Revista Brasileira de Ensino de F´ ısica, v. 30, n. 1, 1501 (2008) www.sbfisica.org.

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Produtos e Materiais Did´ aticos

Contadores eletrˆ onicos no laborat´ orio did´ atico. Parte I. Montagem e aplica¸ c˜ oes
(Electronic counter in undergraduate laboratories. Part I. Assembly and applications)

R. Hessel1 , C.S. de Oliveira, G.A. Santarine e D.R. Vollet
Departamento de F´ ısica, Instituto de Geociˆ encias e Ciˆ encias Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, SP, Brasil Recebido em 14/6/2007; Revisado em 29/8/2007; Aceito em 18/12/2007 Mostramos, inicialmente, como montar um contador eletrˆ onico digital de 4 d´ ıgitos, utilizando componentes de baixo custo e facilmente encontrados no com´ ercio especializado. Em seguida, mostramos, tamb´ em, como um contador em associa¸ ca ˜o com um cristal oscilador de 1 MHz pode ser utilizado para medir com precis˜ ao intervalos de tempo na faixa de microssegundos, d´ ecimos de milissegundos e milissegundos. Exemplos de aplica¸ co ˜es envolvendo, particularmente, medida de freq¨ uˆ encia, velocidade e acelera¸ ca ˜o, assim como t´ ecnicas eletrˆ onicas para iniciar/interromper automaticamente uma contagem s˜ ao tamb´ em discutidos. Os circuitos descritos s˜ ao simples e podem ser reproduzidos sem grande dificuldade at´ e mesmo por alunos de gradua¸ ca ˜o. Palavras-chave: contador eletrˆ onico, contador de d´ ecada, oscilador ` a cristal, medidor de tempo, medida de intervalo de tempo. We show how to set up a 4-digit electronic counter, using inexpensive and easy-to-find components. We show, also, how a counter in conjunction with a crystal oscillator of 1 MHz can be used to measure time intervals accurately in the microsecond, 0.1 of millisecond, and millisecond range. Examples of applications involving, particularly, frequency, speed, and acceleration measurement, as well as electronic techniques for start/stop automatically a counting is also discussed. The described circuits are simple and they can be reproduced without great difficulty, even for undergraduate students. Keywords: electronic counter, decade counter, crystal oscillator, digital timer, measurement of time interval.

1. Introdu¸ c˜ ao
Um contador eletrˆ onico ´ e provavelmente um dos mais u ´teis e vers´ ateis subsistemas num sistema digital [1]. Gra¸ cas ` as diversas vers˜ oes dispon´ ıveis podem ser utilizados, por exemplo, para contagens diversas, divis˜ ao de freq¨ uˆ encia, medi¸ c˜ ao de intervalo de tempo e freq¨ uˆ encia, gera¸ c˜ ao de formas de onda, e, at´ e mesmo, para converter informa¸ c˜ oes anal´ ogicas em digitais. Contadores eletrˆ onicos operando em associa¸ c˜ ao com uma fonte de freq¨ uˆ encia precisa e est´ avel s˜ ao particularmente u ´teis num Laborat´ orio de F´ ısica B´ asica quando se deseja medir pequenos intervalos de tempo [2-5]. Medidas desse tipo podem ser feitas automaticamente e com facilidade utilizando equipamentos comerciais, entretanto seu custo relativamente alto [6] acaba, em muitos casos, desestimulando ou at´ e mesmo inviabilizando sua utiliza¸ c˜ ao. Felizmente, o problema do custo pode ser contornado porque existe no com´ ercio uma grande variedade de componentes eletrˆ onicos de baixo custo, a partir dos quais podemos montar kits muito simila1 E-mail:

res ` aqueles dispon´ ıveis no mercado mas a um custo no m´ ınimo dez vezes menor. Neste primeiro artigo, vamos mostrar como isso pode ser feito, e descrever alguns dos experimentos realizados com o kit que montamos para medir, de maneira precisa e autom´ atica, pequenos intervalos de tempo. No segundo artigo apresentaremos uma alternativa para os cronˆ ometros digitais com mem´ oria.

2.

Montagem de um contador

A ind´ ustria eletrˆ onica fabrica uma variedade enorme de contadores [7]. Dentre esses, os mais indicados para quem deseja montar um simples contador de eventos ou pulsos s˜ ao os contadores de d´ ecadas, isto ´ e, aqueles que permitem contar de 0 a 9. Ligando-se em cascata v´ arios desses contadores, pode-se facilmente ampliar o limite m´ aximo da contagem. Com 2 contadores conta-se at´ e 99; com 3, at´ e 999 e assim por diante. Isto ´ e poss´ ıvel porque contadores deste tipo disp˜ oem de uma sa´ ıda designada “vai 1” (ou ÷ 10 OUT ou ainda CARRY-OUT)

