DIREITO CONSUMIDOR

DIREITO DO CONSUMIDOR

PONTO 1: DIREITO DO CONSUMIDOR

1- Constitucionalização do direito do consumidor Art. 5, XXXII, CF e art. 48, ADCT Art. 5, XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor; Normas de ordem pública e de interesse social, porque são eminentemente protetivas, dá cumprimento ao dever constitucionalmente previsto. É direito fundamental de o cidadão ser protegido. Art. 170, V, CF- P. dignidade da pessoa humana
Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios: V - defesa do consumidor; Art. 220§4º, CF- A propaganda comercial de tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias estará sujeita a restrições legais, nos termos do inciso II do parágrafo anterior, e conterá, sempre que necessário, advertência sobre os malefícios decorrentes de seu uso.

Publicidade- não é absoluta em se tratando de medicamentos, agrotóxicos... Direito fundamental de o consumidor ser protegido pelo Estado, encarregada de zelar pela ordem jurídica Art. 127 c/c 129, III, CF 2- A relação jurídica de consumo CDC é lei especial. Lei que dá tratamento desigual aos desiguais. Premissa: relações de consumo têm lei especial que dá tratamento desigual a fornecedores e consumidores, porque são desiguais materialmente falando para atingir um equilíbrio.

pessoas que visam lucro não podem usar o CDC. 2° Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. PJ restrição. Podemos invocar o CC quando ele tratar de maneira mais protetiva. Finalismo aprofundado. T maximalista ou objetiva. um não revoga o outro.. indústria que renova seu parque industrial.insumos). CDC foi editado para proteção dos mais vulneráveis. associações civis. pois ele era esclarecido de todas as possibilidades. Ex. grande fabricante de pneus adquire computadores para sua indústria. Tratam da possibilidade do consumidor PJ se utilizar ou não do CDC: • T. tem que ser para uso. Ex. conforme Cláudia Lima Marques seria um pouco • . segundo STJ é necessário a destinação final (fática e econômica para qualificar o consumidor. Destinação final predomina o aspecto fático. não tanto o econômico. Consumo intermédio ou consumidor intermediário. compra bebedouros de água.finalidade do CDC é a proteção do mais fraco.DIREITO CONSUMIDOR O CC tem aplicação subsidiária ao CDC. finalista ou subjetiva. Não tem relação com a atividade da empresa. Preocupa-se com a destinação final.. pois não existe desigualdade material. não importa a motivação. Entendem que esses produtos/serviços não são aqueles da atividade principal da PJ. Essa teoria admite fundações. O fato do CC ser posterior ao CDC.amplia o conceito. Para que se reconheça o produto/serviço não pode ser de afinidade com essa atividade. determinado: É todo aquele que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. Consumidor por excelência. Há 4 conceitos de consumidor: 1º) Art. Ex2 indústria que renova seu parque industrial. não é vulnerável. Chamada de teoria maximalista mitigada. Não para revenda.O CDC não vai admitir sua aplicação. noção de encerramento.

ainda que indetermináveis. 2º. 3 outros conceitos por equiparação: • Art. O MP tem legitimidade ativa para promover ações do consumidor por equiparação. equiparam-se aos consumidores todas as pessoas determináveis ou não. II . de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato.art. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas. 2º§único e art. pois temos outros conceitos de consumidor. CDC Individualmente PF PJ art. como pessoas expostas. CDC MP tem papel importante nas relações do consumidor. Protege a coletividade que esteja expostas (aos produtos/serviços/contratos de consumo) no mercado de consumo. expostas às práticas nele previstas. Art. para efeitos deste código. Parágrafo único. assim entendidos os decorrentes de origem comum. A defesa coletiva será exercida quando se tratar de: I .DIREITO CONSUMIDOR menos restritiva. já adquiriram o mesmo produto. 29 e 81. . já participaram da relação jurídica de consumo.interesses ou direitos coletivos. os transindividuais. Art. art. Consumidor por equiparação são todas as pessoas identificáveis ou não.interesses ou direitos difusos. para efeitos deste código. os transindividuais. de natureza indivisível. 29.interesses ou direitos individuais homogêneos. caput Coletivamente. assim entendidos. Não é necessário identificá-las. já utilizaram o mesmo serviço. categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base. 2º. Parágrafo único. 29. O MP não tem legitimidade ativa para representar o consumidor a titulo individual. que haja intervindo nas relações de consumo. CDC A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das vítimas poderá ser exercida em juízo individualmente. 2º§único. Para os fins deste Capítulo e do seguinte. assim entendidos. de natureza indivisível de que seja titular grupo. Ex. 81. ou a título coletivo.envolvem a coletividade de pessoasArt. III . CDC.

