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A não incidência de contribuição previdenciária sobre parcelas indenizatórias Drs.

Anelise Gomes e Ricardo Zinn As empresas, de acordo com a Lei n. 8212/91, são obrigadas a recolher à alíquota de 20% sobre o total dos rendimentos e ganhos mensais de seus empregados em favor do Instituto Nacional do Seguro Social. Entretanto, de acordo com o posicionamento firmado pelo Supremo Tribunal Federal, através da ADIN 1.659-6/DF, a expressão “folha de salários” não é qualquer pagamento, devendo ser diferenciado da remuneração em geral. Dessa forma, a contribuição social não incide sobre abonos e verbas indenizatórias, uma vez que as mesmas não integram a remuneração nem o salário de contribuição. Assim, para que seja possível identificarmos as verbas sobre as quais devem incidir a contribuição social, é necessário analisarmos a natureza das parcelas: se a natureza da verba é remuneratória, integra a folha de salários e compõe a base de cálculo da contribuição; no entanto, se a parcela possuir natureza indenizatória, não sofrerá a incidência da contribuição previdenciária. O parágrafo 9º, do artigo 28, da Lei n. 8.212/91 elenca as verbas que não integram o salário-de-contribuição: “9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: a) os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, salvo o salário-maternidade; b) as ajudas de custo e o adicional mensal recebidos pelo aeronauta nos termos da Lei nº 5.929, de 30 de outubro de 1973; c) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976; d) as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que trata o art. 137 da Consolidação das Leis do Trabalho-CLT; e) as importâncias: 1. previstas no inciso I do art. 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias; 2. relativas à indenização por tempo de serviço, anterior a 5 de outubro de 1988, do empregado não optante pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço-FGTS; 3. recebidas a título da indenização de que trata o art. 479 da CLT; 4. recebidas a título da indenização de que trata o art. 14 da Lei nº 5.889, de 8 de junho de 1973; 5. recebidas a título de incentivo à demissão; 6. recebidas a título de abono de férias na forma dos arts. 143 e 144 da CLT; 7. recebidas a título de ganhos eventuais e os abonos expressamente desvinculados do salário; 8. recebidas a título de licença-prêmio indenizada; 9. recebidas a título da indenização de que trata o art. 9º da Lei nº 7.238, de 29 de outubro de 1984; f) a parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria; g) a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da CLT; h) as diárias para viagens, desde que não excedam a 50% (cinqüenta por cento) da remuneração mensal; i) a importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de estagiário, quando paga nos termos da Lei nº 6.494, de 7 de dezembro de 1977; j) a participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específica; l) o abono do Programa de Integração Social-PIS e do Programa de Assistência ao Servidor Público-PASEP; m) os valores correspondentes a transporte, alimentação e habitação fornecidos pela empresa ao empregado contratado para trabalhar em localidade distante da de sua residência, em canteiro de obras ou local que, por força da atividade, exija deslocamento e estada, observadas as normas de proteção estabelecidas pelo Ministério do Trabalho; n) a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio-doença, desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa; o) as parcelas destinadas à assistência ao trabalhador da agroindústria canavieira, de que trata o art. 36 da Lei nº 4.870, de 1º de dezembro de 1965; p) o valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídica relativo a programa de previdência complementar, aberto ou fechado, desde que disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes, observados, no que couber, os arts. 9º e 468 da CLT; q) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, despesas médicohospitalares e outras similares, desde que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa; r) o valor correspondente a vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços; s) o ressarcimento de despesas pelo uso de veículo do empregado e o reembolso creche pago em conformidade com a legislação trabalhista, observado o limite máximo de seis anos de idade, quando devidamente comprovadas as despesas realizadas; t) o valor relativo a plano educacional que vise à educação básica, nos termos do art. 21 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que não seja utilizado em substituição de parcela salarial e que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo; u) a importância recebida a título de bolsa de aprendizagem garantida ao adolescente até quatorze anos de idade, de acordo com o disposto no art. 64 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990;