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se quisermos ampliar o limite m´ aximo da contagem (os pinos 4 e 14 n˜ ao foram utilizados na nossa montagem). o 4026 oferece. Exemplos t´ ıpicos de contadores baratos e f´ aceis de serem encontrados no com´ ercio s˜ ao o CD4026B (ou CD4033B). Devem. pode variar desde 3 at´ e cerca de 15 V. o consumo de corrente ´ e baixo e a tens˜ ao de alimenta¸ c˜ ao. integrados num u ´nico bloco. esquematicamente. que pode ser ligada a ` entrada do contador seguinte. e sua sa´ ıda “vai 1” injeta um pulso na entrada do contador seguinte. neste caso diz-se que est´ a no n´ ıvel l´ ogico 0 ou simplesmente n´ ıvel baixo [7. porque para representar n´ umeros de 0 a 9 no sistema bin´ ario s˜ ao necess´ arios 4 d´ ıgitos (associa-se o algarismo 1 ` a sa´ ıda que estiver sob tens˜ ao no m´ ınimo igual a 2/3 da tens˜ ao de alimenta¸ c˜ ao. que ´ e a sa´ ıda “vai 1”. devemos escolher decodificadores BCD para 7 segmentos. Analisando as v´ arias op¸ c˜ oes. preferimos o primeiro porque. portanto. .Contador de d´ ecada e display de 7 segmentos a LEDs para apresentar n´ umeros na forma decimal. 10. o CD4026B ´ e um integrado que pode operar como contador de d´ ecada e que disp˜ oe tamb´ em de sa´ ıdas decodificadas para 7 segmentos [10].1501-2 Hessel et al. Para isso basta mantˆ e-lo momentaneamente num n´ ıvel alto (n´ ıvel l´ ogico 1). N´ os preferimos trabalhar com tens˜ ao de alimenta¸ c˜ ao entre 4. este integrado ´ e bem mais caro quando comparado com os demais citados e dif´ ıcil de ser encontrado no com´ ercio varejista. por exemplo.5 e 5. existe tamb´ em o MM74C925 que. com um s´ o integrado. O terminal 2(CL EN). No entanto. do ponto de vista da disponibilidade. 9. ´ e utilizado para controlar o funcionamento do contador. ao contr´ ario dos demais. quisermos visualizar a contagem usando displays num´ ericos de 7 segmentos a LEDs. custo e m˜ ao de obra. 12 e 13 s˜ ao ligadas diretamente aos terminais correspondentes do display. se necess´ ario. e mais um display de 7 segmentos a LEDs.1. Al´ em disso. o CD4029B e o CD4518 [9]. Contadores de d´ ecadas tˆ em sa´ ıdas codificadas em BCD (Binary Code Decimal). a contagem avan¸ car´ a uma unidade toda vez que o n´ ıvel l´ ogico do terminal 1 (clock) sofrer uma transi¸ c˜ ao passando de um n´ ıvel baixo para um n´ ıvel alto. As op¸ c˜ oes para quem deseja montar um contador para ser usado em conjunto com displays de 7 segmentos s˜ ao v´ arias. cada segmento do display pode ser ligado diretamente a ` sa´ ıda correspondente do integrado (ver Fig.8]). pois enquanto estiver num n´ ıvel alto a contagem n˜ ao avan¸ ca. acabamos optando pelo 4026. O pino 3 (DIS EN) permite regular o brilho do display. O n´ umero bin´ ario. 1). 11. O CD4026B Como vimos acima. nessa faixa. Com ele. tanto a entrada RST como a entrada CL EN devem estar aterradas. se. fazendo com que a contagem neste contador avance uma unidade. O terminal 15 (RST) ´ e utilizado para zerar o contador. por sua vez. a op¸ (Large Scale Integration). com seus 16 terminais. Se. Quando o n´ umero de pulsos na entrada (clock) do primeiro contador atinge o valor 10. que utiliza apenas os s´ ımbolos (bits) 0 e 1 para representar um n´ umero. Finalmente. ou seja. A fun¸ c˜ ao desses decodificadores ´ e determinar quais segmentos do display dever˜ ao ser acionados para formar o n´ umero decimal correspondente ao n´ umero bin´ ario presente nas sa´ ıdas do contador. de modo que at´ e mesmo pilhas de lanterna em s´ erie podem ser utilizadas como fonte de alimenta¸ c˜ ao. 1 mostra.0 V porque. escolhida de acordo com a conveniˆ encia do usu´ ario. traz. 4 contadores e seus respectivos decodificadores para 7 segmentos [7]. A Fig. deve ser ligado ao clock do 4026 seguinte. A alimenta¸ c˜ ao do contador ´ e feita atrav´ es dos terminais 16 e 8 (terra). pois a corrente em cada segmento j´ a´ e suficientemente limitada pelo pr´ oprio integrado. integrados num u ´nico bloco. por c˜ ao fosse pelo 4029 [11] No dom´ ınio do LSI exemplo. associa-se o 0 a sa´ ` ıda que estiver sob tens˜ ao em torno de zero. entre outras coisas. pode ser convertido eletronicamente para a forma decimal por meio de circuitos decodificadores. o terminal 5 (÷ 10 OUT). podemos montar um contador de 4 d´ ıgitos usando basicamente um u ´nico integrado e mais 4 displays de 7 segmentos a LEDs [12]. tanto o contador (0 a 9) como o decodificador para 7 segmentos [10]. Por ser um circuito integrado de tecnologia CMOS. sem o costumeiro resistor limitador de corrente. Para que o contador opere normalmente. a corrente total consumida por um contador de 4 d´ ıgitos (como o utilizado neste trabalho) alimentado com uma tens˜ ao em torno de 5 V fica abaixo de 100 mA. 2. 7. neste caso diz-se tamb´ em que a sa´ ıda est´ a no n´ ıvel l´ ogico 1 ou simplesmente n´ ıvel alto. Assim. Por outro lado. Dentre esses. realizamos a mesma tarefa que normalmente exigiria 2 integrados (um s´ o para contar e outro s´ o para decodificar). o que significa dizer que o resultado da contagem (0 a 9) aparece em suas sa´ ıdas na forma bin´ aria. um CD4026. a contagem ´ e zerada para que possa ser reiniciada. As sa´ ıdas 6. Figura 1 . ter 4 sa´ ıdas em BCD. Neste caso.

se a montagem for utilizada apenas para contar eventos (n´ umero de pessoas entrando numa loja.00 (aproximadamente US$ 17). n˜ ao s´ o por comodidade como tamb´ em pela precis˜ ao garantida pelo fabricante (um oscilador a cristal desse tipo [16]. reduz-se essencialmente a um processo de contagem pois. a Fig. . bornes para entradas e sa´ ıdas e mais alguns componentes passivos). perchave S1 . Neste caso. As entradas RST (terminais 15) e clocks (terminais 1) s˜ ao muito sens´ ıveis. Se for utilizada como cronˆ ometro. 3 mostra em detalhes como fazer isso utilizando um CD4518 para dividir a freq¨ uˆ encia por 100 [18] e um CD4018 para dividi-la por 10 [19]. Tomando como modelo o esquema da Fig. A diferen¸ ca entre os dois tipos ´ e que. ou o n´ umero de produtos transportados por uma esteira industrial numa linha de produ¸ c˜ ao. ´ e conveniente usar as oscila¸ c˜ oes de um oscilador eletrˆ onico est´ avel. 3. pulsos retangulares de 10 kHz e 1 kHz usando-se divisores de freq¨ uˆ encia apropriados. como veremos mais adiante. Existem modelos mais precisos. preferimos este u ´ltimo. Parte I. No entanto. A escolha do fenˆ omeno repetitivo ´ e uma quest˜ ao de conveniˆ encia. o circuito encia de realimenta¸ c˜ ao que far´ a a lˆ amina vibrar na freq¨ uˆ desejada. a medi¸ c˜ ao. soquetes. isto ´ e. Al´ em dos pulsos peri´ odicos perfeitamente retangulares gerados por um oscilador a cristal de 1 MHz. ao contr´ ario do primeiro. Apesar do custo mais elevado. montamos v´ arios contadores de 4 d´ ıgitos para uso em nosso laborat´ orio did´ atico de F´ ısica B´ asica. Considerando apenas o custo dos integrados. A entrada CL EN (terminal 2) deve permanecer aterrada. a partir dele. custa em torno de R$20. que ´ e um integrado largamente utilizado em v´ arios tipos de aplica¸ c˜ oes [2. como mostra a figura (o valor nominal desses resistores n˜ ao ´ e cr´ ıtico. valores diferentes dos indicados na figura tamb´ em s˜ ao aceit´ aveis). Circuitos osciladores podem ser facilmente montados a partir de um CI555. De modo que ∆t = n · T (1) Figura 2 . um contador que conte desde 0 at´ e 99 (os displays-tipo catodo comum-podem ser o C-551E. n˜ ao h´ a nenhum substituto para o oscilador a cristal de quartzo. A aneo (push bottom ). Se ∆t ´ e grande quando comparado com o per´ ıodo do movimento. 13-15]. por exemplo). dever´ a ser conectada ` a sa´ ıda de uma chave optica ou a uma das sa´ ´ ıdas de um circuito flip-flop. isto ´ e. Montagem e aplica¸ c˜ oes 1501-3 A t´ ıtulo de exemplo. ao se efetuar a medida. tamb´ em se pode obter. 2. de contato momentˆ mite zerar (“resetar”) o marcador ao ser acionada (o capacitor evita poss´ ıveis rebotes). especialmente se forem deixadas abertas (o contador pode disparar sem causa aparente).Contadores eletrˆ onicos no laborat´ orio did´ atico. A Fig. aquele com 4 terminais cont´ em no interior de seu inv´ olucro. 14]. oscilador cujo princ´ ıpio de funcionamento est´ a baseado nas vibra¸ c˜ oes peri´ odicas (sustentadas eletricamente) de uma lˆ amina de cristal de quartzo montada entre duas placas met´ alicas [13. Qualquer movimento peri´ odico com per´ ıodo constante pode ser usado como unidade de tempo. ´ e conveniente lig´ a-las a terra por meio de resistores. ou o BS-C514RD ou qualquer outro equivalente). com valor nominal de 1 MHz e tolerˆ ancia de ± 25 Hz. al´ em da lˆ amina de cristal. Os fabricantes oferecem essas lˆ aminas acondicionadas em encapsulamentos met´ alicos com 2 ou 4 terminais. conta-se o n´ umero (n) de repeti¸ c˜ oes ou de per´ ıodos (T ) que ocorrem durante o intervalo que est´ a sendo medido.Um contador de dois d´ ıgitos. freq¨ uentemente se necessita medir intervalos de tempo com dura¸ c˜ ao da ordem do milissegundo ou menos.00 ou aproximadamente US$ 10 [17]. Por essa raz˜ ao. na pr´ atica. displays e material necess´ ario para mont´ a-los numa placa de circuito impresso (placa. um contador desse tipo pode ser montado por R$35. por´ em de custo mais elevado [13]). quando estabilidade ´ e uma condi¸ c˜ ao essencial. Num laborat´ orio did´ atico. 2 mostra esquematicamente como ligar em cascata dois integrados 4026 e seus respectivos displays de 7 segmentos para montar um contador de 2 d´ ıgitos. Medida de intervalo de tempo A medida de um intervalo de tempo (∆t) consiste em comparar o intervalo com o per´ ıodo de algum movimento repetitivo. A numera¸ c˜ ao dos terminais em cada um dos componentes representados na figura ´ e aquela adotada pelo fabricante (observe que o terminal 1 do cristal ´ e aquele que fica pr´ oximo do canto vivo do inv´ olucro ou da marca indicada na figura).

