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SAÚDE COLETIVA

O Artigo 196 da Constituição de 1988 estabelece que: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a sua promoção, proteção e recuperação”. Transcorridas quase duas décadas do processo de institucionalização do Sistema Único de Saúde, a sua implantação e implementação evoluíram muito, especialmente em relação aos processos de descentralização e municipalização das ações e serviços de saúde. O processo de descentralização ampliou o contato do Sistema com a realidade social, política, administrativa do país e com suas especificidades regionais, tornando-se mais complexo e colocando os gestores à frente dos desafios que busquem superar de a fragmentação das políticas e programas de saúde mediante a organização de uma rede regionalizada e hierarquizada de ações, serviços e da qualificação da gestão. Frente a essa necessidade, o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), pactuaram responsabilidades e firmaram um documento para a reforma de aspectos institucionais vigentes, promovendo inovações nos processos e instrumentos de gestão que visavam alcançar maior efetividade, eficiência e qualidade de respostas e, ao mesmo tempo, redefinia responsabilidades coletivas em função das necessidades de saúde da população e na busca da equidade social. Assim, mesmo com a reorientação das novas políticas de saúde e apesar do conceito de saúde não estar mais ligado à ausência de doença, ainda pode-se perceber nos serviços a predominância do modelo curativo, centrado apenas na doença e a resistência em incorporar ações de promoção, proteção e recuperação da saúde das comunidades. É nesse sentido que cada vez mais o conhecimento das condições de saúde da população, seus determinantes e suas tendências, constitui elemento de fundamental importância para o campo da Saúde Coletiva. Assim, o presente material de estudo visa propiciar ao estudante, futuro técnico de enfermagem, as bases necessárias para o aperfeiçoamento da prática através das ações de educação em saúde e conseqüente melhoria da assistência de enfermagem prestada aos indivíduos nas mais diferentes faixas etárias, grupos e comunidades. 1 - PROMOÇÃO DA SAÚDE: O processo saúde-doença decorre da qualidade de vida das populações. Assim, a qualidade de vida é entendida como uma condição relacionada ao modo de viver em sociedade, articulando o momento histórico, o grau de liberdade social, as conquistas técnico-científicas e a possibilidade de seu usufruto pela população e, a partir disso, decorre as possibilidades de adoecimento e morte, sendo distintas em função da classe ou grupo social, da cultura, da raça, da geração e do gênero. Em 1977, a Organização Mundial da Saúde propôs a seguinte meta: “Saúde para todos no ano 2000”. Como decorrência, tanto o cenário brasileiro quanto o mundial estabeleceram um debate sobre o conceito de saúde-doença e a estruturação dos serviços de saúde. Um dos aspectos centrais no encaminhamento dessa meta era o detalhamento e a operacionalização do conceito de eqüidade, reconhecendo-se como fundamental a superação das desigualdades sociais para a melhoria das condições de saúde das populações. Na Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde, dirigida a todos os governos na busca da promoção de saúde a todos os povos em Alma-Ata, no Cazaquistão, em 1978, foi formulada a Declaração de Alma-Ata, composta de 10 itens que enfatizam a Atenção primária à saúde, salientando a necessidade de atenção especial aos países em desenvolvimento e defendendo a busca de uma solução urgente para estabelecer a promoção da saúde como uma das prioridades da nova ordem econômica internacional. Em 1986, a I Conferência Mundial de Promoção da Saúde realizada na cidade de Ottawa, Canadá, tornou-se a principal referência nesse campo e contribuiu para ampliar as discussões sobre os determinantes da saúde (fatores sociais, econômicos e ambientais) e as ações de promoção. Na ocasião, a promoção da saúde foi conceituada como “processo de capacitação da comunidade para atuar na melhoria de sua qualidade de vida e saúde, incluindo uma maior participação no controle deste processo”.Essa

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concepção faz com que a população passe a assumir uma posição atuante na definição dos problemas a serem enfrentados e deixe de ser apenas alvo dos programas. Com isso, amplia-se a concepção de saúde referindo-a aos seus determinantes e, também, à possibilidade de intervenções que extrapolam o setor saúde. Nessa Conferência foi elaborado um documento, a Carta de Ottawa que definiu campos de atuação e incluiu os seguintes eixos: 1. Elaboração e implementação de políticas públicas saudáveis; 2. Criação de ambientes favoráveis à saúde; 3. Reforço para a ação comunitária; 4. Desenvolvimento de habilidades pessoais; 5. Reorientação dos sistemas e serviços de saúde. No outros anos, seguiram-se Conferências centradas nas políticas públicas saudáveis e no conceito de equidade, com o objetivo de reforçar o entendimento da saúde como direito humano fundamental, um investimento social com o envolvimento de ações intersetoriais e meta para a superação das desigualdades decorrentes da inserção social diferenciada. Com o objetivo de diminuir as consequências negativas associadas ao adoecimento, o conceito de Eqüidade constituía condição de igualdade de oportunidades para o uso de recursos existentes, diferenciando o atendimento conforme sua complexidade. Desse modo, é possível perceber que o nível de saúde de uma população depende da ação dos vários setores que compõem e atuam na sociedade e a saúde constitui apenas um setor. Assim, se pretende alcançar melhores indicadores na área da saúde, é preciso desenvolver uma ação integrada com os demais setores que executam políticas públicas. Ademais, na organização dos programas e na prática em saúde coletiva, é imprescindível a identificação das necessidades sentidas pela população-alvo, pois se não há conhecimento da realidade e do que a população considera como problema, as políticas poderão se tornar medidas não apropriadas, com soluções voltadas para problemas inexistentes ou pouco relevantes para o público a quem se destinam as ações. 2 – VIGILÂNCIA DA SAÚDE Após quase uma década de lutas dos mais diversos setores da sociedade pela melhoria da saúde no país, o Sistema Único de Saúde (SUS), incorpora princípios e diretrizes que apontam para o compromisso do Estado com a promoção das condições necessárias à saúde dos cidadãos. No artigo 198 da Constituição Federal encontra-se explicitado que as ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único, organizado de acordo com três diretrizes: descentralização, com direção única em cada esfera de governo; atendimento integral, com prioridade para as ações preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais e participação da comunidade. Com isso, pode-se considerar o SUS uma política pública avançada e que além do direito à saúde e a participação da população na gestão dos serviços, prioriza a integralidade e a eqüidade das ações. A concretização destes princípios requer, entre outros aspectos, a estruturação de um novo modelo assistencial cujo foco de atenção esteja voltado para os determinantes das condições de saúde de uma população, e não apenas para o tratamento das doenças. O novo modelo assistencial por nós considerado necessário para a implementação do SUS se estrutura a partir da maior capacidade de resolução dos problemas de saúde pelo nível local. É imprescindível que os serviços se organizem em uma rede hierarquizada, por níveis de complexidade diferenciada e, nessa rede, cabe ao nível básico atender aos problemas e, também, identificar as causas sociais, econômicas e culturais a eles relacionadas, para buscar posteriores intervenções junto aos outros setores, complementando, assim, a esfera de atuação sobre os determinantes das condições de saúde. Nesse contexto insere-se a proposta da vigilância da saúde, entendida como um processo amplo e complexo voltado para o enfrentamento dos inúmeros problemas e agravos que comprometem a qualidade de vida dos diferentes segmentos populacionais. Constitui o modelo assistencial capaz de reverter a lógica de atender somente as doenças, pois visa a articulação entre as ações preventivas e curativas, de caráter individual e de alcance coletivo, e ao reconhecimento das dimensões biológica,ambiental e social dos problemas de saúde. É por tal motivo que o objetivo das práticas em saúde se torna muito mais ampliado, exigindo que os profissionais de saúde considerem outros campos de conhecimento que não apenas o das ciências
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Originalmente. O modelo operacional baseava-se em atuações verticais. Filosofia. a detecção precoce de surtos e o bloqueio imediato da transmissão da doença. ONGs.biológicas. delegacias. associações. subseqüente à de vacinação em massa da população. conselhos de saúde. na qual se estabeleceu a abrangência do conceito. Com esse Programa. 3 – VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA As primeiras intervenções estatais no campo da prevenção e controle de doenças. peste e varíola. datam do início do século XX e foram orientadas pelo avanço da era bacteriológica e pela descoberta dos ciclos epidemiológicos de algumas doenças infecciosas e parasitárias. A vigilância epidemiológica foi o tema central da 21ª Assembléia Mundial de Saúde realizada em 1968. imunização e tratamento em massa com fármacos. aplicadas individualmente. o programa de erradicação da varíola também instituiu uma fase de vigilância epidemiológica. vindo a designar uma de suas fases constitutivas. creches. indústrias e outras instituições públicas como escolas. para designar uma série de atividades subseqüentes à etapa de ataque da campanha de erradicação da malária. de ataque. mas também estando envolvido com as éticas da responsabilidade e solidariedade. escolas. dentre outros. tipos de habitação. como as ciências humanas (Sociologia. significava “a observação sistemática e ativa de casos suspeitos ou confirmados de doenças transmissíveis e de seus contatos”. desenvolvidas sob bases científicas modernas. Cabem a nós. na perspectiva de concretizar as diretrizes mais gerais do Sistema Único de Saúde não apenas dominando a competência técnica. As campanhas valiam-se de instrumentos precisos para o diagnóstico de casos. Antropologia. creches. e compreendia fases bem estabelecidas– preparatória. a exemplo das malformações congênitas. A “nova” prática em enfermagem na saúde coletiva requer reconhecimento do território no qual a equipe de saúde atua: área. além das doenças transmissíveis. Essa metodologia foi fundamental para o êxito da erradicação da varíola em escala mundial e serviu de base para a organização de sistemas nacionais de vigilância epidemiológica. De tal forma. com base em medidas de isolamento ou quarentena. com vistas a uma assistência integral. é possível pôr em prática várias ações que auxiliam o fortalecimento da vigilância da saúde. Pretendia-se. bem como para o planejamento das ações programáticas mais necessárias. por exemplo. recursos humanos do SUS. o programa disseminou a aplicação de novos conceitos que se firmavam no âmbito internacional e não se vinculavam à prévia realização de uma fase de ataque. Deve-se redirecionar o perfil dos profissionais de enfermagem para que atuem em conjunto com os outros trabalhadores da saúde. da vigilância de pessoas. sob forte inspiração militar. aproveitar as oportunidades de contato com a população para ampliar o conhecimento sobre a mesma. atuando-se somente sobre uma demanda que procura os serviços para participar de uma ação programática ou mediante um problema em curso. de consolidação e de manutenção. representações da sociedade civil como associações de moradores. população. e não de forma coletiva. estimulando-a a reconhecer seus problemas e intervir sobre eles. Essas intervenções consistiram na organização de grandes campanhas sanitárias com vistas ao controle de doenças que comprometiam a atividade econômica. o trabalho em saúde coletiva requer dos profissionais de todos os níveis uma postura participativa e criativa. número de domicílios. que permitia aplicação a vários problemas de saúde pública. bem como a participar das discussões e decisões que lhe digam respeito. Assim.e não de forma tradicional. Tratava-se. desde que contemplados os princípios que dão forma ao SUS. igrejas) . implantado no Brasil em 1994. mas para que se tornem sensíveis à conscientização dos problemas da realidade e desenvolvam processos educativos que favoreçam a participação da comunidade. deve ser entendido como possibilidade para a produção de ações voltadas para a saúde. A formação desses profissionais deve prepará-los não apenas para reproduzir procedimentos. mediante busca ativa de casos de varíola. comércios. portanto. A expressão vigilância epidemiológica passou a ser aplicada ao controle das doenças transmissíveis na década de 50. o Programa Saúde da Família (PSF). a exemplo da febre amarela. pois que os dados obtidos são fundamentais para a construção dos perfis epidemiológicos. Uma delas é a atuação das instituições de saúde em locais periféricos (residências. Na década de 60. Educação) e busquem uma integração multidisciplinar. Simultaneamente. 3 . delimitadas pela realidade do exercício profissional. combate a vetores.

