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AUDITORIA P/ AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL (EXERCÍCIOS

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Prezados (as) alunos (as), A aula desta semana versa sobre os seguintes assuntos contidos no edital recentemente publicado para o concurso de auditor fiscal da Receita Federal do Brasil: Planejamento da Auditoria. Materialidade e Relevância no planejamento e na execução dos trabalhos de auditoria. Avaliação das distorções Identificadas. Evidenciação. Auditoria de estimativas Contábeis.

PLANEJAMENTO DA AUDITORIA
1) (AUDITOR/TCE/GO/ESAF/2007) Todas as opções abaixo são importantes recomendações acerca do planejamento da auditoria, exceto uma. Aponte a única opção falsa. a) O planejamento e os programas de trabalho não devem ser revisados mesmo que novos fatos o recomendarem. b) O programa de auditoria deve ser detalhado de forma a servir como guia e meio de controle do progresso dos trabalhos. c) O planejamento pressupõe adequado nível de conhecimento sobre o ramo de atividade, negócios e práticas operacionais da entidade. d) O auditor deve documentar seu planejamento geral e preparar programa de trabalho por escrito, detalhando o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados. e) O planejamento da auditoria, quando incluir a designação de equipe técnica, deve prever a orientação e supervisão do auditor, que assumirá total responsabilidade pelos trabalhos executados. SOLUÇÃO: A alternativa “a” é a única opção falsa. O planejamento e os programas de trabalho (programas de auditoria que contém os testes e procedimentos a serem aplicados pelos auditores) devem ser revisados sempre que novos fatos o recomendarem. Essa revisão pode ocorrer ainda na fase de planejamento ou quando dos exames de campo, ocasião em que o auditor altera a natureza, época ou extensão dos procedimentos ou inclui novos procedimentos. As normas apresentam como condição dessa revisão que o auditor documente as alterações e as razões e motivos para tanto. A alternativa “b” está correta. Os programas de trabalho devem ser detalhados de forma a servir como guia e meio de controle de sua execução. O 1
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programa é ao mesmo tempo um orientador das ações e procedimentos a serem aplicados pelo auditor na fase dos exames de campo e um instrumento de supervisão e controle de qualidade dos trabalhos. A alternativa “c” está correta. Segundo as normas de auditorias e a doutrina, o planejamento pressupõe adequado nível de conhecimento sobre as atividades, os fatores econômicos, a legislação aplicável e as práticas operacionais da entidade e o nível geral de competência de sua administração. Alguns autores preferem apontar que na fase de planejamento, os testes aplicados pelo auditor contábil tem como objetivo a obtenção de entendimento sobre o negócio e a indústria da entidade auditada, para entender os eventos, transações e práticas que podem ter efeito importante sobre as demonstrações contábeis. A alternativa “d” está correta. O auditor deve documentar seu planejamento geral e preparar programas de trabalho por escrito, detalhando o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados, em termos de natureza, oportunidade e extensão. Todos os levantamentos e análises procedidos pelo auditor no planejamento de auditoria devem ser documentados em papéis de trabalho, de tal forma que fiquem esclarecidos os critérios adotados pela equipe, o resultado da avaliação preliminar dos riscos de auditoria e da definição da materialidade e, o mais importante, devem ser elaborados programas de trabalho contendo os procedimentos a serem aplicados em termos de natureza, oportunidade e extensão. Na realidade, o que se busca com o planejamento é a elaboração do programa de auditoria e este programa irá detalhar a natureza, a oportunidade e a extensão dos procedimentos que serão aplicados pelos auditores, o que alguns autores apelidaram de “NAOPEX”. A natureza (NA) significa quais procedimentos que o auditor irá aplicar ou quais evidências ele irá buscar, optando pelas técnicas mais apropriadas em função das circunstâncias e dos riscos. Refere-se à seguinte pergunta: Quais procedimentos ou evidências? A oportunidade (OP) refere-se à época mais adequada para aplicação dos procedimentos, como, por exemplo, mais próximo ou não da data das demonstrações contábeis. Refere-se à seguinte pergunta: Quando aplicar os procedimentos ou quando buscar as evidências?

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A extensão (EX) dos procedimentos de comprovação a serem executados corresponde à quantidade de evidência necessária ou de operações e transações a serem examinadas. Refere-se ao tamanho da amostra e à seguinte pergunta: Qual a quantidade de evidência necessária? Por fim, a alternativa “e” está correta. De acordo com a norma, o planejamento da auditoria, quando incluir a designação de equipe técnica, deve prever a orientação e a supervisão do auditor, que assumirá total responsabilidade pelos trabalhos executados. A utilização de equipe técnica deve ser prevista de maneira a fornecer razoável segurança de que o trabalho venha a ser executado por pessoa com capacitação profissional, independência e treinamentos requeridos nas circunstâncias. 2) O planejamento da auditoria inclui a necessidade de considerar os seguintes aspectos, antes da identificação e avaliação pelo auditor dos riscos de distorções relevantes, EXCETO: A) os procedimentos analíticos a serem aplicados como procedimentos de avaliação de risco. B) a obtenção de entendimento global da estrutura jurídica e do ambiente regulatório aplicável à entidade. C) a determinação da materialidade. D) o envolvimento de especialistas. E) a definição da natureza e da extensão dos procedimentos adicionais de auditoria. SOLUÇÃO: Antes da identificação e avaliação dos riscos de distorções relevantes, o planejamento da auditoria pode envolver a aplicação de procedimentos analíticos, a obtenção de entendimento global da estrutura jurídica e do ambiente regulatório aplicável à entidade, a avaliação quanto à necessidade de envolver especialistas no trabalho, em função da sua complexidade e a determinação da materialidade. Contudo, a definição adequada quanto à natureza e à extensão dos procedimentos adicionais de auditoria (testes de auditoria), somente será possível depois que o auditor identifica e avalia os riscos de distorções relevantes nas demonstrações. Em função dos riscos, a equipe elabora o plano de auditoria. Portanto, o gabarito é a letra E. 3) (Analista/SEFAZ/SP/FCC/2010) NÃO é objetivo de um programa de auditoria: A) traçar o roteiro de execução de um ponto de auditoria. B) conduzir o auditor na aplicação dos procedimentos técnicos de auditoria. 3
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C) propiciar o controle e progresso a ser alcançado no decorrer da execução das tarefas de auditoria. D) evitar que alguma tarefa de auditoria deixe de ser executada. E) estimar o tempo necessário para realização da auditoria. SOLUÇÃO: A única alternativa que não corresponde a um objetivo do programa de auditoria é a “E”, pois o tempo necessário à realização da auditoria é estimado quando da definição da estratégia global de auditoria e não quando da elaboração do plano ou programa. Este permite controlar o cumprimento dos prazos estabelecidos. 4) Tendo em vista o que prevê o Conselho Federal de Contabilidade em norma de planejamento das auditorias, assinale a alternativa correta. A) No que tange ao planejamento, é necessário que o auditor planeje a auditoria de modo que ela seja executada de maneira eficaz e dirija o esforço de auditoria às áreas com menor expectativa de distorção relevante, independente se causada por fraude ou a erro, com esforço correspondente maior dirigido a outras áreas. B) O plano de auditoria não precisa incluir a descrição de natureza, a época e a extensão dos procedimentos adicionais de auditoria planejados no nível de afirmação. C) O envolvimento do sócio do trabalho e de outros membros-chave da equipe de trabalho no planejamento da auditoria não deve resultar em incorporação de seus pontos de vista, podendo prejudicar a eficiência e independência do processo de planejamento. D) A definição da estratégia global para a auditoria de entidade de pequeno porte precisa ser igualmente complexa. E) O auditor deve atualizar e alterar tanto a estratégia global de auditoria quanto o plano de auditoria sempre que necessário no curso da auditoria. SOLUÇÃO: A letra A apresenta erro. No que tange ao planejamento, é necessário que o auditor planeje a auditoria de modo que ela seja executada de maneira eficaz e dirija o esforço de auditoria às áreas com maior expectativa de distorção relevante, independente se causada por fraude ou a erro. A letra B também apresenta erro. O plano de auditoria precisa incluir a descrição de natureza, a época e a extensão dos procedimentos adicionais de auditoria (testes de auditoria) planejados no nível de afirmação (de conta ou divulgação).

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A letra C está errada. Nos termos da NBC TA 300, o envolvimento sócio do trabalho e de outros membros-chave da equipe de trabalho planejamento da auditoria deve resultar em incorporação de seus pontos vista, otimizando assim a eficácia e a eficiência do processo planejamento.

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A letra D também apresenta erro. De acordo com a NBC TA 300, a natureza e a extensão das atividades de planejamento variam conforme o porte e a complexidade da entidade. Portanto, a definição da estratégia global para a auditoria de entidade de pequeno porte não precisa ser igualmente complexa. Por fim, verifica-se que a letra E é correta e constitui o gabarito questão. O auditor deve atualizar e alterar tanto a estratégia global auditoria quanto o plano de auditoria sempre que necessário no curso auditoria. Essa atualização é um dever do auditor sempre que circunstâncias exigirem. da de da as

5) Em conformidade com a Resolução CFC nº 1.211/2009, aponte o elemento que não é considerado pelo auditor ao definir a estratégia global de auditoria. A) identificar as características do trabalho para definir o seu alcance. B) definir os objetivos do relatório do trabalho de forma a planejar a época da auditoria e a natureza das comunicações requeridas. C) considerar os fatores que no julgamento profissional do auditor são significativos para orientar os esforços da equipe do trabalho. D) determinar a natureza, a época e a extensão dos recursos necessários para realizar o trabalho. E) descrever a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem realizados. SOLUÇÃO: Segundo a NBC TA 300, ao definir a estratégia global, o auditor deve: (a) identificar as características do trabalho para definir o seu alcance; (b) definir os objetivos do relatório do trabalho de forma a planejar a época da auditoria e a natureza das comunicações requeridas; (c) considerar os fatores que no julgamento profissional do auditor são significativos para orientar os esforços da equipe do trabalho; (d) considerar os resultados das atividades preliminares do trabalho de auditoria e, quando aplicável, se é relevante o conhecimento obtido em outros trabalhos realizados pelo sócio do trabalho para a entidade; e (e) determinar a natureza, a época e a extensão dos recursos necessários para realizar o trabalho.

