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DISCIPLINA: DIREITO FINANCEIRO E FINANÇAS PÚBLICAS PROFESSOR: DANIEL BIZZOTTO 1 – Introdução ao Estudo do Direito Financeiro 1.

1 - O Sistema Financeiro Nacional:
A) Composição: • Conselho Monetário Nacional • Banco Central • Banco do Brasil • Caixa Econômica Federal • Instituições Financeiras B) Migrações econômicas: • Realiza-se conjunto de planos econômicos • No Brasil, exceto as grandes empresas (SA), quase todo o setor produtivo necessita do Sistema Financeiro Nacional devido ao capital de giro e capital de investimento; articulam-se políticas econômicas privadas e públicas para favorecer um setor (financeiro) em detrimento de outros setores C) Plano constitucional: • Há, na Constituição da República de 1988, um Capítulo exclusivo dedicado somente ao Sistema Financeiro Nacional. Porém, este capítulo é objeto de estudo da disciplina Direito Econômico • O estudo do Sistema Financeiro Nacional na Constituição da República de 1988 é difuso pelo texto constitucional Exemplos:  Art. 24: competência legislativa da União para editar normas gerais, enquanto aos Estados e Distrito Federal cabe editar normas suplementares sobre a matéria  Art. 157 c/c Art. 159: repartição de receitas tributárias C) Plano infraconstitucional: • Lei n°4.320/ 1964:  Editada como lei ordinária, mas adquiriu status de lei complementar devido à sua recepção pela Constituição da República de 1988 como tal  Traz para o Direito brasileiro normas gerais de Direito Financeiro no que se refere à matéria de constituição e controle do orçamento dos entes políticos  Para Eduardo Marcial Ferreira Jardim, ao interpretar, de forma conjunta, os preceitos constitucionais e infraconstitucionais tem-se o denominado Sistema Financeiro Nacional

mas sim ao aumento de lucros (exemplo: fim da CPMF)  Pode-se trabalhar com tributos fiscais e extra-fiscais  Estabelecimento das normas de política econômica a serem adotadas para que se alcancem os objetivos da ideologia constitucionalmente adotada é domínio do Direito Econômico. em interface  Redução tributária não leva a queda econômica.2 . tanto na esfera nacional quanto na internacional.1. sobre todos os aspectos no tocante às demais receitas. observando que a receita pública retrocitada diz respeito à destinação das receitas tributárias. o que expõe seu sincretismo metodológico. Direito Financeiro. o Direito Financeiro irá regular o que diz respeito ao orçamento público. outrossim. distribuição. pois esse já pressupõe despesas e receitas públicas que irão constituir sua materialidade • Atividade Financeira do Estado:  “É a atuação estatal consistente na obtenção de recursos financeiros com o fito de custear a despesa pública” Interdisciplinaridade entre Direito Econômico. este cuida da atividade financeira do Estado no que se refere ao orçamento público.” • De forma objetiva. o Direito Financeiro e o Direito Tributário normatizam a atividade financeira do Estado. no caso os campos da despesa pública. se o cumprimento desses objetivos se der por meio de recursos financeiros obtidos por tributos ou por outros instrumentos de Direito Financeiro. podendo dispor. O Direito Econômico. ai observa-se a relação interdisciplinar • • . Direito Econômico e Direito Financeiro:  Direito Econômico e Direito Financeiro trabalham. receita pública e orçamento público. enquanto o Direito Tributário normatiza a relação tributária. Direito Tributário e Ciência das Finanças:  A Ciência das Finanças tem por objeto o estudo da atividade financeira do Estado sob diversas perspectivas.  Ao Direito Econômico compete juridicizar a política econômica do Estado e de particulares. Em relação ao Direito Financeiro. a todo o momento. no que se refere à produção. circulação e consumo de bens e serviços.Do Direito Financeiro: A) Conceito – Eduardo Marcial Ferreira Jardim: • “O direito financeiro é o ramo do direito público composto pelo plexo de normas que disciplinam uma parcela da atividade financeira do Estado.

