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LASER
DE BAIXA POTÊNCIA
PRINCÍPIOS BÁSICOS E APLICAÇÕES CLÍNICAS NA ODONTOLOGIA
AGUINALDO SILVA GARCEZ MARTHA SIMÕES RIBEIRO SILVIA CRISTINA NÚÑEZ

LASER
DE BAIXA POTÊNCIA
PRINCÍPIOS BÁSICOS E APLICAÇÕES CLÍNICAS NA ODONTOLOGIA

LASER DE BAIXA POTÊNCIA PRINCÍPIOS BÁSICOS E APLICAÇÕES CLÍNICAS NA ODONTOLOGIA Aguinaldo Silva Garcez Doutor em Ciências (Tecnologia Nuclear) pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) Martha Simões Ribeiro Doutora em Ciências (Tecnologia Nuclear) pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) Silvia Cristina Núñez Doutora em Ciências (Tecnologia Nuclear) pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) .

com base na experiência e contando com o conhecimento do paciente. sem autorização prévia por escrito da editora. mecânicos. O Editor CIP-BRASIL.610. gravação ou quaisquer outros. RJ G197l Garcez.Rio de Janeiro : Elsevier. É responsabilidade do médico. Martha Simões. Silvia Cristina III. 2012. il. Núñez.com. I.elsevier. sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos.314-7 . Elsevier Editora Ltda. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS. o método e a duração da administração e as contraindicações. determinar as dosagens e o melhor tratamento para cada um individualmente. Martha Simões Ribeiro. de 19/02/1998.br NOTA O conhecimento médico está em permanente mudança. fornecidas pelos fabricantes de cada fármaco a ser administrado. como as novas pesquisas e a experiência clínica ampliam nosso conhecimento. Os cuidados normais de segurança devem ser seguidos. mas. Inclui bibliografia ISBN 978-85-352-5528-7 1. os últimos lançamentos e os serviços exclusivos no site www. CDD: 617. . Nem o editor nem o autor assumem qualquer responsabilidade por eventual dano ou perda a pessoas ou a propriedade originada por esta publicação. poderá ser reproduzida ou transmitida. Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.br Consulte também nosso catálogo completo. ISBN: 978-85-352-5528-7 Capa Folio Design Editoração Eletrônica Futura Elsevier Editora Ltda. Lasers em odontologia. 2012.60028 CDU: 616. Título. nº 111 – 16º andar 20050-006 – Centro – Rio de Janeiro – RJ Rua Quintana. fotográficos.com. Conhecimento sem Fronteiras Rua Sete de Setembro. 11-8438. Aguinaldo Silva Laser de baixa potência : princípios básicos e aplicações clínicas na odontologia / Aguinaldo Silva Garcez. Os leitores são aconselhados a checar informações mais atuais dos produtos. II. alterações no tratamento e terapia à base de fármacos podem ser necessárias ou apropriadas. Nenhuma parte deste livro. para verificar a dose recomendada. nº 753 – 8º andar 04569-011 – Brooklin – São Paulo – SP Serviço de Atendimento ao Cliente 0800 026 53 40 sac@elsevier. Silvia Cristina Núñez. Ribeiro.

do Departamento de Prótese da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP) Daniela de Fátima Teixeira da Silva Doutora em Ciências (Tecnologia Nuclear) pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) Denise Maria Zezell Doutora em Física pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) Fernanda de Paula Eduardo Doutora em Diagnóstico Bucal pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP) Gesse Eduardo Calvo Nogueira Doutor em Ciências (Tecnologia Nuclear) pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) .Colaboradores Alessandra Baptista Mestra Profissional em Lasers em Odontologia pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) Ana Maria Aparecida de Souza Mestra Profissional em Lasers em Odontologia pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) Anderson Zanardi de Freitas Doutor em Ciências (Tecnologia Nuclear) pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) Caetano Padial Sabino Graduando do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) Carolina Yamashita Pós-graduanda latu sensu em Dentística Restauradora (FUNDECTO-USP) Membro da Área de Qualidade do Centro de Excelência em Prótese e Implante (CEPI) da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP) Daiane Thaís Meneguzzo Doutora em Ciências (Tecnologia Nuclear) pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) Dalva Cruz Laganá Professora Titular da Disciplina de Prótese Removível.

Hamblin Professor Associado da Harvard Medical School Renato Araújo Prates Doutor em Ciências (Tecnologia Nuclear) pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) Rosane de Fátima Zanirato Lizarelli Doutora em Ciências e Engenharia de Materiais pela Universidade de São Paulo (USP – São Carlos) Rosely Cordon Mestra Profissional em Lasers em Odontologia pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) Selly Sayuri Suzuki Mestra Profissional em Odontologia pelo Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic (SLMANDIC) Thales Ferrari de Oliveira Leite Publicitário pela PUC – Campinas Pós-graduado em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) . Moreira Doutora em Medicina (Ciências Médicas) pela Universidade de São Paulo (USP) Michael R.vi Laser de Baixa Potência – Princípios Básicos e Aplicações Clínicas na Odontologia Hideo Suzuki Doutor em Odontologia pelo Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic (SLMANDIC) Ilka Tiemy Kato Doutora em Ciências (Tecnologia Nuclear) pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) Leila Soares Ferreira Doutora em Dentística pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP) Letícia Mello Bezinelli Especialista em Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP) Especialista em Administração e MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo (FIA-USP) Luciana Almeida-Lopes Doutora em Ciências e Engenharia de Materiais pela Universidade de São Paulo (USP – São Carlos) Luciana Corrêa Doutora em Odontologia (Patologia Bucal) pela Universidade de São Paulo (FOUSP) Luciane Hiramatsu Azevedo Doutora em Diagnóstico Bucal pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP) Luís Cláudio Suzuki Mestre em Ciências (Tecnologia Nuclear) pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) Márcia Martins Marques Professora Titular da Disciplina de Dentística Restauradora I da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP) Maria Stella N. A.

Boston. USA .Colaboradores vii Vanderlei Salvador Bagnato Professor Titular da Universidade de São Paulo (USP – São Carlos) Ying-Ying Huang Pesquisadora Visitante do Departamento de Dermatologia do Massachusetts General Hospital.

que nos propiciaram condições para que chegássemos até aqui.Dedicatória Dedicamos esta obra a nossos familiares. . sejam eles nossos pacientes ou aqueles que conosco trabalham na academia ou na prática clínica. e a todos aqueles que se encantam com os benefícios da terapia laser de baixa potência.

Agradecimentos Agradecemos a todos aqueles que. contribuíram para o engrandecimento desta obra. . de uma forma ou de outra.

se pudesse desmistificar o uso da tecnologia. Prof. com muita seriedade. Dr. O laser de baixa potência tem efeitos positivos que podem ser utilizados em diversas áreas da odontologia e.Prefácio É com grande satisfação que escrevo o prefácio de uma obra de grande importância. O resultado da união entre a experiência dos professores e o ávido conhecimento dos profissionais clínicos está compilado nos capítulos que seguem descrevendo. atualmente tão presente nas nossas vidas. assim. leitores. escrita por meio da parceria de pesquisadores do IPEN e da FOUSP e ex-alunos dos cursos de pós-graduação. com importantes benefícios para os pacientes. a atuação que o laser de baixa potência pode ter na vida do cirurgião-dentista. de forma clara e objetiva. estudantes e clínicos têm a oportunidade de explorar e conhecer melhor o tema para poder ampliar e difundir essa modalidade de tratamento de simples execução e tão benéfica a todas as esferas em que pode ser aplicada. Ao longo das páginas. Carlos de Paula Eduardo Professor Titular da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP) . o leitor terá condições de compreender que os resultados alcançados em cada protocolo clínico foram advindos de muito estudo e pesquisa com dados fundamentados em evidência científica. Esse grupo trabalhou intensamente para que. Representa uma forte ação para o desenvolvimento da inovadora área do laser na Odontologia.