as profundas mudanças no perfil epidemiológico das populações. bem como dos fatores que a condicionam. Por recomendação da 5ª Conferência Nacional de Saúde. O atual Sistema Único de Saúde (SUS) incorporou o SNVE. tornando disponíveis. numa área geográfica ou população definida. no âmbito de programas de controle específicos. informações atualizadas sobre a ocorrência dessas doenças e agravos. • processamento dos dados coletados. desenvolvidas de modo contínuo. São funções da vigilância epidemiológica: • coleta de dados. caracterizada pela descentralização de responsabilidades e integralidade da prestação de serviços. No Brasil. um sistema de notificação semanal de doenças selecionadas e disseminar informações pertinentes em um boletim epidemiológico de circulação quinzenal. com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos”. O modelo da CEV inspirou a Fundação Serviços de Saúde Pública (FSESP) a organizar. Por sua vez. dentre outros. o comportamento da doença ou agravo selecionado como alvo das ações. a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva. definindo em seu texto legal (Lei nº 8. • promoção das ações de controle indicadas. Iniciativas nesta direção estão sendo adotadas tanto pelo Ministério da Saúde/SVS como por algumas secretarias estaduais e municipais de saúde. têm propiciado a discussão da incorporação de doenças e agravos não-transmissíveis ao escopo de atividades da vigilância epidemiológica. leucemia. Além de ampliar o conceito. doenças profissionais. na década de 1980. bem como a normatização das atividades técnicas correlatas.259/75 e Decreto nº 78. realizada em 1975. abortos. • recomendação das medidas de controle apropriadas.1-Funções da Vigilância Epidemiológica A vigilância epidemiológica deve fornecer orientação técnica permanente para os profissionais de saúde que têm a responsabilidade de decidir sobre a execução de ações de controle de doenças e agravos. comportamentos como fatores de risco. a vigilância epidemiológica constitui-se importante instrumento para o planejamento. finalmente alcançada em 1994. constantes de relação estabelecida por portaria.de forma que as medidas de intervenção pertinentes possam ser desencadeadas com oportunidade e eficácia. por meio de legislação específica (Lei nº 6. para esse fim. Em 1977. • análise e interpretação dos dados processados. acidentes. o Ministério da Saúde instituiu o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SNVE).080/90) a vigilância epidemiológica como “um conjunto de ações que proporciona o conhecimento. organização e operacionalização dos serviços de saúde. o Ministério da Saúde elaborou o primeiro Manual de Vigilância Epidemiológica. em 1969. 3. permitindo conhecer.231/76). riscos ambientais. Esses instrumentos legais tornaram obrigatória a notificação de doenças transmissíveis selecionadas. Tal processo fundamentou a consolidação. que abriu perspectivas para a erradicação da doença no continente americano. A operacionalização da vigilância epidemiológica compreende um ciclo de funções específicas. • avaliação da eficácia e efetividade das medidas adotadas • divulgação de informações pertinentes. nos níveis nacional e estadual. utilização de aditivos. a cada momento. de bases técnicas e operacionais que possibilitaram o futuro desenvolvimento de ações de impacto no controle de doenças evitáveis por imunização. reunindo e compatibilizando as normas técnicas então utilizadas para a vigilância de cada doença. O principal êxito relacionado a esse esforço foi o controle da poliomielite no Brasil. no qual se observa declínio das taxas de mortalidade por doenças infecciosas e parasitárias e crescente aumento das mortes por causas externas e doenças crônico-degenerativas. a Campanha de Erradicação da Varíola (CEV) − 1966-1973 − é reconhecida como marco da institucionalização das ações de vigilância no país. as ações de vigilância epidemiológica passaram a ser operacionalizadas num contexto de profunda reorganização do sistema de saúde brasileiro. tendo fomentado e apoiado a organização de unidades de vigilância epidemiológica na estrutura das secretarias estaduais de saúde.envenenamentos na infância. 4 . Subsidiariamente.

da notificação de doenças transmissíveis. com base em indicadores adequados às características próprias de cada doença ou agravo sob vigilância. A prioridade de conhecimento do dado sempre será concedida à instância responsável pela execução das medidas de controle.Tipos de dados Os dados e informações que alimentam o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica são os seguintes: • Dados demográficos. situação do domicílio. mas cabe aos níveis nacional e estadual conduzir as ações de caráter estratégico e longo alcance. periodicidade e tipos de dados coletados devem corresponder às necessidades de utilização previamente estabelecidas. 5 . Tratando-se. Outro aspecto relevante refere-se à representatividade dos dados. nascimentos e óbitos devem ser discriminados segundo características de sua distribuição por sexo. As ações executivas são inerentes ao nível municipal e seu exercício exige conhecimento analítico da situação de saúde local. com participação de especialistas e centros de referência. inclusive internacionais. A atual orientação para o desenvolvimento do SNVE estabelece. Os dados e informações aí produzidos serão mais consistentes. Geralmente. possibilitando melhor compreensão do quadro sanitário estadual e nacional e.As competências de cada nível do sistema de saúde (municipal. é fundamental a capacitação para o diagnóstico de casos e a realização de investigações epidemiológicas correspondentes. com vistas à definição de denominadores para o cálculo de taxas. O fluxo. 3. condições de saneamento. como prioridade. ocupação. dotados de autonomia técnicogerencial para enfocar os problemas de saúde próprios de suas respectivas áreas de abrangência.3 . da adequada coleta de dados gerados no local onde ocorre o evento sanitário (dado coletado). É também nesse nível que os dados devem primariamente ser tratados e estruturados para se constituírem em um poderoso instrumento – a informação –. Quando for necessário o envolvimento de outro nível do sistema. 3. sobretudo. com o auxílio de estimativas de subenumeração de casos. Nesse contexto. etc.Coleta de dados e informações O cumprimento das funções de vigilância epidemiológica depende da disponibilidade de dados que sirvam para subsidiar o processo de produção de informação para a ação. voltadas para questões emergenciais ou que. em relação à magnitude do problema existente. avaliação. A qualidade da informação depende. as intervenções oriundas dos níveis estadual e federal tenderão a tornar-se seletivas. os responsáveis pela coleta devem ser preparados para aferir a qualidade do dado obtido. não é possível nem necessário conhecer a totalidade dos casos. cuidando-se de assegurar a regularidade e oportunidade da transmissão dos dados. Dados sobre o número de habitantes. o fortalecimento dos sistemas municipais de vigilância epidemiológica. conseqüentemente. ambientais e socioeconômicos: A disponibilidade de indicadores demográficos e socioeconômicos é primordial para a caracterização da dinâmica populacional e das condições gerais de vida. capaz de subsidiar um processo dinâmico de planejamento. A eficiência do SNVE depende do desenvolvimento harmônico das funções realizadas nos diferentes níveis. pois que os dados demográficos permitem quantificar grupos populacionais. Como princípio organizacional o sistema de vigilância deve abranger o maior número possível de fontes geradoras. Quanto mais capacitada e eficiente for a instância local. idade. A força e o valor da informação (dado analisado) dependem da precisão com que o dado é gerado. por sua transcendência. o planejamento adequado da ação governamental. escolaridade. manutenção e aprimoramento das ações. Dados sobre aspectos climáticos e ecológicos também podem ser necessários para a compreensão do fenômeno analisado. porém com graus de especificidade variáveis. A coleta de dados ocorre em todos os níveis de atuação do sistema de saúde. Portanto. às quais se vinculam os fatores condicionantes da doença ou agravo sob vigilância. por exemplo.2 . mais oportunamente podem ser executadas as medidas de controle. requerem avaliação complexa e abrangente. o fluxo deverá ser suficientemente rápido para que não ocorra atraso na adoção de medidas de controle. A partir de fontes selecionadas e confiáveis pode-se acompanharas tendências da doença ou agravo. estadual e federal) abarcam todo o espectro das funções de vigilância epidemiológica.

– Epidemia é o aumento do número de casos de determinada doença. – Surto é um aumento repentino do número de casos. ou a introdução de outras doenças não incidentes no local e. Em geral. quando necessária. para fins de adoção de medidas de intervenção pertinentes. Assim. a notificação deve seguir um processo dinâmico. entre outras formas. – Pandemia. 3. São de fundamental importância como indicadores da gravidade do fenômeno vigiado. Historicamente. Os exemplos mais atuais são a Aids e a tuberculose. de investigações epidemiológicas. à possibilidade de duplicação de registros e a deficiências de métodos e critérios de diagnóstico utilizados. endemia. Estados e municípios podem adicionar à lista outras patologias de interesse regional ou local.4 . sem respeitar limites entre países ou continentes. Por exemplo. variável em função das mudanças no perfil epidemiológico. mais válidos do que os dados de morbidade. esses fatos devem ser notificados aos níveis superiores do sistema para que sejam alertadas as áreas vizinhas e/ou para solicitar colaboração. – Endemia é a ocorrência de certo número de casos controlados em determinada região. com acompanhamento constante da situação geral de saúde e da ocorrência de casos de cada doença e agravo sujeito à notificação.• Dados de morbidade: Correspondem à distribuição de casos segundo a condição de portadores de infecções ou patologias específicas. muito acima do esperado e não delimitado a uma região. A detecção precoce de surtos e epidemias ocorre quando o sistema de vigilância epidemiológica local está bem estruturado. As 6 . Estão relacionados à morbidade os termos: surto. no caso particular de doenças de maior letalidade. Observação: Notificação de surtos e epidemias Essa prática possibilita a constatação de qualquer indício de elevação do número de casos de uma patologia. de estudos amostrais e de inquéritos. pois que seu uso apresenta dificuldades relacionadas à representatividade e abrangência dos sistemas de informações disponíveis. como também de seqüelas. Merecem cuidados especiais na coleta e análise. por sua vez. a notificação compulsória tem sido a principal fonte da vigilância epidemiológica.Fontes de dados: A informação para a vigilância epidemiológica destina-se à tomada de decisões. a partir da qual. • Dados de mortalidade: Sua obtenção provém de declarações de óbitos. Dada a natureza específica de cada doença ou agravo à saúde. de dados oriundos da notificação de casos e surtos. Também pode ser assim considerado o aumento do número de casos de uma doença em uma área específica. a principal é a notificação. Considerando tais fatos. padronizadas e processadas nacionalmente. como vários bebês com infecção respiratória em um berçário de hospital. a listagem das doenças de notificação nacional é estabelecida pelo Ministério da Saúde entre as consideradas de maior relevância sanitária para o país. da busca ativa de casos. Este princípio deve reger as relações entre os responsáveis pela vigilância e as diversas fontes que podem ser utilizadas para o fornecimento de dados. a quantidade de casos de uma doença permite estimar sua importância para aquela população. os sistemas locais de saúde devem ser estimulados a utilizar de imediato as informações das declarações de óbito. Dessa forma. o diagnóstico de uma situação epidêmica inicial para a adoção imediata das medidas de controle. São os dados mais utilizados em vigilância epidemiológica por permitirem a detecção imediata ou precoce de problemas sanitários. Os dados correspondentes compõem o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). compreende um número de casos de doença acima do esperado. epidemia e pandemia. considerada livre da mesma. da produção de serviços ambulatoriais e hospitalares. A disseminação eletrônica de dados tem contribuído muito para facilitar o acesso a essas informações. na maioria das vezes. um único caso de poliomielite no Brasil seria suficiente para configurar um surto. em geral. se desencadeia o processo informação – decisão-ação. dentro de limites muito restritos. justificada a sua necessidade e definidos os mecanismos operacionais correspondentes. dos resultados obtidos com as ações de controle e da disponibilidade de novos conhecimentos científicos e tecnológicos. Dentre essas. a partir disso. Atrasos na disponibilidade desses dados dificultam sua utilização na vigilância epidemiológica. ou seja. sendo ainda. por se referirem a fatos vitais bem marcantes e razoavelmente registrados. Trata-se. a comunicação da ocorrência de determinada doença ou agravo à saúde feita à autoridade sanitária por profissionais de saúde ou qualquer cidadão.