o que comprometeria o interesse público. pois aqui não basta somente criar. à legalidade em sentido lato. Constituição da República de 1988: * Somente a lei pode criar direitos e responsabilidades  Função administrativa pode ser traduzida como atividade infralegal e se sujeita. até nova autorização. ao limitar o poder de intervenção do Estado e forçando que os representantes do povo votem e aprovem. 5°. visto ser insuficiente . todas as receitas e todas as despesas são proibidas. direitos e responsabilidades. referido preceito constitucional reflete também em programas. transposição de recursos de dotação orçamentária para outra. tal como não permitirá a edição de atos administrativos discricionários  Para José Afonso da Silva. referido preceito constitucional assume adquire maior densidade. segundo Jean-Marie Cotteret e Claude Emeri. Além desse marco de tempo. determinar a faixa de atuação da Administração Pública no tocante ao Sistema Financeiro Nacional • Anualidade:  Possui dois sentidos: * Lapso temporal de vigência de lei orçamentária * Requisito que autoriza a cobrança de tributos em um exercício. ou seja. o que evita um período maior e desequilibrar a atuação do Estado.”  Pode-se afirmar que a anualidade é expressão da segurança jurídica. isso irá impedir o Executivo de expedir decretos com critérios subjetivos no que se refere à aplicação da lei. tornando preceitos determinados.B) Princípios constitucionais de Direito Financeiro: • Estrita legalidade:  Um dos principais vetores do Sistema Constitucional Financeiro  Art. operações de crédito. entre outros casos  À lei compete. desde que estejam incluídos no orçamento  Nos estudos do Direito Financeiro observa-se a anualidade orçamentária que. pode-se observar o inverso. abertura de crédito suplementar. no que se refere ao Sistema Financeiro Nacional. exclusivamente. por outro lado. portanto. o atrofiamento dos poderes do Executivo. II. a cada ano. “exprime simplesmente que a autorização para despender e para receber não vale a não ser por um ano. o orçamento. pois um lapso temporal menor que um ano comprometeria a concretização dos objetivos públicos. seja pela estipulação de poderes excessivos ao Poder Executivo. como instrumento exeqüível um orçamento em longo prazo. teoricamente. mas deve fazê-lo de modo exaustivo.

§ 8°. o que moderniza a contabilidade pública  Teóricos do Direito Francês: a não afetação das receitas públicas é um desdobramento do princípio da universalidade * Exceção feita a hipóteses especiais. assim como das percentagens destinadas à educação. conforme art. segundo os teóricos do Direito Francês: * Obrigatoriedade de registro de todas as despesas e receitas * Não afetação de receitas públicas como um aspecto mais aprofundado. assim como despesas atinentes ao período. IV. da Constituição da República de 1988  Art. Constituição da República de 1988:  Proibição de vinculação da receita de impostos. concretiza a igualdade. têm força vinculante em relação aos ciclos orçamentários subseqüentes * Subordinação ao regime de caixa: a) Regime de caixa: despesas e receitas são apuradas em conformidade com o fluxo de caixa. nos termos do art. por completo. a análise sistêmica do Direito Financeiro pode-se concluir que referida proibição tem validade  O princípio da universalidade. na elaboração e execução do orçamento. por não permitir privilégios na destinação de recursos públicos. toda a extensão das contas públicas. 165. conforme leitura do art. além de prestações de garantias às operações de crédito por antecipação de receitas. não demonstra. exceção feita à repartição efetivada aos Fundos de Participação de pessoas constitucionais. assim como do patrimônio público. Apesar de não se observar a positivação de outras vedações. IV. 212. 167. que presida o orçamento público  Trata-se da contabilização de todas as despesas e receitas. um resultado superficial. ou seja. o Direito brasileiro recepcionou esse regime. 167. o balanço de encerramento do período leva em consideração a situação existente na data base. tem a vantagem de ter um resultado exato do exercício financeiro • Universalidade:  Duas vertentes. que pertencem a toda população e não a feudos . revelado por um conteúdo frágil b) Orçamento de competência: a contabilidade pública leva em consideração despesas e receitas do período não somente aquelas que se concretizaram no ano orçamentário. Exceções ao princípio da anualidade: não se tratam de * Autorizações plurianuais. as receitas públicas não podem sofrer afetações. que ao serem aprovadas.320/ 1964. mas também os créditos referentes a esse lapso temporal. de forma exata. ocultando variáveis que podem confirmar. apesar de sujeitas à efetivação ulterior. como se observa na leitura da lei n° 4.

