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BREVE CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO DA COISA JULGADA NAS AÇÕES DE ALIMENTOS

SUMÁRIO: 1. Enquadramento inicial do problema da coisa julgada. 2. Debate sobre a definição de coisa julgada material. 3. Origem e repercussão da tese sobre a inexistência da coisa julgada em ações provenientes do direito de família. 4. Coisa julgada material nas ações de alimentos. 5. Alimentos provisionais, tutela cautelar e coisa julgada.

Araken de Assis Professor Titular da PUC/RS Doutor em Direito pela PUC/SP Desembargador do TJRS

1. ENQUADRAMENTO INICIAL DO PROBLEMA DA COISA JULGADA Em mais de uma oportunidade, e por vários títulos, o CPC vigente incorreu na tentação de propor definições explícitas a institutos isolados ou às categorias gerais do processo civil. No tocante à coisa julgada material, animado, talvez, pelos louváveis objetivos de espancar ‘vacilações’ e de dirimir ‘incertezas’, proclamados em outras áreas, e augurando solver as ‘discrepâncias’ reinantes na matéria, Buzaid alegou perfilhar o conceito elaborado por Liebman . Ninguém duvida que a orientação da lei se ostenta discutível. Aliás, o próprio Buzaid ressaltou antecipadamente as objeções, aceitando vetusto brocardo, conforme o qual omnis definitio in jure civile periculosa est . Em favor do CPC pode-se lembrar o auxílio prestado por proposições definitórias, assim designadas por Karl Larenz , ao manejo dos conceitos abstratos que, no fundo, compõem o sistema jurídico. Mas sempre existe o risco de as definições desatenderem os requisitos de precisão e de exaustividade insitos ao conceitualismo científico . Convém relegar semelhante controvérsia à fase já esgotada da elaboração legislativa. Hoje, a lei como fato posto reclama exames de ângulos bem mais promissores. Dois problemas regulam as paragens atuais da questão: a fidelidade da letra e do espírito do art. 467 do CPC à inspiração básica, haurida em certa corrente doutrinária, e a medida em que o conceito se mostra aceitável ao intérprete no contexto do sistema. Enfim, resolvidos tais pontos, a existência de coisa julgada material nas ações de alimentos, tema central do presente estudo, se colocará à prova. 2. DEBATE SOBRE A DEFINIÇÃO DE COISA JULGADA MATERIAL

permite outro processo sem ofensa à coisa julgada . restabelecendo. Segundo Liebman. de se reconciliarem (art. além de possíveis. 33 da Lei nº 6. esta. 467 do CPC. da inimpugnabilidade do provimento no mesmo processo. e não se confunde. O que proíbe ao credor remitir a dívida do devedor após uma condenação. particularmente da declaração nela contida . Mas aqui se enfatiza que a modificação do quadro fático trazido pelas partes. conquanto alterável mediante reforma no juízo recursal. pois deriva. de resto. oltre l’atto nelle sua esistenza formale. Não é fácil. na auctoritas rei judicatae ‘una qualità speciale. afinado ao art. o próprio casamento desfeito? Essas situações. uma coisa parece normal quanto à vida das sentenças providas de auctoritas rei iudicate. da Lei de Introdução ao CC. deveras engenhosa. vale dizer. Não se logra. joeirar causas ‘novas’ e ‘velhas’. Não resiste a tese. Daí se origina a inspiração do legislador de transplantá-la para o texto vigente.515/77). toda sentença contém ressalva do tipo rebus sic stantibus. gli effetti quali che siano dell’atto medesimo’ . assevera na ‘imutabilidade dos seus efeitos’ . desde que superveniente à sentença transitada em julgado. a declaração ou a modificação). Nesse sentido. consiste ela na ampla e irrefreável alterabilidade dos ‘efeitos’ . § 2º. criada posteriormente. A conclusão somente se desfaria caso a tríplice identidade – sobre a qual se identificam as demandas no Direito brasileiro. Ele encontra. 