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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS ENGEHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL CET042 - TRATAMENTO DE ÁGUAS DE ABASTECIMETO

DIMENSIONAMENTO DA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA PARA SIMÕES FILHO

[Digite texto] CRUZ DAS ALMAS MAIO 2013

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DIMENSIONAMENTO DA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA PARA SIMÕES FILHO

VINICIUS BORGES VINICIUS RAMOS FREIRE

Trabalho realizado como avaliação parcial da disciplina Tratamento de Resíduos Sólidos, sob a orientação da Professora Selma, do Curso de Engenharia Sanitária e Ambiental, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, campus Cruz das Almas.

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............................................................................................... 9 Figura 3 Área de Ocupação da ETA ............................................................................ 10 Figura 4 Levantamento Planialtimétrico da área de localização ....................................................................................................................................................................... 6 Economia .............3 1............................................................................. 6 1......... 32 Referencias Bibliográficas .... 11 Figura 7 Croqui Misturador Rápido ................ 21 6 7 8 9 Filtração (Filtros Rápidos de Fluxo Descendente) ............................................................................. 17 Decantadores ................................................................ 17 [Digite texto] CRUZ DAS ALMAS MAIO 2013 ........................... 11 Figura 5 Comportamento da Chuva na área de localização .1 1... 12 Dimensionamento Hidráulico ..................................................................... 8 ESTUDO TÉCNICO PRELIMINAR .... 12 Estudos de concepção..................................... 9 3 4 5 Definição dos processos de Tratamento .................. 6 Clima e Relevo....................................... 32 Casa de Química..............2 1....................................... 33 LISTA DE FIGURAS Figura 1 Produto Interno Bruto do Município de Simões Filho .........................................................................................................................................................................3 Capitação ......2 2.......................................................................................................................1 5...................................................................................1 2...................................................................4 2 Generalidades ..........................2 5....... 8 2..................................................................... 7 Meio Biótico .......... 8 Localização da ETA ....3 Mistura Rápida ( Calha Parshall) ................................................ 13 Floculador ..................................................... 13 5.......................................................................................................................... 27 Tanque de Contato .............................................................................................................................. 8 Qualidade do Manancial ............................................................................................................................SUMÁRIO 1 DESCRIÇÃO DA LOCALIDADE ......... 7 Figura 2 Área de Localização da ETA ................................................................................................................................................................

............ 31 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Classificação d água naturais para abastecimento público ..................................................................................... 13 Tabela 3 Valores Para Dimensionamento da Calha Parshall ..................... 30 Tabela 8 Tubulações imediatas – Filtros simples (em mm) ............................ 29 Tabela 7 Reguladores de vazão para água de lavagem ..................................................................................... 14 Tabela 4 Valores Para Dimensionamento da Calha Parshall ............................................................. 21 Figura 9 Croqui do Filtro Rápido de fluxo descendente ..................................... 12 Tabela 2 Estudo de Concepção da vazão....................................... 28 Tabela 6 Relações Para Dimensionamento do Fundo Falso .................................... 30 [Digite texto] CRUZ DAS ALMAS MAIO 2013 ............................................Figura 8 Croqui do Floculador ............................................................... 14 Tabela 5 Área dos Filtros.......................................

cacau (amêndoa). laranja e pimenta do reino e a criação de bovinos.2 Economia Segundo dados divulgados pela Prefeitura Municipal de Simões Filho em seu web site o município apresenta atualmente a 5º economia do estado contendo hoje quase 200 indústrias de diversos segmentos e um porto natural extremamente protegido a Baía de Aratu importante fator que impulsiona a implementação de novas empresas devido o fator escoamento dos seus produtos. destacando-se o cultivo de banana. manga.1 DESCRIÇÃO DA LOCALIDADE 1. No contexto econômico. com baixa representatividade. A atividade agropecuária. goiaba./km². Segundo o IDE publicado pela SEI (2002) o município de [Digite texto] CRUZ DAS ALMAS MAIO 2013 . Situada na mesorregião metropolitana com apenas 20 km de distancia da capital. podemos considerar o Centro Industrial de Aratu – CIA e o Complexo Petroquímico de Camaçari – COPEC como sendo os dois marcos mais importantes para a economia local. sua população segundo dados do IBGE 2010 ( Instituto Brasileiro de Geografia ) é de 118047 habitantes com uma estimativa para 2012 de um contingente populacional de 121416 habitantes. suínos e ovinos. e em público 7 de novembro de 1961 recebeu este nome em homenagem ao jornalista Ernesto Simões Filho fundador do Jornal A Tarde. também se faz presente no município. O Índice de Desenvolvimento Econômico – IDE é um indicador econômico resultante da análise dos níveis de infraestrutura (INF) e qualificação de mão de obra (IQM) existentes e da renda gerada localmente (IPM).1 Generalidades Simões Filho foi criado através da emancipação do distrito de Água Comprida da capital baiana Salvador.223 Km² e uma densidade demográfica de 586. 1.65 hab. em uma área territorial de 201. coco-da-baía.