II . de 30 de outubro de 1975.  Deve-se notificar a simples suspeita da doença. potencial de disseminação (elevado poder de transmissão da doença. e lesões auto ou heteroinfligidas.ESPIN: é um evento que apresente risco de propagação ou disseminação de doenças para mais de uma Unidade Federada– Estados e Distrito Federal . às características de distribuição das doenças consideradas.  O sistema de notificação deve estar permanentemente voltado para a sensibilização dos profissionais e das comunidades. I . mortalidade e anos potenciais de vida perdidos). depois de avaliação de risco. que represente ou possa representar um dano significativo para os seres humanos. Não se deve aguardar a confirmação do caso para se efetuar a notificação. De tal forma.por meio de vetores ou outras fontes de infecção.Evento: significa manifestação de doença ou uma ocorrência que apresente potencial para causar doença.resolve por meio da Portaria nº 104 de 25 de janeiro de 2011: Art. intoxicações. de eliminação ou de erradicação de doenças. IV . no uso das suas atribuições. colocando sob risco a saúde coletiva). bem como os profissionais de saúde e mesmo a população em geral.Agravo: significa qualquer dano à integridade física.normas de notificação devem adequar-se.  Para um sistema de notificação funcionar eficazmente deve-se demonstrar o uso adequado das informações recebidas. da Lei nº 6. ao conteúdo de informação requerido. como acidentes. às modalidades de notificação indicadas e à representatividade das fontes de notificação. independentemente de origem ou fonte. Os parâmetros para a inclusão de doenças e agravos na lista de notificação compulsória devem obedecer aos critérios de magnitude (altas taxas de incidência.  A notificação tem de ser sigilosa.259. biólogos. privadas e filantrópicas) devem fazer parte do sistema. propiciando a atuação efetiva dos serviços de saúde sobre os indivíduos e coletividades) e.Doença: significa uma enfermidade ou estado clínico. odontólogos. aos critérios de definição de casos. enfermeiros. previstas em acordos firmados pelo governo brasileiro com organismos internacionais). de forma a conquistar a confiança dos notificantes.Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional . mental e social dos indivíduos provocado por circunstâncias nocivas. no tempo e no espaço. em conformidade com os arts. biomédicos. por fim aos compromissos internacionais (relativos ao cumprimento de metas continentais ou mundiais de controle. 1º Definir as terminologias adotadas em legislação nacional. à periodicidade da transmissão dos dados. prevalência. conforme o disposto no Regulamento Sanitário Internacional 2005 (RSI 2005).  Todas as unidades de saúde (públicas. visando melhorar a quantidade e qualidade dos dados coletados mediante o fortalecimento e ampliação da rede. Observação: Aspectos que devem ser considerados na notificação:  O caráter compulsório da notificação implica responsabilidades formais para todo cidadão. independentemente da natureza ou origem. farmacêuticos e outros no exercício da profissão. portarias. só podendo ser divulgada fora do âmbito médico-sanitário em caso de risco para a comunidade. abuso de drogas. que funciona como um indicador de eficiência do sistema de informações. III . decretos e a necessidade de padronizar os procedimentos normativos relacionados à notificação compulsória e à vigilância em saúde no âmbito do SUS. 7º e 8º.o Ministro da Saúde. considerando leis. e 7 .  O envio dos instrumentos de coleta de notificação deve ser feito mesmo na ausência de casos. configurando-se o que se denomina notificação negativa. pois isto pode significar perda da oportunidade de intervir com êxito. vulnerabilidade (disponibilidade concreta de instrumentos específicos de prevenção e controle da doença. bem como os responsáveis por organizações e estabelecimentos públicos e particulares de saúde e de ensino. médicos veterinários. e uma obrigação para todos os profissionais da área da saúde médicos. e que possa necessitar de resposta nacional imediata.com priorização das doenças de notificação imediata e outros eventos de saúde pública. respeitando-se o direito de anonimato dos cidadãos. transcendência (características subsidiárias que conferem relevância especial à doença ou agravo).

químicas. 16. Doença Meningocócica e outras Meningites. · Síndrome do Choque da Dengue (SCD). a Lista de Notificação Compulsória . Tuberculose. 2. Art.V . Acidentes por animais peçonhentos. Coqueluche. 10. 5. 31. Difteria. humana – HIV em gestantes e crianças expostas 43. Sífilis Adquirida. 5º A notificação imediata será realizada por telefone como meio de comunicação ao serviço de vigilância epidemiológica da SMS. incluindo agrotóxicos. pública e privada. Infecção pelo vírus da imunodeficiência 42. 26. 9. Varíola. a Lista de Notificação Compulsória Imediata LNCI. Hantavirose. ao risco de transmissão vertical. 20. 37. Dengue. Febre Tifóide. obedecendo às normas e rotinas estabelecidas pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde . Eventos Adversos Pós-vacinação. Atendimento anti-rábico. 3º As doenças e eventos constantes no Anexo I a esta Portaria serão notificados e registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação . e 22. 12. 18. 2. Hanseníase. ANEXO II Lista de Notificação Compulsória Imediata – LNCI I. 32. 38. 34.Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional . Febre do Nilo Ocidental. 21. 11. 8. 3. 13. Doenças de Chagas Aguda. Síndrome da Rubéola Congênita. Intoxicações Exógenas (por substâncias violências. Art. Sarampo.ESPII: é evento extraordinário que constitui risco para a saúde pública de outros países por meio da propagação internacional de doenças e que potencialmente requerem uma resposta internacional coordenada. Carbúnculo ou Antraz. referente às doenças. Síndrome do Corrimento Uretral Masculino. referente às doenças. Hepatites Virais. Febre Amarela. Carbúnculo ou Antraz. agravos e eventos de importância para a saúde pública de abrangência nacional em toda a rede de saúde.LNC. 30. Tétano. Sífilis Congênita. agravos e eventos de importância para a saúde pública de abrangência nacional em toda a rede de saúde. Botulismo. 2º Adotar. Malária. sexual e/ou outras 23. 39. pública e privada. 41. 4º Adotar.Sinan. Botulismo. Cólera. Cólera. 35. Paralisia Flácida Aguda. AIDS. 44. 45. associada ao Coronavírus (SARS-CoV). Leptospirose. 3. 4. Síndrome Respiratória Aguda Grave 19. Rubéola. 33. 24. Violência doméstica. ANEXO I Lista de Notificação Compulsória – LNC 1. 6.SVS/MS. na forma do Anexo I a esta Portaria. Poliomielite. 36. Art. Caso suspeito ou confirmado de: · Dengue com complicações (DCC). 7. Doença de Creutzfeldt-Jakob. 17. Esquistossomose. Dengue nas seguintes situações: 8 . · Febre Hemorrágica da Dengue (FHD). na forma do Anexo II a esta Portaria. Tularemia. 28. Art. 1. · Óbito por Dengue 4. 27. Raiva Humana. Leishmaniose Visceral. gases tóxicos e metais pesados). 25. cabendo a essa instituição disponibilizar e divulgar amplamente o número na rede de serviços de saúde. Influenza humana por novo subtipo. 29. Síndrome da Imunodeficiência Adquirida 15. 40. Peste. Febre Maculosa. 14. pública e privada. Leishmaniose Tegumentar Americana. Sífilis em Gestante.

Rubéola. 15. para os quais. A gravidade do evento representa um fator que condiciona a urgência no curso da investigação epidemiológica e na implementação de medidas de controle. Difteria. Encefalites Eqüinas do Leste. Nestas circunstâncias. Oropouche. Poliomielite. Doença. 6. independente de constar no Anexo I desta Portaria. Roedores silvestres 3. Sarampo. Oeste e Venezuelana.· Dengue pelo sorotipo DENV4 nos estados sem transmissão endêmica desse sorotipo. Chikungunya. 16. e 19. as ações de controle devem ser instituídas durante ou até mesmo antes da realização da investigação. morte ou evidência de animais com agente etiológico que podem acarretar a ocorrência de doenças em humanos. indica que a população está sob risco e pode representar ameaças à saúde que precisam ser detectadas e controladas ainda em seus estágios iniciais. 18. h) Desastres de origem natural ou antropogênica quando houver comprometimento da capacidade de funcionamento e infraestrutura das unidades de saúde locais em conseqüência evento. c) Exposição a contaminantes químicos. Febre Amarela. Influenza humana por novo subtipo. 14. A orientação do tratamento dos pacientes e. g) Desastres de origem natural ou antropogênica quando houver desalojados ou desabrigados. 10.entre outras. 3. tornando imperativa a necessidade de seu esclarecimento para que sejam adotadas as medidas de prevenção e controle pertinentes. Assim. Ilhéus. Peste. como: Rocio.Mormo. Raiva Humana. que devem ser adotadas em tempo hábil. após a avaliação de risco de acordo com o Anexo II do RSI 2005. 2. 5. Aves 4. esta atividade da 9 . Mayaro. Morcegos 5. III. Doença de Chagas Aguda. Doença Transmitida por Alimentos (DTA) em embarcações ou aeronaves. Uma das possíveis explicações para que tal situação se concretize encontra-se no controle inadequado de fatores de risco. Varíola. A investigação epidemiológica deve ser iniciada imediatamente após a notificação de casos isolados ou agregados de doenças/agravos. Surto ou agregação de casos ou óbitos por: 1. dependem fundamentalmente das informações coletadas durante a investigação. destaca-se entre outras classes de animais: 1. Tularemia. Canídeos 6. Em determinadas situações. Hantavirose. 4. antes que o evento atinja maiores dimensões. Doença conhecida sem circulação ou com circulação esporádica no território nacional que não constam no Anexo I desta Portaria. a definição e adequação das medidas de controle. Outros eventos de potencial relevância em saúde pública. 7. fora dos padrões preconizados pela Resolução do CONAMA.5 – Investigação Epidemiológica A ocorrência de casos novos de uma doença (transmissível ou não) ou agravo (inusitado ou não). e) Exposição ao ar contaminado. 5. por falhas na assistência à saúde e/ou medidas de proteção. 11. Febre do Nilo Ocidental. quer sejam suspeitos. Meningites Virais. a investigação epidemiológica de casos e epidemias constitui atividade obrigatória de qualquer sistema local de vigilância epidemiológica. b) Doença de origem desconhecida. Síndrome Respiratória Aguda Grave associada ao Coronavírus (SARS-CoV). 13. por fontes utilizadas nas atividades industriais ou médicas e acidentes de transporte com produtos radioativos da classe 7 da ONU. especialmente quando a fonte e o modo de transmissão já são evidentes. Síndrome de Rubéola Congênita (SRC). Eqüinos 3. d) Exposição à água para consumo humano fora dos padrões preconizados pela SVS. as autoridades sanitárias considerem necessário dispor de informações complementares. Encefalite Japonesa. Primatas não humanos 2. passíveis de prevenção e controle pelos serviços de saúde. 8. 9. 12. clinicamente declarados ou mesmo contatos. 6. Saint Louis. f) Acidentes envolvendo radiações ionizantes e não ionizantes por fontes não controladas. destacando-se: a) Alteração no padrão epidemiológico de doença conhecida. Doença Meningocócica. II. principalmente. Influenza Humana. 17.