bem como os entes despersonalizados. importação. Esse pedestre passa a ter relação jurídica com o fabricante. Ex. ele participa do processo como fiscal da lei todas as vítimas do evento. Todas as vitimas são equiparadas a consumidor. 17. João da Silva. também). 3º. coleta de lixo.serviços públicos. construção. o MP não tem legitimação.Para os efeitos desta Seção. MP não atua.DIREITO CONSUMIDOR Somente os direitos individuais homogêneos permite ao MP ter legitimidade. nacional ou estrangeira.não é serviço de consumo. CDC. criação. Possibilidade de o Estado prestar serviço público (direta ou indiretamente) de consumo.Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica. . pois a vitima não o contratou. ensino público não são relações de consumo! Iluminação pública. cuja característica é a remuneração por tarifa. Art.. transformação. maior e capaz comprou. tem-se uma relativização jurídica. e também não pode atuar como fiscal da Lei. PJ de direito público. Ex. que desenvolvem atividade de produção. matérial ou imaterial. Ex. equiparam-se aos consumidores Evento= acidente de consumo. Em relação ao consumidor individual. Produto é qualquer bem móvel ou imóvel. Serviços postos em consumo mediante remuneração direta ou indireta. Ex. loja que tem estacionamento que é grátis. distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. cuja característica é a titulo universal. ou excepcionalmente. preço público. A ação coletiva/ação civil publica que não tenha sido ajuizada pelo MP. veiculo mal fabricado que atinge um pedestre. Não se inclui os uti universi. Já está pagando na loja. contribuições previdenciárias. tributos. patrimonial.. o custeio se dá por outras fontes. mas pode ser extrapatrimonial. • Art. É maior e capaz. mas se a questão disser que trata-se de menor e incapaz.uti universi. portanto é serviço de consumo. exportação. Só se for individual homogêneo. o MP intervém como fiscal da lei. defeito de produto/serviço acarretando diretamente um dano normalmente físico. pública ou privada. saúde pública (pode ser prestada por particular. chamado de uti singuli ou a titulo singular. em relação a proteção da segurança das pessoas. montagem.

Condomínio. VIII . II . durabilidade e desempenho. STJ.ação governamental no sentido de proteger efetivamente o consumidor: a) por iniciativa direta. a proteção de seus interesses econômicos. S.estudo constante das modificações do mercado de consumo. STJ. 170.Aplica-se o Código de Defesa do Consumidor aos contratos de plano de saúde. 469. Comerciante fornecedor imediato pelo CDC. b) por incentivos à criação e desenvolvimento de associações representativas. d) pela garantia dos produtos e serviços com padrões adequados de qualidade.incentivo à criação pelos fornecedores de meios eficientes de controle de qualidade e segurança de produtos e serviços. da Constituição Federal).coibição e repressão eficientes de todos os abusos praticados no mercado de consumo. VI .harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo e compatibilização da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvimento econômico e tecnológico.Vulnerabilidade: todo consumidor é vulnerável por excelência. 285. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores. através dos . segurança. proteção do “corpo. 297. S. 470. o respeito à sua dignidade. proteção econômica. 321. 321. atendidos os seguintes princípios I . de modo a viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem econômica (art.O Ministério Público não tem legitimidade para pleitear. V . sempre com base na boa-fé e equilíbrio nas relações entre consumidores e fornecedores. Além disso. ele pode ser hipossuficiente. III .reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo. 469. STJ. bem como a transparência e harmonia das relações de consumo. c) pela presença do Estado no mercado de consumo. em ação civil pública. .O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições financeiras. alma e bolso” do consumidor.educação e informação de fornecedores e consumidores.Nos contratos bancários posteriores ao Código de Defesa do Consumidor incide a multa moratória nele prevista. S.racionalização e melhoria dos serviços públicos. com vistas à melhoria do mercado de consumo. S. Interesse princípios: econômico. inclusive a concorrência desleal e utilização indevida de inventos e criações industriais das marcas e nomes comerciais e signos distintivos. saúde e segurança.Princípios Art.Relação condominial e não de consumo assim como o locador. 4º e 6 Art.O Código de Defesa do Consumidor é aplicável à relação jurídica entre a entidade de previdência privada e seus participantes. STJ. 285. a melhoria da sua qualidade de vida. segurança. STJ. a indenização decorrente do DPVAT em benefício do segurado. assim como de mecanismos alternativos de solução de conflitos de consumo. 470 S. quanto aos seus direitos e deveres.DIREITO CONSUMIDOR Súmulas: 297. necessidades. VII . que possam causar prejuízos aos consumidores. IV . 3.