as Planícies Marinhas e Fluvio marinhas e as Baixadas Litorâneas. Simões Filho apresenta clima úmido com temperaturas médias anuais de 24.Simões Filho aparece como a quinta economia baiana em 1998. mangues. Ipitanga II e Ipitanga III. arenitos. sendo que as maiores concentrações pluviométricas ocorrem entre os meses de abril e junho. depósitos fluviais e costeiros (areias de praias. terraços e cordões litorâneos). A hidrografia é composta pela bacia do rio Joanes. As formas de relevo predominantes no município são os Tabuleiros PréLitorâneos. sendo os principais afluentes os rios Córrego Cantagalo e o Córrego Muriqueira. Joanes II. dunas. associadas a uma geologia com presença de conglomerados. Comparado aos demais municípios da RMS o município classifica-se como a quarta economia da região Figura 1 Produto Interno Bruto do Município de Simões Filho Fonte: IBGE 1. gnaisses. Ao longo da bacia aparecem as represas Joanes I. [Digite texto] CRUZ DAS ALMAS MAIO 2013 .3 Clima e Relevo Devido a grande proximidade do litoral.7°C. pluviosidade média anual entre 1600 e 2000 mm.

1. A vegetação está constituída pela Floresta Ombrófila. as águas destes mananciais são de boa qualidade e se enquadram como apropriadas ao tratamento convencional e distribuição para o consumo.2 Qualidade do Manancial Á água que ira abastecer o município terão como origem as barragens de Pedra do Cavalo e a Barragem Joanes II.4 Meio Biótico Inserido no Bioma Mata Atlântica a bioecologia local é representada pelos solos do tipo Podzólico Vermelho-Amarelo álico.1 Capitação A captação da água será feita na barragem de Pedra do Cavalo (Rio Paraguaçu ) e na barragem Joanes II (Rio Joanes ). Latossolo Amarelo álico. pertencentes as bacias hidrográficas dos rios Paraguaçu e Joanes respectivamente. Contato cerrado restinga e Formações pioneiras com influência fluvio marinha. 2 ESTUDO TÉCNICO PRELIMINAR 2. Até o momento. Podzol Hidromórfico e Solos Indiscriminados de mangue. Latossolo Vermelho-Amarelo álico. extrativismo e pecuária. Através dos parâmetros analisados não há evidências de contaminação por elementos e ou substâncias indesejáveis [Digite texto] CRUZ DAS ALMAS MAIO 2013 . onde desenvolvem atividades agrícolas. a vazão de captação nas barragens será 8000 litros/ segundo e a capacidade nominal do sistema de tratamento será de 9000 litros/ segundo . 2.

Atendo a NBR12216 NB 512. Figura 2 Área de Localização da ETA Fonte: Google Earth [Digite texto] CRUZ DAS ALMAS MAIO 2013 . localização estratégica para que a recepção da adução de água bruta. das barragens Pedra do Cavalo e Joanes.3 Localização da ETA A Estação de tratamento de Simões Filho se localizara na região periférica da cidade. sejam feitas de forma facilitada e que as águas servidas da estação de tratamento possam ser encaminhadas até um emissário submarino que fica localizado em Praia do Forte.Projeto de Estações de Tratamento.2. foram realizados levantamentos topográficos da área de localização da ETA e sondagens para reconhecimento do subsolo presente na área de implantação.

Figura 3 Área de Ocupação da ETA Fonte: Google Earth [Digite texto] CRUZ DAS ALMAS MAIO 2013 .