pois. como a coqueluche ou sarampo. visando evitar a progressão da doença na comunidade. O exame cuidadoso do caso e de seus comunicantes é fundamental. pois este é o objetivo primordial da maioria das investigações epidemiológicas. As medidas podem ser direcionadas para qualquer elo da cadeia epidemiológica. pelo caráter episódico e pela reduzida área de cobertura. determinação de seu modo de transmissão ou de ação. necessitavam de uma coordenação central que lhes proporcionassem sincronia e racionalização. 4 –PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÃO (PNI): Foi instituído em 1973 com a finalidade de coordenar ações que se desenvolviam. bem como um relatório circunstanciado. aumentando-se o número de doses ou a faixa etária da população-alvo.231. com descontinuidade. 10 . de 12/08/1976. busca de locais contaminados ou de vetores e identificação de fatores que tenham contribuído para a ocorrência dos casos. A adoção desta conduta é chamada quimioprofilaxia. As competências do Programa. com detalhamento da história clínica e de dados epidemiológicos.é uma estratégia utilizada para aumentar o número de pessoas protegidas contra uma doença.é a intensificação da administração de uma vacina. pode-se identificar suas formas iniciais e instituir rapidamente o tratamento (com maior probabilidade de sucesso) ou proceder ao isolamento. a ser amplamente divulgado a todos os profissionais de saúde envolvidos no processo. – quimioprofilaxia – algumas vezes.vigilância epidemiológica deve ser entendida como um desafio para a resolução de um problema de saúde individual. Para tanto. de algum modo relacionado a outros indivíduos da comunidade e que. quer seja o agente. dependendo da enfermidade. modo de transmissão e população exposta a elevado risco de infecção. institucionaliza o PNI. Quando se trata de doenças transmissíveis. as medidas de precaução podem incluir: – vacinação de bloqueio . visando impedir a transmissão de uma doença de um indivíduo doente para aqueles que com ele convivem em espaço restrito. e ainda frente à exposição acidental envolvendo objetos perfurocortantes potencialmente contaminados com material biológico. A Lei n. implantação e implementação dos programas de vacinação a cargo das secretarias de saúde das unidades federadas. portanto. – indicação de restrição de circulação .o objetivo não é isolar o cliente. pode estar representando sério risco à população. de 30/10/1975. podem ser consideradas válidas até o momento: • implantar e implementar as ações do Programa. tuberculose. como em casa. logo após a identificação das fontes de infecção. podem ser modificados os critérios normalmente utilizados para a aplicação da vacina. busca de casos adicionais. identificação do(s) agente(s) infeccioso(s) quando se tratar de doença transmissível. controle da tuberculose) e como atividades desenvolvidas por iniciativa de governos estaduais. devem ser recomendadas as medidas adequadas de controle. Essas ações conduzidas dentro de programas especiais (erradicação da varíola. visando interromper a cadeia de transmissão ou reduzir a susceptibilidade do hospedeiro.º 6. até então. • estabelecer critérios e prestar apoio técnico e financeiro à elaboração. Essa medida é usualmente utilizada quando há o acometimento por uma doença de transmissão fácil e contra a qual se dispõe de vacina. o uso de vacinas para prevenir a transmissão de determinada doença não está disponível ou recomendado . as medidas de controle devem ser imediatamente implementadas. no trabalho.259. Uma investigação epidemiológica envolve o exame do doente e de seus contatos. relacionadas com as vacinações de caráter obrigatório. fonte ou reservatórios específicos. geralmente adotada para os comunicantes de casos suspeitos ou confirmados de meningite meningocócica ou causada por hemófilos. quando se conhece a fonte de um surto/epidemia. além da coleta de amostras para laboratório (quando indicada). mas sim garantir que outras pessoas de seu convívio não corram o risco de contrair a doença por ainda não estarem protegidas. escola. estabelecidas no Decreto nº 78. Nesse sentido.casos em que são utilizados medicamentos para diminuir o risco de transmissão. sob a responsabilidade do Ministério da Saúde. regulamentada pelo Decreto nº 78.231. • estabelecer normas básicas para a execução das vacinações. Na realidade. – intensificação de vacina .

estratégia utilizada desde 1980. operacional e financeiro.RJ. A partir de junho de 2000. o que só aconteceu em 16/04/1991 pelo Decreto n. sem ônus para os órgãos executores. da Organização Pan-Americana de Saúde. assegurando. O suprimento dos imunobiológicos necessários ao Programa. A qualidade dos produtos distribuídos é garantida pela atuação do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) da Fiocruz .º 1. estando localizado no Centro Nacional de Epidemiologia (CENEPI). Essas normas são estabelecidas com a participação dos órgãos responsáveis pela operacionalização e de outras instituições. buscava-se atingir a meta de vacinar 90% da população menor de cinco anos com as vacinas tríplice. 11 . gerenciais e operacionais. principalmente para os órgãos executores dessas ações: as secretarias estaduais e municipais de saúde. com a reforma administrativa. principalmente o desempenho dos órgãos das Secretarias de Saúde. A Lei n.331. O desenvolvimento do Programa é orientado por normas técnicas estabelecidas nacionalmente. No âmbito internacional. implantada em 1982. analisar e divulgar as informações referentes ao PNI. de 05/11/1990. dessa forma. devido à reestruturação da FUNASA. no Rio de Janeiro. integrado por representantes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). de 21/01/1991. A Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações (CGPNI) faz parte da estrutura organizacional da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA). Em 1990. bem como por técnicos de áreas da FUNASA. A partir de 1990 grandes esforços foram desenvolvidos visando ao aperfeiçoamento do Programa nos seus aspectos técnicos.º 100/1991. nacionais ou importados. Amostras de todos os lotes de imunobiológicos. transporte e à aplicação dos imunobiológicos. utilizando estratégias básicas de vacinação de rotina e campanhas anuais desenvolvidas de forma hierarquizada e descentralizada. foi extinta a SNABS e o PNI foi transferido para a Fundação Nacional de Saúde (FNS). O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) participa também do Programa com apoio técnico. instituído em 1986.029 de 12/04/1990 autoriza o Poder Executivo a instituir a Fundação Nacional de Saúde (art. da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT).• supervisionar.º 8. assim como aos aspectos de programação e avaliação. permitiram a não ocorrência de casos dessa doença. pela Portaria n. por pediatras e infectologistas que representam as cinco macrorregiões do país. são analisadas pelo INCQS antes da distribuição para consumo. criado em 1981. como o Centro Nacional de Epidemiologia (CENEPI) e a própria CGPNI. • centralizar. desde abril de 1989. que a partir de 1999 passou a ser parte integrante da Gerência de Imunobiológicos da Coordenação do Programa Nacional de Imunizações (COPNI). recebeu o Certificado da Erradicação da Transmissão da Poliomielite. assim. o PNI é parte integrante do Programa Ampliado de Imunizações (PAI). O apoio técnico-científico às decisões sobre imunizações é proporcionado pelo Comitê Técnico Assessor de Imunizações (Portaria n° 389 de 6/5/1991). eliminação e/ou erradicação das doenças imunopreveníveis. Em setembro de 1994. A Coordenação do PNI tem como objetivo contribuir para o controle. Com isso. Os dias nacionais. que é o órgão de referência técnica para os laboratórios produtores. O Programa é a referência nacional para as ações de imunizações. através do Programa de Auto-Suficiência Nacional em Imunobiológicos (PASNI). esta Coordenação passou a ser designada Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações (CGPNI). a partir da Central Nacional de Armazenagem e Distribuição (Cenadi). pela Portaria n. ajustando-se. encarregados dos programas de vacinação. a sua aceitação e uniformidade de uso em todo o país. é de responsabilidade da instância federal que coordena a importação de produtos e incentiva a produção nacional. principalmente a partir da realização da multivacinação nos dias nacionais de vacinação contra a poliomielite. Os produtos nacionais ou importados são adquiridos pelo Ministério da Saúde e distribuídos às secretarias estaduais de saúde. aos seus objetivos e diretrizes técnicas de atuação. controlar e avaliar a execução das vacinações no território nacional. o Brasil conjuntamente com as Américas. O Programa de AutoSuficiência Nacional em Imunobiológicos é também transferido para a FNS. BCG e contra a poliomielite e 95% contra o sarampo. 11). no que se refere à conservação. manipulação.º 46.

Com base nisso. São implementadas. do Adolescente. No âmbito das unidades federadas. desde o nascimento até a terceira idade e distribuídos gratuitamente nos postos de vacinação da rede pública. cobrindo a totalidade dos nascidos em cada ano e completando o esquema daqueles que. bem como a vacinação de escolares e os demais segmentos da população para controlar o tétano acidental. O PNI tem por objetivo conscientizar esta população da importância da vacinação. supervisão e acompanhamento das atividades em instâncias estadual e municipal. rubéola e caxumba. do Adulto e do Idoso e o Calendário de Vacinação da População Indígena. Além disso. utilizando as vacinas preconizadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). nos dias regionais e nacionais de multivacinação e pelas ações específicas de intensificação. o Programa Nacional de Imunizações (PNI) incorpora mais um desafio neste alvorecer de século: ampliar as ações de vacinação para a população de 60 anos e mais e 100% das populações indígenas brasileiras. 12 . melhorando a qualidade de vida. Corresponde ao Calendário Básico de Vacinação da Criança. executando a programação estadual. como forma de aperfeiçoar o trabalho. são previstas ações que visam à capacitação de recursos humanos. para esta faixa etária: dT (difteria e tétano).As ações voltadas para o grupo de menores de cinco anos. O Calendário de Vacinação Brasileiro é definido pelo Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde (PNI/MS) e corresponde ao conjunto de vacinas consideradas de interesse prioritário à saúde pública do país. não foram vacinados no primeiro ano de vida. contra influenza (contra gripe) e pneumococo. do tétano e raiva humana são implementadas na rede básica. Acompanhando as transformações demográficas e epidemiológicas registradas no país. As ações de vacinação para as crianças têm contribuído para reduzir a morbimortalidade por doenças imunopreveníveis. como no aumento de casos das meningites. Outros agravos são objetos da ação do Programa desde que a situação epidemiológica assim o indique. principalmente nos menores de cinco anos. são implementadas na rotina. também. As ações de controle da febre amarela. com vistas ao controle do tétano neonatal e síndrome da rubéola congênita. Atualmente é constituído por 12 produtos recomendados à população. a supervisão e a avaliação das atividades em articulação com as secretarias municipais de saúde e com as demais instituições envolvidas com as ações de imunizações. As decisões e avaliações sobre os aspectos técnicos gerenciais e operacionais do Programa são sistematizadas em documentos técnico-normativo-operacionais e são disseminadas por toda a rede de serviços. bem como as voltadas para o controle da hepatite B. as secretarias estaduais de saúde são responsáveis pela coordenação do Programa. a operacionalização. por diferentes motivos. as ações voltadas para a vacinação das mulheres em idade fértil. de 12 a 49 anos. bem como assessoria técnica.

Contatos intradomiciliares de portadores de hanseníase menores de 1 (um) ano de idade. Nos prematuros com menos de 36 semanas administrar a vacina após completar 1 (um) mês de vida e atingir 2 Kg.CALENDÁRIO BÁSICO DE VACINAÇÃO DA CRIANÇA Orientações importantes para a vacinação da criança: (1) vacina BCG: Administrar o mais precoce possível. Administrar uma dose em crianças menores de cinco anos de idade (4 anos 11meses e 29 dias) sem cicatriz vacinal. comprovadamente vacinados. Contatos de portadores de hanseníase com mais de 1 (um) ano 13 . não necessitam da administração de outra dose de BCG. preferencialmente após o nascimento.

O primeiro reforço administrar aos 15 meses de idade e o segundo reforço aos 4 (quatro) anos. Rondônia. disponível nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais . iniciar esquema com DTP. ou na primeira visita ao serviço de saúde. tétano. deve-se completar o esquema com DTP + Hib. Administrar reforço. Em situação de circulação viral.CRIE. crianças na faixa etária de 1 a 6 anos com vacinação incompleta. A vacina adsorvida difteria. Diante de um caso suspeito de difteria. avaliar a situação vacinal dos comunicantes. completar esquema com DTP. Para os comunicantes menores de 1 ano com vacinação incompleta. a vacina está contra-indicada na existência de sinais e sintomas de imunodeficiência. nas primeiras 12 horas ou no máximo até sete dias após o nascimento. Manter o intervalo mínimo de seis meses entre as doses da vacina. 14 . 4 e 6 meses). Para os viajantes que se deslocarem para os países em situação epidemiológica de risco. e mínimo de 30 dias. (4)vacina poliomielite 1. Importante: a idade máxima para administrar esta vacina é aos 6 anos 11meses e 29 dias. Paraná. Pará. pertussis e Haemophilus influenzae b (conjugada): Administrar aos 2. não se indica a revacinação de rotina. 2 e 3 (atenuada): Administrar três doses (2. mínimo de 30 dias.administrar uma dose. Bahia. O reforço é recomendado preferencialmente entre 12 e 15 meses de idade. mínimo de 30 dias. buscar as Unidades de Saúde dos mesmos. a cada dez anos após a data da última dose. Na prevenção da transmissão vertical em recém-nascidos (RN) de mães portadoras da hepatite B administrar a vacina e a imunoglobulina humana anti-hepatite B (HBIG). Indicada aos residentes ou viajantes para as seguintes áreas com recomendação da vacina: estados do Acre. 1. No momento da vacinação considerar a situação epidemiológica da doença. 4 e 6 meses de idade. Para as crianças que chegam aos serviços ainda não vacinadas. Amazonas. Administrar o reforço aos 15 meses de idade. (3)vacina adsorvida difteria. Tocantins. independentemente da idade. Para os não vacinados menores de 1 ano iniciar esquema com DTP+ Hib. (2)vacina hepatite B (recombinante): Administrar preferencialmente nas primeiras 12 horas de nascimento. caxumba e rubéola: Administrar duas doses. São Paulo. sem cicatriz . Para informações sobre os municípios destes estados. (7) vacina meningocócica C (conjugada): Administrar duas doses aos 3 e 5 meses de idade. Intervalo entre as doses de 60 dias e.de idade. A vacina e a HBIG administrar em locais anatômicos diferentes. Contatos comprovadamente vacinados com a primeira dose administrar outra dose de BCG. Mato Grosso. antecipar a idade para 6 (seis) meses. Para criança HIV positiva a vacina deve ser administrada ao nascimento ou o mais precocemente possível. Considerar para o reforço o intervalo mínimo de 6 meses após a última dose. Contatos com duas doses não administrar nenhuma dose adicional. aplicar uma dose. Durante surtos. Roraima. Maranhão. Distrito Federal e Minas Gerais e alguns municípios dos estados do Piauí. Manter o intervalo entre as doses de 60 dias e. A primeira dose aos 12 meses de idade e a segunda dose deve ser administrada aos 4 (quatro) anos de idade. com intervalo entre as doses de 60 dias. não vacinados na faixa etária entre 1 a 6 anos. porém deve ser mantido o esquema vacinal de duas doses e a idade preconizada no calendário. Nos prematuros. A amamentação não traz riscos adicionais ao RN que tenha recebido a primeira dose da vacina e a imunoglobulina. Administrar a vacina 10 (dez) dias antes da data da viagem. antecipar a administração de vacina para os 6 (seis) meses de idade. tétano e pertussis – DTP são indicados dois reforços. Goiás. Considerar o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses. Amapá. buscar informações sobre administração da vacina nas embaixadas dos respectivos países a que se destinam ou na Secretaria de Vigilância em Saúde do Estado. Mato Grosso do Sul. 2 e 6 meses de vida. seguir esquema de quatro doses: 0. Santa Catarina e Rio Grande do Sul. (8)vacina febre amarela (atenuada): Administrar aos 9 (nove) meses de idade. Crianças comunicantes que tomaram a última dose há mais de cinco anos e que tenham 7 anos ou mais devem antecipar o reforço com dT. (9)vacina sarampo. Para os portadores de HIV (positivo) a vacina está contra indicada em qualquer situação. Na incerteza da existência de cicatriz vacinal ao exame dos contatos intradomiciliares de portadores de hanseníase. menores de 36 semanas de gestação ou em recém-nascidos atermo de baixo peso (menor de 2 Kg).

