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1) As privatizações resultaram em demissões em massa nas empresas que foram vendidas e os empregos gerados nas prestadoras de serviços terceirizadas

foram de pior qualidade, com remuneração bem inferior aos que eram pagos nas estatais; 2) Todas as tarifas de serviços públicos que foram privatizados (energia, telefonia, etc)subiram muito acima da inflação, com reajustes de 300% ou mais, levando a que a população brasileira passasse a gastar com os serviços públicos uma parcela muito maior do seu orçamento; 3) As empresas privatizadas foram vendidas a preços de banana, como foi o caso da Vale do Rio Doce, cujo patrimônio superava R$ 92 bilhões e foi 'vendida' por ridículos R$ 3,3 bilhões; 4) As empresas que compraram as estatais fizeram gigantescos empréstimos junto ao BNDES, com juros subsidiados, para comprar as empresas. Assim, foi um banco estatal que financiou o programa de privatizações no governo FHC. E não havia necessidade de se fazer isso, porque as empresas compradoras das estatais eram gigantescas multinacionais que não teriam dificuldade em obter tais empréstimos no exterior e, daí, em trazer tais recursos para o Brasil a fim de comprar as estatais; 5) As empresas privatizadas fizeram imensos empréstimos no BNDES, com juros subsidiados, para fazer investimentos e poder melhorar os serviços públicos; 6) A privatização do setor de energia elétrica resultou no primeiro e único racionamento de energia em nível nacional no país em 40 anos e gerou um prejuízo imenso para a economia brasileira, da ordem de dezenas de bilhões de dólares; 7) As privatizações resultaram num forte processo de desnacionalização da economia, fazendo com que hoje saia, mensalmente, do Brasil um valor imenso sob a forma de remessas de lucros. E tudo isso acontece porque as estatais foram vendidas para empresas estrangeiras. Em outros países, como na França, foram impostas sérias limitações à compra de estatais por estrangeiros e o governo do país passou a deter um tipo de ‘ação especial’, chamada de ‘golden share’, que permite que o governo francês vete qualquer decisão da empresa privatizada que seja considerada como prejudicial aos interesses do país. Tais cuidados não fizeram parte do programa de privatizações do governo FHC, que também resultou num forte processo de desnacionalização da economia brasileira e na redução da capacidade de intervenção do Estado na economia. Este processo de enfraquecimento do Estado somente foi revertido no governo Lula, que aumentou a participação estatal em setores estratégicos da economia brasileira, como na petroquímica, no setor de energia, de telecomunicações e no setor financeiro.