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Sensations

Capa por Mia Lira

Continuação...

Aliquam.

Notas: Apenas uma sugestão de música: 1 - Bad Romance (Lady Gaga Cover) por Thirty Seconds To Mars Link direto: http://www.kboing.com.br/30-seconds-to-mars/1-1035205/

Mia’s POV)

Não encontrei outra solução. Não encontrei outra opção a não ser procurar pelo único que poderia me dar abrigo.

Just because I'm losing, Doesn't mean I'm lost; Doesn't mean I'll stop; Doesn't mean I'm across.

Me receberia?

Just because I'm hurting, Doesn't mean I'm hurt. Doesn't mean I didn't get what I deserved.

Nem que só por alguns minutos?

No better and no worse.

–Mia?

I just got lost! Every river that I tried to cross. Every door I ever tried was locked.

–Posso entrar?

Ohhh and I'm just waiting 'til the shine wears off.

–Não deveria estar na premiação? –Eu quis ir embora. Vai me deixar entrar ou vamos ficar conversando aqui mesmo? –Entre. –Deixou-me passar. Adentrei a casa. Expirei forte como para me confortar de que estava a salvo.

You might be a big fish.

–Parece que brigou com o Jared. –Sim, mais uma vez. –Quer conversar sobre? –Na verdade... –Pausei. –Não. Só gostaria de saber se posso ficar um pouco aqui com você. Passarei a noite em um hotel, mas a solidão me mata. –Hotel? Está brincando?! Ficará aqui. –Eu juro que não vim com pretensões de te incomodar. –Você sempre me incomoda, sua chata. Deixei cair um sorriso.

–Eu estava fazendo uns ovos mexidos. Está afim? –Claro. Me deu uma cerveja. Rodei um pouco a garrafa entre as minhas mãos. Quando colocou o prato a minha frente, agradeci sorrindo fraco. Minha mente rodava. Mal conseguia me concentrar na comida a minha disposição. –Tem certeza de que não quer conversar? Mal tocou na comida. Tive meus olhos vermelhos pela pressão que fiz ao tentar me controlar. –Estou desesperada, amigo. Meu casamento acabou. –Ah, não... Mia. –Levantou de sua cadeira e me abraçou. –É só uma crise, minha querida. Vai passar. –Não vai. Eu sei que não. –Como pode ter tanta certeza? –Ele não me acha mais tão atraente quanto às outras. Tantas já garantiram o lugar ao delas na nossa cama. –... O Jared sempre teve muitas mulheres. Não deve estar sendo tão fácil controlar os seus impulsos. –E é por isso que quero sair dessa situação. Ajude-me a sair, por favor. –... Não posso. –Por quê? –Seria traição. Deixei minha cabeça cair. –Eu só... –O interrompi. –Não. Me desculpe. Pedi muito de você. –Eu te amo. –Eu também. É como um irmão pra mim. –Eu te amo como uma mulher. O encarei. –... O... O que?

–Eu te amo, sempre te amei. –Como nunca percebi? –Esteve claro o tempo todo, não enxergou por que seus olhos só viam o Jared. Tentei me distanciar, mas me segurou. –Não imagina quantas vezes te desejei, Mia. Quantas noites eu te olhei sedento na pista de dança enquanto ele estava fora. Era tão fácil pra eu poder te levar pra cama. –Pare. –Mas eu não quis. Tudo por causa da minha maldita fidelidade. –Pare. –Todas as mulheres que eu me deitei tiveram o seu rosto. Mas sempre quando eu acordava o peso da culpa me açoitava. –PARE! –O apertei. –Eu não posso parar. Liberte-me, meu amor. Nem que seja por uma única noite. –Ah! –Suas mãos estavam por baixo de meu vestido. –Eu prometi nunca me casar. Mas vejo que essa possibilidade não é tão inevitável. Eu só o faria se fosse com você. Eu lutei para detê-lo, mas era forte demais. Aquela fortaleza me contagiou. Notei quando o beijei, quando respondi aos seus apelos e quando estávamos nus em seu quarto. And you'll be lost! Movimentava-se tão masculamente sob mim. Meus dedos percorriam cada traço bem desenhado com desejo e redenção. Arqueei o máximo quando sugou meu mamilo. Tocamos, chupamos todas as áreas escondidas dos nossos corpos. Temi quando se acoplou a mim. Era grosso, mas... Delicioso. Eram tão parecidos fazendo amor... Lento e Lento. Forte e Forte.

Rápido e Rápido. Torturante e Perdidamente Apaixonante.

–Linda. –Sussurrou ao meu ouvido. Agarrou minhas mãos colocando a cada lado de meu corpo. Deus, não tínhamos nos protegido! –Desejo. –Mordeu meu pescoço. Até atingir o alto. Ele urrou ao acontecer e se limitou a dizer: –Meu nome... Diga. Gemi. –Diga. –Shannon.

O controle fugiu das minhas atitudes. Repetimos a investida durante diversas vezes na noite até o amanhecer. Recolhi-me de encontro ao seu peito. Não sofria com pesar. –Eu não queria que essa noite acabasse nunca. O olhei e me retribuiu. –Obrigado. –Pelo o que? –Sei que não vai desistir de mim pra ficar com o Jared. Agradeço por ter me dado essa noite. –Vai encontrar alguém melhor. Sorriu. –Não costumo me entregar tão facilmente.

Acariciei seu rosto. –Te quero bem, Shann. Gosto muito de você. –Pare de se preocupar comigo. Estarei bem se estiver bem, se meu irmão estiver bem. –Pegou minha mão e a observou atentamente. –Tenho de admitir, formam um belo casal. Mas se porventura, encherem um do outro... –Voltou a me olhar. –Tem meu telefone. –Piscou. –Idiota. –Ri. –Vai ser mesmo difícil te encontrar e não se lembrar de tudo... O que aconteceu. – Disse malicioso. –É... Não tinha pensado nisso. –Você pensa? –Está marcado pra morrer! –Pulei em cima de Shannon junto das suas gargalhadas exorbitantes. Tomamos café e almoçamos juntos. Shannon me levou para casa e me desejou sorte. A essa altura, já possuía mais de duzentas ligações perdidas e cem mensagens de texto de Jared.

Coloque Bad Romance (Cover Lady Gaga) – Thirty Seconds To Mars para tocar.

Abri a porta. –Onde esteve? –Passei a noite em um hotel. –Mentira. Liguei para todos da cidade. Tinha reserva no Helmsley, mas não apareceu por lá. –Passei a noite na casa de uma amiga. –Vai continuar mentindo? –Levantou. –De um amigo. –Mikhail, Leandro... –Shannon.

Tomou-me o braço e jogou-me no sofá. Enfiou as mãos por baixo de meu vestido e arrancou-me a calcinha. –Jared! Cheirou o tecido. –Transou com ele. –Se queria saber, bastava perguntar. –Era de se esperar. –Me puxou. –Agora que a minha querida esposa chegou, poderá desfrutar de um belo espetáculo. –Seguiu para o quarto, me puxando. –O que vai fazer? Empurrou-me com força e se reteve na porta. –Tome um banho e se vista. Vamos sair. –Bateu a porta.

(Jared’s POV)

Quando saímos era tarde. Ficamos em silêncio durante a viagem. Paramos em frente a uma casa discreta, que não prometia muitas surpresas. –Que lugar é esse? –Pare de fazer tantas perguntas. Vai saber quando entrar. No lugar havia muitas mulheres seminuas com olhares sedutores tanto para mim, quanto para ela. –Só pode estar brincando. –Exauriu. –Nunca estive tão sério em toda a minha vida. Fomos conduzidos a um quarto e trancados nele com diversas mulheres. Algumas já vinham ao meu encontro e me atiçavam sensualmente. Fui puxado. –Jared! –Aprecie, meu amor. É sua vez agora. Olhou-me escandalizada.

Ignorei suas reclamações e protestos. Respondi a todos os apelos. Com o tempo, Mia tentou abrir a porta sem êxito. –É inútil. –Disse por fim. –Estou obrigada a te ver fazendo isso? –Foi o que escolheu. De acordo com o decorrer do desenvolvimento dos gemidos e das investidas, ouvi gritos. Não de socorro, mas de dor. Vinham dela própria. O volume aumentava e se tornava ensurdecedor. Estava sentada com as mãos no ouvido. Corri até ela. –Amor, já acabou! Pronto, pronto! –A envolvi. Olhei pras garotas que não entendiam o que acontecia. –Saiam daqui! Bateu em meus braços, tentando me repudiar. –Me desculpe! Me desculpe! Por fim, se deixou aproximar. –Me desculpe. –Sussurrei. –Por que faz isso? –Eu quero que sinta tanto sofrimento quanto eu. Ah, Mia... Tem me machucado tanto nesses últimos tempos. Deitou no chão. Acompanhei sua ação. –Estamos loucos. –... Me tire daqui.

I want your love And I want your revenge I want your love I don't wanna be friends J'veux ton amour

Et je veux ton revanche J'veux ton amour I don't wanna be friends

Ficamos enclausurados dentro de nosso apartamento durante duas semanas. A comida era trazida por amigos e familiares. Ela só demonstrava sinais de carinho com Miguel. Maltratava-me com o silêncio e frieza. Recusei-me deixá-la sozinha. Recusei-me deixá-la. Ao comermos na mesa, não demonstrava nenhum apetite. Estava cada vez mais magra. –Não está comendo. Sem resposta. Joguei meu talher no prato. –... Não pode ficar sem falar comigo pela eternidade. Novamente silêncio. –Se morreu, me avise para mandar enterrar. –Provoquei para ver alguma reação. Sorriu sem humor. –Acertou mais uma vez, Jared. –Sua voz era quase inaudível. –Estou morta. –Não está morta! –Bati com força na mesa. –Está aqui. Comigo. –Quem é você? –Jared. –Não é. O meu Jared... –Pausou com a falta de ar. –Não reside nesse mundo há tempos. –Do que está falando? –É um andrógeno. Nem tão pouco se parece com o original. –E como é o original? –... O mais doce dos amantes.

–... Mia. –Ele prometeu me proteger de tudo e de todos. –Estava tremendo. –Sempre soube estar segura nos braços dele. Jamais me feriria. Ele prometeu me amar em todas as nossas vidas. –Olhou pra mim com tamanha tristeza. –Como pode dizer ser alguém tão perfeito se ao menos deixou de existir? –Eu te amo, Mia. E peço que me perdoe. –Cale a boca! –Segurou o peito. –Cale essa maldita boca. - Uma raiva se apoderou dela. –Não ouse repetir essas palavras novamente. Verme. Cuspiu ao passar por mim. Tentou passar a noite em claro, mas era de praxe terminar por dormir com o cansaço. Contabilizei todas as vezes que inspirou e expirou estando tranqüila. Eu não dormi. Estranha rosa.

Voltou aos ensaios. Insisti em acompanhá-la sempre, mas de todas as formas me evitava. Nem mesmo contou qual Ballet faria. Nem mesmo contou se ainda existia amor dentro de si. O Lago dos Cisnes... Soube de que havia se recusado de fazer o papel de Odette/Odile, porém com a insistência de Mikhail acabou por aceitar.

