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Processo 00688-2007-044-03-00-0 RO Data de Publicação 23/07/2008 DJMG Órgão Julgador Segunda Turma Relator Convocada Taísa

Maria Macena de Lima Revisor Convocada Maristela Iris da Silva Malheiros TRT-00688-2007-044-03-00-0-RO RECORRENTE: NEILA IRINÉIA DOS SANTOS VITOR RECORRIDOS: 1) MANCHESTER SERVIÇOS LTDA. 2) POI SERVIÇOS GERAIS LTDA. 3) UNIÃO FEDERAL EMENTA: TERCEIRIZAÇÃO IRREGULAR. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. PRINCÍPIO DA ISONOMIA. É lastimável, mas é a realidade: a Administração Pública é campeã nacional em terceirizações irregulares. Noutro giro, a Súmula 331/TST reza que a contratação irregular de trabalhador, através de empresa interposta, não gera vínculo de emprego com os órgãos da Administração Pública Direta, Indireta ou Fundacional (inc. II) e, ainda, “que o inadimplemento das obrigações trabalhistas pelo empregador, implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações, inclusive quanto aos órgãos da administração direta, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista, desde que hajam participado da relação processual e conste também do título executivo judicial”. Assim, mesmo em se tratando de Administração Pública é possível a sua responsabilidade. Além disto, também no âmbito da Administração Pública, é possível a aplicação do princípio da isonomia nas hipóteses de terceirização irregular como forma de assegurar ao trabalhador o descumprimento de direitos conferidos aos empregados do “tomador de serviços” e, também, por analogia, o art. 12 da Lei 6.019/74 (trabalho temporário). Essa lei garante ao trabalhador temporário o direito à remuneração equivalente à percebida pelos empregados da mesma categoria da empresa tomadora ou cliente. Não há óbice a aplicação do princípio da isonomia junto às terceirizações irregulares praticadas, porque não se está reconhecendo a equiparação salarial, tratada pelo art. 461/CLT, já que o “terceirizado” sequer é servidor público, pois não cumpriu o requisito legal de admissão media prévia aprovação em concurso público.

de diferenças salariais por invocação do princípio da isonomia e terceirização irregular (fl. 304-05). pretendendo.303-20. por cerceamento do direito de produzir prova e. Esclareça-se que. a nulidade da sentença. os autos não cuidam de pedido de diferenças salariais por equiparação. Acontece que. relatados e discutidos os presentes autos de Recurso Ordinário. Juiz Marco Antônio de Oliveira em atuação na 2ª Vara do Trabalho de Uberlândia afastou as preliminares e julgou improcedentes os pedidos. nos termos do art. a procedência do pedido de diferenças salariais. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE Conheço do recurso da Reclamante.Vistos. sob o fundamento de que não foi permitida a produção de prova testemunhal por ela pretendida para fazer jus à isonomia salarial alegada. Embargos de Declaração pela Reclamante que foram julgados procedentes para julgar improcedente o pedido de diferenças salariais (fls. JUÍZO DE MÉRITO Nulidade Argúi a Reclamante cerceamento do direito de produzir prova. NEILA IRINÉIA DOS SANTOS VITOR. eventualmente. É o relatório. MANCHESTER SERVIÇOS LTDA. 06 e fl. 461/CLT. “b”). preliminarmente. com reflexos e. 311-17). que não existiu pedido de equiparação salarial.. realmente. Contra-razões às fls. e como RECORRIDOS. O Ministério Público do Trabalho opina pelo conhecimento do recurso e seu desprovimento (329). 297-300). porque presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. e UNIÃO FEDERAL. no mérito. 07. do pedido “alternativo” em torno da sucessão trabalhista (fls. A Reclamante não se conforma com a decisão. POI SERVIÇOS GERAIS LTDA. em que figuram como RECORRENTE. embora na sentença o juízo de origem tenha se . concedeu a justiça gratuita para isentar a Reclamante das custas (fls. 461/CLT e sim de diferenças salariais. RELATÓRIO O MM. e sim. na forma do art.