SALÁRIO MATERNIDADE.SALÁRIO MATERNIDADE. não acarretou alargamento da base de cálculo antes prevista. Rel. SEGUNDA TURMA. apesar de inexistir a prestação de serviços. 2. A alteração introduzida pela Emenda Constitucional nº 20/98 no art. AUXÍLIO -DOENÇA. possuindo natureza remuneratória. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES. § 9º. visando somente a expressar de forma clara e explícita o conteúdo do conceito de folha de salários. Rel. "O salário-maternidade integra a base de cálculo das contribuições previdenciárias pagas pelas empresas. O salário maternidade possui natureza salarial. x) o valor da multa prevista no § 8º do art. 7º. Neste sentido a pacificada jurisprudência: TRIBUTÁRIO . dessemelhando-as de outras figuras de natureza indenizatória. I. 22. julgado em 3. Esse posicionamento se baseia no fato de que a verba recebida pelo empregado não caracteriza uma contraprestação de um trabalho prestado. 207). Neste ínterim a jurisprudência dominante: TRIBUTÁRIO. não recebe salário.6. Recurso especial parcialmente provido. na sua redação original. 195.417/RS. faz-se necessário apontarmos as parcelas indenizatórias que não ensejam o recolhimento de contribuição previdenciária: 1. Conseqüentemente. Ministro Castro Meira.BENEFÍCIO DE NATUREZA PREVIDENCIÁRIA. O empregado afastado por motivo de doença não presta serviço e. da CF/88. p.6. .1. sujeitos ao pagamento de contribuição previdenciária. Importa. Relatora Ministra ELIANA CALMON. DJ 16.048. em relação aos empregados. A legislação trabalhista. verificar se os pagamentos feitos ao empregado têm natureza salarial. de 6 de maio de 1999. à luz do disposto no art.º 3. Precedentes. julgado em 09/09/2008. que aprova o Regulamento da Previdência Social. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. para elucidar a inteligência desse dispositivo. possuindo natureza remuneratória. RECURSO ESPECIAL. mas sim um ressarcimento de despesas médicas. ao empregado que lhe presta serviços. ao utilizar os termos salário e remuneração. 477 da CLT Dessa forma. 2. inciso I. XVIII.2. durante os primeiros quinze dias. Precedentes" (REsp 1.049.3. ainda que nominadas como "salário". da Lei nº 8. a título de remuneração.A descaracterização da natureza salarial da citada verba afasta a incidência da contribuição previdenciária.CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA . constituem obrigação decorrente do contrato de trabalho.212/91. Recurso especial improvido (REsp nº 768. TRIBUTÁRIO. diferencia as verbas pagas diretamente pelo empregador daquelas que não são desembolsadas por ele. previdenciária ou tributária. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE A FOLHA DE SALÁRIOS. AUXILIO DOENÇA O Superior Tribunal de Justiça reiterou o entendimento de que é indevida a contribuição previdenciária sobre a remuneração paga pelo empregador ao empregado.2008. Os pagamentos feitos pelo empregador. I. Segunda Turma. pagas até o 15º dia pelo empregador. VALORES PAGOS PELO EMPREGADOR. uma vez que tal verba não tem natureza salarial. 2. Essa distinção tem o intuito de dar relevo ao caráter salarial das verbas remuneratórias. DJe 13/10/2008). é o art. merece ser afastada apenas a contribuição previdenciária sobre o auxílio-doença. da Carta.IMPOSSIBILIDADE . mas apenas uma verba de caráter previdenciário de seu empregador. 1). 1. 3. do Decreto n.2008 p. ADICIONAL CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS. no âmbito da relação contratual. DJ de 16/05/2006. analisado sob a égide da legislação trabalhista e previdenciária. O fato gerador referido no art. constituem obrigação decorrente do contrato de trabalho. não a denominação da parcela integrante da remuneração. durante os primeiros 15 dias do auxílio-doença. A interpretação do referido dispositivo não extrapola ou ofende o conceito de salário. 4.PRECEDENTES. 5. 1.942/SC. 6. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que não incide a contribuição previdenciária sobre a remuneração paga pelo empregador ao empregado. AUXÍLIO ACIDENTE . o auxílio acidente possui as mesmas regras de incidência da contribuição previdenciária.255/RS. da CF/88. inc. relativamente aos quinze dias de afastamento do trabalho que antecedem o gozo do auxílio-doença e auxílio-acidente. envolve todas as verbas alcançadas pelo empregador. durante os primeiros dias do auxílio-doença. relativamente aos quinze dias de afastamento do trabalho que antecedem o gozo do auxílio-doença e auxílio-acidente. Os pagamentos feitos pelo empregador.v) os valores recebidos em decorrência da cessão de direitos autorais. conforme artigo 214. O suporte de validade da exigência tributária instituída pelo art. apesar de inexistir a prestação de serviços.VERBAS RECEBIDAS NOS 15 (QUINZE) PRIMEIROS DIAS DE AFASTAMENTO POR MOTIVO DE DOENÇA . 195. (REsp 899. por isso. AUXILIO ACIDENTE Por similitude com o auxílio-doença. embora sejam resultado do trabalho realizado pelo empregado. 195. I.AUXÍLIO-DOENÇA. integrando a base de cálculo das contribuições ora discutidas. da Constituição Federal.

