Gestão de Pessoas Terceiro Setor

Pesquisa na área de terceiro setor realizado para a disciplina de Gestão de Pessoas, elaborado pelos alunos do 7º semestre do curso noturno de Administração de Empresas da Universidade Padre Anchieta Campus Jundiaí orientados pelo Prof. João Guilherme Rodrigues.

Sumario Introdução ...................................................................................................... 3 Visão Geral..................................................................................................... 4 Empresas Abordadas ..................................................................................... 8 Recrutamento e Seleção de Voluntários ....................................................... 10 Desenvolvimento dos Assistidos .................................................................. 22 Responsabilidade Social ............................................................................... 28 Financiamento das entidades ........................................................................ 29 Conclusão ..................................................................................................... 36 Referencias Bibliográficas ............................................................................ 37

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Marina Pastro

RA 061688-7

Introdução A sociedade possui três setores sendo o primeiro setor, aquele no qual a origem e a destinação dos recursos são públicas, corresponde às ações do Estado e o segundo setor, correspondente ao capital privado, sendo a aplicação dos recursos revertidos em benefício próprio. O terceiro setor constitui-se na esfera de atuação pública não-estatal, formado a partir de iniciativas privadas, voluntárias, sem fins lucrativos, no sentido do bem comum. Este último deve ter como objetivo social um dos seguintes tópicos: • • • • • • • • • • • • Defesa, preservação e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável; Promoção da assistência social; Promoção da cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico; Promoção gratuita da educação, observando-se a forma complementar da participação de que trata a lei; Promoção gratuita da saúde, observando-se a forma complementar da participação de que trata a lei; Promoção da segurança alimentar e nutricional; Promoção do voluntariado; Promoção do desenvolvimento econômico e social e do combate à pobreza; Experimentação, não lucrativa, de novos modelos socioprodutivos e de sistemas alternativos de produção, comercio, emprego e crédito; Promoção de direitos estabelecidos, construção de novos direitos e assessoria jurídica gratuita de interesse suplementar; Promoção da ética, da paz, da cidadania, dos direitos humanos, da democracia e de outros valores universais; Estudo e pesquisas, desenvolvimento de tecnologias alternativas, produção e divulgação de informações e conhecimentos técnicos e científicos que digam respeito às atividades mencionadas.

Baseados nesses objetivos procuramos entidades filantrópicas de Jundiaí e região, como Apae em Várzea Paulista e Grendacc, com sedes em Jundiaí, porém não fomos atendidos por causa de suas burocracias. Onde fomos atendidos somente por uma comunidade de regional (bairro), chamada Casa da Fonte e pela Associação Terapêutica de Estimulação Auditiva e Linguagem (ATEAL).
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dentro e fora dos meios acadêmicos. Ainda imperam muitas imprecisões nas tentativas de definições do termo. o segundo. para diferenciá-lo do Estado (Primeiro Setor) e do setor privado (Segundo Setor). sem fins lucrativos como associações e fundações. Nesta linha de raciocínio.A 0608898 Visão Geral Pesquisar sobre terceiro setor. não se envergonharem de pagarem baixos salários para os seus funcionários ou até mesmo em demiti-los. Nos dias atuais é de suma importância a discussão do papel desempenhado pelas Organizações Não-Governamentais — ONGs—. porque essa é uma discussão que não deve ficar apenas na seara dos defensores do "terceiro setor".. Remando contra a maré. geralmente no mesmo espaço geográfico onde estão instaladas suas fábricas. Essa lacuna seria assim ocupada por um “terceiro setor” supostamente acima da sagacidade do setor privado e da incompetência e ineficiência do Estado. 4 . Terceiro Setor é o conjunto de iniciativas privadas. de maneira clara e objetiva. A denominação “terceiro setor” se explicaria. Fundações. que compõem o chamado “terceiro setor”. Montaño vai aos poucos. Em primeiro lugar.Fabiano de Paiva Lourenço R. É comum na literatura sobre o tema classificá-lo como “sem fins lucrativos” [1] . porque é necessário explicitar o que vem a ser este setor. É no enfoque diferenciado destas e outras questões que está o mérito do livro de Carlos Montãno. Em segundo lugar. Associações etc. porque faz parte da sua natureza visar o lucro. Ambos não estariam conseguindo responder às demandas sociais: o primeiro. pela ineficiência. marcadamente solidárias e destinadas ao interesse público. mas deve ser assumida como objeto de investigação pelos intelectuais comprometidos com uma análise crítica. que financiam direta ou indiretamente algumas ONGs. o que tem de diferente ou de especial para ser designado desta forma. permanece sem questionamento o fato das fundações empresariais. e. de caráter público. fazerem uma atuação “direta” em uma determinada “comunidade”.

Isto significa marcar suas diferenças e os pontos em que convergem.790/99) A Lei nº 9. como Organizações da 5 . Mas apesar de no Brasil o Terceiro Setor ainda ser visto de maneira folclórica. possui 62 profissionais.A 0608898 Desenvolvimento do Setor O Terceiro Setor ainda está dando os seus primeiros passos no Brasil. questões urbanas. As demandas sociais cresceram e com elas veio a expansão das atividades sociais. é importante afirmar a identidade própria de cada grupo e campo político de organizações da sociedade civil brasileira. A Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais foi criada em 1991 como forma de representar coletivamente as ONGs junto ao Estado e aos demais atores da sociedade civil. Não são pequenos.200 municípios brasileiros. que são muito bem administradas por ONGs. pelo Poder Público. Este sistema participativo funciona. que articulam uma rede de 150 mil voluntários. na conquista e expansão dos direitos sociais e da democracia. Acredito que por trás do crescimento do Terceiro Setor está o desenvolvimento do setor social. questões agrárias e agrícolas. Leis e regimento. a instituição é responsável por 50% da queda da mortalidade infantil. e de muitas pessoas não conhecerem seu trabalho. todos com a mesma visão de conjunto. ABONG. Associação Brasileira de Organização Não governamentais Para a Abong. em 3.790/99. Atualmente a ABONG tem 270 associadas com destacada atuação na esfera pública em áreas como direitos humanos. possibilitando a sua qualificação.Fabiano de Paiva Lourenço R. IV – Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP’s (Lei nº 9. também denominada Lei do Terceiro Setor. Nas cidades onde atua. sociedades civis e fundações) sem fins lucrativos. pois já envolve aproximadamente 1 milhão e 200 mil pessoas. estabeleceu uma nova disciplina jurídica às entidades (associações. Seu principal objetivo é representar e promover o intercâmbio entre as ONGs empenhadas no fortalecimento da cidadania. acredito que ele vem crescendo de forma significativa e com extrema rapidez. meio ambiente e ecologia. por exemplo. políticas públicas. Nos Estados Unidos as organizações não-governamentais contribuem com US$ 700 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) americano e envolvem 15 milhões de pessoas. A Pastoral da Criança. desenvolvimento regional.

