UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO

ESCOLA POLITÉCNICA

BRUNO HENRIQUE FARIAS ROCHA

ANÁLISE DO SGSA – SISTEMA DE GESTÃO EM SEGURANÇA DO ALIMENTO DA GANOG – GERÊNCIA DE OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO DA CARGA GERAL DO TMPM – TERMINAL MARÍTIMO DE PONTA DA MADEIRA

São Luís 2009

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BRUNO HENRIQUE FARIAS ROCHA

ANÁLISE DO SGSA – SISTEMA DE GESTÃO EM SEGURANÇA DO ALIMENTO DA GANOG – GERÊNCIA DE OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO DA CARGA GERAL DO TMPM – TERMINAL MARÍTIMO DE PONTA DA MADEIRA

Monografia apresentada ao Curso de Pós – Graduação em Engenharia Portuária, Escola Politécnica, Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, como requisito parcial para obtenção do grau de Engenheiro Portuário. Orientador: Prof. MSc Gerisval Alves Pessoa Co-orientador: MSc Tonnyfran Xavier de Araujo Sousa

São Luís 2009

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Rocha, Bruno Henrique Farias. Análise do SGSA – Sistema de Gestão em Segurança do Alimento da GANOG – Gerência de Operação e Manutenção da Carga Geral do TMPM – Terminal Marítimo de Ponta da Madeira. 2009. 73 f. il.: Monografia (Pós – Graduação em Engenharia Portuária) – Escola Politécnica, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. Autorizo a reprodução [parcial ou total] deste trabalho para fins de comutação bibliográfica. São Luís, 13 de março de 2009. ________________________________________ Bruno Henrique Farias Rocha Engenheiro Mecânico

BANCA EXAMINADORA

________________________________________ Prof. MSc. Gerisval Alves Pessoa (Orientador) Mestre em Gestão Empresarial VALE ____________________________________________ Prof. D.Sc. Gilberto Olympio Mota Fialho UFRJ – Universidade Federal do Rio de janeiro

_____________________________________________ Prof. MSc. Hildebrando de Araújo Góes Filho UFRJ – Universidade Federal do Rio de janeiro

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A Meus pais, Henrique Rocha e Lucidalva Farias, cujo esforço e ajuda me faltassem, eu nunca teria conseguido; minha fonte inesgotável de inspiração e compreensão, com quem aprendi que a persistência é a vitamina do triunfo.

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AGRADECIMENTOS

A Deus, por sempre me dar forças mesmo quando não parecia haver esperanças e por me conceder uma família especial, que me fez aprender a não perdê-las nunca. A minha família e amigos, pelas constantes palavras de apoio e incentivo, sem as quais dificilmente teria conseguido vencer mais uma etapa de minha vida. A minha noiva, companheira inseparável nos momentos de bonança e principalmente nos maus momentos, sempre como braço direito de um destro nato. A Dona Zenáite e toda a sua família, pessoas de inestimável valor que me ensinaram a lição de ser alguém sempre melhor. Gente com muita fé em Deus e amor no coração que fizeram de suas casas a minha casa fora de casa, durante toda a minha vida acadêmica em Salvador. Aos novos Engenheiros Portuários, meus colegas de trabalho, pelo companheirismo de sempre desde o início desse curso, que sem dúvidas, foi um divisor de águas em minha profissional e pessoal. Não fosse a ajuda mútua dessa turma essa jornada teria sido muito mais difícil do que realmente foi. Ao professor orientador Gerisval Pessoa, pelos ensinamentos em sala de aula e pela oportunidade de realizar um trabalho de estudo de gestão, como eu nunca tinha feito. Pessoa que tem o prazer de ensinar e talvez por isso o faça tão bem. Sempre aberta à ajuda, desde o início entendeu minhas dificuldades. Ao Engenheiro Tonny, gestor de qualidade da Carga Geral do Terminal Marítimo de Ponta da Madeira – TMPM, por permitir o acesso ao seu ambiente de trabalho e pelo tempo dedicado a oferecer-me informações, tudo em favor do desenvolvimento deste trabalho. Aos professores Gilberto Fialho e Hildebrando Góes, pelo apoio e todo o legado deixado ao final do curso de especialização em Eng. Portuária. Pessoas magníficas, donas de uma energia e vitalidade para transmitir o que sabem, como poucas vezes eu vi em toda a minha vida. A Luciano Eça pela capacidade, reconhecimento e respeito que conseguiu ao longo de sua bela jornada. Sou eternamente grato ao fato de ter visto em mim alguém com capacidade de fazer o curso de engenharia portuária e, além disso, trabalhar na VALE, sendo útil à sua gerência.

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“Quando o homem cria vida com seu trabalho, a coragem nunca o abandona.” Autor desconhecido

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RESUMO

Este trabalho visa estudar o SGSA – Sistema de Gestão em Segurança do Alimento aplicado à movimentação de soja e farelo de soja no Terminal Marítimo de Ponta da Madeira. O SGSA se figura como conditione sine qua non para observância da Norma GMP-B2 (Good Manufacturing Practices) no recinto portuário, garantia da qualidade de todo o processo, além da permanência da autorização para recebimento e carregamento dos navios. Fez-se inicialmente uma vasta revisão bibliográfica sobre o assunto, conceitos, ferramentas, escopo e aplicação, muitas delas em materiais internos da própria VALE, além de toda leitura e entendimento da Norma GPM – B2 mais atual. Foi feita uma pesquisa descritiva e exploratória utilizando-se pesquisas bibliográfica, documental e estudo de caso. Posteriormente, para o estudo de caso, houve um levantamento de dados consolidados em um questionário de avaliação de gestão que facilitassem identificar os pontos de destaque e pontos de melhorias potenciais aplicado principalmente ao gestor do sistema em forma de entrevista. Essas informações foram analisadas estratificadamentes de acordo com os diferentes tipos de assuntos que envolvem a gestão do alimento, iniciando com análise gerencial, passando por análise de documentos relativos ao processo até chegar aos aspectos operacionais. Ao final percebeu-se que a grande parcela do sistema se encontra com destaque significativo, mas pôde-se apresentar sugestões de melhoria fundamentadas nas observações realizadas.

  Palavras - chave: SGSA – Sistema de Gestão em Segurança do Alimento; GMP-B2 (Good Manufacturing Practices);

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ABSTRACT This work focus to study the SGSA – Sistema de Gestão em Segurança do Alimento (Food Safety Management System) applied to transport soybean and soybean meal at Terminal Marítimo de Ponta da Madeira. The SGSA is conditio sine qua non to follow all the requirements from the Standard GMP-B2 (Good Manufacturing Practices) in the Port area and to ensure the quality of the all process, besides this, it is mandatory to be authorized to unload and load the vessels. First, a throughout bibliographic review from the subject was performed, definitions, tools, scope and application, many of them from internal resources from VALE, besides the whole reading and interpretation from the GMP – B2 Standard, last update. After, a survey about the management system was realized to better identify the highlitghts and potential opportunities improvements. These data were analyzed and stratified according the different kind of subjects that involves the food management, starting from the management analysis going through documents analysis related to the operational and process aspects. It was made a descriptive and exploratore research using the bibliographic review, documental research and study of case. To the study of case was realized a survey to the management system to better identify the highlitghts and potential opportunities improvements applied mainly to the manager of the system through an interview. The results of this work were that most part of the system has a significant positive distinction, but some suggestions to improve the system were made based on observations found during the development of this work. Keys words: Food Safety Management System; GMP-B2 (Good Manufacturing Pratices);

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LISTA DE FIGURAS Figura 01 - Classificação Geral das Cargas Marítimas....................................16 Figura 02 – Carregador de navios (Shiploader). ..............................................17 Figura 03 – Grab de 8,5 m³ (à esquerda) e de 10 m³ (à direita).......................18 Figura 04 – Navio de produção FPSO da Petrobrás. .......................................19 Figura 05 – Terminal de contêineres vazios......................................................20 Figura 06 – Elevação de mercadorias em caixotes de madeira. ....................21 Figura 07 – Distribuição de Granel Sólido por Porto em 2007........................24 Figura 08 – Movimentação de Granéis Sólidos de 2007................................24 Figura 09 – Vista aérea dos silos do TMPM......................................................25 Figura 10 – Árvore decisória...............................................................................40 Figura 11 – Organograma da Carga Geral/GANOG..........................................47 Figura 12 – Gráfico do diagnóstico do sistema de gestão do alimento........57

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LISTA DE TABELAS Tabela 01 – Escopo da Aplicação do SGSA......................................................31 Tabela 02 – Tabela de Avaliação de Riscos.......................................................38 Tabela 03 – Diagnóstico das Responsabilidades da Alta direção. ................49 Tabela 04 – Diagnóstico do sistema de Gestão ...............................................50 Tabela 05 – Diagnóstico do controle de documentos .....................................50 Tabela 06 – Diagnóstico da aquisição................................................................51 Tabela 07 – Controle de Processos ...................................................................52 Tabela 08 - Ação Corretiva e Preventiva............................................................52 Tabela 09 – Controle de registros.......................................................................53 Tabela 10 – Auditorias Internas..........................................................................54 Tabela 11 – Treinamentos....................................................................................54 Tabela 12 – Identificação de Requisitos Legais................................................55 Tabela 13 – Identificação de Aspectos e Avaliação de Impactos....................55

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DEFINIÇÕES:

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BPF: Boas Práticas de Fabricação. PDV: Sigla holandesa para Productschap Dievoeder. Em inglês: Product Board Animal Feed. Em Português: Conselho de Produto para Ração Animal. É o organismo Holandês formado por representantes das associações de comércio e sindicatos envolvidos na agricultura e produção industrial de materiais e compostos de alimentação, comerciantes destes materiais e os fazendeiros como usuários finais. Desenvolvem regulamentos da qualidade (como o Standard GMP Animal Feed) para a cadeia alimentar visando o controle da qualidade integral em todo o setor de produção animal. GMP: Good Manufacturing Practices (Boas Práticas de Fabricação). GMP+ B2: Norma desenvolvida pelo PDV que define critérios de segurança do alimento para empresas produtoras, processadoras, comercializadoras, de estocagem ou de transbordo de ingredientes para ração animal. APPCC: Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle ou do inglês HACCP (Hazard Analysis & Critical Control Points) – Sistema utilizado para garantir a segurança do alimento, composto por um conjunto de sete princípios: Identificação dos Perigos e medidas preventivas relacionadas; Identificação dos Pontos Críticos de Controle (PCC’s); Limite Crítico para seu controle; Monitorização do Limite Crítico; Caracterização das ações corretivas; Verificação e Registros; e documentação.

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PCC: Ponto Crítico de Controle – Etapas do processo onde o risco de contaminação do produto não pode ser evitado por Boas Práticas de Fabricação e requerem um monitoramento rigoroso. TPPM: Terminal Marítimo de Ponta da Madeira GANOG: Gerência de Operação e Manutenção de Cargas Gerais. SAC: Solicitação de Ação Corretiva. SGSA: Sistema de Gestão em Segurança do Alimento; PGS: Procedimento de Gerenciamento de Sistema.

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SUMÁRIO São Luís................................................................................................................ .1 . 2009..................................................................................................................... ...1 . 1 INTRODUÇÃO....................................................................................................13 1.1 TIPOS DE CARGA...........................................................................................15 1.2 DEFINIÇÃO DO OBJETO DE ESTUDO..........................................................21 1.3 MOTIVAÇÃO....................................................................................................23 1.4 OBJETIVO........................................................................................................25 1.5 JUSTIFICATIVA................................................................................................26 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .........................................................................28 2.1 SISTEMAS DE GESTÃO.................................................................................28 2.2 SISTEMA DE GESTÃO EM SEGURAÇA DO ALIMENTO..............................29 3 METODOLOGIA.................................................................................................43 3.1 UNIVERSO E AMOSTRA................................................................................44 3.2 COLETA E TRATAMENTO DE DADOS...........................................................44 3.3 SUJEITO DE PESQUISA.................................................................................44 3.4 LIMITAÇÕES DO MÉTODO.............................................................................45 4 ESTUDO DE CASO............................................................................................45 4.1 SITUAÇÃO ATUAL...........................................................................................45 4.2 ANÁLISE DO ATUAL SISTEMA DE GESTÃO.................................................49 53 57 5 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS.....................................................................57 5.1 DISCUSSÃO DO SISTEMA ATUAL.................................................................57 5.2 PONTOS FORTES DO SISTEMA ATUAL DE GESTÃO.................................58 5.3 OPORTUNIDADES DE MELHORIA DO SISTEMA ATUAL DE GESTÃO.......59 5.4 MELHORIAS PROPOSTAS.............................................................................60 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................63 REFERÊNCIAS.....................................................................................................65 APENDICE A – Características dos granéis sólidos.......................................68 ANEXO A – QUESTIONÁRIO DE .......................................................................72 DIAGNÓSTICO DO SISTEMA DE GESTÃO.......................................................72

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ANEXO B – PERIGOS E MEDIDAS DE CONTROLE POR ETAPAS DO PROCESSO E ÁRVORE DECISÓRIA E IDENTIFICAÇÃO DOS PONTOS CRÍTICOS DE CONTROLE ..................................................................................76 REFERÊNCIAS......................................................................................................63 APENDICE A – Caracteristicas dos granéis sólidos........................................66 ANEXO A – Operação e Manutenção.................................................................70 ANEXO B – Perigos e medidas de controle por etapas do processo e Árvore decisória e identificação dos pontos críticos de controle..............74