VERBAS REMUNERATÓRIAS.2007. HORAS-EXTRAS E ADICIONAIS NOTURNO.º 762. Rel. DJ 27.042. In casu. II. AgRg no Ag 858. 10. Rel. qual seja. (b) sobre o adicional noturno (Precedente: REsp 674.2005). In casu. COMPETÊNCIA DO COLENDO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. e dos adicionais de periculosidade. Primeira Turma. Rel.2005. Rel.866/PE.471/RS. Min. Apelação em Mandado de Segurança nº 2006. AgRg nos EDcl no Ag 701. DJ 06. no período. Fundando-se o Acórdão recorrido em interpretação de matéria eminentemente constitucional.06.07. descabe a esta Corte examinar a questão. DJ 18. Eliana Calmon.04. Castro Meira.212/91. AUXÍLIO-DOENÇA. de 09/01/2008) PROCESSUAL CIVIL. Teori Albino Zavascki. Ademais. Rel. João Otávio de Noronha. VERBAS RECEBIDAS NOS 15 (QUINZE) PRIMEIROS DIAS DE AFASTAMENTO. Min.. ADICIONAL DE 1/3. (AgRg no REsp 1039260/SC.285/SC.203/RS. Franciulli Netto. Incide Imposto de Renda. 7º. REsp 503. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. pagas até o 15º dia pelo empregador. e (f) sobre horas-extras (Precedentes: REsp 626. merece ser afastada apenas a contribuição previdenciária sobre o auxílio-acidente. Os embargos de declaração que enfrentam explicitamente a questão embargada não ensejam recurso especial pela violação do artigo 535. Primeira Turma. FÉRIAS. Luiz Fux.10.09.2005. julgado em 04/12/2008.178/RS.392/SC. DJ 15. DJ 28. DJ 07. sobre a gratificação de produtividade (Precedente: REsp 735.RJ. REsp n.09. NATUREZA JURÍDICA.04..09. Teori Albino Zavascki. na respectiva base de cálculo. insalubridade e noturno. em face da natureza salarial: (a) sobre o adicional de 1/3 sobre férias gozadas (Precedentes: REsp 763. 7. NATUREZA SALARIAL. Rel. Rel. o salário-maternidade auferido por suas empregadas gestantes (Lei 8.09. DE INSALUBRIDADE E DE PERICULOSIDADE. Min. Min.2005.266 . DJ de 12 de maio de 2008). 8. (d) sobre o décimo-terceiro salário (Precedentes: REsp 645. e a competência traçada para este Eg. MANDADO DE SEGURANÇA.104/SC. o acórdão impugnado tratou da matéria de fundo embasando-se em fundamentos de natureza eminentemente constitucional.658/PR.09.09. Rel. Teori Albino Zavascki. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA.848/SP. Rel.12. DO CPC. § 2º). REsp 678. a natureza salarial das horas extras.086/PR.2004. XVII. Relator.1999. Segunda Turma. Min.078/PR.º 215. (c) sobre a complementação temporária de proventos (Precedentes: REsp 705.MATERNIDADE. REsp 973.PR. EREsp 476. Min.E. não exime o empregador da obrigação tributária relativamente à contribuição previdenciária incidente sobre a folha de salários.024/SC.07. a base de cálculo da contribuição previdenciária. desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. 