São Paulo. Em caso de gravidez e ferimentos graves antecipar a dose de reforço sendo a última dose administrada há mais de 5 (cinco) anos. a cada dez anos após a data da última dose. 1 e 6) com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose. Diante de um caso suspeito de difteria. Goiás. Mato Grosso do Sul. No momento da vacinação considerar a situação epidemiológica da doença. O intervalo entre as doses é de 30 dias. Paraná. Distrito Federal e Minas Gerais e alguns municípios dos estados do Piauí. O intervalo entre as doses é de 60 dias e no mínimo de 30 (trinta) dias. DT ou dT. Maranhão. A vacina é indicada para gestantes não vacinadas e que apresentem sorologia negativa para o vírus da hepatite B a após o primeiro trimestre de gestação.CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO DO ADOLESCENTE Orientações importantes para a vacinação do adolescente: (1) vacina hepatite B (recombinante): Administrar em adolescentes não vacinados ou sem comprovante de vacinação anterior. Tocantins. Para os não vacinados. Aqueles com esquema incompleto. Os vacinados anteriormente com 3 (três) doses das vacinas DTP. avaliar a situação vacinal dos comunicantes. Precaução: A vacina é contra indicada para gestante e mulheres que estejam amamentando. Para os viajantes que se deslocarem para os países em situação epidemiológica de risco. Santa Catarina e Rio Grande do Sul. (3)vacina febre amarela (atenuada): Indicada 1 (uma) dose aos residentes ou viajantes para as seguintes áreas com recomendação da vacina: estados do Acre. buscar informações sobre administração da vacina nas embaixadas dos respectivos países a que se destinam ou na Secretaria de Vigilância em Saúde do Estado. este dever completado. a cada dez anos após a data da última dose. Roraima. Nos comunicantes vacinados que receberam a última dose há mais de 5 (cinco) anos. deve-se antecipar o reforço. (2) vacina adsorvida difteria e tétano . seguir o esquema de três doses. Amapá. Rondônia. Em caso de apresentar comprovação de apenas uma dose. Nos comunicantes com esquema de vacinação incompleto. Pará. buscar as Unidades de Saúde dos mesmos. iniciar esquema de três doses. Bahia. Administrar a vacina 10 (dez) dias antes da data da viagem. 15 .dT (Dupla tipo adulto): Adolescente sem vacinação anteriormente ou sem comprovação de três doses da vacina. Para informações sobre os municípios destes estados. seguindo o esquema de três doses (0. caxumba e rubéola – SCR: considerar vacinado o adolescente que comprovar o esquema de duas doses. completar o esquema. A mesma deve ser administrada pelo menos 20 dias antes da data provável do parto. administrar reforço. Nestes casos buscar orientação médica do risco epidemiológico e da indicação da vacina. administrar a segunda dose. Amazonas. Mato Grosso. Administrar dose de reforço. (4) vacina sarampo.

seguir o esquema de três doses. Distrito Federal e Minas Gerais e alguns municípios dos estados do Piauí. dentre outras). Bahia. administrar reforço. São Paulo. (3) vacina febre amarela (atenuada): Indicada aos residentes ou viajantes para as seguintes áreas com recomendação da vacina: estados do Acre. populações de assentamentos e acampamentos. No momento da vacinação considerar a situação epidemiológica da doença. conforme indicação médica. (1) vacina hepatite B (recombinante): oferecer aos grupos vulneráveis não vacinados ou sem comprovação de vacinação anterior.dT (Dupla tipo adulto): Adultos e idosos não vacinados ou sem comprovação de três doses da vacina. após o primeiro trimestre de gestação. Maranhão. A mesma deve ser administrada no mínimo 20 dias antes da data provável do parto. bissexuais. Para os não vacinados. A vacina esta disponível nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) para as pessoas imunodeprimidas e portadores de deficiência imunogênica ou adquirida. (2) vacina adsorvida difteria e tétano . homens e mulheres que mantêm relações sexuais com pessoas do mesmo sexo (HSH e MSM). carcereiros de delegacia e de penitenciarias. Nos comunicantes com esquema incompleto de vacinação. Para os viajantes que se deslocarem para os países em situação epidemiológica de risco. potenciais receptores de múltiplas transfusões de sangue ou politransfundido. comunicantes sexuais de pessoas portadoras de VHB. Santa Catarina e Rio Grande do Sul. hospitais psiquiátricos. lésbicas. (LGBT). Rondônia. iniciar esquema com três doses. O intervalo entre as doses é de 60 (sessenta) dias e no mínimo de 30 (trinta) dias. civis e rodoviários. manicures. Mato Grosso. coletores de lixo hospitalar e domiciliar. este deve ser completado.CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO ADULTO E DO IDOSO Orientações importantes para a vacinação do adulto e idoso. forças armadas. pedicures e podólogos. travestis e transexuais. gays. Tocantins. Amazonas. Pará. caminhoneiros. DT ou dT. agentes funerários. Paraná. Os vacinados anteriormente com 3 (três) doses das vacinas DTP. Amapá. instituições de menores. usuários de drogas injetáveis. a saber: Gestantes. policiais militares. Nos comunicantes vacinados que receberam a última dose há mais de 5 anos. Diante de um acaso suspeito de difteria. buscar informações sobre administração da vacina nas embaixadas dos respectivos países a que se destinam ou na 16 . profissionais do sexo/prostitutas. pessoas reclusas (presídios. Para informações sobre os municípios destes estados. Goiás. avaliar a situação vacinal dos comunicantes. bombeiros. trabalhadores da saúde. doadores de sangue. Roraima. dez anos após a data da última dose. Em caso de gravidez e ferimentos graves antecipar a dose de reforço sendo a última dose administrada a mais de cinco (5) anos. portadores de DST. Mato Grosso do Sul. inaláveis e pipadas. buscar as Unidades de Saúde dos mesmos. deve-se antecipar o reforço.

No Brasil. a tomada de medidas. Apesar do constante aperfeiçoamento dos métodos de produção e purificação das vacinas. Administrar dose de reforço. há certo número de eventos adversos após a vacinação – tanto apenas coincidentes como com relação causal com a vacina. manipulação. No começo do século XX. O grande impacto que um evento adverso pós-vacinal pode causar na sociedade deve-se ao fato de que as vacinas geralmente são utilizadas em pessoas saudáveis. (6) vacina pneumocócica 23-valente (polissacarídica): Administrar 1 (uma) dose durante a Campanha Nacional de Vacinação do Idoso. com apenas 1 (um) reforço 5 (cinco) anos após a dose inicial. (5) vacina influenza sazonal (fracionada. Como significativa proporção da população é vacinada a cada ano. Precaução: A vacina é contra indicada para gestantes e mulheres que estejam amamentando. podem induzir a eventos adversos. conservação e administração). respeitando-se um diagnóstico diferencial adequado. substâncias estabilizadoras e/ou conservadoras. de cada 1 mil crianças nascidas 160 morriam de uma causa infecciosa antes dos 5 anos. leves. casas de repouso. representando a intervenção com melhor custo-benefício. o Sistema de Vigilância Epidemiológica de Eventos Adversos Pós-Vacinais. categorizados em: • relação à vacina (tipos de cepas. Administrar a vacina 10 (dez) dias antes da data da viagem. hospitais. entre outras. caxumba e rubéola – SCR: Administrar 1 (uma) dose em mulheres de 20 (vinte) a 49 (quarenta e nove) anos de idade e em homens de 20 (vinte) a 39 (tri ta e nove) anos de idade que não apresentarem comprovação vacinal. quando necessárias. De modo geral. podem ser locais ou sistêmicos. 17 . a cada dez anos após a data da última dose. que gradativamente aprimorado conta a partir de 2000 com o Sistema Informatizado de Eventos. por agentes infecciosos atenuados ou inativados ou por algum dos seus produtos ou componentes. como a retirada de um produto do calendário vacinal. asilos. como todo produto farmacêutico. qualquer reação. inativada): Oferecida anualmente durante a Campanha Nacional de Vacinação do Idoso. Deste modo. nos indivíduos de 60 anos e mais que vivem em instituições fechadas como: casas geriátricas.Secretaria de Vigilância em Saúde do Estado. cerca de dois milhões de crianças morrem anualmente por doenças imunopreveníveis que poderiam ser evitadas pela utilização de vacinas de baixo custo. A aplicação da vacina para pessoas a partir de 60 anos depende da avaliação do risco da doença e benefício da vacina. principalmente crianças. uma vez que ao cumprirem os seus objetivos orientam. o Programa Nacional de Imunizações no ano de 1992 implantou oficialmente o sistema. 4. em sua maioria.1 – Efeitos adversos das vacinas As vacinas previnem o adoecimento e a morte de milhões de pessoas a cada ano. • relação aos vacinados (fatores predisponentes e/ou imunologicamente idiossincráticos). considerando que o monitoramento adequado e a investigação oportuna e competente são de fundamental importância para a manutenção da confiança nos programas de imunizações. (4) vacina sarampo. os eventos adversos passaram a ter maior destaque. nos casos de risco de contrair o vírus buscar orientação médica. que permite uma análise mais rápida e contempla maior número de variáveis quanto à reatogenicidade dos produtos usados pelo Programa Nacional de Imunizações. Diversos países mantêm sistemas de vigilância e investigação de eventos adversos pós-vacinais. moderados ou graves. não são isentas de efeitos colaterais ou eventos adversos. causa grande repercussão. As vacinas. Apesar disso. o afastamento de situação coincidente e a plausibilidade biológica do evento. estas são constituídas. Diante da redução expressiva na ocorrência de doenças imunopreveníveis. Entende-se por evento adverso toda situação clínica ocorrida em tempo variável após a utilização de produtos imunobiológicos. por mais leve que seja ou apenas associada temporalmente (coincidente). ou alterações na posologia ou faixa etária. conseqüentes ao aumento progressivo do uso de imunobiológicos em todo o mundo.