Fabiano de Paiva Lourenço R. O artigo 2º estabelece. dos direitos humanos. saúde. cujos objetivos sociais tenha pelo menos uma das seguintes finalidades: promoção da assistência social. as fundações. acordos de cooperação denominados termos de parceria. cultura. as associações de classe ou de representação de categoria profissional. as organizações partidárias e assemelhadas. Segundo o entendimento doutrinário. promoção da cultura. as entidades e empresas que comercializam planos de saúde e assemelhados. não se permitindo incluir mais nenhuma espécie de entidade: as sociedades comerciais. sociedades civis ou associações de direito privado criadas por órgão público ou por fundações públicas. O artigo 3º determina que a qualificação como OSCIP será conferida às pessoas jurídicas de direito privado. da democracia. as cooperativas. voluntariado. os sindicatos. com os governos federal. as Organizações Sociais. as organizações creditícias que tenham quaisquer tipo de vinculação com o sistema financeiro nacional a que se refere o art. 6 . sem fins lucrativos. as instituições religiosas ou voltadas para a disseminação de credos. da cidadania.A 0608898 Sociedade Civil de Interesse Público– OSCIP’s. as fundações públicas. quais as entidades que não podem ser qualificadas como OSCIP. preservação e conservação do meio ambiente. bem como a possibilidade de firmar. essa relação é taxativa. A referida lei engloba todas as entidades que apresentam objetivos sociais no campo da assistência social. as instituições hospitalares privadas não gratuitas e suas mantenedoras. inclusive suas fundações. estadual e municipal. cultos. educação. as escolas privadas dedicadas ao ensino formal não gratuito e suas mantenedoras. 192 da Constituição Federal. defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico. da ética. as entidades de benefício mútuo destinadas a proporcionar bens ou serviços a um círculo restrito de associados ou sócios. práticas e visões devocionais e confessionais. da paz. por um critério negativo. além da defesa. desenvolvimento econômico e social.

não lucrativa. de novos modelos sócio-produtivos e de sistemas alternativos de produção. preservação e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável. promoção da ética. promoção do desenvolvimento econômico e social e combate à pobreza. dos direitos humanos. Em contrapartida. podem celebrar com o poder público os chamados termos de parceria. emprego e crédito.Fabiano de Paiva Lourenço R.Organização da Sociedade Civil de Interesse Público é um título fornecido pelo Ministério da justiça do Brasil.A 0608898 promoção gratuita da educação. mas OSCIP trata de uma qualificação dada pelo Ministério da Justiça no Brasil. experimentação. estadual e municipal) e permite que doações realizadas por empresas possam ser descontadas no imposto de renda OSCIPs são ONGs criadas por iniciativa privada. construção de novos direitos e assessoria jurídica gratuita de Interesse suplementar. promoção da segurança alimentar e nutricional. desenvolvimento de tecnologias alternativas. comércio. da paz. OSCIP. defesa. cuja finalidade é facilitar o aparecimento de parcerias e convênios com todos os níveis de governo e órgãos públicos (federal. essencialmente é uma OSCIP. 7 . estudos e pesquisas. da democracia e de outros valores universais. Critérios da OSCIP. promoção gratuita da saúde. que são uma alternativa interessante aos convênios para ter maior agilidade e razoabilidade em prestar contas Uma ONG (Organização Não-Governamental). especialmente aqueles derivados de normas de transparência administrativas. produção e divulgação de informações e conhecimentos técnicos e científicos que digam respeito às atividades ora mencionadas. no sentido representativo da sociedade. promoção de direitos estabelecidos. promoção do voluntariado. que obtêm um certificado emitido pelo poder público federal ao comprovar o cumprimento de certos requisitos. da cidadania.

voz e das linguagens oral.Marina Pastro RA 061688-7 As empresas abordadas Gabriela Bentini RA 061003-3 Associação Terapêutica de Estimulação Auditiva e Linguagem (ATEAL) ATEAL – Associação Terapêutica de Estimulação Auditiva e Linguagem. gráfica e emocional. localizada na região de Jundiaí-SP. Esta foi uma iniciativa inovadora. O projeto tem grande potencial de replicação nacional e impactos voltados à saúde pública do brasileiro. social educacional e profissional. Valinhos – PUC. em parceria com a UNICAMP. Vinhedo. que detecta o gen da surdez em aproximadamente 95% dos bebês nascidos no SUS no Município de Jundiaí-SP (Hospital Universitário de Jundiaí-SP). constituída via portarias nº 587 e 589/2004 do Ministério da Saúde. em parceria com a UNICAMP (Universidade de Campinas). tem como missão atender pessoas com deficiência auditiva e ouvintes com distúrbios da motricidade oral.000 de habitantes. Trata-se de um projeto pioneiro. no Hospital Universitário de Jundiaí-SP. resultados dos esforços e parcerias estabelecidas entre os atores do projeto. completa em 2007. acompanhando o seu desenvolvimento e evolução da linguagem. ATEAL foi a primeira instituição brasileira a realizar. Região de Piracicaba e Americana – UNICAMP. 25 anos de atuação regional. cuja abrangência integra municípios que possuem 1. foi fundada em 1982. que foi ampliada em âmbito regional. Cada uma das regiões é atendida e beneficiada pelas respectivas instituições: Região Noroeste de Campinas. As ampliações internas foram dimensionadas a partir a expansão de atendimento. sem qualquer discriminação para uma inclusão familiar. habilitação e reabilitação gratuita e permanente a famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade e risco social. a partir da década de 90 iniciou expansão para 09 outros municípios e em 2006 passou a beneficiar 27 municípios da região. atendendo outros municípios do entorno.000. 8 . É uma instituição sem fins econômicos. o exame genético da surdez totalmente gratuito aos bebês nascidos pelo sistema SUS. Resultado este mensurado mensalmente. Região de Jundiaí – ATEAL. Na década de 80 a ATEAL atendia somente o município de Jundiaí. A macro região de Jundiaí e Campinas possui uma população total média de 3 milhões de habitantes e foi dimensionada em 3 grandes regiões visando o atendimento destes municípios. é possível detectar a surdez e iniciar o processo de reabilitação o mais precoce possível. 24 destas cidades integram a REDE DE SAÚDE AUDITIVA. A partir deste projeto. prestando-lhes serviços de diagnóstico. a ATEAL passou por diversas transformações. Ao longo dos 24 anos de atuação.

