UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FACULDADE DE COMUNICAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO DISCIPLINA: TEORIAS DA COMUNICAÇÃO SEMESTRE: 2013.

1 PROFESSOR: LUIZ MARTINO ALUNO: PEDRO ANDRADE CARIBÉ FICHAMENOS AULA 5 - Cultura de Massa Texto: Morin, Edgard. Espírito do Tempo 1 – Cultura de Massa no séc. XX: neurose. Comentário inicial de Mauro Wolf. Segundo Mauro Wolf, esta é uma análise sociológia que busca uma visão totalizadora do processo, e distancia-se da visão administrativa. Tal teoria não se reporta ao meios como objeto, mas sim um sistema cultural de massas de caráter civilizatório no qual os meios são inerentes, porém, envoltos em outros sistemas culturais como religião, nação, raça e afins. A cultura de massa para Edgard Morin é constituída por conjunto de símbolos, valores, mitos e imagens. Este conjunto dialoga tanto a necessidade industrial quanto à de individualização e inovação, todavia, também emerge nesse sistema a identidade dos valores do consumo e afetividades privadas. Morin rompe com visão linear da Teoria Crítica ao apontar que há relação dialética entre os desejos dos consumidores e o sistema de produção. A partir de então enfraquecem-se todas as instituições intermediárias (família, classe e etc) para constituir um aglomerado de indivíduos. <<Terceira Cultura>> O autor tem como objetivo criticar mais a cultura elitista do que endeusar a cultura de massa. No século XX a segunda industrialização de caráter vertical e dos espirito. Aquela que processa mercadorias culturais nas imagens e nos sonhos, e a partir dela emerge a Terceira Cultura: a cultura de massa. Lida com símbolos, imaginários, signos, e dialoga com as demais culturas como nacional, religiosa, o Estado. É um momento de policultura. Elas convivem. Mas a culura de massa tende a se impor, mas não ela as anula as demais. A crítica intelectual, de direita, humanista ou de esquerda condenam esta cultura de massa sob viesses que se aproximam por tratá-lo como algo inferior. Aqueles que se tornaram profissionais na produção deste conteúdo se separaram da obra, o processo produtivo passa a prevalecer. O produto industrial não passar pelo crivo artístico, o crivo dos cultos. Porém há interseção entre o aristocracismo vulgar e vulgaridade da cultura de massa. A avaliação anti-kitcsh sobre o kistch. O método proposto - autocrítico e da totalidade - significa imergir na cultura, não separando o objeto num secionado empírico, ou mesmo abstração descolada do real. Autocrítica não como distanciamento, mas olhar integrado que levará consequentemente à uma análise total. <<A Indústria Cultural>> A técnica foi importante para a indústria, e a indústria fundamental para o desenvolvimento da técnica. Porém, tal desenvolvimento ultrapassa relação capitalista, tanto que tal imbricação é reconhecida por economias estatais. O teor cultural vai ser modificar conforme a intervenção Estatal, tendo como dois polos o Estado soberano e o Estado polícia (EUA). Sociedade capitalistas

e dialoga com o crescimento da classe média dotada de capacidade de consumo e escolhas a partir disto. todo sistema industrial tende ao crescimento. Já o autor passa a negociar com esses processos. a progressão de determinados valores" pg 42 <<>>> O autor endossa a avaliação de Marx de que a produção produz o consumo. Ao mesmo tempo ela descobre um tronco humano comum ao público de massa. ao que sintetiza: "É uma relação de forças submetidas ao conjunto das forças sociais as quais mediatizam a relação entre o autor e seu público. dessa conexão de forças depende.a indústria tem como premissa o lucro e a vontade do público. e cultura de massa é a cultura dominante no Ocidente. e o autor cita como exemplo o conteúdo para o público infantil. e ao mesmo tempo não há consegue acolher. Ambos não são necessariamente empecilhos à individualização. seja pela política. a nova cultura se inscreve no complexo sociológico constituído pela economia capitalista. er uma nova combinação.burocraciainvenção / padrão-individualidade. as estrelas que são estruturadas em padrões e aos mesmo tempo tem sua individualidade. inclusive permitindo uma zona marginal e uma zona central. o que ele considera como mercado.(Pg 23) Aí faz diferença entre cultura industrial. padronizaçãoinvenção não é estático. Se coaduna a visão Horckheimer da relação precoce com as crianças e a estagnação do desenvolvimento adulto. A vedete é o símbolo dessa simbiose. perde autonomia. como estratégia de comunicação.. mesclar os dois sistemas. uma contradição inventiva. A produção torna um público médio como um padrão universal e internacional. alta cultura. que considera o público e a máquina burocrática. a riqueza artística e humana da obra produzida" pg 28 A produção-criação: a criação industrializada. Produção-criação: o modelo burocrático-industrial A concentração existe em qualquer sistema. Por isso a necessidade de nova combinação. e assim. e toda produção de massa destinada ao consumo tem sua própria lógica. e trabalha em cima disto. ". <<O grande público>> "Mesmo fora da procura de lucro. finalmente. Aí a invenção consegue até autonomia frente a produção. É por meio da divisão do trabalho e padronização (fórmulas e formatos comerciais). Afirmativas simplórias sobre o poder do . Depois vai surgindo uma estratificação. nas socialistas a educação. mas também o sujeito. seja pela viabilidade econômica. Tais elementos vão variar de obra para obra. por ser não se encaixar. presente em qualquer sociedade. concentração não só dos meios de produção e consequentemente na gestão racional. que é a de máximo consumo" pg 35 Sincretismo é o termo utilizado para descrever a homogeneização da diversidade. A cultura é de massa é o terreno de comunicação que ultrapassa diferenças de classe e geográficas. O autor vai defender um equilíbrio entre estas forças. porém subserviência política. balizada mais pelo lucro. a democratização do consumo. A nova cultura atua para homogeneizar costumes. por outro tal processo precisa de dose invenção. a formação e o desenvolvimento do novo salariado. cultura planetária.. Esse processo tende a uniformizar o conteúdo devido etapas discernitórias. mas também se torna uma marca. Ela vai operar diante de pares antitéticos . não só em forma de objeto. Se em alguns momentos a diversidade irá operar dentre de jogo de peças iguais que se embaralham constantemente. Ao mesmo tempo o consumidor clama por individualização do conteúdo.