garantirá através do Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie). Convulsão febril (geralmente de curta duração e observada com maior freqüência entre os 12 e 18 meses. Promover uma investigação capaz de estabelecer ou descartar a relação de causalidade com a vacina. estadual. incidindo em cerca de 3% da população infantil) e o Choque anafilático (reações que ocorrem menos de 2 horas após a aplicação da vacina. comprometendo a potência e eficácia dos imunobiológicos. Acompanhar a investigação dos eventos adversos. como na vacina tríplice DPT. O objetivo da Rede de Frio é assegurar que todos os imunobiológicos administrados mantenham suas características iniciais. portanto. sem perda da sua capacidade imunogênica. essas câmaras são projetadas para operarem em temperatura de +2ºC e -20°C. analisando e estabelecendo a conduta adequada. e deve ter as condições adequadas de refrigeração. É necessário. no âmbito de sua competência e repassar o consolidado para o nível estadual. os casos de abscesso geralmente encontram-se associados com infecção secundária e erros na técnica de aplicação).2 – Rede de Frio Denominada também Cadeia de Frio constitui o processo de armazenamento. 18 . ou alguns dias depois da vacina contra o sarampo). Assim. que. Podem ser reguladas para trabalhar mantendo as mais diversas temperaturas. manipulação. 4. Contra-indicam doses subseqüentes com qualquer um dos componentes vacinais do agente imunizante que provocou o choque anafilático). associados temporalmente às aplicações de imunobiológicos. Um manuseio inadequado. depressão ou perda do estado de consciência. Os equipamentos da rede de frio constituem:  Câmaras frigoríficas: Também denominadas quartos frios ou câmaras frias. conservação. geralmente na primeira meia hora. Especificamente para os imunobiológicos. não se deve esquecer que todos os eventos ocorridos após a aplicação de um produto imunobiológico utilizado pelo PNI devem ser notificados. alterações cardiovasculares com hipotensão ou choque. cianose. isto é. investigar inicialmente e notificar à Coordenação de Imunizações e/ou serviço de vigilância do município que. os eventos adversos mais comuns são: Manifestações locais (podem ocorrer após a aplicação de qualquer vacina e. a fim de conferir imunidade. Contudo. deverá promover a investigação das notificações recebidas. Febre (pode ocorrer logo após a aplicação da vacina. vacina meningocócica B/C. mantê-los constantemente refrigerados. se deterioram depois de determinado tempo quando expostos a variações de temperaturas inadequadas à sua conservação. palidez. Identificar os fatores de risco e/ou condições que potencializem eventos adversos. haja vista que são produtos termolábeis. paralisia parcial ou completa. observada a data de validade especificada no produto. utilizando instalações e equipamentos adequados em todas as instâncias: nacional. A unidade de saúde deverá identificar. acompanhamento e elucidação de eventos adversos graves ou inusitados. regional ou distrital e municipal/local. Os imunobiológicos podem em algum momento estar conservados em temperatura entre +2°e +8°C. distribuição e transporte dos imunobiológicos do Programa Nacional de Imunizações.Os objetivos desse sistema constituem: Identificar os eventos adversos pós-vacinação. Fornecer dados que possibilitem uma avaliação descritiva e/ou analítica da ocorrência dos eventos adversos e Sinalizar a necessidade de estudos mais elaborados para melhor interpretar os dados da vigilância e investigação de eventos adversos pós-vacinais. tanto positivas quanto negativas. são ambientes especialmente projetados para o armazenamento de produtos predominantemente em baixas temperaturas e em grandes volumes. sendo extremamente raras em associação comas vacinações e se caracterizam por alterações do tônus muscular. os mecanismos necessários para a investigação. de acordo com a especificação do produtor. alterações respiratórias e. desde o laboratório produtor até o momento em que a vacina é administrada. ou falta de energia elétrica podem interromper o processo de refrigeração. às vezes. um equipamento com defeito. os eventos novos e/ ou raros. por sua vez. parada cardíaca. resposta diminuída ou ausente aos estímulos.

geladeiras e freezers: Equipamento composto por um discador telefônico. • alarme audiovisual indicador de abertura de porta. • dois sistemas independentes de refrigeração instalados: um em uso e outro em reserva. preferencialmente metálicas (aço inox).prazo de validade. É ainda capacitado para efetuar três ligações a três diferentes telefones. etc. registrador de umidade (higrômetro).laboratório produtor. objetivando auxiliar o isolamento do ambiente e prevenir a ocorrência de choque térmico aos imunobiológicos. para facilitar a distribuição do ar frio pelo evaporador. além de princípios específicos.  Alarme de temperatura com discador telefônico para câmaras. uma bateria e um ou mais sensores de temperatura (termostatos). Os imunobiológicos armazenados devem ser acondicionados nas prateleiras. . . • compressor e condensador dispostos na área externa à câmara. • antecâmara. .nº do lote.O seu funcionamento de uma maneira geral obedece aos princípios básicos de refrigeração. • sistema de ventilação no interior da câmara. • sistema de alarme com registrador de temperatura (termógrafo). quando a temperatura de algum dos equipamentos estiver fora da faixa permitida. o sistema continuará operando com a alimentação de 12 volts DC proveniente das baterias. de tal forma que.20 doses. em caso de corte no fornecimento de energia elétrica. • alarmes de baixa e alta temperatura para alertar a ocorrência de falta de energia elétrica. de forma a permitir a circulação de ar entre as mesmas. tais como: • isolamento das paredes internas do ambiente a ser refrigerado. para eventual defeito do outro.enfrascagem (uma dose . com temperatura de +4°C. separar por:. 19 . Organização interna: As câmaras são dotadas de prateleiras. que são ligados em paralelo ao equipamento.). Os imunobiológicos devem ser armazenados da seguinte forma: • nome do imunobiológico. Dispõe ainda de um sistema de alimentação de dupla voltagem (selecionável) que faz a recarga da bateria.10 doses . com boa circulação de ar.

• no final do dia de trabalho. com equipamento disponível (termômetro. diariamente. de que todas as pessoas tenham saído. Sua instalação deve ser em local bem arejado. ao final da jornada de trabalho. mantendo-a sempre limpa. caso a câmara seja grande. sem incidência da luz solar direta e longe de equipamentos que desprendam calor. preferencialmente. O formulário próprio para registro da revisão mensal encontra-se em anexo. uma vez ao mês. para não comprometer a conservação destes. Atenção: O equipamento deve ficar sobre suporte (pés com rodinhas) para evitar a oxidação das chapas da caixa em contato direto com o piso úmido e facilitar sua movimentação. Deve-se observar também a validade dos lotes. com isolamento de suas paredes em poliuretano. diariamente.ordem alfabética (instâncias estadual/regional).. após análise dos mesmos. • fazer a limpeza da câmara com pano úmido. no início da tarde e no final do dia. • verificar. principalmente aquele dotado de várias portas pequenas na parte superior Os freezers também são usados para congelar as bobinas de gelo reciclável. Estes equipamentos devem ser do tipo horizontal. • usar equipamento de proteção individual para trabalhar dentro da câmara: calça. para estocagem de vacinas a -20ºC. isto é. no início da jornada de trabalho. para possibilitar menor perda de imunobiológicos por vencimento do prazo. abaulamento em suas bordas e a trava de segurança está em perfeito funcionamento. Isto deverá ser feito pelo coordenador estadual do Programa ou seu substituto. uma vez que o condensador necessita dissipar calor para o ambiente. casaco com capuz. termógrafo ou equipamento de automação). não tem qualquer reentrância. se a carga de tinta e o disco dos termógrafos acabaram. A luz é grande fonte de calor. E somente abrir a câmara depois de fechada a antecâmara. de que a vedação da porta da câmara é adequada. • observar para que a luz interna da câmara não permaneça acesa quando não houver pessoas trabalhando em seu interior. 20 . Cuidados básicos: • fazer a leitura da temperatura interna. botas. tendo o cuidado de não usar o mesmo equipamento em que estão armazenados os imunobiológicos. • testar os alarmes antes de sair. de que a porta da câmara esteja fechada corretamente. certificar-se de que a luz interna foi apagada.  Freezers ou congeladores: São equipamentos destinados. • certificar-se. evaporadores nas paredes (contato interno) e condensador/compressor em áreas projetadas no corpo. Aqueles com menor prazo de validade deverão ter prioridade na distribuição. quando necessário utilizar sabão neutro. abaixo do gabinete. É o equipamento mais eficiente e confiável para conservação em temperaturas negativas. luvas. • não deixar a porta aberta por mais de um minuto ao colocar ou retirar imunobiológico. • semanalmente a coordenação estadual deverá receber do responsável pela Rede de Frio o gráfico de temperatura das câmaras e dar o visto. se sua borracha não apresenta ressecamento.

A porta do evaporador (congelador) e a bandeja coletora sob este deverão ser mantidas. que contribuem para a lenta elevação da temperatura interna da geladeira.5cm. registrando-as no formulário próprio. A vacina pode. não deixar acumular gelo nas paredes. com capacidade a partir de 280 litros. vez que o gelo é um material isolante e não deixa passar o frio. Atenção: Cada freezer deverá ter afixado na parte externa frontal uma placa de identificação contendo os dados dos itens acima citados. porque isto compromete a conservação das vacinas. • usar tomada exclusiva para cada equipamento.enfrascagem (uma dose. também em bandejas perfuradas ou nas próprias embalagens do laboratório produtor. para possibilitar menor perda dos imunobiológicos por vencimento do prazo. tríplice viral) dispostas em bandejas perfuradas para permitir a circulação de ar. somente para acondicionamento e retirada de imunobiológicos e gelo reciclável. oferecendo proteção aos imunobiológicos na falta de energia elétrica ou defeito do equipamento. etc. Geladeira doméstica: As geladeiras. • fazer o degelo a cada 30 dias ou sempre que for necessário. • certificar-se de que a porta está vedando adequadamente. . e entre as paredes da geladeira. Este teste deverá ser feito em vários pontos da porta. a vedação está adequada. • na segunda prateleira devem ser colocadas as vacinas que não podem ser submetidas à temperatura negativa (dT. Deve-se observar também a validade dos lotes. • na terceira prateleira. Não devem ser usadas bobinas de gelo reciclável como substitutas das garrafas. devem ser organizadas de acordo com as seguintes recomendações: • no evaporador (congelador) colocar gelo reciclável (gelox ou bobinas com água) na posição vertical. Os imunobiológicos devem ser armazenados da seguinte forma: • nome do imunobiológico. . da tarde e no final do dia. • retirar todas as gavetas plásticas e suportes que existam na parte interna da porta. influenza. . 21 .). rubéola. em algum momento. e no lugar da gaveta grande preencher toda parte inferior exclusivamente com 12 garrafas de água com corante. soros ou caixas com as vacinas conservadas entre +2 e+8ºC. se o papel sair com facilidade deverá ser trocada a borracha. Hib. em espessura maior que 0. colocar termômetro de máxima e mínima na posição vertical. utilizadas pelo Programa Nacional de Imunizações. especialmente nos quatro ângulos.laboratório produtor. deve-se ter o cuidado de armazenar os imunobiológicos. • na segunda prateleira. Coloca-se a tira de papel entre a borracha da porta e a geladeira. Cuidados básicos: • fazer a leitura da temperatura diariamente no início da jornada de trabalho da manhã. DTP. usando-se uma tira de papel com 3cm de largura. febre amarela. Se ao puxar o papel. Aqueles com menor prazo de validade deverão ter prioridade na distribuição. estar em uma temperatura entre +2º e +8ºC sem sofrer perda de potência (em armazenamento).aproximadamente. TT e BCG). a borracha apresentar resistência. porém.prazo de validade. separar por: . • não deixar a porta aberta sem necessidade. sarampo. de forma a permitir a circulação de ar entre os produtos ou as caixas.Organização interna Como os freezers são dotados somente de um compartimento. Hepatite B.  Refrigeradores ou geladeiras: São equipamentos de uso doméstico que na Rede de Frio são destinados à estocagem de imunobiológicos em temperaturas positivas a +2ºC. em pé. tendo o cuidado de permitir a circulação do ar entre as mesmas. devendo para isto estar regulados para funcionar nesta faixa de temperatura. Esta norma contribui para a elevação lenta da temperatura. no centro. Essa providência é de vital importância para manter a temperatura da geladeira entre +2°C e +8°C quando ocorrer falta de energia ou defeito no equipamento. 20 doses.nº de lote. pode-se colocar os diluentes. • na primeira prateleira devem ser colocadas as vacinas que podem ser submetidas à temperatura negativa (contra poliomielite. 10 doses.