Tudo isso com o objetivo de incentivar e apoiar a construção de um futuro melhor para as novas gerações e a construção de um mundo de igualdades sociais. Tudo começou com a preocupação de proteger o meio ambiente. reconhecido em todo o País. A outra parte de sua história na cidade é o compromisso com o social. uma das maiores do Estado.Marina Pastro RA 061688-7 Gabriela Bentini RA 061003-3 COMPANHIA DE SANEAMENTO DE JUNDIAÌ CSJ faz 10 anos no Jardim Novo Horizonte Em 1998 a CSJ . 9 . A CSJ continua trabalhando pela despoluição do Rio Jundiaí e investindo em tecnologias e projetos para ampliar os avanços na área de saneamento público.Estação de Tratamento de Esgotos. Instalada no Jardim Novo Horizonte. em 2005.Tratamento de Esgoto de Jundiaí inaugurou a ETE . um projeto social que atende as famílias que moram no entorno da empresa. Um trabalho que ganhou parceiros e parcerias e cria oportunidades para todos. a CSJ criou a Casa da Fonte. no Jardim Novo Horizonte (antigo Varjão). com o objetivo principal de investir em tecnologias para despoluir e recuperar a vida do Rio Jundiaí. E ao longo desses 10 anos a CSJ entrou para a história de Jundiaí como exemplo de um trabalho bem sucedido em tratamento de esgoto. que trouxe desenvolvimento econômico. geração de empregos e benefícios sócio-ambientais.

10 . se possível. de caráter social. em grandes grupos. ou ainda. por outro lado. contido na proposta. as campanhas não permitem um trabalho de conscientização social mais aprofundado mas. deverão ser ágeis. direcionados para o alvo da campanha. abrem a um significativo número de pessoas a experiência da doação pessoal. por obedecerem a características próprias. referentes. À organização de um programa ou atividade regular. Para cada uma destas propostas. geralmente exigem um número grande de voluntários a serem recrutados em tempo curto e hábil. ocorrendo simultaneamente em vários locais. institucionalmente. de seleção e treinamento. entrevistas formatadas em modelos de perguntas diretas. Demandas de campanha Campanhas específicas. mesmo que rápida.Thiago Ermindo Ribeiro da Silva RA 062367-2 Recrutamento e Seleção de Voluntários Recrutam-se voluntários. marcas estimulantes à continuidade do trabalho social. busca-se a ação. Por exemplo. Processos de seleção para campanhas. devemos também considerar: • • • O perfil desejado de voluntário que se pretende receber. a disponibilidade. trazendo com o impacto desta vivência. para atender: • • • À demanda específica de uma única campanha. quando ocorrerem. uma campanha de arrecadação de alimentos para o Natal. Algumas qualidades e instruções relacionadas à ação demandada serão supridas por treinamentos. Nesta situação. e/ou À formação de um banco de dados. a convocação ao combate do mosquito da dengue. e Os processos. Os meios e instrumentos mais indicados para a ação de recrutá-lo. de data pontual. através de várias instituições. não se busca certo tipo de voluntário com determinadas características. Utiliza-se larga escala de mídia para uma ampla convocação ao trabalho voluntário e também palestras para orientação e esclarecimentos às pessoas que se apresentarem como interessadas. Naturalmente. a vontade de participar motivada pelo apelo.

aptidões. como qualquer outra atividade humana. carga horária etc. o recrutamento e a seleção devem ser realizados após um conjunto de definições particularizadoras do trabalho social a ser desenvolvido tendo em vista o perfil voluntário desejado. trabalho dedicado. A necessidade de experiências anteriores em trabalho social. muitas vezes surpreendem na medida em que se vincula trabalho voluntário à ação puramente amorosa e espontânea. O grau exigido de consciência cidadã. falamos. comprometimento. Sem esquecermos que. mas também as de ordem emocional e psicológica. • • As características pessoais desejáveis e também aquelas impeditivas. A necessidade ou não de conhecimentos técnicos. sem demais condições necessárias ao seu desempenho. Mas quando se vincula trabalho voluntário à responsabilidade social. sensibilidade compartilhada à dor do outro.Thiago Ermindo Ribeiro da Silva RA 062367-2 Programas e atividades regulares Neste caso. As exigências de dedicação. como vaidades e outras 11 . como essas. à atividade voluntária. direitos e deveres. As condições compatíveis de saúde. aparentemente inusitados. entre outras coisas. na busca de uma sociedade mais justa e economicamente equilibrada. a prática da ação voluntária também incorpora ingredientes subjetivos. de "consciência de cidadania" que implica. efetivamente. Demandas de perfil profissional. incluídas não só as físicas. em disciplina. por exemplo: • • • • • • A potencialidade criativa desejável. o acreditar na possibilidade de mudanças sociais. A exigência de algum nível específico de formação acadêmica. comprometimento às causas de liberdade e dignidade humanas. Busca-se definir no perfil voluntário. em termos de periodicidade.

fragilidades que se misturam. imediatamente. às chefias e/ou profissionais diretamente envolvidos nas ações voluntárias que lhe dizem respeito. Execução metodológica de uma seleção de voluntários Utiliza-se. deverá ser desenvolvida pelo Voluntário-Presidente da associação responsável pela atividade. caso aquela exigência não seja preenchida pelo voluntário. Ao Coordenador do Núcleo caberá assegurar-se se as etapas do processo estão sendo adequadamente cumpridas. adequadamente. considerando o planejamento estratégico previamente aprovado. também serve de exercício reflexivo às possibilidades de trabalho que se apresentam. Atividades específicas requerem treinamentos específicos. preferencialmente. a uma profunda capacidade de dedicação e Thiago Ermindo Ribeiro da Silva RA 062367-2 entrega amorosas. Explica-se: sua competência gerencial deve ser respeitada e sua sensibilidade de líder conta como elemento fundamental no reconhecimento de capacidades potenciais. há que "apresentá-lo" . como um enigma. Nenhuma surpresa.aos demais colegas de equipe. outras possibilidades de atividades.voluntário recém-chegado . caso o voluntário queira acrescentar alguma informação que considere importante. inicialmente. em reunião. de formato mais institucional. Sem abrir mão do "Treinamento Introdutório". também disponíveis. apenas a necessidade de conceituarmos e definirmos as exigências para a consecução dos objetivos desejados para a ação social e nos prepararmos para a sua execução metodológica. voluntários encarregados das entrevistas e o Coordenador avaliarão os resultados do processo. Em seguida. 12 . também. São também bem-vindas possibilidades de expressão pessoal no formulário. aos seus novos espaços de trabalho. formulário a ser preenchido pelo voluntário-candidato que ao mesmo tempo em que reúne informações para a posterior entrevista. Posteriormente. Exemplo: ao solicitar informações sobre uma capacidade técnica específica oferecem-se. a partir de agora. buscando aprimorá-lo. nem sempre facilmente reconhecidas por quem não lida diretamente com a atividade e sua execução por voluntários. a entrevista individual que.

