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PENSAMENTO ECONÔMICO NA ANTIGUIDADE
PENSAMENTO ECONÔMICO NA ANTIGUIDADE

PENSAMENTO ECONÔMICO NA ANTIGUIDADE

Prof. Marcelo de Oliveira Passos Universidade Federal de Pelotas - UFPel
Prof. Marcelo de Oliveira Passos Universidade Federal de Pelotas - UFPel

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PENSAMENTO ECONÔMICO NA ANTIGUIDADE Prof. Marcelo de Oliveira Passos Universidade Federal de Pelotas - UFPel
PENSAMENTO ECONÔMICO NA ANTIGUIDADE Prof. Marcelo de Oliveira Passos Universidade Federal de Pelotas - UFPel
PENSAMENTO ECONÔMICO NA ANTIGUIDADE Prof. Marcelo de Oliveira Passos Universidade Federal de Pelotas - UFPel
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PENSAMENTO ECONÔMICO NA ANTIGUIDADE Prof. Marcelo de Oliveira Passos Universidade Federal de Pelotas - UFPel

Primórdios do pensamento econômico

Primórdios do pensamento econômico China antiga: o Tao Te King (do filósofo Lao Tse) e os
Primórdios do pensamento econômico China antiga: o Tao Te King (do filósofo Lao Tse) e os

China antiga: o Tao Te King (do filósofo Lao Tse) e os Analectos (do filósofo Confúcio, no século VI A.C.). Antigo Testamento e as ideias econômicas dos antigos hebreus. Ideias econômicas da Índia antiga. Ideias econômicas da Grécia e da Roma antigas.

Primórdios do pensamento econômico

Primórdios do pensamento econômico Característica das ideias econômicas dos povos da Antiguidade: 1) 2)
Primórdios do pensamento econômico Característica das ideias econômicas dos povos da Antiguidade: 1) 2)

Característica das ideias econômicas dos povos da Antiguidade:

1)

2)

Preconceito contra a atividade econômica; A vida econômica era um conjunto de procedimentos necessários para garantir a subsistência humana, reforçar a divisão social, as crenças religiosas e a retidão moral dos indivíduos;

garantir a subsistência humana, reforçar a divisão social, as crenças religiosas e a retidão moral dos

Primórdios do pensamento econômico

Primórdios do pensamento econômico 3) 4) 5) 6) 7) 8) Desprezo pela atividade artesanal;
Primórdios do pensamento econômico 3) 4) 5) 6) 7) 8) Desprezo pela atividade artesanal;

3)

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Desprezo pela atividade artesanal; Exaltação da atividade agrícola; Condenação moral da riqueza individual; Atividades comerciais e financeiras eram vistas com desconfiança; Atividades econômicas excessivamente regulamentadas; Leis que dependiam da condição social das pessoas (castas, nacionalidade etc.)

excessivamente regulamentadas; Leis que dependiam da condição social das pessoas (castas, nacionalidade etc.)
excessivamente regulamentadas; Leis que dependiam da condição social das pessoas (castas, nacionalidade etc.)
excessivamente regulamentadas; Leis que dependiam da condição social das pessoas (castas, nacionalidade etc.)
excessivamente regulamentadas; Leis que dependiam da condição social das pessoas (castas, nacionalidade etc.)
excessivamente regulamentadas; Leis que dependiam da condição social das pessoas (castas, nacionalidade etc.)

Primórdios do pensamento econômico

Primórdios do pensamento econômico Atividades econômicas excessivamente regulamentadas; 10) Leis que dependiam da
Primórdios do pensamento econômico Atividades econômicas excessivamente regulamentadas; 10) Leis que dependiam da

Atividades econômicas excessivamente regulamentadas; 10) Leis que dependiam da condição social das pessoas (castas, nacionalidade etc.);

9)

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: hebreus e hindus Leis mosaicas proibiam o empréstimo a juros (usura), a

hebreus e hindus

Primórdios do pensamento econômico: hebreus e hindus Leis mosaicas proibiam o empréstimo a juros (usura), a

Leis mosaicas proibiam o empréstimo a juros (usura), a não ser quando eram feitos para estrangeiros e para pobres (no sentido de ampará-los); No caso de empréstimos a pobres, os juros eram controlados e os prazos de pagamentos eram regulados de acordo com datas religiosas.

empréstimos a pobres, os juros eram controlados e os prazos de pagamentos eram regulados de acordo

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: hebreus e hindus As leis hindus condenavam os empréstimos oferecidos pelas altas

hebreus e hindus

Primórdios do pensamento econômico: hebreus e hindus As leis hindus condenavam os empréstimos oferecidos pelas altas

As leis hindus condenavam os empréstimos oferecidos pelas altas castas de brâmanes e chátrias (mas também havia exceções); Os Vedas estipulavam, para esses casos, as taxas de juros que dependiam do tipo de empréstimo (em ouro, em grãos etc.) e da casta envolvida.

para esses casos, as taxas de juros que dependiam do tipo de empréstimo (em ouro, em

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: hebreus e hindus Judeus e hindus também seguiam leis que regulamentavam a

hebreus e hindus

Primórdios do pensamento econômico: hebreus e hindus Judeus e hindus também seguiam leis que regulamentavam a

Judeus e hindus também seguiam leis que regulamentavam a atividade comercial (leis que padronizavam pesos e medidas, leis contra a adulteração da mercadoria, regulamentos condenatórios de práticas especulativas e monopólios etc.). Os rabinos proibiam a exportação de artigos considerados essenciais e a estocagem de alimentos em períodos de escassez.