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A descrição da natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem realizados ocorre quando da definição e elaboração do plano de auditoria. O gabarito é a letra E. 6) Quando da auditoria realizada pela primeira vez, alguns cuidados especiais de planejamento devem ser observados. As alternativas a seguir apresentam esses cuidados, à exceção de uma. Assinale-a, considerando, ainda, a regulamentação do CFC, em especial a NBC TA 300. A) Revisão dos papéis de trabalho do auditor antecessor. B) Discussão de normas de elaboração de relatórios com a administração da entidade auditada. C) Avaliação da eficácia da gestão dos administradores. D) Obtenção de evidência de auditoria suficiente e apropriada relativa aos saldos iniciais das demonstrações. E) Aplicação de outros procedimentos exigidos pelo sistema de controle de qualidade da firma para trabalhos de auditoria inicial. SOLUÇÃO: A letra C é a única alternativa incorreta ou que não corresponde aos cuidados especiais quando da auditoria inicial. A auditoria das demonstrações contábeis não compreende a avaliação da eficácia da gestão. Em conformidade com a NBC TA 300, a finalidade e o objetivo do planejamento da auditoria não mudam caso a auditoria seja inicial ou em trabalho recorrente. Entretanto, no caso de auditoria inicial, o auditor pode ter a necessidade de estender as atividades de planejamento: exceto se for proibido por lei ou norma, manter contato com o auditor antecessor, por exemplo, para conduzir a revisão de seus papéis de trabalho; quaisquer assuntos importantes (inclusive a aplicação de princípios contábeis ou de auditoria e normas de elaboração de relatórios) discutidos com a administração e relacionados à escolha do auditor, a comunicação desses temas aos responsáveis pela governança e como eles afetam a estratégia global de auditoria e o plano de auditoria; os procedimentos de auditoria necessários para obter evidência de auditoria suficiente e apropriada relativa aos saldos iniciais; outros procedimentos exigidos pelo sistema de controle de qualidade da firma para trabalhos de auditoria inicial (por exemplo, esse sistema pode exigir o envolvimento de outro sócio ou profissional experiente 6
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para a revisão da estratégia global de auditoria antes de iniciar procedimentos de auditoria significativos ou de revisão dos relatórios antes da sua emissão). 7) (Auditor/SEFAZ/AMAPÁ/FGV/2010) A respeito do plano de auditoria assinale a alternativa incorreta. A) é mais detalhado que a estratégia global de auditoria visto que inclui a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem realizados pelos membros da equipe de trabalho. B) trata dos diversos temas identificados na estratégia global, levando-se em conta a necessidade de atingir os objetivos da auditoria por meio do uso eficiente dos recursos do auditor. C) deve incluir a descrição da natureza, a época, a extensão dos procedimentos planejados de avaliação de risco. D) deve ser atualizado e alterado sempre que necessário no curso da auditoria. E) deve ser desenvolvido para que o planejamento da auditoria seja elaborado. SOLUÇÃO: De acordo com a NBC TA 300, o planejamento de auditoria envolve a definição da estratégia global e do plano de auditoria: • a definição da estratégia global (auxilia o auditor a determinar, dependendo da conclusão dos procedimentos de avaliação de risco): os recursos a serem alocados em áreas de auditoria específicas, tais como membros da equipe com experiência adequada para áreas de alto risco ou o envolvimento de especialista em temas complexos; quando esses recursos devem ser alocados, por exemplo, se em etapa intermediária de auditoria ou em determinada data-base de corte; e como esses recursos são gerenciados, direcionados. a elaboração do plano de auditoria, que é mais detalhado que a estratégia global de auditoria visto que inclui a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem realizados pelos membros da equipe de trabalho. O planejamento desses procedimentos de auditoria ocorre no decurso da auditoria, à medida que o plano de auditoria para o trabalho é desenvolvido.

A definição da estratégia global de auditoria e o plano de auditoria detalhado não são necessariamente processos isolados ou sequenciais, estando intimamente relacionados, uma vez que as mudanças em um podem resultar em mudanças no outro.

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Portanto, o plano de auditoria inclui a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem realizados pelos membros da equipe de trabalho e deve ser desenvolvido para tratar dos diversos temas identificados na estratégia global de auditoria, levando-se em conta a necessidade de atingir os objetivos da auditoria por meio do uso eficiente dos recursos do auditor. O plano deve incluir a descrição da natureza, a época, a extensão dos procedimentos planejados de avaliação de risco e dos procedimentos adicionais de auditoria, bem como deve ser atualizado e alterado sempre que necessário no curso da auditoria. Pelo exposto, a única alternativa incorreta é a E, pois nos exatos termos da NBC TA 300, o plano deve ser desenvolvido para tratar dos diversos temas identificados na estratégia global de auditoria, levando-se em conta a necessidade de atingir os objetivos da auditoria por meio do uso eficiente dos recursos do auditor. 8) (TCE/CE/FCC/2008) A análise dos riscos de auditoria deve ser feita (A) na assinatura do contrato. (B) na emissão da carta de responsabilidade da administração. (C) no levantamento das contingências. (D) na fase de planejamento dos trabalhos. (E) na emissão do parecer. SOLUÇÃO: A análise dos riscos de auditoria deve ser feita na fase de planejamento dos trabalhos, para definição da natureza, oportunidade e extensão dos procedimentos adicionais de auditoria ou dos testes de controles e substantivos. O gabarito é a letra D. 9) (Auditor/Infraero/FCC/2011) A circunstância de que os procedimentos executados pelo auditor, a fim de reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo, não acusem uma distorção existente que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções, é denominado risco (A) de contingências. (B) operacional. (C) inerente. (D) substantivo. (E) de detecção. SOLUÇÃO: O risco de auditoria é a probabilidade de que o auditor emita uma opinião inadequada sobre um objeto que contém distorções ou 8
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irregularidades relevantes. Ou seja, é o risco do auditor contábil emitir opinião sem ressalva para uma demonstração contábil com erros ou fraudes relevantes. O risco de auditoria é uma função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção. Isso porque o auditor considera o risco de distorção relevante, avaliando o risco inerente e o risco de controle, para estabelecer o nível de risco que deve aceitar em seus testes: o risco de detecção. Quanto maiores são os riscos de distorção relevante que o auditor acredita existir, menor é o risco de detecção que pode ser aceito e, portanto, mais persuasivas são as evidências de auditoria exigidas. Risco de distorção relevante é o risco ou a probabilidade de ocorrência de erro e fraude relevante e é avaliado pelo auditor considerando-se o risco inerente e o risco de controle. Risco inerente é a probabilidade de distorções relevantes não levando em conta os controles internos existentes. Depende da natureza da entidade ou da área ou da conta examinada, sem considerar os controles. Risco de controle é a probabilidade de que os controles internos não previnam ou detectem erros e fraudes relevantes. Risco de detecção se relaciona com a natureza, a época e a extensão dos procedimentos que são determinados pelo auditor para reduzir o risco de auditoria a um nível baixo aceitável. Portanto, é uma função da eficácia do procedimento de auditoria e de sua aplicação pelo auditor. Pelo exposto, verifica-se que o gabarito da questão é a letra E. O risco de que os procedimentos executados pelo auditor não acusem uma distorção existente que possa ser relevante é denominado risco de detecção. 10) (ICMS/RIO/FGV/2007) Avalie as afirmativas a seguir: I. Risco de auditoria é o risco de que o auditor possa inadvertidamente não modificar adequadamente seu parecer sobre demonstrações contábeis que contêm erros ou classificações indevidas materiais. II. Risco inerente é o risco de que um erro ou classificação indevida materiais que possam constar de uma afirmação não sejam evitados ou detectados tempestivamente pelos controles internos da entidade. III. Risco de controle é a suscetibilidade de uma afirmação a um erro ou classificação indevida materiais, supondo que não haja controles.

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IV. Risco de detecção é o risco de que o auditor não detecte um erro ou classificação indevida relevantes que existam em uma afirmação. Assinale: A) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. B) se somente as afirmativas I e IV estiverem corretas. C) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. D) se somente as afirmativas II e IV estiverem corretas. E) se todas as afirmativas estiverem corretas. SOLUÇÃO: A afirmativa I está correta, pois o risco de auditoria é o risco do auditor não modificar o seu parecer ou opinião sobre as demonstrações contábeis. A afirmativa II está incorreta, pois se refere ao risco de controle. A afirmativa III também está incorreta, pois representa o risco inerente. Por fim, a afirmativa IV está correta, correspondendo ao risco de detecção dos procedimentos de auditoria. O gabarito é a letra B. 11) (SEFAZ/CE/ESAF/2006) O sistema adquirido pela empresa Certifica S.A. continha um erro de parametrização interna, não registrando na contabilidade dez notas fiscais. O auditor ao realizar os testes de auditoria constata o erro. Esse risco de auditoria é denominado risco de a) negócio. b) detecção. c) inerência. d) controle. e) estrutura. SOLUÇÃO: O erro de parametrização interna no sistema representa uma falha no controle informatizado da empresa, portanto, corresponde ao risco de controle. A letra “d” é a correta. 12) (Analista/CVM/ESAF/2010) No decorrer de uma auditoria, a avaliação de riscos corresponde à análise da relevância dos riscos identificados com base nos seguintes aspectos, exceto: a) a avaliação da probabilidade de sua ocorrência. b) a forma como serão gerenciados. c) a definição das ações a serem implementadas para prevenir sua ocorrência ou minimizar seu potencial.

