You are on page 1of 244

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

INSTITUTO DE PESQUISAS HIDRÁULICAS

DINÂMICA DO FÓSFORO NA INTERFACE ÁGUA-SEDIMENTO EM RESERVATÓRIOS

MELISSA FRANZEN

Tese submetida ao Programa de Pós-Graduação em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental da Universidade Federal do Rio Grande do Sul como requisito parcial para obtenção do título de Doutor em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental.

Orientador: Prof. Dr. Luiz Fernando Cybis

Banca Examinadora

Prof. Dr. Enjôlras de A. M. Lima Prof. Dr. Carlos Alberto Bissani Prof. Dr. Luiz Emílio S. B. de Almeida

Serviço Geológico do Brasil (CPRM) Faculdade de Agronomia (UFRGS) Instituto de Pesquisas Hidráulicas (UFRGS)

Porto Alegre, dezembro de 2009.

___________________________________________________ F837d Franzen, Melissa Dinâmica do fósforo na interface água-sedimento em reservatórios / Melissa Franzen. - Porto Alegre, 2009. Tese (doutorado) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Pesquisas Hidráulicas. Programa de Pós-Graduação em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental. Porto Alegre, BR-RS, 2009. Orientador: Prof. Dr. Luiz Fernando Cybis 1. Sedimentos. 2. Ecossistemas aquáticos. 3. Nutrientes. 4. Eutrofização. 5. Fósforo. 6. Potencial redox. I. Cybis, Luiz Fernando, orient. II. Título. CDU – 577.472:628.394 ___________________________________________________

ii APRESENTAÇÃO

Este trabalho foi desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sob orientação do Prof. Luiz Fernando Cybis da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e co-orientado pelo Prof. Gustavo Henrique Merten da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

iii

“Um dos principais objetivos da pesquisa teórica, em qualquer área do conhecimento, é encontrar a perspectiva na qual o assunto apareça em sua maior simplicidade.” J.W.Gibbs

pelas valiosas sugestões durante o andamento da pesquisa. em especial ao geólogo Agamenon Sérgio Lucas Dantas. do IPH/UFRGS. Dr. À Companhia Pernambucana de Saneamento (COMPESA). e aos colaboradores técnicos Luiz Antonio da Silveira e Adão Luis Ramos dos Santos. Carlos Alberto Bissani. Dra. através do engenheiro de minas José Carlos da Silva. Marta Maria Menezes Bezerra Duarte. pelo auxílio e ensinamentos no laboratório. Deborah Pinheiro Dick e ao Prof. Dra.iv AGRADECIMENTOS A autora apresenta seus agradecimentos às pessoas e instituições abaixo discriminadas. Coordenador do Programa e do Prof. pelo apoio e material técnico para realização do experimento. À Profa. Dr. Superintendente Regional de Recife (SUREG – RE). e à Profa. Dr. Carlos André Bulhões Mendes. À Profa. ao geólogo José Ribeiro Mendes. cuja colaboração foi decisiva para a realização da pesquisa que conduziu a esta tese de doutorado: Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e à Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). incentivo e paciência. Prof. José Carlos de Lira Fernandes. Ao Orientador. do engenheiro de minas José Wilson de Castro Temoteo. sugestões. Dr. ao engenheiro Frederico Cláudio Peixinho. Luiz Fernando de Abreu Cybis e ao Co-Orientador Prof. Diretor de Controle Operacional da COMPESA. . Ao Programa de Pós-Graduação em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). do geólogo Adeilson Alves Wanderley. Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial e a toda Diretoria Executiva. Gustavo Henrique Merten. pela bolsa de estudos e financiamento do Projeto Salto. André Luiz Lopes da Silveira. Gerente de Geologia e Recursos Minerais. pela liberação e auxílio financeiro para realização do experimento. Valdinete Lins da Silva. Dr. Diretor do Instituto. Presidente da CPRM. Dra. pela acolhida no Laboratório de Engenharia Ambiental e da Qualidade (LEAQ) do Departamento de Engenharia Química (DEQ) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). da Faculdade de Agronomia da UFRGS. através do geólogo Robson Xavier Duarte. através do Prof. Chefe do Departamento de Hidrologia. Gerente de Hidrologia e Gestão Territorial. pela orientação no experimento de laboratório. Ao Serviço Geológico do Brasil (CPRM). pela convivência enriquecedora. da engenheira química Maria Salete de Oliveira e do Sr.

Em especial. o geólogo Cláudio Scheid. Prof. do Instituto de Geociências da UFRGS. Tarso Franzen e Ivete Matilde Agostini Franzen. aos colaboradores administrativos do IPH. Ao pessoal dos Laboratórios de Sedimentologia e de Saneamento. Aos colaboradores e amigos do LEAQ / DEQ / UFPE. colegas e amigos do IPH / UFRGS. ao amigo Eudimar Nascimento de Carvalho. especialmente os engenheiros Adriano da Silva Santos. pelo convite para compor a equipe do Projeto Salto e à amiga Camila Arioli. Rogério Valença Ferreira. e ao pessoal de apoio. pela amizade e apoio no momento mais delicado da minha vida acadêmica. A todas as pessoas que de qualquer forma contribuíram para a realização deste estudo. através do Prof. Lima. às bibliotecárias Jussára Silva. Dra. Dr. Pedro Augusto Pfaltzgraff. Dr. . através dos amigos Luiz Fernando Giordani Jung e Mário Manoel Cardoso. SUREG . colaboradores. Ana Maria Pimentel Mizusaki e ao Prof. Aos colaboradores. Aos meus pais. que incentivaram minha vontade de estudar. M. através dos técnicos Bruno Rocha e Mara Regina Domingues. especialmente aos bolsistas Helder Lima de Moura e Danilo Emídio de Souza Cavalcanti do curso de Engenharia Química da UFPE. Kleverson Holland e José Carlos Souza da Silva. À engenheira sanitarista Viviane Beiró Gonçalves e à médica Elena Brett Metcalf. Milton Laquintinie Formoso. pelo apoio e revisão crítica da qualificação. Edith Beatriz Camaño Schettini. colegas e amigos da CPRM. Roberta Galba Brasilino. Paulo Kroeff de Souza e da Profa. Sandra Maria Gomes e Elisabete Oliveira Freire. além do apreço que sempre demonstraram. à bióloga Ercília Anunciada Barros e às colegas da Pós-Graduação Ana Maria Bastos. Aos professores. pela colaboração e revisão dos abstracts.RE. Luiz Emílio Sá Brito de Almeida. e aos amigos Enjôlras de A. pelo apoio técnico. Nadir Bueno Solari e Beatriz Santos de Castro.v À Profa. Dr. Cláudia Cunha. Dra. às minhas irmãs Ana Lya Agostini Franzen e Paula Agostini Franzen. Robson de Carlo da Silva e Fábio Araújo Costa. o geógrafo Rodrigo Tadeu Diniz Bezerra e os colaboradores Marcos Antonio de Albuquerque Silva. Leda Cristina da Silva e Rita Rodrigues da Silva. pela grata convivência em família e ao amado Roberto Alencastro Santos. Cleide Regina Moura da Silva e Vanildo Almeida Mendes.

200 mV e + 400 mV. águas e sedimentos dos tributários) e pontuais (uso urbano e a carga interna representada pelo sedimento do leito dos reservatórios). localizado imediatamente à montante.63 μm) concentram nitrogênio nos ambientes lênticos. PE) respectivamente. fósforo. O experimento foi realizado em suspensões de sedimentos mantidos sob níveis de potencial redox compreendidos entre . especialmente de fósforo (P) que foi identificado como limitante para a eutrofização. por isso a análise deve ser realizada. demonstrando que dificilmente ocorreria. na fração ≤ 465 μm em sedimentos de ambientes lênticos e na fração ≤ 63 μm dos ambientes lóticos. . indicando que a carga interna poderia ser uma fonte significativa de nutrientes. durante uma estiagem. potencial redox. principalmente no que se refere ao clima e à origem do conteúdo orgânico. alóctone e autóctone. Resultados demonstram que a sorção de fosfato é maior no sedimento tipo Dy em condições reduzidas e no Sapropel em condições oxidadas.vi RESUMO Os sedimentos aquáticos podem fornecer importantes subsídios na avaliação dos ecossistemas aquáticos lênticos. Excluídas as fontes externas. Foram investigadas fontes de origens difusas (solos. RS). motivou a investigação das possíveis fontes de nutrientes. identificando as melhores condições para retenção. O último objetivo deste estudo foi testar os efeitos da oxidação sobre a capacidade e a velocidade da sorção de fosfato em sedimentos aquáticos orgânicos. A possibilidade de circulação da água hipolimnética foi investigada através de números adimensionais e características físicas do corpo de água. Resultados obtidos em sedimentos de ambientes lóticos e lênticos (Sistema Salto. uma vez que somente eventos climáticos extremos poderiam provocar a inversão da massa líquida. A ocorrência de uma floração de cianobactérias tóxicas originada no Blang. nutrientes. O segundo objetivo desta pesquisa foi avaliar a importância dos agregados de partículas e da seleção granulométrica para a análise química de nutrientes em sedimentos aquáticos. os resultados sugerem que a fertilização do reservatório Blang tenha sido causada pela abertura da comporta de fundo do reservatório Divisa. representados pelos tipos Dy (Reservatório Divisa. uma vez que grande parte dos nutrientes se encontra no estado sólido. localizado no município de São Francisco de Paula (RS). segundo de três reservatórios em cascata do Sistema Salto de Hidrelétricas. eutrofização. RS) e Sapropel (Reservatório de Tapacurá. São Lourenço da Mata. Foram utilizados sedimentos aquáticos siliciclásticos de origens distintas. demonstraram que os agregados maiores (465 . Palavras-chave: sedimento aquático. Os resultados mostraram características oligotróficas nas fontes externas e a presença de P disponível em excesso no sedimento do leito. preferencialmente.

identifying the best conditions for retention. the second of three in the Salto System chain of hydroelectric dams located in Sao Francisco de Paula in Rio Grande do Sul. water and sediment carried by tributaries. PE). . By excluding external sources. demonstrating that this is unlikely to occur. nutrients. including soil. The second goal of this study was to evaluate the importance of particle aggregates and particle size selection for chemical analyses of nutrients and water-borne sediments. Results demonstrated that phosphate sorption is greatest in sediment type Dy under reduced conditions and in Sapropel under oxidized conditions. therefore. were examined. A toxic algal bloom in the Blang Reservoir. Silicate aquatic sediments from different origins in terms of climate and source of organic content (allochtonous or autochtonous) were used. The final objective of this study was to test the effects of oxidation on the phosphate sorption capacity and rate in organic aquatic sediments. The possible circulation of hypolimnic water was investigated using adimensional numbers and physical characteristics of the body of water. motivated the investigation of possible nutrient sources. RS) and Sapropel (Tapacurá Reservoir. redox potential. Results showed oligotrophic characteristics in the external sources and excess P availability in bottom sediments. eutrophization. phosphorus. São Lourenço da Mata. The experiment was carried out in suspended sediment maintained under levels of redox potential between –200mV and +400mV. and point sources.63 μm) concentrate nitrogen under lentic conditions and that.vii ABSTRACT Water-borne sediments can provide important information for evaluating lentic aquatic ecosystems because a large proportion of their nutrients are found in the solid phase. indicating that the internal load may be a significant source of nutrients. since only extreme climatic events could cause inversion of the liquid mass. Non-point sources. Brazil. which was identified as the limiting nutrient for eutrophization. Results from sediments in lentic and lotic environments from the Salto System show that the larger aggregates (465 . especially phosphorus. Key words: water-borne sediments. analyses should be performed on the fraction smaller than 465 μm in lentic environments and in the fraction ≤ 63 μm in lotic environments. including urban areas and the internal load from the reservoir bottom. results suggest that the fertilization of the Blang Reservoir was most likely caused by the opening of the floodgates from the Divisa Reservoir immediately upstream during a drought period. respectively. and were represented by the types Dy (Divisa Reservoir.

4. Hipóteses Objetivos gerais Objetivos específicos 1 1 5 7 7 8 9 11 13 18 21 24 26 28 31 36 38 41 44 48 54 1.1.2.3. O FÓSFORO NOS ECOSSISTEMAS AQUÁTICOS LÊNTICOS 1. 1. 1.2.1. 1.3. 1. INTRODUÇÃO 1. 1.2. SEDIMENTOS AQUÁTICOS E INTERAÇÃO COM FOSFATO 1.1.3.2. 1.1. 1.3. Desenvolvimento de cargas em partículas coloidais Ponto de carga zero e potencial zeta Fases minerais e grupos funcionais onde o P pode ser retido Mecanismos de associação entre P e o sedimento aquático Dinâmica do fosfato na interface água-sedimento .3.1.2.2.3. 1.2. 1.3.1.2.1. 1.2. Diferenças entre lagos e reservatórios Características e processos físicos dominantes Estimativas de circulação da água Nutrientes limitantes Estratégias de sobrevivência da comunidade fitoplanctônica Funcionamento dos ecossistemas aquáticos lênticos Classificação trófica e medidas de controle da eutrofização 1.3.3.4.2. 1.3.1. LIMNOLOGIA DOS ECOSSISTEMAS AQUÁTICOS LÊNTICOS 1.2.1.3.2.viii SUMÁRIO RESUMO ABSTRACT LISTA DE TABELAS LISTA DE FIGURAS LISTA DE ABREVIATURAS LISTA DE SÍMBOLOS vi vii x xii xiv xvi CAPÍTULO 1.2. Equilíbrio do fosfato em ecossistemas aquáticos Substratos geoquímicos 1.3. 1.2.2.3.2.1.2.3.2. 1.

4.ix 1. Fotos A4. CINÉTICA E SORÇÃO DE FOSFATO 1.2. Isotermas de adsorção de fosfato Modelos de adsorção molecular do fosfato Cinética da sorção de fosfato 65 65 68 70 CAPÍTULO (RS) CAPÍTULO 2.1. NITROGÊNIO E FÓSFORO EM SEDIMENTOS DE FUNDO DE AMBIENTES AQUÁTICOS LÊNTICOS E LÓTICOS DO SISTEMA SALTO (RS) CAPÍTULO 5.3. Parâmetros de ajuste aos dados de sorção e cinética A8. CINÉTICA E SORÇÃO DE FOSFATOS EM SEDIMENTOS AQUÁTICOS TIPO DY (DIVISA. 1. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 154 162 128 111 ANEXOS A1. Amostragem para análise de nutrientes em sedimentos aquáticos A2. CONSIDERAÇÕES FINAIS CAPÍTULO 7. 1. Coeficientes de regressão linear dos modelos de sorção e cinéticos testados A7. Dados obtidos nos experimentos de cinética 1 3 6 9 11 12 14 16 23 . Condições experimentais dos experimentos A6. Medidas de Eh A3. PE) COM ÊNFASE NOS EFEITOS DO POTENCIAL REDOX CAPÍTULO 6.4. FRACIONAMENTO FÍSICO DE CARBONO.4. CIRCULAÇÃO DE ÁGUA HIPOLIMNÉTICA NO 98 RESERVATÓRIO DIVISA DO SISTEMA SALTO (RS) CAPÍTULO 4. Dados obtidos nos experimentos de sorção A9. Técnica analítica para determinação de PT e NT em sedimento A5. RS) E SAPROPEL (TAPACURÁ.4. FONTES DIFUSAS DE NUTRIENTES PARA OS 78 RESERVATÓRIOS SUBTROPICAIS EM CASCATA DO SISTEMA SALTO 3.

x LISTA DE TABELAS CAPÍTULO 1 1. 3. 5. 3. Parâmetros de qualidade da água em tributários do Sistema Salto e comparação com os limites estabelecidos para as classes 1 e 2 da Resolução CONAMA N. Número de pontos e período de amostragem nos tributários. reservatórios e solos. 7. 5. Condição de definição de alguns pontos de carga zero. Classificação de sedimentos orgânicos segundo a origem da matéria orgânica. Reações de ionização superficial da caulinita e gibbsita e as constantes de dissociação ácida citadas na literatura. Teores médios de fósforo e nitrogênio total. 4. 21 22 29 42 43 46 53 63 CAPÍTULO 2 1. 2. 4. 6. 94 91 85 89 83 . Área de drenagem e médias sazonais de descarga líquida e sólida em suspensão nos tributários. Reações que ocorrem em condições anóxicas e ordem de consumo dos oxidantes.357/2005. Razões de N: P limitantes do crescimento em relação aos níveis de clorofila-a. Metodologias empregadas nas análises em água. 2. Resumo dos efeitos dos fatores de influência sobre a dinâmica do fósforo. Mecanismos de associação entre grupos funcionais orgânicos e minerais. carbono orgânico total e fósforo disponível em sedimentos lóticos e lênticos. Valores de ponto de carga zero de alguns minerais. 8.

Números de Wedderburn e de Lago calculados para previsão de cenários. 2. Médias das concentrações de fósforo total. Características físicas dos sedimentos. 6. 2. fósforo disponível. Metodologias empregadas nas análises de água e sedimento. nitrogênio total e carbono total nas diferentes frações granulométricas dos sedimentos analisados nos ambientes lêntico e lótico. Condições experimentais dos experimentos de sorção de fosfato em sedimentos.xi CAPÍTULO 3 1. teores e proporções dos compartimentos húmicos da matéria orgânica. Probabilidades de erro obtidas em análise de variância das concentrações avaliadas entre as frações granulométricas dos sedimentos de ambientes lêntico e lótico. Parâmetros cinéticos estimados pela equação de Elovich para sorção de fosfato em função do Eh. Composição granulométrica média do sedimento. 121 118 120 CAPÍTULO 5 1. Aspectos de qualidade da água hipolimnética e parâmetros químicos médios dos sedimentos utilizados nos experimentos. Parâmetros estimados pela equação de Langmuir para sorção de fosfato em função do Eh. 108 CAPÍTULO 4 1. 5. 3. 4. 3. 147 144 143 140 133 138 .

91 87 88 90 86 82 . Tamanhos das partículas em águas naturais. por uso do solo. 5. por uso do solo. 7. por uso do solo. Blang e Salto e pontos de amostragem em solos e ambientes aquáticos lêntico e lótico. 9. Modelo conceitual ilustrando as relações entre a carga externa e os principais processos e rotas compartimentais de um lago.xii LISTA DE FIGURAS CAPÍTULO 1 1. 2. Representação da complexidade de uma partícula agregada após exposição à água natural. Grupos funcionais hidroxil e sítio ácido de Lewis em caulinita. 6. Fe. Níveis de matéria orgânica e nitrogênio total em solos.no Lago Okeechobee (Florida). 2. 11. Adsorção de ânions em goethita. Diagrama esquemático dos processos controlando PO43. 3. 4. Distribuição do tamanho de partículas em solos e sedimentos de fundo de tributários e dos reservatórios. 4. 52 52 60 40 45 50 12 30 31 32 37 8 CAPÍTULO 2 1. Representação esquemática dos complexos superficiais de esfera-externa e esfera-interna em argilominerais. Efeitos do pH nas formas de fósforo em águas. Níveis de fósforo total e disponível em solos. 10. Estrutura das células unitárias e das camadas de tetraedros e octaedros. por uso do solo. Al e Ca nas formas de P em águas. nos períodos de primavera e verão. 12. Carbono total dissolvido nos tributários. nos períodos de primavera e verão. Relação entre pKa e pH na mudança de declividade das curvas de adsorção. 6. 8. Sedimentos em suspensão em tributários. Perfis de lagos em condições de estratificação e de inversão térmica. 3. Efeitos do pH. 5. Localização da bacia hidrográfica dos reservatórios Divisa.

Frasco da suspensão com detalhes da vedação e orifícios. 8. Localização do Sistema Salto e pontos de amostragem. fósforo total dissolvido. Localização dos reservatórios Divisa (RS) e Tapacurá (PE) e localização dos pontos de amostragem de sedimentos. turbidez. nos períodos de primavera e verão. 3. Curvas granulométricas das amostras de sedimentos de ambiente lêntico. Localização da bacia hidrográfica do Sistema Salto e dos pontos de amostragem nos reservatórios (lênticos) e tributários (lóticos).xiii 7. nos períodos de primavera e verão. condutividade elétrica. 2. 2. 92 92 CAPÍTULO 3 1. 101 106 CAPÍTULO 4 1. Fósforo total dissolvido nos tributários. por uso do solo. 131 135 142 146 4. potencial redox. oxigênio dissolvido. . Nitrogênio total dissolvido nos tributários. pH e clorofila-a da coluna de água no reservatório Divisa. por uso do solo. Perfis de temperatura. 119 119 115 CAPÍTULO 5 1. Cinética da sorção de fosfato medida e calculada pelo modelo Elovich em função do Eh. Isotermas de sorção de fosfato medidas e calculadas pelo modelo de Langmuir em função do Eh. 2. 3. Curvas granulométricas das amostras de sedimentos de ambiente lótico.

xiv LISTA DE ABREVIATURAS Abreviatura AF AG AH ALC Alo Al-OH BA CA CAF CAH Cat CE CHCl CHU CMAP CMSP CO COD CSHS CT CTA CTC CTI DQO DSS Ea EF Eh EM F F 31 F 465 F 63 Fed Feo Fe-OH FO Definição Ácido Fúlvico Agricultura Ácido Húmico Alcalinidade Alumínio amorfo Grupo funcional superficial ligado ao Al Banhado Campo Carbono de ácidos fúlvicos Carbono de ácidos húmicos Cálcio trocável Condutividade elétrica em água Carbono solúvel em meio ácido Carbono de humina Capacidade máxima de adsorção de P Capacidade máxima de sorção de P Carbono orgânico Carbono orgânico total dissolvido em água Carbono solúvel em meio básico Carbono orgânico total em solo ou sedimento Capacidade de troca de ânions Capacidade de troca de cátions Capacidade de troca de íons Demanda química de oxigênio Descarga sólida em suspensão Energia de Ligação Estrada com mata nativa Potencial de oxirredução (redox) Estrada com florestamento Fração granulométrica Fração granulométrica menor que 31 μm Fração granulométrica compreendida entre 465 – 63 μm Fração granulométrica compreendida entre 63 – 31 μm Ferro cristalino Ferro amorfo Grupo funcional superficial ligado ao Fe Florestamento .

UR Definição Fração granulométrica total ou sedimento natural Acidez Potencial Humina Mata nativa Magnésio trocável Uso misto Matéria orgânica Matéria orgânica dissolvida Matéria orgânica particulada Não significativo Nitrogênio total Kjeldahl em solo ou sedimento Nitrogênio total Kjeldahl dissolvido em água Ortofosfato Pastagem Ponto de Carga Líquida de Prótons Zero Ponto de Carga Líquida Zero Ponto de carga zero Fósforo disponível em solo ou sedimento Probabilidade de erro Perda ao Fogo Fósforo inorgânico Potencial isoelétrico Fósforo orgânico Fosfato Fósforo Particulado Fósforo solúvel Fósforo total em solo ou sedimento Fósforo total dissolvido em água Substâncias húmicas solúveis Sedimento em suspensão Unidade amostral Uso urbano .a.xv Abreviatura FT H + Al HU MA Mgt MI MO MOD MOP ns NT NTD oP PA PCLPZ PCLZ PCZ PD PE PF Pi PIE Po PO4 Pp Ps PT PTD SHS SS u.

λ. ν g.xvi LISTA DE SÍMBOLOS Símbolo [A] [A0] {i } ∞ a.δ’ g’ h H .b A. B As CD ci Ct D d50 Da dl DMn Dn DoP Ds dx δX dz E eE° ε εX F f φ FF Fi g Definição Concentração de A Concentração inicial de A Atividade do íon Infinito Constantes relacionadas com a energia de ligação e CMAP em Langmuir Constantes de Temkin Área superficial Coeficiente de resistência (drag neutral coefficient) Velocidade da fase da onda Concentração de equilíbrio Coeficiente de difusão molecular Diâmetro médio Coeficiente de difusão aparente Comprimento do caminho sinuoso da difusão no Coeficiente de difusão do manganês Elétron doador Coeficiente de difusão do ortofosfato Coeficiente de difusão do sedimento Intervalo de comprimento Erro relativo Variação de altura da camada considerada Diferença de potencial ou potencial da célula Elétron Diferença de potencial padrão de formação Erro aleatório Erro absoluto Constante de Faraday Freqüência inercial na latitude do lago Porosidade Fator de Formação Fluxo difusivo Aceleração da gravidade Constantes de Gunary Densidade diferencial através da termoclina superficial Gravidade reduzida Profundidade da termoclina Profundidade total γ.

n Ka LL LN LT n -n Definição Profundidade das camadas superior e inferior Altura do fundo do lago até a termoclina sazonal Altura do centro volumétrico do lago Constante de equilíbrio Constantes em Freundlich Constante de dissociação ácida Largura do lago Número de Lago Largura na altura da termoclina Número de elétrons envolvidos na reação Declividade quando se plota log FF × log φ Gradiente de concentração Quantidade de carga transportada por uma diferença de potencial de E volts . Q∞ R ρ r R0 ρ1 . Carga complexada como esfera-externa. h2 hT hv K k. Carga complexada como esfera-interna Carga líquida de prótons.xvii Símbolo h1 .log K . Número de Burger Parâmetro de estabilidade Temperatura em Kelvin Tempo Meia-vida Tempo de residência Velocidade do vento ∇C nF pK pKa q Q θ Qa Qt . ρ2 ρar Rn Rs σ0 σEE σEI σH Si St T t t1/2 Tr u .log Ka Quantidade adsorvida Quociente da reação de equilíbrio Tortuosidade Vazão afluente Quantidades difundidas no tempo t e no infinito Constante dos gases Densidade média da água Raio do cilindro Resistividade elétrica da água Densidade da água nas camadas superior e inferior Densidade do ar Elétron receptor Resistividade elétrica do sedimento Carga estrutural permanente.

produtos ΔG°f.xviii Símbolo u* V W Ws y z α. reagentes Definição Velocidade friccional do vento junto à superfície Volume do lago. do reator Número de Wedderburn Massa de sedimento Recíproca da taxa de sorção Altura da camada considerada Constantes em Elovich Variação de energia livre da reação em condição diferente da padrão Variação de energia livre da reação no estado padrão Energia livre de formação de produtos no estado padrão Energia livre de formação para reagentes no estado padrão .β ΔG ΔG° ΔG°f.

a eutrofização artificial resulta num processo acelerado de diminuição da diversidade biológica. num processo que naturalmente demoraria centenas de anos (Von Sperling. as atividades desenvolvidas na bacia hidrográfica merecem especial atenção. induzida pelo excesso de nutrientes dissolvidos. a eutrofização está associada ao envelhecimento natural do ecossistema aquático (Nogueira. com o desenvolvimento exagerado de algumas populações em detrimento de outras. pois. a poluição difusa pode ser também muito significativa e difícil de gerenciar. 1987). temperatura e . 1996). uma estratégia de sobrevivência da comunidade fitoplanctônica frente à competição por nutrientes. Descargas orgânicas de efluentes tratados ou não. A construção de reservatórios em cursos de rios muitas vezes oferece as condições necessárias para o desenvolvimento de algas e plantas aquáticas: radiação solar. especialmente aquelas que utilizam a tecnologia para atingir níveis elevados de produtividade. e vem causando interferências sobre os usos múltiplos. Porém. e que resulta no comprometimento do equilíbrio do ecossistema aquático (Esteves. além de propiciar focos de poluição claramente detectáveis. sendo necessários investimentos de alto custo para sua eliminação. já que as toxinas eventualmente produzidas não são eliminadas pelo tratamento de água convencional. Caracterizada pelo enriquecimento em nutrientes que estimulam a produtividade primária.1. O FÓSFORO NOS ECOSSISTEMAS AQUÁTICOS LÊNTICOS O crescimento excessivo de algas e plantas aquáticas é o sintoma mais evidente de eutrofização em lagos e represas. O aparecimento de cianobactérias tóxicas pode ser consequência do processo de eutrofização.1. ligações clandestinas de esgotos em redes pluviais e águas percoladas de fossas sépticas podem ser os principais causadores desse tipo de problema em áreas urbanizadas. As áreas agrícolas também contribuem consideravelmente para a geração de cargas nutrientes superficiais. 1998). 1991). Straskraba & Tundisi (2000) alertam que. Os problemas relacionados com o supercrescimento de cianobactérias assumem maior proporção em reservatórios destinados ao abastecimento humano. As cargas de fósforo (P) e nitrogênio (N) são sempre bastante significativas em efluentes (cargas pontuais) e drenagens em áreas agrícolas (cargas difusas). especialmente em áreas agrícolas e próximas aos centros urbanos (Thomann & Mueller. INTRODUÇÃO 1. dentre os vários aspectos que devem ser assistidos.

enquanto o N pode ser naturalmente fixado por algumas plantas e cianobactérias (Esteves. constitui uma fonte a longo prazo (Garbrecht & Sharpley. N. redução da relação N/P. em comparação ao carbono (C. Enquanto na forma solúvel (Ps) o PO4 está imediatamente disponível para os produtores primários.2 nutrientes. 1983). gás sulfídrico. fosfatos condensados (polifosfatos) e fosfatos organicamente ligados (Standard. 5. S e Fe. especialmente no início do verão. 1993). o aporte de oP pode resultar no aumento da taxa fotossintética e entrada de CO2 da atmosfera. Não menos importantes que os macronutrientes (C. 1996). o particulado (Pp). As razões entre as quantidades de nutrientes necessários ao desenvolvimento das algas e as quantidades dos mesmos em águas doces ilustra a importância do P (80. Os nutrientes mais importantes para a produtividade primária são fosfatos. Os silicatos são limitantes apenas para as diatomáceas. O transporte de fosfato (PO4) se dá tanto na forma solúvel quanto particulada. geralmente considerados como limitantes. amônia e a liberação de ferro desde os sedimentos (Tundisi. Mo e V são necessários em quantidades traço para a síntese e crescimento de algas (Mitchell. 1972. aumento da biomassa de plantas e das taxas de respiração. 1999). sendo mais comum em águas naturais os íons H2PO4. não somente por ser menos abundante. 1970). O P pode ser considerado o nutriente limitante da produtividade primária na maioria dos ecossistemas aquáticos continentais. 2001).000) e do N (30.000). O ambiente de águas calmas que se forma e o tempo de detenção mais longo facilitam a permanência do plâncton (Estados Unidos. Nos minerais conhecidos. representada por PO43-. Si (2. O P na natureza se encontra quase unicamente na forma de fosfato. quando a produtividade é mantida em valores máximos (Wetzel. tais como C. op cit. Cu. Zn. Co.000). As alterações nas entradas de P podem causar efeitos significavos sobre os ciclos de outros elementos. 1998). o que favorece a produção de metano.200). que inclui o PO4 adsorvido às partículas de solo e presente na matéria orgânica. B.000). os micronutrientes K.e HPO42-). Fe.). com o desenvolvimento de águas pobres em oxigênio dissolvido (OD). nitratos. S (< 1. que pode ser classificado como ortofosfato (forma iônica. N.000 a 300. . 1992). P). K (1. a disponibilidade de nutrientes geralmente controla a produtividade do fitoplâncton. Quando a radiação solar é adequada para fotossíntese. Por exemplo. o fosfato ocorre como ortofosfato (oP) (Stumm & Morgan. que exercem papel direto na fotossíntese.000 a 800. crescimento de cianobactérias fixadoras de N. Mn. amônia e silicatos.000). mas pelo fato da carga de P ser facilmente consumida nos corpos hídricos (Margalef. especialmente em corpos de água com extensa área superficial (Von Sperling.000) e outros nutrientes essenciais (<1.000 a 6. 1990). Wetzel.

sob condições oxidadas. P pode ser adsorvido à superfície de óxidos e hidróxidos. Kisand e Nõges.3 A dinâmica do P está intimamente ligada aos sedimentos aquáticos. o excesso permanece na solução sobrenadante (Sparks. Outros fatores que influenciam a dinâmica do P em ambientes aquáticos naturais são: matéria orgânica e a presença de aceptores alternativos de elétrons (NO3-. SO42-. possibilitando a difusão de nutrientes (Baccini. 1994. depois de saturado. que diminui à medida que os sítios disponíveis para sorção vão sendo preenchidos e. dependendo das condições de oxirredução: oferecendo receptores de elétrons alternativos ao Fe ou competindo com P pelos sítios disponíveis para sorção (Stumm. enquanto que em condições reduzidas a liberação de P é normalmente maior (Moore & Reddy.. 2006). Nos ambientes eutrofizados. em parte. 2003). Os efeitos do aporte de nutrientes e da própria carga interna dos ecossistemas lênticos são diretamente influenciados pela hidrodinâmica da coluna de água. 1988. apresentam baixa produtividade primária em função da limitação dos nutrientes. usualmente. Tundisi. Al3+ e Ca2+ na água intersticial (Golterman. Clavero et al.). Por causa da afinidade do P com Fe3+. se verifica uma progressiva acumulação de plantas aquáticas e um processo de eutrofização acelerado (Von Sperling.. 1985. 1997). Olila & Reddy. 1998. temperatura.. Represas situadas em bacias de drenagem ocupadas por matas e florestas. entre os quais o P. 1999). Chistophoridis & Fytianos. 1997) e cátions Fe3+. comumente. Já nos reservatórios situados em proximidades de centros urbanos ou de áreas agrícolas. 1996).. enquanto que a estratificação térmica confere estabilidade à massa líquida. A retenção ou liberação a partir do sedimento estão altamente correlacionadas às condições de oxirredução (Eh) na interface água-sedimento. responsável pelas baixas concentrações em solução (McBride. concentrações de P (Moore et al. A circulação da água hipolimnética propicia a distribuição dos nutrientes.) (Boström et al. 2003). A sorção de PO4 em sedimentos é. 1985). etc. Na camada hipolimnética. 2001). é comum que a liberação de fosfato a partir do sedimento continue mesmo cessando as fontes externas (Moore et al. e também ao pH. 1991). limitando as trocas entre camadas (Wüest & Lorke. . Moore et al. 1991. Neste contexto. onde normalmente se evidencia uma elevada afinidade do sorvente pelo sortivo em baixas concentrações. atividade microbiana. 2000). 1991. op cit. o que pode ser demonstrado através de estudos sobre a sorção de fosfato. o transporte vertical é facilitado pela bioturbação e ressuspensão (Wüest & Lorke. a matéria orgânica pode atuar em sentidos opostos.

Inicialmente foram investigadas as fontes externas de nutrientes para um sistema de reservatórios em cascata. destinados a auxiliar no gerenciamento do manancial e. Paraná. por isso o sedimento pode fornecer importantes subsídios para uma avaliação de efeitos sobre a vida aquática. com o objetivo de investigar a possibilidade circulação da água hipolimnética como fonte interna de nutrientes para a fertilização do manancial. Neste sentido. os nutrientes dissolvidos e os sedimentos em suspensão em tributários dos reservatórios. 1996). as propriedades físicoquímicas do manancial e do sedimento de fundo e o nível trófico do ecossistema devem ser realizados como etapa preliminar no planejamento de estudos mais aprofundados. além dos sedimentos de fundo nos tributários e reservatórios. como São Paulo. estudos sobre a qualidade da carga afluente. silte grosso e silte médio + argila) para . 1988). Em Porto Alegre (Rio Grande do Sul). N. 1990. Maizonave. Com o objetivo de introduzir os aspectos ambientais da eutrofização e a importância dos sedimentos aquáticos no processo. quase todos os nutrientes estão no estado sólido (Odum. 2005). O capítulo 2 apresenta as fontes difusas e pontuais de nutrientes (carbono (C). 2004. Por este motivo. incluindo análises de solos submetidos aos diferentes usos da bacia hidrográfica. Em seguida. No Brasil. antecedendo aos problemas mencionados. relativamente preservado. este capítulo apresenta uma revisão de conceitos limnológicos. onde aconteceu uma floração de cianobactérias. incluindo o supercrescimento de macrófitas. de caracterização de sedimentos aquáticos e dos efeitos da sua composição sobre a geoquímica do fósforo nos ambientes aquáticos. Minas Gerais. 1992. preferencialmente. as florações algais no Lago Guaíba e na represa Lomba do Sabão são frequentes.4 Os problemas que podem ocorrer em decorrência da eutrofização em mananciais destinados ao abastecimento são os mais variados. Bendati. Nas condições ambientais normais. Bahia e Distrito Federal (Carmichael. dezenas de pessoas morreram devido à presença de cianotoxinas na água tratada utilizada para hemodiálise em Pernambuco. especialmente em períodos que coincidem com a estiagem no estado (Porto Alegre. O capítulo 3 apresenta características físico-químicas do corpo de água estratificado e parâmetros que refletem a estabilidade da coluna de água. e vários outros estados apresentam problemas graves com florações algais. P) para os reservatórios. são apresentados estudos de caso para ilustrar diferentes enfoques que podem ser dados ao problema. florações de algas e de cianobactérias. Rio de Janeiro. o capítulo 4 avalia a utilização do sedimento natural e de intervalos granulométricos selecionados (agregados.

os parâmetros de ajuste dos modelos escolhidos aos dados de sorção e cinética (A7). Nutrientes em excesso em águas superficiais naturais podem ser associados às .1. as condições experimentais dos experimentos (A5). 1. no intuito de identificar qual intervalo granulométrico apresenta maior concentração desses nutrientes. Por fim. Se os teores de nutrientes das fontes externas não excedem os teores relativos ao campo natural e à mata nativa da própria região. representada pelo sedimento de fundo. O capítulo 6 expõe as considerações finais. diretrizes para o gerenciamento e sugestões para o avanço da pesquisa. visando determinar os efeitos da oxidação sobre a sorção de fosfato em sedimentos aquáticos orgânicos. a técnica analítica utilizada para determinação de PT e NT em sedimentos aquáticos (A4). seja sorvido no material em suspensão ou sedimentado. ou à carga interna. N e P totais. Hipóteses fontes externas provenientes da bacia hidrográfica. Neste caso. e fósforo disponível (PD). dificilmente esses teores seriam capazes de provocar fertilização das águas. as principais conclusões. que possibilitam sua mobilização e retorno para a coluna de água. dos reatores e dos materiais utilizados nos experimentos (A3). fotos dos reservatórios estudados. predominantemente alóctone ou autóctone. nos Anexos se encontram as técnicas de amostragem para análise de nutrientes em sedimentos aquáticos (A1). A afinidade do P com a fase sólida e a sua associação com os sedimentos. a carga interna poderia ser considerada como uma possível fonte para a fertilização dos corpos de água.5 análises de C. manutenção e interpretação de medidas efetuadas a partir de eletrodos de potencial redox (A2).1. as técnicas de medição. os coeficientes de regressão linear dos modelos de sorção e cinética testados (A6). especialmente no caso de A. respectivamente. Processos dinâmicos de sorção e dessorção no sedimento são influenciados por mudanças nas características físicas e químicas do meio. que diferem quanto ao conteúdo e origem da matéria orgânica. onde constam a discussão dos resultados obtidos nos capítulos anteriores. representados pelos tipos Dy e Sapropel. não significa necessariamente a sua imobilização. O capítulo 5 demonstra experimentalmente a importância do potencial redox na velocidade de sorção de fosfato. os dados obtidos nos experimentos de sorção (A8) e cinética (A9).

que resulta em exportação de nutrientes para os reservatórios situados à jusante.6 reservatórios em cascata onde há abertura esporádica de comportas de fundo. N. Onde há predomínio da composição aluminossilicática. dependendo das suas características químicas. que se encontra em maior quantidade nas frações mais finas do sedimento. entretanto. o P se encontra ligado ao Al e seu comportamento frente às alterações ambientais depende essencialmente do pH. Neste caso. Sedimentos aquáticos podem reter quantidades variáveis de nutrientes. A capacidade de atração do sedimento em relação aos nutrientes (C. Sob influência da matéria orgânica. B. da quantidade de fósforo presente no sedimento de fundo e na água sobrejacente. onde se encontram partículas finas cimentadas por óxidos. ao contrário. Se confirmada esta hipótese. argilominerais e de matéria orgânica. sendo particularmente importantes às quantidades de óxidos. Fe e matéria orgânica exerce o mais efetivo controle sobre a geoquímica do P. a literatura especializada recomenda que os sedimentos aquáticos sejam analisados nas frações finas (< 63 μm). onde se concentram os minerais que apresentam carga elétrica superficial. No caso de sedimentos aquáticos orgânicos e siliciclásticos. existem agregados de variados tamanhos. as condições reduzidas favorecem a liberação de P. poder-se-á concluir que os nutrientes também podem ser concentrados em frações granulométricas mais grosseiras. A sorção de fósforo em sedimentos aquáticos depende. predomina uma composição mais rica em Fe e o P se encontra mais associado a este. granulométricas e mineralógicas. a presença relativa de Al. assim como nos solos. então as trocas entre água e sedimento poderão ser mais relacionadas ao potencial redox. P) está diretamente relacionada à presença de cargas elétricas superficiais. Por isso. Se. primeiramente. carbonatos ou ligados por coatings de matéria orgânica. hidróxidos. C. e onde também podem estar presentes quantidades significativas de nutrientes. este comportamento pode ser modificado. As condições ambientais em que ocorre fixação ou liberação de fósforo nos sedimentos aquáticos dependem efetivamente da composição do sedimento. tanto no sentido de fixar quanto de liberar P. . porém nos sedimentos aquáticos. hidróxidos. enquanto que condições oxidadas favorecem a sorção de P. cuja agregação se deu em função das cargas elétricas superficiais dessas partículas.

g. COT e PD). Objetivos gerais Os principais objetivos deste trabalho foram: 1) identificar as possíveis causas para a fertilização das águas num sistema de reservatórios subtropicais em cascata. poder-se-á concluir que a composição do sedimento determina o comportamento do P frente às condições ambientais. entre o sedimento natural e as frações agregado (465-63 μm). NT. 1.1.2. d. Estimar o conteúdo de fósforo total (PT). por meio de números adimensionais.3. Se confirmada esta hipótese. COT e PD) armazenada no sedimento de fundo em reservatórios. incluindo os compartimentos solo. Identificar as condições redox que favoreçam a sorção de fosfato em sedimentos orgânicos. Caracterizar a estratificação física e química da coluna de água. Estimar a carga interna de nutrientes (PT. água e sedimento.1.7 dependendo das condições de alcalinidade do meio e acidez potencial do sedimento. sob condições reduzidas e oxidadas. 2) avaliar a utilização de intervalos granulométricos selecionados para análises de nutrientes em sedimentos aquáticos. c. difusas e pontuais. na bacia hidrográfica. Objetivos específicos total (COT) e fósforo disponível (PD) em potenciais fontes. carbono orgânico b. e 3) testar os efeitos da oxidação sobre a capacidade e velocidade da sorção de fosfato em sedimentos aquáticos orgânicos. . a. NT. identificando as melhores condições para retenção de P no sedimento. Investigar a possibilidade de circulação da água hipolimnética no interior de um corpo de água estratificado. f. Identificar os intervalos granulométricos que apresentam maior contribuição de nutrientes (PT. e. 1. silte grosso (63-31 μm) e silte médio + argila (< 31 μm). Estimar a capacidade e velocidade da sorção de fosfato em sedimentos orgânicos. em sedimentos lóticos e lênticos. desses nutrientes para um sistema de reservatórios em cascata. nitrogênio total (NT).

LIMNOLOGIA EM ECOSSISTEMAS AQUÁTICOS LÊNTICOS Do ponto de vista da qualidade da água. (Fonte: Jorgensen & Vollenweider.8 1. químico e biológico (Straškraba & Tundisi. As boas estratégias de gerenciamento devem buscar correlacionar os problemas ambientais à totalidade do ecossistema aquático e ao seu ambiente. 2000). Os processos envolvidos na interação entre as diferentes partes do sistema e os efeitos que as possíveis alterações possam causar sobre o ecossistema são questões importantes para o entendimento. os reservatórios devem ser tratados como ecossistemas compostos por subsistemas que interagem entre si. os subsistemas: físico. prevenção e manutenção das características ecológicas locais. Figura 1: Modelo conceitual ilustrando as relações entre a carga externa e os principais processos e rotas compartimentais de um lago.onde a pequena porção metabolicamente ativa efetua trocas rápidas entre organismos e seu meio ambiente. . Os elementos e compostos orgânicos essenciais para todas as formas de produção de biomassa apresentam dois compartimentos principais: i) compartimento reservatório componentes grandes e lentos. A Figura 1 ilustra a conexão entre as cargas externas e os principais processos e rotas dentro do reservatório.2. 2000). e ii) compartimento de troca ou ciclagem .

Neste contexto. Por exemplo. ou seja. 1983).2. idade. A carga externa de nutrientes é decisiva para a produtividade do lago e seu limite é imposto pelo tempo de detenção e pelas condições climáticas nas diferentes latitudes. que se localiza no raso. o sistema é preservado ou alterado diretamente em função desse alimento. os ambientes aquáticos podem ser classificados como lóticos ou lênticos: os primeiros sistemas representam águas correntes. que se localiza no fundo. seja por sombreamento. que abrange o centro do corpo hídrico e tem maior volume. dando origem à depleção de oxigênio no hipolímnio. ou alteração dos processos internos do lago.9 Esse diagrama busca enfatizar que a carga externa de nutrientes é o alimento dos processos cíclicos existentes no sistema. A carga externa pode promover uma produção acelerada. e iii) zona bêntica. 2000).). 1. ou outros tipos de ações preventivas e corretivas. morfologia. Na região de água aberta. motivo pelo qual são considerados. como rios e riachos. aeração. acarretando a liberação de nutrientes dos sedimentos. conseqüentemente. os segundos são ambientes de água parada ou cuja dinâmica é muito pequena. op cit. A palavra bentos designa a . Nos ecossistemas aquáticos lênticos é possível distinguir zonas onde vivem populações distintas: i) zona profunda ou água aberta. em sua maioria. Nas zonas de água aberta e litoral também se encontra a zona bêntica. como um estágio intermediário entre os ambientes lótico e lêntico (Straškraba & Tundisi. Os reservatórios são normalmente considerados como uma transição entre rios e lagos. as dimensões físicas de um lago natural ou artificial interagem fortemente com os fatores meteorológicos para determinar as características do ambiente aquático e. há movimentos de mistura relacionados à temperatura e à densidade da água.1. Estes ecossistemas geralmente apresentam baixo tempo de residência da água. Diferenças entre lagos e reservatórios Em limnologia. termo que designa as regiões do fundo do lago. formas de utilização e também pelo seu comportamento limnológico. a de seus habitantes. diferindo destes últimos em função da sua origem. um sistema com pouca renovação será mais suscetível à eutrofização e o controle desse processo passa pela redução das fontes de nutrientes. o que constitui o carregamento interno (Jorgensen & Vollenweider. posição dentro da bacia hidrográfica. ii) zona do litoral. 2000). que podem propiciar a inversão entre as massas de água superficiais e de fundo (Straškraba & Tundisi. como lagos (Margalef.

A zona lacustre localiza-se na região mais larga. Essas características são únicas dos reservatórios e têm grande influência sobre a qualidade da água (Straškraba & Tundisi. o fator dominante é a corrente unidirecional.10 comunidade de organismos que aí habita (Nogueira. mas os efeitos da zona bêntica são mais sentidos na zona litorânea devido à proximidade do fundo do lago. causando uma grande variação do nível de água em pouco tempo. Assim como nos lagos. as vazões afluentes misturam-se com as águas do reservatório tanto na superfície como quando mergulham. No caso de represas em que não existem comportas e elas só extravasam quando o nível de água atinge a soleira do barramento. ainda. 1991). Ao contrário dos lagos. A incidência solar sobre a superfície livre da água produz movimento de calor no sentido vertical. da ordem de anos. devido ao efeito da sedimentação e pelo fato . a produção de algas é freqüentemente baixa. este poderá ser retido de maneira mais eficiente quanto maior for o tempo de residência da água. mais profunda e pouco influenciada pelo fluxo do rio. a zona fluvial apresenta fluxos relativamente altos devido à proximidade da entrada do rio. 1989). Esse fluxo pode ocorrer perto do fundo ou. vazões e condições de estratificação. em uma profundidade média. a profundidade grande e os principais processos se desenvolvem no sentido vertical. por suas características hidrodinâmicas. apesar das concentrações de nutrientes serem altas. devido à elevada turbidez. que se equilibra com o empuxo da massa de água. as represas podem apresentar tempos de residência da água bastante curtos. Nos lagos. Devido à afinidade do P com o material particulado. Quando a turbulência é insuficiente para destruir o aquecimento das camadas superiores. O grau de heterogeneidade horizontal e vertical dos reservatórios é influenciado de forma decisiva pela sua morfometria. em função das necessidades de uso da água na usina (Esteves. Os reservatórios. A turbidez e as concentrações de nutrientes são baixas. o fenômeno da estratificação térmica pode conferir estabilidade à massa líquida (Tucci. o tempo de residência pode ser tão longo quanto nos lagos. Assim. atuando como uma corrente intermediária. originando as correntes longitudinais. em reservatórios a velocidade do escoamento geralmente é pequena. 1998). o aquecimento pelo sol e a ação dos ventos sobre a superfície da água criam diferenças horizontais e verticais na massa líquida. As correntes de densidade são águas afluentes que entram no reservatório e mergulham para uma profundidade com densidade correspondente. Nesta zona. tendo em vista o escoamento da água através dos vertedores. que possuem um fluxo longitudinal relativamente mais intenso. possuem zonas distintas num perfil longitudinal. Já no caso dos reservatórios. criando correntes em profundidades específicas e correntes de fundo. que vai da entrada do rio à barragem e propicia a mistura. 2000). Partindo-se da entrada do rio.

A redução gradual de materiais sedimentares em suspensão e o subseqüente aumento da transparência da água favorecem a produção de algas nesta zona (Kennedy. impactos severos nos habitats aquáticos e. provocando mudanças nas características das margens. diminuindo a transferência de calor para a camada superficial da coluna de água. Resultados obtidos em batimetria (curvas cota-área e cota-volume) sintetizam essas informações (Nogueira. As condições de temperatura apresentam uma variação muito maior nos reservatórios do que nos lagos. pela expressão (1): Tr = V Qa (1) . 1999). comprimento. entre o fluxo de entrada e o barramento. a água é retirada a partir de vários níveis e. área de superfície líquida. largura. Outra característica de fundamental importância para a determinação da qualidade das águas é o Tempo de Residência (Tr) ou Tempo de Detenção Hidráulica. em consequência. área de drenagem. volume e comprimento das margens. que indica o intervalo de tempo em que uma determinada massa de água permanece no lago ou reservatório desde a sua chegada até a saída. A zona de transição localiza-se numa porção intermediária. Dependendo das suas características hidráulicas. 1991). Nas regiões de clima subtropical. Características e processos físicos dominantes As dimensões físicas de um lago natural ou artificial interagem fortemente com os fatores meteorológicos para determinar a natureza do lago como um ambiente e. O tempo de residência relaciona o volume do lago (V) à vazão afluente (Qa). a estratificação normalmente se estabelece no verão e se estende até o início do outono. em função do tempo de detenção mais curto. parâmetros estes que são utilizados para prever o comportamento hidrológico do manancial. especialmente do tipo de tomada de água da barragem. mais comumente. a de seus habitantes.2. em profundidade. a estratificação física e química da coluna de água dificilmente irá se estabelecer. 1991).2. 1. adicionalmente. a exportação da água hipolimnética pode trazer sérios problemas para a qualidade da água nos sistemas lóticos à jusante (Nogueira. recebendo alta carga de nutrientes. permanecendo a condição de mistura. No restante do ano. os reservatórios podem apresentar grande instabilidade limnológica. Entre as principais características morfométricas de interesse encontram-se: profundidade.11 da produção de matéria orgânica autóctone exceder o suprimento alóctone. quando a temperatura do ar começa a baixar. Diferentemente dos lagos naturais.

12 Conforme Nogueira (1991), esta equação representa uma condição teórica média, visto que as atividades químicas e biológicas dependem do tempo de residência efetivo, que é variável e subordinado às condições reais das descargas de entrada e saída dos reservatórios. O tempo de residência pode estar subordinado às regras de operação da barragem, afetando diretamente os seguintes processos: a) reciclagem e acúmulo de nutrientes no sedimento e na água; b) crescimento do fitoplâncton, que requer 2 a 3 semanas; c) crescimento e desenvolvimento de macrófitas aquáticas; d) concentração e acúmulo de elementos químicos dissolvidos; e) o estado trófico do reservatório. A estratificação térmica em lagos e reservatórios é resultado do balanço de calor entre a água armazenada e as contribuições externas, incluindo radiação solar, troca indutiva de calor entre a atmosfera e a água, e o calor dos tributários. A perda de calor pode ser por emissão de radiação da superfície do lago de volta para a atmosfera, por evaporação, condução ou através das vazões efluentes. Como os processos de aquecimento e resfriamento ocorrem em uma camada superficial relativamente fina, se não houver mistura vertical para destruir o gradiente de calor, ocorrerá estratificação térmica. Outros fatores que influenciam diretamente a natureza da estratificação térmica e de densidade são o vento e a precipitação (Nogueira, 1991). Von Sperling (1996) demonstra que o perfil vertical de temperaturas varia com as estações do ano, fazendo com que existam camadas distintas dentro do corpo de água (Figura 2).

Figura 2: Perfis de lagos em condições de estratificação e de inversão térmica. (Fonte: Von Sperling, 1996).

13 Durante o verão e os meses mais quentes, a temperatura da camada superficial é bem mais alta que a temperatura do fundo, com isto a densidade da água superficial torna-se inferior à da camada do fundo e a estratificação química também pode ser observada em parâmetros como oxigênio dissolvido (OD). As camadas que se diferenciam são assim denominadas: ¾ ¾ ¾
epilímnio – camada superior, mais quente, menos densa, com maior circulação; termoclina – camada de transição; hipolímnio – camada inferior, mais fria e mais densa, com maior estagnação.

Entre o epilímnio e o hipolímnio, se estabelece uma camada caracterizada por uma forte descontinuidade térmica designada por metalímnio, onde se localiza a termoclina, ou plano de taxa máxima de descida da temperatura em relação à profundidade (Wetzel, 1993). Como resultado da estratificação térmica e de densidade da água, ocorre estratificação de outros parâmetros, como OD, condutividade elétrica (CE), etc. Sendo assim, a variação de temperatura afeta não somente a densidade da água, mas também a capacidade de mistura do corpo de água como um todo. As interações entre os processos físicos e hidrodinâmicos determinam como as substâncias serão transportadas e distribuídas dentro do corpo de água, e as características hidrodinâmicas podem ser decisivas para a resposta ecológica do sistema. As maiores trocas no ciclo do fósforo, por exemplo, ocorrem tanto quando o hipolímnio do reservatório fica anóxico quanto no momento em que o oxigênio atinge os sedimentos. A presença de OD pode ser decisiva para a precipitação de P nos sedimentos, podendo se tornar um fator preponderante para o nível de fertilização das águas em reservatórios.
1.2.2.1. Estimativas de circulação da água

As condições climáticas, juntamente com as características físicas dos reservatórios, são importantes parâmetros a serem considerados no que diz respeito ao seu comportamento limnológico. Em latitudes subtropicais, os ventos são normalmente fortes, possibilitando a mistura completa nos reservatórios rasos ou a mistura do epilímnio naqueles de maior profundidade, contrastando com uma camada inferior relativamente mais calma. Nos reservatórios onde a estratificação não se estabelece ou em locais em que ocorre a entrada de

14 frentes frias, típicas do clima subtropical, a principal forçante meteorológica para a circulação da água é a tensão do vento junto à superfície. Nestas regiões, especialmente à noite, a superfície da água esfria, originando a movimentação de pequenas parcelas de água por convecção, que terminam por misturar a superfície da água como um todo. Com as temperaturas baixas, é menor a tendência de estratificação ao longo do ano, mas nos meses que se sucedem entre a primavera e o outono (com o clímax no verão), a estratificação geralmente acontece. Nas regiões de clima tropical, por outro lado, é comum ocorrer estratificação por longos períodos de tempo, podendo até chegar a permanecer constante. Em decorrência da temperatura, as taxas de decomposição em reservatórios tropicais são de 4 a 9 vezes maiores do que a 5º C. A combinação de fatores como permanência da estratificação e elevadas taxas de decomposição dão origem a condições anaeróbias em quase todos os hipolímnios tropicais, fato que, isoladamente, não deve ser tomado como indicativo de eutrofização (Nogueira, 1991), mas confere características particulares quanto à circulação da água e dos componentes químicos. A descrição quantitativa do regime hidrodinâmico em um determinado tempo constitui um instrumento de aproximação do regime dinâmico e serve para colocar os dados limnológicos em um contexto físico apropriado. Os processos de mistura e transporte dentro de um corpo hídrico determinam a resposta ecológica do sistema às forçantes meteorológicas e aos fluxos de entrada e saída. A ocorrência de circulação da água hipolimnética e o conseqüente transporte de substâncias do hipolímnio para as camadas superiores pode ser testada através de números adimensionais que caracterizam feições do regime hidrodinâmico. Entre essas metodologias, algumas se destacam pela simplicidade de cálculo e restrita necessidade de obtenção de dados, entre as quais Número de Burger, Número de Wedderburn e Número de Lago, onde os dados de batimetria e temperatura da água em perfil vertical são suficientes para sua aplicação. A seguir, uma breve exposição destes parâmetros é apresentada.

N° de Burger (Si)

Em lagos grandes a rotação da Terra é um parâmetro que pode influenciar o movimento do lago. Cada partícula viaja numa trajetória que acompanha a rotação da Terra direcionada ou induzida pela força de Coriolis. O Número de Burger corresponde à razão entre o tempo de percurso de uma onda interna (L/ci) e o tempo de rotação sobre o eixo (f). Este número

15 adimensional é utilizado para determinar a importância da rotação da Terra em função do tempo de percurso de ondas internas, tamanho e latitude do lago (Antenucci & Imberger, 2001).
ci L⋅f

Si =

(2)

Onde: Si - Número de Burger; ci - velocidade da fase da onda; L - largura na altura da termoclina; f - freqüência inercial na latitude do lago (constante).

ci =

g ' h1 h2 H

(3)

Onde: g’ - gravidade reduzida; h1, h2 - profundidade das camadas superior e inferior, supondo estratificação em duas camadas; H - profundidade total (m).
⎛ ρ 2 − ρ1 ⎞ ⎟ g' = ⎜ ⎜ ρ ⎟g 1 ⎝ ⎠

(4)

Onde: ρ1, ρ2 - densidade média da água nas camadas superior e inferior; g - aceleração da gravidade. Quando Si < 1, a rotação afeta a dinâmica e as ondas internas têm características de oscilações inerciais com a maior parte da energia das ondas dada pela energia cinética. Quando Si > 1, as oscilações internas possuem características de seiches gravitacionais.

Número de Wedderburn

Quando o vento sopra sobre a superfície da água de um lago, as águas se movem, num primeiro momento, na mesma direção, resultando em afloramento da termoclina na mesma direção e afundamento na direção oposta ao vento. Quando cessa o vento, o volume de água é arrastado no sentido contrário, causando afundamento da termoclina a favor do vento. O número de Wedderburn (Thompson & Imberger, 1980) representa a força restauradora da baroclina

a resposta da coluna de água estratificada à velocidade friccional induzida pelo vento.δ’ = (δρ/ρ)g. LL . W > 1: Não ocorre afloramento. Este comportamento é válido apenas em lagos grandes. 1 2 ⎛ ρ ar 2⎞ u* = ⎜ ⋅ C ⋅ u ⎟ D ⎜ ρ ⎟ ⎝ ⎠ (6) Onde: ρar. 1980). então a termoclina pode subir e a água do metalímnio pode ser trazida para a superfície (Thompson & Imberger.largura do lago. u* velocidade friccional do vento junto à superfície. a água hipolimnética pode aflorar na direção contrária a do vento. CD – coeficiente de resistência (constante).é a densidade diferencial através da termoclina superficial diurna em h (profundidade da termoclina diurna). para estratificação em duas camadas. Quando W < 1: ocorre afloramento da termoclina. Se o vento é tal que W < 1. Imberger & Patterson (1990) estenderam as idéias do . As águas metalimnéticas podem ser muito ricas em nutrientes. onde os efeitos da rotação da Terra são importantes. g. 2000). δρ . Número de Lago Se o momentum dado pelo vento é grande suficiente. u velocidade do vento.16 (gradiente de pressão) em relação ao distúrbio induzido pelo vento ou. ρ . W = g ⋅δ '⋅ h2 u* ⋅ L 2 (5) Onde: W – Número de Wedderburn. Outra interpretação para o Número de Wedderburn é de que representa a razão do momento de restauração do centro volumétrico do lago sobre o momento do distúrbio.densidade média do ar e da água. pois no metalímnio é comum o desenvolvimento do chamado “prato nítrico” devido à nitrificação ou desnitrificação das populações bacterianas metabolicamente ativas existentes nessa parte do lago (Jorgensen & Vollenweider.

17 N° de Wedderburn para definir o número de Lago (LN).densidade média da água.h v ) ⋅ u * Onde: LN – Número de Lago. mostrando que o vento pode induzir oscilações verticais significativas.altura da camada. ρ(z) . não há afloramento da água hipolimnética.altura da camada. quando LN < 1. que podem particionar e classificar o regime hidrodinâmico dos ecossistemas lênticos. H ∫0 zA( z )dz hv = H ∫ 0 A( z )dz (9) Onde: hv . z . LN = S t ⋅ (H . .densidade da água na camada. dz – variação de altura da camada. g . Sua aplicação é mais indicada em lagos grandes (Imberger. Robertson & Imberger (1994) encontraram boa correlação entre o regime do lago (expresso pelo LN) e a resposta química do lago à forçante meteorológica. z . u* . que incorpora as variáveis estratificação e batimetria irregular.parâmetro de estabilidade. hv . A(z) – área da camada. são números adimensionais de primeira ordem. Quando LN > 1. De forma análoga às metodologias estabelecidas no campo da hidráulica. As – área superficial. H – profundidade total. porém a falta de metodologias estabelecidas especificamente para os reservatórios de menor tamanho justifica sua aplicação com ressalva.altura do centro volumétrico. estendendo sua aplicação na previsão do afloramento da água hipolimnética. A(z) – área da camada.h T ) As 3/2 (7) 2 ⋅ (H . St – parâmetro de estabilidade. a água fria e profunda rica em nutrientes pode alcançar a superfície durante episódios de vento. hT – altura do fundo do lago até a termoclina. ρ .altura do centro volumétrico.velocidade friccional induzida pelo vento.aceleração da gravidade. hv – altura do centro volumétrico do lago. 2001). H St = g (h ρ∫ 0 1 v − z ) ρ ( z ) A( z )dz (8) Onde: St .

macrófitas aquáticas e algumas espécies de bactérias. A produção é realizada por todos os organismos capazes de sintetizar matéria orgânica a partir de gás carbônico. 1972). sendo análogo à biomassa (Estados Unidos. dióxido de carbono e água para produzir açúcar. O restante do material produzido pelas plantas e remanescente no sistema é chamado ‘produção primária’. ou ainda poucas populações. 1990). como P e N. que produzem energia como parte da sua atividade celular. A energia solar fixada pelos produtores primários é transferida através da cadeia alimentar aos sucessivos níveis tróficos. a cadeia alimentar inicia com os organismos produtores primários. que dão sustentação aos sucessívos níveis de consumidores. A razão de captura de carbono fotossintético na formação de açúcar é chamada ‘produtividade primária’. entre as quais cianofíceas. acompanhado de certos elementos inorgânicos. nitrogênio e enxofre.2. nutrientes e energia solar. A energia do sol é estocada como energia química. Algas planctônicas e macrófitas utilizam à luz do sol. A escassez de um componente essencial pode resultar na extinção de uma comunidade e sua reestruturação se dá com a dominância de uma. A propriedade de utilizar e transformar a energia são habilidades dos organismos vivos. sendo que a cada troca alguma energia é perdida na forma de calor. . Os produtores primários se localizam principalmente na zona eufótica (iluminada) dos corpos hídricos. que inibem o crescimento de outras (Mitchell. Funcionamento dos ecossistemas aquáticos lênticos Nos ecossistemas aquáticos. O açúcar. água e oxigênio molecular. também chamadas de cianobactérias (Esteves. é convertido dentro das células em compostos orgânicos como proteínas e gorduras. sendo que os principais são algas. Os seres autotróficos sintetizam o próprio alimento através de fotossíntese e quimiossíntese. tais como fósforo. onde a clorofila é geralmente requerida pelas plantas para isso.3. facilmente podem se tornar indisponíveis e mudanças excessivas no suprimento desses nutrientes freqüentemente estimulam ou inibem um ou mais processos microbiológicos. As diferentes populações de um ecossistema dependem umas das outras e do componente abiótico para sobreviver. 1998). assim como nos terrestres.18 1. Nutrientes essenciais para o crescimento autotrófico. enquanto que os heterotróficos não sintetizam o próprio alimento e dependem das moléculas orgânicas produzidas pelos autotróficos para sobreviver.

os micronutrientes necessários à síntese e crescimento são Fe. o que demonstra o importante papel das bactérias no ciclo do carbono: a matéria orgânica dissolvida (MOD) extracelular. é convertida por bactérias em matéria orgânica particulada (MOP). 1956. considerado o nutriente mais crítico na produção dos reservatórios. N. Wetzel. produzida por algas autotróficas. Por exemplo. K. e decrescem rapidamente com o aumento da profundidade nos sedimentos. A feição mais comum verificada em populações microbiológicas dos sedimentos é o grande aumento que ocorre na transição entre a água hipolimnética e os sedimentos superficiais não compactados. até 40% da produção primária é canalizada imediatamente pelo metabolismo bacteriológico. A produção autotrófica e a decomposição heterotrófica são processos equivalentes. Bactérias saprofíticas decrescem ainda mais rapidamente. sugerindo a redução do substrato orgânico rapidamente assimilável abaixo da interface. que podem estar envolvidos em outros processos geomicrobiológicos. .19 Os macronutrientes (C. Marotta. Assim. Cu. visto que as distintas populações de bactérias se alternam e parecem acompanhar a sucessão do fitoplâncton. se destaca o fósforo.. que se caracterizam por uma parceria metabólica. bactérias heterotróficas dominam a transformação dos compostos orgânicos dissolvidos. 1964). P e S) e micronutrientes (Si. Zn. que podem ser oriundos do sedimento aquático (Mitchell. A relação entre algas e bactérias parece não ser somente quantitativa. pois são necessários à vida e circulam na biosfera do meio ambiente para os organismos e deles de volta ao meio ambiente. Segundo Jorgensen & Vollenweider (1989). que assim se torna disponível para a cadeia alimentar. Mn. Dentre estes. B. 2006). mas também qualitativa. nos diferentes períodos. A disponibilidade de carbono orgânico dissolvido (COD) afeta a atividade de vários microorganismos heterotróficos. que se torna evidente a partir da clara correspondência entre fitoplâncton e bactérias: seus máximos encontram-se na mesma profundidade (Overbeck & Babenzien. 1972. a falta de COD para o metabolismo de bactérias amonificantes e desnitrificantes limita a remoção microbiológica de nitrato e a ciclagem do N (Stewart et al. Mn e outros) são também chamados de elementos biogênicos. respectivamente. 1977). Cu. cujo balanço é denominado metabolismo aquático e determina os fluxos de CO2 entre o ecossistema aquático e a atmosfera (Odum. As bactérias aumentam cerca de 3 a 5 ordens de grandeza entre a água hipolimnética e os sedimentos. Mo e V. 1993). Co. Os principais caminhos pelo qual o carbono orgânico é produzido e degradado nos ecossistemas aquáticos são a produção primária (fixa CO2) e a respiração (libera CO2). Para as algas.

podem determinar a disponibilidade de elétrons em solução (Baird. a razão CH4/CO2. NO3-. CO2. A oxidação microbiológica pode ser incompleta. actinomicetos e fungos.e NO3-. A atividade microbiológica em ambientes aquáticos continentais tem importância fundamental na ciclagem biogeoquímica de nutrientes. SO42-. H2O. Relação similar é verificada entre populações de bactérias hidrocarboneto-oxidantes e hidrogeno-oxidantes. também pode ser devido à inabilidade de certas populações de microorganismos em oxidar completamente certos compostos orgânicos por causa de deficiências enzimáticas. produzidos pela fermentação de matéria orgânica. resultado da limitação de oxigênio ou da sua completa ausência ou da limitação de aceptores. Bactérias fixadoras de nitrogênio (Azotobactérias e Clostridium) também são mais abundantes em sedimentos com vegetação do que em sedimentos desprovidos dela. em condições anaeróbias extremas. na ausência de SO42. Os microorganismos atuam como catalisadores. formando CH4. A degradação da matéria orgânica pode ocorrer em condição aeróbica. Quando a matéria orgânica é completamente degradada em condições anóxicas. Enquanto a mineralização aeróbica requer um suprimento suficiente de oxigênio atmosférico. Um grupo fornece enzimas hidrolíticas para despolimerizar proteínas. outro grupo de microorganismos pode converter . NO3 e. podem oxidar esses produtos a gás carbônico (CO2) e. etc. o que favorece a fermentação de compostos intermediários. pela quebra de moléculas orgânicas por oxidação levando a formação de CO2. bactérias sulfato redutoras e desnitrificantes. Por outro lado. NH3 e H2S. ligando os componentes abióticos da crosta terrestre com todos os organismos vivos. a mineralização anaeróbica requer um amplo suprimento de aceptores de elétrons. decompositoras de celulose. carboidratos. tais como CO2. O mesmo grupo ou um diferente converte os produtos da hidrólise a ácidos orgânicos e álcoois. uma sucessão de microorganismos está envolvida. As reações de decomposição orgânica catalisada por microorganismos normalmente resultam em valores baixos da saturação de OD no hipolímnio e na existência de outros produtos dissolvidos. respectivamente. Íons como SO4. Em presença de sulfato (SO42-) e nitrato (NO3-). em vez do O2. o número de bactérias nestes sedimentos é muito maior que nos sedimentos de fundo das áreas de maior profundidade da coluna de água. NO3-. na mineralização da matéria orgânica. ou na condição anaeróbica. que podem determinar a disponibilidade de elétrons. e sobre a matéria depositada antes da degradação e imobilização nos sedimentos. 2002).20 Quando as margens do lago ou reservatório são cobertas por macrófitas bem desenvolvidas. SO42-.

1981).→ H2S + 2 HCO32 CH2O → CO2 + CH4 2+ - Ambiente Principalmente Anóxico Principalmente Anóxico Anóxico Anóxico Anóxico (Fonte: Berner & Berner. A Tabela 1 apresenta as principais mudanças químicas em condições anóxicas em águas naturais. 1996). Redução SO4 5. os alimentos são essencialmente mantidos ou acumulados por circulação nos vários níveis tróficos. Formação CH4 Reação 5 CH2O + 4NO3. Bactérias formadoras de metano podem converter o CO2 e H2. Desnitrificação NO3 2. dispersão ou fracionamento da matéria mineral. No caso de lagos com tempo de retenção elevado. 1. uma relação ótima para utilização dos nutrientes se situa em torno de 100:10:1 de C:N:P (Berner & Berner. como na oxidação das formas reduzidas de fósforo à fosfato. bem como o acetato residual. Microorganismos estão implicados tanto na redução do fósforo pentavalente aos menores estágios de valência. Nutrientes limitantes A introdução de nutrientes nos ecossistemas aquáticos lênticos coloca em movimento uma cadeia de eventos que. que promovem a hidrólise enzimática do fosfato orgânico para ortofosfato. ou indireta. Tabela 1: Reações que ocorrem em condições anóxicas e ordem de consumo dos oxidantes Oxidante consumido 1. Neste contexto. pela ação química dos produtos metabólicos. pela ação de enzimas. ou devido à redução de fosfatos férricos (Ehrlich. dependem da estrutura térmica.2.+ CO2 + 3 H2O CH2O + 3 CO2 + H2O + 2 MnO2 → 2 Mn2+ + 4 HCO3CH2O + 7 CO2 + 4Fe(OH)3 → 4Fe + 8 HCO3 + 3 H2O 2 CH2O + SO42. os microorganismos atuam como agentes de concentração. ou ainda por concentração passiva de substâncias inorgânicas na superfície das células e alteração das condições de pH e Eh do ambiente (Ehrlich.1.→ 2N2 +4HCO3.3. A atividade microbiana desempenha importante papel na disponibilização do P. em boa parte.21 ácidos orgânicos e álcoois a CO2 e H2. seja pela produção de H2S. Redução Mn 3. seja pela produção de ácidos orgânicos ou minerais (quelatos). 1981). Redução Fe 4. . 1996). em CH4. Sua influência metabólica pode ser direta. De acordo com a equação genérica da atividade fotossintética.

1987). De acordo com Salas e Martino (1991). os lagos tropicais da América Latina são na sua maioria limitados por fósforo. substituição e interconversão de nutrientes disponíveis em indisponíveis e vice-versa. temperatura e demais nutrientes. Onde: N:P > 12 → N:P < 7 → 7 < N:P < 12 → P é o fator limitante N limita o potencial crescimento Ambos não são fatores limitantes . sendo mais comum em lagos pequenos com predominância de fontes pontuais (Thomann & Mueller. o nitrogênio pode se tornar limitante. que dificultam uma determinação adequada do fluxo relevante de nutrientes (Rhee. o que normalmente acontece em lagos grandes com predominância de fontes difusas. Entretanto. (1978) determinaram o papel desses nutrientes como limitantes do crescimento (Tabela 2). 1980). a relação entre concentrações N/P pode ser considerada limitante pelo P quando superior a 10. Forsberg et al. Numa razão N/P inferior a 10. Uma estimativa preliminar para saber se o crescimento de algas está sendo controlado pelo fósforo ou pelo nitrogênio. 1978). Por comparação das razões N:P nas células de algas de culturas com águas naturais de lagos. Apesar da concentração de ortofosfato disponível se mostrar altamente correlacionável com o crescimento de algas cianofíceas.22 A limitação do crescimento devido à indisponibilidade de nutrientes é expressa como uma função da concentração inicial de nutrientes no meio. tais como radiação solar. porque em ambientes aquáticos naturais existem perdas contínuas. sendo considerada irrestrita em condição suficiente de disponibilidade.. seu desenvolvimento depende ainda de outros fatores. Tabela 2: Razões de N:P limitantes do crescimento em relação aos níveis de clorofila-a Total N / P 12 7 – 12 <7 Nutriente limitante P N ou P N Nível de clorofila (mg/m3) < 20 20 – 70 > 70 (Fonte: Forsberg et al. essa não é uma aproximação totalmente realista.

2:1.30 para três espécies de Chlorococcales. A limitação por nutrientes pode ser resultado de falta temporária. sendo encontradas razões situadas entre 7 para a diatomácea Melosira binderana. o ciclo do P se encontra fortemente relacionado às condições de circulação do lago. aumentaria a limitação na produção (Overbeck. Conforme Overbeck (2000b). São numerosos os estágios de oxidação e redução dos compostos nitrogenados. Entretanto. em parte devido à adsorção. O desenvolvimento da comunidade é influenciado pelo resultado da competição por nutrientes. A oxidação dos nitritos é feita a seguir pelas Nitrobacter. As altas taxas de troca na interface água-sedimento. onde o oxigênio exerce influência decisiva. 2000a). as razões N:P ótimas para o desenvolvimento diferem entre as espécies. relacionada ao consumo. ou imobilização do nutriente. Na medida em que a relação se afasta da ideal. o ferro será oxidado e provocará redução drástica do fosfato inorgânico dissolvido. enquanto a presença de nitrato em concentrações mais altas sugere contaminação mais antiga. 9 para a cianobactéria Microcystis e 20 . A presença de nitrogênio orgânico e amônia em concentrações elevadas indicam poluição recente. com menor risco à saúde pública. pois é a interação entre a quantidade total de nutrientes e sua participação entre as populações que estrutura a comunidade do meio numa determinada direção (Rhee. O P existente no metalímnio e hipolímnio depende das taxas de sedimentação do plâncton. resultando em nitratos. o ciclo é controlado por processos microbiológicos: nitrificação. A amônia é nitrificada por Nitrossomonas resultando em nitritos. devido a sua atividade metabólica (degradação de Pp. ou de pouco oxigênio. As bactérias. A produção primária do fitoplâncton epilimnético baseia-se no giro rápido de fosfato inorgânico biodisponível. Com relação ao N. fixação de nitrogênio molecular e amonificação de nitratos. atividade de exoenzimas). em parte pela precipitação do fosfato férrico. Com a circulação e a adição de oxigênio nas partes profundas e anóxicas do fundo do lago. têm grande importância na dinâmica do ciclo do P em águas. da decomposição e desenvolvimento das populações microbianas do fundo dos lagos. desnitrificação. são responsáveis pela carga interna do hipolímnio. Distintas são as características dos ciclos do P e N que norteiam a disponibilidade desses elementos. (1978) propuseram que N e P são consumidos pelo fitoplâncton em uma relação de massa com média de 7. sob condições anóxicas. A presença de oxigênio determina as taxas de nitrificação e a desnitrificação ocorre somente em condições anóxicas. A ocorrência do nitrogênio na forma de amônia (NH3) é .23 Forsberg et al. 1980).

A competição pode ativar nas cianofíceas a produção de inibidores (toxinas).3. a menos que ainda consigam regular seu metabolismo intracelular e flutuabilidade (Stewart & Daft.2. existe a correlação positiva entre o número de algas e bactérias. Quando . permite a classificação do corpo hídrico em oligotrófico. enquanto que em águas eutróficas prevalecem condições anóxicas. 2000b). reduzindo a competição por nutrientes e os agentes patogênicos. podendo apresentar depleção de OD em toda a coluna de água. 1991).2 mg L-1). 1977). Em águas oligotróficas. o desenvolvimento de parasitas e outros organismos em simbiose são estimulados e começa a competição por nutrientes. Quando as condições do meio favorecem o supercrescimento de cianofíceas. A produção de oxigênio na fotossíntese é característica das cianofíceas durante o dia. Os efeitos combinados da matéria orgânica fornecida ao lago por produção autotrófica e por fontes alóctones poderão resultar em alguma situação entre os extremos oligotrófico e eutrófico (Nogueira. apesar de imperfeito.24 muito tóxica para peixes (em concentrações acima de 0. que podem levar a lise celular na presença de oxigênio. Admitindo uma condição de circulação dos nutrientes para o conceito de “comunidade fechada”. enquanto houver oxigênio dissolvido. Estratégias de sobrevivência da comunidade fitoplanctônica A sobrevivência e a distribuição das espécies dependem da sua habilidade ao crescimento em uma razão suficiente para substituir as contínuas perdas devido à falta de nutrientes. 1. A estratificação do oxigênio é menos pronunciada nos reservatórios com rápido fluxo longitudinal. a classificação de lagos e reservatórios de acordo com a produtividade total pode ser medida pela fotossíntese de matéria orgânica que. 1977). mesotrófico e eutrófico. aumentando seu peso e levando a decantação. o oxigênio pode estar presente no hipolímnio. que eliminam outras espécies que não dispõem deste artifício. A patogenia algal pode levar à lise celular ou apenas afetar secundariamente aquelas que já não estão saudáveis. A morte de algumas espécies provê uma fonte de componentes orgânicos essenciais para o crescimento de bactérias e. por isso a sua superfície celular é um ambiente particularmente suscetível para mixobactérias aeróbicas. enquanto que os reservatórios rasos normalmente não apresentam estratificação em seus níveis de oxigênio. absorção por outras espécies e parasitismo (ADVANCES.2. enquanto o nitrato é um dos elementos que provocam a eutrofização dos corpos de água (Overbeck.

morrem as hospedeiras. De fato. Lyngbya. 1977). Os produtos orgânicos extracelulares liberados incluem aminoácidos. Microcystis e Oscilatória. porcos e. material lipídico. Os patógenos e as algas hospedeiras podem interagir de várias maneiras em situações de supercrescimento de algas. galinhas. Eles também podem regular a atividade de patógenos e outros organismos sendo tóxicos ou servindo de fontes de material orgânico para o crescimento. etc. mais recentemente. em geral. amidas. ácidos orgânicos. Microcystis pode inibir organismos eucariontes. São conhecidos como hospedeiros os gêneros Anabaena. Os produtos extracelulares liberados durante a lise celular podem afetar também os organismos que os cercam. Com a produção de inibidores. existe uma correlação não muito direta entre o número de vírus e de hospedeiras encontradas. Aphanizomenon. Anabaena e Microcystis. inibindo outras espécies. A distribuição ecológica dos parasitas. peptídeos. As substâncias tóxicas produzidas pelas cianofíceas as beneficiam. raramente são atacadas por vírus e são os gêneros mais comuns encontrados em eventos de supercrescimento de algas. pH entre 6-8 e o decréscimo da alcalinidade são condições ótimas para o crescimento desses parasitas. foi comprovada toxicidade em humanos. 1977). A sobrevivência da comunidade fitoplanctônica também pode ser ameaçada por fungos e parasitas que são conhecidos como patógenos em algas azuis e verdes. São também conhecidos efeitos sobre Daphnia. Embora o hospedeiro seja necessário para que o parasita ocorra. coli (Stewart & Daft. vacas. e concedem a elas uma competitiva vantagem na redução de patógenos e competição por nutrientes. levando ao declínio do número de bactérias. sejam elas algas. Gomphosphaeria. enzimas. polipeptídeos. Cyclops e outros crustáceos. Sabe-se que o grau de parasitismo está relacionado ao nível de oxigênio dissolvido na água. segue a abundância das algas. a água se torna anóxica. É possível que o gênero de cianofíceas suscetível ao ataque viral raramente seja dominante. peixes. condições essas que são semelhantes àquelas favoráveis ao fitoplâncton (ADVANCES. Oscillatoria splendida inibe certas bactérias e Anabaena variabilis inibe E. que protegem e reduzem a toxicidade dos compostos solúveis liberados pelas cianofíceas. invertebrados ou peixes. polissacarídeos. fungos. A saturação de oxigênio abaixo de 70%. agindo como quelantes. . bactérias. embora haja excedente de carbono. justamente por ser alvo de parasitas. regulando o aparecimento e desaparecimento destas.25 ocorre a lise em um evento de explosão de algas. cães. Quando as condições do meio favorecem o crescimento fungal mais que das algas.

4. O nível de produtividade depende das características da área inundada e do tratamento a ela dado (remoção da vegetação por corte. agregando informações multivariadas como no Índice de Carlson (1977). recomenda-se controlar o uso e ocupação do solo na bacia hidrográfica. Classificação trófica e medidas de controle da eutrofização Um dos parâmetros utilizados para classificação trófica. o efeito das condições iniciais praticamente determina suas características de produtividade (Nogueira. alternativamente. b) mesotrófico: 1-15 μm L-1. a utilização de banhados é uma opção ecotecnológica que pode auxiliar na preservação do ambiente aquático. Overbeck (2000b) cita diversos métodos para qualificação do estado trófico: 1) a composição da comunidade fitoplanctônica. Em reservatórios com tempos de detenção prolongados. A correlação entre fósforo total e clorofila-a tem sido empregada rotineiramente e.26 1. As estratégias de controle da eutrofização podem ser preventivas (de atuação preferencialmente na bacia hidrográfica) ou corretivas (atuando no lago ou represa). queima. 3) a correlação entre fósforo total e clorofila-a. as altas temperaturas provocam maior concentração de clorofila-a sem que isso implique necessariamente em eutrofização (Nogueira. Chapra & Tarapchak (1976) sugeriram as seguintes faixas de clorofila-a para estimativa da classificação trófica: a) eutróficos: 5-10 μm L-1. reestabelecer faixas verdes ao longo da represa e de seus tributários e construir barragens de contenção.) antes da inundação. 2) o conteúdo de proteína da água. 1991). em regiões tropicais.2. O tratamento de esgotos deve chegar ao nível terciário para remover nutrientes e o efluente tratado deverá ser lançado à jusante da represa ou. a concentração de clorofila-a indica a quantidade bruta de fitoplâncton. Pela superposição das faixas de concentração. caso seja necessário (Von Sperling. Para controle da drenagem urbana. fica claro que o simples conhecimento da produção fitoplanctônica é insuficiente para determinar o nível trófico de um lago. incluindo esgotos ou drenagem pluvial. 1991). 4) o Índice de Carlson. c) oligotrófico: 1-4 μm L-1. e 5) a razão produção × decomposição. Além disso. Entretanto. com frequência. Nos lagos de clima temperado. Como a origem da eutrofização está relacionada aos nutrientes que ingressam nos corpos hídricos. 1996). São exemplos do primeiro grupo de medidas as práticas que reduzem o aporte de nutrientes através de fontes externas. etc. infiltrado no solo. Os processos ecotecnológicos de tratamento são baseados na capacidade . a análise dos reservatórios quanto ao estado trófico só pode ser feita após o período transiente de estabilização pelo qual passam todos os reservatórios.

habitat para peixes. permitem o estabelecimento de um novo equilíbrio no ambiente. as técnicas existentes podem incluir uma ou mais das seguintes estratégias: desestratificação induzida. 1991). provocando trocas químicas entre os corpos de água e com a vantagem de que se trata de sistema natural de depuração (De Luca. remoção de sedimentos ou sua fixação. podendo ser utilizados para corrigir mananciais comprometidos ou prevenir o comprometimento de reservatórios estratégicos para o abastecimento. precipitação química de fosfatos. são cada vez menos recomendadas. remoção de nutrientes por biomassa planctônica. de maneira que toda a intervenção direta no manancial só é justificada como medida emergencial e. circulação de águas hipolimnéticas. O sistema é sustentado pela energia solar e tem a importante função de conservação genética. No caso de haver necessidade de medidas corretivas. algumas dessas alternativas podem resultar em efeitos adversos para o ecossistema aquático. mudança do potencial de oxirredução do fundo do lago. que pode resultar em elevação dos níveis de cobre na água e um comprometimento ainda maior no sedimento. aplicação de cal ou biomanipulação (De Luca. remoção de macrófitas. vida selvagem. sombreamento. uma vez introduzidas. aplicação de herbicidas ao plâncton. etc. tendo em vista as conseqüências que podem trazer.27 de auto-ajuste dos ecossistemas e da natureza e são opções que. a exemplo da precipitação química de fosfatos por CuSO4.). As zonas alagadiças possuem reconhecido valor pelo controle de cheias. diluição da descarga hipolimnética com águas de melhor qualidade. Logicamente. . transferência de nutrientes para a biomassa vegetal e animal. o banhado é acoplado ao ecossistema a ser protegido e funciona como um tratamento avançado. ainda assim. Normalmente. op cit. melhoria da qualidade da água para tratamento.

1971).). os minerais podem consistir de uma variedade de componentes. O Sapropel possui cor preta. e (4) erosão dos bancos.28 1. as principais fontes desses minerais são: (1) a ciclagem interna de sedimentos de fundo induzidas por convecção de massa e termal. De tato gelatinoso (como um gel). onde a contribuição alóctone é importante. o que resulta em odor característico (Naumann. 1931). que apresentam teores de matéria orgânica superiores a 10% em peso seco. op cit. op cit. possui maior teor de matéria orgânica e relação C/N (Hansen. incluindo poder sobre a agregação das partículas e estimulação da atividade microbiana. matéria orgânica e componentes biológicos. ação do vento ou bioturbação. consiste dos mesmos constituintes da Gyttja. Devido aos diferentes produtos gerados pela degradação da MO autóctone em meio oxidado ou reduzido. produzindo metano e gás sulfídrico. A presença de MO confere propriedades importantes ao ambiente aquático. respectivamente (Wetzel. O tipo “Dy” é marrom a marrom escuro. se autóctone ou alóctone. 1959). (2) escoamento superficial ou subsuperficial influenciado pelas práticas de manejo impostas na bacia. com o termo “Sapropel” correspondendo ao sedimento formado em condições reduzidas (Kukal. destacando-se a resistência às modificações de pH e efeitos sobre propriedades físicas e biológicas. (3) deposição aérea seca ou úmida. Dentre estes. o sedimento é o compartimento que apresenta maior concentração de nutrientes. entre outros. 1998). porém com maior quantidade de substâncias húmicas. Em função da origem dessa porção orgânica. como argilominerais. principalmente em lagos que são pobres em bases e com pH baixo (Lundqvist. especialmente os sedimentos orgânicos. A Tabela 3 .3. com maior teor de MO e relação C/N do que a Gyttja. É formado em lagos onde a condição anóxica permanece a maior parte do ano. carbonatos. São característicos de lagos pequenos e rasos.). composto pela mistura de fragmentos de plantas e plâncton. SEDIMENTOS AQUÁTICOS E INTERAÇÃO COM FOSFATO Os sedimentos aquáticos naturais são usualmente uma complexa mistura de minerais. a Gyttja pode ser subdividida. grãos de quartzo e mica. O termo Gyttja é utilizado para designar material orgânico finamente dividido. 1993). de cor cinza escuro a esverdeado. silicatos e óxidos. com pH em torno da neutralidade (Lundqvist. esqueletos de insetos e crustáceos. estes sedimentos podem ser classificados como “Gyttja” ou “Dy”. O sedimento tipo Gyttja consiste de uma lama hidratada. Em rios e lagos. 1927). espículas silicosas. particularmente durante eventos de cheia (House. Na maioria dos ecossistemas aquáticos lênticos. juntamente com pólen e esporos (Hansen.

com efeitos sobre a sedimentação das partículas (Chapra. Chapra. Os sedimentos orgânicos de origem autóctone normalmente estão associados a lagos e reservatórios eutrofizados. 1997). classificados de acordo com a origem da matéria orgânica. Kukal. enquanto a matéria orgânica alóctone resulta de contribuição externa. A quantidade de fosfato reciclado depende das condições físico-químicas do meio e da taxa de decomposição da matéria orgânica (Esteves. 1927. partículas orgânicas e inorgânicas também podem se aglomerar para formar agregados. 1931. As partículas alóctones tendem a ter uma vasta gama de tamanhos. flocos ou colônias. Naumann. o que contribui para a dissolução de minerais e influencia diretamente a floculação ou sedimentação das partículas (Arboleda Valencia. Wetzel. . A Figura 3 demonstra uma variedade de tamanhos de partículas que podem ser encontradas em águas naturais. em função da sua origem a partir de bactérias e organismos unicelulares planctônicos. 1993). O conteúdo de fósforo disponível pode ser baixo nos ecossistemas oligotróficos e aumentar conforme o grau de trofia. Tabela 3: Classificação de sedimentos orgânicos segundo a origem da matéria orgânica Gyttja Gyttja Predominantemente Autóctone Cinza escuro a esverdeado Baixo conteúdo orgânico Baixa relação C/N pH em torno da neutralidade Bem oxigenado Sapropel Predominantemente Autóctone Preto e malcheiroso Alto conteúdo orgânico Alta relação C/N pH em torno da neutralidade Anóxico Marrom Mais alto conteúdo orgânico Mais alta relação C/N pH baixo -xDy Predominantemente Alóctone (Fontes: Lundqvist. Partículas coloidais podem ser de natureza orgânica ou inorgânica e possuem em comum o fato de apresentarem carga elétrica superficial. 1998). resultado da sedimentação de algas mortas.29 apresenta resumidamente as principais características dos tipos de sedimentos orgânicos apresentados. enquanto as partículas autóctones normalmente encontram-se num intervalo de tamanho inferior. Entretanto. 1973. 1971. 1997).

1998). e influência na cinética de liberação e captura (House. Al e Mn possuem grande importância por sua afinidade por alguns compostos. variscita. química e biológica. Os sedimentos incorporam importantes subsídios para o entendimento dos processos de transferência no ambiente aquático. planctônico. definida como adsorção. Os sedimentos depositados no fundo dos ambientes aquáticos constituem verdadeiros arquivos de informações de natureza física. 1970). 2004). 1997). Possuem o papel efetivo não só de acumular ou estocar espécies nutrientes e contaminantes. é uma das formas através das quais os elementos podem ser imobilizados na fase sólida. mas também de intercambiar tais espécies com a coluna de água. uma vez que as camadas são depositadas temporal e seqüencialmente (Mozeto. PO4-quelatos. que formam compostos com diversos cátions divalentes. As formas aquáticas do P envolvem sólidos minerais (apatita. como os pirofosfatos. entre os quais o fosfato. PO43--inositol) e orgânicas (material celular bacteriano. As formas pouco solúveis podem ser orgânicas.30 Figura 3: Tamanhos das partículas em águas naturais. entre eles Mn2+. Ca2+ e Mg2+ (Stumm & Morgan. A transferência de íons ou moléculas da solução para a fase sólida. onde as superfícies dos argilominerais e os óxidos e hidróxidos de Fe. . fases mistas (PO4-argilas. (Fonte: Modificado de Chapra. PO4-oxihidróxidos metálicos. detritos de plantas e proteínas). strengita).

é geralmente responsável por manter o pH da água em torno da neutralidade.3. . [C] e [D] . A Eq. A constante de dissociação ácida (Ka) representada por pKa (pKa = -log Ka) corresponde a acidicidade do composto. a posição de equilíbrio dos outros ácidos ou bases fracos é determinada pelo nível de H+ ou OH. Nesta situação. O H3PO4 é um ácido poliprótico fraco. e K constante de equilíbrio (pK = -log K). (Fonte: Stumm & Morgan.3. sendo que um deles normalmente apresenta uma contribuição dominante para a concentração de íons hidrogênio (ou hidróxido). estão presentes vários ácidos ou bases. pK = 7. pKa2 = 7.2 e pKa3 = 12.31 1. Quanto maior o valor de pKa.concentrações dos produtos. 10 demonstra como é obtida a constante de equilíbrio (K) de uma dada reação: K= [C ]c [D]d [A]a [B ]b (10) Onde: [A] e [B] . Equilíbrio do fosfato em ecossistemas aquáticos Em águas naturais. que dissociado na forma de bicarbonato (HCO3-. mais fraca será a propriedade acídica do composto (Figura 4).1. cujas constantes de dissociação são pKa1 = 2. O equilíbrio ácido-base do sistema de carbonatos controla o pH dos ambientes aquáticos naturais.do processo dominante.1. O ácido carbônico (H2CO3) é um ácido poliprótico fraco. 1970).3).concentrações dos reagentes. Figura 4: Efeitos do pH nas formas de fósforo em águas.

e HPO42-. A solubilidade mínima do AlPO4 (s) é 30 μg L-1 a pH 5.32 O pH determina a distribuição das espécies de fósforo em solução. Stumm & Morgan (1970) demonstram que FePO4(s) é mais solúvel que AlPO4(s). demonstrando que a complexação é significativa nessa situação (Stumm & Morgan. A hidroxiapatita reage com água formando complexos superficiais em equilíbrio metaestável com a solução. Num nível de Ca2+ de 100 mg L-1. (Fonte: Stumm & Morgan. 1970). destacam-se o Ca2+.L-1. o equilíbrio máximo baixa para 1μg. Para o FePO4. Entre os íons maiores que formam fases estáveis com o P. o fosfato solúvel é limitado a 10 μg L-1. 1970). A Figura 5 demonstra que a solubilidade da hidroxiapatita CaOH(PO4)3(s) é menor que da apatita CaHPO4(s). que se encontram amplamente distribuídos em solução em condições de pH em torno da neutralidade (6 – 7) (Stumm & Morgan. a menos que em sedimentos carbonáticos e que exista Ca2+ em solução e excesso. O ambiente aquático natural favorece a presença dos íons H2PO4. A presença de fosfato solúvel não deve ser controlada pelo Ca2+. 10 μg L-1 a pH 6 e 300 μg L-1 a pH 7. Al e Ca nas formas de P em águas. Numa água hipotética com hidroxiapatita e 40 mg L-1 de Ca2+ a pH 7. Figura 5: Efeitos do pH. a formação de complexos e os processos de sorção de fósforo. Com relação ao Fe e Al. 1970). ou seja. Fe2+ e Al3+. controla a solubilidade. a solubilidade mínima é 100 μg L-1 a pH 5 e 1000 μg L-1 a pH 6 (Figura 5). Fe. .

Entretanto. A abundância de manganês (Mn) nesses ambientes é muitas vezes maior que a relação média de Fe:Mn (50:1) na crosta continental. a precipitação de hidroxiapatita não deve ser o processo dominante em lagos e reservatórios (Stumm & Morgan. De maneira similar ao pH.5. Ca2+. 1994). ocorre transferência de elétrons entre os reagentes. As reações de redução e oxidação de elétrons (reações redox) termodinamicamente possíveis são aquelas que produzem energia (Stumm & Morgan. 1975.é muito maior que a do Fe3+. Conhecendose a posição de equilíbrio do processo dominante. a precipitação com fosfatos condensados não é esperada. 1981).pela coordenação do Mn4+ (Stumm & Morgan.33 Estudos mostram que a liberação de P aumenta com o acréscimo do pH até em torno de 9. Nas reações de oxirredução. O elétron doador (Dn) perde n elétrons (e-) e é oxidado enquanto que o elétron receptor (Rn) ganha n elétrons e é reduzido: Dn + Rn = Dn+ + Rn(11) . Como as condições de pH normalmente verificadas em águas naturais se situam em torno da neutralidade e tendem a ser ligeiramente ácidas. Alguma contribuição para o PO4 solúvel total poderia ser também oriunda de cátions divalentes (Mn2+. 2004). mas como a afinidade do Mn4+ pela OH. Estes fatos são atribuídos a dois processos distintos: 1) dessorção de P de óxidos e hidróxidos devido à troca por OH-. pode-se chegar à posição de equilíbrio das outras reações (Baird. dificilmente dentro do intervalo de pH das águas naturais outros ligantes orgânicos ou inorgânicos possam competir com OH. em virtude dos níveis de Mg2+ e Ca2+ usualmente encontrados em rios e lagos. uma das reações de equilíbrio redox é a dominante e determina a disponibilidade de elétrons para a ocorrência simultânea das outras reações redox. que formam precipitados com pirofosfatos. 1970). o baixo pH favorece a adsorção de ânions (McBride. 2002). acima do qual começa a decrescer em solução. A menos que em ambientes calcários ou condições francamente alcalinas de pH. a formação de complexos entre PO4 e Fe ou Al é favorecida. Do ponto de vista termodinâmico. e 2) precipitação de P como hidroxiapatita (Andersen. A precipitação de PO4 de Fe e Al e a adsorção de PO4 em polifosfatos em óxidos e hidróxidos provavelmente constituem os principais mecanismos responsáveis pela retenção de fósforo nos sedimentos (Stumm & Morgan. Mg2+). Fisher & Wood. 1970). 1970).

ΔG°f. produtos . T – temperatura em Kelvin.energia livre de formação para reagentes no estado padrão. produz energia transformando os reagentes em produtos. a reação não é espontânea. Se ΔG° > 0.∑ΔG°f. produtos . a variação de energia livre da reação (ΔG) é dada pela equação: ΔG = ΔG° + RT ln Q (13) Onde: ΔG – variação de energia livre da reação em condições diferentes do padrão. ΔG°f. 1 atm e atividade de todos os íons envolvidos {i} = 1). a reação é espontânea. Q – quociente da reação de equilíbrio. a quantidade de energia produzida dependerá dos elétrons doadores e receptores utilizados. considerando pressão e temperatura constantes: ΔG° = ∑ ΔG°f. ΔG = 0. então a partir da condição padrão de formação do H2(g). se estabelece a relação: . podendo ser quantificada pela reação de energia livre de Gibbs. reagentes (12) Onde: ΔG° – variação de energia livre da reação no estado padrão (expresso em J/mol). Com relação à quantidade de energia livre que é consumida ou produzida durante o curso de uma reação. R – constante dos gases. o sistema está em equilíbrio.34 Conforme Snoeyink & Jenkins (1980). havendo necessidade de introduzir energia no sistema. reagentes . se ΔG° < 0. Q= [C ]c [D]d [A]a [B]b (14) Quando a razão (Q) é idêntica à constante de equilíbrio (K). ΔG° = 0 e E° = 0. maior será a constante de equilíbrio (K). Como tanto a variação de energia livre ΔG° quanto os potenciais de meia-reação são medidos em referência à meia-célula unitária de H+. então. nas condições padrão de formação: ΔG° = .energia livre de formação de produtos no estado padrão.RT ln K (15) Quanto mais negativo for o ΔG°. Para condição diferente do padrão (25ºC.

E diferença de potencial. se caracterizam por baixa solubilidade. O efeito da concentração (ou atividade) de reagentes e produtos pode ser obtido através de uma relação quantitativa entre o potencial e a atividade dos íons. dado pela Equação de Nerst. Como o fosfato ocorre em baixas concentrações. ln K ⎝ nF ⎠ (17) No ambiente natural. n – número de elétrons envolvidos na reação. conhecendo as condições de pH e oxirredução da interface água-sedimento. e nF representa a quantidade de carga que é transportada por uma diferença de potencial de E volts. precipitação e acumulação) são inter-relacionadas e interdependentes com outros componentes que possuem uma distribuição mais ampla em águas naturais. da mesma forma que para o ΔG = 0. No equilíbrio (Q = K). 1970). 2005). ⎛ 0. em suas formas oxidadas. A adsorção de P em óxidos de Fe depende fortemente da condição redox. log Q ⎝ n ⎠ (16) Onde: E é o potencial da célula como função do quociente da reação (Q).35 ΔG° = -nF E° ou ΔG = -nF E Onde: E° . que reflete o sentido em que as reações redox são favorecidas. distribuição. A variação de energia livre (ΔG°) e o potencial elétrico (E°) possuem sinais opostos e a reação é espontânea se o potencial da reação for positivo. dificilmente o equilíbrio é alcançado e as medidas fornecem um potencial misto. quando E = 0: ⎛ RT ⎞ E° = ⎜ ⎟. suas transformações aquáticas (dissolução.diferença de potencial padrão de formação (volts). principalmente o Fe (Stumm & Morgan. F – constante de Faraday (= carga por mol de elétrons ou por equivalente). Entretanto. transporte. pois os íons metálicos.059 ⎞ E = E° − ⎜ ⎟. juntamente com a condutividade elétrica e as atividades dos íons maiores em solução. formando . é possível calcular a distância dos potencias medidos ao potencial de equilíbrio (calculado) (Helmke.

tais como polissacarídeos e ácidos fúlvicos (House. pH. óxidos e hidróxidos. Já em condições de anoxia (ausência de oxigênio livre). óxidos e hidróxidos. podendo ser subdivididos em grupos de fases químicas. 1991). A composição superficial dos minerais é influenciada pela exposição ao ambiente aquático. ou em grupos de mecanismos químicos identificados pelo tipo de associação existente entre os elementos e os substratos.. adsorção e troca de íons. Al3+ e Ca2+ (Stumm & Morgan. conforme a atuação dessas condições no tempo. São exemplos dos efeitos dessa exposição a coprecipitação de PO4 com calcita em águas duras e a precipitação de fosfatos de ferro amorfo na presença de coatings de Fe-Mn (House. 1991). Moore et al. tais como adsorção. das condições ambientais a que são submetidos (T. precipitação. etc. com o desenvolvimento de regiões heterogêneas e a precipitação de carbonatos. onde o controle abiótico é exercido pelas interações químicas entre o fosfato e íons como Fe3+. matéria orgânica. etc. (Horowitz. tais como carbonatos. solubilidade. 1.3.36 precipitados ou complexos que apresentam forte capacidade de adsorver espécies fosfatadas (HPO42-. reações de troca ou sorção de solutos e materiais poliméricos. OD. conduzindo a interfaces complexas entre coatings. ligações organometálicas. argilominerais. Agregados muito pequenos (< 1mm) representam um intervalo granulométrico onde se encontram partículas muito finas cimentadas por óxidos e hidróxidos de Fe e Mn. Substratos geoquímicos O termo ‘substrato geoquímico’ é utilizado para designar os componentes químicos encontrados nos sedimentos aquáticos.2. entre outros substratos (Horowitz. . coprecipitados e material organicamente derivado. A Figura 6 representa a superfície de uma partícula agregada. o potencial redox favorece a solubilização de elementos metálicos (Fe e Mn) e a liberação de P retido naquelas estruturas para a água intersticial (Baccini. incorporação em cristais. H2PO4-). 1970). separados e identificados de acordo com o tipo de associação que fazem com os elementos químicos. 1998). silicatos. A variabilidade natural dos substratos. 1991). 1985. ligados por coatings de matéria orgânica. 1998). A concentração de fosfato na água sobrejacente ao sedimento é regulada pelo equilíbrio entre o consumo biológico. Eh) e a suíte microbiológica atuando sobre eles conduzem a diversos cenários possíveis e mutáveis.. precipitados sólidos. formação de biofilme iniciado pelo ataque de bactérias.

Os ácidos húmicos podem decompor rapidamente muitos sulfetos. hidróxidos e alofanos possuem um grande número de valências terminais não satisfeitas e alta capacidade de adsorção devido à presença de sítios superficiais específicos para a adsorção de elementos-traço.37 Figura 6: Representação da complexidade de uma partícula mineral agregada após exposição à água natural. 1991). 1998). Em geral. incluindo cátions e elementos de transição (McBride. os substratos geoquímicos possuem maior capacidade de concentrar elementostraço quanto mais elevados os atributos. Reações químicas superficiais são extremamente importantes na interação entre os solutos e os sedimentos aquáticos. como área superficial específica. Existe uma forte correlação positiva entre o decréscimo do tamanho de grão e o aumento das concentrações de elementos-traço (Horowitz. 1994). óxidos e carbonatos. incluindo muitos cátions (House. Por causa da desordem estrutural. (Fonte: modificado de House. O ataque prolongado por ácidos húmicos e fúlvicos pode resultar na extração de vários elementos. matéria orgânica. capacidade de troca de cátions e carga superficial líquida. óxidos. 1998). .

. e iii) adsorção preferencial. 1975). se comportando como moléculas independentes (Santos. 1979).3. O modelo físico utilizado para explicar o comportamento das partículas eletricamente carregadas em solução considera que as partículas coloidais são rodeadas por uma dupla camada elétrica que interage com uma fase aquosa. demonstrou a coexistência das duas camadas. As moléculas de água em contato com a superfície de um cristal tendem a orientar a porção negativa do dipolo em relação ao íon positivo e a porção positiva em relação ao íon negativo. onde o potencial cai rapidamente na camada aderida e lentamente na camada difusa (Arboleda Valencia. Isso provoca o enfraquecimento das forças entre os íons do cristal. A atração eletrostática tende a arrastar os íons para a superfície trocadora e a difusão os repele para onde sua concentração é menor. onde se estabeleceria um potencial elétrico. os íons de carga idêntica são repelidos pela superfície de troca e as mesmas forças atuam sobre eles. Desenvolvimento de cargas em partículas coloidais A maioria das propriedades responsáveis pela interação entre sólidos e espécies dissolvidas está.). Entretanto. quando perceberam que a agitação térmica do líquido tende a separar os ‘contra-íons’ da superfície do colóide e formar uma camada difusa ao redor da partícula. e as concentrações dos cátions são iguais às dos ânions. A densidade de íons atraídos cresce na direção da superfície de troca. porém. ligada ao balanço de cargas elétricas na superfície das partículas (Fontes et al. As substituições isomórficas estão relacionadas à origem das cargas elétricas superficiais em argilominerais.. e a adsorção preferencial é devida à quimiossorção (Arboleda Valencia. a ionização origina-se a partir dos grupos funcionais de superfície (carboxilas. 1973). A distância da superfície onde as forças de atração e repulsão se igualam. formando uma camada aderida. etc. onde ficam em movimento aleatório. foi Stern que em 1924. é chamada de ‘espessura da camada difusa’ (Oliveira. A origem das cargas elétricas das partículas em solução pode ser explicada por três causas principais: i) substituição isomórfica. uma aderida à superfície da partícula e outra difusa ao redor do colóide. A estrutura da dupla camada iônica é propiciada por dois fenômenos: atração eletrostática e difusão.38 1. Ao mesmo tempo. 2001). onde o potencial cai lentamente e se prolonga até uma dada distância dentro do líquido.2. ii) ionização. em sentido contrário. direta ou indiretamente. A existência de uma camada difusa foi proposta por Gouy (1910) e Chapman (1913). de modo que os íons hidratados podem se libertar do cristal e passar para a solução. 1973). Helmholtz (1879) supôs que a superfície dos colóides negativos atrairia tantos íons positivos quantos fossem necessários para neutralizar sua carga.1. hidroxilas.

1966). que é o argilomineral mais frequentemente encontrado na natureza. que pode se tornar importante quando atinge tamanho pequeno suficiente para compor a fração argila dos solos (= que corresponde à fração ≤ 2μm) (Deer et. Os argilominerais não expansíveis apresentam carga permanente mais reduzida. serão brevemente definidos dois tipos de cargas elétricas superficiais: permanentes e dependentes de pH. especialmente as esmectitas e vermiculitas. sendo o único que se pode medir com certa precisão. entre eles.. com a diminuição do potencial dada por uma distribuição de Poisson (Sparks. também chamada de potencial zeta. Dentre os minerais primários. que possuem elevada capacidade de troca de cátions (CTC). durante a formação nos secundários ou por herança dos minerais primários (Gast. já que não se pode separar o colóide dos contra-íons que o rodeiam (Horowitz. 1991).39 Num conceito mais moderno. é a carga superficial variável do colóide. o mais abundante é a caulinita. 1995). Os minerais que apresentam carga permanente mais expressiva são os argilominerais expansíveis (2:1). por substituições isomórficas (= que não alteram a estrutura básica do mineral). 1977). Cargas dependentes de pH A matéria orgânica e alguns minerais possuem grupos funcionais de superfície que lhes conferem a possibilidade de apresentar cargas positivas ou negativas. A diferença de potencial entre a camada que se move com a partícula (e que é parte integral dela) e a solução na camada difusa. A carga permanente ocorre devido às substituições de íons em sua estrutura por íons de menor valência e tamanho iônico (Al3+ → Si4+ e Mg2+ →Al3+). e se manifestam em qualquer pH. conforme o pH do meio. o que leva a um déficit de carga positiva na estrutura cristalina e à manifestação de carga negativa na superfície do colóide Essas substituições se originam ainda na diferenciação magmática dos minerais primários. os íons adsorvidos estão dispostos em duas camadas: uma onde os íons estão rigidamente ligados à superfície do argilomineral (camada de Stern) e outra camada difusa que começa a certa distância. A seguir. al. Cargas permanentes Cargas permanentes são originadas nos argilominerais quando da sua formação. Os grupos funcionais de superfície são unidades moleculares superficiais dos sólidos presentes na . Este potencial se situa no plano de cisalha. destaca-se a mica.

óxidos. na dependência do pH. Al e Fe localizados na superfície de minerais. conforme o pH do meio (Sposito. são criadas as cargas positivas ou negativas. 1992).40 solução. Devido à insuficiência de elétrons em sua composição. como caulinita. os grupamentos hidroxila podem estar ligados a um. por protonação ou desprotonação do grupo hidroxila. dupla e tripla. Uma característica essencial à formação e desenvolvimento de carga nos colóides de carga variável é a possibilidade de hidroxilação da sua superfície. Na MO. completam sua camada de coordenação com íons hidroxila tornando toda a superfície hidroxilada (Stumm. íons como Si. Os minerais mais importantes apresentando essa característica são aluminossilicatos não cristalinos (alofanos). dois ou até três metais na estrutura do mineral. responsáveis pelas cargas elétricas dependentes de pH. 1989). Figura 7: Grupos funcionais hidroxil e sítio ácido de Lewis em caulinita. exposta nas superfícies externas dos argilominerais. o principal grupo funcional é o carboxil (-COOH). Nestes minerais. Como a energia de ligação do íon H+ com a MO é muito mais fraca do que com os grupos funcionais dos argilominerais e dos óxidos. Al e Mn e as arestas quebradas dos argilominerais. eles atuam como Ácidos de Lewis. respectivamente. implicando em energias crescentes nas associações de hidroxilas de coordenação simples. hidróxidos e oxihidróxidos de Fe. que se liga a um íon metálico (McBride. a MO dissocia seus íons mais facilmente. criando cargas negativas a . Nessa camada hidroxilada. Na presença de água. que possuem a capacidade de perder ou receber íons H+ (dissociação ou protonação). Al e Mn (Figura 7). Todos estes minerais apresentam um tipo específico de sítio de adsorção: uma valência terminal não satisfeita (OH ou H2O). que devido à sua capacidade de dissociação ou protonação. pode representar uma fonte de H+ para o meio. 1994). goethita e gibbsita. O mais reativo e abundante grupo funcional inorgânico é a hidroxila (OH-). 1989). (Fonte: modificado de Sposito. óxidos e hidróxidos de Fe. hematita.

Ponto de carga zero e potencial zeta Cada partícula num meio aquoso.carga complexada como esfera-interna. σEI . Caulinita.3. e a carga líquida total da fase sólida (σT) também é nula (Hendershot & Lavkulich. precisa ser balanceada através dos íons que se encontram na camada difusa e. mas o sedimento tende a ser eletricamente neutro.carga complexada como esfera-externa. hematita e gibbsita são os principais minerais a apresentarem essa característica (Fontes et al. A carga líquida total (σT). 1. σH . goethita. o que confere a MO o papel de fonte de cargas elétricas principalmente negativas para o meio (Meurer et al. e σEE . 1978). O . As partículas podem apresentar carga elétrica. As superfícies de carga variável apresentam carga superficial líquida determinada pelos íons que estão adsorvidos em excesso. A diferença de potencial entre essas duas camadas. quando exposta a um eletrólito ou detergente. 1962).2. sendo determinado pelo valor de atividade dos íons determinantes de potencial na fase sólida (Parks & Bruyn. possui uma carga elétrica superficial que origina uma dupla camada iônica. uma na superfície da partícula e outra difusa no solvente. A carga líquida total da fase sólida (σT) pode ser matematicamente expressa como: σT = σ0 + σH + σEI + σEE (18) Onde: σ0 .. O ponto de cara zero (PCZ) pode ser definido como o valor de pH no qual a carga líquida superficial de um sistema reversível de dupla camada é zero. denominada potencial eletrocinético (ou potencial zeta).carga estrutural permanente. sendo as substâncias adsorvidas de sinal oposto. 2001). quando não é zero. 1977). onde os prótons na camada difusa não estão incluídos. A carga líquida de prótons (σH) é a diferença entre moles de prótons (qH) e moles de hidroxilas (qOH) complexados pelos grupos funcionais superficiais (σH = qH – qOH). é o fator que dá estabilidade aos colóides ‘liofóbicos’ (= cuja carga estabilizadora provém de eletrólitos). essa carga superficial dissociada (σD). 2004). é o que balança a σT.2.carga líquida de prótons. Neste ponto..41 partir do pH 3. o potencial elétrico superficial é nulo (Laverdière & Weaver.

que aparecem em suas superfícies. σEE) e a própria σT. 2001). na ausência de adsorção específica na camada de Stern. os .. 1989) A condição do PCZ pode ser obtida experimentalmente. Para um eletrólito indiferente.42 balanço de cargas é alcançado quando o somatório da carga líquida total e dissociada resultam em zero (σT + σD = 0) (Sposito. por um valor de pH no qual as partículas da suspensão não se movem num campo elétrico aplicado. 1962).. Uehara & Gillman (1980) definiram o PIE como o pH no qual a carga líquida no plano que separa a dupla camada difusa da camada de Stern é zero. 1998). 1989). por isso. Quando o pH está abaixo do PCZ das partículas. Este ponto aparece quando o valor da densidade de cargas dissociadas é zero. 2001). e corresponde ao ponto de solubilidade mínima de um sólido em equilíbrio com a solução (Parks & Bruyn. ou como o pH no qual o potencial zeta é zero (Singh & Uehara. sendo um importante atributo da química coloidal que pode ser confundido com o PCZ. podem ser positivas. Maior importância deve ser dada ao conceito de PCZ quando existe a predominância de cargas variáveis (Fontes et al. ou quando ocorre a decantação. A variação dos valores de PCZ dos minerais parece depender essencialmente da natureza acídica dos diversos grupamentos OH. A Tabela 4 resume as condições de definição de alguns pontos de cargas zero. se recorre às constantes de dissociação ácida (Ka) para descrever as reações de protonação e desprotonação das superfícies minerais e explicar a variação do PCZ dos diferentes minerais (Fontes et al. negativas ou zero. σEI. A carga estrutural permanente (σ0) é sempre negativa. o PIE é o mesmo que o PCZ para um sistema de cargas variáveis puro. ou ponto isoelétrico (σD = 0). É importante notar que a soma de σ0 + σH corresponde à carga superficial intrínseca da fase sólida. enquanto que as demais cargas (σH. Tabela 4: Condição de definição de alguns pontos de carga zero Símbolo PCZ PCLPZ PCLZ Nome Ponto de Carga Zero Ponto de Carga Líquida de Prótons Zero Ponto de Carga Líquida Zero Condição de Definição σP = 0 σH = 0 σEI + σEE + σD = 0 (Fonte: Sposito. O ponto isoelétrico (PIE) é o valor de pH no qual o somatório dos produtos das valências dos cátions por suas respectivas atividades na solução é igual ao somatório do mesmo produto para os ânions.

0 8. 1989. enquanto que os óxidos de δ-MnO2 (PCZ = 2-3) dificilmente aceitam outros ligantes que não a OH. Entre o Fe e o Mn. Meurer et al. que atraem P numa ampla faixa de pH em solos e ambientes aquáticos. Mn e Al como grande responsável pela limitação da produtividade primária agrícola.na coordenação do Mn4+ (Stumm & Morgan. Nos sedimentos . em virtude dos solos predominantemente ácidos. 1970). 1994. atraindo cátions.8 6.. conforme o esquema: pH baixo. os minerais ficam carregados negativamente.5 7.2 Material α-Al2O3 α-Al(OH)3 γ-AlOOH Caulinita Montmorilonita Gibbsita PCZ 9. o que limita a sua disponibilidade.6 2. atraindo ânions.5 (Fonte: Sparks.2 4. referente ao PCZ dos constituintes minerais e orgânicos presentes. 1999). atraindo ânions como o fosfato.5 6. Novais & Smith. Conforme comentado anteriormente. 1995. aumenta [H+] minerais carregados + atraem ânions pH alto. McBride. Uma das razões está relacionada ao ponto de carga zero (PCZ) da maioria dos óxidos ser alto (Tabela 5).1 5. aumenta [OH-] minerais carregados atraem cátions PCZ ↔ Nas regiões tropicais e subtropicais. devido à deficiência de fósforo disponível (Sposito. nos solos ácidos as superfícies destes minerais estão carregadas positivamente. com o pH acima do PCZ das partículas.5 2. a afinidade do P é maior com o Fe devido ao ponto de carga zero mais alto dos óxidos férricos (PCZ = 6-8). diversos estudos apontam à adsorção de fosfato em óxidos e hidróxidos de Fe.8 7. 2004).8 – 9.43 minerais ficam carregados positivamente. A proporção de cargas elétricas negativas e positivas na fase sólida está condicionada ao pH do meio. Ao contrário.7 8. Tabela 5: Valores de ponto de carga zero (PCZ) de alguns minerais Material Goethita (α-FeOOH) Hematita (α-Fe2O3) Fe(OH)3 amorfo Fe3O4 δ-MnO2 β-MnO2 PCZ 7.

E muitos estudos têm sido conduzidos no sentido de reconhecer a mineralogia e as propriedades superficiais dos óxidos e hidróxidos de Fe e Al. com distância basal fixa entre as bases das camadas. A forma rígida com que os cátions e ânions ficam retidos nas superfícies externas das partículas argilominerais permite que eles entrem em reação química com compostos orgânicos. capazes de atrair ânions como o fosfato por meio de troca de ligantes ou pontes de cátions. dando origem a grupos funcionais específicos. unidas por ligações eletrostáticas (pontes de hidrogênio). é constituída por moléculas orientadas de água. A estrutura cristalina básica (1:1) é formada pelo empilhamento regular de camadas de tetraedros de SiO4 (camada siloxana) e octaedros de Al2(OH)6 (camada gibbsítica) (Figura 8). carbonil. diminuindo o potencial de atração de ânions de algumas dessas superfícies.2. 2008). mas por apresentarem uma estrutura básica comum. 2000. etc. Existe uma grande variedade de grupos funcionais nos sedimentos aquáticos. que lhes confere características e propriedades peculiares. presentes na superfície dos óxidos e da matéria orgânica. cuja espessura e estabilidade dependem da estrutura cristalina do argilomineral. Argilominerais Os argilominerais constituem um grupo de minerais composto essencialmente de silicatos de alumínio hidratados. Os grupos funcionais que assumem maior importância em função da sua abundância são hidroxil (OH-) e carboxil (COO-). A superfície externa dos argilominerais. da natureza dos cátions e ânions adsorvidos e da presença de matéria orgânica.44 orgânicos dos ambientes aquáticos lênticos.. em particular as superfícies paralelas aos planos basais dos cristais.3. como se verá adiante.3. a matéria orgânica tende a manter o pH em torno da neutralidade. entre os quais inorgânicos (superfície siloxana e grupos hidroxil) e orgânicos (carboxil. Sposito. que determinam . fenólicos.). mais próximo ao PCZ dos óxidos. 1. 2001). caracterizados não somente pelas diminutas dimensões. respectivamente (McBride. entretanto. Fases minerais e grupos funcionais onde o P pode ser retido Os grupos funcionais superficiais presentes nos sedimentos assumem grande importância nos processos de sorção de fosfato. a caulinita também possui reconhecida capacidade de adsorção de fosfato (Fontes et al.

. são . onde ânions podem ser adsorvidos. formada por duas faces maiores com cargas negativas. Entretanto. Célula Unitária Camada Figura 8: Estrutura das células unitárias e das camadas de tetraedros e octaedros. A caulinita é um argilomineral muito comum nos ambientes aquáticos e. tais como viscosidade. Não é expansiva e praticamente não existem substituições por cátions dentro da estrutura cristalina. por hidroxilas (octaedros de Al). Os sítios representados pelas arestas das lâminas de caulinita. 1975).(Santos. a superior recoberta por oxigênios (tetraedros de Si) e a inferior.45 propriedades importantes para o ambiente aquático. a qual é praticamente neutra. apesar da baixa CTC comparada a outros argilominerais. há quantidades pequenas de vários íons que podem entrar em substituição nas faces. e estrutural 1:1. al. Daí vem a grande importância da caulinita para a fixação de fosfatos (Deer et. 1966). mais especificamente a superfície lateral AlOH das lâminas octaedrais. A caulinita possui a fórmula química básica Al4Si4O10(OH)8. (Fonte: modificado de Sposito. Sua ocorrência mais comum é como agregados lamelares. tixotropia (transformação sol-gel) e poder ligante. sua capacidade de troca aniônica (CTA) é relevante e pode ser atribuída à presença de cargas positivas nas faces laterais (arestas). resultando em reduzida carga permanente negativa na superfície basal SiO44. 1989).

3 (Tabela 6). que por ser distinta.46 ocupados por grupos funcionais hidroxila (OH-). 1974. Tabela 6: Reações de ionização superficial da caulinita e gibbsita e as constantes de dissociação ácida citadas na literatura Reação AlOH2+ = AlOH + H+ MOH2 = MOH + H + + Superfície mineral Caulinita . A importância dessas características está relacionada ao pKa de dissociação dessas superfícies. Entretanto. Como a carga variável é dependente do pH da solução e das reações de complexação. resulta em diferentes condições para adsorção ou dessorção. esta se tornando mais importante quando a solução é concentrada. que devido à adsorção ou dissociação de íons H+. Nas . com a combinação de sítios SiOH e AlOH e pK = 6. quando comparadas à caulinita padrão. Singh & Gilkes (1992) mostraram que as caulinitas pobremente cristalizadas apresentam propriedades como maior superfície específica. A maioria dos autores admite que a fixação de ânions como fosfato em caulinita acontece apenas nas arestas quebradas (Russel et al.0). a superfície siloxana e a aresta do cristal.Gibbsita basal Caulinita . o que pode favorecer o aumento da adsorção. são três as superfícies principais que podem ser identificadas na caulinita: a superfície gibbsítica (onde pK ≈ 4. 1975. Parfitt et al.00 AlOH2+ = AlOH + H+ (Fonte: modificado de House. as propriedades elétricas superficiais podem ser úteis na previsão das interações com solutos. Fontes 1996). as arestas contribuem com < 20% da área superficial dos cristais e então. que se faz ainda maior em caulinitas e gibbsitas no ambiente natural.04 6. a carga negativa na face plana é muito maior que a carga positiva da aresta. 1998). dependentes de pH (Fontes et al..SiOH/AlOH arestas Gibbsita arestas pKa 4.31 10. White & Zelasny (1986) destacam a importância das faces laterais como locais de carga variável. são capazes de apresentar cargas positivas ou negativas... O grau de ionização da molécula é determinado pela constante de dissociação termodinâmica e pela força iônica da solução. mas alguns admitem que também possa acontecer nas faces (Hsu.L-1. Portanto. A principal razão para a suspeita é que apenas as bordas não seriam suficientes para explicar a adsorção em torno de 40 meq. 1989). 2001). desconsiderando o pH. Usualmente.

Hidróxidos e Oxihidróxidos Óxidos de alumínio. coatings ou como gel (Sparks. Existe forte ligação Al-OHAl dentro da lâmina dioctaédrica e relativamente fraca ligação de pontes hidrogeniônicas entre as lâminas. responsáveis pela complexação. 1989). Estruturalmente. pela maior presença de hidroxilas de coordenação simples (Fontes et al. fazendo com que cada hidroxila seja dividida por dois átomos de Al (Hsu. 2001). + . distribuídos em anéis hexagonais. Com o pKa de dissociação da gibbsita se situa num valor de pH 10. onde o pKa de dissociação mais elevado (6. localizados nas bordas.31) permite à sorção de íons hidrogênio a estas superfícies e que elas atraiam ânions em condições ácidas até quase neutras de pH. O termo geral ‘óxidos’ se refere aos óxidos. ferro e manganês são muito importantes para a química aquática. amorfos. que aparece em 2/3 dos espaços octaédricos. podendo existir como cristais criptocristalinos (diminutos). 1996). White & Zelazny (1986) relatam que a face (001) não é carregada e as outras possuem estrutura na qual um a cada dois átomos de alumínio superficiais apresentam dois grupamentos hidroxila de coordenação simples. A gibbsita (Al(OH)3) é um óxido não silicatado de alumínio. cada Al compartilha seis hidroxilas com outros três átomos de Al.0 (Tabela 5). apresentem condições para atrair fosfatos em um amplo intervalo de pH (House. Óxidos.. pois mesmo não sendo encontrados em grandes quantidades. 1995). Cristais de gibbsita encontrados em solos brasileiros apresentaram morfologia subarredondada (Mesquita-Filho & Torrent. a adsorção pode ocorrer principalmente na superfície lateral AlOH das lâminas octaedrais (arestas). comum em solos tropicais e cuja contribuição para a adsorção de fosfato pode ser significativa.. É formado pelo empilhamento de uma unidade básica constituída por dois planos de hidroxila e empacotamento denso com o íon Al3+.47 caulinitas. 1998). O modelo estrutural proposto para a gibbsita permite supor que os íons Al3+. 1993) ou prismática (Netto. com isso. manifestarão sempre uma carga positiva de superfície (Goldberg et al. situação em que as bordas terão muito maior influência nas reações de superfície e desenvolvimento de carga. 1995). a sorção de H a estas superfícies permite que elas atraiam ânions em quase todo o intervalo de condições de pH normalmente verificado em águas naturais e. eles apresentam efeitos em muitos processos por causa da sua alta área superficial específica e reatividade. hidróxidos e óxidos hidratados (onde água não-estequiométrica está presente na estrutura).

1. com íons Fe3+ ocupando 2/3 dos sítios octaédricos e arranjados em correntes duplas dentro da mesma camada. 2001). sendo notado onde ocorre pela coloração amarela. onde os íons Fe3+ ocupam 2/3 dos sítios octaédricos. ii) dupla. coordenado por três íons Fe3+. mas é exposto na superfície. onde cada átomo de Fe é rodeado por seis átomos de O e cada O compartilhado por quatro íons Fe3+. Segundo Sposito (1989). exibem diferentes reatividades e somente o tipo i é capaz de protonar e dissociar prótons para complexar cátions (Sposito. 2000). e que apenas outras faces menos importantes teriam a possibilidade de sítios ativos para reações de superfície. o grupo hidroxila é o mesmo da estrutura interna do mineral. distinguidos pela coordenação dos grupos OH-. que apresenta apenas hidroxilas de coordenação dupla e que seria uma face relativamente inerte. em três tipos: i) simples. dois ou três átomos de ferro. Mecanismos de associação entre P e o sedimento aquático A acumulação de fosfato na interface de uma fase sólida. iii) tripla. a superfície sólida que o acumula é o adsorvente. .4. 1989). o íon oxigênio é coordenado por um Fe3+. onde é mais comum a ocorrência de cristais laminares ou isodimensionais (Fontes et al. mas não a única.. Estes três tipos de grupos OH-. e a molécula ou íon da solução e que pode ser adsorvida é chamada de adsortivo (Sparks. alofanos e imogolita adsorvem muito mais devido à sua grande área superficial específica e maior número de grupos funcionais de superfície (McBride. de coordenação com um. em quase todos os tipos de solos. White & Zelazny (1986) relatam que a face exposta mais importante é a (001). Sua estrutura consiste de átomos de oxigênio e hidroxila em empacotamento hexagonal compacto ao longo do eixo x.2. a hidratação favorece a transformação da hematita em ferridrita (Fe10O15. A adsorção é definida como a acumulação líquida de matéria na interface entre uma fase sólida e uma fase aquosa ou gasosa. formado por um empacotamento denso hexagonal. A goethita (FeOOH) é um oxihidróxido dos mais encontrados em solos de clima tropical. Sua morfologia hexagonal dificilmente se manifesta em solos.. definida como adsorção.de superfície. existem três tipos de grupos OH. o grupo hidroxila é formado da mesma maneira.9H2O). A hematita (Fe2O3) é um óxido de ferro. os minerais mal cristalizados como ferrihidrita. exceto que é coordenado a dois íons Fe3+. 1995). Em sua estrutura.48 Dentre os óxidos. A matéria que se acumula na interface em um arranjo bi-dimensional é chamada adsorvato. em solos sob condições de 100% de umidade. é uma das formas da qual o fosfato pode ser imobilizado na fase sólida. 2001).3. separadas por duas fileiras de sítios octaédricos vazios (Fontes et al.

Forças físicas e químicas podem estar envolvidas na adsorção de solutos em solução (Sparks. Os cátions (Na+. motivo pelo qual.49 Em soluções aquosas. muitas vezes se utiliza do termo mais genérico sorção para a interação entre espécies sólidas e dissolvidas. as reações são altamente específicas. o que conduz à primeira classificação: física (fisissorção ou physisorption). as moléculas são aderidas à superfície sólida por ligações do tipo Van der Waals. . o interesse nesse tipo de associação recai sobre as reações envolvendo fosfato e os grupos funcionais superficiais (Sparks. ou precipitação superficial (Sposito. 1999). Mg2+. Seja qual for o termo utilizado. Ca2+. NH4+. 2004). Os principais processos pelos quais os ânions são adsorvidos às partículas de solo são: complexação superficial e difusão. que são responsáveis pela Capacidade de Troca de Íons (CTI) com a solução (Sparks. 1999). ou química (quimissorção ou chemisorption). sorvente e sortivo. Quando o termo sorção é usado. a adsorção difere da precipitação por não incluir o desenvolvimento de uma estrutura molecular tridimensional. tal como acontece com o crescimento em uma superfície. O termo sorção é genericamente empregado para se referir aos diversos mecanismos de retenção de íons e moléculas pela fase sólida. que o sedimento pode ter. A complexação superficial pode ser de esfera-externa ou interna. 1988). que são forças moleculares relativamente fracas e não-específicas (Levine. K+. respectivamente (Sparks. a superfície sólida e a molécula ou íon da solução que pode ser sorvido são referidos como sorbato. 1988). é difícil distinguir quando termina a adsorção e começa a precipitação. ligações covalentes e pontes de hidrogênio. envolvem mecanismos como troca de ligantes. então o material que se acumula na superfície. resultando em interações do tipo complexo de esfera-interna (Sparks. 1988). entre a superfície sólida e o íon em solução (Figura 9) (Meurer et al. por sua vez. 1999). Neste caso. 1989). 1995).. respectivamente. Na fisissorção. resultando numa capacidade de reter íons de forma disponível ao uptake biológico (Sparks. Na prática. Os íons se relacionam com a fase sólida na forma de complexos eletrostáticos do tipo esfera-externa. a mudança de entalpia ou calor de reação é usualmente muito maior do que na fisissorção (Levine. 1995). A CTI deve ser entendida como a soma das Capacidades de Troca de Cátions (CTC) e de Ânions (CTA). Na quimissorção. O complexo de esfera externa é formado quando acontece apenas uma atração eletrostática entre os íons e a superfície de carga oposta. se é que ambos não ocorrem simultaneamente. na medida em que envolve a interposição de uma molécula de água ou não. 1995). ainda que a divisão entre elas nem sempre seja nítida (Levine.

porque podem ser deslocados dos sítios de adsorção por outros cátions e ânions presentes na solução. o fluxo de íons na interface água- . Esfera-externa Esfera-interna Ca2+ em montmorilonita K+ em vermiculita Figura 9: Representação esquemática dos complexos superficiais de esfera-externa e esferainterna em argilominerais. um complexo de esfera-interna se forma quando o íon se liga diretamente ao grupo funcional de superfície. conhecida como quimiossorção ou adsorção específica. o processo de difusão é proposto para explicar as reações mais lentas. e iv) mudança na carga superficial para um valor mais negativo. SO42-.50 Al3+) e ânions (NO3-. Enquanto a adsorção descreve reações químicas atuais. usualmente instantâneas. O complexo de esfera-interna envolve coordenação e quase sempre o mecanismo desta coordenação é a troca de ligantes com o hidroxil (McBride. ii) alto grau de especificidade. Cl-. (Fonte: modificado de Sparks.em solução para cada ânion adsorvido. Quanto maior o número de ligações para um mesmo íon ou molécula. 1994). menor será a distância entre os núcleos e maior será a energia da interação. 1999). também denominados íons trocáveis. baseando-se na tendência de espalhamento do material no meio sempre que houver variação de concentração e um período de tempo suficientemente longo (Sparks. Este tipo de adsorção. Por outro lado. Neste caso. 1995). se distingue dos complexos formados com os íons trocáveis por 4 características: i) liberação de pelo menos 2 OH. iii) tendência de irreversibilidade (dessorção muito mais lenta que a adsorção). Br-) que mantêm sua água de hidratação ao serem adsorvidos são exemplos típicos de íons que formam complexos de esfera-externa.

que é pequena para o íon fosfato (B(OH)4..ou H2O e. o P se liga simultaneamente a 2 grupos FeOH do cristal. na forma de complexos de esferainterna (Sparks. o autor demonstrou que. Sposito. Essa ligação pode acontecer por meio de troca de ligantes com OH. Neste caso. 2008). concentrações de ferro superiores às de fosfato em solução favorecem a precipitação de FePO4(s). um excesso de ânions suprime a adsorção de cátions. Na formação de complexos ternários. na faixa de pH dos solos e águas . Como exemplo. podendo ser até maior em combinação do que em separado. o precipitado provavelmente será um composto férrico metaestável contendo ambos PO43. op cit. A adsorção de ânions usualmente aumenta com o pH e alcança um máximo próximo ao pK1 para ânions conjugados de ácidos monopróticos.<<< SO42-) (McBride. Hingston et al.< SiO44. podem suprimir ou realçar a adsorção de cátions em superfícies de carga variável. há alta especificidade entre o grupo funcional de superfície e o ânion e tendência à irreversibilidade (McBride. o metal se liga à superfície do ânion.em variáveis proporções. Por isso. Em condições neutras a alcalinas de pH. Ânions particularmente ativos na quimiossorção. Geralmente. ou então o ânion forma uma ponte entre o íon metálico e a superfície. e esta quebra de declividade também é observada em valores de pK1 de ânions conjugados de ácidos polipróticos (Sparks. a interação do fosfato é química. matematicamente representada pela Lei de Fick (Berner. 1999. (1972) mostraram a adsorção de diversos ânions sobre goethita (Figura 10) e a correlação entre a adsorção máxima (pH de inflexão) e valores de pK1 dos ácidos conjugados (Figura 11). diminuindo a adsorção do metal. 1980). sugerindo que o processo de adsorção de ânions e cátions não seja necessariamente competitivo.). enquanto que a paridade molar favorece a adsorção de complexos ternários (McBride. 2000). e ocorre preferencialmente com as hidroxilas monocoordenadas ao Fe e Al na superfície dos óxidos. Ânions que formam complexos solúveis com cátions metálicos competem com o cátion pelo sítio de adsorção. No caso do fosfato.e OH.< PO43. como será visto adiante. 1995). op cit.= OH. Esta reação é favorecida em condições de pH baixo.). 2004). com as arestas dos argilominerais e nos aluminossilicatos amorfos (Meurer et al. como o fosfato. quando ocorre de forma bidentada.51 sedimento poderia ser estimado utilizando-se os preceitos da difusão molecular. como ocorre em soluções de solo. na dependência do pH. Ânions podem ser adsorvidos em superfícies de partículas minerais positivamente carregadas em processos envolvendo forças eletrostáticas ou químicas. A tendência para formar complexos de esfera-interna é tanto maior quanto menor for a carga compartilhada do íon central com o oxigênio.

são adsorvidos como resultado da competição por H+ entre o adsortivo e o adsorvente. protonação. . São exemplos de ânions que protonam: borato. mais acentuadamente. adsorvidos principalmente na forma de complexos de esfera-interna. Cl-. No caso da matéria orgânica.52 naturais. troca de ânions. NO3-. incluindo: troca de cátions. (1972). SO42-). A Tabela 7 demonstra que existem diversos mecanismos de associação entre os grupos funcionais orgânicos e os minerais. Com aumento do pH. A dissociação de prótons dos grupos funcionais carboxílicos (COOH) inicia em valores de pH iguais ou superiores a 3. Figura 11: Relação entre pKa e pH na mudança de declividade das curvas de adsorção. O efeito do pH sobre a adsorção de ânions é resultado de mudanças na carga líquida de prótons (σH) das partículas. por outro lado. fosfato e carboxilato. o decréscimo de σH produz repulsão do ânion adsortivo da partícula sólida. acima do pK2 e pK3. Modificado de Hingston et al.0. (1972). Ânions que protonam.. especialmente no caso de ânions que não protonam significativamente (ex. Modificado de Hingston et al. a adsorção de fosfato decresce com o aumento do pH e. aumentando com a elevação do pH (Meurer. Uma das evidências desse tipo de associação é a persistência da adsorção de fosfato em pH > PCLPZ. et al. Figura 10: Adsorção de ânions em goethita. 2004). os grupos funcionais superficiais que assumem maior importância são carboxil (COO-) e hidroxil (OH-) em função de sua abundância e alta reatividade.

ou H2O dos grupos funcionais de superfície (McBride. 2005). carboxil. 1989). carbonil.. OH fenólico Unidades orgânicas descarregadas (Fonte: Sposito. pontes de cátion. carbonil.. aminas. ela continua acumulando P. durante a sedimentação no hipolímnio anaeróbio do Lago Lucerne (Suíça).. e ii) troca de ligantes. Gächter & Mares (1985) demonstraram que a MOP agiu como suporte. anel NH. diminuindo a adsorção de P e o valor de pH onde ocorre o PCZ (Meurer et al.. carbonil. também na MO a troca de ligantes é favorecida em pH ácido.53 pontes de água. Eles argumentam que quando a MOP é depositada em ambiente aeróbico. muitas vezes. Uma das razões seria a associação entre as cargas positivas dos óxidos. Como comentado anteriormente para as superfícies minerais. Mecanismo Troca de cátions → Protonação → Troca de ânions → Pontes de água → Pontes de cátion → Troca de ligantes → Ligação de hidrogênio → Interações de Van der Walls → Grupo funcional orgânico envolvido Amino. Tabela 7: Mecanismos de associação entre grupos funcionais orgânicos e minerais. Fe3+ e Ca2+ adsorvidos na MO reteriam o íon fosfato (Dick et al. embora os resultados obtidos em solos sob plantio direto indiquem o predomínio do primeiro efeito (Dick et al. Entretanto. carbonil. onde os grupos OH. OH alcóolico Carboxil.. hidróxidos e argilominerais com a MO. ligações de hidrogênio e interações de Van der Walls (Sposito. carboxil Carboxil Amino. carboxil. 2000). OH alcóolico Carboxil Amino. mais solúvel (Guppy et al. a MO pode tanto aumentar quanto diminuir a sorção de P.aceitam prótons e a H2O é um ligante . A adsorção de MO à superfície mineral promove uma diminuição linear no valor do PCZ para solos de natureza oxídica e quadrática para solos de natureza caulinítica (Siqueira et al. 2009). N heterocíclico. onde cátions polivalentes como Al3+. 2009). Teoricamente. onde o ânion fosfato substitui OH. N heterocíclico (anel aromático) Amino. 1989). as cargas negativas da MO também podem competir com fosfato pelos sítios de sorção (Novais & Smyth. Os mecanismos mais importantes para a sorção de fosfato à MO são: i) pontes de cátions. 1990). inibindo a sorção ou estimulando a sorção de fosfato em formas mais lábeis e. troca de ligantes. e não como fonte de P. 1999). 2004).

et al. mas por processos físicos. Como o hipolímnio dos reservatórios normalmente é reduzido. o que favorece a troca de ligantes como forma de quimiossorção.3. porque o grupo FeOH não realiza interações via ponte de cátions na mesma intensidade que as carboxilas (Sposito. O mecanismo de pontes de cátions poderia ser favorecido em condições reduzidas e mais próximas à neutralidade. Dobbss et al. com isso haveria tendência de diminuição do PCZ e o aumento de cargas negativas no meio. 1989). inversão do potencial elétrico superficial e a redução do poder tampão das cargas do solo. . uma vez que o pH do meio se aproxima do PCZ desses óxidos (Sparks. Nestas condições. Por exemplo. 2009). 1. Este mecanismo não seria relevante para a superfície de carga negativa dos óxidos de ferro. a MO apresenta cargas predominantemente negativas. 1995). onde perceberam que a retirada de pequenas quantidades de MO (por fracionamento com NaOH 0. elevação da capacidade da dupla camada elétrica. A formação de complexos (superficiais ou específicos) pode deslocar o PCZ na mesma direção da mudança de carga líquida originada pelos complexos superficiais (Sposito. Os autores sugerem que a oxidação acentuada tenha liberado formas ativas de Al3+ e causado a reversão da carga elétrica das superfícies sólidas. (2008) estudaram a contribuição das SHS para as propriedades eletroquímicas do horizonte superficial em Latossolos brasileiros. resultando próximo à neutralidade. atraindo cargas positivas como as arestas dos argilominerais e os óxidos e hidróxidos de Fe e Al. Isto é explicado não somente pela condição redox da interface água-sedimento. há consumo de íons H+ e os grupos funcionais da MO se dissociam (liberam parte da acidez potencial) para que o pH não se modifique sensivelmente. Essas modificações no solo incluíram: redução da CTC.L-1) promoveu modificações muito mais acentuadas do que a adição de grandes quantidades de MO. 2008).54 mais fácil de ser substituído das ligações com metais do que a hidroxila. que reteriam o ânion (Dick. porque se estabelece com a participação de carboxilas desprotonadas. Dinâmica do fosfato na interface água-sedimento Sedimentos de lagos e reservatórios com diferentes composições químicas e diferentes níveis tróficos mostram grandes variações sazonais em seus fluxos de fósforo. Nestas condições. que poderiam provocar a repulsão do fosfato. diminuem as cargas positivas das superfícies dos óxidos de ferro.. um aporte excessivo de fosfato em águas naturais contribui para o aumento da σEI (neste caso negativa) e.1 mol.3.

cuja espessura da zona oxidada é importante para que os efeitos da bioturbação sejam mais pronunciados (Baccini. A capacidade da barreira para retenção ou transporte de P pode ser estimada através da razão Fe/P na água intersticial da zona reduzida. 1985). A mobilidade e biodisponibilidade das diferentes formas de fósforo em lagos são influenciadas pela biogeoquímica do sistema água-sedimento. provocando transformações químicas que alteram a qualidade da água (Hasholt. 1992. A camada superficial dos sedimentos de fundo em lagos constitui um subsistema biológico. A camada limite situa-se na interface água-sedimento dos ambientes aquáticos lênticos e se caracteriza por ser uma camada de espessura variável de minerais oxidados sobreposta a uma espessa camada de sedimentos reduzidos. o fósforo é capturado pela fase sólida e a bioturbação. Com o aumento da razão Fe/P. se o sedimento não dispõe de um reservatório de Fe. 1985). aumenta o fluxo de espécies dissolvidas no hipolímnio (Baccini.). rompendo a barreira desenvolvida na superfície dos sedimentos. 1992). que são responsáveis pela dinâmica de transporte do fósforo (Stumm. uma barreira química é formada por óxidos de ferro recém adsorvidos aos sedimentos. a decomposição microbiológica da matéria orgânica particulada utiliza O2 e NO3. quando ocorre. Garbrecht & Sharpley.como aceptores de elétrons. Em alguns .). Na interface entre as duas zonas. em função da presença ou ausência de oxigênio dissolvido. Por outro lado. A condição redutora é imposta pela utilização do oxigênio dissolvido para decomposição da matéria orgânica. Na zona aeróbica. 1991. Förstner et al. A ‘camada limite’ refere-se ao local de mudança do potencial de oxirredução. onde não há bioturbação.. (Baccini. podendo se localizar entre os primeiros centímetros da camada sedimentar e a água imediatamente sobrejacente do hipolímnio (Stumm. haverá liberação de P no hipolímnio incrementado pela ausência do mecanismo de adsorção em óxidos e hidróxidos de Fe. as zonas: anaeróbica. A bioturbação aumenta as trocas entre a água intersticial e a água sobrejacente. Controles Físicos A bioturbação e a ressuspensão de sedimentos podem aumentar o fluxo de espécies dissolvidas por difusão. aeróbica e uma interface entre as duas. Nos ecossistemas aquáticos lênticos. op cit. 1985).55 químicos e biológicos na camada limite. a camada sedimentar é vista como um sistema biologicamente estratificado com três compartimentos principais. op cit. O fluxo de fósforo provém da zona anaeróbica. a capacidade de adsorção de P é incrementada.

1978). pode ser expresso como: Ds = D θ2 (21) Onde: Ds – coeficiente de difusão do sedimento em termos de área por unidade de tempo .comprimento do caminho sinuoso da difusão no intervalo dx. mas também em virtude da presença de outros íons (Anderson & Graf. ∇C . no sentido da menor concentração. Os gradientes de concentração entre a água hipolimnética e a água intersticial induzem o fluxo difusivo no sentido da menor concentração (em geral na água sobrejacente). dl . Fi = − D × ∇C (19) Onde: Fi – Fluxo difusivo. onde l ≥ xeθ≥1 O coeficiente de difusão para sedimentos aquáticos. devido às trocas com águas anaeróbicas (Boström. pode ter efeitos opostos. por outro lado. temperatura e tortuosidade. et al. que expressa o fluxo difusivo em função do gradiente de concentração.56 estudos.coeficiente de difusão molecular. op cit.gradiente de concentração É consenso que a migração de íons se dá em resposta não somente ao gradiente de concentração. D .tortuosidade. Os preceitos da difusão molecular são representados pela Lei de Fick. Berner (1980) argumenta que a aplicação da Lei de Fick em sedimentos requer modificações no que diz respeito aos efeitos elétricos. mobilidade dos íons.). à bioturbação é atribuído o aumento da liberação de P. esta última. em termos de tortuosidade. através da interface água-sedimento. 1988). dependendo das características do sedimento e condições do meio. resultante da presença de partículas sólidas.. pode ser expressa como: θ= dl dx (20) Onde: θ . Partículas com alta capacidade de ligação com P podem causar sua sedimentação e o contrário (liberação) ocorre a partir de sedimentos saturados em P (Boström. A ressuspensão.

portanto. et al. Resultados de FF e porosidade para uma grande variedade de sedimentos e rochas sedimentares são encontrados em Manheim & Waterman (1974). sem precipitar.porosidade. RS . (23) A difusão molecular pode ser considerada o principal mecanismo de transporte de P do sedimento para a água estagnada em hipolímnios anaeróbicos.resistividade elétrica do sedimento. assumindo que o Mn passa pela barreira óxica sem ser significativamente oxidado e. O fluxo difusivo normalmente é pequeno em relação à ressuspensão. Como exemplo. e ii) através de medidas de resistividade no sedimento natural e na água. Entretanto. Esta condição é embasada em duas suposições: a) a oxidação abiótica do Mn2+ em pH ≤ 8 é extremamente baixa. McDuff & Ellis (1979) apresentam a relação usada para calcular a tortuosidade por esta técnica θ = φ . o potencial redox pode controlar a difusão molecular do P e a longa duração compensa a baixa taxa de transporte (Boström. o fluxo difusivo do Mn. condição satisfeita imediatamente acima da barreira. mas é importante devido ao longo período de duração. FF (Fator de Formação) = RS/R0. ressuspensão (720 g C m-2 ano-1) e aquele procedido das fontes externas (20 g C m-2 ano-1) (Gale & Reddy. b) a oxidação biótica ocorre preferencialmente em concentrações de O2 entre 1 e 2 mg L-1.declividade quando se plota log FF × log φ. Berner (1980) expõe duas maneiras de estimar a tortuosidade: i) através do coeficiente de difusão na água do mar e no sedimento em contato com a mesma (Li & Gregory. 1994). Baccini (1985) utiliza um parâmetro empírico para quantificar a influência física da bioturbação no processo de transporte. 1974).resistividade elétrica da água.2 g C m-2 ano-1). que apresentam a relação entre RS/R0 e porosidade: FF = φ − n Onde: -n . onde a água do hipolímnio permanece estagnada. Nos lagos estratificados. 1988). a comparação dos coeficientes .FF (22) Onde: φ . o fluxo de COD pode ilustrar a diferença entre os processos de difusão (1. e R0 .57 A dificuldade de calcular tortuosidade em sedimentos resulta que esta é normalmente determinada indiretamente..

sob condições anaeróbicas.. 1983.58 de difusão do ortofosfato (DoP) e do Mn (DMn). mas também os critérios de equilíbrio químico (Baccini. Em potenciais redox menores que + 200 mV. 1985). Isto demonstra a importância da barreira óxica. Se o Fe estiver presente. A solubilidade de minerais de P inorgânico é fortemente afetada pelas condições de oxirredução da interface água-sedimento. parte do Fe3+ dos sedimentos é reduzido à Fe2+ que. indicando a potencial função de suporte da barreira oxidada para o fósforo (Baccini. Sob condições oxidadas. a liberação é favorecida mesmo em sedimentos ricos em Fe devido à redução bacteriana de Fe3+ ↔ Fe2+. 1988). os fosfatos de Fe e Mn podem ser vivianita (Fe3[PO4]2. a liberação de P pode ocorrer devido à mineralização do P orgânico desde que o Fe não esteja presente (Moore & Reddy. Jones et al. enquanto. 1985). que podem ser modificados em função dos fatores físicos anteriormente mencionados ou biológicos.2H2O) ou fosfatos de Mn3+ (MnPO4. et al. não apenas da difusão molecular. 1994). a assimilação planctônica e bacteriana. das razões Fe/P e C/P no perfil sedimentar e de considerar entre os processos de transporte de P. Como as formas reduzidas das fases minerais do Fe e Mn são mais solúveis que suas contrapartidas oxidadas.5H2O). demonstram que o fluxo de oP não é controlado somente por difusão e bioturbação. 1986). o P mobilizado pela mineralização da matéria orgânica sedimentada será adsorvido na barreira de oxidada sob condições aeróbias e rapidamente liberado quando prevalecerem condições anaeróbicas (Golterman. juntamente com o P. a liberação de P dos sedimentos é normalmente maior em condições anaeróbicas. análogo à denitrificação e à redução do sulfato sob condições anóxicas (Sörensen. Controles Químicos A liberação e a adsorção de P são controladas por diferentes critérios de equilíbrio. que podem manter baixa a concentração de ortofosfato. retornam para a solução. 1984). Na maior parte do tempo. o que nem sempre é verificado.. a . Jansson. a relação DoP/DMn seria aproximadamente um. entre os quais. Estima-se que. porque se fosse. DoP é muito menor que DMn. em condições redutoras. Estudos mostram que a redução do Fe pode ser parcialmente resultado da utilização microbiana dos compostos de Fe3+ como aceptores alternativos de elétrons. favorecendo a dessorção do sedimento (Boström. respectivamente. que reduz a precipitação de fosfatos férricos. 1982. Sob condições anaeróbicas.8H2O) e reddingita (Mn3[PO4]2. fazendo com que em condições oxidadas prevaleçam minerais como strendgita (FePO4.1.3H2O).

dependendo basicamente do pH e das concentrações relativas desses elementos.59 reciclagem do fósforo entre sedimentos e coluna de água pode alcançar níveis até 1000 vezes superiores às condições aeróbicas (Wetzel. da concentração de Ca2+ na água e de CaCO3 nos sedimentos e do estágio de saturação dos sítios superficiais de ambos dois ‘pools’ de P (Fe e Ca) no sedimento (Golterman. situação favorecida na medida em que aumenta a presença de MO. 1975). com profundidade média de 2. juntamente com a elevação do pH em eventos de floração. O compartimento água seria controlado pelas algas.4 (Snoeyink & Jenkins. na presença de Fe. taxas da mesma ordem de magnitude que os sedimentos de lagos rasos e bem aerados (Boström. Devido à baixa solubilidade dos silicatos. Este pH é imediatamente acima do pH de precipitação do Al(OH)3 (5. na região controlada pelo Al(OH)3. Os pulsos de Si causados por sedimentação das diatomáceas. podem alcançar níveis em que a dessorção de P seja induzida. Quando o Fe é menos importante. os hipolímnios anaeróbicos de lagos estratificados possuem.4).5. A única fonte de sílica (SiO2) biogenicamente ativa é a precipitação de SiO2 biogênica e seus produtos de solubilidade. subtropical. onde o Fe e o Al são responsáveis pela ressorção e esta é fortemente afetada pela concentração de P na água intersticial (Koski-Vähälä et al. este será mais efetivo na captura de P em pH ácido. sua influência é negligenciável nas condições ambientais de lagos e reservatórios. 1983). onde foram sugeridas três zonas principais de controle do P. Quanto à magnitude das taxas de liberação de P. 1998). O Al é normalmente utilizado para remover P da água por precipitação de AlPO4. Nesta situação.. A retenção de P nos sedimentos e a redução da sua concentração na água intersticial têm sido relacionadas ao aumento do potencial redox na superfície dos sedimentos (Davis et al. enquanto que o Ca será responsável pela adsorção de P em pH alcalino. a zona oxidada dos sedimentos superficiais de fundo seria controlada pelo Fe. 2001). A Figura 12 expõe o modelo proposto por Moore & Reddy (1994) para o Lago Okeechobee (Florida). o nível de P é controlado por reações de dessorção e ressorção. muitas vezes. et al. Em sedimentos carbonáticos. e a zona reduzida dos sedimentos subsuperficiais seria controlado pelo Fe ou Ca.4 e pela solubilidade do Al(OH)3 acima do pH 5. portanto as concentrações de P e Al são controladas pela solubilidade do AlPO4 abaixo do pH 5. o potencial redox torna-se menos importante e a liberação depende do pH. A curva de equilíbrio PO43. a acidificação pode causar liberação de P.7 m e sedimento carbonático rico em óxidos de ferro. 1988).. mostra que pode ser obtida uma melhor eficiência em soluções contendo 10-4 a 10-3 M P em pH 5.. .1980).com Al3+.

Golterman. 2006). O resultado líquido depende do tipo de MO degradável e do tipo de respiração prevalecente.60 Figura 12: Diagrama esquemático dos processos controlando PO43. Os fatores químicos que estão envolvidos na dinâmica do P na interface água-sedimento dos ambientes aquáticos lênticos e que devem ser levados em consideração no intuito de identificar o controle geoquímico do P são: COT. (Fonte: modificado de Moore & Reddy. 1998. A transferência líquida entre o substrato orgânico. Ca2+ e PO4 (Stumm. a biomassa viva e o P mobilizado dependem do conteúdo de substrato orgânico e do rendimento da mineralização bacteriana. Al3+. Chistophoridis & Fytianos.no Lago Okeechobee (Florida). 1985.. OD. possibilitando a mobilização de P. Quando o crescimento bacteriano é baixo (durante a . Mn4+. 1994). 1988. Controles Biológicos O processo de mineralização permite a transferência de nutrientes dos detritos para a biomassa. Boström et al. Fe+2. Fe+3.

a disponibilidade (e a potencial mobilidade) dos nutrientes minerais em relação ao carbono é maior (Fenchel & Blackburn.> Mn4+ > Fe3+ > SO42-. Ahl (1979) e Andersen (1982) interpretaram diferentemente as conseqüências da presença de nitrato sobre a dinâmica do P. Seu efeito é ambíguo e parece ser variável entre lagos e dependendo também do tempo de perspectiva (Boström et al. 1979). a produção de CH4 tem sido considerada como o principal mecanismo de transporte de substâncias do hipolímnio para a coluna de água (Ohle. CO2 e CH4 e a formação de bolhas. Os microorganismos podem utilizar uma ampla escala de elétrons doadores incluindo compostos inorgânicos e orgânicos. 1988). Com dados similares. (1988). d) se a deposição de matéria orgânica particulada ocorre continuamente ou em picos. os óxidos de Mn passam a ser utilizados depois que significativa parcela do nitrato for reduzida e assim sucessivamente (Meurer et al. Obtendo energia à custa da oxidação da MO através de reações redox. resultando na produção de compostos reduzidos e afetando a ciclagem do P de diversas maneiras (Boström et al. obedecendo à seqüência de afinidade em receber elétrons. A razão C:P do material particulado decresce com a profundidade em virtude da acumulação de P na barreira oxidada. com isso. a mineralização líquida de P somente pode ser esperada se a razão C:P no material particulado for abaixo de 40:1 (Gächter & Mares. e) temperatura. O metabolismo microbiano produz gases como N2. Segundo Boström et al. entre outros fatores ambientais. o processo de mineralização e regeneração do P depende de diversos fatores. a atividade microbiana aumenta o consumo de oxigênio. que induzem correntes verticais e a ascensão de partículas de sedimentos e substâncias dissolvidas. 1958). c) disponibilidade inicial de P no meio (água intersticial e saturação nos sedimentos). As bactérias têm um conteúdo relativo de P maior que algas e plantas superiores e. entre eles: a) grau de decomposição da MO e o tipo de mineralização prevalecentes. nesta ordem: NO3.) propôs que o .61 respiração anaeróbica e a fermentação).. O duplo efeito do nitrato na troca de P entre sedimentos e a água ilustra a complexidade das interações entre os processos bióticos e abióticos. 1988).. Em lagos eutróficos. 2004). provocando o decréscimo do potencial redox. devido ao alto rendimento bacteriano. Ahl (op cit. receptores de elétrons alternativos vão sendo utilizados na mineralização da MO. potencial redox. b) conteúdo inicial de P ou razão C:P da matéria orgânica particulada.. 1985). A presença de altas concentrações de nitrato pode afetar vários processos de transferência ocorrendo sob condições anaeróbicas. Assim.

que previnem a liberação de P ligado ao Fe. por outro lado. op cit. efeito que foi atribuído à capacidade de tamponamento do potencial redox dos sedimentos superficiais em níveis relativamente altos. o que promoveria uma mobilização mais rápida de Po. Andersen (1982). A Tabela 8 apresenta um resumo de efeitos dos fatores de influência sobre a dinâmica do fosfato nos ecossitemas aquáticos lênticos. demonstraram experimentalmente que a redução biológica de óxidos de Fe3+ apresenta cinética de 1ª ordem. provavelmente. Assim.). Isto porque. Como observado por Jansson (1986). a redução enzimática do Fe3+ por bactérias redutoras de nitrato pode contribuir para a liberação de P. estudando sedimentos de banhados. 1988). ou então. O aumento da denitrificação pode não somente aumentar a mobilização de P-org. às variações de reatividade dos óxidos de Fe3+ (Roden & Wetzel. uma maior fração de Fe3+ seja suscetível à redução química se comparada à redução biológica. o processo abiótico é mais rápido e menos seletivo. que utilizam o Fe3+ como aceptor alternativo quando o nitrato atinge um nível crítico. . Os autores concluem que o controle do processo de redução microbiana é exercido pela abundância de sítios reativos e pelo contato com os sistemas enzimáticos específicos.. dependente do decaimento da MO. porém limitada principalmente pela concentração de Fe3+. Roden & Wetzel (2002). em substituição a outros processos mais lentos. estudou 31 lagos e concluiu que a liberação anaeróbica de P foi inibida quando as concentrações de nitrato foram suficientemente altas (>1mg L-1). a transferência enzimática de elétrons responde menos intensamente que a transferência abiótica. mas também estimular a redução microbiana do Fe3+ e aumentar a mobilização do P adsorvido. por efeito análogo ao do O2. o nitrato pode provocar ambos os efeitos: prevenir a mobilização de P mantendo o potencial redox alto. Com relação à diferença entre as taxas dos processos de redução biótico e abiótico. consistente com modelos de transformação mineral cujo controle é exercido pela área superficial. Como a redução do Fe3+ pode ser mantida por bactérias redutoras de nitrato. inicia a liberação de P. após a depleção de O2 e NO3. aparentemente. ou provocar sua mobilização estimulando a mineralização como um todo e especialmente as bactérias redutoras de nitrato (Boström et al.62 incremento da carga de nitrato pode aumentar a reciclagem nos sedimentos e a mineralização devido à denitrificação.