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INTRODUÇÃO

“O transporte aquaviário se caracteriza por utilizar rios, lagos e oceanos para o deslocamento de pessoas e mercadorias dentro do mesmo país ou entre diferentes nações”. (PESQUISA..., 2006). Pode ser dividido basicamente em dois subsistemas de transportes: o fluvial, que utiliza os rios navegáveis, e o marítimo, que abrange a circulação na costa atlântica. O transporte marítimo, por sua vez responsável por maior movimentação, divide-se em dois segmentos principais: a navegação de longo curso e a navegação de cabotagem1. A navegação de cabotagem é destinada à realização de viagens dentro da costa brasileira ou entre países vizinhos, enquanto o segmento de navegação de longo curso diz respeito a rotas internacionais normalmente de longa distância. Segundo Jorge Couto, Francisco Viana e Luís Walter Filho (2008) os portos marítimos são os terminais correspondentes, onde ocorre a maioria dos processos administrativos, operacionais e fiscalização destas atividades. Analisar os aspectos relacionados à infra–estrutura portuária do país, identificar os gargalos existentes no sistema e apontar possíveis soluções é
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Navegação ao longo da costa, geralmente ligando portos de um mesmo país ou de países vizinhos (quando é chamada de grande cabotagem).: Fonte:Pesquisa aquaviária CNT 2006

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imprescindível para o crescimento econômico do país, daí a importância das operações dos portos marítimos e dos transportes que ocorrem nestes (PESQUISA..., 2006). A atividade produtiva tem passado por importantes mudanças nos últimos anos, e o mundo globalizado exige a criação de sistemas logísticos capazes de colocar insumos e componentes diretamente nos locais de produção, observando os critérios de qualidade, fluxos e prazos determinados. Em conseqüência, percebe-se cada vez mais a importância da reestruturação da matriz de transporte brasileira, de forma que a produção, tanto industrial como agrícola, possa atingir de forma eficiente uma abrangência nacional. Neste novo cenário, os portos deixaram de ser apenas locais onde se realizavam a movimentação, o armazenamento e o transbordo de cargas, representando hoje um elo fundamental na reestruturação da matriz de transporte, colaborando significativamente para a elevação da competitividade das empresas e o aumento das exportações do país (FARIA, 2006). O Brasil tem uma faixa costeira de mais de 8.000 km de extensão e 50.000 km de rios navegáveis. Dessa forma, percebe – se a importância do setor portuário, responsável por aproximadamente todo o comércio internacional brasileiro (cerca de 90%), movimentando recursos de aproximadamente US$ 100 bilhões por ano. (GÓES FILHO, 2008; ASSIS, 2008). Com isso, investimentos em modernização tecnológica são fundamentais para possibilitar uma maior agilidade operacional, assim como a implantação de uma boa logística portuária. Portanto, o objetivo dos portos é proporcionar a infraestrutura necessária para o escoamento de produtos, atendendo às reais necessidades dos importadores e exportadores (CODEBA, 2008). Os processos de carga e descarga dos navios geralmente são realizados por diversos equipamentos portuários, e sua escolha depende do tipo de material ou da eficiência requerida no escoamento dos produtos. Essa escolha é importante porque a limitação dos equipamentos portuários utilizados para a movimentação de carga é um fator decisivo para aumentar o tempo de permanência dos navios nos portos. Os portos brasileiros vêm passando por melhorias que incluem, entre outros fatores, operação privada e modernização de equipamentos e de procedimentos,

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resultando em aumento de produtividade e redução de custos. Neto (2006) afirma que os principais portos brasileiros apresentam, atualmente, desempenho incomparavelmente melhor que o de poucos anos atrás, com tendência a melhorias mais profundas nos próximos anos. “A operação portuária pode ser definida como o conjunto de todas as operações necessárias para realizar a passagem da mercadoria desde o transporte marítimo até o transporte terrestre e vice-versa.” (FERREIRA, 1986). Ela pode ser dividida em dois grandes assuntos: operação principal, que consiste no movimento próprio da mercadoria (carga, descarga, armazenagem e liberação perante a receita federal); e algumas operações complementares, que são a identificação da mercadoria, os despachos aduaneiros, o reconhecimento de avarias e os sistemas de informação, entre outros.

1.1 TIPOS DE CARGA
Quanto ao tipo de carga, as mercadorias transportadas por via marítima são classificadas basicamente em carga geral e granel. A carga geral subdividide – se em fracionada, unitizada (palltes e contêineres) e especiais, enquanto os granéis se dividem em granéis sólidos, líquídos e neogranéis. Estes por suas características físicas seriam classificadas como carga geral, no entanto, no caso de embarque em grandes lotes homogêneos, apresentam características similares aos granéis do ponto de vista do transporte marítimo. (ASSIS, 2008). A figura 01 a seguir mostra uma classificação dos tipos de carga.

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Figura 01 - Classificação Geral das Cargas Marítimas.

Fonte: Adaptado de Assis, 2008.

A seguir, encontra-se um detalhamento das principais características dos granéis e carga geral, e como geralmente ocorrem suas operações. 1.1.1 Granéis Os granéis podem ser sólidos (minério de ferro, carvão, grãos, rocha fosfática, bauxita, alumina entre outros) ou líquidos (óleo bruto e derivados de petróleo, principalmente). • Granéis Sólidos

O conceito de granéis sólidos engloba todos aqueles produtos que são transportados de forma homogênea como material solto e que pode ser manipulado de forma contínua. A densidade do material condiciona os volumes de transporte e manipulação. Nas operações de granéis sólidos tem-se, em geral, como equipamento para movimentação o transportador de correia, que é o elemento básico da composição da maioria dos sistemas. Sua alimentação pode ser efetuada por meio de silo de armazenamento ou meios mecânicos.

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Segundo Silva, A., (2007) os tipos de carregadores que alimentam os granéis sólidos podem ser: ponto fixo, em que a instalação permanece fixa e o navio se move; carregador móvel, no qual a instalação se move no cais para efetuar o carregamento nos porões do navio, que fica parado; e carregador de setor, cuja instalação pivota sobre um ponto deslizando sobre uma estrutura circular. Veja na figura 02 a seguir um carregador móvel.

Figura 02 – Carregador de navios (Shiploader). Fonte: AUTOR, 2008.

Na descarga utilizam-se os equipamentos sugadores (continuidade na alimentação, nula produção de pó e emprego de elementos flexíveis), como os elevadores mecânicos (menor flexibilidade e maior ocupação do cais). Nesses últimos, os processos de carga e descarga dos navios são realizados por uma estrutura principal (guindaste - padrão para todas as operações) que se acopla a um equipamento que permite fazer a interface entre a carga que será transportada e o sistema de movimentação. Dentre os equipamentos portuários presentes nos portos, os grabs podem ser destacados no transporte de produtos a granel. Eles apresentam as mais variadas formas e dimensões o que está diretamente ligado à sua capacidade de carga e ao tipo de produto transportado.

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Figura 03 – Grab de 8,5 m³ (à esquerda) e de 10 m³ (à direita). Fonte: IMMEC, 2008.

Granéis Líquidos
Entre todas as cargas existentes, os granéis líquidos são as que apresentam a maior facilidade de operação portuária, já que podem ser movimentados através de mangotes flexíveis e bombas (que podem ser dos próprios navios), podendo a movimentação ser realizada em locais desabrigados. (GÓES FILHO, 2008)

As características básicas relativas à movimentação de granéis sólidos também podem ser encontradas nos granéis líquidos. Ainda segundo Silva, A., (2007) estas operações do ponto de vista da natureza do produto podem ser classificadas como: • • • Ordinárias, que são os produtos líquidos não combustíveis nem tóxicos, como água, vinho, azeite, etc. Produtos petrolíferos, que são o óleo bruto e seus derivados. Gases liquefeitos, que são o gás natural, proveniente da destilação do petróleo (metano, propano, etc.) e produtos químicos (metanol, ácidos, etc.). Os terminais de produtos petrolíferos estão condicionados a uma série de variáveis que requer um tratamento especial das instalações, como por exemplo, as dimensões dos navios e condições meteorológicas e oceanográficas, para evitar o risco de poluição e acidentes. “A maior responsável pela movimentação dos granéis líquidos nos portos brasileiros é a Petrobras” (BARBOSA, 2007). O petróleo é a carga a mais movimentada do mundo e sua movimentação no ano de 2006

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alcançou o montante a 2,67 bilhões de toneladas (GÓES FILHO, 2008 apud UNCTAD, 2007).

Figura 04 – Navio de produção FPSO da Petrobrás. Fonte: BARBOSA, 2007.

Os tipos de atracações dos navios nas operações de granéis líquidos são: plataforma com pontos fixos de atracação; torre fixa de atracação; e bóia de amarre. As instalações de carga e descarga são feitas através de braços de carga e descarga, tubulações e bombas (PORTOS..., 2006, ed. 543).

1.1.2 Carga Geral

A carga geral é, usualmente, embarcada em pequenas quantidades, embalada ou unitizada de alguma forma. Nos dias de hoje, a maior parte da carga geral é movimentada em contêineres. • Cargas Unitizadas A carga geral é constituída por volumes e pesos inteiramente distintos entre si. Sua movimentação, após a introdução dos contêineres, vem apresentando um desenvolvimento FILHO, 2008) extraordinário pelas vantagens que esses proporcionam, ocupando, atualmente, papel majoritário no transporte da carga geral. (GÓES

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As operações de cargas unitizadas podem ser feitas por elevação (lift/on – lift/off), por rolamento (roll on – roll off) ou por flutuação. As operações por elevação são as típicas dos contêineres que possuem dimensões padronizadas internacionalmente, assim como os equipamentos portuários responsáveis pela sua movimentação. A figura 05 mostra um pátio de armazenagem de contêineres vazios.

Figura 05 – Terminal de contêineres vazios. Fonte: AUTOR, 2007.

Nas operações por rolamento, a carga apresenta movimento horizontal e sua movimentação é feita por automóveis ou contêineres sob chassis. A carga e descarga por rolamento caracterizam-se pela localização das rampas de acesso do navio ao cais por: rampa na popa, rampa na proa, rampa lateral e rampa diagonal. As operações por flutuação são realizadas por tipos especiais de barcaças como Seebee ou Lash (PORTOS..., 2007, ed. 557). • Carga Geral fracionada O Segmento de carga geral fracionada é o que se conhece como carga geral convencional. A carga geral convencional apresenta uma situação bem distinta dos granéis e da carga unitizada, tanto em relação às características dos produtos, como em relação à logística exigida para sua movimentação. “Ela sempre

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existirá numa proporção de cerca de 5 % do total das cargas secas”. ( GÓES FILHO, 2008; ASSIS, 2008). As operações de carga geral abrangem um escopo grande de produtos, manuseados e transportados sob diversas formas, incluindo todas aquelas operações que se realizam em cais geral, com equipamentos portuários universais. Elas podem ser divididas em três fases: operação a bordo; operação carga (terra /navio) e descarga (navio/terra); e operação em terra (armazenagem, transporte e liberação de cargas). Os meios normalmente utilizados para a passagem da mercadoria dos porões dos navios para o cais e vice-versa são de elevação. A figura 06 a seguir mostra um exemplo de elevação de carga.

Figura 06 – Elevação de mercadorias em caixotes de madeira. Fonte: CODEBA, 2006.

De acordo com Portos..., (2007, ed. 557) alguns exemplos de carga geral fracionada são: produtos agrícolas em sacarias; frutas e carnes transportadas em porões refrigerados; bobinas de aço ou papel; pallet transportando mercadorias de diferentes origens e proprietários. Em decorrência desta variedade de produtos, formas e embalagens, o segmento de carga geral é o que mais tem incorporado mudanças tecnológicas no manuseio e transporte de produtos.

1.2 DEFINIÇÃO DO OBJETO DE ESTUDO

A VALE é atualmente a maior companhia de mineração diversificada das Américas, além de ser, em nível mundial, a maior exportadora de minério de ferro e

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pelotas, a segunda maior produtora de manganês e a terceira maior produtora de ferro - liga de manganês. No Brasil, a VALE se figura como a maior exportadora de alumínio e, além disso, produz alumina, bauxita, caulim, ouro, potássio e cobre. (MANUAL DO..., 2008). Sua malha ferroviária é a mais extensa do Brasil – 10 mil Km de linhas – um caminho para receitas expressivas através do transporte de minérios, aço, soja, contêineres e cada vez mais produtos, com um crescimento estimulado por soluções logísticas de ponta. (VALE, 2008) Para garantia do seu crescimento contínuo, ela desenvolve e implementa projetos de logística nos segmentos de maior importância da economia brasileira, que representam 40% do PIB – Produto Interno Bruto e cerca de 28% do mercado total de logística do País. (VALE, 2008) A VALE administra pátios, armazéns, terminais marítimos e complexos portuários no Maranhão, Sergipe, Pará, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, pelos quais passa boa parte da exportação brasileira. No Maranhão está concentrado o escoamento de minério de ferro produzido no Pará. O embarque de carga é realizado no Porto de Itaquí através do Terminal Portuário de Ponta da Madeira, em São Luís, composto de três píeres: Píer I, Píer II e Píer III, com capacidade atual para 84 milhões toneladas por ano. (VALE, 2008) Pelo Terminal Portuário de Ponta da Madeira além do minério de ferro, pelotas e manganês, pode ser recebidos, armazenados e embarcados soja, farelo de soja, concentrado de cobre e gusa. Os grãos vêm principalmente do Sul do Maranhão, parte do Piauí, Tocantins e Bahia e o ferro-gusa, são oriundos das usinas, atualmente localizadas ao longo da Estrada de Ferro Carajás nos estados do Maranhão e Pará. O píer II é o responsável pelo embarque da soja em grãos, farelo de soja e gusa.