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d) a resposta ao risco, considerando as hipóteses de eliminação, redução, aceitação ou compartilhamento. e) a presunção de que os riscos, como fatos previsíveis, não podem afetar a qualidade da informação contábil. SOLUÇÃO: Quando o auditor avalia os riscos, ele considera a probabilidade de sua ocorrência e o impacto, a forma como a organização gerencia os riscos, se a organização dispõe de mecanismos de controle que previnam a sua ocorrência ou minimizem o seu potencial prejuízo aos objetivos e ainda as respostas adequadas aos riscos, em termos de eliminação (evitar), redução (ação concreta para reduzir a probabilidade e/ou a incidência), aceitação (quando os riscos estão de acordo com o apetite e a tolerância da organização) ou compartilhamento (transferir parte do risco: seguros, terceirização, consórcio etc). Portanto, as alternativas “a” a “d” estão corretas. A alternativa incorreta é a “e”, pois, logicamente, os riscos podem afetar a qualidade da informação contábil, tornando as demonstrações inadequadas. 13) (ICMS/SP/FCC/2009) O auditor externo, ao verificar os passivos contingenciais da empresa auditada, realizando os procedimentos necessários para avaliação dessa área, não constatou a existência de dois processos trabalhistas. Os processos não foram provisionados pela empresa, mas tinham possível probabilidade de ocorrência de perda. Esse evento representa um risco de (A) controle. (B) contabilidade. (C) negócio. (D) detecção. (E) processo. SOLUÇÃO: A questão poderia levar o candidato a ter a seguinte dúvida: tratase de um risco de detecção, uma vez que o auditor não constatou a existência de dois processos trabalhistas, ou o risco é de controle, considerando que houve falha no sistema contábil e de controle da empresa que não permitiu que os processos fossem provisionados? A meu ver o risco é de detecção apenas, pois como os processos trabalhistas tinham uma possível probabilidade de perda (não provável), a provisão não deveria ser reconhecida, mas apenas divulgada nas demonstrações. Pelo exposto, o gabarito é a letra D. 11
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14) (Analista/TRT/4ª Região/FCC/2011) Conforme prevê a Resolução nº 1.214/09 do CFC, dentre as respostas gerais para tratar os riscos avaliados de distorção relevante no nível das demonstrações contábeis, não inclui A) enfatizar para a equipe de auditoria a necessidade de manter o ceticismo profissional B) solicitar ao responsável da empresa pela área, carta declarando sua responsabilidade pelos riscos C) fornecer mais supervisão para diminuir a probabilidade do risco. D) incorporar elementos adicionais de imprevisibilidade na seleção dos procedimentos adicionais de auditoria a serem executados. E) designar pessoal mais experiente ou aqueles com habilidades especiais ou usar especialistas. SOLUÇÃO: Segundo a Resolução CFC 1.214/09, as respostas gerais para tratar os riscos avaliados de distorção relevante no nível das demonstrações contábeis podem incluir: a) enfatizar para a equipe de auditoria a necessidade de manter o ceticismo profissional; b) designar pessoal mais experiente ou usar especialistas; c) fornecer mais supervisão; d) incorporar elementos adicionais de imprevisibilidade na seleção dos procedimentos adicionais de auditoria a serem executados; e e) efetuar alterações gerais na natureza, época ou extensão dos procedimentos de auditoria como, por exemplo, executar procedimentos substantivos no final do período ao invés de em data intermediária ou modificar a natureza dos procedimentos de auditoria para obter evidência de auditoria mais persuasiva. Assim, vê-se que as respostas gerais para tratar os riscos avaliados não incluem solicitar ao responsável da empresa pela área, carta declarando sua responsabilidade pelos riscos. Esse não é um procedimento apontado na norma como resposta do auditor aos riscos avaliados, pois não reduz o risco de detecção. O gabarito é a letra B. 15) (ISS/CAMPINAS/CETRO/2011) O auditor deve levar em consideração o risco de der emitido um relatório errado ou incompleto. Considerando a classificação do risco de controle, assinale a alternativa que se refere a esta classificação. A) Como os exames são efetuados por testes, é o risco de não descobrir erros ou irregularidades relevantes e irrelevantes.

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B) como os exames são efetuados por testes, é o risco de não descobrir eventuais erros ou irregularidades relevantes. C) É o risco de não haver um bom sistema de controles internos que previna ou detecte em tempo hábil erros ou irregularidades relevantes. D) É o risco do não cumprimento de normas legais, regulamentares e estatutárias. E) É o risco de mudanças das políticas governamentais que afetem os controles internos. SOLUÇÃO: O risco de controle é o risco ou probabilidade de não haver um bom sistema de controles internos que previna ou detecte em tempo hábil erros ou irregularidades relevantes. O gabarito é a letra C.

MATERIALIDADE E RELEVÂNCIA NO PLANEJAMENTO E NA EXECUÇÃO DOS TRABALHOS DE AUDITORIA
16) Quanto à definição de materialidade na execução de uma auditoria, assinale a opção correta. A) é a probabilidade de existência de distorções relevantes nas demonstrações contábeis. B) é o risco de que os controles internos não consigam prevenir a ocorrência de fraudes. C) é o nível máximo de distorção em uma demonstração contábil suficiente para impedir que o auditor conclua que a demonstração está apresentada adequadamente. D) é o valor fixado pelo auditor, inferior ao considerado relevante para as demonstrações contábeis como um todo, para reduzir o risco de que as distorções não corrigidas e não detectadas em conjunto, excedam a materialidade para as demonstrações contábeis como um todo. E) é o saldo material de uma conta. SOLUÇÃO: A alternativa que corresponde corretamente à definição de materialidade em auditoria é a D. Materialidade para execução da auditoria significa o valor ou valores fixados pelo auditor, inferiores ao considerado relevante para as demonstrações contábeis como um todo, para adequadamente reduzir a um nível baixo a probabilidade de que as distorções não corrigidas e não detectadas em conjunto, excedam a materialidade para as demonstrações contábeis como um todo. Quanto às demais alternativas, na letra A, a probabilidade de existência de distorções relevantes nas demonstrações contábeis é o risco de distorções relevantes. 13
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Na letra B, o risco de que os controles internos não consigam prevenir a ocorrência de fraudes é o risco de controle. Na letra C, o correto seria afirmar que a materialidade é o nível mínimo de distorção em uma demonstração contábil suficiente para impedir que o auditor conclua que a demonstração está apresentada adequadamente. Portanto, distorções agregadas que ultrapassem esse nível ou valor mínimo de distorções ensejam opinião com ressalva ou adversa sobre as demonstrações. Por fim, na letra E, o conceito de materialidade ou relevância no nível de saldo de conta não deve ser confundido com o saldo material de conta. O último refere-se ao tamanho de um saldo de conta contabilizado, enquanto o primeiro relaciona-se com o valor monetário de uma distorção por erro ou fraude que pode afetar a decisão de um usuário e tornar o saldo da conta enganoso. 17) (ISS/CAMPINAS/CETRO/2011) No que tange às Normas de Execução dos Trabalhos, mais precisamente no que diz respeito à Relevância, analise as assertivas abaixo. I. Os exames de auditoria devem ser planejados e executados na expectativa de que os eventos relevantes relacionados com as demonstrações contábeis sejam identificados. II. A relevância deve ser considerada pelo auditor quando determinar a natureza, oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria. III. A relevância de um projeto deve ser considerada na fase de planejamento dos trabalhos tendo como principal razão a análise nos níveis específico e geral, sendo este relativo ao saldo das contas e aquele às demonstrações contábeis. É correto o que está contido em A) I, apenas. B) II, apenas. c) III, apenas. D) I e II, apenas. E) I e III, apenas. SOLUÇÃO: Somente as assertivas I e II estão corretas. A assertiva III está incorreta, pois inverteu os conceitos de materialidade/relevância nos níveis específico e geral. No nível específico, o auditor define a relevância no nível de saldo das contas e no nível geral, a relevância é considerada no contexto das demonstrações contábeis como um todo. O gabarito é a letra D.

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18) (Analista/SUSEP/ESAF/2010 – com adaptações) Com relação aos níveis de materialidade determinados em um processo de auditoria externa, é verdadeiro afirmar que: a) o processo de avaliação de materialidade deve sempre considerar os níveis de risco e as distorções identificadas, não sendo permitido considerar nos limites eventuais distorções não identificadas ou projetadas. b) o auditor, em nenhuma hipótese, pode estabelecer nível de materialidade abaixo dos determinados no planejamento. c) não se devem considerar as avaliações de risco e relevância no seu conjunto, sendo sempre avaliadas individualmente. d) os níveis de materialidade estabelecidos no planejamento devem ser mantidos, independentemente dos fatores encontrados, durante a realização dos trabalhos. e) se a administração da entidade auditada negar-se a ajustar as demonstrações contábeis e os procedimentos de auditoria adicionais, de forma a não permitir concluir que o montante agregado das distorções seja irrelevante, deve o auditor considerar os efeitos na opinião que irá formar sobre as demonstrações. SOLUÇÃO: A letra “a” está incorreta. O auditor independente deve considerar se o efeito agregado das distorções identificadas (quantitativas e qualitativas) é relevante. Quando o efeito agregado de distorções por ele identificadas se aproxima do nível de relevância aceitável, previamente estabelecido e documentado, o auditor independente deve considerar a probabilidade da existência de distorções não-identificadas que, somadas às identificadas, possam agregadamente exceder o nível de materialidade/relevância aceitável. A letra “b” está incorreta. Por prudência, o auditor independente pode, no processo de planejamento da auditoria, ter intencionalmente estabelecido nível de materialidade/relevância num patamar abaixo daquele a ser utilizado para avaliar os resultados da auditoria. Isso pode ser feito para reduzir a probabilidade de existência de distorções não-identificadas e para propiciar ao auditor independente uma margem de segurança, ao avaliar as distorções identificadas no curso da auditoria. A letra “c” está incorreta. Risco e materialidade são avaliados em conjunto para definição da estratégia de auditoria. Vimos que a relação entre eles é inversa. A letra “d” está também incorreta. Os níveis de materialidade estabelecidos no planejamento são revistos quando da execução dos procedimentos. 15
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Por fim, a letra “e” está correta e satisfaz o enunciado da questão. Ao avaliar o efeito das distorções, o auditor deve solicitar à administração da entidade auditada que efetue as correções das distorções identificadas, quando relevantes. Se a administração da entidade auditada negar-se a ajustar as demonstrações contábeis, e o resultado de procedimentos de auditoria adicionais, normalmente executados pelo auditor independente nestas circunstâncias, não lhe permitir concluir que o montante agregado das distorções seja irrelevante, o auditor deve considerar os efeitos no seu relatório, conforme o que estabelece as Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis. 19) (SEFAZ/SP/ESAF/2009) Sobre os temas ‘risco de auditoria’ e ‘relevância’, é correto afirmar que: a) quanto menor for a relevância, maior será o risco. b) quanto menor for o risco, menor será a relevância. c) não existe relação entre risco e relevância. d) quanto maior for a relevância, maior será o risco. e) quanto maior for o risco, maior será a relevância. SOLUÇÃO: Existe uma relação inversa entre o risco de auditoria e o nível estabelecido de materialidade (relevância); isto é, quanto menor for o risco de auditoria, maior será o valor estabelecido como nível de relevância, e viceversa. O auditor independente toma essa relação inversa em conta ao determinar a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria. Por exemplo, se na execução de procedimentos específicos de auditoria, o auditor independente determinar que o nível de risco é maior que o previsto na fase de planejamento, o nível de relevância, preliminarmente estabelecido, deve ser reduzido, reduzindo-se o risco de detecção via modificação da natureza, época e extensão dos testes substantivos planejados. Ora, se o risco de haver erros e fraudes nas demonstrações é alto, o auditor tem que estabelecer um nível de materialidade/relevância baixo, pois como esse valor tolerável de erro é reduzido no contexto das demonstrações ou de uma conta específica, ele será obrigado a aplicar maior volume de testes para revelar qualquer erro ou distorção acima daquele valor. Quando o risco é baixo, o auditor pode estabelecer um nível de materialidade/relevância mais alto, só se preocupando em revelar erros ou distorções envolvendo valores significativos.

