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DIREITO TRIBUTÁRIO I
DOCENTE: MARA XAVIER DE ALMEIDA

UD III – LIMITAÇÕES CONSTITUCIONAIS AO PODER DE TRIBUTAR

SUMÁRIO
1. GENERALIDADES 2. PRINCÍPIOS TRIBUTÁRIOS CONSTITUCIONAIS – 1ª Parte a. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE OU DA RESERVA LEGAL (art. 150, I) b. PRINCÍPIO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA (art. 145, § 1º) 1) A Capacidade Contributiva e a Progressividade
(IR  art. 153, § 2º,I; IPTU art. 156, § 1º, I; ITR  art. 153, § 4º,I)

2) A Capacidade Contributiva e a Proporcionalidade 3) A Capacidade Contributiva e a Seletividade.
(IPI  art. 153, § 3º,I; ICMS  art. 155, § 2º,III; IPVA  art. 155, § 6º,II)

c. PRINCÍPIO DA ISONOMIA OU IGUALDADE TRIBUTÁRIA (art. 150, II) d. PRINCÍPIO DA VEDAÇÃO AO CONFISCO OU NÃO-CONFISCO (art. 150, IV) e. PRINCÍPIO DA LIBERDADE DE TRÁFEGO (art. 150, V) f. PRINCÍPIOS DA NÃO-SURPRESA 1) Princípio da Irretroatividade (art. 150, III, “a”) 2) Princípio da Anterioridade do Exercício Financeiro (art. 150, III, “b”) 3) Princípio da Anterioridade Nonagesimal ou Noventena (art. 150, III, “c”) g. PRINCÍPIOS DA PROTEÇÃO AO PACTO FEDERATIVO 1) Princípio da Uniformidade Geográfica (art. 151, I) 2) Princípio da Uniformidade da Tributação da Renda (art. 151, II) 3) Princípio da Vedação da Isenção Heterônoma (art. 151, III) h. PRINCÍPIO DA NÃO DISCRIMINAÇÃO TRIBUTÁRIA (art. 152) i. PRINCÍPIOS RELACIONADOS À IMUNIDADE 1) Princípio da Imunidade Recíproca (art. 150, VI, “a”) 2) Princípio da Imunidade Genérica (art. 150, VI, “b”, “c”, “d”)

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LIMITAÇÕES CONSTITUCIONAIS AO PODER DE TRIBUTAR 1. Generalidades As limitações ao poder de tributar estão dispostas nos arts. 150 a 152 da CF. Porém o dispositivo deixa claro que as respectivas garantias elencadas na Carta Magna não são as únicas disponíveis aos contribuintes, formando, assim, um rol não exaustivo. É importante lembrar que a norma constitucional que define as “cláusulas pétreas” (CF, art. 60, § 4°) não proíbe quaisquer EC sobre tais matérias, apenas veda as mudanças tendentes a aboli-las. Em resumo, as EC que ampliarem garantias individuais do contribuinte são válidas, por outro lado, já aquelas que as diminuírem, criarem exceções ou as enfraquecerem poderão ser consideradas inconstitucionais. 2. Princípios Tributários Constitucionais Os princípios limitadores ao poder de tributar são considerados garantias do mesmo nível das clausulas pétreas, guarda uma concepção de garantias individuais ao contribuinte. a. Princípio da Legalidade Ou da Reserva Legal (art. 150, I) Esse é o princípio da legalidade da tributação ( Nullum tributum sine lege), formado pelos ideais de justiça e segurança jurídica. Este principio visa dar uma maior garantia ao contribuinte no sentido de impedir que os tributos sejam instituídos sem que sejam observados a vontade da maioria. O art. 5°, II da CF/88 estabelece que “ninguém será obrigado a fazer ou a deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”. Como o tributo é uma prestação pecuniária compulsória, só pode ser exigido por força de lei e obriga o contribuinte ao pagamento do mesmo, independente de sua vontade. Segundo os constitucionalistas a submissão de matéria específica à regulação por lei é manifestação do princípio da reserva legal, enquanto que a submissão da criação de quaisquer obrigações ao domínio da lei (art. 150, I/CF) decorre do princípio da legalidade. O tributo só pode ser criado por lei, seja lei ordinária (abrangidas as Medidas Provisórias), ou por lei complementar como nos casos dos empréstimos compulsórios

