UNIVERSIDADE DO VALE DO PARAÍBA Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento

ESTUDO CLÍNICO-HISTOLÓGICO COM O LASER CO2 ULTRAPULSADO PARA O REJUVENESCIMENTO FACIAL

CLAUDIO RONCATTI

Dissertação

de

Mestrado

apresentada

ao

Programa de Pós-Graduação em Bioengenharia, como complementação dos créditos necessários para obtenção do título de Mestre em

Engenharia Biomédica.

São José dos Campos – SP 2003

UNIVERSIDADE DO VALE DO PARAÍBA Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento

ESTUDO CLÍNICO-HISTOLÓGICO COM O LASER CO2 ULTRAPULSADO PARA O REJUVENESCIMENTO FACIAL

CLAUDIO RONCATTI

Dissertação

de

Mestrado

apresentada

ao

Programa de Pós-Graduação em Bioengenharia, como complementação dos créditos necessários para obtenção do título de Mestre em

Engenharia Biomédica.

Orientadora: Prof. Dra. Maria Cristina Chavantes

São José dos Campos – SP 2004

R677a Roncatti, Claudio Estudo clínico-histológico com o laser CO2 ultrapulsado para o rejuvenescimento facial / Cláudio Roncatti. São José dos Campos: UniVap, 2003. 56p.: ix.; 30cm. Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Bioengenharia do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Universidade do Vale do Paraíba, 2004 1.Laser de alta potência. 2. Laser CO2. 3. Rejuvenescimento facial 4. Laser CO2 Ultrapulsado. 5. Lifting 6 Cirurgia plástica. 7. Ritidoplastia CDU.616-089.84

Autorizo, exclusivamente para fins acadêmicos e científicos, a reprodução total ou parcial desta dissertação, por processo fotocopiador ou transmissão eletrônica.

Claudio Roncatti Data:- 04/03/2004

Airton Abrahão Martin (UNIVAP):..... Prof..........ESTUDO CLÍNICO-HISTOLÓGICO COM O LASER CO2 ULTRAPULSADO PARA O REJUVENESCIMENTO FACIAL CLAUDIO RONCATTI Banca Examinadora: Profa....................................................... Profa........ Dr.......... Prof....... Edith Kawano Horibe (UNIFESP):.. Marcos Tadeu Tavares Pacheco Diretor do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento São José dos Campos.... Maria Cristina Chavantes (UNIVAP):................ Dra.......................................................... ...........

por sua habilidade. que fez com que ampliássemos e amadurecêssemos os nossos conhecimentos sobre os lasers. norteou nossa conduta. colega Cirurgiã Plástica que. Edith Kawano Horibe . digno diretor do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento. Marcos Tadeu Tavares Pacheco. que nos proporcionou o suporte necessário para concluirmos esta pós-graduação. À Profa. com seu exemplo de dedicação à especialidade. Dr. pela oportunidade a nós oferecida de convivermos com pessoas do mais alto nível de conhecimento durante estes dois anos. Ao Prof. mestre e pesquisador de alto nível que com seus ensinamentos e dedicação. Dra. À UNIVAP . principalmente ao Prof. nos motiva e induz ao estudo. Aos dignos professores de pós-graduação em bioengenharia do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da UNIVAP. sabedoria e capacidade de trabalho. Dra. que norteou e nos motivou na realização deste estudo. compreensão e paciência em nos transmitir seus conhecimentos. . Maria Cristina Chavantes . Dr. que gentilmente submeteram-se aos procedimentos cirúrgicos necessários para que este estudo fosse levado a efeito. direta ou indiretamente.Agradecimentos À Prof. Às pacientes. À Fundação Valeparaibana de Ensino e Cultura. Airton Abrahão Martins . luz de ética. A todas as pessoas que. colaboraram para que esta tese pudesse ser concluída.

“lifting”. Palavras-Chaves: 1. Cirurgia plástica 7. Ritidoplastia.RESUMO Realizamos um estudo prospectivo clínico-histológico em 40 mulheres com idade entre 35 e 75 anos. a um só tempo cirúrgico. inclusive na pele descolada dos “ liftings”. Fizemos paralelamente um estudo histológico que demonstrou ser possível a associação proposta. 6. 3. Rejuvenescimento facial 4. uma vez que não observou-se lesão de estruturas dérmicas responsáveis pela reconstituição da pele após três passagens do Laser CO2 . para avaliarmos a possibilidade de associação da ritidoplastia clássica ao resurfacing a Laser CO2 ultrapulsado. tanto com relação ao envelhecimento extrínseco como intrínseco. Os dados objetivos compilados mostraram evidente melhora nos aspectos de rejuvenescimento facial. . mostrando que a associação de procedimentos propostos neste estudo. Laser CO2 . 5. Laser de alta potência. Laser CO2 Ultrapulsado. realizados a um só tempo cirúrgico. 2. não só é viável como também melhora grandemente o resultado das cirurgias para rejuvenescimento facial.

6. The compiled data showed us an improvement in the rejuvenated appearance of patient. 2. Rhitidoplasty. Key words: 1. CO2 Laser. while resurfacing at the same time. Feasible the purposed association implied a great improvement to the facial rejuvenation surgeries. Facial Rejuvenation 4. 3. “lifting”.ABSTRACT We conceived a clinical.histologic study with the CO2 ultrapulse Laser. Evaluating the possibility of associate to the classical rhitidectomies. Plastic surgery. Ultrapulse CO2 Laser. attesting the useful of the proposal association. 5. into the same surgical act. . 7. either the extrinsical or the intrinsecal grow old aspects. noted that after three passes of this Laser did not cause harm to microelements responsible to the dermis reparation. Using the facial resting tissue we made a histological study and. High power Laser. applied forty women aged between 35 and 75 year old.

................................. 6 1.... 20 3............. ANEXOS..................... 18 3........... CASUÍSTICA E MÉTODO ...... 17 3.. 18 3........................................................................................5 Lasers em Cirurgia Plástica........................... 13 3................................................................... 22 4................2 Análise Clínica.... 7 1....................2.... RESULTADOS......................1 Anestesia ....................................................................................................................................................... 40 ................. DISCUSSÃO.......................................... OBJETIVO .....................1 Princípios Físicos dos Lasers........................ 23 4................................................................................................................................................................................................................................... 37 8......................... 11 3...................................... 3 1........2......................1 Análise Histológica........................................ 1 1.............................................. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...........4 Tempo de Relaxamento Térmico da Pele...... INTRODUÇÃO .................. 18 3...........................................1 Preparo Pré-Operatório............................................................................................................................................ 23 5....................................... 5 1.............................. 21 4..................................4 Pós-Operatório..................................................... 35 7.............................................2 Procedimento Operatório............2 Propriedades Básicas dos Lasers..............2 Cirurgia........................... 8 2.........................................................................................................................................................................................................................3 Interação Laser-Tecido.................................................................3 Estudo Histológico...........Sumário 1.................................................. CONCLUSÃO ....................................... 28 6..............

.... com mudança do estado físico do colágeno superficial............. mostrando o aspecto ruborizado de todas as áreas tratadas com o LASER CO2 ......... 34 .......... 30 Microfoto 3 .Três passagens do LASER CO2 ....................... que se mostram em quase 40 micrômetros de profundidade dérmica.......................................... etc....................................................................Coloração com o tricrômicro de Masson para evidenciar a alteração ocorrida nas fibras dérmicas......................... mostrando aspecto conseguido um ano após a combinação de “lifting” facial........................ 25 Paciente de 52 anos mostrando aspectos de pré e pós-operatório de dois anos................. blefaroplastia e “resurfacing” com o LASER CO2 ..... sem qualquer alteração dérmica.. mostrando... com hiperpigmentação em A e.. 27 Microfoto 1 .... como folículos pilosos................. Profundidade de 120 micrômetros. quando absorvido pelos tecidos......... coloração HE........... se comparadas àquelas da derme reticular.. homogeneizadas e liquefeitas............. Profundidade de 60 micrômetros.... mostrando apenas ablação do estrato córneo da epiderme. 17 Exemplo de paciente no segundo dia de pós-operatório.. 32 Figura 13 – Paciente com cinco dias de pós-operatório................................... 30 Figura 8 – Figura 9 – Figura 10 – Microfoto 4 .......................... sem alterações em estruturas anexiais de importância para a regeneração da pele... coloração HE.......... 24 Paciente de 62 anos.... em sua fluência máxima (500 mJ/cm2)............. 30 Microfoto 2 ...................... ausência total da epiderme................ 30 Figura 11 – Desenho..... 31 Figura 12 – Paciente de 44 anos.. 21 Paciente de 65 anos com aspectos de pré e pós-operatório de 1 ano................ em uso de máscara de colágeno................. mais profunda... 26 Figura 5 – Figura 6 – Figura 7 – Paciente de 35 anos com aspectos de pré e pós-operatório de 2 anos............... causado pelo LASER CO2 Ultrapulsado............... coloração HE.................Duas passagens do LASER CO2 mostrando ablação de quase toda a epiderme e alterações na derme papilar........ modificação estrutural do colágeno e ablação de 50 micrometros da derme papilar.....Profundidade de 290 micrômetros...Lista de Figuras Figura 1 – Figura 2 – Figura 3 – Figura 4 – Pacientes com aspectos dos dois tipos de envelhecimento facial....uma passagem de LASER CO2 ... em B após oito semanas de tratamento.................... semelhante à Curva de Gauss ou campana de sino........