• não permitir armazenar outros materiais (laboratório odontológico. bem nivelada e afastada 20cm da parede. alimentos. em ambiente climatizado. bebidas. evitando-se.. dessa forma. modificação abrupta de temperatura no interior da geladeira.• A geladeira que não possuir o quantitativo de 12 garrafas de água deverá ser abastecida com o número necessário. Essas garrafas devem ser tampadas para que a água não evapore. distante de fonte de calor. diariamente. • usar tomada exclusiva para cada geladeira. etc. se houver mais de uma. no início da jornada de trabalho e no final do dia e anotar no formulário de controle diário de temperatura. • instalá-la em local arejado. Cuidados básicos: • Fazer a leitura da temperatura. 22 . As unidades de saúde que dispuserem de geladeira para outro fim poderão utilizá-la para refrigerar a água que será usada para abastecer as 12 garrafas e em seguida colocá-las na geladeira da vacina de uma só vez. • não armazenar absolutamente nada na porta. sem incidência de luz solar direta. colocando-se duas unidades por dia até atingir o número recomendado (12). • manter afixado na porta aviso para que esta não seja aberta fora do horário de retirada e/ou guarda das vacinas. pois a evaporação acelera a formação de gelo no evaporador. levando as vacinas a choque térmico. • certificar-se de que a porta está vedando adequadamente. • colocar na base da geladeira suporte com rodas.

haja vista que o sistema requer certo tempo para estabilizar a temperatura.• fazer o degelo a cada 15 dias ou quando a camada de gelo for superior a 0. É utilizado para pôr em funcionamento o compressor do sistema. 2. em virtude do equipamento utilizado ou da qualidade do termostato. ou para desligá-lo quando a temperatura alcançada for a pretendida. movendo-se o botão de regulagem para a esquerda ou direita.5cm. por mínimo que seja. durante as horas noturnas. mediante um dispositivo termostático que atua por meio de mudança de temperatura no equipamento de refrigeração. A regulagem do termostato da geladeira para atingir a temperatura mínima de +2 °C é feita no sentido de se evitar que. Geladeira inadequada para conservação de vacinas:  Termostato ou controle de temperatura: O termostato é um mecanismo destinado a abrir e fechar um circuito elétrico. para os mais diversos usos. distinguem-se três tipos: 1. Cada movimento de ajuste. efetuando-se a seguir os ajustes do termostato. Ao se fazer o sistema funcionar em temperatura determinada. portanto. É necessário. termostato para ambiente. permitindo a passagem ou não da corrente elétrica. pode acontecer que não se consiga uma grande precisão. Ajuste do termostato . procurar uma temperatura média entre os intervalos daquelas requeridas. deve ser realizado em várias sessões e depois de transcorrido certo tempo entre os ajustes (uma hora para cada ajuste). Isso é de grande importância. 3. a parte posterior da primeira prateleira chegue a apresentar temperaturas negativas.Regulagem da temperatura Para regular a temperatura deve-se colocar um termômetro dentro do gabinete frigorífico. termostato para líquido. termostato para evaporador. Dentre a grande variedade de termostatos. 23 . segundo a temperatura desejada. • não colocar qualquer elemento na geladeira que dificulte a circulação de ar.

5 centímetro. Este teste deverá ser feito em vários pontos da porta. Geralmente as temperaturas registradas pela manhã são mais baixas que as da tarde. É necessário. Observação: Para verificar se a borracha da porta da geladeira está vedando adequadamente. . Quando a mesma estiver entre +2ºC e +8°C recolocar as vacinas e soros nos seus devidos lugares. deve-se mantê-la fechada por um período máximo de oito horas. ou colocando um termômetro em cada um destes pontos. • ao iniciar o funcionamento de um equipamento novo. verificando a temperatura após esse período. para que a temperatura original se estabilize. ou quando a camada de gelo atingir 0. especialmente nos quatro ângulos. • Corte de energia elétrica: nessa situação recomenda-se: . primeiro. . as 12 garrafas e o gelo reciclável.recolocar o termômetro. ou para uma caixa térmica com gelo reciclável. tendo em vista que à noite a temperatura ambiente é mais baixa e a geladeira não é aberta. por exemplo. deve-se ter o cuidado de abrir a porta somente no ato de regular e ler o termômetro. recomenda-se: • transferir os imunobiológicos para outra geladeira. tarde ou noite). não coloque as vacinas de imediato. porém se o papel sair com facilidade deverá ser trocada a borracha. • desligar a tomada e abrir as portas da geladeira e do congelador. pois esse procedimento pode danificar os tubos de refrigeração. • dentro do espaço frigorífico de um equipamento de refrigeração nem sempre existe uma mesma temperatura em todo o ambiente. se houver. deve-se fazer a limpeza da geladeira periodicamente. testar a estabilidade do aparelho.Recomendações: • Ao ajustar a temperatura. • limpar a geladeira com um pano umedecido em solução de água com sabão neutro. Se ao puxar o papel a borracha apresentar resistência está em perfeito estado. Não jogar água no interior do refrigerador. apresentando variação de temperatura de +2°C a+4°C. 24 . onde poderão permanecer até 24 horas. mantendo a temperatura recomendada (+2ºC a +8ºC) e vedar as caixas com fita gomada. Em ambos os casos deverão ser tomadas providências para evitar a perda dos imunobiológicos acondicionados no mesmo: • Defeito técnico: os imunobiológicos deverão ser acondicionados em caixas térmicas mantendo a temperatura recomendada de +2ºC a +8ºC.ligar a geladeira. • não mexer no termostato. dependendo do horário em que são feitas as leituras (manhã. em média. Situações de emergência: A geladeira pode deixar de funcionar por dois motivos. • após a limpeza: . • o equipamento de refrigeração pode apresentar temperaturas diferentes. a cada 15 dias. por isto devem-se localizar quais as variações internas de temperatura. o que se faz deslocando o termômetro para vários pontos distintos. até que todo o gelo aderido se desprenda: não usar faca ou outro objeto pontiagudo para a remoção mais rápida do gelo. por um período de 24 horas. em ambiente com uma temperatura externa de 40°C. deve-se pegar uma tira de papel com 3cm de largura aproximadamente e colocá-la entre a borracha da porta e a geladeira. Para isso.ocasiona modificação da temperatura interna da geladeira de tal forma que serão necessários 30 minutos. Limpeza da geladeira: Para que sejam mantidas as condições ideais de conservação dos imunobiológicos.Se a geladeira está em perfeito estado de funcionamento.manter as portas fechadas por uma hora. • as leituras de temperatura devem ser feitas depois de transcorrido pelo menos uma hora para cada ajuste. ou sabão de coco. • a abertura da porta por um tempo de três minutos.

o qual deverá ser enviado pela Coordenação Estadual do PNI à Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações. a partir do início da falta de fornecimento de energia elétrica. Nas situações de emergência. Caso o defeito identificado não seja solucionado e a corrente elétrica não se restabeleça até o encerramento dos trabalhos da unidade de saúde. na caixa de distribuição da força elétrica. A decisão final sobre a realização ou não de reteste dos imunobiológicos será de competência da Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações. transferir as caixas térmicas com os imunobiológicos para o serviço de saúde mais próximo ou para a instância regional. necessidade de acondicionamento adequado ou por determinação do coordenador estadual do PNI). Imunobiológicos sob suspeita: A manutenção da qualidade do imunobiológico. 25 . • contatar a rede de frio imediatamente superior (local para o municipal. Nessa chave deve-se colocar um aviso para que nunca seja desligada sem comunicar com antecedência ao responsável pelos imunobiológicos. é importante se verificar as condições de conservação do estoque. por exemplo. para tomar providências de acordo com a ocorrência. É importante ressaltar. utilizando-se a devida técnica. recebem e utilizam esses produtos. regional ou estadual. que ao colocar um imunobiológico sob suspeita. manter a articulação constante com a empresa local de energia elétrica. bem como elevação da temperatura da vacina superior a +8°C. quantidade. procedência. • o imunobiológico sob suspeita poderá ser remetido à instância imediatamente superior. o acondicionamento dos imunobiológicos em caixas térmicas.deve ser uma constante preocupação daqueles que distribuem. mantendo-o sob refrigeração adequada.O serviço de saúde deverá dispor de bobinas de gelo reciclável congeladas para serem usadas no acondicionamento dos imunobiológicos em caixas térmicas quando a interrupção do fornecimento de energia elétrica durar mais que oito horas. os imunobiológicos devem ser examinados para se verificar. Será necessário o preenchimento correto do formulário para Avaliação de Imunobiológicos sob Suspeita. até decidir sobre a realização ou não do reteste. É importante. desde a sua produção até o momento em que ele é administrado. local e condições de armazenamento. entretanto. Quando um imunobiológico é colocado sob suspeita deve ser submetido a processos de análise e/ou reteste. Além disso. a fim de ter informação prévia sobre eventuais cortes de energia. deverá ser providenciado em uma hora. avaliará a situação de suspeita recomendando ou não o reteste (processo bastante dispendioso). . Em qualquer situação.Em situações em que o equipamento de refrigeração apresentar as condições acima mencionadas e não se tiver estimativa do tempo em que a energia elétrica permanecerá interrompida.. • identificar o imunobiológico sob suspeita. registrando o número do lote. deve-se adotar as seguintes providências: • suspender de imediato a utilização do imunobiológico. a instância central estadual ou regional da Rede de Frio (secretaria estadual ou órgão regional de saúde) necessita ser informada sobre as circunstâncias em que essas situações ocorreram. Quando a temperatura da geladeira ultrapassar +8°C os imunobiológicos deverão ser colocados sob suspeita. de acordo coma situação do estado). a permanência dos imunobiológicos nesse equipamento não deverá ser por mais que duas horas e meia. Esta. devidamente acondicionado em caixas térmicas e acompanhado do documento de devolução. Recomenda-se que. ou indicar a autorização para utilização ou descarte do imunobiológico. seja identificada a chave responsável pela condução de energia para a sala de vacinação. também. • registrar o problema identificando a causa no formulário padronizado de Avaliação de Imunobiológicos sob Suspeita. a presença de substâncias estranhas ou alterações da cor e da consistência do produto.Caso a geladeira em uso não apresente um perfeito estado de funcionamento e sua temperatura variar entre+6°C e +8°C com freqüência. . assinado pelo responsável (no caso de falta de espaço nos armazenamentos. no transporte e na utilização dos imunobiológicos. por sua vez. data da validade do lote.

Na falta de um sistema municipal de disposição final. • O tempo de duração do reteste. outras vezes o resultado da reanálise orienta a não utilização do produto. bem como pelo eventual tratamento a que o lixo necessita ser submetido (principalmente o lixo composto por resíduos infectantes e especiais).) Observação: Os municípios de grande porte que preencherem os requisitos necessários. Inutilização das sobras de imunobiológicos na sala de vacinação Caso a própria unidade seja responsável pela destinação final de seus resíduos. aterro. sendo esta última a mais utilizada no transporte de imunobiológicos entre os diversos laboratórios produtores até a sala de vacina. de forma a impedir a disseminação de agentes patogênicos ou de outra forma de contaminação acima de limites aceitáveis. tuberculose. identificados como material contaminante antes de serem desprezados. os imunobiológicos inutilizados deverão ser acondicionado sem sacos plásticos resistentes brancos. etc. poliomielite. mínimae do momento atingida e o tempo em que o imunobiológico permaneceu nesta temperatura. os frascos das vacinas poderão ser desprezados como lixo comum. orientação e acompanhamento da Vigilância Sanitária e proceder conforme condições técnicas locais (incineração. febre amarela. isonor). dT. recomenda-se para a inutilização das vacinas compostas por microorganismos vivos a autoclavagem durante 15 minutos. especificados para lixo hospitalar. o serviço produtor dos resíduos (sala de vacinação) ficará responsável por essa disposição. dependendo do imunobiológico. Nesse caso não é necessário submetê-los a qualquer processo de esterilização. Hib.: isopor. autoclavagem. o quantitativo de imunobiológicos sob suspeita não justifica a realização de reteste. Observações: • As vacinas não poderão ser inutilizadas sem autorização por escrito da Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações. A caixa térmica deve ser organizada para manter a temperatura de conservação dos imunobiológicos a -20°C ou entre +2°C e +8°C por um determinado período de tempo. Na falta da autoclave. de 5/8/1993 do Conselho Nacional de Meio Ambiente. no Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde – INCQS. varia entre 45 e 90 dias. à temperatura de 127ºC. sendo que neste processo os frascos não precisam estar abertos. com conhecimento.) e. 26 . conforme Resolução n° 5. Os compostos por produtos de bactérias e vírus mortos ou sintéticos obtidos por engenharia genética (as vacinas DTP. Após tratamento em autoclave ou estufa. é importante levar em conta a temperatura máxima. Alguns produtos são compostos por microorganismo vivos atenuados (vacinas contra: sarampo. DT. etc. O descarte de grandes volumes de imunobiológicos deverá ser feito através da Central Regional ou Estadual de Imunizações. constituem material biológico infectante que deve receber tratamento prévio antes de ser desprezado. no caso de alterações da temperatura. sendo importante adotar os procedimentos indicados antes de acondicionar os produtos que serão desprezados. orienta-se esterilizar em estufa por duas horas a 170ºC. por isso. poderão proceder ao descarte. Inutilização dos imunobiológicos sob suspeita Muitas vezes. Nos locais com coleta de lixo hospitalar sistemática. de acordo com o imunobiológico a ser armazenado ou transportado. acima citados.  Caixas térmicas: São produzidas com material térmico do tipo poliuretano ou poliestireno expandido (ex. HB.Por outro lado. sendo que não há a necessidade de abrir os frascos para este processo. Ocorre que essa coleta especial não é comum na rede de serviços do país. inclusive vacinação extramuros (figura abaixo). etc. Nesses casos. os imunobiológicos devem ter um destino adequado que será determinado pela Coordenação Estadual/Regional do Programa.) não precisam receber tratamento especial antes de serem inutilizadas.