somente poderá ser instituída por lei. enumera matérias que devem ser submetidas à reserva legal: I . II . pois somente a lei pode instituir. Face a amplitude do princípio da legalidade estatuído no art. inciso II. §4° da CF). 154. 5º. facultando que sua alíquota seja reduzida ou restabelecida por Decreto. IE. § 1º da CF). mas a reserva absoluta da lei. . VIII). b.a definição do fato gerador da obrigação tributária principal e do seu sujeito passivo. O Princípio do Paralelismo das Formas estabelece que. implicitamente. A legalidade tributária implica. A CF (§ 4º. por conseguinte. dos impostos residuais (art. I. também o faz. do art. ou seja. traduzida em ato do Poder Executivo. a multa tributária. IPI e IOF. Tais situações ocorrem em relação à possibilidade de alteração das alíquotas dos II. 97 do CTN. . § 6º da CF). a concessão de benefícios fiscais ou autorização de prática de atos que gerem impactos sobre o crédito tributário ou sobre sua exigibilidade somente pode ser feita por lei ( art. da mesma maneira que a CF exige lei para a instituição de tributos. por gerar uma obrigação a ser paga pelo infrator. III . do imposto sobre grandes fortunas (art. Para alguns impostos e para a contribuição de intervenção no domínio econômico. a necessidade de que toda a conduta da administração tributária se fundamente na lei. há exceções restritas à regra da reserva de lei formal . desde que atendidas às condições e limites estabelecidos em lei (art. . IV . I) e das contribuições residuais da seguridade social (195. majorar ou reduzir tributos.O art. para a respectiva extinção.Em virtude do patrimônio público ser indisponível . ou a sua redução. 97 do CTN exprime o princípio da legalidade . 150. extinguir. nas quais a CF se conforma com a mera reserva de lei material. não a simples preexistência da lei.3 (art. petróleo/gás natural e derivados.a majoração de tributos. 177) define exceção aplicável à contribuição de intervenção no domínio econômico relativa às atividades de importação ou comercialização de álcool combustível. O art.instituição de tributos ou a sua extinção. SOMENTE EXISTEM EXCEÇÕES REFERENTES À MAJORAÇÃO DE TRIBUTOS. 153.a fixação de alíquotas do tributo e da sua base de cálculo. da CF. 148). 153. POIS PARA A INSTITUIÇÃO DE TRIBUTOS SOMENTE A LEI PODERÁ INSTITUÍ-LOS.

ambas relativas à tributação de combustíveis. o IOF e o IEG . Com o advento da EC nº 33/01.a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos. . foram previstas duas outras exceções. o IPI. passou a prever que. 97/CTN) e a fixação do prazo para recolhimento do tributo (jurisprudência do STF – RE 172. 97 do CTN foi recepcionado pela CF/88 e. interpretando o dispositivo. para definir as alíquotas do ICMS-monofásico incidente sobre combustíveis definidos em LC (CF.4 V . 155. No texto original da CF eram quatro exceções relacionadas à possibilidade de alteração. art. de exportação.Convênios entre os Estados e o Distrito Federal. podendo ser disciplinadas por meio de ato infralegal (decreto presidencial. apesar do princípio da legalidade não possuir exceções quanto à criação de tributos . permite em relação à sua majoração. a MP que implique majoração de impostos só produzirá efeitos no exercício .CIDE-combustíveis (art. b da CF). conclui que as matérias que ali não constam não estão abrangidas pelo princípio da legalidade . TRIBUTO CIDE-combustíveis ICMS-monofásico combustíveis EXCEÇÃO À LEGALIDADE EXCEÇÃO À ANTERIORIDADE ATO NORMATIVO Redução e Restabelecimento Redução e Restabelecimento de de Alíquotas Alíquotas Fixação de Alíquotas (redução e aumento) Redução e Restabelecimento de Alíquotas DECRETO CONVÊNIO CONFAZ Por fim. 177. ressalvados o II. a contrario sensu. I. suspensão e extinção de créditos tributários. por exemplo).218/MG). em ambos os casos. ou de dispensa ou redução de penalidades. § 4º. dentro dos limites legais. cabe ressaltar a viabilidade de edição de Lei Delegada ou Medida Provisória que verse sobre matéria tributária. o IE. das alíquotas dos impostos de importação. Outro ponto de importância é que. ou para outras infrações nela definidas. § 4º. . respeitadas as restrições impostas pela CF.as hipóteses de exclusão.394/SP e RE 195. sobre produtos industrializados e sobre operações financeiras. O STF entende que o art. A EC 32/2001. Os casos mais relevantes são a atualização do valor monetário da base de cálculo do tributo (ressalvada pelo § 2º do art. VI . De fundamental importância é conhecer as matérias que NÃO estão sujeitas ao princípio da legalidade. IV).

62/CF). ou da necessidade de utilizar o imposto com finalidades extrafiscais.I. b. preservar o contribuinte evitando uma tributação excessiva. tomando como referência a data da publicação da MP e não de sua conversão em lei. Estamos falando aqui principalmente dos tributos de caráter pessoal. 156. LXXVI e LXXVII/CF). § 1º. servindo como norteador da atividade legislativa. ou seja. pois. visa distribuir a justiça fiscal. Princípio da Capacidade Contributiva (art. Embora este princípio só se aplique aos impostos outras espécies tributárias podem levar em consideração a capacidade contributiva. em especial as taxas em hipóteses nas quais não se revela capacidade econômica (vide o art. 1) A Capacidade Contributiva e a Progressividade (IR: art. pois . cujo aumento se dá na medida em que se majora a base de cálculo do tributo . onde não houver riqueza é inútil instituir imposto. seria inconstitucional a instituição de alíquotas progressivas do IPTU na razão inversa do valor venal dos imóveis : quanto menor o valor venal do imóvel maior a alíquota do imposto. este princípio pode ser excepcionado. O constituinte utilizou-se da expressão “ sempre que possível”. § 2º. pois não seria justo que todos os contribuintes pagassem o mesmo imposto se uns possuem uma maior renda que outros. O legislador ordinário está constitucionalmente proibido de instituir uma progressividade na razão inversa da grandeza presumível da renda ou dos bens sobre os quais incide o imposto. repartindo os encargos do Estado na proporção das possibilidades de cada contribuinte. 153. Pode ser desdobrado em progressividade fiscal. § 4º. Assim. Este princípio baseia-se na ordem natural das coisas.I) A progressividade traduz-se em técnica de incidência de alíquotas variadas. § 1º) Visa atingir a justiça fiscal. I. além de resguardar o patrimônio do contribuinte. Busca-se também. Para as outras espécies tributárias a regra da anterioridade deve ser observada. 145. dependendo das características de cada imposto. 5°. mais se paga.5 financeiro seguinte se for convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada (art. IPTU: art. 153. Tem caráter programático. Este principio. ITR: art. quanto mais se ganha.