Medida autom´ atica de um intervalo de tempo Figura 3 . o n´ umero lido no mostrador do contador nos d´ a diretamente em microssegundos. solt´ a-la para que colida com a outra inicialmente em repouso. A partir dessas informa¸ c˜ oes ´ e poss´ ıvel. em seguida. A escolha da sa´ ıda (de 1 MHz. a contagem dos pulsos enviados pelo oscilador deve ser iniciada ou interrompida automaticamente por meio eletrˆ onico. as esferas entram em contato no in´ ıcio da colis˜ ao e separam-se ao seu final sem gerar ru´ ıdos el´ etricos [22] que. 4.Medida da dura¸ c˜ ao de uma colis˜ ao entre duas esferas de a¸ co A Fig. dar como varia a dura¸ c˜ ao da colis˜ ao com h ou com a velocidade de impacto. circuito flip-flop ou ainda uma combina¸ c˜ ao de ambos. A contagem dos pulsos come¸ ca quando as esferas iniciam o contato e ´ e interrompida quando se separam [5. (1)). 20. se ocorressem. alterando-se o n´ ıvel l´ ogico da entrada CL EN do contador (de 1 para 0 para iniciar a contagem e de 0 para 1 para interrompˆ e-la). A dura¸ c˜ ao da colis˜ ao pode ser medida. estudar a evolu¸ c˜ ao da for¸ ca de contato durante uma colis˜ ao frontal entre as duas esferas (ver Ref. Isto porque. 10 kHz e 1 kHz. 10 kHz ou 1 kHz) do oscilador a ser conectada ao clock do contador. tamb´ em.Oscilador a cristal com sa´ ıdas de 1 MHz. De modo que. causando conseq¨ uentemente incerteza na contagem dos pulsos feita pelo contador [23]. pode-se estu- A experiˆ encia sugerida no item anterior ´ e uma das raras situa¸ c˜ oes em que um pequeno intervalo de tempo pode ser medido conectando-se uma das sa´ ıdas do oscilador ao clock do contador atrav´ es de um interruptor mecˆ anico. Os m´ etodos mais comuns empregam chaves ´ opticas. como norma geral. 4 mostra duas esferas de a¸ co suspensas por fios met´ alicos fixados num suporte isolante. A maneira de se conseguir isso depende da imagina¸ c˜ ao ou da necessidade espec´ ıfica do usu´ ario. ao serem fechados. Variando-se h. O problema com os interruptores comuns ´ e que. d´ ecimos de milissegundos ou milissegundos o tempo durante o qual o contador permaneceu contando (ver Eq. a conex˜ ao entre o oscilador e o contador por meio de interruptores mecˆ anicos deve ser evitada. ao contr´ ario dos interruptores comuns. . Quando se deseja fazer uma medida precisa de um intervalo de tempo (particularmente se for pequeno). A experiˆ encia consiste em puxar uma das esferas at´ e a uma altura h e.1501-4 Hessel et al. Figura 4 . 21].Montagem experimental para medir a dura¸ c˜ ao de uma colis˜ ao entre duas esferas de a¸ co. Aplica¸ c˜ ao 1 . 5 para mais detalhes). depende da precis˜ ao desejada ou da ordem de grandeza do intervalo de tempo a ser medido. para fazˆ e-lo funcionar como marcador de tempo (cronˆ ometro). 3. uma s´ erie de micro-rebotes fazem com que os contatos se juntem e se separem v´ arias vezes antes do fechamento definitivo. Uma vez feita a conex˜ ao de uma dessas sa´ ıdas.1. conectando-se a sa´ ıda de 1 MHz do oscilador ao clock do contador por meio da ‘chave’ formada pelas duas esferas. poderiam interferir na medida.