A óptica dos tecidos envolvidos nas mais diversas aplicações. que na maioria das aplicações se mostrará como um coadjuvante na clínica odontológica. Silvia Cristina Núñez . e explorar as bases celulares e moleculares destes efeitos nos capítulos de mecanismos básicos. futuramente. compreender as diferenças entre os lasers disponíveis no mercado. mas sim em preconceitos.Introdução A terapia com laser de baixa potência (TLBP) tem acumulado. Além do entendimento das características ópticas. assim como a interação dos diferentes comprimentos de onda com o tecido alvo. ao mesmo tempo. nas últimas décadas. Somados aos fatores mencionados temos os clínicos. especialmente a física. abordaremos também a questão do marketing associado à introdução desta nova terapia na clínica e a gestão de qualidade. a seleção daquele que melhor se adéqua à sua realidade clínica. que acabem se negando a utilizá-lo não com base em informações científicas. também achamos importante apresentar ao leitor desta obra as mais novas técnicas ópticas voltadas para diagnóstico que irão. envolvendo segurança do paciente e biossegurança em relação à utilização da TLBP. Uma das características desta terapia é a multidisciplinaridade necessária para o estabelecimento de técnicas e protocolos para sua aplicação clínica. para tornar a decisão de utilização deste equipamento o mais fundamentada possível. busca de protocolos. evidências científicas sobre seus efeitos e aplicações nas mais diversas áreas médicas. desde a escolha do equipamento até sua utilização. contribuir muito para o desenvolvimento da odontologia. como. Além destes tópicos. até protocolos para diversas aplicações clínicas. podemos encontrar estudos em aplicações clínicas da TLBP há mais de 30 anos. tem feito que profissionais da área de ciências exatas. com o intuito de apresentar ao leitor uma abordagem concisa e baseada em evidências encontradas na literatura atual. Uma vez que seus efeitos ocorrem em níveis celulares e/ou moleculares. ainda. a disponibilidade de informações faz que os pacientes questionem os profissionais sobre o uso de laser em seus consultórios. Durante a leitura deste livro esperamos que o leitor entenda os benefícios e as limitações desta terapia. Além da apresentação do funcionamento da terapia. a ortodontia. como seus mecanismos de ação e efeitos celulares. Durante a leitura desta obra o leitor poderá entender qual efeito a irradiação causa em determinada área da odontologia. as evidências científicas e a evolução da indústria de tecnologia fizeram que os profissionais da área de odontologia tivessem hoje acesso facilitado a esta terapia e. Especialmente falando sobre a odontologia. Somadas. Os protocolos de utilização da TLBP indicados em cada capítulo clínico desta obra são fruto de pesquisa científica. muito contribuam para a correta aplicação clínica da terapia. da interação laser-tecido biológico. tornando os procedimentos de diagnóstico mais precisos e menos invasivos. que. ou. ao entenderem o potencial desta terapia. mas em outras situações clínicas pode ser a melhor ferramenta que temos à disposição para oferecer um melhor cuidado aos nossos pacientes. Um capítulo especial aborda a introdução do laser na clínica odontológica procurando esclarecer ao dentista como ele deve se preparar para introduzi-lo em seu consultório. o entendimento das bases que levam à aplicação clínica se mostra complexo e há necessidade de profissionais que estudem ciências básicas para a compreensão dos efeitos que a luz gera em células. O objetivo desta obra foi reunir profissionais de diversas áreas do conhecimento para fornecer ao leitor desde o conhecimento das bases da TLBP. A falta de formação acadêmica na área de laser em aplicações médicas contribui para que muitos profissionais adquiram equipamentos laser e os subutilizem por falta de conhecimento. a dentística e a periodontia. têm estudado e proposto seu uso em uma grande variedade de aplicações. o desenvolvimento de dispositivos com características voltadas para a aplicação clínica também tem chamado a atenção de físicos e engenheiros que trabalham desenvolvendo equipamentos mais eficientes e com custo acessível. por exemplo.

o leitor encontrará a descrição dos processos fundamentais que estabelecem a interação da luz laser com tecidos biológicos. permitindo que os benefícios de uma tecnologia tão sofisticada como a do laser possa ser útil diretamente à população. vídeos. acredito. perguntas e respostas e sites recomendados. A leitura destas páginas irá certamente contribuir para estabelecer o uso seguro e eficiente do laser na odontologia. seus efeitos anti-inflamatórios e analgésicos. quando participei da banca de julgamento da dissertação da hoje Dra. imagens de nova técnica de diagnóstico aplicada à odontologia. novos métodos de diagnóstico. Este material utiliza as facilidades proporcionadas pela internet para trazer um conteúdo adicional ao livro impresso. disponível na web. apresentando ao leitor um conjunto de conhecimentos e experiências abrangentes. desde a interação celular. Dr. adequá-los a novas situações. a disseminação de sua utilidade foi muito abrangente na área de saúde bucal. que. Entre estes desenvolvimentos se distingue o uso da terapia com lasers de baixa potência. gerando o conhecimento abrangido neste livro. a de ciências exatas e a de saúde. complementando informações disponíveis no livro e adicionando material só possível de ser utilizado em mídia digital. particularmente o tecido bucal e a discussão de vários casos clínicos. Desde então o estudo e a aplicação de lasers nas áreas médica e odontológica se intensificaram e. tanto de forma preventiva. sua ação nas várias especialidades odontológicas. Os vídeos disponibilizados online demonstram métodos de aplicação do laser. mas as pesquisas e novos desenvolvimentos estão ocorrendo pioneiramente na Odontologia. assim como especialistas que possam desenvolver novos protocolos e. evidenciando que não só o uso. Martha Simões Ribeiro. além da Dra. dicas úteis para a segurança e proteção do usuário em relação ao uso dos óculos de proteção e ainda uma demonstração prática sobre a diferença entre comprimentos de onda de diferentes fontes de luz. Esta é uma importante contribuição originada na Odontologia e que foi incorporada à área médica. na qual foi demonstrado o uso de luz laser polarizada em cicatrização de tecidos. além de outros pesquisadores renomados em outras áreas. Martha Simões Ribeiro. universalizando ainda mais os benefícios desta tecnologia. As perguntas e respostas das dúvidas frequentes em relação à aplicação e uso da terapia laser de baixa potência (TLBP) podem ser encontradas no . como para alívio dos desconfortos decorrentes deste procedimento na área bucal. Prof. mediante o entendimento dos processos. Estes estudos se tornam mais complexos pelo envolvimento de duas áreas de conhecimento muito diferentes. em particular. que ficaram entusiasmados pelo potencial desta e acabaram concentrando suas atividades na compreensão e no desenvolvimento de novas aplicações nesta área. existe um grupo de cientistas que foram formados num curso de mestrado profissional criado no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares em colaboração com a Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo. que encontrou uma importante aplicação em pacientes submetidos à quimioterapia. exigindo um corpo de pesquisadores muito especial. evoluindo até aspectos mercadológicos e de gestão da qualidade.Apresentação Meu primeiro contato com o uso de lasers em medicina ocorreu há quase 20 anos. Nilson Dias Vieira Junior Superintendente e Pesquisador Titular do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares da Comissão Nacional de Energia Nuclear (IPEN/CNEN-SP) Material no Odontoconsult O livro apresenta como material complementar. pioneira no uso do laser em aplicações na área de saúde no país. tenha se tornado mais comum que na própria medicina. em formato atraente e atual. Entre o time de cientistas que escrevem este livro. Desta forma.

