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REPÚBLICA DE ANGOLA MINISTÉRIO DA JUSTIÇA E DOS DIREITOS HUMANOS GABINETE DO MINISTRO LEI DA
REPÚBLICA DE ANGOLA MINISTÉRIO DA JUSTIÇA E DOS DIREITOS HUMANOS GABINETE DO MINISTRO LEI DA

REPÚBLICA DE ANGOLA MINISTÉRIO DA JUSTIÇA E DOS DIREITOS HUMANOS GABINETE DO MINISTRO

DA JUSTIÇA E DOS DIREITOS HUMANOS GABINETE DO MINISTRO LEI DA DESIGNAÇÃO E APLICAÇÃO DE MEDIDAS
DA JUSTIÇA E DOS DIREITOS HUMANOS GABINETE DO MINISTRO LEI DA DESIGNAÇÃO E APLICAÇÃO DE MEDIDAS

LEI DA DESIGNAÇÃO E APLICAÇÃO DE

MEDIDAS RESTRITIVAS IMPOSTAS

POR ACTOS INTERNACIONAIS

Itiandro Slovan Simões

Técnico Jurista do Gabinete do Ministro

RESTRITIVAS IMPOSTAS POR ACTOS INTERNACIONAIS Itiandro Slovan Simões Técnico Jurista do Gabinete do Ministro 0

Índice

O que é o financiamento do terrorismo?

Objecto da lei

 

Processo de designação Processo de designação nacional

Medidas restritivas Outras medidas restritivas As obrigações das entidades

Quais são as entidades

2

Processo transgressional (multas)

0

O que é o financiamento do terrorismo?

O significado não é aceite universalmente tendo em conta as suas importantes

implicações políticas, religiosas e nacionais, que diferem de país para país.

Convenção Internacional para a Eliminação do Financiamento do Terrorismo:

1. Comete uma infracção, nos termos da presente Convenção, quem, por quaisquer meios, directa

ou indirectamente, ilegal e deliberadamente, fornecer ou reunir fundos com a intenção de serem utilizados ou sabendo que serão utilizados, total ou parcialmente, tendo em vista a prática:

a. De um acto que constitua uma infracção compreendida no âmbito de um dos tratados

enumerados no anexo e tal como aí definida; ou

b. De qualquer outro acto destinado a causar a morte ou ferimentos corporais graves num

civil ou em qualquer pessoa que não participe directamente nas hostilidades numa situação de conflito armado, sempre que o objectivo desse acto, devido à sua natureza ou contexto, vise intimidar uma população ou obrigar um governo ou uma organização internacional a praticar ou a abster-se de praticar qualquer acto.

2. (

3. Para que um acto constitua uma das infracções previstas no n.º 1, não é necessário que os

fundos tenham sido efectivamente utilizados para cometer a infracção contemplada nas als. a) ou b) do n.º 1.9

)

República de Angola: Al. v) do artigo 2.º da Lei n.º 1/12 (Da Designação)

«Terrorismo», facto ilícito praticado por qualquer pessoa que, por quaisquer meios, directa ou indirectamente, com intenção de prejudicar a integridade ou a independência nacional, de

destruir, de alterar ou de subverter o funcionamento das instituições do Estado previstas na

Constituição da República de Angola, force as autoridades angolanas a praticar determinados actos, a abster-se de os praticar ou a tolerar que sejam praticados, ou ainda, intimidar certas pessoas, grupos de pessoas ou a população em geral, mediante actos terroristas.

OBJECTO DA LEI artigo 1.º

1
1
2
2
3
3

Autoridade competente p/ designação de Estados, pessoas, grupos e

entidades (EGPE) art. 2.º al. f) e art. 6.º

 

Aplicação

de

medidas

restritivas

específicas

para

combate

ao

terrorismo:

Qualquer acto internacional relativo à paz, segurança (art. 2.º als. a) e p);

 

Protecção da segurança nacional.

 

Regime sancionatório:

 

Transgressional arts. 36.º a 44.º;

 

Criminal arts.45.º a 61.º

 
PROCESSO DE DESIGNAÇÃO – arts. 6.º a 16.º
PROCESSO DE DESIGNAÇÃO – arts. 6.º a 16.º

Processo

de

Designação

Designação

nacional

Designação

internacional

Envolvimento em actos terroristas;

Exigência de acto jurídico internacional.

Por aplicação da Resolução CSONU n.º

1267, de 1999.

Comité de Sanções das Nações Unidas contra a rede Al-Qaeda e os Talibã, de acordo com os respectivos critérios de designação e de revisão, não necessitando de ser publicada em Diário da República.