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Pelo exposto, a única alternativa que pode ser considerada correta é a “a”, em que pese a imprecisão de sua redação, pois o mais correto seria afirmar que quanto menor for a relevância, maior será o risco avaliado. De todo modo, as demais alternativas apresentam erros graves. 20) Acerca da materialidade em auditoria, julgue as afirmações e assinale a alternativa correta: I - Materialidade para execução da auditoria significa o valor ou valores fixados pelo auditor, superiores ao considerado relevante para as demonstrações contábeis como um todo, para adequadamente reduzir a um nível baixo a probabilidade de que as distorções não corrigidas e não detectadas em conjunto, excedam a materialidade para as demonstrações contábeis como um todo. II - A determinação de materialidade pelo auditor é uma questão de julgamento profissional e é afetada pela percepção do auditor das necessidades de informações financeiras dos usuários das demonstrações contábeis. III - O conceito de materialidade é aplicado pelo auditor no planejamento e na execução da auditoria, e na avaliação do efeito de distorções identificadas na auditoria e de distorções não corrigidas, se houver, sobre as demonstrações contábeis e na formação da opinião no relatório do auditor independente. IV - A materialidade determinada no planejamento da auditoria estabelece necessariamente um valor abaixo do qual as distorções não corrigidas, individualmente ou em conjunto, serão sempre avaliadas como relevantes. V - As circunstâncias relacionadas a algumas distorções podem levar o auditor a avaliá-las como relevantes mesmo que estejam abaixo do limite de materialidade. Estão corretas: A) apenas as afirmativas I e V B) apenas as afirmativas II, III e V C) apenas as afirmativas I, II e IV D) apenas as afirmativas II e IV E) todas as alternativas SOLUÇÃO: Afirmação I - Materialidade para execução da auditoria significa o valor ou valores fixados pelo auditor, inferiores ao considerado relevante para as demonstrações contábeis como um todo, para adequadamente reduzir a um nível baixo a probabilidade de que as distorções não corrigidas e não

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detectadas em conjunto, excedam a materialidade para as demonstrações contábeis como um todo. INCORRETA. Afirmação II - A determinação de materialidade pelo auditor é uma questão de julgamento profissional e é afetada pela percepção do auditor das necessidades de informações financeiras dos usuários das demonstrações contábeis. CORRETA. Afirmação III - O conceito de materialidade é aplicado pelo auditor no planejamento e na execução da auditoria, e na avaliação do efeito de distorções identificadas na auditoria e de distorções não corrigidas, se houver, sobre as demonstrações contábeis e na formação da opinião no relatório do auditor independente. CORRETA. Afirmação IV - A materialidade determinada no planejamento da auditoria não estabelece necessariamente um valor abaixo do qual as distorções não corrigidas, individualmente ou em conjunto, serão sempre avaliadas como irrelevantes. A materialidade pode levar em consideração aspetos qualitativos. INCORRETA. Afirmação V - As circunstâncias relacionadas a algumas distorções podem levar o auditor a avaliá-las como relevantes mesmo que estejam abaixo do limite de materialidade, como no caso de fraudes, especialmente cometidas pela administração. CORRETA. Pelo exposto, o gabarito é a letra B. 21) Com relação à relevância em auditoria independente das demonstrações contábeis, é correto afirmar que A) o nível de relevância estabelecido no planejamento não poderá ser diferente do nível de relevância utilizado para avaliar as descobertas de auditoria, na conclusão dos trabalhos. B) relevância no nível de demonstração contábil é o nível mínimo de erro agregado que pode existir em um saldo de conta para que ele seja considerado materialmente errado. C) quanto menor o nível de relevância, menor o volume necessário de evidências de auditoria. D) uma distorção irrelevante quantitativamente pode ser qualitativamente material. E) relevância não é uma questão de julgamento profissional. SOLUÇÃO: O nível de relevância estabelecido no planejamento poderá ser diferente do nível de relevância utilizado para avaliar as descobertas de 18
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auditoria, na conclusão dos trabalhos, pois o auditor pode reavaliar o risco e alterar o nível de materialidade/relevância. A letra A está incorreta. A relevância no nível de demonstração contábil é o nível mínimo de erro agregado que pode existir na demonstração como um todo, para que ela seja considerada materialmente errada. A letra B está incorreta. Quanto menor o nível de relevância, maior será o volume necessário de evidências de auditoria. A relação é inversa. A letra C também está incorreta. Uma distorção irrelevante quantitativamente, em função do valor envolvido, pode ser qualitativamente material, como aquelas praticadas intencionalmente pela alta administração. O gabarito é a letra D. Relevância é uma questão de julgamento profissional, sendo definida pelo auditor em função dos seus conhecimentos e experiência profissional, dadas as circunstâncias presentes na auditoria. A letra E também está incorreta. 22) Atualmente não existem diretrizes oficiais sobre medidas quantitativas de materialidade nas normas de contabilidade ou de auditoria. Contudo, a NBC TA 320 estabelece que, frequentemente, aplica-se uma porcentagem a um referencial selecionado como ponto de partida para determinar a materialidade para as demonstrações contábeis como um todo. Dentre as alternativas a seguir, indique a que não se refere a um fator que pode afetar a identificação de referencial apropriado: A) os elementos das demonstrações contábeis, como, por exemplo, ativo, passivo, patrimônio líquido, receita e despesa. B) a natureza da entidade, a fase do seu ciclo de vida, o seu setor e o ambiente econômico em que atua. C) a estrutura societária da entidade e como ela é financiada. D) a volatilidade relativa do referencial. E) a estrutura organizacional da entidade. SOLUÇÃO: Segundo a NBC TA 320, a determinação da materialidade para o planejamento envolve o exercício de julgamento profissional. Aplica-se frequentemente uma porcentagem a um referencial selecionado como ponto de partida para determinar a materialidade para as demonstrações contábeis como um todo. Os fatores que podem afetar a identificação de referencial apropriado incluem:

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(a) os elementos das demonstrações contábeis (por exemplo, ativo, passivo, patrimônio líquido, receita, despesa); (b) se há itens que tendem a atrair a atenção dos usuários das demonstrações contábeis da entidade específica (por exemplo, com o objetivo de avaliar o desempenho das operações, os usuários tendem a focar sua atenção em lucro, receita ou patrimônio líquido); (c) a natureza da entidade, a fase do seu ciclo de vida, o seu setor e o ambiente econômico em que atua; (d) a estrutura societária da entidade e como ela é financiada (por exemplo, se a entidade é financiada somente por dívida em vez de capital próprio, os usuários dão mais importância a informações sobre os ativos, e processos que os envolvam, do que nos resultados da entidade); e (e) a volatilidade relativa do referencial. Logo, a alternativa que não se refere a um fator que pode afetar a identificação de referencial apropriado (ativo, passivo, receita etc) para aplicação do percentual é a estrutura organizacional da entidade. O gabarito é a letra E. Para ilustrar o processo de definição da materialidade para as demonstrações contábeis como um todo, William Boynton e outros ensinam que são utilizados os seguintes métodos na prática: • 5 a 10% do lucro antes do imposto de renda (10% para lucros menores, 5% para maiores). • 0,5% a 1% do ativo total. • 1% do patrimônio líquido. • 0,5% a 1% da receita bruta. • Um percentual variável sobre o ativo total ou a receita, o que for maior.

AVALIAÇÃO DAS DISTORÇÕES IDENTIFICADAS
23) Com relação às distorções encontradas em uma auditoria de demonstrações contábeis, assinale a alternativa correta. A) uma distorção claramente trivial é irrelevante individualmente, mas relevante no contexto das demonstrações contábeis como um todo. B) a distorção factual é aquela que não deixa dúvida. 20
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C) distorções de julgamento ocorrem quando o auditor julga irregular a gestão dos administradores da entidade auditada. D) distorção projetada é a melhor estimativa do auditor de distorções em populações usando-se a revisão integral. E) quando há alguma incerteza sobre se um ou mais itens são claramente triviais, o assunto é considerado irrelevante. SOLUÇÃO: Segundo a NBC TA 450, uma distorção claramente trivial é uma distorção não relevante ou claramente sem consequências, seja ela tomada individualmente ou em conjunto. A letra A está incorreta. Distorção factual é aquela que não deixa dúvida. O gabarito é a letra B. Distorções de julgamento são aquelas decorrentes de julgamento da administração sobre estimativas contábeis que o auditor não considera razoáveis, ou a seleção ou aplicação de políticas contábeis que o auditor considera inadequadas. A letra C está incorreta. Distorção projetada é a melhor estimativa do auditor de distorções em populações, envolvendo a projeção de distorções identificadas em amostras de auditoria para populações inteiras de onde foram extraídas as amostras. A letra D está incorreta. Quando há alguma incerteza sobre se um ou mais itens são claramente triviais, o assunto é considerado como não sendo claramente trivial, ou seja, de efeito relevante. A letra E está incorreta. 24) Segundo a NBC TA 450, o auditor possui as seguintes responsabilidades perante distorções, exceto: A) avaliar o efeito de distorções identificadas na auditoria. B) acumular distorções identificadas durante a auditoria que não sejam claramente triviais. C) avaliar o efeito de distorções não corrigidas, se houver, nas demonstrações contábeis. D) revisar o plano de auditoria se a natureza das distorções identificadas e as circunstâncias em que elas ocorreram indicarem que podem existir outras distorções, mesmo que irrelevantes. E) comunicar tempestivamente à administração todas as distorções detectadas durante a auditoria, a menos que seja proibido por lei ou regulamento. SOLUÇÃO: A única alternativa que não corresponde a um objetivo ou responsabilidade do auditor é revisar o plano de auditoria se a natureza das 21
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distorções identificadas e as circunstâncias em que elas ocorreram indicarem que podem existir outras distorções quando irrelevantes. De acordo com o item 6 da NBC TA 450, o auditor deve determinar se a estratégia global e o plano de auditoria precisam ser revisados se a natureza das distorções identificadas e as circunstâncias em que elas ocorreram indicarem que podem existir outras distorções que, em conjunto com as distorções detectadas durante a auditoria, poderiam ser relevantes. O gabarito é a letra D. 25) Na determinação da distorção provável nas demonstrações contábeis, o auditor considera os seguintes componentes, à exceção de A) distorções não corrigidas identificadas em testes detalhados. B) distorções estimadas identificadas mediante aplicação de procedimentos analíticos e quantificadas por outros procedimentos substantivos. C) distorções relevantes corrigidas pela administração. D) distorções não corrigidas projetadas com base em resultados de testes por amostragem. E) distorções prováveis não corrigidas em período anterior. SOLUÇÃO: Segundo Boynton e outros (Auditoria, da editora Atlas), a determinação das distorções em uma conta deve envolver os seguintes componentes: • Distorções não corrigidas identificadas diretamente em testes substantivos de transações e saldos (conhecidas como distorções conhecidas). • Distorções não corrigidas projetadas com base em resultados de testes por amostragem. • Distorções estimadas identificadas mediante aplicação de procedimentos de revisão analítica e quantificadas por outros procedimentos de auditoria. O total desses componentes para determinada conta é denominado distorção provável. A soma das distorções prováveis referentes a todas as contas é denominada distorção provável agregada, em cuja avaliação o auditor também pode incluir efeitos, sobre as demonstrações contábeis do ano corrente, de distorções prováveis não corrigidas em período (ano) anterior.