Píer II Localizado na Baía de São Marcos, dentro do Complexo Portuário do Itaqui,

arrendado pela VALE junto à Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), que administra o Porto, o Píer II é uma instalação portuária de uso

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privativo misto dentro da área do Porto Organizado, situado ao sul de Ponta da Madeira. (VALE, 2008) O Píer II recebe em média quatro a cinco navios (panamax de 60 mil TPB em média) por mês, no período de março a setembro, onde são embarcados soja e farelo de soja para exportação (MANUAL DO..., 2008). Seu berço de atracação de 280 metros de comprimento e profundidade de 18m, projetado para operar navios até 155.000 TPB é constituído de uma plataforma de concreto armado com 24,8m de largura, suportada por estacas de concreto armado onde está instalada a via de rolamento do carregador de navios. Possui ainda, um dolfin (ponto de amarração da corda do navio) ao norte, a uma distância de 26m da plataforma e recuado em relação à linha de atracação.

1.3 MOTIVAÇÃO

De acordo com Jorge Pinto, Rodrigo Vasconcelos e Rodrigo Duhau (2008), em 2007 os portos e terminais brasileiros movimentaram 442.635.919 toneladas de granéis sólidos. Três portos se destacam e lideram o ranking bem a frente dos demais : Tubarão (ES), Itaqui (MA) e Itaguaí (RJ). O porto capixaba movimentou em 2007 mais de 99 milhões de toneladas de granéis sólidos, o equivalente a 22,4 % do total. Pouco atrás do lider do ranking ficou o porto maranhense, com 93,9 milhões de toneladas das movimentadas ou 21,2 % do total.Os dados estão bem representados na figura 07 a seguir.

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Figura 07 – Distribuição de Granel Sólido por Porto em 2007. Fonte: PESQUISA..., 2006.

‘‘Em 2007 na movimentação de ganéis sólidos, os Terminais de Uso Privativo (TUPs) tiveram a maior participação sobre o total, com 68,66 contra 31,34 % dos portos organizados.’’(JORGE PINTO, RODRIGO VASCONCELOS e RODRIGO DUHAU, 2008) .Ver figura 08 abaixo.

Figura 08 – Movimentação de Granéis Sólidos de 2007. Fonte : PESQUISA, 2006.

De toda a movimentação do terminal privativo de Ponta da Madeira, a soja e farelo de soja representam uma movimentação atual de 2,0 (dois) milhões de toneladas/ano, possui sistema de carregamento com vazão de 1.500 toneladas/hora (t/h) em média e vazão máxima de 3.500 t/h, enquadrados como um dos terminais que mais movimentam esse tipo de material. Possui ainda,

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exclusivamente para a movimentação de soja e farelo, seis silos de estocagem e um silo pulmão, totalizando uma capacidade de armazenamento de 187.000 ton., conforme figura 09 abaixo. (MANUAL DO..., 2008). .

Figura 09 – Vista aérea dos silos do TMPM Fonte: MANUAL DO..., 2008.

O Farelo de soja mais comumente transportado até o Terminal Marítimo de Ponta da Madeira e conseqüentemente manuseado por este é do tipo Farelo Pellet, não isentando a possibilidade do manuseio do tipo HIPRO. Embora soja e farelo sejam granéis sólidos (ver APÊNDICE A) como visto na introdução desse estudo, a gerência responsável por toda a movimentação da soja e farelo de soja, é conhecida no TMPM – Terminal Portuário de Ponta da Madeira como GANOG – Gerência de Operação e Manutenção da Carga Geral e daqui em diante será citada nesse estudo com esse significado. A GANOG não realiza inspeção de produto no recebimento do farelo. Existe um acordo que todo farelo enviado pelo cliente e transportado pelas carretas é recebido pelo Terminal sem análise prévia. (MANUAL DO..., 2008)

1.4 OBJETIVO

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1.4.1 Objetivo Geral

É reconhecida a grandiosidade do TMPM no cenário portuário brasileiro e sua importância sócio-econômica não só para a região, mas para o país inteiro. Além disso, destaca-se sua importância específica na exportação de soja e farelo, sendo o mesmo um importante ponto de escoamento de parte da produção brasileira desses gêneros. Este trabalho estuda o sistema de gestão de segurança do alimento e visa identificar todas as variáveis envolvidas que ocasionam ou possam vir a ocasionar problemas na qualidade dos produtos desse sistema, e propõe um estudo daqueles parâmetros que impactam no controle das variáveis.

1.4.2 Objetivos Específicos

Especificamente, as metas desse trabalho são: - Realizar um estudo do Terminal de Carga Geral, aprofundando o entendimento do processo de movimentação ao qual o material é submetido; - Avaliar os planos APPCC e verificar sua avaliação de risco, para os modais rodoviários e ferroviários para transporte de soja e farelo de soja; - Analisar as BPF – Boas Práticas de Fabricação do sistema; - Identificar o cumprimento da Norma GMP – B2 (Good Manufacturing Practices) mais atualizada; - Estudar a aplicação dos métodos de amostragem conforme determina a ANEC – Agência Nacional dos Exportadores de Cereais; - Verificar o controle documentacional do SGSA – Sistema de Gestão em Segurança do Alimento;

1.5 JUSTIFICATIVA

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O SGSA – Sistema de Gestão em Segurança do Alimento foi originado na Holanda como veremos adiante, com intuito de controlar a qualidade dos materiais desde sua produção até o destino final, para garantir sua segurança durante toda a sua movimentação. (MANUAL DO..., 2008). A movimentação de produtos alimentícios requer determinados procedimentos (manipulação, amostragem e classificação) necessários na elaboração dos relatórios de qualidade e obtenção da certificação, sem a qual os produtos não podem ser exportados e/ou importados. Esse estudo revela, portanto, uma preocupação com o desenvolvimento de informações relativas ao GMP e constitui um instrumento de consulta indispensável não somente aos profissionais de SGSA a respeito de informações relevantes relativas ao processo da certificação GMP+ B2, como também àquelas áreas que dependem desta norma, neste caso específico, aplicado ao transporte de grãos e derivados em instalações portuárias.

28

2

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 SISTEMAS DE GESTÃO
A preocupação com a gestão, e o desenvolvimento de seu controle tem sido intensificada ao longo dos anos, e cada vez mais ocorre mudanças significativas no processo de controle. No contexto atual de competitividade, com normas de segurança e meio ambientes cada vez mais reguladoras, a qualidade não se refere mais à qualidade de um produto ou serviço em particular, mas sim à qualidade do processo como todo, abrangendo tudo o que ocorre na empresa (sistema), e definir e cumprir o processo de gestão de forma correta é essencial para garantia de sua sobrevivência (CANO, 2006). Estabelecidos os valores, a missão, a visão, as estratégias de atuação, entre outros, passos já bastante conhecidos, quase tradicionais, a questão é como gerenciar os recursos da organização para alcançar novos objetivos. Entender o processo de gestão vai muito além de estabelecer valores, missão, visão de futuro e estratégias de atuação. O processo de gestão envolve planejamento, execução, controle e ações corretivas; ele direciona as pessoas e os recursos para agregar valor aos produtos e serviços, para obter resultados.
‘’ Alguns elementos são, na verdade, parte deste processo, mas merecem destaque, pois é exatamente no processo de gestão que as "fórmulas" se esgotam. O gerente enlouquece diante da oferta de abordagens e da diversidade de variáveis que demandam sua atenção. Harmonizar e ao mesmo tempo estar atento a estas variáveis, mostram a extensão do desafio a cumprir. ’’ (MATOS, 2006).

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Como não é o foco deste trabalho descrever todos os sistemas de gestão, os principais modelos serão somente citados, logo abaixo : (SILVA, P., 2008)
      

Modelo ISO 9001:2000; Método PDCA; Modelo TQC – Controle da Qualidade Total no Estilo Japonês; Sistema Toyota de Produção; Manutenção Produtiva Total (TPM); Modelo Seis Sigma; Modelo de Excelência de Gestão – PNQ;

2.2 SISTEMA DE GESTÃO EM SEGURAÇA DO ALIMENTO

2.2.1 Histórico

Por questões geográficas, situada abaixo do nível do mar, a Holanda sempre desafiou a natureza para garantir sua existência. Como dizem os próprios holandeses, ‘’ Deus criou o mundo e os holandeses a Holanda’’. Dentre as várias medidas adotadas ao longo dos anos, grandes construções de diques secos para fazer cultivo, criações de monumentais obras de engenharia para evitar a invasão das correntes marítimas, são alguns exemplos clássicos. Dessa forma o comercio exterior da Holanda sempre foi estratégico, o que torna o país potencial mundial no comércio marítimo, uma vez que este tipo de movimentação logística representa sua sobrevivência. Isso é notável ao constatar que a Holanda é referência em tecnologias de navegação e dragagem e possui um dos portos mais importantes do mundo moderno, o Porto de Roterdam, que funciona como uma espécie de centro de distribuição para o país, e também para toda a Europa. Em se tratando de alimentos, visto que suas condições de plantio e cultivo de alimentos sempre foram muito restritas, a Holanda é um potencial importador, mas por questões de saúde pública, contaminação de navios e devassadoras conseqüências da falta de controle de qualidade como a doença da vaca louca,

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por exemplo, foi desenvolvido na Holanda pelas associações de comércio e sindicatos envolvidos na agricultura e produção industrial de materiais e compostos de alimentação, comerciantes, fazendeiros e até usuários finais, regulamentos da qualidade para a cadeia alimentar visando o controle da qualidade integral em todo o setor de produção animal, que atualmente são requisitos de certificação para comércio internacional de alimentos, sem os quais não se pode realizar exportação/ importação. (APRMT, 2009) O transporte de alimentos é governado por regulamentações do sistema de controle de qualidade de Boas Práticas de Fabricação, chamado GMP+, que é um sistema de garantia de qualidade que incorpora os princípios do sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC). As firmas certificadas são inspecionadas por organismos independentes e qualquer uma que falhe em se adequar aos requerimentos pode perder sua certificação, sendo que a grande maioria das firmas certificadas para o esquema GMP+, é da Holanda. Em 2004, por exemplo, 2009) treze certificados GMP+ foram suspensos, com três retirados permanentemente, na indústria de transporte da Holanda e da Alemanha. (APRMT,

2.2.2 Estrutura do sistema de gestão

O Sistema de Gestão em Segurança do Alimento está baseado na norma do PDV Quality Control of Feed Materials for Animal Feed, GMP+ B2: Quality Control of Feed Materials, versão 28-03-2008 e seus anexos aplicáveis ao escopo de prestação de serviços da GANOG. O ‘’ manual de qualidade’’ (PGS – 00001/ Procedimento Gerencial de Sistema da VALE) referência documentos e estabelece a forma como o sistema de gestão está estruturado. As seguintes informações complementam o escopo de aplicação do sistema de gestão em segurança do alimento, na tabela 01 a seguir:

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Tabela 01 – Escopo da Aplicação do SGSA Fonte: Adaptado do Manual do..., 2008.

Aspecto

Descrição
O terminal recebe insumos não processados (grãos de soja) e farelo de soja; Os produtos são descarregados, armazenados em locais próprios ou de terceiros e transportados para embarque marítimo; Esses produtos são destinados a diferentes mercados para processamento ou uso diversos, como ração animal. O terminal possui 01 armazém horizontal, 01 silo pulmão e 05 silos verticais; Os silos 01, 05 e pulmão são propriedades da VALE; O Armazém 02 e o Silo 06 são propriedades da Bunge; Os silos 03 e 04 são propriedades da Cargill. O terminal possui dois tombadores de caminhão de propriedade da Cargill e da Bunge. O terminal possui duas moegas para descarregamento ferroviário.

Posição do terminal na cadeia do agronegócio

Armazéns

  

Tombador de caminhão Moega

‘’O Sistema de Gestão de Segurança do Alimento do TMPM – Terminal Marítimo de Ponta da Madeira está estruturado na implantação das BPF e a utilização da ferramenta APPCC, junto à conscientização e participação de todos os envolvidos com o processo. Para isto conta com uma estrutura de controle de documentação, capacitação, treinamento e verificação periódica da implementação do sistema”. (MANUAL DO..., 2008)

O conceito de APPCC se aplica a todos os estágios da cadeia de produção do alimento, desde a geração da matéria prima (plantio, cultivo, colheita, criação animal, etc.), ao processamento, fabricação, distribuição, comercialização e preparo para consumo. A situação do TPPM dentro da cadeia da soja é de desempenhar um papel de armazenagem intermediária e serviços portuários para exportação, os quais serão em seguida processados em indústrias de fabricação de ração animal (farelo de soja) ou extração de óleo (soja). A VALE não processa os produtos em momento nenhum, prestando só o serviço de logística e armazenagem, sendo assim, a empresa se isenta da qualidade intrínseca e própria dos produtos, no que se refere a tipo, qualidade biológica e/ou química, física e/ou outras.

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Na garantia das condições adequadas de controle dos perigos de contaminação devidos à prestação de seus serviços, conforme o cumprimento do regulamentado do Manual de Qualiadade, a VALE entende: não ser responsável por realizar testes de qualidade nos produtos (sejam estes finais, experimentais, de amostra, de tipo, de características biológica, química, microbiológica, física ou outros).

