A evolução da ciência, segundo Kuhn

Ciência extraordinária
















Ciência normal (atividade dos
cientistas segundo o paradigma dominante,
consiste na resolução de enigmas ou
puzzles).


Anomalias (enigmas que resistem às
tentativas de resolução dentro do paradigma
em vigor).

Crise (durante este período, o paradigma
dominante é posto em causa pela
comunidade científica).

Eliminação das anomalias através de
reajustamentos e/ou reformulações do
paradigma dominante

Revolução científica (instauração de um
novo paradigma incomensurável com o anterior)


A evolução e a objetividade na ciência – Popper e Kuhn
Popper = a ciência evolui por um processo de eliminação de erros (em que sobrevivem as teorias mais aptas). As
teorias atuais permitem uma maior aproximação à verdade (um ideal regulador). A ciência desenvolve-se de forma
contínua e é objetiva (permite-nos obter uma imagem cada vez mais adequada da realidade). Contudo, uma vez que
as teorias aceites corrigem ou eliminam os erros das anteriores, há descontinuidade entre elas, embora não no
sentido radical de Kuhn (ver o texto no final). *
Kuhn = a ciência evolui contínua e cumulativamente ( no período da ciência normal) e descontinuamente (através
das revoluções científicas). Como os paradigmas são incomensuráveis, não se pode afirmar que o novo paradigma se
encontra mais próximo da verdade que o anterior. A ciência tem uma objetividade limitada (não podemos saber qual
dos paradigmas nos dá uma imagem mais adequada da realidade).
Exemplo: Geocentrismo versus heliocentrismo






*
”1. Não existe nenhum critério de verdade; nem mesmo quando houvermos alcançado a verdade, podemos estar seguros disso.
2. Existe um critério racional do progresso científico na busca da verdade e, por conseguinte, um critério do progresso científico. (…) mas que se entende
então por critério racional do progresso científico na busca da verdade (…)? Quando é que uma hipótese científica é preferível a outra hipótese?
A resposta é: a ciência é uma atividade crítica. Nós testamos criticamente as nossas hipóteses. Criticamo-las com o propósito de detetar erros e na
esperança de, os eliminarmos os erros, nos aproximarmos da verdade.
Consideramos uma dada hipótese – por exemplo, uma hipótese nova – preferível a uma outra quando satisfaz os três requisitos seguintes: em primeiro
lugar, a nova hipótese deve explicar todos aqueles aspetos que a hipótese anterior não conseguia explicar com êxito. Este constitui o primeiro ponto e o
mais importante. Em segundo lugar, deve evitar pelo menos algumas falhas da hipótese anterior, ou seja, deve, se possível, resistir a alguns dos exames
críticos a que a outra hipótese não resistiu. Em terceiro lugar, de explicar, se possível, os aspetos que a antiga hipótese não pode esclarecer ou prever.
Este é, pois, o critério do progresso científico.” Karl Popper, (1989), Em busca de um mundo melhor, Lisboa, Editorial Fragmentos, pp 48-9.
A professora: Sara Raposo.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful