Infografia

MATERIAL DE APOIO AO ESTUDO

programa
O conceito de infografia História: das origens ao apogeu da infografia Características e estrutura Tipologias de infografia Infografia e Jornalismo Infografia e interactividade A criação de uma infografia

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Trabalhos práticos
1. Escolha um tema • Explicação de um acontecimento ou fenómeno • Explicação de um conceito • Explicação de uma tecnologia • Dados estatísticos • Resumo de um documento • Como funciona um produto • Serviços de uma empresa
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Trabalhos práticos
2. Recolha a informação necessária • Produção própria • Informação externa

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Trabalhos práticos
3. Filtre a informação • Novidade • Surpreendente • Relevante • Comparação

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Trabalhos práticos 4. Escolha um tipo de infografia • Descritiva • Explicativa • Sequencial • Estatística • Decisão • Hierárquica gil baptista ferreira 6 .

torta. barras) • Corpo do texto • Título que chame a atenção gil baptista ferreira 7 .Trabalhos práticos 5. Faça um esboço • Ligue os dados • Escolha o tipo de imagens (fotos. ilustrações) • Cores a usar • Estilo dos gráficos (linhas. montagens.

ly (18/10) • Infogr. Desenhe a infografia • easel.am (8/11) • Picktochart (29/11) gil baptista ferreira 8 .Trabalhos práticos 6.

Publique 8. Meça resultados gil baptista ferreira 9 .Trabalhos práticos 7.

Conceito de infografia • Uma ideia é difícil de explicar apenas com texto • É de grande utilidade fazê-lo mediante uma imagem • Convenientemente apoiada em breves explicações textuais gil baptista ferreira 10 .

Conceito de infografia • Origem do conceito: infographics (information + graphics) • Binómio: texto + imagem gil baptista ferreira 11 .

Conceito de infografia • Não são simples ilustrações: • Um simples desenho que ilustre um artigo não é uma infografia • É uma combinação de imagem e texto gil baptista ferreira 12 .

resultado da contração de information e graphics. actividade exercida por infografos ou infografistas. para o objecto. gil baptista ferreira 13 . em espanhol. o O termo em inglês deu origem às palavras infográfico e infografía. e infografista para o profissional.O conceito de infografia o Etimologicamente: neologismo que deriva do termo em inglês infographics. o Em português os termos mais utilizados são infografia e infográfico.

explica • Linguagem visual: sintética.Conceito de infografia • Aliança entre dois tipos de linguagens: a textual e a visual • Que procuram um melhor entendimento dos fenómenos • Linguagem verbal: analítica. visão de conjunto gil baptista ferreira 14 .

jornalismo gil baptista ferreira 15 . Publicidade 5. Manuais de instruções 2. Manuais pedagógicos 4. Relatórios de actividades ou resultados 3.Campos de aplicação da infografia 1.

gil baptista ferreira 16 . materiais e experiências • Não é apenas uma ilustração. rigor. mas um conjunto de elementos gráficos e textuais cujo fim é ilustrar mas também informar • Pretende dar informação que nem sempre está contida no texto principal.Campos de aplicação da infografia Jornalismo Infografia • género em que predomina a informação. com o que isso implica de veracidade. clareza expositiva e rapidez de leitura • Tipo de jornalismo com as suas próprias regras.

susceptíveis de se publicarem sozinhas Costumam surgir a par dos grandes acontecimentos • gil baptista ferreira 17 . por isso mesmo.Campos de aplicação da infografia Jornalismo “Infografias perfeitas” • Aquelas que contêm todos os elementos de uma notícia e são.

corpo. texto.Campos de aplicação da infografia Jornalismo • • • • • GÉNERO JORNALÍSTICO AUTÓNOMO Têm uma estrutura claramente definida (título. gil baptista ferreira 18 . fontes e créditos) Têm uma finalidade (5wh) Têm marcas formais (repetem-se e dão consistência ao género) Sustenta-se (têm sentido por si próprias).

sem que seja necessária uma informação adicional Mas também pode tornar-se desnecessária quando não dá nada de novo e se torna redundante com o texto. dizendo aos leitores algo que não está disponível no corpo de texto da notícia. • • gil baptista ferreira 19 .” (Rob Covey) A infografia é de grande interesse quando explica um acontecimento e garante a sua compreensão.Campos de aplicação da infografia  Carácter gratuito e sem sentido das infografias • “estamos a ver demasiadas infografias-lixo. As infografias deverão merecer o seu lugar na página.