Os rabinos proibiam a exportação de artigos considerados essenciais e a estocagem de alimentos em períodos

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: hebreus e hindus Hindus tentavam controlar as atividades de arbitragem e

hebreus e hindus

Primórdios do pensamento econômico: hebreus e hindus Hindus tentavam controlar as atividades de arbitragem e

Hindus tentavam controlar as atividades de arbitragem e especulação. Proibiam preços acima ou abaixo de um suposto preço justo (conceito também adotado na Idade Média pelos filósofos escolásticos); Existiam leis severas que regulamentavam as relações trabalhistas (puniam a parte que não cumpria as cláusulas dos contratos de trabalho, os trabalhadores displicentes etc.). Hindus adotavam leis que garantiam uma rígida e perversa divisão do trabalho entre castas.

displicentes etc.). Hindus adotavam leis que garantiam uma rígida e perversa divisão do trabalho entre castas.
displicentes etc.). Hindus adotavam leis que garantiam uma rígida e perversa divisão do trabalho entre castas.
displicentes etc.). Hindus adotavam leis que garantiam uma rígida e perversa divisão do trabalho entre castas.

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: hebreus e hindus Os brâmanes deveriam estudar e ensinar os livros dos

hebreus e hindus

Primórdios do pensamento econômico: hebreus e hindus Os brâmanes deveriam estudar e ensinar os livros dos

Os brâmanes deveriam estudar e ensinar os livros dos Vedas e exercer atividades religiosas (fazer sacrifícios, receber almas etc.).; Os chátrias deveriam se dedicar às guerras e à coleta de impostos; Os vaisias deveriam se dedicar ao comércio; Os sudras deveriam se dedicar às artes, ao artesanato e à servir as castas superiores; Uma casta só poderia desempenhar as atividades de outra durante uma catástrofe.

e à servir as castas superiores; Uma casta só poderia desempenhar as atividades de outra durante
e à servir as castas superiores; Uma casta só poderia desempenhar as atividades de outra durante
e à servir as castas superiores; Uma casta só poderia desempenhar as atividades de outra durante
e à servir as castas superiores; Uma casta só poderia desempenhar as atividades de outra durante

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: chineses Vários povos antigos (chineses, árabes, japoneses, persas e egípcios)

chineses

Primórdios do pensamento econômico: chineses Vários povos antigos (chineses, árabes, japoneses, persas e egípcios)

Vários povos antigos (chineses, árabes, japoneses, persas e egípcios) adotavam leis que regulamentavam fortemente a atividade econômica. No caso dos chineses, contudo, havia duas correntes com posições contrarias sobre a intervenção do governo na atividade econômica. Os filósofos taoístas (Lao Tse, Chuang Tse e Li Tse) defendiam ideias não intervencionistas. Por outro lado, as ideias de Confúcio eram intervencionistas e moralistas.

Tse) defendiam ideias não intervencionistas. Por outro lado, as ideias de Confúcio eram intervencionistas e moralistas.
Tse) defendiam ideias não intervencionistas. Por outro lado, as ideias de Confúcio eram intervencionistas e moralistas.
Tse) defendiam ideias não intervencionistas. Por outro lado, as ideias de Confúcio eram intervencionistas e moralistas.

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: chineses Os filósofos taoístas escreveram, segundo estimativas dos

chineses

Primórdios do pensamento econômico: chineses Os filósofos taoístas escreveram, segundo estimativas dos

Os filósofos taoístas escreveram, segundo

estimativas dos historiadores atuais, entre os séculos VI e VII A.C. Eram tempos de guerra e de forte atuação

do governo na esfera econômica. Lao Tse viveu, conforme se acredita, na mesma época de Confúcio.

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: chineses Os filósofos taoístas (Lao Tse, Chuang Tse e Li Tse) defendiam

chineses

Primórdios do pensamento econômico: chineses Os filósofos taoístas (Lao Tse, Chuang Tse e Li Tse) defendiam

Os filósofos taoístas (Lao Tse, Chuang Tse e Li Tse) defendiam ideias não intervencionistas. Por outro lado, Confúcio defendia posições intervencionistas e moralistas. Confúcio se preocupava com a educação dos funcionários públicos chineses. Defendia que o governo devia ordenar a sociedade.

se preocupava com a educação dos funcionários públicos chineses. Defendia que o governo devia ordenar a
se preocupava com a educação dos funcionários públicos chineses. Defendia que o governo devia ordenar a
se preocupava com a educação dos funcionários públicos chineses. Defendia que o governo devia ordenar a

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: chineses “Quando um Grande Soberano governa, o povo mal sabe que ele

chineses

Primórdios do pensamento econômico: chineses “Quando um Grande Soberano governa, o povo mal sabe que ele

“Quando um Grande Soberano governa, o

povo mal sabe que ele existe”, disse Lao Tse. “Quanto mais proibições houver no mundo,

mais o povo empobrecerá

Quanto mais leis

e decretos se publicarem, mais ladrões e

assaltantes haverá

povo evoluirá por si mesmo

empreendermos nada, o povo prosperará por si mesmo”, afirmou Lao Tse.

Se não fizermos nada, o

Se não

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: chineses “A presença de um verdadeiro chefe de Estado é sentida pelo

chineses

Primórdios do pensamento econômico: chineses “A presença de um verdadeiro chefe de Estado é sentida pelo

“A presença de um verdadeiro chefe de Estado é

sentida pelo povo como ausência. Os maiores são amados e louvados. Os medíocres são ignorados.

Os ambiciosos são desprezados.

soberano confia em seu povo, o povo confia nele.

Os chefes sábios são ponderados em suas palavras. O que eles fazem é bom. Desempenham sua tarefa, mas o povo tem a impressão de se guiar por si mesmo.”

Quando um

Lao Tse.

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Primórdios do pensamento econômico: chineses Lao Tse não acreditava na capacidade de Estado organizar a sociedade

chineses

Primórdios do pensamento econômico: chineses Lao Tse não acreditava na capacidade de Estado organizar a sociedade

Lao Tse não acreditava na capacidade de Estado organizar a sociedade e pregava a harmonia individual como o caminho para a organização espontânea da sociedade. As instituições não podem interferir na ordem social espontânea ou natural. O governante deve servir ao seu povo com delicadeza.

não podem interferir na ordem social espontânea ou natural. O governante deve servir ao seu povo
não podem interferir na ordem social espontânea ou natural. O governante deve servir ao seu povo

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: chineses “Quando um Grande Soberano governa, o povo mal sabe que ele

chineses

Primórdios do pensamento econômico: chineses “Quando um Grande Soberano governa, o povo mal sabe que ele

“Quando um Grande Soberano governa, o

povo mal sabe que ele existe”, disse Lao Tse. “Quanto mais proibições houver no mundo,

mais o povo empobrecerá

Quanto mais leis

e decretos se publicarem, mais ladrões e

assaltantes haverá

povo evoluirá por si mesmo

empreendermos nada, o povo prosperará por si mesmo”, afirmou Lao Tse.

Se não fizermos nada, o

Se não

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: chineses No caso dos chineses, contudo, havia duas correntes com posições

chineses

Primórdios do pensamento econômico: chineses No caso dos chineses, contudo, havia duas correntes com posições

No caso dos chineses, contudo, havia duas correntes com posições contrárias sobre a intervenção do governo na atividade econômica. Os filósofos taoístas (Lao Tse, Chuang Tse e Li Tse) defendiam ideias não intervencionistas. Por outro lado, as ideias de Confúcio eram intervencionistas e moralistas.

Tse) defendiam ideias não intervencionistas. Por outro lado, as ideias de Confúcio eram intervencionistas e moralistas.
Tse) defendiam ideias não intervencionistas. Por outro lado, as ideias de Confúcio eram intervencionistas e moralistas.

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Atividade econômica básica da Grécia e de Roma: a

Grécia e Roma

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Atividade econômica básica da Grécia e de Roma: a

Atividade econômica básica da Grécia e de Roma: a agricultura; A unidade produtora era o lar; A força de trabalho eram os escravos; Vida intelectual, política e cultural estava centralizada nas cidades (Esparta, Corinto e Atenas, na Grécia, e Roma, no Império Romano).

política e cultural estava centralizada nas cidades (Esparta, Corinto e Atenas, na Grécia, e Roma, no
política e cultural estava centralizada nas cidades (Esparta, Corinto e Atenas, na Grécia, e Roma, no
política e cultural estava centralizada nas cidades (Esparta, Corinto e Atenas, na Grécia, e Roma, no

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Não se sabe ao certo como os antigos gregos

Grécia e Roma

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Não se sabe ao certo como os antigos gregos

Não se sabe ao certo como os antigos gregos e romanos pagavam pelos alimentos e vinhos que recebiam das regiões rurais. A maior parte dos bens materiais eram provavelmente comprados com o dinheiro de aluguéis e de outras rendas obtidas por proprietários que moravam nas cidades.

provavelmente comprados com o dinheiro de aluguéis e de outras rendas obtidas por proprietários que moravam

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma É possível que os habitantes urbanos fossem pagos em

Grécia e Roma

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma É possível que os habitantes urbanos fossem pagos em

É possível que os habitantes urbanos fossem pagos em espécie ou talvez obtivessem suas rendas por meio da cobrança de impostos que seriam usados para pagar produtos agrícolas. Estas cidades possuíam artesãos e mercados. Mas havia pouca atividade que pudesse ser reconhecida como industrial.