Figura 5 Comportamento da Chuva na área de localização Fonte: Google Earth/ Próprio autor [Digite texto] CRUZ DAS ALMAS MAIO 2013 .Figura 4 Levantamento Planialtimétrico da área de localização Fonte: Google Earth/ Próprio autor.

4 Estudos de concepção  Alcance do projeto As estimas de vazões e os cálculos terão uma projeção de 20 anos até 2023 Vazão de Consumo Q .coagulação. seguida ou não de decantação.dia). filtração em filtros rápidos. qm – Consumo per-capita (l /hab. e que exijam coagulação para enquadrar-se nos padrões de potabilidade.3 Definição dos processos de Tratamento As águas captadas e direcionadas a ETA Simões Filho é de mananciais superficiais de qualidade Tipo C provenientes de bacias . K2 – Coeficiente de máxima vazão horária [Digite texto] CRUZ DAS ALMAS MAIO 2013 . P – População a ser abastecida.0 4-. Tabela 1 Classificação d água naturais para abastecimento público DBO 5 dias (mlg/l) Coliformes NMP/100ml PH Clortos Fluoretos Média Maxima Média Maxima 2.Coeficiente de máxima vazão diária. K1 .Vazão máxima (l/s). com características básicas definidas na Tabela seguinte. desinfecção e correção do pH.6 5000--20000 > 20000 5--9 <50 <1.4--4.5 Fonte: NBR 12216 As águas do Tipo C necessitam de um tratamento com.

 Vazão de Consumo Com os dados da população para o ano de 2023 projetamos um vazão nominal da ETA.Dia) 2023 199157 200 847. Tabela 2 Estudo de Concepção da vazão Ano População Hab Qp (l/s .1 Mistura Rápida ( Calha Parshall) Segundo a NBR 12216 Mistura Rápida é a Operação destinada a dispersar produtos químicos na água a ser tratada.Dia) Qfinal(l/s . para o qual são destinadas as disposições seguintes  Para a mistura de coagulantes na água será utilizado o misturador calha parshall. [Digite texto] CRUZ DAS ALMAS MAIO 2013 .4745552 5 Dimensionamento Hidráulico 5. em particular no processo de coagulação.Simões Filho de 900 litros/segundo já é necessário de uma sobra para atender as demandas da ETA.

ufpi.br/subsiteFiles/ct/arquivos/files/pasta/Jacob/SETA.ufpi.pdf Tabela 4 Valores Para Dimensionamento da Calha Parshall Fonte: http://www.9 m³/s [Digite texto] CRUZ DAS ALMAS MAIO 2013 .Tabela 3 Valores Para Dimensionamento da Calha Parshall Fonte: http://www.br/subsiteFiles/ct/arquivos/files/pasta/Jacob/SETA.pdf  Vazão Q = 900 l/s ou 0.

608.52m H0= k  Largura da calha na seção de Medição D’= 2/3(D – W) + W D’ = 1.946 m³/ s  Carga Hidráulica E0 =V0 ²/ 2g + H0 + N E0 = 0.915  Calculo da altura de água na seção de medição = 0. n = 0. G’ = 0. W = 3’ = 0. K = 0. N =22.915 m .Calha.9 cm . 815 m  Calculo da velocidade antes do ressalto V1= V1 = 3. V0 = Q/(D ’x H0) V0 = 1.D= 157.639 .35m  Velocidade Na seção da Medição.461 m/ s  Altura da lamina d’água no ressalto H1 = q/ V1 H1 = 0.2 cm .273 m [Digite texto] CRUZ DAS ALMAS MAIO 2013 .28 m/s  Vazão especifica q = Q/ W q = 0.

0962  Tempo de Mistura T = 0.54 m  Velocidade de saída da calha V3 = Q/( C x H3) V3 = 1.69 m  Velocidade no Ressalto V2 = Q / ( W x H2 ) V2 = 1.36 m/ s  Perda de Carga Hp = 0. 43 [Digite texto] CRUZ DAS ALMAS MAIO 2013 .98 s ( Norma exige que seja < 5 s)  Gradiente de Velocidade (Norma exige que seja> 700 e <1100) G = 877.115  Altura do Ressalto H2 = (√ ) H2 = 0. F= Numero de Froude F = 2.42 m/ s  Altura na seção de saída H3 = H2 – ( N – K) H3 = 0.

