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Curso de Dimensionamento de Estruturas de Aço

EAD - CBCA

Módulo

3

Parte 1

Sumário

Módulo 3 : 1ª Parte Galpões estruturados em Aço
Definição
página 3

3.1 3.2 3.2.1 3.3

3.4 3.5

Estrutura Principal
página 3

Estrutura Horizontal
página 4

O Efeito do Vento na Estrutura Principal
página 12

3.6

Estrutura secundária de apoio das telhas
página 14

Fechamentos Laterais
página 21

3.6.1

Contraventamentos
página 26

3.6.2

O contraventamento horizontal
página 26

3.7

O contraventamento vertical
página 28

3.6.3

Contraventamentos em Coberturas em arco
página 30

Sistemas em Shed
página 32

3.8

3.9

Comparação entre as soluções mais comuns de galpão (vão = 15,0 m)
página 35

Galpões com ponte rolante
página 37

Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD - CBCA

3.1. Definição
Vídeo 26 – Galpões
assista on-line

A ligação mais imediata que se faz da palavra galpão é com o uso industrial. No entanto galpões podem ser usados para as mais diversas atividades, tais como, hangares, espaços de eventos e depósitos, entre outras; no limite, até rodoviárias, aeroportos e igrejas podem, também, ser incluídas nesta tipologia. Os galpões, do ponto de vista arquitetônico e estrutural, caracterizam-se por serem edifícios com vãos mais generosos que os demais, pois esse é um pré

requisito da existência desse tipo de edifício: espaços sem obstrução. A estrutura de um galpão, para fins de análise, pode ser decomposta em três partes: a. estrutura principal; b. estrutura secundária de apoio da cobertura e fechamentos laterais; c. contraventamentos horizontais e verticais.

3.2. Estrutura Principal
Vídeo 27 – Estrutura Principal
assista on-line

A estrutura principal é aquela que vence o maior vão, o que significa que na maioria das soluções encontra-se no plano transversal do edifício. Do ponto de vista prático, considera-se que é econômico um vão de até 30 m, podendo-se no limite chegar a 40 m. Isso significa que se o galpão tiver 50 m de largura é mais econômico projetar-se dois vão de 25 m.
Vão Econômico Vãos maiores 30m > L > 40m L= 50m = 25m + 25m

es, onde os vãos podem atingir 140 m ou mais, a questão econômica fica colocada em segundo plano, prevalecendo à necessidade de espaço desobstruído. Para uma melhor análise da estrutura principal do galpão vamos dividi-la em estrutura horizontal e vertical. A primeira corresponde à estrutura que vence o vão entre pilares e a segunda aos próprios pilares. estrutura horizontal = vão entre pilares estrutura vertical = os próprios pilare

É claro que nas situações em que o uso do galpão exigir maiores vãos livres, como no caso de hangar-

Figura 30 a

Figura 30 b
3

2. torna-se mais leve e econômico.CBCA 3. Exemplo 1 Fleet Guard Manufacturing and Distribution Center. Quimper – França – Arqtº Richard Rogers.Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD . como a tração e a compressão simples. os sistemas estruturais mais utilizados para a estrutura horizontal são os arcos e as tesouras treliçadas. porque o sistema treliçado. assista on-line assista on-line assista on-line assista on-line No entanto. estruturas espaciais. abóbadas. Estrutura horizontal Vídeo 28 – Estrutura Principal : Horizontal e vertical Vídeo 29 – Estruturas Horizontais em treliças Vídeo 30 – Estrutura Horizontal em Arco Vídeo 31 – Barras em perfil tubular Por causa do grande vão a ser vencido pela estrutura principal.1. outras soluções mais sofisticadas podem ser usadas. entre outras. A seguir apresentamos diversas soluções utilizadas em obras de importantes arquitetos. em vista de apelo arquitetônico. por trabalhar com esforços mais favoráveis. 1981 Figura Exemplo 1a 4 . cúpulas e parabolóides. tais como coberturas atirantadas. Isto.

High Tech Architecture.Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD . Rizzoli Int. South Wales – Arqtº Richard Rogers. 1982 Figura exemplo 2a Figura exemplo 2b Fonte: DAVIES. Colin. Rizzoli Int. 1998 Exemplo 2 Inmos Microprocessor Factory. Publications. Publications. High Tech Architecture.CBCA Figura Exemplo 1b Fonte: DAVIES. Newport. 1998 5 . Colin.