Vão se ampliando as mediações. Temas do cinema como aventura. consegue dialoga de forma cósmica. Boa parte do comércio entre os homens se faz pela cultura de massa. no sentido de continuidade. A técnica Para o autor a técnica incide nas relações entre os homens e as relações entre o homem e o mundo ao racionalizar. e a relação com o público não é para aferir opinião. superestimada. passam a ser privilegiados na informação. aventuras juvenis. <<Vasos comunicantes>> A informação perde espaço para a dramatização. ele dá vida e força ao consumo. histórias. vira mero receptor. O gênero sensacionalista se alastra. E é nesse espaço que a publicidade opera melhor como mais um impulsionador d consumo.ou humanista. Por outro lado vê uma profundidade subestimada. valor artístico. Ao mesmo tempo é estimulado para relações libidinosas. diversas sensações O espírito do tempo é a participação do presente no mundo sob inserção planetária. não só bonitos. o autor vê uma extensão. e por Simmel para colocar sob a técnica uma capacidade de racionalização da vida. O consumo pequeno burguês. que a influência de superação da realidade adotando a práxisdialética é praticada à fundo por Morin] . inserida de numa dialética global da sociedade. mas dotadas de predicados. já que este momento de rebeldia detém de fato um caráter de rupturas. a exemplo de pessoas que se distanciam completamente da realidade imersas no sonho. narrativas. o tipo ideal hedonista. Ao mesmo tempo o Estado se torna investidor.consumo ou da produção é rejeitada. Morin busca quebrar com o esquema em que a produção é completamente preponderante ao consumo. por outro. Ao mesmo tempo a técnica é libertadora. Poderia dizer assim. Se não consegue dialogar com o passado e futuro. a saúde. AO mesmo tempo os arquétipos de amor e felicidade estimulam a vida. sem jamais lhe integrar de fato. [Edgard Morin é influenciado pela dialética marxista no método. conceito marxista para denominar a forma como o homem objetiva o consumo concomitante à produção. No caso das revoltas adolescente. o ser que perde a noção de passado e futuro. O individualismo técnico-industrial <<>>Sociedade modernas o consumo se por um lado é potente. seja qual for a sociedade. objetivar e despersonalizar as relações. Por outro crítica o fato do marxismo reduzir as relações à objeto. Constroem referências. a familiarização com os apresentadores. que vê apenas no capital e na burguesia o sujeito da história. Não da alienação. O problema é o curso técnico-industrial-consumidor. <<Espirito do tempo>> A cultura de massa tem um problema básico. mas buscar um conselho. por outro retira a capacidade do indivíduo de investir. Até mesmo a política e sua propaganda entra nessa lógica. A coisificação. já que depois de uma certa idade os jovens se conformam. as reportagens passam a influenciar o bem estar. O indivíduo atomizado dialoga com os grandes aparelhos. Nesse jogo há processos disformes. deixa as narrativas ao Estado. promove sensações. Também do marxismo adota a coisificação para ver relação dúbia com a técnica. É uma relação dialética. Sua mitologia mistura vida privada e uma salvação terrena pelo consumo. Ela se estimula por processo de identificação real e imaginário. Morin chega a dotar as pessoas que se adequam mais à estes modelos como as pessoas com as vidas mais intensas. amor e vida privada. que o indivíduo navega e sonha.

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