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É essa distorção provável agregada que será comparada com o nível de materialidade ou relevância estabelecido no planejamento ou depois de ajustado durante a auditoria. Pelo exposto, vê-se que não corresponde a um componente da distorção provável as distorções que foram corrigidas pela administração, sejam relevantes ou irrelevantes. Se o auditor deu conhecimento à administração de uma distorção ou solicitou a correção e a administração as corrigiu, o efeito dessas distorções não serão mais considerado pelo auditor. O gabarito é a letra C.

EVIDENCIAÇÃO
26) Com relação às evidências de auditoria, é correto afirmar que A) a evidência tem natureza cumulativa e é obtida exclusivamente a partir dos procedimentos de auditoria realizados durante o curso do trabalho. B) a suficiência é a medida da qualidade da evidência de auditoria e é afetada pela quantidade de tal evidência. C) a obtenção de mais evidência de auditoria compensa a sua má qualidade. D) a confiabilidade da evidência de auditoria é maior quando ela é obtida de fontes independentes fora da entidade. E) a evidência de auditoria obtida mediante a observação do auditor é menos confiável do que a evidência de auditoria obtida por inferência, como por exemplo, a indagação a respeito da aplicação de um controle. SOLUÇÃO: A letra A está incorreta. A evidência tem natureza cumulativa e é obtida a partir dos procedimentos de auditoria realizados durante o curso do trabalho e também mediante informações obtidas de outras fontes, como auditorias anteriores; procedimentos de controle de qualidade da firma de auditoria; os registros contábeis; e informações elaboradas com a utilização do trabalho de especialista da administração. A letra B está incorreta. O auditor tem que obter evidência de auditoria suficiente e adequada que lhe dê segurança razoável para opinar sobre a adequação das demonstrações. Suficiência é a medida da quantidade da evidência de auditoria. A quantidade necessária da evidência de auditoria é afetada pela avaliação do

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auditor dos riscos de distorção relevante e também pela qualidade de tal evidência. Adequação é a medida da qualidade da evidência de auditoria; isto é, sua relevância e confiabilidade no fornecimento de suporte às conclusões em que se baseia a opinião do auditor. A suficiência e adequação da evidência de auditoria estão interrelacionadas. A quantidade da evidência de auditoria necessária é afetada pela avaliação do auditor dos riscos de distorção (quanto mais elevados os riscos avaliados, maior a probabilidade de que seja exigida mais evidência de auditoria) e também pela qualidade de tal evidência de auditoria (quanto maior a qualidade, menos evidência pode ser exigida). A letra C está incorreta. A obtenção de mais evidência de auditoria, porém, não compensa a sua má qualidade. A letra D está correta. A confiabilidade da evidência de auditoria é maior quando ela é obtida de fontes independentes fora da entidade. A letra E está incorreta. A evidência de auditoria obtida diretamente pelo auditor (por exemplo, a observação da aplicação de um controle) é mais confiável do que a evidência de auditoria obtida indiretamente ou por inferência (por exemplo, indagação a respeito da aplicação de controle). 27) (TRF/1ª REGIÃO/FCC/2011) No processo de auditoria, para emissão de relatório, deve-se obter (A) documentação mínima que suporte o processo de auditoria independente, sem a necessidade de confirmação da fidedignidade dos documentos, ainda que haja indícios de fraude. (B) confirmação dos eventos, dentro do processo de revisão analítica, limitando-se a revisão dos documentos selecionados por amostra estatística, independentemente do nível de risco oferecido. (C) evidência de auditoria apropriada e suficiente para a redução do risco de auditoria a um nível aceitável baixo. (D) confirmação de que as demonstrações contábeis não apresentam quaisquer níveis de fraude ou erro. (E) confirmação do risco inerente da entidade, que é igual para todas as classes relacionadas de transações apresentadas nas demonstrações contábeis.

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SOLUÇÃO: O que o auditor busca em auditoria de demonstrações contábeis é obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para a redução do risco de auditoria a um nível aceitável baixo. Ao obter evidência suficiente e apropriada, o auditor alcança um nível de asseguração razoável de que as demonstrações estão livres de distorção relevante e, com isso, pode emitir seu relatório contendo opinião sobre a conformidade e/ou adequação das demonstrações. O gabarito é a letra C. Letra A: Há a necessidade de confirmação da fidedignidade dos documentos. Letra B: A confirmação dos eventos não é feita mediante a revisão analítica e a revisão dos documentos selecionados não é procedida apenas por amostra estatística. Letra D: Em virtude da materialidade/relevância, o auditor busca detectar fraudes e erros relevantes. Letra E: O risco inerente não é igual para todas as classes relacionadas de transações apresentadas nas demonstrações contábeis. 28) (CVM/ESAF/2010) Assinale opção falsa a respeito das evidências de auditoria. a) A quantidade necessária de evidência de auditoria é afetada pela avaliação dos riscos de distorção. b) A qualidade é fator importante para determinar a suficiência das evidências. c) A opinião do auditor é sustentada nas evidências de auditoria. d) As auditorias anteriores não podem ser uma fonte de evidência segura se tiver sido executada por outra entidade de auditoria. e) A forma primária de obtenção de evidência é a partir de procedimentos de auditoria executados durante o curso da auditoria. SOLUÇÃO: A questão foi elaborada com base na NBC TA 500 – Evidência de Auditoria. A afirmação da letra A é verdadeira. Segundo a referida norma, a quantidade necessária de evidência de auditoria é afetada pela avaliação dos riscos de distorção. Quanto maior o risco de distorção, mais evidência deve ser obtida pelo auditor. A afirmação da letra B é verdadeira. A qualidade é fator importante para determinar a suficiência das evidências. A quantidade da evidência de auditoria necessária é afetada pela avaliação do auditor dos riscos de distorção (quanto 25
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mais elevados os riscos avaliados, maior a probabilidade de que seja exigida mais evidência de auditoria) e também pela qualidade de tal evidência de auditoria (quanto maior a qualidade, menos evidência pode ser exigida). A afirmação da letra C é verdadeira. A opinião do auditor é sustentada nas evidências de auditoria. A afirmação da letra D é falsa. A evidência tem natureza cumulativa e é obtida principalmente a partir dos procedimentos de auditoria realizados durante o curso do trabalho. Contudo, ela também pode incluir informações obtidas de outras fontes, como auditorias anteriores (contanto que o auditor tenha determinado se ocorreram mudanças desde a auditoria anterior que possam afetar sua relevância para a atual auditoria) ou procedimentos de controle de qualidade da firma de auditoria para aceitação e continuidade de clientes. A afirmação da letra E é verdadeira. A forma primária de obtenção de evidência é a partir de procedimentos de auditoria executados durante o curso da auditoria. De forma secundária, pode-se obter evidência de outras fontes, como vimos acima. 29) (TRF/1ª REGIÃO/FCC/2011) Leis e regulamentos reconhecidos como tendo efeito direto na determinação dos valores e divulgações relevantes nas demonstrações contábeis requerem do auditor a responsabilidade de (A) executar, de forma limitada, os procedimentos de auditoria especificados para ajudar a identificar não conformidades com leis e regulamentos que possam ter efeito relevante sobre as demonstrações contábeis. (B) manifestar a necessidade de limitação do escopo de trabalho, não permitindo a emissão de relatório de auditoria, mas somente a geração de parecer circunstanciado da situação. (C) comunicar à administração, imediatamente, quando da constatação de não conformidades, uma vez que esta é a única responsável pela avaliação e cumprimento das normas e leis as quais a empresa esteja sujeita. (D) obter evidência de auditoria apropriada e suficiente quanto à conformidade com as disposições das leis e regulamentos. (E) recusar a continuidade dos trabalhos, em decorrência de não ser sempre possível obter evidências suficientes das transações e dos respectivos efeitos nas demonstrações contábeis.

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SOLUÇÃO: Em relação à conformidade dos procedimentos e operações da empresa auditada perante leis e regulamentos aplicáveis, como tendo efeito direto na determinação dos valores e divulgações relevantes nas demonstrações contábeis, a responsabilidade do auditor é obter evidência de auditoria apropriada e suficiente quanto à conformidade com as disposições das leis e regulamentos. O gabarito é a letra D. Em caso de detecção de não-conformidades, o auditor deve comunicar a sua ocorrência à administração da empresa e aos responsáveis pela governança, para adoção das medidas pertinentes.

AUDITORIA DE ESTIMATIVAS CONTÁBEIS
30) (ANALISTA/SUSEP/ESAF/2010) As estimativas contábeis reconhecidas nas demonstrações contábeis da empresa são de responsabilidade: a) dos auditores externos. b) dos advogados. c) da auditoria interna. d) do conselho de administração. e) da administração da empresa. SOLUÇÃO: As estimativas contábeis são de responsabilidade da administração da entidade. O auditor deve ter conhecimentos suficientes sobre os controles, os procedimentos e os métodos utilizados pela entidade no estabelecimento de estimativas que resultem em provisões, devendo assegurar-se da razoabilidade das estimativas, individualmente consideradas, quando estas forem relevantes. A alternativa correta é a “e”. 31) (Fiscal ISS/São Paulo/FCC/2007) Estimativa contábil é uma previsão quanto ao valor de um item que considera as melhores evidências disponíveis quando não há forma precisa de quantificação e deve ser objeto de atenção do auditor para se certificar quanto à sua razoabilidade. As estimativas contábeis (A) são de responsabilidade exclusiva do auditor independente, embora ele possa utilizar informações dos controles contábeis da entidade auditada. (B) sempre podem ser determinadas com segurança, porque todas as incertezas são quantificáveis estatisticamente. (C) que tenham por objeto provisionar valores de ocorrência rotineira são denominadas estimativas diretas.