1998 Exemplo 4 Sainsbury Center for the Visual Arts. High Tech Architecture. Princeton. 1998 6 . Rizzoli Int. High Tech Architecture. Norwich –Foster Associates. – Richard Rogers Partnership.CBCA Exemplo 3 Laboratories and Corporate Facility for PA Technology. Publications. 1984 Figura exemplo 3a Figura exemplo 3b Fonte: DAVIES. Publications. Colin. New Jersey. 1977 Figura exemplo 4a Fonte: DAVIES. Colin. Rizzoli Int. University of New Anglia.Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD .

1998 Exemplo 6 Aeroporto de Hamburgo – Gerkan. Rizzoli Int.Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD . Publications. Swindon. Colin. 1983 Figura exemplo 5a Figura exemplo 5b Figura exemplo 5c Fonte: DAVIES. High Tech Architecture. Wiltshire – Foster Associates. Marg und Partner Architects Figura exemplo 6a 7 .CBCA Exemplo 5 Warehouse and Distribution Center Renault.

CBCA Figura exemplo 6b Fonte: GMP Architects Exemplo 7 Aeroporto de Stuttgart – Gerkan.Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD . Marg und Partner Architects Figura exemplo 7a 8 .

CBCA Figura exemplo 7b Fonte: GMP Architects Figura exemplo 7c Figura exemplo 7d Exemplo 8 Estudo para Aeroporto de Colonia. La Arquitectura de Aeropuertos e Estaciones.Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD . Espanha. Alemanha – Murphy / Jahn Architects Figura exemplo 8 Fonte: CERVER. Francisco Asensio. Edição do Autor. 1977 9 .

Francisco Asensio. Espanha. 1977 10 . La Arquitectura de Aeropuertos e Estaciones. La Arquitectura de Aeropuertos e Estaciones. 1977 Exemplo 10 Estação do Metro de Venissieux Parilly – Jourda e Ferradin Figura exemplo 10 Fonte: CERVER. Francisco Asensio. Edição do Autor. Paul Andreu e Jean Marie Duthilleul Figura exemplo 9a Figura exemplo 9b Fonte: CERVER.CBCA Exemplo 9 Módulo de transferência do Aeroporto Charles De Gaulle. Espanha. Edição do Autor.Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD .

independentemente do vão. e cantoneiras de chapas dobradas ou laminadas para as barras dos montantes e diagonais. Do ponto de vista do comportamento estrutural os arcos podem ser bi-articulados ou tri-articulados.Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD . Banzos Montantes e Diagonais cantoneiras de chapas dobradas ou laminadas tubos de seção quadrada ou retangular perfis U de chapa dobrada tubos de seção quadrada ou retangular Vãos > 20m Algumas soluções arquitetônicas solicitam. No caso de estrutura horizontal composta por arco. perfis U de chapa doTreliças Vãos até 20m brada. As barras que compõem os arcos treliçados são U de chapa dobrada. ou quando a arquitetura exigir podem ser usados tubos de seção quadrada ou retangular. tubos de seção circular. Em casos extremos podem ser usados para essas barras perfis I ou H laminados ou soldados. e cantoneiras de chapas dobradas ou laminadas para as diagonais. pois são isostáticos. calandrados. Diagonais cantoneiras de chapas dobradas ou laminadas Perfis tubulares Arcos treliçados Para qualquer vão Banzos U de chapa dobrada. os tri-articulados são menos usados que os bi-articulados. montantes e diagonais. são utilizados. para os banzos. Para vãos até 20 m. Apesar de ser mais fácil de dimensioná-los. perfis tubulares de seção quadrada. Ainda podem ser usados. esta solução dificulta muito a confecção dos nós. Isso se deve a maior dificuldade de se executar a articulação central. nos banzos.CBCA Tipos de perfis utilizados em treliças As treliças que compõem a estrutura horizontal podem ser compostas dos mais diversos perfis. a solução mais indicada é a de arcos treliçados apenas com diagonais e sem montantes. Entretanto. Para vão maiores. para os banzos. calandrados Perfis tubulares calandrados Figura 31a 11 . também. retangular ou circular. de forma a torná-la mais leve.