.................. 19 TABELA VI – Correlação micro e macroscópica – momento de parar..... Glogau e o número de casos de cada Grupo dentre as pessoas participantes deste estudo....... Fitzpatrick e o número de casos em cada tipo encontrado neste estudo.. 9 TABELA III – Classificação Internacional de Thomas B........................ 15 TABELA IV – Classificação Internacional de Richard G........................................Lista de Tabelas TABELA I – Classificação Internacional de Thomas B. 16 TABELA V – Regiões da face............ 20 .................. número de passagens e as fluências utilizadas... Fitzpatrick..... 9 TABELA II – Classificação Internacional de Richard G............. Glogau..............

cortando ou vaporizando-o com LASER. nm – nanômetros. . vaporólise ou foto-vaporólise – evaporação da água de um tecido vivo. efetuar o “resurfacing” com raios colimados oferecidos em figuras geométricas de diferentes áreas. “handpiece” – caneta com lentes convergentes que determina o diâmetro da irradiação LASER no tecido-alvo. medida em Watts / segundo ou Joules. “lifting” – técnica operatória que promove o levantamento da face. irradiada em uma determinada área conhecida. energia – capacidade de executar trabalho. dando maior velocidade ao trabalho. pela ação do LASER. (Ex:. medida em Watts / cm2 . devido ao aumento de temperatura promovido pela transformação da radiação LASER em calor. “resurfacing” – vaporização da pele com o LASER. – pós-operatório. com objetivo de rejuvenescer. milímetro dividido nove vezes por dez.levantar uma massa contra a força da gravidade). p.GLOSSÁRIO ablação – processo de remoção de tecido. ocasionando ruptura de células e destruição da arquitetura histológica. YAG – yttrium aluminum garnet. ms – milisegundos. segundo dividido por mil. colimação – propriedade da luz onde seus raios são paralelos entre si. densidade de potência – poder transmitido por um raio LASER por unidade de área. fluência – energia fornecida por um LASER ao tecido-alvo. medida em Joules / cm2 . vaporização – conversão de substância sólida ou líquida em vapor. coagulação – processo de desnaturação de tecidos vivos pelo calor. CPG – “Computer Pattern Generator” acessório que possibilita.o.

1. INTRODUÇÃO .

e com mais propriedade poder indicála como forma de proporcionarmos Beleza Harmônica e Equilíbrio de Formas . que proporciona exposição solar praticamente durante todo o ano. que nem sempre antes da cirurgia possui a capacidade de avaliar que a melhoria no quadro geral de sua face carreará consigo. absolutamente indispensável nestes casos. vamos encontrar uma extensa costa litorânea. tal conceito encontra-se intimamente ligado à definição da palavra SAÚDE! De que adianta o belo. em Cirurgia Plástica Rejuvenescedora da Face é. Foram quatro trabalhos realizados pela Clínica Lucano desde então. melhora psico-social. no entanto para nós Cirurgiões Plásticos. aumento da auto-estima. a noção de beleza deve ser encarada de forma mais ampla e sem duvida transcende ao que se entende como. faz-se mister em toda a Medicina. até que surgisse a idéia de associarmos ao “lifting” facial e às blefaroplastias o “resurfacing” realizando. sem equilíbrio. todos na área da face. simplesmente belo. . Se nos ativermos às dimensões territoriais e à posição geográfica de nosso País. Soluções cada vez melhores. vimos buscando uma forma de utilizarmos esta ferramenta para alcançar resultados mais significativos em nossos casos de Rejuvenescimento Facial. um estudo histológico para aferir microscopicamente a segurança desta associação. gerando tipos físicos os mais variados e uma plêiade morfológica intensa. fundamental. facilidade de colocação no trabalho e nas relações amorosas e sem dúvida alguma. Buscamos nesta análise atender aos anseios da grande maioria dos cirurgiões plásticos. com muito maior propriedade. além da avaliação clínico-cirúrgica. desde então. podendo-se concluir que o envelhecimento facial apresentará um componente dérmico importante. na SAÚDE! Em 1995 tomamos contato com a moderna tecnologia dos LASERS de CO2 Ultrapulsados e.Introdução 2 Já dizia o poeta que beleza é fundamental! Certamente todos concordamos com isso. pois corrigem a queda facial. onde a miscigenação de raças ocorre desde sua formação como Nação. o que seria do encanto sem a harmonia? No Brasil. que como Pitanguy (1987) e Rees (1980) desde a década de 70 clamam por novas técnicas para o Rejuvenescimento Facial. Apenas com as técnicas clássicas para Blefaro e Ritidoplastias os resultados não atingem o almejado. Esta procura por melhores resultados sobrepõe-se ao objetivo fim de nossa especialidade. significando benefícios imensuráveis ao paciente. porém. sem melhorar o envelhecimento da pele propriamente dita.

a energia sonora que é uma forma de energia mecânica. difração. em geral. a fotoquímica e os LASERS (FISCHER. uma vez que as outras. que se transmite de molécula para molécula por oscilação (FISCHER. Basicamente. As radiações eletromagnéticas. refração. podendo fazê-lo através do espaço livre ou dos meios líquido. A mais antiga é a Teoria das Ondas. 1995). como a emissão da luz pelos diodos. que podem ser imaginados como Partículas de Energia Radiante Sem Massa. por exemplo. pois esta forma de energia já encontra-se subdividida em pequenos pacotes os quais chamou de Quantuns. como por exemplo. Foi então. Na moderna teoria dos LASERS os menores pacotes energéticos foram chamados de Photons. interferência e polarização. Até 1864. que no começo do século passado. como reflexão. descrevem o modo pelo qual gera-se a energia Laser. 1995). Por outro lado há formas de energia que necessitam de um meio material para sua transmissão. a distribuição espectral do poder radiante gerado por um corpo quente. sempre em . primeiramente descrita por James Clerk Maxwell (1831-1879).998 x 108 metros / segundo). que movemse no espaço com a velocidade da luz (c = 2. também acuradamente serviu para descrever as ondas radar e rádio. descrevendo a Teoria Quântica que propiciou o entendimento físico de fatos até então apenas cientificamente inexplicáveis. esta teoria pode adequadamente explicar todos os fenômenos ópticos da Luz. Max Planck (1858-1947) notou a necessidade de modificar a Teoria das Ondas para poder explicar tantos fatos empiricamente observados. os efeitos foto-elétricos das matérias.1 Princípios Físicos dos Lasers O termo LASER é um acrônimo composto pelas primeiras letras das palavras Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation. nos quais evidentemente modificarão sua velocidade e direção de propagação. destas a mais importante é a palavra Radiation. Entretanto tal teoria não conseguiu evidenciar cientificamente muito dos fenômenos físicos descobertos na virada do século XIX para o XX. não requerem meio próprio para sua propagação. a fluorescência. Em 1905 Planck modificou a Teoria das Ondas afirmando que a energia carregada por uma onda eletromagnética não pode ser dividida. sólido e/ou gasoso.Introdução 3 1. há duas teorias para explicar o fenômeno de formação da Radiação Eletromagnética : A Teoria da Onda e a Teoria dos Fótons .

Um Foton pode ser comparado a um trem de ondas no espaço com comprimento finito e mensurável. quando a bomba atômica explodiu.626 x 10-34 e f a freqüência da onda. onde m é a massa. em agosto de 1945. A Emissão Estimulada ocorre quando um átomo. e inversamente com (λ) que é o comprimento de onda. Apesar de não possuírem massa. sobre Hiroshima. por outro lado radiações com comprimento de onda menor que um milímetro. este conhecido enunciado. fenômeno que ocorre em todos os Lasers. Vamos nos ater a estas últimas uma vez que a maioria dos LASERS encontram-se em comprimentos de onda que variam de 100 nm a 20. Nota-se que. 1988). em geral se originam de átomos ou moléculas. serve como um gatilho impulsionando o átomo excitado a emitir um fóton e retornando em seguida ao estado não excitado. Por volta de 1917. esta energia fotônica é proporcional à freqüência de onda equivalente – {E = hf = hc/λ} – onde h é a constante de Planck = 6. esse pacote energético varia diretamente com a freqüência. A Onda Emitida e a Onda Excitatória possuem o mesmo comprimento de onda. Radiações com comprimento de onda maior que um milímetro são geralmente geradas por circuitos elétricos. Einstein previu o que chamou de Emissão Estimulada. Este relacionamento entre matéria e energia ficou estrondosamente demonstrado. já excitado. expressando fisicamente. sendo que somente 43 anos mais tarde o primeiro trabalho foi desenvolvido sobre LASER por Theodore Maiman (1939-1980) em 1960. . o cientista alemão Albert Einstein (1879-1955) postulou que matéria e energia são diferentes manifestações da mesma entidade física e. como Klistrons e Magnetrons. as quais carregam grande energia (FITZPATRICK. Essa onda primária não é absorvida. que uma está sempre convertendo-se na outra e vice-versa. portanto radiações com comprimento de onda longo são menos energéticas do que radiações com comprimento de onda pequeno. os Photons podem ter calculado o seu equivalente de Momentum ou Massa x Velocidade e por isso exercer uma certa força em um corpo material. 1995).Introdução 4 linha reta. Talvez o conceito mais importante da Teoria de Planck seja o conceito de que “há um valor de energia associado a cada Photon”. propagando-se em eixos paralelos. c é a velocidade da luz e E a energia resultante desta equação. através da fórmula E = mc2. é golpeado pela onda energética emitida por outro com a mesma característica física. 1995). através de exato sincronismo espacial e temporal (FISCHER.000 nm (FISCHER.