e. para todos os efeitos. Neste caso. basta verificar o que acontece com o potencial do ponto X indicado na Fig. Os terminais C. ele contar´ a o n´ umero de vezes que o feixe ´ e interrompido. diz-se que o fototransistor est´ a saturado ou funcionando como chave fechada. Se. ´ e representado pelo s´ ımbolo mostrado na Fig. A eleva¸ c˜ ao da corrente deve-se ` a contribui¸ c˜ ao tanto dos el´ etrons como das lacunas geradas. Ele est´ a presente na maioria dos equipamentos eletrˆ onicos. Com os componentes sugeridos na c˜ ao ´ e razoavelmente saFig. Essa carga positiva acumulada e n˜ ao compensada reduz a barreira de potencial na jun¸ c˜ ao np do emissor e. a corrente cessa e o potencial de X passa de 0 para 5 V (n´ ıvel alto ou n´ ıvel l´ ogico 1) pois. Figura 6 . toda vez que o fototransistor estiver em corte ou saturado. Assim. cada vez que o feixe ´ e bloqueado. a corrente surge na carga (resistor de 2. boa parte desses el´ etrons ´ e arrastada para o interior do coletor.Contadores eletrˆ onicos no laborat´ orio did´ atico. se o ponto X for conectado ao clock do contador (com CL EN aterrado). como o BC548 por exemplo. emissor e base. a contagem s´ o ser´ a registrada enquanto a radia¸ c˜ ao . X for conectado a ` entrada CL EN de um contador cuja entrada clock est´ a recebendo pulsos retangulares peri´ odicos gerados por um oscilador a cristal. induzido pela radia¸ c˜ ao incidente. o potencial de X sofre uma transi¸ c˜ ao passando de um n´ ıvel baixo para um n´ ıvel alto. Enquanto o fototransistor estiver saturado. operando como chaves eletrˆ onicas. Quando a radia¸ c˜ ao incide na base. A chave ´ optica Dentre os in´ umeros dispositivos semicondutores desenvolvidos pela ind´ ustria.7 kΩ) for aproximadamente igual a tens˜ ao de alimenta¸ c˜ ao (+5 V).1. o transistor talvez seja o mais importante. se o fototransistor for do tipo npn e se os el´ etrons e lacunas forem gerados pr´ oximos da jun¸ c˜ ao entre o coletor e a base. por exemplo. aproximadamente. i. etc. a inje¸ c˜ ao de el´ etrons do emissor para a base cresce de maneira significativa. 6. conduzindo a corrente m´ axima. Parte I. 6. como conseq¨ uˆ encia. neste caso. esquematicamente. Um transistor comum do tipo npn como o BC548.7 kΩ ´ e praticamente de 5 V. De que maneira esse circuito pode gerar pulsos para alimentar o clock do contador ou para habilit´ a-lo a contar ou a interromper uma contagem? Para responder a essa quest˜ ao. Ao atingir a jun¸ c˜ ao pn do coletor. 6 mostra. Montagem e aplica¸ c˜ oes 1501-5 4. O problema deste u ´ltimo est´ a na dificuldade de encontr´ a-lo no com´ ercio varejista). se estiverem bem alinhados (se quisermos trabalhar com distˆ ancias maiores. n˜ ao haver´ a queda de tens˜ ao no resistor. Quando se bloqueia a radia¸ c˜ ao incidindo na base do fototransistor.Chave ´ optica. ser´ a preciso amplificar a resposta do fototransistor. usando um outro transistor. A corrente no circuito da Fig.. Isto ´ e poss´ ıvel porque no fototransistor o terminal da base ´ e substitu´ ıdo por uma janela para entrada de radia¸ c˜ ao infravermelha. elevando a corrente entre a base e o coletor de uma forma at´ e bem mais acentuada do que o fizeram os el´ etrons gerados sob a¸ c˜ ao da radia¸ c˜ ao incidente na base. por sua vez. Um outro transistor de grande aplica¸ c˜ ao e que pode ser usado como sensor ´ optico na montagem de uma chave ´ optica ´ e o fototransistor. uma chave ´ optica simples montada com um fototransistor comum (TIL 78) e um diodo emissor (LED) de radia¸ c˜ ao infravermelha. por outro lado. 6 depende da intensidade da radia¸ c˜ ao incidente e cresce com ela at´ e um certo limite. As lacunas geradas. E e B s˜ ao denominados coletor. n˜ ao podem passar para a regi˜ ao do emissor (por causa da barreira de potencial na jun¸ c˜ ao np do emissor) e come¸ cam a se acumular na base. diz-se que o fototransistor est´ a em corte ou fazendo o papel de uma chave aberta. Na ausˆ encia de radia¸ c˜ ao. De fato. os el´ etrons tˆ em alta probabilidade de se difundirem atrav´ es da jun¸ c˜ ao e serem arrastados para dentro do coletor. a corrente que circula pelo circuito ´ e insignificante e. Esse movimento de el´ etrons para o interior do coletor constitui um fluxo de corrente entre a base e o coletor. el´ etrons e lacunas s˜ ao gerados e a corrente cresce enormemente.7 kΩ) sempre que o feixe incide na base do fototransistor e cessa quando o feixe ´ e bloqueado. o potencial do ponto X ser´ a aproximadamente igual a zero (n´ ıvel baixo ou n´ ıvel l´ ogico 0) porque a queda de tens˜ ao no resistor de 2. 5. Seu valor m´ aximo ´ e alcan¸ cado quando a queda de tens˜ ao no resistor de carga (2. O feixe de radia¸ c˜ ao nesse circuito faz o papel da alavanca ou do bot˜ ao num interruptor. respectivamente.S´ ımbolo para um transistor npn. Neste caso. Quanto mais pr´ oximo do diodo emissor estiver o fototransistor mais facilmente ele ser´ a saturado. De modo que. ou substituir o TIL 78 pelo TIL 81 que ´ e mais sens´ ıvel. produzindo ou amplificando sinais. pode ser considerada nula. A Fig. a condi¸ c˜ ao de satura¸ tisfeita para distˆ ancias entre o diodo emissor e o fototransistor de at´ e 4 cm. Figura 5 .

inextens´ ıveis. 4. 6. Figura 7 . que tem apenas uma entrada e uma sa´ ıda. respectivamente ao clock e ` a entrada CL EN do contador (para esta experiˆ encia. 9 usa uma placa opaca. o gr´ afico de v 2 vs. O s´ ımbolo para esse dispositivo. 3) e a sa´ ıda Y da chave o ´ptica (Fig. Podem ser montados com transistores. donde se conclui que v 2 = 2gh. A montagem mostrada na Fig.1501-6 Hessel et al.3. ` vezes. o circuito flip-flop tamb´ em pode ser utilizado para disparar/paralisar eletronicamente um cronˆ ometro. 7 (a maneira como uma porta l´ ogica opera ´ e especificada. a) S´ ımbolo b) Tabela-verdade. Aplica¸ c˜ ao 2 . . o de Y ´ e 0 e vice-versa. ´ e um integrado que cont´ em dois flip-flops independentes [10]. O circuito flip-flop Figura 8 .Conserva¸ c˜ ao da energia mecˆ anica O objetivo desta experiˆ encia ´ e mostrar uma situa¸ c˜ ao em que a energia mecˆ anica se conserva. uma velocidade m´ edia. 8]. Neste caso. D. estiver incidindo na base do fototransistor (se estiver bloqueada. h deve resultar numa reta passando pela origem [24]. Para inverter o n´ ıvel l´ ogico do ponto X na Fig. se o comprimento da placa for muito pequeno quando comparado com o comprimento dos fios. largamente utilizadas em eletrˆ onica digital. conectam-se a sa´ ıda de 10 kHz do oscilador (Fig. podemos manter o circuito da Fig. Figura 9 . 8). Se isto ´ e verdade. que funciona como massa pendular. por exemplo. a distˆ ancia entre o diodo emissor e o fototransistor na Fig. Pelo princ´ ıpio da conserva¸ c˜ ao da energia mecˆ anica. A Fig. a velocidade m´ edia e a instantˆ anea na parte mais baixa da trajet´ oria poder˜ ao ser consideradas praticamente iguais). na realidade. presa a dois fios de cerca de 2 metros de comprimento e razoavelmente Assim como a chave ´ optica. em termos de uma tabela. 6 foi fixada em torno de 4 cm). com portas l´ ogicas ou comprados j´ a prontos para o uso. ´ As e mais conveniente iniciar a contagem dos pulsos que est˜ ao sendo enviados para o clock de um contador no exato momento em que a radia¸ c˜ ao ´ e bloqueada e n˜ ao o contr´ ario. 8 mostra como fica a chave ´ optica depois de acrescentarmos a porta NOT na sua sa´ ıda. que nada mais ´ e que uma tabela de combina¸ c˜ oes que nos mostra a situa¸ c˜ ao do estado ou n´ ıvel l´ ogico de cada uma de suas sa´ ıdas em fun¸ c˜ ao de todas as poss´ ıveis combina¸ c˜ oes de estados nas suas diferentes entradas. em particular.Chave ´ optica com sa´ ıda inversora. A experiˆ encia consiste em determinar a velocidade v da placa na parte mais baixa de sua trajet´ oria em fun¸ c˜ ao da altura h (medida em rela¸ c˜ ao ` a parte mais baixa da trajet´ oria) da qual ´ e abandonada. 6 e inverter o n´ ıvel l´ ogico do ponto X por meio de um dispositivo conhecido como porta l´ ogica NOT ou simplesmente porta NOT. A velocidade ´ e determinada a partir do comprimento da placa e do tempo t que gasta para passar pela chave ´ optica (a velocidade determinada desta forma ´ e. Q e Q barra sobre a letra Q significa que o n´ ıvel l´ ogico desta sa´ ıda ´ e sempre oposto ao de Q).Montagem experimental para verificar a conserva¸ c˜ ao da energia mecˆ anica. O CD4013BE. mgh = mv 2 2. s˜ ao encontradas facilmente no com´ ercio especializado. 4. Quando o n´ ıvel l´ ogico de X ´ e 1. particularmente na fabrica¸ c˜ ao de contadores e bancos de mem´ oria [7. Para medir o tempo t. As portas l´ ogicas. R e S) e duas sa´ ıdas.Porta l´ ogica NOT. No entanto.2. Das quatro entradas. e a tabela-verdade correspondente est˜ ao representados na Fig. Cada um deles tem ¯ (a quatro entradas (CL. a contagem permanecer´ a paralisada). designada tabela-verdade. se houver mais de uma). normalmente. utilizamos uma das seis portas NOT dispon´ ıveis no CD4069UBC [10]. Os circuitos flip-flops desempenham um importante papel na eletrˆ onica digital.