representada pelos pilares. as forças horizontais dos ventos. que nestes perfis ocorre de dentro para fora.3. Estrutura vertical Alturas até 6. além dessas forças recebem. . Estrutura Vertical Vídeo 32 – Elemento Vertical : o Pilar assista on-line A estrutura vertical. laminados ou soldados. o vento pode provocar pressões e sucções. como também econômico. e em maior intensidade. O Efeito do Vento na Estrutura Principal Vídeo 33 – Os esforços devidos ao Vento Vídeo 34 – Ligação da cobertura com os pilares Além das cargas verticais de peso próprio e dos elementos de vedação e equipamentos. os pilares podem ser constituídos apenas por um perfil I ou H.2. ou perfil tubular Perfis compostos Apesar de ser uma solução mais pesada que o sistema treliçado. Na porção horizontal da estrutura principal. como forças verticais e horizontais. os pilares. Para pequenas alturas. a estrutura principal do galpão tem como carga significativa o efeito do vento. Atenção! Não se deve esquecer que. Esses esforços são transmitidos à 12 assista on-line assista on-line estrutura vertical. é.CBCA Figura 31b 3. tanto do ponto de vista de execução. torna a solução de perfil de alma cheia mais interessante. não permitindo visualizá-la com facilidade. Os pilares. como no caso da estrutura horizontal.Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD . laminados ou soldados. que incidem nos fechamentos laterais. dependendo de sua forma. o menor consumo de mão de obra. que não ultrapassem a 6 m.0 m Alturas > 6. são usados perfil U de chapa dobrada nos banzos e cantoneiras de chapa dobrada ou laminadas nas diagonais e montantes. ou mesmo um perfil tubular. deve-se estar atento às questões de deterioração. apesar de estruturalmente os perfis tubulares serem muito interessantes. no caso de pequenas alturas. composta de treliça de banzos paralelos. normalmente.2. também.0m Pilares perfil I ou H. 3. Nela.

normalmente. A opção por uma ou outra solução depende das intenções de projeto. as bases devem ser mais finas que o restante. seja do ponto de vista estrutural como do arquitetônico. do ponto de vista econômico. para que se consiga se aproximar de uma articulação. Neste caso.CBCA Vãos até 15 m Em galpões com vãos pequenos. Pórticos com apoios articulados Quando se opta por pórticos com apoios articulados. que pode ser bi-engastado ou bi-articulado na sua base. de até 15 m e pés direitos baixos de até 4 m. tornando o conjunto um pórtico.Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD . tornandose o sistema um composto de vigas articuladas sobre pilares engastados na base. a forma do pórtico deve corresponder a essa intenção. ou seja. Figura 34 Figura 35 Vãos e pés direitos maiores Para vãos e pés direitos maiores tornam-se mais interessante. absorvidos apenas pelos pilares. criar uma rigidez na ligação entre vigas e pilares. considera-se a estrutura horizontal simplesmente apoiada nos pilares. Figura 36 Figura 37 13 . os esforços devidos ao vento são.

b) Pórtico Triarticulado a) Esforços na fundação de pórticos bi engastados Figura 38a O pórtico tri-articulado pode ser escolhido como facilitador do processo construtivo. Portanto a questão da fundação deve ser levada em conta no momento da escolha do sistema estrutural. conclui-se que os pórticos bi-engastados serão mais leves. as telhas metálicas usadas são as denominadas “telhas sanduiche”. Quando se necessita de isolação acústica e térmica. No entanto não se deve esquecer que ao engastar o pórtico na base. as telhas mais usadas para galpões são metálicas. mais seguros e mais econômicos. pois ele pode ser fabricado em duas partes e facilmente montado no canteiro. além das cargas verticais e horizontais. bi-articulado e tri-articulado têm implicação nas suas dimensões e consumo de material. criando momento fletor. Estas telhas são duplas.4.CBCA Do ponto de vista estrutural. a opção por pórtico biengastado. por sua praticidade e leveza. e também mais segura ela será. estar-se-á transmitindo maiores esforços na fundação. ou seja. com uma camada de material isolante entre elas (normalmente poliestireno ou poliuretano). menores serão os esforços máximos desenvolvidos. Estrutura secundária de apoio das telhas Vídeo 35 – As estruturas secundárias Vídeo 36 – Terças assista on-line assista on-line Atualmente. Figura 38b 3. A seguir apresentamos diversos exemplos de coberturas Foto 13 – Cobertura em telha de aço isotérmica para aviário.Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD . Fonte: Isoeste 14 . Partindo-se da premissa de que quanto mais hiperestática for a estrutura.

Fonte: Isoeste Foto 17 . Fonte: Isoeste Foto 18 – Maquina de zipar telha Fonte: Isoeste Foto 19 – Vista de telhado com telhas zipadas Fonte: Isoeste 15 .Colocação de telha de aço zipada (2) – detalhe da manta de lã de rocha.CBCA Foto 14 – Detalhe da telha isotérmica Fonte: Isoeste Foto 15 – Colocação de telha pré-pintada isotérmica Fonte: Isoeste Foto 16 – Colocação de telha de aço zipada – vista da estrutura.Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD .

CBCA Foto 20 – Cobertura do Shopping Center Uberlandia em telhas zipada. Fonte: Isoeste Foto 21 .Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD . Fonte: Isoeste Foto 25 – Interior de cobertura curva Fonte: Sidnei Palatnik 16 .Cobertura curva em telha sanduiche Fonte: Sidnei Palatnik Foto 22 – Marquise em telha multidobra Fonte: Isoeste Foto 23 – Detalhe de telha multidobra Fonte: Isoeste Foto 24 – Vista do interior de cobertura metálica com acabamento interno.

Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD .CBCA Foto 26 – Vista geral da Arena do Pan Fonte: Dagnese Foto 27 .Vista geral do Velodromo do Pan Fonte: Dagnese Foto 28 – Pavilhão do Oktoberfest Fonte: Dagnese Foto 29 – Shopping Flamboyant – Goiânia Fonte: Isoeste Foto 30 – Shopping Cuiabá Fonte: Isoeste Foto 31 – Centro de distribuição da Ambev Fonte: Isoeste 17 .

Para vãos maiores. sendo os primeiros mais leves. na grande maioria das vezes.CBCA As telhas são apoiadas em vigas. Disso resulta que o vão escolhido para a terça pode influenciar.50 m e 2. O perfil usado para as terças depende do vão a ser vencido.00 m.0 = 3. que são sempre mais pesados que os de chapa dobrada.0 m pode ser estimada em 2 a 3 kgf/m2. podem ser usados perfis I laminados ou soldados. Para esses mesmos vãos podem ainda ser usadas treliças de banzos paralelos ou vigas vagonadas. o que permite uma solução econômica para as terças. treliças de banzos paralelos ou vigas vagonadas Lembrar que o peso das terças pode ser estimado por uma fórmula empírica: 0. pois evitam dobramentos especiais de chapas mais grossas. entre 1. O que é bastante grande em relação ao peso da estrutura principal. na grande maioria das vezes. Também.6 x L (vão) em kgf/m2 de cobertura. uma terça de 6. que corresponde à distância entre os Estrutura secundária de apoio das telhas metálicas Vãos até 6. o peso total da estrutura. denominadas terças. O espaçamento entre terças depende das características de resistência da telha. esses vãos não ultrapassam a 6. os catálogos das telhas. Figuras 39 a : 39d a) Terça em perfil U 18 . e podem ser usados perfis U de chapa dobrada ou laminados. Assim.6 kgf/m². adequadamente espaçadas.00 m. Para determinar esse espaçamento deve ser consultado. e que para um vão de 15. porém podem ser mais econômicos. esses espaçamentos ficam. podendo tornar-se menos econômica. juntamente com o arquiteto. entre 7 e 10 m.Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD .0 m de vão deve pesar em torno de 0. perfis U de chapa dobrada ou laminados perfis I laminados ou soldados.0 m Vãos > 7m e <10 m pórticos da estrutura principal. De qualquer forma. quando não houver restrições arquitetônicas.6 x 6. em muito.

CBCA b) Terça em perfil I c) Terça em treliça 19 .Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD .

Neste caso usa-se uma barra rígida. para as correntes. Estas “correntes” são uma espécie de tirantes que apóiam as terças na direção de menor resistência. Usa-se. composta por um perfil cantoneira. a que fica na cumeeira da cobertura.CBCA b) Terça em viga vagonada No módulo 4 apresentamos uma tabela de pesos de terças e estruturas principais. chamada de “corrente rígida”. Os perfis utilizados para as terças possuem boa resistência à flexão em relação ao seu eixo x-x. que apóia a terça na direção de sua menor resistência. tendo uma resistência bem menor em relação eixo y-y. 20 No caso da última terça. (figura 41) .Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD . que pode servir de guia para a escolha dos vão das estruturas principal e secundária. as terças também o serão. principalmente na fase do projeto de arquitetura. Figura 40 Como em relação ao eixo y-y as terças apresentam baixa resistência. um elemento bastante leve feito com uma barra circular rígida de ½”. não há como ligá-la através do tirante formado pela “corrente”. transmitindo os esforços para a corrente normal. Como as coberturas são inclinadas. resultando disso que elas ficam submetidas à flexão em duas direções. As correntes devem ser fixadas em pontos rígidos da estrutura principal para poderem transmitir a estas os esforços naquela direção. é nesse instante que surgem as “correntes”. é necessário diminuir o vão a ser vencido nessa direção.