Estas cidades possuíam artesãos e mercados. Mas havia pouca atividade que pudesse ser reconhecida como industrial.
Estas cidades possuíam artesãos e mercados. Mas havia pouca atividade que pudesse ser reconhecida como industrial.

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma O uso ou consumo de bens – abrigos primitivos,

Grécia e Roma

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma O uso ou consumo de bens – abrigos primitivos,

O uso ou consumo de bens – abrigos primitivos, alimentos básicos, bebidas, tecidos e mais alguns poucos bens – era muito pequeno e destinado à elite dominante. A Grécia e a Roma Antigas não eram economias de bens de consumo. Havia comércio de cereais nos portos destas cidades, exploração de minas de prata que geravam receitas para Atenas e de tributos militares que beneficiavam Roma.

cidades, exploração de minas de prata que geravam receitas para Atenas e de tributos militares que
cidades, exploração de minas de prata que geravam receitas para Atenas e de tributos militares que

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma As discussões sobre questões econômicas desta época podem ser

Grécia e Roma

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma As discussões sobre questões econômicas desta época podem ser

As discussões sobre questões econômicas

desta época podem ser encontradas principalmente nos escritos de Aristóteles (384-322 a.C). As ideias econômicas não eram muito

desenvolvidas. Aristóteles se preocupava com problemas econômicos associados à Ética (sua preocupação central).

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Não havia salários, pois a mão-de-obra era escrava. Assim,

Grécia e Roma

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Não havia salários, pois a mão-de-obra era escrava. Assim,

Não havia salários, pois a mão-de-obra era escrava. Assim, não havia preocupação sobre como os salários eram determinados, como a renda se distribuía e mesmo como ela era gerada. O próprio trabalho era visto de forma pejorativa, pois era realizado por escravos. A importância do trabalho não era examinada pelos estudiosos da época.

pejorativa, pois era realizado por escravos. A importância do trabalho não era examinada pelos estudiosos da
pejorativa, pois era realizado por escravos. A importância do trabalho não era examinada pelos estudiosos da
pejorativa, pois era realizado por escravos. A importância do trabalho não era examinada pelos estudiosos da

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Não havia salários, pois a mão-de-obra era escrava. Assim,

Grécia e Roma

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Não havia salários, pois a mão-de-obra era escrava. Assim,

Não havia salários, pois a mão-de-obra era escrava. Assim, não havia preocupação sobre como os salários eram determinados (pois os salários não eram pagos), como a renda se distribuía e mesmo como ela era gerada. O próprio trabalho era visto de forma pejorativa, pois era realizado por escravos. A importância do trabalho não era examinada pelos estudiosos da época.

pejorativa, pois era realizado por escravos. A importância do trabalho não era examinada pelos estudiosos da
pejorativa, pois era realizado por escravos. A importância do trabalho não era examinada pelos estudiosos da
pejorativa, pois era realizado por escravos. A importância do trabalho não era examinada pelos estudiosos da

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Justificativa ética da escravidão, feita por Aristóteles: “Os

Grécia e Roma

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Justificativa ética da escravidão, feita por Aristóteles: “Os

Justificativa ética da escravidão, feita por Aristóteles: “Os seres mais baixos são por natureza escravos, e é melhor para eles, como para todos os inferiores, que permaneçam sob o domínio de um senhor. De fato, o uso que se faz dos escravos e dos animais domesticados não é muito diferente.” (GALBRAITH, 1989, p. 10). Não existia também capital monetário (dinheiro). Assim, não havia preocupação sobre estudar o fenômeno dos juros.

Não existia também capital monetário (dinheiro). Assim, não havia preocupação sobre estudar o fenômeno dos juros.
Não existia também capital monetário (dinheiro). Assim, não havia preocupação sobre estudar o fenômeno dos juros.

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Justificativa ética da escravidão, feita por Aristóteles; “Os

Grécia e Roma

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Justificativa ética da escravidão, feita por Aristóteles; “Os

Justificativa ética da escravidão, feita por Aristóteles; “Os seres mais baixos são por natureza escravos, e é melhor para eles, como para todos os inferiores, que permaneçam sob o domínio de um senhor. De fato, o uso que se faz dos escravos e dos animais domesticados não é muito diferente.” (GALBRAITH, 1989, p. 10). Não existia também capital monetário (dinheiro). Assim, não havia preocupação sobre estudar o fenômeno dos juros.

Não existia também capital monetário (dinheiro). Assim, não havia preocupação sobre estudar o fenômeno dos juros.
Não existia também capital monetário (dinheiro). Assim, não havia preocupação sobre estudar o fenômeno dos juros.
Não existia também capital monetário (dinheiro). Assim, não havia preocupação sobre estudar o fenômeno dos juros.