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(D) baseadas em fórmulas ditadas pela experiência devem ser revisadas regularmente, com o objetivo de efetuar ajustes. (E) que tenham por objeto provisionar valores de ocorrência nãorotineira são denominadas estimativas simples. SOLUÇÃO: A letra A está incorreta. As estimativas contábeis são de responsabilidade da administração. A letra B está incorreta, pois estimativas contábeis por vezes não podem ser determinadas com segurança. A letra C está incorreta, pois as estimativas são classificadas em simples e complexas. A letra D está correta. Estimativas baseadas em fórmulas ditadas pela experiência devem ser revisadas regularmente pela administração, com o objetivo de efetuar ajustes. Por fim, a letra E está incorreta, pois nesse caso a ocorrência não rotineira representa uma estimativa complexa. 32) (AFRFB/ESAF/2009) O auditor, ao avaliar as provisões para processos trabalhistas elaboradas pela Empresa Projeções S.A., percebeu que nos últimos três anos, os valores provisionados ficaram distantes dos valores reais. Dessa forma, deve o auditor: a) estabelecer novos critérios para realização das estimativas pela empresa, no período. b) determinar que a administração apresente novos procedimentos de cálculos que garantam os valores registrados. c) ressalvar o parecer, por inadequação dos procedimentos, dimensionando os reflexos nas demonstrações contábeis. d) exigir que seja feita uma média ponderada das perdas dos últimos três anos, para estabelecer o valor da provisão. e) avaliar se houve o ajuste dos procedimentos, para permitir estimativas mais apropriadas no período. SOLUÇÃO: Em conformidade com as normas de auditoria, o auditor deve assegurar-se da razoabilidade das estimativas, individualmente consideradas, quando estas forem relevantes. Tal procedimento inclui, além da análise da fundamentação matemático-estatística dos procedimentos utilizados pela entidade na quantificação das estimativas, a coerência destas com o comportamento dos itens estimados em períodos anteriores, as práticas

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correntes em entidades semelhantes, os planos futuros da entidade, a conjuntura econômica e as suas projeções. Quando a comparação entre as estimativas feitas em períodos anteriores e os valores reais destas evidenciar variações significativas, o auditor deve verificar se houve o competente ajuste nos procedimentos, de forma a permitir estimativas mais apropriadas no período em exame. Portanto, a alternativa “e” é a correta. 33) (Auditor/TCE/SP/FCC/2008) Os exames realizados pelo auditor externo na avaliação das estimativas contábeis devem I. fundamentar matemática e estatisticamente os procedimentos utilizados pela entidade na quantificação das estimativas. II. verificar a coerência das estimativas com o comportamento da entidade em períodos passados. III. avaliar a conjuntura econômica existente no momento e suas projeções para períodos futuros. Está correto o que se afirma em (A) III, apenas. (B) II, apenas. (C) I, apenas. (D) I e II, apenas. (E) I, II e III. SOLUÇÃO: Todas as alternativas referem-se a procedimentos adotados pelo auditor para avaliação das estimativas contábeis. O gabarito é a letra D. 34) Em conformidade com o que dispõe a norma de auditoria aprovada pela Resolução CFC nº 1.223/09, é correto afirmar em relação às estimativas contábeis que: A) uma diferença entre o desfecho da estimativa contábil e o valor originalmente reconhecido ou divulgado nas demonstrações contábeis não representa necessariamente uma distorção nas demonstrações contábeis. B) o auditor é responsável por prever condições ou eventos futuros que, caso fossem conhecidos na época da auditoria, poderiam ter afetado significativamente as ações da administração ou as premissas usadas pela administração. C) não é objetivo do auditor obter evidência de auditoria sobre se as estimativas contábeis, registradas ou divulgadas nas demonstrações contábeis são razoáveis, exceto aquelas estimativas de valor justo. D) o auditor não necessita obter entendimento sobre como a administração identifica as transações, eventos e condições que 29
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podem gerar a necessidade de reconhecimento ou divulgação de estimativas contábeis. E) o auditor deve revisar o desfecho das estimativas contábeis incluídas nas demonstrações contábeis do período anterior e essa revisão visa questionar os julgamentos feitos nos períodos anteriores baseados em informações disponíveis na época. SOLUÇÃO: Uma diferença entre o desfecho da estimativa contábil e o valor originalmente reconhecido ou divulgado nas demonstrações contábeis não representa necessariamente uma distorção nas demonstrações contábeis. Este é especialmente o caso para estimativas contábeis ao valor justo, pois qualquer desfecho observado é invariavelmente afetado por eventos ou condições posteriores à data em que a mensuração é estimada para fins das demonstrações contábeis. A letra A está correta. Estimativas envolvem julgamentos baseados em informações disponíveis quando as demonstrações contábeis são elaboradas. Para muitas estimativas contábeis, os julgamentos consideram premissas sobre assuntos incertas na época da estimativa. O auditor não é responsável por prever condições, transações ou eventos futuros que, caso fossem conhecidos na época da auditoria, poderiam ter afetado significativamente as ações da administração ou as premissas usadas pela administração. A letra B está incorreta. O objetivo do auditor é obter evidência de auditoria apropriada e suficiente sobre: (a) se as estimativas contábeis, incluindo as de valor justo, registradas ou divulgadas nas demonstrações contábeis, são razoáveis; e (b) se as respectivas divulgações nas demonstrações contábeis são adequadas, no contexto da estrutura de relatório financeiro aplicável. A letra C está incorreta. A elaboração das demonstrações contábeis requer que a administração determine se uma transação, evento ou condição gera a necessidade de elaboração de estimativa contábil e se todas as estimativas contábeis necessárias foram reconhecidas, mensuradas e divulgadas nas demonstrações contábeis de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável. A identificação pela administração de transações, eventos e condições que geram a necessidade de estimativas contábeis baseia-se provavelmente em: • conhecimento da administração do negócio e do setor em que a entidade opera; • conhecimento da administração sobre implementação de estratégias do negócio no período corrente; • quando aplicável, experiência acumulada da administração na elaboração das demonstrações contábeis da entidade em períodos anteriores. 30
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Nesses casos, o auditor pode obter entendimento sobre como a administração identifica a necessidade de estimativas contábeis, principalmente por meio de indagações à administração. A letra D também está incorreta. O auditor deve revisar o desfecho das estimativas contábeis incluídas nas demonstrações contábeis do período anterior ou, quando aplicável, seus recálculos posteriores para o período corrente. A natureza e a extensão da revisão do auditor levam em consideração a natureza das estimativas contábeis e, se as informações obtidas na revisão seriam relevantes, para identificar e avaliar os riscos de distorção relevante de estimativas feitas nas demonstrações contábeis correntes. Entretanto, essa revisão não visa questionar os julgamentos feitos nos períodos anteriores que foram baseados em informações disponíveis na época. A letra E está incorreta. 35) Assinale a alternativa que apresenta uma definição falsa acerca de estimativas contábeis, nos exatos termos da NBC TA 540. A) Estimativa contábil é a aproximação de um valor monetário na ausência de um meio de mensuração preciso. B) Estimativa pontual ou intervalo é o valor, ou intervalo de valores, respectivamente, derivado de evidências de auditoria para uso na avaliação da estimativa pontual da administração. C) Incerteza de estimativa é a suscetibilidade da estimativa contábil e das respectivas divulgações à falta de precisão inerente em sua mensuração. D) Estimativa pontual da administração é o valor mensurado do valor justo quando existe incerteza de estimativa, bem como para outros valores que requerem estimativas. E) Desfecho de estimativa contábil é o valor monetário real resultante da resolução da transação, evento ou condição de que trata a estimativa contábil. SOLUÇÃO: A alternativa incorreta é a D. Estimativa pontual da administração é o valor selecionado pela administração para registro ou divulgação nas demonstrações contábeis como estimativa contábil. Estimativa contábil é a aproximação de um valor monetário na ausência de um meio de mensuração preciso. Este termo é usado para um valor mensurado do valor justo quando existe incerteza de estimativa, bem como para outros valores que requerem estimativas. *************************************************************** 31
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Fim da aula. Bons estudos e até a próxima aula.

QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA
1) (AUDITOR/TCE/GO/ESAF/2007) Todas as opções abaixo são importantes recomendações acerca do planejamento da auditoria, exceto uma. Aponte a única opção falsa. a) O planejamento e os programas de trabalho não devem ser revisados mesmo que novos fatos o recomendarem. b) O programa de auditoria deve ser detalhado de forma a servir como guia e meio de controle do progresso dos trabalhos. c) O planejamento pressupõe adequado nível de conhecimento sobre o ramo de atividade, negócios e práticas operacionais da entidade. d) O auditor deve documentar seu planejamento geral e preparar programa de trabalho por escrito, detalhando o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados. e) O planejamento da auditoria, quando incluir a designação de equipe técnica, deve prever a orientação e supervisão do auditor, que assumirá total responsabilidade pelos trabalhos executados. 2) O planejamento da auditoria inclui a necessidade de considerar os seguintes aspectos, antes da identificação e avaliação pelo auditor dos riscos de distorções relevantes, EXCETO: A) os procedimentos analíticos a serem aplicados como procedimentos de avaliação de risco. B) a obtenção de entendimento global da estrutura jurídica e do ambiente regulatório aplicável à entidade. C) a determinação da materialidade. D) o envolvimento de especialistas. E) a definição da natureza e da extensão dos procedimentos adicionais de auditoria. 3) (Analista/SEFAZ/SP/FCC/2010) NÃO é objetivo de um programa de auditoria: A) traçar o roteiro de execução de um ponto de auditoria. B) conduzir o auditor na aplicação dos procedimentos técnicos de auditoria. C) propiciar o controle e progresso a ser alcançado no decorrer da execução das tarefas de auditoria. D) evitar que alguma tarefa de auditoria deixe de ser executada. E) estimar o tempo necessário para realização da auditoria. 32
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4) Tendo em vista o que prevê o Conselho Federal de Contabilidade em norma de planejamento das auditorias, assinale a alternativa correta. A) No que tange ao planejamento, é necessário que o auditor planeje a auditoria de modo que ela seja executada de maneira eficaz e dirija o esforço de auditoria às áreas com menor expectativa de distorção relevante, independente se causada por fraude ou a erro, com esforço correspondente maior dirigido a outras áreas. B) O plano de auditoria não precisa incluir a descrição de natureza, a época e a extensão dos procedimentos adicionais de auditoria planejados no nível de afirmação. C) O envolvimento do sócio do trabalho e de outros membros-chave da equipe de trabalho no planejamento da auditoria não deve resultar em incorporação de seus pontos de vista, podendo prejudicar a eficiência e independência do processo de planejamento. D) A definição da estratégia global para a auditoria de entidade de pequeno porte precisa ser igualmente complexa. E) O auditor deve atualizar e alterar tanto a estratégia global de auditoria quanto o plano de auditoria sempre que necessário no curso da auditoria. 5) Em conformidade com a Resolução CFC nº 1.211/2009, aponte o elemento que não é considerado pelo auditor ao definir a estratégia global de auditoria. A) identificar as características do trabalho para definir o seu alcance. B) definir os objetivos do relatório do trabalho de forma a planejar a época da auditoria e a natureza das comunicações requeridas. C) considerar os fatores que no julgamento profissional do auditor são significativos para orientar os esforços da equipe do trabalho. D) determinar a natureza, a época e a extensão dos recursos necessários para realizar o trabalho. E) descrever a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem realizados. 6) Quando da auditoria realizada pela primeira vez, alguns cuidados especiais de planejamento devem ser observados. As alternativas a seguir apresentam esses cuidados, à exceção de uma. Assinale-a, considerando, ainda, a regulamentação do CFC, em especial a NBC TA 300. A) Revisão dos papéis de trabalho do auditor antecessor. B) Discussão de normas de elaboração de relatórios com a administração da entidade auditada. C) Avaliação da eficácia da gestão dos administradores. 33
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D) Obtenção de evidência de auditoria suficiente e apropriada relativa aos saldos iniciais das demonstrações. E) Aplicação de outros procedimentos exigidos pelo sistema de controle de qualidade da firma para trabalhos de auditoria inicial. 7) (Auditor/SEFAZ/AMAPÁ/FGV/2010) A respeito do plano de auditoria assinale a alternativa incorreta. A) é mais detalhado que a estratégia global de auditoria visto que inclui a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem realizados pelos membros da equipe de trabalho. B) trata dos diversos temas identificados na estratégia global, levando-se em conta a necessidade de atingir os objetivos da auditoria por meio do uso eficiente dos recursos do auditor. C) deve incluir a descrição da natureza, a época, a extensão dos procedimentos planejados de avaliação de risco. D) deve ser atualizado e alterado sempre que necessário no curso da auditoria. E) deve ser desenvolvido para que o planejamento da auditoria seja elaborado. 8) (TCE/CE/FCC/2008) A análise dos riscos de auditoria deve ser feita (A) na assinatura do contrato. (B) na emissão da carta de responsabilidade da administração. (C) no levantamento das contingências. (D) na fase de planejamento dos trabalhos. (E) na emissão do parecer. 9) (Auditor/Infraero/FCC/2011) A circunstância de que os procedimentos executados pelo auditor, a fim de reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo, não acusem uma distorção existente que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções, é denominado risco (A) de contingências. (B) operacional. (C) inerente. (D) substantivo. (E) de detecção. 10) (ICMS/RIO/FGV/2007) Avalie as afirmativas a seguir: I. Risco de auditoria é o risco de que o auditor possa inadvertidamente não modificar adequadamente seu parecer sobre demonstrações contábeis que contêm erros ou classificações indevidas materiais.

