Coordenação: Patrícia Fontinha Luísa Carvalho

Jornal do Agrupamento de Escolas de Murça EDIÇÃO 1 Dezembro 2006 1€

Digitalização, concepção gráfica e edição: João Garcia Colaboradores: Comunidade Escolar Impressão: Tipografia Viseense Tiragem: 300 exemplares

Halloween na escola
“ A tradição ainda é o que era…”

assistiu ao desfile no Polivalente. Bruxas, fantasmas, vampiros, monstros e aberrações de causar calafrios fizeram do dia 31 de Outubro, um dia que irá provocar pesadelos tenebrosos aos que ousaram presenciar o evento. Como se tudo isto não bastasse, o cinema do terror e da assombração também marcou presença com a passagem de algumas películas de cortar a respiração. Não faltaram corajosos e destemidos na Escola que enfrentaram todos os medos que estas actividades implicaram, contribuindo para mais um fantástico e aterrador Halloween. Para o ano há mais e tenham muito medo … tenham muuuuuuuuito medo …! Professoras de Inglês

Editorial
Esta sociedade de informação, não raras vezes tão asfixiante como mobilizadora, conduz-nos à necessidade de, a todo o momento, seleccionar o útil do fútil, o bom do péssimo, o essencial do acessório. Decorre daqui que a gestão da informação implica, necessariamente, a gestão do tempo, atitude que, inevitavelmente, apenas se consegue com organização e disciplina. Foi com certeza com este espírito, organizado e disciplinador, que as professoras coordenadoras do Despertar da Porca deitaram mãos à obra e colocaram de pé um projecto que, no nosso passado escolar, tem tido altos e baixos. Congratulamo-nos pela sua vontade empreendedora, felicitamos os colaboradores, agradecemos aos parceiros que tornaram possível esta edição e, sobretudo, desejamos que este Despertar permaneça. O seu mérito é informar, comunicar, dar a conhecer-nos, fomentar a liberdade de opiniões, a criatividade, a escrita, o desenho, enfim, é ser o palco onde tem lugar a palavra da nossa escola. Parabéns, sejamos persistentes. Vivemos tempos de mudança e de renovação na escola, que exigem uma acção concertada de esforços e de vontades dos diversos públicos que interagem nas comunidades educativas. A melhoria dos resultados escolares e da qualificação dos jovens, bem como o combate ao abandono escolar, constituem objectivos que, entre outros, norteiam os desafios da escola pública portuguesa. O Projecto Educativo do Agrupamento, ao eleger a valorização e o desenvolvimento dos recursos humanos como temática central de actuação, vai ao encontro daquelas preocupações. É por isso fundamental que a nossa comunidade educativa aproprie a concepção de uma escola social, exigente e mobilizadora, integradora e solidária. O desenvolvimento dos recursos humanos e o fomento de uma cidadania responsável passam por aí. A reorganização da rede escolar no 1º ciclo do ensino básico e a implementação de diversos projectos no nosso Agrupamento, que abrangem os diversos ciclos de ensino, são exemplos de dinamismo da nossa comunidade educativa e vão ao encontro das preocupações enunciadas anteriormente. Ao findarmos este primeiro trimestre lectivo, desejo, em nome do Conselho Executivo do Agrupamento, um profícuo trabalho de cooperação e de colaboração, na tentativa de procurarmos perseguir a melhoria da nossa Escola. Albertino Lousa Presidente do CE

Como vem sendo hábito realizou-se mais um Halloween na nossa Escola, que representa uma das mais famosas tradições dos Povos Britânico e Americano. O ambiente fantasmagórico e aterrador estava bem patente na decoração da Mediateca, onde também estiveram expostas as “Bruxinhas” a concurso dos alunos do 2º ciclo. Foram muitos os alunos que se asso-

No concurso das Bruxinhas foram vencedores: 1º - Jorge Pinheiro 2º - Sara Borges 3º - Bruno Bessa Inês Ribeiro (5ºB) (5ºA) (5ºA) (5ºC)

ÍNDICE
ciaram à iniciativa, vestindo-se a rigor para um desfile cheio de assombrações, espalhando um clima de medo e terror um pouco por toda a escola. Com pinturas, fatos e adereços “horripilantes”, muitos dos alunos do 2º e 3º ciclos “assustaram de morte” quem No desfile as fantasias mais assustadoras pertenceram aos alunos: 1º - Tânia Cardão (6ºA) 2º - Ana Isabel Teixeira (5ºB) 3º - Bárbara Alves (6ºA) As obras de Santa Engrácia… em Murça Aulas de substituição Estamos indignados Crucigrama O despertar dos livros O despertar da escrita “Lei” de Murphy – Uma “Lei” que não o é!... O ensino especial Procedimentos Gerais de Segurança Diferenças no rigor do cumprimento das leis A propósito do novo Estatuto da Carreira Docente ABECEDÁRIO maluco do 5ºA Mãos na Ciência Dia Mundial do não fumador A Páginas Tantas Ambições dos nossos alunos Clonagem Humana Bullying na escola Intercâmbio Escolar com o Colégio Marthe Dupeyron Passatempos Literários Livros e alunos Filmes e alunos Música e alunos Adivinhas O francês na escola O futuro da formação contínua Alunos do Quadro de Valor e Mérito Concurso Foto-Distorção A todos um Bom Natal Patrocínios Alunos do Quadro de Valor e Mérito Labirinto Rede de Bibliotecas Escolares Planta de emergência 2

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Clube de Artes Visuais
Os alunos do Clube de Artes Visuais produziram alguns objectos de arte natalícios com a ajuda da professora coordenadora Alcina Rabaço. Para não faltar alegria à escola, e aproveitando as técnicas da reciclagem, os alunos construíram uma série de pais natais que serviram para enfeitar a entrada do pavilhão principal da escola. Fizeram, de igual modo, um painel cujo motivo é o Natal!

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O DESPERTAR DA PORCA

EDIÇÃO 1 - DEZEMBRO 2006

As obras de Santa Engrácia… em Murça
Um pouco de História…….(1) “O Panteão Nacional de Portugal situa-se na freguesia de São Vicente de Fora, em Lisboa, na Igreja de Santa Engrácia. O actual edifício está no local onde já tinha sido erigida uma igreja em 1568, por ordem da Infanta D. Maria, filha de D. Manuel I, por ocasião da criação da antiga freguesia de Santa Engrácia. O templo passou a ter a função de Panteão a partir de 1916. Entre as personagens ilustres que aí estão sepultadas, encontramos Amália Rodrigues, João de Deus, Almeida Garrett, Guerra Junqueiro. Os Presidentes da República portugueses Teófilo Braga, Sidónio Pais e Óscar Carmona estão também aí sepultados. São também evocados no Panteão Nacional, através de cenotáfios, as personalidades de Luís de Camões, Pedro Álvares Cabral, Afonso de Albuquerque, Nuno Álvares Pereira, Vasco da Gama e do Infante D. Henrique, ainda que os seus corpos aí não estejam presentes. A igreja de Santa Engrácia original foi constantemente alvo de modificações e alterações, de tal modo que hoje nada resta dela. A versão original foi vítima de um temporal, em 1681. A primeira pedra do novo edifício barroco, lançada em 1682, marcou o início de uma saga de 284 anos. As obras mantiveram-se durante tanto tempo que se deu azo à expressão popular "obras de Santa Engrácia" para designar algo que nunca mais acaba. A igreja só foi terminada em 1966.” Moral da história……. Tudo indica que a pequena intervenção que tem vindo a ser feita pela autarquia frente à escola EB2,3/S de Murça desde Maio, venha a figurar na história como mais uma obra… de Santa Engrácia! Isto porque o tempo das chuvas começou e não se vê o fim à vista. O comum dos mortais, como eu, questiona-se: mas afinal as obras vão beneficiar quem? Não me parece que as obras efectuadas permitam uma passagem eficaz de dois veículos em simultâneo. Os estacionamentos escasseiam e a comunidade educativa (professores, funcionários, pais e outros) terão menos locais para estacionar (a autarquia deveria ter-se preocupado com este problema pois a escola não possui parque de estacionamento próprio como acontece em alguns estabelecimentos de ensino do país). As habitações em redor vêem o seu dia-a-dia mais dificultado pois existem acessos de saída que deixaram de existir. Foi por demais falado no caso de uma ambulância que não conseguiu entrar na escola secundária…por causa da arquitectura da estrada… E a pobre da árvore que ali estava, assistindo impávida e serena aos acontecimentos, qual o papel dela no meio disto tudo? O final foi o previsível…abatida pois estava a estorvar… É assim que fazemos quando as coisas se intrometem no nosso caminho. Afinal para quê tanta chatice? A comunidade educativa tem sofrido com as obras. A população em geral também pois foram presenciados casos de pessoas idosas a cair no lamaçal que se instalou aquando das primeiras chuvas. Os pais têm-se visto num inferno para levar e buscar os seus filhos à escola. Podem dizerme: não tens paciência nenhuma! Mas, e os meses de Verão tão propícios às obras? Não deveriam ter sido geridas e calendarizadas para que fossem finalizadas até ao início das aulas? Porque houve um intervalo de tempo tão grande (1 mês ou mais…) em que nenhum movimento de homens e máquinas se notou? Foi necessário o mau tempo para se apressarem as obras? Não poderia ter sido evitado este percalço? E afinal a pergunta que me assaz: valem a pena? … Contudo, e embora estes desabafos andem no ar, espero ansiosamente que chegue ao fim mais uma obra de Santa Engrácia…e que, de preferência andem mais rapidinho… (1) Transcrito integralmente de
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pante%C3%A3o_Nacional

Aulas de substituição
O “feriado” conceito que tem despertado tantas emoções nos nossos filhos é passado. As actividades de substituição agitam emoções assumindo formas diferentes. Mas, diferentes são os tempos! O Romantismo dos “feriados” perdeu-se! Muitos “beijos” vão ficar por dar por falta dos feriados. Mas quem disse que a afectividade não pode ir para a sala de aula? O desafio à criatividade e à inovação é por si só fundamental para se perceber o quanto é importante a escola na nossa sociedade. As actividades de substituição não podem assim ficar atadas à ideia de “cumprir horário”. É preciso mais. Cabe aos pais e encarregados de educação a responsabilidade de estimular e acarinhar o gosto pela escola e o que ela representa, tenha ela este ou outro formato. Aos professores está reservado o efeito mais difícil e complexo, mas estimulante. Ouvir no fim da aula, quando se prepara para sair, alguém perguntar: Oh Professor, já vai? Mário Sampaio Presidente da A.P.E.E.

Aulas de substituição
Incumbiram-me de auscultar a opinião de vários colegas dos diversos anos escolares sobre as aulas de substituição. Tendo eu conhecimento de uma reunião de delegados de turma, solicitei aos mesmos que me fosse permitido intervir nessa reunião tentando assim recolher informação sobre o assunto, de forma a abranger a opinião de todos, uma vez que cada elemento representa uma turma. Pelo que pude apurar, estes alunos estabelecem uma separação entre aulas de substituição propriamente ditas, ou seja, quando estas são dadas por um professor da turma ou da mesma área curricular, das aulas de substituição ditas “ocupacionais” (de acom-

panhamento dos alunos) que são leccionadas por professores de outras áreas curriculares. No que toca ao primeiro caso, todos os alunos são unânimes em concordar com essa medida, uma vez que a consideram produtiva. Por sua vez, no que respeita às aulas “ocupacionais”, todos discordam com estas, pois consideramnas pouco ou nada proveitosas, e chegam a referir que são propícias à falta de civismo. Os mesmos alegam que poderiam aproveitar melhor essas horas em trabalhos de grupo, em trabalhos de pesquisa, e até mesmo em actividades desportivas. E por isso, acham que a forma como estas aulas estão estruturadas, deveria ser mudada. Hélder Daniel Borges Representante dos alunos

Estamos indignados
Somos a turma do 9°B. Como é do conhecimento geral, ao longo do ano anterior desenvolvemos, na disciplina de Área de Projecto, vários trabalhos com o objectivo de decorar a Escola, sob o tema “Reciclar e recriar os espaços da Escola”. Resultaram deste trabalho mesas, cadeiras e um armário que se encontram na zona do bar e também o restauro das portas da mesma zona. Para que este projecto se concretizasse foi necessário muito trabalho, esforço dedicação, tempo, e claro, material que custou dinheiro à Escola. Gostaríamos que este trabalho, que consideramos útil para o nosso estabelecimento de ensino, fosse preservado. Foi com muita tristeza e muita indigna-

ção que verificámos a danificação de alguns projectos. Com este artigo, pretendemos alertar toda a comunidade escolar para que

NÃO ESTRAGUE o nosso trabalho, que foi feito para tornar a Escola mais bonita e apelativa. Obrigado. 9ºB

Crucigrama
1- 7ª arte, forma de promover a cultura portuguesa no Mundo;

Anabela Coelho Professora

2- Qualidade ou direitos e deveres do cidadão, um dos três aspectos comuns da EU; 3- Pessoas que entram para um país estrangeiro para trabalhar; 4- Pessoas que saem do seu país e vão trabalhar para outro; 5- Ilha portuguesa, situada no Oceano Atlântico, denominada por "Pérola do Atlântico"; 6- País da América do Norte; 7- Banco Central Europeu (sig.); 8- Troca de diferentes culturas, através das migrações, dos meios de comunicação, etc. Disciplina de Geografia 10ºB

Aulas de substituição
Palavra de ordem, substituir. Substituir tudo por tudo ou qualquer coisa. Substituir o professor de Português pelo professor de Educação Tecnológica. Substituir o Professor de Matemática pelo Professor de Inglês. Substituir a alegria da liberdade de aprender, pela prisão das paredes da sala de aula. Substituir o prazer de crescer harmoniosamente, pelo torniquete do aparentemente correcto. Enfim, substituir. Substituir uns pelos outros, uma mão cheia de nada por outra de coisa nenhuma. Substituir a toda a força para que ninguém fique sem a sua substituiçãozinha que para uns e outros não passa de…

… As reticências pretendem substituir o chorrilho de adjectivos que por um momento me ocorrem em relação a tanta substituição. Substitua-se, SIM. Que se substitua tudo o que impede um normal crescimento dos nossos jovens. Vamos substituir os fundamentalistas da pedagogia por alguém que tenha os pés assentes na realidade dos quotidianos. Substituir os pais/encarregados de educação por Pais/Encarregados de Educação que amem os seus filhos/ educandos. Substituir ministérios e ministros por Homens e Mulheres que como os outros o consigam ser. Por favor, substituam esta ministra … J. Morais Professor

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O DESPERTAR DA PORCA

EDIÇÃO 1 - DEZEMBRO 2006

O despertar dos livros
Dois Autores, Dois Títulos Carolly Erikson O Diário Secreto de Maria Antonieta JeruGonçalo M. Tavares salém

O despertar da escrita

Fim, ou será o princípio de uma historia sem fim?!... Mara nº 11 Sandra nº 17 Vânia nº 24 10º A

Estilo Negatividades Não era órfã de pai, nem de mãe, mas sim de ambos, o seu tutor não era Ulisses, mas sim Orso. Quando ela ainda não era jovem, apenas uma criança, o seu tutor prometeua em casamento ( o seu tio jamais a prometeria ) não a um vizinho, nem a um desconhecido, mas sim a um parente que nunca se chamou Tristão, mas Arrigo. Definitivamente Vanina não chegaria aos 100 anos, muito menos aos 150, mas quando tinha 18 não quis casar com Arrigo, porque nunca o achou novo, bonito e divertido, pelo contrário ela achava-o velho, feio e maçador. Jamais Orso a fecharia no castelo abandonado, mas fechou-a em sua casa e nunca mais a deixou sair, nem com um amigo, nem com um parente, só em sua companhia. Nunca saía aos dias de semana, apenas ao domingo e nunca para passear, só para ir à missa. Daniela, nº 6 Yolanda, nº13 10º A Estilo Arco-Íris Era órfã negra de mãe chinesa e pai indiano, e Orso de faces rosadas era o seu avermelhado tutor. Quando ela era uma pálida criança, o vermelhote tutor prometeu-a em escuro casamento a um seu ferrugento parente chamado Arrigo, o Ferrugem. Mas quando a brilhante Vanina chegou aos dezoito claros anos não quis casar com o alaranjado Arrigo, porque o achava um velho bolorento, feio, descolorado e maçador cor de maçã. Então o escuro Orso fechou-a numa casa acinzentada e nunca mais a deixou sair da escuridão senão em azul oceânico, na sua companhia nevada, para ir, ao domingo, à dourada missa. Andreia, nº 3 Conceição, nº 12 Sara, nº 18 10ºB Estilo Interrogatório - De quem era ela órfã? - Era órfã de pai e mãe. - Quem era o seu tutor? - O seu tutor era Orso. - O que lhe prometera o seu tutor quando era criança? - Prometera-lhe um casamento com um parente seu. - Como se chamava esse parente? - Esse parente chamava-se Arrigo. - Quantos anos tinha Vanina? - Vanina tinha 18 anos. - Ela queria casar com Arrigo? - Não. - Porquê? - Porque o achava velho, feio e maçador. - E Orso, como reagiu? - Orso fechou-a no palácio durante todo o dia. - E o que é que ela podia fazer? - Nada senão ir em sua companhia, ao domingo, à missa. Andreia Carneiro, nº 2 Caty Marcolino, nº 5 10ºB