PROCESSO DE DESIGNAÇÃO NACIONAL

1) Quem faz a designação 5) Quando se 2) A quem faz a remoção deve
1) Quem faz
a
designação
5) Quando se
2) A quem
faz a
remoção
deve pedir
parecer

4) Como se

faz a remoção da lista

se 2) A quem faz a remoção deve pedir parecer 4) Como se faz a remoção

3) Oque deve constar da decisão

quem faz a remoção deve pedir parecer 4) Como se faz a remoção da lista 3)
quem faz a remoção deve pedir parecer 4) Como se faz a remoção da lista 3)
Entidade da Administração Central do Estado (arts. 6.º e 2.º f).
Entidade da Administração Central do Estado (arts. 6.º e 2.º f).
da Administração Central do Estado (arts. 6.º e 2.º f). Parecer obrigatório, não vinculativo de alguns
da Administração Central do Estado (arts. 6.º e 2.º f). Parecer obrigatório, não vinculativo de alguns

Parecer

obrigatório, não vinculativo de alguns órgãos auxiliares

do Titular do Poder Executivo e do Governador do BNA.

As circunstâncias em que pode ser designado;

associados

•

O

terrorismo;

critério

p/

considerar

como

a

crimes

de

• O terrorismo; critério p/ considerar como a crimes de • O motivo da designação; •
• O terrorismo; critério p/ considerar como a crimes de • O motivo da designação; •

O motivo da designação;

A medida restritiva específica aplicável;

A informação de identificação de tais entidades designadas.

•

Possibilidade de pedido de remoção;

Dá origem à revisão do processo e tomada de decisão, do pedido de remoção, salvas as excepções.

revisão do processo e tomada de decisão, do pedido de remoção, salvas as excepções. Revisão anual

Revisão anual da lista.

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Medidas Restritivas (arts. 17.º a 26.º)

• Obrigatoriedade de congelamento administrativo, de forma imediata e sem qualquer aviso prévio, de todos
• Obrigatoriedade de congelamento administrativo, de forma imediata e
sem qualquer aviso prévio, de todos os fundos ou recursos económicos.
• É proibida a disponibilização de fundos ou recursos económicos àquelas
entidades.
• Excepção: art.º. 23.º – condições de isenções específicas

NOTA:

Permanecem na propriedade das pessoas, grupos ou entidades que detinham direitos sobre os mesmos, aquando do congelamento.

Outras medidas restritivas – art- 24.º
Outras medidas restritivas – art- 24.º

Interrupção completa ou parcial:

o

das relações económicas;

o

dos meios de comunicação ferroviários, marítimos, aéreos, postais, telegráficos, radioeléctricos.

Rompimento das relações diplomáticas;

Quaisquer outras medidas definidas em actos internacionais.

Competências e processo de fiscalização artigos 32.º a 35.º)

AS OBRIGAÇÕES DAS ENTIDADES
AS OBRIGAÇÕES DAS ENTIDADES

Tentou-se efectuar um enquadramento que tem em vista, para além da supressão ou repressão, o aspecto preventivo.

Foi nessa óptica que se concebeu a adopção de medidas de execução e o processo de fiscalização.

Um processo de fiscalização do cumprimento dessas normas que, em razão da economia de meios humanos e materiais, bem como da optimização da eficiência, parte da orgânica administrativa já existente.

Quais são as Entidades? INAVIC ENTIDADES DE Autoridades SUPERVISÃO policiais ALFÂNDEGAS E FISCALIZAÇÃO

Quais são as Entidades?

INAVIC ENTIDADES DE Autoridades SUPERVISÃO policiais ALFÂNDEGAS E FISCALIZAÇÃO Entidades que intervêm no
INAVIC
ENTIDADES
DE
Autoridades
SUPERVISÃO
policiais
ALFÂNDEGAS
E
FISCALIZAÇÃO
Entidades
que intervêm
no comércio
externo

REGIME TRANSGRESSIONAL artigos 36.º a 44.º As multas vão de em Kz a USD: 5.000,00 até USD: 2.500.000,00

Fornecimento de produtos e mercadorias ou prestação de serviços, a pessoas ou entidades localizadas em Estados designados ou para o uso destes, originários ou não da República de Angola, em

incumprimento da obrigação prevista no artigo 24.º da presente lei;

Prestação de serviços financeiros ou assistência técnica, serviços de corretagem, apoio logístico ou outros serviços;

Importação, a compra ou por qualquer meio a aquisição de

produtos e mercadorias ou serviços;

Aplicação, investimento, remissão ou colocação à disposição de

fundos;

Participação, com conhecimento de causa e intencionalmente, em actividades cujo objectivo ou efeito seja contornar as proibições referidas nas alíneas anteriores.

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