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Comunidade Missão Peregrinos do Amor Artigos acadêmicos

Projeto SOS Jovens Ano de 2011

CONTABILIDADE GERAL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS BÁSICAS

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS BÁSICAS A realidade conjuntural do mercado exige para as empresas um controle profundo de sua administração econômica financeira, para o bom andamento da organização. Com o advento da informática e da tecnologia, esse controle tornou-se mais fácil e próximo do real. Mas não foi sempre assim. A “popularização” dos computadores nas empresas e de alguns softwares de controle acelerou e, porque não dizer, aperfeiçoou as técnicas de controle empresarial. Hoje em dia, empresas que não efetuam um controle mínimo de suas contas e de seus fluxos de recursos correm o risco de desaparecerem no mercado globalizado e concorrido. Para isso, as demonstrações financeiras são fundamentais na vida de um administrador que deseja ter a empresa em suas mãos num “clicar de mouse”. I – Principais demonstrações financeiras Entre as principais demonstrações financeiras de uma organização empresarial, estão o Balanço Patrimonial, a Demonstração de Resultados do Exercício (DRE) e o Fluxo de Caixa. Teoricamente, nenhuma empresa deve ficar sem esses relatórios financeiros, pois é através deles que verificamos a situação econômica e financeira da mesma. Diante disso, torna-se fundamental para o administrador financeiro ter conhecimento a respeito dessas demonstrações, saber analisar e trabalhar com elas, para um bom desempenho de suas funções.

1.1 – Balanço Patrimonial O Balanço Patrimonial é a principal descrição da situação econômicofinanceira da empresa. Nele, é apresentado um “retrato” patrimonial da empresa, contendo todos os Bens, Direitos e Obrigações da organização. Neste relatório de extrema importância, são demonstrados todos os Ativos da empresa, sejam de curto ou longo prazo ou permanentes; e todos os Passivos de curto ou longo prazo ou permanentes.

Autor: Adryadson Flabio Nappi Contador, professor, teólogo, músico, compositor e escritor

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compondo todos os bens. baseada nas Normas Brasileiras de Contabilidade. professor. direitos e obrigações que a organização tem em um determinado momento. sejam elas com ou sem fins lucrativos. com a preocupação em se adequar as Normas Internacionais de Contabilidade. o Balanço Patrimonial tem sua representação gráfica própria. Porém. Portanto.Comunidade Missão Peregrinos do Amor Artigos acadêmicos Projeto SOS Jovens Ano de 2011 Em resumo. o Balanço Patrimonial mostra para o administrador a situação patrimonial da empresa. todos os Balanços Patrimoniais de todas as organizações. Autor: Adryadson Flabio Nappi Contador. compositor e escritor -2- . devem seguir esse modelo de relatório. foi alterado no Brasil esse modelo para o que mostraremos abaixo: Novo Modelo de Balanço Patrimonial BALANÇO PATRIMONIAL Ativo Passivo Circulante Circulante Passivo Não Circulante Ativo Não Circulante Como já dissemos acima. músico. podemos ver na figura abaixo sua representação gráfica: BALANÇO PATRIMONIAL Ativo Passivo Circulante Circulante Exigível a Longo Prazo Patrimônio Líquido Realizável a Longo Prazo Ativo Permanente Como podemos ver na figura acima. teólogo.