Na última quinzena do mês de Agosto entretive-me a ler um romance histórico, em forma diarística, cuja personagem protagonista, Maria Antonieta, Rainha de França, me impressionou como esboço de uma construção humana. Qualquer criança sonhou, nesse tempo de brincar, ser rei ou rainha como esta o faz logo nas primeiras páginas do seu diário. O auto-retrato traçado por esta mulher, narradora da sua vida na época ameaçadora da Revolução Francesa, completa-se num amplo quadro cujas personagens históricas (seu marido, o rei Luís XVI de Bourbon; seus filhos Luís José, Luís Carlos e Sofia Beatriz; Robespierre; etc.) e ficcionais (o seu primeiro amor, Eric; o seu eterno amante, Axel ou as criadas de quarto Sofia, a confidente, e Amélia, a inimiga) vão interferindo, capítulo a capítulo, na reconstrução da imagem canónica de “Cabra Austríaca” que o povo francês paulatinamente lhe ditou. Maria Antonieta de Áustria, emergindo da sua relativização histórica, confessa os seus mais íntimos desejos, furores, receios e terrores através da escrita corajosa de páginas, por diversas vezes violadas, de um diário que a acompanha até ao dia da sua execução na guilhotina, 16 de Outubro de 1793. Chocaram-me as realistas descrições da violência desta revolução. Uma revolução de que apenas lembramos a insígnia: liberdade, igualdade e fraternidade. Recuei a esse passado conturbado, ainda que apenas textualizado, não esquecendo a noção de Linda Hutcheon, “ só podemos imaginar o passado, nunca experimentá-lo”, e vivi esta revolução como leitora aristocrata. Frequentei uma corte luxuosa que acabou por se desmoronar num massacre de palavras ensanguentadas e consequentemente impressionante. Desta vez fiquei do lado dos absolutistas condenados à morte! A Literatura tornou-o mais do que possível: um inevitável posicionamento. Em suma, em Paris fui feliz com este livro aliciante, terminando-o sentada confortavelmente num T.G.V., para escapar à guilhotina, ao invés da protagonista, passados 213 anos e fugir quer dos factos rigorosamente históricos quer da diegese em plena intriga. Mais recentemente reli Jerusalém, magnífico romance do panorama literário português actual, para o experimentar, desta vez, sem a pressa de chegar ao fim. Reconheci, mais uma vez, por detrás da mesma minimalista capa negra, um narrador com explícitas marcas surrealistas e dadaístas, que sugere, de igual modo, um discurso ao jeito de Kafka, cultivando uma linguagem directa, por vezes cortante, na constante frieza dialogal, nos ilogismos narrativos ou na temática da morte, do tangível, do absurdo e da loucura. Logo nas primeiras páginas passa a ideia da aflição humana perante a decisão do momento seguinte. A morte sempre entre parênteses. Leia-se: “Ernst Spengler estava sozinho no seu sótão, já com a janela aberta, preparado para se atirar quando, subitamente, o telefone tocou. Uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, onze, doze, treze, catorze, Ernest atendeu.” Uma personagem louca, Mylia; um médico obcecado pelo estudo da estabilidade histórica do horror, que passa o tempo a recolher documentos acerca dos campos de concentração; Hanna, uma prostituta ou Hinnerk, o homem que vive permanentemente em estado de medo, temido pelas crianças da vizinhança. Ler este livro torna-se uma experiência brutal, que chega quase a atacar o leitor como uma dor física, lançando-o num vazio que o leva a tocar no absurdo da vida. Não é verdade, Sr. Leitor, que “ De poeta e de louco todos temos um pouco ” ? Patrícia Fontinha Professora

Os alunos do 10º ano experimentaram em oficina de escrita, no âmbito da disciplina de Língua Portuguesa, variados Exercícios de Estilo retirados do livro do autor francês surrealista Raymond Queneau. Tiveram como ponto de partida o seguinte texto: “Era órfã de pai e mãe, e Orso era o seu tutor. Quando ela era criança o tutor prometeu-a em casamento a um seu parente chamado Arrigo. Mas quando Vanina chegou aos dezoito anos não quis casar com Arrigo porque o achava velho, feio e maçador. Então Orso fechou-a em casa e nunca mais a deixou sair senão em sua companhia, ao domingo para ir à missa.” Sophia de Mello Breyner Andresen, O Cavaleiro da Dinamarca

Variações do texto original
Estilo Hesitante Era órfã de mãe, se bem me lembro… ou de pai? Mas que confusão!... já nem sei o que é verdade! Isto tudo leva-me a concluir que era órfã de ambos, ou estarei enganada?! Não… acho mesmo que é órfã de ambos…e o seu tutor era Orso ou Urso?! Bem, se bem me lembro era Orso… Quando ela era criança ou seria adolescente? Não… era criança… o tutor prometeu-a em quê? Em casamento ou seria baptizado ou crisma? Bem, acho que era mesmo em casamento! Com quem? Nem sei, já estou outra vez hesitante. Ah! Com um vizinho, com um amigo, ou com um inimigo?! Mas que grande confusão! Afinal era com um parente! E qual seria o nome? Seria Arrigo ou Abrigo? Não, definitivamente era Arrigo. Quando Vanina chegou aos dezoito anos ou seriam vinte? Não, aos trinta. Estarei enganada? Que maçada! Já não entendo nada! E não é que era mesmo aos dezoito! Lembrei-me mesmo agora. Ela dizia que o seu noivo era seu marido ou não se quis casar com ele? Afinal ela não se quis casar com ele, porque ele era novo, ou velho? Bonito ou feio? Maçador, ou seria interessante? Como é que era? Ah! Já me lembro! Afinal ele era velho, feio e maçador… por isso ela não quis casar. Então Orso, que não era Urso fechoua em casa ou deixou-a na rua? Não!!! Acho que foi numa gaiola! Bem, mas que é isto? Lá surgem as minhas hesitações a estragar tudo! Foi mesmo em casa, prendeu-a lá e não a deixava sair a não ser na sua companhia, ao domingo, para ir à missa, esperem lá, ou à tourada?? Pelo que me lembro era mesmo à missa.