Uma chamada me fez assustar. Outra vez, Mia passara mal. Depois de um engarrafamento, consegui chegar ao centro de dança. Encontrei-a numa sala a meia-luz. –Eu tentei me apressar, mas o trânsito era... –Estou grávida. –Me interrompeu. –O... Que?

–De um mês. E já adianto, se quiser saber se o filho é realmente seu, estou de um mês. Então, sim é seu. –Isso é maravilhoso, meu amor! –Fui abraçá-la, mas me afastou. –Sem toda essa hipocrisia. Falei o que precisava saber pra mais tarde não jogar que não sabia e que sou a megera da história. –Não está feliz? –De trazer um filho ao seu mundo? Já estava infeliz o bastante por Miguel. Agora estou ao dobro. –Não faz isso comigo. –Fazer o que? –Se aproximou. –Sofrer? Está doendo, não está? Em mim doeu mais. – Arrumou sua bolsa. –Foi o que escolheu. –Deu-me as costas.

O Lago dos Cisnes estreou. Novamente sua estupenda atuação comoveu. Muitos dos comentários a apontaram como a última bailarina da eternidade. –Sua emoção convencia mais do que a de Pavlova. –Escutei alguém dizer enquanto passava pelas coxias. Terminado o espetáculo, a visitei no camarim. O difícil acesso não me surpreendeu. –Seu desempenho foi brilhante, meu amor. Olhou-me com escárnio. –Foi, não foi? –Ouvi falar que convenceu mais do que Anna Pavlova. Soltou uma risada alta e exuberante. –Deus! Muito interessante ouvir esse tipo de coisa. Deixa-me ainda mais intrigada com algo que conversava com os meus amigos, meu querido marido. Se eu estivesse feliz e satisfeita com a minha deliberante vida e com as pessoas que me cercam, seria menos intenso? –É perfeita em qualquer situação, Mia. Seja na mais brilhante ou pior fase de sua vida. –Mikhail disse esbarrando em mim e estourando a champagne. –Maestro! –Sorriu com mais vontade. –Te espero lá fora.

–Já vai tão cedo, meu bem? –Ironizou. –Se demorar, a trarei pelos cabelos. –Esperarei AN-SI-O-SA-MENTE. –Riu. Passaram-se quarenta minutos. Estive para voltar, quando a vi se encaminhar ao carro quase tropeçando nos próprios pés. –Não precisava ter me esperado. –Se apoiou na minha janela. –Entre. Sorriu e me obedeceu. –Adoro quando dá uma de macho possessivo. Me olhou pervertida. –Está bonito essa noite. –Tocou meu rosto. –E você bêbada. –Poderia se aproveitar de mim. Depois do êxtase me tornarei insuportável. Sua mão percorreu minhas braguilhas. –Tenho saudades de fazer amor com você. –Pare, Mia. –Toque o último compasso bem suave. -Continuou a me tocar. –Disse para parar! –... Quase me esqueci. -Tirou sua mão e sorriu.- Têm outras para satisfazê-lo. Sou desinteressante. Pff... –Só fala bobagens. –Não me ama mais, Jared! Estacionei o carro. Saiu sem avisar. Chegamos ao apartamento e ela começava a tirar as roupas. –Tome banho. Fede a álcool. Quando se virou para mim, estava completamente nua. –Quanto tempo mais vai me evitar?

–O suficiente. Riu pouco. –Boa sorte. -Deixou-me. Ouvi o barulho de ducha. Logo, fui para cama esperar que voltasse. A demora me preocupou, mas fora apenas um modo de chamar a atenção. Saiu com o roupão e os cabelos por escorrer. Desabou na cama e dormiu sem me retribuir um olhar. No dia seguinte, acordei com seus olhos pousados em mim. –Algum problema? –Não. Só estava te esperando acordar. O que acha de tomarmos café juntos? –Uma boa idéia. Sorriu. –Já encomendei tudo. Venha. –Me puxou. O que tinha na mesa encheu os meus olhos. Muito eu não comia há anos. –Onde achou isso tudo? –Liguei para sua mãe. Ri. –É incrível. –Podemos sentar ou vamos ficar só a observar? Durante aquela manhã a doce Mia de dezessete anos, a minha protegida, havia voltado. Minha alegria tomou conta de meu corpo. Os velhos risos. A velha felicidade. O nosso amor duradouro. Tudo. Tudo de volta ao seu devido lugar.

–Promete me amar pra sempre?

–Sabe que já te prometi isso tantas vezes. –Mas quero que seja renovada. –Mia... –Vamos. –Sorriu. –Me prometa. –Eu prometo. Pra sempre. –A beijei. Peguei-a nos braços e a deitei sobre nossa cama. Deleitei-me com seu corpo como se fosse a primeira vez. Parecia tudo novo. –Não me deixe. –Nunca. Com urgência, arremeti dentro dela. –Ah, Jared! –Minha... Que esse ato desenhe em todos os espaços a promessa de um amor eterno. –Eu te amo. –Disse em português. –Eu te amo. –Repeti junto de seus mágicos olhos.

(Mia’s POV)

–Amor, vou sair para comprar comida. Ele saiu e me deixou só. Caminhei por todo o apartamento guardando todo e qualquer fragmento de nós dois. Segurei meu filho por uma última vez. –Fique bem, meu amor. Como se parecesse me entender, Miguel começara a chorar. Aquele som que me cortava o peito foi o mesmo que me deu forças para continuar. Refleti sobre o espelho, alisei o meu cabelo. Tomei todas as minhas pílulas de uma única vez.

Enchi a banheira, coloquei a minha champagne ao lado. A lâmina que cortou os meus instrumentos fora responsável por tingir toda essa água turva. Braços caídos. Esses... Braços. Vermelho.

(Jared’s POV)

–Esqueci de pegar minha carteira. –Gritei. Berros de Miguel me assaltaram. Corri até o quarto e vi que estava tudo bem. Consegui acalmá-lo. O deixei e me dirigi até o quarto. –Mia? A porta do banheiro entreaberta denunciou a água com cor avermelhada que surgia. –MIA! Estava afogada na banheira. Tirei-a rapidamente de lá. Tinha os pulsos e pés cortados. –Meu Deus! O que você fez?! Peguei-a no colo e a cobri com uma toalha. –Shannon, preciso de você. Mia estava afogada na banheira, estarei a levando para o hospital. –Mas o que aconteceu? –Ela tentou se matar. –Ainda respira? –Tem pulso fraco. Por favor, venha o mais rápido que pode. Estou pegando um táxi. –Certo. Desliguei. Porém ao chegar ao hospital, era tarde. Tarde demais...

Ignem.

Notas: Uma sugestão de música apenas: 1 - Night Of The Hunter (Unplugged) do Thirty Seconds To Mars. Link direto: http://www.kboing.com.br/30-seconds-to-mars/1-1090006/

–Perdeu muito sangue. O feto não pôde suportar. –Disse-me o médico. –... –São jovens, ainda tem muito tempo para tentar. –Eu... Estou bem. Posso vê-la agora? –Está dormindo e só deve despertar pela manhã. –Passarei a noite com ela. –Se insiste. Novamente a mesma imagem. Tantos aparelhos ligados ao seu corpo e a minha culpa... Me consumia. Eu falhava toda vez. E se da próxima não conseguisse chegar a tempo? Quantas escolhas mais teria de fazer para protegê-la adequadamente? –Me perdoe, meu anjo. –Beijei-lhe a testa. –Não vai acontecer mais. Nunca mais.

Não dormi. Contabilizei todas as suas inspirações e expirações. E pela primeira vez na vida, precisei de um trago. –Jared. –Sua voz doce me contaminou. Pus-me ao seu lado em segundos. –Se eu não estivesse num lugar tão feio, diria que estou no céu. –Sorriu fraco. –Como se sente, amor? –Beijei o dorso de sua mão. –Entre o céu e o inferno. –Vai melhorar. Vai... –Me aproximei e a olhei de perto. –Melhorar. –Beijei o seu nariz.

–Até quando vai ficar me salvando? –Segurou suavemente minha blusa. –Até que desista de tentar me deixar. –Torna as coisas mais difíceis desse modo. Sempre me despeço, mas você me puxa de novo para esse lugar tão sujo. –Por que, Mia? Por que está fazendo isso? –Sabe que uma hora eu irei. –Não agora. –Estou antecipando antes que aconteça da forma mais sofredora para todos nós. –Não vou deixar. –Jay. –Eu não vou! –A olhei convicto. –Se eu tivesse te perdido, não suportaria sobreviver... –Tem de aprender a viver sozinho, meu amor. A minha presença sempre te afetará. Precisa se proteger. –Eu escolhi. Possuo um livre arbítrio. Me deram essa missão e aceitei de bom grado. –Mas falhou. Jared, você não é mais meu anjo da guarda. Volte.

...

–Eu saltei. E o fiz...

Por Ela. –Anjos não podem sentir. –Me falou cuidando das minhas feridas. –Renunciei. –Toquei seu cabelo e respirei sua pele. - Meu Deus, como seu cheiro é maravilhoso. Aquela fora a nossa primeira noite de amor entre tantas.

Deixei a proteção para dedicar-me a tê-la. A minha necessidade determinava meus defeitos e com o tempo... Me tornei simplesmente: MORTAL.

Retorne. –Mia... –Se proteja. Escolha outro caminho. Levantei a cabeça e a encarei. –Já escolhi. E esse caminho... É você.

Nossa vida voltou ao normal. A acompanhava aos ensaios assim como me presenteava com a sua presença em meus shows. Nos amávamos cada dia mais. –Amanhã vou me apaixonar por outra pessoa. –Lhe disse. –Quem é a vadia? –Sorriu me puxando para si. –Você. Riu. –E todos os dias eu me apaixono pela mesma pessoa. –Aproximou seu rosto. -... Como se fosse a primeira vez. Nada se compara a fazer amor em um dia de chuva. Nada. –Amor? –O que foi? –Enxuguei meu cabelo. –Estou no seu Twitter. Por que não está mais seguindo o Tomo? –Ele fala demais, retuíta demais, responde demais. –E você é chato demais.

–Como é que é? –Para de ser anti-social! Olha só quanta gente te manda mensagem e você nem dá o trabalho de dizer: Obrigado por lembrar de mim. –Fãs não querem ouvir: “Obrigado por lembrar de mim”. Fãs querem ouvir: “Eu te amo mais do que tudo”. E isso é hipocrisia. Amo-os em conjunto, não separadamente. –Você é escroto, sabia? –Sabia. –Você é cara mais escroto e chato que já conheci em toda a minha vida. –E você me ama muito por isso. –Alguém tem que te amar, não é? Duvido se qualquer outra fã por mais que te ame de todo o coração ia te agüentar por dois anos num relacionamento estável. –Em qual parte você se refere à estabilidade? Apontou pra mim. –Deixa de ser escroto! –Está vendo?! –Volta a seguir o Tomo, vai? Você quase não tem o que ler nessa sua página. –Vou pensar no caso. –Prometo te dar um agradinho. –Vai precisar de muito mais que um agradinho pra conseguir. –O que quiser. –O que eu quiser? –A olhei. –O que eu quiser? –É, papagaio. O que quiser. –Te quero nua numa piscina de chocolate. –Já está apelando. –Você disse. –E como sugere que eu consiga isso? –Fiz o pedido, o problema é seu em como vai realizá-lo.