Thiago ErmindoRibeiro da Silva RA 062367-2 Configuração jurídica do trabalho voluntário Documento contratual imprescindível antecede o início das atividades voluntárias: o "Termo de Adesão ao Trabalho Voluntário". por campanha/programa/atividade. com a antecedência necessária. de cópia do "Termo de Adesão" devidamente assinado pelo voluntário e seu Presidente. e de estar ligado. Recomenda-se. para a formatação do banco de dados. para sua posterior distribuição programática. a previsão dos recursos humanos necessários à execução dos programas previstos. à apresentação. entidade sem fins lucrativos. O procedimento de guarda do documento será de competência da associação. Podemos prever. juridicamente. Recomenda-se. Formação de um banco de dados Consideramos uma etapa importante do planejamento estratégico das atividades voluntárias. qual seja. o número desejável de voluntários. de acordo com as definições do planejamento estratégico aprovado. a utilização de ferramentas computacionais. A formação de um banco de dados representa o propósito de reunião de um número bastante expressivo de fichas de cadastro de voluntários-candidatos. entretanto. Para organizar um banco de dados. referente às especificidades jurídicas deste trabalho. pela associação. o prévio conhecimento do não vínculo empregatício com a instituição na qual trabalhará. àquela associação de voluntariado. de caráter privado e finalidade pública. ou similar. vincular a entrega do crachá. o qual assinará. devem-se seguir as seguintes etapas: 13 . de perfis e aptidões os mais variados. De seu conteúdo constarão trechos da Lei do Voluntário. de controle institucional. e um texto. e preparar para os processos específicos de recrutamento e seleção.

O trabalho “boca-a-boca” é muito eficaz e provê. algumas considerações sobre um período fundamental à consolidação daquela intenção de trabalho voluntário. pode não suportar de imediato o peso de uma 14 . Período de adaptação Para qualquer ação iniciada. divulgar junto aos voluntários já atuantes o propósito de abrir novas inscrições. Iniciando os trabalhos Agora. Citamos. O trabalho voluntário. o CAPS (Centro de Articulação em Projetos Sociais). • Estas etapas também poderão ser percorridas para o recrutamento voltado a programas e atividades regulares. com excelentes resultados. adequadamente. O programa Comunidade Solidária organizou. geralmente. por sua qualidade especial de ligações a situações específicas de carências e dor exige um acompanhamento de apoio menos crítico e mais amoroso àquele que o percorre. os novos voluntários. no decorrer do qual se promove uma ação adequada de orientação e espaços de acompanhamento e avaliação do percurso que se apresenta. Outra boa consulta. complementase o número desejado de inscrições através das centrais especializadas em recrutamento de voluntários. há que se considerar que aquele voluntário que chega. no Rio de Janeiro. centrais que atuam em recrutamento e conscientização de trabalho voluntário. prevê-se um tempo de adaptação às novas atividades. Sem abandonar os padrões profissionais traçados. em todo o Brasil. o "RioVoluntário" que atua. em menor escala de necessidades. inclusive orientando as instituições em como se organizar para receber. em um determinado período de tempo. carregado de boas intenções.• Procure. a ONG "Viva Rio" que também oferece cursos livres através de seu centro de formação próprio. desde 1996. inicialmente. • Avaliado os resultados obtidos. Thiago Ermindo Ribeiro da Silva RA 062367-2 candidatos com conhecimento algo já trabalhado por aquele voluntário que o convoca.

diretamente com o voluntário iniciante. estarão formalmente incorporados às tarefas os novos voluntários. de forma delicada e respeitosa. e o voluntário representante daquele programa. Há que se ter paciência amorosa às suas dificuldades e dar-lhe o crédito de superá-las. dos voluntários que iniciam. Thiago Ermindo Ribeiro da Silva RA 062367-2 Em termos práticos isso pode significar: • A indicação de um voluntário experiente para acompanhar cada novo voluntário que se inicia na atividade. em grupos. são sempre bem-vindas isentando o novo voluntário de uma maior exposição de suas dificuldades. as exigências de postura profissional serão bem mais rigorosas. Sugere-se dar a este momento o grau especial de sua importância através de ações formais concretas: uma cerimônia para entrega aos voluntários dos crachás de acesso à instituição ou então. Tornando-se um voluntário institucional Superado o período de experiência. entre o voluntário e o representante da associação. desde que as etapas referentes tenham sido definidas. certificados da associação. mas sempre no sentido de dar a este impedimento de trabalho uma conformação prática. • Um espaço freqüente de discussão. 15 . de acordo com o grau de complexidade das tarefas e suas exigências de ordem emocional. • Um prazo adequado de experiência. normativamente. É de competência exclusiva da associação gerenciar seu voluntário. Enfim. configurando sua importância e o fato de que. conversas particulares. de agora em diante. nesta etapa. As orientações. neste momento. entre as partes. poderão ser até de caráter particular. com o objetivo de auxiliá-lo em suas dificuldades. seus orientadores. Saliente-se que não haverá participação do Coordenador do Núcleo.Thiago ErmindoRibeiro da Silva RA 062367-2 demanda radical. algo que materialize esta nova etapa. e • Havendo necessidade.