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Por que as pessoas tomam dinheiro emprestado e pagam

Grécia e Roma

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Por que as pessoas tomam dinheiro emprestado e pagam

Por que as pessoas tomam dinheiro emprestado e pagam juros? Por dois motivos: 1) porque elas querem ter bens de capital ou capital de giro para com eles obter renda; ou 2) para satisfazer necessidades pessoais urgentes, para se permitir algum consumo extra no presente ou para pagar um consumo extra feito no passado. A taxa de juros é um prêmio pago para quem renuncia à liquidez.

ou para pagar um consumo extra feito no passado. A taxa de juros é um prêmio
ou para pagar um consumo extra feito no passado. A taxa de juros é um prêmio

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma A taxa de juros é um prêmio pago para

Grécia e Roma

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma A taxa de juros é um prêmio pago para

A taxa de juros é um prêmio pago para quem renuncia à liquidez. Liquidez, no sentido econômico, é a capacidade de um ativo de se transformar em dinheiro. Assim, como diria Keynes, “o dinheiro é a liquidez por excelência”. No sentido contábil, a liquidez é uma medida da capacidade de uma empresa pagar as suas dívidas.

por excelência”. No sentido contábil, a liquidez é uma medida da capacidade de uma empresa pagar
por excelência”. No sentido contábil, a liquidez é uma medida da capacidade de uma empresa pagar
por excelência”. No sentido contábil, a liquidez é uma medida da capacidade de uma empresa pagar

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma A taxa de juros é um prêmio pago para

Grécia e Roma

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma A taxa de juros é um prêmio pago para

A taxa de juros é um prêmio pago para quem renuncia à liquidez. Liquidez, no sentido econômico, é a capacidade de um ativo de se transformar em dinheiro. Assim, como diria Keynes, “o dinheiro é a liquidez por excelência”. No sentido contábil, a liquidez é uma medida da capacidade de uma empresa pagar as suas dívidas.

por excelência”. No sentido contábil, a liquidez é uma medida da capacidade de uma empresa pagar
por excelência”. No sentido contábil, a liquidez é uma medida da capacidade de uma empresa pagar
por excelência”. No sentido contábil, a liquidez é uma medida da capacidade de uma empresa pagar

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma A taxa de juros é um prêmio pago para

Grécia e Roma

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma A taxa de juros é um prêmio pago para

A taxa de juros é um prêmio pago para quem renuncia à liquidez. Liquidez, no sentido econômico, é a capacidade de um ativo de se transformar em dinheiro. Assim, como diria Keynes, “o dinheiro é a liquidez por excelência”. No sentido contábil, a liquidez é uma medida da capacidade de uma empresa pagar as suas dívidas.

por excelência”. No sentido contábil, a liquidez é uma medida da capacidade de uma empresa pagar
por excelência”. No sentido contábil, a liquidez é uma medida da capacidade de uma empresa pagar
por excelência”. No sentido contábil, a liquidez é uma medida da capacidade de uma empresa pagar

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Na Grécia e em Roma os investimentos em bens

Grécia e Roma

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Na Grécia e em Roma os investimentos em bens

Na Grécia e em Roma os investimentos em bens de capital e os empréstimos para obtenção de capital de giro eram pouco importantes. Portanto, a maior parte do capital emprestado era para financiar o consumo pessoal passado ou presente ou para financiar necessidades pessoais urgentes.

emprestado era para financiar o consumo pessoal passado ou presente ou para financiar necessidades pessoais urgentes.

Prática econômica na Grécia

Prática econômica na Grécia Fatos econômicos: Séculos XII e VIII A.C. – Vida econômica doméstica (época
Prática econômica na Grécia Fatos econômicos: Séculos XII e VIII A.C. – Vida econômica doméstica (época

Fatos econômicos:

Séculos XII e VIII A.C. – Vida econômica doméstica (época homérica) . Séculos IV e III A.C. – Vida econômica de trocas (após as conquistas de Alexandre, o Magno, no período helênico). Estrangeiros e ex-escravos libertos são os agentes mais ativos dessa economia. São estimulados por vários mercados conquistados pela expansão grega.

Prática econômica na Grécia

Prática econômica na Grécia Fatos econômicos: Solo pobre + território pequeno + população numerosa =>
Prática econômica na Grécia Fatos econômicos: Solo pobre + território pequeno + população numerosa =>

Fatos econômicos:

Solo pobre + território pequeno + população numerosa => estímulos ao comércio. Litoral extenso e localização geográfica privilegiada => estímulo à navegação. Elementos principais de um ambiente econômico, conforme HUGON (1984). Ambiente intelectual favorável (surgimento da filosofia e de práticas democráticas).

Prática econômica na Grécia

Prática econômica na Grécia Ideias econômicas nos tratados de filosofia. Filosofia, Ética e Política destacam o
Prática econômica na Grécia Ideias econômicas nos tratados de filosofia. Filosofia, Ética e Política destacam o

Ideias econômicas nos tratados de filosofia. Filosofia, Ética e Política destacam o brilho do pensamento grego. Mas os temas econômicos são tratados de forma superficial.