–... Acho que o Tomo não está merecendo tanto. Ri.

Coloque Night Of The Hunter (Unplugged) – Thirty Seconds To Mars

Ela saía dos meus domínios uma vez mais.

I was born of the womb of a poisonous man; Beaten and broken and chased from the land, But I rise up above it, high up above it and see.

Não notou.

I was hung from a tree made of tongues of the weak. The branches, the bones of liars and thieves. Rise up above it, high up above and see.

Querida.

Pray to your god, open your heart. Whatever you do don't be afraid of the dark. Cover your eyes, the devil's inside.

One...

Se refugiou.

... Night of the Hunter.

One...

Nos seus âmbitos criativos.

... Day I will get revenge.

One...

Mas me permitiu...

... Night to remember.

One...

Fazer parte deles.

... Day it'll all just end, oh.

Ela dançava e como de início os quadris me hipnotizavam. E ela dançava e me intuía a loucuras. E ela dançava e fazia prevalecer suas vontades.

Blessed by a bitch from a bastard seed.

Pleasure to meet you but better to bleed. Rise,

Amargo

I will rise,

Lacre.

I will rise.

Amador.

Skinned her alive, ripped her apart. Scattered her ashes, buried her heart. Rise,

Vítima.

I will rise,

Fatal.

I will rise.

De nós.

Pray to your god, open your heart. Whatever you do, don't be afraid of the dark. Cover your eyes, the devil's inside. One night of the Hunter. One day I will get revenge.

One...

Sentido.

Night to remember.

One...

Desejo a recordar.

... Day it'll all just end, oh oh.

E ela olhou pra mim. E eu quis ser seus pés. E ela esteve sacana. Até que pude puxá-la para se entregar.

Honest to God I will break your heart, Tear you to pieces and rip you apart.

Honest to God I will break your heart, Tear you to pieces and rip you apart. Honest to God I will break your heart, Tear you to pieces and rip you apart. Honest to God I will break your heart, Tear you to pieces and rip you apart.

Uma promessa que eu nunca te faria.

One night of the Hunter. One day I will get revenge.

One...

Amar por...

... Night to remember

One...

Uma eternidade.

... Day it'll all just end, oh.

–Como conseguiu me achar? –Está ficando previsível, meu bem.

Ficou confusa. –Eu te segui. Sorriu. –O que faz aqui? –Senti falta da sua voz. Eu queria dançar ao som da sua música. –Bastava ter me acordado. –Não queria te perturbar e além do mais, seria clichê da minha parte. –Por quê? –Toda fã pediria isso. –Pensei haver me dito que tinha deixado de ser minha fã. –Você sempre será meu herói. –Encostou seu rosto ao meu. –Mas dificilmente vou admitir. –Mia. –Você é a pessoa mais incrível que eu já conheci. Ninguém vai poder mudar isso. –Eu te amo. –Faz um filho comigo... Agora? –Já disse que não precisa pedir. Levantei-a pelas pernas. Jogamo-nos em uma parede qualquer e nos tocamos. Abaixei a alça de seu collant lentamente apreciando seu caimento. Chupei sua clavícula enquanto jogava sua cabeça para trás. Desci meus beijos para seu colo e sorvi seus seios com uma apreciação indescritível. Empurrei o restante de seu collant para baixo. Despiu-me demoradamente a blusa, ao passo que me apressei em tirar minhas calças. –Não corra, amor. –Beijou-me o peito. –Tenho mais de quarenta. Riu baixo. –Dizem que uma das virtudes da idade é a paciência.

–Não faço parte de pesquisas. –A pressionei contra a parede. –Calma. –Por favor, sem preliminares hoje. –Onde está o romantismo? –Sorriu irônica. –Deixei em casa junto dos documentos do carro. –Que irresponsável. –Beijou-me o rosto. –Mas estou com bastante vontade de lhe atiçar. –Se afastou e caminhou pela sala de dança. –Enlouqueceu? Essa sala possui vista da cidade, podem te ver! –Ao que eu me lembro não se opôs a transar comigo minutos atrás. –Eu iria te tapar. Gargalhou. –Que grande feito o seu. –Vem cá. –Tentei puxá-la, mas rapidamente se esquivou. –Sempre tive vontade de dançar nua. –Poderia fazê-lo em casa. Começou a dançar ignorando meu pedido. Aproximei-me, mas sempre conseguia uma forma de fugir. –Onde estão suas aulas de ballet, docinho? –Vai mesmo me desafiar? Fez positivo com a cabeça. –Vou te dar trinta segundos para pensar se vai mesmo me desafiar. –Sentei-me e a observei bailar na minha frente. A essa altura, já me encontrava rijo como uma pedra. Parou e me observou pelo espelho. –Cansada? –De maneira alguma. –Voltou-se ao reflexo. –Acha que engordei? –Não. –Eu acho. Não consegue ver? Minhas coxas aumentaram.

–Faz parte da sua genética. Acho magnífico. –O Ballet não. –Está linda, Mia. Como sempre. –Não foi o que perguntei. –Mas é o que eu quero dizer. Já quebrou os Tabus das bailarinas magérrimas. Não é o suficiente? –A gordura sempre me assombra. –Fez a preparação para fouetté. -Conte para mim. – Iniciou. –Um, dois, três, quatro, cinco, seis... –Me levantei. –Sete, oito... –Comecei a me aproximar. - Nove, dez, onze, doze, treze... –E a olhava de perto tentando desconcentrá-la. –Quatorze, quinze... –A tomei. –Jared! –Tentou se desvencilhar, sem êxito. –Já se passaram trinta segundos. Me encarou novamente pelo espelho. –O que está esperando então? Voltamos à velha parede. Arremeti sem dó dentro de si. Escondi meu rosto em seus cabelos, conforme bagunçava os meus. Perdi a compostura e apertei violentamente suas coxas, entrando cada vez mais. Seus gemidos ecoavam pela sala. Mal conseguia dizer meu nome, mas a impedi de fazê-lo, beijando-a avidamente. Rapidamente atingimos o orgasmo. Liberei-me todo, até a última gota. –Se eu não engravidar agora é por falta da vontade divina. Ri. –Nós tentamos. Mas se não acontecer, adorarei tentar novamente. –Sorri malicioso. Acompanhou-me no sorriso. –Venha, vamos pra casa. –Me pegou pela mão. –Estou morrendo de fome. –Poderia tomar um chocolate quando chegarmos.

–Acho melhor não, hã? Vai te engordar mais. Bateu-me no braço. –Babaca. –Que feio uma bailarina com esses modos. Jogou-se em uma parede enquanto andávamos. –Sou um cisne negro, meu bem. –Olhou-me pervertida. –Se não quiser uma segunda rodada, não me provoque desse jeito. Fez uma careta. –Vamos logo! Demora como um idoso. Ah, me esqueci. Você é um idoso. –Eu avisei. –Pus-me a correr atrás dela. –Não! –Gritou rindo.

Como o esperado. Mia em duas semanas descobrira que estava grávida. Mimamos Miguel com a notícia de um irmão ou uma irmã. As freqüentes visitas às lojas de bebê se tornaram rotina diária em nossas agendas. Dessa vez, torci por uma menina para que ficasse feliz e completasse todos os seus ideais de vida. –Ainda acordado? –Acariciou meu ventre a me ver ainda trabalhando no computador. –Estou terminando. Prometo não demorar. –A olhei. –Estou com desejo. –O que quer comer? –Você. Sorri. –Dorme de conchinha comigo. Estou com saudade. –É golpe baixo. Sabe que eu não resisto quando faz isso. –Essa é a intenção. –Quer saber? –Fechei o notebook. –Dane-se.

Riu divertida. A abracei pelas costas. Funguei na sua nuca a fazendo arrepiar. –Jared. –Hun? –Me perdoa? –Perdoar? Pelo o que? –Pelas coisas que te fiz. Por todo o sofrimento. –Esquece isso. Passou. –Não consigo esquecer. Eu me sinto tão culpada. –Hey, olha pra mim. Virou-se e o fez. –Eu poderia ficar te dizendo para esquecer e que isso tudo serviu de alguma coisa no fim, mas sinceramente... –Segurei seu rosto. –Não quero me cansar. Não quero te cansar. Vou resumir em apenas uma única frase: - Pausei. - Eu te amo. –O falei em português. –Sabe, por muito tempo eu achei o francês a língua mais linda do mundo... –E as francesas as mulheres mais lindas do mundo. –Me cortou. –Não me interrompa. –Sorri. -... E as mulheres francesas as mais lindas do mundo também. –Jared! –Me socou o braço. –Sh, escute. –Ri. –Até um belo dia dar de cara com uma marrentinha dona da verdade e dona dos olhos mais lindos que eu já tinha visto. Brasileira. –Encarei sua expressão. Sempre pensei que toda essa coisa de “Até te conhecer” fosse piegas, mas não... Com o simplesmente um país de uma língua tão difícil e complicada consegue fazer descobrir um sentimento há tanto tempo guardado ao qual nós americanos não temos palavra alguma em nosso dicionário para designá-lo? Saudade... Todo esse tempo eu sentia saudade por alguém que eu tive e nunca reconheci. Algumas lágrimas brotavam nela. –Jay... –A calei com meus dedos sobre seus lábios. –Eu te amo. –Repeti. –E não há francesa no mundo que me faça mudar de opinião. Mordeu o lábio inferior.

–Droga! Você sabe que as grávidas ficam sensíveis e fica se aproveitando de mim. Ri mais. –E se Deus nos deu a oportunidade de termos mais um filho é por que ele te perdoa e quer que seja feliz. Tire toda essa culpa de dentro de você. Seja feliz. –Ah, meu amor. –Me abraçou. –Minha pequena. –Sorri. –Minha. –Eu te amo demais. –Sussurrou entre meus lábios. Beijamo-nos. Nossas carícias aumentavam até ouvirmos um “sinal de alerta”. Rimos. –Miguel. Deixa que eu vou. –Levantei. –Obrigada. Miguel chorava. –Hey, rapaz. O que houve? –O peguei no colo. –Não está sujo e nem com fome. –Deve estar com ciúmes. –Mia apareceu. –Vamos levá-lo pro quarto? –Uhum. –Alguém vai dormir com a mamãe e o papai hoje. –Vou pegar o Tetê. –Tetê? –Como assim você esqueceu? –Ah, o bichinho de pelúcia. –A idade é fogo. –Vai brincando, baixinha. Sua mãe é muito folgada, não é? –Miguel sorriu. Ela ajeitava a cama enquanto brincava com ele. –Vai ficar no meio de nós? –Qual o problema?