o flip-flop e a tabela-verdade correspondente. Por outro lado. ou seja. i. apesar do clock do contador estar recebendo pulsos con¯ . de 0 para 1 enquanto o n´ ıvel de Q A caracter´ ıstica importante do circuito flip-flop ´ e que essas sa´ ıdas permanecem nesses estados. 0. Parte I. o n´ ıvel l´ ogico de Q 0. dispara. uma das poss´ ıveis montagens capaz de executar essa tarefa. isto ´ e. portanto. basta ligar momentaneamente M com N. esquematicamente. respectivamente. durante um certo intervalo de tempo ∆t. Segundo o fabricante. 11 mostra. Ligando momentaneamente A com B. que os n´ ıveis l´ ogicos de ¯ s˜ R. Com isso o potencial de R sobe de 0 para 5 V (n´ ıvel l´ ogico 1) ¯ volta para o n´ eQ ıvel l´ ogico 1. 10b.e. Isto significa que a sa´ ıda Q ` entrada CL EN do contador. ela deve ser posicionada adequadamente entre o diodo emissor e o fototransistor (ver Fig. CL e D. como mostra a terceira linha da tabela. o flip-flop s´ chega na entrada correta. 4. 0 e 1 como mostra a primeira linha da tabela. esquematicamente. Essa caracter´ ıstica do funcionamento do flip-flop ´ e que torna poss´ ıvel sua utiliza¸ c˜ ao para disparar/paralisar eletronicamente um contador. como nos informa a tabela-verdade na Fig. (2) Um pequeno compressor de ar para aqu´ ario ´ e o dispositivo adequado para esta experiˆ encia porque. Mas isso n˜ ao causa nenhum problema porque. dos pulsos (a liga¸ c˜ ao de M com N ou A com B feita por meio de uma pequena chave de contato momentˆ aneo pode gerar ru´ ıdos. O compressor utilizado nesta experiˆ encia est´ a representado esquematicamente na Fig. Contando-se. est´ a no n´ ıvel l´ ogico 1. permanecem est´ aveis. S. 0. no modelo que usamos. devem ser aterradas). determina-se a freq¨ uˆ encia desejada pela raz˜ ao N ∆t f= .Contadores eletrˆ onicos no laborat´ orio did´ atico. No nosso caso. como j´ a o responde ao primeiro pulso que dissemos. O contador. paralisando a contagem Figura 11 . Imaginemos. as entradas R e S est˜ ao ambas no n´ ıvel l´ ogico 0 porque est˜ ao aterradas. mesmo que cheguem mais pulsos nessa entrada (que no caso ´ e a entrada S). inicialmente. a haste que movimenta a membrana do compressor que fornece o ar vibra na mesma freq¨ uˆ encia da rede.O CD4013BE. a) Representa¸ c˜ ao esquem´ atica. o n´ ıvel l´ ogico de Q vai ¯ vai de 1 para 0. ignorando os demais [7]). Montagem e aplica¸ c˜ oes 1501-7 as que nos interessam s˜ ao apenas as entradas R e S (as entradas n˜ ao utilizadas.Medida da freq¨ uˆ encia da rede el´ etrica A freq¨ uˆ encia da rede el´ etrica pode ser determinada medindo-se a freq¨ uˆ encia de oscila¸ c˜ ao de uma lˆ amina que esteja vibrando na freq¨ uˆ encia da rede. na situa¸ c˜ ao mostrada na figura. o n´ umero de vezes (N ) que a lˆ amina interrompe o feixe de radia¸ c˜ ao emitida pelo diodo emissor. para a entrada R. Figura 10 . A maneira como um circuito flip-flop funciona ´ e determinada por meio da tabela-verdade fornecida pelo fabricante. Suponhamos que a contagem est´ a paralisada. a chegada de um pulso na entrada S faz as sa´ ıdas do flip-flop mudarem de estado. conseq¨ uentemente. .Montagem com o CD4013 utilizada para ligar/desligar eletronicamente um contador.4. basta saber interpretar essa tabela para usar o flip-flop. Aplica¸ c˜ ao 3 . conectada a tinuamente. um trem de pulsos aleat´ orios. n˜ ao ´ e necess´ ario conhecer detalhes do circuito.. o potencial da entrada S sobe de 0 para 5 V (n´ ıvel l´ ogico 1) ¯ vai de 1 para e. 10 mostra. Q e Q ao. b) Tabela-verdade. A Fig. 12. A u ´nica maneira de voltar a ` situa¸ c˜ ao original ´ e enviar um pulso para a outra entrada. 8). Para isso. Para interromper a contagem. A Fig.