o que não se situa no âmbito das nulidades. a toda evidência. Portanto. Rejeito. o prejuízo advindo a falta de prova testemunhal pela Reclamante. inicialmente. E. o juízo “a quo” supriu a omissão e se manifestou expressamente sobre a improcedência das diferenças em face da isonomia. 794 da CLT dispõe que só haverá nulidade quando resultar dos atos inquinados manifesto prejuízo às partes litigantes. nem tampouco.pronunciado sobre equiparação salarial. Assim sendo. Não se pode perder de vista que as nulidades têm tratamento próprio no processo do trabalho. O dispositivo tem que ser considerado para acolher ou não a nulidade nesta Justiça Especial. das responsabilidades e das diferenças/princípio da isonomia Vislumbra-se do contexto dos autos que a Reclamante foi contratada. ou seja. Neste contexto. segundo o entendimento de origem (304-05). A improcedência do pedido e da aplicação do princípio da isonomia tem lugar na fundamentação unicamente em torno da matéria de direito. sendo que o juízo de origem decidiu de forma em contrário à tese da Autora. realmente. haja vista que a questão cinge-se ao mérito da matéria. de cabimento ou não do princípio da isonomia em se tratando de Administração Pública. o art. pela 1ª Reclamada (POI SERVIÇOS GERAIS) e depois foi transferida para a 2ª Reclamada (MANCHESTER ERVIÇOS LTDA. Isto desafia reforma da sentença. o prejuízo suportado pela Reclamante é apenas em torno do resultado do julgamento. de forma equivocada. Os depoimentos são esclarecedores o bastante para o convencimento sobre a irregularidade na terceirização praticada na espécie. mas sim de que não se aplica no âmbito da Administração Pública Direta a Lei 6.87 é suficiente para formar o convencimento sobre a realidade na qual se desenvolveu a prestação de serviços da Autora.019/74. Não foi a falta de prova oral que levou ao entendimento do julgador “a quo” de que não se aplica o princípio da isonomia ao caso “sub judice”. Não foram indeferidas as diferenças em razão de qualquer matéria de fato. totalmente desnecessária a oitiva de testemunhas na espécie. já que o depoimento das partes de fl. em que o princípio da isonomia é bastante suscitado. Da contratação.) para . não vislumbro cerceamento do direito de produzir prova. que trata do trabalho temporário e serve de subsídio para as hipóteses de terceirização irregular. na decisão de Embargos de Declaração da própria Reclamante (304-05).

era atendente e exercia a mesma atividade que a Autora. restou comprovado que a Reclamante exercia a mesma atividade que um empregado público. rotineira. desde que hajam participado da relação processual e conste também do título executivo judicial”. que se revelou mera interposição/locação de mão de obra. II) e. das autarquias. a Súmula 331/TST reza que a contratação irregular de trabalhador. Noutro giro. com a qual a Justiça precisa estar atenta para conviver. É lastimável. A terceirização não é uma prática ilegal por si só. 23-35). a UNIÃO FEDERAL. a Reclamante era atendente. ou seja. Indireta ou Fundacional (inc. Sebastião. desonerando-o dos encargos sociais típicos da relação de emprego para baratear a produção. 9º consolidado. no exercício da função de atendente (fls. Contudo. nem pela Súmula 331/TST. essencial. O contexto dos autos aponta pela irregularidade na terceirização levada a efeito pelo MINISTÉRIO DO TRABALHO. contratando mão de obra interposta para o desempenho de atividade que é inerente e contínua ao “tomador”. mas é a realidade: a Administração Pública é campeã nacional em terceirizações irregulares. a sua utilização de forma a impedir a formação correta do vínculo empregatício não pode ser prestigiada. é hoje uma necessidade de sobrevivência no mercado. Na hipótese “sub judice” a “terceirização”. A 1ª e a 2ª Reclamadas apenas forneciam a mão de obra para a 3ª Reclamada. No caso em concreto. A conduta não passa pelo crivo do art. pelos depoimentos das partes. que o Sr. desvirtuou a formação do vínculo empregatício. não gera vínculo de emprego com os órgãos da Administração Pública Direta. onde trabalhou de 2000 até 2007.prestar serviços junto ao MINISTÉRIO DO TRABALHO (UNIÃO FEDERAL – 3ª Reclamada). implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações. a Administração Pública estava se suprimindo de mão de obra interposta para satisfazer o exercício de atividade que lhe inerente. A Autora trabalhou por sete anos no MINISTÉRITO DO TRABALHO. inclusive quanto aos órgãos da administração direta. empregado do MINISTÉRIO DO TRABALHO e preposto da UNIÃO . das fundações públicas. das empresas públicas e das sociedades de economia mista. Segundo depoimentos das partes (fl. . ainda. através de empresa interposta. “que o inadimplemento das obrigações trabalhistas pelo empregador. 87).