Na presença de Fe. Cinética de 1ª ordem dependente da MO. Fonte Baccini (1985) . CO P mais associado à fração de ácidos fúlvicos. Baixa solubilidade.. Quando Po é mineralizado. Biomassa Estimula o consumo de ortofosfato até uma concentração limite. Golterman et al. ao contrário. (2000). (2000) Ca Si A presença de SO4 aumenta a respiração e pode aumentar a liberação do P a partir de polifosfatos em função da atividade microbiana. parte do P liberado pelo sedimento pode ser recapturado por sorção. (1988) Clavero et al. (1997) Snoeyink & Jenkins (1980) Golterman (1998) Koski-Vähälä et al. 1997). . Como argilomineral ou com a solubilidade controlada pelo Al(OH)3. Em condições anóxicas. Ativa a decomposição. Fe domina os processos de transferência.63 Tabela 8: Efeitos dos fatores de influência sobre a dinâmica do fosfato em águas naturais Suporte geoquímico Efeito mais comum Num perfil de sedimento estratificado. (1998) Boström. Roden & Wetzel (2002) Baccini (1985). Passa a barreira oxidada por difusão. Os valores da relação P/C indicam que em condições oxidadas a captura de P pelo sedimento é significativa. Fitina e ácidos húmicos possivelmente são as formas não-reativas (NaOH). abaixo do qual os critérios de equilíbrio passam a ser controlados pela fase sólida. o Ca é mais efetivo na captura de P em pH alcalino. (2001) Aubriot et al. Ca se torna mais importante com o aumento de MO. NO3SO42Al Efeito dual: previne a liberação do P mantendo o Eh suficientemente alto. liberando P. uma parte pode ser adsorvido em óxidos e hidróxidos de Fe. Mn4+ É continuamente reciclado na interface água-sedimento. Aumenta a respiração microbiana e libera P na decomposição. Robbins & Callender (1975) Gilbin et al. a precipitação de Si biogênica e dos seus produtos de solubilidade. o P é liberado na camada inferior reduzida (Fe2+) e capturado na barreira superior oxidada (Fe3+ ). segue modelo mineral baseado em área superficial. et al. é utilizado para remover P da água por precipitação de AlPO4. precipitação ou consumo por bactérias (Clavero et al. propiciam a competição com o PO4 pelos sítios de adsorção. provoca mobilização do P estimulando a mineralização. Fe3+ Redução biológica do Fe3+ inicia após consumo de NO3 e Mn. Estimula a mineralização e diminui o Eh devido ao consumo de O2.

2.64 Segundo Baccini (1985). dependendo das condições de oxirredução da interface água-sedimento: a) se oxidada: oferece receptores de elétrons alternativos ao Fe3+ e favorece a retenção de P no sedimento. pode atuar em sentidos opostos. Espessura da zona oxidável: a bioturbação pode aumentar o fluxo de fósforo da zona redutora para o hipolímnio. os processos de transporte na interface águasedimento são determinados por três variáveis. b) se reduzida: libera P juntamente com Fe2+. . Decomposição microbiológica aeróbica da matéria orgânica: previne a transferência de fósforo para a fase dissolvida. simplificadamente. que determinam o fluxo de fósforo dos sedimentos ao hipolímnio: 1. Razão Fe/P da fase dissolvida: determina a presença da barreira de óxidos de ferro na interface aeróbica-anaeróbica. diretamente proporcional à concentração de carbono orgânico particulado. que pode agir como um suporte para o fósforo. 1.

que descrevem o comportamento do adsortivo em relação ao adsorvente (Sposito. As leis cinéticas empíricas que descrevem a adsorção na interface de uma fase sólida são as mesmas de reações em fase gasosa. casos em que as associações são chamadas de bound fractions. no Tipo L há . associada à difusão de moléculas na matriz sólida. nem correspondem às situações comumente encontradas na natureza. O Tipo S resulta da competição entre a matéria orgânica solúvel e as partículas de solo pelo íon (ex. a quantidade de uma substância adsorvida. sugerem hipóteses sobre a descrição física da dupla-camada eletrônica. rápida e reversível (adsorção lábil).65 1. visto que o solvente não participa da reação. as possibilidades de circulação no ambiente se restringem às fases líquida e sólida (Stumm & Morgan. Essa fase lenta pode estar associada à matéria orgânica ou à difusão intrapartícula. 1989). entropia e entalpia da reação (Castellan. ainda que algumas reações em solução possam resultar em velocidades maiores do que em fase gasosa (Castellan. Os modelos de adsorção baseados no equilíbrio são utilizados na interpretação dos dados de isotermas.1. Isotermas de adsorção de fosfato Sposito (1989) e Sparks (1995) destacam quatro categorias principais de isotermas de adsorção. 1970). facilmente extraída com solventes. e outra fase lenta. como as variações de energia livre. A velocidade da adsorção de fosfato normalmente exibe duas fases cinéticas. a uma dada temperatura. 1999). op cit. possibilitam a determinação de importantes parâmetros da sorção. uma fase inicial. concentração de equilíbrio (Ct). 1. mas podem fornecer dados importantes sobre o equilíbrio (Sparks. pode ser medida como função da concentração dessa substância em equilíbrio com o sólido.). apenas separa reagentes de produtos. CINÉTICA E SORÇÃO DE FOSFATO A preservação do meio aquático com relação à eutrofização envolve a manutenção de um nível baixo de ortofosfato na água. Modelos como Freundlich e Langmuir. Por não se conhecer fase gasosa do fosfato. No estudo da adsorção. Os dados obtidos não oferecem informação molecular. L. 1999).4. 1973).4. os tipos: S. onde se acredita que o movimento do sorbato seja retardado pela interação com as superfícies internas de agregados e coatings (House. entre outros. comumente observadas em solos. H e C. O experimento é repetido com diferentes concentrações iniciais e a isoterma de adsorção é obtida plotando a série de valores de moles adsorvidos (q) vs. 1998). Cu em argilas). além de possibilitar a simulação de diferentes condições experimentais (Sparks.

Os modelos utilizados para descrever a quimissorção de oxiânions como o fosfato. diminuindo à medida que os sítios de reação se tornam ocupados. LANGMUIR Esta isoterma foi desenvolvida em 1918 para representar a adsorção de gases em superfícies sólidas. Emmett e Teller).L-1). ou seja. Ct – concentração de equilíbrio. em sua forma hiperbólica é: (abC t ) (1 + aC t ) q= (24) Onde: q . Esse modelo admite apenas uma camada e. pressupondo que: i) a superfície do sólido é uniforme. o Tipo H caracteriza extrema afinidade pelo adsortivo (ex. que descreve a adsorção física em multicamadas.66 uma alta afinidade relativa do adsorvente pelo adsortivo. que correspondem ao Tipo I de Levine (1988). .). e o Tipo C descreve um comportamento independente da concentração do adsortivo. também explicado por uma constante de partição entre a região interfacial e a solução. Cd em margas ou sedimentos carbonáticos). valor interpretado como o limite da cobertura superficial do sólido por uma monocamada de moléculas (Levine. um exemplo típico do Tipo II seria a isoterma BET (Brunauer. em que há alta afinidade do sorvente pelo sortivo em baixas concentrações. P em solos). normalmente são do tipo L. o excesso permanece na solução sobrenadante.g-1). e iii) a adsorção ocorre em sítios específicos em apenas uma camada. A isoterma é típica de quimissorção e. op cit. Nesta classificação. depois de saturada.quantidade de P sorvido (mg. não existe interação entre uma molécula adsorvida e as outras. A equação de Langmuir descreve um comportamento em que a quantidade adsorvida aumenta até que um valor limite seja atingido. Exemplos desse tipo de isoterma são Langmuir e Freundlich. em solos ou sedimentos aquáticos naturais. a – constante relacionada com a energia de ligação do elemento (mg.g-1). b – capacidade máxima de adsorção de P (CMAP) (mg. que decresce com a saturação dos sítios (ex. ii) a energia de adsorção não varia com o aumento da quantidade adsorvida.

1999).67 Para estimativa das constantes a e b. a equação 21 pode ser transformada em sua forma linear: Ct 1 1 = + Ct q ab b (25) Utilizada desde Olsen & Watanabe (1957) para descrever a adsorção de P pelo solo (Novais & Smyth. mas implicam em decréscimo exponencial da energia de ligação com a saturação da superfície de adsorção (Novais & Smyth. 2000). 1989. a utilização da isoterma de Langmuir fragmentada em duas ou mais regiões é justificada quando melhora o ajuste dos dados de adsorção. FREUNDLICH Derivada a partir de modificações nos pressupostos de Langmuir. Sparks. 1995. com diferentes declividades e interseções. cada qual com diferentes energias de adsorção. Freundlich é uma isoterma empírica.). 1999). Conforme Novais & Smyth (op cit. Uma das críticas à isoterma de Langmuir é que. q = kC n (26) Onde: k e n são constantes (com 0 < n < 1). o que causa uma diminuição expressiva na variabilidade dos dados. para o seu ajuste linear. que admite diferentes tipos de sítios de adsorção. A não-linearidade de Ct/q como variável dependente de Ct justifica a suposição de que a separação da curva em dois ou mais segmentos de retas. erro que é estimulado nas adições menores de P (Novais & Smyth. op cit.). . McBride. se utiliza uma equação que contém Ct/q como variável de Ct. Outro ponto questionável é a estimativa da CMAP por extrapolação de uma curva constituída de dados que não se aproximam da região linearizada da curva. Suas constantes não têm significados físicos. revelaria a existência de duas ou mais populações de sítios ou ‘regiões’ com diferentes ‘energias de ligação’. apresenta como maior vantagem a possibilidade de estimar a CMAP e a constante relacionada com a energia de ligação (Sposito.

1999). Podem ser utilizados através de softwares específicos. b e Ct – como definidos para Langmuir. que também pressupõe o decréscimo da energia de ligação com o aumento de P adsorvido (Novais & Smyth. op cit. de . todavia esta isoterma pode apresentar melhores ajustes que a de Langmuir para uma larga amplitude de concentrações de equilíbrio de P (Novais & Smyth. Com freqüência se verifica um ajuste curvilinear de q como variável de log C. onde o usuário deve escolher o tipo de modelo mais adequado. e 1/ν – CMAP.68 TEMKIN Foi derivada da equação de Langmuir. GUNARY Outra correção da não-linearidade do ajuste de C/q como variável de C da forma linear de Langmuir foi proposta por Gunary (1970). 1989). proporcionando de modo geral bons ajustes (Novais & Smyth. 1.).). e T – temperatura (em ºK). λ – constante.4. q RT = ln AC t b B (27) Onde: q. Ct = γ + λ C + νC q (28) Onde: γ – não possui significado físico. incluindo o decréscimo linear da energia de ligação com o aumento da quantidade de P adsorvido.2. Modelos de adsorção molecular de fosfato Os modelos de adsorção molecular são representações matemáticas baseadas em hipóteses sobre a interação entre o adsortivo e o adsorvente (Sposito. op cit. R – constante universal dos gases. devido à progressiva saturação da superfície de adsorção. A e B – constantes. A transformação logarítmica utilizada na equação a torna menos sensível à mudança de suas variáveis.

No plano de carga zero. sejam localizados no plano de carga zero. 1999). formando apenas complexos de esfera-interna. as espécies se encontram ligadas à superfície na forma de complexos de esfera-interna. diminuindo linearmente a partir do PCZ (Sposito. ou condições de alta e constante força iônica. Nele. O modelo de pressupõe que a superfície do sólido é um plano de carga uniforme. 1989).). Sua utilização pressupõe o conhecimento prévio do comportamento do adsortivo em relação ao adsorvente. 1973). enquanto que nitratos e carbonatos sejam localizados na camada difusa. O modelo dupla-camada difusa é o mais antigo. op cit. Admite que espécies altamente adsorvidas. são assumidas como especificamente adsorvidas e localizadas no PCZ (Langmuir. O modelo de capacitância constante pode ser visto como um caso especial de duplacamada. O modelo permite que. qualquer incremento possa causar a formação de uma segunda camada de moléculas adsorvidas. baseado nos pressupostos de Gouy Chapman (1910-1913) e Stern (1924). atividades termodinâmicas e potencial elétrico relacionado com a carga total). uma aderida à superfície da partícula e outra difusa ao redor do colóide (Arboleda Valencia. 1997). onde o potencial permanece constante na camada aderida e cai lentamente na camada difusa (Sparks. 1999). a superfície adsorvente é um plano uniforme com uma densidade de cargas proporcional à carga elétrica superficial intrínseca (permanente + líquida de prótons) (Sposito. onde os íons adsortivos interagem com a superfície adsorvente. complexos de esfera-interna. Os diferentes tipos de modelos de adsorção molecular diferem quanto aos seus pressupostos fundamentais: i) dupla-camada difusa (difusão). como os metais de transição divalentes e fosfatos. e iii) tripla camada (adsorção em multicamadas). Neste modelo. 1997). enquanto na camada difusa elas apresentam ligações equivalentes aos complexos de esfera-externa (Langmuir. O grau de complexidade aumenta do primeiro para o último (Sparks. tendo sido aplicado à adsorção de metais de transição e ânions como fosfato (Langmuir. O modelo tripla-camada é mais robusto por prever a interação de ambas as espécies de ligações. ii) capacitância constante (carga uniforme. Esse modelo é indicado para condições de baixos potencial superficial (< 25 mV) e força iônica. depois uma terceira e . mas o mecanismo de adsorção é visto sob uma perspectiva completamente diferente no que se refere à localização dos íons adsorvidos e à mudança de potencial dentro da dupla-camada. incluindo H+ e OH-. após a formação e saturação de uma monocamada.69 acordo com o objetivo e dados disponíveis para os parâmetros de entrada. O potencial superficial é relacionado com a carga total da partícula. todas as espécies adsorvidas. tanto específicas quanto eletrostáticas. Pressupõe a coexistência de duas camadas. 1989).

1997). os modelos de adsorção física em multicamadas. 1989. mais se aproxima do que acontece no ambiente (Sposito. 1999). apenas a velocidade com que se atinge o equilíbrio. incluindo os processos físicos (difusão dentro e entre partículas) e químicos (reações químicas e processos moleculares) (Sparks.70 assim por diante. Por isso. típicos de adsorção física. e 2) inferir sobre os mecanismos da reação (Sparks. com o tempo (Castellan. difusão através da interface líquido-partícula. ou uma equação que descreva a taxa da reação (Sparks. o estado de equilíbrio também independe desse mecanismo. . op cit. Seu emprego é recomendado por ser o modelo que.). 1973). a velocidade de uma reação química é medida através de valores relacionados à composição do sistema ao longo do tempo. 1999). op cit. Cinética da sorção de fosfato Cinética é o termo genérico utilizado para se referir aos processos dependentes do tempo. No estudo da cinética em sedimentos aquáticos. 1999. causam muito interesse (Levine. Sparks. Os dados experimentais traduzem as variações de concentração de um reagente. processos não-difusivos em regiões móveis e difusão intrapartículas (Sparks. existem pelo menos duas razões para investigar as taxas dos processos químicos: 1) determinar o quão rapidamente as reações alcançam o equilíbrio. Pelo estudo cinético. em macroporos. que descreve processos onde o transporte não é um fator limitante (Gardiner. por isso.3. Numa equação química global. 1. 1999).). em reações que são essencialmente rápidas (Sparks.4. que se aplica às reações que não são limitadas pelo transporte. op cit. os coeficientes estequiométricos não guardam qualquer relação com o mecanismo da reação. é preferível utilizar o termo genérico cinética. provavelmente. em situações de não-equilíbrio. porém sua utilização precisa levar em consideração um grande número de parâmetros de difícil determinação. O principal intuito da cinética química é estabelecer a lei que fundamenta a reação. 1995). estão presentes diversos componentes (minerais e orgânicos) e processos de transporte. especialmente no caso de superfícies heterogêneas como os sedimentos aquáticos (Sparks. Langmuir. esta sim depende do mecanismo da reação. 1969). ou produto. ainda que o objetivo seja encontrar a lei ou equação que descreva a taxa da reação. que incluem: transporte na solução.). A cinética química é um termo específico. o que dificulta a eliminação dos processos de transporte (Sparks. Como as reações no ambiente natural são dependentes do tempo. 1988).

. 1973).. dt k = constante da taxa de reação. Numa reação irreversível.. 1999). A + 2B → P + 2Q (29) A equação que expressa à taxa da reação em função da concentração pode ser expressa da seguinte forma: d [A] a b p q = − k [A] [B ] [P ] [Q ] . Leis de Velocidade Muitas reações a uma dada temperatura têm taxas proporcionais a um... Sparks. O estudo cinético pode não ser suficiente para prever o mecanismo de reação. o número relativo de moles de espécies reagentes e de produtos formados. op cit. dt Onde: d [A] = taxa de variação da concentração molar da espécie A. pois em muitos casos isto não é possível (Castellan. se pode ajudar a esclarecer o mecanismo da reação (Castellan. 1980.). conforme a reação procede. . dois ou mais reagentes (Snoeyink & Jenkins.71 Estimando a velocidade da reação em várias condições de temperatura. neste caso. técnicas como microscopia e espectroscopia superficial podem auxiliar neste objetivo (Sparks. 1994). q = constantes (30) Conforme a estequiometria da reação. .. p. Sawyer & McCarty. com [B] é b. e a ordem global da reação é definida como a soma dos expoentes dos termos de concentração da reação a + b + p + q . e a. d [A] 1 d [B ] − d [P ] − 1 d [Q ] = = . = dt dt 2 dt 2 dt (31) Onde a ordem da reação com relação à [A] é a. op cit.... b.

Elovich e Difusão Parabólica (Sparks. mas existem outros modelos cinéticos simples que vem sendo muito utilizados para descrever a cinética da sorção de fosfatos. 2ª. Neste caso. op cit. Os modelos de 1ª ordem são amplamente utilizados para descrever a cinética de reações químicas em materiais naturais. Reações que procedem de acordo com expressões simples de dependência de um. ORDEM ZERO Quando n=0. os expoentes do produto p e q são usualmente zero (Snoeyink & Jenkins. são apresentadas algumas características desses modelos e suas equações. conforme segue: d [A] 2 = −k [A][B ] dt (32) Considerando a reação A → produtos Que tem a lei de velocidade d [A] n = − k [A] dt (33) Para determinar o comportamento de [A] em função do tempo. a um número inteiro (Snoeyink & Jenkins. a velocidade da reação (29) é de 1ª ordem com relação à [A] e de 2ª ordem com relação à [B].72 Numa reação irreversível. 3ª ou ordem superior. A ordem da reação (n) é determinada experimentalmente e não corresponde. a taxa independe da concentração e pode ser expressa como d [A] 0 = −k [A] = −k dt (34) . 1999). entre eles: Função Potência. se faz necessário integrar a expressão de velocidade em função do tempo para diferentes valores de ordem. necessariamente.). 1980). A seguir. dois ou mais reagentes são ditas de 1ª.

5[A0 ] k t1 = 2 (36) PRIMEIRA ORDEM Quando n=1. (38) [A] = [A0 ]e − kt (39) Obtém-se k plotando ln [A] × t. 34. substituindo [A] = 0. Uma reação de 1ª ordem com relação a [A] assume que as moléculas de A possuem a mesma chance de participar da reação. tem-se: ln[A] = ln[A0 ] − kt Ou. a reação é de 1ª ordem e a concentração decresce exponencialmente com o tempo. então a taxa é proporcional à concentração [A]. tem-se [A] = [A0 ] − kt Onde: [A0] = concentração inicial de A.5 [A0]. Da equação 39. 35. quando [A] = 0.693 k (40) . é obtida a partir da Eq.73 Integrando a Eq. t1/2 t1 = 2 0. se obtém a meia vida. d [A] = − k [A] dt (37) Após integração e resolvendo a integral. que é o tempo requerido para que metade do reagente tenha sido consumido. (35) A meia-vida (t1/2).5[A0] quando t1/2 0. que tem declividade –k.

Smith et al. 1999. após integração da equação 44. 1980. 1960. pela declividade da reta da função 1/[A] × t d [A] 2 = − k [A] dt (41) (42) 1 1 = + kt [A] [A0 ] E meia-vida. Sposito. Sua expressão assume decréscimo exponencial em um determinado número de sítios disponíveis para sorção (Low.. se tem q = (1 / β ) ln(1 + αβ t ) (45) . Assumindo que q = 0 em t = 0. Chien & Clayton. a integração conduz à equação 42. de onde se pode obter k. 1992). 2004.. 2005). A equação a duas constantes é genericamente expressa como dq = α exp(− β q ) dt (44) Onde: q é a quantidade sorvida no tempo t. Jin et al. Barlow et al. Sparks.74 SEGUNDA ORDEM Numa reação de 2ª ordem com relação a [A] e na reação global (Eq. 1977. 33). solos e minerais do solo (Atkinson et al. Stumm. 1970. 1989. t1 = 2 1 k [A0 ] (43) ELOVICH A equação de Elovich tem sido utilizada na ciência do solo para descrever a cinética de adsorção e dessorção de fósforo em sedimentos aquáticos. α e β são constantes.

2005). Qt e Q∞ . 1988. Sparks. Jin et al.). metais..quantidades difundidas no tempo t e no infinito. uma única reta pode descrever o curso inteiro da reação. op cit. 2005). entre as quais. demonstrando que a equação de Elovich descreve bem diferentes tipos de dados e que. DIFUSÃO Modelos baseados em difusão descrevem taxas limitadas pelo transporte (Aharoni et al. tendo sido freqüentemente testada para descrever a sorção de fosfato em sedimentos aquáticos (Barlow et al. 1 3 Qt 4 ⎛ D ⎞2 D 1 ⎛ D ⎞2 = 1 ⎜ 2a ⎟ − 2a − 1 ⎜ 2a ⎟ Q∞ r ⎝r ⎠ ⎝r ⎠ π2 3π 2 (47) Onde: r . Jin et al. É derivada a partir da difusão radial num cilindro que. . A equação de Difusão Parabólica (47) descreve satisfatoriamente as reações envolvendo solos e constituintes do solo. inicialmente. Existem muitas expressões para difusão.. Chien & Clayton (1980) testaram sua aplicação em dados de literatura de diferentes tipos de solos que não se ajustavam à cinética de 1ª ordem. 2004.. 1980.. Da coeficiente de difusão aparente. intemperismo sobre feldspatos e reações com pesticidas (Sparks. a mais frequentemente utilizada para descrever a sorção de fosfato é a Difusão Parabólica (Chien & Clayton. Barlow et al. op cit.75 Assumindo que αβ t >> 1 .). a equação de Elovich pode ser simplificada para q = (1 / β ) ln(αβ ) + (1 / β ) ln t (46) Assim. 1991.raio do cilindro. em muitos casos. Pavlatou & Polyzopoulos. 2004. assumindo que a difusão nas faces superior e inferior é negligenciável (Sparks. plotando q × ln t se pode obter um ajuste linear com declividade (1/β) e intercepto (1/β) ln (αβ). 1999). tem a concentração do íon sortivo constante em superfície e uniforme no interior do cilindro..

que descreve a sorção de fosfatos em função do tempo. 1999). Os autores utilizam o termo Sigmóide ou Curva em S (S-Shaped) para descrever qualquer curva y(x) que tenha um ponto de inflexão e resulte em concavidade nos valores de x menores e convexidade em valores de x maiores. 1991). supondo que nem todos os sítios podem ser alcançados diretamente. Inicialmente. .b) se baseia no fato de que a recíproca da taxa de sorção y = (dq / dt ) −1 × t resultaria numa curva sigmoidal e esta.76 Para períodos de tempo relativamente curtos... plotando × 1 (Sparks. por meio de três estágios ou expressões cinéticas que se sucedem no curso da sorção.1991. em períodos de tempo relativamente curtos (menores que 50 h).b. ou simplesmente q × t 2 (Pavlatou & t t2 Polyzopoulos. (1991). Aharoni et al. segmentada em três intervalos de tempo com declividades constantes. o 3º termo pode ser ignorado. Deste modo. 1988. Elovich corresponde ao segundo estágio do modelo S-Shaped de Aharoni et al. ou o inverso. seria capaz de descrever o curso inteiro da reação de sorção num amplo espectro de amostras de solos. então 1 1 ⎛ Qt ⎜ t⎜ ⎝ Q∞ ⎞ 4 ⎛ Da ⎞ 2 1 Da ⎟ ⎟ = 1 ⎜ r2 ⎟ 1 − r2 ⎠ 2 ⎠ π2 ⎝ t (48) Qt 1 Q∞ 1 E assim. 1988). 1995. mas podem vir a ser preenchidos após sorção e dessorção de outros sítios. tanto em meios homogêneos quanto heterogêneos. Sparks. Este comportamento também seria evidenciado por uma curva sigmóide quando se plota q × ln t (Aharoni et al. a regressão deve resultar numa linha reta. O modelo pressupõe que a cinética de Elovich é precedida e sucedida por regimes cinéticos diferenciados. 1982a. As curvas em S são interpretadas como indicativas de processos difusivos. CURVA EM S (S-SHAPED) Este modelo proposto por Aharoni & Suzin (1982a. Pavlatou & Polyzopoulos. não se separa a cinética química da física (Aharoni & Suzin. 1999). a reação seria descrita pelo Modelo de Potência (1).

passando à Pseudo-Primeira Ordem (3) em períodos de tempo superiores a 100 horas. As equações 1 e 2 não são válidas em períodos de tempo muito grandes. . pois a equação deve pressupor um valor de saturação finito para q em t → ∞. neste caso. o modelo prevê que a reação poderá ser satisfatoriamente descrita por uma equação de 1ª ordem. que representaria um estágio intermediário. e que cada uma das três expressões tem aplicação limitada a um determinado intervalo de tempo. Aharoni et al. (1991) argumentam que o modelo S-Shaped não contradiz as equações empíricas anteriormente descritas quando estas são válidas. compreendido entre 10 e 100 h.77 seguido por Elovich (2).

floração de algas. Além disso. a ocorrência de uma floração de algas tóxicas no verão de 1999. located in a headwater area of the municipality of Sao Francisco de Paula in the highlands of Rio Grande do Sul. se localizam numa área de nascentes. As fontes de contribuição de carbono. escolhidos de modo a representar os diferentes usos do solo praticados na bacia vertente. F. RESUMO . and the humid subtropical climate contribute to the good water quality of these reservoirs. utilizada como referência. caso houvesse circulação da água hipolimnética. M. os outros usos mais representativos na bacia hidrográfica (campo e florestamento)... não contribuem de forma a comprometer os reservatórios com o aporte de fósforo. período em que normalmente se desenvolve estratificação em corpos de água relativamente profundos. favorecem a qualidade da água desses reservatórios em cascata. apresentaram concentrações elevadas de nutrientes. FONTES DIFUSAS DE NUTRIENTES PARA OS RESERVATÓRIOS SUBTROPICAIS EM CASCATA DO SISTEMA SALTO (RS) Franzen. se tiver sido o caso. are . Tais resultados indicam que esta poderia ser uma possível fonte para a fertilização das águas. Entretanto. However. identified as the limiting nutrient. tanto pontuais quanto difusas. particularly phosphorus. mata nativa e florestamento. native woods. The reservoir’s bed sediments were also evaluated as a possible internal source of nutrients. Os sedimentos de fundo dos reservatórios também foram avaliados como uma possível fonte interna de nutrientes. water and sediments (suspended and bed) of tributary waters found in the catchment. Cybis. nutrientes. G. Blang e Salto. Merten. and forestry.H. nitrogênio e fósforo para os reservatórios foram avaliadas no solo. na água e nos sedimentos (suspensão e leito) de alguns tributários. Fatores como a baixa densidade demográfica. Palavras-chave: fontes difusas. L. e o clima subtropical úmido.78 CAPÍTULO 2. sedimento aquático. Os sedimentos de fundo dos reservatórios. Porém. Brazil. a toxic algal bloom in the summer of 1999 in the Blang reservoir spread to six springs downstream and motivated the investigation of possible nutrient sources to the reservoirs. visto que nos períodos de estiagem é justamente quando se faz necessária a regularização de vazões. no reservatório Blang. imediatamente à montante. no município de São Francisco de Paula. conferindo estabilidade à coluna de água e diminuindo as trocas entre camadas.The Divisa. ABSTRACT . Resultados mostraram que as fontes externas. Low population density. por outro lado. atingiu seis captações situadas à jusante e motivou a investigação das possíveis fontes de nutrientes que aportam aos reservatórios. The sources of carbon. isto porque os usos com maior potencial de contribuição de nutrientes (agrícola e urbano) foram pouco significativos (menos de 2 %) em relação aos demais usos. a referida floração ocorreu no verão. o solo utilizado com campo. a rural land use pattern including fields. Divisa. fósforo. Blang and Salto chain of reservoirs form the Salto System of hydroelectric plants. both point and diffuse. especialmente de fósforo. nitrogen and phosphorus were evaluated in representative samples of soil. identificado como limitante. Estes resultados sugerem que a floração tenha ocorrido em função do longo período de estiagem ou.Os reservatórios do Sistema Salto de Hidrelétricas. especialmente de fósforo disponível. da abertura da comporta de fundo do reservatório Divisa. Results show that the phosphorus input to the reservoirs from external sources. região serrana do Rio Grande do Sul (Brasil). não se mostraram significativamente enriquecidos em fósforo em comparação à mata nativa.

period in which stratification normally develops in deep bodies of water. These results indicate that bed sediments may be a possible source of water fertilization when there is circulation of hypolimnetic waters. 2001). e iii) a própria carga interna representada pelo sedimento de fundo (Estados Unidos. Na maioria dos reservatórios. quanto próximas aos centros urbanos. aquatic sediment. os fertilizantes. 1990). nutrientes e contaminantes. Nos ambientes aquáticos naturais. O aparecimento de cianobactérias toxigênicas é uma das consequências do processo de eutrofização. the algal bloom happened during the summer. especially available phosphorus. On the other hand. As atividades desenvolvidas na bacia hidrográfica podem propiciar focos de poluição claramente detectáveis (fontes pontuais) ou poluição difusa. é apontado como o principal responsável pela eutrofização. 1. The bed sediment. 1998). Dentre as fontes naturais. phosphorus. nevertheless. este elemento se encontra na forma de fosfato. quando disponível em excesso. ii) fontes pontuais de poluição. Furthermore. INTRODUÇÃO Um dos aspectos que pode prejudicar a qualidade da água nos ecossistemas aquáticos lênticos é a eutrofização. pesticidas e o material particulado de origem industrial contido na atmosfera (Esteves. A origem da eutrofização está associada ao enriquecimento com nutrientes. que pode ser ainda mais significativa e difícil de gerenciar (Tundisi. Entre as principais fontes de nutrientes para os lagos e reservatórios se encontram: i) o transporte de sedimentos da bacia vertente e.79 not significant due to the fact that the rural and urban land uses with the potential to increase nutrients make up less than 2% relative to other land uses. que resulta em problemas com a qualidade da água para os mais diversos fins. providing stability to the water column and reducing exchanges between layers. presented high concentrations of nutrients. especialmente o abastecimento humano. a estes adsorvidos. Keywords: diffuse sources. o fósforo (P) é considerado o fator limitante da produtividade primária e. or possibly due to the opening of a bottom gate in the upstream Divisa reservoir to regulate discharge during a dry period. se destacam os fosfatos das rochas da bacia de drenagem e aquele resultante da decomposição de organismos. como o aporte de efluentes domésticos sem tratamento. the most common land uses in the catchment (fields and forestry) did not appear to provide significantly higher contributions in phosphorus compared to the native woods. As fontes antrópicas incluem efluentes domésticos e industriais. A urbanização resulta numa carga maior de nutrientes que . These results suggest that the algal bloom took place due to a long antecedent dry period. que se torna cada vez mais comum tanto em áreas agrícolas. tendo origem em fontes naturais ou antropogênicas. algal bloom. que propicia o aumento da produtividade primária nos corpos hídricos.

pois grande parte do fosfato precipitado no sedimento. 1990). 2000). com a temperatura da água no hipolímnio e com as concentrações de óxidos e hidróxidos de Fe (Moore et al. A origem dos nutrientes influencia de forma marcante o metabolismo do ecossistema aquático. o ferro se encontra na forma solúvel. Em função da pavimentação. 1996. o que propicia o transporte de substâncias do hipolímnio para as camadas superficiais (Tundisi. 1993). Na pecuária intensiva. 1988). Com o hipolímnio anaeróbico. A concentração de fosfato solúvel e imediatamente disponível para os produtores primários normalmente é baixa em águas superficiais devido ao rápido consumo (Wetzel. Os efeitos do aporte externo de nutrientes e da própria carga interna são diretamente influenciados pela hidrodinâmica da coluna de água (Wüest & Lorke. as estradas e a urbanização reduzem a capacidade de infiltração das águas no terreno. 2000).) e associação com sedimentos (Rydin. mas ainda assim alguns sólidos sedimentam e tendem a formar uma camada de lodo no fundo. 2001). com a condição redox da interface água-sedimento. Em solos agrícolas. principalmente.. diferente da produção autóctone onde a proporção de N (C:N cerca de 12:1) é maior (Wetzel. A dinâmica do P está intimamente associada ao sedimento aquático. predominam compostos e elementos no estado reduzido. o que confere estabilidade à massa líquida. . pode retornar ao metabolismo límnico (Boström et al. op cit. o pastoreio pode causar erosão significativa e o confinamento de animais pode ser considerado uma importante fonte pontual de nutrientes (ESTADOS UNIDOS.. Há tendência geral de mistura durante o inverno. A agricultura é a principal causa do aumento da erosão e aporte de nutrientes sob a forma difusa (Toledo & Ferreira. 2006). Os reservatórios situados em bacias de drenagem ocupadas por matas e florestas usualmente apresentam baixa produtividade.80 os demais tipos de ocupação. pois o maior fator de deterioração está associado aos esgotos domésticos. facilitando o escoamento superficial e a remoção de fertilizantes e agrotóxicos. As fontes alóctones constituem entradas importantes de carbono (C) dissolvido com pequena percentagem de N (C:N cerca de 50:1). 1991). 2001). a compactação diminui as taxas de infiltração. liberando o fosfato que representa uma fonte interna para as algas (Von Sperling. devido à elevada contribuição de nitrogênio (N) e P (Reynolds & Davies. Reservatórios subtropicais relativamente profundos permanecem estratificados termicamente por diversos meses ao longo do ano. 2003). aumentando fortemente o escoamento superficial e o transporte de sedimentos (Von Sperling. Christophoridis & Fytianos. A retenção ou liberação de P estão correlacionadas. 1996).

florestamento (8... desde que grande parte da vazão efluente passou a ser transposta para a bacia do rio dos Sinos (Franzen et al.3 %). Blang e Salto integram o Sistema Salto de Hidrelétricas e se localizam na bacia hidrográfica do rio Caí.9 %). A Figura 1 apresenta a situação do Sistema Salto. no município de São Francisco de Paula (RS). 2004). 2004a). compreende uma área de 52. motivou a Companhia Riograndense de Saneamento . mata nativa (12. numa região de clima subtropical úmido e relevo suave ondulado.5 km². A ocorrência de uma floração de Cylindrospermopsis raciborskii iniciada no verão de 1999 e originada no reservatório Blang. unidade amplamente representada na área de estudo (Wildner et al. especialmente o fósforo.5 %) e água (1. NT). restrito a pinus e eucalipto. enfocando as possíveis fontes de nutrientes. onde se desenvolve a pecuária extensiva. 2. A geologia é caracterizada por um imenso platô de rochas basálticas a riolíticas pertencentes à Formação Serra Geral. em cascata. o contorno da bacia hidrográfica e a localização dos pontos de amostragem. com acúmulo de matéria orgânica no horizonte A (Streck et al.81 Este trabalho teve como objetivo investigar as fontes externas e a carga interna de fósforo e nitrogênio totais (PT. Os usos do solo na bacia hidrográfica são representados por campo (74. em associação com Neossolo Litólico. Construídos na década de 50. urbana (0.9 %) (Franzen et al.a adotar medidas complementares ao tratamento de água convencional e também esta pesquisa.CORSAN . 2002). antes da transposição. representada por fragmentos da mata de araucária. áreas agrícolas (1. para geração de energia elétrica. para uma série de reservatórios em cascata. detectada em seis captações situadas à jusante nas bacias hidrográficas dos rios Caí e Sinos (Conte et al. passaram a ter importância estratégica também para regularização de vazões. . 2000)..5 %). A classe de solo predominante é o Cambissolo Húmico.9 %). que se caracterizam por apresentarem baixa profundidade e fertilidade natural. A bacia hidrográfica do Sistema Salto.. para os reservatórios do Sistema Salto.. carbono orgânico total (CT) e fósforo disponível (PD). MATERIAL E MÉTODOS Os reservatórios Divisa. 2004a). situada em torno dos 800 metros de altitude.

pastagem.. Nos tributários.82 Figura 1: Localização da bacia hidrográfica dos reservatórios Divisa. Blang e Salto e pontos de amostragem No período compreendido entre 2001 e 2003. por se tratarem de cursos de água rasos. mata nativa. Nos mesmos . foram coletadas diretamente amostras de água superficial e sedimento de fundo em frascos de polietileno. com baixo crescimento fitoplanctônico e limitação da produtividade primária por fósforo (Carvalho et al. 2003). 2. AMOSTRAGEM E ANÁLISES Cerca de vinte sub-amostras da camada superficial (0-20 cm) do solo foram coletadas com trado holandês e homogeneizadas de forma a compor amostras compostas em cada uma das 19 áreas selecionadas para caracterizar os principais usos do solo na bacia hidrográfica (campo.1. florestamento e agricultura). as características tróficas dos reservatórios foram oligotróficas à mesotróficas.

foram também efetuadas medições de vazão com micro-molinete e coleta de água para análise de sedimentos em suspensão. distante das drenagens e esparsas as ocorrências. preferencialmente. utilizando fatores de correção do efeito de matriz. Preparação das amostras Amostras de solo e sedimento aquático tiveram pré-tratamento distinto. que propiciam efeito de matriz. reservatórios e solos Amostragem Tributários (Lótico) Solos n 8 19 Estação Primavera e Verão Verão Verão Período 08. Os períodos de amostragem são apresentados na Tabela 1. 04/2003 01/2003 03/2003 Reservatórios (Lêntico) 11 2. incluindo agregados (465 . op cit. a seleção granulométrica para análise química não se faz necessária quando o d50 (diâmetro abaixo do qual se encontram pelo menos 50% das partículas) for inferior a 63 μm. silte grosso (63 . é mais indicado que as análises químicas sejam realizadas numa mesma fração granulométrica e. Em sedimentos aquáticos.). 1995). foram incluídas drenagens sob influência de estradas (mata nativa e florestamento). As amostras de solo foram secas ao ar e peneiradas em malha de 1 mm previamente à análise química. 09. conforme Tedesco et al. tanto de elementos-traço (Horovitz. banhado e mistura de usos (misto). a amostragem de sedimentos superficiais de fundo foi realizada por meio de draga Eckman no eixo central da barragem. Nos reservatórios. NT. 1991) quanto de nutrientes (Mudroch & Azcue.1. 03. resulta na recomendação de que a fração fina (F < 63μm) seja concentrada para análise química do sedimento.31 μm ou F 465). Nos sedimentos lóticos.1. Também para efeito de comparação entre amostras de naturezas distintas. a minimização do efeito de matriz pode ser obtida separando fisicamente o intervalo de interesse ou.83 pontos. menos indicado. (1995). Tabela 1: Número de pontos e período de amostragem nos tributários. Neste caso. Caso contrário. 10/2002 e 02. Tributários sob influência de áreas agrícolas não foram amostrados por serem pequenas. PT e PD foram avaliadas no sedimento natural e em três intervalos granulométricos distintos. As concentrações de CT. a presença de quantidades muito variáveis de partículas grosseiras. no intervalo que concentra os maiores teores dos elementos investigados (Horovitz.

filtradas e submetidas à secagem a 60°C. A variável NT evidenciou comportamento distinto entre os ambientes estudados. As técnicas analíticas utilizadas nas determinações de PD. a análise de variância sobre os resultados do fracionamento físico demonstrou que. 1999). 2. 2. devido às maiores médias que essas frações apresentaram nos sedimentos do Sistema Salto.31 μm ou F 63) e silte médio a argila (< 31 μm ou F 31). em ambos os ambientes. Conforme Franzen et al. NT e CT em sedimentos se encontram detalhadas em Tedesco et al. Análises Químicas Os procedimentos para preservação de amostras e análises em água seguiram as recomendações listadas em Standard (1999). optou-se pela F 31 em ambos os ambientes. a F 63 mostrou maior média de CT e a F 31 obteve os maiores teores de PT.4. os teores em sedimentos dos ambientes lótico e lêntico são apresentados através de médias das determinações nas frações: F 31 (silte médio a argila) para PT e NT. . e no sedimento natural para PD. e secos em estufa em temperatura inferior a 40°C. Análise de Sólidos Suspensos Foi utilizado o método gravimétrico. efetuado a partir de 200 g de amostra. As partículas maiores que 63 μm foram peneiradas em intervalos de meio phi (φ) e a fração inferior a 63 μm (silte + argila) foi determinada pelo método da pipetagem. A separação foi realizada por peneiramento a úmido. Neste trabalho.1.2. A Tabela 2 apresenta as metodologias empregadas nas análises de água. A individualização do percentual da fração silte + argila foi adotada nos casos em que a fração de finos foi superior a 5 % do peso total da amostra.. em peneira inerte de PVC com malha de nylon.84 . O conteúdo de sólidos suspensos (SS) é obtido pela diferença de peso do papel seco antes e depois da filtração (Standard. com as maiores médias nas frações F 465 e F 31 dos ambientes lêntico e lótico. F 63 (silte grosso) para CT. o sedimento natural apresentou a maior média de PD. (a ser publicado).1.1. Como o contraste entre as médias de NT nas frações F 465 e F 31 do ambiente lêntico não foi significativo (Franzen et al. a ser publicado). Granulometria Foi empregado o método da distribuição granulométrica por peneiramento. respectivamente.3. (1995). em que as partículas suspensas são coletadas na superfície. 2.

3.1. sulfito de sódio e metabissulfito de sódio). que se baseia na oxidação com dicromato de potássio em meio ácido e aquecimento externo até 150°C. Analisador V CSH Shimadzu Cromatografia Iônica 5 dias a 20°C Nefelométrico.. com H2O2. RESULTADOS 3.). (1997). NTD e CTD – Fósforo total.0125 mol.). nitrogênio Kjeldahl total e carbono total dissolvidos.1. DBO5 – Demanda biológica de oxigênio.85 Tabela 2: Metodologias empregadas nas análises em água PARÂMETRO PTD NTD CTD NO3 . e a determinação feita com adição dos reagentes P-B (molibdato de amônio) e P-C (ácido 1-amino-2-naftol-4-sulfônico.L-1). . 1995). SO4 – Sulfato. SO4 DBO5 Turbidez MÉTODO Digestão ácida (HNO3-H2SO4) e determinação com SnCl2. NO3 – Nitrato. PT e NT foram extraídos em uma única digestão a 350-375ºC.2H2O Digestão Macro-Kjeldahl e determinação titulométrica Infravermelho. O fósforo disponível (PD) foi analisado pelo método Mehlich I (HCl 0. escoamento superficial e sedimentos (suspensão e leito) dos tributários. sendo a leitura feita em espectrofotômetro a 660 nm (Tedesco. Análise Estatística Os dados obtidos foram analisados através de estatística descritiva (média. mediana e percentis). O conteúdo de carbono orgânico total (CT) foi estimado pelo método de combustão úmida de Walkley-Black. FONTES DIFUSAS E PONTUAIS DE NUTRIENTES As fontes difusas de nutrientes para os cursos de água e reservatórios são aqui representadas pelos solos. op cit.05 mol.5. Em solos e sedimentos. de acordo com Malavolta et al. O PT foi determinado pelo método vanado-molibdofosfórico e a leitura feita em espectrofotômetro a 420 nm. H2SO4 e mistura de digestão com Cu e Se (Tedesco et al. Turbidímetro Micronal (B250) Onde: PTD. op cit.L-1 + H2SO4 0. 2. A matéria orgânica (MO) também foi determinada por digestão úmida (Tedesco.

2004b) 3.86 representando os usos do solo na bacia vertente. e o CA ocupa a maior parte da área drenada. devido à sua elevada afinidade com a fase sólida e importância das formas inorgânicas. 12 5 0.2.063 mm (areia muito fina). o d50 é formado por partículas inferiores a 0. enquanto nos sedimentos lênticos. 04 4 0. Solos e sedimentos lóticos apresentaram d50 menor que 0.1.. como os nutrientes são elementos não conservativos e sujeitos às variações sazonais de cobertura vegetal e ação biológica. uma vez que a MA corresponde ao ecossistema nativo e preservado da ação antrópica. 0. 3. 00 0 2. Entretanto.1. Distribuição granulométrica A Figura 2 apresenta curvas granulométricas representativas das amostras de solo. 00 0 Tamanho de Partículas (mm) Lêntico Lótico Solo .250 mm (areia média). se destacam a área urbana e a carga interna de nutrientes armazenada no sedimento de fundo dos reservatórios. 50 0 1. Como fontes pontuais. 00 8 0. 06 3 0. sedimento de fundo dos tributários (lótico) e dos reservatórios (lêntico). 02 2 0. 100 75 50 (%) 25 0 Figura 2: Distribuição do tamanho de partículas em solos e sedimentos de fundo de tributários e dos reservatórios (modificado de Franzen et al. 00 2 0. 25 0 0. Solos e background Solos coletados em áreas ocupadas por mata nativa (MA) e campo (CA) seriam os mais indicados para estimativa do nível de background natural na área de estudo. 00 0 4. a estimativa do nível de background deve ser vista como referência na identificação de incrementos antrópicos apenas para PT.1.

38 %) do que em CA (0. MA (664. De acordo com Streck et al.kg-1) e FO (592. pastagem (PA) e agricultura (AG). Com relação ao PT. florestamento (FO). Teores médios de MO acima de 5 % em todos os usos do solo podem ser considerados altos. silvicultura e pastagem. PA.kg-1) dentre os usos do solo. FO-florestamento.0 mg. MA-mata nativa. FO e MA demonstraram níveis médios equivalentes (em torno de 5 %). Os percentis de 25 e 75%. PA (642. com média de 6%.2 mg. Figura 3: Níveis de matéria orgânica (MO) e nitrogênio total (NT) em solos. CA. Em relação ao teor de MO. cujos valores podem ser considerados naturais.25 %). AGagricultura. extremamente ácidos.7 mg. provavelmente em função da demanda exercida pelas florestas plantadas. com alto teor de argila e ricos em MO. NT e PD) em solos representantes dos usos: MA. As concentrações médias de NT se mostraram efetivamente maiores em AG (0. CA. por uso do solo.87 Nas Figuras 3 e 4 são apresentados os teores de matéria orgânica (MO) e nutrientes (PT. (2002).campo.21 %). embora a mediana seja maior em FO.pastagem.28 %) e MA (0. que favorece a acumulação de MO e impõe a esses solos melhores opções para fruticultura de clima temperado.kg-1) . e as áreas de CA apresentaram níveis médios levemente superiores à PA. enquanto que em FO os teores de NT se apresentam relativamente inferiores (0.4 mg. os Cambissolos Húmicos típicos são alumínicos. as áreas de CA apresentaram o menor teor médio (399. a média (ponto) e a mediana (divide as colunas) demonstram a distribuição dos teores obtidos em cada uso do solo. a AG apresenta a maior mediana. o que se deve ao ambiente de alta pluviosidade e baixa temperatura.kg-1). mas estão de acordo com a classe dos Cambissolos Húmicos localizados em região de altitude.

kg-1 (Figura 5).kg-1 em áreas de CA. que são utilizados em grandes quantidades nas culturas de batata. FO-florestamento. contrastando com áreas cultivadas onde os valores médios são 5 vezes superiores (25. levemente inferiores em FO.6 mg. por uso do solo. couve e alho. As variações dos teores de PD em solos também podem ser visualizados na Figura 6. a bacia hidrográfica do Sistema Salto foi caracterizada por baixo risco de contribuição de P em decorrência do tipo de uso do solo predominante na bacia.6 mg. que demonstra níveis naturais inferiores a 5 mg. Figura 4: Níveis de fósforo total (PT) e disponível (PD) em solos em solos. o intervalo compreendido entre 600 ± 100 mg.kg-1 em PA e MA. com média de 896. De acordo com Lopes et al.3 mg. (2005).4 mg.campo. Valores acima de 700 mg. PA. da mesma forma que NT. 0. Os valores médios de PD em solos da região são de 4. os acréscimos aos teores de nutrientes nas áreas cultivadas estão relacionados com a adição de fertilizantes. representado por CA e explorado com pecuária extensiva.9 mg.kg-1). CA. Considerando que os solos mais indicados para serem utilizados na estimativa do nível de background natural de PT na área de estudo seriam MA e CA. Devido à baixa fertilidade natural dos solos na região.kg-1. devido aos altos níveis de fertilizantes utilizados nas lavouras. o que demonstra o grande incremento do risco potencial de liberação de P das áreas ocupadas com agricultura.pastagem. .kg-1 em áreas cultivadas. 1.kg-1 em FO e 25. AGagricultura.88 demonstraram níveis médios semelhantes e. MA-mata nativa.kg-1 poderia ser considerado como a faixa de background natural para os solos da região.6 mg.kg-1 são encontrados apenas em solos de AG.

descarga líquida (Q) e descarga sólida (Dss) dos pontos amostrados nos tributários.d-1 no verão (Franzen et al.3.108 0.078 Onde: Q – Vazão líquida.s-1 e 0.s-1 e 0.073 0. que propicia maior aporte de sedimentos oriundos da bacia vertente (Tabela 3).166 0. A tendência geral é de maior descarga sólida no período da primavera.005 0.421 m3.003 0.2 6. e entre 0. o que confirma o efeito de diluição ocorrido na primavera.023 0. e Dss – Descarga sólida em suspensão.d-1 na primavera.025 0.s-1 no verão (Tabela 3).d-1) Primavera 0.5 1.1 0.421 0.1.6 0.058 0.018 0.013 Verão 0.008 0.d-1 e 0.175 0.020 0..042 0.s-1 na primavera e entre 0.036 0.0 6.003 0.018 0.7 0. o que provavelmente se deve ao passo de animais.7 0.059 0.005 t.166 t.022 0. Na Figura 5 são apresentadas concentrações de SS nos períodos de primavera e verão. demonstrando valores invariavelmente maiores no verão. Tabela 3: Área de drenagem e médias sazonais de descarga líquida e sólida em suspensão nos tributários Usos do Solo Misto Campo Banhado Estrada e Florestamento Florestamento Estrada e Mata nativa Mata nativa Urbano Q (m3.108 m3.003 m3.003 0.004 0.d-1 e 0.078 t.082 0. devido às maiores vazões dos tributários (Tabela 3). .058 0.175 0.016 0. As maiores concentrações de sedimentos em suspensão (SS) se deram em área de CA (Figura 5). A descarga sólida em suspensão (DSS) esteve compreendida entre 0.89 3.030 0. Salienta-se que as coletas de SS foram realizadas em tempo seco e que os valores foram inferiores aos que seriam obtidos caso as coletas tivessem sido realizadas durante eventos de chuva.004 0.003 0.4 0. tendo em vista que as áreas de CA são utilizadas para pecuária. A descarga líquida média dos tributários esteve compreendida entre 0. em função do período chuvoso.018 m3. 2004b).108 0.003 t. Sedimentos em suspensão nos tributários Na Tabela 3 são apresentadas área de drenagem.s-1) Área de drenagem 2 (km ) Primavera Verão 15.007 Dss (t.

foi pequeno o aporte de SS proveniente dos tributários que chegam aos reservatórios.estrada com florestamento. que expõe valores mínimos de oxigênio dissolvido (OD). estrada em mata nativa (EN) e UR demonstraram maior descarga sólida no verão.1. Pontos amostrados em áreas de banhado (BA). nitratos (NO3). EM – estrada com mata nativa. porém esta foi ainda maior nas áreas de CA utilizadas para pecuária. de maneira geral.4.urbano.mata nativa. BA. SO4 e DBO5 são indicativas de águas isentas de contaminação por efluentes domésticos. FO.banhado. CA. pH em torno da neutralidade e baixa turbidez (exceto na área de CA). por uso do solo. em função do relevo suave e dos usos do solo. os tributários apresentaram águas de boa qualidade. As baixas concentrações de NO3. de acordo com a Tabela 4. Apesar da tendência de maior DSS na primavera. EF. sulfatos (SO4) e demanda biológica de oxigênio (DBO5). . MI.campo. devido ao aumento das concentrações de SS.misto.90 Figura 5: Sedimentos em suspensão (SS) em tributários. A movimentação de veículos nas estradas e áreas de FO demonstrou influência sobre a qualidade da água através da turbidez. o intervalo de pH e os valores máximos de turbidez. UR. obtidos nos tributários e comparação com os limites estabelecidos para as classes 1 e 2 da Resolução Conama 357/ 2005. em função da intensificação do uso do solo (camping e casas de veraneio). MA. 3. Aspectos da qualidade da água e transporte de nutrientes nos tributários Durante o período amostrado. nos períodos de primavera e verão.florestamento. Os tributários apresentaram águas com elevada concentração de OD.

0 0.72 .0 10.40 6.urbano.0 0. por uso do solo: MI.0 CTD (mg.0 .25 SO4 250.60 6.60 7.0 6.83 7.7.55 6.37 μS.50 6.0 100.77 0.misto.30 1.357 / 2005 Parâmetro Classe 1 Classe 2 Campo Misto Mata Nativa Florestamento Estrada Urbano Banhado OD > 6.37 6.7. NO3 .0 MI CA BA EF FO EM MA UR Figura 6: Carbono total dissolvido (CTD) nos tributários.51 2.86 7.80 19.91 Tabela 4: Parâmetros de qualidade da água em tributários do Sistema Salto e comparação com os limites das classes 1 e 2 da Resolução CONAMA N. SO4 .florestamento.80 DBO5 3.0 2.40 2.60 6.banhado.9 ºC) evidencia o contraste acentuado entre o final do inverno e o verão.Nitrato.0 70.60 5.campo.7.80 Turbidez 40.99 0.17 .37 6.80 1.3 .9.0 10.67 0.38 Onde: OD .0 MI CA BA EF FO EM MA UR Verão 12.57 7.20 10.0 4. nos períodos de primavera e verão. CA. .80 2.0 10.30 . onde se pode observar que as maiores médias de CTD foram encontradas na primavera.17 0.33 . A condutividade elétrica da água (14 .0 CTD (mg.80 2. EM – estrada com mata nativa. NTD e PTD) em tributários do Sistema Salto. UR.0 6.21 0.60 1. em função da lavagem de encostas.0 6. BA. Primavera 12.L-1) 8.6. e DBO5 .Demanda biológica de oxigênio (mg.mata nativa.0 .0 6.06 0.L-1) e Turbidez (UNT).80 pH 6.0 4. As figuras 6 a 8 apresentam os teores de nutrientes dissolvidos (CTD.52 0.96 0.0 > 5.23.7.7. MA.55 0.estrada com florestamento.90 15.7.0 0.9.Sulfato.cm-1) apresentou características de águas doces e o intervalo de temperaturas observado (8.92 .0 1.0 250.0 5.Oxigênio dissolvido. FO.40 6.40 6. EF.66 .00 22.58 NO3 10.0 2.05 1.06 .0 6.L-1) 8. nos períodos de primavera e verão.69 0.0 2.

40 0. pois se encontra em excesso em relação ao P.92 As concentrações de CTD e NTD foram maiores em tributários sob influência de EF e no próprio FO.urbano. Primavera 0.0 4.0 0.30 NTD (mg. especialmente em usos como EF.banhado.00 MI CA BA EF FO EM MA UR MI CA BA EF FO EM MA UR Figura 7: Nitrogênio total dissolvido (NTD) nos tributários. FO. Primavera 6.0 Verão 2. folhas e acículas (caso do pinus) em função do corte.L ) Verão 0. CA.10 0. FO.misto.0 2. EM – estrada com mata nativa.mata nativa.0 6.urbano. EM e MA.campo.L-1) 4. EF. CA.campo. EF.30 -1 NTD (mg. .10 0.mata nativa. MA. nos períodos de primavera e verão. O NTD apresentou maiores médias e picos no verão. EM – estrada com mata nativa.estrada com florestamento. BA. Convém ressaltar que o N não foi considerado nutriente limitante. que favorece o acúmulo de material orgânico particulado na forma de galhos. por uso do solo: MI.florestamento.L-1) MI CA BA EF FO EM MA UR PTD (μ g.0 MI CA BA EF FO EM MA UR Figura 8: Fósforo total dissolvido (PTD) nos tributários. UR.0 0.misto.L-1) 0. nos períodos de primavera e verão. Atributos como NTD e CTD são.0 PTD (μ g.20 0.40 0. FO. por uso do solo.20 0.estrada com florestamento.florestamento. resultando em maiores teores de CTD em áreas de FO do que em MA.banhado. acelerada durante os períodos de maior temperatura e umidade. BA. UR.00 0. MA. dependentes da atividade microbiana. MI. em parte.

Os teores efetivamente maiores de PD no ambiente lêntico podem ocorrer em função do aumento da produção autóctone e das condições redutoras do hipolímnio. Apesar disso. as concentrações para os diferentes usos do solo se situaram entre 738. 3. onde há menores porcentagens de argila e MO.93 O PT apresentou concentrações muito baixas no período amostrado.1. se comparados ao ambiente lótico.4 mg.5 . As maiores concentrações de NTD e CTD em tributários de FO demonstram que as florestas plantadas alteram os níveis energéticos do ecossistema aquático.L-1 ocorreram em área ocupada por CA (Figura 8).L-1) se encontram abaixo do limite estabelecido para a classe 1 em tributários diretos (25 μg. com médias abaixo do limite de detecção (3 μg. os teores obtidos em MA e CA são utilizados para estimar o intervalo de background natural de PT.1233. Influência dos usos do solo sobre os teores de nutrientes em sedimentos de fundo dos tributários e reservatórios Na Tabela 5 são expostos os teores médios dos nutrientes analisados nos sedimentos dos ambientes lótico e lêntico. Em relação ao PT.L-1) e ambientes lênticos (20 μg. 1999). o que contribui para a acumulação desses nutrientes. Pelos motivos anteriormente expostos. situado entre 800 ± 100 mg. As maiores médias em torno de 5 μg.L-1).kg-1 nos sedimentos concentrados na F < 31 μm desta região. PD não acompanha esta tendência. podendo ser responsáveis pelo aumento do aporte desses nutrientes nos reservatórios e aumentando a susceptibilidade do ecossistema aquático em relação à eutrofização. coincidindo com o uso em que se verificou maiores concentrações de SS e turbidez. NT e CT foram encontrados no tributário representante de BA. demonstrando que este ambiente não precisa ser considerado como de potencial risco para liberação de PD. Naturalmente. pela Resolução Conama 357 / 2005. Os maiores teores de PT. NT e CT são mais elevados no ambiente lêntico do que no lótico. que é naturalmente enriquecido em nutrientes.kg-1. porque o sedimento do ambiente lêntico armazena parte da produção de biomassa que vem a decantar ao término do seu ciclo de vida. Os valores de PT obtidos (< 6μg. Foram observados teores . os teores de PT. os tributários que apresentam as menores concentrações de PT são aqueles representados por mata nativa e campo natural.5. Os teores de PT nos sedimentos de ambiente lêntico são predominantemente mais elevados.L-1) do método (Standard. Em relação aos usos do solo.

tampouco em suas águas. 4.Nitrogênio Kjeldahl total e Carbono orgânico total (%). exceto no uso urbano.42 5.27 1281.08 930.40 PD4 9. Tabela 5: Teores médios de fósforo e nitrogênio total (PT.kg-1) e NT. ambos citados como eutróficos em Owens & Walling (2002).95 19. CT .36 CT3 6.kg-1).Fração total (natural).kg-1) e Slapton Lay (1200 mg. nutrientes dissolvidos e no sedimento de fundo de tributários demonstraram que as fontes externas. 1n – Número de amostras. Os valores de PT e NT em sedimentos dos ambientes lênticos do Sistema Salto podem ser considerados intermediários se comparados aos níveis baixo e severo do Sediment Quality Guideline of Ontario (Canadian.62 1233. 3.81 1.65 NT2 0.36 1133.58 11. difusas e pontuais.12 0.37 0.68 1.18 0.69 9. .93 3.91 8. quando comparados aos níveis de PT encontrados em outros sistemas lênticos como Wind Lake (644 mg.73 1029.92 1. e 4.46 978.68 7.28 0. que sejam elevadas as concentrações de fósforo disponível nesses ambientes.79 871.Fração entre 63-31 μm. 1993).16 0.31 Onde: PT. que apresentaram elevadas concentrações de PD.17 7. carbono orgânico total (CT) e fósforo disponível (PD) em sedimentos lóticos e lênticos Origem Fonte Campo Misto Lótico Mata Nativa Florestamento Estrada Urbano Banhado Divisa Lêntico Blang Salto n1 4 4 4 4 8 4 4 7 2 2 PT2 798.31 9.63 30.Fração ≤ 31 μm.47 0.28 0.99 4. NT). demonstrando que este uso apresenta o maior potencial para liberação de P.27 1351.92 8.72 738. 2.60 21.49 5.kg-1 em todos os tributários. ou elevados.94 de PD abaixo de 10 mg.49 8. não são tão significativas quanto à própria carga interna representada pelo sedimento de fundo dos reservatórios.45 0. necessariamente.49 0. CONCLUSÕES Os elevados teores de matéria orgânica e nutrientes nos sedimentos de fundo do Sistema Salto não significam. PD – Fósforo total e disponível (mg. As contribuições de sedimentos em suspensão.

. Resolução n. uma vez que se houver fosfato dissolvido em excesso. AGRADECIMENTOS Os autores agradecem ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e à Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) pelo financiamento do Projeto. p.M. v. Conditions affecting the release of phosphorus from surface lake sediments. Exchange of phosphorus across the sediment-water interface. uma eventual fertilização das águas poderia ser desencadeada caso houvesse circulação da água hipolimnética. 2003. O fósforo como um elemento limitante do crescimento fitoplanctônico nos reservatórios do Sistema Salto de Hidrelétricas (RS). Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento. em função do relevo suave ondulado. Brasília. J.. 1993.. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BOSTRÖM. MERTEN. ANDERSEN. FRANZEN. L. M. CHISTOPHORIDIS. Além disso. levando o PD dos sedimentos para as camadas superiores da coluna de água.. Juiz de Fora. G. 2006. foram observados incrementos de NT e CT em áreas de FO. UR e AG..S. de 17 de março de 2005.. CANADIAN sediment quality guidelines for the protection of aquatic life. MA e FO. CYBIS. Dordrecht. o que colabora para uma contribuição restrita das fontes externas. os usos de maior concentração de nutrientes. J. Hull: National Guidelines and Standards Office. CARVALHO. MG. 229-244.95 Os usos do solo contribuíram para a qualidade da água dos reservatórios. 2003. IX Congresso Brasileiro de Limnologia. 1988. e dá outras providências. ou pela abertura da comporta de fundo do reservatório mais à montante. M. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. poderá haver aumento da produtividade primária. YUNES. & FYTIANOS. J. 35: 1181-1192. Environ. Qual.. 23 p.. A produção de sedimentos na bacia é baixa. B. 357.N. ocasionando a exportação de nutrientes do hipolímnio para os reservatórios à jusante. Entretanto. E. S. K. 170. CONAMA. Ao que tudo indica. C. . ocupam áreas isoladas e pouco expressivas na bacia vertente. FLEISCHER. Anais. JANSSON.F. pois a maior parte da bacia hidrográfica foi constituída por CA.H. o que pode aumentar a susceptibilidade do ecossistema aquático em relação à eutrofização. Hydrobiologia.

1991.. Possíveis causas de disponibilização de fósforo nos reservatórios do Sistema Salto (RS). Ocorrência de Cylindrospermopsis raciborskii nas bacias hidrográficas dos rios dos Sinos e Caí. VITTI. XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Ambiental. P.M. Algae blossom in reservoirs: the sediment quality importance. Rev. Anais.. 602 p. Washington... C. 2003. Porto Alegre. CARVALHO. Phosphorus geochemistry in the sediment-water column of a hypereutrophic lake. Environmental Protection Agency. K. CYBIS. F. FRANZEN. REDDY...S. Water Research. MERTEN. ed. A. LOPES. nitrogênio e fósforo em sedimentos de fundo de ambientes aquáticos lênticos e lóticos do Sistema Salto (RS).T. 76: 27-64.S. RISSO.. ESTEVES. I. W. de. CYBIS. A. 2.. AZCUE. A primer on sediment-trace element chemistry.. RABELO. E.. G.96 CONTE. Biol. 20: 869-875. 2003.. Qual.N.. Avaliação do estado nutricional das plantas: princípios e aplicações. G. CARVALHO. Anais. A. MERTEN. 2002..E. CYBIS. 2004b.XXIX Congresso Brasileiro de Ciências do Solo.H Fracionamento físico de carbono. 2004. 326 p.A...A.M. In: Anais. RYDIN. M. Italia. Boca Raton: Lewis. F. J. E. DEWES. Soc. 1998. . & WALLING. L. 1995.. Sources and bioavailability of phosphorus fractions in freshwaters: A British perspective. 2004a.F. Taormina.. Philos. OWENS. Ribeirão Preto. OLIVEIRA. HELFER. P. MERTEN. 1990. 2000. E.. 34 (7): 20372042. Piracicaba: Potafos. S.H. L. M. Rio Grande do Sul. VII Simposio Internazionale di Ingegneria Sanitaria Ambientale. Determinação de um índice de fósforo numa bacia hidrográfica através de técnicas de geoprocessamento... & GRAETZ.. D.M. 218 p. F. Brasil. Lake and reservoir restoration guidance manual. FRANZEN.A..M. de A. 2000. E. The phosphorus content of fluvial sediment in rural and industrialized river basins. M. CYBIS. Res.. & DAVIES. I Simpósio Ecologia de Reservatórios. A. Rio de Janeiro: Interciência..A. 319 p. Manual of aquatic sediment sampling. Environ. M.. G.R. 2ª Edition. Avaré (SP). MALAVOLTA. L. REYNOLDS. G. MOORE. J. G. D. Fundamentos de limnologia. 2nd ed. 1997.. 1991. FRANZEN. 136 p. In: Anais. FRANZEN. 36: 685-701. C.H. SP. HOROWITZ. 2001. P.. S.F. L. MUDROCH. Potentially mobile phosphorus in lake Erken sediment. ESTADOS UNIDOS. Lewis Publishers Inc. J. Camb. A.. [A ser publicado]. GIORDANI. MERTEN. Wat.

BISSANI. 2002.A. São Carlos: Instituto Internacional de Ecologia. 20th ed. WETZEL. Planejamento e gerenciamento de lagos e represas: uma abordagem integrada ao problema de eutrofização. NASCIMENTO. 35:373-412. Solos do Rio Grande do Sul. CPRM. 1 ed. GIANELLO. 385 p. Excursão virtual aos Aparados da Serra – RS/SC: Aspectos geológicos e turísticos dos cânions Itaimbezinho e Fortaleza.). P. Fluid Mech. SCHNEIDER.. 1996.. W. R. & LORKE. C. D..C. STRECK. DALMOLIN.V... Introdução à qualidade das águas e ao tratamento de esgotos. A. (Ed.gov. J.. VANNUCCI. Porto Alegre: EMATER/RS. 2003. C.br/Aparados/index. 2001. UFMG. Ver. p. (Boletim Técnico de Solos. TUNDISI. 5). N. WILDNER. 2 ed. 1995. et al. M. 1993. GIFFONI. 1999. Small scale hydrodynamics in lakes.. 21-27. A. V. Departamento de Solos da UFRGS. ORLANDI Fº.G. C. P. Revista plantio direto. DO. E. 174 p. M.S.A. KLAMT. Annu. DESA.E. Impactos das atividades agrícolas na qualidade da água. 2000. DE & FERREIRA. Limnologia. TOLEDO. 58. 107 p.cprm.htm WÜEST. UFRGS. Washington: American Public Health Association.J. In: http://www.. L. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. Porto Alegre. . 2004.G..97 STANDARD methods for examination of water and wastewater. J. planta e outros materiais.D. L. R. VON SPERLING. TEDESCO. Análises de solo. KÄMPF.G. E.

contaminating the water supply reservoirs of six municipalities downstream and required special water treatment methods. Blang and Salto chain of reservoirs form the Salto System of hydroelectric plants..Os reservatórios em cascata. Como a referida floração ocorreu num período em que. G.H. A ocorrência de uma floração de algas tóxicas no verão de 1999. teores de fósforo total dissolvido e turbidez. Elevadas concentrações de fósforo dissolvido no hipolímnio e a presença de fósforo disponível em excesso no sedimento de fundo. A. localizado no município de São Francisco de Paula. CIRCULAÇÃO DA ÁGUA HIPOLIMNÉTICA NO RESERVATÓRIO DIVISA DO SISTEMA SALTO (RS) Franzen. Rio Grande do Sul (Brasil). Situados numa região de nascentes e clima subtropical úmido. fósforo. located in Sao Francisco de Paula. In the summer of 1999. These reservoirs are located in a headwaters . tendo em vista que o procedimento utilizado para regularização das vazões aumenta o risco de proliferação de algas nos reservatórios situados à jusante. Para tal. da superfície ao hipolímnio.98 CAPÍTULO 3. A circulação de águas metalimnéticas. Brazil. esses reservatórios apresentaram características oligotróficas à mesotróficas no período compreendido entre 2001 e 2003. atingiu captações de água de seis municípios à jusante e demandou medidas especiais para o tratamento da água. orgânico e rico em nutrientes. indicaram que esta poderia ser uma fonte significativa de nutrientes para a fertilização das águas. particularly phosphorus. contudo. pois somente eventos climáticos extremos provocariam ventos capazes de inverter a massa líquida. a toxic algae bloom originated at the Blang reservoir. já que ventos moderados poderiam induzir afloramento da termoclina. ABSTRACT . a transferência de fósforo do hipolímnio para a coluna de água poderia ser desencadeada pela abertura de comportas de fundo do reservatório à montante. L. foram obtidos perfis verticais de parâmetros que indicam a ocorrência de estratificação da coluna de água (temperatura. sob estratificação. se desenvolve estratificação em corpos de água relativamente profundos. identified as the limiting nutrient. além de clorofila-a na zona fótica. integram o Sistema Salto de Hidrelétricas. especialmente o fósforo. This event has motivated the investigation of the possible sources of nutrients. especialmente se isto ocorrer em período de estiagem. levou em consideração fontes externas (principalmente difusas) e a fonte interna representada pelo sedimento de fundo. seria uma possibilidade mais provável.The Divisa. Palavras-chave: limnologia física. floração de algas. originada no Blang. Cybis. oxigênio dissolvido. reservatórios em cascata. condutividade elétrica e potencial redox). Divisa. Merten. Blang e Salto. identificado como nutriente limitante.. Este fato motivou a investigação das possíveis fontes de nutrientes. RESUMO . Rio Grande do Sul. A investigação das possíveis causas para a fertilização das águas. este trabalho teve como objetivos caracterizar a estratificação físico-química da coluna de água e investigar a possibilidade de circulação da água hipolimnética na condição estratificada. normalmente. Resultados indicam que. A possibilidade de circulação da água hipolimnética foi investigada através de batimetria e números adimensionais que refletem a estabilidade do corpo de água estratificado. M. a circulação da água hipolimnética dificilmente ocorreria. No entanto.

sobreposta a outra mais fria e densa. which is a frequent occurrence during drought periods. que possibilitam ressuspensão do sedimento e aumento da taxa de difusão de nutrientes dissolvidos para o hipolímnio. lótico e lêntico. 1. In the period between 2001 and 2003. in addition to total dissolved phosphorus and turbidity from the surface to the hypolimnion and chlorophyll-a in the photic zone. se tornam mais parecidos com os lagos e sujeitos à mesma ação dos ventos. because only extreme climate events could generate winds strong enough to invert the liquid mass. nutrient-rich bottom sediment. However. In order to carry out the study. vertical profiles of parameters that indicate the physical-chemical stratification were obtained. o que confere estabilidade à massa líquida. as moderate winds could ascend the thermocline. dissolved oxygen and redox potential. . the transfer of dissolved phosphorus from the hypolimnion to the reservoirs downstream could occur when the reservoir bottom gates are open to regulate discharges. rural land use pattern and low demographic density. algae bloom. em função da barreira física imposta pela diferença de densidades (Wüest & Lorke. a susceptibilidade do ecossistema aquático depende de como as substâncias são transportadas e distribuídas dentro do reservatório. The investigation of the possible causes of water fertilization considered external sources (mainly non-point sources) and the internal source represented by the organic. O transporte vertical é facilitado próximo ao sedimento de fundo. Keywords: physical limnology. 1998). Nas proximidades do barramento. pois apresentam características hidráulicas de ambos ambientes. phosphorus. with oligotrophic and mesotrophic characteristics. The present work seeks to characterize the physical-chemical stratification of the water column and investigate the possibility of hypolimnetic water circulation under stratified conditions.99 region with a humid subtropical climate. um gradiente de densidades separa em camadas uma água superficial mais quente e leve. Reservatórios represados em leito de rio são considerados como uma transição entre rios e lagos. Nos períodos de estratificação. em função das correntes de densidade e ondas superficiais. A transferência de nutrientes do hipolímnio para as camadas superiores da coluna da água é dificultada. Results indicate that. under stratification. The circulation of hypolimnetic water has been examined through batimetry and dimensionless numbers that reflect the stability of the stratified body of water. hypolimnetic water circulation is not likely to occur. op cit. INTRODUÇÃO Do ponto de vista físico. such as temperature. correntes de densidade e estratificação (Esteves. The circulation of metalimnetic waters is a more likely possibility. Trocas verticais entre o hipolímnio e o epilímnio são grandemente reduzidas e os principais movimentos são quase que inteiramente horizontais. cascade reservoirs.). ao longo dos contornos de transição de densidade da água (Wüest & Lorke. 2003). monitoring demonstrated good water quality.

Em regiões de clima subtropical. principalmente. Os efeitos do regime hidrodinâmico dos ecossistemas aquáticos lênticos e a possibilidade de circulação da água hipolimnética podem ser investigados através de números adimensionais. Durante a primavera e o verão. A magnitude da incidência do vento e a energia térmica que confere energia potencial à superfície da coluna de água são importantes parâmetros no estudo da circulação. as condições meteorológicas podem ser determinantes nos processos de transporte dentro do reservatório. 2003). e a sua fase fria (La Niña) provoca estiagens nesse mesmo período (Grimm et al. a água superficial é aquecida. nos períodos de déficit hídrico. A necessidade de regularização de vazões. fenômenos como o El Niño Oscilação Sul (ENOS) podem alterar o padrão de variabilidade da temperatura do ar e. . caracterizado por anomalias no padrão de temperatura da superfície do Oceano Pacífico Tropical. 1983.. onde é razoável supor que o estoque de nutrientes aumente com o passar do tempo. 2001). por isso. ou esporádico. que ocorrem de forma simultânea com anomalias no padrão de pressão atmosférica. a estabilidade do corpo de água estratificado pode ser modificada por variações no fluxo de calor na superfície da água ou pela ação do vento. já que se destina à regularização de vazões. Apesar da tendência de chuvas bem distribuídas ao longo do ano em regiões de clima subtropical. O ENOS é um fenômeno de grande escala. 2001). Diferentemente dos lagos. normalmente acontece no verão das regiões de clima subtropical. O procedimento pode ser frequente. da precipitação pluvial. em um determinado intervalo de tempo. que caracterizam a estabilidade dinâmica do corpo de água estratificado e possibilitam a previsão de possíveis cenários (Imberger. principalmente no que se refere à abertura de comportas de fundo. 1996). os reservatórios são também influenciados pelo regime de operação das barragens. 2000). indicando se a tendência da coluna de água é estratificar ou misturar (Imberger. as baixas temperaturas do inverno resultam num regime de circulação caracterizado por mistura. período em que os reservatórios também se encontram mais propensos ao supercrescimento de algas e de plantas aquáticas (Wetzel. a fase quente do ENOS (El Niño) provoca chuva acima da média durante a primavera e início do verão. No entanto. podendo desenvolver estratificação em reservatórios relativamente profundos (Wüest & Lorke. Na região sul do Brasil.100 As condições meteorológicas podem determinar a ocorrência de estratificação ou mistura. Straskraba & Tundisi.