Maior preocupação estética que informativa gil baptista ferreira 20 .Infografia entregue a designers-infografistas sem formação jornalística Dois tipos de problemas: 1.Campos de aplicação da infografia Infografia: terra de ninguém? . Imprecisões e falta de rigor 2.

estudando as realidades.Campos de aplicação da infografia  Que percentagem dar a cada um dos elementos do binómio? .Aquilo que é mais importante na altura de construir uma infografia são as ideias . gil baptista ferreira 21 .As ideias devem investigar-se da mesma maneira que se faz jornalismo: indo aos lugares ou documentando-se. acedendo a arquivos e outras fontes informativas.

Rigor das informações a cabo do jornalista .Campos de aplicação da infografia  Que percentagem dar a cada um dos elementos do binómio? .Composição visual a cabo do designer. gil baptista ferreira 22 .Ideal: dupla dinâmica entre designer e jornalista .

A palavra-chave da infografia é “abstracção”. gil baptista ferreira 23 . e não há necessidade de textos. O princípio básico de um infográfico é ser um diagrama. Dizer que a infografia é apenas um produto do binómio texto+imagem é falso.O conceito de infografia • • • • • • Primitiva união de texto e imagem: a infografia não é. mas fruto dos desejos da humanidade de deixar mais completas as primeiras formas de comunicação. um produto actual da era da informática. de modo algum.

• Aparece hoje na Web de duas formas: como informação complementar de uma notícia.O conceito de infografia • Infografia é informação gráfica. • Nos meios impressos é utilizada desde seus primórdios para explicar com maior clareza algum aspecto informativo tratado nos textos. visual. geralmente servindo de ilustração para o texto. ou como a própria notícia. o que ainda ocorre em poucos casos. que existe desde a primeira união comunicativa entre um desenho ou uma pintura enfatizados por um texto alusivo. a informação principal. gil baptista ferreira 24 .

) e pela inclusão e tratamento de textos • Produz uma fusão dos tipos verbais e icónicos de discursos e não somente justaposição de elementos. etc. • Diferencia-se essencialmente dos códigos verbo-icónicos tradicionais (como a cartografia) pela combinação de códigos icónicos (pictogramas. gil baptista ferreira 25 .O conceito de infografia • uma unidade espacial que se serve de uma combinação de códigos icónicos e verbais para dar uma informação ampla e precisa. para a qual um discurso verbal resultaria mais complexo e requereria mais espaço. sinais.

• uma infografia não tem que incluir palavras. necessariamente.O conceito de infografia Em suma: • infografia é. pode gerar confusão e colocar obstáculos à perfeita compreensão do conteúdo. o texto de acompanhamento ou explicação não é necessário e. uma unidade informativa formada pela combinação de texto e imagem. sem prejudicar sua função • em alguns casos. independentemente do meio em que apareça. inclusive. gil baptista ferreira 26 . e pode ser formada apenas por imagens. essencialmente.

o Texto deve ser explicativo. a Fonte garante a veracidade da informação. responder às questões básicas de construção da notícia e conter elementos de uma narração (Borrás e Caritá. Texto.• A estrutura básica de uma infografia deve conter Título. Corpo e Fonte (Leturia. o Corpo é a própria informação visual. gil baptista ferreira 27 . 1998). O Título deve expressar o conteúdo do quadro. 2000). mas não redundante. as imagens. fotos ou figuras acompanhadas por números ou flechas.

• A infografia tem a função de facilitar a comunicação. gil baptista ferreira 28 . como guerras. Percebe-se que os grandes acontecimentos. permitir uma visão geral dos acontecimentos e detalhar informações menos familiares ao público. ampliar o potencial de compreensão pelos leitores. têm merecido um tratamento infográfico maior nos meios de comunicação. catástrofes e descobertas da ciência.

comparar dimensões. aconselhar a população sobre perigos de certas atitudes. apresentar uma estratégia. explicar um desporto. apresentar uma sinopse. etc. divulgar fatos culturais. mostrar o interior de um edifício. para dar um explicação mais minuciosa.. gil baptista ferreira 29 . quando a notícia encontra-se rodeada de mistério.• De Pablos (1999) aconselha que não se deve infografar sempre e descreve alguns casos em que o jornalista deve utilizar uma infografia: quando não há fotografia ou ela diz pouco ou não abarca a cena.. informar fenómenos espaciais ou da natureza. quando o acontecimento é um assassinato ou acidente. destacar detalhes.

“é um erro de acreditar que a infografia é informática gráfica ” • Porque muito antes de haver sistemas informáticos já havia a produção de infografias gil baptista ferreira 30 .