Estoques. móveis e utensílios. músico. professor.Comunidade Missão Peregrinos do Amor Artigos acadêmicos Projeto SOS Jovens Ano de 2011 Porém. são colocadas todas as obrigações à pagar que a empresa adquiriu naquele momento. Essas contas estão em constante movimentação na empresa. estão todos os bens e direitos da empresa. No lado do Ativo. Ex: Caixa. Aplicações financeiras de curto prazo e outras. ou seja. todas as aplicações dos recursos que a empresa efetuou. Ex: Veículos. • • Ativo Permanente (AP) que foi alterado apenas para IMOBILIZADO: Neste grupo. Veremos: Ativo (aplicações de recursos) Passivo (origem de Recursos) ATIVO O Ativo é dividido em três grandes grupos. são colocados todos os bens e direitos da empresa. Autor: Adryadson Flabio Nappi Contador. que será movimentado ou circulado durante o período de um ano. Aplicações financeiras de longo prazo e Investimentos. Duplicatas a receber. esse relatório tem um modelo a ser seguido. máquinas e equipamentos.1. e é isso que tentaremos aprender nas próximas linhas abaixo. compositor e escritor -3- . são denominadas circulantes. e outros. teólogo. Ex: Promissórias a receber. Realizável a Longo Prazo (RLP): São todos os direitos cujo vencimentos ocorram após o término do exercício contábil ou após o ano comercial (360 dias). e uma lógica científica a ser respeitada. Essas obrigações são as origens dos recursos. 1. e por isso.1 – Divisão do Balanço Patrimonial O Balanço Patrimonial é divido em duas grandes partes: Ativo e Passivo. Já no lado do Passivo. Bancos. São eles: • Ativo circulante (AC): Neste grupo. estão todos os bens e direitos que demonstram os recursos aplicados em caráter permanente e/ou para utilização na empresa. seja ela adquirida de terceiros ou dos sócios.

ou seja. músico. Ex: Financiamentos. Essas obrigações são chamadas também de capitais de terceiros. • • Resultado de Exercícios futuros: Este grupo quase nem aparece nos balanços das empresas. estão todas as obrigações à pagar da empresa. por isso. Ex: Salários a pagar. professor. Lucros acumulados e Reservas de lucros. teoricamente. PC Circulante ELP Não Circulante PL Autor: Adryadson Flabio Nappi Contador.Comunidade Missão Peregrinos do Amor Artigos acadêmicos Projeto SOS Jovens Ano de 2011 PASSIVO O Passivo também. Nele colocamos as receitas recebidas antecipadamente. que irão vencer por um período de mais de um ano. suas obrigações imediatas. mas este não aparece com freqüência nos balanços das empresas. Exigível a Longo Prazo (ELP): São as obrigações com vencimentos após o exercício social. Fazem parte também dos capitais de terceiros da empresa. • Passivo circulante (PC): Neste grupo. teólogo. Ex: Capital social. Empréstimos de curto prazo. que deverá ser pagas no período de um ano. • Sendo assim. Fornecedores. Empréstimos à longo Prazo. Patrimônio Líquido (PL): Neste grupo estão os valores chamados de capital próprio da empresa ou o direito dos sócios. a representação gráfica do Balanço completo ficaria: Balanço Patrimonial Circulante AC RLP Não Circulante IMOB. e outros. compositor e escritor -4- . iremos apenas citar sua presença mas não analisaremos em nosso estudo. é dividido em três grandes grupos. Existe um quarto grupo. Impostos a recolher. como dissemos acima. são as obrigações da empresa perante seus acionistas e proprietários.

o raciocínio é o mesmo. está em primeiro. músico. por exemplo.00 3200. pois é a primeira dívida que a empresa deve pagar. pois é a conta mais líquida da empresa. Total do Ativo Não Circulante 45120.00 Podemos verificar com esse modelo acima.00 Total do Passivo 64600.00 14600. compositor e escritor -5- . Do lado do Passivo.00 Patrimônio Liquido 30000. No caso.Comunidade Missão Peregrinos do Amor Artigos acadêmicos Projeto SOS Jovens Ano de 2011 ATIVO Circulante Caixa Bancos Aplicações Clientes a receber Estoques Modelo de Balanço Patrimonial $ PASSIVO 60200. como ficaria um Balanço Patrimonial seguindo as divisões adequadas que estudamos acima.270. Depois. o salário.00 Circulante 2300.00 Lucros Acumulados 12100.00 25000.00 Não Circulante Realizável a Longo Prazo Investimentos Aplicações Imobilizado Máquinas e equip. perante os terceiros. Ela já é dinheiro.00 177. teólogo.00 5000.00 Empréstimos 71950. para as dívidas.00 Reservas 48600. por exemplo. Móveis e utensílios Veículos Computadores Depreciação acum. Isso significa que as contas serão classificadas através da sua possibilidade de tornar-se dinheiro mais rapidamente. da mais líquida para a menos líquida. Por essa razão.00 22600. o caixa.00 (25250.00 Salários a pagar Impostos a recolher Fornecedores Empréstimos Contas a pagar $ 55600.00 Capital Social 6500. Colocam-se as contas na ordem de pagamentos ou “grau de exigibilidades”.00 50000.00 14600. porém.00 Exigível a Longo Prazo 32620. Autor: Adryadson Flabio Nappi Contador. professor. ou seja.00 40000.00 Financiamentos 12500.00 57070. sempre será a primeira conta do balanço.00 5500.00 12070. seguirão as contas que se transformarão em dinheiro mais rapidamente.270.00) 177. Vale dizer nesse momento que as contas do Balanço são colocadas sempre em ordem do que chamamos “Grau de liquidez”.00 8500.00 6200.00 15100.00 12800.