E através de um conduto. MATERIAIS E MÉTODOS 2. parte da vazão efluente do Salto é . desde que grande parte da vazão efluente passou a ser transposta para a bacia do rio dos Sinos (Franzen et al. município de São Francisco de Paula (RS). o contorno da bacia hidrográfica antes da transposição e a localização dos pontos de amostragem. Localizados na bacia hidrográfica do rio Caí. para geração de energia elétrica. 2. A Figura 1 apresenta a situação do Sistema Salto nas bacias hidrográficas dos rios Caí e Sinos.101 Este trabalho teve como objetivo investigar a possibilidade de circulação da água hipolimnética num reservatório estratificado. tendo como base a batimetria e perfis de estratificação físico-química da coluna de água. 2004).. na década de 50. Blang e Salto foram construídos em cascata. Da Barragem do Salto.1. ÁREA DE ESTUDO Os reservatórios Divisa. Figura 1: Localização do Sistema Salto e pontos de amostragem. o Sistema Salto passou a ter importância estratégica também para regularização de vazões. até ser lançada no rio Caí. a água que sai pela descarga de fundo segue o curso do rio Santa Cruz.

bem como no final do outono e inverno do ano seguinte (1999) (Fontana & Berlato. florestamento (8. 2000).5 km². A referida estiagem foi atribuída ao fenômeno La Niña. agricultura (1.. motivou a Companhia Riograndense de Saneamento . turbidez e clorofila-a..5 em 0. . situada em torno dos 800 metros de altitude. ocupação urbana (0. As amostras foram refrigeradas desde o momento da coleta até a realização das análises. e coleta de água em garrafa Van Dorn para análises de fósforo total (PT).9 %) (Franzen et al. 1997).. oxigênio dissolvido (OD).5%) e água (1.5 m de atributos físico-químicos da coluna de água (temperatura. e aproveitada nas usinas de Bugres e Canastra. Os usos do solo na bacia hidrográfica são representados por campo (74. no município de Canela (RS).. seguindo as recomendações propostas em Standard (1999). que devido ao resfriamento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico provocou estiagem na região sul do Brasil na primavera e início do verão do seu ano de início (1998). 2000). A ocorrência de uma floração de Cylindrospermopsis raciborskii no verão/outono de 1999 nas bacias hidrográficas dos rios Caí e Sinos. sendo posteriormente lançada no rio Paranhãna. pH e potencial redox (Eh)). numa região de clima subtropical úmido. e a elevação da temperatura seria responsável pelo desenvolvimento da floração. 2.3%). sendo que a clorofila-a foi analisada apenas na zona fótica. de 1 em 1 m.9%). No período compreendido entre 2001 e 2003. antes da transposição. em menor proporção. 2003).5%). mata nativa (12. os reservatórios do Sistema Salto apresentaram características oligotróficas a mesotróficas. através de sonda multi-parâmetros Hydrolab (modelo Quanta). que teria ocasionado depleção do nível de água da barragem e aumento da concentração de nutrientes. originada no reservatório Blang. provavelmente. Ainda segundo esses autores.CORSAN .2. a floração estaria associada. sólidos dissolvidos. condutividade elétrica (CE). compreende uma área de 52. com baixo crescimento fitoplanctônico e limitação da produtividade primária por fósforo (Carvalho et al. 2004). ao baixo índice pluviométrico ocorrido nos anos de 1998 e 1999.a adotar medidas complementares ao tratamento de água convencional para garantir a qualidade da água tratada e evitar efeitos adversos à saúde pública (Conte et al. um dos principais afluentes do rio dos Sinos (Conte et al.102 transposta para o vale do rio Santa Maria. A bacia hidrográfica dos reservatórios do Sistema Salto.9%) e. AMOSTRAGEM E QUALIDADE DA ÁGUA A amostragem foi realizada em janeiro de 2003 e consistiu de perfis verticais com medidas de 0.

ci . Para investigar a possibilidade de circulação da água hipolimnética foram calculados os seguintes números adimensionais: 2. através de turbidímetro Micronal (modelo B250). N° de Burger (Si) Demonstra a influência da rotação da Terra sobre a dinâmica dos movimentos da água.3. A turbidez foi determinada pelo método nefelométrico. A clorofila-a foi determinada após extração do pigmento em acetona 90%.velocidade da fase da onda. prevendo a importância das correntes horizontais de larga-escala e dos giros induzidos pelo vento (Antenucci & Imberger. através de leituras de absorbância em espectrofotômetro UV Varian (modelo Cary 1E).largura do lago.1. h2 . e H . ⎛ ρ 2 − ρ1 ⎞ ⎟ g'= ⎜ ⎜ ρ ⎟g 1 ⎝ ⎠ . bem como a descarga de fundo à montante).freqüência inercial na latitude do lago (constante).profundidade total.103 As análises de fósforo total em águas foram realizadas após digestão com persulfato de potássio em meio ácido e determinação por ácido ascórbico.gravidade reduzida. CIRCULAÇÃO DA ÁGUA HIPOLIMNÉTICA O reservatório Divisa foi escolhido em função de: i) ser o primeiro da série em cascata (o que exclui outras fontes que não as nascentes. h1.Número de Burger. enquanto que para Si > 1. L . Para valores de Si < 1. 2001).3. 2. e f . Si = ci L⋅f Onde: Si . a rotação afeta a hidrodinâmica.profundidade da camada superior e inferior. ci = g ' h1h2 H Onde: g’ . necessária ao cálculo dos números adimensionais que refletem a estabilidade do corpo de água. de acordo com Standard (1999). e ii) dispor de batimetria. a rotação não afeta a hidrodinâmica.

velocidade do vento. N° de Lago (LN) Incorpora a variável batimetria irregular.2.3.aceleração da gravidade. 1 ⎛ ρ ar 2 ⎞2 ⎟ u* = ⎜ ⋅ C ⋅ u D ⎜ ρ ⎟ ⎝ ⎠ Onde: ρar. u . u* . em relação ao distúrbio induzido pelo vento. W= g ⋅δ ' ⋅ h2 u *2 ⋅ L Onde: g. St – parâmetro de estabilidade.h T ) As 3/2 ⋅ (H .densidade média do ar e da água. 2. LN = S t ⋅ (H . 2.3. representa a força restauradora do centro volumétrico do lago. conduzindo a uma previsão robusta a respeito do afloramento da água hipolimnética (Imberger & Patterson. h – profundidade da termoclina.velocidade friccional induzida pelo vento. N° de Wedderburn (W) Introduzido por Thompson & Imberger (1980). g . Se W > 1. 1990). caso contrário. se o vento é tal que W < 1. ρ . . Um valor de LN > 1.δ’ . CD – coeficiente de resistência (constante). 2001).3. ρ2 .104 Onde: ρ1. então a termoclina superficial pode aflorar na direção contrária a do vento e a água metalimnética pode ser trazida para a superfície (Imberger. hT – altura do fundo do lago até a termoclina.h v ) ⋅ u * 2 Onde: LN – Número de Lago.densidade média da água nas camadas superior e inferior. hv – altura do centro volumétrico do lago. indica que há estabilidade da coluna de água.densidade diferencial através da termoclina. As – área superficial. não ocorre afloramento da termoclima e. vento e ondas podem causar a inversão da coluna de água.

apresentava valores crescentes do pigmento. uma intermediária onde a temperatura se mantém aproximadamente constante e a inferior. Crescem com a profundidade. A(z) – área da camada. RESULTADOS 3.. no período de 2001 a 2003. dz – variação de altura da camada. prevalecendo condições redutoras dos 10 aos 18 metros. mais fria e densa. O Eh da coluna de água diminui com a profundidade. condições essas praticamente limitantes com relação ao fósforo (Carvalho et al. onde prevalecem condições anóxicas. em toda a parte inferior da coluna de água. a condutividade elétrica. se tornando negativo em função da depleção do OD (Figura 2). ESTRATIFICAÇÃO DA COLUNA DE ÁGUA A estratificação térmica do reservatório Divisa divide a coluna de água em três camadas. O pH se mostra mais elevado na superfície em função da produtividade fotossintética e no fundo em função da presença de MO. ρ(z) . na ocasião com 3 metros de profundidade. uma superior com elevado gradiente de temperatura. 2003).105 St = 1 H ρ ∫ g (h 0 v − z ) ρ ( z ) A( z )dz Onde: z . ou seja.altura da camada. que confere resistência ao rebaixamento do pH.densidade da água na camada. este último. Os reservatórios do Sistema Salto demonstraram concentrações de fósforo total em águas superficiais inferiores a 10 μg. conforme demonstram os perfis de OD e Eh. a turbidez e os teores de PT dissolvido. A clorofila-a foi analisada somente na zona fótica (onde atuam os efeitos da insolação). . H ∫0 zA( z )dz H ∫ 0 A( z )dz hv = 3.L-1.1.

oxigênio dissolvido (OD). fósforo total dissolvido (PTD). condutividade elétrica. turbidez. . potencial redox (Eh). pH e clorofila-a na coluna de água do reservatório Divisa.106 Figura 2: Perfil de temperatura (T).

O Número de Wedderburn (W >1) indica que o afloramento da termoclina (upwelling) não é provável. Entretanto. Influência da rotação da Terra A estimativa do Número de Burger (Si) no Divisa demonstrou que a rotação da Terra não afeta a dinâmica dos movimentos da água dentro do reservatório (Si = 1. em posição superior à água hipolimnética e pode ser muito rica em nutrientes. área superficial. 2001). As oscilações internas são características de seiches gravitacionais. morfologia de fundo. e afloramento do contorno na direção contrária (Imberger. conforme demonstrado nas Figuras 2.h-1.2.2. Na ocasião. trazendo a água metalimnética para a superfície. em um corpo de água estratificado.40 km. tendo como força restauradora a ação da gravidade. que podem ser induzidas por uma grande variedade de causas. Devido à pouca profundidade e para efeito de simplificação. entre as quais o vento. 3.2. devido à nitrificação ou desnitrificação das populações bacterianas metabolicamente ativas (Jorgensen & Vollenweider. A água metalimnética se situa abaixo da termoclina.107 3. através de dados como batimetria. situação em que os movimentos induzidos pelo vento dificilmente se refletem para o interior do corpo de água estratificado. pois a estratificação de temperatura e densidade resultam em estabilidade da coluna de água. 2000). se considera estratificação em duas camadas. acima de 60 km. os reservatórios se encontravam estratificados física e quimicamente.2. Afloramento da água hipolimnética A incidência do vento sobre a superfície da água. volume do lago e perfis verticais de características físico-químicas da coluna de água. faz com que a mesma se mova.1.15). uma superior até a termoclina e outra inferior abaixo desta. análogas à oscilação livre da água numa bacia.h-1 o afloramento da termoclina poderia ocorrer. sendo muito comum o desenvolvimento do chamado ‘prato nítrico’ no metalímnio. ou oscilações rítmicas de curto período. . A Tabela 1 apresenta os valores calculados para cenários com velocidades de vento entre 20 . na mesma direção. ESTIMATIVAS DE CIRCULAÇÃO A possibilidade de transporte de fósforo do hipolímnio para as camadas superiores da coluna de água foi investigada a partir de números adimensionais que classificam o regime hidrodinâmico. num primeiro momento. 3 e 4. 3. Esse movimento da água superficial sendo arrastada sobre os limites do corpo de água causa afundamento do nível de água a favor do vento.

O transporte de sedimentos e nutrientes associados. Vale mencionar que a região foi noticiada por danos sofridos com a passagem do ciclone extratropical Catarina em 27/03/2004. que pode ser mais rica em nutrientes do que a água superficial poderia ocorrer em situações de vento moderado a forte (acima de 60 km. 1998). a inversão da massa líquida poderia ocorrer. seria improvável devido à estabilidade do corpo hídrico estratificado. a estratificação é forte e se sobrepõe à força do vento.79 38. o número de Lago é comumente aplicado em lagos grandes. porém a fertilização das águas também poderia ter sido desencadeada pela abertura da comporta de fundo do reservatório Divisa.108 Tabela 1: Números de Wedderburn (W) e de Lago (LN) calculados para previsão de cenários Parâmetro 20 W LN 7. Em condições ambientais normais. Sua aplicação em corpos de água pequenos. mas sugere que sob velocidades de vento atípicas.99 Onde: u – velocidade do vento. cuja vazão de fundo rica em nutrientes poderia causar impacto ainda maior aportando diretamente à superfície do reservatório Blang sob efeito da estiagem. pode não ser apropriada. já em fase final de desenvolvimento (INPE.05 0.h-1. que apresentou ventos de até 180 km. tendo sido também classificado como um furacão de categoria 2.12 u (km.15 155. como no caso de ciclones extratropicais. a menos que sob velocidades de vento excepcionais. O Número de Lago (LN) demonstra que. No entanto. Somente velocidades extremas (acima de 250 km. a estiagem pode ter ocasionado elevação da concentração de nutrientes existentes no meio. apenas o afloramento da termoclina trazendo a água metalimnética.h-1) 40 1. onde a rotação da Terra exerce influência sobre as massas de água. 2006).h-1) (Tabela 1). imediatamente à montante.h-1). como é o caso do reservatório Divisa. .24 250 0. do hipolímnio para as camadas superiores da coluna de água. a inversão da massa líquida estratificada seria improvável. Na floração ocorrida no verão de 1999. para as velocidades de vento usuais.78 60 0.79 17. sob vento suficientemente constante. poderiam causar inversão da massa líquida trazendo a água residente no hipolímnio à superfície na direção contrária a do vento (Imberger.

CYBIS. In: Anais.M.M. W. M. CONCLUSÕES A ocorrência de estratificação físico-química da coluna de água em três camadas foi demonstrada através de perfis verticais de temperatura e parâmetros como OD. DEWES. 2001. assim como a CE. D. I. .. 5. 106:22465-22474. Geophys. In: Anais. As concentrações de PT aumentaram com a profundidade. Ocorrência de Cylindrospermopsis raciborskii nas bacias hidrográficas dos rios dos Sinos e Caí.. GIORDANI.A. 2003. FRANZEN. & IMBERGER. 602 p. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANTENUCCI. AGRADECIMENTOS Os autores agradecem ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e à Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) pelo financiamento do Projeto.. 127-132. 1. J. MERTEN. Fundamentos de limnologia. porém a inversão da massa líquida dificilmente ocorreria. S. E. & BERLATO. ESTEVES. G.H. Rio Grande do Sul. como no caso da passagem de ciclones extratropicais severos. a turbidez e a clorofilaa.M. 2000. Porto Alegre.F. que é maior no metalímnio do que no epilímnio. On internal waves near the high-frequency limit in an enclosed basin. RABELO.N. Santa Maria. CONTE.. Rio de Janeiro: Interciência. XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Ambiental. p. J. YUNES. pH. MG. A possibilidade de circulação da água metalimnética foi confirmada. n.. CE e Eh.109 4. M. F. Apenas em situações em que o vento fosse excepcionalmente forte e duradouro. Brasil. Res.... FONTANA. CARVALHO. Revista Brasileira de Agrometeorologia.S..T. L. J. IX Congresso Brasileiro de Limnologia.A. v. Juiz de Fora.C. J. Influência do El Niño Oscilação Sul sobre a precipitação pluvial no Estado do Rio Grande do Sul. 1998. a fertilização da coluna de água poderia ser induzida pelo transporte de substâncias do hipolímnio.. O fósforo como um elemento limitante do crescimento fitoplanctônico nos reservatórios do Sistema Salto de Hidrelétricas (RS). 1997. A.

Fluid Mech. R.Núcleo de Pesquisa e Aplicação de Geotecnologias em Desastres Naturais e Eventos Extremos (2006). A. Response of a numerical model of a stratified lake to wind stress.. 1113-1117.. I Simpósio Ecologia de Reservatórios. São Carlos: ILEC/IIE. 2003. 9) THOMPSON. Anomalias de precipitação no Sul do Brasil em eventos La Niña.. 1998. STANDARD methods for examination of water and wastewater.). (SP).. Adv. Avaré. Geophys.br/crs/geodesastres/desastre2. Rio de Janeiro: Sociedade Brasileira de Meteorologia. Limnology. G. Annu. Characterizing the dynamical regimes of a lake. & LORKE. Proceedings. p.. 2000. Possíveis causas de disponibilização de fósforo nos reservatórios do Sistema Salto (RS). Princípios para o gerenciamento de lagos.A. Desastres: Furacão Catarina. 35:373-412. Washington: American Public Health Association. v. 2004. J.. CARVALHO. 1980. CYBIS. 202 p. In: INTERNATIONAL SYMPOSIUM ON STRATIFIED FLOWS. J. 20th ed. 258 p. GRIMM. IX CONGRESSO BRASILEIRO DE METEOROLOGIA. WÜEST.. 1980. . São Carlos: ILEC..O. A. (Ed. Trondheim: Tapir.G. Coastal Estuarine Stud. R. J. 562-570. Physical limnology. L. A. Appl. 2001. 2. Union.E. In: Anais. JORGENSEN. IMBERGER. p. Perth: The University of Western Australia.inpe. Ver. 2000. 27:303-475.. IMBERGER.).Y. Small scale hydrodynamics in lakes... M. Mech. 1983. (Diretrizes para o Gerenciamento de Lagos. VOLLENWEIDER. DC: Am.. E. TUNDISI. et al. 2. 1990. v. 54. WETZEL. INPE – INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS . MERTEN. M. Campos do Jordão. Trondheim. http://www. 760 p. J. 1999.110 FRANZEN. Philadelphia: Saunders College.(Ed. In: Anais.. IMBERGER. 2nd ed.H. Physical Process in lakes and oceans. IMBERGER & PATTERSON. S.M. STRASKRABA..php (Página visitada em 16/08/2009)..R.F. R. Washington.G. 1996. Gerenciamento da qualidade da água de represas.

In addition. FRACIONAMENTO FÍSICO DE CARBONO. especially phosphorus. To verify the importance of physical fractioning and of particle aggregates for nutrient analysis. The resuspension of deposited sediment is one of the ways in which nutrients become available to the water column. total nitrogen (TN) and total organic carbon (TC) in four particle size fractions (F): natural or total. disponibilidade e nível trófico potencial.63 μm). que possibilitam inferir quanto ao estoque. availability and potential trophic level. bottom sediment from two environments (lentic and lotic) was used to determine total and available phosphorus (TP and AP). aggregate or F 465 (465 . As such.F. and medium silt plus clay or F 31 (< 31 μm). . especialmente o fósforo. Palavras-chave: fósforo. nutrients are also transferred to the water column by diffusion at the water-sediment interface. carbono orgânico. coarse silt or F 63 (63 . NITROGÊNIO E FÓSFORO EM SEDIMENTOS DE FUNDO DE AMBIENTES AQUÁTICOS LÊNTICOS E LÓTICOS DO SISTEMA SALTO (RS) Franzen. M. foram utilizados os sedimentos do leito de dois ambientes (lêntico e lótico).Sediment deposits are considered an important compartment for the aquatic ecosystem. as they store significant amounts of nutrients and energy. is directly related to the presence of superficial electric charges on the clay minerals and oxides found in the fine sediment fractions (silt and clay). A capacidade dos sedimentos em reter nutrientes. assim como em PT.31 μm). Neste sentido. 63 . está diretamente relacionada às cargas elétricas superficiais presentes nos argilominerais e óxidos que se encontram nas frações finas do sedimento (silte e argila) e também na matéria orgânica.63 μm ou agregado (F 465). 465 . NT e CT no sedimento lêntico. e determinações de fósforo total (PT) e disponível (PD).. PD apresentou a maior concentração média na FT enquanto que o CT foi concentrado na F 63 e PT obteve os maiores teores na F 31. NT e CT no sedimento lótico. nitrogênio total (NT) e carbono orgânico total (CT) em quatro frações granulométricas (F) assim denominadas: natural ou total (FT). nitrogênio.31 μm ou silte grosso (F 63).H. Cybis. Their capacity to retain nutrients. RESUMO . e menor que 31 μm ou silte médio + argila (F 31). L. pois armazenam uma quantidade expressiva de nutrientes e energia. A ressuspensão dos sedimentos a partir do leito é uma das formas a partir do qual os nutrientes podem ser disponibilizados para a coluna de água. as well as in organic matter. se torna importante conhecer as concentrações dos nutrientes nos sedimentos de fundo.. Em ambos ambientes. Comportamento distinto entre os ambientes estudados ocorreu somente com NT. Para verificar a importância do fracionamento físico e dos agregados de partículas para a análise dos nutrientes. G. allowing one to make inferences as to the stock. sedimentos aquáticos. Além desse processo. que apresentou maior média na F 465 do ambiente lêntico e na F 31 do ambiente lótico. Merten. ABSTRACT .Os sedimentos depositados no leito são considerados um importante compartimento para o metabolismo do ecossistema aquático. os nutrientes também são transferidos para a coluna de água através do processo de difusão que ocorre na interface água-sedimento. Resultados mostraram que as frações granulométricas exerceram influência significativa nas concentrações de PD.111 CAPÍTULO 4. it is important to know the concentrations of nutrients in bottom sediment.

influenciado pelas práticas de uso e manejo dos solos na bacia. capacidade de troca de cátions e densidade de grupos funcionais) também favorecem a formação dos microagregados (Dick. as well as TP. 2008). 2009). sendo que os minerais podem consistir de argilominerais. aquatic sediment 1. Nas superfícies desses agregados. induzidas por correntes de convecção de massa e termal. A agregação propicia proteção física à MO e. TN and TC in lotic sediment. além de que seus grupos funcionais superficiais contribuem para a dissolução de minerais (Sposito. Partículas orgânicas e inorgânicas podem se agrupar formando agregados. TN and TC in lentic sediment.. químicas e biológicas importantes ao ambiente aquático. As mesmas condições que favorecem a interação organomineral (elevada área superficial específica. Em rios e lagos. silicatos. 1991). Agregados muito pequenos (< 1 mm) representam um intervalo granulométrico onde se encontram partículas muito finas. maior é a possibilidade de formação de microagregados (Dick. Only TN demonstrated different behavior in the two different environments. 1994). while TC was concentrated in F 63. In both environments. (iii) deposição aérea seca ou úmida. nitrogen. óxidos. 2009). organic carbon. A presença de matéria orgânica (MO) confere propriedades físicas. 1998). op cit. com efeitos sobre a sedimentação das partículas (Chapra. entre outros. INTRODUÇÃO Sedimentos aquáticos naturais são constituídos por uma complexa mistura de minerais. with a higher average in F 465 in the lentic environment and in F 31 in the lotic environment. cimentadas por óxidos e hidróxidos de Fe e Mn. flocos ou colônias.) e a capacidade de concentrar elementos-traço (McBride. quanto mais intensa for a interação organomineral. as principais fontes desses minerais são: (i) ciclagem interna de sedimentos de fundo. carbonatos. AP had the highest average concentration in the natural sediment. ação do vento ou bioturbação. et al. et al. ocorrem processos tais como precipitação de carbonatos ou óxidos e hidróxidos. particularmente durante eventos de cheia (House. (ii) escoamento superficial ou subsuperficial. 1997). e (iv) erosão dos bancos. onde se destacam a agregação das partículas coloidais (Dick.. 1999). resistência às modificações de pH e estimulação da atividade microbiana (Sparks.112 Results show that particle size fractions have a significant influence in the concentrations of AP. Keywords: phosphorus. matéria orgânica (MO) e componentes biológicos. . ou ligados por coatings de matéria orgânica e outros substratos (Horowitz. TP reached its highest levels in F 31.

2004). o peneiramento a úmido é uma alternativa barata e bastante utilizada na falta de equipamentos apropriados e caros como a centrífuga e o liofilizador. ou materiais poliméricos. que desenvolvem regiões heterogêneas (House. 1998). Neste caso. os sedimentos passaram a ser incorporados aos programas de monitoramento de recursos hídricos. Sposito.). separados e identificados de acordo com o tipo de associação que fazem com os elementos químicos. 1999). op cit. Horowitz (op cit. poluentes e energia no ambiente aquático (Mozeto. o procedimento padrão consiste em secar a amostra de solo à sombra ou à temperatura inferior a 45°C. Na química dos solos. 1999. motivo pelo qual a análise química de elementos-traço em sedimentos aquáticos é realizada. Com o reconhecimento de que o compartimento sedimentar tem papel efetivo não só em acumular ou estocar espécies nutrientes e contaminantes. silicatos. matéria orgânica. fornecendo importantes subsídios para o entendimento dos processos de transferência de nutrientes. especialmente em sedimentos de fundo. quando o objetivo da análise é a determinação dos nutrientes. No caso do fósforo (P). em virtude da importância dada aos agregados de partículas. 2008). 1991). Existe uma forte correlação positiva entre o decréscimo do tamanho de grão e o aumento das concentrações de elementos-traço. 1995) e analisar a fração que passa por uma peneira de 2 mm (Embrapa. Pelo mesmo motivo. Mozeto op cit. tais como polissacarídeos e ácidos fúlvicos. argilas. onde são preferencialmente retidos nas superfícies eletricamente carregadas (House. mas também de intercambiar tais espécies com a coluna de água. 2004). fragmentar em um moinho (Tedesco et al.. que normalmente possuem uma distribuição granulométrica mais extensa e grosseira.).. a separação da fração fina também é recomendada em sedimentos aquáticos (Mudroch & Azcue. 1995. em que a sorção à superfície de óxidos e hidróxidos é a principal responsável pela deficiência de P disponível no solo (Sparks. podendo ser subdivididos em grupos tais como carbonatos. preferencialmente. Os substratos que possuem grande capacidade sortiva para os elementos-traço e para o fósforo estão geralmente presentes na fração granulométrica fina do sedimento (< 63 μm). composta por silte e argila. óxidos e hidróxidos.) utiliza o termo ‘substrato geoquímico’ para designar componentes químicos encontrados nos sedimentos aquáticos. na fração fina do sedimento (Horowitz. sua presença . onde os nutrientes são rotineiramente analisados. etc. que conferem resistência física e química à lixiviação dos nutrientes do perfil de solo (Meurer et al.113 formação de biofilme iniciado pelo ataque de bactérias e reações de adsorção de solutos.

Pelo extravasamento da válvula de fundo da barragem do Salto. MATERIAIS E MÉTODOS Foram selecionadas amostras de sedimentos de fundo dos reservatórios do Sistema Salto e alguns de seus tributários. ii) a importância do agregado (465 . foram escolhidos 8 pontos de amostragem. 2. localizados no município de São Francisco de Paula. nitrogênio total (NT) e carbono orgânico total (CT) foram analisadas em quatro intervalos ou frações granulométricas (F): 1) sedimento natural ou total. 3) 63-31 μm (silte grosso). com uma bacia de drenagem de 52. 1999). onde se encontram os óxidos e hidróxidos de ferro. preferencialmente no eixo central dos reservatórios. rotineiramente empregado na análise de elementos-traço. estado do Rio Grande do Sul. F 465. A amostragem foi realizada por meio de uma draga Ponar Grab Sampler. para análise de nutrientes em sedimentos aquáticos.63 μm) como suporte para os nutrientes. 2 no Blang e 2 no Salto. 1997. NT e CT em sedimentos aquáticos. inserida numa região de nascentes do Rio Caí. Foram amostrados 11 pontos nos reservatórios do Sistema Salto (ambiente lêntico). até serem lançadas no rio Caí e. através de um túnel que parte da barragem do Salto. Brasil. Sparks. alumínio e manganês (Horowitz. Blang e Salto.5 km². 2) 465-63 μm (agregado). . 1991. As concentrações de fósforo total (PT) e disponível (PD). boa parte da sua vazão é transposta para a bacia do Rio dos Sinos. e 4) F < 31 μm (silte médio + argila). Compõem o Sistema Salto os reservatórios em cascata Divisa. este trabalho teve por objetivo avaliar a utilização de frações granulométricas selecionadas para análise de nutrientes. e iii) o peneiramento a úmido. em quatro coletas (2 na primavera e 2 no verão). PD. A localização dos pontos de amostragem é apresentada na Figura 1. Nos tributários (ambiente lótico). enfocando três aspectos principais: i) o intervalo granulométrico que melhor representa os teores de PT. assim distribuídos: 7 no Divisa. Chapra. suas águas seguem o curso do rio Santa Cruz. F 63 e F 31. Tendo em vista os procedimentos rotineiramente empregados para análise química de sedimentos aquáticos. McBride. que serão representadas simplificadamente por FT. 1994.114 é esperada nas frações finas do sedimento aquático (≤ 63 μm).

115 Figura 1: Localização da bacia hidrográfica do Sistema Salto e dos pontos de amostragem nos reservatórios (lênticos) e tributários (lóticos). 2. A preparação das amostras incluiu secagem e quarteamento. ANÁLISES QUÍMICAS Para as análises químicas. a partir de 200 g de amostra. O sedimento natural (fração total. sempre que a fração < 63 μm foi superior a 5%. A separação granulométrica por peneiramento foi realizada em intervalos de meio phi (φ) e a individualização das frações inferiores a 63 μm foi realizada pelo método da pipetagem.1. homogeneizadas em almofariz de cerâmica com pistilo e retirados os fragmentos . sem peneiramento) foi analisado a partir de uma alíquota e o restante de cada amostra foi congelado até o momento da preparação para análise química.2. 2. ANÁLISE GRANULOMÉTRICA Foi realizada pelo método do peneiramento. As alícotas retiradas foram secadas em estufa à temperatura de 40° C. as amostras foram mantidas refrigeradas desde o momento da coleta até o armazenamento em laboratório.

quanto aquele fracamente ligado e potencialmente disponível para o meio. próprios para secagem em estufa. mas fornece uma informação mais completa. Posteriormente. a partir do qual são realizados os estudos sobre contaminação em sedimentos. . a mistura de H2O2 e H2SO4 eleva a temperatura (≈ 180°C) e a mistura de digestão. sendo também empregada para análise de plantas e resíduos orgânicos. onde se faz necessário individualizar a contribuição antrópica (Hatje et al. A extração total não permite avaliar o risco potencial de liberação dos elementos. composta por Cu e Se. Por outro lado. acondicionadas em frascos de vidro e armazenadas em temperatura ambiente para posterior análise. a extração total de poluentes em sedimentos é capaz de avaliar tanto os elementos ligados à matriz cristalina.116 vegetais. Franzen et al. A etapa de separação das frações granulométricas incluiu o lento descongelamento da amostra e o peneiramento a úmido em peneira de PVC com malha de poliéster SEFAR PET 1000. característicos de uma contribuição natural. Avaliações de concentrações totais são mais adequadas para avaliação do nível de base. 2002). A determinação foi realizada pelo método vanadomolibdofosfórico. que se caracterizam por serem facilmente extraíveis com a utilização de ácidos fracos. as amostras foram homogeneizadas. (1995). 2006. 2008). que se baseia na formação de um composto amarelo e a cor desenvolvida é medida em espectrofotômetro a 400 nm. 1997).1 Fósforo Total A metodologia utilizada possibilita determinar PT e NT em uma única digestão. Nela.. ou background natural. 1998. segundo metodologias descritas em Tedesco et al. 2. (1997) atende um espectro mais amplo de concentrações. motivo pelo qual a comparação entre sedimentos de diferentes níveis tróficos geralmente são relativas ao PT (Owens & Walling..2. A amostra que passou pela malha foi coletada em potes de polietileno de boca larga. Análises destinadas a estudos ambientais procuram identificar poluentes potencialmente disponíveis para o meio aquático. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Lima. atua como catalizadora. através de um ataque parcial (Rodrigues. A técnica detalhada em Malavolta et al. A preparação das amostras foi realizada no Laboratório de Sedimentologia do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) e as análises químicas foram realizadas no Laboratório Saneamento do IPH.

(1995). baseado no método recomendado por Bremner (1965) apud Tedesco et al. Foi retirada uma alíquota para destilação em aparelho de arraste de vapor (Micro-Kjeldahl). porque apesar de estarem numa mesma escala. 2. após adição de NaOH 10 mol. 2.2.2.L-1. A hipótese nula testada é de que não há diferenças significativas entre as médias obtidas em frações granulométricas distintas.3 Fósforo Disponível (Mehlich I) O método do extrator duplo ácido (HCl 0. 1995). entre as frações granulométricas. admitindo uma probabilidade de erro (PE) inferior a 5% (< 0. NT e CT. apresentam magnitudes efetivamente distintas. 1995)...05). O método foi aplicado com objetivo de identificar. A determinação é feita com adição dos reagentes P-B (molibdato de amônio) e P-C (ácido 1-amino-2-naftol-4-sulfônico. que se baseia na oxidação com dicromato de potássio em meio ácido. PD. com . quantidades consideradas “disponíveis” pelos estudos de correlação (Tedesco et al. Foram quatro os testes de variância aplicados a cada grupo de sedimentos. NT e CT).L-1) solubiliza parte do fósforo adsorvido pelos constituintes de solo.05 mol. sulfito de sódio e metabissulfito de sódio). As variáveis foram normalizadas.2. coletando o destilado em indicador de ácido bórico e titulando com H2SO4 diluído. 2.4 Carbono Orgânico Total Foi utilizado o método de Walkley-Black.3.L-1 e H2SO4 0. PD. sendo a leitura realizada em espectrofotômetro a 660 nm.2 Nitrogênio Total A determinação do conteúdo de nitrogênio foi feita no mesmo extrato de digestão.0125 mol.117 2. Os testes foram realizados separadamente para ambos os ambientes. univariados para PT. com aquecimento externo até 150°C (Tedesco et al. aquela que concentra as maiores quantidades de nutrientes (PT.ANÁLISE ESTATÍSTICA Os resultados obtidos nas análises químicas foram submetidos à análise de variância.

As médias apresentadas foram obtidas através da análise de variância em dados brutos. influencia na concentração dos elementos químicos analisados.a. O erro absoluto da função média foi estimado pela diferença (∆Y/2) entre o limite superior e inferior da média. ocorre o efeito contrário.) de sedimentos procedentes de reservatórios (ambientes lênticos). esses efeitos puderam ser verificados no sedimento natural ou FT. de tributários (ambientes lóticos). 3. . considerando o erro absoluto (εX) = ∆X/2 e o erro relativo (δX) = εX/X.05.7 LÓTICO 96. onde se observa que o lêntico possui uma quantidade de finos (silte + argila) muito superior ao sedimento do ambiente lótico. onde a fração granulométrica é o único fator ou causa de variação. Tabela 1: Composição granulométrica média do sedimento PARÂMETROS F > 63 μm (%) F < 63 μm (%) LÊNTICO 64.75 Onde: F – fração granulométrica. os elementos que são preferencialmente retidos nas frações finas sofrerão efeito de diluição. a partir de matrizes com 44 unidades amostrais (u. obtidos em teste de aleatorização com PE < 0. representados pelas frações granulométricas e quatro variáveis (PT.3 3. As Figuras 2 e 3 apresentam curvas granulométricas características dos sedimentos de fundo coletados nos reservatórios e tributários.0. se o sedimento possui maior quantidade de finos.3 35. Entretanto.118 um delineamento completamente casualisado. NT e CT). A distribuição granulométrica dos sedimentos. Os erros das medidas (X) foram obtidos pela diferença média entre duplicatas. ou seja. e 120 u. enriquecimento. conforme já comentado. Neste trabalho. com predominância de frações grosseiras.a. Nos sedimentos que possuem uma granulometria mais extensa. As análises estatísticas foram realizadas através do software ORIGIN 8. PD. RESULTADOS E DISCUSSÃO A Tabela 1 expõe a composição granulométrica média dos sedimentos de ambientes lêntico e lótico. através do efeito de diluição ou enriquecimento.

01 6 0.063 mm (63 μm) ou menor. ANÁLISE DE VARIÂNCIA . 25 0 0. o d50 corresponde às frações inferiores à areia média (0.177 mm ou 177 μm) (Figura 3). 00 4 0.1. 70 7 1.6 N4. 06 3 0. 06 3 0. 17 7 0.119 Na Figura 2. 12 5 0. onde se tem um d50 (mediana) em torno da fração 0. RD1. 3. 00 8 0. 35 4 Tamanho de Partículas (mm) RD1 RD3 RD5 d50 Lóticos 100 75 50 (%) 25 0 0. 03 1 0. RD3 e RD5 são amostras coletadas no eixo central do reservatório Divisa.1 N3. 06 3 0. 83 0 5.5 d50 Figura 3: Curvas granulométricas das amostras de sedimentos de ambiente lótico. 03 1 0. 08 8 0. enquanto que nos tributários. 66 0 Tamanho de Partículas (mm) N3. 02 2 0. Lênticos 100 75 50 (%) 25 0 Figura 2: Curvas granulométricas das amostras de sedimentos de ambiente lêntico. 00 2 0. 41 0 2. 35 4 0. 08 8 0. 04 4 0. 01 6 0. 0. 17 7 0. 00 4 0.

070ns ------------------0.399ns 0.679ns 0.018* 0.003* 0. os minerais de menor tamanho e que possuem elevada afinidade com P se encontram presentes também nas frações mais grosseiras. Para a variável PT. de que não existe diferença significativa entre as médias das frações granulométricas. a análise de variância aplicada aos sedimentos do ambiente lêntico demonstrou contraste significativo entre grupos (ou frações granulométricas) para as variáveis PD.051ns 0.07 E-04* 0.006* 0.091ns 0. ns não significativo.013* 0.169ns 0.000ns 0.013* 0.004* 0. Tabela 2: Probabilidades de erro (PE) obtidas em análise de variância das concentrações avaliadas entre as frações granulométricas dos sedimentos de ambientes lêntico e lótico Fonte de variação Entre grupos FT × F 465 FT × F 63 FT × F 31 F 465 × F 63 F 465 × F 31 F 63 × F 31 Entre grupos FT × F 465 FT × F 63 FT × F 31 F 465 × F 63 F 465 × F 31 F 63 × F 31 PT 0. de modo que a diferença entre elas não pode ser considerada significativa.183ns 0.984ns 0.120 As probabilidades de erro (PΕ) ao rejeitar uma hipótese nula.023* 0.024* 0.323ns 1. apesar da F 63 ter apresentado média inferior. dentro de cada intervalo granulométrico.847ns 0.997ns 0.315ns 0. Este resultado indica que. se encontram na Tabela 3.000ns 1.007* 0. .991ns 0.426ns 5.034* 1. não houve diferenças significativas entre as frações granulométricas (PE 0. As concentrações médias e os erros associados às variáveis. Considerando PE < 0.83 E-04* 0.74 E-05* 0.070).972ns LÓTICO LÊNTICO Onde: * contraste significativo (PE < 0. são apresentadas na Tabela 2. a variância dentro da F é maior do que entre frações. As concentrações de PT no ambiente lêntico foram muito semelhantes entre as frações (FT.008* 0.833ns 0. possivelmente na forma de agregados de diversos tamanhos.005* 0.191ns 0.228ns PD 7. por isto estes contrastes não são apresentados.001* 0. NT e CT.05). neste ambiente. F 465 e F 31) e.990ns 0.78 E-04* 0.052ns ------------------NT 0.010* 3.968ns 0.962ns 0.393ns CT 1.05 para aceitar os grupos formados.000ns 0.

193 12. fósforo disponível (PD).8 1.Erro limite absoluto da função média estimado pela diferença (∆Y/2) entre os limites superior e inferior obtidos em teste de aleatorização com PE ≤ 0. demonstrando que o menor tempo de secagem favorece a obtenção de teores mais elevados.073 728 6. devido à maior concentração verificada na FT ou sedimento natural (21.9 2.062 127 2.408 mg.9 mg.248 εX1 (±) -1_________________________________ LÊNTICO PT PD NT CT PT 1. (2009).462 79. o intervalo de tamanhos de partículas que representa a classe agregado (F 465).913 37.2 2.kg-1) (Tabela 3). Nas demais frações.069 6. as concentrações de PD aumentam com o decréscimo do tamanho de grão (F 465 ≤ F 63 ≤ F 31).469 43.247 18. a separação física da MO por tamanho de grão.kg-1) e menor na FT (2. .8 387 5. a variável PD apresentou contrastes significativos entre FT e as demais frações (F 465.200 14.582 943 6.128 19.761 LÓTICO PD NT CT 1 εX .5 2. em virtude da maior concentração média verificada na F 465 (7. F 63 e F 31).910 81 0.683 F 465 __________________________________ F 63 mg kg 782 13.896 38. nitrogênio total (NT) e carbono total (CT) nas diferentes frações granulométricas dos sedimentos analisados nos ambientes lêntico e lótico. Tabela 3: Médias das concentrações de fósforo total (PT). Neste ambiente.9 2.6 7.121 Neste estudo. enquanto que as frações granulométricas de tamanho silte e argila são constituídas basicamente por complexos organominerais.408 50.kg-1). No ambiente lêntico.1 1. O fato da maior concentração de NT estar associada à F 465.918 705 5.7 4. provavelmente.033 21. corresponde aos tamanhos compreendidos entre 465-63 μm.05.035 52.493 F 31 1. Variáveis Frações FT 1.618 752 8. os microagregados podem estar presentes na forma de complexos organominerais. conforme a Tabela 2. existem agregados distribuídos por todas as classes granulométricas do sedimento e. Segundo Dick et al. entretanto.896 mg. NT apresentou contrastes significativos apenas entre FT × F 465 (Tabela 2). demonstra que a fração granulométrica de tamanho areia é constituída por MO grosseira ou particulada.5 4. nas frações silte e argila (F < 63 μm).

122 significa que se o ambiente propicia condições favoráveis para a aglomeração de partículas, formação de agregados (nos diversos tamanhos) e acumulação destes, pois a fração representada pelos agregados (entre 465-63 μm) apresenta os maiores teores de NT. Conforme Dick et al. (2009), a fração grosseira da MO representa o material orgânico mais jovem, biologicamente mais ativo e externo aos agregados, enquanto a fração fina é constituída de compostos orgânicos de um grau mais avançado de decomposição. Os compostos nitrogenados podem estar associados às substâncias não-húmicas, onde se destacam os aminoácidos componentes dos peptídeos e proteínas, que em sua forma livre tendem a ser rapidamente reciclados pela biota (Wetzel, 1983), ou protegidos por agregados e substâncias húmicas, onde podem ser preservados da decomposição microbiana (Dick et al., 2009). Ainda em relação ao ambiente lêntico, CT apresentou contrastes significativos entre a F 63 e as demais frações (FT, F 465, F 31), devido à maior concentração na F 63 (79.073 mg.kg-1). Este intervalo entre 63 e 31 μm, corresponde à classe granulométrica silte grosso, indicando que CT se encontra predominantemente estabilizado, protegido na forma de microagregados ou complexos organominerais. Nos sedimentos dos ambientes lóticos, por outro lado, a análise de variância mostrou que há formação de grupos para PT, NT e CT, ou seja, essas variáveis apresentaram contrastes significativos entre as frações granulométricas. Como a variável PD não apresentou diferença significativa entre as médias (PE 0,052), a este nível de significância (PE < 0,05), estes contrastes não são apresentados (Tabela 2). As maiores médias de PD, por sua vez, ocorrem na FT em ambos os ambientes (Tabela 3). O fato de não haver diferenças significativas de PD entre as frações granulométricas no ambiente lótico, provavelmente, reflete que são distintos os compartimentos onde o fósforo se encontra ligado nos ambientes reduzidos (lênticos) e oxidados (lóticos), uma vez que são diferentes as respostas dos substratos geoquímicos às condições de oxi-redução do ambiente (Kisand & Nõges, 2003). A Tabela 2 demonstra que os contrastes do ambiente lótico são significativos entre as frações F 465 e F 31 para PT, NT e CT, devido aos maiores teores na F 31 (Tabela 3). Da mesma forma que no ambiente lêntico, também no lótico a FT apresenta a maior média de PD, a F 63 possui maior média de CT e a F 31 obteve os maiores teores de PT. Houve um comportamento distinto nos ambientes estudados somente para a variável NT, que apresentou maior média na F 465 do ambiente lêntico e na F 31 do ambiente lótico (Tabela 3).

123 No ambiente lótico, o NT passa a ser encontrado com maior frequência na F 31, onde se encontra protegido por complexos organominerais mais estabilizados. A diferença de comportamento do NT entre os ambientes estudados, provavelmente, reflete a diferença de energia e a elevada susceptibilidade dos compostos nitrogenados à degradação. Com maior tempo de detenção, o ambiente lêntico favorece a acumulação de MO e a formação de agregados que, por sua vez, contribuem para a proteção e preservação dos nutrientes. No ambiente lótico, por outro lado, é menor a tendência de acumulação de MO e de nutrientes em função do transporte, que propicia a fragmentação dos agregados e, devido à elevada susceptibilidade do NT à degradação, este passa a ser preservado em frações menores e mais estabilizadas da MO. As maiores concentrações de PT se encontram na F 31 em ambos os ambientes estudados e, no ambiente lótico, os contrastes são mais significativos provavelmente em função do efeito de diluição. Este resultado vai de encontro ao esperado em relação à F 31, pois nela se encontram grande parte dos óxidos metálicos (Horowitz, 1991; Chapra, 1997), que possuem afinidade com o fósforo, como óxidos e hidróxidos de Fe e Al (Sposito, 2008; Sparks, 1999) e elevada área superficial específica devido ao menor tamanho de grão (Horowitz, op cit.). A formação de agregados maiores não é muito favorecida no ambiente de águas rápidas, por isso, o intervalo correspondente aos agregados (F 465) é composto por partículas mais grosseiras e a presença de agregados tende a ser mais restrita aos menores tamanhos de grão (microagregados), onde o P tende a ser mais concentrado (F 31). Outros contrastes significativos ocorreram somente para CT, entre a fração F 63 que possui a maior média, e o sedimento natural (T) ou a F 465, onde as médias se reduzem à metade. O fato de que também no ambiente lótico, CT obteve as maiores médias no intervalo correspondente à classe silte grosso, corrobora o resultado obtido no ambiente lêntico, indicando certo grau de estabilidade da MO nos sedimentos em ambos os ambientes do Sistema Salto, lêntico e lótico. Quanto à origem do sedimento, se autóctone (formado a partir da comunidade planctônica, especialmente fitoplâncton e macrófitas) ou alóctone (fragmentos vegetais e animais transportados da bacia vertente), naturalmente é maior a contribuição autóctone no sedimento lêntico. Entretanto, como os reservatórios do Sistema Salto possuem características oligotróficas à mesotróficas (Carvalho et al., 2003), é possível que a presença de material autóctone não seja tão expressiva, e a entrada de material alóctone possa ser igualmente ou até mais importante, em função da pequena dimensão desses reservatórios. De acordo com Wetzel (1983), em lagos

124 oligotróficos de pequenas dimensões, geralmente, predomina o material orgânico de origem alóctone. Os sedimentos do Sistema Salto, sejam eles lóticos ou lênticos, apresentam um alto conteúdo de MO em função do clima subtropical úmido, que favorece o acúmulo de MO em consequência da atividade microbiana restrita. Como praticamente não existem contribuições na forma de esgotos ou efluentes domésticos, a MO do sedimento tem origem provável na vegetação nativa da região à época do enchimento, consistindo basicamente de fragmentos vegetais e planctônicos em decomposição, onde grande parte do CT está associada às substâncias húmicas (Franzen et al., a ser publicado). Pela observação da FT, que representa o sedimento natural, se observa que as maiores concentrações dos nutrientes analisados (PT, PD, NT e CT) são encontradas no ambiente lêntico. Este fato pode ser explicado pelo efeito de concentração, provocado pela distribuição granulométrica mais fina e restrita, propiciada pela menor velocidade de fluxo, característica do ambiente lêntico, e que possibilita maior tempo para a acumulação de nutrientes no sedimento. Já o efeito de diluição, provocado por uma distribuição granulométrica mais grosseira e extensa, normalmente encontrada nos sedimentos de ambientes lóticos, é estimulado pela maior velocidade de fluxo desse ambiente, que determina um menor tempo para ocorrência dos processos de fixação no sedimento (Barlow et al, 2004). O efeito de diluição resulta em diminuição nos teores (Horowitz, 1991; Mudroch & Azcue, 1995), o que de fato ocorreu neste estudo em quase todos os nutrientes avaliados no sedimento lótico. A exceção foi PD, onde o sedimento natural (FT) apresentou as maiores médias em ambos os ambientes, porém, isto é explicado antes pelo maior tempo de secagem das frações peneiradas, do que pelas características granulométricas da fração. Com exceção da FT, cuja umidade natural foi seca em estufa mais rapidamente, todas as demais frações separadas por meio do peneiramento a úmido tiveram um longo tempo de secagem em estufa (em torno de uma semana). Além do efeito da temperatura, este tempo pode ter sido suficiente para modificar o estado de oxidação das amostras, e ambos os efeitos podem ter influenciado diretamente a transformação de fósforo lábil (disponível) em não lábil (Novais & Smyth, 1999), propiciado diminuição dos teores de PD nas frações peneiradas.

125 4. CONCLUSÕES A análise de variância revelou que as frações granulométricas exercem influência nas concentrações de PD, NT e CT no sedimento lêntico, assim como em PT, NT e CT no sedimento lótico. Os resultados demonstram que, em ambos ambientes, a FT apresenta a maior média de PD, a F 63 possui maior média de CT e a F 31 obteve os maiores teores de PT. Houve um comportamento distinto entre os ambientes estudados somente para a variável NT, que apresentou maior média na F 465 do ambiente lêntico e na F 31 do ambiente lótico. A fração abaixo de 31 μm concentra a maior parte do PT em ambos ambientes, entretanto, no ambiente lótico as diferenças entre as frações granulométricas são mais significativas, provavelmente, devido à menor importância dos agregados de partículas na F 465 dos ambientes lóticos, relativamente aos ambientes lênticos. A F 63, que corresponde a silte grosso, contém a maior parte do CT em ambos os ambientes, lêntico e lótico, de modo que as frações abaixo de 63 μm apresentam as melhores condições para concentrar CT e PT em sedimentos aquáticos de ambos ambientes, incluindo NT nos ambientes lóticos. Os resultados demonstram que a escolha de uma fração granulométrica para análise de nutrientes (fósforo, nitrogênio e carbono totais) em sedimentos aquáticos, pode ser realizada considerando o tipo de sedimento em questão, ou seja, preferencialmente na F ≤ 465 μm em ambientes lênticos e na F ≤ 63 μm em ambientes lóticos. O peneiramento a úmido mostrou ser um procedimento apropriado para separação física do sedimento aquático quando este se destina à extração total dos nutrientes analisados, enquanto que a extração parcial de PD mostrou maiores resultados no sedimento natural. Isto acontece devido ao maior tempo de secagem em estufa das frações peneiradas a úmido, onde os fatores tempo, temperatura e potencial redox podem estar relacionados à transformação do fósforo lábil em não-lábil, ou à mudança de carga elétrica superficial em virtude da oxidação.

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BARLOW, K.; NASH, D.; GRAYSON, R. 2004. Investigation phosphorus interactions with bed sediments in a fluvial environment using a recirculating flume and intact cores. Water Research 38: 3420-3430.

P. . FRANZEN.. G. L. Brasília. S.. J. 2003. G.F. 1998. MERTEN..E. CHAPRA. L. YUNES. Manual de análises químicas de solos. 370 p..H. 2003. E. HOROWITZ. V.L. Hydrobiologia. J. de A.. MIZUSAKI. plantas e fertilizantes. South Brazil.. Sediment phosphorus release in phytoplankton dominated versus macrophyte dominated shallow lakes: importance of oxygen conditions. Fontes difusas de nutrientes para os reservatórios subtropicais em cascata do Sistema Salto (RS).S. 844 p..A... p. V. CYBIS. A.C. M. FRANZEN.. IX Congresso Brasileiro de Limnologia. 172 p.F. 2ª Edition. MALAVOLTA. In: MELO. (Ed. Impacto antropogênico no Arroio Sapucaia (RS): aplicação de balanço de massas aos fluxos hidrogeoquímicos e índices de contaminação nos sedimentos. DIECKOW. C. & MADDOCK. 2008.. E.. SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIÊNCIA DO SOLO.H. DUARTE. [A ser publicado]. W. V.C. BIDONE. Rio Grande do Sul State.H.P.. LIMA. BAYER. M. HOUSE. FRANZEN. Cinética e sorção de fosfato em sedimentos aquáticos tipo Dy e Sapropel com ênfase nos efeitos do potencial redox.. P. Avaliação do estado nutricional das plantas: princípios e aplicações.. SILVA...A. Berlin: Springer.D.. A . & ALLEONI. Estimation of the natural and anthropogenic components of heavy metal fluxes in fresh water Sinos River. Avaliação da qualidade dos sedimentos e prognóstico geoquímico ambiental da zona estuarina do rio Botafogo. 319 p.).M. NOVOTNY.. A primer on sediment-trace element chemistry.F. DICK. RAE. M. 2 Ed. Parte II: aplicações.) Química e mineralogia do solo. Lewis Publishers Inc.L. páginas 1 a 72. OLIVEIRA. CYBIS. LELARGE.. S.. A. M. Anais.H. 1999. D. Revista Brasileira de Recursos Hídricos. D. Environmental interactions of clays: clays and the environment. M. HATJE. Interactions of non volatile micro-organic pollutans.126 CARVALHO.. 2006. G. M. Capítulo XI. L. MERTEN. Surface water quality modeling. 1998. Viçosa. 2009. EMBRAPA – EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA. Environmental Technology. M. DICK. E. Juiz de Fora. VITTI. 1997. 55-86.. New York: McGraw-Hill. Tese de Doutorado. J. G. V. O fósforo como um elemento limitante do crescimento fitoplanctônico nos reservatórios do Sistema Salto de Hidrelétricas (RS). CYBIS. 506-509: 129-133.B. 1991. E. L. GUERRA. Piracicaba: Potafos. UFPE. P. 19: 483-487. J. 2003. KISAND. de.R. 136 p. MERTEN.M. (Ed.F.M. A. & NÕGES. Recife. M. In: PARKER.. E. FRANZEN. L. Química da matéria orgânica do solo. T. J. [A ser publicado]. Pernambuco. 1997.

& SMYTH. Sedimentos e particulados lacustres: amostragens e análises biogeoquímicas. M. 1995.L. SPOSITO. planta e outros materiais.J. & WALLING. Porto Alegre: Genesis. OWENS. Newark. C. Amostragem em limnologia. São Carlos: Rima. Lewis Publishers.J. TEDESCO. 2004.N.J. 2002. E. MEURER. A. 1983. 2008. G.K. Diagnóstico da poluição por elementos-traço no sedimento da bacia hidrográfica do Rio Caí.. 2 ed. E. Dissertação de Mestrado em Ecologia. D. WETZEL.. RODRIGUES.A . 406 p. (Ed. BICUDO. GIANELLO. Rev. 2 ed. 2004. 218 p.127 MCBRIDE.M. In: MEURER. Porto Alegre. (Ed. D. The phosphorus content of fluvial sediment in rural and industrialized river basins. Análises de solo. NOVAIS. The chemistry of soils.M. Water Research 36: 685-701. 1999. 760 p. 1999. In: BICUDO.C.E. Ed. New York: Oxford University.. Oxford University. Limnology. BISSANI. Porto Alegre. Fenômenos de sorção em solos. MUDROCH. Viçosa. p. D.B. 124p. R. 399 p. DPS. 2 ed. Fósforo em solo e planta em condições tropicais. BISSANI. SPARKS. p. 131-179.). et al. 174 p.. 1994. A. Departamento de Solos da UFRGS.G. RHEINHEIMER.L. D. Philadelphia: Saunders College. Delaware: CRC Press. Instituto de Biociências. J. P. C. (Boletim Técnico de Solos. M. M. MOZETO. C. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Soil physical chemistry. R. A. 1995. 1997. Environmental chemistry of soils.F.E. 2 ed. Fundamentos de química do solo. T. Manual of aquatic sediment sampling.. 295–320. & AZCUE. 2.A. 329 p. 5). J. e Ampl.). MG: UFV. . C. 399 p.

M.B. The Sapropel sediment type. In order to do that. aumentando consideravelmente a velocidade e a capacidade da sorção depois de oxidado. esse sedimento diminui sua capacidade de sorção.Organic sediments from different sources. Results indicate that phosphate sorption is more important on Dy type sediment. Os experimentos envolvendo a sorção de fosfato foram conduzidos em laboratorio utilizando suspensões de sedimentos em sistemas fechados. M. Merten.M. predominantly allochtonous and autochtonous.128 CAPÍTULO 5. V. RS) E SAPROPEL (TAPACURÁ.P. M. água e sedimentos foram caracterizados em termos de nutrientes. ao passo que depois de oxidado.F. CINÉTICA E SORÇÃO DE FOSFATO EM SEDIMENTOS AQUÁTICOS TIPO DY (DIVISA. Para tal. G. L. kept under different levels of Eh in the interval between -200 and +400 mV. mantidos sob diferentes níveis de Eh no intervalo compreendido entre -200 e +400 mV. foram utilizados para testar a sorção e a cinética da sorção de fosfato em condições reduzidas e oxidadas. Duarte. were used to test the capacity and kinetics of phosphate sorption in reduced and oxidized conditions.. RESUMO . Dy and Sapropel types.L. however. Silva. oxidation. Já o tipo Sapropel demonstrou baixa capacidade sortiva em condição reduzida. oxidação. especialmente em condições reduzidas. phosphate. representando os conteúdos predominantemente alóctones e autóctones (tipos Dy e Sapropel respectivamente). increasing considerably the speed and capacity of sorption after oxidized... showed low sorption capacity in reduced conditions. Dick. Cybis.Sedimentos orgânicos de origens distintas. elementos maiores e compartimentos da MO. The reasons for this distinctive behavior are discussed on the basis of the geochemical characteristics of these types of sediments.. redução. Os resultados indicaram que a sorção de fosfato é maior no sedimento tipo Dy.H. Palavras-chave: sedimentos aquáticos orgânicos. ABSTRACT . D. major elements and compartments of organic matter. water and sediments were characterized in terms of nutrients. whereas once oxidized this type of sediment has less sorption capacity.. PE) COM ÊNFASE NOS EFEITOS DO POTENCIAL REDOX Franzen. Keywords: organic aquatic sediments. The experiments concerning phosphate sorption were carried out using sediment suspensions in closed systems. As razões desse comportamento distinto são discutidas com base nas características geoquímicas desses sedimentos. reduction. fosfato. representing organic content. especially in reduced conditions. .

com a presença de cálcio. Como as formas reduzidas das fases minerais de Fe e manganês (Mn) são mais solúveis que suas contrapartidas oxidadas. algumas fortemente ligadas aos sedimentos. sendo transportado nas formas solúvel e particulada. 2006) e de outros aceptores alternativos de elétrons (Clavero et al. mesmo em sedimentos ricos em Fe. por outro lado. porque a redução bacteriana reduz a precipitação de fosfatos férricos. Sposito.129 1. estariam associados aos ácidos . P se encontra na forma de fosfato (PO4). Na coluna de água.. possivelmente. a liberação de fosfato é normalmente maior em condições anaeróbicas. 1997). Este tipo de reação é favorecido em pH baixo. o PO4 está imediatamente biodisponível. 1994). ferro. o PO4 pode ser sorvido à superfície de óxidos e hidróxidos de Fe3+ (Moore & Reddy. Chistophoridis & Fytianos. enquanto outras potencialmente móveis possibilitam sua mobilização e retorno para a coluna de água (Boström et al.. Em águas naturais. poderá ser liberado para o meio aquoso em função da alteração das condições ambientais. por estar sorvido ao solo ou sedimento e à matéria orgânica. Olila & Reddy. através de forças eletrostáticas e. alumínio e manganês (Boström et al. são representados por fitina e que. op cit. 2000. INTRODUÇÃO O fósforo (P) presente em sedimentos aquáticos pode se encontrar sob diversas formas. 1988. Sob condições oxidadas. Golterman et al. os caminhos são anóxicos devido ao rápido consumo de oxigênio (Gale & Reddy. (1998) acreditam que parte dos polifosfatos.aceitam prótons e então a troca de ligantes como forma de quimiossorção é favorecida (McBride. 1988. com os níveis de fósforo solúvel na água intersticial e disponível no sedimento (Rydin. enquanto que nos sedimentos. onde grupos OH. A dinâmica do PO4 nos ecossistemas aquáticos lênticos está altamente relacionada com o pH e o potencial redox (Eh) na interface água-sedimento (Moore & Reddy. principalmente. enquanto o particulado. 1994). Rydin. que são as formas menos reativas do P. com a temperatura e a atividade microbiológica (Jansson. troca de ligantes. 2008). quando o fosfato substitui a hidroxila ou a H2O da posição de coordenação de um íon metálico superficial. a decomposição da MO é usualmente um processo aeróbio. 1997). 1994. As condições ambientais usualmente encontradas no hipolímnio dos reservatórios profundos são de anaerobiose e pH em torno da neutralidade. A maioria dos estudos sobre sorção de fosfatos é conduzida em ambientes oxidados. onde o fosfato é preferencialmente sorvido em superfícies minerais positivamente carregadas. 1988). 2000).).. Na forma solúvel. A solubilidade dos minerais de P é fortemente afetada pelas condições de oxi-redução da interface água-sedimento.

1971). 1997). (2000). op cit.. finamente dividido. foram realizados experimentos de cinética e sorção de fosfato em sedimentos orgânicos representados pelos tipos Dy e Sapropel. O pH em torno da neutralidade é uma característica da Gyttja. este trabalho visa determinar o efeito do Eh sobre a velocidade da sorção de PO4 em sedimentos orgânicos. 2005) e ainda no tratamento de efluentes (Pratt et al. . 2003. Pratt op cit. Entretanto. 1959). identificando melhores condições para retenção de P no sedimento. em solos de turfa e ambientes de banhado (Litaor et al. Sabe-se que em condições oxidadas. que pode ser subdividida conforme sua formação em meio oxidado (Gyttja.. resultados obtidos em sedimentos carbonáticos com alto conteúdo orgânico demonstraram que a sorção de PO4 e os efeitos do potencial redox são pequenos (Olila & Reddy.130 húmicos.. entretanto. Já o tipo Dy apresenta maior relação C/N e maior quantidade de substâncias húmicas. empregando o termo Gyttja para designar o material orgânico autóctone. o fosfato se encontra mais associado à fração de ácidos fúlvicos do que aos ácidos húmicos. composto por fragmentos de plantas. Entre sedimentos mesotróficos e hipereutróficos. em lagos rasos e eutróficos (Kisand & Nõges. 2006). em condições reduzidas e oxidadas artificialmente. para Gilbin et al. plâncton. enquanto que em condições reduzidas ocorre dissolução redutiva desses óxidos com os ânions associados (Shahandeh et al. o sedimento de fundo é orgânico (>10% CO) e. Para tal. mas geralmente em baixas concentrações (Chistophoridis & Fytianos. propriamente dita) ou reduzido (Sapropel) (Kukal. Sua cor é marrom e o tato gelatinoso (Hansen. 1993). em função da origem dessa porção orgânica. Considerando que a disponibilidade de fosfato é um fator determinante do processo de eutrofização em represas. os sedimentos podem ser classificados como “Gyttja” ou “Dy”. Na maioria dos ecossistemas aquáticos lênticos. op cit. O fósforo pode ser sorvido pela MO do sedimento através de pontes de cátions.). A influência das condições redox afetando a retenção e/ou liberação de P já foi testada em sedimentos calcários que diferem quanto ao conteúdo de Fe e o grau de eutrofização (Olila & Reddy. a estabilidade dos óxidos de ferro e a sorção de fosfato são favorecidas (Olila & Reddy. Essa antiga classificação escandivava é aqui utilizada por representar a origem da matéria orgânica (MO) nos ambientes aquáticos. autóctone ou alóctone. 1997). grãos inorgânicos e biogênicos (Hansen. respectivamente (Wetzel. ou fazer parte da estrutura de moléculas orgânicas. neste caso as informações se basearam em amostras de diferentes localidades de um mesmo lago. Com relação à influência da MO sobre a sorção de P.. 2007). não foram observadas diferenças na cinética da sorção de PO4 (Jin et al.).). 2003). 2005).

. Brasil. DESCRIÇÃO DOS LOCAIS AMOSTRADOS O reservatório Divisa é o primeiro da série de reservatórios em cascata do Sistema Salto de Hidrelétricas. este reservatório tem uma profundidade média de 10 m. .452’’ S. Figura 1: Localização dos reservatórios Divisa (RS) e Tapacurá (PE) e dos pontos de amostragem de sedimentos.25 km2. Classificado como oligotrófico a mesotrófico (Carvalho et al.725’’ W e 29°17’35.131 2. numa nascente da bacia hidrográfica do Rio Caí. A Figura 1 apresenta a localização e os pontos de amostragem nos reservatórios. localizado em 50°33’33. região Nordeste do Rio Grande do Sul (RS). METODOLOGIA 2. com máxima de 18 m e área superficial de 2. 2003).1.

2. 2. após descongelamento. (1995). em Analisador de Carbono Automatizado Shimadzu (modelo . CARACTERIZAÇÃO DOS SEDIMENTOS E DA ÁGUA Os procedimentos para preservação de amostras e análises em água seguiram as recomendações listadas em Standard (1999).45 μm. Classificado como eutrófico a hipereutrófico (Ferreira et al. As técnicas utilizadas nas determinações de fósforo disponível (PD). condutividade elétrica (CE). Já a represa de Tapacurá se localiza a 100 metros do nível do mar.151’’ W e 08°2’36. As análises de carbono orgânico dissolvido (COD). região em que o clima é subtropical úmido de altitude. contribuindo com mais 25 % da água consumida.2. 2001. e condicionadas em sacos plásticos sob atmosfera de N2(g). A água foi coletada cerca de 2 metros acima do sedimento de fundo com garrafa Van Dorn. Todas as amostras foram mantidas refrigeradas até a chegada ao laboratório e o início dos experimentos. possui uma profundidade média de 17 m e máxima de 23 m. Alguns parâmetros de qualidade da água foram obtidos em perfil na coluna de água.132 Tapacurá é o mais importante reservatório para abastecimento público da Região Metropolitana do Recife (PE). o clima é quente e úmido porque sua área de drenagem se encontra parcialmente inserida na Zona da Mata (úmida) e no Agreste pernambucano (sub-úmido). Brasil. COLETA E PRESERVAÇÃO As amostras destinadas aos experimentos foram coletadas no período de outubro de 2008 a janeiro de 2009. em torno dos 800 metros de altitude. carbono inorgânico dissolvido (CID) e carbono dissolvido total (CTD) foram determinadas nas amostras filtradas em membrana 0.3. 2002). nitrogênio total Kjeldahl (NT) e carbono orgânico total (CT) em sedimentos se encontram detalhadas em Tedesco et al. OD. diretamente. As amostras dos sedimentos de fundo foram coletadas no eixo central dos reservatórios. com draga tipo Ekman.708’’ S. numa posição intermediária da bacia do Rio Capibaribe. 2001). através de sonda multiparâmetros Hydrolab (temperatura (T). Com uma superfície de pouco mais de 10 km2 e uma capacidade de acumulação de 94 milhões de m3 (Braga. pH e Eh). se localiza em 35°10’57. região Leste do Estado de Pernambuco (PE). nos Campos de Cima da Serra do Rio Grande do Sul. O Sistema Salto se localiza próximo ao trópico de Capricórnio. Ferreira.

Fósforo total (PT) e NT foram extraídos em uma única digestão a 350-375ºC.L em pH 7. CTD. COD. Em sedimento: H + Al – Acidez potencial. obtido após a queima em mufla a 550°C durante 2 h (Olsen & Sommers. 1964). DQO – Demanda química de oxigênio. H2SO4 concentrado e mistura de digestão. O ferro dos óxidos de ferro pedogênicos (Fed) foi extraído a 80°C.5 mol. este último. com adição de peróxido de hidrogênio. PF – Perda ao fogo. 1982). oP – Fósforo total e ortofosfato dissolvidos. que atende um amplo espectro de concentrações e a leitura é feita em espectrofotômetro a 420 nm.133 VCSH).0 Digestão com H2SO4 à 375°C e destilação em microKjeldahl Gravimetria Gravimetria Balão volumétrico Peneiramento e Pipetagem -1 FONTE Standard (1999) Murphy & Riley (1962) Standard (1999) Standard (1999) Standard (1999) Embrapa (1999) Embrapa (1999) Tedesco et al. 1960).5: 1 água Acetato de Cálcio 0. A Tabela 1 apresenta as técnicas analíticas empregadas nas análises de água e sedimento. CID – Carbono total. (1997). O teor de Fósforo Orgânico (Po) foi obtido pela diferença de peso entre PT e Fósforo Inorgânico (Pi). modificado pela digestão e determinação conforme os procedimentos adotados para PT.L-1 à pH 3. O ferro e o alumínio dos óxidos de baixa cristalinidade (Feo. NT – Nitrogênio total Kjehldal. no escuro (Schwertmann. empregando-se solução de ditionito-citrato-bicarbonato de sódio em quatro extrações sucessivas (Mehra & Jackson. Alo) foram extraídos em solução de oxalato de amônio 0.2 mol. Tabela 1: Metodologias empregadas nas análises de água e sedimento PARÂMETRO PTD MÉTODO Digestão com persulfato de K em autoclave e determinação por ácido ascórbico Ácido ascórbico Volumetria Turbidimetria Refluxo fechado e determinação volumétrica Potenciômetro em suspensão solo 2. de acordo com Malavolta et al. PT foi determinado pelo método vanadomolibdofosfórico. orgânico e inorgânico dissolvidos. Cálcio (Cat) e . (1995) Allen (1989) Cauduro & Dorfman (1986) Cauduro & Dorfman (1986) Suguio (1973) Água oP Alcalinidade SO4 DQO pH H + Al Sedimento NT PF Umidade Densidade Granulometria Em água: PTD.

L-1 (Tedesco et al. Os frascos foram completados com água de fundo do reservatório para obtenção de uma suspensão na proporção de 1:100 (10 g de sedimento seco por litro). cujos valores foram monitorados por medidor TECNOPON (MPA 210). e a fração humina (CHU). (1998). foram colocados eletrodos de Eh (platina) e de pH (ambos com referência interna) e de T (PT 100). com erros absolutos médios de pH ± 0. +300 mV (± 50 mV). O conteúdo dos frascos foi protegido da contaminação atmosférica (selado com silicone) e da luz solar direta. Perkin Elmer Optima 2100 DV). A preparação do sedimento envolveu o peneiramento à umidade natural em peneira de inox de 500 μm e estocagem refrigerada. substâncias húmicas solúveis em meio alcalino (CSHS).1°C. o que se fizesse necessário em função do Eh pretendido. sendo obtidas as frações: substâncias orgânicas de baixo peso molecular (CHCL).. 2. Ca e Mg foram realizadas por espectrometria de emissão atômica por Plasma Acoplado Indutivamente (ICP-AES. considerando sua umidade natural. sob 12 h de agitação magnética (FISATOM.01 e de temperatura ± 0. Toda a água utilizada nos experimentos foi filtrada em membrana de 0. Os níveis de Eh foram obtidos pela passagem de ar (aeróbico) ou gás N2 (anaeróbico) pela suspensão de sedimento. As determinações de Fe. Al.134 Magnésio (Mgt) trocáveis foram extraídos por solução de KCl 1 mol. No frasco do experimento. Mn. seguidos de 12h em repouso. sob controle manual. A escolha da malha para o peneiramento objetivou .45 μm (Millipore@). escape de pressão e retirada de alíquotas. por um período máximo de 24 h até o início do experimento. foram utilizados para receber as amostras. -100. as quais se subdividem em ácidos húmicos (CAH) e ácidos fúlvicos (CAF). sensores de temperatura (T). modelo 753). para evitar a entrada de algas e material particulado e estocada sob refrigeração por até 48 horas. DELINEAMENTO EXPERIMENTAL Frascos de 6. Variações maiores de temperatura (Tabela 6) foram proporcionadas pelo uso de barras magnéticas maiores do que 3 cm. em atmosfera de nitrogênio ou ar. densidade e o volume final da suspensão (5. 1995). mantido em temperatura controlada em sala refrigerada (≈ 25º ± 1º C).5 litros equipados com eletrodos de potencial redox (Eh) e pH. O fracionamento químico da matéria orgânica e quantificação das frações foi realizado segundo Dick et al.5 L). +150.4. representando os diferentes níveis de Eh: -200. entrada de gases (N2 e ar).

Embora o erro absoluto do instrumento sob calibração seja bem inferior (± 0. A Figura 2 apresenta os frascos em acrílico utilizados nos experimentos. admitindo-se um desvio de ± 50 mV (Köling. com detalhes sobre as dimensões e a vedação dos orifícios. (2006). Para a obtenção do equilíbrio. se considerou que o mesmo foi alcançado após um período mínimo de 12 h do contato água/sedimento e após atingir o Eh desejado (Olila & Reddy. 2000). Figura 2: Frasco da suspensão (dimensões em cm) com detalhes da vedação e orifícios. PT. AB4.135 manter a integridade do sedimento natural e não excluir agregados que pudessem conter nutrientes. conforme Franzen et al. centrifugados (frascos de 100 mL) e filtrados (0. AB11) e cinco experimentos com amostras do . a diferença de voltagem obtida com dois eletrodos de Eh idênticos.45 μm) para as determinações de oP. seis experimentos com amostras de Tapacurá (PE) em duplicata (AB3. Foram realizados dois experimentos pilotos. AB6. 500 mL em sub-amostras foram retirados com seringa (50 mL).11 mV). CT. AB5. 1997). Após alcançar o potencial redox pretendido e antes de iniciarem as adições de P. calibrados e submersos na mesma suspensão (± 40 mV) foi considerada mais aproximada ao erro de repetibilidade do instrumento. AB10. SO4. CI.

utilizando como referência o coeficiente de determinação (R2) para escolha do modelo. 1. o modelo de Langmuir foi o que forneceu os melhores ajustes para os dois sedimentos. 2. Freundlich. sub-amostras de 14 mL foram retiradas dos sistemas acima descritos para análises de ortofosfato (oP). dentre as quais. Merck). em cada nível de Eh desejado e a cada 24 h.3.0. 4. 100.5 L). em duplicata.1.5. B7.A. e b) a suspensão de sedimento tenha atingido o equilíbrio antes de cada adição de P. através do software Origin 8. é expressa como: . dependendo do Eh desejado. em sua forma linear. A concentração inicial de P foi considerada a soma do P adicionado com o P nativo. 2. às suspensões de sedimento foram adicionadas concentrações crescentes de P (KH2PO4 anidro. 50. 6.. 0. e um nível de significância superior a 95% (PE < 0. Temkin. As subamostras foram centrifugadas e filtradas (0.6.05) para aceite dos parâmetros de ajuste.L-1) foram obtidos considerando o volume final da suspensão (5. 2. 200. A filtração sob atmosfera de N2 (g) foi realizada em câmara de luvas descartável Aldrich® (AtmosBag). Para os cálculos da cinética da reação assume-se que: a) a dessorção é zero em todos os casos. imediatamente antes e depois de cada adição de P e nos seguintes intervalos de tempo: 0. e o P que desaparece da solução após os períodos de tempo especificados é considerado sorvido. Para os estudos de cinética. 0. P. Isotermas de Sorção de P Quatro equações comumente empregadas para descrever a sorção de fosfato em solos e sedimentos aquáticos. B8. 10 e 24 h.5.136 Divisa (RS) (A7. Os resultados de Tapacurá serão apresentados considerando a media dos dois experimentos. 400 e 600 μmol. A9). Os níveis de P desejados (25. Nos testes de sorção de P. A8. Gunary e Langmuir (Novais & Smyth.45 μm) sob atmosfera aeróbica ou anaeróbica. A sorção foi determinada após 24 horas da adição de P. AJUSTE DOS MODELOS DE SORÇÃO E CINÉTICA O método de regressão linear foi aplicado para obtenção dos parâmetros de sorção e cinética. 1999) foram testadas para ajuste aos dados experimentais.1. A equação de Langmuir descreve uma isoterma típica de quimissorção e.

denominando-a Capacidade Máxima de Sorção de P (CMSP). 1988. optou-se por uma denominação que amplia os tipos de arranjos incluídos. 3. Elovich.2. a forma linear do modelo de Elovich pode ser expressa como: q = (1 / β ) ln(αβ ) + (1 / β ) ln t Onde: q é a quantidade sorvida no tempo t. b capacidade máxima de sorção de P (CMSP).constante relacionada com a energia de ligação. motivo pelo qual foi adotado para o cálculo dos parâmetros cinéticos. .quantidade de P sorvido. Parabólica e Potência (Pavlatou & Polyzopoulos.137 Ct 1 1 = + Ct q ab b Onde: q .concentração de equilíbrio na solução. em contraste com os altos teores desses parâmetros em Tapacurá. e Ct . Assumindo que q = 0 em t = 0. mas não distingue o processo de adsorção da precipitação. oP. 2ª Ordem. se obtém a capacidade máxima de adsorção de P (CMAP) (1/b) e a energia de ligação (Ea) (1/ab). SO4. Ao empregar a forma linear de Langmuir. QUALIDADE DA ÁGUA E DO SEDIMENTO Os reservatórios Divisa e Tapacurá apresentam características de qualidade da água efetivamente distintas (Tabela 2). neste trabalho. O modelo de Elovich se mostrou mais adequado em grande parte dos casos. Cinética da sorção de P Seis equações cinéticas comumente empregadas para descrever a sorção de fosfato em solos e sedimentos aquáticos foram testadas: 1ª Ordem. NTD. Como a CMAP reflete a capacidade de retenção do sedimento em relação ao P. 2. Ordem Zero.5. Sparks.1. DQO e baixa Alcalinidade. a . α e β são constantes de ajuste. RESULTADOS 3. A boa qualidade da água no Sistema Salto é evidenciada pelas baixas concentrações médias de PTD. 1999).

8 0.1) (1. CT – Carbono orgânico total.2) Onde: Número de amostras (n): 1 n = 5.2) TAPACURÁ2 Média 27.Sulfato.18) (11.5 37.L-1) (mg CaCO3.Demanda química de oxigênio.58 1.6 6.9 8.6) (15. DQO .0) (0.2 79.0 238.kg-1) g.0) (118. oP e NTD nos ambientes estudados refletem o nível trófico desses ambientes.0) (2.82 -36.7) (1.Nitrogênio total Kjelhdal dissolvido.6) (15.L-1) (%) (%) (mg. oxalato. As diferenças entre os níveis de PTD.5 41.9) (36.4) (7. PTD. PD – Fósforo total.0 453.1) (1.5) (0.L-1) (μg. Cat.06) (52.4) (2.40) (0.6 -166.28 816 62.3 % da sua área de contribuição coberta por campo e florestas.8 26.8 11. Mgt – Cálcio e magnésio trocáveis.L-1) (mg.kg-1) (cmolc.1) (17. ALC – Alcalinidade.8 8.3) (6. 4 Obtidos diretamente.5 12.L-1) (mg.95) (1. Alo – Alumínio extraído por oxalato. Feo – Ferro extraído por ditionito.53) (0.1) (10.4) (7.3) (2.43) (0.1 99.8 1.0) (0.2 6.4) (35.0 7. oligotrófico no reservatório Divisa e eutrófico em Tapacurá.6) (1.56) (61.138 Tabela 2: Aspectos de qualidade da água hipolimnética e parâmetros químicos médios dos sedimentos utilizados nos experimentos PARÂMETRO T CE 4 pH 4 Eh 4 PTD oP CTD CID COD NTD SO4 DQO ALC Eh4 CT NT PT PI PO PD Fed Feo Alo Cat Mgt pH H+Al 4 UNIDADE (ºC) (μS.6 DP3 (1.6) (14.5 31.1 101.92 3.1 3.kg-1) DIVISA1 Média 18.7) (9. Em sedimento: Parâmetros analisados na fração < 500 μm.5 14.17) (0.4 7.9) (8. Fed.04) (14.kg-1) (mg.89) (1.08) (58.7 DP3 (0.44 -121.66 1435 1017 4. NT – Nitrogênio total Kjehldal.0 9.82) (125.kg-1 g.kg-1 g.5) (0.0) (1.0 77. COD.25) (58. CE – condutividade elétrica. enquanto que a Sedimento Água . CTD. 2 n = 16. NTD . Eh .5 0.2) (39.5 20.2 18. oP – P em Fósforo total e ortofosfato dissolvidos.7 213. e H+Al – Acidez potencial. SO4 .Carbono total.6) (8. 3 DP – Desvio padrão.L-1) (mg.17 9. inorgânico. PI.0 40.30 0.1) (10.98 1138 387 4. orgânico e inorgânico dissolvidos.8 5. CID .5) (0.3) (0. Em água: T – Temperatura.kg-1 (%) (%) (mg.4) (3.67 20.Potencial redox. PO.3 19.77 -142.45) (49.21 21.5) (3.33) (41.53 14.kg-1 (mg.40) (12) (35) (0.5 90.44 962 68. orgânico e disponível.cm-1) (mV) (μg. As causas para essas diferenças estão relacionadas aos usos do solo na bacia hidrográfica: o reservatório Divisa possui 96.98) (2.1) (2. PT.L-1) (mV) (%) (%) mg.

Com relação à cristalinidade dos óxidos e hidróxidos de Fe. oP e NTD) e a elevada DQO nesse ambiente indicam crescimento irrestrito da atividade microbiana.8%) e maior proporção de CID (20.3 % de CT e. por outro lado. em consequência dos elevados teores de nutrientes dissolvidos (Bouvy et al.2 e a cor marrom do sedimento Divisa. o que favorece a sorção de íons. o que eleva a produção de CO2 e também contribui para sua elevada alcalinidade. o que resulta em valores mais baixos de Eh. o Divisa possui maiores teores de CT. que é uma forma fracamente ligada ao sedimento. essa relação aproximada entre Pi e Po indica maior importância da produtividade primária neste ambiente.kg-1). um sedimento orgânico rico em ácido húmico. o teor de óxidos e hidróxidos de Fe (Fed. Este último uso resulta no despejo de efluentes sem tratamento diretamente no rio Tapacurá à montante do barramento.. Esse resultado indica maior proporção dos óxidos de Fe de baixa cristalinidade neste ambiente. 1993). é mais elevado (56 mg. Em Tapacurá.kg-1) em Tapacurá. porém a menor proporção de COD (79. a razão Feo/Fed (0. o que deve estar relacionado ao clima mais quente.kg-1). onde a produtividade do litoral (plantas aquáticas com raízes.8) mais próxima dos sedimentos tipo Gyttja (C/N < 10). que favorece as reações de decomposição da MO e um ambiente mais reduzido (dissolução redutiva).kg-1). PT. 2005). porém a razão Feo/Fed (0. Este sedimento apresenta alto teor de fósforo total (962 mg..4% são de fósforo disponível (13 mg. dos quais apenas 1. apesar de semelhante o conteúdo de PT (816 mg. 2001). Os sedimentos possuem em média 3.139 bacia de Tapacurá é mais extensa e apresenta 90% de sua área ocupada com agricultura. Feo e Alo. o teor de PD. O teor de PT distribui-se em 60% de Pi e 40% de Po e.56) indica baixa cristalinidade e elevada área superficial específica (Inda Jr. O excesso de nutrientes (PTD. o classificam como Dy. que caracteriza o material húmico neutro. bentos e atividade microbiana heterotrófica) é dominante e ocorrem significativas entradas de material alóctone (Wetzel. Os sedimentos de Tapacurá possuem uma relação C/N (11.2%) em Tapacurá indicam maior taxa de mineralização da matéria orgânica neste ambiente devido ao clima quente. ou seja. O valor da relação C/N de 13. NT. . Feo) e de Al (Alo) é menor do que no Divisa. 2003).68) é maior. Fed. A ocorrência de florações algais em Tapacurá é frequente. A concentração de carbono total dissolvido (CTD) é semelhante nos reservatórios. composto por aproximadamente 70% de PI e 30% de PO. Quanto aos atributos químicos do sedimento (Tabela 2). et al. 1993). rico em compostos nitrogenados e enxofre (Wetzel. além de acidez potencial (H+Al) mais elevada (Tabela 4). Este tipo de sedimento é característico de lagos pequenos. pastagem e área urbanizada (Braga.