2.2.3 Gestão do plano de APPCC 2.2.3.1 Reunião da Equipe de APPCC A Equipe de APPCC, juntamente com o Coordenador de Equipe de APPCC, discute, analisa e define as formas de adequação para as BPF. Nas reuniões de equipe são reunidos artigos, livros, trabalhos, especificações de materiais, históricos e levantamentos de contaminações ocorridas anteriormente com produtos em questão, legislações nacionais e internacionais vigentes relacionados com conceitos de APPCC, microbiologia e tecnologia de alimentos. Todas as reuniões da Equipe de APPCC são formalizadas através das Atas de reunião da equipe. Em cada reunião é abordado um princípio da APPCC para que sejam realizadas as análises e definidas todas as formas de Controle e monitoramento dos PCC’s. Nas reuniões, também são discutidas as ações corretivas resultantes das auditorias internas e outros assuntos de APPCC. A equipe de APPCC reuni-se periodicamente para discutir e avaliar os seguintes itens:
 

Eficácia dos treinamentos realizados e necessidades de novos treinamentos; Avaliação e acompanhamento de validade da Qualificação dos Prestadores de Serviços (Lista de Qualificação);

Verificar necessidade de modificações no processo, suas implicâncias no plano e na documentação;

Verificar a adequação da documentação do Sistema de Gestão em Segurança do Alimento;

Avaliar a existência de novas legislações, e, conforme apropriado, o impacto no Sistema de Gestão em Segurança do Alimento;

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  

Programar as verificações do Sistema de APPCC (auditoria interna); Análise crítica dos resultados da verificação do Sistema de APPCC; Acompanhamento e verificação dos PCC de produto e seus respectivos registros;

  

Definição e acompanhamento de solicitação de ação corretiva (SAC); Verificação e acompanhamento de ação corretiva e preventiva; Verificar atualização da norma do PDV através de newsletters e visitas a homepage do órgão.

2.2.4 Comunicação e Atualização

2.2.4.1 Atualização do Sistema de Gestão em Segurança do Alimento O Manual de Qualidade , assim como todo e qualquer documento relacionado, é mantido atualizado quando qualquer aspecto abaixo seja alterado:
   

Alterações na Norma do PDV, GMP+ B2 ou seus anexos; Modificações no fluxograma do processo; Modificação de produto; Alterações no escopo das atividades do Terminal Portuário de Ponta da Madeira, como inclusão de novos produtos. Pelo menos, uma vez a cada dois anos, o manual do Sistema de Segurança

do Alimento e o Plano de APPCC devem ser atualizados. (MANUAL DO...,2008) 2.2.4.2 Comunicação com o cliente A área Comercial de Logística, através da GACNA – Gerência de Atendimento a Clientes Norte, situada no complexo do Terminal Portuário de Ponta da Madeira comunica seu cliente de qualquer descarga ou embarque de produto não-conforme, ou que esteja fora de suas especificações e requisitos. Os clientes e partes interessadas são comunicados sobre o escopo de certificação do Terminal

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Portuário de Ponta da Madeira através de comunicações simples e/ou envio de cópia do certificado. 2.2.5 Boas Práticas de Fabricação As Boas Práticas de Fabricação são uma série de conceitos e normas que estabelecem diretrizes de medidas preventivas, que seguidas corretamente protegem e eliminam os perigos de contaminações nocivas ao produto alimentício. Estes perigos podem ser os seguintes: 2.2.5.1 Perigo Biológico

Incluem os microorganismos patogênicos como, por exemplo, bactérias, fungos, vírus e parasitas (microrganismos patogênicos ou produtores de toxinas, ex. Salmonela). Quanto à severidade das contaminações pelos perigos biológicos elas podem ser: Alta – São as resultantes de contaminações por microorganismos ou suas toxinas com quadro clínico muito grave. Exemplos: toxinas de Clostridium botulinum, Salmonella typhi, Shigella dysenteriae, Vibrio cholerae O1, Brucella melitensis, Clostridium perfringes tipo C, Vírus da hepatite, Listeria monocytogenes (em alguns pacientes), Taenia solium (em alguns casos). Média –São as patologias resultantes da contaminação por microorganismos de patogenicidade moderada, mas com possibilidade de disseminação extensa. Exemplos: Escherichia coli enteropatogênica, Salmonella spp, Shigella spp, Streptococcus hemolítico, Vibrio parahaemolyticus. Baixa – Patologias resultantes da contaminação por microorganismos de patogenicidade moderada e com disseminação restrita. Exemplos: Bacillus cereus, Clostridium perfringes tipo A, toxina do Staphylococcus aureus, maioria dos parasitas, histamina e outros. 2.2.5.2 Perigo Químico Associado a compostos químicos e/ou substâncias tóxicas que podem ser resíduos inorgânicos ou orgânicos (como venenos, fertilizantes, pesticidas). Quanto à severidade das contaminações elas podem ser:

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Alta – Contaminações diretas e grosseiras dos alimentos por substâncias químicas proibidas ou certos metais, como o mercúrio, ou aditivos químicos colocados em níveis excedidos ou acidentalmente adicionados que podem provocar casos de alergias severas ou intoxicações que podem causar dano a determinadas classes de consumidores. Baixa – A contaminação pode ser de ocorrência natural nos alimentos (derivados de plantas, animais e microrganismos), ou substâncias químicas permitidas no alimento que podem causar reações moderadas, como alergias leves e passageiras. 2.2.5.3 Perigo Físico Objetos estranhos nocivos à saúde do consumidor (vidro, pedra, madeira, plástico, metais, entre outros) que podem causar enfermidades ou lesões ao consumidor. A severidade das contaminações pode ser: Alta – Representados por objetos que podem causar danos ou causar injúrias, como pedras, vidros, agulhas, metais e objetos pontiagudos ou cortantes, podendo constituir risco de morte. Baixa – Representados por objetos estranhos que normalmente não causam diretamente injúrias ou danos à integridade física do consumidor, como sujeiras, fragmentos biológicos etc.; que podem, porém causar o choque emocional ou danos psicológicos, quando presentes no alimento. As BPF devem assegurar que os envolvidos conheçam, entendam e cumpram as normas estabelecidas para alcançar a higiene e segurança tanto de pessoal como de processo, e condições adequadas no processamento para conservar o produto em suas principais características de consumo ou de um próximo processamento. A GANOG possui procedimentos específicos para implementar e manter as Boas Práticas de Fabricação, compondo o Manual de Boas Práticas de Fabricação do terminal de grãos.

36

2.2.6

Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle-APPCC

O processo de desenvolvimento do sistema de APPCC – Análise dos Perigos e Pontos Críticos de Controle – envolve princípios básicos para sua estruturação do estudo até sua correta implantação. Estes princípios tratam de estudos sistemáticos do produto em si, as condições de processo, manuseio, armazenagem, distribuição e a forma de utilização do produto no cliente. Cada princípio realizado de APPCC deve ser validado em reunião com a equipe e evidenciado através das atas de reunião. A partir dessas informações, são determinados os Pontos Críticos de Controle no processo (no caso, no Terminal Portuário de Ponta da Madeira) que são monitorados e controlados para garantir a segurança do produto. 2.2.6.1 Etapas preliminares à implementação da APPCC As etapas preliminares são dividas em três partes da seguinte forma: • Equipe de APPCC Essa equipe multidisciplinar tem a responsabilidade de levantar todos os dados de processo de cada produto (Soja em Grãos e Farelo de Soja) movimentado pelo Terminal Portuário de Ponta da Madeira na área de Carga Geral, realizando o estudo de cada linha e a efetiva implantação do sistema de controle e monitoramento dos Pontos Críticos de Controle determinados pela análise. Todas as análises, documentos utilizados pela equipe são reunidas e organizadas em uma pasta como evidência do estudo realizado e se encontra em poder do Coordenador/Líder de APPCC. O resultado da análise da equipe é o Plano de APPCC que descreve a identificação dos perigos em potenciais, avaliação do risco, medidas de controle, determinação de pontos críticos, monitoramento dos PCC e ações corretivas em caso de desvio.

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Descrição do Produto Todo produto armazenado e movimentado pelo Terminal Portuário de Ponta

da Madeira na área de Carga Geral é descrito em uma especificação de produto, elaborada pela equipe de APPCC. A especificação do produto tem a finalidade de levantar as características principais do produto como:
   

Descrição genérica; Características físicas, químicas e tolerâncias; Possíveis contaminantes de acordo com o Anexo 01, quando aplicável; Etapas precedentes ao processo do Terminal Portuário de Ponta da Madeira na GANOG;

Etapas posteriores ao processo do Terminal Portuário de Ponta da Madeira na GANOG;

  

Condições de Armazenagem e Transporte; Uso pretendido pelo comprador; Legislações e Regulamentações aplicáveis. Com estes dados é possível definir os perigos relacionados ao produto para

a realização do estudo. Nesta avaliação a equipe deve considerar sempre a pior condição de uso do produto para que o estudo ofereça a melhor segurança em relação aos controles preventivos que são estabelecidos. A especificação é formalmente validada e aprovada na Reunião da Equipe de APPCC, e registrada em ata de reunião. • Descrição do Processo Com a elaboração do fluxograma do processo temos informações claras e simples de todas as etapas envolvidas no processo sob controle direto do Terminal Portuário de Ponta da Madeira. Os fluxogramas são validados e aprovados pela Equipe de APPCC. A validação do fluxograma é realizada in loco (no local de processo) e evidenciada através de seu registro em Ata de Reunião da Equipe de APPCC.

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As etapas dos processos anteriores e posteriores ao Terminal Portuário de Ponta da Madeira na GANOG estão indicadas na Descrição do Produto. 2.2.6.2 Princípios de APPCC • Princípio 1 – Identificação e Análise do Perigo

A equipe deve identificar cada perigo de contaminação (químico, físico e biológico) que o produto possa sofrer em cada etapa durante o processo no Terminal Portuário de Ponta da Madeira. Essa identificação deve considerar os aspectos de descrição do produto e do processo. A identificação dos perigos deve ser realizada para cada produto. Para a identificação dos perigos, a equipe de APPCC deve considerar:

Os perigos das etapas anteriores, considerando também os perigos potencialmente oriundos de outros terminais e armazéns;

Os perigos com probabilidade de serem “adicionados” pelas atividades realizadas dentro do Terminal Portuário de Ponta da Madeira na GANOG. Uma vez identificados os perigos, a equipe deve avaliar o risco que este

perigo pode oferecer ao produto. Este risco é avaliado segundo seu grau de severidade associado à probabilidade de ocorrência. Para avaliação do risco utilizase a tabela 02 a seguir, que correlaciona severidade e probabilidade.
Tabela 02 – Tabela de Avaliação de Riscos Fonte: GMP+ Standard B2- certification scheme animal feed, 2008.

Severidade
Alta Média Baixa 3 2 1 Pequena

Avaliação de risco
4 3 2 Média 4 4 3 Grande

Probabilidade

Embora existam dados sobre a avaliação quantitativa de riscos para alguns perigos químicos e biológicos, nem sempre é possível a sua determinação numérica.

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A estimativa de risco é, em geral, qualitativa, obtida pela combinação de experiências, dados epidemiológicos locais / regionais (quando se tratar de microrganismo) e informações em literatura específica. A equipe deve analisar o uso pretendido do produto, as etapas posteriores, a forma de uso, pois a probabilidade de ocorrência dependerá do processo do estudo em questão. As medidas de controle preventivo são adotadas pela equipe conforme o nível do risco avaliado para cada perigo, como aparece a seguir: Risco de Nível 1: Não há necessidade de uma medida preventiva; Risco de Nível 2: Existe a necessidade de uma medida preventiva periódica; Risco de Nível 3:Requer uma medida de controle baseada em Boas Práticas de Fabricação;

  

Risco de Nível 4: Requer um controle específico do perigo. As avaliações dos riscos são documentadas nos respectivos Planos de

APPCC referente a cada produto e para todas as etapas do processo.(Ver ANEXO B) As medidas de controle dos perigos que são identificados devem ser adotadas como medidas preventivas de sua ocorrência. Essas medidas de controle são definidas no Plano de APPCC e todos os PCC devem possuir uma medida de controle baseada em BPF para prevenir ou reduzir o perigo a um nível aceitável. É de responsabilidade de a equipe verificar e garantir que os requisitos estão sendo cumpridos.(Ver ANEXO B) •

Princípio 2 – Identificação dos PCC

Os Pontos Críticos de Controle se localizam em qualquer ponto onde os perigos devem ser prevenidos, eliminados ou reduzidos a níveis aceitáveis. Utilizando todas as informações sobre o produto e processo, a equipe deve determinar para cada perigo de cada etapa do processo se o mesmo é um Ponto Crítico de Controle (PCC). Para efetuar essa determinação é utilizada uma árvore decisória de questões sobre o produto e processo, que respondida corretamente, determina se uma etapa é um PCC ou não.

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Para cada um dos perigos levantados, a equipe deve identificar as medidas de controle para que este possa ser controlado, através de uma árvore decisória semelhante à figura 10 abaixo.(Ver ANEXO B)

Figura 10 – Árvore decisória. Fonte: Manual de Qualidade do TPC, 2007 apud FAO / WHO, 2007.

