle de emissões fugitivas em válvulas e bombas 6. Isso acontece quando a emissão é inerente ao próprio projeto do equipamento. Muitas destas modificações foram decorrentes das exigências do Clean Air Act Amendments (CAAA) de 1990 para poluentes perigosos no ar (Hazardous Air Pollutants .1 O padrão americano para monitoramento e controle de emissões fugitivas "Até a última década. tornando necessárias algumas modificações nas normas vigentes. Essa abordagem torna economicamente viável atingir padrões ambientais cada vez mais elevados. consegue-se a redução quando forem feitas modificações que implicam na realização de projetos de melhoria. Estratificação das fontes de emissões fugitivas revela que as emissões em válvula e bombas são significativamente superiores aos demais equipamentos. publicada pela USEPA. Nesta ocasião. Otimizar soluções significa selecionar as alternativas que garantam a redução da taxa de emissão da planta ao menor custo possível. muitas vezes. Em bombas. O conteúdo é o mesmo do documento original. Esses fatos traduzem a real necessidade de se estabelecer programas de redução de emissões fugitivas. haviam sido desenvolvidos numa época em que não se tinha muita experiência no controle de emissões fugitivas. O simples reparo do equipamento. ANEXO A . Neste trabalho. O monitoramento visa retratar a condição da planta em relação à presença de emissões fugitivas. Nesse caso. A redução de emissões fugitivas em válvulas pode ser conseguida ao se mudar o tipo de válvula. Por meio de monitoramentos periódicos deve-se acompanhar o desenvolvimento do programa. o conhecimento e a experiência sobre o controle de emissões em equipamentos aumentaram. Em http://intranet/monografias/emissoes/completa. ANEXO A . é apresentada breve descrição da norma no que diz respeito ao monitoramento e controle de emissões fugitivas em válvulas e bombas.

Apesar de não serem tratados nas normas anteriores. O termo conexões refere-se a todos os flanges.000 . primeiro não fazem propriamente parte do processo. que utilize um HAP ou um de seus derivados como reagente ou produto. nos Estados Unidos. é afetada pela norma da USEPA. As plantas devem monitorar suas válvulas a cada três meses e reparar qualquer válvula que apresente uma concentração igual ou superior a 10. conexões. a qual começou a vigorar nos Estados Unidos seis meses após a promulgação. e segundo. A segunda fase também especifica um monitoramento trimestral. Os equipamentos regulamentados por esta norma incluem válvulas de processo. tais como sistemas de utilidades." "A norma se aplica tanto para unidades novas quanto para aquelas já existentes." "A norma da USEPA também faz referência a agitadores e sistemas de instrumentação. exigem que os equipamentos sejam inspecionados periodicamente com um analisador portátil para detectar emissões. alguns dados indicam que agitadores podem ser uma fonte significativa de emissões fugitivas. inclusive sistemas de estocagem." http://intranet/monografias/emissoes/completa. é detectada. que contenham um fluido de processo com concentração de HAP igual ou superior a 5%.1 Aplicação e escopo da norma "Toda unidade de processo. Os sistemas de instrumentação são constituídos especialmente por válvulas e conexões. no final de 1991. estimulando os esforços para a redução de tais emissões. porém estes sistemas são tratados como uma classe especial.2 A norma da USEPA para válvulas "A norma da USEPA define uma série de medidas que devem ser adotadas a fim de promover a implantação de um programa LDAR em plantas industriais. válvulas de alívio de pressão. a USEPA publicou uma norma que veio a se tornar um guia-mestre para o monitoramento e controle de emissões fugitivas." Controle de emissões fugitivas em válvulas e bombas 6." 6.A NORMA DA USEPA PARA CONTROLE DE EMISSÕES FUGITIVAS 6. ANEXO A . porque.Página da W 27 de 33 vista a esta necessidade de mudança. A primeira fase da norma para válvulas.1. Se uma concentração de VOC maior ou igual a 10. A norma divide o programa em três fases. Estas normas. definindo o limite máximo para as emissões em 10. base metano ou hexano.htm 13/07/00 . especifica um programa LDAR. A norma não é aplicável àqueles equipamentos e linhas que não contêm fluidos de processo.000 ppm. sistemas (ou pontos) de amostra e sistemas de alívio de tanques e vasos. e é necessário que seja feita manutenção. Todos os equipamentos e linhas associados com a operação desta unidade. os componentes estão muito próximos e algumas vezes fica difícil fazer um monitoramento individual em cada componente. compressores. bombas. porém o limite de emissão passa a ser de 500 ppm. o equipamento é identificado como uma fonte de emissão. nestes sistemas. transferência de produtos e tratamento de efluentes.000 ppm." "A partir de então. normas federais e estaduais. estão sujeitos ao cumprimento da norma. basicamente. têm cada vez mais dado importância às emissões fugitivas. Este tipo de programa de monitoramento e controle de emissões fugitivas é conhecido como LDAR (Leak Detection and Repair). roscas ou outras junções usadas para conectar duas tubulações ou uma tubulação a um equipamento.