Uma coleção de sites recomendados incluindo entidades de classes.xviii Laser de Baixa Potência – Princípios Básicos e Aplicações Clínicas na Odontologia material disponibilizado online. instituições de ensino e outros links úteis podem ser encontrados no material disponível online para que o leitor possa encontrar tudo que procura em relação à TLBP na internet. Você irá encontrar perguntas com as respostas formuladas pelos autores procurando esclarecer questões que foram abordadas durante o livro. Silvia Cristina Núñez . sociedades de fototerapia. empresas fornecedoras de equipamentos.

68 Daiane Thaís Meneguzzo Luciana Almeida-Lopes Martha Simões Ribeiro Capítulo 8 Capítulo 9 Breve Histórico de Lasers de Baixa Potência na Odontologia. 27 Ying-Ying Huang Michael R. Hamblin (Traduzido por Martha Simões Ribeiro) Capítulo 4 Laser de Baixa Potência sobre Culturas Celulares de Interesse Odontológico. 79 Denise Maria Zezell Introdução da Terapia Laser de Baixa Potência na Clínica Odontológica. A. 14 Daniela de Fátima Teixeira da Silva Luciana Almeida-Lopes Martha Simões Ribeiro Capítulo 3 Mecanismos da Terapia Laser de Baixa Potência.Sumário Capítulo 1 Conceitos Físicos Básicos Aplicados à Terapia Laser de Baixa Potência. 61 Daiane Thaís Meneguzzo Martha Simões Ribeiro Silvia Cristina Núñez Capítulo 7 Terapia Laser de Baixa Potência na Reparação Tecidual. 81 Silvia Cristina Núñez . 1 Daniela de Fátima Teixeira da Silva Luciana Almeida-Lopes Martha Simões Ribeiro Capítulo 2 Interação Laser-Tecido Biológico e Princípios de Dosimetria. 44 Márcia Martins Marques Leila Soares Ferreira Maria Stella N. Moreira Capítulo 5 Capítulo 6 Terapia Laser de Baixa Potência na Analgesia. 53 Silvia Cristina Núñez Terapia Laser de Baixa Potência na Inflamação.

135 Aguinaldo Silva Garcez Terapia Laser de Baixa Potência na Ortodontia. 91 Renato Araújo Prates Ilka Tiemy Kato Capítulo 11 Terapia Laser de Baixa Potência na Mucosite Oral. 175 Alessandra Baptista Silvia Cristina Núñez Capítulo 20 Capítulo 21 Terapia Laser de Baixa potência na Hipersensibilidade Dentinária Cervical. 105 Fernanda de Paula Eduardo Letícia Mello Bezinelli Luciana Corrêa Capítulo 12 Terapia Laser de Baixa Potência no Complexo Dentinopulpar e suas Aplicações na Dentística e Prótese Dentária. 141 Selly Sayuri Suzuki Aguinaldo Silva Garcez Hideo Suzuki Capítulo 16 Terapia Laser de Baixa Potência nas Desordens Temporomandibulares. 160 Luís Cláudio Suzuki Terapia Laser de Baixa Potência na Periodontia. 117 Aguinaldo Silva Garcez Selly Sayuri Suzuki Capítulo 13 Terapia Laser de Baixa Potência na Cirurgia Oral. 199 Rosane de Fátima Zanirato Lizarelli Vanderlei Salvador Bagnato Capítulo 22 Métodos de Diagnóstico Óptico Aplicados à Odontologia.xx Laser de Baixa Potência – Princípios Básicos e Aplicações Clínicas na Odontologia Capítulo 10 Terapia Laser de Baixa Potência em Lesões Orais. 152 Aguinaldo Silva Garcez Selly Sayuri Suzuki Capítulo 17 Capítulo 18 Terapia Laser de Baixa Potência na Implantodontia. 189 Silvia Cristina Núñez Fototerapia Empregando Sistemas à Base de Diodo Emissor de Luz (LED). 127 Luciane Hiramatsu Azevedo Leila Soares Ferreira Ana Maria Aparecida de Souza Capítulo 14 Capítulo 15 Terapia Laser de Baixa Potência na Endodontia. 168 Renato Araújo Prates Luís Cláudio Suzuki Ilka Tiemy Kato Capítulo 19 Terapia Laser de Baixa Potência na Odontopediatria. 213 Anderson Zanardi de Freitas Denise Maria Zezell Gesse Eduardo Calvo Nogueira .

241 Thales Ferrari de Oliveira Leite Protocolos para a Terapia Laser de Baixa Potência na Prática Odontológica. 252 Caetano Padial Sabino Índice.Sumário xxi Capítulo 23 Gestão da Qualidade: Biossegurança. 255 . 227 Rosely Cordon Carolina Yamashita Dalva Cruz Laganá Capítulo 24 Capítulo 25 Marketing no Mercado Odontológico. Gerenciamento de Risco e Segurança do Paciente no Uso de Laser.

simplificadamente. ou seja. além de oferecer um melhor cuidado para o paciente. Existem. ao receberem o equipamento em seus consultórios. também possa receber retorno por seu investimento financeiro e de formação acadêmica. Assim.9 INTRODUÇÃO Introdução da Terapia Laser de Baixa Potência na Clínica Odontológica Silvia Cristina Núñez Após a leitura dos capítulos iniciais deste livro. o consciente. o comprador impulsivo. estudou e identificou nesses equipamentos uma oportunidade de melhorar a sua prática clínica. Esse tipo de consumidor tem mais chances que o primeiro de tirar bom proveito dessa aquisição. acabam difamando o emprego dessa terapia. e a aquisição de novos equipamentos deve ser pautada também nas oportunidades. 660 nm e 685 nm. “qual a potência de seu equipamento?”. ou o reconhecimento do equipamento que você tem. afinal de contas o dentista tem de gerir uma pequena empresa. Os fatores mencionados são importantes. Conforme visto nos capítulos anteriores. 81 . é aquele que fez cursos. O primeiro tipo. Porém como ganhar dinheiro e fazer marketing se o dentista não sabe o que fazer nem como escolher o equipamento novo? Aí está o primeiro erro dos compradores por impulso. os comprimentos de onda mais comuns são de aproximadamente 630 nm. Nesses casos. o que demonstra que mesmo aqueles que já possuem um equipamento devem conhecê-lo antes de qualquer coisa. a compra é realizada por oportunidade. Resolvemos introduzir este capítulo para auxiliar todos aqueles que desejam começar a empregar a terapia laser de baixa potência (TLBP) em seus consultórios antes da apresentação das aplicações e protocolos clínicos. dois tipos de “compradores”: aquele que compra por impulso e aquele que faz o consumo consciente. Muitas vezes nos deparamos com dentistas que possuem lasers de baixa potência em seu consultório e ao fazermos perguntas simples como: “qual o comprimento de onda de seu laser?” ou. que deve ser lucrativa. Pior que isso. ou descobrem que eles “não fazem” o que eles queriam e acabam desistindo do uso da TLBP. RECOLHECIMENTO E AJUSTES DO EQUIPAMENTO LASER Primeiramente. tentam utilizá-lo algumas vezes de forma inadequada. Não há relatos na literatura de vantagens ou desvantagens entre esses comprimentos de onda. aos fatores citados acima. não obtemos resposta ou a resposta é muitas vezes equivocada. o comprador pensa que está fazendo um bom negócio. o primeiro passo é a escolha de um equipamento. se todos se tratarem de lasers de diodo. o pensamento de que podem fazer marketing com o laser no consultório e que isso irá aumentar a rentabilidade de seu negócio. Na hora de escolher um equipamento laser muitas dúvidas devem surgir na cabeça do dentista. Muito mais do que a compra de um equipamento. Será que as necessidades de um profissional que só pratica a endodontia são iguais às de um ortodontista? Vamos iniciar pelo comprimento de onda. o leitor pode se sentir tentado a utilizar o laser em sua clínica diária. Dentro da faixa vermelha. pois eles. a aquisição de um laser de baixa potência representa a introdução de novas terapias e abordagens terapêuticas em seu consultório. deve representar a maioria dos dentistas que adquiriram lasers de baixa potência. os comprimentos de onda mais comumente utilizados na TLBP estão localizados na região vermelha visível do espectro eletromagnético ou na região do infravermelho próximo. ainda. Imaginando que a decisão está tomada e você se sente confiante para iniciar o uso da TLBP em seu consultório. mas mesmo assim ainda não há garantia de sucesso. vamos discutir sobre a aquisição de um equipamento laser. o preço está bom e o parcelamento é adequado às suas possibilidades. e o dentista tem de se preparar de forma adequada a essa realidade para que. Entram no mesmo grupo os que somam. O segundo tipo de comprador. ESCOLHA.