1. Rel. a título de 1/3 sobre férias gozadas são passíveis de incidência do imposto de renda ante sua natureza salarial. Min. . DJ de 08 de maio de 2008.2007. Rel. DJ 23.021106-4/PR. paga por ocasião da extinção do contrato de trabalho (Precedentes: REsp 742. Ministro LUIZ FUX. art. Rel. Relatora. incluindo.04.08.06. Ministro JOSÉ DELGADO.392/SC.626/BA. e REsp n.2005. NÃO-INCIDÊNCIA.2006. O auxílio-doença pago até o 15º dia pelo empregador é inalcançável pela contribuição previdenciária. Agravo regimental desprovido. DJ 01. Precedentes jurisprudenciais: REsp 980. DJe 15/12/2008) Conseqüentemente. Min. Federal JOEL ILAN PACIORNIK.06.2007.03. DJ 10. uma vez que referida verba não possui natureza remuneratória. DJ 26. GARCIA VIEIRA. AUXÍLIO-ACIDENTE. DJ 14. AgRg no REsp 889.172/SC.06. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE DECIDIU A CONTROVÉRSIA À LUZ DE INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL. Min.2005). DJ 26. SALÁRIO . REsp 771.476/RS.834 . O salário-maternidade possui natureza salarial e integra. Teori Albino Zavascki. (e) sobre a gratificação por liberalidade da empresa.) (TRF 4ª Região. os argumentos trazidos pela parte. Ministra LAURITA VAZ. Quinta Turma. AgRg no Ag 990. FRANCISCO FALCÃO. da CF/88.70.2005). Teori Albino Zavascki.2007. 535.00. Precedentes: EDcl no REsp 800. Rel. 9. 2. 28.06. Rel.2005. Min. INCIDÊNCIA. DJ 27. STJ restringe-se unicamente à uniformização da legislação infraconstitucional.2004).840/SC. Min.º 572.09. o magistrado não está obrigado a rebater. DJ 27. Rel. JOSÉ DELGADO. 4. D.05. pertence ao Colendo STF.623/PR. Relator Ministro CASTRO MEIRA. consoante a exegese extraída do art. DJ 30.2007. REsp 663.2005). 5. por expressa determinação da Carta Maior.158 . 6. REsp 674. Rel. INCIDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL.08. Relator: Des.265/RS. DJ de 09 de maio de 2008. RECURSO ESPECIAL.2005.388/SC. COMPENSAÇÃO. DJ 03. Min.2007. DJU de 27. Ministro CASTRO MEIRA.2005.536/RS. REsp 644. Rel. Castro Meira. Min. Min.03. inexistindo prestação de serviço pelo empregado. uma um. porquanto reverter o julgado significaria usurpar competência que.2005). Teori Albino Zavascki. do CPC (Precedentes: REsp 1. II. Ministro LUIZ FUX. Eliana Calmon. conseqüentemente. O fato de ser custeado pelos cofres da Autarquia Previdenciária. Rel.2005). 3. DJ 03. DJ 06. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI. Rel.482/RS.396/CE. DJ 01. Min. Precedentes: AgRg no REsp n. DJ 13. REsp 951.(. porém.906/MT. DJU de 20. PRIMEIRA TURMA.2006. DJ 21. DJU de 19.RJ. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO ART. Min. as verbas recebidas pelos empregados. Rel. REsp 916.