–Podemos machucá-lo. –Só se for você. Eu como boa mãe protetora vou estar atenta a qualquer movimentação suspeita. –Será que vai conseguir dormir, garotão? Parece tão desperto. –Tem sorte dele não estar trocando o dia pela noite. Minha mãe dizia que eu fiz isso durante três meses. –Por isso que é assim desse jeito. Olhou-me com falsa raiva. –Já terminou de arrumar? –Não, Senhor. –Pode demorar o tempo que precisar. Fica ótima desse ângulo. Jogou-me um travesseiro. –Sua louca! Poderia ter acertado ele. –Sou boa de pontaria. Pronto. Podem vir. –Também sou. –Me arrastei por trás dela colocando-o na cama. –Vamos dormir, lindão. Ainda não chegou sua época de curtir a noite. –Se deitou. Admirei os dois brincando. –O que foi? –Me percebeu a procurar minha câmera. –Esqueceu alguma coisa? –Preciso tirar uma foto. –Vem dormir logo. –Só um segundo. –Peguei a câmera. –Achei. –Não estou com ânimo pra modelo agora. –E nem precisa. Fica linda espontaneamente. Demorei cerca de quinze minutos com as fotografias. –Chega, não é? Ele já está quase dormindo. –Só mais uma. –Flash. –Pronto. Postarei amanhã no meu blog. –Deitei. –Me sinto como um passarinho no ninho.

Sorri. –As pequenas coisas é que me fazem sentir mais feliz. Poderia durar pra sempre. –É, mas logo vai crescer, vai namorar... –E você vai preparar o almoço de domingo pra nora. –Com bastante veneno. Ri. –Mentira. Eu desejo que quando crescer tenha bastante experiência sim. –O acariciou o rosto. - Conheça várias pessoas e várias formas de pensar e que principalmente tenha juízo sem esquecer de onde veio. E que no futuro, distante ou não, encontre um amor tão forte e tão sincero quanto eu encontrei por você. –Voltou a me olhar. –Tão forte e sincero, mas jamais igual. –Beijei sua testa depois de lhe acarinhar a face. –Boa noite, meu amor. –Boa noite, minha... Vida.

No dia seguinte, levamos Miguel para um passeio. Tudo como um bom programa familiar. À noite, o deixamos sobre os cuidados de Shannon e Tomo enquanto saíamos para jantar. –O que acha de uma viagem? – A peguei de surpresa. –Agora? –E por que não? –Têm o ballet e você os shows. –Poderíamos tirar uma folga de umas três semanas, Mia. Sempre vai ter alguém pra lhe substituir. –Não gosto muito dessa idéia de substitutas. –Sabe que ninguém conseguirá tomar seu lugar. É a bailarina mais bem quista na atualidade. –Posso pensar. –Uma semana no Brasil e outra em Israel.

–Pare de me seduzir. –Por favor. Não tivemos tempo para uma lua de mel. É perfeito. –... –Por favor. –... Ligarei para Mikhail amanhã. Sorri vitorioso. –Sabia que não ia resistir ao meu charme. –Idiota. –Obrigada, meninos. –Que nada. Vocês merecem um descanso. –Tomo falou. –Então, gente. Vou indo. A patroa está me esperando. –Espera, Tomo. Vou contigo. Deixei a mamadeira dele no freezer, Jared. –Ok. Obrigado, Shannon. –Muito obrigada, bolinha. –Mia o abraçou. Ambos ficaram um pouco sem graça, mas o olhar predador de meu irmão ainda pousava sobre ela. –Boa noite. –Disseram ao passar pela porta. –Acho que ele nunca vai se desapaixonar por você. –E eu acho que isso não é problema nosso. –Ainda. –Vou fazer um café, me acompanha? –Sim. Fiz um pequeno balanço, chamado gota, com o tecido pendurado que há tempos não usufruíamos. Apareceu em poucos instantes trazendo as xícaras. –Boa idéia. –Sempre penso em tudo. –Deu-me o café. Provei. –Muito bom. –Obrigada. –Sentou-se na gota ao meu lado. –E então? Preparado para ser pai de novo?

–Mal posso esperar para trocar fraldas, acordar no meio da noite com choro de bebê... –Fala da boca pra fora. –É... –Olhei para o líquido. –Esperei durante tanto tempo. Não poderia estar insatisfeito. –Acha que é um menino? –Uma menina. –Errou da primeira vez. –Sabia que era um menino, só quis te agradar. –Acredito. –Falando sério, acho que é uma menina. Sorriu. –Eu também. –Sugestões pra nome? –Só uma... Nina. –É lindo. –Puxei seu balanço. –Vem pro meu. Está muito longe. –Mas antes... –Bateu sua gota com a minha. –Outch! –Sempre quis fazer isso. –Levantou e se sentou em meu colo. –Bem melhor. –Deixei nossas canecas no chão. –Bem melhor. Agora a gente podia rodar, não é? –Eu vou ficar enjoada e vou vomitar em você. –Nem queria mesmo. –Podíamos fazer amor aqui. –Ou tentar. –Cala a boca e me beija. –Também te amo. –Sussurrei.

Amittere.

Notas: 3 sugestões de músicas: 1 - P.D.A (We Just Don't Care) do John Legend; 2 - Virgem da Marina Lima; 3 - Ordinary People do John Legend. Links diretos: http://www.kboing.com.br/john-legend/1-43785/# http://www.kboing.com.br/marina-lima/1-47917/# http://www.radio.uol.com.br/#/letras-e-musicas/john-legend/ordinarypeople/2485441

Coloque P.D.A (We Just Don’t Care) – John Legend para tocar

–Mia! MIA! Estamos atrasados! –Cheguei à porta do quarto. –Espera. Eu não sei qual saia usar. Me ajuda. –Disse voltando do closet com duas. – Qual fica melhor? –É uma escolha realmente difícil. –Observei as duas de cortes totalmente extremos. – Amo suas pernas, mas não que a observem. A branca. Ela riu e pude sentir minhas costas se inflarem. –Sabia que ia escolher essa. Fico com a outra. –Começou a guardar a minha preferida. –Sabe, meu amor... O seu mal é achar que sou igual aos outros homens. –A abracei por trás e lhe disse em seu ouvido. –Irá com a branca e guardamos essa para uma ocasião mais própria. –O que eu ganho em troca? –Um maravilhoso Golden Ticket. –Sai daqui! –Se debateu. Prendi-lhe mais. –E a maravilhosa oportunidade de conhecer intimamente o Frontman da banda Thirty Seconds To Mars.

–Uhul! Mal posso esperar. –Se apresse, linda. –Mordi o lóbulo de sua orelha. –Se continuar com isso, aí que vou me atrasar. –Disse tentando manter a compostura. Foi minha vez de rir. –Vou buscar o Miguelzinho no quarto. –Estive saindo. –Certo. Esperou que me afastasse um pouco e pegasse a outra peça de roupa rejeitada. –A BRANCA! –Gritei de fora. –... Merda.

Com os constantes flashes de fotógrafos em cima de nós no aeroporto, Miguel se mostrava cada vez mais irritado. –Poderiam pelo menos diminuir os flashes? Estão deixando meu filho assustado. –Falei com uma calma absurda. –Desculpe, Jared. –Alguém respondeu. Porém, cerca de segundos passados, novamente aumentaram e passaram a esbarrar em nós. Nem conseguíamos andar e Miguel começou a chorar incontrolavelmente. –Será que podem pelo menos nos dar passagem ou terei que agir com grosseria?! – Mia se exaltou. –Somos sempre simpáticos e receptivos com todos, mas não estão sendo conosco! Deviam se envergonhar por estar fazendo uma criança chorar! Como um líder e seus súditos, respeitaram o caminho e poucas fotos foram disparadas. A maioria de desculpou, mas ela se manteve irredutível. –Posso dizer que é a mulher mais excitante que já conheci? Ainda carregava uma carranca. –Odeio quando me desrespeitam, ainda mais quando é injusto. –Já deveria estar acostumada. Sempre vai piorar. –Nunca vou me acostumar. Não sou esse tipo de pessoa e nem vou ser. A encarei surpreso. Olhava para o lado ressentida. Éramos tão diferentes... Mas complementares. Perfeitos.

–Nunca me deixe. Olhou-me. –O que? –Parecia confusa com a repentina mudança de assunto. –Nunca me deixe, Mia. –Falei mais convicto. –Eu me perco sem você. –Por que está falando isso? –Só quero que saiba e jamais esqueça. Sorriu maravilhosamente. –Mesmo depois de tudo o que aconteceu acha que vou te deixar, seu velho idiota e chato? –Acariciou meus cabelos. –É sempre bom renovar os votos. –Se te deixa mais confortável. Mas palavras vão ao vento, certo? –Beijou-me docemente. –E eu tenho muito mais do que isso pra oferecer. –Ah, é? –Mordi seu lábio inferior. –Hey, vocês! –Alguém nos chamou. Olhamos preguiçosos, acreditando que seria mais um fotógrafo. –Vão viajar ou não? Contraí o rosto. –Tomo? –Não. Sua querida avó. Claro que sou eu! –Nós. –Shannon chegava ao seu lado. –O que fazem aqui? –Mia se separou de mim. –Acham mesmo que a gente vai permitir que viajem sem que tenham alguém pra perturbar todo esse clima meloso? Não mesmo. –E afinal, alguém tem que cuidar da criança. –Tomo disse. –Tomo o fará. –Shannon disse. –Não mesmo!

Estávamos acomodados no avião. Tomo e Shannon haviam se sentado atrás de nós. Mia parecia um pouco distante. –Tudo bem? –Segurei sua mão. –Sim. –Parece longe daqui. –Talvez esteja. Voltar ao Brasil sempre me traz muitas lembranças. –Boas? –Também. Mas as ruins dominam a minha mente na totalidade. –Não deveria se preocupar. –É impossível. –Não entendo o motivo de olhar tanto para trás. Já aconteceu, não vai mudar. Aprendeu com isso, certo? –As coisas não funcionam desse modo, Jared. Os erros ficam e o peso também. Acabam por atrapalhar o andamento da vida. –Por que deixa que isso aconteça. –Por que não me deixa sozinha com os meus fantasmas? –Ficou séria. –Por que eu sei que quer se salvar deles. Me chamou por esse intuito. –Tem certeza de que sou eu que está vivendo no passado? Um tapa sórdido no rosto. –Vamos parar, ok? Já basta viver com isso todos os dias, falar sobre piora ainda mais. Soltei sua mão. E ela tentou compreender o porquê. –Isso não pertence ao passado, Mia. Pertence a uma existência. E pelo visto serão necessárias inúmeras vidas para que entenda. Ficou em silêncio. Virou-se para a janela e se encolheu. –O importante não é quantos socos você dá em uma luta e sim o quanto consegue persistir nela. Riu ligeiramente. –Rock Balboa.

–Eu sei. Meu pai... –Sempre assistia todos os filmes da série. Miguel riu. Nós rimos junto. Nossos olhares se acariciaram quando se encontraram. –Obrigada. –Estava cândida. –Estarei contigo em todos os momentos. Na riqueza e na pobreza; na saúde e na doença; na alegria e na tristeza; até que a morte nos separe. –Como Deus determinou. Tomei sua mão novamente. –Consegue ver que belos presentes me deu? –A vida é longa, meu bem. –Piscou. –... –Quero mais um filho. –Nem tivemos o próximo. -Sorri. –Mas quero. Desejo essa família gigante e fruto do nosso amor. –... Hoje você está inspirada. Não sei se suportarei até o fim dessa viagem para tê-la aos meus braços. A felicidade de Miguel se transformou em choro. O pegou no colo. –Sim, suportará. Alguém está precisando de uma limpeza. Minha expressão não deve ter sido a das melhores, pois comandou em seguida. –Da próxima vez, é você. –Levantou-se e seguiu para o banheiro.