Padrão: informação.Estudo constante 4. no entanto o fornecedor deve alertar de maneira adequada e ostensiva. saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos. composição. Produtos/serviços potencialmente perigosos não são defeituosos. mecanismos alternativos .Coibição e repressão: eficientes a todos os abusos e a concorrência desleal chamada de pirataria de marcas. II . . São materialmente desiguais. da qualidade. = Produtos e serviços .Modos de fixação de preços.a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços.Harmonização: entre fornecedores e consumidores.a proteção da vida. 6º São direitos básicos do consumidor: I . CDC L. Art. informação) e 52 (dever informação vendas por crediário). . Sempre observada a Boa-fé objetiva (padrão de comportamento exigível no mercado de consumo). criação de PROCONs.recall 2 – comunicar autoridades Conseqüências: pura e simples veiculação do recall não é causa de exclusão do dever de indenizar. qualidade e preço. sigilo e cooperação. cuidado.Incentivo a controle de qualidade. Produtos/serviços perigosos ou nocivos não são defeituosos art.Educar e informar: Não é direito básico . características. O entendimento do STJ. Adoção da T.temos uma graduação em relação aos riscos. asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações.Ação Governamental: exigindo padrões de qualidade. 10962/2004 e Dec 6903.Racionalização e melhoria dos serviços públicos: uti singuli . . A ONU recomenda símbolos universais. bem como sobre os riscos que apresentem.a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços. Produtos/serviços com alto grau de periculosidade são defeituosos. lealdade.DIREITO CONSUMIDOR .Direitos básicos Art. 8º§único. não podendo entrar no mercado de consumo: 1. com especificação correta de quantidade. III .comunicar através de anúncios os consumidores. 31 (dir.consumidor alcançado pelo recall não tem direito a dano moral.

quando. IX . bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços. Possibilidade de exigir a contra-propaganda (art. ope judicis o juiz se convence. a seu favor. coletivos ou difusos. assegurada a proteção Jurídica. A lei determina. omite dado essencial. administrativa e técnica aos necessitados. da carga dinâmica da prova. individuais. 38. Ex. Abusiva= influencia negativamente o consumidor ou descrimina ou explora medo. segundo as regras ordinárias de experiências. inclusive com a inversão do ônus da prova.6. superstição (art.hipossuficiência ou verossimilhança. coletivos e difusos.a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas. Existe no CDC o dano moral coletivo. Não confundir 6. Cláusulas desproporcionais. Princ.(Vetado). para que não cause surpresa. **VIII . OBS: Não confundir inversão ope judicis com inversão ope legis (art.a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva. a critério do juiz.o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou reparação de danos patrimoniais e morais. 56. o juiz não declara. abusivas ou fato posterior que torne excessivamente oneroso o cumprimento. X . XII. através do reconhecimento judicial do ônus da prova (ope judicis). IV. 4 6.a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais.DIREITO CONSUMIDOR IV . individuais. VI . X não confundir com a racionalização e melhoria dos serviços públicos . Reparação e prevenção efetiva dos danos morais ou patrimoniais individual ou coletivo. Pode juiz inverter ônus da prova de oficio. VIII). idosos enfermos vulnerabilidade acentuada) V . II e III com o art. Enganosa= mente. CDC é critério de julgamento. Momento da inversão: STJ deve se dar no inicio do processo. CDC) VII . métodos comerciais coercitivos ou desleais. for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente. É critério de produção de prova e não de julgamento. Ope legis.a facilitação da defesa de seus direitos.criança.art. 39.a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral. no processo civil.