PRESCRIÇÃO. A aplicabilidade da LC 118/2005 se restringe aos tributos cuja extinção. uma vez que tais parcelas não integram a remuneração. Nº 118/2005. A sentença. ao realizar as autuações fiscais. apontando os dispositivos constitucionais e legais e a jurisprudência em que se fundam. do Código de Processo Civil. (AMS 200733000064357. independente da prova de não ter ocorrido a transferência do encargo do recolhimento. LEI 9. 4. pelo pagamento antecipado (art.783/99. NATUREZA SALARIAL. Federal VILSON DARÓS. ADI 1. Des. por liminar. sem excluir as verbas que não integram o salário-de-contribuição. cabendo ao contribuinte buscar. 1. O STJ pacificou o entendimento que. PRÊMIOS. 3º). a contribuição previdenciária não incide sobre as vantagens não incorporáveis aos proventos do servidor.352/2001. 3. FÉRIAS INDENIZADAS As férias indenizadas e o respectivo adicional constitucional de um terço possuem caráter indenizatório e não se sujeitam à incidência de contribuição previdenciária. NÃO HABITUALIDADE. MANDADO DE SEGURANÇA. é legítima a incidência da contribuição previdenciária sobre o 13º salário. a exclusão dessas parcelas. diárias excedentes a 50% da remuneração mensal. 5. UTILIDADES E OUTROS GANHOS HABITUAIS. nem sobre as parcelas de cunho indenizatório. Não é carente de fundamentação a sentença que apresenta suas razões. pois. 28. . tendo o Presidente da República vetado. COMISSÕES. 22.659. O disposto no artigo 3º da LC nº 118/2005 se aplica tão-somente às ações ajuizadas a partir de 09 de junho de 2005. acrescentado pela Lei nº 10. 515. SENTENÇA CITRA PETITA. INCIDÊNCIA.523/97). NÃO-INCIDÊNCIA. na interpretação da Lei 9. expressamente. 7. 2. conforme interpretação extensiva da disposição contida no art. VERBAS INDENIZATÓRIAS. os dispositivos que previam a incidência da contribuição sobre os abonos e verbas indenizatórias. ADICIONAIS. quando não habituais. Apelação da Fazenda Nacional e remessa oficial a que se nega provimento. no momento de sua aposentadoria. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. do lançamento. PRESCRIÇÃO. As verbas de natureza salarial pagas ao empregado a título de adicionais. mas. quando se entendia a extinção do crédito tributário somente quando da homologação. horas extras. Desembargadora Maria do Carmo Cardoso. não incidindo contribuição previdenciária.596-14 (REEDIÇÃO DA MP 1. No julgamento da Medida Cautelar na ADI 1. Não ocorrida a homologação expressa do lançamento. abonos e ajudas de custo. TERÇO DE FÉRIAS. suspendeu.2008) TRIBUTÁRIO. Hipótese em que pode o Tribunal decidir desde logo a lide quando os autos estiverem em condições de julgamento.11. expressa ou tácita. Sujeitando-se. na forma do art. GORJETAS. Nesse sentido é a jurisprudência: APELAÇÃO CÍVEL Nº 2003.523/97). as contribuições previdenciárias ao lançamento por homologação. Rel. Nos termos da Súmula 688 do STF. As férias indenizadas e o respectivo adicional constitucional de um terço possuem caráter indenizatório e não se sujeitam à incidência de contribuição previdenciária. bem como a nulidade das Certidões de Divida Ativa que as integram. 3. exige a cobrança das contribuições previdenciárias. expressa ou tácita. 2. já que não pode ser considerado interpretativo. Os Tribunais Regionais Federais possuem entendimento pacificado quanto a esta matéria. quando a decisão ateve-se aos pedidos veiculados na inicial. LEI 9.3. comissões.659 o Supremo Tribunal Federal. Cumpre ressaltar que a Autoridade Fiscal na maioria das vezes. ocorreu após o início da vigência da mencionada norma. PROCESSUAL CIVIL. seria aceitar a retroatividade em prejuízo à contribuinte. TRIBUTÁRIO. é possível também ajuizar Ação de Repetição de Indébito para restituir ou compensar os valores indevidamente recolhidos.528/97. através do Judiciário. publicado em 02. A Medida Provisória 1596-14 foi convertida na Lei 9. LC. GRATIFICAÇÃO NATALINA. Não há falar em sentença extra petita. Publicado em 23/07/2008 Portanto. HORAS EXTRAS.004926-8/RS. NATUREZA INDENIZATÓRIA. LC 118/2005. 1. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE REMUNERAÇÃO. admitir-se a retroatividade da norma para as situações consumadas anteriormente à sua vigência. a tácita se concretiza após cinco anos contados do fato gerador. Dessa forma. a eficácia do art.528/97. de 10/11/1997 (reedição da MP 1. utilidades e quaisquer outros ganhos habituais estão sujeitas à incidência de contribuição previdenciária. não incide a contribuição previdenciária sobre o adicional de férias (terço constitucional) e as horasextras. §3º. contudo. MEDIDA PROVISÓRIA 1.05. §9º da Lei nº 8. da Lei 8. é citra petita quando deixa de analisar um dos pedidos efetuados na inicial. foi pacificada pelo Superior Tribunal de Justiça a regra segundo a qual o direito de restituição extingue-se com o decurso do prazo de cinco anos. também. Assentado pelo STF que as contribuições sociais têm natureza tributária. deve ser aplicado o prazo prescricional estabelecido pelo CTN. 6. ABONOS E AJUDAS DE CUSTO.212/1991. Não incide contribuir previdenciária sobre abonos e verbas indenizatórias.212/91 com a redação pela Medida Provisória 1596-14. NÃO-INCIDÊNCIA SOBRE AS PARCELAS QUE NÃO SE INCORPORAM AOS PROVENTOS DO SERVIDOR. ABONO E ADICIONAL DE FÉRIAS. SENTENÇA EXTRA PETITA. DIÁRIAS EXCEDENTES A 50% DA REMUNERAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE ABONOS E VERBAS INDENIZATÓRIAS. Além disso.Incabível a cobrança de contribuição previdenciária sobre os valores pagos a título de prêmios. HORAS-EXTRAS. as férias indenizadas e o respectivo adicional de 1/3 têm caráter indenizatório.783/99. conforme jurisprudência: Tribunal Regional Federal da 1ª Região CONSTITUCIONAL. gorjetas. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.71. vai de encontro à construção jurisprudencial pacífica sobre o tema da prescrição havida até a publicação desse normativo. § 2º. ao contrário. contados a partir da homologação.

212/91 – DECRETO Nº 95.2007 p. Salário maternidade. O abono pecuniário referente a 1/3 de férias não gozadas são verbas indenizatórias. (Argüição de Inconstitucionalidade nos Embargos de Divergência no REsp nº. 10. vier a se completar. Remessa oficial e apelação do INSS a que se nega provimento. devem se submeter ao regime jurídico dos demais tributos que dependem do auto-lançamento. aplica-se. 6º. I.O vale-transporte não constitui base de incidência de contribuição previdenciária. 5. Logo.COMPENSAÇÃO COM TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES DE MESMA ESPÉCIE E DESTINAÇÃO CONSTITUCIONAL . Rel.ART.10. f. (AMS 71656. em menos tempo. por não consubstanciarem contraprestação a trabalho. SEGUNDA PARTE) – CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE A FOLHA DE SALÁRIOS .032/95 E LEI 9. 3. não integram o salário de contribuição do empregado a parcela recebida a título de vale-transporte. O prazo prescricional para pleitear o indébito nos tributos sujeitos a lançamento por homologação é de dez anos a contar da ocorrência do fato gerador.11. não há necessidade de extinguir a execução fiscal. salvo se a prescrição.418/85.129/95 (APLICABILIDADE) . Auxílio-doença e auxílio-acidente possuem.212/91.247/87 – CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO I – Nos termos do art. que não fazem parte do saláriode-contribuição.2008) TRIBUTÁRIO – PAGAMENTO DE VALE-TRANSPORTE EM PECÚNIA – CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA – NÃOINCIDÊNCIA . (MAS 200001000095351. da LC 118/2005. iniciada na vigência da lei antiga. indevidas. ficando pendente a extinção dessa obrigação tributária à ocorrência por parte do Fisco de homologação. Considerando que o fato gerador da contribuição previdenciária é definido pela natureza jurídica da parcela recebida pelo empregado.PRESCRIÇÃO – LC 118/2005 (INCONSTITUCIONALIDADE DO SEU ART. uma vez que inexiste certeza quanto ao indébito. que dependem da declaração e do recolhimento pelo contribuinte.736/PE).04. para as situações constituídas antes da entrada em vigor da LC 118/2005. 