–Eu estou tentando. –Você é burro, Tomo. Esse excesso de cabelo te afeta demais. –E você, que mal tem? –Podem parar de agir como duas galinhas e fazer o favor de falar o que está acontecendo? –Disse, após de acordar de um cochilo. –O Tomo não consegue abrir a lata de refrigerante.

–Jesus! Eu fui acordado por uma lata de refrigerante. Me dá essa merda! –Não. Isso é uma questão de honra. –Onde está a Mia? –Voltou, mas foi ao banheiro de novo. Acho que ela está se pegando com algum cara lá. –Shannon, vai se fuder. –Eu também te amo, irmãozinho. –Quase lá, quase lá! - Depois de uma pausa. –Ei, me devolve! Mia se sentou ao meu lado com a lata em mãos. Abriu num piscar de olhos. –Problema resolvido. –Levantou a lata para que pegasse. –Não tem graça. Aeromoça, me traz mais uma? –E quanto a você, Shannon, estava cuidando da minha higiene pessoal. Tudo bem pra você? –Acho que não. Só se eu tivesse te ajudado. –Babaca. –Obrigado. –Disse Tomo quando recebeu o refrigerante. –Isso é criancice, Tomo –Ninguém pediu pra acabar com a minha brincadeira. Riu. –O que estava fazendo? –Questionei. –Xixi. –Riu mais. –Demorou. –Até poucos minutos estava roncando, Jared. –Quando fui acordado por uma lata de refrigerante. –Mimadinho. –Ajeitou suas coisas em sua frasqueira. –Como é? –Mimadinho. –Parecia sublinhar a palavra ao dizer.

–Se quer que eu te estupre naquele maldito banheiro nesse exato momento, fala isso de novo. Gargalhou. –Ai, Jared... Você é tão... –Pausou. - Mimadinho. –Você pediu. –A puxei pelo braço, levantando-lhe. –Ai, adoro assim, amor. –Riu mais. –Droga, Mia. Sabe que me excita quando faz isso. –É essa a intenção. –E como acham que vão conseguir essa proeza? É proibido. –Shannon retrucou. –Tem uma coisa chamada suborno. Talvez goste de usar, irmãozinho. –Bati em seu ombro. -Cuidem de Miguel. –Como sempre. Ao entrarmos na cabine, tinha a mão por debaixo de sua saia. –É uma pessoa suja, Jared Leto. –Desculpe por ferir sua integridade, ó santa imaculada. –Pode fazer quando quiser, mas apenas por debaixo da sua batina. –... O que? –Esquece. –Me beijou.

De volta às poltronas. –Deu pra ouvir os gemidos daqui. –Se inspirou? –Ela alfinetou. –Está maldosa comigo hoje, Sra. Leto. –Não está sendo um bom menino, Shann. –Vou me comportar. –Jurou beijando os dedos. –Espero. –Quanto tempo ainda falta para chegarmos? – Tomo perguntou.

–Horas. Muitas horas. –Disse. –Vamos chegar à noite, não é? – Ela indagou. –Acredito que sim. –A cidade fica tão linda de noite... –Essa cidade só tem coisa linda mesmo. Ruborizou. –Que droga! –Adoro te ver vermelha. –Apertei sua bochecha. –Idiota. –Não me trata assim, amor. –Beijei sua clavícula. –Desculpe. E um barulho de lata abrindo no interrompeu. –PORRA, TOMO! Estou todo molhado, seu filho da puta! Rimos baixinho.

Coloque Virgem – Marina Lima para tocar.

–Sejam bem-vindos ao Rio de Janeiro. –Escutei a aeromoça dizer. –Acorde, vida. Chegamos. Aninhou-se mais ao meu peito, porém despertou sorrindo. –Finalmente. Minha casa. Vimos à vista pela janela. –É linda, não? A admirei sem que percebesse. –Sim, é.

A tranqüilidade com que fomos recebidos no aeroporto era relaxante. Acertamos tudo o que precisávamos, pedimos nosso táxi e seguimos para algum hotel. –Pare o táxi. –Disse. Antes que pudesse perguntar o por que, ela saltou do carro. Era Ipanema, talvez Leblon, não sei ao certo, só da visão dela correndo para a praia pouco iluminada. Abriu os braços, voltada para o mar. Miguel estava tão fascinado assim como eu. –A cidade mais perfeita do mundo. –Retornou a nós.

O vento levava seus cabelos ao rosto, lhe dando uma impressão travessa.

Outros olhos e armadilhas.

Os lábios entreabertos demonstrando um desejo reprimido.

Outros olhos e armadilhas.

E satisfação da conquista.

Outros olhos e armadilhas.

–O que?

Enfeitiça-me de todas as maneiras.

Outros olhos. –Ah! - Outros olhos!

Entorpecendo todos os meus membros.

E armadilhas...

–Vamos. –Beijou a face de seu filho e me puxou pela mão.

No hotel, cada um para o seu quarto. Mia ligou para sua mãe que insistia ao dizer que devíamos ficar na casa da família. –Não é necessário, mamãe. Ficamos bem no hotel. –Pausou para ouvi-la. –Eu sei, eu sei. Amanhã mesmo passaremos o dia com vocês. Não se preocupem. Eu também te amo. Durma bem. Tchau. –Desligou. –Ela é um pouco difícil às vezes. –Sério? Então o mal vem de família. –... –É brincadeira. –Vou colocar o Miguel para dormir. –Levantou. Abracei-lhe quando estava o arrumando. –Eu estava brincando. –O que eu não entendo é que se me acha tão difícil qual a razão de ainda estar comigo? Droga, Jared! Sabe do meu temperamento, não tinha que ser obrigada a ficar aturando suas brincadeiras. –Está sensível por causa da gravidez? –Agora eu estou sensível por causa da gravidez! Não, não estou. Quero que me respeite e me entenda. –Tirou minhas mãos de si. –Te respeitar sim, mas entender... Está pedindo um pouco demais. –Cocei a sobrancelha. –Ai, Jared! Sai daqui! –E pra onde sugere que eu vá? –Longe de mim. –Pegou minhas coisas e jogou em mim. –Não quero brigar. Se me quer longe, farei o que pede. Mais tarde conversamos.

–Isso! Vai lá! Abri a porta, mas dei um sorriso maroto. –Estou indo, hein? –Vai logo! Saí e andei a passos lentos para o elevador. –Jared! Virei-me. –Sim? –... Volta. Antes que pudesse chegar ao quarto, veio me abraçar correndo. –Me desculpe. –Tudo bem. –Dei um beijo em sua cabeça. –Vamos voltar.

Fomos recebidos com festa pelos parentes de minha mulher. Shannon se enturmou fácil com os homens da família, enquanto durante algum tempo Tomo se sentiu deslocado, assim como eu. –Quando a Vicky chega? –Perguntei. –Amanhã. –Certo. –Bebi o suco que a mãe de Mia havia feito. –Não deveria estar falando com os demais? –... Não tenho certeza se sou muito querido. Aprontei bastante. –Então admite? –Riu. –Seria hipócrita se não o fizesse. –Realmente, Jay. Mudou da água para o vinho. –A Mia faz milagres, não? –Se aproximou seu irmão. –Cara, fica tranqüilo. Ninguém guarda rancor de você. Se ela está feliz, estamos também. Vemos o quão bem faz a nossa queridinha. –Isso... Deixa-me mais tranqüilo.

–Relaxa e vem fazer parte da conversa. O tema é: Como as mulheres podem mudar um homem. –Talvez eu possa falar sobre a minha experiência. – Ri. –Vem você também, cabeludo. –Chamou Tomo. –... Claro.

(Mia’s POV)

Observava a cena com orgulho. Era bonito demais ver o meu homem se juntar aos tantos outros que também guardavam uma parte do meu coração. Mas como ocultar? A maior parte pertencia a ele... Somente. –Só está faltando babar. Retribuí a brincadeira de minha mãe com um sorriso. –Estou muito orgulhosa dele, mamãe. Avança a cada dia. Não tenho direito de pedir mais. –Tive medo que fosse te fazer mal e de fato, fez. –Passou. Quero enxergar as coisas daqui pra frente. Podemos combinar isso? –Podemos. Mas mesmo assim, tome cuidado. –Sei onde piso. –Espero que saiba. Leve esses pratos para a mesa. –Entregou-me alguns. Saí da cozinha recebendo um caloroso olhar de meu marido. –Do que estão falando? –Estamos difamando as mulheres, minha querida. –Shannon brincou. –Então serei obrigada a deixar a todos sem sobremesa. –Deixar sem sobremesa? Vou expulsar todo mundo! –Mamãe me acompanhou. –Não saberemos nem ao menos que delícia vamos perder? –Meu pai falou. –Um brigadeirão dos deuses. –Hum... Afrodisíaco. –Jared tentou, mas todos os olharam.

Após alguns minutos de tensão, riram juntos. –Bem-vindo a família de novo, filho. –Meu pai o cumprimentou. –Acho que vi alguém borrar as calças. –Shannon disse e meu irmão gargalhou. –Vamos. Todos se sentando a mesa. –Mamãe ordenou.

(Jared's POV)

–Sua família é fantástica. –Obrigada. A sua também. –Me acolheram de uma forma especial hoje. E vi o esforço de seu pai ao tentar se comunicar comigo. –É, o cursinho de inglês ajudou bastante. –Sorriu. –Poderia me ajudar no português. –Quando quiser. Beijei a ponta de seu nariz. –Cansada? –Uhum. –Durma. –A apertei. –Teremos excelentes dias pela frente. –É uma promessa? –Sim. –Vou cobrar. –Não vai nem precisar. Ressonou baixo. –Nunca mais.

Coloque Ordinary People – John Legend para tocar.

O sol nos despertou.

Girl, I’m in love with you. This ain't the honeymoon. Past the infatuation phase.

Saboreei seu corpo com lentidão

Right in the thick of Love, At times we get sick of Love, It seems like we argue everyday.

O prazer era incomparável ao sentimento.

I know I misbehave And you made your mistakes And we both still got room left to grow.

E ainda insistia no desacreditar.

And though love sometimes hurts, I still put you first. And we'll make this thing work, But I think we should take it slow.

Essa roupa poderia não ser apropriada.

We're just ordinary people.

Mas era você.

We don't know which way to go.

Que me convencia.

Cuz we're ordinary people.

E não importa quanto terei que pagar.

Maybe we should take it slow (Take it slow, oh, oh, ohh).

Pra te fazer sorrir.

This time we'll take it slow (Take it slow, oh, oh, ohh).

Salvação independente.

This time we'll take it slow.

Vida.

This ain't a movie no, No fairy tale conclusion ya'll. It gets more confusing everyday.

E se todos os dias fossem iguais...

Sometimes it's heaven sent We head back to hell again. We kiss and we make up on the way.

Persistia a te amar.