“Lei” de Murphy – Uma “Lei” que não o é!...
A ideia de que “se algo de mal pode acontecer, então acontece” corresponde a uma convicção que facilmente se instala no pensamento da maioria das pessoas. Por exemplo, nós achamos que se saímos de casa com guarda-chuva, o mais certo é que não chova, mas, se o esquecermos, então choverá com abundância; a fila em que nos posicionamos no supermercado andará mais lentamente do que as outras; quanto mais pressa tivermos, mais semáforos encontramos no vermelho, etc. A afirmação de uma espécie de “fatalismo” em relação a acontecimentos indesejáveis é habitualmente conhecida por “Lei de Murphy” e atribui-se o seu enunciado a Edward A. Murphy, um capitão engenheiro da Força Aérea dos EUA. A frase “Se algo de errado pode ser feito, então ele fá-lo-á” terá sido proferida por ele, em 1949, referindo-se a um técnico que errara na execução de uma tarefa que lhe fora destinada. Este enunciado tem-se prestado a variadas versões, muitas delas, até, com carácter humorístico. Importa no entanto sublinhar que não se trata, de facto, de uma lei matemática, como é fácil de perceber após o estudo das Leis Fundamentais do Cálculo de Probabilidades. O conhecimento científico e um bom espírito crítico são a melhor defesa para as “armadilhas” criadas pelo senso comum. Selecção de in Infinito 12A – Parte 1; p.19; Jorge, A.; Alves, C.; Fonseca, G.; Barbedo, J.; Areal Editores; Porto; 2005 Ana Barreira Professora

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O DESPERTAR DA PORCA

EDIÇÃO 1 - DEZEMBRO 2006
cada tipo de deficiência. Hoje em dia o computador é bastante utilizado e as formas de adaptação deste a determinadas problemáticas através de programas específicos utilizadas por exemplo em alunos com paralisia cerebral. De que forma ensinam estas crianças? Através de estratégias diversificadas realizadas em contextos naturais sempre que possível (dependendo dos casos) de acordo com as suas competências, os seus interesses e os das famílias. Embora individualizado e personalizado, o ensino nesse âmbito deve também ser realizado num contexto de grupo, de forma a facilitar a inclusão, a socialização e a aceitação da diferença por parte dos outros. É também importante a utilização do elogio, do reforço positivo e a valorização da auto-estima destes alunos. O mundo físico está concebido a pensar na diferença? Claramente não. Infelizmente existem inúmeras barreiras arquitectónicas que dificultam a sua mobilidade e o seu grau a serviços e equipamentos de utilização pública. Deveriam existir vias de acesso adequadas, adaptação de espaços públicos de lazer, maior investimento nos transportes, entre outras medidas. Porque escolheu esta profissão? Tendo tomado contacto com crianças com NEE no meu primeiro estágio (na minha formação inicial de educadora de infância), depressa senti que a minha vocação era contribuir para facilitar a sua aprendizagem, para valorizar as suas conquistas e para facilitar a sua integração. Trabalhar com a diferença é um desafio permanente À sensibilidade, à disponibilidade, às interacções com os alunos, com as suas famílias e à aposta num trabalho de diferenciação curricular que rejeita a individualidade de cada um. André Vilela Aníbal Lousa Laura Martins Marta Videira Rui Domingues Sara Plácido 10ºA

O ensino especial
Esta entrevista tem o objectivo de mostrar à comunidade escolar em geral aquilo em que realmente consiste o Ensino Especial. Demonstrá-lo em poucas palavras é um pouco complicado pois o Ensino Especial é muito mais do que um ensino para seres humanos com diferença. Entrevistámos a professora Paula que lecciona na Escola Básica nº1 de Murça, do Agrupamento Vertical de Escolas de Murça, e que é especializada no Ensino Especial, para percebermos melhor este tipo de ensino. O que é o Ensino Especial? É um conjunto de procedimentos/ medidas que devem promover a inclusão dos alunos com necessidades educativas especiais (NEE) e facilitar e promover as suas aprendizagens e a socialização. Para quem é destinado este ensino? Este ensino é destinado a alunos com NEE de carácter prolongado e/ou permanente num dos seguintes domínios: visual, auditivo, mental, comunicação ao nível da linguagem e de fala, emocional, motor e de saúde física, podendo conter essas NEE em mais do que um domínio como é o caso da multideficiência. Como comunicam as crianças com deficiência? Isso depende do tipo e grau de problemática. Há alunos em que a única forma de comunicar é a linguagem corporal, o riso, o choro, os “gritos”, tudo com significado que nós temos que conseguir perceber: o simples toque da mão, o puxar do cabelo para elas e para nós são comunicação (no caso de alunos com multideficiência). Outros necessitam de formas aumentativas ou alternativas de comunicação. Se falarmos na deficiência visual utiliza-se o Braille e nos deficientes auditivos a língua gestual. Também se utiliza o PIC e o Makaton. Actualmente as novas tecnologias alargam o leque de possibilidades de interacção e comunicação para os alunos com NEE, quer seja, através de software educativo, quer através de programas específicos adaptados a

Diferenças no rigor do cumprimento das leis
Nos últimos tempos tenho vivido com a dúvida permanente sobre a existência ou não de dois pesos e duas medidas no cumprimento das leis, porque verifico que muitas leis recentes, emanadas de um qualquer órgão de tutela que interfiram directamente com os professores e sua função, merecem o privilégio da melhor atenção no seu cumprimento, ainda que mal entendidas e “digeridas” por todos. Mas, como são para “exigir” ainda mais dos professores, aplicam-se de imediato. No entanto, existem outras leis em vigor, já amarelecidas pela idade que “defendem” direitos de todos e também dos professores e, talvez por isso, continuam na prateleira do esquecimento sem que os zelosos cumpridores das outras, mais recentes, esbocem uma qualquer vontade em promover a sua aplicação, mesmo quando porventura a entendam como da maior justiça. Mas para melhor me fazer entender, passo à fundamentação da minha dúvida, antes que coloque mais uma no espírito e assim perca a coerência que tanto prezo. A minha dúvida reside na falta de cumprimento do estipulado no DecretoLei n.º 226/83 de 27 de Maio, de que realço algumas considerações essenciais para melhor se entender o incumprimento da lei no que se refere à proibição de fumar. Anualmente, nos países da Comunidade Económica Europeia morrem 100.000 pessoas, sendo o tabagismo considerado como responsável de muitas doenças. Sendo importante referir também, que os não fumadores sujeitos a ambientes viciados pelo fumo do tabaco se encontram igualmente expostos a estes malefícios na qualidade de fumadores passivos. Atenta ao problema, a Organização Mundial de Saúde, ao longo dos tempos, emitiu uma série de recomendações sobre o uso do tabaco e suas repercussões na saúde. Na prática, somente após a Segunda Guerra Mundial se iniciou a prevenção do tabagismo. Em Portugal, a partir de Novembro de 1959 foram publicadas várias leis sobre a proibição de fumar Decreto-Lei n.º 42661, de 20 de Novembro de 1959, Portaria n.º 23440, de 19 de Junho de 1968; Portaria n.º 212/78, de 18 de Abril, Portaria n.º 375/78, de 11 de Julho, Despacho n.º 134/77, de 19 de Maio, Despacho n.º 52/79, de 27 de Setembro. Em 1980, Portugal decidiu constituir um grupo de trabalho interministerial com a missão de apresentar ao Governo propostas de medidas educativas e legislativas com o objectivo de minorar os malefícios do tabaco. Culminando com a aprovação pela Assembleia da República da Lei n.º 22/82, de 17 de Agosto, que contem as bases gerais de prevenção do tabagismo. A 27 de Maio é publicado o DecretoLei n.º 226/83 de 27 de Maio a vigorar a partir dos 90 dias subsequentes, que no presente articulado procura proteger os não fumadores e limitar o uso do

tabaco, contribuindo desta forma, para o desaparecimento ou diminuição dos riscos ou efeitos negativos que esta prática acarreta para a saúde dos indivíduos. Para tanto, a referida legislação no seu articulado define normas e procedimentos a ter em conta em relação à Proibição de fumar e respectiva regulamentação nos seguintes termos: É proibido o uso do tabaco: Nos estabelecimentos de ensino, incluindo salas de aula, de estudo, de leitura ou de reuniões, bibliotecas, ginásios e refeitórios; Nos locais mencionados poderá ser permitido o uso do tabaco em áreas expressamente destinadas a fumadores, as quais não deverão incluir zonas a que tenham comummente acesso a pessoas doentes, menores de 16 anos, mulheres grávidas ou que amamentem e desportistas. A proibição estabelecida nas alíneas do presente artigo entende-se sem prejuízo das disposições constantes de regulamentos internos, os quais deverão ser sujeitos à aprovação do Conselho de Prevenção do Tabagismo. A fiscalização do cumprimento do disposto neste artigo será exercida pelas entidades que tenham a seu cargo os locais aqui contemplados e, sectorialmente, pelos departamentos governamentais responsáveis pelas diferentes áreas em questão. A infracção ao disposto no presente diploma é punida de acordo com o previsto na Lei n.º 22/82, de 17 de Agosto.