195. deve-se atentar à regra clássica de direito intertemporal. exceto na hipótese do parágrafo único deste mesmo artigo. a taxa SELIC. ou seja. Apelações e remessa oficial parcialmente providas. INDENIZAÇÃO DE ABONO PECUNÁRIO DE FÉRIAS NÃO GOZADAS.APLICAÇÃO DO ART. para os meses de janeiro e fevereiro de 1989. segunda parte. 9.2007.383/91 E LEI 9. A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça firmou orientação no sentido de que na correção do indébito. na forma da legislação própria.247/87. NULIDADE DA CDA.212/91. não haverá incidência desta sobre verbas que não possuem caráter salarial. deste Decreto vedar ao empregador substituir o vale-transporte por antecipação em dinheiro ou qualquer outra forma de pagamento. 7.TAXA SELIC (APLICAÇÃO) – JUROS DE MORA E TAXA SELIC (NÃO CUMULATIVIDADE) . 4º. Desembargador Paulo Barata. conforme art. (MAS 50678. 170-A do CTN. INOCORRÊNCIA. DJ 28. 5º. Carreira Alvim. que pode ocorrer de forma expressa ou tácita (ausência de qualquer manifestação do Fisco) após o transcurso de 5 anos. Na aplicação do artigo 3º da LC 118/2005. julgado em 25. a incidência de contribuição previdenciária Contribuições previdenciárias têm natureza tributária O Supremo Tribunal Federal pacificou o entendimento de que as contribuições previdenciárias têm natureza tributária e. não há empeço à compensação com parcelas vincendas das contribuições incidentes sobre a folha de salários. é dever do contribuinte apurar o quanto de tributo é devido.LEI 8. 170-A. Precedentes do STJ. como é o caso o Imposto de Renda. Ministra DENISE ARRUDA. férias e adicional de férias de um terço possuem natureza remuneratória. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. respectivamente. Aplicação do art. não há. publicado em 14. PRIMEIRA SEÇÃO.2004) Tribunal Regional Federal da 4ª Região TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. respectivamente. FÉRIAS E ADICIONAL DE FÉRIAS DE UM TERÇO – NATUREZA SALARIAL . segundo aquela lei. 95. do Decreto n. Imposto sobre Serviços e das Contribuições Previdenciárias. (EREsp 548711/PE. que não impôs qualquer restrição quanto à forma de pagamento. ressaltando-se que.72% e 10. § 9º. II. publicado em 02. respeitados os limites percentuais para a compensação. exclusivamente. segundo a qual o termo inicial do novo prazo será o da data da vigência da lei que o estabelece. DO CTN.05. IV – Recurso voluntário e remessa necessária improvidos.032 e 9. 4. de 42. que determina a aplicação retroativa do seu artigo 3º.05. II. DA CF/88 – NÃO INCIDÊNCIA SOBRE AUXÍLIO-DOENÇA E AUXÍLIOACIDENTE – INCIDÊNCIA SOBRE SALÁRIO-MATERNIDADE. da Lei n. Rel. natureza previdenciária e indenizatória. razão pela qual não pode o contribuinte efetuar a compensação antes do trânsito em julgado da decisão do Judiciário. III .2008) Tribunal Regional Federal da 2ª Região TRIBUTÁRIO E MANDADO DE SEGURANÇA . contados da . Precedentes do STJ. alterado pelas Leis nº 9.383/91 e 9. como tal. harmonizando-se esse preceito com a disciplina imposta pela Lei n.250/95 (CONSTITUCIONALIDADE) – LIMITES À COMPENSAÇÃO – LEI 9. Rel.LEI Nº 8. sobre tais verbas. caput. 89 da Lei 8. publicado em 21.14%. 1. 6. ambas de 1995. Rel. Nos tributos sujeitos ao auto-lançamento. 28. 2.129. 8. pelo que não poderia o art. 8. advinda de ADIN ou de Resolução do Senado. Desembargadora Maria do Carmo Cardoso. para alcançar inclusive fatos passados. em cada competência. previstos no art. declarar e pagar.A possibilidade de pagamento em dinheiro do vale-transporte vem prevista em convenção coletiva de trabalho das categorias. 644. reconhecida pelo Superior Tribunal de Justiça.4. 278). integrando a base de cálculo da contribuição previdenciária. os percentuais são. Observados os requisitos estipulados pelas Leis 8. a partir de janeiro de 1996. não incidindo contribuição previdenciária sobre referidas verbas. 7. Inconstitucionalidade do artigo 4º.250/95.