Uma condição de lesão pulpar irreversível diagnosticada como hipersensibilidade dentinária e tratada com TLBP pode acarretar aceleração do processo.9 a diferença nas características do espalhamento da luz em diferentes tipos de pele. Cálculo E (J) = P (W) ´ t (s) É a quantidade de energia por unidade de área transferida ao tecido em J/cm2 P (W) ´ t (s) ´t D (J/cm2) = ____________ a (cm2) É o tempo necessário para se transferir uma determinada densidade de energia ao tecido. 9. Ao contrário do que imaginamos. correspondendo cada área ao diâmetro da ponteira do laser que estamos utilizando. Ainda em relação à irradiação pontual. ela pode ser realizada em contato com o tecido sobre pressão ou afastada do tecido no modo sem contato (Figuras 9. os mais utilizados na TLBP são os da região do vermelho (630 nm a 680 nm) e do infravermelho próximo (780 nm a 930 nm). temos também diferença na quantidade de tecido adiposo (Capítulo 2) e na dimensão dos músculos. Após escolhermos o comprimento de onda do laser. Além da diferença na coloração da pele. nos quais o reparo ocorre . Outro fator de relevância é como aplicar o laser. dor e desconforto para o paciente. como também pela função clínica Deve ser o mais próximo de 90° para evitar perda de radiação por reflexão Outros fatores de relevância são a anamnese e o correto diagnóstico. em pacientes debilitados.2 Resumo dos conceitos básicos relacionados com a programação e a escolha do equipamento laser de baixa potência Conceito Importância Potência (W) Energia (J) Densidade de energia (J/cm2) Tempo de tratamento (t) Densidade de potência (W/cm2) Comprimento de onda (λ) Ponteira Ângulo de incidência O conhecimento da potência do equipamento é fundamental para a aplicação da dosimetria apropriada. A idade do paciente e sua condição sistêmica também podem ser importantes. sabermos o tempo de irradiação e o número de sessões. Lembre-se sempre de transformar mW em W Princípio ativo que será efetivamente responsável pelo efeito clínico. Observe nas Figuras 9. pois assim temos uma densidade de energia e densidade de potência uniforme por toda a área irradiada. As aplicações clínicas podem. tanto pela densidade de potência que podem transmitir. As características físicas do paciente também podem e devem ser consideradas. com o infravermelho penetrando mais nos tecidos. fazendo que os efeitos da TLBP não sejam notados. Esse é o método mais indicado por apresentar menor variabilidade (Figura 9. o reparo ocorre de forma rápida. sabendo exatamente a energia entregue naquele ponto. nunca afaste demasiadamente a ponteira do laser da área irradiada. Entretanto. cobrindo toda a área. cobrindo-se toda a área com movimentos de vaivém.5A e B). bem como um diagnóstico correto. Não deve ultrapassar muito mais do que 1 W/cm2 Apresentado normalmente em nm. a energia.86 Laser de Baixa Potência – Princípios Básicos e Aplicações Clínicas na Odontologia Tabela 9. principalmente nos casos que queremos irradiar através da pele estruturas localizadas em regiões mais profundas. A fórmula matemática que fornece o tempo de tratamento é D (J/cm2): (cm2) t (s) = _______________ ´ a P (W) É a grandeza que avalia a possibilidade de dano microtérmico. Ao se proceder à irradiação sem contato. Isso pode ocorrer. devemos escolher o método de irradiação que iremos empregar. Os métodos de irradiação possíveis são: Pontual – a irradiação será feita ponto a ponto. Varredura – A irradiação será entregue da forma mais uniforme possível. A irradiação sob pressão pode ser realizada para promover ligeira isquemia no local da aplicação. em condições normais. A massa corpórea e a dimensão muscular deveriam ser consideradas para cálculos de dosimetria. os pacientes debilitados podem responder melhor à irradiação do que os saudáveis. pois isso pode promover um erro na energia entregue devido à divergência do feixe que se abre demasiadamente. assim como em qualquer aplicação médica.7. pois.6 A e B). ou não. ser específicas para algum deles Levar em consideração as suas características. permitindo maior difusão da radiação no tecido. O método mais desejável é o pontual em contato. A diferença entre eles é a profundidade de penetração.8 e 9. É imprescindível a realização de uma anamnese abrangente. Já a irradiação sem contato pode ser realizada em úlceras e áreas cruentas que apresentem dor ao contato.

) Figura 9. (Fonte: arquivo pessoal.8 Irradiação de paciente oriental. (Fonte: arquivo pessoal.) Figura 9.6 Irradiação pontual sob pressão A e irradiação sem contato B.) Figura 9.Capítulo 9 – Introdução da Terapia Laser de Baixa Potência na Clínica Odontológica 87 A B Figura 9. (Fonte: arquivo pessoal.5 Irradiação pontual em contato A e deslocando a ponteira depois de decorrido o tempo de aplicação desejado B. (Fonte: arquivo pessoal.) .7 Irradiação de paciente com pele escura.