3. valorizando e incentivando a multiplicidade de idéias e opiniões. por meio de pesquisa.A consciência de comprometimento com o trabalho voluntário e a seriedade e disciplina necessárias a sua execução serão. diagnóstico e (re) habilitação. Nome da Instituição: Associação Terapêutica de Estimulação Auditiva e Linguagem (ATEAL) 1.Município de Localização: Jundiaí/SP 1. Instituições do Terceiro Setor Questionário 1 1. o Respeito aos colaboradores e contribuintes.” • Princípios Básicos: “Respeito à diversidade humana. • Diretrizes: 16 .5. o Soberania nos princípios de zelo pela transparência nas ações e imagem. pesquisa e gestão na área da saúde auditiva e da comunicação.1.” • Valores: o Aprimoramento técnico e científico. sob a supervisão e gerência do Coordenador do Núcleo. visando o bem-estar e inclusão das pessoas. alvo constante de treinamento junto aos Thiago Ermindo Ribeiro da Silva RA 062367-2 voluntários.Data da sua fundação: 12/05/1982 1. e seus profissionais. desenvolvimento e disseminação das melhores práticas.” • Visão: “Ser referência em assistência. o Comprometimento com a capacitação. Uma ação de parceria entre as associações e a instituição.Objetivos/missão da instituição: • Missão: “Prestar serviços em saúde auditiva e da comunicação.4.2.É declarada de utilidade pública: Sim 1. a partir de agora.

Thiago Ermindo Ribeiro da Silva RA 062367-2 o Sustentabilidade econômica . o Estudo e pesquisa. • Área de Atuação: o Prevenção. 1. parece superar as forças das pessoas envolvidas. o Responsabilidade Sócio – ambiental. Tecnologia e Inovação. como voluntários: Atuantes. 23 pessoas. o Desenvolvimento.Quantidade de pessoas físicas que participam nas atividades da instituição.8. 1.7.Receita/orçamento desta instituição – indique os órgãos e instituições que contribuem: (X) Órgãos públicos. A profissionalização das entidades filantrópicas é cada vez mais necessária e quem não se 17 .o Humanização nas relações. estaduais ou federais: 73% (X) Empresas privadas: 10% ( ) Instituições internacionais (X) Pessoas físicas: 3% (X) Outras: Prestações de Serviços Privados: 5% Outras receitas: 9% 1. o Desenvolvimento em Ciência. o Inclusão.6. municipais.Quais são as principais dificuldades que esta instituições enfrenta atualmente? “Saber controlar e administrar os recursos e não ficar esperando que as coisas aconteçam é postura exigida dos responsáveis e isto acaba impondo um ritmo de responsabilidades e conhecimento que.financeira. às vezes.

Prevejo que.4 % subvenção estadual 2. Estadual e Federal)? 35.Mariza C. por vezes. Qual o custo de um assistido? Distúrbios de Comunicação – média de R$ Deficientes Auditivos 0 a 7 anos – média de R$ Deficientes Auditivos 7 a 14 anos – média de R$ Deficientes Auditivos acima de 14 anos – média de R$ 18 . De onde vêm os recursos financeiros? Contribuições da Sociedade Civil através de boletos bancários ou doações mensais. A.2. Questionário 2 2.1. Pomílio é diretora da Associa Terapêutica de Estimulação Auditiva e Linguagem (Ateal)” (http://www.asp?Int_IDSecao=1&int_id=70354).1. Amigos da ATEAL e telemarketing 2.1.3.com.1.1. Convênios Públicos.1. levou anos para se consolidar.000.5. por um lado.Thiago Ermindo Ribeiro da Silva RA 062367-2 aperceber disto e continuar a atuar com se tudo fosse uma atividade simples como um clube de amigos poderá se comprometer seriamente e por a perder um trabalho que. Quanto à entidade precisa para se manter em atividade? R$ 450. Quanto desses recursos é vindo do governo (Municipal. Associados e outros.4. Campanhas. haverá por outro lado um acréscimo de novas entidades visando dar respostas às novas necessidades da sociedade. . Corpo a Corpo. 2.4% convênios municipais – SUS 0.00 / média 2. Prestação de Serviços Privados.br/interna. Como são adquiridas as doações? Eventos. pelo fenômeno da concentração de apoio e recursos destinados àquelas de maior eficácia. poderá ocorrer uma diminuição de Thiago Ermindo Ribeiro da Silva RA 062367-2 entidades filantrópicas de um mesmo setor.1.portaljj. Financeiro 2.

2. Que área exige maior aplicação dos recursos? Folha de Pagamento 44% Aquisição de Aparelhos Auditivos 39% Manutenção da Instituição 17% 2.1.1. 4º Entrevista Pessoas (pré-selecionados).7.1. 2. 5º Dinâmica (avaliação dos pré-selecionados na entrevista pessoal). a integração com a instituição.2.6.2. Como é o processo de seleção dos funcionários? 1º Divulgação interna (seleção de funcionários internos). Colaboram aqueles que desejam e possuem condições Thiago Ermindo Ribeiro da Silva RA 062367-2 2.2. 2º Divulgação externa (não havendo o preenchimento da vaga internamente. 2.2. Funcionários e voluntários passam por acompanhamento psicológico? Não 2.2. que funcionários e voluntários tenham que passar para pode exercer a atividade? Sim. 2. a mesma é divulgada através da mídia escrita local).3.2. Quais as funções que admite trabalho voluntário? 19 . 6º Seleção do candidato mais apto a exercer a função. Existe algum treinamento. Como é desenvolvido o trabalho voluntário na organização? Através do RH.2. de acordo com a legislação vigente. A família colabora com a entidade? É facultativo.4. Humanas 2.5. 3º Seleção de currículos (de acordo com critérios estabelecidos pelo setor requerente).

3. Qual número máximo de assistidos que a entidade consegue suprir? Em curto prazo .3. Como é o desenvolvimento? 2. Como é a rotina dos assistidos na entidade? São diversas as rotinas. desde exames de diagnóstico. Reabilitação de deficientes auditivos e ouvintes com distúrbios de comunicação. Que tipo de atividade a entidade esta preparada para executar? Thiago Ermindo Ribeiro da Silva RA 062367-2 Exames para diagnóstico de deficientes auditivos e ouvintes com distúrbios de comunicação. Quantos assistidos existem na entidade no momento? 2.3.3. 2. Desenvolvimento dos assistidos 2. Quantos funcionários e quantos voluntários existem atualmente na entidade? 64 contratados 23 voluntários (atuantes) 05 Estagiários 03 Prestadores de Serviço 2. desde que o voluntário possua as habilidades mínimas para desenvolver a função. 2.3.até o processo de reabilitação e inclusão.4.3.1.2. Como são avaliados os avanços nas atividades? Através de Avaliações Interdisciplinares 20 .2.3. 2.3.5. indicação e adaptação de AASI – Aparelho Auditivo de Amplificação Sonora .6.2.3. Quais os critérios de seleção dos assistidos? Encaminhados pelo SUS e particulares 2.200 / mês 2.6.7.Todas.700 / mês 2.