No entanto. Uma vez ocorrido o fato gerador do tributo contribuição social. a qual não perde em decorrência do inadimplemento. portanto. ou se estivesse. .213/91. Corrobora tal entendimento o dispositivo encontrado na Lei 8212/91. o contribuinte individual. nos termos do art. inciso. a Lei Básica da Previdência Social. ao passo que passados 5 anos da ocorrência do fato gerador. O INSS é obrigado a cobrar e tem um prazo pra isso. lançar e normatizar o recolhimento das contribuições previdenciárias dos trabalhadores.ocorrência do fato gerador (prestação de serviço no caso do ISS e das contribuições previdenciárias). bem como. levando-se em conta todas as normas mencionadas. Ao INSS. sem que o contribuinte tenha efetuado o pagamento. sua inércia acarreta a quitação do débito e a possibilidade de utilização do tempo de serviço para efeito de qualquer benefício. deveria estar sendo submetido a um processo de execução fiscal para cobrança das contribuições em atraso. Mas não chegam a se questionar quantos valores seriam arrecadados. uma vez exercendo atividade abrangida pela previdência social. especificamente em seu art. sujeitando-se o contribuinte. daquela mesma Lei. art. fiscalizar. até o dia 15 do mês seguinte ao da competência. obrigatoriamente a ela filiado. o qual diz que o contribuinte individual é obrigado a recolher sua contribuição por iniciativa própria. devido é o pagamento. 30. 33. Alguns podem pensar que tal situação aumentaria o rombo da Previdência. Em outras palavras. à execução fiscal a ser promovida pelo INSS. é dado o dever de arrecadar. Tomemos como exemplo o caso dos segurados autônomos. Em não o fazendo. em que pese tais deveres expressamente previstos nas Leis citadas e. a obrigação de pagar tributo está extinta. Diante desse contexto. inclusive. portanto. caso o INSS efetuasse uma fiscalização rígida sobre aqueles que exercem atividades abrangidas pela Previdência Social e. incidentes sobre seu salário de contribuição. Após o transcurso desse prazo. são segurados obrigatórios. em caso de inadimplência. De outra banda. Segundo a Lei 8. nenhum contribuinte autônomo poderia estar inadimplente. No entanto. que a Administração Pública e seus agentes estão atrelados ao princípio da estrita legalidade. 11. após o transcurso desse prazo a autarquia previdenciária teria decaído de seu direito de constituir (tornar exigível) o crédito tributário. na prática. V. qual seja. em contrapartida. tendo em vista. Daí se extrai o entendimento de que aquele que exerce atividade abrangida pela Previdência é por conseqüência contribuinte obrigatório da Previdência Social. “h”. ou seria o mesmo que dizer que aquele que aufere renda possa um dia vir a deixar de ser contribuinte do Imposto de Renda. o autônomo é segurado obrigatório da Previdência Social e. adquire a qualidade de segurado. não é o que ocorre. inexistente qualquer ato tendente à constituição do crédito do INSS (lançamento das contribuições devidas) tal obrigação estaria extinta e morta a dívida. prestação de serviços.