A agitação é feita através de pás rotativas ou turbinas. aumentando o peso para que posteriormente sejam decantadas.  Vazão: 0.Figura 6 Croqui Misturador Rápido Fonte: Autor Próprio 5. Floculadores mecanizados são dotados de pelo menos três compartimentos em série. O floculador utilizado no projeto será o mecanizado de eixo vertical.9 m³/s ou 900 l/s [Digite texto] CRUZ DAS ALMAS MAIO 2013 . A etapa é chamada também de mistura lenta por ser provida de agitadores lentos.2 Floculador É a unidade onde ocorre a agregação das partículas que foram formadas no coagulador através do contato entre elas.  Dimensionamento hidráulico do floculador.

50s-1. Tempo de detenção: De acordo com a NBR 12216.3 m³/s  Volume do floculador Q = V/t V = Q. Q = 0. o tempo de detenção para floculadores mecanizados deve está entre 20 e 30 minutos. cada um com três câmaras.h A = V/h [Digite texto] CRUZ DAS ALMAS MAIO 2013 .3. cada uma com três canais  Vazão em cada floculador.t V = 0.9/3 = 0. O tempo de detenção utilizado será: t = 30 min = 1800s h = 4m G = 70s-1.1800 = 540m³  Área do floculador V = A. 20s-1 Largura do decantador = largura do floculador = 12m Serão 03 floculadores.

A = 540/4 = 135 m²  Dimensões do floculador  Volume por câmara  Potência útil dos agitadores mecânicos G = 70s-1 G = 50s-1 [Digite texto] CRUZ DAS ALMAS MAIO 2013 .

39rps = 23.G = 20s-1  Rotação P = Ks.92rps = 55.5 rpm [Digite texto] CRUZ DAS ALMAS MAIO 2013 .74rps = 44.4 rpm 1/3 )1/3= 0.n³.D5 ⁄ 1/3 = 0.2 rpm = 0.

9 m³/s   Número de decantadores = 3 Vazão em cada decantador (Q):  Como não foi possível proceder a ensaios de laboratório.Figura 7 Croqui do Floculador Fonte: Autor Próprio 5.3 ‘ Balizando as informações da NBR 12216 foi possível dimensionar os dencantadores para processo de clarificação da água na ETA de Simões filho Decantadores  Vazão 0. para o cálculo das taxas de aplicação devem ser a seguinte: q = 40 m3/m2 x dia. [Digite texto] CRUZ DAS ALMAS MAIO 2013 .

 Altura útil do Decantador h=4m  Calculo da Área As = 648 m²  Verificação do tempo de detenção hidráulico:  Definição da geometria do decantador: Deve-se satisfazer a condição: 2≤L/B≤5 Considera-se que a largura do decantador (B) é igual a do floculador então: L/B = 4.  Cálculo da Velocidade Horizontal ( )  Cálculo do Raio Hidráulico [Digite texto] CRUZ DAS ALMAS MAIO 2013 .5 portanto satisfaz a condição.

 m³/s.5.5 l/s.m = 2.  Cálculo da vazão linear nas calhas (ql): Portanto.m Cálculo do comprimento do vertedor (Cv)  Cálculo do comprimento das calhas (Cc) [Digite texto] CRUZ DAS ALMAS MAIO 2013 . Calculo do n° de Reynods  Cálculo do número de Froude: Portanto satisfaz a condição. adota-se ql = 2.

12 e 0.04m²:  Cálculo da área de influência dos orifícios (Ainf): Lado de influência = (Ainf)^0. Cálculo do número de calhas (Nc):  Recalculando o comprimento do vertedor (Cv):  Cálculo do espaçamento entre as calhas (Ec):  Cálculo da área dos orifícios na cortina (Ao): Onde v = velocidade no orifício. Adotando-se v = 0. deve estar entre 0.123 [Digite texto] CRUZ DAS ALMAS MAIO 2013 . portanto a área da seção dos furos (Ao) é igual a 0.2 temos:  Cálculo do número de furos (Nf): Adota-se a geometria dos furos quadrada com lado (Lo) igual a 0.2m. De acordo com a NBR.5 portanto: Linf = 1.13 m/s.