a substituição será feita por outro tecnologicamente superior.1 – Norma da USEPA para controle de emissões fugitivas em válvulas (Colyer e Meyer. e se o número de válvulas for reduzido para menos de 0. e é uma exigência da norma.Página da W 28 de 33 Figura A. até que os níveis mínimos de emissão sejam atingidos. Por outro lado. julga aplicável a uma unidade nova ou em operação. O Clean Air Act Amendments de 1990 define a melhor tecnologia aplicável para o controle de emissões como sendo aquela que proporciona a máxima redução de emissões." "A porcentagem de válvulas com emissões é calculada usando a média de dois períodos de monitoramento consecutivos.htm 13/07/00 . o monitoramento na planta só será feito anualmente. deve ser implementado um programa de controle de qualidade. onde o reparo da válvula envolve a necessidade de um parada da planta. 1991) "A terceira fase estabelece um nível de performance mínimo para as válvulas dentro da planta. Além disso. se a unidade apresentar uma porcentagem de válvulas com concentração maior que 500 ppm superior a 2% do total de válvulas. a frequência de monitoramento estende-se de três para seis meses. de forma a assegurar que a melhor tecnologia aplicável está sendo utilizada. Quando o monitoramento é anual pode-se usar a média de três ou quatro http://intranet/monografias/emissoes/completa. O reparo deve estar completo num prazo máximo de quinze dias. a frequência de monitoramento passa a ser mensal. em termos de performance de emissões. a planta pode optar por um programa de melhoria de qualidade. pode gerar emissões ainda maiores. As primeiras ações para o reparo da válvula devem ser tomadas o mais breve possível após a detecção e não devem exceder cinco dias. e que a empresa.5%. além de caro." "Um programa de melhoria de qualidade deve garantir que toda vez que for necessário a substituição de um equipamento na planta. Este nível de performance determina que apenas 2% do total de válvulas da planta podem apresentar uma concentração maior que 500 ppm. Se a planta apresentar 1% ou menos das válvulas com concentração superior a 500 ppm. considerando os custos para obtenção de tal redução." "O reparo das válvulas que apresentam emissões assim que estes são detectados é uma das chaves para o sucesso do programa. Em alguns casos. Isto assegura que as flutuações normais a qualquer monitoramento não forcem a planta a um monitoramento mais frequente. a manutenção da válvula pode ser postergada até a próxima parada da planta. Como uma alternativa ao monitoramento mensal. o que.