etc. têm em sua estrutura e função certos elementos que lhes são comuns. 1995. As possíveis distorções neste aspecto são de tal modo infinitamente pequenas que podemos com segurança afirmar que os LASERS proporcionam a luz espectral de mais alta pureza dentre as fontes de luz conhecidas (FISCHER.significa que as ondas de luz do LASER estão todas na mesma fase.. como o Meio Material. Coerência . as cavidades ópticas ressonantes apresentam nas extremidades de seu maior eixo. paredes espelhadas. o que implica em saber-se que. líquidos. que as cristas e as valas de todas as ondas coincidem através de um raio perpendicular à onda e.Introdução 5 1. no espaço e no tempo. que são. com espelhos coaxiais em posições opostas nas suas bordas.significa que as ondas emitidas pelos LASERS estão todas paralelas entre si..significa que o raio emitido pelo LASER apresenta apenas um e somente um comprimento de onda e uma única cor. sólidos. Colimação. que é o responsável pela determinação do comprimento de onda de cada aparelho. Coerência e Monocromaticidade. por exemplo). para promover a excitação dos átomos ou moléculas. a coerência temporal significa que a freqüência. O meio ativo ou meio material empregado nos dias de hoje. o valor da intensidade do campo elétrico em cada ponto do eixo do raio é igual e constante. Coerência espacial quer dizer. . bem como uma Fonte Externa de Energia (elétrica. Diversos LASERS. o comprimento de onda e sua velocidade são constantes. a Cavidade Óptica Ressonante. 1995). através do processo de bombeamento. Monocromaticidade . Colimação . sendo uma com 100% de refletância e outra com transmitância entre 1% e 20%.2 Propriedades Básicas dos Lasers A luz produzida pelos LASERS tem três características específicas não encontradas em luz proveniente de qualquer outra fonte luminosa. na forma de um cilindro onde o comprimento é bem maior do que o diâmetro. SECKEL. como gases. inclui centenas de substâncias diferentes. dependendo do comprimento de onda e de outros fatores diretamente relacionados à substância geradora dos LASERS (FISCHER. 1996). sejam atômicos ou moleculares.

pois representam o modo como o LASER é oferecido ao usuário. 1995. substituindo o bisturi convencional. necessário se faz conhecermos que tipo de interação apresenta com os tecidos e. aumentando a temperatura de seu fotóforo-alvo. desencadeiam o aquecimento dos tecidos para atingirem seus objetivos. 1988. causando mudanças no estado físico de determinadas moléculas. característica dos aparelhos de alta potência. não há espaço para o desconhecimento ou a falta de precisão.3 Interação Laser-Tecido Há vários Modos de Operação dos LASERS existentes no Mercado de Saúde. como o colágeno e a elastina. algumas das vezes ocasionando danos anatômicos e ou estéticos irreparáveis. FITZPATRICK. o “ resurfacing”. a ação do LASER de Gás Carbônico ocorre particularmente pela absorção de parte de sua energia pelos tecidos vivos. antes de pensarmos em utilizálas (FISCHER. Este tipo de interação LASER . a água. para podermos quantificar e ainda sabermos quais serão e como ocorrerão tais mudanças. et all). chama-se EFEITO FOTOTÉRMICO . o que significa que LASERS de alta potência. ou para cortar. . SECKEL.Introdução 6 1. o que significa dizer que as mudanças que ocorrerão. pois mínimos erros de cálculo poderão significar imensuráveis desastres para os tecidos. 1996. através de um processo físico chamado Vaporólise. onde energia luminosa é transformada em energia térmica. escorado em qual princípio físico decretará alterações. Aparelhos como o LASER de Gás Carbônico utilizado neste trabalho ao serem aplicados sobre tecidos biológicos vivos apresentam absorção de quase 100% pela água. Seja para causar ablação tecidual isto é. que ao evaporar rompe as células por cavitação destruindo a arquitetura histológica. concluiremos tratar-se de órgão com grande indicação para a aplicação dos referidos LASERS. transformando energia luminosa em calor e com isso. uma vez que quando trabalhamos com máquinas de tamanho poder. como o empregado neste Estudo. fato este que torna ainda mais importante conhecermos detalhes do funcionamento destas poderosas máquinas. podem representar diferenças importantes na sua interação com os tecidos e. nos resultados obtidos. Se levarmos em conta que o tecido dérmico apresenta o elemento água em 80% a 90% de sua composição. sendo de grande importância termos conhecimento dos mais empregados em Medicina. Quando falamos em LASERS de Alta Potência. por conseguinte. encontram-se intimamente ligadas ao aumento de temperatura das estruturas expostas a seus raios. alterações em um mesmo LASER. como a forma através da qual o pacote energético é transmitido à pele.Tecidos.

Utilizamo-nos de um LASER de CO2 Ultrapulsado.. 1988. com possibilidade de operabilidade nos modos contínuo e ultrapulsado. sem dúvida. sujeita a elevadas temperaturas. predicado este largamente perseguido por nós médicos. et all). é o tempo necessário para que uma determinada área de pele.Introdução 7 Modo Temporal de Operar LASERS . 1. Alguns conhecimentos evidenciados por estudiosos da moderna tecnologia dos LASERS . como Richard Fitzpatrick precisam ser apresentados em destaque. Oferecer o pacote energético de forma Ultrapulsada significa. diz-se que opera no Modo de Onda Contínuo (CW). etc. repercute no Todo Psíco-Físico e no Universal conceito de Saúde. Se desejarmos promover corte ou abrasão de pele com mínimo dano térmico. o Neodímio. como o Tempo de Relaxamento Térmico da pele humana. como o Rubi. o que é conseguido com pulsos de duração entre 200 e 600 ms. desde a época de Hipócrates. Outros Lasers. tratarmos a pele envelhecida com segurança e riscos para o paciente bastante diminuídos. perca pelo menos 50% desse calor através de difusão para os tecidos vizinhos. proporcionando como conseqüência. gera nas pessoas que submetem-se a procedimentos para o Rejuvenescimento Facial uma maior satisfação consigo mesmos. que gira em torno de 695 ms e. variando entre 60ºC e 100ºC.Se um Laser oferece sua onda de forma contínua ao tecido alvo. “O Pai da Medicina”. Tal avanço tecnológico possibilitou. 1997. o que.. SECKEL. respeitar o Tempo de Relaxamento Térmico da Pele Humana. evitando bordos cirúrgicos carbonizados ou queimaduras. ou para simplesmente tentarmos a retirada de uma mancha ou um hemangioma. BERNSTEIN. o que facilitou sobremaneira atingirmos o Objetivo proposto. Devido á forma como o . Muitas considerações devem ser feitas antes de decidir-se a respeito de um LASER principalmente quando se trata de uso na pele humana seja para realizações de Cirurgias. o CO2 .4 Tempo de Relaxamento Térmico da Pele Atingir o equilíbrio e a harmonia de formas. característica básica de funcionamento dos LASERS Ultrapulsados (FITZPATRICK. um maior bem estar. devemos usar LASERS que promovam uma insignificante difusão do calor. podem ser operados no Modo Pulsado. 1996. no entanto.

então os conceitos de Envelhecimento Facial Intrínseco e Envelhecimento Facial Extrínseco. interessando-nos o colágeno e a musculatura superficial da face chamada SMAS – “sistema músculo aponevrótico superficial”. como as ablações químicas e mecânicas. o “ resurfacing” a CO2 contínuo ou Superpulsado ou o Erbium-YAG LASER. Surgiram. etc. 1.Introdução 8 LASER CO2 Ultrapulsado oferece o pacote de Energia ao tecido pudemos passá-lo. vivências emocionais íntimas. como: exposição ao Sol. 1987.. dermatoses solares.. o Envelhecimento Extrínseco é aquele que ocorrerá durante o desenrolar de nossas vidas. caso específico da pele facial submetida ao “lifting” (REES. inclusive a porção descolada da pele da face. com o passar do tempo determinarão alterações bioquímicas e celulares nos queratinócitos. . e inclusive carcinomas. melanócitos e fibroblastos encontrados no tecido dermo-epidérmico. 1996. manchas. oportunidades para rir e chorar. aquele que começa no momento em que nascemos e que por ação do tempo e da gravidade redunda em inexoráveis alterações bioquímicas nas moléculas. concluindo que estes dois fatores deveriam ter igual importância na determinação das técnicas a serem empregadas para sua correção. Entende-se. SECKEL. 1980.5 Lasers em Cirurgia Plástica Nas décadas de 70 e 80 passou-se a estudar o envelhecimento facial de maneira diferente e observou-se fatores internos e externos que poderiam causa-lo e. vaporizando. não são suficientemente precisos para nos permitir fazermos ablação sobre um retalho dérmico não pediculado. tristezas. possibilidade sem a qual seria dificil atingirmos a Harmonia e o Equilíbrio de Formas propostos neste Estudo. em função de inúmeras condições e acontecimentos do dia a dia. rugas de expressão.. Por outro lado. como Envelhecimento Intrínseco. alegrias. et all). que. PITANGUY. provocando o aparecimento de pequenas rugas peri-orais e peri-oculares. Métodos já existentes. que não seriam dissociados na avaliação de um paciente.