 Cálculo do número de fileiras horizontais (Nh):  Cálculo do número de fileiras verticais (Nv):  Número total de furos (Nf):  Cálculo da área total de orifícios (Ato): ( )  Cálculo da velocidade de escoamento nos orifícios (Veo):  Cálculo do número de Reynolds no orifício (Re):  Cálculo do fator de atrito (f): [Digite texto] CRUZ DAS ALMAS MAIO 2013 .

 Cortina de Distribuição .5 m  O número de orifícios por linha (Nor linha) é dado por: Nor linha= B / Dcentro  O número de linhas (N linhas)é dado por: N linhas = H / Dcentro [Digite texto] CRUZ DAS ALMAS MAIO 2013 . a distância entre centros de A área total dos orifícios será: orifícios (D centros) será de 0.* (( ) ( ))+  Cálculo da perda de carga unitária (J):  Cálculo do gradiente de velocidade nos orifícios (G): √( ) Portanto atendendo as exigências previstas na norma.

ou quando comprovado que as partículas capazes de provocar turbidez indesejada possam ser removidas pelo filtro. A largura da calha pode ser fixada em cerca de 0. 6 Filtração (Filtros Rápidos de Fluxo Descendente) As unidades de filtração são destinadas segundo a NBR 12216 a remover partículas em suspensão.  Definição do Filtro Com vista a comprovação da eficiência e uma operação simples o filtro a ser implantado na ETA Simões Filho será o filtro de camada dupla (areia e antracito).10 m.. Distância da cortina à comporta de entrada (Dc): Dc = 1.40 m. A área da comporta é calculada pela equação √ √ A norma permite um tempo de Descarga de até 6 horas. acrescentar 0. À altura calculada pela equação Q=1.h1.b.m). sem necessidade de coagulação. seguido ou não de decantação.5 x H x Aor / At  Coleta de água decantada  Para este exemplo.8 L/(s. para que haja certa folga atendendo a norma.38. [Digite texto] CRUZ DAS ALMAS MAIO 2013 .4 m  A comporta de descarga do lodo. Altura da calha será fixada em 0. em caso de a água a tratar ser submetida a processo de coagulação. descarga livre e considerar que a vazão máxima por metro linear de vertedor da calha é de 1. o usado na ETA Simões filho será de 2 horas. adotar calha com fundo plano (formato de U).

 Nº de Filtros Tendo em vista experiências bem sucedidas e as taxas de filtração.tamanho efetivo 1.425 mm. . inferior ou igual a 1. o arranjo geral. serão implantados 6 filtros rápidos de fluxo descendente. .coeficiente de uniformidade. fatores econômicos. a norma fixa os seguintes valores para as camadas do meio filtrante:  Areia: . onde Q`= Q/ Tabela 5 Área dos Filtros Tx Filtração Nº Filtros 360 6 [Digite texto] CRUZ DAS ALMAS MAIO 2013 . . 45 cm. as taxa máxima é a seguintes.espessura da camada. a disponibilidade e o destino da água. 360 m3/m2 x dia.  Antracito: .6.0 mm.tamanho efetivo 0.Como não foi possível realizar os ensaios com base um filtro piloto. . 30 cm.4  Taxa de filtração Como não foi possível proceder às experiências em filtro-piloto.  Verificando a áreas dos filtros AF = Q`/TF (m2).  Para filtro de camada dupla.espessura da camada.coeficiente de uniformidade 1.

85 m.5 m 0.95m Fonte: Filtros Rápidos de Gravidade  Dimensões do filtro A relação mais econômica é: B/L = (n + 1) / 2n. n: número de câmaras. L: comprimento de uma câmara. Altura do leito filtrante (Hlf) = 0.5m 0.55 m 0. Tabela 6 Relações Para Dimensionamento do Fundo Falso Área da câmara Diâmetro 2.  Estabelecer as dimensões do filtro em corte Altura do fundo falso (Hff) = 0.60 m 0.Q Q' Af 77760 9720 54  Fundo Falso Fundos falsos com bocais simples: cerca de 20cm entre si (20 a 25 unid/m2).3 m  Foi Estabelecida a expansão desejada para o meio filtrante é de 30 % [Digite texto] CRUZ DAS ALMAS MAIO 2013 .5 m² 15.85 m 0. Adotar altura de 0. onde B: largura de uma câmara.75 m 0. Altura de água sobre o leito filtrante (Hslf) = 2 m Altura adicional (Ha) = 0.30 m de areia e 0.5m² 20 m² 30 m² 45 m² 65 m² 80 m² 125 200 250 350 400 500 600 700 Altura mínima do fundo falso 0.65 m para o fundo falso.45 m de antracido.5 m² 7.65 m 0.