2%. Nessa experiˆ encia. dificilmente ter´ ıamos conseguido um resultado melhor que este. 15. o n´ ucleo magnetizado tenha o p´ olo sul (S) na sua extremidade direita e o p´ olo norte (N) na extremidade esquerda. aos pontos A e B indicados na Fig. aponta para a direita. cujo per´ ıodo ´ e o mesmo da corrente AC que circula pela bobina. depois de ser abandonada de uma certa altura de uma rampa.Medida da velocidade de uma esfera rolando num plano horizontal Nesta experiˆ encia. Se. (1). s˜ ao feitas de papel alum´ ınio (nas Refs. como mostra a figura. as chaves de papel alum´ ınio passam a fazer o papel das chaves de contato momentˆ aneo . 25 e 26. uma for¸ ca peri´ odica. 4. e deixam de contar a partir do momento em que o bot˜ ao da chave DESLIGA for pressio- Seguindo esse procedimento e fazendo a m´ edia de 6 medidas. com seu clock conectado ` a sa´ ıda de 1 kHz do oscilador esquematizado na Fig.Montagem para medir a velocidade de uma esfera rolando sobre um plano horizontal. al´ em disso. onde e o n´ umero de pulsos enviados T = 1/f = 10−3 s e n ´ pelo oscilador e contados durante o intervalo ∆t. os p´ olos trocam de posi¸ c˜ oes e a for¸ ca resultante sobre o im˜ a muda de sentido. por exemplo. E o outro. Esse intervalo ´ e determinado pela Eq. Ambos come¸ cam a contar quando o bot˜ ao da chave LIGA na Fig.1 ± 0. tiv´ essemos feito a medida com aux´ ılio de um oscilosc´ opio anal´ ogico. ao ligados aos pontos M enquanto os terminais da 2a s˜ e N (com isso. No im˜ a preso na extremidade da haste vibrante.5. nado. 11 for pressionado momentaneamente. ∆t = nT .push . O desvio entre o valor medido e o valor esperado ´ e. A Fig.1) Hz. se magnetiza ora num sentido ora no outro. encontram-se detalhes de constru¸ c˜ ao tanto da chave de papel alum´ ınio ao ligados. como o compressor de ar para aqu´ ario. 26] e representadas esquematicamente na Fig. Figura 14 . como da rampa). portanto. (2). uma pequena esfera de a¸ co passa com velocidade v0 por duas chaves montadas sobre uma superf´ ıcie horizontal. Al´ em da precis˜ ao da medida. Quando uma corrente AC circula pela bobina. utilizamos dois contadores (Fig. 13 mostra como sincronizar o funcionamento dos dois contadores. Os terminais da 1a chave s˜ respectivamente. Figura 13 . a for¸ ca resultante sobre o im˜ a ser´ a para a esquerda. isto ´ e. 3. obtivemos para a freq¨ uˆ encia da rede o valor de (60. 13). Se. menor que 0. j´ a descritas na literatura [25. 11. As chaves. A for¸ ca resultante agindo na extremidade da haste ´ e. portanto. Aplica¸ c˜ ao 4 . Sob a a¸ c˜ ao dessa for¸ ca a haste passa a executar um movimento for¸ cado de vai-e-vem na mesma freq¨ uˆ encia da rede. Suponhamos que na metade positiva do ciclo da corrente. o p´ olo sul do ´ ım˜ a estiver mais pr´ oximo dos p´ olos do eletro´ ım˜ a que o p´ olo norte. para medir o intervalo de tempo ∆t na Eq.1501-8 Hessel et al. o m´ etodo proposto oferece tamb´ em a oportunidade para se discutir o funcionamento de um dispositivo eletromecˆ anico. 14. o n´ ucleo de ferro no formato de um U. Na metade negativa do ciclo da corrente. Um para contar o n´ umero N de pulsos el´ etricos gerados pela chave ´ optica durante o intervalo de tempo ∆t. Figura 12 . colamos uma pequena tira de papel˜ ao que serve para cortar o feixe de radia¸ c˜ ao que incide no fototransistor.Dois contadores operando de modo sincronizado. como mostra a Fig.Representa¸ c˜ ao esquem´ atica de um pequeno compressor de ar para aqu´ ario.

havia sido fixado num outro. que a esfera levou para percorrer a distˆ ancia d entre as chaves. Parte I. ´ e conectada ` a sa´ ıda Q circuito flip-flop (Fig. O plano inclinado foi constru´ ıdo com uma tira de PVC.Arranjo experimental para estudar o movimento de uma esfera rolando sobre um plano inclinado. O n´ umero de pulsos registrados pelo contador corresponde ao tempo t. 3. valeria tamb´ em para intervalos maiores [28. Figura 15 . enao ligados aos pontos M quanto os terminais da 3a s˜ e N. Detalhes de algumas delas.O movimento de uma esfera de a¸ co num plano inclinado Figura 16 . Para cada ∆t medido. 3. Os terminais da 1a chave s˜ ao ligados respectivamente aos pontos A e B indicados na Fig.6. formando um T quando visto de frente. enquanto o anteparo ´ e m´ ovel. indicados na figura. Quando a esfera. Montagem e aplica¸ c˜ oes 1501-9 botton . As chaves de papel alum´ ınio na base do plano inclinado s˜ ao fixas. realizadas por m´ etodos similares ao descrito aqui. 11. mas no caso de um movimento uniformemente acelerado. quando passa pela segunda chave. A Fig. 16b mostra o plano visto de cima. de 6 mm de espessura. fecha-se momentaneamente o contato entre A e B e o contador inicia a contagem dos pulsos. ao passar pela 1a chave. a) Detalhes do plano b) Detalhes das chaves. 16a. onde t ´ e medido por meio de um contador cujo clock est´ a ligado a ` sa´ ıda de 1 kHz do oscilador esquematizado na Fig. a contagem ´ e paralisada.Uma chave de papel alum´ ınio quando vista a) de cima e b) em perspectiva. o contador utilizado para medir ∆t dispara. 10 cm de largura e 60 cm de comprimento. A experiˆ encia consiste em medir. A montagem utilizada est´ a mostrada na Fig. A esfera (de 19 mm de diˆ ametro) parte do repouso e rola sobre o plano sem deslizar. para evitar que o plano empene com o passar do tempo. Aplica¸ c˜ ao 5 . para uma certa distˆ ancia d. por sua vez. Este tipo de medida abre caminho para a realiza¸ c˜ ao de in´ umeras experiˆ encias.Contadores eletrˆ onicos no laborat´ orio did´ atico. a contagem ´ e interrompida. Quando a esfera passa pela primeira chave. podem ser encontrados na literatura especializada [25-27]. os intervalos de tempo t e ∆t. por sua vez. 11) A velocidade v0 ´ e determinada pela raz˜ ao d/t. e quando passa pela 3a chave. com detalhes das chaves confeccionadas com papel de alum´ ınio e os respectivos fios de liga¸ c˜ ao (as chaves de papel alum´ ınio foram fixadas no PVC usando adesivo pl´ astico da Tigre). Para isso. A entrada CL ¯ do EN do contador. 11). em geral. Ela foi parafusada num sarrafo de madeira que. para pequenos intervalos. vamos analisar a distˆ ancia percorrida e a velocidade alcan¸ cada pela esfera em fun¸ c˜ ao do tempo de descida. calculamos a correspondente velocidade m´ edia da esfera entre a 1a e a 3a chave na base do plano. estabelece contato el´ etrico entre os pontos A e B. com o aux´ ılio de dois contadores cujos clocks s˜ ao conectados ` a sa´ ıda de 1 kHz do oscilador esquematizado na Fig. O objetivo desta experiˆ encia ´ e mostrar que o movimento do centro de massa de uma esfera de a¸ co descendo um plano inclinado ´ e uniformemente acelerado. em milissegundos. . Essa velocidade coincide com a velocidade instantˆ anea da esfera no instante t (essa regra vale. 29]). para que se possa variar d. 4.mostradas na Fig.