Procedimentos Gerais de Segurança
Alunos 1. Manter a calma. 2. A saída da sala de aula deve ser rápida e ordeira, acatando as ordens que lhes sejam transmitidas pelo professor ou funcionário. 3. O delegado de turma é o encarregado de: a. abrir a porta da sala, ao soar o sinal de alarme; b. conduzir os restantes alunos, atrás de si, até ao local de concentração (campo de jogos, junto ao pavilhão gimnodesportivo), seguindo a sinalização horizontal do respectivo pavilhão / sala. 4. Os alunos e professores abandonam os seus livros e evacuam a sala em fila única atrás do delegado de turma, até ao local de concentração. 5. O andamento dos alunos deve ser rápido, mas efectuado de forma ordeira: a. não se trata de um campeonato de corrida; b. deve tratar-se de um campeonato de ordem; c. não devem empurrar os colegas; d. não devem parar; e. não devem voltar atrás. 6. No caso do incidente ocorrer durante o intervalo, os alunos devem deslocar-

se imediatamente para o local de reunião, seguindo o caminho de evacuação do local onde se encontra. 7. Deverão permanecer no local de concentração até ordem em contrário. Pessoal Docente 1. Manter a calma. 2. Dar orientações simples e precisas aos alunos sobre os procedimentos a ter. 3. Deverão ser os últimos a sair da sala, seguindo a turma na cauda da coluna, prontos a prestar auxílio a qualquer aluno que se desoriente, fique atrasado ou fique magoado na sua deslocação. 4. Deverão permanecer no local de concentração e proceder à contagem dos seus alunos. 5. No caso do professor se encontrar nos laboratórios de Biologia ou de Físico-Química: a. deve fechar o gás; b. no caso da ocorrência de um incêndio, deve tentar dominar o foco de incêndio devendo, para o efeito, utilizar o meio de extinção adequado; c. no caso de não conseguir dominar a situação, deve fechar a porta e abandonar a sala de imediato seguindo as normas de segurança; d. no caso da ocorrência de derrame de um ácido, deve lavar de imediato a zona afectada com água e, no caso de não ser um ácido, deve neutralizá-lo

Como se depreende, a legislação que protege os não fumadores já existe há cerca de 23 anos, no entanto, um tanto ou quanto incompreensivelmente ninguém a cumpre. Será porque essa mesma legislação serve os interesses dos professores, e eles também já não têm esse direito? Não pretendo lançar nenhuma campanha fundamentalista contra aqueles que decidiram ser fumadores, bem pelo contrário, até porque verifico existir, dentro do possível, a melhor compreensão e respeito dos fumadores para com os não fumadores, no entanto: “Os fumadores portugueses fumam mais e têm menos cuidado no modo como fumam, criando problemas mais graves devido à exposição passiva (CCE, 1993). Contudo há que reconhecer que causa sempre algum mal-estar, quando alguém tem de tentar retirar-se, de um espaço que é único, e por isso também lhe pertence por direito próprio, para evitar ser mais um fumador passivo, mesmo depois de se ter libertado do “vício” de fumador inveterado já há alguns anos porque: “A inalação passiva de tabaco aumenta o risco de cancro, doenças cardio-vasculares, irritações do sistema respiratório e dos olhos, otites no ouvido médio e dores de cabeça (Boyle, 1997)”. Por favor, haja alguém que faça algo para que também esta lei seja cumprida, os professores agradecem muito, especialmente os não fumadores. Obrigado! José J. Pinto Professor

com o produto adequado procedendo, de seguida, à evacuação das salas de aula. Pessoal Não Docente 1. Manter a calma.

2. Auxiliar na evacuação dos alunos e certificar-se de que não fica ninguém para trás. Obs. Ver planta de emergência na última página José Fernandes
Delegado de Segurança

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ção vai ter consequências trágicas. Recordo aqui as palavras de Gabriel Mithá Ribeiro na revista “pontosnosii” de Novembro: “Tem sido impossível gerir com eficácia o sistema educativo precisamente por ele assentar nesse tremendo equívoco que é o facto de quem está no terreno ser sistematicamente silenciado. Antes pela tríade governantes/sindicalistas/cientistas- da - educação, que entre si discutiam e sabiam tudo e, ultimamente, o clássico das ditaduras: o reforço do poder executivo e do autismo que o caracteriza”. Para além da elitização referida, ou em seu resultado, a competição entre professores vai ser uma realidade, quer pela divisão da carreira em duas categorias quer pela avaliação que os professores titulares vão fazer aos outros professores. O facto da progressão na carreira depender de uma avaliação de desempenho mais rigorosa e feita por entidades diversas, vai exigir a todos um maior cuidado no exercício funcional, um espírito mais competitivo e, porventura, uma postura mais agressiva no que respeita ao investimento profissional. A somar a isto temos ainda de ultrapassar o ruído criado pelo facto de os pais intervirem na nossa avaliação. Digo ruído porque me parece uma questão menor e facilmente rebatida pelo nosso saber profissional. Como qualquer ruído, impede de ouvir a música completa que, neste caso, são os constrangimentos colocados à progressão, especialmente na transição para os últimos escalões de professor titular. A criação de cotas para acesso ao topo da carreira é um obstáculo administrativo e não um parâmetro de avaliação. Como tal é artificial e não tem justificação. Se querem impedir que todos os professores cheguem aos escalões mais elevados, devem encontrar parâmetros de avaliação rigorosos e diversos e não escolher por “moeda ao ar”. Não é dignificante, especialmente para quem avalia. Estes aspectos que eu sublinhei não são exclusivos. O novo estatuto vai criar uma carreira diferente e exigir posturas profissionais diversas. Vamos ter mais deveres e menos direitos. A nossa preparação para este facto em nenhum momento deve significar que aceitemos reduzir a especificidade e a riqueza do acto educativo e a nobreza da nossa profissão. Ser professor é ser muito e está muito para lá das meras realizações temporais, governativas ou não. José Alexandre Pacheco Professor

A propósito do novo Estatuto da Carreira Docente
O Estatuto da Carreira Docente é o documento estruturante da nossa profissão, aquele que define direitos, deveres, responsabilidades e obrigações de carreira. A sua dimensão orientadora e normativa recomenda como necessária uma efectiva negociação entre as partes envolvidas (Ministério da Educação e organizações sindicais). Tenho como certo que qualquer alienação ou menosprezo a que os professores sejam conduzidos neste processo se traduz numa diminuição da efectividade do documento. Na minha opinião, a estratégia impositiva escolhida pelo Ministério está a conduzir os professores a uma rejeição acrítica da versão actual do Estatuto e a uma auto-marginalização que a ninguém serve. Será bom que estejamos atentos, quer junto de quem nos defende quer de quem nos ataca. Devemos ter uma opinião, intimamente ligada ao nosso sentir e às nossas vivências profissionais. Por outro lado, a estratégia negocial seguida pelo Ministério é coerente (de forma confrangedora) com a crescente funcionalização dos docentes. O professor executor está a substituir o professor crítico. Esta tendência é preocupante. Tanto mais quanto, se é verdade que o sistema educativo ganha em execução/ normalização, perde em reflexão, em criatividade e em capacidade de reformulação interna e localização educativo- pedagógica. Uma análise objectiva das diversas versões do ECD acentua alguns aspectos que reforçam o controlo central da profissão docente e reduzem o acto educativo a um conjunto de procedimentos estandardizados com vista à memorização de informação para espraiar brilhantemente em exames que, pelos vistos sossegam as consciências excessivamente métricas de alguns analistas pragmáticos. A dimensão de transmissão de valores e de formação do carácter/ personalidade do aluno é uma preciosidade, uma espécie de mania que importa combater. O empobrecimento da relação pedagógica caminha a par de uma elitização da profissão docente, aumentando os indicadores individuais de partida (professores titulares e não titulares) e diminuindo os pólos agregadores ou comuns de raiz local ou até de dimensão escolar. A deslocalização da educa-

Mãos na Ciência

No âmbito da disciplina de Biologia e Geologia, os alunos do 11º e 12º anos do curso de Ciências e Tecnologias, realizaram durante o 1º período uma actividade intitulada “Mãos na Ciência”. Os alunos, em grupo, “meteram as mãos na ciência” e desempenharam o papel de cientistas, procurando assim encontrar respostas para os problemas colocados pela professora e relacionados com problemáticas actuais da Biologia, nomeadamente o efeito das hormonas vegetais em plantas e frutos. Foi necessário realizar um trabalho

de pesquisa relativo ao tema da actividade e, posteriormente, idealizar uma montagem experimental simples que permitisse responder aos problemas propostos e extrair conclusões. Seguidamente foram montadas as experiências desenhadas e monitorizadas durante várias semanas. No final desta actividade cada grupo de alunos apresentou à turma o seu traba l h o como cientistas. O “Mãos na Ciência” permitiu despertar nos alunos o gosto pela investigação científica e o desenvolvimento da capacidade de comunicação oral. Foi um trabalho bastante interessante e que nos deu, a nós alunos, grande vontade de realizar com empenho e satisfação. Joana Calvão, nº10 12ºA