que se incorporam e se integralizam ao referido orçamento base. no qual se agregam orçamentos miniatuariais. conforme art. II  O atual significado de unidade não é documental. 165. mas sim de objetivos a serem conquistados. apesar de haver previsão de três tipos de orçamento no Direito Financeiro brasileiro Exclusividade em matéria orçamentária:  Não pode haver matéria estranha à despesas e receitas públicas em leis orçamentárias Proibição de estorno:  Proibição de transposição de recursos de certa dotação orçamentária para outra. formando um todo  O surgimento de orçamentos plurianuais atenua referido princípio. além do orçamento de diretrizes orçamentárias. sem anuência prévia do Poder Legislativo. a lei orçamentária deverá identificá-las e especificá-las. pois o mesmo possui autonomia em relação ao anual. dentro de um sistema financeiro integrado. ou seja. da Constituição brasileira de 1934. referido princípio vem para concretizar o cumprimento da lei Especialização:  Significa a obrigatoriedade de pormenorizar todas as despesas e receitas públicas. sua origem e destinação Publicidade:  A lei orçamentária adquire caráter obrigatório a partir de sua publicação. mas deu uma nova versão  Atualmente. o que não o retirou do Direito Financeiro brasileiro. 50. de forma rigorosa. o que resulta no preordenamento da viabilização do controle das contas públicas em um único documento  Não há previsão expressa na Constituição da República de 1988. assim torna-se conhecida e lhe traz o sentido de obediência • • • • . referido princípio significa a existência de um orçamento básico. ou seja.• Unidade:  Princípio consagrado no art. significa que a exigibilidade do orçamento é uno.

além da busca.Da Atividade Financeira do Estado: • Atividade Financeira do Estado – Eduardo Marcial Ferreira Jardim:  “É a atuação estatal consistente na obtenção de recursos financeiros com o fito de custear a despesa pública” O Estado possui elevado custo por dois motivos:  Recursos humanos e materiais para sua organização  Atendimento às necessidades básicas da população A Atividade Financeira do Estado nada mais é que a busca por meios para atender aos motivos expostos.3 . inclui-se também a administração e aplicação dos referidos recursos financeiros • • A) Reconstrução histórica: • Grécia clássica:  Nos Escritos de Xenofonte observam-se as finanças públicas no que se refere a empréstimos e rendas da cidade-Estado de Atenas. assim como suas minas de prata  Xenofonte também apoiava a tributação dos mais ricos com o objetivo de redistribuir suas riquezas aos mais pobres  Aristóteles. ressalte-se que. principalmente no que se refere às relações entre Economia Privada e Economia Pública. Cícero e Tácito também meditaram sobre o assunto finanças públicas • Idade Média:  Santo Tomás de Aquino foi o pensador desse período que tratou do tema finanças públicas e propôs a tributação de rendas patrimoniais de príncipes. situação oposta à progressividade feita na República Florentina Idade Moderna:  Evolução do pensamento econômico. como também sobre a intervenção fiscal do Estado e da proporcionalidade e progressividade da tributação • . a proporcionalidade da tributação.1. além de poupar recursos para o convívio em períodos de escassez  Mateo Palmieri propôs. no século XV.