Introdução 9 O Conceito de Envelhecimento Extrínseco gerou na comunidade médica a necessidade de parâmetros e tabulações que melhor pudessem quantificá-los. 1994). D Severa . segundo sua cor e resposta à exposição solar. Rugas em quantidade tanto gravitacionais quanto dinâmicas queratose actínica com ou sem carcinoma baso-celular ou severas cicatrizes de acne. que encontramos e do grau de envelhecimento extrínseco notado. Algumas rugas ou cicatrizes. e Glogau. 1988. Fitzpatrick TIPO DE PELE I II III IV V VI Alva Branca Morena clara Morena Morena escura Negra COR REAÇÃO AO SOL Sempre queima Quase sempre queima Geralmente queima Raramente queima Muito raramente queima Nunca queima TABELA II – Classificação Internacional de Richard G. presença de queratose actínica. ausência de queratose. como avaliação prévia aos procedimentos propostos (FITZPATRICK. TABELA I – Classificação Internacional de Thomas B. são hoje os mais aceitos pela Comunidade Médica Internacional. descoloração com telangiectsias e queratose actínica. Suas tabulações que expomos nas Tabelas I e II. com sua tabela dos tipos mais freqüentes de pele. Rugas persistentes ou moderadas. com seus grupos de pele conforme o número de ocorrências citadas como envelhecimento. quantidade de cicatrizes de acne. Fitzpatrick. GLOGAU. são usadas neste trabalho como referencial para diferenciação dos nuances de coloração de pele. Glogau GRUPO CLASSIFICAÇÃO A B C Leve Moderada Avançado COMPROMETIMENTO Poucas rugas ou cicatrizes.

Introdução 10 Esta nova visão sobre o Envelhecimento Facial. . a necessidade de novos métodos para sua correção e o fato de não havermos encontrado na literatura. nos motivaram a idealizarmos esta pesquisa. estudo sistematizado que associa-se às blefaro e ritidoplastias o “resurfacing” com o LASER CO2 Ultrapulsado.

2. OBJETIVO ..

no mesmo ato operatório.Objetivo 12 Tem este Estudo Clínico-Histológico o OBJETIVO de avaliar a eficácia e a segurança da associação do “resurfacing” a LASER CO2 Ultrapulsado com Blefaros e Ritidoplastias. .

3. CASUÍSTICA E MÉTODO

Casuística e Método 14 Realizamos um estudo prospectivo, com 40 (quarenta) pacientes de idades variando entre 35 (trinta e cinco) e 75 (setenta e cinco) anos, todas do sexo feminino. Estas tiveram como Critérios de Inclusão , o fato de não serem portadoras de patologia crônica conhecida e apresentarem sinais de Envelhecimento tanto Extrínseco como Intrínseco notáveis. Enquadrarem-se no máximo, até o Tipo IV da Classificação Internacional de Fitzpatrick e incluírem-se em qualquer de um dos Grupos da Classificação de Glogau. Os Critérios de Exclusão adotados neste Estudo elegeram pessoas com patologias crônicas, degenerativas ou debilitantes como D. Mellitus, Hipertensão Arterial, Insuficiência Cardíaca, etc..; mulheres grávidas ou portadoras de pele tipo V ou VI de Fitzpatrick, ou as que não se encaixavam aos Grupos de Glogau (FITZPATRICK, 1996; GLOGAU, 1994). A avaliação Clínica Pré-Operatória incluiu obtenção de História Clínica completa, atual e pregressa, seguindo protocolo padronizado para todas as pacientes em nossa Clínica. Exame Físico objetivo e exames laboratoriais, como Hemograma, Coagulograma, Glicemia de Jejum, além de rastreamento por imagens, através de, Raio X de Tórax (em PA e perfil Direito) e Eletrocardiograma. As pacientes passariam desta para a fase seguinte, apenas se todas estas avaliações estivessem absolutamente dentro de critérios de normalidade. Todas as participantes deste trabalho foram informadas que tratava-se de um Estudo Científico e, uma vez tendo concordado com isto, assinaram documentos onde atestavam estar sendo informadas sobre o referido, nos autorizando inclusive a utilizarmos suas imagens. Outro documento, onde são claramente explicitados os procedimentos que seriam realizados, seus riscos, complicações e possíveis intercorrências, além do tempo de recuperação e as responsabilidades que deveriam assumir no pré e pós-operatórios, como visitas à Clínica para avaliação e fotografia, com 7, 15, 30, 60 e 180 dias, um e dois anos, na forma de Consentimento Informado, foi entregue, lido e assinado pelas pacientes (SECKEL, 1996; ALSTER, 1996; PSILAKIS; et all).

Casuística e Método 15 Ainda, durante a avaliação Clínica Pré-Operatória, classificamos e distribuímos as 40 (quarenta) pacientes nos seis tipos de pele da Classificação Internacional de Fitzpatrick, que mostramos na Tabela III.

TABELA III – Classificação Internacional de Thomas B. Fitzpatrick e o número de casos em cada tipo encontrado neste estudo
TIPO DE PELE I II III IV V VI Alva Branca Morena clara Morena Morena escura Negra COR REAÇÃO AO SOL Sempre queima Quase sempre queima Geralmente queima Raramente queima Muito raramente queima Nunca queima Nº DE CASOS 00 06 16 18 00 00

Nota-se nesta Tabela que praticamente 80% (oitenta por cento) destas pacientes encontram-se dentro dos Tipos III e IV da Classificação de Fitzpatrick, o que mostra serem pessoas com reação à exposição solar, característica de habitantes de países tropicais. Classificamos, também e compilamos nos quatro Grupos de Richard G. Glogau, as pacientes participantes deste Trabalho, com o objetivo de sabermos o grau de comprometimento secundário, que apresentavam na pele de suas faces, como foto-envelhecimento, pequenas rugas ou cicatrizes, tumores, etc.., que mostramos na Tabela IV.

. Algumas rugas ou cicatrizes. ritides e queratoses que denotam prevalência maior do Envelhecimento Extrínseco . Em A predominância de Queda Gravitacional – Envelhecimento Intrínseco e em B discromias. Rugas persistentes ou moderadas. Mostramos na Figura 1 dois casos de pacientes envelhecidas. que praticamente 78% (setenta e oito por cento) das pacientes apresentam grau de Envelhecimento Facial com características de Moderado para Avançado. Rugas em quantidade tanto gravitacionais quanto dinâmicas queratose actínica com ou sem carcinoma baso-celular ou severas cicatrizes de acne. descoloração com telangiectsias e queratose actínica. quantidade de cicatrizes de acne. ausência de queratose. Nº DE CASOS 06 18 12 D Severa 04 Observe-se da leitura da Tabela IV.Casuística e Método 16 TABELA IV – Classificação Internacional de Richard G. presença de queratose actínica. Glogau e o número de casos de cada Grupo dentre as pessoas participantes deste estudo GRUPO CLASSIFICAÇÃO A B C Leve Moderada Avançado COMPROMETIMENTO Poucas rugas ou cicatrizes.

WEINSTEIN. 1 – Pacientes com aspectos de predominância dos dois tipos de envelhecimento facial. Durante o dia as pacientes foram orientadas a fazer uso de bloqueadores solares com fator de proteção 45 (quarenta e cinco). Eletrocardiograma e Raio X de Tórax (em PA e Perfil D). 1995. Realizamos os seguintes exames laboratoriais pré-operatórios:.Intrínseco B .1 Preparo Pré-operatório Todas as 40 pacientes receberam tratamento prévio. Coagulograma.Casuística e Método 17 A .Extrínseco Fig. todas iniciaram o uso via oral de cefalosporina de terceira geração. aplicado em toda a face. continuando por via intra-venosa no trans-operatório. para não estabelecer solução de continuidade. visando preparar sua pele para a aplicação do LASER. 3 (três) vezes ao dia. et all). noturna. Glicemia de Jejum. aplicando em seguida creme de Hidroquinona a 2% (dois por cento) em toda a face. No segundo dia pré-operatório. diariamente.Hemograma. com a duração de 20 (vinte) minutos. . 3. O referido tratamento foi iniciado 30 (trinta) dias antes da data marcada para a Cirurgia e efetuado com Ácido Glicólico quelado a 25% (vinte e cinco por cento) em máscara facial diária. voltando a usar via oral do primeiro ao sétimo dia pós-operatório (ROSS. ROBERT III. duas vezes ao dia.

O uso de protetores oculares apropriados. com o mesmo “handpiece”. trocleares e mentonianos.5% para a infiltração do campo cirúrgico propriamente dito.2mm. BERNSTEIN. Bloqueamos os nervos supra. tanto para as pálpebras superiores quanto para os “liftings”. et all). 1991.2 Cirurgia Em todos os casos iniciamos a cirurgia pela blefaroplastia superior clássica transdérmica.2. na forma contínua a 6 Watts. realizou-se sedação intravenosa com midazolan e fentanil. infra-orbitários.2.1 Anestesia Assistidos por médico anestesiologista que se utilizou de um oxímetro de pulso. et all). ambas as concentrações de lidocaina continham epinefrina a 1:200. para aqueles que estavam sujeitos à radiação LASER. 3. seguida de infiltração anestésica com xilocaina a 2% para os bloqueios nervosos e a 0.000. 3. REES. antes de anestesiarmos o campo cirúrgico. Na seqüência realizamos o “lifting” facial. sendo tanto o descolamento da pele quanto o do SMAS – platisma executado com o “handpiece” de 0. . 1987. 1997. A hemostasia foi realizada por bisturi eletrônico bipolar (PITANGUY. ROBERT III. 1980. SECKEL. como método de acompanhamento e avaliação objetiva da pressão de O2 intravascular das pacientes. e de óculos protetores especiais pela equipe cirúrgica (REID. para em seguida fazermos a blefaroplastia inferior transconjuntival.2 Procedimento Operatório A marcação cirúrgica prévia foi feita com pau de laranjeira embebido em azul de metileno. seguindo a forma clássica.Casuística e Método 18 3. com tratamento do SMAS – platisma. calculando-se milimetricamente a extensão de pele a ser retirada bilateralmente e o grau de elevação muscular desejado. na função ultrapulse com 15mJ/cm2 e 8 Watts. efetuada com o “handpiece” de 0. se fez através de lentes especiais de alumínio leve por todos os pacientes. na função ultrapulse com 12mJ/cm2 e 6 Watts.2mm do LASER CO2 . 1996.