II) A seletividade é a forma de concretização do postulado da capacidade contributiva em certos tributos indiretos. Confiscar é tomar para o Fisco . desapropriando alguém de seus bens em proveito do Estado. Para o ICMS a seletividade é facultativa. porém não prevista em lei. Visa proteger o indivíduo evitando-se perseguições e favorecimentos. 184). A CF garante o direito de propriedade (art. 170. d. ligada ao interesse regulatório. 150. Já para o IPI ela é obrigatória. II da CF: “poderá ter alíquotas diferenciadas em função do tipo e utilização”. II) O princípio específico de que todos são iguais perante o fisco (art. A igualdade consiste em tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais. IPTU e ITR (extrafiscais). Em nosso ordenamento jurídico-tributário existem três impostos progressivos: IR (fiscal). impede discriminações tributárias . Não pode a analogia ser invocada pela administração tributária para exigir tributo em uma situação análoga.III. II. IPVA: art. 155. ou seja. CF) é uma decorrência natural do princípio genérico de que todos são iguais perante a lei (art. 5. II) e coíbe o confisco. ICMS: art. o desembolso de cada um será proporcional à grandeza da expressão econômica do fato tributado. e progressividade extrafiscal. IV) O art. 2) A Capacidade Contributiva e a Proporcionalidade A técnica da proporcionalidade é obtida pela aplicação de uma alíquota única sobre uma base tributável variável. 155. . 150. XXIV). 3) Capacidade Contributiva e Seletividade (IPI: art. Princípio da Isonomia ou Igualdade Tributária (art. privilegiando ou favorecendo determinadas pessoas físicas ou jurídicas.6 possui finalidade meramente arrecadatória. IV da CF estabelece que é vedado utilizar tributo com efeito de confisco. § 2º. § 6º. XXII e art. 5°/CF). 150. expondo a extrafiscalidade aplicada a certos tributos .I. 153. 150. 5°. art. c. § 3º. 155. Este princípio veda o tratamento jurídico diferenciado de pessoas sob os mesmos pressupostos de fato. ao estabelecer a prévia e justa indenização nos casos em que se autoriza a desapropriação (art. Princípio da Vedação ao Confisco ou do Não Confisco (art. § 6º. Alguns doutrinadores entendem que a EC nº 42/2003 atribuiu progressividade ao IPVA. 182 §§ 3° e 4° e art. na medida de suas desigualdades. conforme estabelecido no art.

Tal proibição visa prestigiar a liberdade de comércio e o pacto federativo . Abre exceção para a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo Poder Público. ou seja. a transferência de riquezas do contribuinte para o Estado é legítima e não confiscatória. para suportar e sofrer a incidência de todos os tributos que ele deverá pagar. mediante verificação da capacidade de que dispõe o contribuinte. pois a CF não define os percentuais que caracterizariam o confisco. sem que ele venha a perder seus bens devido a alta tributação. O que se objetiva com esse princípio é evitar que. Desde que a tributação se faça nos limites impostos autorizados pela Constituição. o Estado anule a riqueza privada. Esse princípio não é um preceito matemático. Para Aliomar Baleeiro. dentro de determinado período. Esse princípio atua em conjunto com o princípio da capacidade contributiva que visa preservar a capacidade econômica dos indivíduos.7 O valor do tributo deve poder se suportado pelo contribuinte. Estado. alguns parâmetros estão delineados na jurisprudência do STF. em cada caso. É um critério informador da atividade do legislador. e. avaliar a existência ou não de confisco. Como o esse princípio é fixado em cláusula aberta. considerando o montante de sua riqueza (capital e renda). à mesma pessoa política que os houver instituído. pois o mesmo é previsto na própria CF. Apesar disso. tributos confiscatórios são aqueles que absorvem todo o valor da propriedade. Princípios da Não Surpresa (art. como o . cabe ao arbítrio do juiz. A identificação do efeito confiscatório deve ser feita em função do total da carga tributária. III) A segurança jurídica. ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo Poder Público. Contudo. sendo fundamento para vários institutos no ordenamento jurídico pátrio. Princípio da Liberdade de Tráfego (art. Este principio do não confisco deve ser observado por todos os entes da federação (União. aniquilam a empresa ou impedem o exercício de uma atividade lícita e moral. por meio de tributo. dirigido ao intérprete e ao julgador. 150. 150. Município e DF). por meio de tributos interestaduais ou intermunicipais. f. condicionando-se aos padrões de razoabilidade. ao lado da justiça constituem-se em objetivos fundamentais do direito. esse princípio convive com o ICMS. com conteúdo jurídico indeterminado. V) A CF proíbe que se estabeleçam limitações ao tráfego de pessoas ou bens .

