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Memorial do Convento

Notas a partir da análise de excertos em torno da religiosidade

aparato. com excesso. . .Humanismo: Compreensão dos comportamentos dos fiéis – mulher reprimida.Procissão de Penitência na Quaresma (cap. animalesca. III . . pp. ou seja excesso formal/ ausência de efeito por pobreza de conteúdo.33) -Crítica religiosa: vivência dos fiéis.Estilo – sexualidade. sexualidade latente. linguagem dura. prédica dos sacerdotes – estilo barroco. sem sentimento/fé.28 – 31 e p.

.Confirmação da crítica religiosa: a mortificação/consolação. tal como os frades distinguem os doentes no tratamento prestado). anacronismo – explicação psicológica. o corpo/o espírito. . interpelação directa ao leitor – autor e narrador um só.Cristo humanizado pelo pecado (distinção entre os apóstolos. a aparência/ a essência.285) .Os Frades do Hospício( p. . -» estilo: expressão bíblica.Cultura religiosa grande para quem não é religioso – enumeração de Santos e suas “Especialidades”.

97 98) .Humanização: olhar compreensivo do narrador sobre o comportamento das freiras.Estilo: presença do anacronismo (manifestação de freiras). deíticos de proximidade. .Manifestação das Freiras (pp.Crítica religiosa: motivo do protesto. . . aforismo alterado (“Quem vai à guerra empadas leva”). dinamismo da narrativa – uso do presente. ironia.

guincham as mulheres debruçadas dos peitoris. se das touradas…”.Auto-de-fé (cap. “Terminado o auto-de-fé. dançam os homens e as mulheres…” – atitudes do povo entendidas como forma de protecção: “”Blimunda. a metáfora “a procissão é uma serpente enorme que não cabe direita no Rossio”. filha minha. * Estilo: ironia (“Solene cerimónia. “espectáculo edificante para toda a cidade” * Organização da procissão: * Condenação do povo e da inquisição: “Grita o povinho furiosos impropérios aos condenados. motivo de alegria. alanzoam os frades. por ser domingo e haver auto-de-fé. 54. enumeração e o poder descritivo “(…) a procissão compassada (…) o cheiro da carne estalando quando lhe chegam as labaredas (…)” . varridos os restos. nunca se chegará a saber de que mais gostam os moradores.…”. …” * Importância do episódio também em termos da acção Baltasar e Blimunda. tem de fingir que não me conhece ou me despreza” * Produto do auto-de-fé: “as pessoas voltarão às suas casas (…) não se evaporou” p. duas vezes em festa. tão levantadeira das almas.V pp. narrador de focalização alternante p. “diante das fogueiras armou-se um baile. “… aquela gente que está cuspindo para mim e atirando cascas de melancia e imundícies”. se disto.50-55) * Noção de auto-de-fé: “solene cerimónia”.53. (…) e não pode falar. de festa – culto de morte (“ …está o Rossio cheio de povo. acto tão de fé”). espectáculo.

senhores do engenho) .Aproveitamento dos autos-de-fé: Igreja – “reforço piedoso e outras utilidades”. brasileiros.Estilo: ironia (“outras utilidades”). assados.IX pp. el-rei .Auto-de-fé (cap. dispersos e varridos “ . poder descritivo “ao lado de outros chamuscados.apropriação dos bens dos condenados (judeus.98-99) .

28 anos depois do 1º (p. fecho do ciclo. os rostos mal se distinguem. mesma violência. . Lisboa podre.373) .” .Fecho do ciclo da linha da acção Baltasar/Blimunda.Auto-de-fé.Auto-de-fé – referência em síntese. mesma multidão. crueza na descrição “A queima já vai adiantada.

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