Caso: Resumo do caso, fatos

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Caso Las palmeras v. Colômbia  No dia 23 de Janeiro de 1991, o comandante do departamento da Polícia de Putumayo ordenou que membros da Polícia Nacional realizassem uma ação armada em Las Palmeras, município de Mocoa. Membros das Forças Armadas ofereceriam suporte à Polícia Nacional.  No mesmo dia, algumas crianças estavam na escola rural esperando as aulas começarem, e dois trabalhadores, Julio Milcíades Cerón Gomez e Artemio Pantoja, estavam consertando um tanque. Os irmãos William e Edebraiz Cerón ordenhavam uma vaca num espaço vizinho e o professor Hernán Javier Cuarán Muchavisoy estava quase chegando à escola.  As Forças Armadas atiraram de um helicóptero e feriram a criança Enio Quinayas olina de 6 anos que estava indo à escola.  No ambiente da escola e próximo à ela, a Polícia deteve o professor, os trabalhadores e os irmãos e outra pessoa identificado, possivelmente Moisés Ojeda ou Hernán Lizcano Jacanamejoy, e ainda executou no mínimo seis dessas pessoas.

 Devido ao exposto.  A Corte não viu como a conduta da Comissão poderia . Ainda. Os membros da Polícia e das Forças Armadas fizeram muitos esforços para justificar sua conduta. a Polícia Nacional apresentou sete corpos como sendo rebeldes mortos num confronto. Primeira exceção preliminar: violação do devido processo  A Colômbia afirmou que a Comissão falhou no fornecimento de informações completas sobre a situação atual do caso na aplicação da lei doméstica. trocando as roupas dos corpos executados por vestimentas militares e ameaçando quem presenciou o evento.  O Estado considerou que a Comissão tinha a obrigação de incluir informações e que a omissão afetou a equidade processual. o Estado requereu que o arquivo fosse devolvido à Comissão para que esta pudesse emitir um relatório final nos termos dispostos da Convenção.  A omissão fundamental da Comissão consiste na falta de exposição do fato que o caso doméstico passou da Jurisdição Militar Criminal para a Unidade de Direitos Humanos do escritório do procurador-geral. Entre esses corpos estavam os seis detidos pela Polícia. o que constitui uma violação do devido processo.

Acrescentou que a Corte nunca determinou a faculdade da Corte ou da Comissão para ouvir questões fora das atribuições de competência previstas na Convenção e. A este respeito. mas não aceitou que o Artigo 3° poderá se aplicado como uma norma violada pela Colômbia num caso individual.afetar o direito da Colômbia. em vista da acusação de ter violado o Terceira exceção preliminar: falta de competência da Corte . Segunda exceção preliminar: falta de competência da Comissão  A Colômbia alegou a falta de competência da Comissão de aplicar o direito internacional humanitário e outros tartados internacionais. e a descartou. o Estado concordou que a Convenção deva ser interpretada em harmonia com outros tratados. invocou o parecer consultivo OC-1 e o Artigo 33 da Convenção.  A Colômbia.  A Corte decidiu admitir a segunda exceção preliminar interposta pelo Estado. e condiserou que a objeção apresentada carece de fundamento.  Na audiência. para este fim. portanto. o Estado indicou que a Convenção Americana limita a competência ratione materiae para os direitos consagrados na Convenção e não a extende aos incorporados em outra convenção.

Em seguida. Também invocou o parecer consultivo OC-1 de 24 de setembro de 1982 ( § 21 e § 22) e afirmou que a Corte “só deve pronunciar-se sobre as competências que foram especificamente atribuídas a ela na Convenção.  A este respeito. afirmou que a existência de um conflito armado não isenta a Colômbia de respeitar o direito à vida. apresntou uma exceção preliminar alegando que a Corte não tem competência para aplicar o direito humanitário internacional e outros tratados internacionais. Afirmou que talvez fosse prematuro considerar a objeção do Estado quanto à invocação das Convenções de Genebra. . na sua opinião.”  A Comissão reiterou sua convicção de que tanto a Corte quanto a Comissão são competentes para aplicar as leis humanitárias e outros tratados.direito à vida. a objeção apresentada pela Colômbia não é uma objeção jurisdicional que possa afetar os elementos necessários para que a Corte exerca sua competência.  A Comissão declarou que. o Estado declarou que os artigos 33 e 62 da Convenção limitam a competência da Corte de aplicar as disposições da Convenção.

a Comissão afirmou que tinha apresentado este requerimento. A Colômbia afirmou que a Corte não tem competência para julgar a questão porque os recursos da jurisdição interna não foram esgotados. quando aprovado o Relatório n º . a Corte decide admitir a terceira exceção preliminar interposta pelo Estado. apropriado e eficaz no presente caso ".2 da Convenção Americana. na sua opinião. O Estado apresentou um relatório das ações processuais entre Janeiro e Agosto de 1998 que. Na sua resposta escrita.  Quarta exceção preliminar: falha no esgotamento de recursos internos    uma vez que essa questão é ligada aos méritos do caso. a Colômbia tentou refutar os argumentos apresentados pela Comissão no seu depoimento. com base no artigo 46. A Colômbia afirma que as medidas tomadas pela Unidade de Direitos Humanos do Gabinete do Procurador-Geral demonstram a existência de um “recurso adequado. porque. A Corte teria competência para determinar se os atos ou normas dos Estados seriam compatíveis com a Convenção em si. Portanto. . e não com as Convenções de Genebra de 1949. Durante a audiência. " modificaram substancialmente " a situação.

os recursos internos arquivados não tinham sido suficientes nem eficazes. No caso Genie Lacayo. Ao considerar este modo. A Comissão afirmou que. Consequentemente. sob o sistema de justiça penal militar. o Tribunal segue sua jurisprudência anterior. "  Há algumas exceções a essa regra.2c).  O lapso foi mais do que suficiente para um tribunal pronunciar julgamento. inclusive "demora injustificada" no julgamento final (artigo46. a Corte considerou que um período de cinco anos decorridos desde o tempo da ordem de dar início ao processo excedeu os limites da razoabilidade  O Estado não forneceu qualquer explicação convincente para justificar o atraso no presente.10/98.  O Estado requer que a Corte julgue o recurso inadmissível " pois ainda há soluções domésticas que não foram esgotados. sete anos se passaram desde que os fatos ocorridos e o caso ainda estava em sua fase preliminar. no presente caso. o . O percursor rejeita a noção de que a mudança de jurisdição sob a qual o caso estava sendo processado era uma circunstância que alterou substancialmente o situação.

e oferceu evidências para provar isso. A exceção preliminar deve Quinta exceção preliminar: falta de competência da Corte para atuar como um tribunal de julgamento .  O Estado declarou que a Comissão tinha solicitado que as circunstâncias de morte de uma sétima pessoa devem ser estabelecidas. mas de Estados.  É necessário determinar as circunstâncias em que a sétima vitima morreu e se um órgão do Estado colombiano participou nesse fato. Ao fazer isso.  O Estado reiterou que a Corte não tem competência para examinar condutas individuais. a Corte fixa-se não como julgadora de indivíduos.Tribunal rejeita essa objeção. a fim de determinar se o direito à vida teria sido violado. a Comissão considerou que a responsabilidade internacional pela morte de uma sétima pessoa recaiu sobre o Estado.  A Colômbia também apresentou como exceção preliminar o argumento de que a Corte não teria competência para agir como um tribunal de julgamento de fatos individuais.  No caso em apreço. Não é uma qusteão de determinar a responsabilidade penal da pessoa que matou esse indivíduo e sim a responsabilidade internacional do Estado.

Por unanimidade: descartar a primeira. . a quarta e a quinta exceção preliminar interposta pelo Estado Colômbia.Decisão:     ser descartada. Por unanimidade: dar continuidade ao caso em apreço. Por seis votos a um (do Juiz Jackman): admitir a segunda exceção preliminar interposta pelo Estado da Colômbia. Por unanimidade: acatar a terceira exceção preliminar interposta pelo Estado da Colômbia.

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