é dever da Administração Pública fiscalizar a execução do contrato. art. embora não seja devedora dos créditos trabalhistas advindos do contrato de trabalho firmados pela 1ª e 2ª Reclamadas. a 1ª e a 2ª Reclamadas. que tem como obrigação principal o salário. Isto é. 58. atribui-se ao tomador dos serviços a culpa in eligendo e a culpa in vigilando. que por sua vez. No que se refere às diferenças salariais não reconhecidas pela decisão. Assume-se a obrigação. Sujeita-se a responsabilidade e esta não depende de disposição contratual. Além disto. Não se trata de dizer que a responsabilidade aqui imposta se dá apenas e com base em Súmula do TST. é elemento estranho à vontade do obrigado. § 3º da Constituição Federal. aplicável no âmbito do Direito do Trabalho. se os entes de direito público podem ser solidariamente responsabilizados pelas contribuições previdenciárias . A responsabilidade a ser imposta à UNIÃO aqui é de ordem pública. 927 do Código Civil. art. nem tampouco que existe violação ao inc. o dispositivo (§ 1º. não deixa de ser responsável por estes. inc. § 1º da Lei 8666/93 para a dicção da responsabilidade é ineficaz.Assim. Lei 8666/93) contraria o disposto no § 6º. Há que se perquirir sobre o cumprimento das obrigações trabalhistas pela contratada. capaz de captar o alcance obrigacional do fato gerador”( Juiz Ricardo Antônio Mohallem). 8º consolidado. É que a Lei 9032/96 dispôs sobre a responsabilidade solidária dos entes de Direito Público pelas contribuições previdenciárias (acessório que tem como principal a onerosidade do contrato de trabalho. ensejadoras da responsabilidade civil que gera o dever de reparação pelo ato ilícito. a inadimplência com os encargos sociais gera proibição legal de contratar com o Poder Público e deste receber recursos (art. 37 da Constituição Federal. 67. Ora. 195. art. pois a responsabilidade. Aliás. A Súmula apenas reconhece uma situação que encontra respaldo legal. L). danosa para o lesado e que fere o ordenamento jurídico. 71. A obrigação decorre unicamente da vontade do obrigado. durante a vigência do contrato. tem . A invocação do art. Lei 8036/90 e Lei 8212/91).II. no caso. isto implica em permitir que a responsabilidade pelo acessório capte o alcance dessa obrigação maior (pelo principal). ao contrário da obrigação. mesmo em se tratando de Administração Pública é possível a sua responsabilidade. com fulcro no art. conforme previsto na própria Lei 8666/93(art. Lembre-se ainda que. sob esse aspecto. art. por força do art. constitui-se na ação ou omissão. 71. sendo estas últimas decorrentes do contrato de trabalho. A UNIÃO. 5º da Constituição Federal. atribuível ao agente.

caracteriza terceirização ilícita. Tendo sido demonstrado que as funções desempenhadas pela Reclamante são essenciais à finalidade econômica da instituição financeira tomadora de seus serviços.ISONOMIA . por analogia. 2ª Turma. publicado em 27/02/08. também. o art. Des. Rel. o MINISTÉRIO DO TRABALHO. Com efeito.019/74 (trabalho temporário). e não equiparar empregados que executam suas atividades em condições distintas. já que o “terceirizado” sequer é servidor público. Márcio Flávio Salem Vidigal) “EMENTA: TERCEIRIZAÇÃO ILÍCITA . Não há óbice na aplicação do princípio da isonomia junto às terceirizações irregulares praticadas pela Administração Pública Direta ou Indireta. não se pode olvidar que a . de atividades inerentes à consecução de seu objetivo econômico.INSTITUIÇÃO BANCÁRIA INTEGRANTE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA . 12 da Lei 6. “[. não constituindo tarefas acessórias. A aplicação do princípio da isonomia nas hipóteses de terceirização irregular se dá como forma de assegurar ao trabalhador o descumprimento de direitos conferidos aos empregados do “tomador de serviços”. Relator Márcio Flávio Salem Vidigal) “EMENTA: DIFERENÇAS SALARIAIS – ISONOMIA. mediante locação de mão-de-obra. Confiram-se as decisões deste Regional: “EMENTA: DIFERENÇAS SALARIAIS – ISONOMIA. ou seja.razão a Reclamante.” (RO 00888-2007-136-3-00-7. 461/CLT. por instituição bancária.. O fato de a empresa tomadora ser pessoa jurídica integrante da Administração Pública Indireta não constitui óbice a este entendimento. 2ª Turma.POSSIBILIDADE. a UNIÃO. tratada pelo art.. revelam-se igualmente devidas as diferenças salariais pela observância do salário fixado para os exercentes de idêntica função junto à Caixa Econômica Federal” ( RO 00648-2007-061-03-00-4. Des. porque não se está reconhecendo a equiparação salarial. A transferência. Reconhecido aos Autores o direito ao recebimento dos mesmos benefícios previstos para os empregados da tomadora. pois não cumpriu o requisito legal de admissão media prévia aprovação em concurso público. Essa lei garante ao trabalhador temporário o direito à remuneração equivalente à percebida pelos empregados da mesma categoria da empresa tomadora ou cliente. por aplicação do princípio constitucional da isonomia. 3ª Reclamada e. resta concluir pela condição de bancária da Autora.] O princípio da isonomia tem por objetivo garantir que trabalhadores que prestam serviços em idênticas condições obtenham tratamento igualitário no que diz respeito à remuneração.