Casuística e Método 19 A sutura das pálpebras superiores foi feita com pontos simples. nos utilizamos do aspecto macroscópico que assume a pele após cada passagem. 1980. para não transfixarmos a derme do retalho facial medial. 1987. ROBERT III. separados de nylon seis zeros. mostrado na Tabela VI (SECKEL. 1996. número de passagens e as fluências utilizadas ÁREAS DA FACE Pálpebras superiores e inferiores Região peri-oral Testa Hemifaces Mento Nariz MILIJOULES/CM2 150 300 300 300 300 300 PASSAGENS 1a2 2a4 2a3 1a2 2a4 2a4 Ainda no tocante ao “resurfacing”. a conjuntiva das pálpebras inferiores não foi suturada. PSILACKIS). REES. . onde a característica coloração em “chamoiz” aponta o momento de parar. com auxílio do CPG – Computer Pattern Generator. et all). 1991. como parâmetro prático para correlacionarmos o número de passagens com o LASER CO2 Ultrapulsado e o aprofundamento dérmico resultante. falsos Donatti. TABELA V – Regiões da face. utilizando-se fluência e número de passagens específicas para cada região anatômica. REID. e nylon preto cinco e seis zeros na pele através de pontos separados. com o objetivo de minimizar as cicatrizes (PITANGUY. de acordo com a Tabela V. pois não se faz necessário. O SMAS – Platisma foi suturado com fio de nylon incolor cinco zeros através de pontos em “U” invertido. O “resurfacing” foi realizado em todos os pacientes na face toda. imediatamente após o término do “lifting”.

com relação às fibras colágenas. Ambos foram incluídos em solução de formol para fixação. e que alterações foram encontradas na derme. O retalho da região pré-auricular esquerda foi mantido intacto e o da região pré-auricular direita foi dividido em três porções. As observações histológicas foram realizadas com microscópio Olimpus CH. para melhor avaliação e quantificação das alterações ocorridas nestas fibras. que através de adaptador fotográfico possibilitou que fossem feitas as microfotografias com o emprego de câmera Olimpus DM 6. 300mJ/cm2 . .Casuística e Método 20 TABELA VI – Correlação micro e macroscópica – momento de parar Aspecto macroscópico da pele Róseo Róseo-acizentado Amarelado Profundidade de penetração Epiderme superficial Epiderme Derme superficial Chamois Aspecto microscópico da pele Esfoliação do “Stratum Corneum” Esfoliação do 1/3 externo da epiderme Esfoliação da camada papilar da derme 3. buscando discernir em cada imagem observada. delimitadas em sua face interna com os números 1. microscopicamente. Coloração especial com o Tricrômico de Masson foi realizada em alguns cortes. elásticas e organelas. Os Exames Histológicos foram realizados. 2 e 3 passando-se uma. duas e três vezes o LASER em sua fluência máxima para o CPG. ou seja. utilizando-se de coloração com hematoxilina-eosina. normalmente seccionados e desprezados nos “liftings” clássicos. identificados com o nome de cada paciente e encaminhados para microscopia óptica.3 Estudo Histológico Para levarmos a efeito este estudo histológico e chegarmos às conclusões fim desta análise. até que profundidade a pele sofreu ablação. nos utilizamos dos retalhos de pele.

duas vezes ao dia. fizeram uso de máscaras de Colágeno puro.4 Pós-Operatório No pós-operatório imediato. 1980. 1996.Casuística e Método 21 3. e através de comparação entre as fotografias do pré e dos vários pós-operatórios. Os pontos das pálpebras superiores foram retirados após três dias. em uso de máscara de colágeno. et al). contando como zero o dia da cirurgia (REES. . Bloqueadores solares FPS 45 aplicados diretamente sobre toda a face. até o sétimo pós-operatório. e os pontos do “lifting” no sétimo pós-operatório. As avaliações pós-operatórias foram realizadas de forma objetiva pela equipe médica. três vezes ao dia e. 1996. quando dos retornos das pacientes. WEINSTEIN). SECKEL. todas as pacientes. RONCATTI. como podemos observar na Figura 2 (ALSTER. loção de Hidroquinona a 2% à noite foram os cuidados pós-operatórios utilizados do oitavo até o sexagésimo dia. PITANGUY. a partir de então foi pedido que todas as pacientes evitassem exposição solar e usassem diariamente bloqueadores solares FPS 30. e loção de Hidroquinona a 4% em caso de persistência de hipercromia. 1987. Fig. 2 – Exemplo de paciente no segundo dia de pós-operatório. hidratada com Soro Fisiológico. borrifado intermitentemente e trocada quatro vezes ao dia. 1999.

4. RESULTADOS .

maior é o vaporização dérmica conseguida. mostrou uma possibilidade de resultados mais harmônicos para a região das pálpebras. além do excesso de pele cirurgicamente ressecado. que são ritides desgraciosas e indesejáveis. com incisões feitas a LASER seguidas do “resurfacing”. mostram que quanto maior o número de passagens com o LASER CO2 Ultrapulsado. permitindo-nos a obtenção de resultados mais harmônicos. correlacionados às observações clínicas.1 Análise Histológica Os achados de Histologia como mostram as microfotografias das Figuras 7 a 10. A correção do dermatocalásio das pálpebras superiores pelas técnicas clássicas. seja para ablação ou corte. a fim de que fossem minimamente influenciados por nosso subjetivismo. uma vez que o “resurfacing” trata o componente dérmoepidérmico responsável pelo envelhecimento. A associação de procedimentos proposta neste Estudo. apagou o desagradável aspecto dado pela projeção das bolsas gordurosas e atenuou os “pés de galinha”. mostrou notável acentuação de resultados. o que não nos impediu de agirmos na pele cirurgicamente dissecada para realização do “lifting”. padronizamos os procedimentos e usamos exatamente os mesmos protocolos clínico-histológicos. O tratamento das pálpebras inferiores pela via transconjuntival seguida do “resurfacing” da pele. .Resultados 23 4.2 Análise Clínica Em todas as 40 pacientes operadas. como mostra a Figura 3. a mais dinâmica e esteticamente importante região da face. 4. sem dúvida. uma vez que. houve atenuação das rugas dinâmicas.

Resultados 24 Fig. 3 – Paciente de 65 anos com aspectos de pré e pós-operatório de 1 ano. .

Resultados 25 Os procedimentos para execução das Ritidoplastias respeitaram técnicas clássicas. melhorando sobremaneira a projeção da mandíbula. apenas proporcionaram ao cirurgião trabalhar em um campo exangue. sendo que. O “resurfacing”. devido à dificuldade de precisar a profundidade dérmica atingida torna-se difícil. . Por tratar-se de procedimento totalmente exangue facilita a visão crítica do cirurgião e permite observar com clareza a ação foto-térmica de soldadura que ocorre nas fibras dérmicas. como pequenas rugas. peri-orais e temporais. as incisões e dissecções executadas a LASER CO2 Ultrapulsado não significaram importância para os resultados. onde métodos clássicos como os “liftings” não conseguem atuar ou. blefaroplastia e “resurfacing” com o LASER CO2 O “Resurfacing” executado imediatamente após os procedimentos cirúrgicos descritos mostrou-se perfeitamente possível desde que certas regras sejam respeitadas quanto ao número de passagens e à fluência utilizada nas diferentes regiões faciais. agiu em fatores que significam envelhecimento.. A correção da queda do SMAS (sistema músculoaponevrótico superficial) e do platisma. como mostra a Figura 4. como mostramos na Figura 5.. 4 – Paciente de 62 anos. Fig. mostrando aspecto conseguido um ano após a combinação de “lifting” facial. deixaram evidente sua indicação. dermatoses. etc. através dos métodos químicos e mecânicos de abrasão dérmica. levando a contração tecidual principalmente nas regiões palpebrais. devido à atenuação dos segundos e terceiros queixos.

Resultados 26 Fig. 5 – Paciente de 52 anos mostrando de pré e pós-operatório de dois anos .

Fig. Como mostramos na Figura 6. . queratoses e discromias apresentaram alto grau de atenuação após a ablação da pele. 6 – Paciente de 35 anos com aspectos de pré e pós-operatório de 2 anos. melanoses. que juntamente com a correção da queda facial gravitacional formaram um conjunto agradável de se ver. em função do equilíbrio de resultados.Resultados 27 Ritides.

5. DISCUSSÃO .

MAHER. A secção e dissecção da pele e do SMAS – platisma (sistema músculoaponevrótico superficial) com o LASER CO2 não representou alterações dignas de nota. chegando a 290 micrômetros de profundidade após três passagens. et all). O “resurfacing” a LASER CO2 Ultrapulsado mostrou-se um método esfoliativo seguro e eficaz. pois significam um período de recuperação menor. evitando o aparecimento das citadas lesões. necroses ou carbonização da pele. proporcionando trabalhar em um campo exangue. oferecendo uma melhor visão anatômica. ocorreu no mesmo período de tempo daquelas realizadas usando instrumento convencional (bisturi). como o empregado neste Estudo. agindo por efeito fototérmico no colágeno dérmico desnaturando-o e induzindo a formação de neocolágeno. dentro do Tempo de Relaxamento Térmico da Pele. representando melhores resultados e minimizando a necessidade de correções futuras (SECKEL. os LASERS Ultrapulsados. uma vez que as cirurgias propostas neste estudo são de extrema precisão. RONCATTI. a cicatrização da ferida cirúrgica. . 1999. 1997. 1996. que sem dúvida retardam o processo de volta do paciente a suas atividades de rotina. no entanto. Não notamos queimaduras.Discussão 29 As Cirurgias realizadas com o LASER CO2 Ultrapulsado mostraram-se extremamente úteis para o paciente. pelo fato de o LASER promover a hemostasia de microcapilares.5 mm de diâmetro ao incisar a pele. ROSS. nas Figuras 7 a 10. diminuindo a ocorrência de hematomas e equimoses. 1995. EV. uma vez que pequenos detalhes podem ser notados com mais propriedade e corrigidos no trans-operatório. pois segundo estudos histológicos já existentes (BERNSTEIN. Para o Cirurgião também representam uma grande evolução. 1988. 1998. diminuindo a difusão de calor para os tecidos vizinhos. portanto. até 0. que seria de se esperar pelo fato de estarmos empregando máquinas de alta potência. oferecem à pele pulsos com duração de 395ms. promove a ablação micrométrica da pele. FITZPATRICK. et all). o que é mostrado em nossa análise histológica.