Prática econômica na Grécia

Prática econômica na Grécia Ideias centrais são influenciadas pela filosofia (sobretudo pelo platonismo): =>
Prática econômica na Grécia Ideias centrais são influenciadas pela filosofia (sobretudo pelo platonismo): =>

Ideias centrais são influenciadas pela filosofia (sobretudo pelo platonismo):

=> Preponderância do geral sobre o particular; => Ideia de igualdade; e => Ideias de desprezo da riqueza

Prática econômica na Grécia

Prática econômica na Grécia Bem-estar individual em segundo plano Cidades gregas são independentes e estão sempre
Prática econômica na Grécia Bem-estar individual em segundo plano Cidades gregas são independentes e estão sempre

Bem-estar individual em segundo plano Cidades gregas são independentes e estão sempre em guerra umas com as outras. O bem-estar individual fica em segundo plano. Interesses relativos à segurança e à prosperidade da cidade são predominantes.

Prática econômica na Grécia

Prática econômica na Grécia Ideia filosófica (ética) predominante e absorvente é a de igualdade: Meios de
Prática econômica na Grécia Ideia filosófica (ética) predominante e absorvente é a de igualdade: Meios de

Ideia filosófica (ética) predominante e absorvente é a de igualdade:

Meios de existência limitados e poucos recursos naturais => parece impossível que alguém enriqueça sem outros perderem (trocas econômicas seriam um jogo de soma zero, em perspectiva atual). Controle populacional para manter uma população estática e sempre estável => Vinte séculos antes de Malthus.

Prática econômica na Grécia

Prática econômica na Grécia Ideia de estado estacionário (população estável de uma cidade-estado) =>
Prática econômica na Grécia Ideia de estado estacionário (população estável de uma cidade-estado) =>

Ideia de estado estacionário (população estável de uma cidade-estado) => Influenciou Stuart Mill no século XIX e Vilfredo Pareto no século XX. Platão fixa o número de cidadãos gregos em uma cidade em Terras devem ser divididas em partes iguais. Obrigatoriedade de casamentos entre pobres e ricos. Platão comenta sobre as vantagens da divisão do trabalho, mas não percebe o impacto da mesma sobre a produtividade e o crescimento econômico.

Prática econômica na Grécia

Prática econômica na Grécia Ideia filosófica: desprezo da riqueza: “O ouro e a virtude são como
Prática econômica na Grécia Ideia filosófica: desprezo da riqueza: “O ouro e a virtude são como

Ideia filosófica: desprezo da riqueza:

“O ouro e a virtude são como dois pesos colocados nos pratos de uma balança, de tal modo que um não pode subir sem que desça o outro.” (Platão). Felicidade é virtude e a riqueza é um obstáculo à felicidade, logo deve-se desistir de obtê-la. Preocupação essencial do homem deve ser, pela ordem: a alma, a saúde do corpo e, por fim, a riqueza.

Prática econômica na Grécia

Prática econômica na Grécia Ideia filosófica: desprezo da riqueza: Desprezo da matéria: “A vida verdadeira começa
Prática econômica na Grécia Ideia filosófica: desprezo da riqueza: Desprezo da matéria: “A vida verdadeira começa

Ideia filosófica: desprezo da riqueza:

Desprezo da matéria: “A vida verdadeira começa com a morte.” (Platão). “O homem é só alma ou nada é” (Xenofonte). Cidades-estados gregas possuem forte caráter político. Negócios públicos vem em primeiro lugar. O Estado vem em primeiro lugar. A maior parte dos trabalhadores é escravo. O comércio é feito por estrangeiros.

Prática econômica na Grécia

Prática econômica na Grécia Cidadão grego não pode possuir ouro e prata. Empréstimos a juros são
Prática econômica na Grécia Cidadão grego não pode possuir ouro e prata. Empréstimos a juros são

Cidadão grego não pode possuir ouro e prata. Empréstimos a juros são vetados. Propriedade máxima: quatro lotes de terra. Heranças maiores do que isto: excesso fica para o Estado. Prática econômica com forte caráter político, igualitarista, intervencionista e desinteressada.

Fatos monetários e ideias monetárias na Grécia

Fatos monetários e ideias monetárias na Grécia Acredita-se que a moeda metálica “cunhada” surge entre os
Fatos monetários e ideias monetárias na Grécia Acredita-se que a moeda metálica “cunhada” surge entre os

Acredita-se que a moeda metálica “cunhada” surge entre os séculos VIII e VII a.C. Época que sob a expansão geográfica a economia grega volta-se ao comércio e às navegações. Colonização da Ásia e de partes da Europa => objetivos de encontrar produtos e mercados e adquirir terras. Moeda é instrumento necessário para esta expansão.

Surgimento da moeda “cunhada” na Grécia

Surgimento da moeda “cunhada” na Grécia Moedas de várias formas e tipos de metal (ferro, ouro,
Surgimento da moeda “cunhada” na Grécia Moedas de várias formas e tipos de metal (ferro, ouro,

Moedas de várias formas e tipos de metal (ferro, ouro, prata, chumbo, cobre e bronze). Valores diferentes. Falsificação privada é maior do que a falsificação pública. Aristóteles diferencia os dois tipos de economia:

1 – Crematística natural = economia doméstica, que é boa e necessária. 2 – Crematística não-natural = economia mercantil e monetária que objetiva lucros nas trocas (contrários à natureza).