Fechamentos Laterais Vídeo 37 – Vedações assista on-line São diversas as possibilidades de fechamentos laterais. aos painéis isotérmicos.5.Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD . dos painéis metálicos simples. Foto 32 – Painél Isotérmico de fachada Fonte: Isoeste Foto 33 – Fachada com composição de telha e painel de aço Fonte: Isoeste 21 . desde as alvenarias convencionais aos fechamentos com painéis pré-moldados de argamassa armada.CBCA Figura 41 3.

Galpão com fechamento em painel isotérmico e telha de aço.CBCA Foto 34 – Vista interna do fechamento de aço de galpão Fonte: Sidnei Palatnik Foto 35 – Vista parcial da estrutura e do fechamento em telha de aço pré-pintada. Fonte: Isoeste Foto 39 – Fechamento de fachada curva em telha de aço Fonte: Sidnei Palatnik 22 . Fonte: Isoeste Foto 36 – Vista da edificação pronta Fonte: Isoeste Foto 37 – Galpão com fechamento em telha de aço Fonte: Isoeste Foto 38 .Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD .

CBCA Foto 40 – Fachada em painel isotérmico Fonte: Isoeste Foto 41 – Fechamento em telha galvanizada Fonte: Sidnei Palatnik Foto 42 – Fechamento em curva Fonte: Sidnei Palatnik Foto 43 .Fechamento em chapa perfurada de aço Fonte: Sidnei Palatnik Foto 44 – Fechamento em painel arquitetônico prémoldado Fonte: Sidonio Porto Foto 45 – Fechamento em painel arquitetônico prémoldado Fonte: Sidonio Porto 23 .Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD .

deve ser dada especial atenção quando esses pilares forem treliçados. quando possível. Nesta posição os perfis apresentam pouca resistência a cargas verticais. Essas peças são.Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD . No caso do uso de alvenaria de bloco.Fechamento em painel arquitetônico prémoldado Fonte: Codeme trutura autoportante dos blocos estruturais. Neste caso. principalmente nos fechamentos leves. Para diminuir os esforços de 24 . Em lugar das terças. podem ou não ser transferidas para a estrutura do galpão. deverá ser criada uma estrutura de apoio semelhante àquela da cobertura. dependendo da solução de fechamento.ou ainda. são: . um misto dessas duas soluções.alvenaria de blocos de concreto . compostas por perfis U e em casos extremos de grandes vãos. neste caso deve ser criado um Figura 50 No caso de fechamento com telhas metálicas ou de fibrocimento.CBCA As soluções mais usadas. de perfis I. Como nesta solução de fechamento o esforço preponderante é dado pelo vento. Essas forças. as forças devidas ao vento sobre a alvenaria são absorvidas pela esFoto 46 .telhas metálicas trapezoidais . especial atenção deve ser dada as interfaces com a estrutura metálica. são usadas as longarinas. é simplesmente isolar as vedações da estrutura. Quando as alvenarias são travadas nos pilares metálicos. principalmente devido ao domínio da maioria dos construtores. as longarinas devem ser posicionadas na direção que melhor absorva essas forças horizontais. O principal carregamento que incide sobre as vedações é o do vento. de maneira geral. principalmente com os pilares. Uma solução muito interessante. devidas ao peso do fechamento. Por isso os perfis das longarinas são dispostos com seu eixo y-y na horizontal.

semelhantemente as das coberturas.e horizontais Atenção! É importante lembrar que na direção vertical o carregamento é devido ao peso do fechamento e o vão a ser considerado é aquele entre as correntes. 25 . Figura 51 O dimensionamento das longarinas é feito considerando a flexão em duas direções: .Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD . sendo o vão da longarina a distância entre os pilares. as correntes devem ser rígidas pois sofrerão compressão. Para minimizar o peso. Na direção horizontal o carregamento é aquele dado pelo vento.verticais . as correntes são compostas de barras redon- das de ½”. Entre as duas últimas longarinas superiores.CBCA flexão nessa direção são usadas correntes.