9. Projeto registrado no CMDCA – Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.0 a 1 ano 10% . 18% . deficientes auditivos encaminhados pela ATEAL.7.3.3. Classe social dos assistidos. Atualmente 37 empresas participam deste projeto. Existem casos de assistidos que trabalharam como voluntários após tratamento? 21 .8.18 a 59 anos 36% .3.11.10. Há algum encaminhamento para o mercado de trabalho? Sim.Normas de Organização Básica – dados estatístico do IBGE e IPEA para definição da linha da pobreza no pais): 55% com renda familiar em situação grave e comprometida ( de ¼ a ½ salário mínimo percapita) 45% com renda familiar em situação estável (acima de ½ salário mínimo percapita) 2. subsidiado por empresa parceira (Pessoa Jurídica). 2. 2.02 a 11 anos 7% .acima de 60 anos. São classificados pelo serviço social da ATEAL (de acordo com os padrões estabelecidos pelo NOB. e mantém em seu quadro de funcionários. que inclui e acompanha os deficientes auditivos no mercado de trabalho. através do PIP – Programa de Inclusão Profissional.3.Thiago Ermindo Ribeiro da Silva RA 062367-2 2. 2.3. Faixa etária dos assistidos. Quanto tempo freqüentam a entidade? Varia de acordo com cada tipo de atendimento.17 a 17 anos 29% .

pesquisamos duas entidades filantrópicas de caráter distinto. como também de visão a vida através de entidades que cuidam da saúde e do bem estar dos assistidos. Baseado nisso. Companhia Saneamento de Jundiaí (Casa da Fonte) Por essa entidade atender pessoas de diferentes faixas etárias e de diversas maneiras. avalia-se o desenvolvimento de seus integrantes pela maneira em que o mesmo tem se relacionado em sociedade. ressaltando que não é que eles limpem e sim não poluem o ambiente. Os assistidos mantêm um laço de carinho com as entidades as quais fazem parte. Essa entidade não possui pessoas contratadas na área da limpeza. Estes são constantemente estimulados através de diversos métodos. a ATEAL. tanto sendo de caráter social como entidades que cuidam da educação de crianças de baixa renda. que cuida de pessoas com distúrbios auditivos e a Casa da Fonte que se relaciona com pessoas de uma determinada região de baixa renda do município e leva até elas educação. em especial no caso da Casa da Fonte. toda a comunidade participa e cuida da mesma como se esta fosse parte integrante de sua residência e de sua família.Sim Marina Pastro RA 061688-7 Desenvolvimento dos assistidos Chamamos de assistidos as pessoas que recebem o beneficio ou o serviço das entidades filantrópicas. e como se trata de uma doença física seu processo é gradual e relativo ao grau de intensidade do problema detectado pelos médicos da instituição nos respectivos pacientes. pois alguns. ou seja o convívio tem 22 . Associação Terapêutica de Estimulação Auditiva e Linguagem (ATEAL) O desenvolvimento das pessoas atendidas pela ATEAL é avaliado pelas atividades interdisciplinares. por exemplo. não esquecendo que passam regularmente por acompanhamento clinico. pois os integrantes da organização já criaram consciência de não poluição. lazer e profissionalização. como os menores ainda freqüentam a escola.

sido forma em que a entidade utiliza para analisar o crescimento do assistido após seu ingresso na mesma. Nome da Instituição: Companhia Saneamento de Jundiaí (Casa da Fonte) 1.É declarada de utilidade pública: Sim 1. o Educação.5. o Inclusão. o Lazer.2.4.Município de Localização: Jundiaí/SP 1.Objetivos/missão da instituição: • Missão: “investimento na formação educacional assistemática e na consciência da defesa do meio ambiente. Consciência para vencer semear e cuidar Área de Atuação: o Desenvolvimento. Esforço pessoal. Marina Pastro RA 061688-7 Gabriela Bentini RA 061003-3 Instituições do Terceiro Setor Questionário 1 1.” • Valores: o o o o • Ética. 23 .2.Data da sua fundação: 28/03/2005 1. o Estudo e pesquisa.3. Honestidade.

somente de materiais e profissionais.Quantidade de pessoas físicas que participam nas atividades da instituição. Quanto desses recursos é vindo do governo (Municipal. sendo: 5 pessoas ministrando o curso de cabeleireiro. A família colabora com a entidade? 24 . De onde vêm os recursos financeiros? Todo recurso é de origem da empresa concessionária.Receita/orçamento desta instituição – indique os órgãos e instituições que contribuem: Marina Pastro RA 061688-7 Gabriela Bentini RA 061003-3 100% de capital privado provindo da empresa concessionária de esgoto 1.6. 2 pessoas na área de limpeza e conservação do ambiente 1.1.3.1.1.1. como voluntários: 11 pessoas. Quanto à entidade precisa para se manter em atividade? R$ 35. manicure e pedicure. Qual o custo de um assistido? Não respondido. Como são adquiridas as doações? Não recebem doações financeiras.1.5. Estadual e Federal)? Todo o recurso da entidade provém de capital privado.4.2. 2.6. Financeiro 2. 2.1. 2. 2.Quais são as principais dificuldades que esta instituições enfrenta atualmente? Questionário 2 2.000 por mês 2.7.1. esta é a única mantenedora financeira da entidade.8.1.1. 4 pessoas para ministrando o curso de artesanato.

2. 2. Que área exige maior aplicação dos recursos? Cursos de matemática. Os autônomos são escolhidos por serem conhecidos das escolas do bairro.4. Como é o processo de seleção dos funcionários? Há apenas duas pessoas diretamente contratadas pela entidade. 2. Marina Pastro RA 061688-7 Gabriela Bentini RA 061003-3 2.2.As famílias colaboram com a organização. por morarem próximos a sede e por terem visão de administração de alunos problemáticos. Humanas 2.2. ou seja.2. pois são autônomos contratados 2. Quais as funções que admite trabalho voluntário? Todas. Que tipo de atividade a entidade esta preparada para executar? 25 .1. 2. que funcionários e voluntários tenham que passar para pode exercer a atividade? Sim. é feita uma reunião entre todos os voluntários juntamente com a coordenadora da entidade para que possam se conhecer e conhecer os possíveis problemas iniciais dessa empreitada.5. Existe algum treinamento.2.6.7. português e capoeira. Funcionários e voluntários passam por acompanhamento psicológico? Não 2. desde que o voluntário possua as habilidades mínimas para desenvolver a função.3.2. que são elas a Coordenadora e a secretaria geral. porem não de forma financeira e sim com ajuda e doação de tempo para a mesma.2.2.1. estão dispostos a colaborar com o crescimento pessoal do assistido alem de ensiná-los algo especifico do curso. Como é desenvolvido o trabalho voluntário na organização? Não respondido. 2.