Fig. o LASER CO2 Ultrapulsado apresenta nítidas vantagens. etc. mostrando. após anos de observação.7 – microfoto 1 .Discussão 30 Fig. proporcionando um aspecto rejuvenescido e harmônico à pele tratada (LOED. et all). mostrando apenas ablação do estrato córneo da epiderme. se comparadas àquelas da derme reticular. 9 – microfoto 3 . 1998. Fig. Devido a sua precisão. Fig 10 – microfoto 4 . quando comparado aos métodos de esfoliação baseados em produtos químicos como os “peelings” e ao mecânico como a dermoabrasão. A observação das microfotografias onde realizamos duas e três passagens. trata-se. MAHER.8 – microfoto 2 .Profundidade de 290 micrômetros. coloração HE. em sua fluência máxima (500 mJ/cm2 ). aos resultados obtidos e à manutenção dos mesmos. no momento. 1997. que se mostram em quase 40 micrômetros de profundidade dérmica. sendo que segundo as conclusões da análise histológica deste estudo. coloração HE. como folículos pilosos. como os propostos neste trabalho.. homogeneizadas e liquefeitas .Três passagens do LASER CO2.Coloração com o tricrômicro de Masson para evidenciar a alteração ocorrida nas fibras dérmicas. ROBERT III. que mostra a renovação do colágeno dérmico em grande porcentagem. sem qualquer alteração dérmica.uma passagem de LASER CO2 . coloração HE. . Profundidade de 120 micrômetros. mais profunda. com mudança do estado físico do colágeno superficial. sem alterações em estruturas anexiais de importância para a regeneração da pele. do método mais seguro a ser utilizado na realização de procedimentos associados. ausência total da epiderme. explica a manutenção dos resultados por anos. desde que o paciente continue cuidando-se adequadamente.Duas passagens do LASER CO2 mostrando ablação de quase toda a epiderme e alterações na derme papilar. Profundidade de 60 micrômetros. modificação estrutural do colágeno e ablação de 50 micrometros da derme papilar. evidencia o porque da acentuada melhora nas pequenas rugas peri-oculares e peri-orais e.

. semelhante à obtida quando utilizamos LASERS de baixa potência para tratamento de dores de diversas origens (FISCHER. descrevem um desenho geométrico. mas quando caminhamos para a periferia. 1995). quando absorvido pelos tecidos. Fig. ao serem absorvidos pelos tecidos-alvo. liberando endorfinas. ocorre pois os LASERS que trabalham no Modo Fundamental ou TEM 00 (Transverse Eletromagnetic Mode).Discussão 31 No caso de LASERS de alta potência. A máxima energia é medida no centro da parábola. responsáveis pela ação analgésica. 11 – Desenho. mostrada na Figura 11. serotoninas e prostaglandinas. que a observação de diminuição do fenômeno doloroso. semelhante à Curva de Gauss ou campana de sino. evitando o uso exagerado de substâncias analgésicas e antiinflamatórias. pode-se afirmar escorados em estudos da física. como o empregado neste trabalho. fato este que proporcionou maior conforto pós-operatório a todas as pacientes. causado pelo LASER CO2 Ultrapulsado. observamos raios de intensidade cada vez menor. muito semelhante a uma Curva de Gauss ou campana de sino. que poderia ocasionar Efeito Foto-químico levando à bioestimulação de mitocôndrias.

A B Fig. RONCATTI. ROSS. 12 – Paciente de 44 anos. Independentemente de serem realizadas isoladamente ou em concomitância a outros procedimentos cirúrgicos. como mostra a Figura 12. não observamos quaisquer intercorrências diretamente ligadas a esta conjugação de procedimentos. Em 12% dos pacientes observamos hiperpigmentação. 1996. A referida pigmentação é absolutamente tratável e. 1995). com hiperpigmentação em A e.CO 2 como método esfoliativo (ALSTER. . em nenhum dos casos significou prejuízo aos resultados estéticos. 1999. os retalhos não evidenciaram quaisquer sinais de sofrimento. em B após oito semanas de tratamento. seja por uma simples epiteliolise ou de causa vascular. pois nos quarenta pacientes operados. tampouco notamos comprometimentos devidos a processos infecciosos escorados na pouca viabilidade dos tecidos.Discussão 32 A associação proposta neste trabalho mostrou-se inteiramente viável. como as blefaroplastias e os “liftings”. porcentagem em total acordo com a encontrada em estatísticas internacionais que se utilizam de LASER .

1996. 1996. sendo que na grande maioria dos casos sua duração não ultrapassou a 8 (oito) semanas. SECKEL. O rubor observado na totalidade dos casos. GLOGAU. dado este que também encontra-se em acordo com as estatísticas internacionais. ou ao uso prolongado de hidroquinona em concentrações superiores a 5%. BERNSTEIN. porcentagem esta semelhante à observada quando se realizam blefaros e ritidoplastias não associadas a outros procedimentos. não significou prejuízo estético às pacientes. quando se faz o “resurfacing” a LASER CO2 . uma vez que tal complicação está diretamente relacionada à profundidade de penetração do LASER. são os relacionados aos tipos de pele III e IV de Fitzpatrick e grupos C e D de Glogau. Os casos de aparência mais marcante desta condição pós-operatória. Os casos de infecção bacteriana e herpética são estatisticamente desprezíveis. FITZPATRICK. que destruiriam ou modificariam a estrutura biomolecular dos melanócitos dérmicos. por ação citotóxica (WALDORF. 1995. 1988). facilmente compreensível por tratarem-se de pessoas que não só apresentam coloração da pele. por sua mínima incidência 0. et all). associado ou não a outros procedimentos (FITZPATRICK. portanto respondendo mais intensamente à ação do LASER. como mostra a Figura 13. e acreditamos que esta indesejável complicação tenha ocorrido em porcentagem zero. sendo que a rápida resposta aos tratamentos estipulados. é uma resposta da pele à ação do LASER.25%. naturalmente mais escura. . 1997. e aos cuidados tomados com relação ao número de passagens nas diferentes regiões anatômicas da face. como também lesões de envelhecimento exógeno em maior grau. devido às características próprias dos LASERS Ultrapulsados.Discussão 33 Não observamos hipopigmentação em qualquer paciente submetido a este estudo.

SECKEL.Discussão 34 Fig. É relevante contudo. Faz-se mister citarmos a importância dos cuidados pré-operatórios propostos neste estudo. desde que respeitados certos protocolos. induzindo à menor. mostrando o aspecto ruborizado de todas as áreas tratadas com o LASER CO2 . Esta análise clínico-histológica levada a cabo com o LASER CO2 Ultrapulsado apurou importantes evidências a serem inseridas na prática clínico-cirúrgica cotidiana dos cirurgiões plásticos que transitam na área do rejuvenescimento facial. diminui sobremaneira o aparecimento de hipercromia no pós-operatório. ALSTER. 1995. 1996. uma vez que o uso de bloqueadores solares FPS 45 e da solução de Hidroquinona a 2%. . a fim de solidificar o emprego deste tipo de tratamento no arsenal da cirurgia plástica. minimizando a ação inflamatória do ultravioleta solar principalmente sobre os melanócitos e queratinócitos. a procedimentos modernos como o “resurfacing”. antes da realização dos procedimentos cirúrgicos. sem iatrogenias. uma vez que mostrou ser possível associar-se métodos clássicos como os “liftings” faciais e as blefaroplastias. 13 – Paciente com cinco dias de pós-operatório. que quase sempre é devida à cronicidade no processo de reepitelização da ferida cirúrgica (ROSS. et all). amplamente descritos por inúmeros autores e aqui ressaltados. 1996. a realização de estudos futuros com uma maior amostragem. o aparecimento de hiperpigmentação pós-inflamatória.

CONCLUSÃO .6.

nos permite concluir que a associação das blefaroplastias e ritidoplastias ao “resurfacing” com o LASER CO2 Ultrapulsado no mesmo ato cirúrgico. Esta conclusão responde plenamente ao Objetivo proposto na página 12.Conclusão 36 A presente pesquisa clínico-histológica. é eficaz e segura. que foi verificar a viabilidade clínica escorada em análise histológica das associações propostas. dentro de certos parâmetros como os propostos neste Estudo. .

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .7.

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ANEXOS .8.