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Esboço da árvore genealógica. 1837 gil baptista ferreira Primeiro Mapa Mundi. 33 Juan de La Costa (1460-1510) . Charles Darwin.

dados estatísticos. mas com carga informativa. num momento de surgimento dos primeiros diários na Europa e Estados Unidos. • Sobretudo os mapas.notadamente em veículos impressos . gil baptista ferreira 34 . • Ainda que sem o tratamento e sofisticação das produções de hoje. ganhavam visibilidade nas publicações. portanto. na Europa. • foram aprimorando à medida que novas técnicas surgiam.Infografia na imprensa – surgimento • O aparecimento dos indícios de infografia . rotas de guerra eram as imagens que reflectiam o contexto cultural e social daquela época e que.surge ainda nos periódicos no século XVII.

Mas qual teria sido a primeira gravura informativa publicada na imprensa? Maurice Horn e Mark Monmonier dizem que a ilustração chamada “Snake Device”. com a legenda “Join. gil baptista ferreira 35 . A imagem era uma serpente dividida em oito partes. foi a primeira mensagem visual a ser publicada por um meio de comunicação. or Die” (União ou Morte). do jornal The Pennsylvania Gazette. em 9 de Maio de 1754. e cada uma das partes representava oito dos primeiros Estados da União.

símbolo do jornalismo moderno. tabelas. mapas. no início da década. gil baptista ferreira 36 . • Lema: “Mostre-me. gráficos e infográficos.O apogeu da infografia mundial • Década de 1980 – ressurgimento da infografia impressa. textos curtos. • O jornal americano USA Today é o principal disseminador. com o uso de cores. não conte!” – ajudou a popularizar o jornalismo visual gráfico. • Valorização da imagem gráfica como discurso. de todo o conceito de informação gráfica dado ao material noticioso impresso.

A consolidação da infografia mundial  Guerra do Golfo (1991): explicar o conflito entre os Estados Unidos e Iraque • Além de revistas e jornais. como acontecia • Crescimento da importância da imagem gil baptista ferreira 37 . a televisão também trouxe • infografias nos programas jornalísticos com mapas da região. • Media utilizam os relatos visuais para transmitir a informação da guerra • Valorização da narrativa visual: busca pelas informações gráficas • Necessidade de “ver” o que aconteceu.

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nos EUA gil baptista ferreira 39 .Marco 11 de setembro de 2001.

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esclareceu Jaime Figueiredo (Expresso) gil baptista ferreira 41 . ainda que de forma mais visual”. por vezes. mas não faz sentido que tente explicá-la – ela deve falar por si. (…) “A infografia pretende mostrar o que não pode ser apresentado de outra forma”. enquanto o texto responde a outras. Há casos em que o texto é um apoio à infografia. sendo que o ideal é termos uma infografia que responde a umas questões. “Podemos usar um mapa. vão em reportagem com o jornalista e o fotógrafo”. mas a intenção continua a ser dar resposta às perguntas essenciais.Os infografistas fazem um trabalho jornalístico? “Claro que fazem. Podem gastar duas semanas a pesquisar antes de iniciarem um trabalho de grandes dimensões e.

7.a infografia deve 1. proporcionar quantidade razoável de informação actual. variantes de tipologia. ser precisa e exacta gil baptista ferreira 42 . 4. 5. 6. realizar funções de síntese ou complemento da informação escrita. se preciso. 3. ordenar o conteúdo utilizando. ter significado total e independente. proporcionar sensação estética. 2. conter informações suficientes para a compreensão dos fatos.

Tipologia das infografias Barras: Estabelece comparações • sobretudo. quanto a informações estatísticas gil baptista ferreira 43 .

Tipologia das infografias Torta ou pizza: • indica a divisão das partes pelo todo e suas proporções. gil baptista ferreira 44 .

Tipologia das infografias Febre ou linha • mostra as mudanças de determinado facto em números e linha do tempo. gil baptista ferreira 45 .

país. ruas. etc. trajectos. gil baptista ferreira 46 .Tipologia das infografias Mapa: • mostra a localização de determinada região.

Tipologia das infografias Mistos: • combinam vários tipos de gráficos. dando origem a múltiplas combinações gil baptista ferreira 47 .

gil baptista ferreira 48 . a evolução e/ou transformação de uma marca. de um produto ou de uma problemática ao longo do tempo.Cronologia • Óptimo para ilustrar a história.

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gil baptista ferreira 50 . etc. um ecossistema de venda. as partes de certos sectores em uma economia.Gráficos circulares • para comparar as partes de um orçamento destinado para determinados cargos.