5 9.1 32. solúvel em meio básico.4 4.4 25 31. húmico. PF – Perda ao fogo.0 0. De fato.49 0.5 0.08 0.cm-3) Umidade (%) PF (%) CT3 CHCL3 CSHS3 CAF3 CAH3 CHU3 CHCL/ CT CSHS/ CT CHU / CT CAH/ CSHS CAF/ CSHS DIVISA1 64. CAF . CHU Humina.2 20.3 15. o tipo que mais se assemelha a este sedimento é o Sapropel. além do número de amostras representadas em cada média. CHCl. 3 Teores médios em g.80 0. que corresponde ao tipo Gyttja formado em condições reduzidas.8 64. mas devido aos elevados teores de NTD e SO4 dissolvidos no hipolímnio e à cor do sedimento.kg-1 e n = 2 .3 72. respectivamente).4 6.9 31.48 0.140 O fato da relação C/N em Tapacurá ser levemente superior ao limite da Gyttja indica a ocorrência de húmus ácido neste ambiente. esse sedimento possui pH ácido (em média 4. As características granulométricas.05 5. A diferença entre os teores médios de CT nos sedimentos apresentados nas tabelas 2 e 3 se deve aos diferentes métodos empregados (combustão úmida e seca. 1993).Carbono total. ocorrendo uma transição entre os tipos (Wetzel. CSHS . Tabela 3: Características físicas dos sedimentos.3 13.Ácido fúlvico. CAH . 2 n = 16.20 TAPACURÁ2 45. CT.1 0.35 18.57 0.8 2.7 81.8 22.016 2. físicas e a distribuição da MO em compartimentos húmicos também difere entre os sedimentos estudados (Tabela 3). teores e proporções dos compartimentos húmicos da matéria orgânica PARÂMETROS Areia (%) Silte (%) Argila (%) d50 (mm) Densidade (g. solúvel em meio ácido.2 16.4). .31 0. cinza esverdeado ao preto (e malcheiroso).2 1.43 Onde: Número de amostras (n): 1 n = 5.063 2.03 0.9 0.61 0.6 30.

Nas frações de CHCl e AF. hidrofóbica e estabelece forte associação com minerais. principalmente. seguida por SHS (CSHS/ CT = 0.1%) e argila (32.. O sedimento Divisa apresenta maior razão CSHS/CT (0. umidade e perda ao fogo (PF) são maiores no Divisa em função do maior conteúdo orgânico do que em Tapacurá. SORÇÃO DE FOSFATOS As curvas de sorção de fosfato apresentadas na Figura 3 se caracterizam por uma elevada afinidade relativa do sortivo pelo sorvente.3. possui maiores quantidades de silte (22.31) e.). Em contraste ao sedimento Divisa.L-1 para as condições de ambiente oxidado (A11. são mais efetivos em solubilizar fosfatos.8 para a razão CAH/ CSHS indica a predominância de AH em relação a AF. que correspondem aos ácidos húmicos (AH) e fúlvicos (AF). que tende a diminuir com a saturação dos sítios de sorção. enquanto no reservatorio Tapacurá as adições foram de até 200 μmol. B5) e 400 μmol.8% areia) que.49) do que Tapacurá (0. A interação hidrofóbica pode se tornar expressiva. Em Tapacurá.3% areia) do que Tapacurá (45.43).61).57) é semelhante à de AF (0. 2009). indicando maior reatividade da MO.31). O diâmetro médio (d50) demonstra que pelo menos 50% das partículas são inferiores à areia muito fina (0.016 mm) em Tapacurá. tornandose praticamente insolúvel em meio aquoso. op cit. A HU é pouco reativa. . 3. 1999). em menor proporção. em função da maior proporção de substâncias húmicas funcionalizadas (SHS) (solúveis em meio básico) (Dick et al. esta é formada por uma maior proporção de humina (CHU/ CT = 0. em Tapacurá a proporção de AH (0. a densidade. refletindo a origem distinta desses sedimentos.08). As adições de P no sedimento Divisa foram de até 600 μmol. por substâncias húmicas de baixo peso molecular (CHCL/ CT = 0. Por outro lado. tanto os de Fe e Al como os de Ca (Dick.L-1 para as condições experimentais de ambiente reduzido (A3.1%) (Tabela 3). estão presentes ácidos orgânicos que podem competir com o PO4 na medida em que aumenta o número de grupos carboxilas e hidroxilas (Novais & Smyth. por sua vez.). Estes grupos funcionais apresentam maior afinidade por cátions polivalentes e.063 mm) no sedimento Divisa e silte médio (0. além de haver menor teor de MO. recobrindo minerais com estruturas de baixa densidade de cargas da MO (Dick. consequentemente. O valor de 0.L-1. A6). op cit.141 O sedimento Divisa apresenta textura mais grosseira (64.

142 DIVISA TAPACURÁ Figura 3: Isotermas de sorção de fosfato medidas e calculadas pelo modelo de Langmuir (linha tracejada) em função do Eh. .

Por se tratar de um sistema dinâmico.3 Média -194 -91 174 256 409 3 Final -140 125 201 237 567 5 Inicial 7.7 7. esse sedimento apresenta aumento da quantidade sorvida até um nível de oxidação intermediário (+200 mV).5 Média 26 26 25 25 26 Variação 6 2 2 2 2 3 DIVISA AB5 1 AB3 1 AB4 1 AB11 AB6 -200 -100 150 200 300 -178 -109 152 173 307 -186 -127 137 59 213 -83 -98 215 388 386 7. . a saturação ocorreu a partir da adição de 400 μmol.8 3. se optou por trabalhar com intervalos maiores de Eh. Quando oxidado.1 6.7 5.200 mV). A Tabela 4 apresenta as condições experimentais em que os experimentos foram realizados.9 5.L-1 de P. o potencial redox não permanece constante.2 6.L-1 de P (Figura 3). Em Tapacurá (Figura 3).4 3. Temperatura (°C).8 27 29 27 25 28 3 7 2 5 2 TAPACURÁ Onde: 1 Nivel de Eh controlado pela entrada de gases.5 condições experimentais. as adições de P na condição reduzida (. portanto. 2 Valor teórico aproximado ao valor da média.7 4. realizando-se a entrada de gases para manter o nível de Eh desejado apenas no final do dia. AB4 e AB5).143 No Divisa. 3.6 5.5 5.4 5.0 6. Eh (mV). este processo prejudicava os resultados obtidos na cinética (AB3. e. a menos que seja controlado com a entrada de gases (N2 ou ar).6 Média e variação do período de duração do experimento.0 5. Tabela 4: Condições experimentais dos experimentos de sorção de fosfato em sedimentos Eh Experimento A7 B7 A8 B8 A9 Teórico -200 -100 150 250 400 2 pH Inicial -277 -275 77 151 150 4 Temperatura Final 6.4 5. a partir do qual a sorção diminui e a saturação dos sítios é alcançada (+300 mV). 4. enquanto que em condições oxidadas. não chegaram a saturar todos os sítios disponíveis.6 5. a condição reduzida se caracteriza por baixos níveis de sorção e a quantidade sorvida (q) permanece constante após a adição de 100 μmol.4 4.4 5. Entretanto.

534 2. 2000).126 0. Como o pH não foi tamponado.972 0. a diminuição do pH mais acentuada em Tapacurá reflete a menor quantidade de grupos funcionais de superfície em função do menor teor de MO.2 8.9 ns 1.984 DIVISA -200 -100 150 200 300 A5 AB3* AB4* AB11* AB6* 0.514 ns 0.589 0.1 – 6.994 0.capacidade máxima de sorção de fosfato (mg. a CMSP é maior no Divisa do que em Tapacurá.149 Langmuir Ea CMSP 2.236 0.4 5. a .272 1.409 0.kg-1) e mantendo-se relativamente constante para condição de Eh mais elevado.erro aleatório.2 80 131 336 495 301 Onde: Eh (mV).187 0.328 0.energia de ligação (L.400 ns 0. mas representa um potencial misto.946 0.938 1.557 Declividade (b) b ε_b 1.4) e. uma vez que o pH do meio se situa em torno da neutralidade (7.662 0. portanto.002 2. A Tabela 5 apresenta os parâmetros de Langmuir.0 1. TAPACURÁ A hipótese para explicar este comportamento baseia-se na alteração das cargas de superfície dos sorventes e no tipo de sorvente.589 0.333 0.699 0. b declividade.516 2.181 1.intercepto. ε . Sua determinação não pode ser feita com maior acurácia do que ± 50 mV. (-200 mV) as superfícies dos óxidos de ferro apresentam predominante carga negativa.181 0. 1999).kg-1.217 0.mg-1). chegando ao valor de 580 mg. ns – não significativo à PE < 0. CMSP .023 3.173 ns 2.274 6.725 1.456 1.6 2. que resulta em menor capacidade de tamponamento. Em condições reduzidas. AB * = valores correspondem à média entre duplicatas (A e B) do experimento.237 0.456ns 0.974 0.0 2.319 1. pois desvios similares ocorrem com dois eletrodos metálicos idênticos ligados a um mesmo electrodo de referência (Kölling. esse sedimento diminui em 35% a sua capacidade de adsorver fosfato (381 mg.264 0.883 1.628 2. Nesta .907 3. Em potencial reduzido (-200 mV).768 ns 1. Depois de oxidado (+250 mV).978 0.460 7. Ea .144 O potencial redox de águas naturais não visa o valor em si.kg-1).053 0.1 580 ns 397 381 386 0.05. a energia de ligação (Ea) e a capacidade máxima de sorção de P (CMSP).518 0.089 0. representada por CT e PF (Tabela 3). próximo ao seu PCZ (Sparks.8 3.974 1.975 0.978 0.994 0. que serve às previsões geoquímicas para o comportamento do sistema.174 12. Tabela 5: Parâmetros da equação de Langmuir para sorção de fosfato em função do Eh Eh -200 -100 150 250 400 Experimento A7 B7 A8 B8 A9 R 2 Intercepto (a) a ε_a 0.

4. a competição da MO com o fosfato pelos sítios de sorção é menos acentuada do que no Divisa. Com o aumento do Eh. a CMSP é baixa comparativamente à Divisa. em condição oxidada (+ 300 mV) e ácida (4.200 mV) e aumenta conforme aumenta o Eh. A CMSP é baixa (80 mg.. Neste sedimento. o que também foi verificado por Pratt et al. Este mecanismo não é relevante para a superfície de carga negativa dos óxidos de ferro. 2009). o baixo grau de cristalinidade dos óxidos de ferro e o d50 do sedimento neste ambiente (Tabelas 3 e 4). Adicionalmente. o teor de MO é baixo (Tabelas 2 e 3) e. retém o ânion (Dick. contribuem para o aumento da sorção de P nas condições oxidadas. onde se observa o ajuste dos dados ao modelo e o comportamento desses sedimentos.15. (2007). em condições reduzida (-200 mV) e oxidada (+150 mV).200 mV (Tabela 7).kg-1) da observada em condição de . em condição de + 200 mV. devido ao seu teor relativamente baixo em Tapacurá. 2008). onde a MO é o principal sorvente.L-1. obtidas e calculadas pelo modelo de Elovich. são apresentadas na Figura 4. que por meio de pontes de cátions (principalmente Al3+. Fe3+ e Ca2+) e com a participação de carboxilas desprotonadas. a CMSP corresponde à 618. o principal sorvente de fosfato é a MO. .9). o pH do meio diminui e os óxidos de ferro assumem maior importância na retenção de P. os óxidos de ferro passam a ser o principal sorvente de fosfato e a MO passa a competir com o ânion inorgânico pelos os sítios de sorção. o bloqueio dos sítios de sorção que interagem com a carboxila da MO é relevante. No sedimento Tapacurá ocorre comportamento inverso ao observado no Divisa. et al. levando ao aumento das cargas de superfície positivas dos óxidos de ferro. uma vez que o grupo FeOH não realiza interações via ponte de cátions na mesma intensidade que as carboxilas (Sposito. 3. CINÉTICA DA SORÇÃO DE FOSFATOS As curvas cinéticas da sorção de fosfato após a adição de 400 μmol P. e a sorção de P diminui no sedimento Divisa. Nesta condição. ocorre simultaneamente a diminuição do pH neste ambiente (Tabela 4).145 situação.kg-1) na condição reduzida (. Nessas condições. portanto. devido ao elevado pH de 7. Ao elevar-se o Eh. Devido ao elevado teor de MO.8% (495 mg. em condição reduzida.

05). Os parâmetros cinéticos de Elovich (α e β) apresentados na Tabela 6 foram selecionados entre os experimentos que apresentaram coeficientes de correlação R2 ≥ 0. Neste nível de adição (400 μmol P.L-1). motivo pelo qual seus parâmetros cinéticos não são apresentados na Tabela 6. os níveis de potencial redox e de adição de P não são os mesmos para os estudos com Divisa e Tapacurá. e se manteve praticamente inalterada na condição oxidada (≈ 12 μmol. a sorção de P foi mais elevada no sedimento Divisa na condição reduzida (> 13 μmol.g-1). enquanto que o sedimento de Tapacurá sorveu menos na condição reduzida (≈ 5 μmol. A Figura 4 demonstra que o modelo de Elovich se ajustou bem aos dados obtidos no Divisa e Tapacurá neste nível de adição (400 μmol P. com nível de significância superior à 95% (PE ≤ 0.L-1).7.g-1).g-1). exceto na condição reduzida (.146 Figura 4: Cinética da sorção de fosfato medida e calculada pelo modelo Elovich em função do Eh. Consequentemente.200 mV) em Tapacurá.g-1). aumentando consideravelmente na condição oxidada (> 12 μmol. .

nos diversos tipos de solos e sedimentos aquáticos.42 1. sua variação é menos acentuada e.59 250 4.147 Tabela 6: Parâmetros cinéticos da equação de Elovich estimados para sorção de fosfato em função do Eh Adição 400 600 Parâmetro α β α β α β α β α β α β Eh -200 5.06E+02 0.99E+02 1.86E+06 1. em variedade e quantidade diferentes. indicando que.44 1. Como as diferenças entre os valores de α nas condições reduzida e oxidada se tornam cada vez menores nas adições maiores de P. Segundo Chien & Clayton (1980).g-1. se infere que α provavelmente reflete a ocupação dos sítios de sorção de fosfato.g-1)-1.28E+04 5.66E+04 1. a constante α depende do tipo de solo ou sedimento. é inversamente relacionado à velocidade da reação.56 5.66E+02 2.h-1) e β (μmol P.01 1.59E+02 3. Entretanto. Em ambos os sedimentos.90E+05 1. diminui com a oxidação em ambos os sedimentos.13 2. este aumento . Adição (μmol P.51E+09 1.27 -x-x-x-x-x-x-x-x- 150 5.81E+02 2. como β é obtido a partir da declividade na função q × ln t .56E-02 9. porque os sítios aptos à sorção de fosfato podem estar presentes. a velocidade da sorção aumenta neste sentido. os valores inferiores de β em comparação a Tapacurá indicam que a velocidade da sorção é maior. No sedimento Divisa.6 -x-x1. as constantes α e β não possuem significado físico diretamente. de modo geral.22 -x-x- -100 -x-x7.22E-08 18.74E+05 1. Segundo Chien et al. ocorreram diminuições de β com o aumento da oxidação do meio. tanto no Divisa quanto em Tapacurá.35 1. de maneira geral.04E+02 0.45 1.45E+15 3. α (μmol P.21 1.19 1.L-1). porém.97 DIVISA 50 TAPACURÁ 100 200 400 Onde: Eh (mV).65 6.01 2. e este comportamento foi mais acentuado no sedimento de Tapacurá do que no Divisa. (1980). O parâmetro α.19E+15 2.52 4.08 3. portanto.

Acredita-se que a MO seja o principal sorvente do P na condição reduzida. Isto.L-1. Este comportamento está de acordo com os dados de sorção no equilíbrio. os valores elevados de β indicam que a velocidade é comparativamente menor. o que confere elevada reatividade a fração orgânica. CONCLUSÕES A sorção de P no sedimento Divisa (tipo Dy) foi 6 vezes maior do que no sedimento de Tapacurá (tipo Sapropel). o sedimento apresenta menor teor de MO e de nutrientes. não favorece a sorção de fosfato. O sedimento Divisa também possui alta acidez potencial (H+Al) e proporção de óxidos e hidróxidos de Fe e Al de baixa cristalinidade. Os maiores teores de fósforo disponível (PD) refletem a baixa CMSP deste sedimento. porém. Classificado como Dy em função da sua elevada relação C/N. indicando que existe um maior número de sítios para sorção de fosfato na condição reduzida. NTD e SO42-) no hipolímnio são maiores nesse reservatório. na condição reduzida. através de pontes de cátions entre as cargas negativas da MO e o fosfato. o sedimento Divisa apresenta valores de α maiores (da ordem de 1010) em condições redutoras do que oxidadas.148 de velocidade com a oxidação é menos expressivo. aliado à maior proporção de cargas negativas (expressa pela alcalinidade do meio). . A exceção a este comportamento ocorreu na adição de 400 μmol P. caracteriza o tipo Sapropel. em que o aumento de β reflete diminuição da velocidade à medida que se aproxima o nível de saturação dos sítios disponíveis para sorção. onde se tem o aumento da CMSP em condições oxidadas somente até + 200 mV (Tabela 5). a variação acentuada de β com a oxidação demonstra que a velocidade aumenta significativamente neste processo. porque existem menos sítios disponíveis para sorção de fosfato e. Os valores de α são inferiores em Tapacurá. Adicionalmente. com a oxidação. que devido à formação em meio reduzido. A presença relativamente maior de compostos nitrogenados conduz à menor relação C/N. o sedimento Divisa possui maior teor de MO. α diminui na medida em que os sítios vão sendo ocupados. Em Tapacurá. características que favorecem a sua capacidade sortiva. provavelmente. No caso de Tapacurá. Este sedimento apresenta baixa CMSP na condição reduzida devido ao baixo teor de MO e maior proporção de humina. os teores de nutrientes dissolvidos (PTD. Em contrapartida. constituída em grande parte por AH. 4.

S. A maior sorção de P nesta condição ocorre devido à mudança de carga superficial dos óxidos e hidróxidos de Fe e Al. esse aumento é muito maior. v. GRAYSON. R. 2004. (1989). Limnological features in Tapacurá reservoir (northeast Brazil) during a severe drought. Water Research 38: 3420-3430. Investigation phosphorus interactions with bed sediments in a fluvial environment using a recirculating flume and intact cores. Chemical analysis of ecological materials.. o que favorece o aumento da CMSP nesta condição. A utilização da oxidação como forma de aumentar a sorção de fosfato em sedimentos aquáticos. a oxidação causa uma diminuição mais acentuada do pH. tal como a remobilização de metais pesados.E. qual o nível de oxidação ótimo para sorção. NASH. 170. JANSSON. London. Hydrobiologia 493: 115-130. BOSTRÖM. FLEISCHER. NASCIMENTO. diminui a CMSP de sorção do sedimento Divisa em 35%. Blackwell Scientific Publications.O. J. que passam a atrair ânions como o fosfato.149 Com a oxidação. M. por outro lado.M. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALLEN. Essa diferença de comportamento pode ser explicada em parte pelos diferentes teores de MO nos dois reservatórios. entretanto. 229-244.. através de estudos que demonstrem se o aumento da sorção é constatado.. FERREIRA. que passa a competir com a MO pelos sítios de sorção. 5. conforme indicam os dados de parâmetro cinético β de Elovich.R. 2003. K. A. R.M. Hydrobiologia. Em ambos sedimentos ocorre aumento da velocidade de sorção de P com o aumento da condição oxidada do meio. bem como investiguem a ocorrência eventual de efeitos paralelos que afetem o meio.M. porém em Tapacurá. porque ele tem menos MO e menor capacidade de tamponamento.. BARLOW. 2 ed. V.. sua CMSP diminui. BOUVY. Como o teor de MO no Divisa é muito elevado. S. HUSZAR.F. Exchange of phosphorus across the sediment-water interface. Em Tapacurá. p. S. precisa ser avaliada com cautela. ANDERSEN. o pH diminui e as cargas superficiais dos óxidos e hidróxidos de Fe passam a ser positivas.. a competição da MO com o P não chega a ser relevante..J. MOLICA. . AZEVEDO. Como o teor de MO é menor e a proporção de óxidos de Fe amorfos é elevada. Dordrecht.. enquanto que Tapacurá aumenta em torno de 600%. atraindo P. uma vez que após oxidação do meio. M.. 1988. B. S. entretanto.. D.

E. DIECKOW. Porto Alegre. Manual de análises químicas de solos. Capítulo XI.. R. plantas e fertilizantes. 1980.P.H. EMBRAPA – EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA.H. Influence of sulfate enrichment on the carbon dioxide and phosphate fluxes across the sediment-water interface. A. CLAYTON.F. L. Application of Elovich Equation to the kinetics of phosphate release and sorption in soils. Viçosa. D. 35: 1181-1192. RS.R.. 2006.. Universidade Federal de Pernambuco / CTG / DECIVIL / GRH. G. CHIEN. 1997.. 1986. CHIEN. R.H. 2001. DICK.H.H. NIELL. MERTEN. R.) Química e mineralogia do solo. J.. Thesis da Universidade do Rio de Janeiro. Brasília. Viçosa. K.. FRANZEN. FERREIRA. v. CYBIS.F.F. 370 p.. & CLAYTON... M. Fracionamento físico de fósforo e nitrogênio em sedimentos de ambientes aquáticos lênticos. 59-65.A. HUSZAR. GARCÍA-SANCHEZ. O fósforo como um elemento limitante do crescimento fitoplanctônico nos reservatórios do Sistema Salto de Hidrelétricas (RS). FERREIRA. e DORFMAN. NOVOTNY. V. 345.. CAUDURO. SOUZA. S..R. S. 1980. CLAVERO. W. Porto Alegre.R. CYBIS. Am. McCLELLAN. R.H. PE) dominado por Cylindrospermopsis raciborkii e cianofíceas coloniais. Química da matéria orgânica do solo.V. 603-611. 2001... FERNÁNDEZ.. 101 p. V. L. M. G. PE). Soil Sci. (Ed.. Qual.A.) Gestão ambiental da bacia do rio Tapacurá – Plano de Ação. 4. p.. J. 2002. p. W. Am. 2009. IX Congresso Brasileiro de Limnologia. 216p. BAYER. n.A. DICK. NASCIMENTO. BOUVY. páginas 1 a 72... M.. L. FRANZEN. João Pessoa. F. (Coord. Soc. P. Soil Sci. Hydrobiologia. 22. 1999. 2006. A. Manual de ensaios de laboratório e de campo para irrigação e drenagem. Universitária da UFPE. & FYTIANOS.150 BRAGA. C. C. 1998. com ênfase em Cylindrospermopsis raciborskii e seus morfótipos. J. 1998.. E. CHISTOPHORIDIS. SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIÊNCIA DO SOLO. Soc. PRONI: IPH/UFRGS. 44: 260-264. 2003. S. In: Anais. MERTEN. YUNES. . Revista Brasileira de Ciência do Solo. In: MELO. J. 2003. Brasil.S. P. Conditions affecting the release of phosphorus from surface lake sediments. G. M.. MG. 44: 265-268. VII Encontro Nacional de Engenharia de Sedimentos. Dordrecht. J.X. v. Recife. MOLICA. Parte II: aplicações. F.. Environ. Kinetics of dissolution of phosphate rocks in soils. Associações fitoplanctônicas em um reservatório eutrófico do semi-árido de Pernambuco (Tapacurá.. Caracterização de substâncias húmicas extraídas de solos e de lodo orgânico. Dinâmica do fitoplâncton de um reservatório hipereutrófico (Tapacurá. CARVALHO. D.J. RS. Recife: Ed.S. VIII Congresso Brasileiro Limnologia. J. Anais. & ALLEONI. Juiz de Fora.

In: SUMNER. Geology of recent sediments. M.. Madison: Soil Science Society of America.D. PANG.H.G. LITAOR.. M. GOMEZ. E. 3. In: SLY.V.(Ed. Avaliação do estado nutricional das plantas: princípios e aplicações. GIASSON. Hydrobiologia. J. KÄMPF. INDA JR. R.Y. (Ed. ed. 1998. X. n. 2005. Soil Sci. M. Soc. GILBIN. Dordrecht. 1959.WEED. PAING.. v. 2. Sorption characteristics of phosphorus in peat soils of a semiarid altered wetland. JANSSON.. ZHOU.A. GOLTERMAN. Duijnisveld). 2000.B. Piracicaba: Potafos. A. 2005. .151 GAST.. E.. 490 p.. R. Aspects 254: 241-248.G. Springer. (Ed. Z. J. Sediments and water interactions.4: 309-315. K. A. M. M.R. Phosphate uptake and utilization by bacteria and algae.. W.).M. Am. S. GOMEZ.. Colloids and Surfaces A: Physicochem. 20.13. 364. H. Schulz.). v. 27-73. 506-509: 129-133. M. JANSSON. Surface and colloid chemistry.. Eng. Hydrobiologia. S. G. A. In: Redox: Fundamentals.H. X.265-302.B. P. Fischer. The terms Gyttja and Dy. SERRANO... PICOT. J. v. Hydrobiologia 170: 177-189. n. Ciência Rural. ZHAO. S. 42-54. 553-561. VITTI. KISAND. Bottcher & W. 2003. K. Sediment phosphorus release in phytoplankton dominated versus macrophyte dominated shallow lakes: importance of oxygen conditions. Phosphorus and organic matter in wetland sediments: analysis through gel permeation chromatography... 319 p. 1971.B. Hydrobiologia. Paris. Chemisorption and precipitation reactions. (2000) – Comparison of different methods for redox potential determination in natural waters.E. 1997. The adsorption of phosphate on different trophic lake sediments. J. 1977. B. 1988.L. p. Processes and Applications (Eds. SILVA. KÖLLING. E. p. MCBRIDE. J. KUKAL. 99-104. HAIM. p. p. Agronomie. Schuring. HANSEN. H. 35. O. p. Presence of and phosphate release from polyphosphates or phytate phosphate in lake sediments. p. WANG. Handbook of soil science. L.. Boca Raton: CRC. A. Minerals in soil environments. SHENKER. JIN.. AUERSWALD. pp. M.. Cinética da dissolução redutiva da goethite and hematite em solos poligenéticos. New York: Springer. & NÕGES. J. N. OLIVEIRA. v. Czechoslovakia..). In: DIXON. MALAVOLTA. E. 2000. Academic Press Prague. 1986. REICHMANN. 69: 1658-1665. 387-391. Nitrate as a catalyst for phosphorus mobilization in sediments.. 567576. P. C. 2005.I. de.

Viçosa: Universidade Federal de Viçosa.). REDDY. 955-964.R.A. ELMETRI. Chem. Environ. 1994. SPOSITO. 45-57. Baltimore. Phosphorus. 194-202. v. R. PRATT. Clays Clay Miner. 1973. Methods of soil analysis: part 2.7. STANDARD methods for examination of water and wastewater. D. Phosphorus relationships to manganese and iron in rice soils.E.152 MEHRA. v. Water Research 34 (7): 2037-2042. H. 1999.. 27: 31-36. Limnology and Oceanography.P. A. Technol. 403-430. NOVAIS. The Chemistry of soils. Fósforo em solo e planta em condições tropicais. 2000. S. Washington: American Public Health Association. 39: 425-436. SUGUIO. Dordrecht. 1999..T. 41: 6585-6590. 2 ed. 1. G. & POLYZOPOULOS. SMYTH. 317-327. K.A. 1997. Soil Sci. 1964... 345. 23. A. In: PAGE. p. E. REDDY. N.G. Sci. Potentially mobile phosphorus in lake Erken sediment. TURNER. Pflanzenernähr Düng Bodenkd. PRATT. OLSEN.. L. Delaware: CRC Press. Soil physical chemistry. S. v. 329 pp. SCHWERTMANN. A. J.198211. RYDIN. MURPHY. 2 ed.L. Role of Eh and pH on phosphorus geochemistry in sediments of Lake Okeechobee. R.E.. F. U. p. p. G. M. & JACKSON. Madison. Florida. Differenzierung der eisenoxide dês bodens durch extraktion mit ammoniumoxalat-lösung. (Ed. O.R. 1988. 168 (7): 489-500. São Paulo: Edgard Blücher. Effects of redox potential and pH changes on phosphorus retention by melter slag filters treating wastewater. 2008. SHILTON. OLILA.. 399 p. SOMMERS.. 399 p. A modified single solution method for the determination of phosphate in natural waters. K. Madison: American Society of Agronomy. C. SPARKS. Hydrobiologia. 2002. T. MOORE.F. Newark. 2003. Anal. WETZEL. v. p.. v. Iron oxides removal from soils and clays by a dithionite-citrate-bicarbonate system buffered with sodium bicarbonate. HAVERKAMP.G. Z. K. . 1999. 20th ed. HOSSNER. 1962.R. & RILEY. 2 ed. p. J. Kinetics of microbial Fe (III) oxide reduction in freshwater wetland sediments. Soil Sci. Journal of Environmental Quality. n. 1960.R. PAVLATOU. Introdução à sedimentologia. 2007. R.. 1982. p. 317 p. 105. J.P.L. E. P. J. L. 47. RODEN. The role of diffusion in the kinetics of phosphate desorption: the relevance of the Elovich equation. I..L. SHAHANDEH. Influence of redox potencial on phosphate-uptake by sediments in two sub-tropical eutrophic lakes.J..

(Boletim Técnico [de Solos] / UFRGS. Boavid. 760 p. 174 p. rev e ampl. Philadelphia: Saunders College. .J. 1983.153 TEDESCO. et al. Fundação Calouste Gulbenkian.G. Trad. 1993. WETZEL. 2 ed. n. 2. Limnologia. 5). J. M. ed. Porto Alegre: Departamento de Solos da UFRGS. Ed. Limnology. planta e outros materiais. M. R. Departamento de Solos. Análises de solo. 1995.

Adicionalmente. Para isto. N. Os usos do solo contribuem para a manutenção da qualidade da água. dos nutrientes principais (C. . foram identificados os usos do solo na bacia hidrográfica. dificilmente esses teores de PTD e usos do solo poderiam ser responsáveis pela fertilização das águas. As áreas de campo. CONSIDERAÇÕES FINAIS O primeiro estudo que compõe este trabalho se propõs a identificar as possíveis causas para a fertilização que causou uma floração de cianobactérias. uma vez que quando houver oP disponível. que podem aumentar a susceptibilidade do ecossistema aquático. Entretanto. Adicionalmente. e os usos que contribuem com teores elevados de PT e demais nutrientes (agrícola e urbano).L-1) podem ser considerados baixos. num sistema de reservatórios subtropicais. quando comparado aos teores encontrados em solos e sedimentos de tributários da região. especialmente de PD. os sedimentos de fundo dos reservatórios do Sistema Salto apresentaram concentrações elevadas de CT. em tributários diretos (25 μg. tanto pontuais quanto difusas.L-1) e ambientes lênticos (20 μg. as possíveis fontes. pois os teores de PT em solos e sedimentos das fontes externas mais importantes (campo. oligotróficos a mesotróficos e limitados por fósforo. não contribuem de forma a comprometer os reservatórios com o aporte de nutrientes. a produção de sedimentos na bacia é baixa. considerando que a maior parte dos nutrientes se encontra no estado sólido e esta pode ser considerada uma possível fonte pontual de nutrientes para o sistema de reservatórios do Sistema Salto (RS). considerados como potenciais fontes externas desses nutrientes. em cascata. poderá haver o aumento da produtividade primária. Como resultado das características de uso do solo e do clima subtropical úmido. porém esses valores (< 6 μg. foram pouco significativos em termos de área drenada (menos de 2%). Resultados mostraram que as fontes externas isoladamente.154 6. se comparados aos limites estabelecidos para a Classe 1 da Resolução Conama 357 / 2005. NT. foram observados incrementos de N e C em águas de tributários nas áreas de florestamento. P). pontuais e difusas. e estimados os teores de PT. cujas temperaturas baixas na maior parte do ano retardam a decomposição dos compostos orgânicos. CT e PD em solos. NT e PT e. apresentaram os maiores teores de PT em águas dos tributários. o que colabora para uma contribuição pouco expressiva das fontes externas. que representaram mais de 74 % da ocupação da bacia hidrográfica.L1 ). de origem predominantemente alóctone e vegetal. florestamento) não excedem os teores relativos à mata nativa da própria região. Sendo assim. água e sedimento de fundo de tributários. a carga interna dos reservatórios também foi avaliada.

entre os quais principalmente a T e o OD. período em que normalmente se desenvolve estratificação em corpos de água relativamente profundos. ou pela abertura de comportas de fundo. apenas em situações em que o vento fosse excepcionalmente forte e duradouro. propicia a ressuspensão e liberação de um estoque muito grande de nutrientes até então retidos nos sedimentos. A abertura das comportas de fundo quando o reservatório permanece longo período de tempo fechado. ocasionando a exportação de nutrientes dissolvidos para os reservatórios situados à jusante. cuja entrada em forma dissolvida nos reservatórios à jusante. a fertilização da coluna de água poderia ser induzida pelo transporte de substâncias do hipolímnio. numa situação de estiagem.155 indicando que esta poderia ser uma fonte significativa para a fertilização das águas. deveria ocorrer periodicamente com o objetivo de liberar a carga nutriente aos poucos e não concentrada uma vez a cada um ou dois . As concentrações de PTD na água aumentaram com a profundidade. A estratificação físico-química da coluna de água em três camadas foi demonstrada através de perfis verticais de parâmetros de qualidade da água. a turbidez e a clorofila-a na zona fótica. a circulação da água hipolimnética dificilmente ocorreria. aumentando o risco de proliferação de algas nesses reservatórios. O segundo estudo que integra esta tese demonstra a ocorrência de estratificação térmica no reservatório Divisa. seria uma possibilidade mais provável. as águas metalimnéticas normalmente possuem maiores concentrações de N. Entretanto. A outra possibilidade de transferência de P do hipolímnio poderia ser desencadeada pela abertura de comportas de fundo do reservatório Divisa. assim como a CE. A abertura de comportas de fundo. Porém. Então. sob estratificação. a carga interna poderia ser responsável pela fertilização das águas em duas situações: caso houvesse ventos suficientemente fortes para quebrar a estabilidade imposta pela estratificação. especialmente se ocorrer em período de estiagem. seria uma causa provável para a ocorrência de uma floração de cianobactérias. já que ventos moderados poderiam induzir afloramento da termoclina. caso do Divisa. Resultados indicam que. do Sistema Salto (RS) e verifica a possibilidade de circulação da água hipolimnética nesta condição. como no caso da passagem de ciclones extratropicais severos. Neste caso. A circulação de águas metalimnéticas. pois somente eventos climáticos extremos provocariam ventos capazes de inverter a massa líquida. não de P. caso houvesse circulação da água hipolimnética. contudo. neste caso. tendo em vista que este procedimento é ocasionalmente utilizado para regularização dos níveis de água dos reservatórios Blang e Salto. a referida floração ocorreu no verão. o que provavelmente conferia estabilidade à coluna de água.

que determinam sua capacidade de reter P. Análises químicas de nutrientes destinadas à comparação dos teores obtidos em sedimentos aquáticos com as suas fontes. Em condições ambientais normais. que por sua vez se encontram em maior quantidade nas frações finas (< 63 μm) do sedimento. e iii) tempo nublado após a ocorrência da chuva. onde também podem estar presentes quantidades significativas de nutrientes. a outra parte que não é prontamente liberada deposita-se no sedimento. Lá se encontram os minerais que apresentam carga elétrica superficial. Quando chega ao ambiente aquático. Em períodos como o outono e a primavera. resultando em acumulação após certo período de tempo. mesmo havendo a disponibilidade de nutrientes. justamente em função da presença de cargas elétricas superficiais. nos sedimentos aquáticos assim como nos solos. A susceptibilidade do ecossistema aquático com relação à carga interna de P depende das características químicas. As condições mais propícias para a abertura das comportas seriam: i) época de chuvas. diminuindo a transparência da água e a entrada de luz. Considerando que a capacidade de atração do sedimento está diretamente relacionada à presença de cargas elétricas superficiais. incluindo áreas consideradas não enriquecidas como . ficará retido ou será liberado para a coluna de água. seriam condições atenuadas para épocas mais quentes em que a abertura tivesse que ocorrer. onde após a decomposição e dependendo das condições físico-químicas do meio. porque aumenta o volume de água e a turbidez. ii) inverno. parte do fosfato é consumida ainda no epilímnio. O terceiro estudo avalia o fracionamento físico do sedimento aquático para a análise química de nutrientes. Uma alternativa seria proceder à abertura periódica das comportas.156 anos. hidróxidos. por causa das baixas temperaturas. Porém. hidróxidos e argilominerais. a presença de MO favorece a formação de agregados de variados tamanhos. quando ocorre a estiagem. granulométricas e mineralógicas dos sedimentos aquáticos. sendo decomposta por microorganismos e reassimilada pela comunidade fitoplanctônica. o bloqueio da insolação direta nos dias encobertos e a baixa transparência da água propiciada pela chuva. carbonatos ou ligados por coatings de matéria orgânica. entre eles os óxidos. A quantidade de fosfato reciclado depende das condições físico-químicas do meio e da taxa de decomposição da matéria orgânica. então. Nesses agregados se encontram partículas finas. a sedimentação de fosfato excede o total liberado pelos sedimentos. sempre observando que as condições climáticas não favoreçam o desenvolvimento de florações. cimentadas por óxidos. as temperaturas já são amenas e já existem condições favoráveis para a ocorrência de florações.

onde se encontra protegido por complexos organominerais mais estabilizados. A análise química de nutrientes (CT. incluindo NT nos ambientes lóticos. A maior energia do ambiente lótico resulta que o NT passa a ser concentrado nas frações mais finas (F < 31). provavelmente devido à menor tendência de formação de agregados. NT. entretanto. PT e PD) no sedimento natural (FT) do Sistema Salto e em intervalos granulométricos selecionados (465-63 μm ou agregado (F 465). 63-31 μm ou silte grosso (F 63). NT e CT no sedimento lótico. As frações < 63 μm (F 63 e F 31) concentraram CT e PT nos sedimentos aquáticos de ambos os ambientes. Em ambos os ambientes. Portanto. no ambiente lótico as diferenças entre as frações granulométricas são mais significativas. Com um comportamento distinto entre os ambientes estudados. ambientes ou procedências distintas. A F 63 apresentou maior média de CT. NT apresentou maiores médias na F 465 do ambiente lêntico e na F 31 do ambiente lótico. a escolha de uma fração granulométrica para análise dos nutrientes em sedimentos aquáticos. provavelmente em função do menor tempo de secagem. pode ser realizada considerando o objetivo da análise e o tipo de sedimento em questão. devem enfocar os teores totais. onde a energia do ambiente resulta em partículas minerais nos intervalos maiores e complexos organominerais nos intervalos menores. no intuito de comparar os teores obtidos em sedimentos de características. assim como os estudos envolvendo a dinâmica do P em sedimentos aquáticos. devem ser preferencialmente conduzidos no sedimento natural. devido à afinidade com óxidos e hidróxidos.157 níveis de background. e F < 31 μm ou silte médio + argila (F 31)). NT e PT) em sedimentos de ambientes lóticos. e a separação física em um intervalo granulométrico menor do que 63 μm é recomendada. demonstrando que as análises dos teores disponíveis. O fracionamento físico do sedimento aquático para a análise química em intervalos granulométricos selecionados pode ser útil para concentrar os sedimentos finos. revelou que as frações granulométricas exercem influência sobre as concentrações de PD. provavelmente estabilizado na forma de complexos organominerais e a F 31 obteve os maiores teores de PT. assim como em PT. A F 31 concentra a maior parte do PT em ambos ambientes. a FT apresentou a maior média de PD. a exemplo dos elementos-traço em sedimentos lóticos. ou para padronizar o material a ser analisado. onde se encontram os elementos de interesse. provavelmente devido à elevada susceptibilidade dos compostos nitrogenados frente à degradação. NT e CT no sedimento lêntico. os . Se o objetivo da análise for determinar os nutrientes principais (CT.

comparações só poderão ser feitas após a correção do efeito de diluição ou matriz. que apresente uma proporção de argila e silte largamente superior a 50%. onde os fatores tempo. Quanto ao peneiramento a úmido. as análises devem ser preferencialmente realizadas nas frações ≤ 465 μm. ou da mudança de carga elétrica superficial das partículas em função da oxidação. então a análise poderá ser conduzida no sedimento natural. se com valores da literatura. por isso. este mostrou ser um procedimento apropriado para a separação física do sedimento aquático quando este se destina à extração total dos nutrientes. Se por outro lado. Porém. A sorção de P em sedimentos siliciclásticos e orgânicos depende. caso a caso. ou com determinação de background e amostragens locais). A extração parcial de PD mostrou maiores resultados no sedimento natural. das condições ambientais (Eh. o que alarga o grau de incerteza da medição. É também por esta razão que as análises destinadas à especiação química e à dinâmica de fósforo devem ser conduzidas no sedimento natural e. Uma boa parte da literatura especializada. temperatura) e da presença de MO. da quantidade de fósforo presente no sedimento de fundo e na água sobrejacente. temperatura e a mudança de Eh podem estar relacionados à transformação do fósforo lábil em não-lábil. primeiramente. para incluir os agregados. através da migração do P para o interior de minerais ou agregados. Já que o sedimento de fundo pode funcionar tanto como fonte quanto como estoque de P para o ecossistema aquático. os sedimentos forem de ambientes lênticos. para tal.158 resultados confirmam que as análises devem ser realizadas na fração ≤ 63 μm. se torna importante entender as condições que favorecem a retenção ou a liberação de P nos ecossistemas aquáticos. se o objeto de estudo for um sedimento de ambiente lêntico. entretanto. pH. que também pode atuar de forma decisiva nos processos de transferência de fase do P. para a escolha da preparação mais indicada para a análise química. ele pode ser peneirado à umidade natural. convém escolher o melhor proveito a ser tirado das análises (em termos comparativos. somente poderão ser comparados com aqueles obtidos no mesmo intervalo granulométrico ou fração. Convém ressaltar que resultados obtidos em análises de frações granulométricas selecionadas. Isto acontece devido ao maior tempo de secagem em estufa das frações peneiradas a úmido. da presença relativa de Fe e Al e de outros aceptores alternativos de elétrons no sedimento. relaciona a dinâmica do P principalmente com os componentes inorgânicos. entre os . especialmente aquela que se dedica às ciências do solo.

respectivamente. Já o sedimento de Tapacurá (tipo Sapropel) demonstrou baixa capacidade sortiva em condição reduzida. a maioria dos óxidos e hidróxidos de Fe se encontra carregado negativamente e a dissolução redutiva (Fe3+ → Fe2+) favorece a liberação de íons Fe2+ em solução. especialmente no que diz respeito ao clima e à origem da MO. a sorção de P é relacionada aos elementos maiores. Os resultados indicam que a sorção de fosfato é maior no sedimento Divisa (tipo Dy). a literatura relata que a liberação de P é normalmente maior por causa da dissolução redutiva. ao passo que depois de oxidado. formada essencialmente por ácidos húmicos. Através de cátions que se ligam à MO. mantendo o pH em torno da neutralidade. a retenção de P nos óxidos e hidróxidos é favorecida. Al e Ca. os reservatórios Divisa (do Sistema Salto. esse sedimento diminui sua capacidade de sorção. desta forma.159 quais o Fe. . Por isso. Quando a presença de Fe no sedimento é significativa. À matéria orgânica. A condição redutora que prevalece no hipolímnio dos reservatórios relativamente profundos resulta do consumo de O2 na decomposição de MO. Para tal. ainda assim. elevada acidez potencial e capacidade de resistência às mudanças de pH. nos ambientes aquáticos lênticos. a concentração de PT na água é baixa. As razões para tal comportamento foram atribuídas. geralmente. as trocas entre água e sedimento estão muito relacionadas ao potencial redox. os sedimentos são orgânicos e. RS) é um reservatório subtropical. basicamente. aumentando consideravelmente depois de oxidado. alóctone e autóctone. identificando as melhores condições para a retenção de P. ao contrário. Em condições reduzidas. químicos e biológicos. juntamente com o Al. RS) e Tapacurá (PE). A MO. Nestas condições. testar os efeitos da oxidação sobre a capacidade e a velocidade da sorção de P em sedimentos aquáticos orgânicos. As reações de oxirredução consomem íons H+ e a MO os repõe para o meio. resultado da elevada capacidade de sorção do sedimento em relação ao P. Divisa (Sistema Salto. à diferença percentual e do tipo de MO presente nestes sedimentos. o P pode ser adsorvido e. aumentando a sorção de P nesta condição. especialmente em condições reduzidas. onde ainda que os sedimentos de fundo possuam elevado conteúdo de MO e nutrientes. são atribuídas duas influências opostas: favorecer ou competir com o P pelos sítios disponíveis para a sorção. a presença de MO pode favorecer a retenção de P no sedimento na condição reduzida. foram os objetivos do quarto estudo. oligotrófico à mesotrófico. Em condições oxidadas. apresenta elevada reatividade e oferece. Entretanto. foram escolhidos locais contrastantes sob os aspectos físicos. liberando P.

e menores teores de MO e nutrientes no sedimento de fundo. enquanto que Tapacurá aumenta em torno de 600 %. Com menor quantidade de MO e maior proporção de óxidos de Fe amorfos. Neste sedimento.160 Este sedimento possui também elevados teores de Fe e Al amorfos ou na forma de óxidos e hidróxidos de baixa cristalinidade. pelo menos em parte. Já Tapacurá (PE) é um reservatório tropical. o que aumenta a área superficial específica desses óxidos e também favorece a sorção de P. o que resulta em mudança da carga elétrica superficial dos óxidos mais rapidamente. Os teores elevados de PD no sedimento de fundo refletem a reduzida capacidade de retenção de P. eutrófico à hipereutrófico. apesar de que em alguns casos. Mn. através de estudos que demonstrem: i) se . pelo conteúdo de MO. A escolha do modelo de Elovich para descrever a velocidade da sorção de P. entretanto. Essa diferença de comportamento pode ser explicada. O aumento da sorção de P nesta condição ocorre devido à mudança de carga superficial dos óxidos e hidróxidos de Fe. que passam a atrair ânions como o fosfato. a oxidação causa uma diminuição mais acentuada do pH porque o sedimento tem menos MO e acidez potencial. uma vez que depois de oxidado. o P passa a competir com a MO pelos sítios de afinidade em óxidos e hidróxidos e. No sedimento Divisa. Com a oxidação. atraindo P. um ou outro modelo pudesse descrever melhor a cinética da sorção de P. A utilização da oxidação como forma de aumentar a sorção de fosfato em sedimentos aquáticos. NTD e SO4) no hipolímnio. o pH do sedimento diminui e as cargas superficiais dos óxidos e hidróxidos (Fe. A velocidade expressa pelo parâmetro β de Elovich demonstra que ambos os sedimentos apresentam aumento da velocidade de sorção na condição oxidada. como a quantidade de MO é muito alta. a competição da MO com o P não chega a ser significativa. as características que dificultam a sorção de P incluem: presença relativamente elevada de compostos nitrogenados. levou em consideração o maior número de experimentos satisfatoriamente representados pelo modelo em todas as condições experimentais testadas e em ambos os sedimentos. o baixo conteúdo de CT no sedimento e baixa reatividade da MO (com maior proporção de humina). porém em Tapacurá. precisa ser avaliada com cautela. a sorção diminui. esse aumento é muito mais acentuado. diminui a sorção de P do sedimento Divisa em 35 %. que apresenta elevadas concentrações de nutrientes dissolvidos (PTD. Em Tapacurá. sulfatos e alcalinidade na água (o excesso de ânions suprime a adsorção de cátions e de complexos ternários com PO4). em função da menor resistência ao rebaixamento do pH. favorecendo o aumento da sorção nesta condição. por outro lado. Al) se tornam positivas.

outras sugestões para dar prosseguimento à pesquisa sobre a dinâmica do P nos ecossistemas aquáticos lênticos incluem: a) a repetição do experimento com maior controle do potencial de oxidação utilizando o processo automatizado para a entrada de gases. sob agitação e com a água sobrejacente estagnada. utilizando técnicas de Espectroscopia e Microscopia Eletrônica. c) incluir a dessorção do P adicionado com o tempo e as mudanças ambientais. para isolar e quantificar os processos difusivos.161 este efeito é constatado. Por fim. ii) qual o nível de oxidação ótimo para sorção. b) em duas situações. iii) quais os efeitos da oxidação sobre o pH do meio (sedimento e água sobrejacente) e sobre a solubilização de metais pesados para o ambiente. e d) confirmar os mecanismos de associação entre o P e a fase sólida. que podem fornecer informações sobre as superfícies sólidas com resolução atômica e / ou molecular. . o que pode corroborar os mecanismos propostos em estudos de cinética e equilíbrio.

J. v.. v. p. v. AHARONI.. Res. The phosphate uptake behaviour of phytoplankton communities in eutrophic lakes reflects alterations in the phosphate supply. Application of Elovich equation to the kinetics of occlusion: Part 1. diseño y control de los processos de clarificación del agua. Y. 1119-1126. QUIRK. J. Teoria.. POSNER. 1982b.E. C.. Cambridge.. 1970. 1982. p. AHARONI. p. HINGSTON. v. Heterogeneous microporosity. Madison. P. J. p. 1982a. v. London. Journal of the Chemical Society. p. Oxford.J. SUZIN. p. SPARKS. 2000. RAVINA. Soil Science Society of America Journal. D. 13. A. Archiv fur Hydrobiologie. 2001. London. 2 ed. 1979. 251-262.162 7.419. G. Journal of the Chemical Society. ANDERSON. R. ARBOLEDA VALENCIA. Ergebnisse der Limnologie. Nature. AHL. J. 106:22465-22474.. 55. AHARONI. v. 35. On internal waves near the high-frequency limit in an enclosed basin. F. . ANDERSEN. S. Phosphate interactions at the sediment-water interface. J. Elovich equation for the kinetics of isotope exchange reactions at solid-liquid interfaces.148-149. Chemical processes in lakes.P. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ADVANCES IN AQUATIC MICROBIOLOGY. J. London: Academic Press. (Ed. 255-262. 1991. 1985.M. ANDERSEN. London.E. Stuttgart. 189-205. 381 p. FALKNER. 2313-2320. Natural and human effects on trophic evolution. J. SUZIN. 76. Ionic diffusion in naturally occurring aqueous solutions: use of activity coefficients in transition state models. Faraday Transactions 1. WAGNER. Geophys. C. S. (1989). 269-277. v. ATKINSON. 1977. Lima: CEPIS. Application of Elovich equation to the kinetics of occlusion: Part 3. 558 p. p. ALLEN.M.M. 1978.. 226. LEVINSON.J. E.. W. 16.. Y. D. S. In: STUMM. p. 411. 1. Stuttgart. Blackwell Scientific Publications. C. Homogeneous microporosity. p. AUBRIOT. 42. Influence of pH on release of phosphorus from lake sediments.L. ANTENUCCI. D. London. T. Geochimica et Cosmochimica Acta. 1975. Archiv fur Hydrobiologie. 1307-1312. & IMBERGER. p.. European Journal of Phycology. v. Water Research. 78. 2329-2336. L. Kinetics of soil chemical reactions: relationships between empirical equations and diffusion models. Faraday Transactions 1. Effects of nitrate concentration in lake water on phosphate release from sediment. v. 1973. GRAF. 78. Chemical analysis of ecological materials. BACCINI.L.).. London. New York: John Wiley. v.

2005. O fósforo como um elemento limitante do crescimento fitoplanctônico nos reservatórios do Sistema Salto de Hidrelétricas (RS). BENDATI. ANDERSEN.. R.R.J. 2002. 1973.F. Early diagenesis: a theoretical approach.. A trophic state index for lakes. Química ambiental. Hydrobiologia. ADAIME. R. 2003. métodos de estudo e análises químicas..S. Universitária da UFPE. Recife: Ed. E. Porto Alegre: Proni. CARLSON. S. FACCHIN. Baltimore. BOUVY. 376 p. M. V.R.M. Ocorrência de floração de cianobactéria Planktothrix mougeotii no Lago Guaíba em 2004: atuação do DMAE no abastecimento público. 11. CARMICHAEL. CASTELLAN. 15.. K. Water Research.S. New Jersey.. J. Liver failure and human death at a hemodialysis center in Brazil: microcystins as a major contributing factor. DORFMAN. Hull: National Guidelines and Standards Office.J.163 BAIRD. Campo Grande. 1988.A.. p. A. H. BARLOW. FLEISCHER. v. Paris. Princeton: Princeton BOSTRÖM. 2005. Anais. 2004.K. Oxford.. Global environment: water.M..F. p... HUSZAR..W. J.W. In: Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária E Ambiental. M. p. 170. Porto Alegre: Brookman. C. Hydrobiologia 493: 115-130. 22. 3420-3430. R. 1980. Universidade Federal de Pernambuco / CTG / DECIVIL / GRH.M. CANADIAN sediment quality guidelines for the protection of aquatic life. 241 p. R. São Paulo: Edgar Blucher/Fapesp. G.) Gestão ambiental da bacia do rio Tapacurá – Plano de Ação. R. MOLICA.E. 216 p. JANSSON. 361-369. 1988. R.. IX Congresso Brasileiro de Limnologia. Harmful Algae News.. FRANZEN.A. S.M. CYBIS. 2. University. 1996. BERNER. Exchange of phosphorus across the sediment-water interface. ed. S. v. J. Manual de ensaios de laboratório e de campo para irrigação e drenagem. D. M. 1996. Investigation phosphorus interactions with bed sediments in a fluvial environment using a recirculating flume and intact cores. v. BERNER.O.. Físico-química. NASH. R. 253 p. Limnology and Oceanography. THEWES. MERTEN. v.. B.. P.M. CAUDURO. 2003.. 2001.A. 1994. . M. FERREIRA.. J. CARMOUZE. W. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico. 23. F. 2003.M. MAIZONAVE. AZEVEDO. air and geochemical cycles. YUNES.. O metabolismo dos ecossistemas aquáticos: fundamentos teóricos. C. 1993. Prentice Hall.. BRAGA. M. 38. NASCIMENTO. 229-244. Campo Grande: ABES. 2. CARVALHO. L.R.H. G.. GRAYSON. 2005. 1977. E.. v. Anais. Dordrecht. 101 p.. & BERNER. Limnological features in Tapacurá reservoir (northeast Brazil) during a severe drought. p. MS. Juiz de Fora. (Coord..

n. Soil Sci. 44..J. Am. F.. 12. 345. HOWIE. Dordrecht. Kinetics of dissolution of phosphate rocks in soils. 357. H. v. São Paulo: ABRH. CHIEN. CLAVERO. THURLOW. GARCÍA-SANCHEZ..J. G. In: PORTO. S. CYBIS. F. XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Ambiental.L. 382-394. v. 299-346.X. K. A. J. v.A.R. Porto Alegre. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. S. p. S. Surface water quality modeling. 188 p.H.H. G. A. D. S. BREWSTER. 19. Washington. DAVIS.. 844 p.. ZUSSMAN.R. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento.164 CHAPMAN. M. C. 1980. W..L. I. Porto Alegre: Instituto de Pesquisas Hidráulicas da UFRGS. 265-268. W. 1980. A contribution to the theory of electrocapillarity. Rio Grande do Sul. A chlorophyll a model and its relationship to phosphorus loading plots for lakes. DEWES. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. 2000. 35. Minerais constituintes das rochas: uma introdução. 2006. CONAMA. Resolução n. p.M.. YUNES. 6. e dá outras providências. Alternativas de controle da poluição. Effects of burrowing tubificid worms on the exchange of phosphorus between lake sediment and overlying water. CHISTOPHORIDIS...A. de 17 de março de 2005. D.. CHAPRA. Verhandlungen der Internationalen Vereinigung fur Theoretische und Angewandte Limnologie. CONTE. FERNÁNDEZ.. p.. Influence of sulfate enrichment on the carbon dioxide and phosphate fluxes across the sediment-water interface. 1976.M. FYTIANOS.L. CLAYTON. J. 6. Hydrobiologia. Anais.. Water Resources Research.T. 1975. 475-481. CLAYTON. 25. . R.. W. 2005. p.C. M. Soil Science Society of America Journal. p.M. E.L. Madison.C. R. CARVALHO. p.B. Brasília. v. L. V. W. Philosophical Magazine. DEER. 23 p. 59-65.. n.. Gerenciamento ambiental integrado da qualidade da água dos reservatórios do sistema Salto de Hidrelétrica (RS): relatório científico. p. S. F. McCLELLAN. FRANZEN. J.A. MERTEN.. GIORDANI. R. Journal of Environmental Quality. NIELL. London. CHAPRA. 1260-1264. Madison. Ocorrência de Cylindrospermopsis raciborskii nas bacias hidrográficas dos rios dos Sinos e Caí.. S. 1966.E. Application of Elovich equation to the kinetics of phosphate release and sorption in soils. Stuttgart. v. S. 1997. DE LUCA.H. v. N... 44: 260-264. S. Conditions affecting the release of phosphorus from surface lake sediments. 1997. 1913. Brasil. RABELO.). Hidrologia ambiental. J. (Org. TARAPCHAK. 1991.J. 11811192. New York: McGraw-Hill. CHIEN.. Soc.

Scientia Agricola. 1998. L. G. v. Rio de Janeiro: Interciência.L.H.. 370 p. DOBBSS.H.. Revista Brasileira de Agrometeorologia.165 DICK. New York: Marcel Dekker. O. FERREIRA. páginas 1 a 72. 1997.B. Eletroquímica de latossolos brasileiros após a remoção da matéria orgânica humificada solúvel. p. 2009.P. C.F. plantas e fertilizantes. 2001. ESTADOS UNIDOS. João Pessoa.. p. 1. SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIÊNCIA DO SOLO. n. REZENDE. J. (Ed.H..P. WOOD. DIECKOW. NOVOTNY. ESTEVES. p.M. 03-4271.X. FONTANA. ALLEONI. MG. MOLICA.. Bacteria and mineral cycling. FERREIRA. FISHER. Oregon. 2004. A. BAYER. 2001. p. Revista Brasileira de Ciência do Solo. T. 22. 1999. 1998. 2002. Lake and reservoir restoration guidance manual. Manual de análises químicas de solos. Influência do El Niño Oscilação Sul sobre a precipitação pluvial no estado do Rio Grande do Sul. v. Thesis da Universidade do Rio de Janeiro. Reston. M. E. Viçosa. Washington.. H. 603-611.F. 985-996. 1998. de A. n. DICK.58. 627-646. Campinas.V. Capítulo XI. D. M. 2nd ed. 1981. PE). Brasília. Caracterização de Substâncias Húmicas Extraídas de Solos e de Lodo Orgânico.C.32. F. 602 p.P... V. Dinâmica do fitoplâncton de um reservatório hipereutrófico (Tapacurá. 5. Revista Brasileira de Ciência do Solo. S. M.. L. PE) dominado por Cylindrospermopsis raciborkii e cianofíceas coloniais. 3. Environmental Protection Agency... T. BLACKBURN. Eletroquímica das partículas coloidais e sua relação com a mineralogia dos solos altamente intemperizados. FONTES. SPOSITO. FONTES. P. L. 1990. Viçosa.A. T. VELLOSO. 1979. Geomicrobiology. .A. v.. Recife. 127-132.E. L. Water-Resources Investigations Report. 2008.R.P. R. L. 2001. EHRLICH. v.F. Química da matéria orgânica do solo. 326 p.. n.. n. Effect of water-column pH on sediment-phosphorus release rates in upper Klamath Lake. 225 p. D.. & BERLATO. NASCIMENTO. Brasil. London: Academic Press. D. 393 p. BOUVY. 4. Piracicaba.C. A. CAMARGO. HUSZAR. In: MELO. Anais do VIII Congresso Brasileiro Limnologia. M. C. FENCHEL. Parte II: aplicações. CANELLAS. & ALLEONI. com ênfase em Cylindrospermopsis raciborskii e seus morfótipos..) Química e mineralogia do solo. A.R. Associações fitoplanctônicas em um reservatório eutrófico do semi-árido de Pernambuco (Tapacurá. Santa Maria. EMBRAPA – EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA. Fundamentos de limnologia.

VII Simposio Internazionale di Ingegneria Sanitaria Ambientale. 2006. Revista Brasileira de Recursos Hídricos. In: WORKSHOP SEDIMENT QUALITY.P.. KERSTEN. [A ser publicado].H.H Fracionamento físico de carbono. M. L.F. L. Algae blossom in reservoirs: the sediment quality importance.166 FONTES. 20-25.L. In: Anais. CYBIS.F.. LELARGE.. GÄCHTER.. M. Fontes difusas de nutrientes para os reservatórios subtropicais em cascata do Sistema Salto (RS). v.. CALMANO. X Congresso Brasileiro de Limnologia. In: Anais. G. RYDING. Internationale Vereinigung fur Theoretische und Angewandte Limnologie. MERTEN.. D. Solo-suelo 96: anais. 1996.H. E. SOUZA. Águas de Lindóia. MERTEN. FORSBERG.. L. Ilhéus: Sociedade Brasileira de Limnologia.. Porto Alegre. Stuttgart.. L. CLEASSON. In: CONGRESSO LATINO AMERICANO DE CIENCIA DO SOLO. T. Possíveis causas de disponibilização de fósforo nos reservatórios do Sistema Salto (RS). L.F. [Report]. CYBIS. In: Anais. 13. G. M... G. M.. DUARTE.H.. CYBIS. G. P. FORSBERG..F. CYBIS. U. MERTEN.. G. G.. A. CYBIS. FRANZEN.M... J. E. Disponibilização de nutrientes no Reservatório Divisa (RS). p. FRANZEN. MERTEN. 1 CD-ROM. FRANZEN. C. 352-363. Mitteilungen.. 364-371. 2004b.. E.A. M.. Paris: Unesco. 2004a. FÖRSTNER. M. CARVALHO.. MERTEN. A.O. CARVALHO. p. M. MERTEN.F..F. VII Encontro Nacional de Engenharia de Sedimentos. M. 2006. CYBIS. .H. Sediment quality criteria: role of redox-sensitive components. Impacto antropogênico no Arroio Sapucaia (RS): aplicação de balanço de massas aos fluxos hidrogeoquímicos e índices de contaminação nos sedimentos. 1996. HONG. [A ser publicado]. M. FRANZEN.. In: Anais. Fracionamento físico de fósforo e nitrogênio em sedimentos de ambientes aquáticos lênticos. CARVALHO. A.. Baltimore. Water chemical analyses and/or algal assay: sewage efficient and polluted water studies. FRANZEN.S..A. DICK. MIZUSAKI. M. L. Taormina. I Simpósio Ecologia de Reservatórios. 30.. P. 21.. MERTEN. 1992. M. 1985. CYBIS. M. M.. R. S.F..... G. 1992. V. [A ser publicado]...B. Karlsruhe. Does settling seston release soluble reactive phosphorus in the hypolimnion of lakes.. A.. W. FRANZEN. 2004. n. 1978. Carga elétrica superficial de partículas de solo. nitrogênio e fósforo em sedimentos de fundo de ambientes aquáticos lênticos e lóticos do Sistema Salto (RS). FRANZEN. Italia. FRANZEN.. R. V. GUERRA. SILVA.. L. p.M. MARES. M. RS. Avaré (SP). L. 2005. Campinas: SBCS.H. Cinética e sorção de fosfato em sedimentos aquáticos tipo Dy e Sapropel com ênfase nos efeitos do potencial redox.P. Limnology and Oceanography.

Anomalias de precipitação no Sul do Brasil em eventos La Niña. SERRANO.. 364. 1998. 1984. The distribution of phosphate over iron-bound and calcium-bound phosphate in stratified sediments. 1113-1117. Phosphorus and organic matter in wetland sediments: analysis through gel permeation chromatography. p.W. R.. 1977. Sur la constitution de la charge électrique à la surface d’un électrolyte. 1998.B. Carbon flux between sediment and water column of a shallow. J. p. F.A. n 9. In: SPOSITO.167 GALE. p. 457-468. P.L. E. p. 23. The Journal of Soil Science.).. GARDINER. Oxford. 54-63. p. R. GOLDBERG. GOLTERMAN. 21. p. v. Boca Raton: Lewis. Journal of Environmental Quality. Agronomie. Rio de Janeiro: Sociedade Brasileira de Meteorologia.. N. A. Jr. DAVIS. [Report]. The surface chemistry of aluminum oxides and hydroxides. Madison: Soil Science Society of America. v. GUNARY.. H.. P. 75-81. Dordrecht. p. 2000. BLAMEY. v. PAING. Hydrobiologia.. GOUY. 13 (4):309-315.N. (Ed. Sediment-phosphorus relationships in watersheds. 271-332.M.C. J. Campos do Jordão. v. 567576. 364. MENZIES. PICOT. B.. 1910. GUPPY. D.A.). modifying and equilibrating factors in the chemistry of freshwater.M.. 23-59. The environmental chemistry of aluminum. GRIMM. A new adsorption isotherm for phosphate in soil. Surface and colloid chemistry. C. 99-104. 1959. Stuttgart. J.. Phys. In: DIXON. subtropical. 965-972. G. HANSEN. J.. GOMEZ. In: WORKSHOP SEDIMENT QUALITY. HEM. v. Hydrobiologia. 22.G. L. Madison. H.. p. Anais. GILBIN. GOLTERMAN.. 2005. p.P. Hydrobiologia. MOODY. . S. Paris: Unesco. The terms Gyttja and Dy.. Competitive sorption reactions between phosphorus and organic matter in soil: a review. 284 p. Paris. 43. REDDY.R. p. GARBRECHT. p. Rates and mechanisms of chemical reactions. GAST. 20.. v. S. G.. Ann. A. 4.. Karlsruhe. 189-202. 1995. GOMEZ. GOLTERMAN. In: IX CONGRESSO BRASILEIRO DE METEOROLOGIA. New York. 2.. Verhandlungen der Internationalen Vereiningung fur Theoretische und Andgewandte Limnologie. WEED.W. Dordrecht. 1992.N. W. K. Sediments. H. SHARPLEY.B. 27-73.D. 1996.L. 1969. E. 1970. Melbourne. (Ed. J. W. 72-77. et al. hypereutrophic lake. Australian Journal of Soil Research. 1992.C. Paris. v. v. p.. Presence of and phosphate release from polyphosphates or phytate phosphate in lake sediments. Minerals in soil environments. K. Benjamin. 1994. v.

The Journal of Soil Science.A. New York: Springer. p. 1998. L. HELMHOLTZ. Adv. Estimation of the natural and anthropogenic components of heavy metal fluxes in fresh water Sinos River. WALLING. A. Influence of erosion on the transport of suspended sediment and phosphorous. 553-561.M. Notas de aula disciplina de Química do Solo. Nitrate as a catalyst for phosphorus mobilization in sediments.. Sediments and water interactions. Minerals in soil environments.. J. p. INPE – INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS . Bissani. Madison: Soil Science Society of America. Madison. 54.E. Physical Process in lakes and oceans. J. ano letivo 2005.. 1972. 1990. 23. Oxford. In: PARKER. (Ed. A primer on sediment-trace element chemistry. POSNER. 42. E. LAVKULICH. Appl. Anion adsorption by goethite and gibbsite: I. 136 p. [Porto Alegre]. http://www. South Brazil. 2005... (Ed. J. P. v. HOROWITZ. B. Environmental Technology.D. 1986. F. Rio Grande do Sul State. 337-382.168 HASHOLT. Phys. Cinética da dissolução redutiva da goethite and hematite em solos poligenéticos. p. 1991. 7. .br/crs/geodesastres/desastre2. N. A. In: PETERS. Perth: The University of Western Australia.E. Coastal Estuarine Stud. p. GIASSON. P. J. WEED.inpe. QUIRK. Interactions of non volatile micro-organic pollutants. & MADDOCK. 1991. p. v. Chem.B. BIDONE. M. DC: Am. v. 2005. IMBERGER.A.A. 35. Journal. 329-338. Characterizing the dynamical regimes of a lake. Environmental interactions of clays: clays and the environment. 2.. A. HATJE. 19: 483-487. Washington. IMBERGER.H..P. 1998. 177-192. E. (Ed. HELMKE. 2nd ed. Studren uber elektrische Grenzschichten. P.V.).. The use of ZPC to assess pedogenic development. Chelsea: Lewis. v.E. (Ed.Núcleo de Pesquisa e Aplicação de Geotecnologias em Desastres Naturais e Eventos Extremos (2006). Geophys.). J. p.. 331-378. In: SLY. W.M.). Berlin: Springer. HENDERSHOT. Mech. S. Desastres: Furacão Catarina. In: DIXON. W. KÄMPF. 1879. HOUSE. J. p. p. N. J. JANSSON. 1978. Sediment and stream water quality in changing environment: trends and explanation. 27:303-475. Reações de oxidação e redução. RAE.B. 468-472.L. V. D. 1989.. 387-391. SILVA. 3. HSU. A.J. Ann. 55-86. Soil Science Society of America. Aluminum hydroxides and oxyhydroxides.L.). Physical limnology. n. n. H. 1998. The role of the proton in determining adsorption envelopes. HINGSTON. Union. Tradução Carlos A.. Ciência Rural.G.H. 2001. INDA JR. IMBERGER & PATTERSON.. Wallingford: IAHS. J.php (Página visitada em 16/08/2009).

Processes and Applications (Eds. M.. p. 1997. 1977. Hydrobiologia. YUAN-HUI. M. KISAND. Hydrobiologia 170: 177-189. Guidelines of lake management: principles of lake management. GREGORY. H. Iron-bound phosphorus in marine sediments as measured by bicarbonate-dithionate extraction.. H. S. London. p. H. A: Physicochemical and Engineering Aspects. In: TUNDISI. Madison. ZHAO. Physical chemistry. 2001. Madison. Dordrecht. JORGENSEN. 343-479.. Sediment phosphorus release in phytoplankton dominated versus macrophyte dominated shallow lakes: importance of oxygen conditions. 129. 2003. London. Schulz... v. 42-54. Reservoir design and operation: limnological implications and management opportunities. Amsterdam. 2005. Geology of recent sediments.. 202 p.H. pp. Colloids and Surfaces. São Carlos: International Institute of Ecology. Princípios para o gerenciamento de lagos.G. KÖLLING. J.A. S. 1971. Phosphorus mobilization from various sediment pools in response to increase pH e silicate concentration. p.E. 241-248. p.M. p.. In: Redox: Fundamentals. S. Journal of General Microbiology..H. 254. v. Journal. M. VOLLENWEIDER. R. 1. 2000.. Bottcher & W. 1999.169 JANSSON.M. São Carlos: ILEC. JENSEN. GARDENER. Phosphate uptake and utilization by bacteria and algae. Fischer. p.E. 546-552. WEAVER. Aqueous environmental geochemistry. p. LI. W. v.R.S. S. J. (Ed. Journal of Environmental Quality. ZHOU. R. R.A. Soil Science Society of America. X. J. JORGENSEN. Schuring. 253. Shiga: International Lake Environment Programme. KENNEDY. New Jersey: Prentice-Hall.. Duijnisveld). J.M.. 47JIN. 41. H. J. I. LAVERDIÈRE. . v. B. Z. Dordrecht. p. P. 490 p. Diffusion of ions sea water and in deep-sea sediments. 1988.G. HARTIKAINEN. v. v. Springer.D. 585 p. STRASKRABA. 703-714.512-561. 30. SIMON. v.R. 1989. Theoretical reservoir ecology and its applications. v. M. P...N.: PANG. 1983.). 38. Bacterial reduction of ferric iron in a stratified eutrophic lake. New York: McGraw-Hill. Hydrobiologia. 1993. 131-139. X. 506. D. JONES. Y. R. KOSKI-VÄHÄLÄ. Geochimica et Cosmochimica Acta. p. THAMDRUP. B. LANGMUIR. 505-510. Prague: Academic Press. Charge characteristics of spodic horizons. The adsorption of phosphate on different trophic lake sediments.). KUKAL. NÕGES. VOLLENWEIDER. WANG. (Ed. TALLBERG. 1974. 1988. S. 129-133. LEVINE. A. (2000) – Comparison of different methods for redox potential determination in natural waters.

177-185. In: REUNIÃO BRASILEIRA DE FICOLOGIA. Recife.. 2006. p. Salvador. Determinação de um índice de fósforo numa bacia hidrográfica através de técnicas de geoprocessamento. (Ed.C. Tese de Doutorado. Rio Grande do Sul.. Ribeirão Preto. 60. Avaliação da qualidade dos sedimentos e prognóstico geoquímico ambiental da zona estuarina do rio Botafogo. MCBRIDE. Diffusimitry (diffusion constant estimation) on sediment cores by resistivity probe.. LOW. Barcelona: Omega. O. SHENKER. 1997. Chemisorption and precipitation reactions. E. 2003. SP.R. L. R. 1994. de A. mediterranean soils.. p.. Ocorrência de Planktothrix mougeotii (Cyanobacteria) no Lago Guaíba. VITTI. F... Stuttgart. 2.S. AUERSWALD. Determining diffusion coefficients in marine sediments: a laboratory study of the validity of resistivity techniques. 1010 p. New Haven. 660-663. de. M. 2.XXIX Congresso Brasileiro de Ciências do Solo. A.E.. F. M. RISSO. 2004. 1979. .T. 1983. Rio de Janeiro. Madison. 319 p. WERNER. Boca Raton: CRC. 607-615.. 1927. M.I. n. Porto Alegre. 22. MANHEIM. 10.. 1-122. 2005. p. R. American Journal of Science.. R. Salvador: Sociedade Brasileira de Ficologia. und Entwicklungstypen der Seen. v. Anais.. REICHMANN. 1960. WATERMAN. SCHERER. Piracicaba: Potafos. FRANZEN.. A. MALAVOLTA. Pernambuco. Journal.. Os fatores reguladores do metabolismo aquático e sua influência sobre o fluxo de dióxido de carbono entre lagos e a atmosfera. M. F. OLIVEIRA. C. Soil Science Society of America. MARGALEF.. Washington. S.B. K.A. 10.E. 2000.265-302.. Die MAIZONAVE... K. CYBIS. UFPE. MCBRIDE. Chemical Reviews. MERTEN. 406 p. Avaliação do estado nutricional das plantas: princípios e aplicações. 2 Ed. LOPES.). G.J. Sorption characteristics of phosphorus in peat soils of a semiarid altered wetland. p. V.A. MCDUFF. 267-312.B. 172 p.170 LIMA. M. Initial Reports of the Deep Sea Drilling Project. p.D. L. LITAOR..M. M. p. Soil Sci. J. ELLIS. Soc. Environmental chemistry of soils. In: SUMNER.A. 1974. New York: Oxford University. v. 2003.69. Handbook of soil science. Bodenablagerungen Binnengewässer.. v. 666-675. v. 69: 1658-1665. LUNDQVIST. Kinetics of chemiosorption of gases on solids. 2004. E. Brasil. Limnologia. Washington. H. Anais. v. G. 279. 2008. p. Oecologia Brasiliensis. HELFER. Am. G. v. M. HAIM. MAROTTA.

869-875. Die stoffwechseldynamik der seen in abhängigkeit von der gasausscheidung ihres schlammes. Primary production in flowing waters. .L. Clays Clay Miner.T. p. MOZETO. 1962. e Ampl. Fósforo em solo e planta em condições tropicais. Amsterdam. New York: Wiley Interscience. & RILEY. REDDY. p. MESQUITA FILHO. 1988. Florida..171 MEHRA. 416 p.. P. 58. 2. 2004. 107123. Phosphate sorption as related to mineralogy of a hydrosequence of soils from Cerrado region (Brazil). 131-179. Rev. p. P. K. V. SMYTH. NAUMANN.Universidade Federal de Viçosa. M. Ecologia.). 1956. v. OHLE. Iron oxides removal from soils and clays by a dithionite-citrate-bicarbonate system buffered with sodium bicarbonate. Arbeitsmethoden.V. p. 1958.R. 165-210. Berlin. Amostragem em limnologia. MOORE.C. v. 23. H. GRAETZ. & JACKSON. 1960. Madison. Water pollution microbiology.J. K. 1991. 1972. R. 317-327. In: MEURER.A. v. São Paulo: ABRH.. 434 p. R. Baltimore . 1. D. p. 1991.. Berlin. J.A. 399 p. E. Ed. Geoderma. Limnologische terminologie. 144 p. p. Role of Eh and pH on phosphorus geochemistry in sediments of Lake Okeechobee. Fenômenos de sorção em solos.P. In: PORTO. BISSANI. (Ed. Vom Wasser.. J. 1996. A. Fundamentos de química do solo. J.Q. Influência da mineralogia da fração argila sobre propriedades físicoquímicas de solos brasileiros. BICUDO. 2. C. Hidrologia ambiental. ODUM. REDDY. T. E.A.7. MEURER. 295–320.M. 1931. n. 1994. (Ed. 1-766. Sedimentos e particulados lacustres: amostragens e análises biogeoquímicas. Madison. C. 25.). D. ODUM. A. 9. São Carlos: Rima. Viçosa: Universidade Federal de Viçosa. p.. A modified single solution method for the determination of phosphate in natural waters. 2004. Qualidade da água em lagos e reservatórios. 1999. Dissertação (Mestrado) . Journal of Environmental Quality.). R.R. RHEINHEIMER.L. 955-964. TORRENT. v. J. 27: 31-36. Handbuch der Biologischen NETTO. Anal. (Org. W. p.P. Abt.R. In: BICUDO. 127-149. E. MURPHY. NOVAIS.. Limnology and Oceanography. E.. Chem. 102-117. M.A. p.A. Journal of Environmental Quality. D.F.. MOORE. 20. MITCHELL.J. v. Porto Alegre: Genesis. NOGUEIRA. Phosphorus geochemistry in the sedimentwater column of a hypereutrophic lake.L. 1993.E. Rio de Janeiro: Guanabara.J.P. v. p.

p. (Ed. L. Water Research. The zero point of charge of oxides. The mechanism of phosphate fixation of iron oxides. In: JORGENSEN. PARANHOS. PARKS. v. v.S. R.). p.. Hydrologic influence on stability of organic phosphorus in wetland detritus. F. Madison. p. v. Porto Alegre. p. v. The Journal of Soil Science. Rio de Janeiro: UFRJ.. ATKINSON. A. K.A. p. OVERBECK. OVERBECK.).A. v. Phosphorus. 1988.E. S. R. PARFITT. 33-42. 19). R. p.. SOMMERS. Berlin. K.R. Madison. J.).. OWENS. Hydrobiologia.A. 1975. v.. Porto Alegre.. VOLLENWEIDER.R. Journal of Physical Chemistry. 3. Conceitos de ecossistema.. OLSEN. REDDY. 45-57.R. PAVLATOU. G. O.. PORTO ALEGRE. v. 1967-1972. 2nd ed.(Ed. S. Oxford. 21. v. 403-430. D. Bacterien und Phytoplakton eines Kleingewässers im Jahrezyklus. N. p. Madison. 1990. Departamento Municipal de Água e Esgotos. 9-25. S. 345.E. 1979.172 OLILA. The phosphorus content of fluvial sediment in rural and industrialized river basins.J. 2000b.T. 1982. 135 p. 1996.L. p.R.G. 425-436. PANT.L. 4. Dordrecht. 1964. 2002. In: JORGENSEN. 2000a. Oxford. 685-701. SubReitoria de Ensino de graduação e Corpo Discente / SR-1. Influence of redox potential on phosphate-uptake by sediments in two sub-tropical eutrophic lakes.Faculdade de Agronomia / UFRGS. J. Journal of Environmental Quality. Dissertação (Mestrado) .. Proceedings. OLSEN. 39. Departamento Municipal de Água e Esgotos. F. Princípios para o gerenciamento de lagos.K.N. 1957. v.. R.A. v..(Ed.. 59-76. (Cadernos Didáticos UFRJ. 1992. S. P. Estudo das águas represadas na Lomba do Sabão. 66. In: PAGE. VOLLENWEIDER.E. 837-841. R. 200p. OVERBECK. 144-149. R. 1979. A. P. WALLING. p. Princípios para o gerenciamento de lagos. São Carlos: ILEC.T. OLIVEIRA. 2001. BABENZIEN. Zeitschrift für allgemeine Mikrobiologie. Methods of soil analysis: part 2. BRUYN. p. REDDY.D. Estudo das águas represadas na Lomba do Sabão: relatório preliminar. H. SMART. 30. 36. 1997. São Carlos: ILEC. Deslocamento de cátions no perfil de solos de diferentes classes texturais sob efeito de calagem e adubação. WATANABE. . H. Porto Alegre. POLYZOPOULOS. A method to determine a phosphorus adsorption maximum of soils as measured by Langmuir isotherm.C. 668-674. The role of diffusion in the kinetics of phosphate desorption: the relevance of the Elovich equation. 39. PORTO ALEGRE. 2. 1962. Ithaca. Avaliação qualitativa e quantitativa do problema.E.S. Journal. Soil Science Society of America. Madison: American Society of Agronomy. Soil Science Society of America. J.L. p. Alguns métodos para análise da água.