Dia Mundial do não fumador
No âmbito do Projecto Educação para a Saúde e Escolas Livres de Tabaco, realizou-se uma caminhada pela vila de Murça, comemorando este dia. Aqui vai um poema sobre este dia tão importante: No dia do não fumador Cuida dos teus pulmões Não fumes, por favor Ou ficam como carvões. Porque gosto da minha saúde Sou um não fumador Quero que o meu coração bata Como um despertador. Meus dentes branquinhos estão; Por isso digo ao fumo que não! Meus pulmões tão limpos são; Não os sujo com o carvão. Longos anos quero viver; Fumador não quero ser; Quem fuma pede a morte; Mas eu não! Quero ser forte! Sandra Marina 7º A A Caminhada dos nossos alunos pela vila, devidamente identificados com uma t-shirt estampada com o símbolo criado pelos alunos do projecto “Escolas Livres de Tabaco”.

A Páginas Tantas
O Clube de Leitura “A Páginas Tantas” visitou o Infantário A Toquinha

Os alunos do Clube de Leitura visitaram no dia 20 de Novembro o Infantário de Murça A Toquinha, no âmbito do plano de actividades deste projecto para o primeiro período lectivo, para ler e declamar textos e poemas por eles criados e seleccionados a meninos de 3, 4 e 5 anos. Houve grande entusiasmo da parte dos nossos pequenos “grandes leitores” frente ao público infantil, verificando-se, de igual forma, grande receptividade da parte dos ouvintes e dos profissionais desta instituição. Professoras Palmira Guedes e Patrícia Fontinha

Ambições dos nossos alunos
Os professores directores de turma do 12º ano, mais concretamente das turmas A e B, na sequência da caracterização dos seus alunos, averiguaram as suas ambições profissionais, tendo obtido como resposta à questão sobre a pretensão de seguir um curso superior, a seguinte listagem de preferências: Acção Social Ciências/Investigação Comunicação Social Dermatologia Design Direito Direito Criminal Educadores de Infância Enfermagem Engenharia Biomédica Engenharia Civil Engenharia Electrotécnica Engenharia de Energias Engenharia Mecânica Fisioterapia Informática Medicina Música Relações Internacionais Sociologia Professores Patrícia Fontinha e José Fernandes

ABECEDÁRIO maluco do 5ºA
A são as Anas que apanham canas, São os Andrés que gostam de jacarés. B é a Bárbara Correia que se acha muito feia e o Bruno que gosta de jogar ao Uno. C é a Carla que pouco “parla”. D é a Daniela que come da panela e o Diogo que foge do fogo. F é o Fábio que tem a mania que é um sábio. G é a Gabriela que gosta de ver a Floribella. J são os Joões que furam os balões e os Josés que não lavam os pés.

L é o Luís que bebe água do chafariz. N é o Nuno que foge do gatuno. R é o Ricardo que foge do moscardo e o Rui que diz sempre” eu não fui!”. S são as Saras que apanharam com as varas, a Soraia que gosta de ir à praia e a Susana que tropeçou numa banana.

T é a Tatiana que tem uma iguana. Os alunos do 5º A

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um filho a um casal infértil, de concluir posteriormente uma gravidez interrompida ou de “dar vida” a uma criança morta prematuramente, as opiniões divergem. Se por um lado não se deve travar a evolução do conhecimento científico, facto é que todas as crianças que nascerem através deste método serão portadoras de graves insuficiências e malformações. Por outro lado, se for ponderada a clonagem terapêutica (que tem como objectivo a obtenção de órgãos ou tecidos para fins médicos) a opinião torna-se mais consensual, visto que a obtenção de novos tecidos que resolvam os problemas da rejeição de transplantes é um bem necessário. Neste momento, enquanto a comunidade científica trabalha em técnicas mais eficientes, as questões fundamentais que derivam da temática da clonagem continuam sem uma resposta definitiva: Com que fundamento moral se pode produzir seres para servirem de material genético a outrem? Com que fundamento se pode produzir seres deficientes apenas pelo gozo de frustrados pais ou em nome do progresso científico? Recorreria à clonagem se esta fosse a única possibilidade de ter um filho? E quem é que queria que soubesse? Conseguiria identificar uma criança clonada? Todos temos o direito de decidir o que fazer com o nosso próprio ADN, ou não? Qual seria a sua reacção se, ao passear na rua se cruzasse com alguém a quem perguntasse “ Olá! Quem és tu?”, e lhe respondessem “Eu?!... Eu sou tu!”?... Fonte
http://afilosofia.no.sapo.pt/10clonagem.htm

Clonagem Humana
“ – Olá! Quem és tu? - Eu?!... Eu sou tu!” Clone é a designação que se atribuiu a uma cópia geneticamente idêntica de um indivíduo. A técnica é desde há muito tempo aplicada em seres vegetais como é o caso da produção de plantas em cultura in vitro. No entanto, a clonagem tem provocado inflamadas discussões e divergência de opiniões em toda a sociedade, a partir do momento em que se passou da clonagem de seres vegetais para animais como os mamíferos, entre os quais o Homem. De um modo simplista, a técnica mais utilizada na clonagem baseia-se em retirar de uma célula adulta, do indivíduo que se pretende clonar, o seu ADN e coloca-lo num ovo de uma mulher da qual foi previamente retirado o ADN. Uma faísca de electricidade faz dividir o ovo e após alguns dias tem-se um embrião geneticamente igual ao indivíduo inicial. À vista do cidadão comum, este processo não aparenta ser de grande dificuldade, tratando-se “apenas” de uma troca de ADN’s. Tal como em tantos outros casos, “as aparências iludem”. Na realidade, a técnica de clonagem está longe da perfeição. A sua aplicação em mamíferos regista uma taxa de êxito entre os 3% e os 5%. Aliados à ineficácia técnica, existem os problemas éticos que geram enormes ondas de controvérsia, não só na sociedade, mas principalmente no seio da comunidade científica. Quando está em causa a clonagem reprodutiva (que tem como fim o nascimento de crianças) e perante a possibilidade de dar

Passatempos Literários
Provérbios Dia 2 de Fevereiro Dia de Nossa Senhora das Candeias Se a candeia chora, está o Inverno fora, Se a candeia rir, está o Inverno para vir. Não há sábado sem sol Nem domingo sem missa Nem segunda sem preguiça. Sabrina Fernandes, nº 17 7º B Correspondências Faz corresponder a personagem à obra literária. Se necessário recorre à Biblioteca da escola para tirares dúvidas.

PERSONAGENS Mónica Quina Inês de Castro Joaninha Teresa e Simão Baltasar Sete Sóis João da Ega Diabo Engomadeira Inês Pereira João Sem Medo Lianor Telmo Rosa Maria Padre Amaro Sr. José Xavier

OBRA LITERÁRIA Viagens na Minha Terra de Almeida Garrett Rimas de Luís de Camões A Terceira Rosa de Manuel Alegre As Aventuras de João Sem Medo de José G. Ferreira Os Maias de Eça de Queirós O Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente Em Nome da Terra de Vergílio Ferreira Memorial do Convento de José Saramago Farsa de Inês Pereira de Gil Vicente Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco Os Lusíadas de Luís de Camões Todos os Nomes de José Saramago O Crime do Padre Amaro de Eça de Queirós Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett Davam Grandes Passeios aos Domingos de José Régio A Sibila de Agustina Bessa-Luís Contrariedades de Cesário Verde
Patrícia Fontinha Professora