I hang up you call, We rise and we fall, And we feel like just walking away.

Não, eu não vi aquela garota que me chamou.

But as our love advances, We take second chances Though it's not a fantasy. I still want you to stay.

Meus olhos seguem muito ocupados...

We're just ordinary people.

Com essa minha obsessão...

We don't know which way to go.

Por você, minha querida.

Cuz we're ordinary people.

Posso gemer seu nome se precisar?

Maybe we should take it slow (Take it slow, oh, oh, ohh).

Dançando calmamente só me esquentaria.

This time we'll take it slow (Take it slow, oh, oh, ohh).

Mas é tudo tão incompreensível na sua cabeça.

This time we'll take it slow.

Não me elogie.

Take it slow.

Apenas me embeveça.

Maybe we'll live and learn;

Pegue a

Maybe we'll crash and burn;

Fertilidade

Maybe you'll stay, maybe you'll leave, Maybe you'll return;

Dos olhos

Maybe you'll never find;

Gentis dela

Maybe we won't survive;

E crie a verdade

But maybe we'll grow, We never know.

Baby, you and I.

Humana.

We're just ordinary people.

O seu rosto se adéqua tanto...

We don't know which way to do. (Hey!)

Ao espaço que reservo no peito.

Cuz we're ordinary people.

Vou enlouquecer. Mas que se foda!

Maybe we should take it slow. (Hey!)

Arranque toda essa confusão de mim.

We're just ordinary people.

E a ilusão se dilui.

We don't know which way to go.

Conto nos dedos as minhas vitórias.

Cuz we're ordinary people.

E não os dias que vamos passar ainda... Juntos.

Maybe we should take it slow (Take it slow, oh, oh, ohh).

E agora tudo parece tão claro.

This time we'll take it slow (Take it slow, oh, oh, ohh).

E agora tudo parece tão cabível.

This time we'll take it slow.

Que me gera o medo de reclamar.

Take it slow.

Suspiros seus.

This time we’ll take it slow.

Que me tomam.

Take it slow.

Entreguei a ti...

This time we’ll take it slow...

A alma de um sonhador.

Puella.

Notas: Duas sugestões de músicas. São elas: 1 - You Are The Only Exception do Paramore; 2 - Certas Coisas do Lulu Santos. Links diretos: http://www.kboing.com.br/paramore/1-1025606/ http://www.kboing.com.br/lulu-santos/1-70203/#

Coloque You Are The Only Exception – Paramore para tocar.

(Mia’s POV)

Uma menina miúda está sentada em meio à escuridão. Veste saia Bailarina Rosa Fosco. Possui os joelhos encostados ao peito e o olhar baixo. Porém logo, seu queixo se levanta demonstrando o passado.

When I was younger I saw my daddy Cry and curse at the wind.

Os fatos da vida lhe passam rapidamente.

He broke his own heart and I watched as he tried to re-assemble it.

E era uma criança tão adorável...

And my mamma swore she would

Never let herself forget.

Que não tinha medo de qualquer conseqüência.

And that was the day that I promised I'd never sing of love if does not exist. But darling...

You are the only exception.

Amor, me faça...

You are the only exception.

Enxergar o erro infantil...

You are the only exception.

Que poderia estragar tudo.

You are the only exception.

Sem me perder num mar de ilusões.

Maybe I know somewhere deep in My soul that love never lasts.

Lembra da primeira vez? –Riso. –Eu sim.

And we've got to find other ways To make it alone or keep a straight face.

Seus olhos abandonaram os meus em segundos.

And I've always lived like this Keeping a comfortable,

Mantendo...

Distance.

E por um momento me perguntei:

And up until now I swored to myself That I'm content

Se eles parariam em mim...

With loneliness,

Nada importa mais se o tenho aqui.

'Cause none of it was ever worth the risk.

Relaxe. Não respire.

But you are the only exception.

Haveria um oceano?

But you are the only exception.

Tão gigante e superior?

But you are the only exception.

Capaz de destruir e destituir?

But you are the only exception.

A nossa história?

As lágrimas que me escorrem. Eu não posso deixá-las ir. Por mais que eu tente correr nessa chuva. É o seu rosto que vou ver apagar em todas as pessoas.

Abre os braços e flutua entre a grama.

I've got a tight grip on reality,

But I can't let go of whats part of me here.

O coração deixa sua forma em meu peito.

I know you're leaving tomorrow, when you wake up, Leave me of some kind of proof it's not a dream.

A dor incessante não se compara com a perda. Levou-me a vida e a razão. Agora deixe-o ir.

A face é focada e todas as suas mágoas e esperanças deslizam por seus olhos. A vida havia começado do zero.

Whooa...

Novamente levanta a visão.

You are the only exception

Parece não aceitar.

You are the only exception

Foge com todas as suas forças.

You are the only exception

O encontra a sua espera.

You are the only exception

Ele a abraça fortemente.

You are the only exception

Prometendo um futuro brilhante

You are the only exception

Mas perigoso.

You are the only exception

Ela não parece se importar.

YOU ARE THE ONLY EXCEPTION.

Ela parece não se importar.

And I'm on my way to believing...

Oh, não. Ela parece não se importar.

And I'm on my way to believing...

–Eu não me importo.

Suspiro. –Sonhei com você essa noite. Sorri leve. –Não sonhamos. Nossas almas se entrelaçaram. –Durma mais um pouco. Quero te encontrar novamente. Fecha os olhos.

(Jared’s POV)

Uma suave brisa arrepiou minha pele. Sinal de que estava frio e de que não havia mais o calor habitual de minha mulher para me privar de tal sensação. Tateei a cama não a encontrando. O lençol estava agarrado a minha mão como se quisesse fazer com que ela aparecesse, apenas com o mínimo esforço da minha imaginação. Batidas contra o solo que eram exercidas repetidamente ousaram abrir minha vista. –Ah, Mia... O quarto era com certeza grande, o closet pessoal nem se fala. A encontrei como em diversas vezes de frente para o espelho treinando suas combinações de pirouettes e fouettés. –Sua coxa não está virando totalmente en dehors. Parou repentinamente. –É, eu sei.

Mantivemos o silêncio por alguns minutos. Mia olhava para sua sapatilha e forçava sua ponta contra o chão. Sempre o fazia quando ficava nervosa e perfeccionista. –Pensei que havíamos tirado alguns dias para nós... Somente. –E tiramos. Mas sabe que não consigo ficar tanto tempo parada. Mal fecho a primeira posição por estar uma semana sem me exercitar. –Tão exagerada. –Me aproximei. - Sabe que o cansaço excessivo pode te prejudicar. Percebi seu olhar fugindo de mim. –Pode me dizer o real motivo de estar com essa cara? –É tudo uma grande bobagem, não se preocupe. A segurei. –Me preocupo. O que é? –Disse para esquecer. –Falou com uma calma cortante. –Não vou repetir. –... Penso em me aposentar. –De onde tirou tal idéia? –Estou ficando velha. –Claro. –Ironizei. –Há muitas bailarinas excelentes no mercado, Jared. –Excelentes, porém não melhores. É a Prima Ballerina dos Estados Unidos, quer abandonar tudo por medo? –Eu mal me dedico a minha família! –Você foi mãe nova demais! –Miguel pode me acusar mais tarde. Não entende? Amo meu filho, mas o divido com nossas mães, parentes e centenas de bailarinas iniciantes sentadas em um camarim à espera de uma oportunidade; almejando me ver cair nas minhas estréias. –Pare com isso. Estarei do seu lado. –Será? –Chorou um pouco. –Até poucos minutos atrás me recriminou por estar me dedicando ao meu trabalho.

–Minha querida, eu só não quero que se canse. Eu só espero que relaxe nesses dias para nós. Nesse momento, não era minha intenção lembrarmos quem somos para o mundo e sim o que representamos um para o outro. –Segurei seu rosto. –Mia, você sempre será a bailarina mais linda que já conheci e vi dançar. Não. A artista mais linda. É tão nova, está experimentando agora o doce sabor do sucesso, mas por insegurança quer jogar tudo pro ar. Se o fizer, será insano. –Jay. –Sh, escute. Não deixarei que o faça. Sempre desejarei te ver em cima de um palco e assim que vai ser. -Respirei.- Deixe-me dirigi-la. –O que? –Me deixe assessorá-la. Cuidar de toda a sua carreira. –Se isso acontecer, nosso expediente sempre terminará em gemidos. –A maneira mais prazerosa de encerrar um dia de trabalho. –... –O que me diz? –Eu vou... Pensar.

Coloque Certas Coisas – Lulu Santos para tocar

Piscina.

Não existiria som Se não houvesse o silêncio.

Viva.

Não haveria luz Se não fosse a escuridão.

E...

A vida é mesmo assim, Dia e noite, não e sim...

E deixe viver.

Um mergulho faz por tirar todo o calor do corpo. A bela escultura e bem moldada estrutura. Se ao entrar quase não faz barulho, o que me resta dizer daquele que a segue?

Cada voz que canta o amor não diz Tudo o que quer dizer,

Ele a persegue.

Tudo o que cala fala Mais alto ao coração.

E diante da explosão, um puxar que a faz rir e deslizar suas mãos pelos braços dele. –Pare com isso... Shannon. –Achou que fosse o Jared?

Silenciosamente eu te falo com paixão...

Não!

–Não... Ele não teria mãos tão possessivas. Abraçou-a mais forte.

Eu te amo calado, Como quem ouve uma sinfonia

–Não pude resistir quando te vi aqui. –Nadava para tentar aliviar as dores de meus pés.

De silêncios e de luz.

–Se sente melhor? –Sim. Virou-a.

Nós somos medo e desejo, Somos feitos de silêncio e som,

–Não entendo por que sempre esconde seu corpo. –Pra não provocar a cobiça e inveja alheia. –Cobiça... –Sorriu.

Tem certas coisas que eu não sei dizer...

–Desejo.

Um beijo.

A vida é mesmo assim,

Capaz de destroçar

Dia e noite, não e sim...

A vida de um anjo.

Eu te amo calado, Como quem ouve uma sinfonia

E agora não a culpava.

De silêncios e de luz,

Pois resistia bravamente.

Nós somos medo e desejo, Somos feitos de silêncio e som,

Contra seus impulsos.

Tem certas coisas que eu não sei dizer...

Mesmo que ainda o puxasse pela nuca.

Era minha tortura favorita.

–Shannon! Enlouqueceu? –O fitou com raiva. –Sim. Isso sempre acontece quando estou perto de você. –Poderiam ter visto. –Poderiam, mas não viram. E eu repetiria quantas vezes fosse preciso. –Deve ter bebido. –Subiu as escadas. –Se tivesse, esse seu ângulo estaria distorcido pra mim agora. Ela o olhou. –Mas não está. Andou rapidamente. –Homens... Ao entrar no quarto: –A água estava boa? Seu rosto pareceu se surpreender. –Sim. Esperei que descesse. –Eu desci, mas a sua companhia de fato era mais apropriada. –Jared, eu... –A silenciei com a mão. –Ele te beijou. Eu vi. O Shannon é apaixonado por você, estamos cansados de saber. O que eu realmente quero saber é quando essas situações deixarão de acontecer. Tentou mais uma vez argumentar, mas novamente a calei.