Princípio 3 – Estabelecimento dos Limites Críticos

Para cada limite crítico aplicável, deve haver uma ou mais medidas preventivas de controle associadas a cada PCC identificado no processo, devendo ser adequadamente controladas para assegurar a prevenção, eliminação ou redução do perigo a níveis aceitáveis. Cada medida preventiva de controle estará associada aos limites críticos que servem como fronteira de segurança de todos os PCC. O limite de segurança pode ser adotado para evitar que os limites críticos sejam atingidos e/ou ultrapassados

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Princípio 4 – Estabelecimento do Monitoramento de PCC

O monitoramento de todos os PCC, quando aplicável, identificado no Plano de APPCC deve ser estabelecido pela Equipe de APPCC através do estabelecimento dos limites críticos (tolerância), método, freqüência e local de realização do monitoramento do PCC. Essas verificações são estabelecidas no Plano de APPCC (PAPPCC). O monitoramento do PCC permite verificar a eficiência e assegurar o controle do perigo. Havendo qualquer tendência para uma eventual perda de controle, devem-se tomar medidas corretivas para retornar o processo dentro dos níveis estabelecidos como ideal estes procedimentos são descritos nas documentações de operação. • Princípio 5 – Ações Corretivas

Para qualquer não-conformidade que seja verificada no sistema de APPCC, quando aplicável (desvio dos limites toleráveis no monitoramento dos PCC, nãoconformidades de auditoria, produto não - conforme), deve-se estabelecer uma ação corretiva de forma a assegurar o tratamento adequado e prevenir a sua reocorrência. A análise da ação corretiva deve ser realizada pela Equipe de APPCC ou demais responsáveis envolvidos. Em casos de produto não - conforme, este deverá ser prontamente segregado, identificado e controlado evitando contaminações de produto, processo ou conseqüências ainda mais severas. • Princípio 6 – Verificação dos Sistemas de APPCC

Um dos objetivos mais importantes da auditoria é a avaliação total do Sistema de APPCC, seu monitoramento e as adequações e atendimento aos requisitos de BPF, que oferece informações úteis à gerência para tomada de decisões. Entre outros objetivos da auditoria está a verificação de PCC, quando aplicável, e de produto, a melhoria de tecnologias, identificação da necessidade de treinamentos, determinação da eficiência do sistema de controle de qualidade e verificação da qualidade de produtos e serviços.

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Além disso o Terminal Portuário de Ponta da Madeira utiliza o resultado das análises realizadas nos produtos pelos clientes para verificar seu sistema de segurança do alimento. Verificação de PCC Conforme necessidade estabelecida no plano de APPCC, é responsabilidade do Coordenador de APPCC solicitar as análises para verificação dos PCC, quando aplicável, de forma a assegurar a sua inocuidade alimentar. As verificações são estabelecidas no próprio Plano de APPCC, podendo ser realizadas das seguintes formas:
  

Análise microbiológica no produto; Calibração de um instrumento de medição que supervisiona um PCC; Auditorias.

Estas verificações devem seguir um plano de amostragem, metodologia de análise, freqüência, registro e análise dos resultados que devem ser definidos pela Equipe de APPCC durante reunião e documentados em procedimentos específicos. Registro das Verificações dos PCC Mensalmente, a equipe de APPCC deve pesquisar e analisar os resultados das verificações de PCC, quando aplicável, definindo as ações a serem seguidas conforme cada caso e registrar em ata de reunião. Caso seja verificado um desvio, cabe à Equipe de APPCC juntamente com o Coordenador de APPCC e a GANOG, decidir quais as Ações Corretivas são necessárias e dar a disposição correta para a não-conformidade detectada. A ação corretiva deve ser registrada no formulário da SAC. • Princípio 7 – Documentação e Manutenção dos Registros

Todo o SGSA deverá estar devidamente documentado em documentos específicos, cobrindo todo o processo necessário para garantir a segurança do alimento do produto.

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3

METODOLOGIA
A pesquisa científica é um procedimento sistematizado e racional que objetiva responder problemas propostos, requerido quando não há informação suficiente a respostas, ou quando a informação disponível requer ordenamento lógico para subsidiar resposta ao problema. (GIL, 1999)

Quanto à forma de abordagem do problema, essa pesquisa é qualitativa devido à interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados serem básicas  e   não   requererem   o   uso   de   métodos   e   técnicas   estatísticas.   (MADEIRA   E  OUTROS, 2005). Com intuito de classificar o tipo de pesquisa a ser adotado, utilizar­se­á o  critério de classificação de pesquisa em relação aos dois aspectos : quanto aos fins  (objetivos gerais) e quanto aos meios (procedimentos técnicos). (PESSOA, 2006  apud VERGARA, 2004). Quanto aos fins é uma pesquisa descritiva e exploratória. Descritiva porque  busca a descrição de características do sistema de BPF e da correlação entre suas  variáveis,   sendo   realizadas   por   meio   de   uma   técnica   de   coleta   de   dados,   para  assim compreendê­lo.  Exploratória   porque   objetiva   familiaridade   com   o   problema   objeto   da  pesquisa, de forma a obter o maior conhecimento sobre o mesmo, tornar a questão  mais   clara   e   permitir   a   construção   de   hipóteses   para   tratamento   em   estudos  subseqüentes.

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Quanto aos meios é uma pesquisa bibliográfica, documental e um estudo de  caso. Bibliográfica, pois foi feita uma revisão do estado da arte relacionada ao tema  da pesquisa por consulta a materiais como livros, revistas, artigos, dissertações,  material   de   treinamento,   internet,   entre   outros.   Em   seguida   foi   realizada   uma  pesquisa   documental,   no   qual   foram   analisados   alguns   padrões   utilizados   na  GANOG – Gerência de Operação e Manutenção de Carga Geral. Por último Estudo  de   caso,   pois   foi   realizado   um   estudo   do   sistema   de   maneira   a   permitir   o   seu  conhecimento (situações reais) amplo e detalhado.  

3.1 UNIVERSO E AMOSTRA
O universo da pesquisa é composto pelo sistema de gestão em segurança do alimento utilizado na GANOG e a amostra foi composta dos mecanismos do sistema de gestão. (SILVA, P., 2008).

3.2 COLETA E TRATAMENTO DE DADOS
A coleta de dados ocorreu por meio da aplicação de um questionário de diagnóstico do sistema de gestão (ver ANEXO A), fruto da gestão estratégica da qualidade. O sistema de gestão foi avaliado em 11 (onze) aspectos diferentes através de um questionário de questões fechadas, todas passíveis de serem pontuadas em 5 (cinco) níveis diferentes, do nível (grau) de mais alto destaque ao grau de mais alta deficiência. Alguns dos itens foram tratados de acordo com experiência e conhecimento adquirido do autor desse estudo, sofrendo, portanto análise totalmente imparcial.

3.3 SUJEITO DE PESQUISA
O questionário foi utilizado semelhante a um formulário de auditoria aplicado numa entrevista principalmente ao gestor do sistema de gestão do alimento.

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3.4 LIMITAÇÕES DO MÉTODO
A análise de determinados aspectos subjetivos é um exemplo nítido da limitação do estudo em questão. Pode-se ainda relacionar as seguintes limitações: - Falta de rigor metodológico; - Dificuldade de generalização; - Tempo destinado à pesquisa.

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ESTUDO DE CASO De acordo com a estrutura do trabalho de avaliação proposta e sua

utilização, antes da análise do sistema através da observação dos itens do diagnóstico propriamente dito é importante descrever algumas características mais específicas do processo em estudo.

4.1 SITUAÇÃO ATUAL
Esse diagnóstico inicial é parte integrante do próprio questionário (ANEXO A) e necessário ao entendimento do processo geral, para então facilitar o estudo do sistema de gestão do alimento. a) Apresentação e histórico da organização (mercado em que atua, produtos, principais clientes, ...) O Terminal Portuário de Ponta da Madeira, inaugurado em janeiro de 1986 foi inicialmente projetado para operar com minérios de ferro e manganês principalmente destinado à exportação, mas desde cedo já demonstrou a sua inclinação para ser grande.(MANUAL DO..., 2008)

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Em 1988 iniciou a exportação de ferro gusa fomentando um grande mercado para produtos semi-acabados ao longo da ferrovia Carajás. Já em 1992, ocorreu o primeiro embarque de soja, o que propiciou a abertura de um grande mercado exportador no sul do Maranhão. Os principais clientes na movimentação de soja e farelo de soja são a BUNGE e CARGILL. (MANUAL DO..., 2008) Para atender a esta demanda crescente, a VALE vem continuamente investindo. Em 1994 inaugurou as operações pelo Píer II e em 1999 duplicou a sua linha de embarque possibilitando atender a uma demanda superior a 50 milhões de toneladas por ano. E em 2004, entrou em operação o Píer III. b) Identificar os principais processos da empresa. Apesar de movimentar ferro-gusa e manganês, serão destacados aqui os principais processos da Carga Geral no tocante a movimentação de soja e farelo de soja, que são:
   

Descarga de farelo de soja e soja em grãos via modal rodoviário; Descarga de farelo de soja e soja em grãos via modal ferroviário; Armazenamento de Soja e Farelo de Soja nos armazéns e silos; Operação de embarque farelo de soja e soja em grãos nos navios. (especificar os níveis hierárquicos existentes).

c) Descrever de forma sucinta a estrutura organizacional da empresa

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Gerente de Área

Gestão de Qualidade (Segurança do Alimento e IEM)

Supervisão de PCM

Supervisão de Operação

Supervisão de Utilidades Operacionais

Supervisão de Manutenção Mecânica

Supervisão de Manutenção Elétrica

Inspeção, Planejamento e Controle da Manutenção Mecânica e Elétrica

Turno Operacional Gusa/Soja

Limpeza Industrial

Manutenção Preventiva (Embarque e Descarga)

Manutenção Preventiva (Embarque e Descarga)

Gestão de Sobressalentes

Programação

Gestão de Pessoas e Indicadores

Manutenção Corretiva (Embarque e Descarga)

Manutenção Corretiva (Embarque e Descarga)

Controle de Indicadores

Apoio Operacional

Carregador de Navio

Operação e Manutenção de Veículos Industriais

Figura 11 – Organograma da Carga Geral/GANOG Fonte: MANUAL DO..., 2008.

d) Estilo gerencial predominante na direção e demais chefias. É estimulado o trabalho em equipe? O estilo gerencial predominante na direção se aproxima mais daquele descrito por Ruggiero, 2008, como o auto-realizador: caracteriza organizações que valorizam a criatividade, o comprometimento e o crescimento pessoal. Os empregados são encorajados a obter satisfação no trabalho e a evoluírem constantemente na carreira. Estilo característico das organizações usualmente inovadoras e procuram sempre atrair indivíduos excepcionais. Por outro lado, são também caracterizadas por ambigüidades e paradoxos e difíceis de controlar.

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Por sua vez especificamente na Gerência de Carga Geral o estilo gerencial atual se aproxima mais daquele que Ruggiero, 2008, descreve como unionista: caracteriza organizações que colocam alta prioridade em relações interpessoais. Os empregados procuram ser amigáveis, abertos, comprometidos e sensíveis aos problemas de seu grupo de trabalho. Este estilo gerencial busca a efetividade organizacional, enfatizando a comunicação aberta, a cooperação e a coordenação, ou seja é estimulado o trabalho em equipe. e) Comprometimento com o Sistema de Gestão do Alimento. Ato comprometimento. A gerência entende os objetivos do sistema de gestão, participa da implantação do mesmo, portanto reconhece sua real importância e a necessidade para todo o processo. f) Fluxo de informações / comunicação: formalidade X informalidade da comunicação, excesso de documentação; como são disseminadas as informações na empresa? Todos os documentos pertinentes encontram-se cadastrados e disponíveis no Sistema de Padronização - SISPAD (Sistema Interno da VALE) g) Política de recursos humanos: seleção, rotatividade, treinamento, sistema de reconhecimento/recompensa, nível de escolaridade dos funcionários, absenteísmo Todos os treinamentos do BPF são realizados pelo gestor do SGSA. h) Relações: existência de algum instrumento do Diagnóstico da satisfação dos clientes, conhecimento do mercado, principais clientes. Não. i) Instalações: aparência geral, lay-out, higiene, organização, segurança, condições das máquinas e equipamentos, 5 S. Algumas áreas são críticas em relação à limpeza e condições das máquinas e equipamentos, como por exemplo, o buraco negro e silo vertical 01. j) Relações com fornecedores/clientes: critérios de compra, recebimento de materiais, principais fornecedores.

49

Os materiais dos clientes são recebidos e analisados por amostragem e se detectada qualquer anormalidade, há o direito de recusa e comunicação imediata.

4.2 ANÁLISE DO ATUAL SISTEMA DE GESTÃO
O primeiro diagnóstico é referente às responsabilidades da alta direção perante às BPF . A tabela 03 a seguir traduz em escalas, as seguintes evidências que foram observadas: a) As BPF são vistas como algo importante, já que o seu não-cumprimento pode levar a suspensão da Certificação GPM-B2 e consequentemente proibição de embarque; b) As BPF tem responsáveis e atenção específicos. Porém sua discussão ainda são aquém do esperado (necessário), como acotece com outros assuntos operacionais; c) As análises críticas são feitas através das reuniões da equipe de APPCC, entretanto essas reuniões não possuem definição específica; d) Existe acordos para formação de pools de diferentes clientes, mas a gestão do alimento não tem retro-alimentação da gerência (comercial) em relação aos potenciais novos clientes.(Os mesmos precisam possuir Certificação GMP); e) As condições de mau – tempo, interferentes no carregamento de soja e farelo não influem nas disponibilidades do terminal; f) Os clientes exigem o GMP e APPCC, ambos fornecidos pelo terminal, mas contribuem (troca de informações) pouco.
Tabela 03 – Diagnóstico das Responsabilidades da Alta direção. Fonte: Adaptado de Meira, 2008. Deficiência Alguma Algum Destaque Neutro Significativa Deficiência Destaque significativo ITEM DO DIAGNÓSTICO

-Responsabilidades da Alta Direção a)Definição e Comunicação da Política e Objetivos da (Qualidade); b)Definição da estrutura organizacional; c)Realização de Análises Críticas;

-

=

+

++

X X X

50

d)Desenvolvimento de Plano de Negócios para curto e longo prazos; e)Análise e uso de dados de desempenho; f)Avaliação da satisfação das partes interessadas;

X X X

A tabela 04 a seguir, traz analisadas as seguintes evidências do sistema de gestão propriamente dito: a) Existe todos os procedimentos devidamente atualizados. (PGS’s; PRO’s entre outros); b) É aplicado treinamento regular e reciclagens conforme a Norma GMP-B2.
Tabela 04 – Diagnóstico do sistema de Gestão Fonte: Adaptado de Meira, 2008. Deficiência Alguma Neutro Significativa Deficiência ITEM DO DIAGNÓSTICO

Algum Destaque Destaque significativo

-Sistema de Gestão a)Existência de procedimentos para garantir o atendimento requisitos especificados b)Aplicação de treinamento regular para os funcionários

-

=

+

++

X X

A tabela 05 a seguir, traz analisadas as seguintes evidências do controle dos documentos necessários: a) Os Planos APPCC, relatórios de inspeção, de amostragem, os cheklist estão todos bem elaborados; b) Os documentos encontram-se aprovados; (Processo dinânico de disponibilização on-line imediatamente após aprovação); c) Existe um ‘’manual de qualidade” (PGS – 00001 – GANOG). É feito o acompanhamento via plano de ação e o mesmo se encontra-se disponível fisicamente nas áreas afins, e digitalizado no SISPAD – Sistema de Padronização da VALE; d) Os documentos são revisados de acordo com o SISPAD e revisão da Norma GMP-B2.
Tabela 05 – Diagnóstico do controle de documentos Fonte: Adaptado de Meira, 2008.