6º. § 3º.Na monografia que assinala o ponto alto de sua obra – das mais expressivas na processualística italiana e de inegável influência no Direito brasileiro. separados através de demanda com força constitutiva negativa. nenhuma dúvida resta acerca da exatidão do pensamento de Liebman. o impedimento produzido pela coisa julgada operante em decorrência da identidade total entre o primeiro e o segundo processos (art. constitui ou condena. como observa João de Castro Mendes. descaracterizando. que advém da preclusão máxima representada pelo exaurimento das vias impugnativas . sobre a qual as partes podem conservar sua liberdade de disposição e que o Juiz pode diversamente declarar.515/77). 301. Quanto ao momento em que nasce a coisa julgada. e que serve . importa tout court livrar o processo ulterior do óbice em princípio decorrente da coisa julgada. em concreto. material ou formal. que concebe a coisa julgada material como um efeito da sentença . A concepção de Liebman. o comando que declara. com certeza. a uma crítica curial. desde que a mesma relação tenha sofrido modificações sucessivas à precedente sentença (rebus sic stantibus)’ . no esclarecimento. che investe l’atto anche nel suo contenuto e rende così immutabili. no tráfico jurídico. e à cláusula final do art. a eficácia da sentença. proveniente da coisa julgada? Ou aos cônjuges. respondeu Ada Pelegrini Grinover do seguinte modo: ‘O que a coisa julgada torna imutável é o efeito da sentença (ou seja. então. supostamente ‘imutável’. ainda sob a vigência do CPC derrogado. e recebeu entusiástica acolhida em setores da doutrina pátria. do CPC). pois uma causa petendi. più intensa e più profonda. se revelam freqüentes na prática. no entanto. e não a relação jurídica sobre a qual o efeito incide: relação. superar a crítica por uma razão curial: alterações ‘sucessivas’ ao provimento primitivo implicam outorgar lindes diferentes ao material de fato e de definir uma nova causa de pedir. Se. porém. por exemplo. 46 da Lei nº 6. Moacyr Amaral do Santos. se afigura natural e coevo ao próprio ato. Liebman sustentou um conceito de coisa julgada material assentado na distinção conceptual entre os efeitos da sentença e a imutabilidade subseqüente deste ato . A esta objeção. contrariamente ao sucedido em divórcio (art. contrapõe-se à visão tradicional. com a sua estabilidade.

também tornado intangível a partir do trânsito em julgado. equivaleria. externos àquele . reclama maior espaço e objetivo diverso do aqui perseguido. aos quais designa de ‘eficácia’. na obra e na passagem transcrita. e havida por inaceitável. diz o último autor. alteram-se. indiferentemente. irremediavelmente. Houve tréplica de Ovídio. observa que os efeitos se revelam modificáveis . oriundas da pena privilegiada de José Carlos Barbosa Moreira. antes uma qualidade acrescentada ao provimento judicial. preserva a ‘eficácia’ interna da modificação. não obstante a coisa julgada . isolada por Barbosa Moreira e igual a ‘conteúdo’ da sentença. Barbosa Moreira e Ovídio. a imutabilidade atinge o conteúdo da sentença . a sua eficácia ou os seus efeitos? – alimentou uma polêmica que reproduz. à proibição de rediscussão do que já foi decidido anteriormente – fosse ignorada. Não fugiu ao destino fatal de estágio provisório no devenir científico do Direito Processual. finalmente. negando ao ‘efeito’ posição exterior à sentença. para quem a norma. a teoria de Liebman. Entre nós. Nenhuma borracha. convergem em certos aspectos: 1º) a coisa julgada não se afigura em ‘efeito’ da sentença. não distinguindo ‘eficácia’ de ‘efeito’. deram o mote à divergência. de maneira que a aquisição de auctoritas rei iudicatae pelo conteúdo abrange. as eficácias declaratórias. É falsa. Embora aparentem total desamornia. Verifica-se. segundo Barbosa Moreira. exteriores ao ‘conteúdo’ e estranhos à coisa julgada. e bem assim ‘conteúdo’. debaixo da linha do Equador. tudo somado. condenatórias e constitutivas . põe a salvo somente a ‘eficácia’ declaratória. Ele separa a ‘eficácia’. Todavia. por decorrência de fatores diversos. atua a teoria equívoca de Liebman. No fecho da polêmica. ‘a norma jurídica concreta referida a uma determinada situação’ inclusa ao ato judicial . por igual. A categoria ‘força’ permite a . pois deslocaria para o campo da eficácia o elemento declaratório antes contido na sentença . Não criou. essenciais à configuração da essência do ato jurídico . graças à origem ilustre. 