R.. Technol. Continuous culture in phytoplankton ecology.J. 1. 168 (7): 489-500. n. Nature. Porto Alegre. p.. A simplified phosphorus trophic state model for warm-water tropical lakes. Biol. 41: 6585-6590. P. v.K. New York... SAWYER.T.S. L. 2. New Haven. v. Advances in Aquatic Microbiology. ROBBINS. 2. 1992. Chemistry for sanitary engineers. p. Instituto de Biociências. H. p.. C. Effects of redox potential and pH changes on phosphorus retention by melter slag filters treating wastewater. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 645-667. 1975. Sources and bioavailability of phosphorus fractions in freshwaters: A British perspective.1. 1980. G-YULL. Surface structures of gibbsite..157-179. Potentially mobile phosphorus in lake Erken sediment. U. 159-176. SINGH. goethite and phophated goethite. J. C. E. Diagenesis of manganese in Lake Michigan sediments.. 1975.E. R. SHILTON. IMBERGER. McCARTY. P. I. 341 – 350. . 2003. Water Research 34 (7): 2037-2042. 105. 2nd ed. 3. S. v.L. 1964. J. ROBERTSON. 2000. 43.M. London. MARTINO. RHEE. 79.S. 220-221. Journal of Soil Science.. U. G. SANTOS. 2007. WETZEL. v. 47.. P. Berlin. aplicada às argilas brasileiras. Limnology and Oceanography. R. v. New York: McGraw-Hill. HOSSNER. Lake Number. REYNOLDS. 518 p. Diagnóstico da poluição por elementos-traço no sedimento da bacia hidrográfica do Rio Caí. Soc. Water Research. Sci.D. 194-202. v. RUSSEL. v. v. p.L. SHAHANDEH. HAVERKAMP. 76: 27-64. FRASER. E. p. J. RODEN.C.. Pflanzenernähr Düng Bodenkd. RYDIN. Environ. E. Kinetics of microbial Fe (III) oxide reduction in freshwater wetland sediments.. D. Properties of soil kaolinites from South Western Australia. p. TURNER. PRATT. C. London. A. 25.R. de S. SCHWERTMANN. v. RODRIGUES. 2001. n. Camb. CALLENDER. São Paulo: Edgar Blücher. 512-533. American Journal of Science.198211. H. Tecnologia de argilas. GILKES. International Review of Hydrobiology. & DAVIES.G. Philos. 124p. V.N. 2002. Z. n. P. Dissertação de Mestrado em Ecologia. a quantitative indicator of mixing used to estimate changes in dissolved oxygen. Soil Sci. 1991. 275. 1994. p. SALAS.A. Differenzierung der eisenoxide dês bodens durch extraktion mit ammoniumoxalat-lösung... 1997. Oxford. 1994.173 PRATT.. F. R. 248.R. Rev. FARMER.. ELMETRI. PARFITT. 1974. Phosphorus relationships to manganese and iron in rice soils. Baltimore. M.J. p. A.

Solos do Rio Grande do Sul.R. J. A model describing the kinetics of dissolution of hydroxyapatite. Gerenciamento da qualidade da água de represas. 62. Soil physical chemistry. Zur theorie der elektrolytischen doppelschidt. N. New York: Wiley. 1995. 207-213.P. STEWART.L. QUIRK. 13-17. DO. 2000. 19th ed. W. STERN. J. Environmental soil chemistry. STANDARD methods for examination of water and wastewater. v.. SCHNEIDER.). Microbial activity in Scottish Lochs. M. Applied and Environmental Microbiology. Washington: American Public Health Association. SNOEYINK. et al.508-516. v.V. 1989. E. 399 p. J. São Carlos: ILEC/IIE. STRASKRABA.30. v. 2nd ed. 1999. VELLOSO. New York: John Wiley. 369 p. 1-46.174 SINGH. D. In: SKINNER. V.L. R. SPARKS. SIQUEIRA.. In: SPARKS. v. p. Aquatic microbiology. Boca Raton: CRC. 277 p... STUMM. LEAL. UEHARA. 1998. P.N.D. London: Academic Press. W. (Diretrizes para o Gerenciamento de Lagos.M. Pathogens of cyanophycean blooms. J. New York: Oxford University. 9) STRECK. STEWART. D. Oxford University. 1074 p.. 1980. 1977. 2nd ed. 1977. 1924. Eletrochemistry of the double layer: principles and applications to soils. 1992. O.. D.C.L.D. 1 ed.. C. Newark: CRC.. W. p.. SHEWAN. 463 p. SÖRENSEN.). Washington: American Public Health Association..C. SMITH. KÄMPF. TUNDISI. KLAMT. Eletroquímica de solos tropicais de carga variável II: quantificação do efeito da matéria orgânica sobre o ponto de carga zero. Advances in Aquatic Microbiology. 2008. 267 p. The chemistry of soils. A. 20th ed.. DALMOLIN. 1990. G. Water chemistry. p. Reduction of ferric iron in anaerobic. G. Chemistry of the solid water interface. 258 p. P. G. Revista Brasileira de Ciência do Solo. STANDARD methods for examination of water and wastewater. San Diego: Academic Press.X. POSNER. NASCIMENTO. 1. London. (Ed. The chemistry of soils. A. p.J. 2nd ed. Porto Alegre: EMATER/RS. p.M. D..). p. A. Zeitschrift für Elektrochemie. 14. 1999. 475-494.L. 107 p. E. Campinas. SANTOS. (Ed. U. 1995.D. F.P. SPOSITO.. SPARKS. 1982. G.A. . 329 p. JENKINS. (Ed.S. 319-324. J. marine sediment and interaction with reduction of nitrate and sulfate. 1977.P. SPOSITO. Washinton. Journal of Colloid and Interface Science. v.G. UFRGS. v. DAFT.. New York. M.A. 43. 2002. Soil physical chemistry.

L. 1986. G. p. Chemical processes in lakes. D. UEHARA. 1985. 1996. In: INTERNATIONAL SYMPOSIUM ON STRATIFIED FLOWS. 58.A. 44. 21-27. MUELLER. 317 p. J. Philadelphia: Saunders College. DE & FERREIRA. 1980.). 2001. Trondheim: Tapir. W... TOLEDO. (Ed..J. 1973. In: SPARKS. Fundação Calouste Gulbenkian. Análises de solo. GILLMAN. J. 760 p. W. (Environmental Science and Technology). M.C. New York: Wiley-Interscience. In: WROBEL.L. planta e outros materiais. M. 1995. Boavid. R. THOMPSON. p. WETZEL. 2nd ed. J. 250-252. Impactos das atividades agrícolas na qualidade da água. v. .A.: MORGAN. Charge properties of soil colloids. C. Introdução à qualidade das águas e ao tratamento de esgotos.E. D. Boca Raton: CRC.G.O. Rev. 644 p. ZELASNY. MORGAN. Belo Horizonte: UFMG/DESA. 2000. Limnology. 1983. 435 p. C..W.G. Limnologia. Theory. STUMM. 2. R.R. 5).. Philadelphia: Saunders College. New York: Harper and Row. 385 p. Porto Alegre: Departamento de Solos da UFRGS. p. R. New York: John Wiley. (Princípios do Tratamento Biológico de Águas Residuárias. SILVA. J. 1993. Departamento de Solos. Principles of surface water quality modeling and control. Proceedings. G. (Ed.C. WHITE. Modelos de qualidade da água em reservatórios. Planejamento e gerenciamento de lagos e represas: uma abordagem integrada ao problema de eutrofização. p. 1980. Response of a numerical model of a stratified lake to wind stress. K.N. IMBERGER. (Boletim Técnico [de Solos] / UFRGS. 1987. 222-301. Aquatic chemistry: an introduction emphasizing chemical equilibria in natural waters. 562-570. VON SPERLING. Soil Science Society of America. R.175 STUMM. 583 p. L. TUCCI. TUNDISI. J. Trondheim.. 1989. Journal.) Soil Physical Chemistry. New York: John Wiley. 2nd ed. 1983. Revista plantio direto.J. et al.). M. C. TEDESCO. Rio de Janeiro: ABRH. G. 1970. THOMANN. e Ampl. J.M.G. (Ed.V.J.. São Carlos: Instituto Internacional de Ecologia. v. 1). STUMM. Trad. 174 p. n. SUGUIO. 1980. 2. 2nd ed.E. L.G. Introdução à sedimentologia.. VANNUCCI.M. Madison. 780 p.Y. R. São Paulo: Edgard Blücher. Ed. TUCCI. Limnology. WETZEL. Ed. 39-81. Métodos numéricos em recursos hídricos: 1. 243 p. 760 p.J. W. Charge characteristics of soils with variable and permanent charge minerals: I. Aquatic chemistry: an introduction emphasizing chemical equilibria in natural waters.V. 1981.P. p.

Excursão virtual aos Aparados da Serra – RS/SC: Aspectos geológicos e turísticos dos cânions Itaimbezinho e Fortaleza. v. In: http://www.gov. Small-scale hydrodynamics in lakes. GIFFONI. A.cprm. V. 373-412.htm WÜEST. L.176 WILDNER. 2003. W. 2004.. p. Palo Alto. A. ORLANDI Fº. 35. LORKE. CPRM. Annual Review of Fluid Mechanics. ..E.br/Aparados/index.

ANEXO 1 Amostragem para análise de nutrientes em sedimentos aquáticos .

entre os quais o Kajak-Brinkhurst (K-B) Corer e o Benthos Gravity Corer. Para evitar a contaminação metálica. Esses coletores variam em forma geométrica e peso. Com umidade em torno de 80%. entretanto. ii) incerteza da espessura amostrada. Já os coletores de testemunho (core sampler) possibilitam manter a integridade do perfil vertical e são indicados para estudos envolvendo o perfil vertical do sedimento de fundo.AMOSTRAGEM PARA ANÁLISE DE NUTRIENTES EM SEDIMENTOS AQUÁTICOS A amostragem de sedimentos aquáticos para análise dos nutrientes principais (C. a água intersticial e a difusão na interface água-sedimento. cerca de 2 kg de sedimento úmido resulta em torno de 400 g de sedimento seco. precisam ser conduzidas em condições semelhantes ao local de origem. os sedimentos de fundo dos reservatórios são usualmente anóxicos e vão se . a quantidade de sedimento a ser coletado deve levar em consideração a necessidade para as análises requeridas e a umidade do sedimento. se recomenda utilizar uma draga em inox. A vantagem desse tipo de amostrador é a facilidade de manuseio e a quantidade de sedimento amostrado. N. P) pode ser realizada por meio de um amostrador tipo draga (grab samplers ou amostradores de mandíbulas). A forma determina a eficiência com relação ao tipo de sedimento de fundo a ser amostrado. adsorção e cinética. Exemplos de dragas utilizadas para sedimentos finos são a Birge-Eckman e a Ponar. desde o momento da coleta até a análise química. Os testemunhadores mais indicados para os estudos ambientais funcionam pela ação da gravidade sobre seu próprio peso. apresentas as desvantagens: i) alteração da camada superficial dos sedimentos. se reduzido. podendo coletar desde uma camada de 0-10cm até 0-30cm de profundidade. e iii) perda de parte da fração fina. caso a caso. em atmosfera livre de oxigênio. a ser escolhido em função da quantidade de amostra requerida. Amostragem sob atmosfera livre de oxigênio Estudos sobre a dinâmica do fósforo em sedimentos de fundo e água intersticial podem ser influenciados pelo grau de integridade com que a amostra foi coletada e preservada. Porém. O armazenamento e a preparação de sedimentos de fundo coletados para estudos de nutrientes. ou pintada com tinta epóxi. Exceto nos primeiros centímetros do perfil sedimentar.

Os eletrodos devem ser inseridos antes de retirar a amostra do frasco ou permitir o contato com o ar. A manutenção de condições anóxicas durante o armazenamento é de vital importância para estas análises e experimentos. O congelamento pode desgaseificar. Depois de secas. fraturar a amostra ou separar levemente as fases imiscíveis. evitando o contato com o ar. O congelamento é indicado para preservação de amostras destinadas à análise química de nutrientes disponíveis e especiação de elementostraço. evitando a presença de ar entre a amostra e a tampa.2 tornando oxidados pelo contato com o ar. por isso o Eh deve ser medido imediatamente após a coleta. onde também deve ser conduzida a sub-amostragem. preferencialmente dentro de uma glove box (caixa de luvas). todo o manuseio e filtração. Os dois parâmetros mais importantes para preservação das amostras são: temperatura e tempo. as amostras precisam ser seladas imediatamente após a coleta. as medidas de pH e Eh devem ser conduzidas in situ ou assim que possível no laboratório. Se forem destinadas às análises mineralógicas. Se o estudo tem como objetivo simular as condições redutoras atuantes no fundo de um lago ou reservatório. Para minimizar o potencial de volatilização e biodegradação. A seleção do método mais apropriado precisa ser baseada no propósito do estudo e dos componentes a serem analisados. Mudanças rápidas de temperatura podem alterar alguns atributos rapidamente. No caso de coleta com draga. causando mudanças significativas em questão de minutos. o sedimento precisa ser imediatamente transferido para o frasco de armazenamento. as amostras podem ser armazenadas em frascos de vidro ou plástico e à temperatura ambiente. de estabilidade dos agregados. . preservação e armazenamento de sedimentos para análises de nutrientes A preservação usualmente busca evitar a degradação microbiológica. Nenhum método de preservação é aplicável a todos os constituintes. Em geral. não deverão ser congeladas. A preservação sob baixas temperaturas reduz a degradação microbiológica e também a perda de voláteis. Preparação. substituindo o ar (se houver) com o gás inerte escolhido (N2(g) ou Ar(g)) e imediatamente selado. as amostras precisam ser refrigeradas tão logo quanto possível. oxidação ou perda de elementos voláteis. por isso se faz necessária a sub-amostragem e preservação diferenciada de acordo com as análises propostas.

ANEXO 2 Medidas de Eh .

com o objetivo de ajustar o instrumento em alguma condição de equilíbrio bem definido. A manutenção tornase imprescindível para evitar a contaminação dos eletrodos e a consequente obtenção de potenciais errôneos. para evitar mudanças na química dos valores a serem medidos. mediante redução reversível (tipo sistemas férrico-ferroso). os eletrodos de Au são mais indicados para reações que transcorram em pH alcalino. produzindo potenciais (voltagens) mensuráveis e previsíveis. se possível preservadas com um gás inerte. Interpretação das medidas de potencial em sistemas naturais As medições de potencial (Eh) precisam ser avaliadas com cautela. pois são relatados problemas que vão desde a obtenção até a interpretação dos resultados. As reações de oxidação-redução implicam na troca de elétrons entre espécies atômicas (mudança de valência). que proporcionam maior proteção e vida útil. ou imediatamente após a coleta de sedimentos. os eletrodos de Eh devem ser calibrados com soluções padrão. A acurácia na determinação desses dois parâmetros possibilita a predição das formas químicas de elementos-traço e maiores em águas e sedimentos aquáticos. nos estudos in situ são preferidos os eletrodos protegidos por uma capa sólida. As medições de pH e Eh deverão ser feitas preferencialmente in situ. As maiores dificuldades são: (a) o . Nos casos em que as medidas precisam ser feitas fora do campo. Amostras heterogêneas como os sedimentos aquáticos requerem maior proteção. Os eletrodos de platina são os mais utilizados. que dificilmente pode ser satisfeita no ambiente natural. com a redução de substâncias iônicas ocorrendo simultaneamente à oxidação de outras. portanto. A forma do eletrodo é importante na seleção do instrumento em função do ambiente onde ele irá operar. A incerteza na medição do Eh se deve ao fato de assumir uma condição de equilíbrio. Antes da utilização em laboratório ou nas condições ambientais reais. as amostras deverão ser imediatamente seladas e.3 MEDIDAS DE Eh Cada combinação de valores de pH e Eh ajustam as proporções de todas as espécies dissolvidas em solução. preferencialmente intactos. As concentrações de espécies oxidantes e redutoras podem ser calculadas a partir do potencial redox.

(c) há espécies envolvidas em redox que não são eletroativas (compostos de N. É basicamente por esta razão que se faz tão importante conhecer as limitações onde o seu uso se torna questionável. subóxico ou anóxico. formando uma ligação iônica com transferência de carga. O eletrodo de Eh é submerso nas soluções tampão com quinhidrona e os potenciais obtidos. com eletrodos em perfeitas condições. Apesar das incertezas. que tem um potencial redox bem definido. mas com taxas diferentes. a indicação qualitativa da condição redox da solução e a classificação do ambiente como óxico. S e C). sendo eficaz para checar e/ou calibrar eletrodos redox como o de Pt em sistemas cujo pH seja inferior a 8. (b) a concentração de algumas espécies é muito pequena e. Calibração de eletrodos de Eh O eletrodo metálico de platina (Pt) pode fornecer indicação de potencial falso por causa da precipitação de óxidos. a transferência de elétrons é baixa. Os valores medidos podem variar poucos milivolts (≈ 15 mV) devido a mudanças no potencial de difusão do eletrodo de referência ou devido à qualidade da quinhidrona utilizada. devem ser os seguintes: . importantes informações podem ser obtidas a partir da medição do potencial redox em sistemas naturais. (d) o eletrodo de Pt facilmente é contaminado por óxidos e coatings. que recobrem sua superfície e interferem nas medidas (Sposito. cujo sistema redox reversível com o íon hidrogênio depende do pH. Se o resultado diferir do exposto com a tolerância de ± 15 mV. a quinhidrona em meio tamponado ácido ou neutro. Após agitação. Os sistemas naturais possuem muitos pares inorgânicos e biológicos redox ocorrendo simultaneamente. onde são adicionadas 1/8 g de quinhidrona (p.0. então. 1989). sendo por esta razão conveniente proceder à manutenção dos eletrodos através de limpeza e calibração com soluções de potencial redox conhecido. se deve limpar o eletrodo de platina conforme especificações do fabricante. Na calibração do eletrodo de Eh são utilizadas somente as soluções tampão de pH 4 e 7. como por exemplo. observa-se que a solução fica saturada pelo excesso de quinhidrona. entre as quais. A quinhidrona é um complexo colorido formado pela atração entre anéis de quinona (deficiente em elétrons) e hidroquinona (rico em elétrons).4 eletrodo de platina (Pt) responde simultaneamente a mais de uma meia-reação redox.a) em 50 ml das soluções tampão.

16 + T) . pode-se utilizar um pano limpo e depois água. (a) Submergir o eletrodo na solução de pH 4 saturada com quinhidrona (+ 470. (273.1984575 . o pólo positivo a um contra-eletrodo inerte.5 E = E0QH – 0. (b) Conectar o eletrodo ao pólo negativo de uma corrente elétrica (bateria).8 mV) durante algumas horas e lavar com água.02 E (mV) 20°C + 470. e se realiza uma eletrólise durante 3 (três) minutos em ácido sulfúrico diluído.99 7. (c) Se a superfície do metal está suja. pH T (°C) 5 10 15 20 25 30 E0QH (mV) + 714. ele pode estar contaminado (pela formação de óxidos sobre a superfície metálica). e se deve proceder à limpeza.0 Recuperação do Eletrodo Redox Se o eletrodo de referência está em perfeitas condições e ainda assim se obtêm potenciais errôneos. que deverão ser escolhidas conforme instruções do fabricante.0 pH 3. aplicando uma corrente de 10 mA.3 + 710.7 + 696.7 + 707. .4 +699.0 + 703. Existem três soluções.8 + 295.

ANEXO 3 Fotos .

Centro do reservatório Divisa. Vista da vertente do Divisa. . Florestamento próximo à foz do Divisa. Figura 5. Figura 4. Figura 6. Nascente do reservatório Divisa.6 SISTEMA SALTO (RS) Figura 1. Figura 2. Florestamento na encosta do reservatório Blang durante a estiagem. Figura 3. Margens ocupadas por loteamentos no reservatório Salto.

7

RESERVATÓRIO DE TAPACURÁ (PE)

Figura 7. Eixo principal do reservatório de Tapacurá.

Figura 8. Barramento principal do reservatório de Tapacurá.

Figura 9. Vista do barramento principal do reservatório de Tapacurá.

Figura 10. Encosta de ilha ocupada com agricultura no reservatório de Tapacurá.

Figura 11. Ruínas de monastério em ilha no reservatório de Tapacurá.

Figura 12. Vegetação nativa da época do enchimento no reservatório de Tapacurá.

8

REATORES E ATMOS BAG DO EXPERIMENTO

Figura 13. Cor do sedimento reduzido.

Figura 14. Cor do sedimento oxidado.

Figura 15. Reatores A e B utilizados, geralmente, como duplicatas nos experimentos.

Figura 16. Detalhe da homogeneização e saída de gases imersa em água atrás do reator

Figura 17. Atmos Bag ou saco de luvas com atmosfera de N2(g).

Figura 18. Material utilizado na filtração (0,45 μm) das alícotas centrifugadas.

ANEXO 4 Técnica analítica para determinação de PT e NT em sedimento

9 EXTRAÇÃO E DETERMINAÇÃO DE FÓSFORO E NITROGÊNIO TOTAIS EM SOLO E SEDIMENTO (modificado de Tedesco et al. (1995) e Malavolta et al. (1997)).

MATERIAL a) Bloco digestor para tubos de digestão de 25 x 250 mm com controle de temperatura b) Espectrofotômetro (VIS) c) Destilador de arraste de vapor (micro-Kjeldahl) SOLUÇÕES a) H2SO4 conc. b) H2O2 30% c) Mistura de digestão: moer 100 g de Na2SO4, 10 g de CuSO4.5H2O e 1 g de selênio, bem misturados. d) NaOH 10M: dissolver 400 g de NaOH em 800 mL de H2O deionizada em copo de Becker de pyrex. Após esfriar, transferir para balão de 1 L e completar o volume, guardar em recipiente plástico. e) Indicador de ácido bórico: dissolver 40 g de ácido bórico em 1400 mL de água quente. Após esfriar, transferir para balão vol de 2 L contendo 400 mL de etanol 95% e 40 mL da solução obtida pela dissolução de 0,660 g de verde de bromocresol e 0,330 g de vermelho de metila em 1000 mL de etanol 95%. Misturar as soluções no balão volumétrico e adicionar cuidadosamente NaOH 0,05 M até que mal se observe uma leve mudança de cor de roxo para verde claro ao adicionar 1 mL de água dest a 1 mL do indicador. Completar o volume a 2 L com água dest e misturar. O pH da solução deve ficar entre 5,0 e 5,1. f) H2SO4 0,025 M g) Padrão de P: Adicionar 1,318 g de KH2PO4 (seco a 105°C por 2 horas) em 200 mL de água deionizada, transferir para balão volumétrico de 1L e completar volume. A solução contém 300 mg.L-1 de P. h) Solução A – Molibdato de amônio a 5 % ((NH4)6Mo7O24.4H2O): Dissolver 25 g de molibdato de amônio em cerca de 400 mL de água dest quente, esperar esfriar e transferir para balão de 500 mL, lavando o becker até completar o volume do balão e homogeneizar. Guardar em frasco âmbar. i) Solução B – Metavanadato de amônio 0,25% (NH4VO3): Dissolver 1,25 g de NH4VO3 em 300 mL de água dest quente e agitar até dissolver. Adicionar 175 mL de HNO3 c. e esfriar. Passar para balão vol de 500 mL, lavando o Becker com água destilada fria até completar o volume. Guardar em frasco âmbar. j) Reativo misturado: misturar partes iguais de molibdato de amônio 5% (solução A) com metavanadato de amônio 0,25% (solução B), homogeneizar e guardar em refrigerador no máximo 1 semana.

PROCEDIMENTO PARA EXTRAÇÃO a) b) c) d) e) Pesar 0,200 g da amostra e colocar em tubo de digestão seco Adicionar 1 mL de H2O2 Adicionar vagarosamente 2 mL de H2SO4 conc Adicionar 0,7 g da mistura de digestão Colocar no bloco digestor a 160 – 180ºC até evaporar a água

10 f) Aumentar a temperatura a 350-375ºC e.5 – 1. após clarear.200 g da amostra. deixar decantar algumas horas antes de retirar alícotas para as determinações.0 mg.0 – 12. DETERMINAÇÃO DE FÓSFORO a) b) c) d) Transferir 1 mL do extrato para copo plástico descartável Adicionar 4 mL de água dest Adicionar 2 mL da solução A+B Agitar e determinar a abs em 420 nm após 15 min.0 – 30. seguindo o mesmo procedimento descrito para as amostras. CURVA PADRÃO Partindo de uma solução padrão de 300 mg.0 – 3. Após a diluição a 50 mL. Expressar os resultados em % . DETERMINAÇÃO DE NITROGÊNIO a) b) c) d) Pipetar 10 mL do extrato para balão ou tubo de destilação Adicionar 5 mL de NaOH 10 M e iniciar a destilação imediatamente Destilar até coletar 35-40 mL Titular com H2SO4 0.0 mL para tubos de digestão.0 – 6.L-1 de P.L-1 de P.5 e 5. pipetar 0. manter esta temperatura por uma hora g) Retirar os frascos do bloco e deixar esfriar h) Completar o vol com água dest até 50 mL i) Agitar com ar comprimido j) Transferir para frascos de 60 mL.0 – 2. Utilizar a fórmula: N = ((mLamostra – mLbranco) × 700 × 5 × 5)/10000) (no caso de utilizar 0.0 – 21. destilando-se 10 mL do extrato (após diluição a 50 mL) e titulando-se com H2SO4 0.025 M.025 M).0 – 3. com 2 dígitos decimais. . tem-se: 0.0 – 0.

ANEXO 5 Condições experimentais dos experimentos .

8 1.3 Δ 0.4 0.3 2.4 0.5 Valores máximos e mínimos das condições experimentais.2 1.8 5.6 0.5 5 2.7 0. .1 6.5 5.6 Média e variação (Δ) no período de duração do experimento.1 2.3 5.9 1.7 6.4 5.1 0. 3. Eh (mV).1 4.7 1.4 0.9 6 5 4.6 1.8 7.4 Temperatura Média 29 29 27 27 27 27 28 28 26 26 25 25 26 26 25 25 26 Δ 6.11 CONDIÇÕES EXPERIMENTAIS DOS EXPERIMENTOS DE SORÇÃO E CINÉTICA Eh Teórico2 TAPACURÁ A31 B31 A41 B41 A51 B51 A6 B6 A10 B10 A11 B11 SALTO A7 B7 A8 B8 A9 -100 -100 150 150 -200 -200 300 300 -200 -200 150 150 -200 -100 150 250 400 Média3 -111 -106 140 163 -179 -177 308 306 -181 -219 147 198 -194 -91 174 256 409 Max4 -61 -75 224 204 -94 -73 401 380 -58 -95 451 451 -129 157 341 391 567 Min5 -129 -127 119 132 -198 -206 210 212 -232 -290 -14 11 -277 -275 77 38 149 Δ6 68 51 105 73 104 133 191 168 175 195 465 439 148 432 264 353 418 pH Média 6.5 0.5 2. 2 Valor teórico aproximado ao valor da média.8 6.7 2.8 2.5 Onde: 1 Nivel de Eh controlado pela entrada de gases.1 1. 4. Temperatura (°C).7 7.9 3.1 1.5 4.7 4 5.9 2.2 2.3 0.6 2.5 0.6 4.5 2.8 4.3 3.4 7.

ANEXO 6 Coeficientes de regressão linear dos modelos de sorção e cinéticos testados .

974 0.952 0.981 0.935 0.978 0.984 0.925 0.975 0.808 0.664 Temkin 0.674 0.839 0.491 0.648 0.977 0.952 0.991 0.744 0.949 0.982 0.218 0.904 0.943 0.848 0.05.946 0.753 0.940 Langmuir 0.994 0. .651 0.961 0.12 COEFICIENTES DE REGRESSÃO LINEAR (R2) DOS MODELOS DE ISOTERMAS (SORÇÃO) TESTADOS Eh -200 -100 150 250 400 -200 -200 -200 -200 -100 -100 150 150 200 200 300 300 1 Exp A7 B7 A8 B8 A9 A5 B5 A10 B10 A3 B3 A4 B4 A11 B11 A6 B6 Freundlich 0.921 0.616 0.759 0.941 0.926 0.973 TAPACURÁ SALTO Em negrito se destacam os melhores ajustes.897 0.964 0.910 0.970 0.914 0.980 0.900 0.995 0.456ns 0.748 0.919 0.767 0.603 0.974 0.889 0.974 0.921 0.862 0.644 0.8791 0.660 0.957 0. ns não significativo a P <0.918 0.992 0.913 0.918 0.994 0.883 0.928 0.950 Gunary 0.914 0.895 0.

96 TAPACURÁ -200 -200 -200 150 150 150 150 150 150 150 150 150 0.74 0.73 0.92 0.87 0.79 0.79 0.73 0.70 0.78 0.84 0.82 0.71 0.72 0.86 0.82 0.72 0.78 0.96 0.84 0.83 0.92 0.76 0.73 0.75 150 150 150 150 300 300 300 300 300 0.96 0.95 0. P – Adição de P (μmol.81 0.94 0.89 0.70 0.82 0.84 0. 2ª – Cinética de 2ª Ordem.91 0.90 0.81 0.91 0.83 0.93 0.79 0.89 0.93 0.90 0. .97 0.78 0.92 0.71 0.79 0. Par – Parabólica.88 0.84 0.73 0.95 0.72 0.80 0.85 0.72 0.75 0.74 0.81 0.86 0.96 0.71 0.87 0.87 0.94 0.73 0.81 0.77 0.88 0.80 0.80 0.92 0.77 0.89 0.77 0.76 0.836 0.70 0.82 0.84 0.85 0.88 0. Elo – Elovich.97 0.78 0.88 0.95 0.95 0.88 0.78 0.96 0.70 0. Pot – Potência.761 0. * Em negrito se destacam os melhores ajustes.93 0.81 0.76 0.84 0.78 0.72 0.75 0.98 0.96 0.81 0.95 0.70 0.85 0.73 0.98 0.83 0.77 Onde: Eh – potencial redox (mV).77 0.76 0.82 -200 -200 -200 -200 -200 -200 0.84 0.L−1).86 0.71 0.13 COEFICIENTES DE REGRESSÃO LINEAR (R2) DOS MODELOS CINÉTICOS TESTADOS Eh -200 -200 -200 -200 -200 -200 -100 -100 -100 -100 -100 -100 150 150 SALTO 150 150 150 150 250 250 250 250 250 250 400 400 400 400 400 400 P 25 50 100 200 400 600 25 50 100 200 400 600 25 50 100 200 400 600 25 50 100 200 400 600 25 50 100 200 400 600 2ª Elo Par Pot Eh -200 -200 -200 P 25 50 100 200 25 50 100 200 25 50 100 200 25 50 100 200 25 50 100 200 25 50 100 200 400 25 50 100 200 400 2ª Elo Par Pot 0.

ANEXO 7 Parâmetros de ajuste aos dados de sorção e cinética .

964 0. CMSP .38 1.33 2.79 Declividade (b) b ε_b 1.28 1.71 4.energia de ligação (L.97 -1.51 2.974 0.69 6.98 381 2.28 1.984 0.973 Intercepto (a) a ε_a 0.63 0.994 0.37 0.63 0.974 0. Ea .68 0.27 0.22 0.13 1.88 0.24 0.29 0.33 0.26 0.44 1.70 3.16 1.erro aleatório.44 2.61 0.982 0.79 397 2.41 0.26 Langmuir Ea CMSP 2.capacidade máxima de sorção de fosfato (mg.97 0. ns – não significativo à P < 0.88 0.05 0.59 0.67 -8.995 0.05 80 69 122 115 154 107 370 303 486 503 310 291 TAPACURÁ Onde: a .31 2.01 -0.43 0.48 9.30 11.981 0.977 0.intercepto.28 0.59 0.974 0.73 1.05.74 0.22 3.42 -6.40 1.99 3.994 0.94 -0.65 0.77 4.15 12.62 5.mg-1).77 0.52 0.33 1.52 0.978 0.18 2.928 0.20 0.67 2. ε .24 0.43 -2746.18 8.93 580 ns ns 1.77 1.56 1.7 1. b .30 2.456 0.63 0.992 0.declividade.09 386 6.14 PARÂMETROS DE AJUSTE DO MODELO DE LANGMUIR AOS DADOS DE SORÇÃO DE FOSFATO Eh -200 -100 150 250 400 -200 -200 -200 -200 -100 -100 150 150 200 200 300 300 SALTO Exp A7 B7 A8 B8 A9 A5 B5 A10 B10 A3 B3 A4 B4 A11 B11 A6 B6 R2 0.46 14.66 0.39 0.40 1.43 1.72 0.Kg-1).18 1.17 0. .975 0.42 8.06 1.09 2.40 1.05 0.

02 4.70 0.68 5.reduzido.89 9. .57 5.74E+41 1.96 3.033 0.28E+05 4.41 3.76 0.136 0.126 0.469 0.056 0.54E+02 2.64E+05 1.132 0.177 0.52 2.11 0.162 Declividade b 0.02 1.053 0.176 0.84 0.075 0.195 0.409 0.adição de P na forma de KH2PO4 (μmol. Eh .94 0.91 12.15 PARÂMETROS DE AJUSTE DO MODELO DE ELOVICH AOS DADOS CINÉTICOS Eh P R2 Intercepto a ε_a 0.06 12 1.98 0.131 0.01 38.141 0.503 0.042 0.58E+02 1.74 0.012 0.36E+02 3.Kg-1)-1.02E+04 2.12E+04 1.78 0.32 4.07 1.82 0.069 0.27 1.85 1.181 0.57E+03 2.42 1.79 0.79 3.085 0.L-1).95 9.003 0.94E+03 2.069 0.107 0.10 1.91 0. R2 .233 0.85 5.019 0.031 0.010 0.825 0.65 2.9 17. Oxi .02 18. b.95 0.00E+09 6.potencial redox (mV).051 0.45 5.008 0.18 0.385 0.077 0.62E+16 7.79 3. α = exp (a-β/b) (μmol.144 0.099 0.coeficiente de regressão linear.102 0.986 0.928 ε_b 0.oxidado.021 0.75E+14 4.2 9.101 0.87 0.13 1. β=1/b (μmol.85E+04 1.108 β α 400 RED -200 600 -100 600 400 150 SALTO 600 200 OXI 250 400 600 50 400 200 400 50 RED -200 100 200 25 TAPACURÁ 50 150 OXI 100 200 400 25 50 300 100 400 0.08 2.08 0.99 1.declividade.08 5.60 1.476 0.02E+04 2. Red .908 1.706 0.072 0.002 0.074 0.04 9.Kg-1.88 0.42E+02 Onde: P .421 0.92E+06 1.026 0.82 0.h-1).86 0.54 1.122 0.3 5.009 0.005 0.054 0.094 0.082 0. a intercepto.981 0.151 0.92 0.67 3.82 0.desvio padrão.054 0.81 0.35 2.52E+15 8.95 0.63E+02 2.21 1.38 98.86 0.029 0.03E+07 3.97 0.325 0.83 0.71 12.44 1.6 1.72E+29 6.81 0.71 8.058 0.81 0. DP .97E+06 6.19 2.28 1.5 18.121 0.10 0.016 0.14E+03 1.96 0.

ANEXO 8 Dados obtidos nos experimentos de sorção .

767 1.48 11.161 0.504 q (mg/g) 0.222 -1.78 0.079 -1.26 59.01 11.612 raiz (Ct) 0 0.655 -0.514 3.00 50 2.005 0.437 0.399 7.737 -0.84 16.0545 0.917 18.0000 0.266 0.08 1.CONDIÇÃO REDUZIDA Adic_ (μmol.00 483.33 400 32.01 0.316 0.0265 0.70 18.625 log q x -1.61 1012.4414 0.1 0.024 Reator B – CONDIÇÃO REDUZIDA (.02 3.1141 0.375 -0.2 0.16 78.661 0.006 2.33 23.55 0.53 1.04 1.091 0.245 0.639 0.280 0.4218 0.41 4096.2 0.55 0.356 .83 100 0.05 0.153 0.207 log Ct x -1.082 6.75 218.265 raiz (Ct) 0 0.0284 0.547 -1.177 12.355 -0.33 52.6207 Ct/q x 2.102 1.641 -0.02 6.264 -0.0000 0.964 log q x -1.695 1.4 1.2288 0.388 18.982 12.L ) A (μmol.50 200 7.229 0.5372 Ct/q x 0.16 DADOS OBTIDOS NOS EXPERIMENTOS DE SORÇÃO NO DIVISA (RS) EXPERIMENTO 7 .760 q (mg/g) 0.L ) B (μmol.280 -1.467 1.6 4.2215 0.000 0.135 0.000 0.10 14.465 0.1129 0.947 -0.68 15.06 0.78 0.00 1840.632 -0.27 1.715 1.0561 0.05 3.00 -1 -1 -1 Reator A – CONDIÇÃO REDUZIDA (.048 6.6 1.986 2.94 8.33 35.293 1.446 -1.59 1.33 60.943 -0.189 0.251 -0.577 -1.106 -1.095 2.472 3.100 mV) C0 (mg/L) Ct (mg/L) C0-Ct 0 0 0.270 log Ct x -2.L ) A (μg/L) B (μg/L) 25 0.33 600 132.1 0.4 0.200 mV) Ct (mg/L) C0-Ct C0 (mg/L) 0 0 0.22 5.

07 3.00 -1 -1 -1 Reator A .21 1.76 7.4 2.43 333.037 log q x -1.677 1.931 1.42 93.577 1.0555 0.559 2.422 log q x -1.214 24.374 0.CONDIÇÃO OXIDADA (+150 mV) Ct (mg/L) C0-Ct C0 (mg/L) 0 0 0.268 -0.01 2.386 0.433 -0.79 -1 Reator A .3644 Ct/q x 2.70 74.80 1.00 600 278.000 0.165 -0.405 0.1123 0.534 6.970 .0267 0.78 0.442 0.78 0.43 9.82 9.2151 0.867 12.33 75.125 -1.0255 0.720 1.0540 0.601 -1.000 0.18 1.2211 0.00 8820.664 2.960 6.1 0.263 -0.CONDIÇÃO OXIDADA Adic_ (μmol.40 68.350 log q x -1.287 -0.L )) A (μg/L) B (μg/L) 25 3.1 0.4 2.33 2320.441 log Ct x -1.594 -1.33 200 10.0251 0.000 0.L ) A (μmol.CONDIÇÃO OXIDADA (+400 mV) Adic_ (μmol.314 0.77 9.64 9.630 18.363 -0.00 8760.480 1.2 0.05 1.85 8640.943 raiz (Ct) 0 0.581 23.475 3.2173 0.400 0.08 1.277 1.00 400 78.4 2.L ) B (μmol.3693 0.063 1.970 12.960 EXPERIMENTO 9 .CONDIÇÃO OXIDADA: +400 mV C0 (mg/L) Ct (mg/L) C0-Ct 0 0 0.032 6.274 0.98 282.44 2430.55 0.939 q (mg/g) 0.433 log Ct x -1.6 8.227 0.33 55.970 18.365 0.627 1.10 0.057 6.235 0.373 0.937 raiz (Ct) 0 0.438 log Ct x -1.688 1.17 DADOS OBTIDOS NOS EXPERIMENTOS DE SORÇÃO NO DIVISA (RS) EXPERIMENTO 8 .14 2.00 100 2.807 12.080 18.00 A (μmol.840 q (mg/g) 0.457 3.609 1.306 0.1132 0.67 4.428 -0.L ) 25 50 100 200 400 600 -1 A (μg/L) 86.663 -0.007 -1.667 -0.1 0.06 0.730 0.67 51.09 1.6 8.67 140.33 5.55 0.55 0.3622 Ct/q x 3.0546 0.030 -1.946 -0.260 -1.208 0.960 Reator B .3689 Ct/q x 3.477 0.829 6.00 50 3.498 3.CONDIÇÃO OXIDADA (+250 mV) C0 (mg/L) Ct (mg/L) C0-Ct 0 0 0.1096 0.960 -0.46 89.76 9.256 -0.09 0.766 24.950 -0.33 230.2 0.523 2.00 2770.448 -0.945 raiz (Ct) 0 0.3567 0.261 0.0000 0.2 0.780 q (mg/g) 0.78 0.52 12.04 3.0000 0.638 0.655 -0.294 0.0000 0.6 8.062 -1.383 1.574 -1.3733 0.32 10.78 98.91 284.00 393.33 43.854 -0.L ) 2.23 5.39 5.040 7.924 1.

000 0.262 0.1179 0.246 0.75 49.821 log q x -1.32 2.543 1.1429 Ct/q x 3.0000 0.00 200 89.29 36.00 0.1 6.430 q (mg/g) 0.125 0.1023 Ct/q x 6.04 5.39 21.205 -0.75 1.29 54.950 -0.21 102.21 437.00 0.669 -1.423 log q x -1.55 3.77 C0-Ct 0.0000 0.0314 0.796 -1.382 0.693 3.L ) A (μg/L) B (μg/L) 25 3.16 0.2401 Ct/q x 0.50 3.845 log Ct x -1.613 log Ct x -1.86 15.46 q (mg/g) 0.55 3.13 8.44 120.624 19.928 -0.00 0.164 -0.205 -0.72 406.194 -0.233 0.847 0.391 0.51 52.71 100 3.277 -0.85 q (mg/g) 0.935 EXPERIMENTO 4 – CONDIÇÃO OXIDADA (+150 mV) Adic_ (μmol.547 -1.265 -0.222 0.899 -0.00 3745.07 0.442 raiz (Ct) 0 0.27 3.86 68.1263 0.L ) A (μg/L) B (μg/L) 25 0.17 94.14 -1 -1 -1 Reator A C0 (mg/L) 0 0.00 50 1.05 0.50 2.0625 0.498 -1.2 Ct (mg/L) 0 0.78 1.620 log Ct x -1.92 2770.146 0.638 1.24 0.503 -1.988 -0.681 1.67 270.05 0.62 1.0318 0.78 1.1 6.324 0.307 -0.2439 Ct/q x 0.12 11.916 -1.83 2.990 log Ct x -0.0624 0.09 0.661 Reator B C0 (mg/L) 0 0.29 100 13.78 1.1 6.0284 0.321 0.2 Ct (mg/L) 0 0.02 0.1 6.43 12.10 0.00 5.35 C0-Ct 0.0000 0.57 200 14.01 0.78 1.02 0.230 0.459 raiz (Ct) 0 0.55 3.76 q (mg/g) 0.569 0.0000 0.400 0.026 -1.18 DADOS OBTIDOS NOS EXPERIMENTOS DE SORÇÃO EM TAPACURÁ (PE) EXPERIMENTO 3 – CONDIÇÃO REDUZIDA (-100 mV) Adic_ (μmol.788 3.682 0.501 2.29 160.14 50 1.0639 0.61 log q x -1.591 -1.804 -1.664 Reator B C0 (mg/L) 0 0.307 0.L ) B (μmol.2 Ct (mg/L) 0 0.00 -1 -1 -1 Reator A C0 (mg/L) 0 0.359 raiz (Ct) 0 0.05 0.87 2.904 -0.L ) B (μmol.76 1.0623 0.110 0.71 0.L ) A (μmol.0256 0.44 C0-Ct 0.69 0.824 1.41 2.55 3.204 -0.L ) A (μmol.573 raiz (Ct) 0 0.589 .14 347.75 C0-Ct 0.1122 0.2 Ct (mg/L) 0 0.53 3.1249 0.03 5.382 log q x -1.520 1.59 1.

530 6.L ) B (μmol.763 4.199 -0.725 2.63 525.182 log q x -1.000 0.007 0.95 21.4 Reator B C0 (mg/L) 0 0.00 50 2.522 -1.51 0.2 Ct (mg/L) 0 0.244 q (mg/g) 0.280 0.003 1.294 -0.593 -0.904 -0.11 0.29 2.00 200 16.912 -0.75 53.35 C0-Ct 0.1224 0.992 2.055 -1.923 log q x -1.55 3.1 6.90 1.12 1.1 6.392 Ct (mg/L) 0 0.80 35.540 -1.00 0.0835 0.1 6.324 0.642 1.0000 0.99 4.26 0.623 -0.163 log Ct x -1.0298 0.083 2.72 1.362 -1.06 0.486 2.67 100 31.2 12.55 3.4 Ct (mg/L) 0 0.177 56.670 1.969 11.603 2.0881 0.092 -0.2687 Ct/q x 4.L-1) A (μmol.230 0.01 1.00 4550.45 508.L )) A (μg/L) B (μg/L) 25 3.26 1.481 .542 log Ct x -0.0301 0.72 C0-Ct 0.242 0.758 raiz (Ct) 0 0.04 50 16.113 log Ct x -1.78 1.00 200 140.819 2.17 80.46 8.0434 0.1248 0.00 670.2380 0.2873 Ct/q x 3.582 0.00 255.12 0.L ) A (μmol.55 C0-Ct 0.04 2.133 EXPERIMENTO 6 .432 log q x -1.L-1) B (μmol.67 6.61 64.2 12.0282 0.41 8.0537 0.0000 0.571 log Ct x -0.658 raiz (Ct) 0 0.979 -1.194 -0.53 5.789 raiz (Ct) 0 0.00 400 184.550 -1.000 0.078 -1.00 6156.875 13.77 5724.00 1095.78 1.46 146.107 66.278 2.086 Ct (mg/L) 0 0.55 3.78 1.0639 0.447 0.39 3.046 2.921 -1.712 11.00 Reator A C0 (mg/L) 0 0.20 0.713 0.845 5.82 198.85 q (mg/g) 0.07 2.039 0.0771 Ct/q x 1.174 0.0688 Ct/q x 1.253 0.33 261.2 Reator B C0 (mg/L) 0 0.65 q (mg/g) 0.469 2.L-1) A (μg/L) B (μg/L) 25 1.1 6.92 4350.83 100 6.193 -0.19 DADOS OBTIDOS NOS EXPERIMENTOS DE SORÇÃO EM TAPACURÁ (PE) EXPERIMENTO 5 – CONDIÇÃO REDUZIDA (-200 mV) Adic_ (μmol.72 1.87 105.0632 0.900 5.00 0.815 22.346 0.CONDIÇÃO OXIDADA (+ 300 mV) -1 -1 -1 Adic_ (μmol.909 log q x -1.505 0.00 Reator A C0 (mg/L) 0 0.36 985.150 19.08 0.2442 0.16 C0-Ct 0.23 200.675 6.78 1.05 0.0288 0.06 0.0000 0.638 raiz (Ct) 0 0.231 -0.00 120.676 q (mg/g) 0.612 -0.284 0.71 58.275 -0.257 1.55 3.655 1.0000 0.10 4.699 -0.512 1.270 -1.525 -1.

0000 0.CONDIÇÃO OXIDADA (+ 200 mV) -1 -1 -1 Adic_ (μmol.854 0.265 2.25 9.000 0.L-1) B (μmol.36 18.192 -0.374 1.0000 0.10 2.14 2.898 -0.4063 Ct/q x 2.67 400 95.1265 0.909 1.481 -1.611 -0.00 9720.0330 0.767 1.55 3.000 0.248 0.274 0.22 8.227 1.85 9560.78 1.232 0.091 0.1222 q (mg/g) 0.176 -1.00 2960.4 Reator B C0 (mg/L) 0 0.153 0.125 -1.4 Ct (mg/L) 0 0.471 log Ct x -1.461 3.913 log q x -1.33 2133.67 75.20 DADOS OBTIDOS NOS EXPERIMENTOS DE SORÇÃO EM TAPACURÁ (PE) EXPERIMENTO 10 .501 3.082 0.902 -0.492 2.613 9.88 1.94 506.0000 0.713 1.521 -1.1750 0.1252 0.1698 0.775 13.182 -0.000 0.210 -1.000 0.67 586.180 -0.00 100 5.242 0.02 0.01 0.940 5.1 6.286 Ct/q x 2.118 EXPERIMENTO 11 .0307 0.0642 0.2 12.01 0.2 12.720 raiz (Ct) 0 0.471 raiz (Ct) 0 0.632 -1.796 -0.1 6.00 140.33 400 308.4 Reator B C0 (mg/L) 0 0.55 3.0643 0.00 Reator A C0 (mg/L) 0 0.757 -0.720 .0000 0.06 0.1 6.218 Ct/q x 0.440 C0-Ct 0.267 78.1291 0.17 6.617 -0.55 3.2 12.079 -1.889 -0.13 9.L ) A (μmol.947 2.980 log Ct x -2.4063 q (mg/g) 0.23 4.76 68.766 1.824 -0.2416 0.910 5.234 -0.00 50 1.440 q (mg/g) 0.L ) A (μg/L) B (μg/L) 25 1.88 2253.000 0.27 0.1153 Ct/q x 0.00 200 72.295 0.78 58.768 1.122 0.391 log q x -1.0657 0.96 Ct (mg/L) 0 0.513 -1.2450 0.0301 0.0661 0.353 0.712 1.517 2.316 1.391 log Ct x -1.42 61.59 2.16 0.092 raiz (Ct) 0 0.78 1.960 4.78 1.202 0.527 3.770 -0.938 log Ct x -2.L-1) A (μmol.436 0.482 -1.192 -0.067 2.33 6.099 12.286 log q x -1.33 15.00 100 3.58 2960.CONDIÇÃO REDUZIDA (-200 mV) Adic_ (μmol.068 7.06 0.700 1.855 1.56 Ct (mg/L) 0 0.275 log q x -1.51 2.19 0.48 23.33 55.190 84.260 -0.55 3.429 7.000 3.96 C0-Ct 0.00 190.08 0.1274 0.99 2.02 0.L-1) A (μg/L) B (μg/L) 25 0.490 0.0331 0.72 C0-Ct 0.2 12.75 0.52 100.L ) B (μmol.67 50 0.69 313.253 0.13 160.721 -0.680 q (mg/g) 0.535 2.355 0.329 0.1 6.840 C0-Ct 0.58 95.06 0.78 1.00 Reator A C0 (mg/L) 0 0.988 raiz (Ct) 0 0.235 0.00 200 16.009 0.400 0.895 -0.693 9.4 Ct (mg/L) 0 0.495 2.

REATOR A SORÇÃO – TAPACURÁ (PE) AJUSTE LANGMUIR SORÇÃO – TAPACURÁ (PE) REATOR B AJUSTE LANGMUIR Experimento 10 Experimento 6 Experimento 5 Experimento 4 Experimento 3 .

REATOR A SORÇÃO – TAPACURÁ (PE) AJUSTE LANGMUIR SORÇÃO – TAPACURÁ (PE) REATOR B AJUSTE LANGMUIR Experimento 11 REATOR A SORÇÃO – DIVISA (RS) AJUSTE LANGMUIR SORÇÃO – DIVISA (RS) REATOR B AJUSTE LANGMUIR Experimento 9 Experimento 8 Experimento 7 .

ANEXO 9 Dados obtidos nos experimentos de cinética .

4 5.007 0.960 532.16 24.855 2.000 2.2 -77.3 -1.8 25.3 -1.4 6.0 -230.46 1.132 1.976 0.76 26.94 ln t -3 -2.64 26.000 0.009 -4.891 13.128 3.356 192.64 26.2 5.907 2.26 26.136 0.000 #NÚM! 187.23 0.888 Elovich Parabólica Potência C0-C qB/qe ln qB 0.1 0.00 5.1 30.8 31.003 0.4 4920.089 59.301 0.3 0.997 201.00 168.000 1.000 0.16 ln t -3 -2.921 0.224 0.06 24.993 197.13 24.179 26.05 t (h) 0.3 6.007 1.309 3.545 0.27 25.7 26.27 26.775 1.04 25.000 1.45 25.449 3.91 0.69 1.05 1 2 3 4 5 6 7 8 9 (h) 0 0.33 2.675 107.6 6.05 0.8 7.1 25.29 0.81 0.000 1.031 -3.265 0.7 -159.97 26.072 -2.137 -1.301 0.000 1.05 0.932 2.1 78.716 0.620 50.658 Z 1/qB #DIV/0! 0.048 .00 0.0 temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 50.674 18.18 26.33 25 52.110 0.617 0.86 25.076 25.89 0.304 Z 1/qB #DIV/0! 0.53 t (h) 0.224 0.468 100.4 6.015 -4.43 24.3 -262.3 0.3 0.301 0.8 35.437 0.778 1.33 0.67 0.79 2.3 -1.984 1.4 40.548 0.54 0.00 114.4 6.48 26.CONDIÇÃO REDUZIDA: -200 mV Data: 24/11/2008 P adic (μg/L) = 3097 Adição 3 P adic (μmol/L) = 100 t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 -216.625 5.16 t (h) 0.136 0.78 26.836 0.057 0.080 -2.484 88.007 -4.004 201.060 -2.88 23.5 60.00 1.179 177.097 -2.224 0.801 0.83 0.000 0.1 6.545 1.3 -2.430 1.8 25.135 0.000 #NÚM! 23.39 1.2 6.132 1.632 Z 1/qB #DIV/0! 0.69 1.50 1.5 6.2 5.247 -1.266 0.000 1.530 0.234 3.046 26.84 23.15 0.4 5216.00 32.069 -0.9 6.144 -1.311 99.036 -3.987 0.969 7.000 #NÚM! 3.602 0.316 0.000 0.84 0.635 41.36 24.9 6.7 7.00 7.887 17.36 0.000 2.275 71.4 1840.91 25.449 3.582 13.560 348.135 0.83 1.00 134.770 43.7 6.29 0.301 -1.063 0.9 8.45 1.631 3.00 0.5 6.491 12.1 6.5 25.000 1.552 4.071 0.3 6.91 1.17 3.272 0.32 0.673 3.65 26.408 11.222 0.611 49.000 2.178 12.370 7.771 15.33 0.679 Elovich Parabólica Potência C0-C qB/qe ln qB 0.8 580.33 15.000 1.8 7.778 1.7 26 20.000 2.53 CONDIÇÃO REDUZIDA: -100 mV Data: 23/11/2009 P adic (μg/L) = 1549 Adição 2 P adic (μmol/L) = 50 t Eh temp/Eh pH temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 0 -209.414 2.602 0.038 0.1 6.94 25.4 -202 -197.9 26.961 -0.6 5.0 25.00 51.33 2.056 -2.886 2.976 7.000 1.928 0.034 -3.94 25 1696.4 26.8 7.614 101.4 6.839 46.361 78.523 -0.7 25.6 4840.57 25.778 1.84 25.4 2228.058 0.67 1.3 25.571 0.00 0.380 Reator A ordem zero 1a ordem 2a ordem qA (μmol/g) C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 0.917 2.301 0.316 0.07 25.1 5.9 23.679 0.561 0.6 9.083 -2.711 3.316 0.010 1.000 -0.5 2.1 -63.032 0.5 -246.7 25.42 1.00 3.53 26.3 -1.052 -0.616 5.78 1.9 210.4 1852.144 0.9 -4.2 218.562 0.3 0.7 6.59 25.1 6.37 1.000 2.409 0.043 -3.974 1.899 log t -1.1 -24.954 -0.8 temp/Eh pH temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 101.7 25.406 30.6 1356.7 -199.825 0.6 26.059 -2.6 1632.823 0.070 -2.6 1 2 4 6 10 24 Md_A7 max min var INICIAL FINAL Eh -140.433 0.71 26.70 27.549 0.000 6.713 0.987 1.83 1.000 0.989 0.67 2.266 0.622 0.323 3.00 1.0 27 47.773 0.006 -5.2 6.4 -144.997 1.410 1.61 ln t -3 -2.51 25.9 -268.508 90.83 0.734 193.33 2.31 25.684 ordem zero 1a ordem 2a ordem C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 1.52 25.992 0.997 7.612 0.690 12.024 -3.3 32.996 195.634 51.52 CONDIÇÃO REDUZIDA: -100 mV Data: 25/11/2008 P adic (μg/L) = 6194 Adição 4 P adic (μmol/L) = 200 t Eh temp/Eh pH temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 0 -85.587 4.222 0.000 0.1 6.329 Z 1/qA #DIV/0! 0.454 0.83 1.64 25.7 26.05 24.343 10.449 3.69 1.428 0.731 41.4 6.577 48.022 -3.467 0.9 6.588 48.000 0.039 24.020 -3.50 t (h) 0.6 temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 632.90 26.617 345.3 -130.718 5.331 3.139 0.19 1.1 -192.845 473.291 12.3 5.017 0.21 0.33 1.000 1.8 224.0 6.7 temp/Eh pH temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 400.4 6.59 CONDIÇÃO REDUZIDA: -100 mV Data: 24/11/2008 P adic (μg/L) = 3097 Adição 3 P adic (μmol/L) = 100 t Eh temp/Eh pH temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 0 -152.21 0.632 15.61 0.835 17.07 1.216 0.1 6.941 6.1 0.269 0.68 0.07 26.22 0.67 0.807 13.6 156.3 25.771 0.2 21.40 0.827 0.1 5.18 raiz t 0.00 47.913 -0.11 0.97 0.87 23.9 1224.013 25.047 1.000 0.81 0.5 -206.052 0.70 26.3 26.00 1.7 7.8 505.6 6.608 49.67 0.11 25.6 25.05 0.861 0.337 0.301 -1.00 18.233 0.4 2656.012 -4.839 6.67 2.6 26.00 204.941 0.959 0.879 2.40 0.629 Z 1/qA #DIV/0! 0.210 Elovich Parabólica Potência C0-C qA/qe ln qA 0.993 2.9 27.8 X X 26.23 25.46 1.7 -264.013 -4.158 -1.5 156.301 -1.0 25.81 0.00 1.428 0.020 0.1 564.33 0.291 -1.3 3808.077 Z 1/qB #DIV/0! 1.7 26.94 26.0 6.299 19.999 1.775 0.00 0.994 2.87 23.4 26.554 101.4 178.000 2.323 3.090 -2.928 50.989 0.644 0.3 -207.9 -260.9 16.009 0.94 1.46 1.888 0.072 0.5 25.592 0.982 2.814 14.136 0.09 1.557 353.753 0.4 6.3 5.119 -2.65 25.910 504.00 0.9 -145.37 0.7 26.3 -192.75 t (h) 0.00 0.856 0.299 13.4 ln t -3 -2.5 0 0.136 0.1 6.00 31.8 483.000 #NÚM! 26.15 1.4 35.311 100.000 2.007 1.081 -2.013 -4.9 6.057 0.22 0.836 0.272 0.136 0.073 0.000 1.953 2.00 122.1 6.994 7.012 2.6 1 2 4 6 10 24 Eh -181.038 20.706 0.6 -147.00 0.7 -216.000 1.4 25.449 3.53 25.9 25.018 0.974 144.129 8.61 24.5 25.7 6.918 0.9 7 25.009 Z 1/qA #DIV/0! 1.2 27.0 -139.035 1.757 17.000 -0.321 0.4 -179.010 1.449 3.2 -0.000 -0.05 1 2 3 4 5 6 7 8 9 (h) 0 0.63 0.8 6.269 0.94 t (h) 0.53 0.976 7.3 -88.33 2.299 0.704 0.7 -145.899 log t -1.131 -2.982 53.3 -138.14 26.91 25.140 0.011 -4.15 0.337 7.41 25.7 40.4 26.1 -152.307 74.651 369.27 0.275 0.00 59.3 0.163 -1.9 1044.80 26.266 -1.162 4.19 25.8 3024.64 26.77 0.5 25.000 0.8 76.72 26.CONDIÇÃO REDUZIDA: -200 mV Data: 25/11/2008 P adic (μg/L) = 6194 Adição 4 P adic (μmol/L) = 200 t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 -192.197 -1.18 raiz t 0.051 7.332 10.973 1.660 14.002 -0.538 0.05 1 2 3 4 5 6 7 8 9 (h) 0 0.CINÉTICA .988 18.72 25.914 1.81 25.605 0.228 18.159 -1.69 1.96 24.1 -144.84 0.031 -3.556 0.4 26.185 -1.979 1.000 1.6 1 2 4 6 10 24 Eh -270.3 2052.000 0.45 25.0 -129.318 0.00 1.87 0.270 0.79 2.1 -171.055 0.6 -196.00 126.200 -1.79 2.67 25.380 Reator A ordem zero 1a ordem 2a ordem qA (μmol/g) C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 0.4 -191.3 3.542 4.859 0.414 2.88 26.705 0.3 0.010 1.592 0.67 10.091 22.40 1.8 61.981 1.73 t (h) 0.000 1.4 2.881 ordem zero 1a ordem 2a ordem C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 1.548 0.928 2.032 416.6 26.000 1.6 1 2 4 6 10 24 Eh -203.904 2.34 0.05 0.987 146.21 26.53 25.16 26.2 6.9 50.64 0.378 0.927 0.78 0.5 -209.9 8.078 1.2 -0.32 0.67 26.4 33.4 1012.522 12.1 6.314 74.784 Elovich Parabólica Potência C0-C qA/qe ln qA 0.4 6.328 3.5 20.67 1.7 6.989 1.677 3.086 0.000 1.9 8.728 1.233 25.2 -0.6 4192.600 49.199 -1.5 -247.70 26.5 0 0.992 1.021 -3.9 94.3 25.053 0.18 raiz t 0.18 25.68 0.075 13.7 9.000 -0.2 2004.00 64.9 84.5 26.874 Elovich Parabólica Potência C0-C qA/qe ln qA 0.5 temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 27.5 -210.010 -4.222 0.3 64.888 1.301 -1.00 39.49 24.000 12.971 7.3 26.025 -3.00 156.29 1.029 7.995 2.5 0 0.000 0.000 #NÚM! 427.523 -0.960 2.4 6.000 1.6 25.99 0.62 25.00 0.30 27.6 121.008 1.6 1 2 4 6 10 24 Md_B7 max min var INICIAL FINAL Eh 38.965 7.000 3.136 0.938 198.000 0.8 11.294 0.1 6.2 -27.0 6.031 Z 1/qB #DIV/0! 0.061 22.7 95.048 18.996 2.846 6.948 7.500 342.7 -223.018 -4.678 19.008 25.554 363.115 -2.1 6.000 0.523 -0.1 26.1 25.230 9.7 6.5 4152.004 0.209 12.50 1.313 3.67 26.5 144.143 12.452 7.523 0.321 0.8 73.70 t (h) 0.65 1.4 3544.25 0.075 25.61 25.6 6.98 0.18 raiz t 0.2 -144.8 6.2 temp/Eh pH temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 51.8 -159.00 0.36 26.60 1.013 -4.471 12.000 1.076 -2.000 1.29 26 6.162 4.00 126.866 17.950 0.970 0.6 1 2 4 6 10 24 Eh -76.000 15.67 3.963 0.778 1.746 0.899 log t -1.8 81.9 25.38 ln t -3 -2.05 1 2 3 4 5 6 7 8 9 (h) 0 0.8 6.224 0.3 5.9 1596.814 2.057 0.901 194.000 1.00 0.457 Elovich Parabólica Potência C0-C qA/qe ln qA 0.525 0.4 6.8 26.5 -79.3 5.004 1.0 -207.8 6.1 temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 407.734 -2.6 -276.414 Elovich Parabólica Potência C0-C qB/qe ln qB 0.000 7.3 25.988 Z 1/qA #DIV/0! 0.079 1.36 25.978 1.767 101.8 25.5 111.4 2.61 24.CONDIÇÃO REDUZIDA: -200 mV Data: 23/11/2009 P adic (μg/L) = 1549 Adição 2 P adic (μmol/L) = 50 t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 -260.00 0.139 0.042 0.865 476.051 0.9 26.5 6.215 0.456 ordem zero 1a ordem 2a ordem C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 1.9 23.846 0.9 6.65 26.00 0.523 -0.719 18.159 0.8 26.566 Reator B qB (μmol/g) 0.688 5.3 -123.000 0.5 0 0.011 -4.3 0.33 25 52.1 25.548 0.301 0.019 -3.155 -1.572 0.3 3.301 0.009 198.069 0.37 26.69 1.9 5.869 47.70 26.00 0.045 -3.13 26.781 0.054 0.253 7.67 1.983 17.548 0.998 1.563 0.532 92.074 0.1 21.61 24.768 0.013 1.63 0.932 1.866 0.006 0.23 1.414 2.68 t (h) 0.57 24.414 2.3 -1.749 0.00 132.301 -1.4 4096.714 198.2 2420.571 382.7 6.29 25.30 0.078 0.00 0.414 2.251 -1.715 ordem zero 1a ordem 2a ordem C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 1.019 0.32 1.97 1.3 0.010 -4.28 26.81 0.6 100.9 7.000 0.69 25.51 24.7 6.406 30.78 26 6.7 6.9 125.1 -87.2 -22.078 0.00 163.9 -265.6 1 2 4 6 10 24 Eh -25.95 1.6 25.000 0.3 5.58 0.064 1.39 1.422 30.5 60.007 -4.26 26.5 -146.860 1.24 24.00 135.8 6.407 0.000 -0.919 -0.775 1.68 25.544 0.000 0.06 0.537 93.6 5576.62 23.96 25.7 6.00 32.323 3.8 18.033 -3.1 7.576 50.978 -0.3 0.13 26.000 #NÚM! 100.6 25.022 -3.778 1.6 6.00 1.00 7.251 -1.79 2.096 -2.8 -245.000 0.1 3928.4 CONDIÇÃO REDUZIDA: -100 mV Data: 27/11/08 P adic (μg/L) = 18222 Adição 6 P adic (μmol/L) = 600 t Eh temp/Eh pH temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 0 31.970 2.702 40.008 -4.302 184.5 0 0.7 46.947 2.952 2.5 -274.854 2.61 26.357 7.265 ordem zero 1a ordem 2a ordem C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 1.9 -146.1 6.899 log t -1.8 23.000 2.627 367.981 198.8 6.000 3.162 4.7 26.000 0.540 344.3 316.9 26 67.3 5.9 -130.031 25.999 0.00 71.875 0.435 48.6 26 245.1 68.88 25.00 85.8 53.011 -4.164 8.534 0.5 -202.6 1 2 4 6 10 24 Eh -251.161 0.962 0.805 16.4 1012.316 0.97 0.0 26.302 3.048 -3.00 1.2 -159.97 26 6.8 5064.62 24.626 1.216 0.1 5.1 78.2 6.983 17.048 -3.038 20.83 25 253.134 EXPERIMENTO 7 .180 -1.4 3920.419 7.67 2.53 26.00 3.530 0.1 51.3 25.1 -153.1 -34.932 0.988 1.21 0.842 0.168 13.000 1.387 29.46 1.4 6.031 1.039 -3.649 50.3 96.464 31.548 0.9 27.3 -249.1 6.32 26.059 0.041 56.974 144.83 1.990 146.903 -0.602 0.50 1.4 -152.91 26.45 25.002 -6.7 25.8 -208.33 7.8 43.91 23.94 25.5 temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 102.1 -149.83 3.99 25.439 84.7 25.031 -3.402 13.602 0.913 500.09 25.79 2.46 24.00 54.53 26.999 2.409 0.33 1.271 EXPERIMENTO 7 .4 -70.86 25.265 Reator B qB (μmol/g) 0.39 1.860 18.1 6.58 26.7 95.000 1.865 473.9 -274.24 24.200 101.3 1.129 -2.SISTEMA SALTO (RS) EXPERIMENTO 7 .607 4.000 1.3 6.6 26.478 32.3 3.18 0.71 26.140 0.2 38.721 3.000 0.9 7.369 0.955 0.076 0.380 Reator A ordem zero 1a ordem 2a ordem Elovich Parabólica Potência qA (μmol/g) C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) C0-C qA/qe ln qA 0.5 26.69 1.28 24.00 6.588 49.1 0.1 25.263 193.00 0.9 6.928 50.33 0.5 2752.9 6.536 34.559 48.147 -1.899 log t -1.CONDIÇÃO REDUZIDA: -200 mV Data: 26/11/08 P adic (μg/L) = 12388 Adição 5 P adic (μmol/L) = 400 t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 -159.192 -1.CONDIÇÃO REDUZIDA: -200 mV Data: 27/11/08 P adic (μg/L) = 18222 Adição 6 P adic (μmol/L) = 600 t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 -159.9 6.438 31.007 -4.3 6.9 50.05 0.947 2.00 158.000 0.5 -82.902 2.007 -4.033 -3.2 109.039 -3.9 6.000 0.67 0.019 2.082 0.724 41.880 2.935 1.927 521.137 0.01 0.1 0.0 25.301 0.5 0 0.05 0.89 23.570 Z 1/qA #DIV/0! 0.196 1.077 0.8 18.05 26.05 1 2 3 4 5 6 7 8 9 (h) 0 0.006 -5.898 2.551 392.301 99.5 26.3 26.063 -2.583 193.54 27.6 26.52 25.062 0.806 122.297 13.398 4.994 1.327 3.269 0.9 23.724 101.082 0.8 21.9 -148.006 1.1 78.162 4.79 0.9 147.821 6.029 -3.75 26.970 0.382 3.000 1.180 0.08 0.1 5.32 0.71 0.83 26.919 2.535 347.66 26.4 -85.3 -276.2 -206.283 535.93 25.0 -260.673 Elovich Parabólica Potência C0-C qB/qe ln qB 0.00 1.9 437.00 3.080 EXPERIMENTO 7 .CONDIÇÃO REDUZIDA: -200 mV Reator A ordem zero 1a ordem 2a ordem qA (μmol/g) C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 0.00 0.997 2.995 1.825 492.000 1.00 52.495 199.195 0.270 0.016 -0.269 0.58 0.00 0.00 0.4 51.3 -139.37 26.7 7.19 1.000 2.000 -0.3 0.00 1.043 0.1 6.2 27.2 964.76 26.05 26.70 25.186 65.414 2.0 25.6 125.974 0.2 -0.05 25.05 1 2 3 4 5 6 7 8 9 (h) 0 0.94 t (h) 0.548 0.83 1.9 20.4 6.4 5.4 23.246 25.00 180.999 1.2 6.3 temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 200.070 -2.1 6.70 25.837 0.000 1.67 3.8 -27.755 0.735 0.57 1.042 27.48 26.011 2.622 51.660 14.16 26 6.0 25.2 -0.212 -1.27 0.555 12.39 1.34 0.000 1.5 53.00 78.42 25.7 26.778 1.510 12.883 0.CONDIÇÃO REDUZIDA: -200 mV Data: 22/11/08 P adic (μg/L) = 759 P adic (μmol/L) = 25 Adição 1 t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 -276.162 -1.020 -3.270 0.50 25.26 0.000 #NÚM! 328.147 0.8 26.67 0.73 23.2 -0.2 -263.775 1.000 1.380 Reator A ordem zero 1a ordem 2a ordem qA (μmol/g) C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 0.79 2.543 0.449 3.310 3.00 5.804 44.523 -0.00 158.69 23.1 76.00 33.302 100.00 43.000 #NÚM! 328.775 1.549 0.3 5.60 1.205 -1.380 EXPERIMENTO 7 .026 -0.3 3.162 4.9 5.010 -4.753 99.533 1.821 0.67 26.209 -1.906 1.414 Elovich Parabólica Potência C0-C qB/qe ln qB 0.3 0.4 26.602 0.611 374.983 1.210 198.9 -253.096 -2.6 6.6 6.23 26.33 8.1 26 50.162 4.907 197.000 #NÚM! 47.926 ordem zero 1a ordem 2a ordem C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 1.124 25.00 88.5 1.000 1.5 -27.7 60.301 -1.345 10.989 19.000 1.063 1.990 7.00 18.382 3.019 -3.006 -5.073 0.553 34.6 1 2 4 6 10 24 Eh -273.33 2.33 1.2 6.87 0.3 35.089 17.000 0.1 -183.039 0.054 0.27 t (h) 0.2 35.763 464.73 23.625 20.078 14.1 7.289 100.224 0.078 0.43 25.75 25.7 58.39 1.1 0.7 6.108 -2.7 -178.555 0.00 4.650 5.214 -1.3 5.82 0.00 4.73 25.50 1.49 25.8 6.017 -4.945 0.3 -1.777 0.3 5.316 0.565 4.7 6.27 CONDIÇÃO REDUZIDA: -100 mV Data: 22/11/08 P adic (μg/L) = 759 Adição 1 P adic (μmol/L) = 25 t Eh temp/Eh pH temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 0 -274.4 26.065 0.67 0.0 6.18 raiz t 0.914 2.054 0.6 1 2 4 6 10 24 Eh -145.803 0.947 2.000 0.078 -2.054 Reator B qB (μmol/g) P_ads 0.9 -147.22 25.6 1 2 4 6 10 24 Eh -206.000 0.5 30.870 505.1 0.000 #NÚM! 6.314 99.5 14.75 26.97 25.540 14.24 24.22 1.9 31.4 6.17 2.00 97.50 1.7 6.918 6.1 6.02 27.050 -2.013 0.73 1.132 0.079 0.647 0.000 0.9 -255.711 3.014 -4.899 log t -1.87 1.67 1.4 4920.95 25 1476.023 -3.308 98.09 0.248 16.815 6.500 349.549 0.930 498.072 Reator B qB (μmol/g) 0.134 0.000 1.537 0.222 0.39 25.599 373.275 0.33 1.27 0.031 0.3 35.854 1.17 0.627 102.608 47.706 0.00 0.775 1.000 #NÚM! 50.380 Reator A ordem zero 1a ordem 2a ordem Elovich Parabólica Potência qA (μmol/g) C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) C0-C qA/qe ln qA 0.272 0.000 0.6 431.00 14.154 173.934 12.941 0.6 26.269 0.678 0.000 1.2 -149.8 26.984 1.362 18.1 6.4 -175.5 25.867 6.222 0.95 24.000 1.000 12.67 0.721 3.298 7.67 1.5 30.137 Reator B qB (μmol/g) 0.645 50.5 temp/Eh pH temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 26.067 158.17 1.002 -6.027 25.4 26.79 25.387 0.6 -264.4 6.316 0.59 t (h) 0.17 3.991 EXPERIMENTO 7 .072 1.178 0.3 3.903 495.50 2.8 6.39 1.920 Z 1/qA #DIV/0! 0.523 -0.1 25.079 0.1 -168.50 1.756 0.68 23.2 26.699 3.648 104.33 0.16 24.8 42.7 25.52 25.0 26.62 25.7 77.74 1.4 6344.87 23.4 -149.032 -3.011 -4.984 53.951 -0.5 25.53 26.000 0.324 -1.05 0.000 1.13 26.8 temp/Eh pH temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 201.14 24.57 1.983 529.020 -3.892 48.264 -1.0 -270.784 0.48 25.22 1.910 2.051 25.0 -129.795 0.05 0.72 26.800 0.078 0.224 0.17 0.886 1.138 0.CONDIÇÃO REDUZIDA: -100 mV Reator B qB (μmol/g) 0.677 385.057 -2.988 200.9 -108.314 99.000 16.417 100.053 1.545 340.008 0.079 0.903 1.024 -3.138 23.3 0.040 1.9 -136.9 27.954 -0.222 0.5 25.03 0.981 1.7 6.83 0.5 25.000 #NÚM! 438.8 182.221 0.029 -3.000 2.68 CONDIÇÃO REDUZIDA: -100 mV Data: 26/11/08 P adic (μg/L) = 12388 Adição 5 P adic (μmol/L) = 400 t Eh temp/Eh pH temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 0 -27.48 26.000 1.532 EXPERIMENTO 7 .9 25.33 0.139 -1.027 1.082 27.928 2.1 6.16 24.00 62.12 25.00 0.009 Z 1/qB #DIV/0! 0.000 1.648 104.2 6.8 6.4 6.6 -193.6 135.7 24.7 47.21 26.3 0.5 6.070 EXPERIMENTO 7 .5 103.84 1.265 0.3 21.4 54.0 120.947 -0.83 1.5 -148.775 1.054 0.033 -3.323 27.000 -0.05 1.182 0.977 559.862 1.018 -4.990 0.86 25.70 ln t -3 -2.7 7.8 26.18 raiz t 0.8 15.3 6.740 19.9 -139.8 40.2 1948.9 58.00 66.536 100.32 1.86 25.602 0.982 1.3 -246.9 7.986 1.051 0.916 497.933 0.3 3.030 56.1 temp/Eh pH temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 618.57 24.005 -5.788 455.000 0.458 31.88 0.784 2.342 0.000 0.5 6.419 0.9 26.00 16.000 0.63 1.904 Elovich Parabólica Potência C0-C qB/qe ln qB 0.7 15.50 2.88 25.04 0.00 59.778 1.6 1 2 4 6 10 24 Eh -141.921 7.7 6.