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II. Risco inerente é o risco de que um erro ou classificação indevida materiais que possam constar de uma afirmação não sejam evitados ou detectados tempestivamente pelos controles internos da entidade. III. Risco de controle é a suscetibilidade de uma afirmação a um erro ou classificação indevida materiais, supondo que não haja controles. IV. Risco de detecção é o risco de que o auditor não detecte um erro ou classificação indevida relevantes que existam em uma afirmação. Assinale: A) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. B) se somente as afirmativas I e IV estiverem corretas. C) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. D) se somente as afirmativas II e IV estiverem corretas. E) se todas as afirmativas estiverem corretas. 11) (SEFAZ/CE/ESAF/2006) O sistema adquirido pela empresa Certifica S.A. continha um erro de parametrização interna, não registrando na contabilidade dez notas fiscais. O auditor ao realizar os testes de auditoria constata o erro. Esse risco de auditoria é denominado risco de a) negócio. b) detecção. c) inerência. d) controle. e) estrutura. 12) (Analista/CVM/ESAF/2010) No decorrer de uma auditoria, a avaliação de riscos corresponde à análise da relevância dos riscos identificados com base nos seguintes aspectos, exceto: a) a avaliação da probabilidade de sua ocorrência. b) a forma como serão gerenciados. c) a definição das ações a serem implementadas para prevenir sua ocorrência ou minimizar seu potencial. d) a resposta ao risco, considerando as hipóteses de eliminação, redução, aceitação ou compartilhamento. e) a presunção de que os riscos, como fatos previsíveis, não podem afetar a qualidade da informação contábil. 13) (ICMS/SP/FCC/2009) O auditor externo, ao verificar os passivos contingenciais da empresa auditada, realizando os procedimentos necessários para avaliação dessa área, não constatou a existência de dois processos trabalhistas. Os processos não foram provisionados pela empresa, mas tinham possível probabilidade de ocorrência de perda. Esse evento representa um risco de 35
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(A) controle. (B) contabilidade. (C) negócio. (D) detecção. (E) processo. 14) (Analista/TRT/4ª Região/FCC/2011) Conforme prevê a Resolução nº 1.214/09 do CFC, dentre as respostas gerais para tratar os riscos avaliados de distorção relevante no nível das demonstrações contábeis, não inclui A) enfatizar para a equipe de auditoria a necessidade de manter o ceticismo profissional B) solicitar ao responsável da empresa pela área, carta declarando sua responsabilidade pelos riscos C) fornecer mais supervisão para diminuir a probabilidade do risco. D) incorporar elementos adicionais de imprevisibilidade na seleção dos procedimentos adicionais de auditoria a serem executados. E) designar pessoal mais experiente ou aqueles com habilidades especiais ou usar especialistas. 15) (ISS/CAMPINAS/CETRO/2011) O auditor deve levar em consideração o risco de der emitido um relatório errado ou incompleto. Considerando a classificação do risco de controle, assinale a alternativa que se refere a esta classificação. A) Como os exames são efetuados por testes, é o risco de não descobrir erros ou irregularidades relevantes e irrelevantes. B) como os exames são efetuados por testes, é o risco de não descobrir eventuais erros ou irregularidades relevantes. C) É o risco de não haver um bom sistema de controles internos que previna ou detecte em tempo hábil erros ou irregularidades relevantes. D) É o risco do não cumprimento de normas legais, regulamentares e estatutárias. E) É o risco de mudanças das políticas governamentais que afetem os controles internos. 16) Quanto à definição de materialidade na execução de uma auditoria, assinale a opção correta. A) é a probabilidade de existência de distorções relevantes nas demonstrações contábeis. B) é o risco de que os controles internos não consigam prevenir a ocorrência de fraudes.

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C) é o nível máximo de distorção em uma demonstração contábil suficiente para impedir que o auditor conclua que a demonstração está apresentada adequadamente. D) é o valor fixado pelo auditor, inferior ao considerado relevante para as demonstrações contábeis como um todo, para reduzir o risco de que as distorções não corrigidas e não detectadas em conjunto, excedam a materialidade para as demonstrações contábeis como um todo. E) é o saldo material de uma conta. 17) (ISS/CAMPINAS/CETRO/2011) No que tange às Normas de Execução dos Trabalhos, mais precisamente no que diz respeito à Relevância, analise as assertivas abaixo. I. Os exames de auditoria devem ser planejados e executados na expectativa de que os eventos relevantes relacionados com as demonstrações contábeis sejam identificados. II. A relevância deve ser considerada pelo auditor quando determinar a natureza, oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria. III. A relevância de um projeto deve ser considerada na fase de planejamento dos trabalhos tendo como principal razão a análise nos níveis específico e geral, sendo este relativo ao saldo das contas e aquele às demonstrações contábeis. É correto o que está contido em A) I, apenas. B) II, apenas. c) III, apenas. D) I e II, apenas. E) I e III, apenas. 18) (Analista/SUSEP/ESAF/2010 – com adaptações) Com relação aos níveis de materialidade determinados em um processo de auditoria externa, é verdadeiro afirmar que: a) o processo de avaliação de materialidade deve sempre considerar os níveis de risco e as distorções identificadas, não sendo permitido considerar nos limites eventuais distorções não identificadas ou projetadas. b) o auditor, em nenhuma hipótese, pode estabelecer nível de materialidade abaixo dos determinados no planejamento. c) não se devem considerar as avaliações de risco e relevância no seu conjunto, sendo sempre avaliadas individualmente. d) os níveis de materialidade estabelecidos no planejamento devem ser mantidos, independentemente dos fatores encontrados, durante a realização dos trabalhos.