norteariam os estudos de Adam Smith Fisiocracia (laissez-faire. laissez-passer):  Pensamento que seguia a noção de ordem natural. mais tarde.B) Alguns pensamentos econômicos: • Mercantilismo:  Somatório de diversos fatores: * progresso na navegação * descobertas geográficas * conquistas de terras * internacionalização da Economia * expansão da moeda * exploração das colônias * rivalidade entre nações  O ouro e a prata eram a fonte da riqueza  Exacerbação do nacionalismo  Fomento do monopólio interno  Estímulo à concentração de renda  Mão de obra de baixo custo  O mercantilismo pode ser considerado o embrião do pensamento econômico. apesar de desacertos. além de criar os princípios que. a indústria e os serviços como atividades que simplesmente reproduziam o valor consumido na forma de matérias-primas. sem intervenção governamental  Foi o que sustentou o pensamento denominado liberalismo econômico  Considerava o comércio. mas observam-se também acertos desse pensamento como o lastro ouro e a exuberante experiência no que se refere ao comércio internacional • Cameralismo:  Variação alemã e austríaca do mercantilismo  Sustenta a adoção de uma política econômica de intervenção e fiscalista  Fundou o estudo científico das finanças públicas  Von Justi: * o grande pensador dessa corrente teórica * o primeiro a estabelecer a diferença entre impostos e taxas. ao criar um excedente (produto líquido) acima dos custos de produção  Pensamento que enriqueceu os estudos sobre finanças públicas: * concepção de macroeconomia * sugestão de Turgot para a criação e implantação de imposto sobre propriedades rurais • . por isso não seriam produtivas em si  Identificava a agricultura como única atividade efetivamente produtiva.

sem intervenção do Estado  A Economia era autoajustável e o seu equilíbrio viria naturalmente  Inclusão da atividade industrial como produtiva  Sob a égide macroeconômica.* trouxe para o Estado Moderno a concepção de intervenção autorizada e não autoritária. o consumo limitado e o acúmulo de riquezas Prolegomênos:  O estudo da Ciência das Finanças e do Direito Financeiro estabelece dois momentos históricos para o estudo da atividade financeira do Estado: * finanças neutras: séculos XVIII e XIX (Estado Liberal) Não intervenção do Estado no domínio econômico *finanças funcionais: a partir do final do século XIX (Estado Providência) Intervenção do Estado no domínio econômico Atividade Financeira como instrumento de política econômica que irá orientar e modelar a conjuntura econômica e social • • OBS. – atividades produtivas:  Mercantilismo: comércio  Fisiocracia: agricultura  Classicismo: atividade industrial . criticavam o trabalho intenso. de Adam Smith  Acolhimento dos ideais da fisiocracia  Criação da Economia de Mercado. preordenado e que garanta o ideário de democracia e liberdade • Classicismo:  Marco inicial: * publicação da Obra “A Riqueza das Nações”.

grosso modo. Planejamento é idéia iniciada pela Iniciativa Privada e trazida para o âmbito do Estado Planejamento da ação do Poder Público no domínio econômico se dá em diversas áreas. Estado planeja para viabilizar a Constituição Econômica de 1988 Idéia do Direito Econômico tem. o Direito Econômico vem possibilitar que a política econômica supra as necessidades de forma harmonizada. por Planos Plurianuais e leis de Diretrizes Orçamentárias. 6°. racionalizando a utilização dos referidos meios Planejamento é política de Estado. 7°: Planejamento como meio para o desenvolvimento econômico-social do Brasil e a segurança nacional Planejamento norteia-se a partir de planos e programas. por um lado. seu objeto. que compreenderá a elaboração e atualização dos seguintes instrumentos básicos: a) Plano geral de governo b) Programas gerais. Plano Plurianual norteia a intervenção estatal no domínio econômico desde a ditadura militar. com constantes lutas de classes Articulação dos cartéis é forma de ação planejada.1 – Observações iniciais: • • • Matéria de Direito Econômico Poder-dever do Estado de agir no domínio econômico de forma planejada Em uma democracia burguesa. I: Planejamento como princípio fundamental ao qual as atividades da Administração Federal obedecerão • Art. setoriais e regionais de duração plurianual c) Orçamento-programa anual d) Programação financeira de desembolso 2. porém. feitas pelo Poder Executivo e aprovadas pelo Poder Legislativo. não de governo Planejamento e sua execução são dificultados por uma sociedade antagônica.3 – Constituição da República de 1988: . No Brasil. a política econômica. o planejamento é feito. do outro a escassez de meios. é ilícita • • • • • • 2.2 – Decreto-lei n° 200/ 1967: • Ato normativo que dispõe sobre a organização da Administração Pública Federal e estabelece diretrizes para a Reforma Administrativa • Art.2 – Do planejamento econômico: 2.