2º) os ‘efeitos’. ao contrário do que pensa Liebman. se modificam. pertencente à própria sentença. o emprego por Liebman. 3º) coexistem na sentença ‘eficácias’ distintas. vale dizer. Esta fundamental ambigüidade – o que se ostenta imutável: o conteúdo da sentença. discordam quanto às conseqüências da alteração dos ‘efeitos’: Barbosa Moreira. ao elemento declaratório. Lembra que ‘eficácia’ representa a ‘energia obrigatória da resolução judicial’ e compreende ‘força’ e ‘efeito’ . Ovídio. no centro da questão. Em crítica à idéia tradicional. a crítica de Ovídio A. enquanto as demais. ao contrário. quer dizer. desaparecem. redutora da coisa julgada material a um efeito da sentença. Replicou Barbosa Moreira tocando. visualizando o ‘efeito’ como algo exclusivamente externo ao provimento. valorizada por exemplos. cuja integral reprodução. Na raiz do dissenso. Na verdade. exterior a ela. Duas dissertações. ou a situação criada. Pontes de Miranda escapa de cinca. dos vocábulos ‘eficácia’ (adjetivada ‘natural’ à sentença) e ‘efeitos’. integrado por ‘efeitos’ em potência.de baliza ao que a coisa julgada tem de útil. ao que ‘o Juiz julgou (declarando) existente ou inexistente (no plano de ser ou de não ser)’ . e os ‘efeitos’ em ato. ou a potência de originar efeitos. neste ponto. Baptista da Silva. Recebeu. e o ‘efeito’. Não ocorre contradição alguma se os ‘efeitos’. E ainda outras imprecisões conspiram contra a construção. apaga a eficácia declaratória. Barbosa Moreira reitera a diferença que vinca o ‘conteúdo’. para revesti-los da especial qualidade da imutabilidade. as virtudes antigas da dúvida e leva a outro patamar na compreensão do fenômeno em pauta. um dogma insuperável.

Em sentido contrário. que limita a coisa julgada ao ‘accertamento contenuto nella sentenza passata in giudicato’ . a primeira palavra ‘efeito’ nem assim ficou adequado o texto à teoria.643 do Codex Iuris Canonici exemplifica a hipótese . que o objetivo supremo da coisa julgada se cifra à eliminação da incerteza. das tantas que se encontra na respectiva sentença. ao fim e ao cabo. nesta perspectiva. Não cabe batalhar o plano da existência. Estabelece a regra que ‘nunca passam em julgado causas sobre o estado das pessoas. eis que o então art. executiva e mandamental. recomendavam cautela na entronização legislativa do conceito. desde cedo apontando o equívoco da adesão cega a Liebman . pois. a coisa julgada restringe-se a uma eficácia. e. consiste na declaração. estatuída a preclusão do ato final da causa. a imutabilidade constitui um efeito da sentença . Ensina Pontes de Miranda: ‘Força declaratória ou efeito declaratório mais indiscutibilidade (preclusão. Pois bem: o art. logo. Recorda Guilherme Estellita. por emenda vitoriosa. O conhecido exemplo da ação de separação.909 do CC italiano. os processualistas brasileiros apregoam as virtudes da ‘imutabilidade dos efeitos’.. fazendo tabula rasa da lei . 1. Há. à vista do art. e a flagrante falsidade da teoria. individualizando eficácias declaratória. Porém. em que militam as partes. 467 do CPC reza: ‘Denomina-se coisa julgada material a eficácia. vale dizer. não se atreveu a consagrar a inviável imutabilidade dos ‘efeitos’. sim. em contraposição à tripartida. se deliqüesce. a propósito. força formal da coisa julgada) é igual a força ou efeito de coisa julgada material’ . constou redação parcialmente diferente. Evidentemente. a fortiori. Tal como definida.classificação quinária das ações e das sentenças. resiste ao ato senão a declaratória? Decerto a desconstituição do casamento. porém nem sempre é relevante. não tem lugar a coisa julgada. E assevera Pontes: Há elemento declaratório em toda ação e em toda sentença. . se o ordenamento de admitisse. O Cânon n. influenciada