um papel de destaque tanto na aplicação clínica como na abordagem científica desse tema. Os efeitos da TLBP foram descritos por Karu como: (1) primários ou que atuam como moduladores da função celular. Temos também a intenção de discutir alguns resultados e relacionar as características de parâmetros da luz entregue ao tecido com os resultados apresentados. é uma forma de fototerapia que utiliza fótons na cor vermelha ou no infravermelho próximo1. um diagnóstico preciso deve ser obtido. estes efeitos dependem de adequação dos parâmetros de irradiação.1). mais superficiais. A mucosa normal apresenta uma característica de translucidez difusa. quando temos de alcançar regiões mais profundas. Outro fator crucial para a qualidade e eficiência da irradiação na TLBP é a profundidade do seu tecido alvo. ou seja. 91 . a queratina presente em partes especializadas da mucosa oral funciona como um difusor de luz. o que pode influenciar grandemente o processo terapêutico. Claramente. localização. porém. Alterações que não apresentem sinais clínicos evidentes. Outro ponto fundamental para a utilização segura e efetiva da TLBP é um profundo conhecimento. por parte do cirurgião-dentista. Para proporcionar doses terapêuticas temos de observar características ópticas do tecido envolvido. Neste capítulo faremos um relato das aplicações de TLBP em lesões de acometimento oral previamente reportados na literatura. Também é relatado que essas faixas de energia eletromagnética apresentam absorção por moléculas presentes em sítios específicos nas células (p. Estes comprimentos de onda são geralmente escolhidos por apresentarem uma boa transmissão pelos tecidos e conseguirem atingir com eficiência camadas mais internas. o que provoca o espalhamento dos fótons que passam pelo tecido e levam à perda na nitidez da imagem. Grupos de pesquisa brasileiros ocupam posições de destaque nas associações científicas dedicadas ao estudo desse assunto. para o acompanhamento da evolução clínica do paciente.10 INTRODUÇÃO Terapia Laser de Baixa Potência em Lesões Orais Renato Araújo Prates Ilka Tiemy Kato A utilização de técnicas terapêuticas que empregam a tecnologia laser de baixa potência cresce em todo o mundo. As lesões que apresentam um aumento de queratina podem causar maior espalhamento da luz incidente.: citocromo c nas mitocôndrias) e induzem mudanças na produção de trifosfato de adenosina (ATP)1. ex. Isso quer dizer que a energia que levamos em conta na saída do equipamento deve ser próxima à necessária para a efetividade do tratamento. tamanho. além da profundidade e do tamanho da lesão (Capítulo 2). e. Porém. dos processos anatômicos que serão irradiados e da origem das alterações sobre as quais ele irá atuar. o que nos proporciona uma capacidade de ver vasos sanguíneos no seu interior. bem como no grande número de publicações atribuídas a institutos de pesquisa sediados no Brasil. antes da irradiação. lesão fundamental e características ópticas do tecido devem ser observados e documentados antes do tratamento. comumente conhecida no meio científico como low intensity laser therapy (LILT) ou low-level laser therapy (LLLT). mais queratinizada. devem ser também documentas por escalas de dor. como a escala visual analógica (EVA) ou similares. e praticamente toda a energia necessária aos efeitos da TLBP serão diretamente entregues ao tecido. Porém uma parcela menor desta coerência também pode ser perdida em tecidos menos queratinizados. Por outro lado. A terapia laser de baixa potência (TLBP). em que não conseguimos identificar claramente os vasos sanguíneos no tecido normal (Figura 10.2 (Capítulo 3). Isso significa que a coerência da radiação laser pode ser parcialmente perdida durante a passagem dos fótons pelo epitélio altamente queratinizado. sintomas. ASPECTOS MORFOLÓGICOS E ÓPTICOS DAS LESÕES ORAIS – CONSIDERAÇÕES EM TLBP Os tecidos normais e com alterações apresentam diferentes características ópticas. Esse princípio pode ser facilmente observado na gengiva inserida. 2) secundários ou que levam aos efeitos de alívio de dor ou induzem cicatrização tecidual2. Sinais. As lesões que acometem a cavidade oral têm origens diversas e abrangem grande quantidade de manifestações clínicas. ou qualquer outro tipo de tratamento. Por outro lado. encontram-se em uma posição de fácil acesso para os fótons. Lesões de mucosa. assumiu. com sintomas claros. particularmente no Brasil. nos últimos anos.

Observe na fotografia inferior direita a melhora clínica sete dias após a primeira irradiação. Daiane Thais Meneguzzo.7 ilustra esse caso de herpes. sensação de ardência ou inchaço. Nesse caso. A Figura 10. Thayse Pithon. (Fonte: caso clínico gentilmente cedido pela Dra. (Fonte: caso clínico gentilmente cedido pela Dra. c) as vesículas se unem e rompem para a formação de uma lesão ulcerativa que. Normalmente os indivíduos relatam diminuição expressiva do sintoma de dor.6 Paciente diagnosticada com herpes simples tipo I primária. pois essa fase dura apenas poucas horas e encontrar o indivíduo acometido pode ser uma questão de sorte.Capítulo 10 – Terapia Laser de Baixa Potência em Lesões Orais 97 entre outros. as energias mais altas descritas anteriormente devem ser adotadas. com sintomas de parestesia. Uma abordagem clinicamente mais prática é a aplicação de elevadas quantidades de energia sobre as vesículas (6 J a 10 J por ponto). Sua história clínica pode ser dividida em: (a) fase prodrômica. Três aplicações com intervalos de dois a três dias entre as sessões podem ser necessárias. Para aplicação da TLBP nessas lesões. na qual ocorrem vermelhidão e aparecimento de pequenas vesículas preenchidas por líquido altamente infeccioso. Alguns profissionais relatam que doses de 1-2 J diretamente sobre as vesículas podem resultar em aumento parcial dos sinais da doença. podemos utilizar duas abordagens distintas. (b) fase de vesículas. A crosta pode comprometer significativamente a passagem da luz e interferir nos resultados da TLBP. dor.5 Paciente diagnosticada com herpes primária tipo I. Em acaso de ulcerações sem crosta. e uma sensação de leve parestesia também pode ser encontrada. Figura 10. se essas bolhas forem gentilmente drenadas. O tratamento foi realizado com laser de emissão vermelha (λ = 660 nm) e 100 mW de potência. No entanto. porém. a utilização de uma dose de 6 J tem se mostrado eficaz e algumas vezes as vesículas não aparecem ou aparecem de forma mais branda. devemos observar se ainda existem pequenas vesículas. Foi realizado tratamento com laser de emissão vermelha (λ = 660 nm). em dias consecutivos. porém é muito difícil ver o paciente nessa situação. Muitos indivíduos relatam pouca diminuição da dor com esses valores de energia de irradiação. A aplicação da TLBP na fase de vesículas pode ser encarada de duas formas. após alguns dias. que dependem diretamente do estágio no qual a lesão herpética se encontra. com auxílio de uma agulha de anestesia. além de ser um procedimento desconfortável para o paciente. devemos observar a característica clínica da lesão. pode ser aplicada uma energia de 2-3 J por ponto nas bordas da lesão. em três sessões. esses efeitos não serão observados. A fase prodrômica é um bom momento para irradiação. da equipe de Laser da Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic. Caso isso ocorra.) Figura 10. que muitas vezes se apresenta recoberta por uma crosta. Outra desvantagem dessa técnica é o risco de contaminação ao drenar as vesículas. 100 mW em aplicação única.) . forma uma pequena crosta e cura espontaneamente sem deixar cicatriz21. Energia entregue foi de 1 a 2 J por ponto. Na fase de ulcerações.