responsabilidade solidária. O fornecedor de serviços responde pelos vícios de qualidade que os tornem impróprios ao consumo ou lhes diminuam o valor.responsabilidade pelo fato do produto ou do serviço: Falha em relação a segurança (produtos/serviços defeituosos) que acarretaram dano patrimonial ou extraparimonial. incidente. III . faz nascer independentemente de culpa (responsabilidade objetiva) o dever de indenizar. assim como por aqueles decorrentes da disparidade com as indicações constantes da oferta ou mensagem publicitária.1. Insegurança. 22. seguros e. Diferente do momento da aquisição. monetariamente atualizada. 27. Qualidade serviço – art. sem prejuízo de eventuais perdas e danos. quanto aos essenciais.Responsabilidade Civil do Fornecedor: qualidade e segurança 5. Os órgãos públicos. do desenvolvimento. .a restituição imediata da quantia paga. Art. acidente.Prazo prescricional para a ação de reparação: 5 anos a partir do conhecimento do dano ou da sua autoria (art. II . contínuos. 7. bem como aqueles que não atendam as normas regulamentares de prestabilidade. . § 1° A reexecução dos serviços poderá ser confiada a terceiros devidamente capacitados. CDC adota a T. Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por fato do produto ou do serviço prevista na Seção II deste Capítulo.basta a colocação no mercado de um produto defeituoso que causou dano. Art. § 2° São impróprios os serviços que se mostrem inadequados para os fins que razoavelmente deles se esperam. .art. eficientes. 22 Inadequação. sem custo adicional e quando cabível. CDC) Art.os riscos são suportados pelo fornecedor. 27. 20 Serviço público. Responsabilidade pelo fato. por si ou suas empresas.o abatimento proporcional do preço.a reexecução dos serviços. 12. podendo o consumidor exigir. permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento.DIREITO CONSUMIDOR 5. impropriedade.art. 20. 25§1º e 2º .se houver mais de um causador. concessionárias. iniciando-se a contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria. alternativamente e à sua escolha: I . são obrigados a fornecer serviços adequados. por conta e risco do fornecedor.

não responde pelo fato do produto. Na hipótese do art. O comerciante é igualmente responsável. Ex. 13. III . III . Aquele que efetivar o pagamento ao prejudicado poderá exercer o direito de regresso contra os demais responsáveis. nos termos do artigo anterior.o produto for fornecido sem identificação clara do seu fabricante. Quem deve provar é o fornecedor réu. o defeito inexiste. Admite-se a ação regressiva e vedada a denunciação da lide. CDC). 2. o defeito inexiste. 14§3º art. tendo prestado o serviço. quando: I .DIREITO CONSUMIDOR Comerciante. 3 casos que fazem nascer a responsabilidade do comerciante: 1. 12§3º Art.a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. construtor ou importador.o fabricante. como regra.Se não for possível identificar o fabricante. Art. II . facultada a possibilidade de prosseguir-se nos mesmos autos. 14§3º O fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando provar: I . 88. II . ele é igualmente responsável (art. II .que.que não colocou o produto no mercado. 3. Nesse caso. o construtor. . CDC) responsabilidade solidária. O comerciante apenas vendeu. Art. embora haja colocado o produto no mercado. o produtor ou o importador não puderem ser identificados. parágrafo único deste código. segundo sua participação na causação do evento danoso. 13.que.Se o comerciante mal conservou o produto perecível. produtor. 13.Art. esse problema é do fabricante. subsidiária a responsabilidade. 12§3º O fabricante.Excludentes do dever de indenizar: limitadas as hipóteses legais. produtos que vem de outros países. mas é supletiva. . é o chamamento (art. o construtor.Profissional liberal e fato do serviço: só respondem se provada a culpa (exceção ao regime da responsabilidade objetiva). vedada a denunciação da lide. . Art.não conservar adequadamente os produtos perecíveis. Parágrafo único. pois quem vendeu o produto não é responsável pelo defeito. o produtor ou importador só não será responsabilizado quando provar: I . 88.Se a identificação do fabricante é precária.a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. a ação de regresso poderá ser ajuizada em processo autônomo.