Inês Sampaio 12º A

Bullying na escola
À primeira vista a palavra bullying soa a bulimia. Quando me deparei com a palavra, associei-a à doença que afecta alguns jovens adolescentes, maioritariamente às jovens, e que por razões várias comprometem a sua alimentação em prol de um suposto corpo à medida. Mas não se trata nada disso, até porque, estou certa, este problema não deverá ter expressão na minha escola. A procura num dicionário indica -me que a palavra inglesa bully significa ameaçar, amedrontar. A palavra bullying deriva desta e denuncia um fenómeno recorrente nas escolas portuguesas (mas não só!) de exagerada violência por parte de estudantes. Aliás, o termo indicia ter sido criado por alguém de expressão linguística ingle-

sa, o que me leva a acreditar que se trata de um problema comum entre estudantes de outros países. Nas escolas do agrupamento do qual faço parte, têm-se vindo a agravar situações de mau comportamento e agressividade entre alunos para os quais temos que estar mais atentos. Quando falo nós refiro-me a todos: professores, pais, alunos e auxiliares de acção educativa. Se esta violência era predominante nos 2º e 3º ciclos do ensino básico, de uns anos a esta parte, mais particularmente neste ano lectivo, têm-se sucedido frequentes queixumes, aqui e ali, sobre a violência que acomete alguns alunos do 1º ciclo. Esta violência é de tal forma frequente que algumas crianças estão a rejeitar a escola e a desinteressar-se dela. É urgente pensar em novas estratégias de actuação e exigir respostas eficazes para este problema pois só num

ambiente calmo e salutar as experiências educativas poderão surtir efeito. O medo de ir para a escola e de ser alvo de “pancada” gera no aluno insegurança, receio de voltar à escola, para além de outros traumas que os especialistas saberão muito melhor do que eu. E os pais sofrem…

Ao escrever sobre este assunto, da maior actualidade, pretendo denunciar publicamente o problema que é real nas escolas do 1ºciclo e para o qual TODOS temos obrigação de agir, pensar e apresentar soluções.

Esta crónica foi baseada em factos reais e relatados por pais cujos filhos frequentam estabelecimentos do 1ºciclo. Sobre este assunto, transcrevo um excerto de uma notícia retirada do sítio NetProf, publicada a 30 de Outubro de 2006, e que poderá ser lida na integra em www.espacoprofessor.pt . (…) «Muitos dos nossos alunos sofrem em silêncio humilhações psicológicas e agressões físicas. Estes maus tratos infligidos por colegas designa-se por bullying, termo que não tem tradução em português. O fenómeno não é novo; o que mudou foi a atitude da sociedade face a este processo. Há assim cada vez mais consciência por parte dos educadores que é necessário prevenir o bullying. Entre os vários investigadores que estudaram o problema destaca-se o Professor Doutor Allan Beane, que publicou o livro "A Sala de Aula sem Bullying". Em Novembro, desloca-se a Portugal para, em sessões a realizar em várias zonas do país, ajudar os professores a prevenir e impedir este fenómeno.»(…) Anabela Coelho Professora

Intercâmbio Escolar com o Colégio Marthe Dupeyron
A professora de Francês Dina Gomes, coordenadora do projecto Comenius no âmbito da Língua Estrangeira, a língua Francesa, a partir do qual se desenvolverá, no presente ano lectivo, o intercâmbio escolar com o colégio Marthe Dupeyron disse-nos que esta ideia surgiu por saber que os alunos da escola de Murça nunca viveram uma experiência do género.

Acrescentou que este intercâmbio é uma espécie de geminação entre duas escolas, em que os pais desses alunos recebem em sua casa

os alunos desta escola e os pais destes recebem os alunos franceses. Todos os alunos do 10º ano de escolaridade podem participar neste projecto, bem como alguns alunos do 9º ano na medida em que o número era insuficiente. Como objectivo nuclear a professora coordenadora pretende proporcionar aos alunos uma vivência ao nível europeu, um contacto com novas culturas e conhecer pessoas diferentes. Emanuel, Fernando, Filipe, Joana e Sofia 10º A

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série de dificuldades, como a rejeição e a violência por ela exercidas sobre aqueles que a rodeavam. Até que um dia, o pai de Sierva Maria decide interná-la num convento sob os cuidados de um representante do Papa que estava a prestar serviço naquela época. Após muito sofrimento, Sierva Maria consegue, através do amor, ultrapassar o seu problema, que ninguém conseguira diagnosticar. Mas nem o amor foi suficiente para evitar a sua morte. Esta história pode não cativar alguns leitores logo nas primeiras páginas, pois começa com uma narração que, aparentemente, em nada se relacionaria com a história, mas com a progressiva leitura tudo fará sentido desde as primeiras até às últimas páginas. Este é um bom livro para ser lido por leitores de qualquer idade. Marta Cepeda, nº18 11ºA

Livros e alunos
Livro: “De Amor e outros Demónios” De amor e outros Demónios, um livro de Gabriel García Marquez, é uma publicação que, na minha opinião, partilha de grandes lições de vida e histórias cativantes para o leitor. Com o seu estilo de escrita, envolvente e acessível, o escritor prende a atenção de qualquer leitor, pois este livro “convida” a seguir a história de Sierva Maria, uma menina que vivia com os escravos, passando assim por momentos difíceis desde tenra idade. Começou por ser desprezada pelos seus pais, membros da nobreza, e mais tarde, por volta dos doze anos de idade, foi mordida por um cão contagiado pela raiva. A partir daí passou por uma

O futuro da formação contínua
A profissão docente exige uma permanente actualização, não só científica, mas também pedagógica. A classe docente tem uma formação inicial que permite ter uma ideia dos conteúdos científicos a ministrar e das formas de abordagem dessas temáticas perante alunos de níveis etários e características diversos. Uns mais exigentes, outros menos, todos os estabelecimentos de ensino superior tentam organizar os seus cursos de forma a que os futuros professores e educadores possam desempenhar da melhor forma as suas competências. No entanto, ao longo da carreira de d o ce n t e s vamos caindo na realidade: surgem problemas que é necessário ultrapassar; perspectivamse formas de abordagens dos conteúdos diferentes das habituais para conseguir incentivar determinados alunos; desempenham-se cargos de natureza pedagógica para os quais a formação inicial foi parca; desenvolvem-se novos procedimentos para dar resposta às novas exigências da política educativa… Acabamos por nos deparar sistematicamente com novos desafios que, como bons profissionais, temos que superar. É neste contexto que a formação contínua tenta dar respostas às necessidades manifestadas pelos docentes. Actualmente a formação contínua está muito ligada à progressão na carreira, sendo vista mais como um direito do que como um dever. É verdade que existe grande proximidade entre as necessidades de formação sentidas pelos formandos e a formação que é ministrada, apostando-se na diversidade e para tal é organizada, principalmente, em torno dos CFAE, sendo por isso descentralizada. É natural que nem tudo tenha corrido da melhor forma neste sistema de formação contínua, que já tem mais que uma década, mas sentimos que as virtualidades serão superiores às deficiências que urge corrigir. No futuro é necessário acabar com práticas menos correctas de formação, proceder à avaliação das práti-

Filmes e alunos
Poseidon Vi um filme, Poseidon. Trata-se de um filme da categoria de acção. Um filme que, na minha opinião, é muito bonito, que mexe connosco, já para não falar do grande elenco que o protagoniza. Posso salientar, em primeiro lugar, que a constituição no seu todo, seja cenários, realizador, actores ou desempenho dos mesmos é de gloriar. Trata-se de um simples cruzeiro, que deveria ser magnífico. Mas, e como todas as coisas têm um “mas”, acabou por ser um cruzeiro inesquecível, com romance, tragédia e amizade à mistura. No meio de grande felicidade, alegria, música, sorrisos, cantorias, algo inesperado acontece. Uma onda gigante apodera-se da maior parte do navio. Entretanto um grupo de sobreviventes que não se contenta em ficar à espera de alguém que os venha salvar, decide, em conjunto, tentar sair dali o mais rápido possível. Com grande acção, os vários protagonistas vão enfrentar a vida e a morte, como se tudo fosse acabar ali. O ambiente que se vive é capaz de nos projectar para dentro do filme, como se simplesmente também o estivéssemos a viver. Posso, então, aconselhar toda a gente a ver este magnifico filme, de muita aventura e capaz de nos prender ao ecrã durante aproximadamente duas horas. Raquel Guerra, nº 15 11ºA