• uma vez terminado o uso da caixa térmica. a bobina deverá ser desprezada. monitorando-a com termômetro de cabo extensor. com o objetivo de diminuir a quantidade de ar existente na caixa e assim manter melhor a temperatura. • caso o frasco plástico seja danificado. de preferência. deverão ser exigidas das empresas licitantes amostras para serem submetidas aos seguintes testes: a) Manter as bobinas em freezer durante um período mínimo de 48 h. e se ao completar as 48horas de monitoramento ainda apresenta temperatura máxima de até +8ºC. baixa-se o ponto de congelamento e desta forma poderá haver congelamento de vacinas bacterianas.  Bobinas de Gelo Reciclável São constituídas por um frasco plástico (geralmente polietileno). • observar o prazo de validade das bobinas. é utilizado o gelo seco (CO2). que atenda às especificações contidas neste manual e monitorá-la durante 48 horas. verificando se a temperatura preconizada para conservação de imunobiológicos durante o transporte se mantém por 24 horas no mínimo. Não utilizar sacos com gelo solto porque não existe forma de se acondicionar facilmente na caixa. Cuidados com as bobinas de gelo reciclável • como complemento indispensável da caixa térmica. para completar o volume de bobinas porque quando se adiciona sal à água. as bobinas deverão ser retiradas. a qual deverá estar no congelador da geladeira da sala de vacina e que precisará ser ambientada para uso. b) Colocar as bobinas congeladas em caixa térmica. como descrito anteriormente. conservante e água (gelo reciclável de gel). contendo hidroxietil celulose em concentração comestível. NUNCA USAR ÁGUA COM SAL OU OUTRA SUBSTÂNCIA. • usar bobina de gelo reciclável. Para o transporte de imunobiológicos em temperatura negativa.Devem-se utilizar flocos de isopor para preencher os espaços vazios. observando se existem rachaduras. vez que a temperatura atingida por esta no congelador chega a aproximadamente -7°C. Manter as caixas térmicas sem a tampa. • todas as instâncias de armazenamento e distribuição de imunobiológicos deverão possuir bobinas congeladas em quantidade suficiente ao abastecimento do número de caixas térmicas utilizado. com capacidade de sete litros e com tampa ajustada (evitar usar caixas do tipo “cumbuca” porta-gelo). Cuidados básicos com a caixa térmica • verificar as condições da caixa. e que devido a sua forma irregular. Após a secagem. ou com termômetro linear. enxugadas e retornadas ao congelador ou freezer. até que estejam completamente secas. a conservação dos imunobiológicos a serem utilizados na vacinação durante a jornada de trabalho deve ser feita em caixa térmica do tipo retangular. se o dreno (quando existir) está vedado e verificar as condições da tampa. Ao organizar a caixa térmica para início das atividades diárias. o que será prejudicial à manutenção da temperatura adequada. 27 . lavadas. Durante o processo licitatório para aquisição deste produto. NÃO SE DEVE MANTER BOBINAS FORA DO CONGELADOR OUFREEZER. furos. pois as que contêm celulose vegetal propiciam o crescimento de microorganismos após o vencimento do prazo de validade. Organização da caixa térmica para vacinação de rotina na sala de vacinação No serviço de saúde. tampá-las e armazená-las em local adequado. encontrados no mercado em várias dimensões. O Programa Nacional de Imunizações recomenda para a conservação de imunobiológicos apenas a bobina de gelo reciclável de gel com capacidade de 1 litro. deve-se ter os seguintes cuidados: • manter a temperatura interna da caixa entre +2ºC e +8ºC. deixando vazar seu conteúdo. trocando as bobinas de gelo reciclável sempre que se fizer necessário. • lavar e secar cuidadosamente as caixas após cada uso. o programa recomenda a utilização de gelo reciclável de gel. no total ou em parte. Quando a unidade de saúde só dispor de uma geladeira. ou apenas água e conservante (gelo reciclável de água). as quais são utilizadas apenas para o transporte de produtos em temperatura positiva (entre +2ºC e +8ºC). NUNCA ARMAZENAR BOBINAS NA PORTA DAGELADEIRA. guardar o máximo de bobinas possíveis na bandeja coletora de água situada abaixo do evaporador. permanecerão espaços vazios entre o isolamento e a vacina.

utilizar gelo em barra ou em escamas dentro de saco plástico.• arrumar os imunobiológicos na caixa. ou seja. ou acúmulo de períodos parciais de tempo. seguindo os procedimentos descritos para transporte de vacinas. Observação: Embora o gelo em barra ou em escamas não seja adequado para a manutenção da temperatura recomendada para a conservação de vacinas. O termômetro de cabo extensor digital evita esta 28 . antes de colocar as vacinas dentro dela. Para isso utiliza-se o termômetro de máxima e mínima analógico. colocá-las nas caixas conforme figura abaixo. a fim de que torne cada vez mais desnecessária a utilização de gelo comum. Sendo esta a única alternativa. até que desapareça a “névoa” que normalmente cobre a superfície externa da bobina congelada (figura 5A). Após o desaparecimento da “névoa”. aquecedor. • lavar a caixa térmica. considerando-se assim uma situação especial. ou em congelador de geladeira. c) A precipitação de uma vacina deve-se a sua permanência a uma temperatura inferior a 0°C. pelo menos três vezes ao dia: no início de cada jornada de trabalho (manhã e tarde) e a terceira no final da jornada de trabalho (à tarde). Concomitantemente recomenda-se mensurar a temperatura interna da caixa através do termômetro de cabo extensor. O termômetro recomendado para ser usado nos equipamentos da Rede de Frio é o de máxima e mínima. pia ou bancada. enxugá-la e guardá-la destampada em local protegido. Hib. tríplice viral e contra a rubéola conforme normas da CGPNI (ver “imunobiológicos sob suspeita”). e a confirmação da temperatura positiva através do termômetro de cabo extensor mantido em uma das bobinas. Procedimentos no final das atividades: • desprezar as sobras das vacinas BCG-ID. isto é: as bobinas de gelo reciclável devem ser retiradas do freezer. Ambientação da bobina de gelo reciclável a) Quando as bobinas de gelo reciclável estiverem estocadas em freezer. A leitura deve ser rápida. para indicação de quando as bobinas terão alcançado a temperatura mínima de 0ºC. próximo de -7°C. b) A ambientação do gelo reciclável deverá ser feita sempre que se for acondicionar as vacinas na temperatura de +2ºC a +8°C. deixando-os circundados (ilhados) pelo gelo reciclável (três a cinco bobinas de gelo reciclável com capacidade de 500ml para a caixa térmica acima mencionada).). • retornar à geladeira aquelas que podem ser utilizadas no dia seguinte: DTP. etc. • manter a caixa térmica fora do alcance da luz solar direta e distante de fontes de calor (estufa. contra a febre amarela. visto que tais termômetros sofrem ligeiras alterações nos indicadores de leitura quando expostos à variação de temperatura. colocar uma das bobinas sobre um material isolante (tampa da caixa de isopor) e colocar sob a bobina o bulbo de um termômetro de cabo extensor. Na instância local esta temperatura é verificada no início da jornada pela manhã e no final da jornada. pois se pode verificar as temperaturas máxima e mínima ocorrida em um espaço de tempo e a temperatura no momento da verificação. à tarde. Recomenda-se o treinamento dos plantões e vigias para execução destes procedimentos em finais de semana e feriados. Hepatite B. Os serviços de saúde deverão conservar devidamente as bobinas enviadas pela instância central. dupla viral. dependendo das condições de manuseio e refrigeração. e Sabin. ou o analógico de cabo extensor. entre as diversas instâncias. é prática sua utilização em campanhas de vacinação. termômetro linear. colocadas sobre uma mesa. por um período de tempo de vários dias. deverá ser feita a ambientação das mesmas. ou para uso em sala de vacina. • retornar as bobinas de gelo reciclável ao congelador da geladeira. dT. considerando-se a insuficiência de bobinas. ou adquiridas com recursos próprios. nas instâncias nacional e estadual. DT. contra o sarampo. Observação: Controle de temperatura: É importante a verificação da temperatura dos equipamentos da Rede de Frio. próximo de -20°C. o digital de cabo extensor. Ao mesmo tempo.

Para isso. e para enfatizar a responsabilidade do governo em cada nível. Para fortalecera consciência individual e coletiva. além da produção e distribuição de material que contemple as especificidades de cada área a ser trabalhada. Os profissionais de saúde que atuam na rede básica devem ser formados e qualificados para desenvolverem atividades de apoio ao autocuidado dos indivíduos nas diferentes faixas etárias. etc. quadro clínico. famílias e comunidades de forma equânime. o sistema de vigilância utiliza diferentes condutas relacionadas a cada uma delas. principalmente hipertensão e diabetes. tuberculose. deve dominar conhecimentos sobre o comportamento das diversas doenças e as medidas gerais de profilaxia e controle. além disso. buscar qualidade.). devem ser desenvolvidas estratégias de alcance nacional para sensibilizar os formadores de opinião para a importância da comunicação e da mobilização social no controle de doenças tão prevalentes. para envolver a sociedade em ações de parceria com os gestores dos três níveis. consequentemente o envelhecimento saudável. organizações e representações. A população deve ser informada sobre as doenças (modo de transmissão. O técnico em enfermagem como integrante da equipe de saúde. atividade física) e. No que diz respeito às doenças não-transmissíveis. por meio de suas instituições. malária. dentre outras. 5 – VIGILÂNCIA DAS DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS E NÃO-TRANSMISSÍVEIS E À SAÚDE PÚBLICA Com o intuito de realizar adequadamente a vigilância epidemiológica das doenças transmissíveis e não-transmissíveis. disponibilizar tratamento eficaz para todos. uma vez que o mostrador fica fora da geladeira. devem ser utilizados os meios de comunicação de massa por seu grande alcance e eficácia. indicando a temperatura Max. e. criadouros domiciliares e naturais) e sobre as medidas de prevenção e controle para que possa adotar um novo comportamento frente ao problema. as políticas públicas também constituem ferramenta indispensável ao facilitar e apoiar o desenvolvimento e sustentabilidade dos cuidados adequados ao longo do ciclo de vida. sobre o vetor (seus hábitos. sobretudo para os mais pobres. ao indivíduo.alteração./Momento constantemente. hanseníase. pois isto lhe possibilitará maior segurança ao atuar nas intervenções que visam à redução da incidência e/ou prevalência de doenças que ainda constituem problemas de saúde coletiva no Brasil. promovendo ações de controle de determinada doença. promovendo saúde (dieta. É necessário promover a comunicação e a mobilização social para que a sociedade adquira conhecimentos sobre como evitar doenças como a dengue. 29 ./Min. participando efetivamente da eliminação contínua dos agentes etiológicos respectivos. tratamento. e da sociedade como um todo.