51

ITEM DO DIAGNÓSTICO

Deficiência Alguma Significativa Deficiência

Neutro

Algum Destaque Destaque significativo

-Controle de Documentos a)Elaboração de documentos b)Aprovação de documentos c)Distribuição de documentos d)Alterações de documentos

-

=

+

++ X X X X

A tabela 06 a seguir, traz analisadas as seguintes evidências das aquisições: a) É feita a medição do serviço (folha de serviço dos fornecedores)/ É feita APPCC dos caminhões dos clientes; b) Os fornecedores são analisados pelo gestor do sistema através da folha serviço./ Os clientes se comprometem com a qualidade do produto (Certificação GMP), entretanto não está bem definida os pools de empresas que não possuem essa certificação; c) Os fornecedores são auditados em seus serviços/ Os produtos dos clientes são analisados de acordo com a ANEC 41 e 71 e registros da NC (Não Conformidades). Não há um Farol, quadro de gestão à vista. (Melhores e Piores desempenhos); d) Contratados sujeitos a multa e penalização se desconformes. / Clientes notificados caso haja NC’s.

Tabela 06 – Diagnóstico da aquisição Fonte: Adaptado de Meira, 2008. ITEM DO DIAGNÓSTICO Deficiência Alguma Significativa Deficiência Neutro Algum Destaqu e Destaque significativo

-Aquisição a)Avaliação e seleção dos fornecedores Contratados / Clientes b)Avaliação e desenvolvimento do Sistema de Gestão dos fornecedores c)Monitoramento do desempenho dos fornecedores d)Comunicação dos requisitos

-

=

+

++

X X X X

52

aos fornecedores

A tabela 07 a seguir, traz analisadas as seguintes evidências do controle de processos: a) Existem PRO’s específicos para limpeza e operação da máquinas (páscarregaderiras, retro-escavadeiras, entre outros); b) Os rejeitos são incinerados, há inspeções de BPF semanalmente dos líderes. Há necessidade de cumprimento mais efetivo das mesmas; c) O controle dos silos, quantidade e dias estocados são realizados e disponibilizados por um suporte. Sistema de medição de parâmetros como temperatura, por exemplo, são deficientes; d) Embora não haja uso de graxa tipo alimentício nos locais críticos, é feito o enclaurusamento físico dos esquipamentos críticos.
Tabela 07 – Controle de Processos Fonte: Adaptado de Meira, 2008. ITEM DO DIAGNÓSTICO Deficiência Alguma Significativa Deficiência Neutro Algum Destaqu e Destaque significativo

-Controle de Processos a)Instruções para os operadores b)Controle da segurança e meio-ambiente c)Acompanhamento do processo de produção d)Manutenção preventiva

-

=

+

++ X

X X X

A tabela 08 a seguir, traz analisadas as seguintes evidências das ações corretivas e preventivas: a) O SAC – Solicitação de Ação Corretiva é o meio pelo qual o terminal contempla medidas de ação Corretivas e Preventivas; b) O Gestor utiliza do métodos do 5 Porquês, diagrama causa e efeito, cria equipe multidisciplinar, para solução de problemas; c) Através da SAC é montado plano de ações. (Ponto forte do sistema de gestão, observado em auditoria como uma boa prática); d) Idem ao item ‘’c’’.
Tabela 08 - Ação Corretiva e Preventiva

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Fonte: Adaptado de Meira, 2008. ITEM DO DIAGNÓSTICO Deficiência Alguma Significativa Deficiência Neutro Algum Destaqu e Destaque significativo

-Ação Corretiva e Preventiva a)Identificação da necessidade de ações corretivas e preventivas b)Métodos de solução de problemas c)Implementação de ações corretivas d)Implementação de ações preventivas

-

=

+

++

X X X X

A tabela 09 a seguir, traz analisadas as seguintes evidências do controle de registros: a) São resgistradas as ocorrências críticas de contaminação, controle de pragas, etc. Entretanto não há resgistro de teste para Salmonela. (Embora retirada do escopo da Norma GMP-B2, seu controle é importante, além de ser ponto de observação em auditorias).
Tabela 09 – Controle de registros Fonte: Adaptado de Meira, 2008. ITEM DO DIAGNÓSTICO Deficiência Alguma Significativa Deficiência Neutro Algum Destaqu e Destaque significativo

-Controle de Registros Métodos de arquivamento e recuperação de registros

-

= X

+

++

A tabela 10 a seguir, traz analisadas as seguintes evidências das auditorias internas: a) São planejadas duas auditorias internas ao ano; b) Os auditores são parte do time de APPCC. Há partcipação como auditor de funcionários VALE, qualificados nessa áera e com mais tempo de experiência. É importante haver sempre essa intercambialidade e consequente troca de experiência; c) As auditorias são realizadas de acordo com o planejado; d) Seus resultados são divulgados, as ações oriundas delas são realizadas e as NC’s são tratadas.

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e) Além da área operacional, toda a área administrativa, pátio, vestiários recebem vistoria durante a auditoria.
Tabela 10 – Auditorias Internas Fonte: Adaptado de Meira, 2008. ITEM DO DIAGNÓSTICO Deficiência Alguma Significativa Deficiência Neutro Algum Destaqu e Destaque significativo

-Auditorias Internas a)Planejamento das auditorias b)Qualificação dos auditores c)Execução das auditorias d)Tratamento dos resultados da auditoria e)Inclusão da avaliação do ambiente de trabalho

-

=

+

++ X

X X X X

A tabela 11 a seguir, traz analisadas as seguintes evidências dos treinamentos: a) Sempre que é identificada a necessidade de um treinamento, como ação de uma SAC, por exemplo, o mesmo é realizado pelo gestor do sistema. Uma boa prática seria formalizar perante ao RH esses treinamentos, para que o mesmo pudesse dar o suporte necessário e ter em seu banco de dados informações referentes às BPF e APPCC; b) É feita a avaliação pós – treinamento.

Tabela 11 – Treinamentos Fonte: Adaptado de Meira, 2008. ITEM DO DIAGNÓSTICO Deficiência Alguma Significativa Deficiência Neutro Algum Destaqu e Destaque significativo

-Treinamento a)Identificação das necessidades de treinamento b)Avaliação da eficácia dos treinamentos

X

=

+

++

X

A tabela 12 a seguir, traz analisadas as seguintes evidências da identificação dos Requisitos Legais:

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a) As Normas GMP -B2, a ANEC, e demais normas da NBR são obedecidas dentro das instalações. b) O ambiente de trabalho engloba os riscos relativos à movimentação da soja e farelo de soja como por exemlpo, poeira explosiva, espaço confinado, entre outros. A VALE contempla em um procedimento chamado RAC’s – Requisito de Atividades críticas.

Tabela 12 – Identificação de Requisitos Legais Fonte: Adaptado de Meira, 2008. ITEM DO DIAGNÓSTICO Deficiência Alguma Significativa Deficiência Neutro Algum Destaqu e Destaque significativo

-Identificação de Requisitos Legais a)Identificação dos requisitos legais aplicáveis (qualidade do produto, meio-ambiente, saúde e segurança ocupacional) b)Avaliação do atendimento a estes requisitos legais

-

=

+

++

X X

A tabela 13 evidencia o controle dos Aspectos e Avaliação de Impacto a) Os resíduos são destinados corretamente, os fossos estão em constante limpeza, entretanto há uma região de transição transportadores (buraco negro) que apesar de todo esforço ainda é critica no quesito limpeza, devido à fatores diversos (localização, mistura de material, umidade, etc.); b) Existem áreas que necessitam de um tratamento mais criterioso, principalmente no período chuvoso, devido ao risco de sair de controle no quesito limpeza .
Tabela 13 – Identificação de Aspectos e Avaliação de Impactos Fonte: Adaptado de Meira, 2008. Algum Deficiência Alguma Neutro Destaqu Significativa Deficiência ITEM DO DIAGNÓSTICO e

Destaque significativo

-Identificação de Aspectos e Avaliação de Impacto a)Identificação dos aspectos ambientais e à saúde e X segurança b)Avaliação dos impactos X associados a tais aspectos.

=

+

++

56

57

5

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

5.1 DISCUSSÃO DO SISTEMA ATUAL
Depois de analisado o sistema de gestão em segurança do alimento de acordo com os 11 (onze) itens de diagnóstico, pôde-se observar as fraquezas e destaques do mesmo. Na figura 14 a seguir, está consolidado todas informações atribuídas a cada item de acordo com a escala considerada. Observa-se a concentração dos destaques significativos do sistema e ausência de deficiência significativa.
Figura 12 – Gráfico do diagnóstico do sistema de gestão do alimento Fonte: Autor, 2009.

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Para analisar o atual sistema de gestão, destacarão os seus pontos fortes, que impactam nos resultados, e os pontos de melhoria. (SILVA, P., 2008) Para levantamento dos pontos de melhoria, foi feita a análise crítica do sistema com base nos conhecimentos antigos e naqueles recentemente adquiridos, principalmente os baseados na Norma GMP-B2 e ANEC, que apesar de conhecidos são muitos dinâmicos e se atualizam com extrema velocidade. Não obstante, buscou-se identificar a percepção e comprometimento do gestor de segurança do alimento e da equipe APPCC no que diz respeito à situação real do sistema.

5.2 PONTOS FORTES DO SISTEMA ATUAL DE GESTÃO

A gerência entende o processo de gestão do alimento como algo importante, com gestor e responsabilidades específicos para alcançar os resultados, tendo o mesmo, suporte para desdobramento das metas de qualidade e manutenção da Certificação GMP; Possibilidade de controlar a rotina, planejando as ações para o alcance dos resultados e atuando corretivamente na presença de não conformidades;

Possui certificação GMP e plano APPCC totalmente conformes, que além de imprescindíveis na gestão de segurança do alimento são requisitos obrigatórios exigidos pelos clientes;

Exstência dos procedimentos necessários ao sistema de gestão, bem elaborados e atualizados, além da existência de um sistema de padronização informatizado, o SISPAD, que possibilita a todos os empregados ter acesso aos padrões das atividades; Possui métodos para identificação, tratamento e gestão das não conformidades, sejam elas dos clientes, fornecedores ou do próprio processo; Existência do plano de auditorias internas estruturado no plano APPCC, com intuito de identificar e tratar as possíveis não conformidades do sistema.

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O ambiente de trabalho no que diz respeito à saúde e segurança ocupacional estão cobertos pela RAC-06 (espaço confinado) referente aos riscos relativos à movimentação da soja e farelo de soja. A GANOG respeita isso na execução de quaisquer atividades.

5.3 OPORTUNIDADES DE MELHORIA DO SISTEMA ATUAL DE GESTÃO

No processo de gestão do alimento, as discussões e medidas para as manutenção das BPF não acontece como com outros assuntos operacionais (Suas discussões ainda são aquém do esperado/necessário);

Definição específica na realização de reuniões periódicas, da equipe de APPCC para análises críticas (níveis gerencial e operacional); A necessidade de atender à produção dificulta o trabalho dos responsáveis pelo processo em gerenciar as suas atividades e atuar corretivamente diante das não conformidades; O gerenciamento da rotina do BPF não é totalmente efetivo, e tarefas como inspeções de BPF semanais dos líderes não acontecem como deveriam (controle de temperatura dos silos, limpeza, etc); A gestão do alimento não tem competência para agir preventivamente nos acordos para formação de pools de diferentes clientes, que possui determinadas restrições importantes de serem previamente avaliadas (Aceitação contratual ou posse por todos os clientes da Certificação GMP); Apesar do bom relacionamento do terminal com seus clientes, o mesmo pode se tornar mais estreito, no sentido de retroalimentação de informações relativas ao BPF e APPCC; Testes de Salmonela ainda não acontecem no terminal. Embora não mais exigidos pela Norma alguns testes como os de salmonela são muitos importantes para o controle do sistema, como indicador, mesmo que realizados com uma sazonalidade maior.

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Falta da prática de formalizar perante ao RH os treinamentos de BPF e APPCC, para que o mesmo possa dar o suporte necessário e ter em seu bancos de dado informações referentes a esses temas.

Apesar do controle, os indicadores do monitoramento de desempenho dos clientes/fornecedores não estão evidentes em um farol ou similar que auxiliem no controle e discussão,como por exemlo, nas reuniões.