Ideias monetárias na Grécia

Ideias monetárias na Grécia Ideias aristotélicas possuem influência que dura séculos. Atravessam a Idade Média.
Ideias monetárias na Grécia Ideias aristotélicas possuem influência que dura séculos. Atravessam a Idade Média.

Ideias aristotélicas possuem influência que dura séculos. Atravessam a Idade Média. Chegam aos fisiocratas do século XVIII (distinção de comércio e tráfico). Marx diferencia a economia simples e a economia capitalista em 1859 (“Crítica à Economia Política”). No século XX, Charles Bodin diferencia “economia simples” de “economia derivada”.

Ideias monetárias na Grécia

Ideias monetárias na Grécia Para Aristóteles a moeda possui as seguintes funções: Intermediária de trocas;
Ideias monetárias na Grécia Para Aristóteles a moeda possui as seguintes funções: Intermediária de trocas;

Para Aristóteles a moeda possui as seguintes funções:

Intermediária de trocas; Instrumento de comparação de valores; e Reserva de valor. Esta denominação influencia no século XVIII Galliani, Hutcheson e Adam Smith. Até hoje os livros de Economia Monetária mantém estas ideias.

Ideias monetárias na Grécia

Ideias monetárias na Grécia Para Platão (em “Leis”) a moeda deveria possuir apenas valor nominal. A
Ideias monetárias na Grécia Para Platão (em “Leis”) a moeda deveria possuir apenas valor nominal. A

Para Platão (em “Leis”) a moeda deveria possuir apenas valor nominal. A Grécia passou no século V d. C. por rápido desenvolvimento econômico sem estabilidade econômica e com desequilíbrios sociais. Para alguns, o surgimento da moeda cunhada com metal precioso foi apontado como o fator central destes desequilíbrios econômicos e sociais. O metal precioso seria o fator corruptor.

Ideias monetárias na Grécia

Ideias monetárias na Grécia A moeda deveria ser uma moeda-sinal e não “cunhada” em metal precioso.
Ideias monetárias na Grécia A moeda deveria ser uma moeda-sinal e não “cunhada” em metal precioso.

A moeda deveria ser uma moeda-sinal e não “cunhada” em metal precioso. Deveria ter apenas valor nominal e não real. Ele não percebeu que o banimento do ouro nas transações comerciais poderia ser uma solução. Ele previu um duplo sistema monetário: utilização de moeda fiduciária para uso interno e conservação da plena vigência da moeda metal- precioso para uso externo.

Ideias monetárias na Grécia

Ideias monetárias na Grécia Platão foi o precursor das ideias da teoria monetária nominalista. Estas ideias
Ideias monetárias na Grécia Platão foi o precursor das ideias da teoria monetária nominalista. Estas ideias

Platão foi o precursor das ideias da teoria monetária nominalista. Estas ideias foram retomadas pelos adeptos da teoria regalista medieval e pelo alemão F. Knapp. Knapp defende uma moeda fiduciária para circulação interna e uma moeda internacional. Como no caso do conhecido sistema do padrão- ouro de trocas.

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Aristóteles condenou a cobrança de juros. “A maneira mais

Grécia e Roma

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Aristóteles condenou a cobrança de juros. “A maneira mais

Aristóteles condenou a cobrança de juros.

“A maneira mais justificadamente odiosa de

ganhar dinheiro é a usura

Pois o dinheiro

foi feito para ser usado como meio de troca,

não para aumentar com juros”. Eram considerados uma cobrança indigna dos menos afortunados decorrente do fato dos mais afortunados possuírem dinheiro.

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Os juros continuaram a ser violentamente atacados na Idade

Grécia e Roma

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Os juros continuaram a ser violentamente atacados na Idade

Os juros continuaram a ser violentamente atacados na Idade Média. Os juros foram “justificados” apenas muito tempo depois. Somente quando foram considerados como um pagamento pelo capital produtivo e que os devedores ganhavam dinheiro e deviam repartir estes ganhos com os emprestadores.

pagamento pelo capital produtivo e que os devedores ganhavam dinheiro e deviam repartir estes ganhos com
pagamento pelo capital produtivo e que os devedores ganhavam dinheiro e deviam repartir estes ganhos com

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Até hoje existem economistas que possuem restrições contra os

Grécia e Roma

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Até hoje existem economistas que possuem restrições contra os

Até hoje existem economistas que possuem restrições contra os empréstimos para crédito pessoal. Como eram raras as transações envolvendo pagamento de juros de salários, não existia uma teoria de preços, no sentido moderno no termo. Os preços dependem dos custos de produção, por um lado, e da interação entre demanda e oferta, por outro.