Música e alunos
Aconselhamos os The Gift com o novo álbum “Fácil de Entender”, uma colectânea que colige vários êxitos dos trabalhos anteriores desta banda. Novidade? O single homónimo do título do álbum, o único tema na história da banda cantado em Língua Portuguesa. Sónia Tavares surge no DVD de bónus esplendidamente vestida, plena de exuberância e romantismo com uma interpretação magnífica de todos os temas. Um ponto assente: “Fácil de entender” é uma mensagem de amor, de melodia suave que nos envolve com uma calorosa e possante voz feminina. 12ºB

O francês na escola
Être Citoyen à L’école

cas formativas dos centros (criar um sistema que permita que os CFAE apresentem anualmente os resultados das suas formações – neste âmbito o Conselho Científico e Pedagógico da Formação Contínua deve desempenhar um papel mais activo). Temos que continuar a promover uma formação com base nas necessidades de grupos de docentes/não docentes, apostando cada vez mais nas modalidades activas de formação, fazendo uma ligação estreita entre a formação e a prática pedagógica. As ideias e a prática recentes do Ministério da Educação vão num sentido de centralizar e uniformizar os conteúdos a desenvolver nas acções de formação. Disto são exemplos as acções lançadas pela CRIE e pela Rede de Bibliotecas Escolares. Esta ideia poderá ser útil em áreas abrangentes como são as TIC ou as Bibliotecas, criando mecanismos para que os docentes possam fazer formação nestas áreas. Todavia, parece-nos que em áreas mais específicas teremos que continuar a fazer com que a formação parta das necessidades sentidas por um conjunto de docentes, que face a um problema, procuram respostas que lhes permitam ultrapassar as dificuldades. Este Centro de Formação defende, há vários anos, uma formação centrada nas necessidades sentidas pelos docentes e não docentes. A nossa perspectiva continua a ser a mesma, no entanto, muitas vezes somos ultrapassados pela definição de prioridades do Ministério da Educação, que inviabiliza a candidatura de acções necessárias ao Agrupamento. A última candidatura efectuada contemplou apenas as áreas das TIC e das Bibliotecas, por imposição do PRODEP. No próximo ano, com o início de um novo Quadro Comunitário de Apoio esperamos que outras áreas possam ser candidatadas, para que possamos responder às necessidades de formação existentes em áreas específicas e que já têm acções acreditadas. O nosso principal objectivo consiste em facultar formação útil e de qualidade, que permita que os nossos alunos possam adquirir competências e conhecimentos capazes de os tornar cidadãos activos, empenhados e responsáveis na construção do futuro global. Humberto Óscar Nascimento Director do Centro de Formação

Alunos do Quadro de Valor e Mérito
Un citoyen c’est un membre d’un groupe qui a des devoirs et des droits. Pour être un vrai citoyen il faut défendre ses droits et respecter ses devoirs. Oui au respect, non à toutes formes de violence Il n’y a pas seulement les coups de poing qui font mal. Il y a aussi des mots, des gestes et des comportements. Chamo-me Joana, vivo no Cadaval e no presente ano lectivo estou no 10º ano, na turma A. O ano passado integrei o Quadro de Valor e Mérito desta Escola. Sempre gostei de estudar e acho que isso é um bom motivo para tirar boas notas. Sinceramente, no terceiro ciclo apenas estudava na véspera dos testes, mas este ano estudo com uma semana de antecedência. Nas disciplinas que tenho mais dificuldades tento esforçarme mais um pouco. É importante referir que em casa a minha família, mais particularmente o meu pai e encarregado de educação sempre me apoiou no estudo, incentivando-me para ter boas notas para mais tarde poder tirar um curso superior e ter sucesso profissional.

Adivinhas
Tenho esguicho sem ser fonte Sem ser peixe estou no mar Para a caça tenho dente Sou difícil de pesar. Beatriz Elias, nº5 7ºB

Quanto ao meu comportamento, é relevante o facto de estar atenta nas aulas, na maioria (risos!) e não falar... claro! Resumindo, normalmente gosto de estudar sozinha, sempre no meu quarto, onde não há barulho, para, assim, me poder concentrar. Todavia também há dias em que gosto de estudar com as minhas amigas, umas da minha turma e outras que já não são … infelizmente...com muita pena minha. Quando tenho algum teste em que não me sinto segura por a matéria ser mais difícil (ou por não me ter preparado tão bem como queria por falta de tempo ou por preguiça!), fico muito nervosa, o que me prejudica. Aqui vai um conselho para todos os alunos que queiram ter sucesso: calma! Os nervos só vão piorar as coisas. O mais importante é querer estudar a sério embora nos tempos livres seja importante gozar a vida. Joana Dias Requeijo, nº14 10ºA

Pedro Aires 8º B
Sem ninguém a pressentir Segue a todos bem calada Mas ninguém a pode ouvir Pois está sempre calada.

Porque ao vício dou guarda Sou da Igreja coisa ingrata, Mas no fim da minha vida Acabo sempre em beata.

Às avessas será nome Bem difícil de decifrar Às direitas só à noite Se poderá contemplar.

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Concurso Foto-Distorção
Adivinhai que professores da escola se encontram com o rosto distorcido. Aqui vão algumas pistas: 5 professoras e um professor, todos eles pertencentes aos 2º, 3º ciclos e ensino secundário, todos eles competentes, sorridentes.

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1- __________________

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2- __________________ Refrão

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3- __________________ Vão aos saltos pela casa Descalças ou com chinelos Procurar suas prendas, tão belas Refrão Depois há danças de roda As crianças dão as mãos No Natal todos se sentem, irmãos Refrão Se isto fosse verdade Para todos os Meninos Era bom ouvir os sinos tocar.

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4- __________________

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5- __________________

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6- __________________

A todos um Bom Natal
Refrão A todos um Bom Natal A todos um Bom Natal Que seja um Bom Natal, para todos vós No Natal pela manhã Ouvem-se os sinos tocar E há uma grande alegria, no ar Refrão Nesta manhã de Natal Há em todos os países Muitos milhões de meninos, felizes

Patrocínios
A equipa do Jornal agradece a colaboração de todos os patrocinadores que possibilitaram a realização deste projecto. O nosso Muito obrigado.

Alunos do Quadro de Valor e Mérito
No passado dia 22 de Novembro teve lugar no polivalente da escola sede a cerimónia de entrega dos diplomas do quadro de valor e mérito aos alunos de todos os anos e ciclos escolares. Estiveram presentes os pais e encarregados de educação dos alunos do quadro, os próprios alunos e os membros do Conselho Executivo da escola. Foi vivo o convívio entre todos no almoço realizado na cantina da Escola. A abrir a cerimónia foi convidada uma aluna para ler um texto sobre “ O Estudante”, com o qual elogiou todos os bons alunos nesse dia contemplados pela sua conduta e desempenho escolares. A Associação de pais tomou a iniciativa de oferecer um livro a cada aluno premiado bem como uma flor a cada Encarregado de Educação convidado.

Labirinto

Rede de Bibliotecas Escolares
A nossa escola apresentou recentemente o projecto de candidatura à rede de bibliotecas escolares. A biblioteca escolar está, de momento, a funcionar num espaço de 73 m2, o que se revela manifestamente insuficiente para a população que abrange, necessitando, de igual forma, de uma intervenção prioritária a nível do apetrechamento geral: mobiliário, equipamento informático, material de leitura áudio e vídeo, ampliação e actualização do fundo documental de modo a satisfazer as necessidades quer dos docentes quer dos alunos. A biblioteca escolar é, sem dúvida, aquela que maior contributo poderá dar para aumentar os níveis de literacia, o desenvolvimento de competências nos domínios da leitura e da escri-

ta, bem como a criação de hábitos de leitura nos nossos alunos. Tendo em conta as características inerentes às bibliotecas integradas RBE, será sem dúvida uma forma de motivar os jovens para fazerem um uso entusiasmado desse espaço e de poder dar resposta a necessidades que de momento não podemos satisfazer por falta de espaço e de meios. Quanto aos docentes, estes são receptivos à mudança, principalmente quando sabem que esta vem melhorar as suas condições de trabalho e proporcionar aos alunos mais e melhores meios para o desenvolvimento das suas competências. Os docentes estão dispostos a dar o seu melhor contributo para o desenvolvimento e futura implementação deste projecto. Dina Gomes Coordenadora do Projecto Patrícia Fontinha Professora

Planta de emergência

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