o que lhes dá materialidade.• Art. 12. sem lapso temporal suficiente para a aprovação de projeto de lei . trata-se de tema de intensos debates entre os teóricos do Direito Financeiro • Referidos debates não têm mero caráter acadêmico. porém. a partir de um debate sobre tributos surgiu a necessidade de aprimorar a relação entre Estado e cidadão no que se refere à matéria de custeio de despesas públicas. pode-se ir mais longe e observar que a História do orçamento permeia a História da humanidade • Inglaterra – século XI: Exigência dos tributos pelos reis somente ocorria mediante a anuência de uma assembléia Península Ibérica – 1091: Documento lavrado por Afonso VI que se refere à cobrança de tributo extraordinário e ao consentimento dos contribuintes Coimbra (Portugal) – 1211: Concepção do orçamento público Inglaterra – século XIII: Pressão de barões e senhores feudais para que o rei João Sem Terra para condicionar a cobrança de tributos ao consentimento do Conselho do Reino. visto que se o orçamento for concebido como lei em lato sensu abre-se a possibilidade de rejeição pelo Legislativo. que foi normatizada no art. da Magna Charta de 1215. o qual se constitui de regras mestras que servem ao Poder Executivo e à Administração no seu mister infralegal. 174: Planejamento obrigatório para o Poder Público e indicativo para a Iniciativa Privada 3 – Do orçamento público: A) Conceito – Fernand Baudhuin: • “Orçamento é um ato legislativo contendo o quadro de receitas e despesas previstas por um período determinado.” B) Reconstrução histórica: • A História do orçamento público confunde-se com a do constitucionalismo. o que no futuro resultou no que se observa no orçamento atual • • • C) Natureza jurídica: • O orçamento público pode ser concebido como planejamento de despesas e receitas. para ter significado para o Direito deverá ser juridicizado através da lei orçamentária.

que será o implementador da condição autorizativa de cobrança anual Aliomar Baleeiro: Concorda com Jèze com fundamento no princípio da anualidade tributária Eduardo Marcial Ferreira Jardim: Reconhece o orçamento como lei em lato sensu Identificação do orçamento como lei está no regime jurídico. Distrito Federal e Municípios . referida competência será do Poder Executivo dos Estados. isso não significa. afirma que também se trata de ato condição. denominados atos regras. órgão que edita o orçamento e a lei orçamentária • Laband: Contraponto à Hoennel e Zorn Reconhece a natureza formal de lei no orçamento. mas seu objeto não se relaciona com legislação Duguit: Natureza dicotômica Parte que autoriza a arrecadação de tributos: lei Parte referente às despesas: ato-condição Ato condição: modalidade de ato administrativo que é subordinado à situações criadas por atos. pois o tributo é criado por lei específica anterior ao orçamento público. o que poderia deixar o Executivo sem instrumentos para o governo • Hoennel e Zorn: Seguem critério orgânico O orçamento tem natureza jurídica de lei. o que independe de conteúdo ou editor O reconhecimento do orçamento como lei em lato sensu faculta-se ao Legislativo a rejeição do projeto de lei orçamentária. XXIII c/c art. 84. porém.165. tudo o que inovar a ordem jurídica em primeiro sentido será lei. da CR/ 1988  Poder Executivo  Princípio da simetria: por sua aplicação. observando a relação entre o Legislativo.orçamentária. sendo esse a produção de atos jurídicos primários. que trazem comandos abstratos e gerais passíveis de alterações unilaterais Gastón Jèze: Concorda com Duguit no que se refere à parte de despesas públicas (ato condição) No que se refere à parte de arrecadação de tributos. ou seja. necessariamente. que o Executivo fique sem instrumentos para governar • • • • D) Procedimento legislativo seguido pelo projeto de lei orçamentária: • Competência privativa e exclusiva: art.