. etc. Cortar e vaporizar tecidos Debridamento de necroses Fusão tecidual.600 300 1000 Modo Temporal Power (Watts) Continuo Pulso Longo Continuo Pulso Longo Continuo Pulso Longo Pulso Curto Pulso Médio Average (a) Peak (p) 1 a 20 (a) 10 a 100 (a) 1 a 15 (a) 50 x 106 (p) 3 (a) 500 (p) 50 a 150 (a) 6 a 100 (a) 106 (p) 108 (p) elivery Fibra Óptica Micromanipulador Microscópio Braço Articulado Direto Micromanipulador.. etc. Ablação de pigmentos Angioplastia. Incisões em Medicina.. Angioplastia.. Litotripsia. Fotocoagulção de lesões vasculares e pigmentadas TFD.600 9.. etc. dental.Anexo 41 Anexo 1 – Exemplo de alguns lasers usados em medicina e cirurgia. Odontologia e Ossos Angioplastia Escultura da Córnea Ceratotomia Incisões precisas Fotocoagulação Ocular Micromanipulador e Dérmica Hemostasia ou Necrose Coagulação Fotocoagulação de lesões Pigmentadas Epilação DYE ERBIUM 2940 Braço Articulado EXCIMER 193 a351 Pulso Curto Direto Fibra Óptica Fibra Óptica Braço Articulado Articulado NEODIMIO YAG 476 a 1064 RUBY 694 Pulsado Continuo Curto e Longo Pulso Pulso Curto . etc.. Fibra Óptica Pontas de Safira etc. Lasers ARGONIO Comp. Aplicação Médica Fotocoagulação Óptica de Pele etc. de Onda 488 514 CO2 10.

..... das intercorrências e complicações que podem ocorrer e... A cirurgia ocorrerá na Clínica Lucano de Cirurgia Plástica............... _____________________________________ ....... portanto................... Fui informada dos tratamentos e exames pré-operatórios e dos intensos cuidados pós-operatórios....... dos Guaramomis nº 460.. _____ de.... Cláudio Roncatti e equipe a realizarem comigo procedimento cirúrgico para Rejuvenescimento Facial com o LASER CO2 Ultrapulsado.... sob anestesia local e sedação a cargo da equipe do referido profissional............ das visitas que deverei fazer à clínica com o que comprometo-me a colaborar........ sito à Al......................... concordo com o uso de meu nome e imagem neste estudo........ Tal ato cirúrgico será levado a efeito em 40 (quarenta) mulheres e servirá para confecção de Trabalho Científico............................ São Paulo....... autorizo o Dr..... com o que também estou de acordo._____________de 1997......... portadora do RG nº..Anexos 42 AUTORIZAÇÃO Eu........... e do CPFnº.............................

Anexos 43 INFORMAÇÕES PESSOAIS Data: ____/______/2003 Nº do Prontuário Nome: Endereço Residencial: Bairro: Telefone Residencial: Data de Nascimento: ___/___/____ Idade: Cidade: Cep: RG: Endereço Comercial: Bairro: Telefone Comercial: Ocupação: Cidade: Fax: Sexo: Masculino Feminino Altura: Divorciado(a) Peso (kg): Viúvo(a) Outros: Estado Civil: Solteiro(a) Casado(a) Indicação: Convênio: Particular: _______________________________________ Assinatura do Paciente .

Reumatismo. evitando omissões ou erros para sua própria segurança. Sofre de alguma doença crônica? Diabetes. Coração. Pressão Alta. Submeteu-se a alguma cirurgia? Qual e há quanto tempo? Resposta: _____________________________________________________________ . Tem ou teve doenças do colágeno? Lúpus. Esclerodermia etc? Resposta: _____________________________________________________________ 7. Tuberculose. Câncer. Coagulação? Cite qual e há quanto tempo? Resposta: _____________________________________________________________ 4. Dermatomiosite. Faz uso de algum medicamento com freqüência? Qual? Resposta: _____________________________________________________________ 3. Asma. Ansiedade etc? Resposta: _____________________________________________________________ 8. Tem ou teve alguma doença transmissível? Hepatite. responda este questionário com clareza e atenção. Faz ou fez tratamento psicológico ou psiquiátrico? Depressão. 1. É alérgico(a) a algum medicamento? Qual? Resposta: _____________________________________________________________ 2. Faz no momento algum tipo de tratamento médico? Resposta: _____________________________________________________________ 5.Anexos 44 QUESTIONÁRIO Por favor. Sífilis etc? Resposta: _____________________________________________________________ 6.

Tem filhos? Quantos e de que idade? Eles têm saúde? Resposta: _____________________________________________________________ 14. FAÇA UM PEQUENO HISTÓRICO DO MOTIVO DE SUA CONSULTA NO VERSO DESTA FOLHA. . Há doenças importantes em sua família? Qual(is)? Resposta: _____________________________________________________________ 13. Apresenta problemas com a cicatrização ou quelóides? Resposta: _____________________________________________________________ 11. Apenas para mulheres: Data da Última Menstruação: ____/______/______. Qual cirurgia ou tratamento pretende realizar? Resposta: _____________________________________________________________ 15. Tomou anestesia? Qual? Teve alguma reação? Resposta: _____________________________________________________________ 10. É fumante? Tem algum outro vício? Resposta: _____________________________________________________________ 12.Anexos 45 9.

......... Data de nascimento:......................... ................................................ etc) regularmente?........ ............................................................................................................... Seus familiares sabem que você sente algum mal-estar? ( ) sim.../...................... Endereço comercial:.............. Lembre-se que qualquer omissão poderá lhe causar prejuízos.................Quantos cigarros por dia?.. no espaço para OUTRAS OBSERVAÇÕES................................................. solicite informações que quiser....................... homeopatia........................................................................................ Você fuma?...........Quantos?................Telefone comercial:.......... poderá fazê-lo no final de sua FICHA MÉDICA................ o seu médico é um aliado......................................................../................................................. Seu peso:....Porque?........... Complete os dados com muita atenção............. Não deixe de mencionar nada do que lhe está sendo perguntado................................................................... Questione tudo.......... Nome completo:.................. aspirina................. Sexo: ( )F ( )M Estado Civil:.................. ( ) não......................... Você usa alguma medicação (pílula.................................................................................................................................................................. Lembre-se...................................................... vitamina...... Nome e telefone de um familiar ou responsável legal:....... pois as informações solicitadas são importantíssimas.................................. Telefone residencial:...................... Tem filhos?....... Se quiser acrescentar alguma informação...................... Sua altura:...................................................................... Endereço residencial:............................... Quantas vezes por dia ou por semana?.......................... Quais?.............. os dados informados são sigilosos e somente serão divulgados com o seu consentimento........................... Local de nascimento:.. Foi seu médico quem receitou?.........................País:............................. Caso você não entenda alguma questão pergunte-nos................................ Sua atividade:......................................Anexos 46 Prezado Paciente: Esta é a sua ficha médica. Quais?........................ ( ) não se interessam....................................................................................................................... Você é alérgico à alguma droga ou medicação?.............

.... sobe escadas ou caminha......... Em caso afirmativo quando ocorreu......................... ( ) alterações auditivas.................................... ( ) doenças respiratórias (asma...... ( ) prolapso de válvula mitral............ Já foi submetido à anestesia? ( ) sim ( ) não...... () problemas de coluna........................... ( ) reumatismo.............................................................................. ( ) pressão baixa........ ( ) problemas de tireóide........................................................... você sente dores no peito? ( ) pressão alta......... ( ) insônia.... () AIDS................. ( ) problemas urinários......... Você sofre ou já sofreu de: () doenças do coração / qual?...... ( ) ansiedade ( ) ........... ( ) herpes.................... Já teve alguma reação alérgica a anestésico? ( )sim ( ) não........... coqueluche............. bronquite.........Quais?.................. ( ) febre reumática........................................................... Em caso positivo..Anexos 47 Em caso positivo indique o nome do médico................................................. ( ) desmaios.................. ( ) epilepsia........................ Você já fez ou está fazendo tratamento para emagrecer? ( )sim ( )não Nome do médico que acompanhou no tratamento:............. Você usa alguma medicação esporadicamente?....... etc)...... Você já fez ou está fazendo alguma terapia psiquiátrica ou psicológica? ()sim ()não Nome do profissional:............................ Que doenças você já teve? (incluindo as de infância / ex: sarampo......................... Em caso afirmativo indique qual (is): () anestesia geral ( ) anestesia local ( ) anestesia peridural () anestesia local somente para tratamento dentário ( ) Outra / qual?............................................ ........................ catapora............ Caso positivo................ em que cirurgia e qual foi o anestésico?......................... ( ) diarréia freqüente................... ( ) facilidade para sangramento (hemorragias)........................ ( ) tuberculose...................Qual?................ ( ) anemia.......... rubéola.......................... Você tem algum órgão com suas funções diminuídas? Qual (is)?............................. ( ) diabetes...................................... ( ) angina.. Você já recebeu transfusão de sangue? ( )sim ( )não..... indique o ano e instituição onde foi feita a transfusão de sangue..................... indique qual:................. Tomou algum analgésico nas duas ultimas semanas?....... Já se submeteu a alguma cirurgia? ( )sim ( )não........................................... ( ) enxaquecas... ( ) palpitações........ etc)....... ( ) prisão de ventre....... ( ) alterações visuais...................... ( ) hepatite... Nome do seu cardiologista:.............. ( ) febre baixa constante / todos os dias....... ( ) quando faz esforço.......................

. ( ) alimentação a base de verduras / legumes e frutas..........................................................................................................................................................................................................................Quais?........... ........................ ....................................................................................................................................................................................................... ( ) sinusite..................................... São Paulo............................................................ ....................................................... OUTRAS OBSERVAÇÕES:............ ..... ( ) rinite alérgica..............................................................Quanto tempo você caminha e quantos dias por semana?............................................... Como é a sua alimentação? ( ) abusa das gorduras e carnes............................................ Você pratica esportes?......................... Tem o hábito de fazer caminhadas?............. ( ) sensibilidade ao sol ou a luminosidade.........................................Anexos 48 depressão...................... ( ) problemas renais.................................................................................................................................................. ou outras / quais?............................................................................______ de ___________de__________ ___________________________________ Assinatura do paciente ......... ( ) câncer.......................................................................................................................................... ( ) outra:.................. . ( ) alimentação a base de carnes.......................................................... DOENÇAS FAMILIARES (pais ou avós) – câncer / diabete / problemas cardíacos / hemofilia............ Declaro que todas as informações que prestei são verdadeiras e que tive oportunidade de esclarecer todas as minhas dúvidas........... Descreva o motivo que o trouxe ao consultório médico (ou clínica) nesta data: ...................................... ( ) alcoolismo........................... ( ) abusa das massas.......