919 0.00 5.00 0.073 0.834 1.088 10.434 11.014 27.6 8640.815 13.6 5.5 5.3 0.5 55.58 208 25.16 150 24.87 t (h) 0.979 53.7 25.026 0.8 81.5 4650.906 2.9 153.178 raiz t 0.044 EXPERIMENTO 8 .0 89.000 3.6 353.721 27.7 93.28 256 26.079 0.9 10.57 24.899 log t -1.792 2.3 ln t -2.884 0.000 1.090 0.37 1.012 26.917 0.053 -2.00 0.000 1.5 8.46 24.048 -3.36 25.361 8.00 0.61 0.000 1.979 0.224 0.196 0.7 181.3 25.940 51.387 28.1 5.8 24.4 61.2 8960.6 5.066 0.77 0.996 -2.5 23.217 -1.826 1.5 24.409 -0.6 1 2 4 6 10 24 Eh 254 275 313 344 370 348 372 347 226 temp/Eh pH 25.301 -1.906 2.5 24.029 0.712 Z 1/qB #DIV/0! 0.187 3.000 1.7 24.714 0.3 25.2 5213.414 2.21 151 24.33 2.4 5.000 0.957 1.541 0.0 342.0 25.917 2.011 0.220 -1.42 25.146 314.591 1.141 30.3 0.9 5.1 10100.54 1.7 5.000 1.1 187.126 -2.0 24.0 39.644 1.05 1 2 3 4 5 6 7 8 9 (h) 0 0.792 2.36 0.269 0.51 24.52 0.972 0.029 0.42 temp/pH B (μ g/L) B (μmol/L) 201.2 5.43 217 25.169 97.528 0.21 CONDIÇÃO OXIDADA: +300 mV P adic (μ g/L) = Data: 04/12/2008 3097 Adição 3 100 P adic ( μmol/L) = t Eh temp/Eh pH temp/pH B (μ g/L) B (μmol/L) 0 221.204 -0.268 Reator B qB (μ mol/g) 0.094 273.0 133.49 25.255 0.979 13.860 1.91 196 25.28 0.482 1.000 0.455 -0.0 78.67 1.524 0.009 -4.5 24.7 7.669 1.6 5.6 68.786 2.975 1.386 1.085 0.000 0.964 1.32 5.874 51.301 0.000 1.027 0.33 3.63 24.520 352.763 5.53 202 24.42 26 120.763 2.576 3.09 0.276 0.2 5626.00 0.316 280.7 41.48 5.592 30.1 5.000 #NÚM! 109.64 155 24.4 ln t -2.2 5533.33 5.000 0.307 0.092 0.088 -2.303 -1.511 0 0.6 24.982 1.592 0.996 0.369 -0.2 25.58 23.915 0.048 0.00 1.CONDIÇÃO OXIDADA: +200 mV P adic (μ g/L) = Data: 04/12/2008 3097 Adição 3 100 P adic ( μmol/L) = t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μ g/L) A (μmol/L) 0 149.411 -0.4 t (h) 0.1 3880.548 0.481 -0.151 0.00 0.21 0.38 26.303 3.00 0.21 157 24.025 0.040 20.9 5.7 26.850 0.312 -1.227 3.51 5.46 temp/pH B (μ g/L) B (μmol/L) 27.698 2.959 0.987 0.083 0.67 5.46 CONDIÇÃO OXIDADA: +300 mV P adic (μ g/L) = 12388 Data: 06/12/2008 Adição 5 400 P adic ( μmol/L) = t Eh temp/Eh pH temp/pH B (μ g/L) B (μmol/L) 0 225 25.1 2770.26 5.44 25.000 #NÚM! 232.5 25.047 -3.67 4.645 50.49 5.0 119.46 25.3 10.3 201.370 10.037 -3.3 191.386 1.7 43.093 -2.829 0.30 1.48 0.514 11.472 -0.10 1.080 13.012 -4.8 136.331 285.204 -0.000 -0.0 23.200 Elovich Parabólica Potência C0-C qB/qe ln qB 0.693 1.560 95.988 6.86 0.466 Z 1/qB #DIV/0! 0.792 2.524 -0.7 5.41 temp/pH B (μ g/L) B (μmol/L) 102.18 t (h) 0.523 -0.0 137.025 -0.562 -0.3 140.529 9.541 0.335 -1.764 0.303 3.000 1.65 24.16 1.1 25.000 -0.602 0.6 5.33 3.297 27.171 0.7 55.000 9.061 -2.071 1.5 5.523 -0.246 0.301 -1.5 24.68 0.7 23.33 2.7 161.071 0.33 3.0 78.4 178.144 0.5 25.435 -0.392 3.SISTEMA SALTO (RS) EXPERIMENTO 8 .33 3.529 -0.841 5.019 -3.18 EXPERIMENTO 8 .6 1 2 4 6 10 24 Eh temp/Eh pH temp/pH A (μ g/L) A (μmol/L) 30.031 2.624 5.000 -0.260 -1.511 0.167 0.893 185.05 0.778 1.733 2.9 225.8 24.021 -3.4 7093.33 2.038 -3.67 5.0 416.972 1.971 1.8 26.2 24.622 1.718 0.41 0.511 0 0.8 24.8 24.33 0.119 0.9 9920.660 2.7 24.858 0.6 5.000 0.8 11120.643 13.52 24.796 0.778 1.7 11620.317 100.113 -2.693 1.313 100.602 0.956 1.000 1.947 1.0 7.000 0.606 1.CINÉTICA .224 0.548 0.954 52.093 0.172 -1.5 23.303 -1.4 5.000 0.488 1.000 1.881 2.918 193.013 1.00 0.086 0.09 157 25 5.18 0.235 Elovich Parabólica Potência C0-C qA/qe ln qA 0.1 5.0 15.2 53.29 5.21 0.742 ordem zero 1a ordem 2a ordem C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 1.061 -2.8 24.505 -0.6 3620.3 0.951 0.975 -0.43 temp/pH B (μ g/L) B (μmol/L) 407.449 3.33 1.584 0.932 0.000 2.301 97.986 1.317 Z 1/qA #DIV/0! 0.66 5.778 1.301 0.7 5.838 6.120 0.1 5.624 0.42 t (h) 0.056 0.7 5.097 0.008 -0.083 47.72 23.7 5.792 2.10 0.044 -3.000 0.67 2.8 5.7 15.5 5.178 raiz t 0.547 EXPERIMENTO 8 .8 5.694 Z 1/qA #DIV/0! 0.9 5.3 3700.59 100.4 24.33 0.000 0.33 1.41 26.951 1.4 25.4 25.7 5.7 5.0 370.8 2430.085 EXPERIMENTO 8 .775 1.35 25.CONDIÇÃO OXIDADA: +200 mV P adic (μ g/L) = Adição 2 1548.7 25.789 52.781 0.000 2.0 355.42 5.000 1.05 1 2 3 4 5 6 7 8 9 (h) 0 0.48 23.000 1.2 181.437 Elovich Parabólica Potência C0-C qB/qe ln qB 0.303 -1.994 1.3 0.047 0.0 278.7 2840.5 10.145 0.913 194.0 226.67 5.05 0.080 0.3 0.0 133.7 212.61 25 113.523 -0.36 0.162 4.42 23.380 EXPERIMENTO 8 .288 100.49 1.069 -2.1 5.568 2.39 5.204 -0.989 1.33 5.35 91.019 0.073 0.790 1.301 0.1 25.7 19.9 5.320 Z 1/qB #DIV/0! 0.000 0.000 -0.647 1.15 0.0 458.9 58.44 309 26.81 0.190 0.38 26.00 1.054 7.860 17.6 1 2 4 6 10 24 Eh 183.54 1.897 2.310 98.180 6.00 2.4 188.981 0.809 2.0 348.05 1 2 3 4 5 6 7 8 9 (h) 0 0.031 26.099 0.066 -2.8 5.52 23.9 5.710 2.855 0.90 0.38 5.523 -0.222 0.751 5.37 5.000 1.000 2.6 75.4 5.31 5.145 0.103 0.0 116.821 175.276 26.44 24.42 5.9 230.264 0.254 262.886 0.588 0.27 0.4 25.8 546.824 2.8 23.629 11.267 EXPERIMENTO 8 .708 0.840 2.314 100.449 3.695 14.25 Data: 02/11/2008 Adição 1 25 P adic ( μmol/L) = t Eh temp/Eh pH temp/pH B (μ g/L) B (μmol/L) 0 151 24.000 0.068 Reator B qB (μ mol/g) 0.816 6.1 25.071 0.050 0.544 12.89 0.073 0.4 26.033 0.31 201 24.27 96.9 340.7 11460.7 24.874 17.144 14.1 756.000 2.1 3940.7 110.18 95.414 2.638 6.779 0.314 277.763 2.64 t (h) 0.5 75.73 0.1 24.661 1.7 5.5 208.475 0.89 1.222 0.00 0.59 1.301 0.69 1.67 15.9 25.018 27.6 75.000 1.5 264.222 0.655 5.095 -2.774 0.067 0.899 log t -1.18 232 24.057 -2.103 0.6 530.410 -0.41 23.112 0.122 1.41 24.380 Elovich Parabólica Potência C0-C qB/qe ln qB 0.019 -3.000 2.380 Reator A ordem zero 1a ordem 2a ordem qA (μ mol/g) C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 0.7 5.1 26.805 7.33 200 25.830 0.243 0.4 5.00 1.9 25.049 -3.550 0.9 48.0 24.8 9800.22 0.414 2.1 24.93 23.586 3.82 1.432 Elovich Parabólica Potência C0-C qA/qe ln qA 0.05 0.038 -3.9 304.70 0.311 0.85 0.885 6.872 179.619 Z 1/qA #DIV/0! 0.073 7.6 1 2 4 6 10 24 Eh temp/Eh pH temp/pH A (μ g/L) A (μmol/L) 53.120 22.000 2.602 0.5 23.46 197 24.02 1.65 24.197 24.861 2.46 24.61 24.222 0.924 1.4 24.796 16.293 73.75 0.08 1.3 25.889 2.268 0.217 3.01 CONDIÇÃO OXIDADA: +300 mV P adic (μ g/L) = 1548.66 24.000 2.3 24.1 5.7 181.56 1.00 3.75 0.061 -2.415 0.8 24.380 Reator A ordem zero 1a ordem 2a ordem qA (μ mol/g) C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 0.6 1 2 4 6 10 24 Eh temp/Eh pH temp/pH A (μ g/L) A (μmol/L) 410.560 95.062 21.33 3.67 114.31 1.688 3.105 0.00 0.33 25.446 -0.998 2.969 1.7 5.36 5.000 1.410 -0.162 4.6 24.7 24.929 1.3 26.35 26.778 1.843 46.28 0.386 1.4 481.33 0.8 68.31 25.268 0.103 0.000 1.044 -3.6 1 2 4 6 10 24 Eh temp/Eh pH temp/pH A (μ g/L) A (μmol/L) 103.000 2.000 1.6 5.1 0.41 0.0 26.06 0.128 -2.6 237 257.3 168.2 25.3 0.97 24.517 49.9 230.303 3.154 0.804 0.8 5.0 106.000 0.00 0.499 6.5 26.3 10.078 1.06 23.071 1.228 167.1 5.904 0.838 0.511 0 0.000 3.7 98.757 2.602 49.274 98.843 12.860 1.85 0.42 5.000 8.49 24.956 1.077 0.9 25.1 686.993 1.3 25.072 0.8 2430.537 373.1 51.67 0.708 10.3 0.000 3.3 5.028 0.00 3.275 0.88 185 24.7 93.42 25.33 3.118 13.32 97.86 1.978 0.222 0.39 5.000 0.182 24.387 28.0 145.38 5.8 26.316 0.1 1353.272 0.7 9800.303 3.973 0.421 332.970 0.67 2.129 0.88 84.471 323.734 0.2 0.959 Z 1/qA #DIV/0! 0.524 0.952 0.93 0.449 3.8 12900.576 1.276 6.014 0.49 5.7 10780.596 0.133 22.00 1.1 151 237 temp/Eh pH 24.4 1.99 1.46 25.958 ordem zero 1a ordem 2a ordem C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 1.151 242.9 5.291 100.7 17.4 ln t -2.449 3.806 0.626 3.3 24.42 24.1 0.796 16.450 85.351 10.510 Z 1/qA #DIV/0! 0.3 5.000 2.075 0.5 24.035 1.41 5.019 -3.32 23.87 76.1 0.7 18.882 1.928 183.614 45.00 0.99 24.065 3.CONDIÇÃO OXIDADA: +200 mV P adic (μ g/L) = Data: 07/12/2008 18582 Adição 6 600 P adic ( μmol/L) = t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μ g/L) A (μmol/L) 0 185 24.5 2.000 1.569 358.162 0.41 5.0 316.5 24.4 26 476.000 -0.1 2770.408 0.12 0.639 11.4 5.882 2.4 25.410 0.972 Z 1/qB #DIV/0! 0.65 24.7 24.01 t (h) 0.975 Reator B qB (μ mol/g) 0.94 162 25.821 2.303 3.46 t (h) 0.311 10.8 5.121 -2.999 0.012 0.67 5.13 23.775 1.538 Reator B qB (μ mol/g) 0.693 1.272 319.8 24.0 166.483 335.763 6.188 257.7 24.067 -2.6 5.91 165 24.7 5.5 5.00 0.041 -3.8 24.089 1.081 Reator B qB (μ mol/g) 0.340 287.7 24.047 0.131 0.986 10.44 5.5 24.000 #NÚM! 1.688 Elovich Parabólica Potência C0-C qA/qe ln qA 0.934 0.6 24.386 1.940 3.280 0.01 146 24.064 -2.000 1.672 0.146 0.294 96.709 0.8 24.693 1.7 23.178 raiz t 0.809 2.7 22.06 214 24.7 24.69 1.921 1.47 24.6 1 2 4 6 10 24 Eh 221 226 238 260 377 382 391 341 225 temp/Eh pH 24.093 0.00 155 24.38 temp/pH B (μ g/L) B (μmol/L) 689.81 1.775 1.035 20.111 0.164 3.885 185.523 -0.000 1.3 5.293 0.28 5.303 3.3 1.059 ordem zero 1a ordem 2a ordem C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 1.514 341.996 1.4 5.5 35.97 1.174 -1.103 -2.33 4.78 23.152 0.0 316.346 3.025 Z 1/qA #DIV/0! 0.933 18.085 -2.380 Reator A ordem zero 1a ordem 2a ordem qA (μ mol/g) C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 0.676 14.0 289.00 2.0 34.4 4260.9 temp/Eh pH 24.124 240.1 0.6 390.085 0.121 0.000 0.64 23.021 -3.1 26.276 0.1 0.00 0.24 0.026 -3.380 Reator A ordem zero 1a ordem 2a ordem qA (μ mol/g) C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 0.90 0.699 0.775 1.224 0.3 26.6 5.38 112.45 5.000 1.800 2.910 12.204 -0.34 5.18 1.1 24.3 0.775 1.461 0.788 1.3 5.6 1 2 4 6 10 24 Eh temp/Eh pH temp/pH A (μ g/L) A (μmol/L) 202.5 25.665 39.636 1.66 24.43 0.932 0.057 -2.9 5.495 32.561 1.934 182.2 490.450 11.116 0.000 1.573 1.114 1.071 1.036 -3.602 0.414 2.8 163.471 333.763 2.8 24.9 340.848 1.891 2.031 1.683 1.6 24.792 2.40 ln t -2.548 0.8 25.2 25.000 0.96 0.8 11020.257 3.7 5.0 221.301 -1.98 1.51 1.3 5.412 0.67 191 25.7 138.301 -1.063 5.399 29.316 0.000 -0.4 5.87 196 25.41 5.1 5.602 0.554 0.67 4.00 0.075 0.195 219.899 log t -1.8 76.973 1.1 24.00 4.162 4.996 -2.8 24.58 0.2 24.330 99.802 0.899 log t -1.274 0.468 49.773 2.00 0.648 3.2 25.000 #NÚM! 47.776 0.87 23.710 0.78 183.937 0.068 25.CONDIÇÃO OXIDADA: +300 mV P adic (μ g/L) = 774.316 101.33 1.4 t (h) 0.607 8.43 23.00 0.8 68.27 246 26.61 159.178 8.5 5.267 100.206 9.058 0.62 24.95 189 25.075 25.730 2.553 11.053 -2.836 2.25 24.48 1.834 0.037 -3.8 5.000 1.3 0.6 1 2 4 6 10 24 Eh 151 157.448 3.5 5.714 15.303 -1.3 803.269 0.545 0.942 29.3 5.516 4.489 0.925 186.000 0.139 0.144 10.0 125.8 24.8 5.3 25.88 25.70 0.8 23.775 1.822 2.2 23.28 5.261 26.910 0.380 Reator A ordem zero 1a ordem 2a ordem Elovich Parabólica Potência qA (μ mol/g) C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) C0-C qA/qe ln qA 0.7 24.6 2.358 293.35 1.5 Adição 2 Data: 03/12/2008 50 P adic ( μmol/L) = t Eh temp/Eh pH temp/pH B (μ g/L) B (μmol/L) 0 178.8 26.91 285 25.682 1.3 5933.5 26.043 Z 1/qB #DIV/0! 1.795 6.48 139.113 8.559 0.823 176.87 23.21 t (h) 0.000 0.5 5.32 139.975 191.131 0.110 -2.792 2.4 t (h) 0.084 0.305 -1.8 11000.3 0.147 0.012 -0.43 0.000 1.966 0.843 46.000 0.000 0.614 -0.43 temp/pH B (μ g/L) B (μmol/L) 51.6 24.4 23.676 1.667 14.693 1.050 0.8 160.8 14200.345 14.33 4.00 2.24 24.101 0.693 1.81 1.790 166.544 -0.873 6.000 1.516 -0.000 0.29 24.657 0.5 201 25.162 0.000 #NÚM! 1.0 321.426 -0.7 24.8 3406.967 1.012 -4.3 100.44 23.884 2.997 1.286 0.2 333.127 3.440 8.4 26.94 0.983 1.996 -2.050 48.9 1230.720 3.282 0.110 0.53 25.386 1.561 45.265 0.548 0.996 -2.273 273.581 50.6 5.178 raiz t 0.42 23.30 0.000 -0.204 -0.000 2.010 -4.930 0.573 0.123 1.357 -1.559 0.778 1.7 25.316 0.7 90.67 1.95 0.41 101.285 -1.9 24.76 t (h) 0.00 0.5 5.888 225.54 25.000 0.2 80.05 1 2 3 4 5 6 7 9 10 (h) 0 0.61 1.752 1.29 5.27 24.000 8.34 25.314 27.466 -0.0 375.288 98.884 0.8 24.531 48.05 0.511 0 0.39 278 26.562 Elovich Parabólica Potência C0-C qB/qe ln qB 0.512 0.000 1.000 1.016 1.5 5.504 0.461 7.000 0.646 1.000 0.0 326.969 -0.937 51.000 0.46 0.6 121.11 0.17 0.7 55.7 5.9 24.123 1.056 -2.41 5.328 -1.27 1.82 0.387 303.656 2.41 5.03 245 26.46 5.459 -0.093 28.402 157.35 5.523 -0.7 5.7 24.275 0.564 0.1 5.074 0.45 23.67 3.5 236.44 23.7 26.8 5.449 3.7 5.141 Reator B qB (μ mol/g) 0.787 Elovich Parabólica Potência C0-C qA/qe ln qA 0.02 23.095 0.0 89.38 5.7 4120.33 1.832 2.4 4140.44 5.9 164.8 10620.11 234 25.1 76.779 2.2 5.67 0.283 97.0 91.50 23.367 317.2 333.014 0.000 #NÚM! 178.42 ln t -2.7 58.531 0.000 1.42 24.000 #NÚM! 261.178 raiz t 0.987 1.303 -1.12 341 25.2 5160.905 2.665 11.598 367.78 ln t -2.000 0.976 1.148 0.386 1.701 0.000 0.938 0.23 0.450 0.8 temp/Eh pH 24.38 0.52 1.469 11.890 11.118 0.592 0.152 -1.17 159 24.807 3.3 24.608 1.606 3.602 0.585 362.6 1070.668 399.408 1.908 0.511 0 0.000 1.069 -2.505 -0.35 25.099 0.5 24.894 2.33 0.827 0.293 -1.454 319.624 15.730 3.928 0.4 23.CONDIÇÃO OXIDADA: +200 mV P adic (μ g/L) = Data: 05/12/2008 6194 Adição 4 200 P adic ( μmol/L) = t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μ g/L) A (μmol/L) 0 159 24.626 362.76 CONDIÇÃO OXIDADA: +300 mV P adic (μ g/L) = Data: 05/12/2008 6194 Adição 4 200 P adic ( μmol/L) = t Eh temp/Eh pH temp/pH B (μ g/L) B (μmol/L) 0 217 24.017 -4.378 10.301 -1.946 19.39 5.299 8.4 25.1 3310.009 -4.00 1.138 6.9 24.51 1.413 0.9 1086.4 156.6 23.56 24.290 102.3 178.7 5.179 0.571 0.088 -2.647 1.3 8760.801 16.0 282.76 0.6 CONDIÇÃO OXIDADA: +300 mV P adic (μ g/L) = 18582 Data: 07/12/2008 Adição 6 600 P adic ( μmol/L) = t Eh temp/Eh pH temp/pH B (μ g/L) B (μmol/L) 0 226 24.632 49.537 -0.81 1.05 0.915 0.26 0.4 181.000 6.996 -2.2 26.89 239 26.103 0.1 5.7 5.279 10.3 43.46 24.78 t (h) 0.45 25.178 raiz t 0.914 2.000 #NÚM! 86.184 ordem zero 1a ordem 2a ordem C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 1.892 0.5 28.9 24.636 3.566 1.076 -2.710 15.035 25.033 -3.7 24.094 2.303 -1.67 1.3 0.88 0.010 -4.203 0.000 4.55 247 25.7 5.162 4.301 -1.56 0.065 1.270 0.40 1.438 0.000 0.03 0.8 106.01 0.49 0.15 0.7 98.51 24.014 26.6 1 2 4 6 10 24 Md_B8 max min var INICIAL FINAL Eh 258 289 329 350 368 380 351 37.43 23.069 0.280 26.0 127.919 9.CONDIÇÃO OXIDADA: +200 mV CONDIÇÃO OXIDADA: +300 mV Reator A ordem zero 1a ordem 2a ordem Elovich Parabólica Potência qA (μ mol/g) C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) C0-C qA/qe ln qA 0.6 1 2 4 6 10 24 Eh 222 234 236 250 289 360 342 283 217 temp/Eh pH 24.3 229.191 -1.528 4.1 0.55 23.25 Adição 1 25 P adic ( μmol/L) = t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μ g/L) A (μmol/L) 0 76.98 174.0 150.4 15.548 0.324 -1.52 24.316 0.00 2.751 2.356 12.CONDIÇÃO OXIDADA: +200 mV P adic (μ g/L) = Data: 06/12/2008 12388 Adição 5 400 P adic ( μmol/L) = t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μ g/L) A (μmol/L) 0 182 25.4 24.414 2.3 0.0 359.615 1.014 -4.0 355.6 221.000 1.5 5.899 log t -1.66 106.222 0.000 1.47 5.67 6.46 23.979 0.096 0.859 2.899 log t -1.64 182 25.7 217.612 406.830 12.3 0.5 31.813 1.632 102.765 161.21 0.892 2.59 25.153 0.88 134.462 31.6 81.066 .020 0.665 -0.25 5.582 48.162 4.596 389.808 2.863 0.892 2.05 0.38 5.531 49.7 24.410 0.050 7.300 27.31 293 26.745 15.974 2.05 1 2 3 4 5 6 7 9 10 (h) 0 0.5 Data: 03/12/2008 50 P adic ( μmol/L) = t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μ g/L) A (μmol/L) 0 97.93 0.33 1.777 ordem zero 1a ordem 2a ordem C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 1.466 -0.3 63.496 7.5 24.000 1.33 1.129 -2.3 2.030 -3.603 Z 1/qB #DIV/0! 0.8 11.993 19.089 0.474 -0.76 185 25.000 1.876 177.041 0.449 3.428 0.000 0.45 5.6 1 2 4 6 10 24 Md_A8 max min var INICIAL FINAL Eh temp/Eh pH temp/pH A (μ g/L) A (μmol/L) 678.0 7.67 3.955 0.6 596.0 320.747 2.224 0.445 0.048 -3.6 5.778 1.56 1.9 25 25.031 -3.139 10.079 -2.9 25.000 #NÚM! 92.548 0.099 -2.609 1.46 26.8 5.04 136.000 #NÚM! 230.12 0.7 35.70 0.000 1.0 25.8 45.45 25 803.787 2.316 0.729 0.9 24.75 0.39 0.67 7.44 5.050 -2.028 -3.008 20.91 0.699 109.840 2.544 -0.609 0.000 0.301 0.094 0.9 30.5 25.247 0.8 5.7 37.029 -0.435 11.61 24.5 10120.28 0.43 5.038 -3.98 1.000 1.67 1.0 326.27 23.39 5.139 EXPERIMENTO 8 .548 0.724 112.7 43.31 25.224 0.466 -0.042 -3.84 0.068 -2.4 5.162 4.1 2.091 0.489 12.31 0.05 1 2 3 4 5 6 7 9 10 (h) 0 0.2 24.123 0.9 5.086 59.7 24.301 0.316 0.224 0.000 #NÚM! 26.568 35.14 0.4 175.4 9960.081 0.0 24.274 9.996 -2.905 1.873 1.000 #NÚM! 95.083 -2.0 17.414 2.010 -4.29 24.1 5.7 5.2 24.870 17.CONDIÇÃO OXIDADA: +200 mV P adic (μ g/L) = Data: 02/11/2008 774.05 0.5 5.43 26.000 1.44 1.734 0.00 2.000 1.6 4500.4 25.67 2.575 13.277 0.37 26.700 1.4 24.455 0.555 Elovich Parabólica Potência C0-C qB/qe ln qB 0.55 0.828 ordem zero 1a ordem 2a ordem C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 1 0.9 10.7 108.5 23.6 76.600 3.432 13.6 5.942 51.592 30.936 30.6 58.197 -1.632 0.34 0.8 131.117 0.206 0.114 3.406 81.119 Elovich Parabólica Potência C0-C qB/qe ln qB 0.852 2.00 1.585 0.151 0.23 149.204 -0.4 189.41 5.4 50.086 -2.57 25.000 0.7 24.525 0.87 0.596 0.884 0.

000 0.316 0.380 Reator A qA (μmol/g) 0.792 2.00 5186.47 298.3 25.CONDIÇÃO OXIDADA: +300 mV P adic ( μg/L) = 12388 Data: 06/12/2008 400 Adição 5 P adic ( μmol/L) = t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 496.055 1.33 5760.6 1 2 4 6 7 10 24 Eh 506 488.511 0.301 -1.693 1.49 144.1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 (h) 0.347 2.024 0.224 0.45 2.449 3.526 13.7 25.4 26.3 393.4 25.22 93.421 2.8 506.414 2.22 5.682 12.0 A (μmol/L) 674.511 0.303 -1.80 ln t -2.17 5.69 2.480 3.33 12.000 2.21 268.169 0.918 18.604 3.204 -0.72 1.91 ln t -2.6 1 2 4 6 10 24 Eh 373.511 0.958 0.730 -2.000 2.4 pH 5.7 27.014 1.75 340.163 0.055 0.00 1660.3 25.47 159.000 1.000 0.18 4.097 1.941 0.380 Reator A qA (μmol/g) 0.24 5.50 12.965 0.604 3.002 1.775 -1.50 372.000 Potência ln qA #NÚM! 1.081 -0.721 -1.7 26.204 -0.511 0.848 1.27 5.52 187.29 5.687 -0.511 ordem zero C/C0 1.996 -2.33 33.387 0.602 0.5 25 25.976 0.380 Reator A qA (μmol/g) 0.946 2.612 14.294 1.3 26.44 5.818 4.449 ordem zero C/C0 1.9 367.584 2.3 26.977 -3.204 -0.CONDIÇÃO OXIDADA: +300 mV P adic ( μg/L) = 3097 Data: 04/12/2008 100 Adição 3 P adic ( μmol/L) = t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 309.301 0.203 16.000 2.303 3.5 28 27.883 13.914 0.128 2.223 6.338 -2.899 log t -1.397 9.31 t (h) 0.2 temp/Eh 24.005 7.000 4.00 83.453 3.2 26.5 temp/Eh 26.592 5.32 5.5 24.25 5.45 97.051 0.204 -0.996 -2.35 49.32 25.076 0.4 26 26 26.279 14.280 Z 1/qA #DIV/0! 0.081 0.097 Z 1/qA #DIV/0! 1.4 27 27.31 2.00 56.182 1a ordem ln (C/C0) 0.693 1.532 18.52 ln t -2.548 0.422 1a ordem ln (C/C0) 0.448 0.602 0.224 0.26 5.23 339.648 Elovich C0-C 0.916 1.35 5.091 0.000 -0.000 11.884 -1.044 1a ordem ln (C/C0) 0.282 -1.08 1.83 1.012 1.6 27.33 45.722 1.22 50.861 18.67 533.000 0.5 26.922 0.3 280.2 26.8 25.5 25.00 A (μmol/L) 412.000 0.548 0.545 -0.000 1.000 0.380 Reator A qA (μmol/g) 0.05 0.949 -0.8 25.000 2.22 5.344 0.686 6.33 40.004 1.178 raiz t 0.67 1133.693 1.5 26.523 -0.700 -0.72 51.70 ln t -2.055 31.547 0.33 2320.00 33.3 0.044 1.987 2.205 12.108 ordem zero C/C0 1.03 159.8 363 temp/Eh 25.044 1.749 0.5 25.084 0.13 5.031 0.795 0.764 -2.179 0.000 0.77 36.00 47.096 0.25 5.5 309.523 -0.778 1.33 4.482 -2.506 3.67 4040.45 1.11 17.170 3.523 -0.581 -2.000 0.449 3.3 27.1 26.893 -3.8 446.67 50.439 0.3 25.8 pH 5.000 0.547 -0.775 1.33 226.445 -1.301 -1.6 529.67 238.110 0.1 385.219 0.980 1.101 0.144 0.227 0.277 0.408 1.301 0.1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 (h) 0.0 418.36 3.611 2.033 13.7 25.1 2320.7 303.1 196.68 335.05 0.011 15.068 1.449 3.488 -2.32 temp/pH A (μg/L) 25.178 raiz t 0.6 1 2 4 6 10 24 Eh 149 151.513 0.23 temp/pH A (μg/L) 24.534 2.3 0.1 0.222 0.303 3.899 log t -1.36 5.648 3.111 0.00 24.316 0.014 2.204 -0.9 25.4 378.15 Parabólica qA/qe 0.717 0.971 9.316 0.055 40.27 3.899 log t -1.000 1.055 0.7 26.52 49.859 2.70 t (h) 0.579 0.865 0.085 0.8 27.910 3.548 0.91 t (h) 0.018 13.3 0.80 t (h) 0.120 1.54 4.602 0.833 0.3 26.734 12.101 EXPERIMENTO 9 .000 1.5 25.602 0.386 1.646 0.8 5.000 0.650 0.0 8820.25 5.9 71.1 7413.2 5.6 26 715.27 5.11 51.472 0.000 1.650 0.222 0.996 -2.156 0.63 94.1 0.13 Parabólica qA/qe 0.33 106.10 180.646 3.1 27.33 480.792 2.5 169.541 0.51 51.00 1386.4 24.30 74.059 1.2 25.1 480.26 5.40 337.0 149.000 -2.049 0.23 5.63 t (h) 0.523 -0.583 12.000 0.25 5.000 2.1 518 523.54 335.70 25.043 -0.9 461.602 0.876 0.278 EXPERIMENTO 9 .CINÉTICA .222 0.7 387.792 2.000 1.000 1.00 3013.532 2.1 25.93 Parabólica qA/qe 0.083 0.4 449.607 13.000 -1.511 0.178 raiz t 0.522 0.151 9.380 CONDIÇÃO OXIDADA: + 400 mV Reator A qA (μmol/g) 0.958 0.8 25.22 5.079 0.303 -1.055 1.67 5280.236 0.618 0.8 27.178 raiz t 0.301 -1.4 5.386 1.9 28.386 1.6 pH 5.548 0.094 1.565 0.303 -1.053 0.4 25.3 25.00 393.797 -0.91 390.404 11.05 0.00 78.040 1.2 25.458 2.580 0.000 0.9 26.775 1.245 0.778 1.440 19.620 0.000 Potência ln qA #NÚM! 1.285 0.00 5.278 2a ordem 1/(C/C0) 1.445 3.112 Elovich C0-C 0.087 5.3 24.464 2.316 0.316 0.342 23.053 0.6 163.2 473 496.902 -0.8 26.SISTEMA SALTO (RS) EXPERIMENTO 9 .32 temp/pH A (μg/L) 26 26.67 4946.316 0.086 0.8 24.944 11.161 0.570 5.7 25.054 -0.206 2.9 26.873 0.67 1.899 log t -1.301 -1.39 296.164 4.301 -1.916 1.7 26.062 1a ordem ln (C/C0) 0.2 25.2 temp/pH A (μg/L) 25.602 0.048 1.5 75.097 0.603 0.354 2.358 10.45 7.420 8.23 5.5 Data: 03/12/2008 50 Adição 2 P adic ( μmol/L) = t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 254.792 1.000 1.080 EXPERIMENTO 9 .41 189.598 ordem zero C/C0 1.761 Elovich C0-Ct 0.018 2.3 5.42 302.6 24.538 0.082 9.222 0.414 2.64 2.00 110.25 315.0 28.0 9860.67 ln t -2.947 1.055 1.0 10520.72 51.9 26.548 0.5 159.282 1.52 5.539 0.99 167.000 0.19 5.000 -0.102 1a ordem ln (C/C0) 0.000 0.909 -3.7 559.000 -0.787 0.2 25.1 25.52 378.150 0.528 EXPERIMENTO 9 .349 0.6 5.52 307.085 1.1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 (h) 0.449 3.1 0.786 -0.726 0.000 6.91 2.89 50.277 0.5 468.798 15.948 0.069 0.020 0.497 0.301 0.6 1 2 4 6 10 24 Md_A9 max min var INICIAL FINAL Eh 536.0 10380.625 2.00 268.00 284.6 25.303 3.000 0.724 2.6 26.957 0.141 EXPERIMENTO 9 .9 26.760 1.3 0.28 53.2 26 143.169 20.23 252.152 6.22 5.828 1.5 25.639 Z 1/qA #DIV/0! 0.076 0.912 0.380 Reator A qA (μmol/g) 0.020 22.693 1.670 -2.31 98.960 0.303 -1.21 5.33 216.27 5.48 25.5 26.25 5.6 51.523 -0.2 pH 5.079 0.27 5.3 2920.859 0.6 544 552.370 Elovich C0-Ct 0.1 24.242 5.1 0.67 2.18 282.37 185.3 25.25 5.303 -1.247 1.527 Z 1/qA #DIV/0! 0.21 356.461 0.303 3.1 25.000 1.4 5.54 24.893 -3.466 -3.281 0.27 24.702 -0.152 -1.970 0.828 -2.CONDIÇÃO OXIDADA: +300 mV P adic ( μg/L) = 18582 Data: 07/12/2008 600 Adição 6 P adic ( μmol/L) = t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 533 25.3 25.000 Potência ln qA #NÚM! 1.5 24.8 25.622 49.778 0.778 1.33 51.548 0.0 9180.05 0.090 -0.5 5.29 1.5 25 5.79 ln t -2.2 567.42 1.6 488 491.099 0.1 1 2 3 4 5 6 7 9 10 (h) 0.640 2.000 1.233 2.23 5.751 -0.178 raiz t 0.5 5.340 -1.000 1.149 -3.00 45.065 0.1 26.70 318.0 9360.5 476.703 -2.5 86.4 27.70 239.66 8.79 Parabólica qA/qe 0.05 0.224 0.22 5.54 5.942 0.914 0.809 0.778 1.823 -0.985 1.863 2a ordem 1/(C/C0) 1.05 0.043 -0.989 1.7 26.13 97.2 pH 5.0 395.303 3.2 25.092 -0.899 log t -1.0 149.270 1.224 0.000 0.778 1.044 10.560 3.178 raiz t 0.007 1.000 1.828 1.996 -2.301 0.98 242.03 166.451 0.899 log t -1.975 0.67 A (μmol/L) 52.000 2.860 1.671 Z 1/qA #DIV/0! 0.12 Parabólica qA/qe 0.671 0.304 -2.369 8.803 -0.318 -2.076 0.511 0.928 16.7 12100.59 38.1 27 27 26.1 25.86 24.287 0.2 26.454 11.845 1.7 25.23 25.908 1.224 0.488 11.27 5.00 98.894 ordem zero C/C0 1.188 0.000 Potência ln qA #NÚM! 0.100 0.2 25.7 538.23 114.524 0.71 245.020 0.1 26.000 -0.883 0.976 0.8 25.311 8.934 -2.25 5.017 -2.000 -0.000 -0.2 5.00 173.1 0.072 0.475 -2.58 93.1 25.941 7.39 367.871 0.52 Parabólica qA/qe 0.4 27.34 151.00 A (μmol/L) 101.929 0.1 27 25.000 0.7 26.224 0.8 pH 5.9 487.8 25.52 130.139 -2.934 1.000 1.509 Elovich C0-Ct 0.61 1.982 0.7 24.032 1a ordem ln (C/C0) 0.162 4.3 0.303 3.26 5.13 191.067 0.3 25.8 533 temp/Eh 25.68 24.0 440.274 0.967 0.775 1.044 1.44 2.000 0.00 4466.37 339.775 1.921 6.5 24.204 -0.706 2a ordem 1/(C/C0) 1.961 Z 1/qA #DIV/0! 0.97 94.69 1.162 4.000 1.5 567 414.290 0.3 0.301 0.775 1.1 1 2 3 4 5 6 7 9 10 (h) 0.522 0.000 Potência ln qA #NÚM! -0.80 5.879 49.6 3.6 1 2 4 6 10 24 Eh 258.00 53.29 5.073 0.162 4.2 431.2 5.5 25.67 A (μmol/L) 27.049 -0.67 23.49 97.301 -1.33 86.0 9520.455 0.9 25 25.CONDIÇÃO OXIDADA: +300 mV P adic ( μg/L) = 1548.693 1.24 5.6 24.53 24.196 2.000 4.67 2.6 26.303 -1.1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 (h) 0.386 1.937 1.22 15.9 27 25.952 0.581 2.179 0.68 390.0 10360.1 27.798 10.519 2.58 2.9 24.9 342.00 81.000 -2.000 Potência ln qA #NÚM! 2.330 18.237 2.817 1.9 24.54 5.7 469.490 Elovich C0-C 0.414 2.861 3.414 2.67 90.67 3546.496 0.219 2.33 1193.25 5.277 2.043 0.007 1.803 14.900 -3.996 -2.60 44.59 25.676 -2.194 2.23 284.711 -3.778 1.3 temp/pH A (μg/L) 25.09 8.000 10.67 83.934 -2.211 14.297 2.00 74.301 0.000 0.455 2a ordem 1/(C/C0) 1.8 26.118 0.222 0.86 25.069 .000 1.70 7.059 0.575 0.423 -2.792 2.290 0.944 0.449 3.00 93.523 -0.000 10.402 2.406 0.7 398 416.143 0.000 0.413 0.27 temp/pH A (μg/L) 24.67 171.33 140.33 746.21 5.9 487.000 2.00 80.000 0.015 1.089 0.222 0.729 0.063 0.594 5.693 1.89 25.67 135.000 -0.071 0.568 0.1 0.414 2.051 1.323 32.414 2.955 1.449 2.08 1.5 3.2 5.9 25.262 0.792 2.28 5.463 -2.095 0.580 -2.25 5.012 1.0 254.900 1.255 1.058 -0.000 2.386 1.3 495.3 451.6 436.67 96.780 2a ordem 1/(C/C0) 1.29 5.614 0.12 5.33 261.1 25.000 -0.727 2.6 478.53 5.24 5.33 A (μmol/L) 204.416 12.62 24.8 495.162 4.CONDIÇÃO OXIDADA: +300 mV P adic ( μg/L) = 6194 Data: 05/12/2008 200 Adição 4 P adic ( μmol/L) = t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 363 26.000 0.000 0.85 168.000 0.3 24.1 0.000 -0.996 -2.051 -1.316 0.908 ordem zero C/C0 1.775 1.25 5.113 2a ordem 1/(C/C0) 1.CONDIÇÃO OXIDADA: +400 mV P adic ( μg/L) = 774 Data: 02/11/2008 Adição 1 25 P adic ( μmol/L) = t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 149.162 4.6 1 2 4 6 10 24 Eh 319.162 4.9 26.000 0.386 1.3 25.107 0.4 494.119 0.5 567 temp/Eh 25.503 0.856 1.67 t (h) 0.16 334.72 170.000 1.836 0.520 -1.3 temp/Eh 25 25.237 1.25 5.239 1.

192 1.00 28.44 8.05 1 2 3 4 5 6 7 8 9 (h) 0 0.000 1.4 -126.39 6.0 27.75 1.987 1.9 90.2 25.783 0.731 1.2 temp/Eh 27.6 pH 6.3 726.952 0.778 1.503 -0.75 ln t -2.18 6.3 593.0 -100.81 1.472 2.498 0.614 5.9 54.50 29.0 102.7 28.9 1.414 2.8 29.3619 Elovich Parabólica Potência C0-C qB/qe ln qA 0.29 85.000 #NÚM! #DIV/0! 63.195 22.0 8450.4177 78.7153 Elovich Parabólica Potência Z C0-C qB/qe ln qA 1/qA 0.6 49.737 15.08 31.8 51.019 0.077 -2.80 19.998 0.179 1.6 28 28.064 Reator B qB (μmol/g) 0.859 2.558 12.2 147.7 B (μg/L) 1373.0 pH 6.303 1.000 0.9 27.000 0.1 0.148 -1.7 31.004 20.6 31.429 -0.59 t (h) 0.059 -0.74 5.60 -102.1043 0.3283 0.160 -1.775 1.088 8.161 -1.162 4.65 6.248 0.303 -1.75 29.4538 7.030 -3.02 3.6 52.5467 0.778 1.063 -2.0 32.7 20.457 11.906 1.8 27.19 0.161 1.99 0.15 6.23 temp/pH 25.631 1.90 1.30 29.3 16.739 -0.449 3.CONDIÇÃO REDUZIDA: -100 mV Data: 18/09/08 P adic (μg/L) = 3097 Adição 3 P adic (μmol/L) = 100 t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 -128.21 temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 53.156 0.04 6.0000 0.6 1660.523 -0.016 1.3 -95.3 pH 6.69 5.004 0.456 -0.1 27.179 0.144 0.6 30.996 -2.6299 6.081 238.70 -93.288 0.0 28.000 0.9519 48.3298 78.106 1.416 0.497 0.526 -0.3 11466.00 4.0 5.1 10020.291 0.936 18.186 0.783 0.27 3.7 25.4 27.204 -0.18 6.476 0.38 6.095 0.4 2.2 pH 6.9 82.00 -82.221 2.303 3.386 1.142 0.692 -0.26 t (h) 0.52 1.565 0.3 0.618 13.03 1.1 27.7416 0.13 6.000 -0.20 24.312 0.399 4.8 -109.380 Reator A ordem zero 1a ordem 2a ordem qA (μmol/g) C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 0.7 -108.893 1.449 3.5 3565.3319 51.7 540.7 -126.06 pH 6.386 1.22 6.885 17.048 -3.226 ordem zero 1a ordem 2a ordem Elovich Parabólica Potência Z C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) C0-C qB/qe ln qB 1/qB 1.792 2.523 -0.2 32.3 26.9 -83.373 0.4 3905.000 #NÚM! #DIV/0! 0.75 temp/pH 25.6 0.661 -0.77 1.386 1.000 0.5 5.82 5.744 2.688 -0.007 0.13 1.800 0.523 -0.2 -75.3 -123.60 27.865 1.000 0.964 1.207 0.040 24.47 temp/pH 26.114 2.7 336.226 -1.41 1.672 0.59 Adição 2 t Eh 0 -123.1 0.107 0.9 2.486 -0.941 165.693 1.63 33.14 3.6 0.465 0.386 114.167 -0.6 29.503 -0.11 4.236 0.1 28.489 1.70 -109.950 0.032 -3.6 t (h) 0.0 112.5 pH 6.1 -107.778 0.222 0.548 0.494 0.178 raiz t 0.433 1.28 6.859 167.090 -2.74 5.90 26.35 111.449 EXPERIMENTO 3 .7 -111.000 2.75 0.035 20.60 temp/pH 26.11 13.9 94.2196 85.29 27.000 0.162 4.010 0.293 1.034 -3.24 87.03 1.1 137.543 0.000 1.4201 0.06 1.301 -1.618 0.72 0.792 2.20 12.363 0.41 0.000 0.129 0.413 -0.3534 6.000 1.7 2770.380 Reator A ordem zero 1a ordem 2a ordem Elovich Parabólica Potência qA (μmol/g) C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) C0-C qA/qe ln qA 0.183 24.768 0.1 26.055 0.98 5.6 0.1 82.0 136.47 327.62 27.0 126.18 6.57 5.293 0.311 0.77 6.349 28.004 21.1 107.1 27.6 -112.25 26.4 -126.67 5.22 6.2 27.5 -97.721 2.0 27.6 26.0510 76.247 -1.670 5.7 106.98 1.306 0.24 1.5 28.129 -2.92 ln t -2.71 322.178 raiz t 0.201 0.54 3.57 1.162 4.33 3.123 0.242 103.CONDIÇÃO REDUZIDA: -100 mV Data: 16/09/09 P adic (μg/L) = 759.3 27.7 pH 5.3 1.419 1.0 10133.414 1.000 1.775 1.893 1.67 28.8 30.7 temp/Eh 27.126 0.702 2.386 1.723 2.000 1.899 log t -1.1 57.000 #NÚM! 60.03 27.39 0.201 0.047 -0.6714 93.0000 0.67 5.4 3.4 33.91 ordem zero 1a ordem 2a ordem Elovich Parabólica Potência Z C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) C0-C qB/qe ln qB 1/qB 1.5 11200.18 0.291 0.9 27.5 30 30 33.7 3.523 -0.4455 0.83 ordem zero 1a ordem 2a ordem C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 1.74 0.699 1.661 -0.319 0.548 0.2 24.204 -0.95 0.0 12.16 16.195 -1.466 Reator B qB (μmol/g) 0.632 Z 1/qA #DIV/0! 0.473 0.232 2.6 1 2 4 6 10 24 Eh -125.3 161.20 6.11 6.763 15.0 323.0 7850.466 4.07 6.20 3.4 61.380 EXPERIMENTO 3 .000 1.831 2.845 2.37 6.57 1.2547 0.84 4.8 27.847 1.7368 88.7 26.64 6.978 23.116 22.47 3.894 1.222 0.00 1.9010 0.152 -1.1 2 3 4 5 6 7 8 9 (h) 0 0.316 0.316 0.47 143.1 0.486 4.6 11.004 1.3 1.165 0.047 -3.3 -124.31 294.4 25.8352 0.75 1.4 26.693 1.5 31.000 1.319 0.77 temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 489.2954 50.69 5.713 2.978 0.950 119.4 1.41 3.941 127.716 41.60 26.59 0.16 23.087 -2.97 1.23 447.CINÉTICA .065 -2.54 29.129 8.637 5.70 temp/Eh 27 temp/Eh 27.792 2.000 0.188 -1.49 27.68 0.523 -0.30 0.315 2.9 31.819 0.056 -2.576 0.996 -2.229 0.0 26.000 1.250 0.00 2.017 0.763 Z 1/qA #DIV/0! 0.50 29.204 -0.000 1.07 5.9 -100.7 pH 6.44 0.993 24.90 1.13 Adição 3 t Eh 0 -113.7 231.7 181.062 Z 1/qA #DIV/0! 0.10 30.568 0.639 1.88 temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 211.167 0.13 0.037 1.000 #NÚM! #DIV/0! 113.418 0.613 1.7 27.0 temp/Eh 27 temp/Eh 27.268 0.559 0.258 2.3 -108.393 0.7157 Elovich Parabólica Potência Z C0-C qB/qe ln qA 1/qA 0.7 -99.445 0.74 3.00 0.8 27.1 -111.937 0.53 6.3 0.912 6.996 -2.7 4.003 19.6 30.87 5.6 1 2 4 6 10 24 Md_A3 max min var INICIAL FINAL Eh -105.3 322.602 0.415 0.000 1.414 1.1 3175.3 B (μmol/L) 55.964 0.61 6.647 -0.8 3595.66 30.436 -0.0607 0.2 28.445 -0.42 27.984 0.1 -128.703 0.940 ordem zero 1a ordem 2a ordem C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 1.8 27.0 t (h) 0.9058 0.029 25.475 4.21 6.000 #NÚM! 24.301 0.693 1.726 2.059 -2.449 31.881 1.162 5.2 6.086 -2.7 18.74 2.845 2.989 1.188 2.948 1.05 0.0570 0.8 27 6.05 0.004 0.6 -112.3 743.962 -0.0 -116.3 B (μmol/L) 561.3 -110.823 0.02 1.599 1.32 26.10 B (μg/L) 13853.6 -108.6 72.52 28.920 1.904 0.97 0.906 0.003 1.4 -109.496 0.058 21.029 1.9862 0.2946 57.0 2860.996 -2.4 46.095 1.90 28.999 0.65 4.011 21.2 -111.490 0.756 -0.29 0.883 1.775 1.459 0.258 raiz t 0.000 0.76 5.04 Adição 1 t Eh 0 -126.303 3.5 31.1 30.4 54.452 -0.03 19.5 32.833 6.0 B (μmol/L) 101.13 4.2 -96.9 76.5 32.3 28.36 0.096 -2.006 1.000 0.54 28.000 -0.810 0.460 2.2 28.80 0.1 125.41 1.8 9973.20 -116.0 25.04 t (h) 0.617 0.196 0.312 Z 1/qA #DIV/0! 0.86 26.899 log t -1.749 0.5 -123.642 1.6 4993.241 0.778 1.161 -0.602 0.000 -0.511 0.000 1.884 2.602 0.73 29.000 0.2142 0.1746 50.080 -2.3 0.38 32.5 -106.144 0.2 30.188 -1.7 27.388 1.50 26.37 0.97 6.817 1.7 5.041 -3.701 0.112 1.183 0.0 3230.17 0.84 27.5 27.87 0.072 165.961 0.0 -113.2 pH 5.8 160.7 pH 6.413 11.1 -123.51 0.83 P adic (μg/L) = 6194 P adic (μmol/L) = 200 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 24.3 0.952 2.303 -1.545 -0.09 6.330 1.64 0.436 1.5480 50.3 -99.9 117.102 .6 1 2 4 6 10 24 Eh -103.693 1.8 776.6 696.1 2.073 -2.0000 2.409 Elovich Parabólica Potência C0-C qA/qe ln q_A 0.3 32.5 29.1 0.421 -0.00 0.06 P adic (μg/L) = 3097 P adic (μmol/L) = 100 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 25.279 0.528 -0.256 EXPERIMENTO 3 .000 0.204 -0.1 8.5 33.3 28.04 12.301 0.920 1.1 -114.34 6.778 1.888 1.74 0.000 #NÚM! 74.73 92.144 0.05 0.7469 54.607 1.188 2.264 0.616 1.7 32.11 26.6 -97.444 4.7 7.865 2.171 -1.396 121.90 -98.745 2.054 23.224 0.555 1.021 2.7 22.812 1.64 5.0 -118.10 6.50 32.57 5.449 3.17 6.0 B (μmol/L) 25.14 104.511 0.178 raiz t 0.275 EXPERIMENTO 3 .99 temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 101.31 3.809 2.64 ordem zero 1a ordem 2a ordem C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 1.249 -1.195 Reator B qB (μmol/g) 0.731 1.532 -0.000 0.5 27.42 5.415 Reator A qA (μmol/g) 0.1414 7.06 26.1 27.1 33.177 2.069 307.3 1.66 253.59 6.33 6.8 25.466 0.0 27.385 29.3 613.224 0.119 -2.9 27 pH 6.00 5.000 1.68 0.5 P adic (μmol/L) = 50 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 25.59 26.106 0.4 25.4 503.540 1.022 0.67 5.99 5.3 0.92 5.748 2.37 31.7 29.0 8260.200 0.368 1.792 2.053 -2.37 6.000 1.100 288.068 -0.87 2.93 1.989 0.1 0.2509 85.6754 0.785 2.1 57.0000 0.08 27.583 -0.000 1.1 4.7 37.955 Elovich Parabólica Potência Z C0-C qB/qe ln q_B 1/qB 0.34 0.0 300.136 1.8 -123.000 -0.48 1.80 pH 6.073 -2.6 1 2 4 6 10 24 Md_B3 max min var INICIAL FINAL Eh -100.3754 0.000 1.34 24.97 5.65 P adic (μg/L) = 12388 P adic (μmol/L) = 400 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 25.6 4.000 0.3 44.8 -98.3 25.30 -91.94 0.249 2.000 0.3 6.688 1.45 1.548 0.983 0.46 30.0000 0.0 53.0 29.26 6.39 1.6 1 2 4 6 10 24 Eh -126.3 -115.24 0.7 13.067 -2.1 26.000 -0.12 ordem zero 1a ordem 2a ordem C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 1.05 1 2 3 4 5 6 7 8 9 (h) 0 0.05 1 2 3 4 5 6 7 8 9 (h) 0 0.000 -0.303 3.000 1.71 29.00 -92.000 0.47 12.3 506.4 28.170 1.70 26.316 0.301 -1.000 1.7 26.996 20.515 0.00 4.006 1.007 1.0000 0.70 5.15 4.511 0.0 361.162 4.0 3445.17 0.07 6.52 1.694 Z 1/qA #DIV/0! 0.50 5.623 1.55 1.487 1.4 26.4 7.693 1.00 3.7 27.437 11.977 1.041 0.100 23.20 27.3 77.301 -1.31 6.3 0.3 0.000 1.204 -0.101 23.05 0.03 1.CONDIÇÃO REDUZIDA: -100 mV Data: 20/09/08 P adic (μg/L) = 12388 Adição 5 P adic (μmol/L) = 400 t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 -113.3219 5.775 1.60 -96.000 0.00 19.301 0.82 4.5128 6.2 -123.6 29.507 33.22 6.918 1.6 49.996 -2.555 1.983 0.7 370.000 2.196 115.0 3380.18 1.6 temp/Eh 27.78 1.035 -3.198 0.8 -124.2 32.302 0.540 1.52 0.132 1.87 2.902 0.0 89.077 -2.605 0.277 0.407 1.0 26.775 1.048 -3.0 116.1 33.697 2.792 2.7 67.3 783.55 0.000 2.00 0.175 ln t -2.58 4.301 0.767 0.301 -1.268 2.000 2.33 5.941 0.8 -122.5 32.0 3745.2 9300.5 temp/Eh 27.CONDIÇÃO REDUZIDA: -100 mV Reator A qA (μmol/g) 0.199 -1.6 1 2 4 6 10 26 Eh -115.583 -0.216 1.414 2.219 0.536 -0.795 2.20 0.153 2.84 241.95 0.5162 79.CONDIÇÃO REDUZIDA: -100 mV Data: 17/09/08 P adic (μg/L) = 1548.022 0.0 9980.1 4230.0 323.8 6.27 6.3 19.5904 0.485 -0.449 3.000 1.42 5.97 0.247 120.05 0.011 23.836 1.374 1.1 -75.7 -117.549 -0.229 -1.59 5.275 108.539 1.000 0.323 1.000 1.496 0.69 4.10 0.1 26.2 28.236 -1.8 t (h) 0.670 5.1 26.224 0.1 27.9 -125.15 1.2 27.000 x #DIV/0! 23.1 -119.43 2.303 -1.8 -83.703 0.4423 48.33 1.7 temp/Eh 26.012 0.202 -1.63 6.8 temp/Eh 27.339 10.124 -2.6 1 2 4 6 10 24 Eh -119.224 0.43 1.04 5.94 5.424 96.0 96.74 5.2394 77.47 1.04 5.851 ordem zero 1a ordem 2a ordem C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 1.209 266.000 0.101 1.30 6.34 104.068 -2.8404 51.00 2.303 3.59 32.000 0.51 0.88 26.8 13280.414 2.000 #NÚM! #DIV/0! 0.00 2.5 27.000 0.9893 0.370 0.60 33.55 0.00 0.574 -0.3 -122.314 74.000 0.968 0.60 1.04 27.000 0.25 P adic (μmol/L) = 25 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 26.000 #NÚM! 0.58 27.44 3.6 26.64 30.132 -0.011 1.20 ln t -2.091 -2.46 1.0 2655.9981 53.23 29.511 0.000 1.78 11.184 Reator B qB (μmol/g) 0.7 2770.7 10020.80 -115.935 189.279 1.000 1.778 1.6 143.03 5.2467 0.1 30.511 0.099 log t -1.8 -125.708 14.90 -93.10 6.8 29.188 0.6 2985.700 1.050 -3.7 28.067 0.6 -60.570 13.231 121.828 6.0165 76.0 2705.386 1.3 -95.9 -128.3 25.450 0.390 4.26 27.42 3.000 0.7 28.943 1.996 0.28 3.083 320.441 0.4 26.000 1.3 27.7 29.598 0.4 -89.468 0.686 1.4578 50.000 1.8 -110.602 0.06 4.8 26.29 6.838 17.3 30.280 0.3 3.140 2.8 33.038 24.797 -0.90 29.1918 0.60 28.4 B (μg/L) 22.5199 5.0 28.3 11146.3 593.143 85.939 1.3 0.3 32.13 6.231 86.7 28.0000 0.301 0.464 0.8 -126.3268 0.05 0.221 -1.101 0.2 30.42 0.414 2.829 45.0674 89.8357 84.74 6.41 0.4 1.077 234.875 -0.044 -3.00 0.645 1.9 -60.72 ordem zero 1a ordem 2a ordem Elovich Parabólica Potência C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) C0-C qA/qe ln qA 1.735 15.316 0.496 0.972 0.48 266.000 1.20 3.7 28.65 1.5296 53.699 2.516 1.03 0.658 -0.99 0.CONDIÇÃO REDUZIDA: -100 mV Data: 19/09/08 P adic (μg/L) = 6194 Adição 4 P adic (μmol/L) = 200 t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 -96.42 0.9 temp/Eh 27.473 0.316 0.414 2.9 57.244 0.574 98.3 3.508 4.076 0.32 temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 25.49 32.8651 0.681 14.3 27.2 30.430 -0.9 26.7991 52.21 6.380 Reator A qA (μmol/g) 0.0 428.00 0.011 -4.000 2.6 1 2 4 6 10 24 Eh -114.4 81.14 6.25 272.269 Reator B qB (μmol/g) 0.9 28.281 1.997 0.735 -0.7 359.222 0.7 -89.065 -2.277 0.30 P adic (μg/L) = 1548.1 28.5 406.000 1.5 50 Adição 2 P adic (μmol/L) = t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 -122.303 3.888 1.632 0.47 3.0207 81.3 -98.457 0.01 0.983 0.6 32.4724 53.7 -109.089 294.19 6.3 Adição 5 t Eh 0 -108.742 2.29 27.30 0.15 6.3112 82.71 5.457 0.21 6.0676 48.3 27.416 0.4356 49.112 0.3 -110.1380 81.98 29.307 1.0 115.3 26.64 32.74 1.6 1 2 4 6 10 24 Eh -113.965 1.198 103.244 0.527 92.680 152.20 216.9 0.7 -110.32 0.000 -0.622 95.301 0.05 1 2 3 4 5 6 7 8 9 (h) 0 0.4 5.602 0.909 0.10 -80.8 25.62 5.68 5.18 6.04 5.44 28.12 6.17 EXPERIMENTO 3 .1 18.00 0.7 28.8800 0.71 5.288 0.460 0.76 1.32 3.8954 47.25 26.475 0.60 26.876 -0.207 96.611 129.7 30.282 0.306 0.28 28.006 24.522 12.988 0.2 31.75 44.05 4.00 1.4 -86.0 4.44 14.46 120.70 7.6 626.14 0.484 0.99 26.449 3.397 0.92 28.994 1.7991 52.6 3480.69 0.7 temp/Eh 26.48 pH 6.3 9120.10 -122.0 150.764 5.281 1.985 0.2 29.0 6710.8 -75.0 270.041 1.36 17.035 20.4 32.09 28.6 2810.3 0.899 log t -1.2 31.3 26.53 109.6 temp/Eh 27.TAPACURÁ (PE) EXPERIMENTO 3 .741 0.70 t (h) 0.798 0.178 raiz t 0.132 1.8339 52.0 26.222 0.44 Adição 4 t Eh 0 -91.000 #NÚM! 2.222 0.43 1.6 120.61 0.8 -111.25 Adição 1 P adic (μmol/L) = 25 t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 -126.21 3.9 -86.00 0.67 6.3112 82.8 B (μg/L) 54.0 7470.702 0.2 32.2 10426.80 27.6 6.386 -0.000 0.60 t (h) 0.2 51.90 temp/Eh 26.000 0.44 t (h) 0.980 0.4 30.372 98.3 0.3 713.21 26.93 9.9 -96.2 29.92 0.8 26.279 0.109 0.70 -104.548 0.224 0.285 0.70 5.6 B (μg/L) 4445.13 1.30 -112.48 P adic (μg/L) = 759.35 31.618 13.6 1 2 4 6 10 26 Eh -121.9 -113.36 6.13 6.5 29.303 -1.011 1.846 1.046 7.781 1.939 0.79 5.59 3.17 temp/pH 25.83 pH 5.183 0.6 pH 6.6 -111.7 28.0 30.7 390.600 4.739 0.9 94.0 3235.0 -120.000 2.5 -100.303 -1.4 160.367 2.0000 0.72 5.18 6.231 -1.7 23.0 t (h) 0.013 -4.89 0.3599 Elovich Parabólica Potência C0-C qB/qe ln qA 0.58 3.87 3.227 1.519 120.72 ln t -2.016 23.37 10.863 1.8 -124 -119.8199 0.1646 48.17 6.23 6.061 -0.789 1.074 344.0 90.66 6.44 26.022 -3.51 0.59 0.525 -0.161 -0.301 -1.10 6.1 27.899 log t -1.67 0.40 -113.190 1.024 -3.0 -90.475 -0.5 -119.989 0.000 0.8 27.5 348.614 -0.305 0.000 2.548 0.15 6.882 6.6 -101.08 6.008 0.0 89.597 -0.880 0.394 10.2 27.5128 5.0 B (μmol/L) 207.0 temp/Eh 27.0 26.423 -0.000 1.3 0.

8 72.548 0.5 25.5 0.29 6.016 -4.329 82.655 38.526 93.4 8.042 0.79 4.694 0.5 5.2 132.0 145.6 64.218 3.801 2.244 qA (μmol/g) 0.69 27 52.348 0.20 4.000 0.70 26.772 1.352 0.4 159.4 5.000 1.70 27.0 52.414 2.949 0.CINÉTICA .250 0.414 2.485 0.069 -2.900 4.2 5.967 0.1 4.3 4.000 0.87 25.66 26.66 28.092 1.490 49.000 0.054 0.808 122.770 0.07 28.027 -3.1 2305.29 3.000 -0.982 0.895 363.6 26.224 0.4 4.7 4.418 0.053 1.044 -3.815 45.1 26.062 -2.6 22.45 4.51 26.690 0.2 1165.988 1.008 0.190 -1.020 1.49 4.4 72.865 Elovich Parabólica Potência Z C0-C qA/qe ln q_A 1/qA 0.000 1.000 1.002 0.374 -0.123 22.971 0.809 0.065 0.2 600.TAPACURÁ (PE) EXPERIMENTO 4 .711 0.35 25.224 0.009 0.2 27.693 1.639 0.9 21.422 30.301 0.1 119.945 0.251 0.775 1.2 27.693 1.97 27.687 0.0 13.000 0.775 1.000 0.05 0.71 1.969 0.162 4.952 1.58 26.80 27.792 2.00 84.296 -1.3 102.316 0.204 -0.1 32.000 1.399 0.047 -3.303 -1.178 raiz t 0.436 0.1 94.173 0.58 4.222 0.240 0.99 26.224 0.644 0.012 55.40 26.2 27.7 81.178 raiz t 0.970 0.507 47.507 1.5 2105.64 4.100 100.019 0.004 -5.64 26.415 Reator A ordem zero 1a ordem 2a ordem C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 1.14 0.00 33.9 42.176 3.890 0.43 1.1 4.204 -0.000 0.731 0.620 3.041 -3.05 0.92 26.43 2.71 0.2 28.949 25.4 4.822 0.33 26.1 26.382 0.81 27.076 -2.29 17.011 -4.71 16.71 0.38 25.000 0.3 27.973 0.386 1.071 4.96 25.7 5.6 77.0 4.5 2955.66 26.174 64.956 qA (μmol/g) 0.28 26.73 4.6 141.14 0.395 0.602 0.005 24.204 -0.3 127.404 0.174 64.539 0.679 0.899 log t -1.999 0.489 242.384 77.41 26.000 2.000 0.3 149.020 1.41 27.4 27.000 0.500 48.856 0.246 25.968 24.258 107.084 7.3 4.353 10.362 10.256 100.980 24.303 -1.000 0.04 28.380 Reator A ordem zero 1a ordem 2a ordem C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 1.063 58.3 35.1 21.301 0.714 0.67 4.493 49.509 1.000 3.027 -3.975 1.331 1.10 4.1 134.000 -0.361 0.14 14.000 0.44 25.57 0.69 27.43 0.000 0.3 4.715 1.778 1.606 36.428 0.242 93.3 102.57 2.57 2.060 -2.7 57.639 1.01 28.689 0.1 80.982 0.000 0.9 27.000 0.303 3.86 4.792 2.00 57.410 0.74 27.885 1.738 0.6 1 2 4 6 8 20 Eh 125.224 0.952 1.00 4.995 1.3 0.1 471.CONDIÇÃO OXIDADA: +100 mV P adic (μg/L) = Data: 16-18/10/08 6194 P adic (μmol/L) = Adição 4 200 t= (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 119.096 EXPERIMENTO 4 .601 36.1 105.5 175.870 4.000 1.14 1.3 122.285 0.2 144.9 147.511 91.887 6.855 1.00 28.907 4.5 224.9 146.493 0.993 1.5 156.03 28.63 4.222 0.431 3.5 26.43 15.2 28.789 1.57 27.033 -3.903 4.449 3.069 -2.14 0.7 25.7 171.65 28.807 16.71 1.92 27.78 4.01 26.64 27.4 144.285 0.941 Reator B ordem zero 1a ordem 2a ordem C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 1.6 139.00 37.000 1.449 3.134 1.792 0.1 2.8 169.61 27.65 4.000 -0.841 0.1 4.384 0.1 Md_B4 max min var INICIAL FINAL 162.3 26.950 -0.3 98.268 0.963 0.469 21.863 6.017 -4.000 0.202 0.602 0.610 1.59 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 100.740 0.8 143.000 0.5 4.977 0.9 193.00 2.000 0.000 1.033 -3.1 27.368 -1.6 1 2 4 6 10 24 Eh 127.092 1.CONDIÇÃO OXIDADA: +100 mV P adic (μg/L) = 759 P adic (μmol/L) = Adição 1 25 (h) Eh temp/Eh pH temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 147.058 0.484 0.08 27.0 132.449 3.6 4.1 437.778 1.39 26.04 27.48 26.6 248.040 2.389 92.233 25.131 0.22 26.482 48.1 181.000 1.792 2.000 1.05 0.5 44.301 -1.6 1 2 4 6 10 50 Eh 119.000 1.000 2.496 4.4 4.547 0.541 24.14 2.000 #NÚM! #DIV/0! 23.682 0.000 0.57 0.131 0.719 11.998 0.899 log t -1.042 -3.72 25.038 0.362 1.055 qB (μmol/g) 0.581 13.997 0.5 4.7 135.39 26.14 1.4 143.051 -2.86 1.70 27.986 0.973 1.0 925.015 -4.3 4385.193 135.991 0.2 4.000 #NÚM! #DIV/0! 55.52 4.000 2.074 0.5 25.5 26.023 2.892 0.491 1.778 1.5 145.4 148.730 0.732 0.9 144.8 28.3 4.929 -0.00 95.86 1.391 0.239 0.206 1.398 2a ordem 1/(C/C0) 1.177 146.1 121.6 28.030 2.003 -5.1 4.293 1.6 28.65 4.602 0.997 0.277 0.18 27.934 1.449 3.51 4.588 0.092 1.15 28.0 141.32 26.42 26.5 4.162 -1.1 127.4 5.025 1.14 1.0 126.000 0.7 27.000 -0.68 27.5 28.595 36.291 1.362 0.897 1.503 47.436 0.0 461.5 119.015 -4.554 4.92 27.3 1040.979 4.300 1.479 1.420 11.394 98.69 27.61 4.943 2.20 28.00 79.002 1.2 214.8 27.441 0.171 148.570 1.4 186.71 28.806 0.523 -0.92 28.055 -2.9 31.7 132.267 -1.993 0.051 0.6 121.208 1.228 -1.12 Adição 4 (h) Eh 139 (h) 0.845 0.00 0.89 4.32 P adic (μg/L) = 3097 P adic (μmol/L) = Adição 3 100 (h) Eh temp/Eh pH temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 172.69 26.0 890.386 1.9 174.93 4.244 Reator B ordem zero 1a ordem 2a ordem Elovich Parabólica Potência Z C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) C0-C qB/qe ln qB 1/qB 1.71 4.548 0.991 23.96 4.67 26.334 -1.07 4.132 0.005 1.5 4.367 16.449 -0.316 0.2 544.2 26.264 3.380 0.044 1.9 4.643 46.060 0.411 0.04 26.48 (h) 0.2 142.29 2.3 1905.162 5.079 -2.672 62.008 0.821 0.0 temp/Eh pH 27.7 27.1 0.528 -0.3 26.502 48.555 1.005 1.0 126.303 -1.942 2.21 ln t -2.090 -2.517 47.591 0.000 0.86 0.51 (h) 0.04 28.00 106.9 27.46 25.787 1.3 184.7 27 4.096 2.046 0.7 27.094 -2.000 1.39 temp/Eh pH 27.2 28.640 6.7 temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 51.79 25.040 3.291 84.000 0.63 28.3 4.975 0.04 t= 1 2 3 4 5 6 7 8 9 (h) 0 0.000 0.518 0.588 61.94 4.71 25.717 0.487 Reator B ordem zero 1a ordem 2a ordem C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 1.993 24.00 29.297 0.0 1420.731 0.418 -0.76 27.209 0.00 155.60 4.656 0.86 3.65 4.660 0.283 -1.2 145.8 12.233 3.000 0.708 0.000 0.64 4.006 24.415 0.000 0.7 26.309 0.316 0.32 27.139 191.50 4.4 27.386 1.347 1.000 0.307 27.204 111.69 EXPERIMENTO 4 .00 45.190 3.96 26.9 135.171 3.204 -0.90 4.7 27.523 -0.009 0.71 0.958 25.43 0.002 2.3 2.322 3.962 0.000 0.064 21.769 0.55 4.065 -2.565 0.52 4.797 2.999 0.4 24.012 25.717 0.006 1.023 0.976 0.873 2.598 99.033 -3.470 0.390 -0.959 Md_A4 max min var INICIAL FINAL 139.539 12.056 -2.5 15.0 131.1 0.3 27.7 12.8 177.055 0.073 7.50 4.478 48.47 28.67 14.643 0.478 4.000 0.756 5.73 27.895 0.9 4.039 -3.757 2.563 0.49 28.33 28.2 27.2 P adic (μg/L) = 1549 P adic (μmol/L) = 50 temp/Eh pH temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 27.85 27.0 72.756 0.011 23.113 0.000 0.704 0.386 1.222 0.314 Elovich Parabólica Potência Z C0-C qB/qe ln qB 1/qB 0.17 27.536 0.007 1.3 0.222 107.8 186.9 51.4 156.304 -1.018 1.346 0.79 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 25.832 0.269 -1.711 0.155 84.750 0.681 0.58 25.8 30.333 0.223 25.694 0.315 0.14 11.5 140.72 27.260 1.021 1.046 0.026 -3.492 49.503 0.1 2455.508 0.00 67.996 -2.7 224.036 23.86 3.956 0.60 27.238 97.523 -0.904 Elovich Parabólica Potência Z C0-C qA/qe ln qA 1/qA 0.327 3.257 0.79 27.311 0.000 0.7 177.000 #NÚM! #DIV/0! 23.837 1.494 49.0 136.469 -0.CONDIÇÃO OXIDADA: +100 mV P adic (μg/L) = Data: 14/10/08 1549 P adic (μmol/L) = Adição 2 50 t= (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 135.215 127.899 log t -1.353 0.6 1 2 4 6 10 26 Eh 139.490 50.983 2.7 26.491 48.47 26.68 4.386 1.996 -2.1 150.000 0.7 187.624 Elovich Parabólica Potência Z C0-C qA/qe ln qA 1/qA 0.000 0.5 17.2 4.634 37.231 1.203 4.170 0.99 28.91 26.83 27.6 1 2 4 6 10 24 Eh 150.5 50.022 -3.65 27.127 Reator B ordem zero 1a ordem 2a ordem C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 1.616 0.6 4.046 1.84 28.496 5.5 67.29 0.55 25.045 0.996 -2.753 1.255 0.73 26.96 4.9 4830.042 2.324 5.69 4.01 26.507 3.34 26.29 2.7 27.775 1.43 1.3 0.801 6.247 0.4 28.49 4.3 1670.CONDIÇÃO OXIDADA: +100 mV P adic (μg/L) = Data: 15/10/08 3097 P adic (μmol/L) = Adição 3 100 t= (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 127.733 0.000 2.792 2.511 0.164 169.98 28.099 qB (μmol/g) 0.380 Reator A ordem zero 1a ordem C/C0 ln (C/C0) 1.020 0.010 -4.511 0.4 4.266 3.775 0.285 99.948 0.162 172.0 4.909 0.3 4.543 -0.9 204.7 2615.00 74.3 0.6 144.959 25.000 1.1 183.7 27.34 27.51 ln t -2.222 0.658 5.246 98.007 1.672 0.5 26.876 1.6 26.9 132.996 -2.344 0.1 425.5 3305.696 -0.256 0.155 0.065 15.045 0.0 2.047 -3.7 27.6 1 2 4 6 10 24 Eh 136.165 -1.000 #NÚM! #DIV/0! 0.6 4.112 0.481 1.000 #NÚM! #DIV/0! 61.548 0.83 27.218 0.603 85.958 0.906 0.732 0.431 1.301 0.3 156.86 2.0 4.5 124.76 27.949 0.8 152.6 204.00 13.9 P adic (μg/L) = 6194 P adic (μmol/L) = 200 temp/Eh pH temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 26.29 4.162 4.2 4.1 27.099 log t -1.346 28.035 -3.000 1.93 4.2 5.1 124.178 raiz t 0.254 0.414 2.3 0.55 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 50.3 0.9 27.8 2810.5 74.3 102.421 0.9 68.988 0.74 27.86 2.8 5.787 0.00 90.000 #NÚM! #DIV/0! 46.150 100.095 -2.229 0.32 t= 1 2 3 4 5 6 7 8 9 (h) 0 0.994 2.092 2.282 -1.731 0.2 4.000 2.1 14.511 0.86 4.65 27.6 1 2 4 6 10 24 Eh 147.1 4.1 temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 101.451 -0.7 temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 26.7 26.00 110.037 -3.425 0.2 145.870 0.817 6.000 0.1 0.287 0.963 0.57 3.7 12.3 0.7 5.39 ln t -2.6 27.972 1.66 24.039 -3.3 189.046 EXPERIMENTO 4 .30 4.27 27.0 temp/Eh pH 27.503 0.089 -2.0 129.404 0.251 117.494 0.994 1.008 -4.040 0.59 26.71 0.2 505.552 0.040 -3.997 Elovich Parabólica Potência Z C0-C qB/qe ln q_B 1/qB 0.51 26.57 0.668 14.21 ln t -2.00 22.1 temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 203.000 0.523 -0.78 27.906 0.159 0.6 61.000 2.216 0.413 30.936 -0.956 25.86 1.568 0.656 1.893 18.5 62.222 124.018 -4.4 154.027 2.506 4.258 raiz t 0.7 204.856 1.281 0.676 14.000 1.3 37.880 17.676 47.998 24.303 3.077 1.2 15.141 189.71 0.278 29.708 0.405 Elovich Parabólica Potência Z C0-C qA/qe ln qA 1/qA 0.5 4.188 140.000 0.303 3.6 1775.00 19.062 1.44 25.301 -1.519 95.000 2.43 26.21 temp/Eh pH 26.00 95.93 26.582 0.4 2955.000 1.942 25.6 186.20 t= 0 1 2 3 4 5 6 7 8 (h) 0 0.178 0.430 72.930 -0.043 0.3 76.044 1.481 qA (μmol/g) 0.775 1.0 142.000 0.778 1.3 4.602 0.169 5.2 710.988 1.14 2.151 -1.5 27.4 28.000 0.181 7.959 0.000 0.59 25.855 0.3 27.0 4.000 0.884 qB (μmol/g) 0.062 21.061 0.502 48.43 2.572 3.991 0.67 4.198 1.868 1.913 6.162 4.063 qB (μmol/g) 0.60 4.3 0.693 1.745 15.6 143.85 28.052 0.043 1.077 2.9 224.173 -1.5 4.68 27.992 4.9 2.429 0.757 2.6 1 2 4 6 10 24 Eh 172.03 28.1 347.126 qA (μmol/g) 0.9 27.47 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 202.71 t= 0 1 2 3 4 5 6 7 8 (h) 0 0.026 -3.362 95.027 -3.558 12.469 -0.511 0.548 0.0 169.29 1.179 7.0 4.85 26.000 1.1 27.000 1.5 27.012 1.21 25.9 172.991 0.67 4.4 27.313 0.703 1.870 0.380 Reator A ordem zero 1a ordem 2a ordem C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 1.3 12.31 27.301 -1.303 -1.077 -2.14 2.2 15.68 4.958 25.57 8.1 .697 0.34 27.941 0.989 0.971 19.847 0.148 -1.693 1.992 2.2 27.414 2.032 0.000 2.7 26.303 3.000 1.70 26.471 0.71 26.713 0.719 0.301 -1.018 0.007 0.706 0.233 0.00 141.033 1.645 5.036 2.59 4.326 0.079 EXPERIMENTO 4 .570 1.00 53.011 1.981 25.3 0.672 0.9 68.000 1.771 -0.927 3.301 0.0 4.62 26.316 0.640 0.040 Elovich Parabólica Potência Z C0-C qB/qe ln qA 1/qA 0.000 #NÚM! #DIV/0! 37.2 179.14 0.839 0.50 4.7 26.07 28.4 176.128 3.742 1.81 27.498 0.6 26.1 27.802 0.05 0.064 -2.43 26.00 61.43 1.43 26.000 1.7 26.000 2.4 3420.1 0.248 0.2 135.119 0.37 27.000 #NÚM! #DIV/0! 35.043 0.721 0.778 1.047 -3.381 0.548 0.55 26.14 0.CONDIÇÃO OXIDADA: +100 mV P adic (μg/L) = Data: 13/10/08 759 P adic (μmol/L) = Adição 1 25 t= (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 126.86 3.71 Adição 2 (h) Eh 149 (h) 0.