o ato jurídico perfeito. a coisa julgada. III. no momento da sua ocorrência. III. e . b). A não ser que ela não precise obedecer a anterioridade. que traz como corolários outros três princípios: . no princípio da não-surpresa. isto quer dizer que nós não podemos alcançar fatos geradores ocorridos antes da lei. Princípios da Não Surpresa . Esse princípio não possui qualquer exceção . não estavam sujeitos à incidência tributária. em matéria tributária. O princípio da segurança jurídica traduz-se. Este principio visa permitir ao contribuinte que se organize em relação a uma carga tributária que lhe será imposta. Ressalte-se que o princípio existe para proteger o contribuinte .Princípio da anterioridade. . Nesse raciocínio o art. afirma que “a legislação tributária aplica-se imediatamente aos fatos geradores futuros e pendentes”. entre outros. Distrito Federal e Municípios cobrar tributos “no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou” (art.Anterioridade A CF/88 veda a União. já o princípio da irretroatividade tem como marco temporal o início da vigência da lei. 150. a imediata aplicação de mudanças que diminuam a carga tributária a que o contribuinte está sujeito (redução ou extinção de tributos) ou que não tenham qualquer impacto sobre essa carga tributária.8 direito adquirido. 105 do CTN.Irretroatividade É vedado aos entes tributantes cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado (art. . 150. Estados.Princípio da irretroatividade. Os objetivos são: (a) impedir a tributação de fatos que. a prescrição e a decadência. Seu marco temporal é a data da publicação da lei. não impedindo. (b) garantir que a tributação já verificada é definitiva. Princípios da Não Surpresa . a da CF). não podendo ser objeto de majoração por legislação posterior. Se uma MP foi publicada em 2008 e só foi convertida em lei no ano de 2009 pelo principio da anterioridade ela só produzirá efeitos em 2010.Princípio da noventena ou da anterioridade nonagesimal.

sendo apenas a dispensa legal do pagamento de exação já existente. IE. As contribuições para financiamento da seguridade social (art. da mesma forma que o IPI não estão livres da noventena . 104. IPI e IOF relacionam-se as características extra fiscais. Já no caso de revogação de uma isenção concedida . § 6°/CF). pois.9 Esse princípio apresenta diversas exceções previstas na própria CF. Quando determinado contribuinte é beneficiado por isenção legalmente concedida. a situação é oposta. * Também se sujeitam à EXCEÇÃO ao princípio da NOVENTENA. Porém o STF entende que a revogação de isenção não se equipara à criação ou à majoração de tributo . há uma diminuição da carga tributária a que está sujeito não havendo que se falar em qualquer prazo para que o benefício possa gerar efeitos concretos . de forma que o tributo volta a ser imediatamente exigível . O STF entende que a revogação de isenção não se equipara à criação ou à majoração de tributo. Já as exceções relativas ao ICMS-Monofásico sobre os combustíveis e a CIDE-Combustível. não sendo aplicável o princípio da anterioridade. pois se tratam do restabelecimento das alíquotas. conforme estabelece o art. constituindo-se em poderosos mecanismos de intervenção no domínio econômico. As exceções relativas ao II. 195. Os empréstimos compulsórios de guerra ou calamidade pública e os impostos extraordinários de guerra deve-se à urgência na obtenção de recursos para enfrentar as graves situações que autorizam sua instituição. . a mudança legislativa tem como consequência um acréscimo no sacrifício financeiro realizado pelo contribuinte. são parciais. sendo apenas a dispensa legal do pagamento de exação já existente. não sendo aplicável o princípio da anterioridade . III do CTN. de forma que o tributo volta a ser imediatamente exigível .

pela inserção da alínea c no art. Caso a MP seja rejeitada ou perca a eficácia por decurso de prazo. quando um tributo a ele sujeito é instituído ou majorado por meio de medida provisória. decidiu que o art.10 f. cabendo ao CN disciplinar por decreto legislativo as relações jurídicas geradas. § 6°. as relações jurídicas geradas conservam-se regidas pela MP. entendendo que a anterioridade nonagesimal existe para proteger o contribuinte contra mudanças que repercutem de forma negativa em seu patrimônio. Caso o CN silencie e não edite o DL no prazo de 60 dias . definir se haverá ou não devolução dos valores recolhidos. 150. enquanto o art. 195. § 6°/CF exige o cumprimento em caso de instituição ou modificação. por força do art. Porém. o tributo (ou a majoração) deixa imediatamente de ser cobrado. ou seja. Seu texto exige o cumprimento do prazo de 90 dias nos casos de instituição ou aumento de tributo. Nesse caso houve cobrança com base na MP por 30 dias. A EC 42/2003 inseriu o princípio da noventena. Algumas observações precisam ser feitas no que concerne ao cumprimento do princípio da noventena. III. Princípios da Não Surpresa – Noventena Quando da promulgação da CF/88. Esse princípio apresenta diversas exceções previstas na própria CF: . Se a MP for convertida em lei sem alteração substancial do texto a cobrança continua. só é aplicável no caso de instituição ou majoração de tributos. 195. o STF. a obediência a um prazo mínimo de 90 dias entre a data da publicação de uma lei que majorasse ou criasse tributo era aplicável exclusivamente às contribuições para financiamento da seguridade social . 195. § 6°da CF. desde que já tenham completados os 90 dias.