por Luiz Antonio de Andrade . no plano da eficácia. o contrário. não feriria qualquer princípio inelutável. curiosamente. esbarra frontalmente no art. em que os cônjuges. No projeto remetido ao Congresso. antes irreversivelmente desavindos. optou pela mais exata construção alemã . robustece a conclusão: que eficácia. Daí existirem sentenças que não têm efeito de coisa julgada material e sentenças que o têm sem que esse efeito seja a sua força específica . uma sentença desprovida de eficácia da coisa julgada. registre-se a aguda percepção de Thereza Alvim. afinal. no qual se situam os diversos elementos do provimento. a única força realmente imutável. afiançar que vigora a doutrina de Liebman. que torna imutável e indiscutível a sentença. integrada ao ‘conteúdo’ ou enquanto ‘efeito’ exterior à resolução do Juiz. É fácil constatar que a verba legislativa. cabalmente. onde gravitam forças e efeitos. constitutiva. não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário’. suprimida. Os inconvenientes catalogados. restabelecem a vida conjugal. no caso. preponderante. Liebman entendia imutáveis os ‘efeitos’ e Barbosa Moreira demonstrou. argutamente ponderou outra emenda. Em cada sentença convivem elementos dos quais resultam eficácias por ‘causação unívoca’ . e o da eficácia. Mesmo no torrão natal de Liebman. Dita compreensão exprime a fórmula alemã Feststellungswirkung . Não obstante. 471 aludia ao ‘efeito da sentença’. Não parece correto. nem. condenatória. a precária tese sucumbe à ‘infelice formulazione della norma e l’artificioso espediente’ . ilimitada impugnabilidade. 2.. não excetuando causas sobre separação de cônjuges’. cerne da teoria liebmaniana. supressiva de toda a definição. que elimina as duas últimas. 467. a acreditar-se no seu desalento. motivo por que.

proveniente da inimpugnabilidade. Em sentido contrário. adere à opinião geral. nesta demanda. 323 do CCB permite a reconciliação. Também Manoel Aureliano de Gusmão. negou o Tribunal de Justiça de Minas Gerais a eficácia de coisa julgada em demanda que. e podem os cônjuges reconciliar-se. comentando o arresto. ofende a ‘coisa julgada’ anterior . não obstante. preventivos e preparatórios. aduzindo: ‘É costume dizer que as sentenças de desquite não passam em julgado. de seu lado. à margem da lei. Lafayette Rodrigues Pereira. restabelecer a sociedade conjugal . ‘podem a todo tempo reconciliar-se e restabelecer a vida em comum. desquite – ‘nunca passa em julgado’ . João Monteiro. nos Tribunais. ‘cede’ frente à da ação principal . se deixara de examinar o mérito . Dispôs o primeiro: ‘Não terão efeito de coisa julgada os despachos meramente interlocutórios e as sentenças proferidas em processo de jurisdição voluntária e graciosa. Os arts. por falta de prova hábil. não ocorre coisa julgada material. Gusmão e Paula Baptista indicam. porquanto somente a declaração se revela. com a sensibilidade de Borges Carneiro. em relação ao desquite. em que ao alimentante sobrevenha indigência. notadamente as de alimentos e de desquite. 3. II. o que implica profunda alteração no plano da eficácia do ato estatal. Washington de Barros Monteiro estende-a a outras hipóteses e afasta a coisa julgada das sentenças “proferidas em causas matrimoniais. o fundamento encontrado pelo autor para negar estabilidade total ao provimento? Não se repeliu. Onde. aliás. prevendo o desquite consensual. imutável e indiscutível . ou ao alimentário opulência’ . o art. Dito exagero. Já na vigência do atual Código. na sua observação. porque aos cônjuges se faculta. então. ORIGEM E REPERCUSSÃO DA TESE SOBRE A INEXISTÊNCIA DE COISA JULGADA EM AÇÕES PROVENIENTES DO DIREITO DE FAMÍLIA Deve-se ao direito eclesiástico a tese de que em certas demandas. por que o Juiz não se obriga a respeitá-los quando do julgamento da causa principal . Em face da regra. Não dissente Manuel de Almeida e Souza . que recobre a força ou o efeito declaratório da sentença. portanto. e de desquite por mútuo consentimento’. Manuel