2. São Paulo. soníferos. Não faça uso de qualquer medicação (analgésicos. Não coma ou beba qualquer alimento até () horas antes do procedimento. ______ de ______________ de _________ ________________________________________ Assinatura do Paciente . 3. Procure manter-se calmo. e esclareça com seu médico todas as dúvidas que tiver. etc) sem orientação expressa ou conhecimento do médico anestesista.Anexos 49 RECOMENDAÇÕES – ANESTESIOLOGIA Prezado Paciente A anestesia que você receberá é ________________________. portanto siga corretamente as seguintes recomendações: 1.

..............Cidade:.......................Estado:.................................... o presente Contrato de Serviços Médicos..................................................................................................................................................... Endereço do consultório:............. • O presente contrato estabelece uma regulamentação de interesses entre as partes. esclareça todas as suas dúvidas com seu médico antes de assinar o documento..........................Cidade:...................................................... As partes doravante denominadas PACIENTE e MÉDICO.......................................................................................................Nacionalidade:............................Anexos 50 CONTRATO DE SERVIÇOS MÉDICOS Prezado Paciente: • Leia atentamente as cláusulas do Contrato de Serviços Médicos que está recebendo.........Telefone comercial:.............................................. RG nº:.Profissão:............................... CONTRATO DE SERVIÇOS MÉDICOS No PACIENTE: Nome completo:.................................................................. CEP:...................................CPF / MF nº:....................... Endereço completo:............................Estado:.................... CEP:.......................................CPF / MF:.................. Telefone residencial:........................ celebram entre si.................................................................................. Estado Civil:............................. ajustando a seguir as seguintes cláusulas: ...... Data de Nascimento:......... em conformidade com o que determina a ordem jurídica e estabelece o Código de Ética Médica................................................... MÉDICO: Nome completo:..... CRM número:............................................................................................................................................

....................... Ajustam.................................... atuando com zelo e diligentemente para o estabelecimento do perfeito diagnóstico e/ou execução de terapêutica........... com a satisfação pontual dos valores estabelecidos......................... 2................ a título de honorários médicos......... Os valores ora ajustados poderão sofrer alterações..................: consulta/preparação para cirurgia/cirurgia/acompanhamento pósoperatório................. ........ bem como das condições pessoais e orgânicas do Paciente...... tendo sido informado que....... que determinarão a sua evolução............ os subscritores do presente instrumento......................................... também. ora ajustado............... O procedimento...... no decurso da execução do presente contrato.............. o valor de R$..................... Observação : Deverá constar o valor total do procedimento contratado e o valor de cada fase para execução do procedimento. não pode comprometer-se com o resultado................ a ser pago nas seguintes condições: ............... conforme consta do item 1.................................... O Médico se obriga a utilizar a melhor técnica disponível e acessível ao Paciente. com a finalidade de obter a melhora das condições clínicas do Paciente ou a estabilização do seu quadro.......... Compromete-se..Anexos 51 DOCUMENTO MODELO LEGAL CARE CONTRATO DE SERVIÇOS MÉDICOS 1. consiste em:........... .. em fases para a sua execução – ex................ O Paciente compromete-se a seguir todas as orientações dadas pelo Médico.... 3........ poderá comprometer a finalidade do ato médico e por em risco a sua saúde... (OBSERVAÇÃO): o procedimento deverá ser descrito de forma detalhada............ 4.............................................. Contudo........ caso não as observe........... incluindo curativos e cuidados especiais........... como contraprestação dos serviços ora ajustados. .................................................. caso procedimentos adicionais aos originalmente estabelecidos venham a ser necessário. em face das limitações da ciência médica......

acrescido de multa de 2% (dois por cento) prevista na Lei no 9. São Paulo. material cirúrgico e outros). Também o Médico poderá renunciar ao atendimento do Paciente e. manipulação de fórmulas e outras). subscrevem o presente instrumento em duas vias. tais como medicações exclusivamente para si obtidas (incluindo importação de medicamentos. se assim o desejar. 6. O Paciente foi informado de que poderá interromper o tratamento. Por estarem assim ajustados. Também deverá satisfazer as despesas que já tiverem sido efetuadas por conta de seu tratamento.298 / 96. declarando a sua inteira responsabilidade pelas conseqüências que possam advir desse fato e isentando o Médico de qualquer resultado danoso ou seqüela daí decorrente. pinos. No caso de interrupção do processo diagnóstico ou terapêutico. Em caso de não pagamento dos valores constantes do presente contrato celebrado entre as partes. 8. 9. Caso haja renúncia por parte do Médico serão cobrados apenas os honorários referentes ao serviço efetivamente prestado. constate o não cumprimento. aparelhos de qualquer natureza (próteses. exames agendados e que não possam ser desmarcados. pelo Paciente. ainda que deles não venha a fazer uso. 7. caso. será cobrado o valor corrigido monetariamente. os valores ajustados serão devidos na proporção dos atendimentos já prestados. ou quando a deterioração da relação médico-paciente recomendar a substituição do profissional._______de_____________ de ________ _________________________________ _________________________________ (assinatura do paciente) (assinatura do médico) . O presente contrato vigorará pelo período necessário a sua execução. por iniciativa do Paciente. das recomendações e prescrições indicadas à perfeita realização dos serviços médicos ora contratados e o possível comprometimento da finalidade dos mesmos. a seu critério. à execução do contrato. conseqüentemente.Anexos 52 5. As partes elegem o Foro da Comarca da (cidade) para dirimir quaisquer questões oriundas do presente contrato.

apesar de estarmos nos utilizando de aparelhos modernos e que tem como indicação de tratamento. cicatrizes. Tenho conhecimento que durante o decurso do tratamento a _______________. e mudanças na pigmentação. casos como o meu. infecções. julgar necessário.____________________ as dificuldades inerentes ao meu caso. . Métodos alternativos de tratamento foram discutidos comigo. Afirmo que não me foi dada garantia quanto ao resultado. 1. Aceito a possibilidade de que procedimentos complementares venham a ser necessários para que um melhor resultado seja atingido. as opções disponíveis que tenho se me recusar e as conseqüências resultantes de tal escolha. inerentes a procedimentos realizados com o __________________. 4. _____________________________ esclareceu satisfatoriamente os procedimentos que serão necessários ao meu tratamento.Anexos 53 TERMO DE CONSENTIMENTO PARA TRATAMENTO A “LASER” A lei vigente no País garante a você o direito e a obrigação de tomar decisões concernentes à sua Saúde. hematomas. assim como meu direito em recusar-me a realizar o tratamento proposto. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 2. Portanto autorizo meu médico a realizá-los como. Tratamento a ________________ para (problema de pele). poderão surgir condições imprevistas. mas sim que foi-me explicado detalhadamente pelo Dr. 5. 3. Fui informado (a) de riscos tais como. Este formulário é designado para a confirmação de sua anuência ao tratamento proposto por nosso médico. dos quais estou informado (a) de acordo com o que segue abaixo: (explicação da natureza do tratamento). que talvez requeiram a extensão do procedimento original ou difiram dos descritos acima. O Dr. estando ele no exercício de sua profissão. Nosso Corpo Clínico pode fornecer-lhe todas as informações e advertências necessárias a respeito do procedimento ao qual você vai submeter-se.

Anexos 54 6. etc. durante o procedimento ________________________ a que vou me submeter. Caso tais fotos. Declaro haver cumprido as determinações pré-operatórias a mim passadas pessoalmente pelo Dr. necessitarem ser apresentados publicamente deverei ser informado (a) previamente para firmar ou não meu consentimento. 8. Consinto na administração de sedação pelo anestesiologista indicado pôr meu médico e afirmo que me foram devidamente esclarecidas as intercorrências. Data _____/______/______ Hora ____:_____ _____________________________ Assinatura do paciente ________________________________ _________________________________ Assinatura dos familiares O paciente ____________ consente devido a _________________________________ Testemunhas: ____________________________ __________________________ . _____ autorizo. _______________________ e que recebi instruções para os cuidados pós-operatórios. a elaboração de fotos. vídeos. no entanto que tal documentação tem a finalidade de estudo médico e pesquisa e será registrada em meu prontuário. 9. e todas as minhas questões foram respondidas satisfatoriamente. Tive oportunidades suficientes para discutir e esclarecer minhas dúvidas a respeito do tratamento proposto com o Dr _____________________ e sua equipe. vídeos e/ou quaisquer outros métodos similares para documentação dos ditos procedimentos. reconheço. complicações e os riscos inerentes ao uso de qualquer droga sedativa e anestésica. 7. os quais me comprometo seguir à risca. sendo que me foi esclarecido que o não cumprimento destas recomendações poderá prejudicar seriamente o resultado.

..................... Excelente Bom Médio ______________________________ Assinatura .......................... Data da cirurgia: _____/________/________ Data desta avaliação: _____/________/________ Preencha o quadradinho que mais se aproxima de sua avaliação em termos de satisfação com os resultados obtidos...............................................Anexos 55 FICHA DE AVALIAÇÃO ANÁLISE CLÍNICA-HISTOLÓGICA COM O CO2 LASER Nome:....................................

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