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No Princípio...

A Origem de Tudo e de Todos [1] Por Ruy Porto Fernandes Desejo continuar com as revelações que o Espírito Santo nos tem agraciado, principalmente no que diz respeito ao Fator Enoque que até o momento muito pouco abordei. Desde que interrompi a série de artigos postados nos blogs, que venho mantendo com artigos redigidos a partir de 17-05-2009, o foi pelo tremendo conhecimento que o Espírito Santo nos compartilhou, e do qual eu necessitava pensar mais sobre a posição do Espírito Santo, em relação à Escritura no Livro de Gênesis, para melhor entendimento daquela revelação. É maravilhoso como esse conteúdo bíblico passou por muitas interpretações ao longo da história do povo judeu e cristão nesses quatro mil anos (desde Abraão até os dias atuais). Mas hoje em dia, com o acúmulo do conhecimento científico hodierno, fez-se necessário uma revisitação no conhecimento bíblico judaicocristão, pois o Espírito Santo também o utiliza para dar continuidade à revelação da verdadeira Face do Deus de Israel e o seu Messias (Ap 10.4-7; 11.19). Porque as gerações passadas que não detinham esse conhecimento científico atual somente viam uma sombra dessa revelação. Mas não vou discorrer como essa interpretação se deu ao longo das eras, pois milhares de volumes foram escritos sobre tal concepção ao longo de nossa História. Temos que discutir o que a Bíblia significa hoje, principalmente o livro de Gênesis, em relação ao conhecimento humano atual em contraposição aos nossos dogmas judaico-cristãos passados. Na Bíblia Judaica consta que o Deus de Israel no primeiro dia da criação (Gn 1.4-5) iniciou a formação do nosso universo como hoje conhecemos (espaço/tempo, galáxias, sistemas solares, planetas e esta terra habitável) tendo em mente uma obra eterna. E nesse mesmo instante foi do Seu Propósito criar a natureza e a humanidade também para ser eterna em sua plena forma orgânica, em carne e osso, acompanhada de todos os seres vivos mono e pluricelulares, também como hoje os conhecemos! E, se tal foi o objeto de sua obra, Ele foi vitorioso, ou fracassou? Isto, pergunto, porque no segundo dia da criação algo tenebroso aconteceu em meio à criação da expansão no meio das águas criando os céus, quando ao término do segundo dia Deus não diz que foi bom (Gn 1.6-7). Isto indica que um novo princípio surgiu nesse segundo dia da criação, o Príncipe deste Mundo e o Princípio do Mal (Jo 12.31; 14.30; 16.11; Ef 2.2). Um princípio que era local, mas não total, que modificava a ordem estabelecida pelo Deus de Israel desde o primeiro dia da criação. Este princípio local alterava o objetivo final proposto por Elohim, e a consequência dessa alteração é vista nas diversas direções que a criação toma na evolução das espécies; que desde a sua origem, e após sucessivas extinções, chega aos últimos setenta milhões de anos, para que os mamíferos pudessem surgir e povoar esta terra, pois até então não poderiam existir. Pois foram impedidos por outro tenebroso reino animal, o reino dos ovíparos, o reino dos sáurios. Não podemos esquecer que a época dos gigantescos sáurios, as criaturas ovíparas que dominaram o planeta num período de quase 200 milhões de anos durante a era Mesozoica. E foram extintos por um meteorito que atingiu a península de Iucatã no golfo do México formando a cratera de Chicxulub, como um golpe de Deus desfazendo o império dessas terríveis e ameaçadoras espécies (Dn 2.34-35). E deste momento em diante o Deus de Israel conduziu a evolução da natureza para inofensivas espécies de pequeno e médio porte, venenosos ou não, até o surgimento dos mamíferos de todas as espécies desta era Cenozoica que se estende desde 65,5 milhões de anos atrás até os dias atuais, e da qual o Deus de Israel e Jesus Cristo também tem parte! Na Escritura lemos que o homem foi formado pelo Deus de Israel da matéria informe desta terra (Gn 2.7), e à parte de um jardim localizado no Éden, dentre quatro rios, formado para ser eterno, onde foi colocado (Gn 2, 8-17). Também pôs ali uma especial natureza eterna de vegetais e animais junto com o homem, designado a povoar, lavrar e conservar esse Jardim (Gênesis 2.15). À continuação de todos esses fatos cremos que aí os temos como símbolos bíblicos a fim de nos orientar neste tempo de nossa história. Graças ao Espírito Santo do Deus de Israel, que nos faz últimos tempos fez multiplicar o nosso conhecimento, atualmente podemos compreender o grandioso significado desses símbolos em Sua Sagrada Escritura.

Mas entendemos que Deus de Israel, o Todo-Poderoso Deus dos Céus e da Terra, somente teve poder de fazer esse minúsculo lugar no lado oriental (2.8) deste planeta terra porque Satanás também tinha acesso a ele. Este era o querubim ungido designado, tal como o homem no Éden, aqui viver, criar, cultivar, preservar e orientar e ser padrão (Ez 28.14). Cabe destacarmos que o tempo decorrido entre o período histórico da criação de todas as coisas pelo Deus de Israel (Gn 1.1) e o tempo em que os autores bíblicos constataram esse fatos por meio da revelação e tradição oral, compilando e registrando essas histórias, foi de apenas dois milênios tendo como principal referência as pessoas de Abraão, Isaque, Jacó e Moisés, com suas respectivas esposas e descendentes. Portanto, a fim de reconstruírem esse tempo anterior à vida dos seus patriarcas. Os autores bíblicos ousaram registrar os fatos geológicos, naturais e genealógicos munidos de lógica religiosa dividindo o tempo passado dentre as possíveis gerações que supuseram existir até o tempo de suas vidas. Hoje sabemos que este artifício, tal como o Espírito de Deus os inspirou, foram recebidos por esses autores inconscientemente, porque constatamos um modus operandi e um período de tempo diferente que o registrado nessas referidas páginas da Bíblia. Mas se o Espírito Santo de Deus que as inspirou, também preservou e manteve essa lógica nos textos sagrados, por meio das sucessivas cópias através dos tempos, o fez para que hoje nós pudéssemos realmente entender a mente do povo do Deus de Israel àquela época e nos fornecer as pistas para concluirmos que Deus não parou com a criação a que se propôs no primeiro dia registrado nas Escrituras Sagradas. Niterói, 13 de maio de 2013.