5.4 MELHORIAS PROPOSTAS

De acordo com o estudo realizado no Sistema de Gestão em Segurança do Alimento , verfica-se que para atingir seu fortalecimento a fim de manter todos os itens de qualidade sob controle e portanto permitir que as BPF sejam atendidas dentro do terminal, além das boas práticas já desenvolvidas, melhorias devem ser implementadas para tornar o sistema sólido, como está descrito nas análises anterioes do sub-item 5.3. Entretanto para que essas melhorias sejam alcançadas, é preciso que ações sejam direcionadas para os seguintes pontos: Liderança (Gerência e Supervisão), Treinamentos, Pessoas e Processos.

5.4.1 Liderança

Apesar de haver um gestor específico para o norteamento das ações do sistema de segurança do alimento, o sistema de gestão da GANOG precisa ser percebido pelos gerentes e supervisores como um caminho que os direciona ao alcance das metas. Sua liderança tem papel crucial nos desdobramentos dessas metas para aplicações das diretivas de qualidade, erradicação das NC’s (nãoconformidades), controle e padronização do processo das BFP semelhante acontece com os processos operacionais, pois ambos processos andam lado a lado num terminal de movimentação de grãos como é o caso da Carga Geral do TMPM.

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Além disso, é papel da liderança, execer o gereciamento de rotina para que as tarefas de controle do sistema de qualidade sejam exercidas pela equipe APPCC como todo. Fazer com que o conhecimento por parte dos empregados responsáveis pelo controle do processo seja suficiente, pois a negativa disso, significa dificuldades ou mesmo impossibilidade da implantação do modelo de gestão e conseqüentemente, o fracasso da tão almejada melhoria dos resultados.

5.4.2 Pessoas

As pessoas são as peças fundamentais de qualquer processo e não é diferente no sistema de gestão de segurança do alimento, e a missão de fazê-las entender o processo global, das necessidades de cada etapa, dos conceitos essenciais e importância dos conhecimentos suficientes para que elas possam contribuir para o resultado de conformidade do SGSA, é talvez a tarefa mais difícil de todo o desafio, que é o alcançe e manutenção do GMP – B2 . É preciso portanto, antes de mais nada uma liderança afiada e com foco no desempenho, respeito e valorização do funcionário. É preciso ainda um ambiente de trabalho confortante e muita motivação, que se consegue quando o modelo de liderança é participativa e baseada em exemplos. É preciso conhecer as pessoas, suas necessidades e competências, porque determinados funcionários não conseguem alcançar rendimentos satisfatórios porque não tem competência para desenvolver determinadas atividades ou mesmo porque, quando tem as devidas competências não possui o perfil necessário. Outro fator importante é saber definir quais condições minímas são necessárias para que os funcionários cumpram suas atividades. De nada adianta que a liderança faça sua parte em relação aos conhecimentos dos funcionários, por exemplo, se eles não os usam na realização de suas atividades ou se eles carecem de outros meios (autonomia, condições de trabalhos, ferramentas diversas, planos de trabalhos bem definidos, etc) para aplicá-los no seu dia-a-dia.

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5.4.3 Treinamentos

Foi mostrado que dentre outros fatores, os funcionários devem estar motivados e para isso, os mesmos precisam estar comprometidos e não basta somente comprometimento, como também, conhecimento para execução de suas atividades. É justamnete nos treinamentos que se pode fornecer os conhecimentos básicos, sem os quais o produto entregue pelos funcionários e consequentemente pela equipe, não serão satisfatórios. Durante todas as análises do sistema de gestão observou-se a importância dos treinamentos aos funcionarios, fornecedores e clientes, quer antes, durante ou mesmo após o ingresso como parte do sistema. Muito deles são sinalizados como ação de melhoria, depois de constatação mediante auditoria, SAC, ou evidência clara de despreparo, outros por sua vez são de cunho geral e diz respeito às atualizações dos procedimentos, normas ou até mesmo mudança do processo.

5.4.4 Processos

Observou-se que através do gereciamento de rotina pela liderança, era possível controlar as tarefas de controle do sistema de qualidade exercidas pela equipe APPCC uma vez a equipe é formada justamente pela liderança. De maneira análoga só é possivel controlar todo o processo se o gerenciamento da rotina de todos os envolvidos for realizado. É através dele que define-se as metas, necessidades do clientes, responsabilidades e monitotamento de resultados. Analisando o gráfico de diagnóstico e as observações indicadas como melhorias do sistema, o estreitamento das relações com os clientes por exemplo, atinge justamentente as necessidades do feedback e responsabilidades, enquanto a ausência de um farol ou similar, atinge o monitoramento dos resultados. No entanto, para que o gerenciamento da rotina exerça a sua função e o processo possa ser realmente controlado é fundamental que a liderança exerca seu papel, que o SGSA seja conhecido e suas ferramentas sejam aplicadas por todos.

63

6

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O estudo do SGSA – Sistema de Gestão em Segurança do Alimento se mostra muito importante, uma vez que ele é o responsável pela implementação, controle e melhoria das normas e práticas essenciais à movimentação dos produtos agrícolas (soja e farelo de soja) que a GANOG movimenta no TMPM. Durante a apresentação deste trabalho pôde-se conhecer todos os perigos que envolvem as atividades de recebimento, armazenagem e embarque dos produtos e os respectivos riscos associados a cada atividade do processo. Pôde-se ainda conhecer a Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle – APPCC (Equipe APPCC, PCC - tratamento no controle de qualidade do alimento, Houve um levantamento de dados consolidados em um questionário de avaliação de gestão que facilitassem identificar os pontos de destaque e pontos de melhorias potenciais. Concluiu-se que o sistema encontra sob controle visto a relação entre a quantidade de itens com destaque significativo e os pontos fortes destacados. Uma das principais dificuldades encontradas na aplicação do sistema de gestão de qualidade é (devida à rotina de produção) a falta do acompanhamento efetivo e monitoramento do processo por todos os envolvidos, para garantir o alcance dos resultados esperados A reavaliação do SGSA e a análise de suas condições de funcionamento mostram que mesmo sob controle (o terminal foi reecertificado recentemente), algumas melhorias podem e precisam ser implantadas, pois impactam diretamente naqueles pontos de alerta do sistema, principalmente aquelas melhorias referentes e identificação, e os planos APPCC). Os planos, que se encontram bem elaborados, são muito importante como ferramenta

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à liderança, pessoas, treinamento e processos, como foram exaustivamente discutidas no transcorrer do trabalho.

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APENDICE A – Características dos granéis sólidos.

Em se tratando de granéis sólidos, o conhecimento das características dos materiais a granel permite a correta seleção do transportador mecânico e sua especificação, além da tomada de decisões quanto ao armazenamento do material, segurança e proteção ao meio ambiente. Segundo Danilo Luna, Rui Rômulo Moura e Taulo Passos (2003) os materiais a granel podem ser enquadrados em famílias, tais como: • • • • • Pós: talco, gesso, gipsita,...; Minérios: alumina, bauxita,...; Farinhas: farinha de trigo, farinha de mandioca, farelo de soja...; Cereais: soja, trigo integral, milho,...; Areias: argila seca, areia seca,... O primeiro item a ser observado, para o transporte dos materiais a granel, é a clareza na sua definição. Como exemplo, tem-se o trigo que pode ser de três tipos diferentes como em grão, moído e o negro. Estes tipos não podem ser considerados como simplesmente trigo, pois possuem diferenças no seu estado, os quais influenciam no cálculo do transportador. Os materiais são definidos por suas características primárias, que são comuns a todos os materiais, e secundárias, que são específicas de cada material, podendo existir em uns ou em outros. 1 – Características primárias Como características primárias têm-se: a) Granulometria – análise que visa a classificar as partículas de uma amostra pelos respectivos tamanhos e a medir as frações correspondentes a cada tamanho; b) Peso específico (t/m³) – Relação entre o peso e o volume de um corpo; c) Escoamento ou fluidez - que é a maior ou menor capacidade do material em fluir entre os equipamentos (característica avaliada indiretamente pelo ângulo de repouso);

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d) Abrasividade – é a capacidade de arrancar, por atrito, partículas de outros corpos, que se dará pelo contato dos materiais transportados e o equipamento transportador. “O peso específico dos materiais a granel está na faixa de 0,3 a 3,0 t/m³, podendo os materiais ser classificados em sub-faixas. Esta característica influi no carregamento que é feito sobre o transportador.” (DANILO LUNA, RUI RÔMULO MOURA E TAULO PASSOS, 2003) A unidade de medida para granulometria é o “MESH”, que tem sua origem definida na malha de peneiras (ver figura 07), quanto maior no número, menor o tamanho do furo das mesmas e, portanto menor a granulometria do material. O Mesh (nº de malhas por polegada) corresponde a um cálculo percentual, e define o tamanho do grão. (Ver tabela 01 a seguir)
Tabela 01 – Medidas mesh/mm Fonte : ASTM – American Society for Testing Material

Medida (mm) Medida (mesh)

4 5

2 10

1 18

0,59 30

0,25 60

0,18 80

0,125 120

0,075 0,063 0,053 200 230 270

0,037 400

Figura 07 – Peneiras Normalizadas . Fonte: DIN 4188 de 1957 (designação das peneiras: diâmetro da malha em µ).

A fluidez de um material é influenciada ainda por sua vazão, compactação e granulometria, e os materiais com maior fluidez possui menor ângulo de repouso estático. Existe ainda o ângulo de repouso dinâmico, que é uma característica do material quando está em movimento no transportador, sendo 10º a 15º menor que seu ângulo de repouso estático. (MANUAL DE...,1991)

70

A abrasividade (como foi definida anteriormente) é determinada pela análise do material a ser transportado, para que possamos especificar cada componente do equipamento que estiver em contato com o material, para que não cause um desgaste prematuro de componentes internos do transportador, assim como a correia em um TC. As características primárias afetam ainda a velocidade do transportador, pois uma velocidade elevada pode causar muita poeira no caso de material fino e seco, ou pode causar o desgaste nas calhas de descarga no caso de materiais pesados, com baixa fluidez e elevada abrasividade, exigindo assim uma velocidade menor. 2 – Características secundárias Como características secundárias dos materiais, são citadas abaixo as principais: • • • • • • • • • Higroscopia - propriedade de absorção de umidade; Toxidez - capacidade de envenenar; Corrosividade – capacidade de um material em desgastar um ao outro através do contato; Poeira explosiva – característica da poeira do material de entrar em combustão na presença de fagulha ou centelha; Friabilidade – capacidade do material se reduzir a fragmentos ou pó; Leveza – capacidade de um material ser arrastado pelo vento; Compactabilidade - propriedade do material de reduzir a dispersão e o espaço total ocupado se agregando; Desagregabilidade – capacidade que um material possui de desunir; Pastosidade, viscosidade – propriedade do material de se aderir à correia e equipamentos.
É recomendável o uso de componentes na correia como coberturas, que permitam o isolamento do material com o meio-ambiente em situações em que as características secundárias do material possam causar algum tipo de impacto. Os materiais farmacêuticos e os alimentos são duas classes de materiais que necessitam de cuidados especiais, como a utilização

71

de revestimentos e coberturas para isolamento, pois são materiais contamináveis. (MÁRIO JOEL JÚNIOR e ANA MARIA FILHA, 2007).

3 – Codificação dos materiais Conforme já foi dito, o material pode ser classificado por suas características primárias e secundárias. A codificação dos materiais tem como objetivo padronizar e facilitar uma identificação dessas características, fazendo com que cada material tenha um código. ‘‘ informações verbais” O código é alfanumérico em que: • • • • A primeira letra indica granulometria; O primeiro número indica fluidez; O número seguinte indica a abrasividade; As letras em seguida indicam características secundárias. Vale ressaltar que o peso específico do material não está contemplado no código. De acordo com o Manual de..., (1991) , têm-se a codificação da soja e o farelo de soja representada abaixo: SOJA C27NW C = Granular – abaixo de ½’’; 2 = Escoamento fácil – ângulo de repouso entre 20 e 29º; 7 = Muito abrasivo; N = poeira explosiva; W = Contém óleos ou produtos químicos que podem afetar as peças de borracha; Peso Específico (γ) = 0,7 t/m3. FARELO DE SOJA B35Y B = Fino - 1/8‘’ e abaixo; 3 = Escoamento médio – ângulo de repouso entre 30 e 39º; 5 = Não abrasivo; Y = Muito leve e fofo – pode ser carregado pelo vento; Peso Específico (γ) = 0,6 t/m3.

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ANEXO A – QUESTIONÁRIO DE DIAGNÓSTICO DO SISTEMA DE GESTÃO Estrutura do Trabalho de Avaliação: Diagnóstico de Sistema de Gestão Empresa : Vale Endereço : Av. dos Portugueses - Praia do Boqueirão Município : São Luís CEP : 65.085-582

Unidade : Terminal Marítimo de Ponta da Madeira Fone : (98) 3218-5220 No de funcionários : 92 próprios (Jul / 2008)

Empresa certificada? : SIM. Desde 2006. Se certificada, em qual (is) Norma(s): ISO 9001:2000 E GMP+ B2 Contato(s) na empresa/ Participantes do Grupo:

• • • • • • •

Flávio Fernando Gurgel de Carvalho Cargo: Gerente de Área Assis Souza  Cargo: Supervisor de Utilidades Operacionais Fábio Fernando Ferreira da Silva Cargo: Supervisor de Operação Wilde do Nascimento Corrêa  Cargo: Supervisor de Planejamento Flávio Roberto Silva AraújoCargo: Supervisor de Manutenção Elétrica Ronilson Silva Serra  Cargo: Supervisor de Manutenção Mecânica Tonnyfran Xavier de Araujo Sousa Cargo: Coordenador de Qualidade

DIAGNÓSTICO INICIAL: a) Apresentação e histórico da organização (mercado em que atua, produtos, principais clientes, ...) b) Identificar os principais processos da empresa. c) Descrever de forma sucinta a estrutura organizacional da empresa (especificar os níveis hierárquicos existentes).