o tecido pulpar é incapaz de reverter os danos causados pelo aquecimento. 117 . Dificilmente um único fator isolado possui a capacidade de levar o tecido pulpar a um estado patológico. Sua superfície interna demarca a cavidade pulpar onde se encontra a polpa dentária. justificando assim a denominação de complexo dentina-polpa. além de fatores biológicos (presença de microrganismos). que forma a maior parte do dente. a quantidade e a qualidade da dentina remanescente. ou camada odontoblástica. esta pode ser facilmente aplicada aos procedimentos odontológicos e suas consequências na polpa dentária. Apesar disso. normalmente é necessária uma união de fatores como a capacidade reativa do organismo de cada indivíduo (que depende. pode se difundir pela dentina exposta atingindo a polpa6. A dentina contém os prolongamentos de células especializadas. os odontoblastos localizados na polpa dental e substância intercelular. Portanto podemos dizer que todo preparo cavitário ou protético em tecido dentinário resultará em uma resposta pulpar de intensidade proporcional. jatos de óxido de alumínio. dificilmente o dentista provoca um agressão direta à polpa. e aumentos acima de 11ºC invariavelmente levam a necrose pulpar4. A maior parte dos instrumentos utilizados. ou seja. e. Pashley relata que substâncias como a epinefrina. é caracterizada pela participação na formação dentinária durante a vida do dente. além de manter sua integridade. sejam eles diretos ou indiretos. Em cerca de 40% dos casos. Ela é recoberta pelo esmalte na região coronária e pelo cemento na região radicular. químicos (pH e toxicidade dos materiais restauradores) e físicos (temperatura. quando utiliza anestésicos com vasoconstritores. sejam eles cortantes rotatórios. a íntima relação entre polpa e dentina sugere que a agressão ou proteção realizada sobre uma irá refletir no outro componente. por sua vez. A dentina é um tecido conjuntivo mineralizado. ela é controlada pelas células presentes na polpa dentária2. Deve-se lembrar de que estes materiais possuem uma reação de polimerização exotérmica. podendo alterar a permeabilidade dentinária. cargas mastigatórias e traumas)2. de fatores como idade. com certeza. Também durante o afastamento gengival para a realização de moldagens. que. presença ou ausência de doenças locais ou sistêmicas). utilizada com o fio de afastamento. pontas ultrassônicas ou mesmo lasers de alta potência. é capaz de gerar calor3 e aumentos de temperatura acima de 5ºC podem causar resposta inflamatória pulpar. Sua porção periférica. são. os procedimentos de maior risco à polpa. e podem elevar a temperatura pulpar acima de 7ºC5. pode provocar uma diminuição do volume sanguíneo e da pressão pulpar.12 Terapia Laser de Baixa Potência no Complexo Dentinopulpar e suas Aplicações na Dentística e Prótese Dentária Aguinaldo Silva Garcez Selly Sayuri Suzuki “A toda ação existe uma reação oposta e de mesma intensidade” Isaac Newton INTRODUÇÃO Embora a terceira lei de Newton1 tenha sido criada em 1687 para descrever a mecânica entre corpos. embriológica e funcional. Os preparos cavitários ou protéticos. Dentina e polpa formam um complexo em íntima relação topográfica. Dentina e polpa compartilham de mesma origem embrionária e de mesma natureza fisiológica. Além do calor gerado pelos preparos cavitário e protético. embora a dentina seja um tecido mineralizado. a confecção de provisórios em resina acrílica ativada quimicamente também pode causar reação pulpar. Devido à própria morfologia dental. Quase a totalidade dos procedimentos restauradores é agressiva à polpa. A polpa dentária é um tecido conjuntivo frouxo e envolto pela dentina. algumas substâncias químicas podem agredir o complexo dentina-polpa. especializado. liberam grandes quantidades de calor durante a polimerização (até 60ºC). O primeiro procedimento a se considerar é a anestesia.

Archives of Oral Biology.5 Micrografia eletrônica de transmissão da interface dentina/polpa. 2007.8 J a 4 J Pontual. Ribeiro M. em contato com as fibras colágenas da matriz extracelular.1 Recomendações para uso da TLBP na proteção pulpar Laser Emissão vermelha Energia Aplicação Frequência de aplicações 1.) Tabela 12. Podemos notar o prolongamento odontoblástico preenchendo quase completamente o espaço do túbulo dentinário. na região de pré-dentina em um pré-molar que foi submetido a preparo cavitário sem exposição pulpar e que recebeu irradiação laser (λ = 660 nm. Nunez S.) Figura 12. sadia. Dentina reacional pigmentada. (Fonte: arquivo pessoal. 52: 899-903. E = 2 J.Capítulo 12 – Terapia Laser de Baixa Potência no Complexo Dentinopulpar e suas Aplicações na Dentística e Prótese Dentária 121 Figura 12. potência 30 mW). (Fonte: Godoy B. Aranha-Chavez V. sobre o preparo 1 . sobre o assoalho do preparo.6 Segundo molar inferior com indicação de substituição da prótese fixa em coroa de resina.

com os diodos laser se localizando em uma posição fixa no arco de LEDs. além disso. muito divulgado como “clareamento a laser”. podem gerar aumento de temperatura na câmara pulpar se não operados de forma adequada. que. para a realização de clareamento fotoativado. discutir as aplicações da TLBP no controle da sensibilidade dentinária e inflamação pulpar pósclareamento dental. portanto não geram calor suficiente para aumentar a reatividade do peróxido de hidrogênio. os dentes que se localizarem à frente do diodo laser receberão densidades de energia maiores do que os dentes à sua lateral. mediante efeito térmico. portanto. e sim com LEDs (terapia a LED). Dito isso. porém. o uso de sistemas LED/laser. sistemas de LEDs azuis podem ser usados com géis clareadores à base de peróxidos que apresentem absorção deste comprimento de onda (geralmente compostos vermelhos). pois essa aplicação difere bastante da TLBP. não em relação ao seu papel no clareamento dental. devido à confusão gerada entre o uso de lasers de baixa potência e clareamento dental. mas lasers de baixa potência devem ser utilizados somente após o término do procedimento. é um dos poucos procedimentos odontológicos que os pacientes desejam executar. a utilização de lasers e LEDs operando simultaneamente para clarear e tratar a sensibilidade dental não tem respaldo na literatura científica. O clareamento dental ativado com laser é possível se utilizado laser de alta potência. Foge do escopo desta obra discutir o papel dos LEDs no clareamento dental. O chamado clareamento fotoativado. quando o elemento dental estiver sem a presença de gel clareador na superfície. Até o momento. iremos. Por isso recomendamos o uso de sistemas em que o laser possa ser aplicado separadamente dos LEDs.) TLBP NO CONTROLE DA SENSIBILIDADE DENTINÁRIA PÓS-CLAREAMENTO DENTAL O tema laser/clareamento dental está sem dúvida alguma entre os assuntos mais discutidos e polêmicos da dentística atual. aquece o gel clareador à base de peróxidos. . nenhuma reação fotoquímica que não envolva calor foi apresentada como proposta para possível ativação de peróxido de hidrogênio no clareamento dental.7 Irradiação do preparo alterando-se os parâmetros de irradiação para que a densidade de energia pretendida possa ser devidamente entregue ao tecido pulpar. (Fonte: arquivo pessoal. inevitavelmente. facilitando dessa forma a correta irradiação de cada elemento dental e obtendo mais controle dos parâmetros utilizados. Os light-emmiting diode (LEDs) serão apresentados e discutidos em capítulo específico (Capítulo 21). aumentando assim a taxa de reatividade do peróxido de hidrogênio por aumento de temperatura. • • Ainda sobre esse tema. Esses equipamentos que englobam lasers de argônio emitindo em 488 nm (azul) e lasers de diodo emitindo no infravermelho com potências superiores a 1 W têm custo mais elevado. mas sim dentro do seu potencial na terapia de baixa potência não realizada com lasers. pode comprometer a correta distribuição da luz por todos os dentes e. cabe-nos aqui esclarecer que: • lasers operando em baixa densidade de potência não apresentam efeitos térmicos.122 Laser de Baixa Potência – Princípios Básicos e Aplicações Clínicas na Odontologia Figura 12. Portanto o emprego de lasers de baixa potência após o clareamento dental se apoia somente em seus efeitos analgésicos e anti-inflamatórios.