da CR/ 1988:  Plurianual: estabelece objetivos da Administração em relação às despesas de capital e outras finalidades de duração contínua  Diretrizes orçamentárias: consiste em objetivos e prioridades da Administração no que se refere às despesas de capital para o exercício subseqüente. III. ADCT:  O envio do projeto de lei orçamentária pelo Poder Executivo ao Legislativo deve ser no prazo de até 04 (quatro) meses antes do fim do exercício financeiro Ao receber o projeto. b A proposta está sujeita às mesmas regras de procedimento legislativo. §2°. serviço da dívida e transferências tributárias As emendas se limitam por tratar de matéria referente a correção de erro ou omissão do projeto. §2°. ao final. também referida comissão irá analisar emendas feitas pelo Legislativo. §3°. 35. com isso. fundos e órgãos da Administração direta e indireta. agora convertido em lei. não pode haver indicações de novas fontes de recursos. §5°. III. 165. o Poder Público assumem o dever de obedecer às regras previstas na lei orçamentária Em caso de rejeição ao projeto de lei orçamentária: • • • • • • . em âmbito federal. conforme interpretação do art. forma-se uma comissão parlamentar. 57. a proposta original. instala-se comissão mista de deputados e senadores e todo o procedimento legislativo é analisado de uma só vez pelas duas Casas do Congresso Nacional As emendas feitas pelos parlamentares não podem modificar. para que o Chefe do Poder Executivo o sancione e promulgue. incluindo-se ai fundações e também a Seguridade Social • Art. CR/ 1988 c/c art. conforme se depreende da leitura do art. sua admissibilidade é condicionada à harmonia com o orçamento plurianual e com as diretrizes orçamentárias. I. cumpre ressaltar que. III. que irá analisar o projeto de orçamento anual. conforme art. com isso. entidades. ADCT Cumprida o processo legislativo. além de trazer modificações na legislação tributária  Anual: traz o orçamento fiscal dos Três Poderes. o Legislativo procede à devolução do projeto. em caso de aprovação.35. excluindo-se ai as referentes de dotações para pessoas e seus encargos. II e III. exceto se forem provenientes de anulação de despesas. o projeto de lei orçamentária é encaminhado para votação pelo Poder Legislativo • A proposta de lei orçamentária apresenta três vertentes.166. sendo respeitado o prazo de encerramento da sessão legislativa (15 de dezembro). de forma substancial. irá emitir parecer. ou mesmo de matéria relacionada com dispositivos do texto da proposta.• Após elaboração pelo Chefe do Poder Executivo. assim como os demais orçamentos. a lei orçamentária adquire vigência e eficácia.

67. Art. com a finalidade de apurar a legitimidade do pagamento a ser feito Ordenação:  Despacho pelo qual a autoridade competente determina o pagamento da despesa Pagamento:  Ato em que o Estado entrega o valor devido ao credor.100. CR/ 1988: previsão de possibilidade no qual o Poder Executivo pode lançar mão de créditos especiais ou suplementares para resolver o problema de falta de lei orçamentária. porém.320/ 1964 E) Fases da execução da lei orçamentária: • Empenho:  Fase efetivada a partir da emissão de documento denominado nota de empenho. 167. CR/ 1988. o que pode obstar a solução do problema  Eduardo Marcial Ferreira Jardim: recorrer a créditos extraordinários devido à emergência expressamente caracterizada. na qual o conteúdo deve especificar a operação e quantificar a despesa correspondente • Liquidação:  Fase de verificação de direito subjetivo do credor. §3°. sua previsão situa-se no art. §8°. referida providência é delimitada à aprovação legislativa. lei n°4. sendo que seu processamento se dá por meio de cheque nominativo ou ordem bancária  Pagamentos decorrentes de sentença judicial: art.320/ 1964 (ordem cronológica de precatórios) • • . CR/ 1988 c/c art. assim como na lei n°4. cabe ao Legislativo somente a existência de requisitos formais que permitem utilizar referidos créditos.166.