No entanto.Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD . com forças de tração. por isso as barras do banzo superior devem ser travadas fora do plano da treliça. para cargas permanentes. e para evitar que as diagonais trab- alhem a compressão. Parte desse travamento é naturalmente dado pelas terças. tornando-a. pois se o banzo superior se deslocar lateralmente ele empurrará as terças que. O contraventamento horizontal Vídeo 39 – Contraventamento Horizontal assista on-line Vídeo 40 – Contraventamento Horizontal – 2ª Parte assista on-line Essa força lateral oriunda do deslocamento lateral devido à flambagem deve ser encaminhada. por sua vez. para comprimentos até 5m pode-se usar uma barra redonda de 16 mm de diâme-tro. estas são dispostas em X. Recomenda-se que o índice de esbeltez das diagonais do contraventamento seja no máximo igual a 300. portanto. empurassista on-line Figura 42 3. Assim para qualquer lado que tenda a ocorrer a flambagem. No caso de coberturas com treliças. mais econômica. Esse dispositivo é denominado contraventamento horizontal apesar de. por algum dispositivo para os apoios. apenas elas não são suficientes. não estar no plano horizontal. Essa treliça se encarrega de levar as forças devidas à flambagem para os apoios. formando uma espécie de treliça nos planos superiores da cobertura. seja por flambagem lateral das peças. na maioria das vezes. ocorre compressão simples no seu banzo superior. Sabe-se que um dos fatores preponderantes no fenômeno da flambagem é o comprimento da peça (a capacidade da barra varia com o quadrado do seu comprimento). Como nunca se sabe se o deslocamento será para um lado ou para o outro. o que diminui o peso das barras.6. essas barras trabalharão.1. o que pode provocar flambagem. e diminuindo o peso total da estrutura . Do ponto de vista prático. Para comprimentos maiores essas 26 . O contraventamento horizontal é constituído das terças e barras em diagonais. seja devido ao carregamento do vento. Contraventamentos Vídeo 38 – Contraventamentos O travamento da estrutura principal A estrutura principal necessita ser travada em alguns pontos. sempre.6.CBCA 3. tendo em vista sua estabilidade fora do seu plano.

empiricamente. como as forças são transmitidas aos contraventamento pelas terças.Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD . Por isso. se o comprimento da terça for muito longo. antes de transmitir o esforço ao contraventamento. a adequada transmissão das cargas horizontais do vento para os apoios da estrutura. pois a terça tende a se deformar muito. que a distância entre esses contra- ventamentos não ultrapasse a 20 m. essa transmissão se torna ineficiente.CBCA Figura 43a Figura 43b A posição dos contraventamentos deve ser pensada de forma que garanta o adequado travamento das barras comprimidas e. recomenda-se. Figura 44 27 . também. Pois.

O contraventamento Vertical Vídeo 41 – Contraventamento Vertical assista on-line Recomenda-se. normalmente.CBCA Figura 44 Para absorção das forças de vento devem ser previstos contraventamentos horizontais nas bordas da cobertura. para maior estabilidade global da estrutura que se preveja contraventamentos verticais entre treliças. os transmitem para os contraventamentos horizontais. por sua vez. provocando nestes.Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD . a cada 10 m. Figura 46 28 . ainda. Neste caso deve ser pensada uma forma de travamento dessas barras. Figura 45 3.6. Esses contraventamentos são formados pelas terças e barras em diagonais. pois isso pode inverter os esforços nos banzos inferiores. compressão simples.2. Isso é feito. Especial atenção deve ser dada no caso do vento provocar forças de sucção na estrutura maiores que as das cargas permanentes. com mãos francesas que transmitem os esforços para as terças e que.

ou ainda compostas.Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD . as barras do contraventamento vertical trabalharão a tração. Quando as diagonais do contraventamento vertical interferirem na circulação. Para transferi-las para as fundações são criados os contraventamentos verticais entre pilares. pois qualquer que seja o sentido das forças transmitidas pelo contraventamento horizontal. pode ser usada outra alternativa que Figura 49 29 . Ou seja. Figura 47 Os perfis usados para o contraventamento vertical são do mesmo tipo do contraventamento horizontal.CBCA As forças devidas à tendência de flambagem na estrutura principal e as devidas ao vento são transferidas. O mais econômico desses contraventamentos é o X. dependendo do seu comprimento podem ser compostos de barras redondas de 5/8” ou can- toneiras simples. Essas forças não devem ser absorvidas pelos pilares para não aumentar seus esforços. diminuindo seu peso. através dos contraventamentos horizontais para o topo dos pilares.

Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD . possam ser encaminhadas para os contraventamentos horizontais. Contraventamentos em Coberturas em Arco Vídeo Contraventamento de coberturas em Arco assista on-line No caso de coberturas em arco. concomitantemente.3. devido à flambagem.CBCA 3. ambas devem ser travadas para efeito da flambagem. nas quais as barras dos banzos sofrem. Isso leva à necessidade de se usar mãos francesas no banzo inferior para que as forças horizontais. Figura 46 Foto 47 – Detalhe de travamento treliças em arco Fonte: Sidnei Palatnik Exemplos Fotográficos de contraventamentos Foto 48 – Detalhe de contraventamento horizontal Fonte: Yopanan Rebello Foto 49 – Contraventamento Horizontal Fonte: Dagnese 30 . compressão axial.6.

Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD .CBCA Foto 50 – Contraventamento horizontal Fonte: Isoeste Foto 51 – Contraventamento horizontal e viga vagão Fonte: Sidnei Palatnik Foto 52 – Detalhe de contraventamento vertical Fonte: Sidnei Palatnik Foto 53 – Detalhe de contraventamento vertical Fonte: Sidnei Palatnik Foto 54 – Detalhe de contraventamento vertical Fonte: Sidnei Palatnik 31 .

por maior facilidade de execução. pode ser composto de tesouras treliçadas. em uma água. O shed tem a característica de apresentar como estrutura principal portante dois sistemas estruturais: a) um secundário. palavra inglesa derivada de “shade” (sombra). O sistema secundário. cobertura.CBCA Foto 55 – Detalhe de contraventamento vertical Fonte: Sidnei Palatnik Foto 56 – Detalhe de contraventamento vertical Fonte: Isoeste Foto 57 – Detalhe de contraventamento horizontal e vertical Fonte: Isoeste 3. pode-se usar vigas de alma cheia. pode-se usar uma composição estrutural especial denominada shed. Sistemas em Shed Vídeo 43 – Estruturas de cobertura em Shed assista on-line Em grandes espaços onde a questão da ventilação e iluminação são fatores importantes. e b) um principal. 32 . etc.7.Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD . vigas de alma cheia ou vigas vagonadas. que significa galpão. que vence o vão entre pilares. telheiro. Para vãos até 10 m. em função do seu vão. para vão maiores recomenda-se o uso de vigas vagonadas ou tesouras treliçadas.

devem ser voltadas para o sul. O sistema principal. diminuindo o ofuscamento e excesso de temperatura. composto por vigas treliçadas de banzos paralelos. denominado Viga Mestra.CBCA Sistema em Shed Vãos até 10 m Vãos > 10 m Recomendação de uso vigas de alma cheia vigas vagonadas ou tesouras treliçadas Atenção! Apesar de ser matéria conhecida. normalmente. É na Viga Mestra que são fixados os elementos de iluminação e ventilação do ambiente do galpão. Figura 32 33 . por vencer grandes vãos é.Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD . no nosso hemisfério. é bom lembrar que as aberturas do shed. evitando-se com isso a incidência direta de raios solares.

Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD .CBCA Figura 33a Figura 33b 34 .

Galpão de 2 águas com distância entre pilares de 7. Para ajudar na escolha mais adequada da solução estrutural para um determinado galpão.0 m) Vídeo 44 – Comparação entre soluções Foram analisadas as seguintes situações: 1. Galpão de 2 águas com distância entre pilares de 10. Para as terças podemos usar três tipos de solução: Para vão de 5 m usamos a terça convencional de perfil U.5 m. Comparação entre as soluções de galpão mais comuns (vão = 15. Galpão de 2 águas com distância entre pilares de 5. 6. e a estrutura principal que pode ser em treliça de duas águas ou em arco. 5.Galpão de cobertura em arco com distância entre pilares de 10. treliças e assista on-line Figura 52 35 .0 m.Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD .5m e 10m usamos o perfil U. Vamos ainda fazer a variação da distância entre a estrutura principal de 5m.5 m. 4. Para vão de 7.0 m.0 m. 3.8.CBCA 3.5m e 10m. para que possamos avaliar a influência de soluções de terças no peso da estrutura. Galpão de cobertura em arco com distância entre pilares de 5. 2. vamos fazer uma comparação em termos de peso resultante de uma estrutura de um galpão cujo vão é de 15 m. 7.0 m. Galpão de cobertura em arco com distância entre pilares de 7.