Borges Carneiro. de modo genérico. ressaltando que a eventual sentença. que acentuam a modificabilidade ulterior do comando sentencial. como a nulidade de casamento’ . ou de Almeida e Souza. insiste o mestre de Lobão tratar-se de sentença ‘volúvel’ e ‘exposta a ser retratada em qualquer tempo. mereceu a certeira e delicada reprovação de Humberto Theodoro Júnior . Especificamente quanto aos alimentos ‘ordinários’. a todo tempo. a aplicação do asserto . endossa a lição de Gusmão. na prática. e reverter à coabitação em qualquer tempo’ . acrescentando os processos ‘preventivos e preparatórios’. Daí é que provém o dizer-se que a sentença de divórcio – quer dizer. do CPC de 1939 receberam nítida influência de semelhante caldo doutrinário. Realmente. na preciosa monografia sobre o tema. Mas ressalva o civilista que a reprodução do pedido. Pontes de Miranda e Rezende Filho jamais encontraram fundamento plausível para excluir. sem dúvida desdobramento da vertente principal. as sentenças das ações . O mesmo consenso não se nota no exame das razões expostas para justificar o caráter ‘volúvel’ dessas sentenças. motivos de ‘alta moral e conveniência pública’. Não coincide a explicação. põe-se de acordo com os últimos: os cônjuges. 288 e 289. baseada no mesmo fato. assinala: ‘Esta sentença nunca passa em julgado.

no sentido de se modificarem o objeto e o conteúdo ‘del rapporto stesso in correlazione alle modifiche ed alla diversa estensione che quegli elementi possono acquistare nel tempo’ .7. do CPC derrogado a reconsideração do julgado quando houver o Juiz ‘decidido de acordo com a eqüidade determinada relação entre as partes’ e sobrevier mudança do ‘estado de fato’.68: ‘A decisão judicial sobre alimentos não transita em julgado e pode a qualquer tempo ser revista em face da modificação financeira dos interessados’. O art. se as circunstâncias a justificam’ . à mesma finalidade. abrindo ensanchas ao reexame de questões já decididas ‘se. atento às ações de alimentos. 4. Mas. com aperfeiçoamento. Não se ostentam rigorosamente idênticas as regras. com efeito. porque. não ocorrer nenhuma atenuação dos princípios relativos à coisa julgada. condicionada e variável. la condanna perde ogni valore’ . tratando-se de relação jurídica continuativa. Porém. livrar a sentença alimentária anterior do óbice aparente (!) da coisa julgada . rotuladas ‘determinativas’ (festsetzende Urteil). É duvidoso até mesmo que constitua categoria de sentença à parte. De qualquer maneira. mencionado reproduziu-se. COISA JULGADA MATERIAL NAS AÇÕES DE ALIMENTOS De nenhuma particularidade especial se reveste a sentença alimentária quanto à coisa julgada. Há quem entenda a sentença resultante da ação de alimentos como dispositiva ou determinativa . na origem. Visam. Como observa Clóvis do Couto e Silva. 289.478/68.. de uma nova categoria de sentenças. II. tomado ‘a nuvem por Juno’ . permite o art. em que a atividade do Juiz se limitaria a alterar o conteúdo de uma relação jurídica preexistente . ensina ter o legislador. ou seja. que assentam sobre uma relação jurídica continuativa. do CPC de 1939. caso em que poderá a parte pedir a revisão do que foi estatuído na sentença’. Barbosa Moreira. contrapõe Liebman. facilmente deduzível da lição já transcrita de Manuel de Almeida e Souza – observa-se um enfoque diferente a partir do disposto no art. ‘se il debitore paga la somma dovuta. II. sobreveio modificação no estado de fato ou de direito. com prevalência do último efeito . no art. Cedo ou tarde. I. constitutiva ou não a respectiva demanda. contudo. incluídas no veio comuns das ressalvas à existência de coisa julgada.de desquite. 15 da Lei nº 5. Por outro lado. Segundo Chiovenda. típicas da jurisdição contenciosa. 289. exemplifica.478. surge a preclusão dos meios recursais e assume o ato judicial a estabilidade proveniente da coisa julgada . radica na possibilidade de as partes obterem outra ‘disposição’. do CPC vigente. condenatória e constitutiva . de um modo geral. Liga-se o entendimento ao isolamento. de 25. a característica dessas sentenças. No tocante às demandas alimentares. certeiramente. apoiando Liebman. assim. 