cujo funcionamento ´ e descrito por meio da tabela-verdade mostrada na Fig. dois outros integrados: o CI4066B e o CD4001 [10].a) Circuito utilizado para medir o tempo de descida de uma esfera rolando sobre um plano inclinado a partir do repouso. al´ em do 4013BE. o bot˜ ao RESET deve ser pressionado momentaneamente para garantir que a ¯ do flip-flop. Como a entrada 2 j´ a est´ a no n´ ıvel l´ ogico 0. tˆ em dois terminais para entrada/sa´ ıda e um terminal de comando para ligar/desligar a chave. cont´ em dois flip-flops independentes. A numera¸ c˜ ao dos terminais dos componentes utilizados segue aquela adotada pelo fabricante. assim que o contato el´ etrico que a esfera estabelece entre as duas barras de lat˜ ao.1501-10 Hessel et al. fecha. fixadas no anteparo. ou seja. for¸ ligado a ` sa´ ıda Q cando a entrada 1 da porta NOR a voltar para o n´ ıvel l´ ogico 0. de acordo com a tabela-verdade para a porta NOR. t2 . est´ a fechada. 17a. d mostrados nas figuras 18. e deve ser paralisado quando passar pela 2a chave na base do plano. o 2◦ contador deve disparar imediatamente ap´ os a esfera abandonar o anteparo. 11 e o segundo para montar o circuito esquematizado na Fig. O 4013BE. a sa´ ıda 3 vai para o n´ ıvel l´ ogico 1 (ver tabela-verdade) e a contagem ´ e paralisada. 19 e 20 ilustram os resultados obtidos numa experiˆ encia em que a inclina¸ c˜ ao do plano mediu (11. Quando o n´ ıvel l´ ogico nesse terminal ´ e 0. no n´ ıvel 1. Os gr´ aficos de d vs. Enquanto a esfera estiver encostada nas barras de lat˜ ao fixadas no anteparo. 2 e 3. Com isso. porque a entrada CL EN do contador est´ a conectada a sa´ ` ıda da porta NOR. O 4066B cont´ em 4 chaves digitais bilaterais. Conseq¨ uentemente. Figura 17 . Como conseq¨ uˆ encia. Das quatro portas NOR dispon´ ıveis no 4001. j´ a citado neste trabalho. cujo comando est´ a ¯ do flip-flop. a chave est´ a aberta e quando ´ e 1. for desfeito. Quando a esfera abandonar as barras de lat˜ ao. 4 e 5. A Fig. pressiona-se novamente o bot˜ ao RESET. como mostra a figura. a contagem encontra-se paralisada. o contador dispara (isto s´ o acontece porque a chave digital est´ a aberta). escolhemos aquela com os terminais 3. Os pontos em cada gr´ afico representam a m´ edia aritm´ etica de 10 medidas. o terminal 1 da porta NOR passar´ a para o n´ ıvel l´ ogico 1. est´ a inicialmente aberta. O primeiro foi utilizado para montar o circuito da Fig. portanto. As retas foram tra¸ cadas pelo m´ etodo dos m´ ınimos quadrados. O prolongamento de cada uma delas passa praticamente pela origem como previsto. Foram utilizados. escolhemos aquela com os terminais 1. O 4001 cont´ em quatro portas NOR. 17 mostra o circuito que montamos para executar esta tarefa. levando o terminal 3 para o n´ ıvel 0. . Essas chaves funcionam como um interruptor comum. 17b. o contato el´ etrico entre os pontos M’ e N’ fechar-se-´ a momenta¯ do flip-flop ir´ neamente e o n´ ıvel l´ ogico da sa´ ıda Q a de 0 para 1. t e v 2 vs. conectada ao comando (terminal 5) sa´ ıda Q da chave digital esteja no n´ ıvel l´ ogico 0. os terminais 1 e 2 da porta NOR estar˜ ao ambos no n´ ıvel l´ ogico 0 e o terminal 3. como j´ a vimos. Para medir t. b) S´ ımbolo para a porta l´ ogica NOR e a tabela-verdade correspondente.6 ± 0. Antes de cada medida. A chave. Quando a esfera passar pela 2a chave na base do plano. v vs.1) graus. a chave digital. Para fazer uma nova medida. Das quatro chaves dispon´ ıveis no 4066.

com precis˜ ao. descreve in´ umeras outras experiˆ encias envolvendo a dinˆ amica do movimento de transla¸ c˜ ao e rota¸ c˜ ao de corpos como esferas.6 ± 0.1) graus. Esses valores s˜ ao perfeitamente consistentes com o valor esperado. apenas para ilustrar uma aplica¸ c˜ ao para o contador e mostrar a importˆ ancia da eletrˆ onica digital em medidas dessa natureza. podem ser utilizados para medir.1) e metade e a teoria. e lida diretamente no gr´ afico d vs. obtem-se a = (140 c˜ ao ± 1) cm/s2 . Do ponto de vista pr´ atico. a diferen¸ ca entre c2 de c3 (278). A literatura. 5. Por outro lado. O valor de g local ´ e igual a 978. A acelera¸ c˜ ao obtida a partir da inclina¸ c˜ ao da reta. e 2c1 ´ e cerca de 0. Esses gr´ aficos nos mostram que as rela¸ c˜ oes entre d e t. em grande parte. 30]. estudamos o movimento da esfera do ponto de vista da cinem´ atica.70 s (por exemplo) ´ e igual a 34. porque s˜ ao.2 cm. respectivamente. Montagem e aplica¸ c˜ oes 1501-11 Figura 18 . a ‘´ area’ abaixo da curva v vs. montados com alguns poucos blocos (circuitos integrados) que desempenham tarefas espec´ ıficas. oscilador a cristal e mais acess´ orios necess´ arios .4) cm/s2 (140 ± 1) cm/s2 e (139 ± 2) cm/s2 . O circuito que montamos garante que o tempo t come¸ car´ a a ser medido imediatamente ap´ os a libera¸ c˜ ao da esfera. cilindros e aros que tamb´ em poderiam ser realizadas com vantagem. Parte I. distˆ ancia percorrida sobre o plano.Contadores eletrˆ onicos no laborat´ orio did´ atico. Levando-se esses valores para a express˜ ao da acelera¸ c˜ ao dada acima. os valores da acelera¸ obtidos a partir da inclina¸ c˜ ao da reta em cada um dos trˆ es gr´ aficos apresentados s˜ ao.6 cm/s2 [31] e θ igual a (11. no entanto. entre v e t e v e d para o movimento do centro de massa de uma esfera. operando em associa¸ c˜ ao com um oscilador a cristal de quartzo. a acelera¸ c˜ ao (a) de seu centro de massa ser´ a dada por a = (5/7) g senθ [26]. Resultados como estes dificilmente seriam conseguidos se n˜ ao tiv´ essemos lan¸ cado m˜ ao da eletrˆ onica digital para disparar/paralisar o contador usado para medir t. porque o custo de um kit completo (contador. Figura 19 . Os diversos circuitos descritos podem ser facilmente reproduzidos pelo leitor interessado. mas apenas que tarefas ele ´ e capaz de executar.3 ± 0. Nesta experiˆ encia. se o corpo que desce rolando sobre o plano inclinado sem escorregar ´ e uma esfera. pequenos intervalos de tempo e freq¨ uˆ encia. partindo do repouso e rolando sobre o plano inclinado s˜ ao do tipo d = c1 t2 .Distˆ ancia d percorrida por uma esfera rolando sobre um plano inclinado a partir do repouso vs. porque a qualidade dos resultados neste tipo de experiˆ encia depende essencialmente das condi¸ c˜ oes no instante em que a esfera parte do repouso [3]. pode tamb´ em ser comparada com o valor esperado.Velocidade v de uma esfera rolando sobre um plano inclinado a partir do repouso vs.5 cm. n˜ ao ´ e preciso conhecer o que existe no interior de cada bloco. Primeiramente. O valor de c2 (140) ´ praticamente o dobro do valor de c1 (70. v = c2 t 2 e e v = c3 d como esperado. como prevˆ Neste artigo. iguais a (140. Descrevemos tamb´ em v´ arias aplica¸ c˜ oes para ilustrar como esses contadores. enquanto a distˆ ancia percorrida nesse intervalo e igual a 34. Al´ em disso.5%. tempo t. De fato. Conclus˜ oes Figura 20 . em quaisquer dos gr´ aficos. Em segundo lugar. 26. usando montagens semelhantes a `s descritas neste trabalho [25. t entre t = 0 e t = 0. mostramos como montar contadores digitais de baixo custo a partir de componentes eletrˆ onicos que podem ser facilmente encontrados no com´ ercio varejista.Velocidade ao quadrado de uma esfera rolando sobre um plano inclinado a partir do repouso vs. t2 ´ A diferen¸ ca entre esses valores ´ e menor que 1%. tempo ao quadrado.