Marina Pastro RA 061688-7 Gabriela Bentini RA 061003-3 2.2. bijuteria e desenho e recreação de crianças com jogos. para lazer. ginástica e hip hop. Como são avaliados os avanços nas atividades? 26 . como a biblioteca por exemplo.3. artesanato. teatro.6. Quantos funcionários e quantos voluntários existem atualmente na entidade? 02 contratados 11 voluntários (atuantes) 01 Estagiário 04 Prestadores de Serviço (professores autônomos) 2. 2.5. Como é o desenvolvimento? Gradual e acompanhado tanto pela entidade como pelas escolas do bairro 2.3. Desenvolvimento dos assistidos 2.4. Quantos assistidos existem na entidade no momento? 292 pessoas com idade entre 05 a 75 anos. Como é a rotina dos assistidos na entidade? Normalmente fazem o curso em que esta inscrito e posteriormente utilizam da infra estrutura da entidade. profissionalização (geração de renda) com cursos de cabeleireiro. ou então cuidam por iniciativa própria da horta.3. a vão a Casa da Fonte para fazer o curso e permanecem no local.3.2.Reforço em matérias como matemática e português. manicure e pedicure.1. 2. capoeira. ou seja.3.3. Quais os critérios de seleção dos assistidos? Ser da comunidade do bairro Varjão e proximidades 2.3.7. Qual número máximo de assistidos que a entidade consegue suprir? 320 pessoas 2.3.

7.3. Faixa etária dos assistidos.8.3. Existem casos de assistidos que trabalharam como voluntários após tratamento? Devido ao pouco tempo.3. ainda não tem crianças que freqüentavam a entidade e se tornaram voluntários na mesma.3.3. Gabriela Bentini RA 061003-3 27 . De baixa renda.10. 2.Não há processos de avaliação.9. Há algum encaminhamento para o mercado de trabalho? Não questionado. Quanto tempo freqüentam a entidade? A maioria permanece ate hoje desde de sua criação 2. Classe social dos assistidos.11. 05 a 11 anos: 113 pessoas Marina Pastro 12 a 17 anos: RA 111 061688-7 pessoas Acima de 18: 68 pessoas 2. 2. 2.

além de fortalecer o envolvimento de seus funcionários com a missão da empresa (aumento de produtividade) e melhorias do relacionamento com parceiros importantes (governo. No Brasil. fornecedores. passam a investir em qualidade. conforme demonstra os Indicadores Ethos. sejam construtores de uma sociedade melhor. indicando cada vez mais a necessidade contínua de qualificar a gestão empresarial. É notório acompanhar a crescente demanda da sociedade brasileira em esperar que as empresas sejam agentes de uma nova cultura. clientes e fornecedores. sejam atores de mudança social. A busca de excelência pelas empresas passa a ter como objetivos a qualidade nas relações e a sustentabilidade econômica. as empresas. agências internacionais. outras empresas e Ongs). As empresas reconhecem que interromper suas ações sociais provoca desgastes significativos. mas no processo. resultando na melhoria do clima organizacional. comunidade. sociedade e meio ambiente. 28 . marcando a entrada definitiva do mundo empresarial como um ator importante do desenvolvimento social. As pesquisas já demonstraram um processo irreversível e não um simples modismo. os dados reafirmam aspectos relevantes como o impacto na motivação e satisfação. durante muito tempo a responsabilidade social das empresas significava atender aos interesses de seus acionistas. funcionários. Ao mesmo tempo reconhecem que sua continuidade indica melhoria da imagem ante a comunidade.Gabriela Bee RA 0610027 Responsabilidade Social A Visão de responsabilidade social de uma empresa é fator determinante na qualidade diferencial de seu investimento social. No que se refere ao envolvimento de funcionários. Hoje sua responsabilidade vai muito além. gerar empregos e pagar impostos para a manutenção da estrutura e dos fins do Estado (investimentos em políticas públicas). não apenas em produtos. produzirem bens e serviços. incluindo todas as relações compreendidas na atividade empresarial. Estes indicadores apontam que em reposta a nova economia e a revolução tecnológica. consumidores. social e ambiental.

700 pessoas por mês. Para tanto a empresa necessita de um investimento mensal de R$.Gabriela Bentini RA 061003-3 Financiamento das entidades CASA DA FONTE A “Casa da Fonte”.00. “EMEB Ivo de Bona” e “EE Parque Residencial Almerinda Chaves”.35. atende hoje mais de 290 pessoas. avalia os projetos e investe este valor mensal em cada escola. hoje. ATEAL A ATEAL atende.700. A Casa da Fonte recebe todo mês das escolas um projeto para investimento de R$. 4 professores que recebem como autônomos. Todas as despesas da entidade são supridas por recursos vindos da empresa de Saneamento Basico de Jundiaí. Os projetos geralmente são de aquisições de livros. mais de 2. Analisando folha de pagamento o investimento é baixo. após.2.000. 29 . entre 5 e 75 anos. O restante do serviço é voluntário sem custos para a empresa. São estas escolas municipais que estão na comunidade. Além de cursos na própria entidade. a “Casa da Fonte” também oferece 10 bolsas de eletrotécnico na “Cidade dos Meninos”. pois prestam serviços apenas 1 dia na semana. e outros suprimentos que o município não oferece. contando somente com 2 funcionárias contratadas. materiais esportivos.00. A entidade conta também com um projeto na comunidade com as escolas “Professora Cléo Nogueira Barbosa”.

30 . 5% em prestações de serviços privados 9% de outras fontes.00 mensais. 17% na manutenção da instituição.450. De todos os recursos arrecadados. que colaboram mensal ou esporadicamente através de boletos bancários ou doações mensais. e é facultativas a colaboração da família com doações. estaduais e federais) Gabriela 061003-3privadas 10% de Bentini doaçõesRA de empresas 3% de doações de pessoas físicas.Para suprir todas as despesas a entidade precisa de R$.000. em média. Através de contatos por meio de telemarketing. são investidos da seguinte forma: 44% folha de pagamento 39% aquisição de aparelhos auditivos e. Os assistidos não pagam pelo tratamento. eventos e outros a ATEAL consegue contribuições de pessoas físicas e jurídicas. Estes recursos são adquiridos da seguinte forma: 73% órgãos públicos (municipais.