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e) se a administração da entidade auditada negar-se a ajustar as demonstrações contábeis e os procedimentos de auditoria adicionais, de forma a não permitir concluir que o montante agregado das distorções seja irrelevante, deve o auditor considerar os efeitos na opinião que irá formar sobre as demonstrações. 19) (SEFAZ/SP/ESAF/2009) Sobre os temas ‘risco de auditoria’ e ‘relevância’, é correto afirmar que: a) quanto menor for a relevância, maior será o risco. b) quanto menor for o risco, menor será a relevância. c) não existe relação entre risco e relevância. d) quanto maior for a relevância, maior será o risco. e) quanto maior for o risco, maior será a relevância. 20) Acerca da materialidade em auditoria, julgue as afirmações e assinale a alternativa correta: I - Materialidade para execução da auditoria significa o valor ou valores fixados pelo auditor, superiores ao considerado relevante para as demonstrações contábeis como um todo, para adequadamente reduzir a um nível baixo a probabilidade de que as distorções não corrigidas e não detectadas em conjunto, excedam a materialidade para as demonstrações contábeis como um todo. II - A determinação de materialidade pelo auditor é uma questão de julgamento profissional e é afetada pela percepção do auditor das necessidades de informações financeiras dos usuários das demonstrações contábeis. III - O conceito de materialidade é aplicado pelo auditor no planejamento e na execução da auditoria, e na avaliação do efeito de distorções identificadas na auditoria e de distorções não corrigidas, se houver, sobre as demonstrações contábeis e na formação da opinião no relatório do auditor independente. IV - A materialidade determinada no planejamento da auditoria estabelece necessariamente um valor abaixo do qual as distorções não corrigidas, individualmente ou em conjunto, serão sempre avaliadas como relevantes. V - As circunstâncias relacionadas a algumas distorções podem levar o auditor a avaliá-las como relevantes mesmo que estejam abaixo do limite de materialidade. Estão corretas: A) apenas as afirmativas I e V B) apenas as afirmativas II, III e V C) apenas as afirmativas I, II e IV D) apenas as afirmativas II e IV 38
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E) todas as alternativas 21) Com relação à relevância em auditoria independente das demonstrações contábeis, é correto afirmar que A) o nível de relevância estabelecido no planejamento não poderá ser diferente do nível de relevância utilizado para avaliar as descobertas de auditoria, na conclusão dos trabalhos. B) relevância no nível de demonstração contábil é o nível mínimo de erro agregado que pode existir em um saldo de conta para que ele seja considerado materialmente errado. C) quanto menor o nível de relevância, menor o volume necessário de evidências de auditoria. D) uma distorção irrelevante quantitativamente pode ser qualitativamente material. E) relevância não é uma questão de julgamento profissional. 22) Atualmente não existem diretrizes oficiais sobre medidas quantitativas de materialidade nas normas de contabilidade ou de auditoria. Contudo, a NBC TA 320 estabelece que, frequentemente, aplica-se uma porcentagem a um referencial selecionado como ponto de partida para determinar a materialidade para as demonstrações contábeis como um todo. Dentre as alternativas a seguir, indique a que não se refere a um fator que pode afetar a identificação de referencial apropriado: A) os elementos das demonstrações contábeis, como, por exemplo, ativo, passivo, patrimônio líquido, receita e despesa. B) a natureza da entidade, a fase do seu ciclo de vida, o seu setor e o ambiente econômico em que atua. C) a estrutura societária da entidade e como ela é financiada. D) a volatilidade relativa do referencial. E) a estrutura organizacional da entidade. 23) Com relação às distorções encontradas em uma auditoria de demonstrações contábeis, assinale a alternativa correta. A) uma distorção claramente trivial é irrelevante individualmente, mas relevante no contexto das demonstrações contábeis como um todo. B) a distorção factual é aquela que não deixa dúvida. C) distorções de julgamento ocorrem quando o auditor julga irregular a gestão dos administradores da entidade auditada. D) distorção projetada é a melhor estimativa do auditor de distorções em populações usando-se a revisão integral. E) quando há alguma incerteza sobre se um ou mais itens são claramente triviais, o assunto é considerado irrelevante. 39
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24) Segundo a NBC TA 450, o auditor possui as seguintes responsabilidades perante distorções, exceto: A) avaliar o efeito de distorções identificadas na auditoria. B) acumular distorções identificadas durante a auditoria que não sejam claramente triviais. C) avaliar o efeito de distorções não corrigidas, se houver, nas demonstrações contábeis. D) revisar o plano de auditoria se a natureza das distorções identificadas e as circunstâncias em que elas ocorreram indicarem que podem existir outras distorções, mesmo que irrelevantes. E) comunicar tempestivamente à administração todas as distorções detectadas durante a auditoria, a menos que seja proibido por lei ou regulamento. 25) Na determinação da distorção provável nas demonstrações contábeis, o auditor considera os seguintes componentes, à exceção de A) distorções não corrigidas identificadas em testes detalhados. B) distorções estimadas identificadas mediante aplicação de procedimentos analíticos e quantificadas por outros procedimentos substantivos. C) distorções relevantes corrigidas pela administração. D) distorções não corrigidas projetadas com base em resultados de testes por amostragem. E) distorções prováveis não corrigidas em período anterior. 26) Com relação às evidências de auditoria, é correto afirmar que A) a evidência tem natureza cumulativa e é obtida exclusivamente a partir dos procedimentos de auditoria realizados durante o curso do trabalho. B) a suficiência é a medida da qualidade da evidência de auditoria e é afetada pela quantidade de tal evidência. C) a obtenção de mais evidência de auditoria compensa a sua má qualidade. D) a confiabilidade da evidência de auditoria é maior quando ela é obtida de fontes independentes fora da entidade. E) a evidência de auditoria obtida mediante a observação do auditor é menos confiável do que a evidência de auditoria obtida por inferência, como por exemplo, a indagação a respeito da aplicação de um controle.

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27) (TRF/1ª REGIÃO/FCC/2011) No processo de auditoria, para emissão de relatório, deve-se obter (A) documentação mínima que suporte o processo de auditoria independente, sem a necessidade de confirmação da fidedignidade dos documentos, ainda que haja indícios de fraude. (B) confirmação dos eventos, dentro do processo de revisão analítica, limitando-se a revisão dos documentos selecionados por amostra estatística, independentemente do nível de risco oferecido. (C) evidência de auditoria apropriada e suficiente para a redução do risco de auditoria a um nível aceitável baixo. (D) confirmação de que as demonstrações contábeis não apresentam quaisquer níveis de fraude ou erro. (E) confirmação do risco inerente da entidade, que é igual para todas as classes relacionadas de transações apresentadas nas demonstrações contábeis. 28) (CVM/ESAF/2010) Assinale opção falsa a respeito das evidências de auditoria. a) A quantidade necessária de evidência de auditoria é afetada pela avaliação dos riscos de distorção. b) A qualidade é fator importante para determinar a suficiência das evidências. c) A opinião do auditor é sustentada nas evidências de auditoria. d) As auditorias anteriores não podem ser uma fonte de evidência segura se tiver sido executada por outra entidade de auditoria. e) A forma primária de obtenção de evidência é a partir de procedimentos de auditoria executados durante o curso da auditoria. 29) (TRF/1ª REGIÃO/FCC/2011) Leis e regulamentos reconhecidos como tendo efeito direto na determinação dos valores e divulgações relevantes nas demonstrações contábeis requerem do auditor a responsabilidade de (A) executar, de forma limitada, os procedimentos de auditoria especificados para ajudar a identificar não conformidades com leis e regulamentos que possam ter efeito relevante sobre as demonstrações contábeis. (B) manifestar a necessidade de limitação do escopo de trabalho, não permitindo a emissão de relatório de auditoria, mas somente a geração de parecer circunstanciado da situação. (C) comunicar à administração, imediatamente, quando da constatação de não conformidades, uma vez que esta é a única responsável pela avaliação e cumprimento das normas e leis as quais a empresa esteja sujeita. 41
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(D) obter evidência de auditoria apropriada e suficiente quanto à conformidade com as disposições das leis e regulamentos. (E) recusar a continuidade dos trabalhos, em decorrência de não ser sempre possível obter evidências suficientes das transações e dos respectivos efeitos nas demonstrações contábeis. 30) (ANALISTA/SUSEP/ESAF/2010) As estimativas contábeis reconhecidas nas demonstrações contábeis da empresa são de responsabilidade: a) dos auditores externos. b) dos advogados. c) da auditoria interna. d) do conselho de administração. e) da administração da empresa. 31) (Fiscal ISS/São Paulo/FCC/2007) Estimativa contábil é uma previsão quanto ao valor de um item que considera as melhores evidências disponíveis quando não há forma precisa de quantificação e deve ser objeto de atenção do auditor para se certificar quanto à sua razoabilidade. As estimativas contábeis (A) são de responsabilidade exclusiva do auditor independente, embora ele possa utilizar informações dos controles contábeis da entidade auditada. (B) sempre podem ser determinadas com segurança, porque todas as incertezas são quantificáveis estatisticamente. (C) que tenham por objeto provisionar valores de ocorrência rotineira são denominadas estimativas diretas. (D) baseadas em fórmulas ditadas pela experiência devem ser revisadas regularmente, com o objetivo de efetuar ajustes. (E) que tenham por objeto provisionar valores de ocorrência nãorotineira são denominadas estimativas simples. 32) (AFRFB/ESAF/2009) O auditor, ao avaliar as provisões para processos trabalhistas elaboradas pela Empresa Projeções S.A., percebeu que nos últimos três anos, os valores provisionados ficaram distantes dos valores reais. Dessa forma, deve o auditor: a) estabelecer novos critérios para realização das estimativas pela empresa, no período. b) determinar que a administração apresente novos procedimentos de cálculos que garantam os valores registrados. c) ressalvar o parecer, por inadequação dos procedimentos, dimensionando os reflexos nas demonstrações contábeis.

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d) exigir que seja feita uma média ponderada das perdas dos últimos três anos, para estabelecer o valor da provisão. e) avaliar se houve o ajuste dos procedimentos, para permitir estimativas mais apropriadas no período. 33) (Auditor/TCE/SP/FCC/2008) Os exames realizados pelo auditor externo na avaliação das estimativas contábeis devem I. fundamentar matemática e estatisticamente os procedimentos utilizados pela entidade na quantificação das estimativas. II. verificar a coerência das estimativas com o comportamento da entidade em períodos passados. III. avaliar a conjuntura econômica existente no momento e suas projeções para períodos futuros. Está correto o que se afirma em (A) III, apenas. (B) II, apenas. (C) I, apenas. (D) I e II, apenas. (E) I, II e III. 34) Em conformidade com o que dispõe a norma de auditoria aprovada pela Resolução CFC nº 1.223/09, é correto afirmar em relação às estimativas contábeis que: A) uma diferença entre o desfecho da estimativa contábil e o valor originalmente reconhecido ou divulgado nas demonstrações contábeis não representa necessariamente uma distorção nas demonstrações contábeis. B) o auditor é responsável por prever condições ou eventos futuros que, caso fossem conhecidos na época da auditoria, poderiam ter afetado significativamente as ações da administração ou as premissas usadas pela administração. C) não é objetivo do auditor obter evidência de auditoria sobre se as estimativas contábeis, registradas ou divulgadas nas demonstrações contábeis são razoáveis, exceto aquelas estimativas de valor justo. D) o auditor não necessita obter entendimento sobre como a administração identifica as transações, eventos e condições que podem gerar a necessidade de reconhecimento ou divulgação de estimativas contábeis. E) o auditor deve revisar o desfecho das estimativas contábeis incluídas nas demonstrações contábeis do período anterior e essa revisão visa questionar os julgamentos feitos nos períodos anteriores baseados em informações disponíveis na época.

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35) Assinale a alternativa que apresenta uma definição falsa acerca de estimativas contábeis, nos exatos termos da NBC TA 540. A) Estimativa contábil é a aproximação de um valor monetário na ausência de um meio de mensuração preciso. B) Estimativa pontual ou intervalo é o valor, ou intervalo de valores, respectivamente, derivado de evidências de auditoria para uso na avaliação da estimativa pontual da administração. C) Incerteza de estimativa é a suscetibilidade da estimativa contábil e das respectivas divulgações à falta de precisão inerente em sua mensuração. D) Estimativa pontual da administração é o valor mensurado do valor justo quando existe incerteza de estimativa, bem como para outros valores que requerem estimativas. E) Desfecho de estimativa contábil é o valor monetário real resultante da resolução da transação, evento ou condição de que trata a estimativa contábil. GABARITO: 1-A 6-C 11 - D 16 - D 21 - D 26 - D 31 - D 2-E 7-E 12 - E 17 - D 22 - E 27 - C 32 - E 3-E 8-D 13 - D 18 - E 23 - B 28 - D 33 - D 4-E 9-E 14 - B 19 - A 24 - D 29 - D 34 - A 5-E 10 - B 15 - C 20 - B 25 - C 30 - E 35 - D

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