Hill. [9] A maior parte dos componentes utilizados neste trabalho foi comprada na Mult Comercial Ltda. Gupta. 7. se¸ ca ˜o 8.com. S˜ ao Paulo. 555 (Sele¸ co ˜es Eletrˆ onicas Editora Ltda. Stensgaard and E. Am. 407 (1987).br.unesp.G. cap. Catenato. 567 (1991). S. Malvino. Phys. Hessel. [31] E. [14] A. Phys. 14. Eletrˆ onica Digital: Princ´ ıpios e Aplica¸ c˜ oes (McGraw-Hill. S˜ ao Paulo.C.html. New York. 44. 1981). 1987).. Dourado. Physics Demonstration Experiments (The Ronald Press Company. 803 (1976). 12.C. Barcelona. [16] Part ACO 9923. 44. v. 172 (1983). p. Curso de Eletrˆ onica B´ asica (Editora Saber Ltda.P. Cambridge. Os´ orio 260. [7] P.abracon. R. and A. R. Barret and N. [5] R. Am. Ens. Determina¸ c˜ ao Experimental da Acelera¸ c˜ ao Gravitacional no Bairro Santana. [27] A. Denardo. 5 (1988). J. .). Am. Gregson and W.C. tomo 2.C. [12] G. Circuitos & Solu¸ c˜ oes (Ed.A. 2001). Tech-Chee. 182 (1995). Vendas: http://www.C. 74. entendemos que as montagens descritas neste trabalho constituem uma alternativa vi´ avel para aqueles que n˜ ao podem dispor de um equipamento comercial. Rosenquist and L. Phys. 855 (1976). [15] E. Leach. [3] J.com [17] O cristal foi comprado na Ceamar Comercial Eletrˆ onica e Telefonia (Casa dos Cristais). The Art of Electronics (Cambridge University Press.. 01208-010 S˜ ao Paulo. Alfaro and A. Wong. p. Ens. [8] N.. Rio Claro . Ziemath. S. Blackburn and R. Projetos Eletrˆ onicos com o C. Willey. Esse valor ´ e no m´ ınimo dez vezes menor que aquele de um equipamento importado (ver Ref. Meiners (ed.br). F´ ıs. 20. Horowitz and W. Gen. 9. Lonc. S˜ ao Paulo. [24] D. projeto n. [21] H. Braga. cap. v.ceamar. Teach. 193-195. Michael. para iniciar/interromper uma contagem) fica em torno de US$ 35.br/igce/fisica/ gravid.E. 1970). Santarine. F´ ısica 3 26 (1981). Laegsgaard. Phys. Phys.A. [13] Ver Ref. Saber Eletrˆ onica 170. 11. 5 (1986). J. 57. Hessel.datasheet4u. representante da Pasco Scientific no Brasil. Phys. J. 2. cap.M.. Braga. J. Rio de Janeiro. McDermott.1501-12 Hessel et al. [25] R.I. 176 (2006). Phys. [29] M.G.com. n. Funda¸ c˜ ao de Amparo a ` Pesquisa do Estado de S˜ ao Paulo (Proc. Teach. [10] Informa¸ co ˜es sobre os componentes eletrˆ onicos utilizados neste trabalho podem ser encontradas acessando o site http://www. Vendas: mult@grupoinformat. cerca de $440.A. 4a ed. http://www. Filho e J. 01213-000 S˜ ao Paulo. Am. 1124 (1978). Eletrˆ onica para Todos (Salvat Editores. Cavalcante e C. Braga. [11] A.R. Cat. um cronˆ ometro digital com seus respectivos acess´ orios (Digital Photogate Timer System) custa. 276 (1997). Koenig. [20] W. SP. Lo. 1983). J. Perinotto. Cad.A. Referˆ encias [1] A. dos Timbiras 238. J. Parr. Rev. Malvino e D. Santa Efigˆ enia. R. [2] P. [4] R. Saber Ltda. J. 55. [18] M. dispon´ ıvel em http://www.C. 2. 69. Am.com. Agradecimentos Este trabalho foi desenvolvido com apoio da FAPESP. 1987).. 68 (1980). SP. Saber Eletrˆ onica 182.SP. 2006) 1a ed. Santa Efigˆ enia. A. Phys. [26] R.P. 8. 528 (1989). 15. 21. Em vista disso. Teach. 4. Freschi. Phys. 18. S˜ ao Paulo.M. 29. [23] Ver Ref. G. 6). [30] C. [19] N.F.F.B. 00/03753-0) e de nosso funcion´ ario Saulo R. Britton. Sollenburger.H.rc. na f´ abrica. Tavolaro. 6..com. 1998). cap. [6] Segundo a MSR Laborat´ orios e Processos (msr@ msrciencias. cap. Am. Canola na elabora¸ c˜ ao dos desenhos.P. 301 (2001). Fendley and M.br. 46. Hessel and H. W. [28] B.J. Ferreira. Phys. Phys. [22] I. J.00.A. 7. Educatin 30.16. Eletrˆ onica (McGraw-Hill..P.P.C.L.M. Am.