a substituição do produto por outro da mesma espécie. 19. podendo o consumidor exigir. Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor. monetariamente atualizada. alternativamente e à sua escolha: I .para todos e essencial subjetiva. sem custo adicional e quando cabível. III . sem prejuízo de eventuais perdas e danos 3) Vicio do serviço. alternativamente e à sua escolha: I . Se o produto for essencial (essencial objetiva. sem prejuízo de eventuais perdas e danos. marca ou modelo. Não sendo sanado. sem os aludidos vícios. 1) Vicio de qualidade do produto.a substituição do produto por outro da mesma espécie. . pode o consumidor exigir. da embalagem. assim como por aqueles decorrentes da disparidade. II . 18.a restituição imediata da quantia paga. sem prejuízo de eventuais perdas e danos. CDC prevê reduzir a 7 dias ou aumentar para 180 dias (ajuste voluntário) art. III . CDC.STJ reconhece que fornecedor tem até 30 dias para sanar. qualidade/quantidade do produto. consumidor escolhe: Art. II . Art. em perfeitas condições de uso. monetariamente atualizada. com a indicações constantes do recipiente. da embalagem. monetariamente atualizada. § 1° Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias. Ex diz que tem 10kg e tem 8kg ( art. respeitadas as variações decorrentes de sua natureza. podendo o consumidor exigir. III . 18.2 – Responsabilidade por Vicio no produto/serviço.complementação do peso ou medida. podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas. Os fornecedores respondem solidariamente pelos vícios de quantidade do produto sempre que.20§2º. 2) Vicio de quantidade. seu conteúdo líquido for inferior às indicações constantes do recipiente.a reexecução dos serviços. respeitadas as variações decorrentes de sua natureza. IV .a restituição imediata da quantia paga. 19) Art.o abatimento proporcional do preço. 20. O fornecedor de serviços responde pelos vícios de qualidade que os tornem impróprios ao consumo ou lhes diminuam o valor. assim como por aqueles decorrentes da disparidade com as indicações constantes da oferta ou mensagem publicitária. rotulagem ou mensagem publicitária.DIREITO CONSUMIDOR 5. rotulagem ou de mensagem publicitária. II .o abatimento proporcional do preço.para apenas um consumidor) ou comprometa a extensão do vicio o consumidor faz diretamente a sua escolha.o abatimento proporcional do preço. alternativamente e à sua escolha: I .a restituição imediata da quantia paga.

Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta. suficientemente precisa. do consumidor perante o fornecedor. 35.Vicio oculto: revelação do vicio.Vicio aparente ou de fácil constatação: tradição. . II . Se o fornecedor disser que não atente. 30 Toda informação ou publicidade. Quando consumidor reclama o prazo para de contar. alternativamente e à sua livre escolha: I . A oferta vincula Oferta descumprida: Art.prazo para consumidor reclamar em juízo 30 ou 90 dias. comprovadamente. 1) Termo inicial para: . O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em: I . tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis. apresentação ou publicidade. veiculada por qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados. . . nos termos da oferta.Art.DIREITO CONSUMIDOR § 2° São impróprios os serviços que se mostrem inadequados para os fins que razoavelmente deles se esperam. pois o CDC não prevê. bem como aqueles que não atendam as normas regulamentares de prestabilidade.trinta dias. entrega ou conclusão do serviço.aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente. Prazo decadencial. continua o prazo de 30 ou 90 dias. II . 2) Causas obstativas: . apresentação ou publicidade.noventa dias. e a perdas e danos.reclamação feita. Causa de suspensão.a instauração de inquérito civil STJ. tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis. o consumidor poderá. III . obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado. . com direito à restituição de quantia eventualmente antecipada. Art. O prazo para exigir umas das opções do art. 35.rescindir o contrato. . CDC tem que buscar no CC. monetariamente atualizada. 26.exigir o cumprimento forçado da obrigação.

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