–Estou cansado de dividi-la com outros homens, Mia. Mikhail, Leandro, Shannon... Quantos mais terão vez? Quando vai ser em definitivo minha esposa? Seus olhos possuíam uma docilidade imensa. –Sempre digo. É jovem, é menina, mas fora mulher suficiente para casar comigo. Fez sua escolha e deve agir como tal. –Me desculpe. –Não tem por que se desculpar. Só peço, meu bem –Tomei seu rosto- Que me assuma de uma vez por todas. É pedir demais? –... Não. Farei o que pede. A abracei. –Obrigado.

Certos dias se passaram. Os passeios com sua família se tornaram rotineiros em nossa estadia no Brasil. Mia nos surpreendeu dizendo que levaria todos para um lugar misterioso. O prédio que estacionara o carro familiar era grande e espaçoso. Pegou as chaves do bolso e convidou-nos para entrar. –Como se sentem? –Perguntou. –Normal. A gente quer saber por que nos trouxe aqui. –Respondeu a sua mãe. –Te trouxe aqui, mãe para dizer que isso tudo te pertence agora. –Como assim? –Comprei esse prédio e o terreno ao lado há poucos meses. Agora o seu sonho de ter um teatro e uma escola de artes se realizou. A primeira escola de artes gerais do Brasil. –Filha, isso é maravilhoso! As duas se abraçaram sorrindo. Contemplei enquanto pude. Saquei minha câmera e fotografei. Mia prometeu bancar toda a obra, mesmo com os reclames da mãe. Logo, deixamos os integrantes ali e passeamos a dois. Resolvemos parar para almoçar. –Eu achei maravilhoso o que fez.

Ela sorriu um pouco mexendo no suco que tinha em mãos. –Era um sonho antigo de minha mãe. Prometi que realizaria e consegui. Me sinto aliviada. –É uma grande pessoa. –Não, não sou. Estou retribuindo tudo o que fizeram por mim. –De maneira esplendorosa. Riu depois de um gole. –Vai ficar sempre me vangloriando assim? –Sempre. –Segurei sua mão. –Sempre. –A beijei. Seu celular tocou. –Fala, mãe. –Pausou. –Certo. –Pegou o telefone e colocou no Viva-Voz. –Pode falar que já estamos ouvindo. –Eu estava pensando, já que faltam poucos dias para irem embora, por que não deixam Miguel conosco para aproveitarem o resto da viagem a sós? –Acho uma excelente idéia. –Respondi. –Será, mãe? Não vai te atrapalhar? –Claro que não. Acho que precisam aproveitar. Não tiveram lua-de-mel. –Não sei... –Se mostrou receosa. –Vamos aceitar sim. Obrigado. –Mas como vamos buscá-lo depois? –Passam aqui antes de voltarem. Assim posso te ver mais uma vez. Sorriu. –Tudo bem, mamãe. Ligo mais tarde para combinarmos os detalhes. –Certo. Um beijo. –Outro. –Te amo. –Também te amo.

–Tchau, Jared. –Tchau. E mais uma vez obrigado. Desligou. –Preciso falar que sua mãe é um amor? –Já sei disso. E então? Temos mais dois dias no Brasil. O que quer fazer? –Quero fazer amor com você. Se enrubesceu um pouco. –E de preferência. –Pedi a conta ao garçom mais próximo. –Agora.

A um toque, seus seios se intumesceram. Nossas bocas perigosamente exploravam recentes descobertas. Talvez fosse possível perceber novos pontos erógenos. Porém o mais importante era estar com ela. –Ah, Jared... –Arfou. –Gosta quando a toco aqui? –Penetrei suavemente um dedo em sua sensibilidade. –Oh, sim. As alças do vestido ameaçavam revelar sua nudez. Mia me desnudou completamente, mantendo-se vestida. –Tantas foram as vezes que me despiu. De repente possa apreciar. –Deixou cair o vestido. –Só poderei apreciar se a tiver em mãos. –A puxei. Nos beijamos vorazmente. Toquei seu ventre e me senti arrepiar. Lambi o espaço entre seus seios enquanto ela se livrava dos últimos pedaços de corte que carregava. Larguei meu corpo sobre o colchão. Tocava-me em todas as extremidades, mordiscava minha barriga até encontrar meu ponto mais sensível. –Ah, garota. –Agarrei seus cabelos. Me chupava com uma intensidade! Tantas vezes foram que fui ao paraíso e voltei. Ao ponto de chegar ao clímax, me privou. –Menina má.

Sorriu maliciosa. Sem esperar, sentou em minha ereção. Em ritmo lento se manteve. Nossos olhos estavam concentrados reciprocamente conectados e isso me deixava cada vez mais louco. Perdeu o controle e acelerou. –Assim, amor. –A acariciei o abdômen. A trouxe mais. –Eu te amo. –Contei com o português para lhe fazer sorrir. Atingimos altos e revigorantes espasmos de prazer. Caiu cansada sobre mim. –Como é detestável, Senhor Leto. –Só por fazê-la rir? –E por me deixar de pernas bambas em qualquer situação. –Deitou ao meu lado. Escondeu seu rosto nos braços, mantendo-se de bruços. –Sabe que odeio quando saio de dentro do seu corpo? – Lhe tirei os cabelos que escondiam sua face. Gargalhou. –Ai, Jared. Você é mais tarado do que eu pensava. –Ah, é? Pensava que eu era tarado? –Sempre pensei. –Eu adorava ter ver desfilando para mim nos shows quando ainda éramos “desconhecidos”. –Eu sei. Sempre senti seus olhos em mim o tempo todo. –Não mudou muita coisa. –Beijei suas costas. –Não tinha que ligar pra sua mãe? Virou-se. –Ela pode esperar mais um pouco. –Me puxou para outro beijo.

Na manhã seguinte, tivemos o café na cama. Após algumas horas, Mia depois de postar suas atualizações no computador, começou a arrumar sua mala, assim como eu. Logo, uma cena me fez rir.

–Mia, vem cá! –O que? –Veio rápido. –Ai, meu Deus! Miguel mexia nas sapatilhas de Ballet. Olhei para ela com ar de riso. –Nem adianta me olhar! Eu não influenciei! –Não mesmo? Já era minha esperança de se tornasse um guitarrista. –Nunca se sabe. –Aham, sei. Está jogando sujo! –Pára de ser chato! –Bateu em meu braço. –Chato? –Lhe prendi contra o espelho. -Quem é chato agora? –Você. Beijei-a. Poucos segundos depois, Miguel começara a rir. Olhamos-nos. –Vamos. –Pegou Miguel no colo. –Me deixe guardar isso, antes que seu pai me queime na fogueira de inquisição. –É mesmo uma boa idéia. –Não seja chato que nem ele. –Disse baixo. Estapeei sua bunda. Olhou-me com um bico agressivo. –Gostosa. Terminou por sorrir.

Funus.

Notas: Como sugestões de músicas: 1 - It Will Rain do Bruno Mars (Essa música é viciante e eu acho que tem tudo a ver com Mia & Jay) 2 - Arms da Christina Perri. (Sugestão da leitora BrielleMezo) Links diretos: http://www.kboing.com.br/bruno-mars/1-1094171/# http://www.kboing.com.br/christina-perri/1-1073294/#

Coloque It Will Rain – Bruno Mars para tocar.

Um foco.

If you ever leave me, baby,

O que está acontecendo?

Leave some morphine at my door

Por que está tudo focado num bar?

'Cause it would take a whole lot of medication

E tem os seus lábios vermelhos enquanto bebe um drink?

To realize what we used to have,

We don't have it anymore.

Olhou-me, mas tudo ao redor parece tão distorcido...

There's no religion that could save me.

O seu rosto se transformou.

No matter how long my leaves are on the floor.

Mas a beleza ainda está lá.

So keep in mind all the sacrifices I'm makin'.

Garota, não me segure.

Will keep you by my side, Will keep you from walkin' out the door...

Olhe.

Cause there'll be no sunlight If I lose you, baby There'll be no clear skies If I lose you, baby Just let the clouds, I

I will do the same if you walk away Everyday, it will rain, rain, rain...

Um quarto.

As roupas estão espalhadas por todo o chão. E eu não consigo me controlar, não quero fazer isso. Ela era minha, só minha. É tão divino olhar o que as suas curvas podem me fazer. Ah, o controle...

I'll never be your mother's favorite.

Manteve-se seminua enquanto brincava com sua sedução.

Your daddy can't even look me in the eye.

–Não me provoque.

Oooh, If I was in their shoes, I'd be doing the same thing Sayin there goes my little girl walkin' with that troublesome guy...

Fitou-me séria pelo ombro, depois divertiu-se.

But they're just afraid of something they can't understand.

Por que não fala?

Oooh, but little darlin' watch me change their minds.

O que tem de mais brincar com o fogo?

Yea, for you I'll try I'll try I'll try I'll try.

As sombras de nossos corpos fazendo amor me impressionam.

I'll pick up these broken pieces 'til I'm bleeding That'll make you mine...

E de repente...

Cause there'll be no more sunlight If I lose you, baby. There'll be no clear skies, If I lose you, baby. Just like the clouds, I I will do the same if you walk away. Everyday, it will rain, rain, rain...

Não era mais eu.

I'll do the same

Por favor!

Goodbye,

Mia!

Don't just say,

Não permita.

Goodbye.

O clima fúnebre tomou-me.

I'll pick up these broken pieces 'til I'm bleeding That'll make it right...

Escute.

Cause there'll be no more sunlight, If I lose you, baby. There'll be no clear skies, If I lose you, baby. Just like the clouds, I I will do the same if you walk away.

Everyday, it will rain, rain, rain...

E o caixão que se aproximara me revelava...

Você.

Abri os olhos. Respirei ofegante. –Acabou...

Talvez... Horas luz.

–Vamos acordar, dorminhoco. –Beijou-me o rosto. –Está chovendo? –Não. Faz um dia lindo lá fora. –Não entendo. –O que? –Estou acostumado a acordar começando pela deliciosa missão de tentar encontrá-la, já que sempre desaparece. –Devo estar amadurecendo. –Acredito que sim. –Sorri. –Bom dia, amor. –Boa tarde. –Sorriu. Percebi que se vestia com a camisa do Black Sabbath. –Gostei da sua camisola. –Segurei o tecido. –Gostou, é? Encontrei entre as minhas coisas. Estranho, não? –Devo ter deixado cair. –Claro. Não houve nenhum convite sexual, imagina.

–Sua mente é podre. Riu. –Levante. Estou com fome. –O farei, se sair de cima de mim. –Grosso. Segurei suas pernas. –Quer ver uma coisa realmente grossa? –Anda cheio de duplos sentidos ultimamente, Jared. Andou falando com o Terry de novo? –Sou bipolar. Esqueci de te contar antes de casarmos. –Eu já tinha percebido isso, querido. Não se preocupe. Mas é um bom motivo para pedir o divórcio. –Agora você me deixou com raiva. –A derrubei na cama, prendendo-lhe pelos pulsos. –O que vai fazer? Me estuprar que nem fez no avião? –Riu. –Não, claro que não. Pior, querida. –Forcei meu membro contra sua suavidade. – Alguém não vai conseguir andar amanhã. –Sussurrei. –Amor... –Disse baixo com os olhos modificados pelo prazer. –Adoro quando se rende fácil. –Sorri mordiscando seu queixo. –Mesmo? –Uhum. Ameaçou me chutar em minha parte mais sensível. –Eu não teria tanta certeza. –Precisa de mais pra me vencer, querida. –Imobilizei seu pé, metendo-me entre suas pernas. –Vai te custar caro. –Eu não falaria mais nada. Pode ser usado contra você. –Babaca. –Eu te amo. –Olhei-a nos olhos.