471. comparativamente às constitutivas. No mesmo sentido. admitida a condição de sentença determinativa. adquire a sentença eficácia de coisa julgada material. tendo em vista a recepção de ‘fatti intervenuti sucessivamente all’emanazione della sentenza’. Orlando Gomes. 15 da Lei nº 5. o órgão jurisdicional autuara segundo critérios de justiça e de oportunidade . ressalta-se a combinação das eficácias tradicionais – declaratória. as tentativas de Wilhelm Kisch de ampliar a fenomenologia sentencial não obtiveram pleno êxito . por Wilhelm Kisch. do quadro geral da coisa julgada. onde a coisa julgada possui caráter ‘absoluto’. esclarece o significado da regra na medida em que se afigura lícito pleitear a ‘modificação das condições estabelecidas e obtê-la. antes já estatuíra o art. no art.

nesta respectiva. Duas hipóteses defrontam-se na doutrina pátria. 4º da Lei nº 5. Este debate não interessa aqui. classificar os provisionais. a negação ulterior de que ao alimentário. não atingindo o juízo acerca dos alimentos definitivos e dependentes de ação principal. ALIMENTOS PROVISIONAIS.478/68. Não é nada fácil. a inclusão da demanda na tutela cautelar e os reflexos do enquadramento relativamente à coisa julgada. se sustenta a inexistência de coisa julgada no . Além disto. Em sentido contrário. depara-se o Juiz com nova demanda. não produz coisa julgada material . de uma verdadeira demanda cautelar. Cuida-se. encontra-se ainda um resquício de resistência: a ação de alimentos provisionais. estremando-os dos alimentos provisórios de que trata o art. que tanto inquietava o mestre de Lobão. em razão de superveniente opulência do alimentário ou indigência do alimentante. totalmente diferente da primeira.formal. não cautelar e passível da eficácia da coisa julgada material. assim. Se. Diversas posições desafiam-se a respeito. 467 do CPC de que não existe coisa julgada. No estágio atual dos estudos concernentes à coisa julgada. lenta e seguramente tranqüilizou-se o reconhecimento à existência de coisa julgada material nas ações de alimentos . como dizia Manuel de Almeida e Souza. TUTELA CAUTELAR E COISA JULGADA O art. lembra Barbosa Moreira. É o bastante para encontrar a eficácia eludida no art. Baptista da Silva outorga à ação de alimentos provisionais caráter satisfativo . a respectiva sentença. o desfazimento da imutabilidade do direito declarado. alterada a causa de pedir da primeira demanda. 853 do CPC . entre nós. ensejando execução forçada. 2): jamais ocorrerá. 301. Ovídio A. assistia direito à pensão. Da solução que se adotar deriva. No que tange à substancial. dentre as espécies de prestações alimentares. fica ‘impraticável a emissão de nova sentença relativamente à mesma situação contemplada na outra’ . na prática do foro. embora condenatória. fundada na aparência do Direito e provisória. na demanda precedente. É que. contudo. obrigatória ex vi do art. fato superveniente extinguiu o Direito. e alguns autores se limitam a constatar uma superficial diferença terminológica . não impressiona mais a alterabilidade dos efeitos. 467 do CPC! Vale recordar que o impedimento encontrável na coisa julgada material supõe identidade total das ações (art. 852 do CPC contempla uma demanda específica para obter alimentos provisionais. em princípio. se descaracteriza o óbice. Em uma demanda. Somente o vezo da tradição explica o apego. logo. 5. Lacerda-Oliveira enfatizam que a demanda não contém suficiente dose eficácia declaratória e. quer dizer. Por tudo isso. depois de emanada aquela sentença. o tratamento do problema relativo à coisa julgada. ainda que extinta a obrigação alimentar anteriormente reconhecida através de uma ação exoneratória. a modificabilidade dos efeitos não atinge a coisa julgada (retro. e sim. à idéia ultrapassada e contrária ao art. n. §§ 2º e 3º). Portanto.