O STF entende que a concessão de isenção se funda no juízo de conveniência e oportunidade . Visa evitar que a União utilize o tributo como um meio de concorrer deslealmente no “mercado” de títulos da dívida pública e na seleção de servidores públicos. 151. apenas o IPI não se sujeita à exceção à noventena. . Em relação ao II. em níveis superiores aos que fixar para suas obrigações e para seus agentes”.11 As exceções à noventena é bastante semelhante à das exceções à anterioridade. IPI e IOF. bem como a remuneração e os proventos dos respectivos agentes públicos. sujeitos à anterioridade. Princípios de Proteção ao Pacto Federativo 1) Princípio da Uniformidade Geográfica Previsto no art. IE. que é rendimento do particular adquirente do título. da CF/1988. porém traz também a exceção ao permitir a diferenciação com a finalidade extrafiscal de diminuir as diferenças de desenvolvimento socioeconômico entre as diferentes regiões do país. g. Neste caso alem de ferir o principio da uniformidade da tributação e renda estaria ferindo também ao principio da isonomia. O que se tributa é a renda gerada pela operação. porque ambos os tributos incidem sobre o valor de um bem (veículo ou imóvel). I da CF veda à União “instituir tributo que não seja uniforme em todo território nacional ou que implique distinção ou preferência em relação a Estado. Obs: Não pode a União instituir uma alíquota de imposto de renda menor para os agentes públicos dos estados ou municípios. 151. em detrimento de outro. é vedada à União “ tributar a renda das obrigações da dívida pública dos Estados. admitida a concessão de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico entre as diferentes regiões do país”. Visa preservar o pacto federativo. 2) Princípio da Uniformidade da Tributação da Renda Segundo o art. do Distrito Federal e dos Municípios. II. Os empréstimos compulsórios de guerra ou calamidade pública e os impostos extraordinários de guerra deve-se à urgência na obtenção de recursos para enfrentar as graves situações que autorizam sua instituição. ao Distrito Federal ou a Município. Por fim a exceção referente às bases de cálculo do IPVA e do IPTU tem fundamento diverso dos demais.

ambas relativas à exportação. que permite que a União conceda. III da CF. . É um benefício fiscal concedido exclusivamente por lei. II). e / CF. isenção heterônoma do ISS. além dos mencionados no art. a regra geral é que as isenções sejam autônomas. por expressa disposição constitucional – IMUNIDADE. § 2º. diferente da imunidade que é decorrente da Constituição. isenção heterônoma do ICMS incidente nas operações com serviços e outros produtos destinados ao exterior . 155. uma vez que são concedidas diretamente pelo texto constitucional. A primeira exceção consta do art. Assim. XII. não prevista na CF. 155. pois impede que entes maiores. Apesar da existência de tal princípio o legislador constituinte original achou por bem criar duas exceções expressas à regra. Essa vedação garante proteção ao pacto federativo. por meio de lei complementar. ao contrário das ISENÇÕES. pois a partir daí o ICMS deixou de incidir. A segunda exceção se refere a possibilidade da União conceder também. Isenção seria não onerar um determinado contribuinte decorrente de uma situação específica. § 3º. § 2º. não há autonomia do ente competente para a cobrança do tributo estabelecê-las. conforme preconiza a regra do art. ou seja. X. por força de jurisprudência do STF relativo aos tratados internacionais que podem conceder isenções de tributos estaduais e municipais. via LC. 151. Ressalte-se que. as IMUNIDADE são sempre HETERÔNOMAS. pode-se afirmar que o poder de isentar decorre do poder de tributar. Tal exceção fazia sentido até a EC 42/03. por ato próprio. que em regra são AUTÔNOMAS.12 3) Princípio da Vedação às Isenções Heterônomas Isenção é uma forma de exclusão do crédito tributário que consiste na dispensa legal do pagamento do tributo. 156. pondo-lhes em risco sua autonomia. Há ainda uma terceira exceção. A isenção será sempre estabelecida por lei. alínea a da CF. posto que a mesma é concedida pelo ente da Federação que a Constituição atribui a competência para a instituição do tributo. interfiram na arrecadação dos entes menores. nas exportações de serviços para o exterior (art. em regra elaborado pelo ente que tem competência para a criação do tributo. sobre operações que destinem mercadorias para o exterior e sobre serviços prestados a destinatários no exterior.