–... Eu também. Beijamo-nos. Começávamos a nos acariciar e gemer conjuntamente. Algumas promessas de amor foram ditas ao pé do ouvido, outras interrompiam e desapareciam entre nossas línguas. Um primeiro toque telefônico. Ignoramos. ... Segundo. –Ah, não. –Ela expirou. –Esquece. Não é ninguém. –Como pode saber? –Sou um vampiro. Riu. Terceiro. –Não vou conseguir me concentrar com esse barulho. Peguei o telefone e o taquei contra parede. –JARED! Era o meu celular! –Te dou outro depois. –Voltei-me a ela. –Ah! –Mordeu seu lábio inferior. Outro celular, outro toque telefônico. –Jay... –Pensa em mim. Novamente. –Pode ser importante. –Me parou. –... Tudo bem. Levantando, pegou o celular e olhou o visor.

–Quem é? –Minha mãe. –Atendeu. –Oi. Fala. –Fechou os olhos como se sentisse culpada. –É, estava no banho quando tocou e o telefone estava sem bateria. –Pausou. –Certo. Não, claro! Vamos sim. –Olhou-me. –Falo com ele. Tudo bem. Um beijo. Tchau. –Desligou. Deixou o aparelho na cama. –Querem almoçar conosco. –Era de se esperar. –Tudo bem pra você? –Que horas? –... Agora. Sorri irônico. –Claro... –Mas podemos nos atrasar alguns minutos... –Se pôs em cima de mim. Possuía o rosto inocente. –Ou algumas horas. –A puxei.

Em frente à antiga casa de Mia. –Jura que não vai te incomodar, mãe? –Claro que não. O Miguel é um homenzinho, ele vai se comportar. –Qualquer problema, pode ligar a qualquer hora. Eu deixei uma listinha de instruções dentro da bolsa dele. –Esqueceu que já cuidei de dois filhos? Parou por uns instantes. –Eu sei. É só preocupação materna. –Quem diria... Bem, eu te entendo. Mas não se preocupe. Sei que se houver algum problema será a primeira a saber. –Obrigada, mamãe. –A abraçou. –Boa viagem, filha.

–Tchau, pai. Cumprimentei seus pais. –Ah, meu filho. –Segurou seu rosto. –Vou sentir sua falta. –O beijou na cabeça. Acarinhei meu primogênito e o olhei com candura. –Até logo, rapazinho. Caminhamos até o táxi de mãos dadas. –Vão com cuidado. –Ok. –Mama. Mia esteve por entrar no carro, mas parou instantaneamente ao ouvir a última fala. –Miguel... –Voltou seu olhar para ele. –Mama... Pa... Papa. Corremos de volta. –Meu principezinho! –O coloquei no alto. –Tem certeza que vão conseguir viajar sem ele? –Indagou o pai. –... É difícil... –Vão sim. Pode deixar que eu tento arrancar todas as palavras que ele aprendeu e escondeu pra nós durante todo esse tempo. Todos riram. –Estamos atrasados. –Disse. Deixei o Miguel com minha sogra novamente e o beijei o rosto. Voltamos ao táxi com olhos chorosos.

Coloque Arms – Christina Perri para tocar.

Um avião para consolar.

I never thought that you would be the one to hold my heart.

Estava envolvida ao meu pescoço como uma pequena criança manhosa.

You came around and you knocked me off the ground from the start.

Mas nada me fazia repudiar sua atitude.

You put your arms around me And I believe that it's easier for you to let me go.

Estava tudo bem. Estava tudo intacto.

You put your arms me and I'm home.

E se eu pudesse apagar minha vida, eu restauraria para trazê-la ao começo.

How many times will let you me change my mind and turn around?

Pois os anos me cansam, mas você me revigora.

I can't decide if I'll let you save my life or if I'll drown.

Não importa quanto tenha que pagar.

I hope that you see right through my walls.

Se me desejar ver sorrir, esteja fora do nosso abismo.

I hope that you catch me 'cause I'm already falling.

E eu me sinto protegida aqui.

I'll never let our love get so close.

Nunca imaginei que pudesse assim ser.

You put your arms around me and I'm home.

Mas me provou que a felicidade é menos do que se espera.

The world is coming down on me and I can't find a reason to be loved.

Seus olhos me dizem o que nunca haveria de saber.

I never wanna leave you but I can't make you bleed if I'm alone.

O que me assusta e reconforta.

You put your arms around me And I believe that it's easier for you to let me go...

Não aponte os erros dos outros se até o final...

I hope that you see right through my walls.

Não sobrevivermos.

I hope that you catch me 'cause I'm already falling.

Então esqueça essas coisas, meu bem.

I’ll never let our ove get so close...

Nunca fomos tão bons em prometer.

You put your arms around me and I'm home.

Se obtivermos misericórdia, vai ser o suficiente.

I've tried my best to never let you in, to see the truth.

Para uma vida sem culpas.

And I've never opened up, I've never truly love 'til you Put your arms around me And I believe that it's easier for you to let me go.

Usemos nossas asas para alcançar...

I hope that you see right through my walls.

Nossa virtude para atingir.

I hope that you catch me 'cause i'm already falling.

O coração das nossas dívidas.

I'll never let our love get so close. You put your arms around me and I'm home.

Diga-me todas as vezes que dormir...

You put your arms around me and I'm home.

Eu te amo.

Ao chegarmos em Tel Aviv, logo nos direcionamos ao hotel. –Vamos descansar? –Não. Vou dar uma olhada pela cidade. Se quiser ficar, sem problemas. –Eu seria mesmo muito idiota se a deixasse sair sozinha num país em conflito. –O máximo que vai acontecer já é o esperado. –Pegou um lenço. –Vou fingir que não ouvi isso.

Andamos de carro pelo lugar, mas rapidamente Mia pediu para entrar no comércio local. –E então, gosta desse vestido? Analisei. –Acredito que se sentirá desconfortável com o calor de Nova York ou frio da época de inverno. –Posso usar quando formos ao Brasil. –Sim, claro. Olhou-me desconfiada. –O que há, Jared? Parece incomodado. –Eu não sei dizer... Já vim para cá fazer shows e me senti dessa maneira só que menos perceptivo. Agora, tudo parece me fazer querer ir embora. Sorriu fraco. –Vai passar.

A noite se apossou do sol. Encontramos um bom restaurante para o jantar. Apesar de a comida possuir seus temperos exóticos, nossa apreciação era suportável. –Quando iremos a Jerusalém? –Questionou em meu ombro quando estava para adormecer na cama. –Em poucos dias. –Não fuja de nós, Jay. –... O que? – A observei confuso. O sono já tinha a embalado.

–Venha, amor! Prometo que não vou te encher com as minhas perguntas. Só quero saber se estou bonita. Mia me puxava para mais uma loja feminina. Estávamos em Jerusalém e a sensação de desconforto era maior. –Ignore isso. Venha. Se divirta um pouco.

Ela me fazia esquecer qualquer coisa ruim. O sentimento mau e perigoso que habitava meu peito era ignorado. E lá estava eu, rindo novamente, enquanto desfilava e demonstrava sensualidade com o olhar. –É maluca, sabia? –A abracei pelas costas, absorvendo o perfume de seu cabelo. –Sei que gosta. –Pagou suas compras. –Vamos. –Me puxou novamente. Aos poucos o sorriso fora se apagando. Dirigíamos-nos dentro de um táxi para um local deserto, praticamente esquecido pelo mundo. Mandou que parasse o carro e saiu sem dizer uma palavra. –Mia, acho que não há nenhum vestido interessante para comprar aqui. –Arrisquei. Caminhava à frente em direção a uma casa rústica sem dar atenção ao que eu dizia. A segui. –Deve ser um lugar perigoso para fazermos amor. Temos que esperar até o hotel. – Brinquei. –Não há mais tempos para brincadeiras. –Se virou de frente para mim, quando estive dentro da casa. –Não lhe parece nada familiar? –O que está acontecendo? –Se concentre. O mal estar voltava com mais força. –Suspendisse mattis atrox fortuna pueri. E parecia se intensificar com as palavras. –Amavit serpens venenum exilium. –Pare. –Sed in futuro non damnat omnes animas INTERNECTO... –PARE! –... Pollicitationibus interfectorem eius invenerit salvator.

Meu joelhos caíram. Me senti cruxificar.

–Olhe. A obedeci. –E me diga o que vê. –Apontou para os quadros das paredes.

Viga.

–Não compreende! Casei com outro homem, pois não tive escolha! Por favor, entenda! –Eu abandonei tudo por você... Como pôde? Eu não compreendo. Largou-se ao meu lado. –Não tive escolha, meu amor. Não tive. Me perdoe. A segurei. –É impossível. –Saboreei as palavras. –Impossível. –Puxei-a com violência. –NÃO! Os gritos de horror se espalharam por todos os cenários. As pessoas que caminhavam ao nosso redor tinham a visão invisível perante o meu ato. Levei-a para o mais alto monte de Jerusalém e acobertei minha face celestial. –Pobre destino cruel da criança maldita... –Por favor, não. –Implorou baixinho. –Amou a serpente do veneno exilado. Condena-se entrelaçar em todas as vidas um futuro sem promessas... –Que seja o nosso destino. –Disse suavemente, com lágrimas nos olhos. –A procura de seu assassino salvador. –Respirei com a adaga para o alto. –Eu te amo. – Pausei a fim de me parar. Esfaqueei seu quadril. O sangue espirrava por sua boca. Mas ela parecia não se importar com a ardência da lâmina. Aos poucos a respiração diminuía, se tornando difícil. Sorriu para mim. –Eu estou grávida... Cuide dela por mim.

Deitei-me ao seu lado. –Minha pequena. –Chorei a culpa sem absolvição. –Sempre vou te amar... Anjo. A vida abandonou seu corpo. Chovia. Trouxe a morte junto do peito para uma casa local. Entre fugas, fizemos amor tantas vezes alí. Estendi-a em panos, observei seu semblante que não aparentava infortúnio. –Senhor... –Orei entre o choro. –Perdoai todos os pecados dessa peça frágil. Permita belas histórias num futuro próximo. Mas me permita também estar ao seu lado para incendiar minha culpa e meu erro. Mate-me, quebre e deixe-me queimar.

Tratado.

–Jared... O sangue tingia meus lábios. –JARED! -Correu, mas estava escuro.

Já era hora?

A última coisa que me lembro daquela viagem foi de seu rosto me olhando com medo. Estendi minha mão para tocá-la, mas fugiu antes do meu último suspiro. –Mia...