revela-se inaceitável. e a fortiori na de alimentos provisionais. Ora. nas demandas cautelares. Do contrário. de coisa julgada . existe declaração na sentença cautelar. como acredita Ovídio. 810 e 817 do CPC reiteram o óbvio: a res iudicata de uma demanda não atinge outra diversa. é defeso à parte repetir o pedido. Galeno Lacerda: ‘Não há coisa julgada material na concessão. parágrafo único. § 2º. não possui nenhum relevo na espécie. fora das hipóteses aí . 808. Baptista da Silva. à questão de o sedizente credor efetivamente se constituir um credor do réu. a própria tese genérica. no essencial. basta responder uma simples pergunta: rejeitada a ação de alimentos provisionais. uma alteração dos efeitos sentenciais tão vulgar quanto à reconciliação dos cônjuges separados! Não descendo o Juiz na demanda de arresto. com ou sem sentença de mérito da cautela. ao revés. o problema entrelaça-se à natureza cautelar ou satisfativa da demanda de alimentos provisionais. proclama a ausência de eficácia declaratória na demanda cautelar. porque o direito exibido pelo autor se ostenta inverossímil. porque o efeito prático da sua procedência cai frente ao juízo da ação petitória . ademais. afigura-se questionável a conclusão e. conseguintemente. se repeliu a condição de credor do arrestante. Ocorre. produzir coisa julgada material? Por isso. E a negativa estender-se-ia a quaisquer ações de cognição sumária! Os arts. Mas como descobrir se uma determinada ação não contém força declaratória suficiente para. Na verdade. negar-se-ia eficácia de coisa julgada à ação possessória. 301. vedando a repropositura de outra demanda igual à primeira. 467 do CPC. Para atender a definição constante do art.processo cautelar. Pontes de Miranda pensa da mesma forma . fatalmente diferem o âmbito da cognição e a causa de pedir entre as demandas e inocorre a tríplice identidade (art. a teor do dispositivo. do CPC: ‘Se por qualquer motivo cessar a medida. Não é este o teste adequado para demonstrar a inexistência de coisa julgada na ação de alimentos provisionais ou. e. Diz. Ensina Manoel Aureliano de Gusmão que não há coisa julgada nas sentenças dos processos ‘preventivos e preparatórios’ porque ‘o Juiz não se obriga a respeitá-las quando resolver definitivamente sobre o ponto principal da causa’ . parece assaz arbitrária e indemonstrável a afirmação de que a execução posterior da sentença (condenatória!) dos alimentos provisionais consistiria ‘forma externa que atende apenas à maneira como se efetivará a ordem cautelar’ . Realmente. em inúmeras ocasiões. combinada à inimpugnabilidade (coisa julgada formal). de medida cautelar. Percebeu-o. Bem ponderada. ou não. ao menos parcialmente. sem embargo da imensa autoridade da comunis opinio. será lícito renová-la sob idêntico fundamento? Estatui o art. Por óbvio. salvo por novo fundamento’ . A presença da eficácia condenatória sugere. em geral. o fato de os efeitos práticos da sentença que concede um arresto desaparecem porque. na demanda principal. Também Ovídio A. por exemplo. porque o juízo sobre a necessidade de segurança prévia não se estende à totalidade da lide. o ponto de partida da rejeição baseia-se nas conseqüências da sentença proferida na ação principal sobre a sentença cautelar. à existência ou não da relação jurídicomaterial e do direito subjetivo material alegado’ . a questão encerra-se porque não há motivo para separá-la do destino comum à imutabilidade das demais ações típicas do processo de conhecimento. idêntica eficácia declaratória . do CPC) . refugando a coisa julgada material em sede cautelar. em primeiro lugar situando o parágrafo em relação ao caput: ‘Se o processo cautelar findar. a toda evidência. se satisfativa tal demanda. De modo que. Galeno Lacerda.