ISS e Tratados Internacionais (este ultimo não encontra-se na CF/88 e sim na jurisprudência do STF). que é o caso do ICMS e ISS nestes dois casos teremos a isenção heterônoma. não decorrendo da autonomia do ente competente para a criação do tributo. 152 veda aos Estados e aos Municípios estabelecer diferenciação tributária entre bens e serviços em razão de sua procedência ou destino. Isenção Heterônoma. ISENÇÕE S Regra: AUTÔNOMA Exceção: Heterônomas para ICMS e ISS nas exportações no caso de concessão mediante Tratados Internacionais IMUNIDADE S SEMPRE HETERÔNOMAS Têm sempre sede constitucional. por exemplo. . Princípio da Não Discriminação Tributária (art. Feriria tal princípio. B ou C. com exceção para o ICMS. As Isenções são prevista em lei e em regra são autônomas. Objetiva evitar a guerra fiscal entre os entes federados. A CF proíbe a isenção heterônoma. I veda a União instituir tributo que não seja uniforme o art. encontrando fundamento nos princípios que preservam o pacto federativo e na isonomia. A CF/88 prevê exceções que seria a União intervindo nos estados ou municípios. conforme o estabelecimento do prestador de serviço estivesse localizado nos municípios A. mas existem as exceções previstas na CF/88. h.13 Isenção autônoma é quando o próprio ente tributante que é competente para instituir o tributo por intermédio do mesmo instrumento normativo que ele instituiu o tributo ou por outro ele também concede a isenção. um município instituir o ISS com alíquotas diferenciadas em seu território. será sempre Heterônoma. Para ser autônoma a isenção tem que ser estabelecida pelo ente que tem a competência de legislar sobre aquele tributo. Imunidades serão sempre heterônomas e estão previstas na CF. A isenção autônoma é possível. Enquanto o art. DF e municípios. é quando a União quer isentar um tributo que foi instituído pelo estado. Tudo que não for autônomo é heterônomo. Nesses casos não pode haver a isenção autônoma. 151. 152/CF) Este princípio vem a ser um desdobramento do princípio da uniformidade geográfica no âmbito dos estados. por exemplo.

Ex: As imunidades previstas na CF. Corresponde a um fato ou a uma situação que ficou fora do alcance da norma tributária. impedindo-o de definir determinadas situações como hipóteses de incidência. Os regimes jurídicos da imunidade e da isenção são diversos. b) ISENÇÃO.14 i. Corresponde ao fato ou situação em que o tributo é devido. NÃO-INCIDÊNCIA: verificam-se quando não ocorre nenhum fato ou quando ocorre um fato tributariamente irrelevante (fato não imponível). INCIDÊNCIA: ocorre quando o fato concreto (fato imponível) ajusta-se à hipótese prevista na norma (hipótese de incidência). É uma limitação da competência tributária dos entes federativos determinada pela CF. o NÃO PAGAMENTO DO TRIBUTO. ou seja. IMUNIDADE: é a hipótese de não-incidência tributária constitucionalmente qualificada. Princípios Relacionados à Imunidade O fenômeno da incidência tributária está ligado à ocorrência na realidade fática da hipótese abstratamente prevista na lei tributária como necessária e suficiente para o surgimento da obrigação tributária (art. As IMUNIDADES tornam inconstitucionais as leis ordinárias que as desafiam. embora o efeito seja o mesmo. Ocorre quando a regra constitucional impede a incidência da regra jurídica da tributação. Ex: Lei não inclui os bens móveis no caso do ITCMD. c) a própria CF delimita a competência do ente federado . podendo decorrer de três formas: a) o ente que pode tributar deixa de definir determinada situação como hipótese de incidência tributária. b) o ente tributante não dispõe de competência para definir determinada situação como hipótese de incidência do tributo . Refere-se às situações em que um fato não é alcançado pela regra da tributação. Ex: IPVA sobre bicicleta. 114 do CTN). Três diferentes institutos jurídicos podem excepcionar a regra do pagamento de tributos: a) NÃO-INCIDÊNCIA (que abrange as imunidades). Alguns doutrinadores sustentam que as hipóteses de imunidade constituem cláusulas pétreas (garantias individuais). ou uma não incidência qualificada pela mesma. c) Fixação de ALÍQUOTA ZERO. criando . Consiste na vedação constitucional do tributo.

três diferentes institutos jurídicos podem excepcionar a regra do pagamento de tributos. Em regra. nos chamados tributos não vinculados. A não incidência tributária é quando não há uma previsão legal para a incidência daquele tributo ou esta previsão legal existe. VI da CF). A ISENÇÃO é a dispensa legal do pagamento do tributo. 150. Dizemos que há incidência tributária quando existe uma previsão legal que descreve uma situação hipotética (fato gerador) e que no mundo dos fatos aquela relação hipotética ocorra. Obs: a diferença principal entre imunidade e isenção é que aquela tem previsão constitucional.15 um direito subjetivo público de exigir que o Estado se abstenha de cobrar tributos. o ente público tem competência para instituir o tributo e. opta por dispensar o pagamento em determinadas situações. Isenção (o fato é juridicamente previsto. Assim. O fenômeno da incidência está ligado à ocorrência na realidade fática da hipótese abstratamente prevista na lei tributária como necessária e suficiente para o surgimento da obrigação tributária (art. Assim. Para que entendamos imunidade é preciso que entendamos primeiro a incidência e a não incidência tributária. ao fazê-lo. mas o tributo não é pago porque a alíquota é zero. 114 do CTN). Não-Incidência (que abrange as imunidades – é o afastamento da obrigação tributária. A NÃO-INCIDÊNCIA divide-se em IMUNIDADE e NÃO-INCIDÊNCIA PURA E SIMPLES. Os casos de imunidade só existem em relação a impostos (art. e esta tem previsão legal. porém há uma previsão legal que desonera o contribuinte de pagar aquele tributo). por uma questão de cálculo é nula. Nos casos de alíquota zero. o que é imune não pode ser tributado por ausência de competência tributária. mas a obrigação tributária dele decorrente. Na ALÍQUOTA ZERO o fato gerador ocorre. A pessoa não irá pagar o tributo mesmo que se constitua a relação tributária). . não havendo imunidade em relação a taxas ou contribuições. Já a ISENÇÃO consiste na dispensa legal do pagamento do tributo. mas há uma imunidade tributária prevista na CF. o ente tributante tem competência para criar o tributo e o fato gerador ocorre no mundo concreto.