Determinar a velocidade ascensional (Va) da água de lavagem: 0. Dimensionar as tubulações imediatas dos filtros: tabelas baseadas em regras estabelecidas pela experiência (Richter e Azevedo Netto) Tabela 7 Reguladores de vazão para água de lavagem Tamanho (mm) (pol.  Calcular o volume de água para lavagem (Valav) de um filtro [Digite texto] CRUZ DAS ALMAS MAIO 2013 .( Prevista na Norma )  Calcular a vazão de água para lavagem (Qlav) para cada câmara:   Fixar o tempo nominal de lavagem (tlav): 6.dia 360 Afluente Efluente 750 mm 550 mm Fonte: Richter e Azevedo Netto.s 211 e 212 Tabela 8 Tubulações imediatas – Filtros simples (em mm) Área total 54m² Água para Lavagem 600 mm Descarga de Água de lavagem 800 mm Dreno de esgoto 150 mm Taxa de Filtração m³/m². pág.5 min.) Vazão (L/s) 150 – 6 200 – 8 250 – 10 300 – 12 350 – 14 400 – 16 450 – 18 500 – 20 600 – 24 750 – 30 50 88 151 221 296 391 491 606 882 1348 Fonte: Richter e Azevedo Netto.s 211 e 212. pág.8 m/min.

 Locar e dimensionar as calhas coletoras de água de lavagem 1.45 = 0.5 H 0 H0=Altura entre a borda superior da calha de água de lavagem e o topo do material filtrante = 1 m N° de Calhas = 4 S=Espaçamento entre as calhas = 2 m (Norma exige que seja L=Espessura da camada filtrante = 0.75 m D=altura da calha de água de lavagem = 1.5 H 0  S  2.1m ( Folga ) = 1.17 m )  Reservatório para água de lavagem √ Figura 8 Croqui do Filtro Rápido de fluxo descendente Fonte: Autor Próprio [Digite texto] CRUZ DAS ALMAS MAIO 2013 .3 + 0.07 + 0.

e) laboratórios f) instalação sanitária com bacia e um lavatório. 8 Casa de Química Casa de química é a área ou conjunto de dependências da ETA que cumpre as funções auxiliares. resulta a seguinte área em planta (A): A=Q.t/h  A NBR 12216 define a altura do tanque de contato para águas superficiais de 2 metros.7 Tanque de Contato Essa etapa é chamada de desinfecção da água onde são adicionados produtos para que os padrões de potabilidade sejam atendidos. Supondo. que a altura do tanque de contato seja h. por exemplo. manutenção e controle. b) depósito de cloro. É recomendado que a cloração da água visando a desinfecção seja realizada em pH inferior a 8. E o tempo de contato foi de 30 minutos. no mínimo 30 min. [Digite texto] CRUZ DAS ALMAS MAIO 2013 . c) sala de dosagem. d) sala de dosagem de cloro. necessárias à sua perfeita operação. o tempo t e a vazão Q. direta ou indiretamente ligadas ao processo de tratamento. Conhecendo-se a vazão a ser tratada e definindo-se o tempo de contato pode-se então calcular o volume do tanque. a) depósito de produtos químicos.0 e que o tempo de contato seja.

i) local para manutenção 9 Referencias Bibliográficas Azevedo J.Tratamento de águas de abastecimento (ESA014) Material didático [Digite texto] CRUZ DAS ALMAS MAIO 2013 . balcão com pia e armários e mesa para duas pessoas.L. situados em área com lavatório e armários.M – Filtros Rápidos de Gravidade NBR 12216 -Projeto de estação de tratamento de água para abastecimento público Pádua V. h) copa com área de 8 m2.g) instalação sanitária com duas bacias e chuveiro separado.