1985. diversa da anterior pelo fator causal.mencionadas. segundo o qual os princípios aplicáveis à eficácia de coisa julgada no processo principal incidem no provimento que rejeita a demanda cautelar . ASSIS. São Paulo. que a rejeição total e irreversível do fenômeno chamado coisa julgada. Porto Alegre. 467 do CPC. Moacyr. no relativo à coisa julgada. 3. nela contida. 1977. condenado a pagar alimentos provisionais. São Paulo. se identifica com a de Fritz Baur. ressalvada a hipótese de fundamento diverso’ . ENRICO. Segundas linhas sobre o processo civil. Em suma. Imprensa Nacional. 1977. Saraiva. na verdade.. RT. Araken. Questões prévias e os limites objetivos da coisa julgada. Forense. Esta valiosíssima lição. questionando o direito do autor a tais alimentos. 1963. mesmo. outrossim. de outra demanda cautelar. Da execução de alimentos e prisão do devedor. “Naturaleza de la cosa juzgada”. da sua natureza satisfativa e do elemento declaratório. Ejea. Trad. 1973. e provada pelo fato impeditivo de ao réu se vedar o acesso a uma demanda contrária.ª ed. In Problemas de derecho procesal. BIBLIOGRAFIA (2. Por decorrência. de outra ação. cogita. Não teria sentido proibi-la porque não proposta a ação principal a tempo. e autorizar sua renovação quando julgada improcedente a própria ação cautelar. se o Código permite a renovação do pedido por outro fundamento. se encontra a prova cabal da existência de plena eficácia declaratória. Neste caso. a ação sob exame não discrepa. Comentários ao código de processo civil. no terreno reservado ao processo cautelar. São Paulo. Primeiras linhas de direito processual civil. realça Fritz Baur. Em tais circunstâncias não haveria razão. Santiago Sentís Melendo. ALMEIDA E SOUZA. aliás. Mas. . vedada também se torna reiteração da medida. Thereza. Rio de Janeiro. nos termos do art. Por outro lado. decorre a coisa julgada na ação de alimentos provisionais. 2. 1855. Primeiras linhas de direito processual civil. Buenos Aires.ª ed. para proibi-la’ .2) ALLORIO. AMARAL SANTOS. E completa: ‘Logo. _____.. Manuel de (Lobão). 4. Max Limonad. Fabris. há também o óbice da coisa julgada material na ação cautelar procedente em relação a outras medidas aedem res e aedem partes . invertendo a indagação. ALVIM. o obstáculo se ofereceria também ao réu que. Lisboa. das que objetivam a concessão de alimentos ordinários.ª ed. Nesta derradeira conclusão se insinua. 1979. do qual provém a respectiva eficácia. almejasse obter o reconhecimento de que à época não gozava o autor de tal direito. tirante adaptações de somenos . _____. deriva ou de uma ilusão ou de um preconceito herdado de antigos equívocos acerca do instituto. porque o impedimento enfrentado pelo réu somente pode resultar da declaração anterior do direito do autor.

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