diminuindo. e de varredura ao longo da lesão com sobre-extensão de 0. Figura 12. Outras vezes. os instrumentos rotatórios podem ferir a gengiva. (Fonte: arquivo pessoal.10 Trauma gengival provocado pelo uso de matriz Figura 12. até a melhora da sintomatologia dolorosa e total reparação27. com a língua apresentando um tempo maior de evolução. por exemplo. como.8 Aplicação da TLBP em dente após clareamento. também chamados de corticosteroides.124 Laser de Baixa Potência – Princípios Básicos e Aplicações Clínicas na Odontologia Figura 12. Estas ulcerações traumáticas geralmente se regeneram espontaneamente entre sete e 14 dias. o desconforto do paciente.9 Aplicação da TLBP após clareamento dental na região do ápice. com energia de 2 J no centro da lesão e de 2 J a 4 J ao redor da mesma. com intervalo de 24 h entre as sessões. Além disso.) pode ser individualizada para cada dente. em alguns casos. (Fonte: arquivo pessoal. Entretanto o uso da TLBP é uma abordagem interessante nestes casos. Diversos são os trabalhos avaliando a ação do laser na reparação de mucosa oral. a irradiação (Fonte: arquivo pessoal. a mucosa ou mesmo a língua do paciente. (Fonte: arqui. assim. Figura 12. A abordagem terapêutica nestes casos é promover o alívio da dor e acelerar o processo de reparação.5 cm para estimular a reparação. Quando conveniente o uso de medicamento. com o uso do laser em separado. o uso de grampos de isolamento absoluto. Note que.grampo de isolamento absoluto. os mais utilizados no controle e na redução das ulcerações da mucosa bucal são os anti-inflamatórios esteroidais. até inviabilizando o uso da prótese ou dificultando o seu uso devido à dor experimentada pelo paciente. por maior que seja o cuidado do dentista.) TLBP EM LESÕES ORAIS RELACIONADAS COM DENTÍSTICA E PRÓTESE DENTAL Alguns procedimentos restauradores podem provocar pequenos traumatismos no tecido gengival do paciente. para efeito analgésico.11 Ulceração traumática provocada pelo uso do metálica para confecção da restauração classe II. em especial as preparações de corticosteroides utilizadas para aplicação oral na forma de orabase26.) . com frequência de duas a três vezes por semana. matriz metálica para restaurações proximais e lixas de polimento.) vo pessoal. trazendo grande desconforto e. Brugnera recomenda a aplicação da TLBP de forma pontual no centro da lesão. próteses desadaptadas ou recém-instaladas e em processo de ajuste oclusal podem provocar ulcerações traumáticas na mucosa oral do paciente.

O aumento da microcirculação local e a ativação das células inflamatórias e de defesa. acelerando a cicatrização. seja melhor reparação tecidual e. Para conseguirmos efeitos benéficos da radiação laser. apresenta ótimos resultados. que apresentam recuperação dos tecidos mais lenta. menor desconforto doloroso11-13. seja pelo menor pronunciamento dos sinais de inflamação. a TLBP tem sido utilizada como uma alternativa à terapia medicamentosa em diversas especialidades médicas e odontológicas devido aos seus efeitos analgésicos16.13 Terapia Laser de Baixa Potência na Cirurgia Oral Luciane Hiramatsu Azevedo Leila Soares Ferreira Ana Maria Aparecida de Souza INTRODUÇÃO A terapia laser de baixa potência (TLBP) tem sido utilizada em medicina e odontologia nos últimos anos e. quando bem indicada. e em especial no pós-operatório cirúrgico. Sua utilização em cirurgia no pré. além de estimular a microcirculação local e a proliferação celular. antiedematosos17. associados ao aumento da viabilidade celular. aceleração de cicatrização5-6. INDICAÇÕES DA TLBP EM CIRURGIA As principais indicações do laser de baixa potência em cirurgia são: • • • • • pós-operatório de cirurgias em tecidos moles. favorecendo ainda mais os eventos de reparação no pós-operatório14-15. redução da sintomatologia dolorosa7-8. pós-operatório de cirurgias em tecido ósseo. são efeitos proporcionados pela TLBP que explicam respostas teciduais de reparação mais rápida e eficiente mesmo em condições adversas. É importante lembrar que todos os benefícios da utilização da TLBP no pós-operatório descritos podem ser ainda mais significativos em pacientes comprometidos sistemicamente. fisioterapia e medicina adeptos desses procedimentos. trans e pós-operatório tem encontrado cada vez mais profissionais da odontologia. mas entrou mais forte no mercado odontológico brasileiro há aproximadamente 10 anos. a TLBP demonstrou contribuir positivamente para o conforto do paciente no pósoperatório cirúrgico16-21. A abrangência de indicações da TLBP em diversas especialidades da odontologia. devemos empregá-la de maneira correta. como. por exemplo. tratamento de parestesias. 127 . principalmente pelas vantagens que oferecem ao paciente. O laser de baixa potência promove os mesmos efeitos de modulação da inflamação e analgesia que a medicação anti-inflamatória não esteroidal (AINE). Seus efeitos são descritos devido às suas interações fotofísicas e fotobiológicas com células e tecidos. Nesse sentido. Para isso é necessário que sejam estabelecidos protocolos de irradiação para cada tipo de intervenção. Em vários estudos publicados na literatura. sendo utilizada em situações em que se tenha objetivo de biomodulação1-4. tratamento do trismo. controle da dor e do edema no pós-operatório. obtendo-se assim o efeito desejado. se dá pelos efeitos terapêuticos clínicos apresentados por essa terapia. Essa terapia está disponível há cerca de 30 anos. acelerando a reparação óssea e otimizando a osseointegração de implantes. consequentemente.9-10. a exemplo dos diabéticos e fumantes. restauração da função neural após o dano e aprimoramento da remodelação e do reparo ósseo3. biomoduladores da inflamação18 e acelerador da cicatrização tecidual19.