3 8.9 7.4 9.5 7.1.3 7.0 10.8.2.5 7.3 3.9 4.0 10.7 3.1 13. Estrutura Principal em Treliças de duas Águas DISTÂNCIA ENTRE ESTRUTURA PRINCIPAL 5.0 3.0 5.1.8.Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD .8.1 7. Terças TIPO ESTRUTURAL ALMA CHEIA ALMA CHEIA ALMA CHEIA TRELIÇA DE BANZOS // TRELIÇA DE BANZOS // TRELIÇA DE BANZOS // VIGA VAGÃO VIGA VAGÃO VIGA VAGÃO 3.5 10.0 5.3.CBCA 3.0 10.0 7.0 7.6 3.0 7.0 7.5 7.1.7 2.7 DISTÂNCIA ENTRE ESTRUTURA PRINCIPAL 5.0 10.1.0 7.5 10.8.0 PESO (KGF/M2) 3.5 2.0 PESO (KGF/M2) 6. Tabela Resumo ASSOCIAÇÃO ARCO + TERÇA DE ALMA CHEIA TRELIÇA + TERÇA DE ALMA CHEIA ARCO + TERÇA DE ALMA CHEIA ARCO + TERÇA VAGONADA ARCO + TERÇA TRELIÇADA ARCO + TERÇA TRELIÇADA TRELIÇA + TERÇA VAGONADA TRELIÇA + TERÇA TRELIÇADA ARCO + TERÇA VAGONADA ARCO + TERÇA VAGONADA ARCO + TERÇA TRELIÇADA ARCO + TERÇA TRELIÇADA TRELIÇA + TERÇA VAGONADA TRELIÇA + TERÇA TRELIÇADA 36 VÃO (M) 5.3 6.5 7.2 7.3. Tabelas Comparativas 3.8 5.3 .5 10.2 9.7 6.5 10.8 3. Estrutura Principal em Arco DISTÂNCIA ENTRE ESTRUTURA PRINCIPAL 5.5 7.0 5.0 9.0 10.1.5 10.6 7.0 3.5 7.3 10.5 10.2 PESO (KGF/M2) 3.1 11.5 PESO (KGF/M2) 2.1.8.0 7.

Conclusões Os resultados do dimensionamento dessas situações nos levam a algumas conclusões: . As pontes rolantes são industrializadas por empresas especializadas e são fornecidas para diversos vãos e carregamentos. . a qual se apóia sobre os mesmos pilares do pórtico assista on-line Figura 53 37 .8. As pontes são constituídas por uma viga que vence o vão do galpão e sobre a qual se desloca um carro que sustenta o gancho que erguerá a carga a ser movimentada. A ponte rolante se desloca longitudinalmente sobre uma viga metálica denominada viga de rolamento.9. Em segundo lugar vem a solução de viga principal em treliça de duas águas e as terças também em treliças.O uso do arco resulta em soluções mais econômicas . A partir de 6m as terças em treliça são as mais indicadas. . a solução mais econômica é o arco com terças de alma cheia em perfil U. Assim sendo.Para distância entre estrutura principal de 7.4. a solução mais leve é.5 m.5m é a solução mais leve. o uso de terças treliçadas para o vão de 7.O vão mais econômico para as terças é de 5.0 m.Para distância entre estrutura principal de 5. Para essa distância a solução em terça treliçada resulta melhor. a do arco com terças em treliça 3.1.0 m .0 m. a solução mais leve é a do arco com terças em treliça.Para distância entre estrutura principal de 10.Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD . Galpões com Ponte Rolante Vídeo 5 – Galpão com Ponte Rolante Galpões com ponte rolante As chamadas pontes rolantes são equipamentos que servem para movimentação de cargas dentro do galpão. também.CBCA 3.

necessárias para o bom desempenho do equipamento e que deverão ser rigorosamente seguidas pelo projeto de arquitetura. recomenda-se que sejam cuidadosamente consultados os catálogos 38 . As cargas horizontais são devidas às frenagens. Neste caso as cargas devem ser acrescidas do efeito dinâmico devido ao movimento da ponte. as transversais devidas à frenagem do carro e a longitudinal devida à frenagem da própria ponte. as vigas de rolamento apresentam grande altura e são normalmente executadas em perfil de chapas soldadas. aumentando a solicitação. Dependendo do tipo e capacidade das pontes rolantes. o que faz com que essa carga seja transmitida por essa treliça diretamente aos pilares do pórtico. Com isso os pilares dos pórticos passam a apresentar dimensões variáveis. A frenagem transversal é absorvida pelo pilar o que faz com que suas dimensões sejam aumentadas em relação aos carregamentos normais de um galpão. Em vista disso. As forças horizontais transversais sobre a viga de rolamento são absorvidas por uma treliça horizontal locada ao nível da mesa superior da viga de rolamento. Figura 55 Figura 56 Devido às grandes cargas que suportam e ao vão que vencem. As forças verticais são as reações da carga sustentada pela ponte rolante. com seção mais robusta até o nível da ponte rolante e menor daí até a cobertura. Normalmente as cargas horizontais longitudinais são absorvidas por contraventamentos verticais.Dimensionamento de Estruturas de Aço – EAD .CBCA A ponte rolante aplica sobre a viga de rolamento tanto forças verticais como horizontais transversais e longitudinais. são exigidas medidas especiais. Essas cargas são estabelecidas por norma e não recebem acréscimo de efeitos L= largura variável de acordo com o vão de carga RHT = absorvido pelo pilar RHL = absorvido pelo contraventamento vertical Figura 54 Todas as cargas devidas à ponte rolantes são transmitidas ao pilares.