Página da W anos para calcular a porcentagem de válvulas com emissões.000 ppm.A NORMA DA USEPA PARA CONTROLE DE EMISSÕES FUGITIVAS 6. independente do tipo de suporte que seja usado para elevação. pois os custos de manutenção para bombas com emissões menores que 2.000 ppm. Na fase II este limite é reduzido para 5. e na fase III para 1. emissões em plantas pequenas que já seguem um programa de monitoramento trimestral são relativamente baixas.000 ppm é bastante elevado e o ganho com a redução das emissões não é muito significativo. porque para unidades novas." "Plantas pequenas podem ter limitações técnicas ou financeiras para implantação do programa de monitoramento. deve ser considerado no projeto da unidade. o reparo só é necessário se o equipamento apresentar uma emissão superior a 2. Porém esta exceção só é feita para unidades já em operação. definindo o limite máximo para emissões em 10." 29 de 33 "O padrão abre uma exceção às válvulas.htm 13/07/00 ." Controle de emissões fugitivas em válvulas e bombas 6.000 ppm. que tenham potencial de emissão. na fase III. cujo monitoramento só pode ser feito mediante algum artifício que ponha em risco o executante durante o monitoramento. cujo monitoramento é considerado inseguro.3 A norma da USEPA para bombas "A primeira fase da norma da USEPA para bombas especifica uma programa mensal de monitoramento e reparo. tais como válvulas localizadas no topo de reatores de alta pressão. visando o monitoramento futuro. Tais válvulas devem ser monitoradas somente em situações em que o risco esteja minimizado. Válvulas de monitoramento inseguro são definidas como aquelas que podem expor pessoas a perigos iminentes como temperaturas e pressões elevadas. que necessitem da elevação de pessoas acima de dois metros. além disso. o monitoramento de rotina não é exigido para válvulas. Porém. ANEXO A . o acesso a válvulas." "A norma também abre uma exceção para válvulas." http://intranet/monografias/emissoes/completa.000 ppm. ou condições de explosão. Por exemplo. Portanto para plantas como menos de 250 válvulas não é exigido um monitoramento com frequência maior que três meses.

(2) manter a haste da válvula alinhada. Desta forma. Princípio 1 . estes equipamentos não podem ser reparados sem a parada da planta. que deveria conter as emissões do fluido de processo. ANEXO B . Neste guia prático. a norma indica que a performance seja medida pela média de um período de seis meses consecutivos. (3) minimizar os efeitos adversos dos ciclos térmicos e (4) aplicar compressão suficiente e constante. a planta deve implementar um programa de melhoria de qualidade. comprimindo-se um anel guia contra a gaxeta. http://intranet/monografias/emissoes/completa. bombas herméticas) podem ser incluídas no cálculo da performance como equipamentos sem emissões.000 ppm)." "Devido a variabilidade dos resultados de performance de bombas (expressos em porcentagem de bombas com vazamento) ser bastante elevada. desde que o monitoramento realizado seja suficiente para garantir que não haverá emissões. Sabe-se que durante a operação normal da válvula o material da gaxeta perde-se gradualmente. Para estes casos. é estabelecido um nível de performance mínimo que define que apenas 10% das bombas podem apresentar emissões superiores ao limite máximo (1. vai arrancando pequenos pedaços da gaxeta." "As atenções feitas com relação aos prazos para realização dos reparos em válvulas que apresentam emissões.2 – Norma da USEPA para controle de emissões fugitivas em bombas (Colyer e Meyer. fazendo esta expandir-se na direção radial. O conteúdo aqui exposto é o mesmo do documento original. Bombas equipadas com selos duplos ou bombas sem selo (por exemplo. Em linhas gerais. mantendo a haste amaciada e livre de corrosão. Esta perda pode ocorrer por erosão ou extrusão do material. a norma admite que os prazos para manutenção do equipamento sejam postergados até a próxima parada da planta. a cada ciclo. apesar de necessária para efetuar a vedação. As perdas por extrusão ocorrem porque a compressão imposta sobre a gaxeta. Se o nível de performance mínimo não for obtido. cinco dias para a primeira ação e quinze dias para conclusão. Bombas sem selo estão sujeitas apenas à inspeções visuais a cada semana e não é exigido o monitoramento de concentração de VOC para estes equipamentos." Controle de emissões fugitivas em válvulas e bombas 7. Produtos poluentes que nas condições de processo sejam líquidos pesados podem ser usados como fluido barreira. que lentamente. 1991) "Na fase III. Esta causa pode ser minimizada. de maneira a vedar o espaço entre a haste e a cavidade da gaxeta. também são válidas para bombas. a norma incentiva o uso de equipamentos tecnologicamente superiores na prevenção de emissões." "As perdas por erosão ocorrem devido ao atrito da haste com a gaxeta. pode também forçar o material da gaxeta a sair da área de vedação. Esta carga comprime a gaxeta axialmente. Isto evita que o próprio fluido barreira. o qual consta na edição de Agosto de 1 991 da Chemical Engineering Progress." "Para bombas com selo duplo. esta deve deformar-se. Esta deformação é conseguida.COMO MELHORAR A PERFORMANCE DA GAXETA Este material foi extraído de Brestel et al (1 991).Página da W 30 de 33 Figura A. Em alguns serviços. não são instaladas bombas reservas para a necessidade de manutenção na bomba titular. a norma proíbe o uso de fluidos barreira que sejam poluentes voláteis.htm 13/07/00 . os princípios são: (1) prevenir que a gaxeta sofra extrusão. são apresentados quatro princípios básicos que visam garantir a eficiência e aumentar o tempo de vida útil dos sistemas de gaxetas.Utilizando anéis antiextrusão "De acordo com o mecanismo de funcionamento da gaxeta. seja um gerador de emissões fugitivas.