73

d) Estilo gerencial predominante na direção e demais chefias. É estimulado o trabalho em equipe? e) Comprometimento com o Sistema de Gestão: entrevistar executivos ou o dono e verificar o seu real comprometimento com a implementação do sistema de gestão. Entende ou entenderam os objetivos do sistema de gestão? Entenderam o processo de implantação do sistema de gestão ? Como avaliam o comprometimento das pessoas para com o Sistema de Gestão ? f) Planejamento. Existe um processo de Planejamento (Estratégico) da organização que culmine em um Plano de Negócios ? g) Fluxo de informações / comunicação: formalidade X informalidade da comunicação, excesso de documentação; como são disseminadas as informações na empresa? h) Política de recursos humanos: seleção, rotatividade, treinamento, sistema de reconhecimento/recompensa, nível de escolaridade dos funcionários, absenteísmo. i) Relações: existência de algum instrumento do Diagnóstico da satisfação dos clientes, conhecimento do mercado, principais clientes. j) Instalações: aparência geral, lay-out, higiene, organização, segurança, condições das máquinas e equipamentos, 5 S. k) Relações com fornecedores: critérios de compra, recebimento de materiais, principais fornecedores. Pontos Fortes do sistema atual de gestão Oportunidades de melhoria do sistema atual de gestão Questões Específicas: Usar a seguinte escala ++ destaque significativo + algum destaque = neutro - alguma deficiência -- deficiência significativa

74

Item do Diagnóstico 1.0 Responsabilidades da Alta Direção Definição e Comunicação da Política e Objetivos da (Qualidade, Ambiental, Saúde e Segurança e Responsabilidade Social) Definição da estrutura organizacional Realização de Análises Críticas Desenvolvimento de Plano de Negócios para curto e longo prazos Análise e uso de dados de desempenho Avaliação da satisfação das partes interessadas Comentários 2.0 Sistema de Gestão

--

-

=

+

++

Existência de procedimentos para garantir o atendimento requisitos especificados Aplicação de treinamento regular para os funcionários Comentários 3.0 Controle de Documentos Elaboração de documentos Aprovação de documentos Distribuição de documentos Alterações de documentos Comentários 4.0 Aquisição Avaliação e seleção de fornecedores Avaliação e desenvolvimento do Sistema de Gestão dos fornecedores Monitoramento do desempenho dos fornecedores Comunicação dos requisitos aos fornecedores Comentários 5.0 Controle de Processos Instruções para os operadores Controle da segurança e meio-ambiente Acompanhamento do processo de produção Manutenção preventiva Comentários

75

6.0 Ação Corretiva e Preventiva Identificação preventivas da necessidade de ações corretivas e

Métodos de solução de problemas Implementação de ações corretivas Implementação de ações preventivas Comentários 7.0 Controle de Registros Métodos de arquivamento e recuperação de registros Comentários 8.0 Auditorias Internas Planejamento das auditorias Qualificação dos auditores Execução das auditorias Tratamento dos resultados da auditoria Inclusão da avaliação do ambiente de trabalho Comentários 9.0 Treinamento Identificação das necessidades de treinamento Avaliação da eficácia dos treinamentos Comentários 10.0 Identificação de Requisitos Legais Identificação dos requisitos legais aplicáveis (qualidade do produto, meio-ambiente, saúde e segurança ocupacional) Avaliação do atendimento a estes requisitos legais Comentários 11.0 Identificação de Aspectos e Avaliação de Impactos Identificação dos aspectos ambientais e à saúde e segurança Avaliação dos Impactos associados a tais aspectos Comentários

ANEXO B – PERIGOS E MEDIDAS DE CONTROLE POR ETAPAS DO PROCESSO E ÁRVORE DECISÓRIA E IDENTIFICAÇÃO DOS PONTOS CRÍTICOS DE CONTROLE

PERIGOS E MEDIDAS DE CONTROLE POR ETAPAS DO PROCESSO (Do recebimento de carretas à descarga no Tombador) Identificação Cod. Perigo
-

Localização Cod. Etapa do Etapa Processo

Tipo
Químico Físico Biológico

Perigo

Sev. Prob. Risco
-

Medidas de Controle Atividade Documento
-

Nenhum perigo Nenhum perigo Nenhum perigo

1.

Recebimento das carretas (Nota Fiscal)

-

Óleo Diesel 01 Químico (vazamento de óleo diesel proveniente dos caminhões) Óleo lubrificante/graxa 02 2. Pesagem (BALANÇA RODOVIÁRIA). 03 Físico Químico (vazamento de óleo lubrificante e/ou graxa dos caminhões) Lama, poeira, minério (resíduos provenientes do pneu) Cantil, rádio, objetos pessoais do motorista (queda de objetos presentes no caminhão) Alta Pequena 3 Alta Pequena 3

Inspeção do caminhão antes da entrada para descarga Inspeção do caminhão antes da entrada para descarga Inspeção do caminhão antes da entrada para descarga Inspeção do caminhão antes da entrada para descarga

PRO-00024-GANOG-DESCARGA RODOVIARIA DE SOJA EM GRÃOS E FARELO DE SOJA

PRO-00024-GANOG-DESCARGA RODOVIARIA DE SOJA EM GRÃOS E FARELO DE SOJA

Baixa

Pequena

1

PRO-00024-GANOG-DESCARGA RODOVIARIA DE SOJA EM GRÃOS E FARELO DE SOJA PRO-00024-GANOG-DESCARGA RODOVIARIA DE SOJA EM GRÃOS E FARELO DE SOJA PRO-00026-GANOG-CUIDADOS E LIMPEZA PESSOAL

04

Físico

Baixa

Pequena

1

77

Localização Cod. Etapa do Etapa Processo

Identificação Cod. Perigo
-

Tipo
Químico Físico Biológico

Perigo

Sev. Prob. Risco
-

Medidas de Controle Atividade Documento
-

Nenhum perigo Nenhum perigo Nenhum perigo Objetos estranhos e/ou fragmentos Vidros (quebra proveniente das luminárias) Aflatoxinas

1.

Recebimento das carretas (Nota Fiscal)

-

05

Físico

Alta

Pequena

3

Cuidados com as instalações

PRO-00029-GANOG-CUIDADO COM AS INSTALAÇÕES

06

Químico

(presença de umidade e temperatura incorreta de acondicionamento do produto) Leptospirose (Presença de roedores) Óleo hidráulico

Alta

Pequena

3

Programa de limpeza e inspeção pós descarga.

PRO-00024-GANOG-DESCARGA RODOVIARIA DE SOJA EM GRÃOS E FARELO DE SOJA PRO-00028-GANOG-LIMPEZA DAS INSTALAÇÕES PRO-00029-GANOG-CUIDADOS COM AS INSTALAÇÕES PRO-00027-GANOG-CONTROLE INTEGRADO DE PRAGAS SISTEMA MAXIMO. PRO-00025-GANOG-MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS SISTEMA MAXIMO. PRO-00025-GANOG-MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS PRO-00029-GANOG-CUIDADOS COM AS INSTALAÇÕES SISTEMA MAXIMO. ANEXO 1 PRO-00024-GANOGDESCARGA RODOVIARIA DE SOJA PRO-00025-GANOG-MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS

07

Químico

Alta

Pequena

3

Controle integrado de pragas Programa de manutenção preventiva Programa de manutenção preventiva

08

Químico

(vazamento de óleo dos cilindros hidráulicos do tombador) Óleo lubrificante/Graxa

Alta

Pequena

3

09

Químico

(vazamento proveniente dos equipamentos) Óleo hidráulico

Alta

Pequena

3 Instalação de bandejas de contenção de óleo e graxa Programa de manutenção preventiva Inspeção do sistema antes da descarga

10

Químico

(vazamento de óleo do sistema hidráulico de elevação do tombador) Mistura de produto bom com úmido

Alta

Pequena

3

11 3. Descarga no Tombador.

Biológico

(proveniente de infiltração de água do lençol freático no fosso do elevador) Óleo lubrificante/Graxa/Tinta/Solvente

Baixa

Média

2

Inspeção do sistema antes da descarga

ANEXO 1 PRO-00024-GANOGDESCARGA RODOVIARIA DE SOJA

PRO-00025-GANOG-MANUTENÇÃO

78

Localização Cod. Etapa do Etapa Processo

Identificação Cod. Perigo
-

Tipo
Químico Físico Biológico

Perigo

Sev. Prob. Risco
-

Medidas de Controle Atividade Documento
-

Nenhum perigo Nenhum perigo Nenhum perigo

1.

Recebimento das carretas (Nota Fiscal)

-

...

...

...

...

...

...

...

...

...

...

79

ÁRVORE DECISÓRIA E IDENTIFICAÇÃO DOS PONTOS CRÍTICOS DE CONTROLE (Do recebimento de carretas à descarga no Tombador) Questões
SIM Vá para Q2 SIM NÃO PCC SIM PCC NÃO NÃO PCC NÃO Vá para Q3 NÃO Modificar

1. 2.

O controle deste perigo é importante para a preservação da segurança do produto (considerar o nível de risco)? A etapa do processo é controlada por pré-requisitos de BPF ou movimentações subseqüentes eliminarão ou reduzirão o perigo a um nível aceitável? Há procedimentos adequados ao controle, que eliminarão ou reduzirão o perigo a um nível aceitável?

3.

Cod. Etapa
1.

Identificação do Perigo Cód. Etapa Perigo Perigo
Recebimento das carretas 00 Nenhum Perigo Identificado

Risco
-

Q1 Sim
Vá p/ Q2 x

Não
Não PCC Não PCC Não PCC x Não PCC x Não PCC

Árvore Decisória Q2 Q3 Sim Não Sim Não
Não PCC x Não PCC x Não PCC Não PCC Não PCC Vá p/ Q3 Vá p/ Q3 Vá p/ Q3 Vá p/ Q3 Vá p/ Q3 PCC PCC PCC PCC PCC Modificar Modificar Modificar Modificar Modificar

N° Mod
-

N° PCC
-

01

Vazamento de óleo diesel do caminhão Vazamento de óleo lubrificante e graxa do caminhão Contaminação com resíduos do pneu (lama, poeira, minério) Contaminação por objetos do próprio caminhão (cantil, rádio, objetos pessoais do motorista)

-

Não

3

Vá p/ Q2 x

-

Não

02 2. Pesagem (Balança Rodoviária)

3

Vá p/ Q2 -

-

Não

03

1

Vá p/ Q2 -

-

Não

04

1

Vá p/ Q2

80

Cod. Etapa
1.

Identificação do Perigo Cód. Etapa Perigo Perigo
Recebimento das carretas 00 05 06 07 08 Nenhum Perigo Identificado Quebra de vidro das luminárias Presença de umidade e sujeira (Aflatoxinas) Presença de roedores (Leptospirose) Vazamento de óleo dos cilindros hidráulicos do tombador Vazamento de óleo dos equipamentos Vazamento de óleo da bomba para elevação do tombador Infiltração de água do lençol freático no fosso do elevador Resíduos de produtos químicos utilizados na manutenção (graxa, tinta, solvente) Queda de ferramentas ou materiais utilizados na manutenção Quebra de vidro das luminárias Pedaços de borracha resíduo da vulcanização das esteiras do transportador Presença de umidade e sujeira (Aflatoxinas) Presença de roedores (Leptospirose)

Risco
3 3 3 3

Q1 Sim
Vá p/ Q2 x Vá p/ Q2 x Vá p/ Q2 x Vá p/ Q2 x Vá p/ Q2 x Vá p/ Q2 x Vá p/ Q2 x Vá p/ Q2 x

Não
Não PCC Não PCC Não PCC Não PCC Não PCC Não PCC Não PCC Não PCC Não PCC Não PCC Não PCC Não PCC Não PCC Não PCC

Árvore Decisória Q2 Q3 Sim Não Sim Não
Não PCC x Não PCC x Não PCC x Não PCC x Não PCC x Não PCC x Não PCC x Não PCC x Não PCC x Não PCC x Não PCC x Não PCC x Não PCC x Não PCC Vá p/ Q3 Vá p/ Q3 Vá p/ Q3 Vá p/ Q3 Vá p/ Q3 Vá p/ Q3 Vá p/ Q3 Vá p/ Q3 Vá p/ Q3 Vá p/ Q3 Vá p/ Q3 Vá p/ Q3 Vá p/ Q3 Vá p/ Q3 PCC PCC PCC PCC PCC PCC PCC PCC PCC PCC PCC PCC PCC PCC Modificar Modificar Modificar Modificar Modificar Modificar Modificar Modificar Modificar Modificar Modificar Modificar Modificar Modificar

N° Mod
-

N° PCC
Não

Não Não Não Não

-

09 10 11 3.

3 3 2

-

Não Não Não

Descarga no Tombador.

12

3

Vá p/ Q2 x

-

Não

13 14 15

3 3 3

Vá p/ Q2 x Vá p/ Q2 x Vá p/ Q2 x Vá p/ Q2 x Vá p/ Q2

-

Não Não

16

3

-

Não

17

3

-

Não

81

Cod. Etapa
1.

Identificação do Perigo Cód. Etapa Perigo Perigo
Recebimento das carretas 00 Nenhum Perigo Identificado

Risco
-

Q1 Sim
Vá p/ Q2

Não
Não PCC

Árvore Decisória Q2 Q3 Sim Não Sim Não
Não PCC Vá p/ Q3 PCC Modificar

N° Mod
-

N° PCC
-

...

...

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