ressalvado o que prescreve o § 3º do art. 150. pois descendem diretamente das pessoas políticas. O STF entende que a imunidade tributária recíproca também abrange as empresas públicas e sociedade de economia mista. § 2°. 5º. renda ou serviços uns dos outros. VI) e a imunidade religiosa protege tal direito. da CF. o proprietário deste não se torna imune aos impostos incidentes. Se a igreja aluga o imóvel para realização de seus cultos. 150. O § 3° do mesmo artigo. 2) Princípio da Imunidade Tributária Genérica . Também são imunes os anexos do templo. por exemplo. .as atividades regidas pelo direito privado. VI. Sindicatos e Entidades Educacionais sem fins Lucrativos) Visa assegurar o pluralismo político no Estado democrático de direito. suas autarquias e fundações não alcançam: . todas as atividades que viabilizam o culto religioso. o DF e os Municípios de instituírem impostos sobre o patrimônio. os Estados. Como a liberdade de culto é direito individual expressamente consagrado na CF (art. 3) Princípio da Imunidade Tributária Genérica (Partidos Políticos. desde que seu patrimônio. . ambos estão protegidos por cláusula pétrea. renda e serviços estejam vinculados às suas finalidades essenciais. podendo incidir a tributação referente as taxas e contribuições sociais. Sendo tal princípio extensivo às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. estabelece que a imunidade que desfrutam as pessoas políticas. É aplicável exclusivamente aos impostos. O art.RELIGIOSA A imunidade religiosa impede que o Estado se utilize do poder de tributar como meio de embaraçar o funcionamento das entidades religiosas.16 1) Princípio da Imunidade Tributária Recíproca O art.nem desonera o promitente comprador de seus imóveis do dever de pagar ITBI. a da CF proibiu a União. possibilitar aos trabalhadores liberdade de associação em sindicatos. estabelece que são imunes a tributos por meio de impostos as autarquias e as fundações públicas. 150 da CF. .os serviços públicos em que haja pagamento de taxa ou tarifa pelo usuário.

Toda entidade que se pretenda viável e pense em crescimento deve se esforçar para que as suas receitas superem suas despesas. no país. II – aplicarem integralmente.CULTURAL Visa baratear o acesso à cultura e. O STF entende que álbum de figurinhas e apostilas também estão protegidos por tal imunidade. científica e da comunicação e o acesso à informação. 150. O que não pode acontecer é a distribuição do excedente com os sócios. o fato da entidade utilizar seu patrimônio em atividade que gere renda não irá afastar a imunidade. gerentes ou outras pessoas. o jornal e o periódico. diretores. Devem ser atendidos os requisitos do art. Como não existe tal LC. jornais. já os encartes comerciais não estão. Não se deve confundir a ausência de fins lucrativos com a proibição de obtenção de superávit financeiro. A central sindical é imune à tributação por meio de impostos. O livro. Vide Súmulas 724 (obtenção de renda por aluguel de imóvel e Súmula 730 do STF (entidades de previdência social privada).17 Consiste em uma norma constitucional de eficácia limitada que necessita ser regulamentada por lei complementar. bem como o papel destinado à sua impressão (art. periódicos e o papel destinado a sua impressão. VI. visando impedir a cobrança de impostos incidentes sobre livros. a liberdade de atividade intelectual. Os partidos políticos são pessoas jurídicas de direito privado e devem estar devidamente registrados no TSE. os seus recursos na manutenção dos seus objetivos institucionais. o art. 4) Princípio da Imunidade Tributária Genérica . d): a Constituição objetiva a liberdade de imprensa e a livre difusão do . estabelecendo requisitos específicos que devem ser cumpridos pela entidades para que possam se beneficiar da imunidade. III – manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão. 14 do CTN trata de regular tal preceito constitucional. 14 do CTN: I – não distribuir qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas. artística. Segundo jurisprudência do STF. desde que os recursos obtidos sejam destinados a tais finalidades essenciais. por facilitar a livre manifestação do pensamento.