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Perfis comparados • Associado a um texto. permitem responder à pergunta: "que tipo de utilizador você é ?" gil baptista ferreira 52 .

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• Geralmente ocupa uma página inteira ou duas páginas de um jornal ou revista gil baptista ferreira 54 .Tipologia das infografias Megainfográfico • quadro infográfico mais completo. com informação abundante. • Não respeita as regras de simplificação e economia de espaço.

é importante planejar e fazer uma selecção rigorosa de dados e/ou itens a serem destacados. E. em uma única imagem. • Escolher uma ideia directiva e/ou tema forte: o que a computação gráfica deve mostrar ou demonstrar? • Privilegiar a simplicidade: um erro comum é a sobrecarga de informações no gráfico. gil baptista ferreira 55 . identificar tendências e/ou desenvolvimentos. fazer um balanço. etc. Por isso. tornando-o difícil de ler. isso tudo. para comparar ou destacar informações.• Identificar o objectivo da computação gráfica : traduzir simplesmente os dados complexos.

• Se basear em dados de fontes confiáveis (públicas) . • Basear-se em gráficos já existentes: http://www. O texto deve ser tão pequeno quanto possível.coolinfographics. • Escolher o formato : grande vertical ou paisagem. • Cuidar da narrativa visual: os componentes da infografia devem permitir a compreensão imediata do sentido geral. gil baptista ferreira 56 . que serão anotados na base do gráfico. • Concluir : os elementos de conclusão contribuem para dar um significado claro à computação gráfica. • Assinar a infografia : para cuidar da sua reputação e indicar a sua origem.com/ este blog contém exemplos de gráficos bem sucedidos.

Research well before you make it so you know you have the most accurate data available. • Provide a date. When you try to cram too much information. You want it all to come together. So provide a URL somewhere in the infographic so people know where it originated. make sure your pictures are helpful and relevant. They are easy to link and show others.• Quick Tips • Remember that less is more. you shoot only yourself in the foot. • Tell people who you are. gil baptista ferreira 57 . or use an overly complicated design. Information changes. Be sure to give at least a year so the viewer knows when it was relevant. and that things might have changed. Keep things nice and simple. Whether it is just the design or a series of comics. and your greatest tool is your visual aid. • Use relevant images. Make sure that everything you provide in your infographic is correct and complete. Infographics are the backbone of social media information sharing. • Get your facts straight.

Convéncete: es posible – não é necessário começar por gráficos ambiciosos e complexos. Basta incluir. Cairo relaciona oito princípios de interatividade: I. III. Mantén el grado de interactividad bajo control – O excesso de possibilidades pode transformar a navegação do utilizador num verdadeiro transtorno. Siempre que la información lo permita. gil baptista ferreira 58 . A idéia e de uma “liberdade condicionada” onde o leitor apenas tem a “ilusão” de ter o controle da situação.a presença de um mínimo de interatividade é sempre melhor do que nenhuma interação. por exemplo.Em resumo. uma simples calculadora para já alimentar a nossa própria curiosidade. deja que el lector se involucre en la presentación . II. Em casos mais básicos o leitor segue uma ordem de quadros passo a passo.

Na infografia animada. VI. VII. por exemplo. El nivel máximo de complejidad aceptable de una presentación está estrechamente ligado a la sofisticación de la audiencia – segundo o autor. é válido. Usa siempre los mismos elementos de interfaz – trata-se de um complemento ao ítem anterior. una reacción – neste ítem o conceito de feedback. VIII. Do contrário terá sempre que “começar do zero” cada vez que visitar uma apresentação multimídia interativa. V. os dados são armazenados em arquivos que podem ser abertos dentro do gráfico interativo. Para cada acción. Organiza la interfaz de forma lógica – vale o conceito de visibilidade dito anteriormente. os dados e os objetos que os representam fazem parte de um mesmo arquivo (no caso de um gráfico de barras. Diseño de contenido – na infografia tradicional. neste tópico. já citado.Há ainda um “respeito em relação à inteligência do utlizador (…) já que possibilita ao leitor ser ativo na navegação que o infografista apresenta.IV. há números e retângulos de altura variável). O exemplo dado é: “não é o mesmo desenhar para o The Atlantic Monthly26 ou para um tablóide sensacionalista”. é necessário fazer algumas conjecturas. O uso dos mesmos elementos de navegação permite que o leitor assíduo reconheça e se identifique com os infográficos e saiba navegar por eles. gil baptista ferreira 59 .

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