no termo. Os preços dependem dos custos de produção, por um lado, e da interação entre
no termo. Os preços dependem dos custos de produção, por um lado, e da interação entre

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Em uma economia escravocrata, há pouca necessidade de capital

Grécia e Roma

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Em uma economia escravocrata, há pouca necessidade de capital

Em uma economia escravocrata, há pouca necessidade de capital de giro (o escravo pode ser considerado um ativo fixo); Como os custos salariais e financeiros eram praticamente inexistentes, não havia uma teoria de determinação de preços. Assim, Aristóteles apenas se preocupou com uma questão ética relacionada à formação de preços, formulando ideias sobre o “preço justo”.

se preocupou com uma questão ética relacionada à formação de preços, formulando ideias sobre o “preço
se preocupou com uma questão ética relacionada à formação de preços, formulando ideias sobre o “preço

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Conforme Galbraith (1989, p. 12): “De modo que a

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Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Conforme Galbraith (1989, p. 12): “De modo que a

Conforme Galbraith (1989, p. 12):

“De modo que a Aristóteles só restou perguntar se os preços seriam justos ou honestos, uma dúvida que continuaria sendo fundamental no pensamento econômico durante quase todos os dois mil anos seguintes e que é a origem da pergunta que ainda hoje se faz: Este é realmente um preço justo? Nada ocupou tanto a atenção dos economistas através dos séculos quanto a necessidade de convencer as pessoas que o preço dado pelo mercado possui uma justificativa superior a qualquer contexto ético”.

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Outro problema ético-econômico analisado por Aristóteles: Por que

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Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Outro problema ético-econômico analisado por Aristóteles: Por que

Outro problema ético-econômico analisado por Aristóteles: Por que alguns bens muito úteis são pouco valorizados no mercado enquanto alguns dos menos úteis alcançam os maiores preços? Mais de mil anos depois, já no século XIX, os pensadores econômicos ainda se debruçavam sobre a questão da diferença entre o valor de uso e o valor de troca.

os pensadores econômicos ainda se debruçavam sobre a questão da diferença entre o valor de uso

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma O pão e a água potável possuem alto valor

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Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma O pão e a água potável possuem alto valor

O pão e a água potável possuem alto valor de uso, mas baixo valor de troca. Os diamantes e as sedas possuem baixos valores de uso, mas altíssimos valores de troca. Haveria algo de anti-ético no fato de existirem tais diferenças? Apenas no século XIX esta questão foi superada.

Haveria algo de anti-ético no fato de existirem tais diferenças? Apenas no século XIX esta questão
Haveria algo de anti-ético no fato de existirem tais diferenças? Apenas no século XIX esta questão
Haveria algo de anti-ético no fato de existirem tais diferenças? Apenas no século XIX esta questão

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Aristóteles, assim como os romanos após ele, também fez

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Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Aristóteles, assim como os romanos após ele, também fez

Aristóteles, assim como os romanos após ele, também fez sugestões para uma melhor organização e prática da agricultura.

Primórdios do pensamento econômico:

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Em uma economia escravocrata, há pouca necessidade de capital

Grécia e Roma

Primórdios do pensamento econômico: Grécia e Roma Em uma economia escravocrata, há pouca necessidade de capital

Em uma economia escravocrata, há pouca necessidade de capital de giro (o escravo pode ser considerado um ativo fixo); Como os custos salariais e financeiros eram praticamente inexistentes, não havia uma teoria de determinação de preços. Assim, Aristóteles apenas mencionou o lado ético da formação de preços, formulando ideias sobre o “preço justo”. Tal noção continuou a ser fundamental no pensamento econômico durante quase todos os dois mil anos seguintes, conforme GALBRAITH (1989, p. 12)

ser fundamental no pensamento econômico durante quase todos os dois mil anos seguintes, conforme GALBRAITH (1989,
ser fundamental no pensamento econômico durante quase todos os dois mil anos seguintes, conforme GALBRAITH (1989,
ser fundamental no pensamento econômico durante quase todos os dois mil anos seguintes, conforme GALBRAITH (1989,
Referências BELL, J. F. (1982) História do Pensamento Econômico . 3ª ed. Rio de Janeiro:

Referências

Referências BELL, J. F. (1982) História do Pensamento Econômico . 3ª ed. Rio de Janeiro: Zahar

BELL, J. F. (1982) História do Pensamento

Econômico. 3ª ed. Rio de Janeiro: Zahar Editores. FEIJÓ, R. (2001) História do Pensamento Econômico: de Lao Tse a Robert Lucas. São Paulo:

Atlas. GALBRAITH, J. K. (1987) O Pensamento Econômico em Perspectiva: Uma História Crítica. São Paulo:

Pioneira/Novos Umbrais. HEILBRONER, R. (1996) A História do Pensamento

Econômico. 6ª ed. São Paulo: Nova Cultural. HEIMANN, E. (1965) História das Doutrinas

Econômicas. Rio de Janeiro: Zahar Editores. HUGON, P. (1984) História das Doutrinas Econômicas. 14ª ed. São Paulo: Atlas.