imposto pela eliminação dos espaços vazios dentro e entre as gaxetas durante a compressão. gaxetas de Teflon são mais susceptíveis a perdas por extrusão que outros materiais de uso comum. há controvérsias sobre o uso http://intranet/monografias/emissoes/completa. este atrito adicional pode até requerer o uso de um atuador maior. No entanto." "Primeiro. aumentando as perdas por extrusão.A quantidade certa de material "Se a perda do material da gaxeta é a maior causa de vazamentos em válvulas. na realidade. o uso de molas é essencial para manter constantemente a compressão sobre a gaxeta. Por último." "Apesar deste princípio ser citado como uma melhoria no sistema de vedação." "A perda da gaxeta por extrusão pode ser prevenida pela contenção do material com um outro elemento. o anel anti-extrusão. reapertando a gaxeta (movendo o anel) frequentemente. porém deve ser flexível o suficiente para formar uma vedação que contenha o material das gaxetas.O alinhamento da haste "Vedar a haste de uma válvula que não se mantém concêntrica requer que a gaxeta mude continuamente sua forma." Princípio 4 . aumentando o atrito. parece razoável que um excesso de material deveria ser usado. chamado anel anti-extrusão. a compressão na gaxeta diminui. é imprescindível que a haste esteja sempre alinhada." Princípio 2 . por exemplo. Logo. Porém esta ação só terá efeito enquanto houver material suficiente na área de vedação. Medidas da compressão em gaxetas demonstram que a deformação radial máxima.Mantendo a compressão na gaxeta "Gaxetas levemente comprimidas podem promover uma boa vedação se a aplicação da válvula não for muito crítica. A vedação pode ser restabelecida. Utilizar quantidades adicionais de material flexível não acrescenta nada à estanqueidade da válvula. Os anéis devem ser instalados nos dois lados das gaxetas. servem para prevenir a extrusão dos componentes mais internos do sistema de vedação. a adição de mais material aumenta a área da haste em contato com as gaxetas. ocorre para uma altura bastante limitada do arranjo de gaxetas.htm 13/07/00 . Porém." Princípio 3 . O material mais flexível. testes de performance mostram que usar excesso de material reduz o tempo de vida da gaxeta e aumenta a frequência de vazamentos. Um sistema de vedação com componentes de flexibilidade gradativa pode ajudar a manter o alinhamento da haste. o efeito adverso dos ciclos térmicos aumentará. Porém. ele deve apenas se ajustar à haste para conter o material. aumenta-se a tendência a compactação das gaxetas. pois mais material estará expandindo a cada ciclo. que por sua vez é contido por buchas inflexíveis. É muito importante para um bom desempenho do sistema que os anéis antiextrusão se ajustem à haste sem danificá-la." "Quando ocorre a perda de material. além de manter a haste alinhada. A compactação tem um efeito negativo sobre a vedação. O anel anti-extrusão não precisa reter o fluido de processo. a gaxeta.Página da W 31 de 33 Neste aspecto. Por isso. Compactação é a redução do volume das gaxetas. Segundo. a ponto de transferir a carga do anel para a gaxeta. de forma a manter as gaxetas confinadas. O anel anti-extrusão deve ser menos flexível que a gaxeta. Em gaxetas de grafite. similar a perda de material. quando se trabalha sobre condições mais severas de operação. é contido nas extremidades por um menos flexível. a melhor vedação entre a gaxeta e a haste. e portanto. As buchas. usando mais material. enfraquecendo a vedação entre a haste e a gaxeta. a efetividade da vedação não aumenta com o aumento da quantidade de material empregado. o material excedente pode reduzir a efetividade da vedação de três formas.

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