publicação em 08/12/2007. do art. com responsabilidade subsidiária da 3ª Reclamada. ficando prejudicada a . em parte. conheço do Recurso da Reclamante e dou-lhe provimento. o que foi reiterado em grau recursal. ao Recurso da Reclamante para julgar procedente. 8ª Turma. não são devidas outras vantagens/direitos salariais (como anuênios. para o cargo de atendente. em parte. Todavia. caput. da Lei n-o 6. no caso a UNIÃO FEDERAL. pois até mesmo na hipótese de contrato de trabalho nulo firmado pela Administração Pública apenas o direito ao salário e o FGTS são assegurados ao trabalhador.07. Trata-se da incidência do princípio da isonomia. 9o da CLT. bem como ao próprio MINISTÉRIO DO TRABALHO. na medida em que o pedido foi realizado em caráter sucessivo (“alternativo”) ao pedido de diferenças salariais que restou acolhido (fl. incidentes sobre o salário percebido pela Reclamante e aquele praticado no âmbito do MINISTÉRIO DO TRABALHO. em parte. em parte. ao pagamento das diferenças salariais decorrentes da terceirização irregular e aplicação do princípio da isonomia. 37 da CLT. a fim de que evite a prática irregular de terceirização.Magna Carta exige. desvirtuar ou impedir a aplicação dos preceitos trabalhistas e da aplicação analógica do art. para o cargo de atendente. Determino à expedição de ofício ao Ministério Público do Trabalho dando ciência do inteiro teor da presente decisão. etc) além das diferenças estritamente decorrentes do salário praticado no âmbito do MINISTÉRIO DO TRABALHO. Des. a prévia aprovação em concurso. nos termos do inciso II do art. com pressuposto ao vínculo de emprego com empresa pública. 5o. incidentes sobre o salário percebido pela Reclamante e aquele praticado no âmbito do MINISTÉRIO DO TRABALHO. a. a UNIÃO FEDERAL. gratificações. CONCLUSÃO Em face do exposto. Este dispositivo constitucional não impede. contudo. na forma da Súmula 363/TST. conforme restar apurado em liquidação. ao pagamento das diferenças salariais decorrentes da terceirização irregular e aplicação do princípio da isonomia. os pedidos e condenar a 1ª e 2ª Reclamadas. os pedidos e condenar a 1ª e 2ª Reclamada. Relator Márcio Ribeiro do Valle). conforme restar apurado em liquidação. com responsabilidade subsidiária da 3ª Reclamada. item 2). para julgar procedentes. Dou provimento. que se garanta ao trabalhador os mesmos benefícios que gozam os empregados da tomadora de serviços. para o cargo de atendente. da Constituição da República. insculpido no art. que visa desconstituir os atos que objetivem fraudar. (RO 00756-2007-153-03-00-0 RO. Fica prejudicada a apreciação da matéria relativa à sucessão trabalhista. 12.019/74.

incidentes sobre o salário percebido pela Reclamante e aquele praticado no âmbito do MINISTÉRIO DO TRABALHO. MOTIVOS PELOS QUAIS. hoje realizada. para o cargo de atendente. sem divergência. Belo Horizonte. conheceu do recurso da reclamante.00. determina-se a expedição de ofício ao Ministério Público do Trabalho dando ciência do inteiro teor da presente decisão. a fim de que evite a prática irregular de terceirização. a fim de que evite a prática irregular de terceirização.00. analisou o presente processo e. ao pagamento das diferenças salariais decorrentes da terceirização irregular e aplicação do princípio da isonomia.unanimemente. no caso a UNIÃO FEDERAL. TAISA MARIA MACENA DE LIMA RELATORA Fonte: TRT 3ª Região – Minas Gerias . com responsabilidade subsidiária da 3ª Reclamada. ficando prejudicada a apreciação da matéria relativa à sucessão trabalhista. fixo o valor da condenação em R$ 10. deulhe provimento parcial para julgar procedentes em parte os pedidos. determino à expedição de ofício ao Ministério Público do Trabalho dando ciência do inteiro teor da presente decisão.00 e custas de R$ 200. fixado o valor da condenação em R$ 10.00 e custas de R$ 200. 15 de julho de 2008. em Sessão da sua Segunda Turma. conforme restar apurado em liquidação. O Tribunal Regional do Trabalho da Terceira Região. bem como ao próprio MINISTÉRIO DO TRABALHO.apreciação da matéria relativa à sucessão trabalhista.000. e condenar a 1ª e 2ª Reclamadas. bem como ao próprio MINISTÉRIO DO TRABALHO.000.