5. 31 .) 1.3. Consciência para vencer semear e cuidar Área de Atuação: o Desenvolvimento. o Lazer.É declarada de utilidade pública: Sim 1.Município de Localização: Jundiaí/SP 1. o Inclusão.S.J.1. Esforço pessoal.Objetivos/missão da instituição: • Missão: “investimento na formação educacional assistematica e na consciência da defesa do meio ambiente” • Valores: o o o o • Ética. o Educação. Honestidade.Data da sua fundação: 28/03/2005 1. Nome da Instituição: Casa da Fonte (C.Gabriela Bentini RA 061003-3 Marina Pastro RA 061688-7 Instituições do Terceiro Setor Questionário 1 1.4.2.

2 pessoas na área de limpeza e conservação do ambiente 1.5. esta é a única mantenedora financeira da entidade. De onde vêm os recursos financeiros? Todo recurso é de origem da empresa concessionária.000 por mês 2.7. 32 .1.Receita/orçamento desta instituição – indique os órgãos e instituições que contribuem: Gabriela Bentini RA 061003-3 Marina Pastro RA 061688-7 100% de capital privado provindo da empresa concessionária. 1. 2.1.Quais são as principais dificuldades que esta instituições enfrenta atualmente? Questionário 2 2. somente de materiais e profissionais.1. Qual o custo de um assistido? Não respondido. Estadual e Federal)? Empresa utiliza de capital privado 2. Financeiro 2. Quanto à entidade precisa para se manter em atividade? R$ 35.2.6.1. 4 pessoas para ministrando o curso de artesanato. 2. 1.4.1. Como são adquiridas as doações? Não recebem doações financeiras.8. como voluntários: 11 pessoas.3. Quanto desses recursos é vindo do governo (Municipal. manicure e pedicure.1.o Estudo e pesquisa. sendo: 5 pessoas ministrando o curso de cabeleireiro.Quantidade de pessoas físicas que participam nas atividades da instituição.1.

2. é feita uma reunião entre todos os voluntários juntamente com a coordenadora da entidade para que possam se conhecer e conhecer os possíveis problemas iniciais dessa empreitada.2.2. 2. Como é o processo de seleção dos funcionários? Há apenas duas pessoas diretamente contratadas pela entidade.1.2.3. porem não de forma financeira e sim com ajuda e doação de tempo para a mesma. Existe algum treinamento. 2. desde que o voluntário possua as habilidades mínimas para desenvolver a função. Humanas 2.2.7. português e capoeira.6. Como é desenvolvido o trabalho voluntário na organização? Não respondido.2.2. que são elas a Coordenadora e a secretaria geral.2.4. ou seja. por morarem próximos a sede e por terem visão de administração de alunos problemáticos. que funcionários e voluntários tenham que passar para pode exercer a atividade? Sim.5. Que área exige maior aplicação dos recursos? Cursos de matemática.1. Gabriela Bentini RA 061003-3 Marina Pastro RA 061688-7 2.6. 2. Os autônomos são escolhidos por serem conhecidos das escolas do bairro.2. 2. Funcionários e voluntários passam por acompanhamento psicológico? Não 2. Que tipo de atividade a entidade esta preparada para executar? 33 . estão dispostos a colaborar com o crescimento pessoal do assistido além de ensiná-los algo especifico do curso. pois são autônomos contratados 2.1. Quais as funções que admite trabalho voluntário? Todas. A família colabora com a entidade? As famílias colaboram com a organização.

profissionalização (geração de renda) com cursos de cabeleireiro.3. manicure e pedicure.3. Como são avaliados os avanços nas atividades? Não há processos de avaliação. 34 Marina Pastro RA 061688-7 . Faixa etária dos assistidos.3.5. ou seja.3. 2. artesanato. Desenvolvimento dos assistidos 2.3. Qual número máximo de assistidos que a entidade consegue suprir? 320 pessoas 2. Como é o desenvolvimento? Gradual e acompanhado tanto pela entidade como pelas escolas do bairro 2.3. 2.Reforço em matérias como matemática e português.7. 2. como a biblioteca por exemplo. ginástica e hip hop.2.3. capoeira. teatro. bijuteria e desenho e recreação de crianças com jogos. para lazer.2.1. Quantos funcionários e quantos voluntários existem atualmente na entidade? 02 contratados Gabriela Bentini (atuantes) RA 061003-3 11 voluntários 01 Estagiário 04 Prestadores de Serviço (professores autônomos) 2. Como é a rotina dos assistidos na entidade? Normalmente fazem o curso em que esta inscrito e posteriormente utilizam da infra estrutura da entidade. a vão a Casa da Fonte para fazer o curso e permanecem no local.3.3. Quantos assistidos existem na entidade no momento? 292 pessoas com idade entre 05 a 75 anos. ou então cuidam por iniciativa própria da horta.7.6. 2. Quais os critérios de seleção dos assistidos? Ser da comunidade do bairro Varjão e proximidades 2.4.

9.11. 2. Há algum encaminhamento para o mercado de trabalho? Não questionado. Quanto tempo freqüentam a entidade? A maioria permanece ate hoje desde de sua criação 2.10.8. Marina Pastro RA 061688-7 2. 35 .3.3.3. Classe social dos assistidos.3. Gabriela Bentini RA 061003-3 De baixa renda.05 a 11 anos: 113 pessoas 12 a 17 anos: 111 pessoas Acima de 18: 68 pessoas 2. ainda não tem crianças que freqüentavam a entidade e se tornaram voluntários na mesma. Existem casos de assistidos que trabalharam como voluntários após tratamento? Devido ao pouco tempo.

conclui-se que terceiro setor é uma área que está em constante expansão no mercado. tanto quanto concorrente como também em forma de novos empregos. 36 . pois seus números de contratações são relativos ao de uma organização de capital próprio. Através deste trabalho podemos conhecer amplamente novas formas que uma empresa de capital privado ou órgão publico pode ter com a sociedade e com o meio em que as mesmas estão localizadas.Conclusão Sendo assim.

Dakeshy – Organizações não governamentais e Terceiro setor COELHO.Referencias Bibliografias DACHIZAWA.bndes.ateal.br 37 .org.br http://www.com.saneamento.br www.org. Simone de C.filantropia.br/ www. Tavares – Terceiro Setor http://www.br/?Id=PaginaMenu&IdMenu=4&IdSubMenu=39 www.com.abong.org.

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