Essa imunidade é valida apenas para o exportador imediato. que foi revogado pela EC n° 20/98 e dizia que eram imunes ao IR os proventos de aposentadoria recebidos por maiores de 65 anos que não tenham outra fonte de rendimentos. Art. livro de bordo. Tal imunidade é objetiva. . estabelece que não incida o imposto sobre a propriedade territorial rural (ITR). Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (art. por entendimento do STF também não estão abrangidos por tal imunidade. § 2°. máquina impressora etc. o STF decidiu que não livres de impostos. inclusive lubrificantes. Não estão imunes: livros de ata. assegurada a manutenção e o aproveitamento do montante do imposto cobrado nas operações e prestações anteriores. quando for ativo financeiro ou instrumento cambial. não importando seu conteúdo. cola. combustíveis líquidos e gasosos dele derivados e energia elétrica. III da CF. 155. petróleo. da CF. Igualmente. jornais. 153. estabelece que seja imune ao IPI as exportações de produtos industrializados. o autor do livro ou o dono do jornal pagam seus impostos pessoais. a imunidade restringe-se aos livros. Art. ou a linha destinadas à produção dos livros. a cola. CD-ROM e software. sobre pequenas glebas rurais definidas em lei. 5) Princípios Relacionados à Imunidade Tributária Específica As imunidades específicas dizem respeito a um único imposto. livro-diário e outros que não estão diretamente relacionados à propagação de pensamentos.). quando as explore o proprietário que não possua outro imóvel. II. 153. § 3°. refere-se apenas ao objeto (livro. O STF entende que álbum de figurinhas e apostilas também estão protegidos por tal imunidade. vide Súmula 657/STF. periódicos e o papel destinado a sua impressão. jornais ou periódicos. Por fim. já os encartes comerciais não estão. § 4°.18 pensamento. O papel que não se destina à impressão não está imune à tributação. Os livros raros são imunes (tinta. não incidira o ICMS sobre o ouro. II da CF. nem sobre serviços prestados a destinatários no exterior. X)  não incidirá o ICMS sobre operações que destinem mercadorias para o exterior. livro de ouro. § 2°. Também não estão protegidas por tal imunidade a tinta. periódico ou papel) e não subjetiva (pessoa). Art. Também não incidirá o ICMS sobre operações que destinem a outros Estados. 153.

156. . § 5° da CF. Anticrese é o direito real de garantia incidente sobre o imóvel do devedor ou de terceiro. c)  é vedado à U. 156. quando pagas pelo empregado. 195. têm natureza de taxa por prestação de serviço. II)  não incide sobre direitos reais de garantias que recaem sobre imóveis (hipoteca e anticrese). Hipoteca é o direito real de garantias incidente sobre o imóvel do devedor ou de terceiro. Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (art. Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (art. Essas contribuições. E. quando a não incidência de impostos é constitucionalmente qualificada. locação de bens imóveis ou arrendamento mercantil. com transmissão de sua posse ao credor para que este perceba e receba seus frutos. nem sobre transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica. são isentas de contribuições sociais para a seguridade social as entidades beneficentes que observarem os requisitos apontados na lei. têm natureza de imposto. VI. não alcança as obrigações acessórias que devem ser cumpridas. A imunidade é somente com relação ao pagamento do imposto (obrigação principal). imputando-os ao débito. pois a não-incidência é estabelecida pela Constituição. sem fins lucrativos. renda ou serviços das instituições de educação e de assistência social.19 Imposto de Renda (art. 184. trata-se de imunidade. salvo se a atividade preponderante do adquirente for a compra e venda desses bens ou direitos. pois. sem transmissão de sua posse ao credor. estaduais e municipais as transferências de imóveis desapropriados para fins de reforma agrária. Art. quando pagas pelo empregador. trata-se de imunidade e não de isenção. DF e M instituir impostos sobre o patrimônio. atendidos ao requisitos da lei. estabelece que seja isentas de impostos federais. § 7° da CF. em realidade. 150. porém não estão imunes às contribuições sociais para a seguridade social. Em realidade não se trata de isenção. Art. § 2°)  não incide sobre transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica em realização de capital. Da mesma forma que foi visto no dispositivo anterior.

X. 156. 184. § 2° Transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio e outras. 195. aOperações que destinem mercadorias para o exterior. . 153. Art. derivados e energia. Art. Art. § 2°. telecomunicações. § 4°. 155. Art. Art. Art. § 7° Entidades beneficentes de assistência social que atendem às exigência da lei. II Aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social. II Transmissão de direitos reais de garantia (penhor. § 3° Produtos industrializados destinados ao exterior. Art.20 QUADRO RESUMO DAS IMUNIDADES DISPOSITIVO CF IMUNIDADE Art. 155. hipoteca e anticrese). XXXIV Exercício do direito de petição e obtenção de certidões. 155. Art. Art. II Pequenas glebas rurais. § 2°. § 3° Operações relativas a energia elétrica. 156. § 3° Exportação de serviços para o exterior. X. § 5° Ouro como ativo financeiro ou instrumento cambial. 5°. b Operações que destinem a outros Estados petróleo. § 5° Operações de transferência de imóveis desapropriados para reforma agrária. 156. Art. Art. 153. 155. d Prestações de serviço de comunicações. Art. 195. X. § 2°. e outras. 153. Art.