sempre comparando com o lado controle. Foram realizadas avaliações mecânicas por toque/pressão por meio de monofilamentos de náilon com diâmetro de 2. acelerando o retorno em tempo e magnitude10. Além disso. acelerando o processo de osteogênese56. A TLBP durante o pós-operatório permite a aceleração da reparação da ferida cirúrgica. estimulando assim a função neurossensorial46. resultante da maior área de contato entre as superfícies. além de favorecer a redução da dor e do edema.4). obtêm-se resultados promissores. Foi proposta a utilização da TLBP para redução do tempo de reparação neurossensorial. Em estudo realizado em 2007 por Epelbaum. médias e anteriores das mucosas gengival. enquanto injúrias não recentes necessitam de um tratamento ininterrupto com maior frequência e número maior de irradiações. a bioestimulação de enxertos ósseos com laser de baixa potência implica o aumento da taxa de formação de osso. ora usando laser de emissão vermelha. Nos tecidos perimplantares. Outro efeito do laser na reparação neurossensorial relatada na literatura é a promoção de crescimento axonal em nervos injuriados. Outra hipótese da atuação da TLBP na parestesia é baseada no seu potencial de aumento da microcirculação no local irradiado. antineuríticos e substâncias anti-inflamatórias. tanto na região intrabucal como extrabucal (Figura 13. a TLBP aumenta a circulação sanguínea local. TLBP NA IMPLANTODONTIA A progressão da reparação dos tecidos moles após a cirurgia de fixação de implantes influencia consideravelmente a regeneração dos tecidos ósseos adjacentes55. sendo possível a delimitação da área com perda de sensibilidade. Estudos já demonstraram que a TLBP é capaz de promover melhora significativa no tratamento de parestesias41.47-50. Entretanto não há evidência de eficácia suficiente para esse tipo de tratamento51.5 a 13. embora escassos.36. Acredita-se que o laser tenha potencial de regeneração nervosa e/ou estimule a inervação vizinha no intuito de desempenhar o papel da inervação comprometida.9% com mais de um ano.0028 cm2. Atualmente. densidade de potência de 3. O número de irradiações foi estipulado em no mínimo 10 sessões. Entretanto algumas hipóteses acerca dos efeitos favoráveis desta terapia no tratamento de parestesias são relatadas. energia por ponto 2.3% em parestesias com menos de um ano e de 66.8 J e densidade de energia de 100 J/cm2 por ponto. Foram realizadas sete irradiações no total e podemos observar nas Figuras 13.028 cm2. lábio e região externa do mento. 58 anos. resultando numa área de 0. A TLBP não é invasiva e a sua capacidade de estimular feixes neurovasculares com danos sem intervenção cirúrgica é uma grande vantagem. Os parâmetros utilizados foram: comprimento de onda de 808 nm. além de promover melhora na percepção mecanorreceptora e na percepção sensorial subjetiva e objetiva44-45. Com um protocolo adequado de irradiação.50 em pacientes que apresentavam parestesias após cirurgia ortognática concluiu que injúrias recentes respondem positivamente. Uma possível hipótese citada em um trabalho publicado em 199645 é que a radiação laser pode estimular a reinervação de tecidos pela penetração nos axônios ou nas células de Schwann adjacentes. 28 s em cada ponto e distância de 1 cm entre eles. 100 mW de potência. Esse evento contribuiria para uma melhor nutrição celular local fundamental para a regeneração nervosa. o tratamento proposto para acelerar a recuperação da sensibilidade após intervenções cirúrgicas é a prescrição de vitaminas. Estudos já avaliaram a recuperação do retorno neurossensorial após trauma no nervo periférico. De acordo com Midamba e Haanaes49. um estudo realizado por Bavero et al.6 W/cm². lingual e vestibular. exigindo um número menor de sessões. e proporciona maior qualidade de osseointegração57-58. estimulando o metabolismo do tecido neurossensorial danificado e a produção de proteínas associadas ao crescimento dos nervos adjacentes não injuriados. . a porcentagem de sucesso da TLBP é de 78. A área do spot da ponteira é de 0. porém foi utilizado um espaçador que distancia 2 mm do tecido a ser irradiado. ora laser de emissão infravermelha42. Os mecanismos de ação da TLBP envolvidos na reparação neurossensorial ainda não estão totalmente esclarecidos. são promissores. especialmente sobre os distúrbios neurossensoriais que poderia ocasionar e assinou um termo de consentimento livre e esclarecido. A força mecânica na interface entre o osso e o implante é aumentada. já comprovado cientificamente34. Caso Clínico Foi indicada a realização de lateralização no nervo alveolar inferior para imediata colocação de implantes em uma paciente do sexo feminino.5 mm e com pincel no 6 nas regiões posteriores. Estudos demonstram que a TLBP pode aumentar a amplitude do potencial de ação e a regeneração das células neurossensoriais. O tratamento com a TLBP deve ser iniciado assim que é feito o diagnóstico. Igualmente.8 a regressão completa da área onde havia o distúrbio neurossensorial. foi demonstrado que essa associação (laser + acupuntura a laser) promove evidente melhora em pacientes que apresentavam parestesias decorrentes de intervenções cirúrgicas54. A paciente foi informada sobre os riscos dessa cirurgia. da qualidade de fibras colágenas em contato com o enxerto e da qualidade do trabeculado ósseo59-62.53. especialmente do tipo B.42-43. Recentemente tem-se proposto a associação da TLBP em pontos no trajeto do nervo afetado associada a pontos de acupuntura.130 Laser de Baixa Potência – Princípios Básicos e Aplicações Clínicas na Odontologia Os resultados dos estudos clínicos sobre os efeitos da TLBP no tratamento da parestesia.

(Fonte: arquivo pessoal.8 Retorno total da sensibilidade. (Fonte: arquivo pessoal.) Total Retorno Neurossensorial 28/07/2009 Figura 13. (Fonte: arquivo pessoal.) .7 Delimitação da área com deficiência neurossensorial após avaliações por toque/pressão na sétima sessão de irradiação.6 Delimitação da área com deficiência neurossensorial após avaliações por toque/pressão na terceira sessão de irradiação.) 2a Sessão 07/07/2009 Figura 13.) 7a Sessão 23/07/2009 Figura 13.) 6a Sessão 09/07/2009 Figura 13.Capítulo 13 – Terapia Laser de Baixa Potência na Cirurgia Oral 131 Pontes de Irradiação Extra-bucal Figura 13. (Fonte: arquivo pessoal. (Fonte: arquivo pessoal.4 Foto ilustrativa demonstrando pontos de irradiação realizados na região extrabucal.5 Delimitação da área com deficiência neurossensorial após avaliações por toque/pressão.

o leitor poderá entender o funcionamento da terapia através da apresentação de seus fundamentos básicos e aprender como aplicá-la em seu consultório de forma simples e efetiva. instituições de ensino e outros links úteis.Acesse os Sites recomendados de entidades de classes.elsevier. este livro contém a abordagem acadêmica sobre o uso da terapia. .elsevier. que apresentam formação acadêmica distinta. que pode ser útil para estudantes e pesquisadores da área.elsevier.AGUINALDO SILVA GARCEZ MARTHA SIMÕES RIBEIRO SILVIA CRISTINA NÚÑEZ WWW. No meio desta jornada. sociedades de fototerapia. Registre o código que está no verso da capa dentro deste livro e aproveite o conteúdo extra abaixo: . PRINCÍPIOS BÁSICOS E APLICAÇÕES CLÍNICAS NA ODONTOLOGIA Classificação de Arquivo Recomendada ODONTOLOGIA LASER www.ELSEVIER. Assim como seus autores. o que ocorrer primeiro.com.br/ odontoconsult. A aquisição desta obra habilita o acesso ao site www. empresas fornecedoras de equipamentos.com. e encerramos com marketing e gestão da qualidade de atendimento ao paciente. Esperamos que desfrutem desta viagem pelo mundo da terapia laser de baixa potência.COM. Iniciamos a jornada com conceitos básicos aplicados à terapia e seus mecanismos de ação. novas técnicas aplicadas à odontologia e dicas de segurança e proteção ao usuário. A MANEIRA INTELIGENTE DE ESTUDAR ONLINE Este livro tem conteúdo extra e gratuito no site www. ou até que esta edição em português não esteja mais disponível para venda pela Elsevier.com.Acesse aos Vídeos de métodos de aplicação do laser.BR/ODONTOCONSULT LASER DE BAIXA POTÊNCIA Esta obra irá levar o leitor a uma jornada pelo universo da terapia laser de baixa potência (TLBP).br/odontoconsult .Acesse a Perguntas e Respostas das dúvidas frequentes em relação à aplicação e uso da terapia laser de baixa potência (TLBP). aliada a uma abordagem prática e exploração clínica de como o cirurgião-dentista pode aplicar essa ferramenta em seu dia a dia. Os capítulos do livro foram escritos por renomados pesquisadores e pesquisadores/clínicos e os protocolos clínicos apresentados são baseados nas mais recentes pesquisas científicas.br/ odontoconsult até o lançamento da próxima edição em português. .

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