29 7.1 1725.602 71.1 5090.6 -193.6 58.504 0.4 -178.303 -1.623 1.727 15.41 25.29 25.380 qA (μmol/g) 0.00 144.4 -150.153 35.582 0.511 0.432 71.000 0.6 24.717 0.643 0.00 27.609 1.478 0.9 43.996 -2.1 26.307 25.18 7.908 0.702 0.167 0.4 -176 -139.237 0.4 25.3 7.0 171.1 4350.693 1.6 985.013 0.46 7.000 0.64 25.8 -178.6 26.054 -0.000 -0.043 -1.42 temp/Eh 25.787 5.6 -181.33 6.00 168.93 7.707 0.1 x x 25.70 27.334 0.348 59.711 3.7 min -197.744 1.578 1.0 147.394 66.602 0.317 1a ordem 2a ordem Elovich Parabólica Potência ln (C/C0) 1/(C/C0) C0-C qA/qe ln qA 0.810 0.00 56.18 7.9 -166.0 166.162 4.2 -177.98 25.814 0.304 0.3 1095.996 -2.3 5907.842 25.000 0.45 ln t -2.172 0.7 4560.028 1.798 43.7 FINAL Md_B5 -177.83 14.8 655.008 1.509 0.11 1.8 55.078 1.2 -183.1 -191.000 1.326 1.069 0.624 1a ordem 2a ordem Elovich ln (C/C0) 1/(C/C0) C0-C 0.034 0.033 0.266 0.2 130.367 30.162 4.67 25.449 3.00 56.301 0.40 P adic (μg/L) = 1549 P adic (μmol/L) = 50 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 24.175 0.602 0.34 7.711 0.705 0.39 7.772 0.1 0.561 0.42 P adic (μg/L) = 759 P adic (μmol/L) = 25 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 24.59 24.476 2.3 25.000 0.9 23.441 72.31 7.29 7.950 0.034 1.5 25.33 16.187 0.6 1 2 4 6 8 10 24 27 Eh -143.306 46.204 -0.0 0.582 4.0 -182.454 -0.08 6.00 35.338 0.266 -0.401 0.8 25.2 26.8 299.81 26.178 raiz t 0.663 14.33 10.5 5057.00 59.517 0.983 2.690 -2.082 0.719 0.501 1.31 7.414 2.000 -0.TAPACURÁ (PE) EXPERIMENTO 5 .778 0.4 25.684 0.00 27.833 1.7 ln t -2.2 26.698 0.451 0.20 25.1 1885.548 0.178 raiz t 0.0 26.423 32.679 Reator B qB (μmol/g) 0.4 25.000 0.85 24.8 26 26.809 6.206 25.1 -72.000 0.375 1.301 -1.061 0.778 1.698 0.32 7.650 14.504 0.00 55.107 0.000 1.353 1.803 1.204 -0.403 1.13 7.386 1.000 0.5 4935.9 -93.5 7.685 ordem zero C/C0 1.195 -3.8 261.447 24.781 -0.490 0.0 161.316 0.264 1.234 44.996 0.959 2.562 -1.8 508.019 2.70 26.459 0.31 7.420 0.33 7.8 -180.7 43.046 0.50 163.00 82.890 2.264 47.90 27.9 1515.6 7.57 1.782 47.548 0.828 3.899 5.55 27.1 -173.11 7.030 1.0 26.293 1.585 -2.377 1.980 77.9 26 26.75 t= 1 2 3 4 5 6 7 8 9 (h) 0 0.347 1.5 7.39 7.5 7.041 -0.812 29.524 2.5 27.296 raiz t 0.33 7.03 7.632 46.395 0.6 985.957 -0.559 0.748 -0.34 7.256 -3.0 -193.3 25.02 7.6 216.635 0.64 24.162 4.3 -185.3 27.619 0.26 7.17 7.658 1.455 72.548 0.178 3.000 0.827 42.523 -0.997 -1.1 -180.000 0.21 (h) 0.265 9.030 0.8 508.0 -184.5 27.000 -0.060 1a ordem 2a ordem Elovich Parabólica Potência ln (C/C0) 1/(C/C0) C0-C qA/qe ln qA 0.660 84.648 0.73 25 57.50 8.602 0.05 24.00 7.907 -0.079 2.1 1885.000 0.CONDIÇÃO REDUZIDA: .485 -0.231 9.4 6.022 1.790 91.351 -0.8 INICIAL -187.000 0.249 ordem zero C/C0 1.823 0.775 1.000 2.859 2.00 164.044 0.440 Parabólica Potência Z qB/qe ln qA 1/qA 0.545 1.097 -0.CONDIÇÃO REDUZIDA: .136 0.00 3.733 -1.523 0.41 24.626 30.303 3.834 2.857 1.858 3.000 #NÚM! #DIV/0! 0.11 7.1 -183.450 3.49 7.943 -0.067 0.706 0.3 0.411 0.200 mV P adic (μg/L) = 1549 Data: 26/10/2008 P adic (μmol/L) = 50 Adição 2 t= (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 -197.652 1.80 t= 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 (h) 0 0.4 328.000 2.432 1.210 1.386 1.769 0.697 -2.00 65.000 0.29 7.0 140.386 1.164 2.328 EXPERIMENTO 5 .704 0.269 1.87 24.6 1 2 4 6 8 10 24 27 Eh -153.1 Adição 4 (h) Eh temp/Eh pH 0 -182.599 -2.120 22.336 0.33 16.530 2.71 1.2 57.137 Parabólica Potência Z qB/qe ln qB 1/qB 0.067 73.000 1.782 47.6 pH 7.765 0.677 -2.369 0.293 24.531 -1.114 0.7 1755.39 7.7 temp/Eh 25.121 3.35 25.062 0.349 1.395 1.744 0.30 25.378 88.1 45.6 7.284 0.25 7.8 .1 27.13 26.333 0.CONDIÇÃO REDUZIDA: .1 -189.434 0.35 24.5 -187.24 7.5 159.87 26.414 2.6 -163.790 1.35 25.976 1.473 0.806 ordem zero C/C0 1.338 0.803 1.204 -0.649 1.3 25.5 25.1 0.204 -0.8 26.000 0.071 1.5 temp/Eh 24.211 1.000 0.775 1.423 0.1 26.994 0.67 10.085 1.718 0.257 9.088 0.39 25.88 24.260 Z 1/qA #DIV/0! 0.CINÉTICA .9 -181.9 26.92 24.163 0.222 Z 1/qA #DIV/0! 0.67 8.000 0.797 ordem zero C/C0 1.90 Adição 1 (h) Eh temp/Eh pH 0 -184.478 0.143 2.718 0.655 30.00 35.239 -2.046 ordem zero C/C0 1.21 7.87 25.35 24.9 450.523 -0.090 60.723 -2.471 1.95 7.9 250.18 7.6 5075.22 7.790 0.690 0.890 -0.00 60.160 24.781 1.995 0.4 25.511 0.45 23.000 #NÚM! -1.5 -174.14 1.250 47.3 26.975 1.651 0.00 164.6 24.196 log t -1.8 25.9 53.36 7.83 4.019 0.6 -180.2 -196.8 26.295 0.652 0.164 1a ordem 2a ordem Elovich ln (C/C0) 1/(C/C0) C0-C 0.332 1.346 0.866 40.363 -0.4 -197.9 25.257 -2.000 2.984 -1.570 0.000 2.105 0.014 0.05 0.78 23.00 31.868 -0.00 57.651 0.5 24.6 1 2 4 6 10 24 Eh -168.959 2.469 11.22 25.3 0.1 -177.996 -2.18 6.32 7.792 2.074 0.414 2.566 70.024 0.36 24.216 1.705 0.899 log t -1.792 2.000 1.361 0.000 0.960 1.259 1.971 0.337 Z 1/qA #DIV/0! 0.976 1.715 -2.3 25.2 87.303 3.5 166.648 38.4 26.24 7.099 0.9 -206.427 11.687 0.042 0.769 0.538 0.292 1.858 1.00 31.00 1.998 7.178 2.028 0.357 42.000 -3.802 29.718 0.498 0.8 49.8 261.104 0.00 60.000 -0.0 163.466 -0.8 temp/Eh 25.8 2360.380 Reator A qA (μmol/g) 0.18 24.31 7.029 -1.991 0.38 7.585 13.80 25.346 0.05 0.0 temp/Eh 24.594 36.87 24.000 0.892 0.3 1095.0 26.22 7.914 -0.00 48.00 146.1 274.9 50.200 mV P adic (μg/L) = 6194 Data: 28/10/2008 P adic (μmol/L) = 200 Adição 4 t= (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 -182 25.348 0.016 0.4 25.6 1 2 4 6 10 24 Eh -180.965 57.071 0.6 54.973 0.5 25.83 3.222 0.2 -168.67 8.715 0.530 2.21 7.2 -171.789 0.561 0.26 temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 31.714 1.967 0.778 1.6 26.711 0.092 Parabólica Potência Z qB/qe ln qB 1/qB 0.6 1 2 4 6 10 24 Eh -171.371 1.683 -1.234 -3.584 -0.506 12.158 1.676 0.70 26.036 0.45 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 108.45 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 26.694 0.345 0.3 0.3 26.906 1.025 0.523 -0.5 24.310 0.903 1.982 41.6 25.4 2.997 0.00 39.090 1.5 -169.36 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 235.365 0.436 2.9 25.41 Adição 2 (h) Eh 0 -206 (h) 0.359 -0.092 2.34 24.065 1a ordem 2a ordem Elovich ln (C/C0) 1/(C/C0) C0-C 0.026 0.997 1.0 var 133.1 -189.000 0.432 1.48 7.449 3.7 26.606 1a ordem 2a ordem Elovich Parabólica Potência ln (C/C0) 1/(C/C0) C0-C qA/qe ln qA 0.826 0.754 1.000 1.513 44.148 3.431 Reator A qA (μmol/g) 0.91 25.848 1.0 -180.918 1.511 0.000 -2.6 1 2 4 6 10 24 Eh -172.020 0.4 25.59 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 51.511 0.303 3.0 149.580 0.009 58.386 1.3 0.26 7.17 9.60 24.061 1.106 43.11 7.316 0.35 1.9 24.224 0.548 0.54 25.525 1.549 0.693 1.417 69.388 31.864 0.191 0.000 0.000 1.535 0.178 raiz t 0.6 47.693 1.303 -1.414 2.676 68.436 30.741 Parabólica Potência Z qB/qe ln qB 1/qB 0.316 0.788 0.08 24.437 1.039 0.000 2.327 29.000 1.5 2.815 1.2 -170.374 44.33 7.380 Reator A qA (μmol/g) 0.000 0.000 1.593 30.869 1.862 1.737 2.8 53.87 t= 1 2 3 4 5 6 7 8 9 (h) 0 0.50 167.1 26.8 3.998 -1.222 0.4 -189.028 0.303 -1.41 25.6 25.959 3.679 14.000 1.90 26.004 -0.96 26.454 0.7 -176.1 max -93.999 0.344 0.000 1.701 14.000 0.3 1590.301 0.441 0.7 26.26 25.571 2.521 0.3 0.030 0.000 1.246 -0.544 -1.570 48.CONDIÇÃO REDUZIDA: .000 0.46 26.269 1.831 2.0 -192.820 1.36 25.766 3.655 0.626 -2.45 25.1 x x 26.480 3.857 6.659 -2.972 42.238 1.5 171.000 1.6 7.156 0.678 5.970 EXPERIMENTO 5 .000 0.07 26 213.697 2.858 0.895 24.341 1.6 7.584 -0.543 1.602 0.5 24.17 8.582 84.775 1.000 0.7 4550.3 4490.7 -193.147 0.301 0.684 0.4 -185.70 24.737 15.83 21.899 log t -1.942 0.000 0.48 7.815 -2.075 0.6 1740.328 1.521 1.00 8.769 1.9 22.24 26.298 3.000 2.000 1.404 0.8 24.5 25.7 24.397 1.2 25.55 26.1 5142.571 1.224 0.18 7.9 25.462 0.387 Z 1/qA #DIV/0! 0.87 25.994 2.000 0.606 4.6 321.000 1.932 1.774 0.21 7.2 25.143 0.919 51.99 25.265 3.000 0.2 -186.708 0.4 7.788 0.02 7.778 1.4 7.98 25.9 25.191 -3.000 1.200 mV P adic (μg/L) = 759 Data: 25/10/08 P adic (μmol/L) = 25 Adição 1 t= (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 -187.6 25.CONDIÇÃO REDUZIDA: .290 0.000 1.000 1.331 0.787 1.18 7.518 0.39 5.48 26.000 -0.494 3.4 110.299 1.86 0.7 -169.538 1.3 0.7 7.715 0.37 27.059 0.025 1.171 0.6 4995.85 25.3 7.3 temp/Eh pH 25.775 1.86 1.691 0.215 7.1 5230.411 43.3 FINAL -72.36 temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 51.000 #NÚM! #DIV/0! 0.579 35.380 1.803 0.34 27.303 -1.113 2.1 45.586 0.6 1 2 4 6 10 24 Eh -195.43 (h) 0.027 0.085 0.3 5145.3 24.25 27.698 0.268 1.312 0.5 var 103.2 26.67 7.00 164.751 0.8 1765.535 0.608 -2.556 EXPERIMENTO 5 .5 26.326 1a ordem 2a ordem Elovich ln (C/C0) 1/(C/C0) C0-C 0.693 1.778 0.000 -0.504 0.059 0.9 24.043 59.8 pH 7.4 1210.987 1.004 71.888 3.40 (h) 0.000 1.1 -169.3 -169.650 65.556 1.6 25.8 5090.3 -167.00 1.415 67.819 2.2 1725.9 0.067 0.043 1.365 1.236 -3.8 -177.772 0.6 25.793 1.000 1.00 51.763 5.000 #NÚM! -0.8 -170.87 24.66 25.303 3.1 27.301 -1.336 1.750 1.041 0.9 -196.02 P adic (μg/L) = 6194 P adic (μmol/L) = 200 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 24.94 25.973 1.796 2.969 0.442 -0.09 7.00 56.050 1.222 0.675 1.71 EXPERIMENTO 5 .1 0.51 26.406 68.222 0.22 26.105 -0.7 5055.544 37.608 -0.9 25.930 52.5 212.4 -186.8 26.715 0.926 0.83 25.996 -2.752 1.223 3.000 1.3 temp/Eh 25.708 1.170 -1.523 -0.007 1.4 26.9 45.32 7.31 temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 116.723 1.7 26.224 0.1 24.484 -0.571 1.05 0.338 0.606 0.29 7.7 1750.450 71.67 5.928 -0.6 83.2 INICIAL -184.000 0.498 0.000 0.2 25.013 1.337 24.044 0.24 7.1 0.6 pH 7.301 -1.1 pH 6.1 7.50 166.505 0.8 85.572 1.678 1.031 ordem zero C/C0 1.41 t= 1 2 3 4 5 6 7 8 9 (h) 0 0.201 0.5 5090.271 Md_A5 -179.382 2.003 0.000 1.00 55.004 90.7 2570.409 -1.32 7.980 1.792 2.239 -3.983 2.1 -173.4 -170.263 Reator B qB (μmol/g) 0.449 3.364 1.75 25.7 267.8 27.33 7.4 4615.32 7.00 26.7 24.3 -187.71 26.120 22.9 24.07 25.21 7.364 0.1 -93.200 mV P adic (μg/L) = 3097 Data: 27/10/2008 P adic (μmol/L) = 100 Adição 3 t= (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 -184.917 6.4 pH 7.000 1.024 1.085 0.017 7.236 0.472 ordem zero C/C0 1.685 -2.562 1.133 0.000 1.1 235.7 25.43 P adic (μg/L) = 3097 P adic (μmol/L) = 100 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 24.9 2035.590 -2.77 23.95 temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 231.75 24.016 0.770 2.353 0.577 0.92 24.502 0.1 5182.56 24.7 pH 7.000 1.586 0.048 0.353 0.914 1.268 65.1 120.18 7.8 min -206.599 0.7 -175.395 0.791 0.017 -0.31 25.466 1.449 2.578 1.4 -183.801 Reator B qB (μmol/g) 0.457 0.792 2.6 -192.162 4.899 log t -1.937 0.441 0.558 23.45 23.466 1.5 -167.4 7.316 0.7 -198.696 0.616 0.742 0.1 24.525 ordem zero C/C0 1.206 0.273 1a ordem 2a ordem Elovich Parabólica Potência ln (C/C0) 1/(C/C0) C0-C qA/qe ln qA 0.042 1.36 ln t -2.3 26.18 26.737 2.0 -186.714 2.267 1.000 #NÚM! -2.411 0.055 0.072 21.7 25.5 4952.00 1.574 1.821 16.301 -1.6 -197.000 -0.4 24.000 #NÚM! #DIV/0! 0.938 3.50 190.8 7.010 0.340 0.3 -182.04 1.0 159.4 max -72.17 7.80 Adição 3 (h) Eh temp/Eh pH 0 -182.8 -182.914 51.74 24.58 7.350 0.996 2.59 24.000 0.902 18.39 7.948 -1.5 2.6 -192.000 0.8 pH 7.069 0.085 1.3 0.05 0.2 -182 temp/Eh 25.0 163.772 50.2 temp/Eh 25.928 -0.2 -184.359 1.02 26.4 24.34 7.6 1 2 4 6 10 24 Eh -191.620 0.773 0.5 5325.00 56.00 76.000 1.5 26.1 1795.309 -0.784 1.000 #NÚM! #DIV/0! 0.284 Reator B qB (μmol/g) 0.000 0.1 25.21 7.8 -167.564 0.217 59.32 7.5 1835.090 60.89 26.5 pH 7.333 -0.23 7.655 30.267 1.224 0.703 0.354 0.027 20.359 -0.71 2.714 0.737 2.520 82.065 0.000 #NÚM! -0.3 25.301 0.200 mV Reator A ln t -2.858 6.154 24.26 7.3 0.933 0.7 25.282 0.270 0.344 1.8 26 26.034 0.29 7.012 0.782 16.38 7.000 0.5 -189.420 1.5 26.198 1.002 2.070 0.4 27.463 0.

1 26.832 0.16 0.05 475.8 A (μg/L) A (μmol/L) 206.639 0.000 #NÚM! #DIV/0! 53.83 120.189 4.85 259.183 148.632 0.222 0.328 -3.717 1.241 -2.46 t (h) 0.534 48.88 temp/pH 25.000 2.693 1.52 14.011 -4.3 364.60 Parabólica qB/qe 0.7 25 25.07 297.432 0.6 1 2 4 6 10 24 Eh 274.301 0.5 25.00 21.594 0.CONDIÇÃO OXIDADA: +200 mV Reator A ln t -2.301 -1.21 t (h) 0.87 P adic (μg/L) = 1549 P adic (μmol/L) = 50 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 24.246 99.316 0.449 3.5 2.000 0.316 1.9 26.CONDIÇÃO OXIDADA: +200 mV Data: 04/11/2008 P adic (μg/L) = 6194 P adic (μmol/L) = 200 Adição 4 (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) t 0 343.602 0.1 26.68 3.33 3.TAPACURÁ (PE) EXPERIMENTO 6 .56 22.792 2.058 -2.68 171.533 1.5 25.449 3.1 26.44 9684.1 298.535 1.283 0.222 0.758 Z 1/qB #DIV/0! 0.000 -0.4 pH 3.63 temp/pH 25 24.173 0.590 9.000 #NÚM! #DIV/0! 25.0 352.985 0.4 237.6 26.134 0.49 0.074 1.31 222.60 t (h) 0.743 Elovich Parabólica Potência Z C0-C qA/qe ln qA 1/qA 0.467 2.00 13.996 -2.3 temp/Eh 25.003 1.8 25.67 4.107 1.29 4.518 0.37 305.42 44.4 395.162 4.13 1.470 1.264 9.50 16.000 1.551 1.203 ordem zero 1a ordem 2a ordem C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 1.894 0.178 raiz t 0.000 0.100 -2.9 25.00 90.1 pH 3.130 189.979 1.00 292.8 25.00 3.7 27.198 -3.170 0.382 0.444 -0.311 27.796 6.6 1 2 4 6 10 24 Eh 255.5 212.745 Elovich Parabólica Potência Z C0-C qA/qe ln qA 1/qA 0.132 0.523 -0.8 25.00 27.414 0.70 0.3 385.204 -0.83 3.987 0.308 0.208 -1.152 0.2 266.771 0.00 43.85 4.000 1.000 1.1 329.8 4.019 2.481 1.77 3.303 -1.710 1.8 25.628 0.000 1.303 -1.631 Elovich C0-C 0.82 3.866 0.228 -1.0 274.946 1.00 75.616 -4.00 8.073 1a ordem ln (C/C0) 0.64 3.301 9.8 4.5 pH 3.6 24.412 -0.00 12.74 445.6 1 2 4 6 10 24 Md_B6 max min var INICIAL FINAL Eh 310.00 50.31 528.888 0.568 0.139 8.9 25.2 25.301 -0.432 1.1 0.00 0.19 108.028 -3.9 26.1 327.1 1 2 3 4 5 6 7 9 10 (h) 0 0.414 2.724 0.9 26.96 45.237 0.909 1.269 0.3 0.00 184.87 2658.1 26.775 1.468 Reator B qB (μmol/g) 0.139 4.4 27.316 0.86 173.961 25.812 0.195 131.00 5.8 25.05 690.051 Z 1/qA #DIV/0! 0.789 0.00 320.039 1.902 38.7 392.8 A (μg/L) A (μmol/L) 46.52 100.920 1.00 83.CONDIÇÃO OXIDADA: +200 mV 759 Data: 01/11/08 P adic (μg/L) = 25 Adição 1 P adic (μmol/L) = (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) t 0 212.5 265.2 322.20 203.443 0.209 0.3 0.36 161.7 212.680 -3.414 2.239 0.CINÉTICA .8 3.047 1.05 0.351 1.6 27.179 Elovich Parabólica Potência Z C0-C qA/qe ln qA 1/qA 0.65 670.00 58.5 26.795 2.3 0.495 0.50 3.513 1.000 0.9 26.303 -1.234 4.63 3.8 3.242 100.162 4.715 -0.000 -0.78 3.4 25.1 27.8 4.812 31.020 1.56 0.548 0.082 1a ordem ln (C/C0) 0.135 ordem zero 1a ordem 2a ordem C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 1.992 0.88 52.017 20.366 73.8 pH 4.20 157.129 EXPERIMENTO 6 .66 3.33 1.9 25.7 260.000 1.967 2.747 3.48 477.051 -2.213 1.190 57.8 3.60 706.61 ln t -2.5 24.831 6.8 27 26 26.5 323.775 1.000 0.74 9.162 4.782 1.162 4.847 17.259 97.820 0.184 1.757 0.8 25.79 3.889 0.00 28.000 2.95 9924.256 Elovich Parabólica Potência Z C0-C qA/qe ln qA 1/qA 0.000 0.1 26.271 0.548 0.9 212.069 21.004 -5.111 -1.8 25.808 0.8 temp/Eh 25.40 432.36 23.414 1.92 99.899 log t -1.84 P adic (μg/L) = 3097 P adic (μmol/L) = 100 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 25 69.51 1.000 1.597 0.899 log t -1.82 4.809 0.846 0.040 0.3 0.778 1.8 temp/Eh 25.451 10.793 2.224 0.0 25.25 0.347 0.8 25.05 0.94 114.43 4.14 0.9 25.97 25.041 0.178 raiz t 0.774 3.60 669.448 89.90 0.137 0.162 2.3 24.691 -1.6 281.77 3.1 26.673 0.000 1.17 3.76 3.420 0.470 1.000 Potência ln qB #NÚM! 0.195 25.931 0.000 -0.640 5.380 Reator A ordem zero qA (μmol/g) C/C0 0.2 348.548 0.69 101.316 0.316 0.3 25.458 0.476 15.8 87.6 25.53 0.201 0.84 3.07 t (h) 0.204 -0.36 600.6 26.7 276.3 308.8 25.129 0.00 289.9 26.95 907.183 -1.000 -0.00 351.1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 (h) 0 0.1 4.193 -0.33 4.5 25.602 0.77 3.856 0.856 0.588 0.752 2.191 0.77 1.00 8.038 3.33 0.50 0.498 Elovich C0-C 0.63 11736.539 68.003 0.9 26.602 0.46 Adição 3 t Eh temp/Eh pH 0 308.77 ln t -2.733 3.000 2.560 35.8 25.9 26.9 4.1 0.403 1.000 -0.464 0.462 -0.75 3.6 27.00 19.000 0.000 1.298 0.545 0.09 4.54 101.315 1.757 0.420 1.9 25.00 152.041 2.1 26.758 4.469 51.5 A (μg/L) A (μmol/L) 102.986 0.000 2.37 1070.33 788.000 0.152 ordem zero 1a ordem 2a ordem C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 1.5 temp/Eh 25.040 1.8 26.984 0.63 ln t 0.006 -5.000 1.3 339.7 26.6 25.6 24.0 255.CONDIÇÃO OXIDADA: +200 mV Data: 02/11/2008 P adic (μg/L) = 1549 50 Adição 2 P adic (μmol/L) = (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) t 0 271.83 3.17 1.017 3.558 9.000 1.712 5.3 326.896 0.000 1.1 26.535 253.76 3.35 416.162 4.64 0.00 14.86 606.386 1.864 -2.500 2a ordem 1/(C/C0) 1.693 1.000 -0.688 0.511 0.33 6.053 0.3 355.123 -2.182 2.3 27.672 0.9 25.324 1.422 1.010 -1.641 7.6 1 2 4 6 10 24 Eh 210.71 3.000 2.15 8724.71 25.33 100.050 0.113 0.22 3.248 2a ordem 1/(C/C0) 1.00 21.180 0.046 -3.305 1.600 0.778 1.00 0.865 1.000 #NÚM! #DIV/0! 44.67 3.1 26.5 26.232 0.18 4.025 2.902 1.3 25.296 3.000 1.96 267.833 1.5 25.311 74.5 2.140 0.00 8.237 0.78 33.41 4.188 149.436 Z 1/qB #DIV/0! 0.15 4.15 222.239 95.00 22.6 25.000 2.386 1.62 12.84 P adic (μg/L) = 6194 P adic (μmol/L) = 200 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 24.50 60.1 25.703 5.5 33.769 -0.1 25 B (μg/L) B (μmol/L) 53.103 0.329 1.17 4.94 3.242 -1.160 184.154 0.625 -0.939 0.162 4.042 0.000 1.463 0.880 0.013 -4.8 25.269 122.899 raiz t 0.67 1.2 27.386 1.039 1a ordem ln (C/C0) 0.175 0.006 0.50 2.301 0.265 10.778 1.8 3.4 27.00 179.286 ordem zero 1a ordem 2a ordem C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 1.632 0.67 3.50 3.3 0.43 305.216 0.732 4.775 1.1 A (μg/L) A (μmol/L) 416.02 158.33 9.000 1.419 4.77 3.548 0.941 2.348 0.4 319.236 0.8 pH 4.673 0.303 3.303 3.7 4.110 -2.27 131.4 25.772 1.981 0.405 5.156 0.879 29.34 442.1 26.9 25.015 1.122 4.301 -1.4 3.152 0.388 4.44 887.3 293.877 0.000 1.9 25.8 25.69 27.748 0.97 4.3 26.000 1.48 48.6 1 2 4 6 10 24 Eh 288.8 pH 3.955 0.3 26.760 -0.091 1.312 -1.63 3.1 25.3 210.69 388.222 0.569 5.000 1.092 4.569 -1.488 0.442 1.00 5.7 25.301 0.565 1.34 t (h) 0.9 219.01 145.76 3.7 25.279 0.8 temp/Eh 25.37 ln t -2.37 0.81 3.85 P adic (μg/L) = 12388 P adic (μmol/L) = 400 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 24.564 2.166 0.027 20.8 25.9 26.4 242.485 0.782 5.83 100.249 -1.7 25.3 257.178 raiz t 0.571 4.135 Elovich C0-C 0.203 -1.430 0.00 1.9 25.792 2.231 0.09 113.62 8160.3 temp/Eh 25.130 232.4 25.374 0.243 0.117 -3.6 25.33 1.00 198.8 25.656 0.644 1.3 0.17 301.139 2.000 0.35 0.413 2.96 87.2 26.20 67.737 5.886 2.775 ordem zero 1a ordem 2a ordem C/C0 ln (C/C0) 1/(C/C0) 1.699 0.9 25.039 1.899 log t -1.282 1.449 3.711 0.00 312.208 7.5 25.9 331.8 24.7 375.9 26.454 0.8 B (μg/L) B (μmol/L) 31.537 0.82 Adição 5 t Eh temp/Eh pH 0 322.50 1.299 1.000 0.39 77.000 1.84 t (h) 0.190 3.689 -1.775 1.580 37.6 27.833 1.6 1 2 4 6 10 24 Eh 300.264 0.8 27.536 43.64 3.7 26.7 302.5 25.03 1560.000 0.9 26 26.274 1.00 305.00 6.477 4.792 2.8 167.7 1.5 308.899 log t -1.55 1135.1 0.2 25.39 107.699 5.135 184.4 214.443 1a ordem ln (C/C0) 0.000 Potência ln qA #NÚM! 0.328 3.52 temp/pH 25.5 25.2 401.312 -0.0 25.72 3.91 52.4 temp/Eh 25.65 3.73 3000.000 0.9 26 26.761 0.3 350.77 3.17 2.51 111.8 25.9 25.806 Elovich Parabólica Potência Z C0-C qA/qe ln qA 1/qA 0.5 216.1 308.759 0.115 0.430 30.997 1.000 -0.760 2a ordem 1/(C/C0) 1.445 1.76 3.312 -0.693 6.6 25.000 2.468 0.000 1.389 -3.00 5.5 26.35 51.8 4.000 -0.290 86.000 1.64 3.17 2.1 27.364 6.69 9504.106 0.67 1.349 9.824 -0.2 25.548 0.081 0.185 0.5 25.8 3.215 4.00 15.000 2.82 2076.23 temp/pH 24.621 2a ordem 1/(C/C0) 1.171 0.00 14.439 1.728 -0.521 0.828 0.194 1.2 286 290.4 26.040 0.5 25.55 1.366 -0.022 1.93 24.149 1.4 399.682 0.567 44.7 351.688 4.141 Z 1/qB #DIV/0! 4.446 0.13 64.4 324.581 0.8 330.87 EXPERIMENTO 6 .768 32.5 26.40 3708.9 26.8 25.228 Z 1/qA #DIV/0! 0.237 1.7 24.414 2.155 -1.6 1 2 4 6 10 24 Md_B6 max min var INICIAL FINAL Eh 299.00 263.00 305.964 0.594 36.528 0.000 0.686 0.049 -3.0 341.3 25 25.8 25.87 t (h) 0.83 2.961 0.5 391.4 2.215 111.322 -1.31 90.243 4.55 198.1 temp/Eh 25.800 0.000 0.81 3.499 51.224 0.60 0.824 4.171 -0.118 -2.014 0.00 306.8 64.204 -0.166 -1.6 26.775 1.000 0.1 304.2 295.985 0.000 0.995 3.742 42.036 -3.59 223.00 26.88 25.77 3.69 8412.693 1.552 0.693 -0.449 3.511 0.201 3.804 0.17 2.29 0.50 1.980 0.489 0.71 temp/pH 25.13 28.224 0.881 -1.1 1 2 3 4 5 6 7 9 10 (h) 0 0.260 24.000 1.05 0.5 3.108 0.765 0.000 0.970 1.460 51.5 25.903 0.8 pH 4.765 2.00 19.264 -1.4 25.293 0.237 -2.027 0.251 Reator B qB (μmol/g) 0.6 27.4 26.1 24.000 1.85 3.0 27.00 34.23 temp/pH 25 25 25.4 27.997 1.517 0.301 -1.CONDIÇÃO OXIDADA: +200 mV Data: 03/11/2008 P adic (μg/L) = 3097 100 Adição 3 P adic (μmol/L) = (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) t 0 292.32 24.62 0.366 1.995 -2.367 1.273 -1.6 0.8 387 343.000 0.247 0.82 3.996 -2.624 0.579 0.5 331.00 267.066 0.9 26.414 2.618 0.6 25.83 1.439 0.0 27.162 163.730 0.00 26.656 0.639 0.009 0.224 0.155 3.8 3.95 t (h) 0.85 temp/pH 25 24.00 2.000 -0.213 0.41 141.75 4.65 3.000 1.594 0.38 4.555 Reator B qB (μmol/g) 0.4 26.32 746.5 25.311 0.71 temp/pH 25.004 0.868 EXPERIMENTO 6 .027 -3.2 26.651 0.00 25.8 119.424 4.08 19.775 1.64 3.739 0.8 25.792 2.8 26 pH 3.84 t (h) 0.426 0.856 0.007 1.5 3.9 26.216 4.76 0.000 #NÚM! #DIV/0! 65.000 0.039 0.1 0.027 4.472 39.69 788.4 190.35 35.47 0.562 0.427 0.00 102.05 0.606 0.70 3.000 0.76 3.625 Elovich C0-C 0.065 0.05 29.0 27.462 52.602 0.00 343.901 22.194 127.139 0.3 temp/Eh 25.481 1.86 Parabólica qB/qe 0.508 -0.06 4.7 25.018 0.26 0.100 5.854 -3.00 117.17 0.8 25.010 1.474 0.693 1.9 25.6 255.548 0.8 669.017 -4.693 1.233 0.0 26.884 1.399 1.044 4.403 12.000 2.107 165.352 -0.651 0.2 25.71 25.416 6.906 0.282 6.150 0.196 0.471 -0.78 3.316 0.237 0.26 0.740 3.899 -0.000 0.489 1.9 25.8 3.5 2.62 0.33 757.29 0.103 Reator B qB (μmol/g) 0.8 309.584 -0.9 26 26.8 25.573 -1.72 temp/pH 25.104 1.8 25.2 26.02 3.37 122.76 129.032 -3.07 Adição 2 t Eh temp/Eh pH 0 268.469 13.523 -0.5 26.9 B (μg/L) B (μmol/L) 208.648 1.0 26.099 0.996 -2.843 3.54 173.00 3.553 1.00 271.83 105.46 789.60 0.969 0.17 2.6 26.8 260.1 26.00 0.05 4.00 33.000 0.732 5.8 25.862 -0.3 305.02 4 3.000 1.9 299.00 232.552 44.000 1.19 97.329 0.8 25.350 82.668 -0.8 pH 4.2 25.3 380.9 25.378 0.1 379.773 0.00 5.33 21.099 60.859 0.55 0.1 329.00 6.99 1.76 3.40 42.26 1.23 5556.048 -3.378 10.50 0.000 1.523 -0.00 7.90 23.328 111.684 0.133 3.8 260.204 -0.575 -0.71 0.36 167.12 4.685 1.883 6.83 88.1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 (h) 0 0.0 271.185 1.8 103.800 7.74 3.3 310 315.6 26.6 B (μg/L) B (μmol/L) 102.7 380.3 292.466 0.096 8.351 0.008 27.48 80.9 24.414 2.05 0.000 0.9 24.000 1.00 119.82 3.644 47.624 0.64 3.75 3.8 pH 3.7 307.301 0.000 Potência ln qA #NÚM! 0.628 0.021 2.523 -0.67 1.61 1.147 178.83 3.394 -3.874 0.50 40.468 EXPERIMENTO 6 .848 0.65 Parabólica qB/qe 0.23 373.5 3.85 259.76 3.94 150.179 0.1 0.104 -2.00 281.380 Reator A ordem zero qA (μmol/g) C/C0 0.759 2.157 2.443 1.3 0.560 1.3 227.000 0.000 1.006 -1.5 25.183 -2.23 98.578 7.2 B (μg/L) B (μmol/L) 421.00 9.45 0.251 6.155 0.7 202.6 379.46 4.862 6.8 25.000 1.013 1.64 4.0 4.7 25.862 1.629 1.002 1.224 0.05 0.4 26.303 0.81 3.59 186.9 24.385 0.00 7.220 0.176 -1.316 0.899 log t -1.047 -0.439 1.301 -1.8 370.960 23.595 4.157 2.366 1.64 3.998 0.215 123.000 0.7 3.222 0.303 3.000 2.0 280.7 4.000 0.00 42.810 0.644 -0.303 3.00 0.000 1.62 235.2 373.696 0.21 1.149 7.86 Parabólica qB/qe 0.16 101.2 27.414 2.136 0.395 5.303 -1.00 293.00 96.865 0.779 4.662 -1.34 828.5 26.7 25.266 0.467 0.8 25.000 Potência ln qB #NÚM! -1.3 25.013 0.1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 (h) 0 0.84 3.063 1a ordem ln (C/C0) 0.6 1 2 4 6 10 24 Eh 311.21 P adic (μg/L) = 759 P adic (μmol/L) = 25 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 24.301 0.160 0.564 -0.954 0.000 #NÚM! #DIV/0! 26.48 6156.501 1.380 Reator A ordem zero qA (μmol/g) C/C0 0.192 0.684 1.00 8.6 1 2 4 6 10 24 Eh 212.136 7.64 3.4 27.003 0.278 92.4 326.81 0.83 t (h) 0.2 233.51 4.097 2.47 56.114 -1.044 2.00 378.00 9.778 1.242 0.7 340.6 26.9 223.50 2.8 A (μg/L) A (μmol/L) 53.931 0.316 0.000 3.7 366.537 0.554 94.75 3.051 4.602 0.465 -0.013 1.7 303.8 25.3 26.996 -2.497 0.116 0.37 81.306 1.6 24.1 26.4 25.540 4.228 0.895 2.539 4.8 25.233 0.000 -0.6 1 2 4 6 10 24 Eh 254.1 401.37 51.178 raiz t 0.301 -1.CONDIÇÃO OXIDADA: +200 mV Data: 05/11/2008 P adic (μg/L) = 12388 P adic (μmol/L) = 400 Adição 5 (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) t 0 340.742 -0.50 16.04 155.46 51.00 0.3 313.241 -1.00 6.37 4.61 101.00 57.33 6.00 21.449 3.39 Adição 1 t Eh temp/Eh pH 0 212.00 0.4 temp/Eh 25.21 1.18 41.97 0.222 0.8 25.08 25.4 370.918 0.760 0.269 6.224 0.449 3.214 0.00 85.269 1.14 0.048 1.108 .208 0.25 56.380 ordem zero qA (μmol/g) C/C0 0.519 0.402 0.1 355.138 0.886 2.386 1.000 0.83 1.470 0.3 0.52 0.08 temp/pH 25.3 0.106 7.778 1.677 1.4 27 27 25.000 1.830 0.046 0.00 36.88 9048.186 1.76 3.48 139.440 1.5 318.045 5.30 1.049 1.52 804.780 0.82 48.000 2.3 27.6 268.594 0.576 1.161 0.7 25.853 -2.2 401.036 0.814 2a ordem 1/(C/C0) 1.237 7.974 2.777 0.97 0.515 0.703 0.9 4.66 3.366 1.127 Reator B qB (μmol/g) 0.6 26.416 1.00 28.006 0.9 670.380 Reator A ordem zero qA (μmol/g) C/C0 0.206 9.60 0.318 1.000 Potência ln qB #NÚM! 1.00 17.551 1.511 0.85 847.863 0.121 Elovich C0-C 0.169 1.80 598.00 21.236 0.616 43.00 67.763 1.6 26.523 -0.238 EXPERIMENTO 6 .95 Adição 4 t Eh temp/Eh pH 0 323.8 25.3 305.00 3.67 15.3 0.00 45.511 0.151 0.8 25.000 1.24 Parabólica qB/qe 0.903 -1.6 268.1 324.000 0.70 33.64 3.1 292.

4 25.36 6.911 3.414 4.9846 7.6 6.52 26 5.386 1.146 2.29 25.499 47.316 -5.473 1.20 0.218 0.6 1 2 4 6 10 24 Eh -245.010 24.1 5.000 0.652 ordem zero C/C0 1.4 -202.32 26.0 -238.827 1.240 23.169 1.56 24.63 5.0 -178.1 0.225 166.TAPACURÁ (PE) EXPERIMENTO 10 .832 -3.295 0.6 1 2 4 6 10 24 Eh -182.980 1.002 0.116 0.3 0.27 t (h) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 (h) 0 0.48 25.972 0.3 72.250 EXPERIMENTO 10 .000 #NÚM! #DIV/0! 55.2 25.104 1.3 2.944 7.087 2.844 -0.000 6.8 27.7 -117.33 2.666 47.7 8980.833 0.449 3.000 1.8 -172.056 0.67 8.015 0.452 105.78 24 5.171 2.41 0.486 0.3 6.8 -180.77 0.523 -0.000 1.4 -222.1 26.204 29.24 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 50.32 5.22 25.135 155.000 1.0 6.7 6.6 -226.713 0.414 2.273 155.02 27.153 16.449 3.485 118.619777798 0.6 9560.854 137.93 0.24 1.1 0.483 EXPERIMENTO 10 .66 t (h) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 (h) 0 0.95 24.1 78.135 180.634 -3.268 92.0 24.61348 1.7 -260.524 -2.88 0.944 23.185 0.386 1.88 ln t -2.000 0.1 temp/Eh pH 25.542 0.476 -0.9 23.4333 93.1 25.9 5.232 2a ordem 1/(C/C0) 1.9 -199.499 0.0 293.380 Reator A qA (μmol/g) 0.7 -191.33 23.092 1.000 #NÚM! 43.286 87.1 0.515 48.78 5.0 6.836 ordem zero C/C0 1.720 1.106 4.3927 30.65 5.1375 Elovich Parabólica Potência Z C0-C qB/qe ln qB 1/qB 0.54 0.8 temp/Eh pH 26.6 25.9 140.76 t (h) 1 2 3 4 5 6 7 9 10 (h) 0 0.000 1.294 25.693 1.489 49.4 680.61 5.142 0.9 5.683 1.511 0.65 24.9 5.3275 19.7 510.384 96.2 FINAL -172.200 1.983 1.031 1.67 110.942 2.015 0.205 135.2 153.926 -4.490 -0.219 0.000 1.761 -0.9 -172 -162.81 25.772656322 0.849 1.76 25.3 40.9 9340.016 0.428 6.9 28 25.301 0.621155082 0.971 14.478 -0.8 5.602 0.532 3.33 5.201 29.386 1.224 Elovich Parabólica Potência C0-C qA/qe ln qA 0.9 6 25.75 t (h) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 (h) 0 0.442 6.71 27.947 1.072 0.489 1.54 P adic (μg/L) = 3097 Adição 3 P adic (μmol/L) = 100 t Eh temp/Eh pH temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 0 -290.4 3480.5 27.67 24.256 90.857 0.00 4.39 23.00 0.96 1.775 1.83 5.222 0.703 0.536 -4.667 1.996 -2.3 26.64 1.18 26.722 1a ordem 2a ordem ln (C/C0) 1/(C/C0) 0.41 26.911 -0.406 0.992 4.940 0.37 24.04 6.3 0.98 26.4 25.63 23.992 0.25 26 66.548 0.8 .301 -1.48 25.7 -256.504 48.1 24.3 8.401 7.2 276.401 2a ordem 1/(C/C0) 1 1.178 25.5 -138.203 Z 1/qA #DIV/0! 1.1 6.593 18.4 174.9 ln t -2.348 0.888 187.222 -3.3947 13.22 1.1 520.27 25.22 0.48 ln t -2.2 25.301 0.237 96.22 25.507 0.450 1.4 6.000 0.016 0.06 0.65 6.0 303.45 26.920 EXPERIMENTO 10 .605 -4.62 25.0 6.4 25.CONDIÇÃO REDUZIDA: -200 mV Data: 17/01/2009 P adic (μg/L) = 6194 Adição 4 P adic (μmol/L) = 200 t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 -219.303 -1.162 4.928 -1.3 115.568 -0.3 110.316 0.2 8900 287.258 0.2 25.693 1.435 101.8 -213.224 0.011 0.7 27.2 -192.000 2.080 0.7800 9.7 3200.2 9220 297.79 24.5 26.6 115.2 -171.000 2.000 -1.239 Reator B qB (μmol/g) 0.32 5.75 27.023 0.856 0.228 114.8 -187.653 1a ordem 2a ordem ln (C/C0) 1/(C/C0) 0.42 0.1 4360.996 -2.1 3.4 -162.162 4.164 0.2 25.2 5.109 0.000 -0.68 0.6 1 2 4 6 10 24 Eh -185.975 0.003 -1.92 25.526 0.663 49.992 1.75 24.0 -193.979 1.65 0.0 2.6 5.143 0.005 164.3100 103.3 24.18 6.41 0.222 0.009 1a ordem ln (C/C0) 0.000 0.074 0.6 P adic (μg/L) = 12388 Adição 5 P adic (μmol/L) = 400 t Eh temp/Eh pH temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 0 -204.303 3.5 11220 362.53 24.166 1.7 temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 29.39 1.19 0.1 0.000 1.864 1.4 25.2 23.129 0.000 2.45 2786.03 1.000 2.000 0.15 6.478 1.005 0.693 1.65 6.541 0.53 0.02 27.9 temp/Eh pH 25.8 8.204 1.25 max -94.27 25.522 -3.013 0.350 25.67 0.088 28.12 26.40 6.162 4.61 25.1 16.000 1.033 0.23 27.0000 -0.563 7.000 #NÚM! #DIV/0! 41.970 0.7 -248.558 0.338 1.000 1.410 98.093 4.830 0.010 0.66 25.29 25.05 0.3 0.00 0.9 66.2 temp/Eh pH 25.002 179.67 89.162 2.364 0.1 26.00 103.76 25.2 6.650 -2.692 1.789 -0.1 6.7 15.954 0.0 0.619777798 0.09 25.80 0.0 -174.7 9000 290.000 1.244 0.685 -3.773 1.6211 13.301 -1.17 6.955 0.732 0.929 0.000 -0.000 5.721 Elovich Parabólica Potência C0-C qA/qe ln qA 0.3 0.62 25.899 log t -1.66 25.408 98.00 8.714 1.0 24.602 -0.19 27.16 25.244 0.7926 -0.55 25.59 6.7 24.602 3.8 min -290.10 25.303 3.1 100.878 -2.4 25 25.913 1.86 25.05 0.5 25.010 1.371 34.9 5.151 -2.1 24.44 26.9002 -0.984 0.53 25.584 46.45 27.10 25.61348 1.3 97.000 -0.177 0.67 0.872 1.4 -262 -243 -170.1 6.43 5.46 25.6 5.4 23.49 5.3 2.09 6.3 68.3 0.2 -194.509 7.01 0.000 -0.33 68.039 0.6 5.1 25.162 4.414 2.85 0.40 25.272 3.000 0.05 0.49 0.487 3.3 temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 100.786 3.809 -0.999 0.133 181.922 Z 1/qA #DIV/0! 0.536 -4.298 102.67 0.071 0.7 0.0 25.6778 Elovich Parabólica Potência Z C0-C qB/qe ln qB 1/qB 0.47 23.94 5.078 1.2 25.6 1 2 4 6 10 24 Eh -209.380 Reator A qA (μmol/g) 0.987 0.204 -0.2 23.444 39.9 140.876 1.1 -186.222 0.395 98.623 -3.072 ordem zero C/C0 1.746 1.7 5.402 -0.585 0.620 0.000 #NÚM! 23.9 25.88 25.75 P adic (μg/L) = 1549 Adição 2 P adic (μmol/L) = 50 t Eh temp/Eh pH temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 0 -248.443 1.91 0.51 0.145 1.673 1.000 0.000 2.146 Reator B qB (μmol/g) 0.224 0.69 0.273 0.33 107.57 0.426 1.00 21.491 0.3 6.0 295.9 27.31 25.75 25 6.501 3.495 49.1 -204.3 0.316 0.63 25.8 6.000 0.3 0.6 1 2 4 6 10 24 Eh -211.051 0.6 -126.29 25.660 4.248 0.34 0.5 5.083 0.61 24.142 4.227 1.225 ordem zero C/C0 1.638 0.303 -1.027 2.3 23.60 0.064 1.2 3386.47 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 26.9794 -0.9 5.327 0.520 -4.958 0.81 27.98 25.5 25.35 23.4 25.485 -0.938 0.64 6.7100 61.4 50.8 24.2 -200.00 0.054 0.4 110.1020 7.612 1.31 25.000 -0.000 #NÚM! #DIV/0! 60.034 4.0 301.3 2.602 0.436 ordem zero C/C0 1.81 5.727 0.08 1.693 48.0 140.54 27 23.664 0.045 2.000 4.000 4.000 0.76 0.CONDIÇÃO REDUZIDA: -200 mV Data: 15/01/2009 P adic (μg/L) = 1549 Adição 2 P adic (μmol/L) = 50 t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 -178.0000 2.7 2.429 Z 1/qA #DIV/0! 0.934 5.789 -2.23 25.000 0.000 1.4 3573.65 6.482 7.02 25.71 27.45 25.301 -1.3 6.000 -1.623 0.538 62.1 2253.48 25.516 0.7 -219.182 27.176 ordem zero C/C0 1.460 ordem zero C/C0 1 0.249 0.395 78.6 6.3 2133.3 25.05 5.792 2.793 Elovich Parabólica Potência C0-C qA/qe ln qA 0.981 1.952 0.899 log t -1.778 1.985 2.7 1.505 0.45 0.781 -0.3 1.427 0.48 t (h) 0.0 0.029 0.153 -3.866 0.942 -2.07 0.265 105.000 1.01 0.087 ordem zero C/C0 1.3 24.49 5.32 25.4 3080.0 100.8 6.1594 44.67 3.002 0.061 2.155 Md_A10 -219.135 178.3 24.8 400.112 -4.264 0.023 0.7 -148.67 0.9 -94.57 1.7 3013.608 -1.523 -0.96 27.000 -1.90 -57.780 110.7 25.CONDIÇÃO REDUZIDA: -200 mV Data: 14/01/2009 P adic (μg/L) = 759 Adição 1 P adic (μmol/L) = 25 t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 -180.775 1.5 -189.088 2.449 3.55 5.3 26 5.234 0.27 26.00 0.851 3.000 0.017 -0.967 -3.999 0.05 0.57 6.980 0.132 -5.13 6.6 -163.817 Reator B qB (μmol/g) 0.396 -1.248 93.485 0.89 0.414 2.58 27.1 -281.386 1.449 3.3 4.270 4.314 1.184 Reator B qB (μmol/g) 0.911 -3.727 0.4414 34.2 53.000 1.00 0.167 0.37 0.058 0.693 Z 1/qA #DIV/0! 0.55142 1.64 6.3 0.775 1.3 65.00 1.086 4.6 250.07 1.3 -248.316 0.439 -0.6 -256.276 84.341 -2.164 1.4 -158.6 -264.44 1.93 24.8 9360 302.9 6.729 3.1 6.694 0.22 1.3 temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 203.6 -232.102 -3.4 -278.41 6.1 25.2 24.7 2.93 25.439 0.979 0.28 1.074 0.33 0.412 98.38 25.000 0.3 4.132 7.985 20.815 0.36 26.006 0.511 0.928 26.258 -0.721 2.792 2.5 -279.244 -3.037 3.CINÉTICA .67 27.144 177.773 4.034 0.0 0.5 91.566 1.8 26.858 -0.303 3.000 0.043 1.2 6.034 0.303 3.3 6.337 1a ordem 2a ordem ln (C/C0) 1/(C/C0) 0.9 -180.013 -3.477 0.301 0.21 24.88 6.9691 Elovich Parabólica Potência Z C0-C qB/qe ln qA 1/qA 0.679 48.CONDIÇÃO REDUZIDA: -180 mV Reator A ln t -2.66 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 204.4 4626.48 27.730 0.611 39.805 2a ordem 1/(C/C0) 1.131 0.21 25.210 117.6 1 2 4 6 10 24 Eh -251.9 -255.3 26 5.380 Reator A qA (μmol/g) 0.693 1.5301 4.33 0.94 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 100.274 89.386 1.000 0.7 2.778 1.700 45.62 24.454 -0.4 9000 290.005 1a ordem ln (C/C0) 0.940 26.084 1.899 log t -1.54 26.2 -98 -79.514 0.7 -255.552 -4.2 -157 -151 -135.43 23.850 2.0000 3.6099 1.000 20.55 6.294 0.63 1.3 -290.02 27.966 1.355 90.06 0.613 0.243 0.775 1.005 74.154 26.46 0.31 0.5 25.2 9400.6 5.47 1.000 0.111 4.94 23.43 0.301 0.812 1.33 114.62 6.72 0.51 1.733 49.934 0.013 171.5 80.727 -2.8484 -0.419 -2.2 26.842 0.000 1.395 0.000 2.792 2.156 28.3690 -0.737 2.000 3.1 2253.998 ordem zero C/C0 1.483 49.622 3.178 raiz t 0.2 121.000 2.043 0.000 #NÚM! 62.00 0.29 25.2 -269.65 27.5765 5.66 1.8 10.996 -2.3 0.8 -95.4 9120.8 9120.479 0.23 23.9 temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 472.28 1.045 0.54 0.445 17.6 70.005 0.414 99.201 2a ordem 1/(C/C0) 1.581 46.3 7.0 337.899 log t -1.177 EXPERIMENTO 10 .624 0.7 13.094 1.414 2.6 1 2 4 6 10 24 Eh -229.00 7.186 29.67 149.005 178.4 temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 50.3 0.150 -2.9 -185.4 3426.548 0.86 28.96 24.7 84.204 -0.6 5.5344 10.43 0.9 9720 313.6 1 2 4 6 10 24 Eh -285.620 1.906 1.69 25.2 -232.1 27 27.214 -2.0 3.000 0.7 -147.367 1.000 1.96 25.25 26.4 -203.67 2.396 0.956 1.59 27.491 -3.303 3.821 2.792 2.3 6.7 51.353 13.0565 -0.15 26.911 3.953 177.922 25.6 -154.000 -3.162 4.593 1.86 0.892 0.000 -0.3 temp/Eh pH 24.2 5.000 #NÚM! #DIV/0! 106.3401 -1.634927922 0.6 -179.32 26.253 0.63 0.301 -1.933 1.72 25.88 t (h) 0.724 Z 1/qA #DIV/0! 0.623 0.12 0.0 -209.021 0.6 23.0 -219.67 87.096 0.0000 5.937 0.287 86.2 var 195.63161 1.000 1.6 1 2 4 6 10 24 Eh -195.966 0.67 25.135 0.834 40.86 25 78.081 2.258 1.82 0.28 1.2286 Elovich Parabólica Potência Z C0-C qB/qe ln qB 1/qB 0.3 72.048 -4.830 0.641 2a ordem 1/(C/C0) 1.303 -1.00 0.22 EXPERIMENTO 10 .3 0.3 2133.874 2.029 0.21 25.1 10440.025 0.5 25.0 289.30 6.794 -4.54 24.1 0.685 0.062 0.000 0.18 1.28 0.47 23.5 -134.7 -282.8 9020 291.101 2a ordem 1/(C/C0) 1.18 1.224 0.00 13.52 1.82 25.92 26.74 5.74 26.723 49.8 27.998 0.000 -0.4396 29.775 1.899 log t -1.070 2.225 0.05 0.768 4.28 1.89 5.943 0.32 5.150 2.652 7.844 1.713 1.3 8.809 -2.316 0.4 200.975 0.7 -134.996 -2.08 25.6 10.56 0.511 0.00 0.9 25.563 0.380 Reator A qA (μmol/g) 0.642 0.998 0.53 5.000 0.63 1.683 66.85 25.000 2.66 0.612 -0.081 0.075 1.5708 4.984 1.794 1.000 1.1 6.60 26.4 3533.2 -172.1 27.37 27.3 0.380 qA (μmol/g) 0.0 3.4 144.818 1.114 2.605 -0.11 6.4 26.62 24.876 3.88 0.303 -1.3100 93.384 0.9 6.7 -57.473 1.62431 1.2 420.688 1.00 1.17 26.42 6.64456891 0.00 16.7 0.775 1.49396 Elovich Parabólica Potência Z C0-C qB/qe ln qA 1/qA 0.301 0.02 25.870 0.021 2.00 10.57498 1.000 #NÚM! 135.000 #NÚM! 95.29 25.548 0.3 26.1 5.52 23.1 41.203 0.9269 23.79 24.9 5.696 1.000 0.241 0.702 2.614 1.5 2706.6 8940 288.818 0.015 1a ordem ln (C/C0) 0.444 -0.3 3413.440 0.3 0.083 2.9 5.7 0.94 26 183.2 6.178 0.663 48.428 6.696 46.4 340.0 6.1 106.35 0.3 6.1 3.132 7.99 0.007 0.222 1.28 0.5 26.085 1.373 -3.6 26.000 0.06 0.64 24.12 0.0688 122.178 raiz t 0.316 0.0 294.23 t (h) 1 2 3 4 5 6 7 9 10 (h) 0 0.33 0.222 0.523 -0.094 2.60 24.011 0.000 1.000 -0.19 26.483 49.612891378 0.303 -1.86 0.523 -0.00 1.4 INICIAL -241.669360022 1a ordem ln (C/C0) 0.15 25.2 2626.966 0.0 3.245 0.1 76.3 0.140 0.00 0.135 0.732 169.000 0.CONDIÇÃO REDUZIDA: -200 mV Data: 16/01/2009 P adic (μg/L) = 3097 Adição 3 P adic (μmol/L) = 100 t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 -232.57 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 468.478 -0.880 5.6 60.792 2.778 8.778 1.521 -1.2 -189.999 0.602 0.2 -220.02 0.150 2.4 6.227 0.043 0.306 83.364 93.523 -0.000 0.72 24.52 t (h) 0.251 0.79 24.13 26.1 26.401 7.7 16.00 0.69 24.220 Elovich Parabólica Potência C0-C qA/qe ln qA 0.115 1.414 2.3 9140.030 178.4 9080.00 39.1 -204.558 -0.996 -2.76 P adic (μg/L) = 6194 Adição 4 P adic (μmol/L) = 200 t Eh temp/Eh pH temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 0 -220.025 0.052 7.956 93.000 1.9 -226 -218.297 4.55 3333.421 100.260 95.821 -3.967 1.716 0.000 1.582 -4.61 25.5 27.8 5.13 0.1 83.000 1.16 25.73 1.2730 -0.778 1.92 0.4 -227.011 0.916 0.485 Reator B qB (μmol/g) 0.4095 6.605 -0.500 0.00 4.397 1.075 0.30 27 5.132 171.29424 1.4 -194.140 178.222 0.33 1.6 25.045 1a ordem ln (C/C0) 0.1 1230.2 -185.41 26.908 1.7 -152.7 3.1 5.68 0.3 0.5 25.095 4.059 0.428 7.77 5.55 0.647 37.786 1.2 111.49 0.4 4.971 2.633 0.4480 22.642 1.965 0.3 25.7 25.963 1.6 26.052 -2.1529 12.216 4.244 0.871 -4.24 24.08 25.025 0.178 raiz t 0.2 -196.02 0.204 -0.087 2.005 1.009 0.5 25.3 6.596 130.07 23.61 0.99 25.287 0.04 0.5 35.548 0.27 25.000 -0.178 raiz t 0.511 0.5 -194.729 0.000 #NÚM! #DIV/0! 18.602 0.CONDIÇÃO REDUZIDA: -200 mV Data: 18/01/2009 P adic (μg/L) = 12388 Adição 5 P adic (μmol/L) = 400 t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 -189.8964 97.481 0.9 6.331 87.2 5.33 68.301 -1.224 0.26 25.9 3120.070 2.63 25.602 0.027 0.965 182.060 0.7 3.010 1a ordem ln (C/C0) 0.6 1 2 4 6 10 24 Md_A10 max min var INICIAL FINAL Eh -180.0 1.92 24.693 1.54 0.00 12.94 27.9 16.984 22.0 308.7 1.3 223.00 99.0 294.449 3.386 0.000 0.00 0.7 109.703 2a ordem 1/(C/C0) 1.25 25.68 5.532 Elovich Parabólica Potência C0-C qA/qe ln qA 0.00 0.471 1.584 1.256 0.673 -4.52 ln t -2.0 6.5 5.409 98.9 6.224 0.615645946 0.8 -155.778 1.204 -0.366 91.00 2.58 25.5 -154.135 0.016 0.0 6.6 -270.557 0.000 1.178 raiz t 0.008 1a ordem ln (C/C0) 0.6 5.80 27.990 1.0 112.65 24.95 1.063 ordem zero C/C0 1.80 1.9 4.4 -227.022 0.8 5.29 t (h) 0.3 5.511 0.63 26.135 0.832 0.428 7.940 2.9 5.22 t (h) 0.00 16.000 -1.000 2.0 1.049 0.4 -209.8 5.2 6.706 -3.27 P adic (μg/L) = 759 Adição 1 P adic (μmol/L) = 25 t Eh temp/Eh pH temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 0 -241.617 7.8 5.003 1.1 5.548 0.67 0.75 26.8 26.378 4.034 28.711 -0.000 0.539 -2.80 0.649 3.630 -0.316 0.51 5.42 6.35 24.204 -0.000 0.09 0.720 1.089 -0.4 25.0 2.21 0.4 240.7 15.134 0.

432 4.527 0.6 1 2 4 6 10 24 Eh 113.511 0.7 82.851 -0.19 5.117 48.4 120.22 26.000 0.505 12.2 280.76 0.250 70.3 141.000 3.000 0.06 0.895 1.15 0.994 1.000 0.58 25.TAPACURÁ (PE) EXPERIMENTO 11 .855 47.039 0.7 -14.983 -2.3 26.074 .7 23.00 0.4 23 25.000 0.9 25.65 27.64 5.3 25.3 0.9 11.00 0.000 1.273 0.86 Adição 3 t Eh 0 81.78 ln t -2.756 3.6 1 2 4 6 10 24 Eh -4.629 83.3 6.899 log t -1.0 220.20 0.451 31.658 14.114 0.9 23.0 23.898 7.4 25.301 -1.02 0.9 25 25 25.224 0.1 26.000 0.1 64.97 4.17 0.936 Reator B qB (μmol/g) 0.4 25.419 48.449 2.7 81.266 -2.018 -0.45 0.38 4.621 0.792 2.23 25.239 101.449 3.688 0.7 26.511 0.594 4.792 2.9 24.000 2.000 0.00 95.70 1.3 0.516 0.5 26.7 42.345 0.665 74.000 2.28 0.9 P adic (μg/L) = 3097 P adic (μmol/L) = 100 temp/Eh pH temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 23.216 3.172 8.654 0.3 450.7 26.981 2.517 12.849 6.998 2.8 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 418.679 1.414 -0.55 4.995 -0.778 1.036 0.096 35.000 1.00 127.6 1 2 4 6 10 24 Eh 18.8 24.228 1a ordem 2a ordem ln (C/C0) 1/(C/C0) 0.970 -0.7 t (h) 0.526 0.74 0.00 7.001 0.8 23.5 85.010 1.882 2.245 98.095 1.216 0.56 0.303 -1.67 10.99 t (h) 0.990 1.00 16.374 -1.014 0.1 240.324 1.60 27.043 7.0 23.001 1.6 4.549 10.81 ln t -2.CINÉTICA .05 0.000 0.6 7160.00 1.98 24.261 -3.264 95.5 26.023 0.640 2.9 8160.8 26.095 0.273 -1.6 P adic (μg/L) = 759 P adic (μmol/L) = 25 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 25.352 10.05 1 2 3 4 5 6 7 8 9 (h) 0 0.000 -0.685 1.602 0.305 0.4 temp/Eh pH 26.77 23.000 1.04 6.33 5.00 73.963 1.660 0.069 0.7 1920.7 18.4 27.380 qA (μmol/g) 0.48 4.00 0.000 0.931 0.762 43.069 0.7 360.756 90.000 1.48 0.738 -1.6 1 2 4 6 8 9 24 Md_A11 max min var INICIAL FINAL Eh 327 319.366 10.458 1.30 1.134 6.238 9.8 388.852 -1.693 1.098 0.380 Reator A qA (μmol/g) 0.000 1.000 2.097 0.586 13.3 38.085 1.178 raiz t 0.00 0.7 300.917 0.942 2.00 0.85 25.434 6.100 -2.64 22.409 5.467 0.67 1.032 0.383 0.00 18.79 0.3 45.293 0.305 -0.8 2.385 29.0 249.162 4.44 6.962 0.478 4.05 1 2 3 4 5 6 7 9 10 11 (h) 0 0.9 24.689 0.01 0.53 26.427 0.97 5.9 100.147 8.39 1.910 8.004 0.1 0.396 0.178 raiz t 0.2 23.8 2013.7 2440.000 #NÚM! #DIV/0! -1.4 197.990 4.573 0.00 0.059 2.143 0.597 4.38 24.000 -0.084 300.00 5.079 320.50 5.05 0.4 67.000 #NÚM! #DIV/0! -1.9 26.301 0.0 231.861 1.140 189.02 4.08 0.00 7.810 16.072 1a ordem 2a ordem Elovich Parabólica Potência Z ln (C/C0) 1/(C/C0) C0-C qA/qe ln qA 1/qA 0.00 2.03 1.965 7.00 3.96 23.541 0.323 10.8 9120.7 26.0 5.379 10.431 0.871 -0.9 54.7 42.64 26.377 0.23 24.0 24.535 -3.216 0.825 1.160 0.805 1.48 24.47 5.303 -1.67 0.67 4.00 1.496 -3.037 1.4 1306.167 4.329 10.000 5.943 25.5 240.00 159.000 0.617 12.000 1.1 2280.77 3.107 265.45 25.33 1.903 1.6 23.5 126.977 2.284 0.9 24.65 1.9 28.00 6.75 25.880 25.310 10.9 23.238 Reator B qB (μmol/g) 0.782 0.872 1.699 -2.53 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 101.000 1.666 -1.954 1.400 0.4 23.64 0.386 1.899 log t -1.9 24.909 1.22 4.000 2.9 27.43 0.101 0.000 0.633 0.1 0.66 4.330 0.675 0.4 388.00 3.3 56.000 0.380 Reator A qA (μmol/g) 0.985 1.089 -2.33 3.523 -0.80 23.62 23.375 0.00 4.5 274.859 1.13 6.05 1 2 3 4 5 6 7 9 10 (h) 0 0.5 352.996 -2.5 23.055 1.711 49.227 0.1 41.5 305.00 263.3 253.081 0.962 -1.78 27.669 14.179 0.102 0.05 0.81 0.14 28.55 5.881 0.230 0.000 #NÚM! #DIV/0! -0.1 323.493 -2.002 0.607 -3.935 2.977 -2.04 0.7 180.34 25.110 ordem zero C/C0 1.125 0.296 26.8 22.07 23.3 26.489 0.564 -1.27 23.640 1.325 Elovich Parabólica Potência Z C0-C qA/qe ln qA 1/qA 0.068 0.931 0.27 5.751 42.9 24.313 0.76 3.965 0.000 1.25 0.7 6.474 ordem zero C/C0 1.383 Elovich Parabólica Potência Z C0-C qB/qe ln qA 1/qA 0.562 12.5 176.1 48.948 -2.7 5.035 1.203 0.84 3.6 121.1 55.091 -4.3 0.39 4.094 1a ordem 2a ordem Elovich Parabólica Potência Z ln (C/C0) 1/(C/C0) C0-C qB/qe ln qB 1/qB 0.899 log t -1.235 125.000 #NÚM! #DIV/0! 121.00 0.37 5.13 4.21 0.967 1.7 4.8 2.7 23.333 0.787 23.9 4.9 190.356 Elovich Parabólica Potência Z C0-C qA/qe ln qA 1/qA 0.301 1.157 171.000 1.224 0.099 0.991 54.854 0.912 6.4 22.039 0.35 6.548 0.85 0.2 329.859 -0.792 2.1 26.12 0.899 log t -1.164 1.048 12.934 -1.930 2.178 0.00 1.7 81.222 0.961 23.83 0.000 0.828 3.6 1 2 4 6 10 24 Eh 87.23 0.386 1.173 3.000 -0.99 5.7 25.000 1.162 4.99 3.370 0.528 -2.2 pH 6.048 0.85 22.918 1.4 275.57 24.87 27.3 65.7 5066.55 1.36 4.484 4.97 4.076 0.5 2960.966 0.000 0.244 99.97 3.88 0.026 1.2 3.000 0.33 1.2 23.5 ln t -2.595 2.820 2.027 -1.003 2.250 EXPERIMENTO 11 .82 0.411 102.610 -1.450 0.366 ordem zero C/C0 1.412 0.517 1.480 11.7 23.05 0.184 147.3 23 4.960 1.080 304.030 1.682 -1.27 0.23 5.000 0.2 26.27 26.945 6.13 4.36 23.958 8.0 133.6 73.533 0.21 0.000 #NÚM! #DIV/0! 58.0 23 7740.6 pH 4.678 1.209 ordem zero C/C0 1.88 t (h) 0.97 25.511 0.33 3.114 0.1 0.186 3.635 79.185 4.602 0.33 450.33 1.701 0.125 Reator B qB (μmol/g) 0.4 26.316 0.281 9.775 1.013 0.222 0.148 0.316 0.2 202.00 9.3 0.3 115.34 4.6 26.73 5.301 -1.511 0.386 47.265 25.301 0.5 23.8 240.000 2.33 2.8 t (h) 0.33 8.17 5.00 114.4 2413.630 13.676 -0.708 0.4 116.42 22.5 100.301 -1.44 26 78.077 0.17 0.4 25.303 3.7 176.079 0.00 5.6 26.79 24.64 4.33 2.942 0.13 24 141.00 21.018 0.385 7.091 1a ordem 2a ordem ln (C/C0) 1/(C/C0) 0.1 25.386 1.197 152.241 100.452 0.749 5.0 24.13 4.993 -2.000 -0.19 27.594 1.991 -0.079 323.414 2.5 5.901 1.41 0.36 0.49 5.88 26.00 5.000 #NÚM! #DIV/0! 45.058 0.391 -0.940 47.655 -1.2 23.874 0.832 1.23 5.96 1.534 4.6 1 2 4 6 10 24 Eh 197.81 26.4 t (h) 0.523 -0.580 -0.656 1.6 180.0 321.952 0.126 0.88 0.924 -1.0 95.71 27.03 5.33 1.57 0.05 1 2 3 4 5 6 7 8 9 (h) 0 0.8 4260.066 0.142 187.938 22.057 1a ordem 2a ordem Elovich Parabólica Potência Z ln (C/C0) 1/(C/C0) C0-C qB/qe ln qB 1/qB 0.774 1.204 -0.6 75.174 0.472 4.4 94.8 207.2 83.3 0.356 43.78 1.783 0.82 0.69 27.775 1.301 -1.0 37.204 -0.790 1.99 24 520.690 2.0 23.251 97.4 46.8 temp/Eh 25 25.75 t (h) 0.975 1.299 3.75 0.927 ordem zero C/C0 1.0 82.76 3.000 -2.88 0.126 195.052 11.5 4.CONDIÇÃO OXIDADA: + 200 mV Data: 24/01/2009 P adic (μg/L) = 12388 Adição 5 P adic (μmol/L) = 400 t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 311 23.203 0.8 372.3 0.057 0.00 1.863 17.517 -2.4 81.748 20.15 2.076 0.96 24 560.548 0.222 0.330 1.672 5.850 24.036 -2.133 23.9 24.162 3.145 178.4 26.82 0.0 62.04 24.75 4.905 2.7 103.394 7.2 3.204 -0.534 1.9 pH 6.028 0.00 294.948 1.9 pH 4.418 7.CONDIÇÃO OXIDADA: + 200 mV Reator A ln t -2.30 22.89 4.0 29.19 0.8 5.4 600.000 0.5 4.117 0.000 0.323 0.000 2.9 23.093 278.449 3.017 1.162 4.9 241.86 3.996 -2.78 temp/Eh 23.703 0.775 1.9 23.975 7.00 11.601 0.134 -1.518 50.508 -2.7 506.6 103.0 118.42 0.37 0.523 1.3 81.39 6.318 27.5 5.69 0.141 -1.18 28.775 1.64 5.991 -0.383 0.222 0.303 11.99 Adição 1 t Eh 0 75.79 26.7 94.778 1.73 5.3 61.CONDIÇÃO OXIDADA: + 200 mV Data: 23/01/2009 P adic (μg/L) = 6194 Adição 4 P adic (μmol/L) = 200 t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 109.746 1.8 5.7 22.33 2.801 2.65 1.00 0.67 16.558 0.3 77.000 -0.647 14.508 0.526 130.55 450.5 33.89 4.4 26.27 0.036 -2.11 4.09 0.27 0.42 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 52.33 3.095 0.778 0.2 111.51 27.965 0.162 4.000 1.548 0.511 95.CONDIÇÃO OXIDADA: + 200 mV Data: 22/01/2009 P adic (μg/L) = 3037 Adição 3 P adic (μmol/L) = 100 t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 48.771 1.05 1 2 3 4 5 6 7 8 9 (h) 0 0.67 3.4 300.78 4.0 9.39 28.15 4.0 7.01 26.296 0.693 1.323 0.039 0.927 -0.1 25.106 4.06 4.108 3.39 25.7 388.2 23.7 23.146 0.168 165.8 23.847 -0.614 1.2 5.00 211.3 0.000 1.20 22.723 0.9 65.7 16.07 4.3 2546.123 201.82 0.05 0.2 259.1 4626.4 26 440.3 4.467 1.37 26.069 ordem zero C/C0 1.832 1.9 24.6 342 389 434.00 2.36 t (h) 0.2 temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 207.31 28.000 0.3 0.9 27.602 0.000 1.987 0.992 1.000 2.2 586.088 ordem zero C/C0 1.88 Adição 2 t Eh 0 11.67 1.386 0.279 -0.766 0.301 0.5 20.4 56.000 0.00 9.837 4.111 0.7 23.802 0.90 0.406 0.7 860.974 ordem zero C/C0 1.178 raiz t 0.41 4.94 3.5 84.16 0.070 24.603 50.404 0.1 0.04 0.8 336.402 11.000 -0.15 4.67 0.303 3.852 0.502 -2.107 0.1 168.7 6540.271 24.523 -0.210 0.8 58.0 14.178 raiz t 0.541 12.000 0.59 4.204 -0.7 111.973 0.00 3.039 0.548 0.202 0.36 23.39 1.1 6840.5 265.48 23.991 2.1 25.2 441.51 26.316 0.3 66.287 -2.2 3266.000 1.5 506.7 temp/Eh 23.4 439.045 0.841 17.9 260.031 -3.27 temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 51.000 1.1 82.778 1.127 24.414 2.083 7.449 3.1 27.026 EXPERIMENTO 11 .367 0.548 0.128 0.326 3.14 0.346 1.88 3.299 3.541 0.8 26.908 0.044 Elovich Parabólica Potência Z C0-C qB/qe ln qA 1/qA 0.975 ordem zero C/C0 1.273 0.384 0.09 6.46 6.5 23.2 t (h) 0.537 -1.625 0.000 1.103 22.055 4.99 0.9 5.773 118.67 2.0 27.472 31.998 ordem zero C/C0 1.4 147.07 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 209.230 5.224 0.5 219.CONDIÇÃO OXIDADA: + 200 mV Data: 20/01/2009 P adic (μg/L) = 759 Adição 1 P adic (μmol/L) = 25 t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 41.380 Reator A qA (μmol/g) 0.000 4.67 21.09 4.000 #NÚM! #DIV/0! 97.196 -1.972 -0.791 -0.7 381.8 6.316 0.55 0.4 3940.4 23.67 7.678 1.33 5.008 -2.2 4760.9 temp/Eh pH 23.6 30.67 2.6 135.79 5.016 2.000 0.024 0.6 79.45 1.676 0.559 4.00 0.33 5.9 130.000 #NÚM! #DIV/0! 91.9 24.52 5.969 0.67 6.323 42.3 26.573 2.000 1.414 2.121 223.690 14.71 26.00 27.81 0.5 100.80 6.4 temp/Eh pH 23.191 129.00 2.62 5.437 0.78 23.675 1.02 3.6 1 2 4 6 8 9 24 Md_A11 max min var INICIAL FINAL Eh 273.98 0.559 24.2 23.719 0.000 0.889 0.68 4.48 25.693 1.4 74 95.1 24.385 10.475 0.33 4.22 4.9 180.7 506.00 11.8 348.7 5.4 680.32 0.4 465.319 0.260 3.75 5.602 0.000 2.7 13.306 0.67 2.449 3.71 4.0 28.3 75.031 1.20 27.5 25.8 25.000 0.4 25.51 26 148.204 -0.247 97.6 27.969 1.023 0.886 12.9 24.999 -2.0 71.083 302.635 79.642 0.597 0.548 -2.1 26.7 388.045 2.000 4.7 18.2 9940.15 6 10 24 Eh 48.240 0.7 105.6 pH 5.707 0.149 0.00 9.541 12.616 0.736 0.942 2.36 P adic (μg/L) = 6194 Adição 4 P adic (μmol/L) = 200 t Eh temp/Eh pH temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 0 207.7 201.000 0.000 -0.000 0.39 0.3 6060.5 temp/Eh 26.702 11.474 EXPERIMENTO 11 .3 0.602 0.230 1a ordem 2a ordem ln (C/C0) 1/(C/C0) 0.7 pH 5.7 26.84 temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 27.4 3680.2 129.203 23.62 25.000 1.293 3.5 25.3 269 327.509 -2.5 3.5 P adic (μg/L) = 12388 Adição 5 P adic (μmol/L) = 400 t Eh temp/Eh pH temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 0 372.34 23.4 temp/Eh 23.407 0.88 23.00 0.02 1.000 2.95 0.792 3.479 Reator B qB (μmol/g) 0.9 4.2 24.297 9.5 26.071 0.064 0.131 190.000 -0.012 0.037 0.526 -0.117 256.188 0.489 -3.583 1.18 24.000 1.068 0.897 -0.523 -0.9 t (h) 0.078 6.26 1.511 0.3 25.263 0.9 27.39 1.244 -2.639 0.552 0.559 -1.178 -2.900 5.037 0.5 5.00 1.988 -2.5 23 pH 4 4 3.070 0.0 26.7 149.077 7.769 -1.814 0.8 185.54 3.301 -1.765 44.1 55.74 24 61.585 -2.125 191.411 40.952 0.000 1.4 680.792 2.2 109.1 123.140 0.1 108.027 1.17 26 4940.6 6.000 0.3 173.754 15.1 417.9 111 128.0 114.747 0.534 4.4 220.8 23.036 1a ordem 2a ordem Elovich Parabólica Potência Z ln (C/C0) 1/(C/C0) C0-C qA/qe ln qA 1/qA 0.084 3.720 5.00 225.996 -2.693 1.079 1a ordem 2a ordem ln (C/C0) 1/(C/C0) 0.54 26.882 0.792 2.00 137.4 temp/Eh 26.964 -2.8 71.102 0.01 0.954 0.899 log t -1.84 24 61.857 0.422 0.000 1.9 24.613 2.249 0.67 1.130 3.3 210.303 -1.507 0.928 2.224 0.970 1.5 450.202 0.224 0.602 0.93 4.939 1.5 28.9 23.074 0.084 0.246 1.128 198.254 9.538 -2.37 1.82 3.068 0.8 23.676 14.24 26.301 0.7 1733.6 23.693 0.984 45.6 285.0 19.070 0.5 26.7 163.0 5.964 2.44 5.42 EXPERIMENTO 11 .2 25.71 0.662 7.6 75.414 2.89 0.1 365.693 1.849 0.010 -2.78 5.69 25.414 2.7 144.7 656.7 26.4 temp/Eh pH 23.1 163.000 2.55 24.22 0.20 0.316 0.08 24.372 -2.15 0.841 0.8 58.035 1.11 1.4 23 25.157 0.000 -0.000 0.9 temp/Eh 23.060 0.301 -1.523 -0.86 4.326 3.119 190.968 0.79 24.507 92.774 1.97 23.718 44.787 23.597 -1.990 1.185 142.079 2.242 25.00 1.125 8.7 150.0 78.60 0.197 3.079 4.6 24.776 46.0 24.81 27 100.92 25.8 4.62 0.996 -2.75 0.2 27.823 8.85 temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 101.008 1a ordem 2a ordem ln (C/C0) 1/(C/C0) 0.000 1.000 1.9 26.526 -1.3 311 temp/Eh pH 24.034 1a ordem 2a ordem Elovich Parabólica Potência Z ln (C/C0) 1/(C/C0) C0-C qB/qe ln qB 1/qB 0.156 7.2 920.778 1.CONDIÇÃO OXIDADA: + 200 mV Data: 21/01/2009 P adic (μg/L) = 1519 Adição 2 P adic (μmol/L) = 50 t (h) Eh temp/Eh pH temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 0 -14.386 1.67 1.75 22.95 0.240 100.00 0.477 1.008 1.000 1.9 -14.303 1.5 2960.43 4.3 60.3 3540.0 80.0 24.699 Elovich Parabólica Potência Z C0-C qA/qe ln qA 1/qA 0.94 28.6 151.419 30.000 0.00 0.281 9.9 3.093 0.086 289.52 0.53 24.3 0.146 4.581 2.725 -3.75 0.163 153.025 2.9 388.09 0.693 13.2 6980.119 -4.6 102.64 t (h) 0.135 191.268 0.170 8.6 77.23 27.261 5.97 P adic (μg/L) = 1549 P adic (μmol/L) = 50 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 22.000 2.00 3.1 24.6 1 2 4 6 10 24 Eh 81.071 0.051 0.8 26.000 #NÚM! #DIV/0! -1.643 -1.303 3.266 1.303 -1.5 238.6 24.8 temp/pH A (μg/L) A (μmol/L) 416.7 11.7 25.2 586.412 0.3 22.6 1 2 4 6 10 24 Eh 66.582 0.665 -1.7 16.971 0.64 26.000 #NÚM! #DIV/0! -0.903 0.245 169.157 183.812 -0.0 195.178 raiz t 0.4 6.48 24 7200.520 98.380 Reator A qA (μmol/g) 0.5 58.75 1.82 1.728 5.865 1.7 4.38 5.380 1.000 0.106 3.00 21.324 -1.142 3.8 4140.000 -0.301 0.319 3.211 0.090 285.7 405.6 150.81 temp/pH B (μg/L) B (μmol/L) 25.620 0.0 153.403 0.869 2.901 2.52 0.033 0.1 0.657 23.905 6.386 1.0 25.017 0.054 0.00 232.99 27.716 0.9 26.8 23.2 26.584 -3.959 2.037 20.593 0.370 7.996 -2.532 24.761 2.948 6.092 0.4 22.798 -2.3 25.31 0.222 0.61 23.9 ln t -2.8 4.075 Reator B qB (μmol/g) 0.303 -1.2 55.996 -2.87 23.775 1.303 3.558 4.8 23.1 1160.275 0.382 28.273 -3.487 3.301 -1.927 2.726 -1.5 4.126 EXPERIMENTO 11 .755 21.126 205.3 3540.57 1.000 1.000 0.67 2.027 -3.

AJUSTE ELOVICH CONDIÇÃO REDUZIDA (-200 mV) CONDIÇÃO REDUZIDA (-100 mV) .DIVISA (RS) CONDIÇÃO REDUZIDA (-200 mV) CONDIÇÃO REDUZIDA (-100 mV) EXPERIMENTO 7 – DIVISA .CINÉTICA – EXPERIMENTO 7 .

CINÉTICA – EXPERIMENTO 8 .DIVISA (RS) CONDIÇÃO OXIDADA (+150 mV) CONDIÇÃO OXIDADA (+250 mV) EXPERIMENTO 8 .AJUSTE ELOVICH CONDIÇÃO REDUZIDA (+150 mV) CONDIÇÃO REDUZIDA (+250 mV) .

CINÉTICA – EXPERIMENTO 9 .DIVISA (RS) CONDIÇÃO OXIDADA (+400 mV) AJUSTE ELOVICH .

CINÉTICA - EXPERIMENTO 3 – TAPACURÁ (PE) CONDIÇÃO REDUZIDA (-100 mV)

EXPERIMENTO 3 - AJUSTE ELOVICH CONDIÇÃO REDUZIDA (-100 mV)

CINÉTICA - EXPERIMENTO 4 – TAPACURÁ (PE) CONDIÇÃO OXIDADA (+150 mV)

EXPERIMENTO 4 - AJUSTE ELOVICH CONDIÇÃO OXIDADA (+150 mV)

CINÉTICA - EXPERIMENTO 5 – TAPACURÁ (PE) CONDIÇÃO REDUZIDA (-200 mV)

EXPERIMENTO 5 - AJUSTE ELOVICH CONDIÇÃO REDUZIDA (-200 mV)

CINÉTICA - EXPERIMENTO 6 – TAPACURÁ (PE) CONDIÇÃO OXIDADA (+300 mV)

EXPERIMENTO 6 - AJUSTE ELOVICH CONDIÇÃO OXIDADA (+300 mV)

CINÉTICA .EXPERIMENTO 10 – TAPACURÁ (PE) CONDIÇÃO REDUZIDA (-200 mV) EXPERIMENTO 10 .AJUSTE ELOVICH CONDIÇÃO REDUZIDA (-200 mV) .

AJUSTE ELOVICH CONDIÇÃO OXIDADA (+200 mV) .CINÉTICA .EXPERIMENTO 11 – TAPACURÁ (PE) CONDIÇÃO OXIDADA (+200 mV) EXPERIMENTO 11 .