Neste relatório. ou seja. apresentam-se as chamadas Contas de Resultado que são as contas de Despesas e Custos e as contas de Receitas. músico. veremos: DESPESAS Despesas Operacionais Salários e Encargos Impostos e Taxas Depreciação e amortização Água/Luz/Telefone Aluguéis Materiais de Consumo e Limpeza Juros Passivos Despesas não operacionais Baixa de bens do Ativo Perdas de capital RECEITAS Receitas operacionais Vendas de Mercadorias e Serviços Receitas Financeiras Juros Ativos Alugueis recebidos Descontos obtidos Receitas não operacionais Venda de ativos permanentes Ganhos de Capital Assim como no Balanço Patrimonial. Essas contas são divididas em Operacionais. e Não operacionais. Assim. para que o administrador possa visualizar onde e de que maneira estão sendo aplicados os recursos na empresa. seja ele Lucro ou Prejuízo. compositor e escritor -6- .2 – Demonstração do Resultado do exercício (DRE). Seu objetivo é apurar o Resultado da empresa. estipulado pelo conselho dos Conselho dos Contadores do Brasil. teólogo. professor. A DRE é outro relatório financeiro de grande importância e deve sempre andar junto com o Balanço Patrimonial. Sua principal característica é demonstrar a variação dessas contas de Despesa e Receita. que fazem parte da operação e do funcionamento da empresa. e entendido pelos administradores e usuários da contabilidade para maior compreensão e interpretação dos valores financeiros das organizações. Veremos então. o modelo da Demonstração de Resultados: Autor: Adryadson Flabio Nappi Contador. que não fazem parte ao objeto social da empresa em questão.Comunidade Missão Peregrinos do Amor Artigos acadêmicos Projeto SOS Jovens Ano de 2011 1. Este modelo deve ser seguido pelas empresas. na Demonstração de Resultados também existe um modelo para sua elaboração.

compositor e escritor -7- .Comunidade Missão Peregrinos do Amor Artigos acadêmicos Projeto SOS Jovens Ano de 2011 _____________________________________________ Modelo de Demonstração do Resultado do Exercício Demonstração de Resultados do Exercício Receita Operacional Bruta Vendas de Mercadorias Prestação de Serviços (-) Deduções da Receita Bruta ICMS ISS PIS/COFINS Vendas anuladas (=) Receita Operacional Líquida (-) Custo da Mercadoria Vendida (CMV) (=) Lucro Bruto (-) Despesas operacionais Despesas de vendas Despesas administrativas Despesas financeiras Outras despesas operacionais (+) Outras receitas Receitas financeiras (=) Lucro ou Prejuízo operacional (+) Receita não operacional (-) Despesa não operacional (=) Lucro antes do IR (-) Provisão para o IR (=) Resultado do exercício após o IR (-) Participações nos lucros Empregados Debêntures Administradores (=) Lucro ou Prejuízo do Exercício ______________________________________________________ 1. Autor: Adryadson Flabio Nappi Contador. econômico e financeiro. professor. teólogo. Traz na sua essência.3 – Balancete de verificação Resume-se em uma demonstração contábil gerencial que deve ser feita mensalmente. as duas principais demonstrações (Balanço e DRE) compiladas em uma só. para controle patrimonial. músico.

teólogo. músico. professor.Comunidade Missão Peregrinos do Amor Artigos acadêmicos Projeto SOS Jovens Ano de 2011 Modelo básico de Balancete de verificação. ATIVO Ativo Circulante Disponível Caixa Bancos Aplicações financeiras Curto Prazo Estoques Clientes Despesas do exercício seguinte Prêmios de seguros a apropriar Não Circulante Realizável a Longo Prazo Aplicações Financeiras Investimentos Investimentos Terrenos Outras empresas Imobilizado Máquinas e equipamentos Móveis e utensílios Veículos Intangível Marcas e patentes Capital intelectual PASSIVO Passivo Circulante Exigível de curto prazo Salários a pagar Impostos a pagar Fornecedores Empréstimos de curto prazo Contas a pagar Passivo Não Circulante Exigível a Longo Prazo Empréstimos Financiamentos Patrimônio Líquido Capital Social Reservas Lucros acumulados Autor: Adryadson Flabio Nappi Contador. compositor e escritor -8- .

Manual de Contabilidade básica. George Sebastião Guerra. São Paulo: Atlas. implantação e controle. Clóvis Luiz. PADOVEZE. _______________________. São Paulo: Atlas. Custos: planejamento. professor. LEONE. 2000. 1996. Autor: Adryadson Flabio Nappi Contador. 3 ed. 2003. São Paulo: Pioneira Thomson Learning. 2000. compositor e escritor -9- . _______________________. músico. 3 ed. Curso Básico Gerencial de Custos. São Paulo: Atlas.Comunidade Missão Peregrinos do Amor Artigos acadêmicos Projeto SOS Jovens Ano de 2011 CUSTOS Compras de matéria prima Salários da produção Encargos sobre salários da produção Compras de mercadoria para revenda DESPESAS Despesas administrativas Despesas com o pessoal Despesas Tributárias Despesas financeiras RECEITAS Vendas de produtos Vendas de mercadorias Vendas de serviço RESUMO TOTAL DO ATIVO TOTAL DO PASSIVO TOTAL DE CUSTOS + DESPESAS TOTAL DE RECEITAS RESULTADO IV – BIBLIOGRAFIA. 3 ed. teólogo. Contabilidade gerencial: um enfoque em sistema de informação contábil.

Uma contribuição ao estudo do custeio variável versus custeio por absorção.10 - . Acesso em: 10 mar 2004.br.C.eac.br. 2000. UEFS. Custeio por atividades: um sistema de custeio?. 4 ed. BRITO. Disponível em: www. 1987. 16:05 min. São Paulo: Atlas.usp. 1992. L. Autor: Adryadson Flabio Nappi Contador. Editora: São Paulo.usp. Benedito Gonçalves da.T. Sérgio de. MOREIRA. Acesso em: 10 mar 2004. Contabilidade de Custos.eac. Luiz Ivan dos Santos.T.Comunidade Missão Peregrinos do Amor Artigos acadêmicos Projeto SOS Jovens Ano de 2011 MARTINS. 15:22 min.usp. UEFS. UEFS. São Paulo: Atlas. professor. Contabilidade Geral: para concursos.. SILVA. MOREIRA.eac. Eliseu.fea. 15:25 min. compositor e escritor . Contabilidade Gerencial.fea. Disponível em: www. Carlos Alberto Oliveira. IUDÌCIBUS. Acesso em: 10 abr 2004. SILVA. 9 ed. Mário José Sampaio. músico. Meta: São Paulo. C. Ariosvaldo. FOSTER et al.fea. Sistema de custeio: Indispensável aliado na Gestão Empresarial. SANTANA. 2001. Disponível em: www.br. Contabilidade de Custos: Inclui o ABC. HORNGREN. teólogo. Carlos Alberto Oliveira et al. Ariosvaldo. BRITO. 8 ed.